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quinta-feira, 23 de junho de 2011

CONSCIÊNCIA RELIGIOSA UMBANDISTA!‏

CONSCIÊNCIA RELIGIOSA UMBANDISTA!

Por Antônio Bispo E-mail: antonio.bishop@terra.com.br

Por que estudar UMBANDA?

Para aprender o que?

Para se entender sobre o que?

Penso que é para se entender que a UMBANDA É UM ORGANISMO VIVO e em francodesenvolvimento. E este organismo vivo, vive dentro de nós, UMBANDISTAS. Estudar e entender sua história é reconhecer a nossa própria história, é saber e dizer de ondeviemos, por que viemos, e também vislumbrar um caminho por onde estamos indo. Pois já nosperdemos outrora, pela falta de conhecimento e de reconhecimento dentro da sociedade. Eu creioque estamos na fase da expansão da consciência religiosa UMBANDISTA, impulsionada por estanova forma de ensinar a Umbanda, adotada pelos Templos Escolas, e destes novos formadores,que abrem cada vez mais o conhecimento aos novos UMBANDISTAS, como nós. Nós, que adentramos recentemente nos trabalhos, não viemos apenas pelo AMOR OU PELADOR. Viemos pelo conhecimento, pela grande magia desta religião DIVINA! Já não nos contentamos em fazer.Queremos entender.O conhecimento abre portas e janelas, e a mente expansiva do médium,guiada pelos seus guias, se ilumina num arco íris divinosem véus, criando uma nova era para a religião. Uma era em que há o reconhecimento e o respeito,pois fazemos parte da sociedade, e já não aceitamos viver a margem desta sociedade.Todas as nossas praticas religiosas são justificáveis, mas não é errado apropriarmos asnossas praticas ao bom convívio dentro desta sociedade da qual fazemos parte. Faltou-nos em outros tempos a consciência de que fazemos parte de um todo e que devemoscumprir e honrar a nossa cota de participação.

NO HINO UMBANDISTA DIZ:“Avante filhos de fé, pois como a nossa lei não há!” Qual é a nossa lei? A nossa lei é a Lei de DEUS.

E é muito mais abrangente porque nos dá muito maisresponsabilidades, nos obriga ao exercício constante da fé e do amor incondicional, do respeito àsdiferenças, do olhar fraterno às minorias, da humildade e do reconhecimento de si próprios, doconhecimento, da transformação e da evolução. Não aceito mais os termos pejorativos para comigo ou para com nossa religião, poisreconheço minha essência divina. Quero exigir respeito aos meus direitos, más para isto devo terconsciência de meus deveres.É A NOSSA LEI. Não compactuo com praticas que agridem minha consciência,pois reconheço os fundamentos de minha religião, e estes são simples e abrangentes. Entretanto hoje também aceito os diferentes níveis de cada um e me reconheço em cada irmão movido pela ignorância, pois assimtambém me entendo, apenas escolhi o caminho do conhecimento e da reflexão. Estudar de uma forma ampla é procurar adquirir o conhecimento de algo. Preparar, examinar, ponderar, amadurecer. Observar cuidadosamente o fenômeno. Dedicar-se à apreciação, análise e a compreensão. Entender o organismo vivo que habita o templomediúnico (corpo do médium), é ter posse de sua certidão de nascimento, é apresentar seu RG aquem questione sua identidade, é saber e reconhecer de fato o seu PAI a sua MÃE, seus irmãos e asua origem divina. Conhecendo nosso passado, construímos no presente. E podemos olhar no horizonte um futuro promissor de respeito e reconhecimentopara a nossa religião...

Jornal Nacional de Umbanda – Ed. 14, Junho de 2011

www.jornaldeumbanda.com.br

Visite RBU - Rede Brasileira de Umbanda em: http://www.rbu.com.br/?xg_source=msg_mes_network

COLABORADORA: NIVEA COSTA.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

O Primeiro passe


Sinto-me, entretanto, no dever de relatar, de forma mais concisa, o atual status de tal jornada.
Para quem não sabe, estou deixando de lado um pedaço de minha caminhada espiritualista para adentrar em uma trilha totalmente nova para mim, a fim de reaprender certos conceitos e colocar outros em prática.Para quem acredita que certos cargos no terreiro são dados por uma força superior, acabei de colocar a prova esse conceito também. Saí do meu posto de Ogã e passei a integrar a corrente de passes.
Não sei se foi uma escolha acertada de minha parte, mas os guias com quem trabalham aceitaram bem essa mudança. Quer dizer, eu pedi essa mudança a eles e eles, em sua benesse característica a todos os guias de luz, aceitaram a fim de me ajudarem a aprender mais.
Minha primeira experiência foi na terça-feira dia 18 de janeiro. Obviamente não vou comentar o teor dos passes, pois eles estão protegidos pelo segredo médium-assistente, uma coisa muito mais séria que o segredo do médico-passiente, e por isso só vou deixar aqui minhas impressões gerais.
Sempre tive uma forma diferenciada de sentir a energia dentro da seção de trabalho mediúnico. A energia transbordava por mim e eu a interpretava da melhor forma que conseguia, frente aos atabaques, para responder a ela ou transmiti-la aos meus irmãos médiuns da corrente. Com o tempo e o treinamento, fui aprendendo a isolar essa energia, não deixá-la interferir no meu trabalho ali, naquele lugar. Isso vinha de uma forma de entender o trabalho, da forma como o dirigente levava o trabalho.Essa energia contida ou esbanjada, no início, causava uma certa irritação, as vezes um mau-humor, as vezes uma euforia ou um sentimento muito bom, de trabalho cumprido, no final da gira. Dependia de vários fatores. Muitas coisas eram responsabilizadas por isso, mas basicamente isso se dava por conta das diferentes formas de energia pelas quais passávamos. Eu, como liderava os atabaques, acabava sentido esses efeitos de maneira mais intensa, mas nada fora do controle.
Mas agora saí desse universo e passei para um outro, muito mais leve, muito mais sutil, muito menos físico. O meu primeiro contato foi um deleite vibracional, pois nunca tinha sentido a energia de forma tão constante, tão sem picos como naquele dia. E um amor incondicional que vibrava por mim a todo momento. Isso foi o que mais me marcou, por incrível que pareça.
Sempre esperei algo diferente. Quer dizer, não que eu achasse que fosse voar ou que fosse ser invencível por aquele período, mas sempre esperei uma manifestação mais forte, daquelas que tira seu pé do chão o que, obviamente, não ocorreu. E no fundo, dou graças a Deus por isso. Pois se isso ocorresse, seria muito mais fácil evocar minha fé no trabalho, o que, no final das contas, não me daria mérito algum no que faço.
Engraçado dizer, mas no momento em que vi a primeira pessoa atravessando a trunqueira, já sabia que estava no lugar certo e que aquela pessoa seria a indicada por Deus para estar ali. Se fiquei inseguro? Pelo tempo que levou entre ela passar pela trunqueira e abraçar o guia. Algumas pessoas podem achar prepotência da minha parte, mas não é por aí o caminho: simplesmente me concentrei em fazer o meu trabalho com o máximo de amor possível, deixando as coisas que vi e ouvi de lado e deixando-me guiar pelo guia de luz que se dispôs a trabalhar naquele momento, fazendo uma dupla jornada de caridade, ajudando o assistente e me ajudando a aprender.
Lembro-me, em certo momento, de ter corrido os olhos pelo campo santo e observado meus irmãos novatos, e pensando o quanto somos abençoados por isso. Lembro-me de ter pensado, da maneira mais firme que já me ocorreu durante minha curta vida que, naquele momento, estava no único lugar que deveria estar.
No final, só uma coisa me ocorreu, um pensamento, meio egoísta até, mas que quero compartilhar aqui: coitados de meus irmãos que tem o sonho de ir para o atabaque… não fazem idéia do que é dar passe.

Texto de Nino Denani
Fonte: Artefolk

domingo, 24 de abril de 2011

Mediunidade Em Ambiente Doméstico


PERGUNTA: Observamos alguns irmãos umbandistas arrastarem móveis, a fim de obter espaço para improvisar congás em suas residências. Logo estão a dar consultas e todo tipo de atendimento em suas moradas. Qual vossa opinião sobre as atividades de caridade realizadas em ambiente doméstico?



