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terça-feira, 13 de junho de 2017

HOJE É DIA DE EXU NA UMBANDA – DIA 13 DE JUNHO – SALVE SANTO ANTÔNIO

Junho é o mês mais esperado por muita gente devido às festas juninas, e principalmente para fazer seus pedidos a Santo Antônio. Vamos saber um pouco mais sobre esse santo tão homenageado na Umbanda.
Salve Santo Antonio! Padroeiro dos Exus. Laroyê Exu! 
 
Santo Antônio nasceu em Lisboa, Portugal, e desencarnou em Pádua, na Itália. Foi discípulo de São Francisco, e como ele, desfez-se de todos os seus bens e viveu para ajudar aos pobres e desamparados.
 
Seu nome na verdade, era Fernando, mas ao entrar na Ordem dos Franciscanos, em 1208, trocou seu nome para Antônio (que significa “Defensor da Verdade”) e deixando as coisas mundanas, foi viver no mosteiro de São Vicente. Desencarnou precocemente, aos 39 anos, devido às privações e jejuns prolongados. Sempre defendeu a igualdade de todos e defendia os desamparados, lutando pela igualdade de todos.
 
Um dos poucos encarnados onde comprovou-se o fenômeno de bilocação, e salvou o próprio pai da prisão. Estava ele pregando numa praça de Milão, quando soube que naquele momento estava o pai diante dos juízes. Encostou-se no púlpito e naquela mesma hora apareceu em Lisboa, diante do tribunal. Saudou os juízes e depois, com ar severo censurou os mentirosos que negavam ter recebido o dinheiro: “Vós desafiais a Deus, negando que recebestes o dinheiro de meu pai. Ele confiou em vós, e vós lhe retribuís arrastando-o para a desonra, juntamente com sua família! Vós, em tal dia (e foi dizendo a cada um), em tal hora, em tal lugar, recebestes tanto, vós tanto, vós, tanto… Confessai a verdade, se não quereis que Deus vos mande um terrível castigo”. Os culpados confessaram que haviam mentido e o Santo ainda conseguiu dos juízes que fossem perdoados. Depois abraçou o pai, beijou-lhe respeitosamente a mão e no mesmo instante recomeçava em Milão o sermão interrompido.
 
Como todos os que seguem os desígnios simples e puros, muitas vezes os homens não lhes davam ouvidos, então isolava-se na Natureza, conversando com as aves e os pássaros.
 
 
Quando no Brasil, os escravos foram obrigados a professar a religião católica, dedicavam o culto a Santo Antônio, acendendo grandes fogueiras. Como na crença africana, o dono do fogo é Exu, Santo Antônio tornou-se o agente de Exu e esta crença foi absorvida pela Umbanda, de modo que para nós ele se chama Santo Antônio de Pemba ou de Ouro Fino, e rendemos nossas homenagens a ele, com a crença que é o mensageiro das palavras do Bem e de Jesus, e o agente das forças mágicas da Umbanda desamarrando as demandas, nos trabalhos de desobsessão, protegendo as pessoas dos espíritos malignos e também trazendo de volta o que estava perdido. A ele dirigimos nossas preces, acreditando que ele auxilia no destino dos encarnados, ao lado destas entidades amigas que tanto nos ajudam que são os Exus da Umbanda.
 
 
A falange de Zé Pelintra trabalha junto de Santo Antônio, e é o santo em Zé Pelintra deposita seus pedidos. Nos terreiros e tendas onde desce Zé Pelintra, no dia 13 de junho, ele chega para benzer os pães de Santo Antônio e os distribui aos filhos de fé, para serem guardados com açúcar e durante o ano inteiro o pão permanece sem estragar, para que traga fartura a cada um. Em uma das suas cantigas, pergunta-se: – Zé Pelintra, cadê Santo Antonio: “Estava rezando e fazendo oração; Santo Antonio que gira e retira que quebra as demandas de toda a nação”. E assim, Zé Pelintra invoca ao Santo, trazendo sua força, inspiração e proteção à Umbanda e aos seus filhos de fé.
 
Santo Antônio faz parte da primeira linha que é de Oxalá. Os chefes-guia de suas falanges são: Santo Antônio, São Cosme e Damião, Santa.Rita, Santa Catarina, Santo Expedito, São Benedito e São Francisco de Assis. Os santos da linha de Oxalá, penetram nas linhas de quimbanda para desmanchar “trabalhos” feitos para prejudicar as pessoas.
 
“Santo Antônio é de Ouro Fino, suspende a bandeira e vamos trabalhar”
 
Salve Santo Antônio! Salve a Malandragem e Laroyê Exu!
 
 
Oração de Santo Antonio
 
Lembrai-vos, glorioso Santo Antonio, amigo do Menino Jesus, filho querido de Maria Imaculada, de que nunca se ouviu dizer que alguém daqueles que têm recorrido a vós e implorado a vossa proteção tenha sido por vós abandonado.
Animado de igual confiança, venho a vós, fiel consolador e amparador dos aflitos.
Gemendo sob o peso dos meus pecados, me prostro a vossos pés e, pecador como sou, ouso a me apresentar diante de vós.
Não rejeiteis, pois, a minha súplica. (Fazer o pedido), vós que sois tão poderoso junto ao Sagrado Coração de Jesus, mas escutai-a favoravelmente e dignai-vos a atendê-la.
Que Assim Seja.
 
