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quinta-feira, 26 de julho de 2012

Para ‘melhor usar’ e ‘melhor se relacionar’


Axééé pessoal! Tempos atrás ganhei um livro bem legal que se tornou referência para muitos poetas românticos e que muito me encantou pelos mitos, relacionamentos, simbologias, histórias e funções. O livro chama-se “A Linguagem das Flores”, editado por Sheila Pickles e publicado no Brasil pela Editora Melhoramentos. Como estamos entrando no clima das ervas, flores, águas, pedras, natureza e muita energia e magia – desculpem o entusiasmo e a particularidade, mas é que domingo acontecerá mais uma daquelas encantadoras aulas e meu coração pulsa forte só de pensar tamanha a adrenalina… Enfim, quero aproveitar e compartilhar um pouco com vocês alguns saberes e trechos desse livro para que assim possamos abrir mais ainda nossa percepção em relação à natureza e consequentemente, à Umbanda. Espero que gostem e que aproveitem para ‘melhor usar’ e ‘melhor se relacionar’ com as flores e o nosso Sagrado.
Vejam que fantástico: dizem que na Turquia, século XVIII, era possível brigar, censurar, mandar cartas de paixão, amizade ou civilidade, ou mesmo notícias, sem usar tinta ou sujar os dedos, o “código dos turcos” era o uso de flores que, com significados próprios e em diversas combinações, tinham valor de “carta”, cheias de significados e simbologias. Logo esse costume chegou à França e na graça dos poetas como Thomas Hood (1799-1845) que afirmou: “Doces flores sozinhas podem dizer o que a paixão tem medo de revelar”.
As flores não só significavam diferentes sentimentos, mas a maneira como eram oferecidas e aceitas, mudava as intenções e interpretações, assim, quando as fitas estavam à esquerda, o significado referia-se a quem dava as flores; quando amarradas à direita, referia-se a quem recebia que, por sua vez, respondia usando a própria flor. Sobre o coração significava amor e nos cabelos, expressava cautela.
As ROSAS, eterno símbolo do amor e uma das flores mais antigas conhecida pelo homem, têm uma “linguagem” própria: as vermelhas simbolizam as emoções apaixonadas, o sangue do mártir; as cor-de-rosa estariam ligadas aos amores sublimes; as brancas ao amor puro e incondicional, à inocência, amor espiritual e pureza – “diz-se que a Virgem Maria colocou seu véu para secar sobre um arbusto de rosas vermelhas que, depois disso, produziu flores de brancura imaculada” (PICKLES, p.90); as amarelas são misteriosas, dizem que simbolizam o ciúme por sua relação com a infidelidade e ao enfraquecimento do amor, “a origem disso pode ser procurada em Aisha, a esposa favorita do profeta Maomé. Ele desconfiou que a esposa lhe era infiel e foi pedir o conselho do arcanjo Gabriel. Quando Maomé voltou para casa, Aisha o recebeu com rosas vermelhas, e, seguindo as instruções do arcanjo, ele ordenou que a esposa as jogasse no rio sabendo que se as flores mudassem de cor, suas suspeitas estariam confirmadas. As rosas tornaram-se amarelas.” (PICKLES, p.90).
Uma “simples” rosa aberta dada a alguém significa beleza, abertura, possibilidades, já as com espinhos e folhas querem dizer “temo, porém com esperança”. Uma única rosa demonstra simplicidade, elegância e intimidade, várias delas formando um buquê inspira alegria e comunhão.
Normalmente as rosas vermelhas são dadas e utilizadas pelas Pombagiras e Iansã; as amarelas, a Oxum; brancas, a Iemanjá; as rosas são direcionadas aos Ibejis.
* Saliente sempre que relações como essas mudam de terreiro para terreiro conforme a força, doutrina e tradição de cada um, ok?
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Os CRAVOS mudam os significados dependendo da cor: os de pintas ou manchas, os variegadas, significam rejeição; os amarelos, significam desprezo e os vermelhos, sangue de Cristo. “Os atenienses reverenciam os cravos, chamando-os Dianthos, flor de Júpiter, e com eles faziam coroas e grinaldas, durante os festivais, dando origem à palavra “coroação”. Devido ao aroma semelhante ao do cravo da índia, em inglês são, muitas vezes, chamados de gillxflowers, apelido originário da palavra francesa giroflier e também dado aos goivos. Às vezes, os cravos eram adicionados ao vinho e à cerveja para dar-lhes sabor. Mesmo hoje em dia, ainda são conhecidos na zona rural inglesa como flores embebidas no vinho.” (PICKLES, p.17).
Na Umbanda, os CRAVOS vermelhos são oferecidos aos Exus, a Ogum e às Linhas dos Boiadeiros e dos Baianos, e os brancos a Oxalá e à Linha do Oriente.
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O GIRASSOL, planta mais alta do jardim, certamente tem todo direito de sentir-se orgulhoso, e esse triunfo não é somente pelo tamanho, mas por ser uma flor que tem suas partes utilizadas de alguma forma – as sementes servem para fazer óleo, sabão e ainda alimentam; as folhas e talos são utilizados para forragem, confecções de tecidos e como substitutos para o tabaco. Seu nome vem de duas palavras gregas que significam ‘sol’ e ‘flor’, pelos incas do Peru, e mais tarde pelos índios norte-americanos, foi venerado como símbolo do Sol. “Existe uma lenda clássica de que Clytie, uma ninfa da água, foi transformada em girassol depois de morrer de desgosto pela traição de Apolo, o deus-sol.” (PICKLES, p.98).
Xangô e Oxalá são os dois orixás que aceitam o girassol de bom grado em suas festas e oferendas.
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A VIOLETA é a flor da humildade, reconhecida como modesta por esconder sua beleza entre longas folhas, muito estimada por seu perfume delicado, desde os tempos mais antigos é considerada a flor de Zeus. “Conta a lenda que Zeus estava apaixonado por uma bela jovem chamada Io e, para protegê-la de Hera, sua esposa ciumenta, transformou-a em um bezerro robusto. Depois, para alimentá-la com uma iguaria delicada, Zeus ordenou à terra que produzisse uma linda flor em homenagem à sua amada. A esta flor, ele deu o nome de Ion, a palavra grega para violeta.” (PICKLES, p.102).
Pretos Velhos, a Linha das Almas, Yorimás e Nanã Buruque gostam e utilizam muito esta flor, sejam nos banhos, oferendas, firmezas, energizações, limpezas.
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A MARGARIDA é a flor das crianças, inclusive são oferecidas a Iemanjá e às entidades espirituais que se manifestam como Crianças na Umbanda. “Se uma garotinha colher um punhado de margaridas com os olhos fechados, o número de flores no ramalhete representará o número de anos que faltam para se casar.” (PICKLES, p.32).
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A ALFAZEMA é muito usada em banho de ervas para equilibrar a energia, para perfumar gavetas de roupas, afastar traças e insetos, entre outros usos. Como água de cheiro ou erva, Iemanjá é o orixá que mais se afiniza com suas propriedades. “Segundo o folclore, pequenas cobras venenosas conhecidas como áspides gostam de descansar sob arbustos de alfazema. Por isso, as pessoas começaram a desconfiar da planta e a linguagem da alfazema passou a expressar exatamente esse sentimento.” (PICKLES, p.57).
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O LÍRIO é o símbolo da pureza, encanto, leveza e serenidade, é uma das flores mais antigas do mundo e oferecida principalmente a Oxum. “O lírio é dedicado à Virgem Maria em homenagem à sua pureza, e talvez seja por esse motivo que muitas noivas gostam de incluí-lo em seus buquês e que ele seja encontrado em muitas festas religiosas. Uma lenda conta que o primeiro lírio surgiu das lágrimas derramadas por Eva quando ela deixou o Jardim do Éden.” (PICKLES, p.61).
Nossa, poderia ficar aqui falando mais e mais das flores, ervas, natureza, Umbanda, massss…
Bom, vou relacionar a simbologia de mais algumas flores retirada do livro de Sheila Pickles e conto com a contínua e ativa participação de todos. Acredito que assim, com participações mútuas, com dividir de saberes, com contínuas relações, todos caminham melhor, com mais segurança e feliz.
Axééé a todos!
  •             Amarílis – Orgulho
  •            Anêmona – Abandonado
  •            Camélia – Beleza perfeita
  •            Crisântemo – Paixão
  •            Centáurea – Sensibilidade
  •            Margarida – Inocência
  •            Miosótis – Amor verdadeiro
  •            Dedaleira – Falsidade
  •            Gerânio – Tristeza
  •            Madressilva – Meiguice
  •            Jacinto – Mágoa
  •            Íris – Mensagem
  •            Jasmim – Graça e elegância
  •            Alfazema – Desconfiança
  •            Lírio – Pureza
  •            Tagetes – Luto
  •            Narciso – Vaidade
  •            Capuchinha – Patriotismo
  •            Orquídea – Uma bela mulher
  •            Amor-perfeito – Pensamentos
  •            Peônia – Vergonha e timidez
  •            Flox – Harmonia
  •            Prímula – Juventude
  •            Rosa – Amor
  •            Girassol – Altivez
  •            Tulipa – Declaração de amor
  •            Violeta – Modéstia
  •            Ninféia – Pureza de coração
Escrito por Monica Caraccio
Fonte: Minha Umbanda