RAMATÍS: Infelizmente, esta situação é corriqueira. É generalizado o desconhecimento dos fundamentos mínimos da consagração vibratória de um templo de umbanda. Os trabalhos realizados durante uma sessão de caridade (consulta, desobsessão, desintegração de formas de pensamento, morbos psíquicos e larvas astrais), aliado ao desmanche de magia negra e de outras ferramentas de ataques psíquicos espirituais, necessitam de campos de força adequados para proteção, como forma de dissolver todos os restos fluídicos que ficam pairando no local, no éter circunscrito à crosta terrestre. É como se uma casa de Umbanda fosse uma enorme usina de reciclagem de lixo astral. Atividades sem nenhuma fundamentação defensiva no campo da alta magia, não amparadas pela corrente mediúnica e os devidos condensadores energéticos, tendem a se tornar objetos de assédios das regiões trevosas.

Os trabalhos de caridade em vossas residências impregnam negativamente o ambiente doméstico. Há uma diferença enorme da benzedeira, que é toda amor e ora ardente no cantinho de sua choupana, com fé desinteressada, e os médiuns vaidosos que trabalham em casa com seus guias “poderosos”, que tudo fazem por meia dúzia DE MOEDAS. Os que persistem em sua arrogância, a ponto de prescindir de um agrupamento e de um templo ionizado positivamente para a descarga fluídica de uma sessão de caridade, acabam tornando-se instrumentos das sombras, muitas vezes à custa da desunião familiar, de doenças e ferrenhas obsessões.



Fonte: Livro Vozes de Aruanda - Ed. Conhecimento.



________________________________________



           *Muitas vezes o médium se acha estar coberto de "boas intenções" ao começar a montar em sua residência um congá para atendimento. A princípio apenas para os familiares e conhecidos. Ou seja, inicialmente não tem intenção de cobrar pelo atendimento que fará. Entretanto, o que verdadeiramente o motivou não foi o amor, mas sim a arrogância e vaidade em não admitir-se sob o comando de outro encarnado e atuar fraternalmente entre irmãos. Desejoso de ser o "chefe do terreiro" sempre vê mais defeitos do que qualidades em qualquer terreiro que freqüente. Sempre visualiza o quão perfeito será o seu próprio terreiro.



            Com isso em mente abre o seu "congá" e começa a trabalhar, com o passar do tempo sem o devido preparo, sente falta do mesmo, mas não o admite e não busca auxílio em outra corrente e vai cada vez mais sendo enfraquecido. E não admite porque o que inicialmente o motivou a abrir o congá foi à empáfia, arrogância e a vaidade.



Sendo alvo constante do astral inferior (o que todo dirigente o é), vai fenecendo, até que as suas entidades (guias e protetores) não podem ou conseguem mais atuar ativamente sendo gradativamente substituídas por inteligências trevosas que se fazem passar por entidades de luz.



            A essa altura a sua antiga "residência" já é um terreiro sim, um centro, mas um centro de concentração de forças trevosas que atuarão forte e implacavelmente na manutenção deste lugar, tranformando o médium chefe e todos os seus seguidores em servidores de suas forças. O processo obsessivo está nesse estágio no seu ponto máximo que é a fascinação.



            Portanto, senhores médiuns cuidado! O nosso maior inimigo está dentro de nós mesmos e se chama vaidade! Ninguém é dono da verdade e terreiro algum é perfeito! Busquemos, pois nos unir em nossos momentos de dúvida e aflição para que possamos sempre também estarmos unidos nos momentos de glória e alegria!



             Pense Nisso...



Fonte: Espiritualizando na Umbanda


Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei



quarta-feira, 20 de abril de 2011

Como Saber Qual é o Meu Carma?



O Carma é a energia acumulada das conseqüências das ações nefastas ou equivalentes, e se despegam e se desembaraçam com ou pelo e com o resgate. Desse modo, pensando na forma de conhecer o próprio carma teremos que, providentemente, reconhecer qual ou quais são os nossos limites, físicos ou mentais, caso seja impositivo e, caso seja optativo, as nossas barreiras e dificuldades. As dificuldades apontam diretamente para os nossos problemas cármicos, até porque, naquilo que não conseguimos fazer com zelo e amor, que temos relutância ou repugnância, consiste em compreendermos que são barreiras que devem ser absorvidas, extintas ou absorvidas.

O carma se estabelece em cima da ação infeliz e o resgate dele se estabelece em cima da condição de tornar tal ação feliz. Assim, num parco exemplo, a desdita de você não gostar da cor amarela implica em aprender a gostar dela para que se olvide do drama.

Se você tem enjôos para tomar leite, é sinal de um carma optativo e pode ser resolvido com pequenas correções alimentares; se você tem alergia à lactose, é sinal claro de um carma punitivo, pois está estabelecido em cima de códigos genéticos e, portanto, intocável.
Entre saber qual é o meu carma e o que motivou o meu carma, existe uma enorme distância. Embora seja simples a explicação, ela só não é tão óbvia em função do que mistificamos em torno do carma. Pois se pode convir que todo o tipo de abuso implica em resgates, de modo que, parando para pensar, se vê que as travas que nos travam só travam com objetivo de não cometermos excessos para não nos liquidarmos com eles. É o caso daquele que abusou do açúcar e se torna um diabético nessa existência. O carma impositivo, com raras exceções, se torna num muro intransponível, razão pela qual o desgaste causado outrora surge como entrave, um sinaleiro que denota o limite para a parada corretiva.

Vi muita gente terminar com disposições cármicas somente pedindo desculpas. Quer dizer, um simples pedido de desculpas pode resolver uma querela cármica muito possante. Assim de igual forma, vi muita gente arrastar uma condição cármica durante toda uma existência terrena por falta de humildade, por não ter noção que, voltando atrás um pouquinho numa richa familiar, teria resolvido uma grande questão de embaraço cármico.

Nós sempre deixamos pegadas em nossas vidas e a nossa natureza sabe quais são elas e para onde elas vão... ou iriam...

Por:Marlon Santos



Paciência, calma, tolerância, percebendo e analisando os próprios sentimentos e seguindo nossa intuição, temperando com o poder do perdão verdadeiro, alcançaremos a amor puro e incondicional, livrando-nos da nossa ignorância, atingindo o merecimento do discernimento necessário para não mais precisarmos passar pela "correção imposta pelo carma". Ame sempre! Ame muito! O amor pode tudo! Salve o Amor Incondicional...


Saravá!
Fonte: Espiritualizando com a Umbanda

Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei

terça-feira, 19 de abril de 2011

Culpa, Arrependimento e Perdão‏

Em primeiro lugar, vem a culpa pelo ato praticado ou pela omissão, que também é agir, quando deliberadamente se decide por omitir-se. Depois o arrependimento, que significa remorso pelo que se fez, e propensão de não mais repetí-lo, depois vem a cura: o Perdão.

A Culpa, neste caso não é sinônimo de remorso. É o resultado de um julgamento já consumado, seja em um tribunal exterior, ou no tribunal interno. Sentir-se culpado por sí só não evidencia remorso e o não querer mais repetir aquele ato.

Muitas religiões fazem da culpa a base de suas teologias, tratando a todos e todas como culpados, pelo simples fato de terem nascidos, transferindo a responsabilidade de um ato mitológico inicial para todos e todas indiscriminadamente. Ou seja, é uma culpa universalizada e oroginal do ser.

É verdade que vivemos num planeta onde os atos individuais se refletem, seja positivamente, seja negativamente na vida de todos e todas e até em todo o equilíbrio planetário, mas isso não significa que devemos transferir a culpa de um ato para todos e todas universalmente, embora as consequencias possam sim atigir a cada um/uma.

Então, devemos ser cuidadosos quando um princípio religioso busca inculcar culpa contra Deus e consequentemente contra os nossos semelhantes, como regra básica de perdão.

A culpa pode ser destrutiva.

Se um ser sentir-se ou ser declarado culpado por algo e entender que o resultado de sua ação foi devastador, e não tiver vislumbramento do antídoto, pode a culpa pode ser destrutiva completamente.

