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segunda-feira, 5 de agosto de 2013

OS ELEMENTAIS

Em primeiro lugar, vamos entender o que seriam os Elementais da Natureza, a fim de compreendermos suas atuações nos trabalhos caritativos de cura espiritual, principalmente trazendo as benesses das ervas.
“Cada planta traz em sua essência um Espírito elemental; portanto o respeito para cada ser é importante, já que estamos aprendendo com eles; sempre deveremos os reverenciá-los”.
 
Irei explicar um pouco dos elementais e depois colocarei algumas perguntas e respostas do Pai João - um preto velho.
 
Os Elementais: são os Espíritos da Natureza ou Fadas: os espíritos dos quatro elementos (ar, água, terra e fogo).
 
 

os 4 elementos

os 4 elementos
Água, Fogo, Terra e Ar
 

Grupo de Elementais

grupo de elementais
 
Quem são os Elementais  
 

Elementais da terra:

 

GNOMO

GNOMO
 
Constituído principalmente de Duendes, Gnomos e Trolls, existem nos gêneros masculinos e femininos e possuem as seguintes características: são pequenos ou muito grandes, podem trocar de forma, sua pele pode ser enrugada e marcada com uma pedra ou rocha. Normalmente são alegres e possuem bom humor e gostam riquezas.de fazer brincadeiras com as pessoas.

Gostam de viver em regiões montanhosas, desfiladeiros, raízes de árvores, etc. Adoram repetir rimas em forma de canção e são exímios artesãos. Podem ainda, tomar a forma de animais e rapidamente tornarem-se invisíveis ou visíveis, assim como podem fazer desaparecer objetos. Eles são os guias de nossos tesouros interiores e das verdadeiras qualidades.

Seus principais representantes são os gnomos, criaturas de cerca de um metro de altura que vivem no interior da terra (embora existam gnomos da floresta, que cuidam basicamente das raízes das plantas).

Os kobolds, menores que os gnomos, são mais amigáveis e prestativos para os humanos que seus parentes, embora sejam igualmente cautelosos.

Os gigantes Trolls são entidades enormes que costumam estar ligados à montanhas, embora também possam viver em florestas antigas.

Os Devas da Montanha, são os elementais da terra mais evoluídos, entidades que permeiam e trabalham com uma montanha ou uma cadeia inteira de montanhas, com sua consciência tão profundamente imersa na Terra que mal tomam conhecimento da existência de criaturas de vida breve, como os homens.
 

Elementais da água:

 

Rainha das Sereias

Rainha das Sereias
 
As Ondinas, Nereidas e Sereias são os elementais da água e têm vida própria. Onde há água e seres aquáticos eles estão presentes. Guardiões das fontes, rios, lagos, pântano e mares, as ondinas, que vivem nos movimentos de água, as sereias, que penteiam seus cabelos nas rochas, muitos tipos de ninfas e nereidas, mantêm a água limpa e dirigem suas correntes.
Os elementais da água são belos, sedutores, atrativos, sensuais, românticos, brincalhões, porém, também podem ser perversos. Gostam de cantar e adoram música. Movem-se na água, debaixo dela e, em alguns casos, em formas energéticas da água.
Assemelham-se a belas donzelas, muitas vezes com caudas de peixe; gostam de música e dança, e têm o dom da profecia. Embora possam ajudar eventualmente os seres humanos, estes têm de se acautelar com tais espíritos, que podem ser traiçoeiros e afogar pessoas. Da mesma forma que os espíritos das águas, as náiades presidem os rios, correntezas, ribeiros, fontes, lagos, lagoas, poços e pântanos.
 
 

Elementais do fogo:

Salamandra

salamandra 

Salamandras, Dragões, Flâmines são os elementais do fogo e apresentam características similares: são poderosos, dinâmicos, luminosos, brilhantes e chamejantes. Nunca estão quietos, encontram-se em contínua transformação e adoram o movimento. São inteligentes e valorizam sua liberdade e independência.