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Um pouco mais de informação



Axé turma! Semana passada postei um texto falando sobre Banho de Ervas e os dias da semana relacionando-os com os Orixás. Hoje, quero trazer um pouco mais de informação incluindo nos dias da semana o magnetismo da astrologia, dos deuses da antiga Grécia, das energias e mais algumas opções de ervas.
Espero que ajude na inspiração e no Saber sobre nossa Umbanda, nossos Orixás, nossa natureza e nosso íntimo. Aliás, espero que reafirme a importância de conhecer a Umbanda com seus ritos, rituais, fundamentos e energias, mesmo porque não existem coincidências quando pensamos na grandeza da Umbanda e em todas as bênçãos que ela propicia, não é mesmo?
Para começar, vale saber que historiadores afirmam que as divisões do tempo e a astrologia surgiram com os sacerdotes caldeus na Suméria por volta do IV milênio a.C.
Os sacerdotes caldeus eram os astrólogos que, em honra aos sete astros que julgavam gravitar em torno da Terra, inventaram os dias da semana (semana em latim septimanas = sete manhãs) – os astros eram, além do Sol e da Lua, aqueles que os olhos nus conseguiram distinguir: Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno (Urano, Netuno e Plutão eram desconhecidos por não serem visíveis).
Já os antigos romanos identificavam os dias da semana com Sol, Lua, Marte, Mercúrio, Júpiter, Vênus e Terra de forma mitológica, assim, levavam em consideração seus deuses, tradições e costumes.
  • DOMINGO – SOL, astro mais importante do sistema e a deidade mais importante do universo divino, foi o primeiro homenageado pelos caldeus. A palavra Domingo para os romanos se refere ao “Dominus”, um dia sagrado em que os romanos descansavam e veneravam seus deuses: ao Deus do Domínio, Deus do Sol, Deus do Brilho.
A energia do SOL é a da cura, que expande a consciência e reforça as características positivas da personalidade. Além disso, atrai boas energias para o futuro, realça a auto-estima, o equilíbrio, a segurança e estimula novas ideias.
As plantas solares são aromáticas, harmonizadoras, afastam maus espíritos e estimulam a energia da prosperidade, além de propiciar as qualidades mencionadas acima. Exemplos: Sálvia, Alecrim, Hortelã, Canela, Cevada, Louro, Laranja, Malva, Manjerona, Arnica, Maracujá, Lótus, Mirra, Chapéu de couro, Açafrão, Trigo.
…………
  • SEGUNDA-FEIRA – LUA, único satélite natural da Terra que os romanos chamavam o dia de “dies lunae”, dia da lua – dia sereno.
A energia da lua propicia novos começos, atribui poder e fertilidade. Estimula sentimento de família, da maternidade e de proteção. Também abre os canais da intuição e da espiritualidade.
As plantas lunares contêm uma expressiva quantidade de água e são frias. Suas folhas são frequentemente grandes e são usadas para equilíbrio das emoções. Exemplos: Alface, Aveia, Pepino, Repolho, Babosa, Bálsamo, Angélica, Lágrima de nossa senhora e as Folhas de forma geral.
…………
  • TERÇA-FEIRA – MARTE, o planeta vermelho, chamado de “Estrela de Fogo”. Dia em que os romanos dedicavam ao deus da guerra e ao fogo.
A sua energia estimula a capacidade de decidir, desbravar, penetrar, interferir e lutar. Força masculina que propicia realizações materiais e coragem.
As plantas sob a energia de Marte são ácidas, amargas, picantes, às vezes venenosas pelo excesso de calor, espinhosas, queimam ao toque ou ardem os olhos. Exemplos: Cebola, Alho, Artemísia, Hortelã, Manjericão, Cordão de frade, Gengibre, troncos e caules.
…………
  • QUARTA-FEIRA – MERCÚRIO, menor planeta do sistema solar e o mais próximo do sol.  Segundo a mitologia romana, Quarta era a mensageira dos deuses que traziam a chuva.
Energia que expressa a inteligência, a comunicação, as trocas e a maneira de se expressar. Estimula a espontaneidade, a criatividade, a autoestima e a capacidade de ‘crer’.
As plantas sob a energia de Mercúrio são normalmente de folhas pequenas e não produzem frutos. São ótimas para a comunicação e negócios que exigem raciocínio. Exemplos: Camomila, Cenoura, Alfazema, Guaco, Melissa, cascas e sementes.
…………
  • QUINTA-FEIRA – JÚPITER, o maior planeta do sistema solar é na mitologia grega o pai dos deuses que é a natureza. Os romanos chamaram o dia de ‘dies juevis’ e dedicavam às flores e às árvores.
Energia que representa o poder, autoridade, sabedoria e razão, ponto de expansão da alma que estimula o bom humor, clareza de visão e percepção do futuro.
As plantas aqui têm um sabor doce e sutil, as frutas de forma geral também são relacionadas a Júpiter. Exemplo: Tomate, Ameixa, Amora, Beterraba, Cereja, Açafrão, Folha de pessegueiro, Folha de bambu, Pata de vaca, Tansagem.
 …………
  • SEXTA-FEIRA – VÊNUS, o mais “brilhante” dos planetas que fica entre Mercúrio e a Terra, era o dia em que os soldados recebiam seus pagamentos em ouro, assim denominou-se ‘o dia de ouro’. Vênus era a deusa do amor dos romanos, equivalente a Afrodite dos gregos.