Em primeiro lugar, neste ponto da discussão, vamos partir do pressuosto de que a Consciência Divina Suprema, que pode ser chamado de Deus ou Deusa, nunca poderia ser atingida e ofendida por ação de qualquer ser que possa existir. Ela está muito além de todo o relativismo, portanto, independente da nossa ação, por nefasta ou letal que seja, nunca alcançará o PERFEITO. Sempre ficará no mundo da relatividade terrena e dos valores e crenças que alimentamos. Portanto, não temos que sentir culpa perante Deus/Deusa.

Podemos e atingimos todos os dias aos nossos semelhantes e diferentes, ao seres e sistemas que fazem parte da estrutura de vida no planeta que existimos agora, com cada uma de nossas ações, sejam positivas ou negativas. Neste nível sim, Deus/Deusa, já relativizado nos seus filhos e filhas (de todas as espécies que habitam o planeta) é atingido pelas nossas ações, mas só neste nível, nunca na sua natureza suprema.

Em segundo lugar, é importante verificarmos que a culpa não é o mesmo que arrependimento. Sentir-se ou ser declarado culpado, não significa estar arrependido/arrependida e está internamente direcionado a não repetir o ato negativo.

Também não podemos esquecer que quando falamos em culpa não estamos excluindo de reconhecermos o outro/outra como culpado/culpada por atos e/ou ações que nos atingiram negativamente. Este nuance é importantíssimo para o caminho da problemática levantada pela culpa. Às vezes é mais fácil culpar alguém para nos eximirmos do arrependimento verdadeiro e do consequente perdão.

Por isso, a maioria das religiões, muitas vezes até deturpando a mensagem original de seus fundadores, elevam todos e todas ao banco dos réus e apresentam um salvador, que na maioria das vezes exclui todas as outras possibilidades de realização espiritual. E o salvador, nesta perspectiva religiosa, é sempre externo. Depende sempre da ação de outrem e tudo que se tem que fazer é se arrepender e aceitar que esse outro nos perdoe.

Então a culpa, que não existe como algo natural nem preexistente como herança de alguem que nos antecedeu, como já vimos, não é boa conselheira em si mesma, mas pode nos levar ao segundo patamar.

O Arrependimento - Do grego, μεταμέλεια - Metanóia (Meta=Mudança, Nóia=Mente)

Ah, este então e muito explorado pelas religiões em geral.

É necessário se sentir culpado e se arrepender, que neste contexto religioso dogmático significa aceitar as condições impostas pela perspectiva de Deus, ou divindade (manifestação particular de uma natureza divina), contida na mensagem específica daquela religião.

Neste ponto de vista religioso o arrependimento não é algo ainda pessoal, mas vai ser algo constante e que vai fazer a pessoa constantemente dependente daquela crença do perdão externo. É um constante arrepender-se. Não leva à libertação nem a cura.

- A cura?

- Sim. Conheces feridas maiores do que as promovidas pela culpa pessoal ou pela culpabilidade que atribuímos a outro/outra?

Olhemos para nossas almas.

Onde estão os nossos dilemas maiores?

- na culpa que sentimos por termos ferido (ou por achar que ferimos) alguém; na culpa que acusamos alguém por ter nos ferido; na pessoa amada que perdemos por "nossa culpa", pois "estragamos tudo" ou na culpabilidade que atribuímos à pessoa, que mesmo recebendo tudo que oferecemos não soube valorizar (veja que o sentimento é de que se eu me doei, a pessoa tinha que se doar tanto quanto - ela não pode sentir diferente ou nao sentir como eu- torna-se escravo(a) do meu sentimento - portanto, ela é culpada pelo meu sofrimento); na nossa mãe que mesmo doando o que era capaz, me fez o que sou hoje; no meu pai que não foi capaz de me amar como eu acho que deveria; no nosso filho que não conseguimos educar como deveria... a relação de culpas e culpabilidades nossas e de outros/outras é infinita. Veja se o que mais doi em você não é a culpa que atribuis a si mesmo/mesma ou a outrem? Mas nada pior do que a culpa pessoal internalizada por aquilo que não temos mais como voltar atrás.

Como curar esta dor, estas feridas?

- Com o Arrependimento (kitololo na lingua africana kimbundo)

Claro que o arrependimento pode ser facilmente confundido com culpa - vejamos: " É possível repousar sobre qualquer dor de qualquer desventura, menos sobre o arrependimento. No arrependimento não há descanso nem paz, e por isso é a maior ou a mais amarga de todas as desgraças" .Giacomo Leopardi


Neste caso o arrependimento é a culpa e a culpabilidade que sentimos, ou que atribuímos alguém em forma de acusação pura.


Na culpa seja pelos nossos atos ou pelo que atribuímos a outrem, não há descanso, pois tem o ranço da mágoa e da vitimização.


No arrependimento, de fato, que como diz a origem grega da palavra, é mudança de mente. Já estamos um passo à frente. Já entendemos que temos culpa, ou mesmo que outra pessoa tem culpa e já estamos sofrendo não pelo ato prarticado somente, pois este não volta atrás, mas pelas consequencias que produzimos ou que foram produzidas pelo ato de alguém que julgamos culpado.


E o arrependimento não neutraliza o ato praticado. A palavra dita, a pancada dada, a flecha lançada, não tem mais jeito, a não ser arcar com as consequencias. Podemos até dizer uma nova palavra, reconhecer que erramos, ou até retirar o alvo da frente da flecha (no direito se chama de arrependimento eficaz), mas já está feito.

Este é o desafio.

Mas o arrependimento sincero, aquele que deixa a mente predisposta a mudar a direção, o rumo, nos leva ao próximo passo: o perdão. A capacidade de perdoar (ou perdoar-se) é uma virtude. É algo a ser desenvolvido a partir do convencimento pessoal de que a culpa envenena e mata, e o perdão sincero, que nos leva a buscar força para não comertermos novos atos indevidos ou a nos desligarmos dos julgamentos que fizemos de nós mesmos/mesmas ou de alguém e seguirmos livres nossas viagens.

Tem um ditado antigo que diz que arrependimento tarde, serve de enfado.

Não é verdade. Neste caso o arrependimento ainda está confundido com a culpa.

Se de fato aconteceu o arrependimento, ele nunca é tarde. Ele pode até não ser capaz de neutralizar as ações da ação e da culpa, mas ele pode ser um bálsamo precioso em nossa existência terrestre e em nossa vida eterna, como seres eternos que somos.

Se a cura não é nem a culpa, que muitas vezes é o mais destacado, nem o arrependimento, que se confunde com culpa muitas vezes, ela é o perdão.

Claro que Deus como consciência suprema não tem nada a nos perdoar, já que esta nunca pode ser atingida pelo humano, mas o perdão deve vim do ser que foi alvo da nossa ação errada que se transformou em culpa e em arrependimento. E quem é este ser?

Também é Deus, em sua forma relativizada na existência do planeta, na pessoa do nosso semelhante e diferente; é o nosso pai; é a nossa mãe; nosso imrão e irmã; é nosso amigo (ou colega) de trabalho; nosso companheiro de religião; o rio que corre atrás de nossa casa e poluímos; a árvores que derrubamos sem necessidade; o animal que maltratamos ou matamos indiscriminadamente e sem justificativa plausível; e somos nós mesmos como pessoa. Não tem ninguém mais difícil de perdoar do que a nós mesmo. Somos muito exigentes conosco porque somos os acusadores mais ferrenhos, tanto dos outros como de nós mesmos.

Se cometemos ações que deliberadamente visavam, de alguma forma atingir a outros/outras em seus efeitos negativos, atingimos o Deus que vibra neles/nelas e acima de tudo, ferimos e deturpamos a natureza divina que somos nós mesmos.

É esse Deus interior e que vibra no nosso semelhante e diferente quem vai nos perdoar. E é exercendo o perdão que assumimos a natureza divina da qual fazemos parte.

E é claro que este perdão é de mão dupla.

Quando chegamos ao patamar de entedermos que precisamos mudar a nossa mente, pois o caminho percorrido até aqui só nos georu dor e sofrimentos, tanto a nós como a outrem, ja entendemos que o arrependimento sincero vem junto com o perdão que em primeiro lugar deve ser exercido por nós.