Habitam o subsolo vulcânico, os relâmpagos e as fogueiras. São mais poderosos que as fadas dos jardins, mas estão mais distantes da humanidade também. São espíritos de transformação, responsáveis pela conversão de matéria em decomposição em solo fértil. Podem agir também como espíritos de inspiração, mediadores entre o mundo angélico e os níveis físicos de criação.
 

Elementais do ar:

 

PERALDA

PERALDA
Silfo das Montanhas
 
Desde o sopro do vento até o furacão, em todas as partes eles estão presentes. Os guardiões dos quatro ventos cavalgam na tempestade, os Silfos voam aqui e acolá na ligeireza do ar. Os espíritos das tempestades sopram; elevam os animais do ar e transportam as sementes de um lugar para o outro.

Ocupam-se do correto intercâmbio da energia e decretam a força divina da união, da renovação, translado e divulgação, assim como do envio de informação e novos impulsos.

Os Silfos são delicados e claros e estão dotados de beleza, humildade e sabedoria. Vigiam a atmosfera, que se constrói com distintas correntes e conferem à luz suas propriedades específicas. Mostram-se nos pequenos animais do ar, libélulas, borboletas, abelhas, assim como em todos os insetos voadores
 

Habitantes do mundo invisível aos olhos humanos, vivem num mundo e universo próprios, com suas leis, filosofia, objetivos e modo de vida totalmente particular. São como espíritos que possuem ligação direta com os elementos da natureza.

Essas criaturas são por isso, chamadas de espíritos da natureza, uma vez que elas vivem em contato permanente com a fauna e flora, as quais têm a missão de defender.

Elemental significa "Espírito Divino". Estes são os espíritos da natureza.

Os elementais são dinamizadores das energias das formas e integram-se aos Elementais da Natureza.

Sua definição de seres elementais deriva-se do princípio de que os quatro elementos da natureza, descritos na antiguidade: Terra, Água, Ar e Fogo, possuíam, em verdade, duas naturezas: a "física", ou seja, a natureza passível de avaliação pelos sentidos e a outra, a "espiritual", relativa à essência dos elementos.

                                             

As fadas são uma criação elemental da evolução do ar. Os silfos revelam um grau mais evoluído de desenvolvimento. Em todos os momentos do dia, podemos discernir os alegres silfos do ar, atarefados em suas atividades líricas sobre os campos da Terra. As ordens avançadas desse reino são encontradas nos governantes dos ventos e das nuvens.

No último discurso de Sócrates, tal como foi preservado no Fédon de Platão, o filósofo condenado à morte diz: - "acima da Terra, existem seres vivendo em torno do ar, tal como nós vivemos em torno do mar, alguns em ilhas que o Ar forma junto com o Continente; e numa palavra, o ar é usado por Eles, tal qual a água e o mar são por nós, e o Éter é para nós.

Mais ainda, o temperamento das suas estações é tal, que Eles não têm doenças e vivem muito mais tempo do que nós, e têm visão e audição e todos os outros sentidos muito mais aguçados do que os nossos, no mesmo sentido que o Ar é mais puro que a Água e o Éter do que o Ar.

Eles também têm seus templos e Lugares Sagrados, em que os Deuses realmente vivem, e Eles escutam sua vozes e recebem suas respostas; são conscientes de sua presença e mantêm conversação com Eles, e Vêem o Sol, e vêem a Lua, e Vêem as Estrelas, tal como realmente são. E todas suas bem-aventuranças, são desse gênero"...

Eles são os mais altos de todos os Elementais, mais alta taxa vibratória. É comum o seu Elemento Nativo é o de atingirem 1000 anos de idade, não envelhecem nunca. São os Silfos, que têm como líder um Silfo chamado Paralda, e vive na mais alta montanha da Terra.

Acredita-se que os Silfos reúnem-se em torno da mente dos sonhadores, dos artistas, dos poetas, e os inspiram com seu alto conhecimento das maravilhas e obras da Natureza.