 
Falando um pouco sobre Exu…
 
Sabendo que a Umbanda, segundo o Caboclo das Sete Encruzilhadas é “A manifestação do espírito para a prática da caridade”, qual a principal função desempenhada pelos Exus nos nossos Templos, Terreiros, Casas, Tendas ou Centros?
 
Na Umbanda o Exu é uma Entidade (alma) que cuida da Segurança da casa e de seus médiuns. Todas as religiões tem entidades que cumprem esse papel. Um bom exemplo disso são as comunicações recebidas por Chico Xavier e Divaldo Franco mostram a existência desses espíritos trabalhando também no Plano Astral como Espíritos Guardiões.
 
 
A reunião de Exu ou Gira de Exu na Umbanda tem como a maior finalidade descarregar os médiuns e os consulentes e sempre agir em prol da Caridade. Unindo suas energias eles são capazes de entrar em contato e orientar mais facilmente com almas que ainda não encontraram um caminho. Estas almas vivem entre os encarnados, prejudicando-os, obsediando e até mesmo trazendo-lhes um desequilíbrio tão grande que são considerados loucos. Para este trabalho eles necessitam muito de nosso equilíbrio e de nossa energia. Nosso equilíbrio é utilizado por eles no momento em que as entidades sofredoras se manifestarem com ódio, rancor, raiva, para que tenhamos bons pensamentos e sentirmos verdadeiro amor e harmonia para que desta maneira as desarmemos e não as deixemos tomar conta da situação e, quem sabe, até as persuadir a mudarem de caminho libertando-se assim do encarnado ao qual está ligada; nossa energia é utilizada em casos em que estas almas estão sofrendo com o desencarne, tristes, com dores, humilhadas, desorientadas, assim eles transformam as nossas energias em fluidos balsâmicos que as ajudam, em muito, na sua recuperação. Muitas destas almas desorientadas não conseguem nem se aproximar dos Terreiros de Umbanda, pois os Exus da Tronqueira ficam encarregados de fazerem uma triagem liberando a passagem apenas das almas que eles percebem já estarem prontas para o socorro, ou seja, prontas para seguirem um novo caminho longe do encarnado ao qual estava apegada. Este trabalho de separação é feito por eles com muito empenho e seriedade e será muito melhor sucedido se o encarnado der continuidade ao mesmo, quando menos melhorando os seus pensamentos e se livrando da negatividade e do medo.
 
 
Oração à Exu
 
Ó Exu, glorioso trabalhador do céu e da terra,
Protetor das almas encarnadas e desencarnadas
E guardião dos espíritos de luz;
Eu vos invoco humildemente, para que me ajudes
A pregar o amor, a verdade a justiça,
E a fazer a caridade que Nosso Amado Mestre Jesus nos Ensinou.
Ilumine meu espírito com seu amor infinito
E sua bondade inesgotável, para que eu possa
Hoje e sempre ter a misericórdia da sua proteção,
E através dela concretizar e levar minha fé,
Vencendo toda a adversidade
E a feitiçaria dos homens da terra.
Laroyê Exu !
Que Assim Seja, na Energia de Exu!

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Lenda da bilha de São Jorge - Portugal

Olá!
Essa é uma história de fé, amor e coragem!
Que São Jorge possa valer sempre a todos aqueles que nele depositam a sua fé!
Lembrando que só alcançamos a vitória se formos merecedores da mesma e se tivermos fé firme e forte!
Salve São Jorge Guerreiro! Que ele nos proteja, nos valha e nos ensine a caminhar com muita fé, esperança e amor!!!


Foi nos primeiros dias de Agosto de 1385. O Sol dardejava o seu sopro de fogo sobre as terras de Portugal e Espanha. Corpos aquecidos e espíritos ardendo em febre! Ânimos mais exaltados ainda pelo calor da discórdia!

O rei de Castela levara até à Beira a sua invasão em território muito nosso. E o jovem rei de Portugal — rei havia apenas questão de meses — correu para a cidade do Porto para reunir tropas, descendo depois sobre Abrantes, onde iria encontrar-se com o condestável do reino. Este correra antes a Estremoz. Aí, aliciara gente. E fortalecido pela fé de vencer, chegou à cidade de Abrantes, onde iria reunir-se conselho.

O ar, demasiado abafado, quase não girava. No salão, os guerreiros acolhiam com desagrado a ideia de uma grande batalha. Sabiam que o rei de Castela tinha em campo mais de vinte mil homens, enquanto eles, se fossem sete mil, já se poderiam dar por felizes. Votavam, portanto, contra a batalha.


Apesar da pequena estatura, a figura direita e altiva do Condestável impressionava sempre quem o via, até entre os próprios inimigos. Fez-se silêncio quando D. Nuno Álvares Pereira se levantou para falar.

A sua voz soou firme e compassada.

