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terça-feira, 7 de outubro de 2014

A pedidos: História de seu Zé Pelintra do Alto do Morro !


A pedidos:
História de seu Zé Pelintra do Alto do Morro !

Saravá Zé,

'' No alto da madrugada, na subida do morro, fogos ao alto, ouço logo um estrondo, luzes fortes, e muita fumaça, a patrulha chega, pra acabar com a arruaça, a malandragem não tem medo, pisa forte, mantém sua posição, malandro é malandro, malandro não treme não!!! teve troca de tiro, teve muita confusão, navalhas e facas, e tiros de oitão, a patrulha não aguenta, tem que recuar, a malandragem já começa, logo a festejar, bebidas e mulheres, muito samba e jogo, bota mais bebida no gelo, que isso aqui é muito pouco!!! A festa vai até o dia clarear, só vou deitar com minha nega, quando o galo cantar, sou Zé do Morro, essa vida eu vivi, lei da causa e efeito, por isso estou aqui, venho nessa terra, fazer o bem e realizar minha missão,
subir degraus da espiritualidade, buscar a evolução, como espirito, ainda sou bem atrasado, mas deixei pra trás, todo o meu passado, ajo conforme as leis divinas, trabalho para o bem ajudar, se precisar de ajuda, só o Zé do Morro chamar, trago comigo, a alegria e a ginga do malandro, por isso eu chego, dançando e cantando, essa é minha história, de um espírito humilde, que aprendeu errando, mas que jamais desistiu, e continua tentando, tentando crescer, me melhorar e evoluir, sempre à disposição, para os irmãos necessitados instruir, agora me despeço, agradecendo e pedindo, do fundo do meu coração, ouça o que lhe digo:

Se você se disser umbandista, bata no peito e tenha orgulho, aja como tal, estude, procure conhecer melhor e entender essa religião maravilhosa, busque sempre se aprimorar, trocar conhecimentos, dividir informações e opiniões, para que com humildade, que é a base dessa religião, possa continuar crescendo cada vez mais e ajudando cada vez mais espíritos como eu e como você, encarnados ou desencarnados, estamos todos caminhando, uns com passos largos, outros com passos mais lentos e menores, para trilhar o caminho do mestre Jesus e de nosso pai oxalá.
Salve a Umbanda
Umbanda é linda, 
Umbanda é luz,
Umbanda é humildade e caridade,
Umbanda é perdão, é doação, 
Umbanda é simplicidade de uma pequena GRANDE religião.
Salve UMBANDA!


Ponto Cantado:

Zé Pelintra do morro, 
eu preciso de você,
 pra me tirar de um sufoco,(2x)
A vida sem você não vale nada,
Zé pelintra, meu camarada (2x)

Texto psicografado pelo Irmão "Fred Rios"

Fonte: Malandro da Lapa.

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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Baianos



O arquétipo é o tradicional “pai e mãe de santo da Bahia…” mas não só de lá, de todos os recantos do Brasil.
O arquétipo dos Baianos da Umbanda foi criado justamente em cima daqueles que melhor sustentaram e popularizaram o culto aos Orixás no Brasil.
Esses espíritos já tinham a intimidade com os Orixás suas magias, suas rezas, suas quizilas, seus feitiços, etc., e foram homenageados com uma linha de trabalhos só para eles, por meio da qual podem auxiliar os encarnados dando continuidade ai que já faziam quando viveram na Terra.
A Umbanda é, tal como o Espiritismo, um culto fundamentado no culto aos antepassados e é um culto a Egungun mais elaborado e totalmente aberto.
O que é oculto são os nomes dos espíritos que incorporam.
Zé do Coco, Maria Bonita, Lampião, Zé Pelintra, Corisco, Zé da Bahia, etc.
São nomes que, na Umbanda, englobam várias correntes espirituais formadas por sacerdotes, mestres e rezadores nordestinos.
A linha dos baianos é a dos heróis anônimos que sustentaram o culto aos Orixás e os semearam primeiro em solo baiano, e posteriormente no resto do Brasil e, com a Umbanda organizada, os levarão ao mundo.
Guias: Baianos
Mistério sustentador: Mãe Iansã
Cor: Amarela
Erva: Quebra demanda e alecrim
Frutas: Abacaxi, coco e manga
Saudação: Salve a Bahia!
Bebida: Batida de coco, pinga e cerveja
Elemento: Fitas, búzios e pedras
Fumo: Cigarros e cigarro de palha
Velas: Amarelas
Flores: Girassol, flores amarelas e cravo
Semente: Olho de boi, olho de cabra e coquinho
Alimento: Coco, cocada, farofa e carne seca
Atua: Movimentando
Fonte: http://baianosetembrino.blogspot.com.br/

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Eu não quebro porque sou macio, viu…