São de temperamento alegre, mutável e excêntrico. À eles, é atribuída a tarefa de modelar os flocos de neve e arrebanhar as nuvens, sempre desempenhando esta tarefa com a ajuda das Ondinas, que lhes fornecem a humidade.

ALTAR PARA OS ELEMENTAIS:

Escolha um lugar de Floresta (de preferência), pode ser num canto do seu jardim, ou em uma varanda cheia de plantas. Faça um altar com Pedras, coloque uma tigela de barro para oferecer frutas, um incensário de madeira ou bambu e castiçais de pedra. Acenda um incenso e velas coloridas sempre que fizer uma oferenda com frutas. Pode-se colocar flores e mel. Não coloque nada de plástico ou coisas que não sejam naturais. Se quiser pode também colocar uma fonte feita de elementos naturais (pedras, cristais, bambus madeiras) e deixe ligada junto ao altar.


ORAÇÃO AOS ELEMENTAIS:

Pequeninos guardiães
Seres de luz infinita
De dia me tragam a paz
De noite os dons da magia
Invisíveis guardiães
Protejam os quatro cantos da minha alma
Os quatro cantos da minha casa
Os quatro cantos do meu coração. 

 

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Os elementais do fogo e a saúde

vela_verde

Já estudamos os sete  elementais ligados ao reino do fogo.
Este artigo suscitou varias perguntas e dúvidas naqueles que estão acompanhando nossos estudos, e isso é muito bom.
Se você está conhecendo agora nossos estudos e se tiver dúvidas, entre em contato que iremos procurar elucidar suas dúvidas, sempre fundamentados na doutrina umbandista dos sete reinos sagrados.
Já estudamos que as mônadas que estão na fase inicial do seu caminho evolutivo estagiam pelos primeiros quatros reinos e embora possuam todas as características que nós os espíritos possuímos, estas qualidades estão em estado latente.
Elas possuem memória, vontade, campo mental, campo emocional, sensibilidade, e vibram ondas espirituais etc...
Estas características serão desenvolvidas, aperfeiçoadas, ampliadas  através dos bilhões de anos em que estarão atuando sobre os campos estruturais nos sete reinos sagrados.
Estes elementais também estão sujeitos a todas as vibrações produzidas pelos seres que se encontram hierarquicamente acima do seu estado evolutivo, sejam, elementares, encantados, espíritos, guias, mestres, anjos, orixás.
São manipulados tanto pelos seres de luz como pelos Magos Negros.
São muito sensíveis a todas as vibrações, e principalmente a uma vontade firme dos seres que são os responsáveis pelos reinos e que estão acima na escala evolutiva.
O Homem, que é um espírito encarnado, atua com sua vontade e com suas vibrações,  sobre todos estes elementais, mesmo que ainda desconheça esta realidade e não tenha o controle sobre seus desejos e ações.
Para entender como os elementais atuam sobre os campos estruturais procure ler os artigos publicados aqui no blog, que tratam sobre a estrutura da matéria e a função do campo estrutural.