Energia que favorece harmonia, paz, alegria, amor, união em todos os setores da vida e ainda facilita expressão e comunicação.
Sob energia de Vênus as plantas têm sabor doce, agradável, produzem flores de perfume agradável e normalmente são afrodisíacas. Exemplo: Rosas, Amêndoas, Couve-flor, Coentro, Espinafre, Angélica, Beterraba, Ginseng, Umbaúba, Carqueja e as Flores em geral.
 …………
  • SÁBADO – SATURNO, o segundo maior planeta após Júpiter. É o dia da Terra, para os romanos era o dia da ceia “Sabbata”, dia em que os soldados romanos retornavam às suas terras, às suas cidades e faziam o grande jantar com seus familiares.
Energia que propicia as atividades espirituais e religiosas. Estimula a realização pessoal, abertura da mente e estabilidade com dignidade, honra e disciplina.
As plantas regidas por Saturno são pesadas, glutinosas, adstringentes e de sabor amargo. Os vegetais produzem frutos sem flores ou sem semente e crescem vagarosamente. Exemplos: Mandioca, Arruda, Garra do diabo, Crista de galo, Cipó chumbo, Cânfora e raízes. Dentro da magia, essas ervas ou alimentos são usadas para eliminar, tirar dificuldades e também para esclarecer algo que está oculto, bem como revelar segredos.

Escrito por Monica Caraccio
Fonte: Minha Umbanda

quarta-feira, 27 de julho de 2011

DEFUMAÇÃO




Por Fernando Sepe na lista Voadores
defumação existe como ritual, ou como prática magística, há muito tempo. Umbanda, rituais védicos, igreja católica, ocultismo, a lista é grande… Mas, o que, afinal, existem nessas ervas, eih?!
Basicamente a defumação é a "liberalização" da energia vegetal, concentrada na folha ou em outra parte da planta. Quando em contato com a brasa e consequentemente com o fogo, a energia vegetal libera-se e pode ser facilmente manipulada pela mente do defumador, através de orações, cânticos ou mentalizações. defumação é um ritual de magia, assim como existem muitos outros… Quem gosta de uma explicação bioenergética, sempre fala da energia do duplo etérico das folhas que se dissolveriam na água (banho de ervas) ou se "libertariam" com o fogo (defumação). Isso explica uma parte do processo, mas não todo, visto que outras coisas entram no assunto, como espírito vegetal da planta, axé, egrégora e outras coisas mais…
Deve-se salientar também que, apenas "queimar umas ervinhas", não tem grande significação e resultado magístico. O mais importante é a capacidade do defumador de direcionar essa energia. Perceba que o processo é MENTAL, aliado a um recurso na matéria, pois estamos na matéria! Na verdade, não existe muito esse lance de ser mental ou "elemental". Toda magia é mental, porém pode-se usar recursos naturais e físicos, sim ou não. E isso não é melhor ou pior. É apenas uma das muitas formas. (apesar de que para mim, em alguns casos, a utilização de elementos físicos são muito úteis) O problema, como sempre, é achar que a sua prática deva ser igual a do próximo…
É nesse princípio da defumação que também fundamenta-se o uso de cachimbo e charutos pelos guias incorporados na Umbanda. É uma defumação individual, aliando o sopro (comum na terapêutica espírita de passe) com a fumaça (energia da erva) potencializando os efeitos de limpeza energética, principalmente em relação a formas mentais que orbitam pela aura das pessoas….
Existe além disso, o aspecto psicológico, a força de hipnose e indução que um ritual como esse tem, além do odor de determinadas ervas serem muito agradáveis, o que acalma e sutiliza a mente.
Lembrando que defumação não serve "apenas" para "limpar o ambiente", mas sim para muitos outros fins, dependendo da determinação dada pela pessoa que defuma e a qualidade das ervas utilizadas no preparo. Sim, porque arruda é uma erva agressiva de limpeza, já alecrim é mais mansa e tem uma energia equilibradora… Pinhão roxo serve para "quebrar demanda" no vocabulário
próprio umbandista e o louro para trazer uma energia de prosperidade… A lista é longa.
Não esquecer também que para defumar usam-se ervas SECAS, ou seja, nada de erva fresca, que acabaram de serem colhidas, pois ela está cheia de água. E água e fogo não é uma grande combinação…. Com a erva fresca dá-se preferência para banhos…
Por fim, duas receitas muito básicas, que podem ser utilizadas tanto para banhos como para defumações:
Limpeza energética: Arruda, Guiné, Espada de São Jorge, sal grosso e alecrim.
Equilíbrio mental: Sálvia, alfazema e rosa branca
Lembrando que antes de despejar o banho sobre o corpo, ou enquanto se defuma, deve-se fazer uma oração pedindo que a força das ervas se ativem e então direcionar a energia para o fim que espera-se alcançar.
Ok?! Resumidamente é isso. Mais tarde escrevo sobre o carvão, a água, os condensadores de axé e as velas.
Abraços!
Fernando Sepe