Perdoar a quem nos ofendeu é muito mais de que uma frase de efeito que possa constar em uma oração desta ou daquela religião. É nos reconhecermos como fluência de Deus que de tão perfeito nem se sente atingido por nós. Porque nos sentiríamos atingidos pelo outro/outra?

Saber que alguem sofre por ter nos atingido negativamente e de coração puro praticar a indulgência, mesmo sabendo que os efeitos daquele ato não se apagrão; perdoar; dizer para ele/ela que aquela ferida agora pode ser no máximo uma cicatriz mas que não doi mais, ou mesmo que doa não serás seu cobrador/cobradora e que ele/ela pode descansar o seu coração, é a chave para termos as nossas falhas e erros perdoados.

Por que às vezes somos tão compasivos conosco mesmo e outras tão ferrenhos com nossas faltas e às vezes com nossos irmãos e irmãs também somos tão cruéis e exigentes? Será que estamos longe de alcançar o que nos ensina Vovô Benedito: a dor que doi em mim doi no outro. Neste mesmo exemplo vemos que ele só está parafraseando outros mestres, guias, orientadores e salvadores da humanidade:

- " nos perdõe...assim como perdoamos a quem nos tem ofendido" - Jesus Cristo;

- " é pedoando que se é perdoado" - atribuída historicamente a Francisco de Assis;

- " ... E se puderdes perdoar, melhor será para vós. Se soubésseis!" Alcorão, II, 280;

- " Ensina-me que perdoar é um sinal de grandeza ..." Ghandhi em oração;

- " o perdão é o bálsamo da alma" - Vovô Benedito da Kalunga - Preto Velho da Umbanda

Vemos que a questão da culpa, do arrependimento e do perdão não está vinculada unicamente a uma religião. Claro que as religiões de salvação usam desta estrutura teológica para proselitizar fiéis e para vincular a culpa com a salvação oferecida. No caso do candomblé e da Umbanda (mesmo que a Umbanda seja cristianizada), não temos uma discussão teológica sobre isso, mas se compreende a culpa como uma doença degenaritiva, o arrependimento como o remédio e o pedão como a cura. Pois sentir culpa e não se arrepender é muito doloso e envenena. Se arrepender e não perdoar é como se, ao invés de tomarmos o remédio certo, tomássemos um placebo (imitação de medicamento), que não teria efeito algum podendo, inclusive agravar a doença.

Porém, mesmo não existindo esta discussão teológica e/ou filosófica nos deixa os praticantes de qualquer religião ou de religião nenhuma livres dos dilemas que alcança a todos/todas nem dos efeitos das nossas ações ou omissões. Não temos que nos preocupar com os postulados teológicos que uma religião esposa, pois estes variam de acordo com as interpretações, mas com as questões que aflingem a alma humana e a partir do conhecimento e da realização espiritual de cada um/uma, buscar as soluções.

Temos o dever, religiosos ou não, de buscar a cura para os males humanos. Mesmo que seja a partir de nós mesmo. Se um ser humano for curado a Humanidade toda já sente um alívio.

Então, se somos capazes de errar, por que não de compreender o nosso semelhante e diferente, que com certeza também errará, e assim o/a perdoar? Se ao errarmos temos justificativas, desculpas e queremos que os outros/outras nos compreendão e nos perdoem, por que não agirmos de modo semelhante, entendendo as razões e os motivos (mesmo que não justifique) que levou ao nosso algoz a agir desta ou daquela maneira e exercitarmos o perdão, nos livando da dor e da revolta que corroi a nossa alma ou que nos deixa em posição de vítimas que muitas vezes gostamos de estar? E o pior de todas as feridas, por que não perdoamos a nós mesmos? Mesmo que tenhamos que arcar com as consequencias (e isto é um fato), podemos cumprí-las já com o coração aliviado e nos compreendendo perdoado e sarados em nosso interior.

Amadas e Amados de Deus Pai e Mãe, que nesta semana cada um/uma de nós busque em sua alma onde estão os entraves, onde estão as feridas, onde está escondido aquela desculpa para não perdoarmos aquela pessoa que nos feriu há tanto tempo atrás e que ainda doi cada vez que lembramos; onde está o orgulho que não nos deixa pedir perdão pelas vezes que formos responsáveis pela dor alheia, mesmo que tenhamos muitas justificativas e desculpas;

Perdoai e serás perdoado.

Olhe bem.

Sinta.

Ore.

Descubra as razões de muitas dores e inseguranças.

Perdoe com o coração puro e sinta o perdão divino que brota do Deus que mora em você e que conhece todas as justificativas que tens, seja para não perdoar ou para não pedir perdão, mas que fala suavemente em seu ser que nada justifica o rancor, a malediscencia, o ódio... e que o caminho do perdão é suave.

Perdoar não significa exatamente esquecer e deixar as coisas equivocadas continuarem acontecendo sem uma intervenção sua, quando devida, e sem ensinar e orientar e dizer sim ou não.

Não é fazer vistas grossas para o erro que cometemos ou que cometem conosco, mas é deixar o alfoge da nossa alma limpa e leve para que possa ser cheio das maravilhas divinas e não das mágoas que colecionamos durante nossas existências terreste, mesmo que tenhamos no nosso mister, o papel de ensinar e corrigir alguém (que nos diga os bons pais e as boas mães!!!). Se nossa alma estiver cheia de culpa, de rancor, de ódio, não terá espaço para a presença divina consciente em nós. Mesmo que ternhamos que agir.

É acima de tudo não ter justificativa para culpar nem para se culpar nem para não pedir perdão, se preciso for.

Esvaziemos-nos das mágoas, do ódio, dos "se" que nos acompanham e servem de justificativa para muitas amarguras e para muitas acusações que fazemos... esvaziemos-nos do orgulho, da acusação, do peso, da capacidade de sermos reticentes ... que nesta semana possamos nos encher com o fruto da nova colheita da alma sob a perspectiva do perdão.

Mesmo que tenhas uma causa, e que esta seja justa, você não é juiz/juiza. Deus assim não te constituiu.

Que nossa semana seja de identificação da culpa, caso ela exista, de um arrependimento sincero e da libertação suave do perdão.

Então em todos os momentos de oração que vamos desenvolver nesta semana, vamos sempre declarar que perdoamos todos/todas pelas as dores que recebemos, sem os julgar e que os declaramos felizes e libertos dasuas acusações e que assim também pedimos perdão para quem nos ofendeu, mesmo que tenha sido numa situação justa, e assim, todos, ofensores e ofendidos se libertarão.

A falta do perdão a sí mesmo, ou a alguém ou a algo pode ser o entrave da nossa não realização pessoal. Nem mesmo a oração tem eficácia se ainda estamos presos a uma situação ou a alguém por vínculos que só o perdão real poderiam desatá-los. Entao antes de qualquer oração faça a oração do perdão. Busque no seu subconciente, pois lá também se esconde muita mágoa, muito ódio e muitas amarras que nos impedem de nos realizarmos espiritualmente e até mesmo nas áreas materiais da vida.

Por que não consigo engravidar e ter um filho que tanto quero? por que não consigo me realizar no amor? por que não consigo ter saúde? por que não consigo viver bem com minha família e suas diferenças? por que não consigo largar este vicio? por que não prospero? por que não tenho alegria e felicidade? por que...? por que?.....

Tudo isto pode está engastalhado no fato de não termos perdoado, inclusive a nós mesmos, profundamente.

O que não significa se arrepender, perdoar ou pedir perdão com objetivos externos. O arrependimento e perdão verdadeiros não estão ligados a conquistas exteriores. O Arrependimento e o perdão para que se "vá para o céu", ou para não receber punição, ou para não perder algumas conquistas anteriores, ou seja, arrependimento/perdão nestes casos ainda não é como deveria ser. Arrepender-se e pedir perdão e perdoar verdadeiramente tem o único objetivo da conquista interior e da libertação e cura da alma, como um suspiro divino de um ser divino. Os ganhos ou perdas serão consequencias.

Quem tiver condições e conseguir perdoar e pedir perdão a quem ainda esteja no caminho da jornada faça. Verás que ficarás bem mais leve e feliz.