Axé a todos! Hoje quero, com muito carinho, falar um pouco das entidades espirituais que incorporam nos médiuns de nossa Umbanda como baianos.
Sim, quero saudar todo o Povo da Bahia e dizer que ainda não conheci forma mais espetacular de trabalhar como a deles. Talvez por ser a Bahia o território mais colorido do Brasil ou quem sabe por representarem a Umbanda no seu prisma mais puro contextualizado pelo seu poder universalista.
Os Caboclos que se manifestam na Umbanda homenageiam o guerreiro nativo e forte, conhecedor da Natureza e corajoso; os Pretos Velhos manifestam sabedoria, paciência, bondade e humildade dos anciãos que vieram da África; os Erês (Crianças na Umbanda) nos remetem a pureza e a importância de despertá-la em nosso íntimo; já os Baianos, riem, brincam, seduzem, provocam, olham e agem diretamente no âmago do “problema” mostrando que o que falta para nós, para solucionarmos as dificuldades da nossa vida, é encanto, paixão e alegria. É saber que com alguns requebrados tudo se ajeita, tudo se encaixa e melhora.
São bons conhecedores da Magia, assim, agem potencialmente nas magias negativas, pontualmente nos descarregos e sutilmente nas depressões, baixas estimas e amarguras sempre afirmando que“ainda vale a pena”. Aliás, já pararam para pensar na importância dessas palavras, na força dessa afirmativa e no poder de transformação que essa certeza provoca em nosso íntimo? Já perceberam quantas e quantas vezes as dezenas de Zés e Marias, com seus chapéus de couro, flores nos cabelos e em meio aos remelexos da vida, afirmam para nós que “ainda vale a pena”, que “ainda vale há tempo”, que “ainda é possível”?
Recordo agora de um pequeno trecho da música ‘Querido Diário’ de Chico Buarque de Holanda que diz: “Hoje o inimigo veio me espreitar; Armou tocaia lá na curva do rio; Trouxe um porrete a mó de me quebrar; Mas eu não quebro porque sou macio, viu”. Grandioso, não é mesmo?!!! Puro gingado, vicissitude e sabedoria. Puro Axé da Bahia!!!
Mas o Povo da Bahia, como carinhosamente gosto de chamar essa falange manifestadora de Oxalá, é mais ainda.
É mandinga, patuá, laço e fita.
É coco, palha, saia e graça.
É olhar profundo, suspiro forte e macumba certa.
Tudo misturado e verbalizado no “vixe”.
Tudo fundido e dito no “oche”.
Sem milonga pra falar e com muita mironga no olhar o Povo da Bahia não nos deixa penar. No entanto, penamos SIM, quando é para nos agraciar.
Não tem como reclamar.
Zé, Maria, Bastião, Lampião, Severino, Quitéria, Juvência, Jacinta, Mané,  Joaquim, João e qualquer outro de bom coração, o coco, a cachaça, o mel, a cor, o amor e a esperança estão aqui. Aqui no meu altar saudando teu AXÉ.
Cruzados ou não cruzados, na direita ou na esquerda, na umbanda ou na quimbanda, meu reconhecimento e agradecimento.  Sempre com licença, permissão e missão meu olhar está firmado no Seu, assim, é só piscar, sorrir ou firmar que eu estarei aí, no Seu Altar.
Altar de Nosso Senhor como Filha de São Salvador!
E para aqueles que ainda não sabem o que são os “baianos e baianas na Umbanda”, como Eles agem ou o que provocam em nós, leiam, assistam e sintam a música “Falsa Baiana” de Geraldo Pereira interpretada por Mariene de Castro e tirem suas próprias conclusões.
Tenho certeza que muitos ficaram com “água na boca”… ahhhh….
Salve, Salve todo o Povo da Bahia!
Salve seu Zé!
E SALVE todos os Zés, Marias, Bastiões, Lampiões, Severinos, Quitérias, Juvências, Jacintas, Manés, Joaquins, Joões, Anas, Robertas, Silvanas, Brunos, Edméas, Julios, Solanges, Carlos, Reginaldos, Reginas, Katias e Simones.
SALVE Renatas e Teresinhas. Eduardos, Guilhermes, Vaners e Vitors.
SALVE Gabrielas, Vinicius, Marcos, pais, filhos, amigos e inimigos.
SALVE o Sagrado e o Profano. Tudo junto, separado, construindo, contribuindo, desconstruindo, indo e agindo…
SALVE todos nós, todos juntos, todos que entram no samba reviram os olhinhos e afirmam: “Sou filho de São Salvador”