sábado, 7 de maio de 2011

Defumação e Sincretismo

Defumação e Sincretismo (Matérias extraidas do Jornal de Umbanda Carismática - JUCA - edição XVII - Ano II - Janeiro de 2008)
Ninguém sabe quando a humanidade começou a usar as plantas aromáticas. Há evidência do período Neolítico de que ervas aromáticas eram usadas em culinária e medicina, e que ervas e flores eram enterradas com os mortos. A fumaça ou fumigação foram provavelmente um dos usos mais an¬tigos das plantas, como parte de ofe¬ren¬das rituais aos deuses. Gradual¬men¬te, um conjunto de conhecimentos sobre as plantas foi acumulado e passado a centenas de gerações de xamãs.

Egípcios: Inicialmente, sacerdo¬tes e sacerdotisas eram as únicas pes¬soas que tinham acesso a estas pre¬ciosas substâncias. Quando o Egito se fez um país forte, seus governantes importaram de terras distantes in¬censo, sândalo, mirra e canela. Os faraós se orgulhavam em ofe¬recer às deusas e aos deuses enormes quantidades de madeiras aromáticas, gomas, resi¬nas e perfumes de plantas, queimando mi¬lha¬res de caixas desses materiais pre¬ciosos. Todas as manhãs as estátuas eram untadas pelos sacerdotes com óleos aromáticos. Queimava-se muito incenso nas cerimônias do templo, durante a coroação dos faraós e ri¬tuais religiosos. Queimavam-se também em enterros, para neutralizar odores e afugentar maus espíritos.

Sumérios e Babilônios: Os Sumérios ofereciam bagas de junípero como incenso à deusa Inanna. Mais tarde os babilônios continuaram um ritual queimando esse suave aroma nos altares de Ishtar. Acreditava-se que a direção que a fumaça levantava deter¬minaria o futuro, se a fumaça movia-se para a direita o êxito era a resposta, se movesse para a esquerda a res¬posta era o fracasso.

Hindus e Budistas: A Aromate¬rapia tem sido uma parte essencial do ritual religioso Hindu desde o tempo dos Vedas, cuja idade pode ser estimada em 5.000 a.C. O incenso favorece um estado meditativo, por isso ele também foi incorporado pelos budistas, que são naturalmente avessos a rituais ex¬ternos. É usado na iniciação de Lamas e Monges, e é oferecido aos bons espíritos nos cultos diários.

Gregos e Romanos
Estes povos acreditavam que as plantas aromáticas procediam dos deuses e deusas. Queimavam o incenso como obrigação e para proteção das casas. Em Roma usava-se nas ruas e em especial na adoração do Imperador. O povo chegou a consumir tantos materiais aromáticos que no ano de 565 foi decretada uma lei que proibia utilizar essências aromáticas pelas pessoas, com temor de não se ter suficiente incenso para queimar nos altares das divindades.

Nativos Americanos: Os nati¬vos americanos vivem em harmonia com a terra, reverenciam-na como geradora de vida. Desde muito eles conhecem as propriedades de cura das plantas de poder, usadas em ten¬das de suor, dança do tambor, etc. Quei¬mam-se sálvia branca, cedro, pinho e resinas para limpeza de objetos de poder e rituais de adoração. São usadas para a saúde e o bem-estar da tribo. Na América do sul resina aromática de copal é oferecida ainda hoje pelos descendentes Maias e Astecas para suas divindades ancestrais.

Judeus: De acordo com o Zohar (livro sagrado para os judeus caba¬listas), oferecer incenso é a parte mais preciosa do serviço do Templo para os olhos de Deus. A honra de conduzir este serviço é permitida somente uma única vez na vida. Diz-se que quem teve o privilégio de oferecer o incenso está recompensado pela sorte com riqueza e prosperidade para sempre, neste mundo e no seguinte.

Católicos: Como esquecer a história maravilhosa dos três Reis Ma¬gos, que presentearam com o Líbano e a Mirra o Mestre Jesus, quando ele nasceu? Essas resinas aromáticas são presentes mágicos, incensos de al¬ta importância e fragrância. Em várias igrejas católicas, misturas de incensos contendo resinas de Líbano e Mirra são queimadas durante os rituais.