— Senhores! O meu voto é contrário ao vosso e dir-vos-ei por quê. Se ficarmos inactivos — como é vosso parecer — será certa a ruína. Se aqui ficamos, o inimigo, sempre em maior número, nos buscará. Se nos alojarmos num sítio forte, fugindo dele, os Castelhanos correrão a sitiar Lisboa, que sentirá a nossa falta e a falta de mantimentos. Sem víveres, sem armada, sem soldados, com a infidelidade de alguns dos seus naturais, que será da nossa Lisboa? E, caindo Lisboa, cairão por terra todas as nossas esperanças! Não ignoro que seria prudente aguardar socorros de Inglaterra. Mas que poderá restaurar a perda de Lisboa, se ficarmos de braços cruzados, esperando um auxílio demorado? E depois, que faremos nós? Debandaremos então em correria, acção que designo de infamante?… 

Alguém contrapôs:

— E se formos para a batalha e a perdermos?

— Ganharemos pelo menos em honra! No entanto, se a ganharmos, como é minha fé, pela necessidade que temos de pelejar, a vitória saberá aligeirar tudo quanto nos possa ter acontecido!…

Depois, voltando-se para D. João I, que parecia abalado com as opiniões em massa contra a ideia de uma batalha imediata:

— E vós, Senhor, que aceitastes a coroa para defender o reino, perdereis toda a reputação que haveis adquirido se recusardes a peleja! Vede que a maior parte dos soldados contrários são visonhos ou andam atemorizados com as perdas passadas. Se os vossos gloriosos progenitores temessem estas desigualdades de opiniões, decerto não teriam ganho tão insignes vitórias. Senhor! Se outra for a vossa resolução, que não a minha, sabei que eu, só com os que me acompanham, pelejarei com o inimigo, pois julgo mais insofrida uma vida infame que uma morte gloriosa!

D. Nuno terminou a sua alocução. Sabia já ter dito o suficiente para saberem o que poderiam esperar dele. Todavia, os protestos levantaram-se calorosos. Achavam audaciosas, quase loucas, as ideias do Condestável. O conselho ficou adiado. Mas no dia seguinte D. Nuno Álvares Pereira passou com os homens que aliciara à cidade de Tomar, por onde o rei de Castela forçosamente passaria.

Ao ter-se conhecimento desta decisão, muitos fidalgos e chefes guerreiros propuseram a D. João I que castigasse o Condestável por tão audaciosa proeza. Mas qual não foi o espanto desses homens, quando o rei de Portugal decidiu:

— Senhores! Declaro-me também pela batalha! Quero ser rei de Portugal e não de Avis, como alguns para aí me apelidaram!

Houve certo burburinho, abafado pelo natural respeito ao Rei. E D. João I foi juntar-se ao Condestável, saindo de Abrantes depois de orar na Igreja de S. João. E chegaram a Aljubarrota a 14 de Agosto desse mesmo ano de 1385.


O mesmo sol continuava abrasando os campos, secando os regatos, sedentando as bocas. Cantavam as cigarras, que os pés dos soldados iam pisando nesse campo que D. Nuno escolhera para esperar o rei castelhano e todo o seu grande exército.

Pouco depois do meio-dia, os dois exércitos estavam frente a frente. Mas o rei castelhano não se dispôs logo a dar combate, receoso da sua posição estratégica.

Do alto, a luz solar caía a jorros, inundando o plaino de Aljubarrota e queimando as energias nessa enervante espera. Era fogo, o ar que respiravam. E da própria terra que as patas dos cavalos batiam saíam nuvens de pó que mais pareciam fumo. Começavam as bocas a sentirem-se sequiosas, os lábios a gretarem-se, as vontades a enfraquecerem. Então, D. Nuno procurou o valente Antão Vasques.

— Sabeis do que tenho temor? Não é do inimigo, é do sol! Os homens queixam-se de sede… e essa tortura será capaz de os derrotar, antes da luta!

Antão Vasques olhou o Condestável com ansiedade.

— E que fazer, senhor?

Olhando fixamente um ponto vago, D. Nuno meneou a cabeça.

— Perguntais bem, Antão Vasques! Mas creio que só há um caminho: encontrar água para os nossos soldados.

Perfilando-se, Antão Vasques pediu:

— Senhor! Se não vos opuserdes, tomarei eu conta de tal missão. Deixai que procure a água!

— Estais certo de a encontrar?

— Conto com a ajuda de Deus e de S. Jorge! Nem que tenha de arrancar água à própria terra, hei-de encontrá-la… e a vitória será nossa!

D. Nuno olhou-o com simpatia.

—Pois ide… e que S. Jorge vos proteja!

Sem mais ouvir, Antão Vasques correu imediatamente em busca dessa água bendita que poderia salvar as hostes de Portugal. Mas em vão parecia fazê-lo. Sob o sol abrasador, nem uma gota de água surgia nesses campos desertos! O desespero começou a apoderar-se do guerreiro. Mas conta a lenda que a certa altura da sua busca infrutífera, Antão Vasques desceu do cavalo e ajoelhou na terra escaldante. Dos seus lábios ressequidos subiu uma oração:

— Senhor meu Deus! Dizem que cada um de nós tem um Anjo da Guarda! Por tudo vos peço que me envieis o meu Anjo com um pouco de água!

E nesse mesmo instante, como uma miragem, Antão Vasques viu surgir, avançando para ele, uma graciosa camponesa com uma bilha de água na mão.

Murmurou, receoso de enganar-se:

— Será possível tamanho milagre?

Parecendo tê-lo ouvido, a jovem camponesa sorriu. Depois, chegando junto do cavaleiro:

— Senhor… creio que tendes sede. Tomai esta cantarinha e bebei. Tem água fresca e boa!