Eu, particularmente, tinha uma mágoa que carregava desde a minha infância, mas não posso mais perdoar nem pedir perdão pessoalmente, pois a outra personagem já fez a grande viagem para o mundo da verdade, mas onde ela estiver, eu encaminho o perdão, o meu desejo de que esteja bem e a garantia de que nunca vou cobrar uma dívida que até hoje, ilusoriamente achei que eu era credor. E peço perdão, se, mesmo ainda criança, contibui para que a situação que gerou mágoa e dor tivesse acontecido. Conscientemente, como ser divino que sou, desfaço todos os laços e compromissos negativo que tenho com todos e todas que passaram em minha vida e existencias. Rasgo as promissoras da culpa que guardei no cofre do meu coração e declaro a todos e todas e a mim mesmo livre de qualquer cobrança, em nome do Deus/Deusa que mora em mim, vive como eu vivo e tem a minha face.

Esta semana revisarei toda a minha hostória e quebrarei todos este laços e serei bem mais alegre do que sou, e exaltarei o amor divino em meu coração tentando transferí-LO universalmente para todos os seres deste ou de outros planetas e planos que possam ser atingidos pela minha vibração de PERDÃO.

Veja uma oração recomendada pela Seicho-noi-iê, que pode servir de modelo, pois a oração é o suspiro da alma e cada um terá o seu rítimo, o seu jeito, o seu momento e palavras próprias. Mas serve como ajuda, além de mostrar que este tema não está restrito a um segmento religioso. É uma questão espiritual da humanidade:

" Oração do perdão


Buscando eliminar todos os bloqueios que atrapalham a minha evolução, dedicarei alguns minutos para perdoar.

A partir deste momento, eu perdôo todas as pessoas que de alguma forma me injuriaram, me prejudicaram ou me causaram dificuldades desnecessárias. Perdôo sinceramente quem me rejeitou, me odiou, me abandonou, me traiu, me ridicularizou, me humilhou, me amedrontou, me iludiu.
Perdôo especialmente quem me provocou até que eu perdesse a paciência e reagisse violentamente, para depois me fazer sentir vergonha, remorso e culpa inadequada.
Reconheço que também fui responsável pelas agressões que recebi, pois várias vezes confiei em indivíduos negativos, permiti que me fizessem de bobo e descarregassem sobre mim seu mau caráter.
Por longos anos suportei maus tratos, humilhações, perdendo tempo e energia, na tentativa inútil de conseguir um bom relacionamento com essas criaturas. Já estou livre da necessidade compulsiva de sofrer e livre da obrigação de conviver com indivíduos e ambientes tóxicos.
Iniciei agora uma nova etapa de minha vida, em companhia de gente amiga, sadia e competente. Queremos compartilhar sentimentos nobres, enquanto trabalhamos pelo progresso de todos nós.
Jamais voltarei a me queixar, falando sobre mágoas e pessoas negativas. Se por acaso pensar nelas, lembrarei que já estão perdoadas e descartadas de minha vida íntima definitivamente.
Agradeço pelas dificuldades que essas pessoas me causaram, por isso me ajudou a sair do nível comum ao nível espiritualizado em que estou agora. Quando me lembrar das pessoas que me fizeram sofrer, procurarei valorizar suas boas qualidades e pedirei ao Criador que as perdoe também, evitando que elas sejam castigadas pela lei de causa e efeito, nesta vida ou em futuras.
Dou razão a todas as pessoas que rejeitaram o meu amor e minhas boas intenções, pois reconheço que é um direito que assiste a cada um me repelir, não me corresponder e me afastar de suas vidas.
Agora, sinceramente, peço perdão a todas as pessoas a quem, de alguma forma, consciente ou inconscientemente, eu ofendi, injuriei, prejudiquei ou desagradei.
Analisando e fazendo julgamento de tudo que realizei ao longo de toda a minha vida, vejo que o valor de minhas boas ações é suficiente para pagar todas as minhas dívidas e resgatar todas as minhas culpas, deixando um saldo positivo a meu favor.
Sinto-me em paz com minha consciência e de cabeça erguida respiro profundamente, prendo o ar e me concentro para enviar uma corrente de energia destinada ao Eu Superior. Ao relaxar, minhas sensações revelam que este contato foi estabelecido.
Agora, dirijo uma mensagem de fé ao meu Eu Superior, pedindo orientação, proteção e ajuda, para a realização, em ritmo acelerado, de um projeto muito importante que estou mentalizando e para o qual já estou trabalhando com dedicação e amor.
Agradeço, de todo o coração, a todas as pessoas que me ajudaram e comprometo-me a retribuir trabalhando para o bem do próximo, atuando como agente catalisador do entusiasmo, da prosperidade e da autorrealização.
Tudo farei em harmonia com as leis da natureza e com a permissão do nosso Criador eterno, infinito, indescritível que eu, intuitivamente, sinto como o único poder real, atuante dentro e fora de mim.
Assim seja, assim é e assim será.
Assim Seja Amém!"
Aguardo a contribuição, sentimentos, sensações, relatos... se assim sentirem-se à vontade.

Próxima semana, se Deus nos der, teremos outro tema para meditarmos e trabalharmos em nossa vida pessoalmente e pontualmente.

Nguzu/Axé/A paz de Cristo/Shalon/Saravá/Anamastê/Salam alaikum

Escrita por Tata Ngunz'tala

terça-feira, 5 de abril de 2011

A Importância do Saudar



O Umbandista respeitoso e religioso deve sempre que entrar em um Centro, Saudar respeitosamente as Forças que sustentam aquele Centro e o próprio médium.
Deve-se no primeiro momento Saudar as Forças dos Srs. Guardiões e das Sras. Guardiãs assentadas na Tronqueira agradecendo a permissão de sua entrada naquela Casa Santa, agradecendo o recolhimento e encaminhamento
de espíritos negativos que é realizado no ato da “simples” saudação, agradecendo a guarda, a força e a proteção que ELES realizam. Em segundo momento Saudar o Congá e o Altar, local Sagrado de um Centro que deve ser respeitado e é onde se
realiza a grande troca de energia, pois todas as Irradiações Divinas
estão sendo projetadas sobre todos aqueles que reconhecem o Poder Divino.
O ato de “Bater Cabeça” não deve ser um “costume”, mas sim uma atitude de reverência diante dos Sagrados Orixás, é nessa hora que comungamos com Oxalá, Oxum, Oxóssi, Xangô, Ogum, Obaluayê e Iemanjá pedindo que mantenha nossos olhos fechados para o ciúme, para o egoísmo e para a inveja, que mantenha nossos ouvidos fechados para a intriga e para a curiosidade que alimenta a fofoca, que mantenha nossos corações
abertos para o amor, para a fé, para a compaixão e para a esperança, que mantenha nossa mente aberta para o discernimento, para a sabedoria e para a paciência, que mantenha nosso espírito purificado e iluminado para que assim possamos servir de “simples” instrumentos de Deus, da Lei e da Justiça. É o momento de agradecer, agradecer e agradecer por essa oportunidade única e excelsa que temos por estar diante do Poder
Divino.
Em terceiro lugar e não menos importante, o médium deve Saudar e tomar a Benção de seu Pai ou Mãe Espiritual. Quando isso ocorre, o “filho” está reconhecendo seu Pai Espiritual como o detentor dos conhecimentos da Lei de Umbanda e como seu orientador, que o conduzirá, sustentará e protegerá dentro da doutrina religiosa Umbandista.
“Tomar a Benção” é um procedimento de reconhecimento de Grau e de respeito à Hierarquia, pois o Pai Espiritual é a voz, é a força, é o representante e o intermediário dos Orixás aqui no plano material e ele é escolhido e preparado pelas próprias Forças Divinas, pois se assim não fosse, não conseguiria sustentar uma gira ou realizar um “simples” desenvolvimento.
Cada Centro tem a sua forma de saudar o Pai Espiritual, mas quando o médium toma entre suas mãos a mão de seu Pai Espiritual, a beija respeitosamente, leva-a até a sua testa e a beija
novamente, este ato representa o desejo de que aquelas mãos preparadas o conduza aos serviços de Deus ajudando-o a adquirir conhecimentos Sagrados.
Ao dizer: “Daí-me Pai, a sua benção” e o Pai Espiritual responder “Seja Oxalá quem lhe abençoe” ele está saudando acima de tudo a Trindade Divina e sendo abençoado por OLORUN ou ZAMBI, POR OXALÁ e pelo ESPÍRITO SANTO.  As mesmas
atitudes devem ser realizadas ao sair do Centro, pois o médium sai do Sagrado para o Profano.