Os elementais alimentam e sustentam os campos estruturais da natureza, através de vibrações mento-emocionais que se deslocam na dimensão espiritual ou ORUM.
Estas vibrações são geradas por todos os seres espirituais, inclusive pelos elementais.
O Homem tem a capacidade de provocar alterações nestes campos espirituais, através das alterações no seu estado  mental e emocional.
Podemos gerar vibrações diferentes e novas, entretanto os elementais  só conseguem vibrar em uma frequência fixa, inalterada, conforme sua atuação dentro de cada reino.
Seu padrão vibratório é constante.
Os elementais agem em conjunto, formando uma verdadeira nuvem de elementais e os espíritos, através da sua vontade firme, atuam sobre esta nuvem de elementais direcionando estes seres conforme sua vontade e necessidade; algo semelhante a uma nuvem eletrônica de elétrons que se desloca conforme criamos uma diferença de potencial elétrico.
É fácil perceber o poder que adquirimos, quando aprendemos a controlar e direcionar esta multidão de elementais, eles estão em todas as coisas e em todos os lugares.
Após esta breve explicação sobre a natureza e atuação dos elementais, vamos voltar a falar sobre os elementais que atuam no reino do fogo.
Estes elementais foram representados na matriz numérica como:
M11, M12, M13, M14, M15, M16 e M17
No último texto estudamos a hierarquia do fogo, que é regida pelo Orixá Ogum e verificamos alguns exemplos de Oguns que trabalham na umbanda e que atuam, como controladores, nestas sete sub-hierarquias.
É bom lembrar que entre o Elemental e o Espírito, existem bilhões de anos de evolução espiritual.
Sabemos que o primeiro reino, o reino do fogo tem sua característica bem definida, assim como os outros reinos.
Estas características são de natureza espiritual, mental, emocional, e física.
Para facilidade de entendimento vamos entender como cada um destes sete elementais pertencentes às estas sete sub-hierarquias se apresentam na natureza, não esquecendo que eles interferem em todos os níveis, sejam eles físicos, mentais, emocionais, espirituais etc...
O reino do Fogo tem entre outras características o calor, a luz, as cores, a iniciativa, a destruição, a força, a energia, vitalidade etc...
Fisicamente vamos exemplificar com a luz, as cores.

flores-coloridas1


Cada reino tem sua cor:
Reino do Fogo => Vermelho
Reino da Terra => Marrom
Reino do Ar => Amarelo
Reino da Água => Azul
Reino das Matas => Verde
Reino da Humanidade => Branco
Reino das Almas => Preto
Como os elementais atuam nas cores?
O Elemental  M11, é uma mônada pertencente ao reino do fogo atuando no reino do fogo.
Este Elemental portanto é responsável pela cor Vermelha.
O Elemental  M12, é uma mônada pertencente ao reino do fogo que atua no reino da Terra, este Elemental é responsável pela cor Marrom.
O Elemental M13,é uma mônada pertencente ao reino do fogo que atua no reino do Ar, este Elemental é responsável pela corAmarela.
O Elemental M14,é uma mônada pertencente ao reino do fogo atuando no reino da água, este Elemental é responsável pela cor Azul.
O Elemental M15,é uma mônada pertencente ao reino do fogo que atua no reino das matas, este Elemental é responsável pela cor Verde.
O Elemental M16,é uma mônada pertencente ao reino do fogo que atua no reino da humanidade, este Elemental  é responsável pela cor Branca.
O Elemental M17,é uma mônada pertencente ao reino do fogo que atua no reino das almas, este Elemental é responsável pela cor Preta.
Estamos tratando somente de um aspecto do Elemental, neste caso a função das cores, mas não podemos esquecer que estes elementais possuem uma infinidade de características conhecidas e outras ainda desconhecidas.
No estudo do Arapé tivemos oportunidade de estudar a ação das sete forças primordiais sobre o corpo humano e a saúde; podemos agora estender a compreensão da cura espiritual a ação dos elementais.
Lembrando alguns conceitos:
Reino do fogo => tem uma ação sobre a vitalidade, sobre o sangue, resistência orgânica etc...
Reino do Terra=>ritmos, regras, estrutura, ossos, e músculos etc...
Reino do Ar=>respiração, pulmões, boca, faringe etc...
Reino da água=>aparelho reprodutor feminino, sistema circulatório etc...
Reino da Terra=>alimentação, estômago, intestino etc...
Reino da Humanidade=>Comportamento, problemas relacionamento, pânico, problemas psicológicos etc...
Reino das Almas=>Obsessões, loucura, doenças graves, doenças da pele, instestino etc...
Fica agora fácil identificar os elementais das sub-hierarquias do fogo, e sua utilidade na cura espiritual, ou seja, a cura pelas cores...