Falsa Baiana

Geraldo Pereira

Baiana que entra no samba e só fica parada
Não samba, não dança, não bole nem nada
Não sabe deixar a mocidade louca
Baiana é aquela que entra no samba de qualquer maneira
Que mexe, remexe, dá nó nas cadeiras
Deixando a moçada com água na boca
A falsa baiana quando entra no samba
Ninguém se incomoda, ninguém bate palma
Ninguém abre a roda, ninguém grita ôba
Salve a bahia, senhor
Mas a gente gosta quando uma baiana
Samba direitinho, de cima embaixo
Revira os olhinhos dizendo
Eu sou filha de São Salvador
Escrito por Monica Caraccio
Fonte: Minha Umbanda

sábado, 18 de agosto de 2012

Multiplicando Recursos - Mensagem de Zè Pelintra


pag_20construcaoSeus recursos materiais andam escassos? Você anda na canseira de tanto correr atrás de pagar as contas? Não tá sobrando nada pra um respiro, uma folga, muito menos pra um lazer? Então, vamos conversar um pouco, tá bom?
Primeiro, que fique bem claro que não estou aqui pra julgar ninguém. Sou apenas um irmão e amigo, e quero oferecer ajuda, aplicando a experiência que a Vida me deu. Você é livre para aceitar, ou não. Quero dividir isso com você, mas respeito a sua liberdade de pensar diferente. Enfim, um dedo de prosa não vai fazer mal a ninguém... Então, vamos lá.
Você corre atrás do dinheiro? Fica aflito porque as contas a pagar são maiores do que as entradas de recursos? Quase posso escutar a resposta: “― É, Zé Pelintra, por aqui as coisas são assim, a gente tem que correr atrás...Que malandro é você, que não sabe disso?”...
Bom, meu amigo, pra começo de conversa, “malandro” não é vagabundo. Malandro é aquele que aprende a se adaptar, que aproveita tudo o que lhe acontece, pra transformar aquilo numa riqueza de conhecimento e aprendizagem.
Eu me lembro, sim, como são as coisas “por aí”, porque não sou nenhum caduco e nem hipócrita!... Já fiz muita besteira, mas trato de ficar atento pra não recair nas mesmas bobagens. E tudo aquilo que se aprende, é preciso passar adiante, pra que o povo todo vá melhorando também. Precisamos engrossar as águas da Prosperidade, fazer delas um rio imenso e largo, onde todos possam navegar e crescer!...
Eu me lembro dos tempos de encarnado, como me lembro! Da afobação, da mania de “ser Deus” e querer resolver tudo sozinho... Resultado: canseira, abatimento, desgosto, até alguma revolta... Êta tempo perdido, meu Paizinho Oxalá! Mas não é porque fiz burrada que você tem de fazer também, não me use como exemplo, até porque também fiz coisas boas... Depois de um tempo, fui aprendendo a não querer fazer tudo sozinho, a confiar nas Forças Divinas que moram dentro da gente e por fora também.
Então, tem um segredo que não é segredo, é uma Magia que vive dentro de todas as pessoas e que elas só precisam aprender a despertar pra serem mais felizes. Isso eu aprendi um pouco na carne e mais um pouco no chamado “astral”. Mas não me faço de rogado, e vou ensinar, que isso me dá muita alegria, só de imaginar os filhos melhorando na vida e ficando mais em paz...
Então, vou ensinar uns “truques de malandro”.
É o seguinte: comece por lembrar que você é um filho de Deus. Os filhos são herdeiros dos pais, não são? Então, você, eu e todas as pessoas, nós somos herdeiros de Deus e de toda a Riqueza que Ele representa.Você deixaria um filho seu passando necessidade, no caso de poder ajudar ele? Claro que não! E é claro que Deus não faz isso!
Deus provê, Deus dá, Deus ajuda a quem precisa de ajuda! Mas Ele só pode nos ajudar quando pedimos ajuda, quando a gente é humilde o bastante pra se colocar perante a Criação de um jeito amigo e amoroso. Você tem feito isso, ou acredita que precisa resolver tudo sozinho, senão a coisa vai pro brejo?
Não se zangue, por favor, mas pense um pouco sobre o jeito que você leva a sua vida. Você confia em Deus? Você acredita que veio Dele e vive Nele, como tudo o que existe, e que vai estar sempre Nele, na carne ou fora da carne, a todo o momento? É preciso ter essa confiança pra se viver bem. É preciso uma entrega de alma, antes de se fazer qualquer coisa!...
Não fique isolado, com o peito trancado, ruminando amargura e tristeza!...
Vamos fazer “um trabalhinho” pra desamarrar tudo isso e tirar você desse aperto...Vem comigo, estamos juntos nessa, e sempre que você precisar.
Então, se recolha num lugar calmo e pegue um pedaço de papel branco e sem linhas. Escreva ali tudo o que você precisa: as contas a pagar, quanto é, quando vence, e coisa e tal. Escreva tudo...
Respire algumas vezes, com calma, pensando na Riqueza de Deus que criou esse mundo que você conhece e também todos os mundos e realidades...