A fumaça aromática
Hoje se percebe um aumento do in¬teresse pelos incensos naturais de antigamente, e isso se deve ao fato que queremos que nossa casa seja um lugar mais aconchegante, convidativo e mais agradável.
A fumaça que sai do incenso é usada para santificar, purificar ou abençoar, e acredita-se que a fumaça é o mensageiro para o reino dos céus. Nossos ancestrais faziam uso de incensos em suas casas porque pensavam que podiam protegê-los das pragas e doenças. Essa teoria possui alguma verdade: incensos feitos de ervas, incluindo tomilho e capim limão, há muito são usados por suas proprie¬dades anti-sépticas e curativas. Estas e outras ervas eram queimadas em quartos de doentes, em hospitais, antes da descoberta dos antibióticos. Quando queimamos incensos naturais, molé¬culas de óleos essenciais são soltas no ar. Então elas acham seu próprio caminho, pelo sistema olfativo ou pelos poros da pele, e atuam no cérebro, onde se processa efeitos químicos que podem mudar seu ânimo, evocar boas memórias e lembranças. Essa fumaça aromática pode relaxar, estimular e aumentar nossa energia, nos levando para um momento de paz e tranqüi¬lidade.

Umbanda
A defumação é essencial para qualquer trabalho num terreiro de Umbanda, bem como nos ambientes domésticos. Este ritual é praticado com o objetivo de purificar o ambiente (terreiro/residência), bem como o corpo do médium e a assistência (pessoas que irão participar da gira), retirando as energias negativas e preparando o local para que a gira possa ocorrer em harmonia.
Para fazer uma defumação correta só precisa de carvão em brasa, dentro de um turíbulo (incensório pequeno, geralmente feito de barro). Jogue as ervas secas dentro (ou na parte de cima, dependendo do modelo de incensório) e vá defumando toda a casa. Se for para limpeza espiritual, defume sempre de dentro para fora, se for para atrair bons fluidos e dinheiro, defume de fora para dentro.

Um saravá amigo.
Octavio
www.maeyemanjaebaianozeferino.com.br

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Defumação feita com amor


Defumação a arte de trazer boas energias em casa, no terreiro na sua empresa ou em qualquer lugar que seu coração pedir.

Nos terreiros de Umbanda, Candomble e mais diversos templos religiosos,  iremos nos deparar com um momento chamado defumação. E como diz na UMBANDA, em um de nossos pontos cantados 'Filho quer se defuma, Umbanda tem fundamento, é preciso preparar...'
A defumação é a queima de algumas ervas e resinas e sua transformação em fumaça pela ação do fogo. Exalando e soltando suas essências. Assim a defumação vem trazer a força e a magia das ervas e assim dos Orixás. É bom lembrar que algumas ervas possuem propriedades terapêuticas e propriedades espirituais. A defumação utiliza e extrai o poder das ervas do seu ponto de vista espiritual ou astral.
Por exemplo, a guiné, a arruda e o alecrim, que também servem para banhos de descarrego, são utilizados nas defumações para afastar, dissolver e transmutar energias deletérias. Atrair energias positivas e eliminar miasmas e larvas astrais.


A defumação ao mesmo tempo em que serve como uma grande vassoura astral, serve como um imã de boas energias, cabendo aos seres daquela localidade manter um padrão vibratório alto que a localidade permanecerá com muita energia positiva.
Além de suas propriedades astrais a defumação ajuda a mente do médium e da assistência, ou dos residentes daquele local, a entrarem em contato com os guias e protetores. Ou seja, o perfume da defumação estimula nossos centros nervosos (plexos) a captarem com mais qualidade as energias superiores, mantendo a mente da pessoa mais concentrada e propícia a esta percepção.

Defuma com as ervas da Jurema
Defuma com arruda e guiné
Defuma com as ervas da Jurema
Defuma com arruda e guiné
Benjoim, alecrim e alfazema
vamos defumar filhos de fé
Defumei, defumei
Em nome de Oxalá
Que todo mal que aqui estiver
Parta para as ondas do mar. 
Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei

sábado, 18 de setembro de 2010

A DEFUMAÇÃO

A Defumação
A defumação é essencial para qualquer trabalho num terreiro de Umbanda. É também uma das coisas que mais chamam a atenção de quem vai pela primeira vez assistir a um trabalho.
Em geral a defumação na Umbanda é sempre acompanhada de pontos cantados específicos para defumação.


Histórico Sobre a Defumação:

Desde os tempos imemoriais, dos homens das cavernas, que a queima de ervas e resinas é atribuída à possibilidade da modificação ambiental, através da defumação. Na Umbanda, como em outras religiões, seitas e dogmas, também nos usamos desse expediente, que tem a função principal limpar e equilibrar o ambiente de trabalho de acordo com a necessidade.
Há 4.000 anos, existia uma rota de comércio onde se cruzavam as culturas mais antigas do Mediterrâneo e África. E foi bem no meio desta rota que nasceu a maior civilização desta época: “O Egito”
A antiga civilização do Egito era devotada em direcionar os sentidos ao Divino. O uso das fragrâncias era muito restrito. As fragrâncias dos óleos eram usadas como perfumes, na medicina e para uso estético, e ainda, para a construção nos rituais. Isto confirma que no Egito se utilizava o incenso desde os tempos antigos.
Quando o Egito se fez um país forte, seus governantes importaram em terras distantes, incenso, sândalo, mirra e canela. Os faraós se orgulhavam em oferecer às deusas e aos deuses enormes quantidades de madeiras aromáticas e perfumes de plantas, queimando milhares de caixas desses materiais preciosos.
Todas as manhãs as estátuas eram untadas pelos sacerdotes com óleos aromáticos.
Sem dúvida o incenso egípcio mais famoso foi o kyphi, que se queimava durante as cerimônias religiosas para dormir, aliviar a ansiedade e iluminar os sonhos.
Os Sumérios ofereciam bagas de junípero como incenso à deusa Inanna. Mais tarde os babilônios continuaram um ritual queimando esse suave aroma nos altares de Ishtar.
Tudo indica que o junípero foi o incenso mais utilizado, eram usadas outras plantas também, madeira de cedro, pinho, cipreste, mirto, cálamo entre outras que eram oferecidas às divindades.

 
O Que é a Defumação?