Antão Vasques nem chegou a responder. Aceitou a cantarinha e levou-a logo à boca, bebendo sofregamente. Só depois agradeceu à jovem:

— Graças! Esta água mata a sede… Mas é tão pouca… e nós somos tantos…

Voltou a camponesa a sorrir.

— Bebei à vontade, cavaleiro! A água não acabará assim tão depressa!

E com um gesto gracioso indicou a bilha que Antão Vasques conservava ainda nas mãos.

— Levai-a convosco e dai de beber aos vossos companheiros!

Antão Vasques olhou perplexo a jovem camponesa. Mas já ela lhe dizia, com certa autoridade na voz:

— Senhor Cavaleiro, não demoreis!… Os vossos companheiros também têm sede…

Sem mais acrescentar, afastou-se em direcção oposta à da batalha que ia travar-se. Duplamente contente, o cavaleiro gritou-lhe então:

— Adeus e obrigado por todos!

E aconchegando a bilha à sua armadura de guerra, Antão Vasques dirigiu-se quase correndo ao campo português, para contar ao Condestável o maravilhoso prodígio.

Entretanto, o rei de Castela, que hesitara em dar luta aos portugueses, preparava-se para atacar. E a água que a misteriosa donzela levara a Antão Vasques chegou no momento oportuno.

Corria de mão em mão, de boca em boca, a bilha pequena, cuja água parecia nascer dentro dela, não se sabe devido a que estranho milagre. Era um oásis de frescura e vigor! Renovamento das forças corporais e do espírito! Os ânimos fortaleceram-se. Havia desejo de lutar e vencer. Todo um exército renovado por ter bebido alguns golos de água de uma infusa de vulgar aparência!

Finalmente, os castelhanos resolveram atacar. A tarde já ia avançada. Supunha o inimigo que os portugueses já estariam exaustos da expectativa, quebrados, pela demora e pela sede. Iriam aproveitar-se dessa moleza em que julgaram envolvidas as nossas hostes. E o grito de guerra soou, como trovão medonho, abalando a terra de Aljubarrota!

Por montes e vales iluminados pela luz brilhante do Sol, subiu o clamor das trombetas, misturado com o ruído das armas e dos homens avançando em tumulto, à conquista de uma vitória esmagadora e decisiva. Mas, por milagre de Deus e esforço dos homens — contra o que os outros esperavam — os sete mil portugueses aguentaram a pé firme, estoicamente, aquela avalancha furiosa de trinta mil! O pó levantado do chão bailava no ar uma dança fantástica. Logo depois do primeiro embate, a surpresa do rei de Castela foi grande, e maior se tornou ainda quando os portugueses, manobrando com inteligência, envolveram o inimigo numa verdadeira tenaz de ferro e fogo! Era o princípio da maior vitóra militar de sempre!

De súbito, Antão Vasques entrou correndo na tenda de D. João I. Entrou chorando e rindo, simultaneamente:

— Senhor! Senhor meu rei! Deixai-me rir e chorar! Rio e choro de alegria! Os castelhanos fogem em debandada! E eu venho entregar-vos esta bandeira que pertenceu ao maior inimigo que tínheis no Mundo!

Caía a noite. Uma noite quente de Verão em que a Lua, qual grande círio, vinha pratear os campos cobertos de cadáveres, como se lhes quisesse prestar uma derradeira homenagem. A morte é sempre a morte, mesmo quando é dada ao inimigo e por uma causa justa.

Por entre as sombras da noite, fugia em debandada o exército castelhano, perseguido agora pelos aldeões. O próprio rei teve de disfarçar-se, mas foi reconhecido. E se passou a fronteira, deve esse gesto à generosidade do rei de Portugal. Entre os castelhanos que tombaram, alguns portugueses perderam também a vida, pela causa de Castela. Alguns portugueses que não souberam ter fé.

Noite de Verão e noite nas almas desse punhado de traidores! Entre eles, triste é dizê-lo, contava-se D. Diogo Álvares Pereira, irmão do Condestável. Todos possuem a sua cruz, e essa não foi pouco pesada a D. Nuno Álvares Pereira. Mas a batalha estava ganha com honra e glória! E embora o Condestável tivesse acreditado sempre no valor dos que tinha a seu lado, não deixava de crer também nesse valor extraordinário que permitira o feliz seguimento da luta — essa água milagrosa descoberta por Antão Vasques. Assim, no sítio onde a camponesa surgira com a cantarinha, D. Nuno Álvares Pereira mandou erguer a capela de S. Jorge.

E ainda hoje, em memória do extraordinário acontecimento, lá está sempre uma bilha de água, para dar de beber a quem passe e tenha sede.



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quarta-feira, 5 de abril de 2017

Quando prejudicamos as Entidades de Umbanda?




Vivemos falando em “Orai e Vigiai” sempre com o sentido de nos protegermos de nós mesmos e principalmente de nos defendermos das artimanhas das forças trevosas. Hoje, entretanto, estarei falando sobre a importância do “Orai e Vigiai” com relação as entidades, guias, protetores e guardiões de Umbanda, sobre o quanto os prejudicamos e atrapalhamos quando esquecemos dessa máxima, do quanto contraímos de karma quando ao prejudicá-los estamos contraindo, não somente com eles (que tudo perdoam), mas com as pessoas encarnadas que eles estariam orientando e ajudando se não tivéssemos falhado, assim como também, dos desencarnados carentes de orientação ou disciplina.