Respire outra vez, com calma, e sinta que você faz parte disso tudo, que você é parte dessa Riqueza, que você NÃO está sozinho e nem largado no mundo!... Respire de novo, com calma, e procure pela Paz Divina dentro de você, coloque ela aí no seu peito e no seu coração...
Então, pegue o papel nas mãos, fique de pé, e levante ele acima da sua cabeça, com um pensamento firme, dizendo em voz alta:
Neste instante, eu apresento ao meu Criador, que é Deus, e aos Sagrados Orixás as minhas necessidades mais urgentes.
Entrego tudo isso para a Inteligência Criadora, pedindo as bênçãos da Prosperidade de Deus, que também é minha Mãe.
Peço que despertem em mim a vontade firme, a capacidade e as energias Sagradas que me farão atrair os recursos que preciso para alcançar o que preciso.
Sei que meus talentos espirituais e materiais serão abençoados, despertados e multiplicados, para que eu realize o que preciso.
Sei que a Luz de Pai Oxalá vai iluminar meus caminhos, para esta realização.
Sei que a Espada de Pai Ogum vai abrir meus caminhos, para esta realização. Sei que o Poder de Atração de Mamãe Oxum vai atrair para a minha vida os recursos necessários para esta realização, despertando em mim o Amor que tudo cura e liberta.
Sei que o Divino Criador e todos os Orixás estão comigo, me guardando e amparando pelo alto, pelo embaixo, pela direita, pela esquerda, no centro e no em torno de todos os caminhos, para que eu alcance esta realização.
Eu confio, eu aceito, eu entrego e agradeço!
Sei que essa Riqueza me pertence por direito Divino porque sou um filho de Deus, e assim eu quero viver.
Amo e agradeço a Vida por estar aqui e viver essas experiências.
Eu respiro a Prosperidade de Deus.
Eu vivo na Prosperidade de Deus.
EU SOU a Prosperidade de Deus, aqui e agora, e para sempre!
Que assim seja, porque sempre foi, e assim será!
Então, respire de novo com calma, se acalme...
Pegue o papel e risque nele uma cruz de quatro braços iguais, usando um lápis comum (grafite) ou então uma pemba branca. Dobre o papel em cinco partes, já atraindo as Energias da mudança para melhor, na Força de Pai Ogum.
Se tiver um quintal ou um vaso com planta, enterre o papel ali― simbolizando que os seus recursos vão brotar, que a sua vida vai ganhar estabilidade, que nada vai lhe faltar jamais. Pense firme. Deixe o papel enterrado, não precisa mexer nele. Você já entregou seu pedido, e vai continuar fazendo apenas a sua parte. O que entregou, está entregue, não está mais em suas mãos, está nas Mãos de Deus que tudo pode! Confie!
Caso deseje, você pode firmar uma vela branca, em seguida à oração, colocando seu nome escrito num copo com água à direita da vela. Siga seu coração. Depois que a vela queimar, despeje o copo em água corrente e agradeça.
Caso não tenha o vaso com planta, pegue um copo com água filtrada― ou fervida e já esfriada―, ponha 7 punhados de açúcar, com a mão direita, saudando o Criador e os Orixás, e deposite o papel na água. Deixe esse copo por 7 dias num lugar que ninguém mexa; depois, vá trocando a água e o açúcar, a cada semana, até completar 21 dias. Na troca, repita a oração. Você pode renovar este ritual do copo quando sentir necessidade, até ganhar confiança. Mas creia, basta pedir uma vez, com humildade, respeito e confiança, que Deus vai lhe atender!
Faça com Fé. Não fique perguntando “Como vai ser? De onde virão os recursos?...”. Os recursos sempre existiram, a gente é que não sabia, não nos ensinaram que podíamos atrair a Riqueza de Deus pra nossa vida!... Mas agora você sabe, você crê, você confia, e você faz e consegue!
Acredite, tente, faça diferente!
A sua confiança em si mesmo e na Vida vai crescer. E tudo vai melhorar!...
Mexa esse corpo, acalme as idéias, peça ajuda! Continue fazendo o que pode, que Deus fará o que você ainda não sabe e não pode fazer sozinho, pois é desse jeito que a Vida funciona...
E toda vez que pegar no seu dinheiro, na sua comida, nas suas roupas, em tudo que você já tem, lembre-se: tudo é a Presença de Deus na vida da gente, tudo é bênção. Agradeça pelo que tem, para fabricar e atrair energias Sagradas de mais e mais Abundância e Prosperidade. É assim que funciona...
E nunca lamente pelas contas a pagar, mas agradeça por tudo que já recebeu, pelas coisas que utilizou e comprou e pelos benefícios que aquilo trouxe pra sua vida.
Faça a sua parte, como um filho da Luz de Deus, que a Luz vai lhe abençoar cada vez mais.
Que OLORUM e os Sagrados Orixás lhe deem muita Paz e Prosperidade!
Fique na Paz!
Zé Pelintra (09/03/2012.)