Ao queimarmos as ervas, liberamos em alguns minutos de defumação todo o poder energético aglutinado em meses ou anos absorvido do solo da Terra, da energia dos raios de sol, da lua, do ar, além dos próprios elementos constitutivos das ervas. Deste modo, projeta-se uma força capaz de desagregar miasmas astrais que dominam a maioria dos ambientes humanos, produto da baixa qualidade de pensamentos e desejos, como raiva, vingança, inveja, orgulho, mágoa, etc.
Existem, para cada objetivo que se tem ao fazer-se uma defumação, diferentes tipos de ervas, que associadas, permitem energizar e harmonizar pessoas e ambientes, pois ao queimá-las, produzem reações agradáveis ou desagradáveis no mundo invisível. Há vegetais cujas auras são agressivas, repulsivas, picantes ou corrosivas, que põem em fuga alguns desencarnados de vibração inferior. Os antigos Magos, graças ao seu conhecimento e experiência incomuns, sabiam combinar certas ervas de emanações tão poderosas, que traçavam barreiras intransponíveis aos espíritos intrusos ou que tencionavam turbar-lhes o trabalho de magia.
Apesar das ervas servirem de barreiras fluídico-magnéticas pra os espíritos inferiores, seu poder é temporário, pois os irmãos do plano astral de baixa vibração são atraídos novamente por nossos pensamentos e atos turvos, que nos deixam na mesma faixa vibratória inferior (Lei de Afinidades). Portanto, vigilância quanto ao nível dos pensamentos e atos.

Existem dois tipos de defumação; a defumação de descarrego e defumação lustral.


Defumação de descarrego

Certas cargas pesadas se agregam ao nosso corpo astral durante nossa vivência cotidiana, ou seja, pensamentos e ambientes de vibração pesada, rancores, invejas, preocupações, etc. Tudo isso produz (ou atrai) certas formas-pensamento que se aderem à nossa aura e ao nosso corpo astral, bloqueando sutis comunicações e transmissões energéticas entre os ditos corpos.
Além disso, os lares e os locais de trabalho podem ser alvos de espíritos atrasados, que penetram nesses ambientes e espalham fluídos negativos.
Para afastar definitivamente estas entidades do nosso convívio, teremos primeiro que mudar em atos, gestos e pensamento, afastando de nossas mentes aquela corrente que nos liga a estes seres.
A defumação serve para afastar seres do baixo astral, e dissipar larvas astrais que impregnam um ambiente, tornando-o pesado e de difícil convivência para as pessoas que nele habitam.
Pois bem, a defumação tem o poder de desagregar estas cargas, através dos elementos que a compõe, pois interpenetra os campos astral, mental e a aura, tornando-os novamente "libertos" de tal peso para produzirem seu funcionamento normal.
E por esse motivo, Deus entregou a Ossãe as ervas que, seriam usadas para destruir tais fluídos e afastar estes espíritos.
Comece varrendo o lar ou o local de trabalho, e acendendo uma vela para o seu anjo de guarda. Depois, levando em uma das mãos um copo com água, comece a defumar o local da porta dos fundos para a porta da rua.



 
Defumação Lustral

Além de afastar alguns resquícios que por ventura tenham ficado depois da defumação de descarrego, ela atrai para estes ambientes, correntes positivas dos Orixás, Caboclos, e Pretos Velhos, que se encarregarão de abrir seus caminhos.
Acenda uma vela para o seu anjo de guarda. Levando um copo com água, comece a defumar sua casa ou o seu local de trabalho, da porta da rua para dentro
 Não esqueça que a defumação lustral deverá ser feita depois do descarrego.      


Ervas e Funções:
Abacate
Amor purificação, saúde, felicidade.
Abre Caminho
Abre os caminhos, atraindo bons fluidos dando força e liderança.
Acácia
Proteção, contra pesadelos e proteção do sono.
Açafrão
Purificação, saúde, felicidade.
Agrimônia
Dissolução de influências negativas e proteção
Alecrim
Defesa dos males, tira inveja e olho gordo, protege de magias. Afasta maus espíritos e ladrões. Felicidade, cura, proteção, purificação e justiça. Ajuda na recuperação e no tratamento de doenças. Atrai a falange dos Caboclos. Proteção na área profissional. Estimulante para concentração, adivinhação, memória e estudos.
Alfafa
Prosperidade, dinheiro, felicidade.
Alfazema
Limpa o ambiente e atrai prosperidade e bons negócios, bem como pessoas amigas. Acalma, purifica e traz o entendimento, equilíbrio e harmonia. Amor, sorte e proteção espiritual em todos os aspectos. Favorece a clarividência
Almíscar
Afrodisíaco, amor.
Amêndoas
Dinheiro, prosperidade, sabedoria.
Amora
Saúde, dinheiro, proteção.
Angélica
Proteção, purificação, saúde, clarividência.
Anis Estrelado
Propicia boas amizades, bons caminhos, paz e triunfo. Adivinhação, purificação, sorte, amor. Atua tanto no nível material quanto no emocional, produzindo estímulo de natureza positiva. Renova as energias e atrai proteção espiritual contra qualquer mal.
Arnica
Clarividência
Arroz
Fertilidade.
Arruda
Defende dos males, remove o efeito de feitiços, corta correntes negativas. Intensifica a força de vontade auxiliando a pessoa que a usa a realizar seus desejos. Proteção.
Assa-Fétida
Exorcismo, proteção.
Babosa
Proteção, sorte e amor.
Barbatimão
Espiritualidade, purificação.
Bardana
Saúde, proteção.
Baunilha
Amor, sedução.
Beladona
Limpeza de ambientes.
Benjoim
Elimina bloqueios espirituais Atrai energias positivas e combate energias negativas. Purifica o ambiente. Harmoniza nosso raciocínio e diminui a nossa agressividade. Destrói as larvas astrais. Elimina bloqueios espirituais. Para pedidos de ajuda a deus.