pimenta vermelha
Elementais M11 podem ser utilizados para ajudar nas curas ligadas a falta de vitalidade, problemas de infecção, sangue, fadigas etc... O Elemental M11 é encontrado em todos os objetos naturais que possuem a cor vermelha.
Elementais M12 podem ser utilizados como apoio nas curas onde existe necessidade de equilibrar ritmos, regras, arritmias, ou problemas ligados aos ossos e musculatura, sua cor é o Marrom.
Elementais M13 devem ser utilizados como ação complementar nas curas ligadas ao sistema respiratório, boca, faringites etc..., lembramos também da ação expansora deste reino, sua cor é o Amarelo.
Elemental M14 pode ser utilizado para ajudar nas curas ligadas aos problemas emocionais, no sistema genital e reprodutor feminino, no sistema circulatório etc..., tem uma forte ação calmante, sua cor é o Azul.
Elemental M15 deve ser utilizado como ação complementar na cura dos problemas digestivos, nos casos onde é necessário estimular a individualidade, nos problemas do intestino etc... sua cor é o Verde.
Elemental M16 pode ser utilizado naqueles casos onde existe dificuldade de adaptabilidade com as pessoas, na vida social, problemas de relacionamento, síndromes de pânico etc... sua cor é o Branco.
Elemental M17 é utilizado, como tratamento complementar, nos problemas graves, onde se apresentam doenças que a medicina ainda tem muita dificuldade na cura, nos problemas do intestino, doenças de pele, depressões, loucuras etc... sua cor é o Preto.
Aqui convidamos o leitor a fazer um paralelo entre a ação da cromoterapia e a terapia com elementais conforme a visão umbandista dos sete reinos sagrados.
É bom lembrar que a ação espiritual dos elementais independe da distância, basta que a pessoa que esteja manipulando estas “forças” tenha pleno conhecimento para “atrair” ou “condensar”  uma quantidade suficiente de elementais, para em seguida através do seu desejo e vontade direcionar estes elementais na direção desejada.
Existe uma relação grande entre a ação do Elemental, a doença física e o comportamento mental e emocional do doente, mas este é assunto para outro texto.
Outra questão que será abordada em outra oportunidade será sobre os  métodos para “atrair”, “condensar” e expandir a ação destes elementais.
Abraços,
São Vicente, 10/02/2013
Manoel Lopes – Dirigente do Núcleo Mata Verde