Escrito por Maria de Fatima
Fonte: Instituto Cultural Sete Porteiras do Brasil

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Saravá os malandros e malandras !!!

                              



Saravá os malandros e malandras !!!
 Os malandros têm como principal característica de identificação, a malandragem, o amor pela noite, pela música, pelo jogo, pela boemia e uma atração pelas mulheres.
Isso quer dizer que em vários lugares de culturas e características regionais completamente diferentes, sempre haverá um malandro. O malandro de Pernambuco, dança côco, xaxado, passa a noite inteira no forró; no Rio de Janeiro ele vive na Lapa, gosta de samba e passa suas noites na gafieira. Atitudes regionais bem diferentes, mas que marcam exatamente a figura do malandro.
No Rio de Janeiro aproximou-se do arquétipo do antigo malandro da Lapa, contado em histórias, músicas e peças de teatro. Alguns quando se manifestam se vestem a caráter. Terno e gravata brancos. Mas a maioria, gosta mesmo é de roupas leves, camisas de seda, e justificam o gosto lembrando que: "a seda, a navalha não corta". Navalha esta que levavam no bolso, e quando brigavam, jogavam capoeira (rabos-de-arraia, pernadas), às vezes arrancavam os sapatos e prendiam a navalha entre os dedos do pé, visando atingir o inimigo. Bebem de tudo, da Cachaça ao Whisky, fumam na maioria das vezes cigarros, mas utilizam também o charuto. São cordiais, alegres, dançam a maior parte do tempo quando se apresentam, usam chapéus ao estilo Panamá.
Podem se envolver com qualquer tipo de assunto e têm capacidade espiritual bastante elevada para resolvê-los, podem curar, desamarrar, desmanchar, como podem proteger e abrir caminhos. Têm sempre grandes amigos entre os que os vão visitar em suas sessões ou festas.
Existem também as manifestações femininas da malandragem, Maria Navalha é um bom exemplo. Manifesta-se como características semelhantes aos malandros, dança, samba, bebe e fuma da mesma maneira. Apesar do aspecto, demonstram sempre muita feminilidade, são vaidosas, gostam de presentes bonitos, de flores principalmente vermelhas e vestem-se sempre muito bem.
Ainda que tratado muitas vezes como Exu, os Malandros não são Exus. Essa idéia existe porque quando não são homenageados em festas ou sessões particulares, manifestam-se tranqüilamente nas sessões de Exu e parecem um deles. Os Malandros são espíritos em evolução, que após um determinado tempo podem (caso o desejem) se tornarem Exus. Mas, desde o início trabalham dentro da linha dos Exus.
Pode-se notar o apelo popular e a simplicidade das palavras e dos termos com os quais são compostos os pontos e cantigas dessas entidades. Assim é o malandro, simples, amigo, leal, verdadeiro. Se você pensa que pode enganá-lo, ele o desmascara sem a menor cerimônia na frente de todos. Apesar da figura do malandro, do jogador, do arruaceiro, detesta que façam mal ou enganem aos mais fracos. Salve a Malandragem!
Na Umbanda o malandro vem na linha dos Exus, com sua tradicional vestimenta: Calça Branca, sapato branco(ou branco e vermelho), seu terno branco, sua gravata vermelha, seu chapéu branco com uma fita vermelha ou chapéu de palha e finalmente sua bengala. tem duas características marcantes:
Uma é de ser muito brincalhão, gosta muito de dançar, gosta muito da presença de mulheres, gosta de elogiá-las ,etc…
Outra é ficar mais sério, parado num canto assim como sua imagem, gosta de observar o movimento ao seu redor mas sem perder suas características.
Às vezes muda um pouco, pede uma outra roupa, um terno preto, calças e sapatos também pretos, gravata vermelha e às vezes até cartola. Em alguns terreiros ele usa até uma capa preta.
E outra característica dele é continuar com a mesma roupa da direita, com um sapato de cor diferente, fuma cigarros, cigarilhas ou até charutos, bebe batidas, pinga de coquinho, marafo, conhaque e uísque, rabo-de-galo; é sempre muito brincalhão, extrovertido.
Seu ponto de força é na subida de morros, esquinas, encruzilhadas e até em cemitérios, pois ele trabalha muito com as almas, assim como é de característica na linha dos pretos velhos e exus. Sua imagem costuma ficar na porta de entrada dos terreiros, pois ele também toma conta das portas, das entradas, etc…
Malandros : saravá os malandros, salve mestre (a)
            Bebidas :  praticamente todas,desde a cachaça ao whisk
            Fumo:  cigarros, charutos
            Objetos de trabalho : facas, bengala entre outros…
            Objetos de vestimenta : terno, camisa de seda, roupas brancas ou listradas (vermelho e branco)
           Guias: suas guias podem ser de vários tipos, desde coquinhos com olho de Exu, até vermelho e preto, vermelho e branco ou preto e branco.
            Comprimento



sexta-feira, 20 de julho de 2012

A Verdadeira Fortuna


Era a segunda noite que a insônia indesejável me fazia companhia, e para passar as horas, ler um livro ou assistir a TV, são opções a considerar. Naquela quarta-feira chuvosa, minha escolha foi a telinha, e navegar pelos muitos canais disponíveis em busca de algo que valesse a pena ver. Em outro momento talvez eu seria mais tolerante, mas naquela noite de vigília imposta, eu estava muito irritado. Lá pelas tantas, percebi que o Sr. Zé Pilintra estava sentado no outro extremo do sofá, e como sempre calmo, de pernas cruzadas curtia uma cigarrilha pendurada no canto da boca.