Calêndula
Proteção, solução de problemas,
Camélia
Prosperidade, riqueza.
Camomila
Dinheiro, amor, purificação.
Canela
Atrai prosperidade. Favorece os negócios, bens materiais, amor, sucesso.
Cânfora
Desenvolvimento psíquico, clarividência, saúde.
Cardamomo
Sedução, amor
Cardo Santo
Cura, defesa, quebra olho gordo.
Carvalho
Fertilidade
Cascara Sagrada
Problemas com a justiça. Dinheiro e proteção.
Cavalinha
Fertilidade.
Cebola
Proteção, saúde, dinheiro.
Cipó Caboclo
Elimina todas as larvas astrais do ambiente.
Cipreste
Longevidade, saúde.
Colônia
Atrai fluidos benéficos.
Cravo da Índia
Protege de pessoas mal intencionadas, pensamentos negativos subconscientes. É uma das mais poderosas defumações protetoras. Chama dinheiro e dá força á defumação.
Dama da Noite
É o incenso do amor. Ajuda a encontrar pessoas com a mesma afinidade.
Erva Cidreira
Sucesso, amor.
Erva Doce
Proteção.
Esterco de Vaca
Para espantar Eguns.
Eucalipto
Limpeza, energização, cura, saúde, proteção. Atrai a corrente de Oxossi.
Figueira
Clarividência, fertilidade
Flor de Laranjeira
Afasta o pânico. Aumenta a segurança e autoconfiança em assuntos emocionais e financeiros.
Flor de Maçã
Calmante.
Flor de Pitanga
Atua poderosamente na área financeira.  Direciona aquisições materiais e negociações com êxito.
Folha de Bambu
Afasta espíritos vampiros.
Freixo
Adivinhação, cura, proteção, prosperidade.
Gengibre
Dinheiro e sucesso.
Gerânio
Força e vitalidade, calmante e harmonizante. Alivia tensão nervosa.
Ginseng
Amor, realização de desejos, beleza, saúde, proteção e poder.
Girassol
Fertilidade.
Guiné
Atua como um poderoso escudo mágico contra malefícios.
Hortelã
Bom para problemas de saúde e equilíbrio emocional. Estimula apetite.
Incenso
Limpeza em geral, destrói as larvas astrais. Aliado a outros elementos potencializa os efeitos dos mesmos.


Jasmim
Acalma e ajuda a evitar brigas e desentendimentos, aclara as idéias. Melhora humor, amor, cura.
Laranja
Amor, dinheiro.
Lavanda
Cura, amor.
Levante
Abre os caminhos do ambiente.
Limão
Amor.
Lótus
Antidepressivo, usado no trabalho de resgate do equilíbrio de energias, calma e paciência.
Louro
Abre caminho, chama dinheiro, prosperidade e dá energia ao ambiente. Negócios, adivinhação, proteção, força, saúde. Atrai a corrente de caboclo.



Madeira
Estimula a razão. Aumenta a concentração necessária ao trabalho, estudo e meditação.
Madressilva
Desenvolve a intuição e a criatividade, favorece também a prosperidade.
Manjericão
Amor, purificação espiritual, proteção. Chama dinheiro.
Maracujá
Paz, amizade.
Menta
Melhora o estado de atenção. Indicado para dores de cabeça, mas se for usado em demasia pode alterar o sono.
Mil Folhas
Exorcismo, amor
Mirra
Facilita o contato com os planos superiores, criando no ambiente uma atmosfera de prece e oração. Usado para limpeza astral da casa, afasta maus fluidos e estimula a intuição. Poderoso no equilíbrio das funções do corpo, balanceando o físico e o espiritual. Descarrego forte, afasta maus espíritos. Boa sorte, meditação, cura e proteção. Incenso sagrado usado para limpar após os rituais, e durante eles. Também é usado quando se vai se desfazer alguma demanda ou feitiço. Faz vibrar a compaixão
Morango
Amor, sorte.
Narciso
Cura, sorte, fertilidade.
Noz Moscada
Adivinhação, fertilidade.
Olíbano
Cura, purificação.
Oliveira
Paz, fertilidade e proteção.
Palha de Alho
Usado para eliminar formas negativas de pensamentos obsessivos. Afasta más vibrações e maus espíritos.
Palha de Cana
Atrai melhores condições.
Patchuli
Cura a apatia, estimula o amor. Diminui a confusão e indecisão. Aguça a inteligência. Clarividência.
Pinho
Atrair encantos, fertilidade.
Pó de Café
Contra entidades negativas. Elimina formas pesadas de pensamentos e pesadelos. Benéfica para doentes em recuperação.
Rosa
Amor, espiritualidade, adivinhação, fertilidade.
Rosa Branca
Paz e harmonia
Sabugueiro
Purificação
Sálvia
Cura, contra feitiços, sabedoria, realização de desejos.
Sândalo
Amor, adivinhação, purificação.
Sangue de Dragão
Purificação.
Sésamo
Ajuda a atrair amigos, clientes e dinheiro. Estimula a criatividade e alegria.
Trigo
Fartura, dinheiro, fertilidade.
Urtiga
Exorcismo, proteção, saúde.
Uva
Fertilidade, dinheiro, fartura.
Verbena
Afasta a tristeza, negatividade e melancolia, libera de energias negativas trazendo criatividade, desenvoltura, alegria e bom astral. Meditação, amor.
Vetiver
Aliado para meditação, inspirador e calmante.
Violeta
Afrodisíaco, meditação, espiritualidade.



 
 Incenso e “incenso”

Existe uma resina chamada incenso e os “incensos” em varetas.
O Incenso é uma resina gomosa que brota na forma de gotas da árvore Boswellia Carteri, arbusto que cresce espontaneamente na Ásia e na África. Durante o tempo de calor e seca são feitas incisões sobre o tronco e ramos, dos quais brota continuamente a resina, que se solidifica lentamente com o ar. A primeira exudação para nada serve e é, pois, eliminada; a segunda é considerada como material deteriorável; a terceira, pois, é a que produz o incenso bom e verdadeiro, do qual são selecionadas três variedades, uma de cor âmbar, uma clara e a outra branca.


Como defumar e descarregar sua residência e o seu local de trabalho.
  