Estudemos pois algumas situações.

1. Quando nos dirigimos ao terreiro “sujos”. O que é um servidor da Umbanda sujo? Não se iludam achando que é somente o servidor que não tomou o banho de erva ou o banho comum mesmo. Conheço muito servidor que está com os “banhos em dia” mas que sempre transmite uma aura suja, ou seja, impregnada de sentimentos profanos. Por “sentimentos profanos” entenda-se: ciúme, inveja, prepotência, arrogância, idolatria, avareza, indisciplina, indolência, etc. Tudo isso não tem banho de erva que tire.

2. Quando durante a gira de atendimento deixamos o nosso mental ser impregnado por pensamentos torpes, profanos ou pouco elevados. Como por exemplo: 

2.1. Ficar observando o comportamento do irmão de fé, sem que em momento algum isso seja para conversar com ele depois da gira para orientá-lo ou ajudá-lo a se corrigir, mas sim para simplesmente julgar ou entrar em rodas de conversas para criticar, zombar e rir.

2.2. Observar o comportamento dos consulentes na hora da consulta sem ser com o objetivo de orientá-lo sobre a disciplina da Casa, ou sobre o entendimento do que esteja sendo dito pela entidade, mas, novamente, simplesmente julgar ou entrar em rodas de conversas para criticar, zombar e rir.

2.3. Quando, enquanto médiuns de incorporação e de consulta, nos recusamos a “dar passagem” porque estamos tão preocupados com nossas próprias mazelas que achamos que não estamos em condições emocionais ou físicas... Falsa humildade! Egoísmo! Que tal deixar para a entidade decidir se estamos ou não em condições? Se realmente estivermos sem condições a própria entidade dará apenas a sua irradiação e bênção. Mas não! Insistimos em saber mais do que elas! Além do mais esquecemos também quantas vezes aprendemos nas consultas e quantas vezes um consulente está passando por um problema semelhante aos nossos e somos indiretamente orientados. 

2.4. Quantas vezes durante a consulta, por não “irmos com a cara” do consulente, interferimos na consulta, vibrando antipatia, atrapalhando a incorporação, ao ponto, muitas vezes, da entidade ter que encaminhar o consulente para outra entidade, ou ainda, ser obrigado a terminar logo a consulta? Somos sempre os certos, né?

2.5. Desejar sexualmente um(a) irmão(ã) de fé ou consulente. Você esquece que a galera lá de cima tá vendo tudo? Você esquece que a entidade que você está cambonando sente ou percebe? Você esquece que a entidade que você está incorporada simplesmente desincorpora? Que vergonha! Que absurdo!

3. Toda vez que temos uma atitude incoerente ou incompatível com o fato de sermos umbandistas, nós prejudicamos não somente as entidades, mas a própria Umbanda. Como por exemplo: sujar reino da natureza, desrespeitar uma pessoa, trair o nosso cônjuge, nos omitirmos diante de uma injustiça, silenciarmos diante de uma calunia, etc.

Eu poderia escrever páginas e mais páginas a respeito do quanto prejudicamos as entidades de Umbanda quando nos esquecemos do “Orai e Vigiai”, mas será que adiantaria? Será que você leria até o fim? Porque orientação de não ingerir bebida alcoólica e não fazer sexo 24 horas antes das sessões a grande maioria segue, mas do que adianta seguir alguns preceitos disciplinares se nosso coração ou mental está preocupado com a “balada” que está marcada para depois da gira? Pensando só no choppinho que vai tomar, na pessoa que vai paquerar ou “ganhar”? Você sinceramente acha que será um servidor decente se estiver com isso na cabeça? 

Enquanto sacerdotisa de Umbanda, eu prefiro um médium que tenha feito sexo na véspera da sessão, mas que seu sentimento esteja voltado para o servir e para a caridade no dia da gira, do que um que não faça sexo há um ano, mas esteja cheio de rancor ou inveja dentro do seu coração. Não sejamos hipócritas! A espiritualidade tudo vê e não cabe a você julgar o outro! Se o cara fez sexo na véspera da sessão com a esposa dele, porque ficou viajando um mês inteiro e estava morrendo de saudades... Esse sexo é até salutar! Pois imagina como ele estaria na gira? Só pensando na hora de ir embora prá poder “matar a saudade”. E é você quem vai julgar isso? Ou é a entidade?

Orai e Vigiai sim! Sempre! Mas só adianta se você tiver uma coisa chamada consciência! A consciência de que quem realmente faz a Umbanda são as entidades. 

A consciência de que se você não estiver “prestando” prá trabalhar quem decide é a entidade. 

A consciência do que é ser umbandista. 

A consciência de que quem faz caridade é a entidade, guia, protetor, guardião. Médium resgata karma!

Fonte: Mãe Iassan Ayporê Pery
Sacerdotisa de Umbanda
Dirigente do Centro Espiritualista Caboclo Pery

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Hoje dia de Oxossi! Dia dos Caboclos - Okê Caboclo!


Muitos são os devotos se SÃO SEBASTIÃO no Brasil. Multidões o aclamam e o veneram no dia 20 de janeiro (dedicado em sua homenagem). Porém, poucos conhecem de fato a sua verdadeira história.