Matéria retirada do Jornal de Umbanda Carismática – JUCA Edição Nº 003 – Outubro 2006
Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei


A Dieta da Alma


Cada dia cresce mais e mais a preocupação e os cuidados com o corpo. Não faltam dietas, seja para emagrecer, engordar, manter o peso, controlar o colesterol, etc. Todas tem um caminho certo: cuidar do organismo através do controle da alimentação, para uma vida mais saudável.

Embora todo o esforço da dietoterapia e das academias seja louvável e necessário, não obstante, eu pergunto: Quem vai cuidar da alma ? Qual a dieta que elimina as “toxinas” de nosso interior e o excesso de “gordura” de nossas emoções?

Na lógica das dietas alimentares, se não cortarmos tudo que é prejudicial para o organismo, seja por excesso e/ou contaminação, não são possíveis saúde e bem estar.

Partindo dessa lógica, eu gostaria de prescrever uma dieta para a alma, à base de cortes radicais que somente serão possíveis através de uma grande força de vontade. Esta força de vontade deve emergir da própria alma e será produzida pela certeza de que é preciso ser feliz. Minha dieta está baseada na eliminação de cinco sentimentos que, enquanto estiverem em nós, produzem uma espécie de “lixo” interior: orgulho – inveja – amargura – vingança – ódio

Toda pessoa orgulhosa é doente e não se dá conta disso. O orgulho, via de regra, conduz ao isolamento social e se fundamenta numa grande ilusão: a de querer ser aquilo que não se é. Todo orgulhoso termina a vida frustrado e sozinho. Eliminando o orgulho, você libera outros sentimentos que tornarão sua vida bem melhor.

A inveja é sempre um atestado de incompetência, além de ser pobreza de espírito. É também a revelação de um péssimo caráter. O invejoso tem um sorriso falso, uma mente doente e geralmente contamina outras pessoas destruindo amizades e relacionamentos. É bom enxergarmos o sucesso dos outros e ajudá-los em suas conquistas, pois neste mundo de Deus há espaço para todos. O invejoso é um fraco.

Toda pessoa amargurada vive sempre com a alma sangrando por dentro, gotejando lágrimas de um eterno sofrer. A amargura, quando cria raízes no coração, produz o ressentimento, o desencantamento da vida, a tristeza contínua que logo é refletida através de um olhar distante e sem brilho, pelo sorriso vazio ou pelo coração fechado para o amor. Quantas pessoas há que não conseguem mais sorrir, perderam completamente a alegria de viver! Como é possível viver feliz com amargura no coração?

Na vida nada é melhor que um dia atrás do outro. Por isso mesmo evite ser uma pessoa de espírito vingativo, pois a vingança é a arma dos fracos, dos que não tem Deus no coração. A vida dá sempre muitas voltas, deixe que ela mesma se encarregará de esclarecer muitas coisas e, por mais difícil que seja, abençoe sempre os que lhe desejam o mal. Aprender a abençoar é também aprender a ser livre.

Por último, não permita jamais que o ódio se instale dentro de você. Ele é uma espécie de tumor maligno em nossa afetividade. Ele é irracional, prejudicial e desnecessário. O ódio é sempre a negação do amor e falta de amor revela a ausência de Deus. Quem odeia, não perdoa e quem não perdoa vive intranqüilo, sem paz e cheio de remorso. O ódio é o câncer da alma!

A vida é um dom de Deus. Viver bem é uma necessidade e também um desafio.

Cuide de seu corpo, elimine tudo que lhe faz mal, mas cuide também de sua vida interior eliminando as “toxinas” e as “gorduras” da alma. Elas adoecem as emoções, deformam a estética de nossa interioridade e produzem muitos males ao longo da vida.

Purifiquem-se!!

Autor Desconhecido
Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei

Aprender com outras religiões?


Acredito que nós, umbandistas, temos uma grande deficiência literária e por consequência uma bela dificuldade ou trabalho redobrado para suprir as necessidades de conhecimento básicas de nossa religião. Existem perguntas   específicas que são altamente pertinentes aos trabalhos da Umbanda mas muitas vezes não se consegue as respostas dentro dos Terreiros, o que deixa os médiuns umbandistas inseguros e, principalmente, sem a real dimensão da espiritualidade em vossas vidas. Para conseguir respostas, quando não são encontradas dentro dos Terreiros em estudos doutrinários, se faz necessário a busca em outras doutrinas espíritas, e é ai que entram as codificações de Allan Kardec como sendo a literatura principal e a mais recomendada para os umbandistas que tentam suprir suas necessidades culturais.
Mas, ao buscar em outras doutrinas os ensinamentos espirituais, é necessária a compreensão litúrgica e ritualística dentro da religião de Umbanda para que não ocorra uma miscelânea religiosa, ou seja, alguns termos têm que estar bem claros, para que os umbandistas não criem novas Umbandas e nem a misturem ainda mais. Portanto, é importante que os umbandistas saibam, por exemplo, que na Umbanda não existe umbral, colônia, obsessor, Exu fora da lei, céu, inferno, pecado e muitos outros termos que são próprios de outras religiões e doutrinas, como também é importante que os umbandistas saibam absorver somente o que há de bom nelas e adaptem os termos à sua religião. Só assim se conseguirá ter um melhor entendimento teórico, sem criar novos termos e conceitos. A partir desses entendimentos não há nada de errado em aprender com as outras religiões e doutrinas, mas saliento que é importante que sejamos convictos de nossa própria religião ao procurar outras para estudo e que o intuito seja de apenas nos melhorar dentro Dela.
Frases do tipo “se na sua Casa deu certo, então é Umbanda e está certo”, têm que ser sucumbidas de nossa religião, afinal, utilizar sangue animal dá certo, mas ISSO NÃO É UMBANDA. Rezar para santo dá certo, mas ISSO NÃO É UMBANDA. Oferendar Exu e Pombogira para conseguir “determinadas” necessidades próprias dá certo, mas ISSO NÃO É UMBANDA. Outra frase também, muito comum que deve ser reavaliada é: “se está fazendo a caridade, está fazendo Umbanda”. Oras, não é só a Umbanda que faz a caridade! O simples fato de você dar um prato de comida a um mendigo já é caridade, independente de sua conduta moral e religiosidade. Ou seja, a Umbanda não se caracteriza somente pela caridade, existem muitos outros pontos que estão presentes na nossa religião e um muito importante é a reforma íntima e essa só se alcança com o conhecimento e com o entendimento do Plano Espiritual.
Escrito por Mãe Mônica Caraccio
Fonte: Minha Umbanda

Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei

sábado, 19 de março de 2011

Religião Umbandista o Significado

Olá irmãos, falar sobre a Umbanda é muito bom, mas entenda que aqui vamos relatar um pouco da sua história e como são feitos seu cultos aos Orixás, nem todas as Casas de Umbanda são iguais, acredito que hoje existem muitas doutrinas, algumas mais ligadas as raízes e outras com muitas adaptações do candomblé, do Kardecismo, muitas também influenciadas pelos Santos Católicos, na trajetória de seus Orixás, entendemos queridos irmãos, que a Umbanda é sim o contato espiritual com Deus, então, as diversas vertentes nada importam pois o caminho é um só Umbanda é Amor.
A palavra Umbanda é um vocábulo sagrado da língua Abanheenga, que era falada pelos integrantes do tronco Tupy. Diferentemente do que alguns acreditam, este termo não foi trazido da África pelos escravos. Na verdade, encontram-se registros de sua utilização apenas depois de 1934, entre os cultos de origem afro-ameríndia. Antes disto, somente alguns radicais eram reconhecidos na Ásia e África, porém sem a conotação de um Sistema de Conhecimento baseado na apreensão sintética da Filosofia, da Ciência, da Arte e da Religião.
O termo Umbanda, considerado a "Palavra Perdida" de Agartha, foi revelado por Espíritos integrantes da Confraria dos Espíritos Ancestrais. Estes espíritos são Seres que há muito não encarnam por terem atingido um alto grau de evolução, mas dignam-se em baixar nos templos de Umbanda para trazer a Luz do Conhecimento, em nome de Oxalá - O Cristo Jesus. Utilizam-se da mediunidade de encarnados previamente comprometidos em servir de veículos para sua manifestação.
Os radicais que compõem o mote UMBANDA são, respectivamente: AUM - BAN - DAN. Sua tradução pode ser ncomprovada através do alfabeto Adâmico ou Vattânico revelado ao Ocidente pelo Marquês Alexandre Saint-Yves d'Alveydre, na sua obra "O ARQUEÔMETRO".
AUM significa "A DIVINDADE SUPREMA"
BAN significa "CONJUNTO OU SISTEMA"
DAN significa "REGRA OU LEI"
A UNIÃO destes princípios radicais, ou AUMBANDAN, significa "O CONJUNTO DAS LEIS DIVINAS"
Conceitos de Umbanda:A Umbanda é uma religião natural que segue minuciosos ensinamentos de várias vertentes da humanidade. Ela traz lições de amor e fraternidade sendo cósmica em seus conceitos e transcendental em seus fundamentos.
A essência, os conceitos básicos da Lei de Umbanda fundamentam-se no seguinte:
Existência de um Deus único
Crença de entidades espirituais em evolução
Crença em orixás e santos chefiando falanges que formam a hierarquia espiritual
Crença em guias mensageiros
Na existência da alma
Na prática da mediunidade sob forma de desenvolvimento espiritual do médiun
Essas são as principais características fundamentais das Leis de Umbanda, uma religião que prega a Paz, a União e a Caridade.
07(sete) Linhas de Umbanda:A Umbanda se divide em 07(sete) linhas que são assim classificadas:

1- Linha de Oxalá ou Linha de Santo

Nesta linha as falanges são de Santo Antônio, São Cosme e Damião, Santa Rita, Santa Catarina, Santo Expedito e São Francisco de Assis. Esta linha é responsável por desmanchar os trabalhos de magia.

2- Linha de Yemanjá

Tem falanges das sereias que tem por chefe Oxum. Ainda nessa linha temos a falange das ondinas chefiada por Nanã; falange das caboclas do mar; Indaiá da falange dos Rios; Yara dos marinheiros e Tarimã das Calugas-Caluguinha da Estrela-guia.

3- Linha do Oriente

Subdividida pelas falanges do Hindus, dos médicos, dos árabes, chineses, oriente, romanos e outra raças européias.

4- Linha de Oxossy

Dividida nas falanges de Urubatão, Arariboia, Caboclo das 7 Encruzilhadas, Águia Branca e muitos outros índios chefes falangeiros que protegem contra magia, dão passes e ensinam o uso das plantas medicinais.

5- Linha de Xangô

Dividida nas seguintes falanges: falange de Yansã, do Caboclo do Sol, Caboclo da Lua, Caboclo da Pedra Branca, Caboclo do Vento e Caboclo Treme-Terra.

6- Linha de Ogun

Dividida nas falanges de Ogun Beira-Mar, Ogun Iara, Ogun Megê, Ogun Naruê, Ogun Rompe-Mato, esta linha protege os filhos contra as brigas, lutas e demandas.

7- Linha Africana

Dividida nas falanges do Povo da Costa, Pai Francisco, Povo do Congo, Povo de Angola, Povo de Luanda, Povo de Cabinda e Povo de Guiné, eles prestam caridades e orientam os fiéis para a prática do bem.
A Umbanda apresenta como mensagem religiosa a prática da caridade pura, o amor fraternal, a paz e a humildade. Ela também se propõe a produzir, pela magia, modificações existenciais que permitam a melhoria de vida do ser humano.
Através do ato da caridade e dedicação espiritual é que o médiun de Umbanda vai adquirindo elevação e consciência do valor de seu Dom mediúnico, que na verdade foi lhe dado por Zambi para que se aprimorasse aqui na terra.
As incorporações, os passes e descarregos feitos pelo médiun de Umbanda são todo o conjunto de afazeres espirituais que dia a dia fazem parte da vida do médiun. Portanto, o médiun é patrimônio maior desta maravilhosa religião de Umbanda.
Ponto Riscado na Umbanda:O ponto riscado possui grande significado e valor mágico no culto de Umbanda. É através do ponto riscado que os guias contam toda sua história, sua origem e passagem do mundo material e astral.
O ponto riscado é um emblema-símbolo. Os símbolos são sinais expressos de forma que dão a entender uma intenção ou trajetória humana. No caso do ponto riscado, os guias usam a pemba para poder riscar os seus pontos ou símbolos espirituais.
Uma das grandes provas de incorporação na Umbanda é o ponto riscado, pois acredita-se que se uma entidade não estiver realmente bem incorporada ela não saberá riscar o ponto que a identificará das demais.
Guias:Abaixo encontram-se relacionadas as cores das Guias (no Candomblé é chamado de Fio de Contas) de acordo com os Orixás:
Exu preto e vermelho
Ogun vermelho
Oxossy verde
Xangô marrom
Oxum claro azul
Yansã ou Oyá amarelo ouro
Omolu e Obaluayê preto e branco
Yemanjá cristal/azul e branco
Nanã roxo
Oxalá branco
A diferença entre “Tenda” e “Terreiro” :A partir de 1904, começaram a surgir no Rio de Janeiro várias casas de Umbanda denominadas de "tendas”. O termo tenda era utilizado para designar e distinguir a forma de culto adotado. Tenda era a casa de Umbanda que era estabelecida em um sobrado, ou seja, no alto, pois era comum naquela época realizar sessões nestes lugares. Como exemplo, Tenda do Caboclo-Mirim, Tenda do Caboclo da Lua, Tenda de Ogun Megê e assim sucessivamente.
Já o termo terreiro foi adotado para designar aquelas casas que eram estabelecidas no chão. Daí serem classificadas de “Terreiro de Umbanda”. O terreiro foi muito mais difundido do que as tendas devido ao próprio espaço oferecido para culto e foi com esse tipo de associação religiosa que a Umbanda conquistou boa posição no país.
Pretos-Velhos:Existe na Umbanda uma linda falange denominada de
“Falange dos Pretos-Velhos” ou “Linha das Almas”. Originários dos escravos no cativeiro, os pretos-velhos tem como característica principal a prática da caridade.
Como disse, os pretos-velhos viviam no cativeiro amontoados em senzalas, alimentavam-se de mingau de farinha, inhame, toucinho, banana, enfim comiam tudo que tivesse calorias baratas. Eram submetidos às condições desumanas e implacáveis de trabalho. Só os mais fortes sobreviviam.
Um preto-velho quando incorpora no médiun vem de forma envergada, sob o peso dos anos de existência em vida na terra, senta-se com a dificuldade das juntas enrijecidas e os músculos fatigados num pequeno banco de madeira, que lembra o antigo tosco que existia nas senzalas.
Os pretos-velhos ainda fumam cachimbo de barro ou de madeira rudimentar, falando com os visitantes e filhos-de-santo, usando um linguajar comum aos escravos que não falavam bem o português.
Destaco abaixo alguns nomes de pretos-velhos que baixam prestando inúmeras caridades:
Pai Joaquim da Angola
Pai Joaquim do Congo
Tia Maria
Vovó Benedita
Vovó Maria Conga
Vovó Maria Redonda
Vovó Cambinda
Vovó Luíza
Vovô Rei do Congo
Vovó Catarina D’Angola