– Saravá meu paizinho, disse eu com a voz rouca…

Depois dele sorrir e gesticular, eu prossegui:

– Veja que coisa absurda meu paizinho…

– Onze canais estão ocupados por religiosos! Mudei rapidamente de canal e apontei o dedo para a TV:

– Veja este cara paizinho! Está pedindo grana discaradamente!

– Será que ninguém vê isso acontecendo!!! Que absurdo! Como fica isso???

Ele levanta os olhos para o teto, faz vários círculos de fumaça e continuou:

O ouro é sem dúvida a maior provação a que se pode submeter o homem.

A convivência com o dinheiro causa imensa preocupação naqueles que estão voltando a terra, pois sabem eles o poder que tem o dinheiro de comprometer toda uma evolução.

Por mais preparados que estejam os irmãos encarnados, não resistem muitos, aos encantos do dinheiro, e percorrem toda existência na carne, escravos do ouro. Enfeitiçados, esquecem dos compromissos de outrora, e cegos pela ganância, sem pudor e sem receio de se expor, lançam mão de todo tipo de artimanhas para conseguir acumular fortuna. Não quero com este depoimento dizer que não devas progredir e adquirir posses, mas afirmo que deveria o dinheiro, ganho de forma honesta, ser apenas mais um instrumento para o exercício da caridade e para o seu crescimento como filho de Deus.

Chegará o dia em que estarás de frente ao juiz celestial. Nada além de suas vestes terás, e Ele terá nas mãos uma lista de todas as suas obras, a qual representará a verdadeira fortuna acumulada por você ao longo da vida. Para aqueles que tiveram uma existência ofuscada pelo brilho do ouro, a lista estará em branco e nada mais restará senão retornar e começar tudo de novo.

– Mas… paizinho… e aquelas pessoas que doam parte de seus ganhos, passam dificuldades, e muitas vezes são enganadas???

Ele se levanta, dá um tapinha nos meus ombros e diz:

– Maninho… a responsabilidade maior é de quem toma, e não de quem doa…

Em seguida Ele foi embora, e o sono finalmente se apresentou…

Axé meu Pai Zé Pilintra!


Por: Wilson de Omulu

domingo, 20 de maio de 2012

Os Baianos na Umbanda


De um modo geral, os baianos são tidos como pessoas alegres e teimosas em afirmar sua identidade cultural. Os baianos da Umbanda, entretanto, pouco presentes na literatura científica, são guias que mesclam características da direita e da esquerda, nas giras ele se apresenta com forte traço regionalista, principalmente em seu modo de falar cantado, diferente, eles são “do tipo que não levam desaforo pra casa”, possuem uma capacidade de ouvir e aconselhar, conversando bastante, falando baixo e mansamente, são carinhosos e passam segurança ao consulente que tem fé.

Os baianos, trabalhadores da Umbanda, pertencem à chamada Linha das Almas, a mesma dos Pretos Velhos. É uma linha que traz uma mensagem de conforto, por estar mais próxima do nosso tempo. São os Espíritos responsáveis pela “esperteza” do homem em sua jornada terrena. No desenvolvimento de suas giras, os baianos trazem como mensagem a forma e o saber lidar com as adversidades de nosso dia-a-dia, com a alegria, a flexibilidade, a magia e a brincadeira sadia.

A Umbanda caracterizou-se por cultuar figuras nacionais associadas à natureza, à marginalidade, à condição subalterna em relação ao padrão branco ocidental. O nordestino é o “subalterno” da metrópole, o tipo social “inferior” e “atrasado”, e por isso é ridicularizado, mas também de admiração, pois igualmente representa aquele que resiste firmemente diante das adversidades.

O Baiano representa a força do fragilizado, o que sofreu e aprendeu na "escola da vida" e, portanto, pode ajudar as pessoas. O reconhecido caráter de bravura e irreverência do nordestino migrante parece ser responsável pelo fato de os baianos terem se tornado uma entidade de grande frequência e importância nas giras paulistas e de todo o país, nos últimos anos.

Muitos dos baianos são descendentes de escravos que trabalharam no canavial e no engenho. Os baianos têm um conhecimento muito grande das ervas e do axé. Falam com sotaque arrastado, igual ao povo que ainda mora na Bahia.

A Linha dos Baianos é formada por Espíritos alegres, brincalhões e descontraídos. Gostam muito de desmanchar demandas. São conselheiros e orientadores e gostam muito dos rituais em que trabalham, girando e dançando com passos próprios.

A gira de Baianos nada mais é do que a alegria de um povo que foi e é sofrido, mas que não perde a esperança por possuir uma fé inabalável e uma experiência em lidar com problemas que fazem os nossos parecerem brincadeira. Agradecem às festas que lhe são oferecidas; bebem batidas de coco e comem comidas típicas da cozinha baiana.