São Sebastião nasceu em Narvonne, França, no final do século III, e desde muito cedo seus pais se mudaram para Milão, onde ele cresceu e foi educado. Seguindo o exemplo materno, desde criança São Sebastião sempre se mostrou forte e piedoso na fé.

Atingindo a idade adulta, alistou-se como militar, nas legiões do Imperador Diocleciano, que até então ignorava o fato de Sebastião ser um cristão de coração. A figura imponente, a prudência e a bravura do jovem militar, tanto agradaram ao Imperador, que este o nomeou comandante de sua guarda pessoal. Nessa destacada posição, Sebastião se tornou o grande benfeitor dos cristãos encarcerados em Roma naquele tempo. Visitava com freqüência as pobres vítimas do ódio pagão, e, com palavras de dádiva, consolava e animava os candidatos ao martírio aqui na terra, que receberiam a coroa de glória no céu. 

Enquanto o imperador empreendia a expulsão de todos os cristãos do seu exército, Sebastião foi denunciado por um soldado. Diocleciano sentiu-se traído, e ficou perplexo ao ouvir do próprio Sebastião que era cristão. Tentou, em vão, fazer com que ele renunciasse ao cristianismo, mas Sebastião com firmeza se defendeu, apresentando os motivos que o animava a seguir a fé cristã, e a socorrer os aflitos e perseguidos.

O Imperador, enraivecido ante os sólidos argumentos daquele cristão autêntico e decidido, deu ordem aos seus soldados para que o matassem a flechadas. Tal ordem foi imediatamente cumprida: num descampado, os soldados despiram-no, o amarraram a um tronco de árvore e atiraram nele uma chuva de flechas. Depois o abandonaram para que sangrasse até a morte. 

À noite, Irene, mulher do mártir Castulo, foi com algumas amigas ao lugar da execução, para tirar o corpo de Sebastião e dar-lhe sepultura. Com assombro, comprovaram que o mesmo ainda estava vivo. Desamarraram-no, e Irene o escondeu em sua casa, cuidando de suas feridas. Passado um tempo, já restabelecido, São Sebastião quis continuar seu processo de evangelização e, em vez de se esconder, com valentia apresentou-se de novo ao imperador, censurando-o pelas injustiças cometidas contra os cristãos, acusados de inimigos do Estado. 

Diocleciano ignorou os pedidos de Sebastião para que deixasse de perseguir os cristãos, e ordenou que ele fosse espancado até a morte, com pauladas e golpes de bolas de chumbo. E, para impedir que o corpo fosse venerado pelos cristãos, jogaram-no no esgoto público de Roma. 

Uma piedosa mulher, Santa Luciana, sepultou-o nas catacumbas. Assim aconteceu no ano de 287. Mais tarde, no ano de 680, suas relíquias foram solenemente transportados para uma basílica construída pelo Imperador Constantino, onde se encontram até hoje. Naquela ocasião, uma terrível peste assolava Roma, vitimando muitas pessoas. Entretanto, tal epidemia simplesmente desapareceu a partir do momento da transladação dos restos mortais desse mártir, que passou a ser venerado como o padroeiro contra a peste, fome e guerra. 

As cidades de Milão, em 1575 e Lisboa, em 1599, acometidas por pestes epidêmicas, se viram livres desses males, após atos públicos suplicando a intercessão deste grande santo. São Sebastião é também muito venerado em todo o Brasil, onde muitas cidades o tem como padroeiro, entre elas, o Rio de Janeiro .

Fonte de Pesquisa: 
– Encyclopédia Universal Ilustrada Europeo-Americana, pp. 1262 –1265 
– Encyclopédia e Dicionário Internacional, p. 10486 

Oração a São Sebastião

Glorioso mártir São Sebastião, 
soldado de Cristo 
e exemplo de cristão, 
hoje vimos pedir 
a vossa intercessão 
junto ao trono do Senhor Jesus, 
nosso Salvador, 
por Quem destes a vida. 
Vós que vivestes a fé 
e perseverastes até o fim, 
pedi a Jesus por nós 
para que sejamos 
testemunhas do amor de Deus. 
Vós que esperastes com firmeza 
nas palavras de Jesus, 
pedi-Lhe por nós, 
para que aumente 
a nossa esperança na ressurreição. 
Vós que vivestes a caridade 
para com os irmãos, 
pedi a Jesus para que aumente 
o nosso amor para com todos. 
Enfim, glorioso mártir São Sebastião,
protegei-nos contra a peste,
a fome e a guerra; 
defendei as nossas plantações 
e os nossos rebanhos, 
que são dons de Deus para o nosso bem 
e para o bem de todos. 
E defendei-nos do pecado, 
que é o maior 
de todos os males. 
Assim seja.

São Sebastião na Umbanda é Oxóssi

Na Umbanda, Oxóssi é um dos principais Orixás, responsável por uma Linha que abrange caboclos e caboclas no sentido estrito (índios que usam cocares) relacionadas a conselhos sobre cura física ou espiritual. Às vezes é personificado na figura do Caboclo, isto é, do índio, ostentando um cocar e portando arco e flecha. Sua cor é o verde.