Às vezes sentimos que o nosso lar ou nosso local de trabalho, estão pesados, inúmeras brigas e discussões acontecem a toda hora, nada dá certo, uma impaciência toma conta, do nosso ser. O ar está carregado com partículas de fluídos negativos que aos poucos vai envolvendo cada um, e tornando as coisas mais difíceis.
Temos primeiro que mudar em atos, gestos e pensamento, afastando de nossas mentes aquela corrente que nos liga a estas energias.
O descarrego destrói as larvas astrais, limpando o ambiente das impurezas, facilitando assim a penetração de fluídos positivos. 
Comece varrendo o lar ou o local de trabalho, e acendendo uma vela para o seu anjo de guarda. Depois, levando em uma das mãos um copo com água, comece a defumar o local da porta dos fundos para a porta da rua, que ao final deve ser despachado em água corrente.
Podem-se usar as ervas em sua forma natural, em pó ou em pequenos pedaços moídos, em forma de casca miúda, etc. Para se queimar essas ervas, usa-se normalmente um recipiente chamado turíbulo.

Turíbulos
São recipientes de metal ou barro usados para queimar o incenso.
Na Umbanda, usam-se nas giras ou sessões públicas, o turíbulo como na figura ao lado. Para queimar as ervas usam-se normalmente o carvão vegetal. Lembrando sempre que o carvão vegetal deve estar em brasa e nunca em chamas.

A quantidade de incenso que queira queimar deve ser proporcional ao tamanho da sala e ao número de pessoas presentes. Para isso somente através da experimentação descobriremos a quantidade certa. No caso da defumação, é melhor pecar pela escassez, pois assim poderemos ir adicionando um pouco mais conforme a fumaça for diminuindo, do que acrescentar e sufocar pelo excesso (e isso pode ser até perigoso).

 
Como Defumamos o Terreiro:

Começamos nos defumando ainda com as cortinas ainda fechadas, não esquecendo de defumar nossos fios de conta (guias) antes de coloca-las no pescoço.
Primeiro defumamos o gongá; em seguida os atabaques e a coluna energética; depois se cruza o terreiro de um canto até o seu oposto, em diagonal; depois defuma-se a assistência.
Por fim são defumados os demais pontos vibracionais do terreiro (caboclo, cruzeiro, etc.), sendo o turíbulo deixado junto ao portão no final da defumação.
Durante todo o processo a pessoa que defuma é acompanhada por outra que leva um copo de água, que ao final é despachada e substituída por água limpa.

Ingredientes do Nosso Defumador (SEMAV):

A base são os seguintes elementos:
Alecrim
Defesa dos males, tira inveja e olho gordo, protege de magias. Afasta maus espíritos e ladrões. Felicidade, cura, proteção, purificação e justiça. Ajuda na recuperação e no tratamento de doenças. Atrai a falange dos Caboclos. Proteção na área profissional. Estimulante para concentração, adivinhação, memória e estudos.
Alfazema
Limpa o ambiente e atrai prosperidade e bons negócios, bem como pessoas amigas. Acalma, purifica e traz o entendimento, equilíbrio e harmonia. Amor, sorte e proteção espiritual em todos os aspectos. Favorece a clarividência
Benjoim
Elimina bloqueios espirituais Atrai energias positivas e combate energias negativas. Purifica o ambiente. Harmoniza nosso raciocínio e diminui a nossa agressividade. Destrói as larvas astrais. Elimina bloqueios espirituais. Para pedidos de ajuda a deus.
Mirra
Facilita o contato com os planos superiores, criando no ambiente uma atmosfera de prece e oração. Usado para limpeza astral da casa, afasta maus fluidos e estimula a intuição. Poderoso no equilíbrio das funções do corpo, balanceando o físico e o espiritual. Descarrego forte, afasta maus espíritos. Boa sorte, meditação, cura e proteção. Incenso sagrado usado para limpar após os rituais e durante eles. Também é usado quando vai se desfazer alguma demanda ou feitiço. Faz vibrar a compaixão
Incenso
Limpeza em geral, destrói as larvas astrais. Aliado a outros elementos potencializa os efeitos dos mesmos.

Às vezes acrescentamos uma ou mais das ervas abaixo:
Louro
Abre caminho, chama dinheiro, prosperidade e dá energia ao ambiente. Negócios, adivinhação, proteção, força, saúde. Atrai a corrente de caboclo.
Anis Estrelado
Propicia boas amizades, bons caminhos, paz e triunfo. Adivinhação, purificação, sorte, amor. Atua tanto no nível material quanto no emocional, produzindo estímulo de natureza positiva. Renova as energias e atrai proteção espiritual contra qualquer mal.
Palha de Alho
Usado para eliminar formas negativas de pensamentos obsessivos. Afasta más vibrações, Afasta maus espíritos.


Você Aprendeu:
O que é defumação. Que ervas são utilizadas para que fins. O que é defumação de descarrego e lustral. Como fazer uma defumação. Como é o defumador que usamos. Como defumamos o terreiro.

Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei – http://br.groups.yahoo.com/group/boiadeirorei

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“A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho.”


SIGNIFICADOS QUANTO AO FORMATO DA VELA



 
Cones ou Triangulares: equilíbrio, elevação.
Quadradas: estabilidade, matéria.
Estrela: espiritual, carma.
Pirâmide: realizações matérias.
Cilíndricas: servem para tudo.
Animais: para o seu animal protetor.
Lua: para acentuar sua energia intuitiva.
Gnomo: para seu elemental da terra.
Cone ou Triangulares: simbolizam o equilíbrio. Tem três planos: físico, emocional e espiritual.
Velas Cônicas: são voltadas para cima e significam o desejo de elevação do homem, sua comunicação com o cosmos.
Velas Quadradas: Simbolizam estabilidade na matéria. Seus lados iguais representam os quatro elementos: Terra, Água, Fogo, Ar.
Velas em Formato de Estrela de Cinco Pontas: É o símbolo do homem preso na matéria. Representa o carma.
Velas Redondas: Simbolizam mudança. E a energia mais pura do astral que só a mente superior alcança.