quinta-feira, 7 de julho de 2011

A Umbanda tem Fundamento, Ciência e é Divina

Acredito que todos sabem que os quatros elementos da natureza, ar, fogo, terra e água, são essenciais para a sobrevivência do ser humano e para existência do mundo.
Aliás, grandes pensadores da Grécia antiga afirmavam que esses elementos formavam todas as coisas, inclusive o mundo.
Para Thales de Milleto (nascido por volta 625 a.C.) – primeiro filósofo ocidental de que se tem notícia – acreditava que a origem estava na Água e afirmava: “O mundo evoluiu da água por processos naturais”.
Já Anaxímenes (nascido por volta 588 a.C.) dizia que tudo provém do Ar e retorna ao Ar e afirmava: “Exatamente como a nossa alma, o ar mantém-nos juntos, de forma que o sopro e o ar abraçam o mundo inteiro…”. Anaxímenes fez analogias entre o Ar-divino, que sustenta o Universo, e o ar-humano, ou alma, que dá vida aos homens.
O filósofo pré-socrático considerado o “pai da dialética” Heráclito (nascido por volta 540 a.C.) argumentava que o fogo era o agente criador. Afirmava que o fogo, quando condensado, se umidifica e, com mais consistência, torna-se água; e esta, solidificando-se, transforma-se em terra; e, a partir daí, nascem todas as coisas do mundo.
E por fim, Empedócles de Agringento (nascido por volta 495 a.C.) – filósofo, médico, legislador, professor, profeta – concluiu que tudo era formado por quatro elementos, portanto, são essenciais e formam toda a estrutura do mundo.
No entanto, penso que nem todos sabem ou percebem o quanto esses quatros elementos são fundamentais para a Umbanda e para concretização de várias ações magísticas realizadas e ativadas pela Umbanda.
E antes que alguns se espantem pela afirmação de que a Umbanda realiza e ativa ações magísticas, abro um parênteses para afirmar que todas as religiões manifestam “ações magísticas”.
Magia é a capacidade de transformar, mudar, alterar e modificar energias, situações e vibrações. E como todas as religiões, entre tantas outras coisas, também têm a função de mudar energias, de transformar sentidos, sentimentos e vibrações, de transmutar determinadas condensações magnéticas e modificar formas-pensamentos contrárias a qualquer sentido positivo e divino, são, portanto, magísitcas.
O que ocorre é que para algumas religiões, como é o caso da Umbanda, essas ações magísticas são mais visíveis, compreensíveis e assumidas, outras já nem tanto, consequentemente, recebem nomenclaturas específicas para que se distancie o máximo possível de qualquer conceito ou referência magística como, por exemplo, fluidificação da água, novena, oração pela libertação, passe energético, corrente de oração. Percebam que todas essas ações têm também a função de transformar, mudar, alterar e modificar energias, situações e vibrações como qualquer ato magístico.
Vale ressaltar que Magia é a “Mãe” de todas as Ciências, pois é a manipulação e transformação da matéria, portanto até no simples ajoelhar para rezar, de acender uma vela, de dar um passe energético, de benzer, de defumar, de bater cabeça, encontramos ações magísticas, afinal  mudamos nossas energias ao manifestar tais atos, não é mesmo?
O caso é que a Umbanda é uma religião que assume claramente sua capacidade de transformação usando potencialmente os quatros elementos, portanto tem grande capacidade de modificar qualquer situação e energia. Não é a toa que os terreiros de Umbanda estão lotados de pessoas necessitando de mudanças drásticas em suas vidas.
O caso é que a Umbanda é uma religião ligada essencialmente à natureza, ou seja, essencialmente aos quatros elementos da natureza, tanto é que os Orixás representam essas forças da Natureza. Assim sendo, Oxum, Iemanjá manifestam energia da água, Ogum e Iansã energia do ar, Xangô e Exu energia do fogo, Obaluayê e Oxossi energia da terra.
O caso é que a Umbanda utiliza ativamente e potencialmente o “Éter vital” ou “Prana” desses elementos da natureza em seus rituais para transformar, transmutar, potencializar, curar, equilibrar qualquer energia.
O fato é que o AR, a TERRA, o FOGO, a ÁGUA são a base de nossa Umbanda, seja nos rituais, nos atos magísticos como manipulação de energias, nas manifestações das Forças naturais dos Orixás, nos assentamentos…
Portanto é importantíssimo saber e entender o que representam esses quatros elementos, assim como atuam, o que significam, o que ativam, o que realizam em nós e de que forma.
É importantíssimo que os médiuns umbandistas saibam sobre as forças e os poderes essenciais e vibracionais de cada elemento. É fundamental que saibam como fazer uso de forma adequada, positiva e benéfica desses elementos, assim como, entender o que os Guias de Luz estão manipulando e quais suas intenções ao acenderem uma vela (manipulação da energia Fogo), ao borrifarem água (manipulação da energia Água), ao exalarem fumaça do charuto (manipulação da energia Ar), ao colocar as mãos, guias, água no chão (manipulação da energia Terra), ao pedirem uma oferenda em determinados campos de força, entre tantas outras coisas.
Enfim, aproveitem as relações energéticas, magnéticas e vibracionais desses quatros elementos que pontuo abaixo e percebam o quanto a Umbanda tem fundamento, só é preciso Saber Preparar.
ÁGUA: A energia da água pode estimular a intuição e ajudar a expressar os sentimentos com mais facilidade. Atua também em questões práticas, como adquirir jogo de cintura em situações complicadas  e vencer a timidez. Elemento que simboliza a Vida, que Alimenta, que ‘lava’ (descarga fluídica) e ‘conduz’ (meio condutor de fluidos). Lida diretamente com as questões EMOCIONAIS. As oferendas feitas  à beira d’água limpam, sutilizam e magnetizam o corpo astral.
FOGO: A vibração do elemento fogo certamente proporciona mais entusiasmo e otimismo. Potencialmente usado para transformar o sentimento de desânimo, para motivar ações, nos momentos de colocar objetivos em prática e ainda aumenta a criatividade e bom humor. Elemento que simboliza o “espírito vivo”, a purificação e a Luz, é energia purificadora e energética. Lida diretamente com as questões do DESTINO. As oferendas feitas perto do fogo, como é no caso de fogueiras, queima miasmas, larvas astrais e energiza.
TERRA: Este elemento está ligado às conquistas materiais, à saúde e ao trabalho. Sua influência é ideal a quem busca segurança e determinação, para começar um projeto novo ou procurar emprego. Energia transformadora e curadora. Lida diretamente com as questões do FÍSICO. As oferendas feitas diretamente na terra potencializam o magnetismo mental e a concentração energética fortalecendo a pessoa vibratóriamente.
AR: O elemento ar pode ser ativado para desenvolver a inteligência, o lado racional, a memória e a capacidade verbal e corporal. Energia expansora e movimentadora. Lida diretamente com as questões do MENTAL. As oferendas feitas em campos abertos, ativando a energia do ar, dilata os sete corpos e  deixa a pessoa mais leve e harmonizada.
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Escrito por Mãe Mônica Caraccio
Fonte: Minha Umbanda