Oxóssi ou Odé manifesta-se, no plano físico, através da fauna e flora do planeta. É o pulmão do universo. Além de exercer domínio sobre todos os elementos da floresta, manipula os valores medicinais e mágicos das plantas, das quais se utiliza para efetuar limpeza vibratória, material e espiritual, dos que dele se socorrem. Domina a força vital cósmica existente na seiva das plantas, aproveitando-se de suas emanações fluídicas para banhos e defumações destinados a descarregar as energias nocivas e equilibrar as forças energéticas do homem. 

Oxossi é o orixá masculino iorubá responsável pela fundamental atividade da caça. Por isso, na África é também cultuado como Odé, que significa caçador. É tradicionalmente associado à Lua e, por conseguinte, à noite, melhor momento para a caça. 

Comparece no plano emocional dos humanos com acentuada característica de afetividade, cooperação, companheirismo, certo grau de aventura e franca liberalidade. Seus "filhos de cabeça" dão ótimos artistas, seja qual for o segmento da arte escolhido, em virtude da latente sensibilidade e inteligência. No plano mental, descortinam inventos, sistemas e estilos engenhosos, admiráveis, de quase impossível enquadramento lógico ou sensata previsão de solução ou acabamento do problema, fruto de sua capacidade intuitiva. 

Geralmente, os filhos de Oxóssi asseguram que não existe protetor mais constante. 

Os festejos dedicados a Oxóssi são muito concorridos por diversos motivos entre os quais destacamos o início do ano religioso, a própria comemoração em que há uma natural e contagiante alegria, com o Templo enfeitado onde se destaca a cor verde, o chão do terreiro coberto de folhas, e galhos de árvores presos à parede recendendo um perfume silvestre. Na mesa, vários cestos ou alguidares cheios de frutas diversas - que serão distribuídas generosamente aos participantes e assistentes. 

As entidades que pertencem à sua falange apresentam-se como caboclos e caboclas. Possuem uma manifestação altiva e emitem vibrações fortes e firmes.

Sincretismo: São Sebastião 

Sua Guia (Fio de Conta): Suas guias são feitas geralmente com contas verdes e brancas, e em alguns casos, dentes de animais. 

Sua Bebida: Vinho tinto, garapas e sumo de ervas em geral. 

Sua Comida: Frutas não cítricas, milho, raízes, feijão fradinho torrado. 

Suas ervas: Alfavaca do campo, jureminha, caiçara, arruda, abre caminho, malva rosa, capeba, peregum, taioba, sabugueiro, jurema, capim limão, acácia, cipó caboclo, goiabeira, erva de passarinho, guaco, guiné, malva do campo, são gonçalinho, Louro, cabelo de milho, eucalipto, manjericão, samambai.

Velas: Verde, branca 

Símbolo: Arco e flecha 

Data da comemoração: 20 de janeiro 

Dia da Semana: Quinta-feira

Número: 6 

Saudação: Oxóssi ê meu pai!; ou Okê Arô! - de OKÊ (monte) e AROU (título honroso dado aos caçadores). Significa: "Salve o Grande Caçador!" 

Ponto de Força Vibracional: matas.

Oxóssi é a Natureza, especificamente nas matas e no reino animal. É o conhecedor das ervas e o grande curador. É a essência da nossa vida. 

É o Caçador das Almas da Umbanda e como caçador procura arrebanhar Almas desgarradas para futuramente formar um só rebanho. É o Senhor da Doutrina, aquele que atinge o coração e a inteligência das Almas envoltas em suas vibrações.

Em caráter hierático, Oxossi lembra-nos o MÉDICO, DOUTRINADOR E PASTOR DAS ALMAS. Cura chagas, ensinando a substituição do ódio pelo amor, da luta pela trégua, da insubmissão pela submissão às Leis Divinas. 

É o CAÇADOR DAS ALMAS, o orientador, aquela que mostra o caminho a ser seguido pela humanidade. Modificando inteligências e consciências, atuando na mente e no coração. Essa é a função hierática ou kármica de Oxossi.

Estes protetores atuam manipulando as ervas sagradas, liberando as mazelas que se assentam no corpo astral e mesmo as que se assentam no corpo físico, através das doenças. Liberam as energias mentais pesadas e grosseiras, ativando o intelecto de muitos Filhos de Fé. São mestres na Arte da Magia Vegetal, manipulando quantitativa e qualitativamente o prana acumulado nas ervas, quer sejam elas administradas em chás, banhos ou defumações. 

Assim trabalha a Linha de Oxossi, incrementando o bem-estar astral e físico, livrando muitos Filhos de Fé do Desanimo e da Doença. 

Seu filho tem um tipo calmo, amoroso, encantador, preocupado com todos os problemas. Um grande conselheiro pelo seu gênio alegre, muito embora com forte tendência à solidão. Incapaz de negar qualquer ajuda à alguém, sabe, como poucos, organizar o caminho para as soluções complicadas. Com respeito à sua própria organização familiar, é muito apegado as suas coisas e à sua família, à qual dedica atenção total no sentido de provê-la e encaminhá-la. Diante as dificuldades próprias é muito hesitante, mas acaba vencendo, sustentado pelo seu interior alegre e otimista. É carente. Não assume o problemas dos outros, mas fica lado a lado ajudando-os. Ama a Liberdade e a Natureza. O mato, as águas, os bichos , as estrelas, o sol e a lua, são a bússola de sua vida. Não discute a fé. Acredita e é fiel seguidor da religião que escolheu. Não é ciumento e muito menos rancoroso. Quando atacado custa revidar. Quando o faz se torna perigoso. É, neste particular, ladino como os índios. Pisa macio, mas é certeiro. Tem um gosto refinado. Gosta das coisas boas, veste-se bem e cuidadosamente.