Caboclo

No culto de Umbanda, Oxossy é o chefe da linha de caboclos. O caboclo é a imagem do indígena nativo de nossa terra e quando incorporado, presta caridade, dá passes, canta, dança e anda de um lado para outro em lembranças aos tempos de aldeia.
Conhecedores de muitas ervas, os caboclos têm um papel muito importante: os remédios de ervas e amacis, em que amacis são mistura de ervas que maceradas servem para o fortalecimento do filho-de-santo.
Já os remédios de ervas são plantas ou ervas que combinadas ou sozinhas servem para aliviar ou até mesmo curar doenças.
Nisso tudo os caboclos têm participação muito especial e são encarados e interpretados pelo povo como uma entidade que veio ajudar e aliviar as pessoas dos seus problemas.
Alguns nomes de caboclos:
Caboclo 7 Estrelas
Caboclo 7 Flexas
Caboclo Guará
Cabocla Jurema
Cabocla Jandirá
Caboclo Pena Branca
Dentre muitos caboclos que baixam em vários terreiros, o Caboclo Boiadeiro tem sempre uma participação especial nas seções de caboclo.
Boiadeiro é muito respeitado e aplaudido por trazer de volta ao nosso convívio toda a sua experiência adquirida em tempos de boiada, do sertão bravio, do homem responsável pela conduta da boiada do seu patrão.
De um modo geral, Boiadeiro usa um chapéu de couro com abas largas (para proteger-lhe do sol forte), calças arregaçadas e movimenta-se muito rápido. Um pequeno cântaro para carregar água, tão importante para a viagem. O chicote que usa para açoitar as rez feroz. A corda, usada para laçar o boi brabo, ou para pegar aquele que se afasta da boiada, ou ainda usada para derrubar o boi para abate. Boiadeiro, na verdade, traz toda uma soma de sabedoria acumulada dessas viagens e vivências do campo. Na verdade, estamos descrevendo uma maravilhosa entidade de muita luz e muita força.
Abaixo, encontra-se a Oração ao Caboclo:
Salve meu Pai Oxossy
Salve toda sua Macaia
Salve todo o Juremá
Saravá meu Caboclo Norikuá
Caboclo Valente
Que tem me amparado
Nesta jornada terrena
Obrigado, Caboclo!
Por me guiares pelo caminho do Bem.
Caboclo que pela graça de Oxalá
Brilha na seara de Umbanda
Okê-Caboclo! Podedete Acotera Didian
Saravá Seu Norikuá!
Oração à Cabocla Jurema
Juremá, Linda Cabocla de Pena
Rainha da Macaiá
Ouve o meu Clamor.
Jurema me livra dos perigos e das maldades
Ô Cabocla, tu que és Rainha da folha
Nunca me deixe em falta
Que o teu bodoque seja sempre certeiro
Contra os que tentarem me destruir.
Jurema caminha comigo, ô Cabocla
E me ajuda nesta jornada da Terra.
Jurema que a sua força, junto com vosso Pai Caboclo Tupinambá
Me acompanhe hoje e sempre
Em nome de Zambi,
Salve a Cabocla Jurema!
A Jurema - Sua Importância:O nome "Jurema" vem do tupi-guarani:
Ju significa "espinho" e Remá, "cheiro ruim".
A jurema é uma planta da família da leguminosas. Os frutos das plantas leguminosas são vagens. Existem várias espécies de jurema, como por exemplo: Jureminha, Jurema Branca, Jurema Preta, Jurema da Pedra e Jurema Mirim.
Esta planta tem muita importância no culto espiritual dos caboclos e nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, tanto que dá nome a um culto chamado de "Culto à Jurema".
Esse culto deve-se ao fato de que os nossos índios enterravam seus mortos junto a raiz da jurema. Daí passavam a cultuar esses mortos para que eles evoluíssem espiritualmente e habitassem o tronco da jurema ajudando a todos da tribo em suas necessidades.
No Nordeste, este culto recebeu outros nomes como:
Toré, Curicurí Praiá e Juremado.
Mas, o culto de caboclo não ficou restrito apenas ao índio brasileiro. Os negros de origem banto incorporaram os caboclos aos seus cultos e passaram a chamar este culto de "Candomblé de Caboclo" ou "Samba de Caboclo".
Nos Juremados, o mestre utiliza-se de um maracá, espécie de chocalho e de um cachimbo feito às vezes de pinhão-roxo para soprar fumaça para à esquerda ou para a direita.
A jurema é utilizada para tomar banho de descarga com suas folhas. Serve como defumador para cura de dor de dente, doenças sexualmente transmissíveis, insônia, nervos, dores de cabeça. Faz ainda: figas, patuás, rosários. Utiliza-se para fazer rezas com suas folhas contra mau-olhado e olho-grande. Serve ainda para fazer um dos maiores fundamentos do Culto à Jurema, que é uma bebida à base de infusão das folhas da jurema, com casca do tronco e da raiz misturado com mel de abelha, garapa de cana-de-açúcar e cachaça. Essa é a bebida preferida dos Encantados que baixam no Toré e no Culto à Jurema.

Origem 3

A palavra Umbanda significa “ Um ” = “ Deus ” e “ banda ” = “povo ”, que vem da velha África há 7 mil anos, quando esse povo era livre em suas tribos e eram felizes juntos com os animais e a natureza, onde cultuavam os seus Deuses e os seus Orixás .
Esse povo não tinha e não conhecia a maldade, mas com a chegada dos homens brancos que pela suas saudades e ganâncias de dominadores e religiosos, acabaram por conhecê-la.
Através dos séculos procuraram mentir e enganar os seus adeptos brancos de que os negros eram inferiores (por causa de sua cor); os fizeram de escravos em porões imundos de navios negreiros em que a maioria deles, não chegavam vivos.
Ao chegarem ao Brasil, receberam os piores castigos dos donos dos Engenhos e capatazes.
Nas Senzalas, recebiam os piores castigos por não falarem o idioma português e, não cultivavam a religião dos mesmos “ claro, a religião Católica ”; os alimentos eram os mesmos dos animais, isto é, quando haviam sobras, mas só que os negros tinham a Fé em “ OXALÁ ”, que como para os brancos era “Deus ”, que é Universal.
Claro que veio a libertação dos escravos como todos sonhavam, com a Princesa Isabel, mesmo assim, o calvário continuou até que em 1917, o médium chamado Zélio de Morais, que morava no bairro da Glória, no Rio de Janeiro, que recebeu o Espírito do Caboclo das 7 Encruzilhadas em um centro Kardecista, e foi expulso por não pertencer ao Núcleo, resolveu o mesmo, por Deferência Divina, fundar a “Umbanda” por ordem do mesmo Caboclo.
Mas os Espíritas, durante 3 décadas sofreram perseguições da Igreja Católica, mas o médium Zélio de Morais não se deixou abater pelas perseguições das religiões e continuou a sua luta.
Muitos Espíritos se uniram na “Umbanda” para continuarem sua jornada, mesmo sendo criticados como foi o próprio Cristo no passado, e tão mandado a proteger as igrejas nos dias de hoje, isto é, logicamente pelo seus proprietários que usam as diversas Mídias (rádio, jornal, televisão) com grandes faturamentos.
Porém, a nossa “Umbanda” ainda em nossos dias, continua pobre mas continua com Deus.
As religiões e seus donos terão que acertarem suas contas “além da Terra”, não com o “Criador”, mas com a sua “Consciência”, porque a lei cármica cobra e muito caro, o dinheiro que pegaram de seus adeptos, pois, ela será o carrasco de um futuro próximo.
Não importa a religião ou seita, mas amem-se uns aos outros, e o Pai irá reconhecê-los como seu filho.

Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei
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“A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho.”


SIGNIFICADOS QUANTO AO FORMATO DA VELA



 
Cones ou Triangulares: equilíbrio, elevação.
Quadradas: estabilidade, matéria.
Estrela: espiritual, carma.
Pirâmide: realizações matérias.
Cilíndricas: servem para tudo.
Animais: para o seu animal protetor.
Lua: para acentuar sua energia intuitiva.
Gnomo: para seu elemental da terra.
Cone ou Triangulares: simbolizam o equilíbrio. Tem três planos: físico, emocional e espiritual.
Velas Cônicas: são voltadas para cima e significam o desejo de elevação do homem, sua comunicação com o cosmos.
Velas Quadradas: Simbolizam estabilidade na matéria. Seus lados iguais representam os quatro elementos: Terra, Água, Fogo, Ar.
Velas em Formato de Estrela de Cinco Pontas: É o símbolo do homem preso na matéria. Representa o carma.
Velas Redondas: Simbolizam mudança. E a energia mais pura do astral que só a mente superior alcança.