O Povo Baiano vem trazer sua energia positiva, portanto sua gira é sempre muito animada. São Entidades que têm muito a nos ensinar, sempre com uma resposta certeira e rápida para nossas questões. Com seus cocos, azeite de dendê, comidas e cantigas típicas da região, realizam trabalhos em prol da evolução espiritual de todos. Por terem vivido em épocas mais recentes, são Espíritos mais próximos de nós. Estamos sempre aprendendo com os Baianos, com a sua força de viver frente aos problemas e situações cotidianas e o amparo ao próximo, transformando a tristeza em alegria e esperança.

Na Linha de Baianos, enquadram-se também os Espíritos de Marinheiros, que tem sua ligação com o mar e Iemanjá, e os Caboclos Boiadeiros, que foram trabalhadores do Sertão Nordestino. As Linhas de Baianos, assim como as de Boiadeiros, são consideradas Auxiliares, de Trabalho ou Do Meio, com suas Legiões e Falanges. São oriundas de manifestações de regiões brasileiras dentro da Linha de Caboclos.

Durante as giras sempre dão demonstrações de intensa alegria, apresentando fortes traços regionais, usando chapéus de couro ou palha, lembrando os Cangaceiros. Com seu jeito valente, não levam desaforo para casa. Por outro lado, possuem também características de pacientes, e todos gostam de ouvir seus conselhos. Costumam ser também carinhosos, e passam sempre segurança.

É comum presenciarmos estas magníficas entidades desviarem assuntos relacionados a trabalho, dinheiro, ou qualquer outro problema para perguntar sobre as coisas do coração. Impressiona como normalmente estes problemas existiam e era o que realmente estava atrapalhando. Sanado estes problemas de relacionamento, os demais acabam como que por mágica.

Dependendo da forma de trabalho do chefe da casa e de seus médiuns, diferenças de comportamento podem ser observadas, em alguns lugares, os baianos se apresentam com características mais duras, em que parecem ser mais briguentos e falam muito alto, em outros, sua incorporação é mais mansa e a Entidade manipula essências aromáticas, ervas, flores e velas coloridas. Apesar das diferenças, todos têm em comum a popularidade. São muito queridos e fazem sucesso em realidades sociais distintas. Desprendida, sem complicações, um alto astral e uma vontade imensa de resolver as "coisas do coração", verdadeiro obstáculo do ser humano. Porque é nas coisas do coração que se encontram as soluções para todos os outros problemas.

Os Baianos apresentam um comportamento comedido, não xingam, nem provocam ninguém, não sendo enfim zombeteiros. Os trabalhos com a corrente dos Baianos, nos trás muita paz, nos passando perseverança, para vencermos as dificuldades de nossa jornada terrena. Como encarar a vida e seus problemas com entusiasmo e alegria? Pergunte a uma Entidade da Gira de Baianos. Sem a menor dúvida, a gira mais festiva e alegre da Umbanda.

Características dos Baianos na Umbanda:

ComidasCoco, cocada, farofa com carne seca etc.

BebidasÁgua de coco, cachaça, batida de coco etc.

FumamCigarro de palha, fumo de rolo etc.

TrabalhamDesmanchando trabalhos de magia negra, dando passes, etc,. São portadores de fortes orações e rezas. Alguns trabalham benzendo com água e dendê.

Corlaranja ou qual for definida pela entidade

ApresentaçãoUsam chapéu de palha ou de couro e falam com sotaque característico nordestino. Geralmente usam roupas de couro.

Nomes De Alguns Baianos: Severino, Zé Do Coco, Sete Ponteiros, Zé Baiano, Zé Do Berimbau, Maria Do Alto Do Morro, Zé Do Trilho Verde, Maria Bonita, Gentilero, Maria Do Balaio, Maria Baiana, Maria Dos Remédios, Zé Do Prado, Chiquinho Cangaceiro, Zé Pelintra (que trabalham também na Linha de Jurema, Linha de Malandros e Pretos Velhos).

É da Bahia, Meu Pai!

Fonte: espiritualizando com a umbanda

sábado, 22 de outubro de 2011

BAHIA DE TODOS OS SANTOS

Cortejo saiu uma hora mais cedo por conta do jogo da seleção. Foto: Gildo Lima| Ag. A TARDE