O filho de Oxóssi é talvez o mais equilibrado. Para que sua vida melhore, deve despertar aquele gigante que habita sua essência, o que o tornaria mais disposto a encarar as suas próprias dificuldades. 

Oxóssi é o senhor absoluto das florestas, prados e cerrados, matas e campos, onde floresce e reverdece a natureza fecunda, pulmões plenos de terra que tem a virtude de trazer o alimento vital, produto que é da seara: oxigênio puro do ar, além de todos os gases do cosmo.

Okê Caboclo, Okê Arô Oxóssi!

Oremos:
Meu Pai Oxóssi!

Vós que recebestes de Oxalá o domínio das matas, de onde tiramos o oxigênio necessário á manutenção de nossas vidas durante a passagem terrena, inundai os nossos organismos coma vossas energia, para curar de nossos males!

Vós que sois o protetor dos caboclos, dai-lhes a vossa força, para que possam nos transmitir toda a pujança, a coragem necessária para suportarmos as dificuldades a serem superadas!

Dai-nos paz de espírito, a sabedoria para que possamos compreender a perdoar aqueles que procuram nossos Centros, nosso guias, nossos protetores, apenas por simples curiosidade, sem trazerem dentro de si um mínimo da fé.
Dai-nos paciência para suportarmos aqueles que se julgam os únicos com problemas e desejam merecer das entidades todo o tempo e atenção possível, esquecendo-se de outros irmãos mais necessitados!

Dai-nos tranqüilidade para superarmos todas as ingratidões, todas as calúnias!

Dai-nos coragem para transmitir uma palavra de alento e conforto aqueles que sofrem de enfermidades para quais, na matéria, não há cura!

Dai-nos força para repelir aqueles que desejam vinganças e querem a todo custo magoar seus semelhantes!

Assim Seja!

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Aprender Magia Wicca




A magia wicca pode ser praticada por qualquer pessoa, mas antes de fazer magia é fundamental aprender, existem muitas pessoas que tentam aprender wicca para depois fazerem rituais mágicos.
Quem quer aprender wicca deve começar por estudar, porque só estudando uma pessoa consegue aprender os mistérios wicca e para saber o que esta a fazer, é preciso estudar e colocar em prática.


O estudo é muito importante para quem quer iniciar na wicca, pode ser uma aprendizagem solitária como se pode aprender em grupo, existem muitas pessoas por varias razões aprendem sozinhas.

Quem pratica wicca usa muitas ferramentas para fazer rituais e sabe como começar um ritual e acabar, quem não estuda nunca vai saber o que esta a fazer e se da forma correta.
Quem pratica wicca nunca usa a magia para fazer mal, pelo contrário, toda a magia feita é só para fazer o bem. Os wiccanos nunca usam a magia para prejudicar pessoas.
Existe muita informação sobre a religião wicca, facilmente pode comprar numa livraria livros sobre o tema e pode começar em casa a estudar, quando estuda é importante estar concentrado e não ser perturbado durante as horas de estudo.
Tente estudar num local tranquilo onde não será incomodado, um bom sítio para estudar é num bosque ou na praia, são lugares tranquilos e com boas energias, os wiccanos costumam fazer os seus rituais no bosque porque adoram a natureza.
Todos os wiccanos querem estar em contato com a natureza. Aprender wicca é muito gratificante e poderá mudar a sua vida para melhor.
A Educação a Distância (EAD) se tornou uma ferramenta fundamental para a formação. Para se conseguir bons resultados é preciso desenvolver estratégias para tornar o estudo mais eficiente. Tenha um horário para seu estudo e evite interrupções.
A Magia Perfeita - Escola de Magia (EAD), tem como objetivo ensinar às Tradições e que ela seja sempre sua conselheira, a Wicca e a Bruxaria no modo geral, trazendo o lado espiritual ancestral, onde seus praticantes celebram a Natureza, fazendo uso dessa Grande força à favor de si mesmo e para a humanidade.
Venha conhecer e fazer parte da Magia Perfeita - Escola de Magia (EAD).


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“A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho.”


SIGNIFICADOS QUANTO AO FORMATO DA VELA



 
Cones ou Triangulares: equilíbrio, elevação.
Quadradas: estabilidade, matéria.
Estrela: espiritual, carma.
Pirâmide: realizações matérias.
Cilíndricas: servem para tudo.
Animais: para o seu animal protetor.
Lua: para acentuar sua energia intuitiva.
Gnomo: para seu elemental da terra.
Cone ou Triangulares: simbolizam o equilíbrio. Tem três planos: físico, emocional e espiritual.
Velas Cônicas: são voltadas para cima e significam o desejo de elevação do homem, sua comunicação com o cosmos.
Velas Quadradas: Simbolizam estabilidade na matéria. Seus lados iguais representam os quatro elementos: Terra, Água, Fogo, Ar.
Velas em Formato de Estrela de Cinco Pontas: É o símbolo do homem preso na matéria. Representa o carma.
Velas Redondas: Simbolizam mudança. E a energia mais pura do astral que só a mente superior alcança.