Considero o 2 de julho a mais bonita festa da Bahia. Isso porque é difícil ver nas outras uma mistura tão bem acabada de política, religião e festa.
Afinal, onde existe uma parada cívica com capoeiristas, gente vestida de baiana e vaqueiros devidamente trajados misturados às representações oficiais da Polícia Militar e da Marinha?
Além disso, muita gente vai ali para fazer orações e agradecimentos aos caboclos do 2 de julho já sincretizados às entidades homônimas saudadas nos candomblés baianos. E como ignorar o surgimento desta festa?
No dia 2 de julho de 1823, o povão, no mais puro baianês, estava retado. Depois de tantas promessas o Brasil estava livre de Portugal, mas descendentes de índios, escravos e libertos, muitos dos quais tinham entrado na guerra ou perdido familiares nos combates, continuavam do mesmo jeito: pobres e sem liberdade nenhuma.
Aquela história de Exército Libertador não apagou as diferneças entre elite e povo. Tudo continuava como dantes no quartel de Abrantes para este último.
E talvez tenha sido aí que começou a tomar forma um outro famoso ditado baiano: "Vá chorar no pé do caboco". Ou seja: "se virem". O povo resolveu apelar para o caboclo, literalmente.
Um movimento popular fez o mesmo caminho que as tropas tinham feito um ano antes tendo à frente uma canhoneira portuguesa transformada em carroça que levava um velho descendente de índio. Era uma caricatura da entrada das tropas brasileiras vencedoras. Simbólico que à frente estivesse um representante do povo.
E ai de quem tentou alterar o que os donos da festa decidiram fazer. Conta-se, por exemplo, que no final do século XIX o comandante de armas que era uma espécie de prefeito da cidade decidiu que a estátua do caboclo, pois ela já havia sido feita, não iria sair mais. A decisão era por conta do símbolo de Portugal na estátua: uma serpente sendo morta pelo caboclo.
O cidadão era descendente de português e se sentiu ofendido. No lugar do caboclo ele queria uma imagem feminina para homenagear Catarina Paraguaçu.
Pois a associação dos veteranos da guerra mandou um recado: ou o caboclo saía ou eles iam pegar em armas e ia correr sangue. Seria uma guerra civil em defesa do caboclo. O comandante recuou, o caboclo foi para a rua e melhor ainda: ganhou uma companhia feminina, a cabocla.
Ou seja: no 2 de julho, como diz o professor Cid Teixeira, autoridade é que é penetra. Mesmo com todo o discurso de festa cívica a irreverência original está lá nesta característica de parada militar embolada a manifestações culturais diversas.
Lembro que um maestro de uma banda militar me contou que na primeira vez em que foi reger no desfile ficou sem entender nada. Carioca, ele imaginava que a festa da Independência da Bahia, a maior data cívica do Estado, era uma espécie de 7 de setembro.
Para a sua surpresa o que viu foi o povo gritando e aplaudindo o carro dos caboclos, correndo para tocá-los. Na confusão o seu quepe foi jogado para longe e ele teve que se virar para reger a banda como deu.
A surpresa do integrante da Marinha é a típica reação de quem é de fora quando vê o 2 de julho, o que só prova a sua característica de festa especial.
Que bom que o povo baiano consegue manter essa sua rebeldia. No 2 de julho o povo aplaude quem acha que deve, vaia quem acha que merece e não é à toa que políticos se esforçam para seguir atrás do cortejo rodeado de cabos eleitorais.
Aliás o 2 de julho é termômetro para quem se aventura na disputa das urnas para saber se está bem ou em baixa.
Mas a volta dos caboclos alguns dias depois é ainda mais irreverente. Não tem cerimônia oficial, mas muita festa.
Enfim, o 2 de julho é uma celebração de independência desse jeito povão de ser. E viva aos caboclos! Atrás deles só não vai quem não pode.
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Pai Valdemir comanda o Terreiro Santa Bárbara que no sábado faz festa para os caboclos. Foto: Fernando Vivas| AG. A TARDE



Pai Valdemir comanda o Terreiro Santa Bárbara que, no sábado, faz festa para os caboclos. Foto: Fernando Vivas| AG. A TARDE
As festas para o caboclo Sultão das Matas, no Terreiro Santa Bárbara, situado em Lauro de Freitas, são conhecidas pela fartura e alegria. Após o luto em memória da mãe-pequena da Casa, Mãe Dazinha, neste sábado, a partir das 21 horas, Sultão das Matas volta a ganhar sua festa. 
Segundo Pai Valdemir, que gosta de ver o terreiro cheio nos dias em que realiza seus cultos, vai ter um tapete de frutas em honra de todos os caboclos e um churrasco de dois bois.
A festa deve se prolongar até a metade da manhã de domingo. A celebração é aberta à participação pública e é uma boa oportunidade para quem nunca viu um culto em honra dos caboclos que, em Salvador, acontecem, na sua maioria, no mês de julho


                      POSTADO GRUPO BOIADEIRO REI
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“A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho.”


SIGNIFICADOS QUANTO AO FORMATO DA VELA



 
Cones ou Triangulares: equilíbrio, elevação.
Quadradas: estabilidade, matéria.
Estrela: espiritual, carma.
Pirâmide: realizações matérias.
Cilíndricas: servem para tudo.
Animais: para o seu animal protetor.
Lua: para acentuar sua energia intuitiva.
Gnomo: para seu elemental da terra.
Cone ou Triangulares: simbolizam o equilíbrio. Tem três planos: físico, emocional e espiritual.
Velas Cônicas: são voltadas para cima e significam o desejo de elevação do homem, sua comunicação com o cosmos.
Velas Quadradas: Simbolizam estabilidade na matéria. Seus lados iguais representam os quatro elementos: Terra, Água, Fogo, Ar.
Velas em Formato de Estrela de Cinco Pontas: É o símbolo do homem preso na matéria. Representa o carma.
Velas Redondas: Simbolizam mudança. E a energia mais pura do astral que só a mente superior alcança.