terça-feira, 5 de abril de 2011

Oferendas, elementais, espíritos da natureza e formas de pensamento elementares


Na ascese evolutiva da centelha espiritual, conforme haja o processo de interiorização rumo ao Eu Superior, vai ocorrendo o “distanciamento” dos planos da forma. Há uma “perda” ou abandono gradativo dos corpos mediadores. Com certeza o espírito em evolução habitará um dia planos mais “mentais”, destituídos da forma, como idealizais, mas o que é para vós a diferença entre a evolução mediana ou a superior? Como podereis estabelecer esses critérios na carne? Uma benzedeira analfabeta no interior do país pode ser um espírito evoluído, ao contrário de um tribuno espiritualista de grande conhecimento e destaque. Assim como o que “concebeis” ser um espírito evoluído, de nome conhecido para vós, pode ser de evolução mediana diante do pai velho discreto e anônimo que atende os doentes na tenda desconhecida, que é vista com olhar preconceituoso por ser umbandista. Mas, para esse espírito iluminado que “desce” vibratoriamente de planos angelicais inconcebíveis para a visão nebulosa dos retidos no ciclo carnal, a procedência terrena da agremiação mediúnica não tem a menor importância, exercitando esse amorável ser a verdadeira caridade, humilde e anônima, como dizia o Divino Mestre: “Guardai-vos, não façais as vossas obras diante dos homens com o fim de serdes vistos por eles…” É conveniente lembrar que há três realidades distintas ligadas ao conceito de elemento, e, por questões de nomenclatura, às vezes se confundem. São elas: Elementais, Espíritos da Natureza e Formas de Pensamento Elementares.

Os Elementais ou Energias Elementais – às vezes chamados de Elementais da Natureza – são energias primárias que sustentam toda a natureza. Não possuem forma nem, obviamente, individuação; apresentam-se em quatro modalidades ou faixas vibratórias, cada uma sintonizada com um dos quatro elementos: terra, água, fogo e ar. O corpo físico do homem, à semelhança da terra, do ar, do fogo e da água, é instrumento participe da orquestra que toca a sinfonia cósmica. Essas formas energéticas, Elementais da Natureza, encontram-se também em vós por um mecanismo de semelhança. Muitas vezes, o homem desequilibrado dessas energias em suas polaridades vê-se diante de inusitadas situações, no mais das vezes adoecendo seriamente. Os magos de antigamente manipulavam com destreza essas energias primárias ligadas à natureza, propiciando a cura junto aos locais vibratórios adequados, quais sejam as cachoeiras, matas, praias ou pedreiras. Com a movimentação dos Elementais, junto a esses recantos, conseguiam o reequilíbrio necessário, polarizando as cargas magnéticas despolarizadas.

A segunda realidade são as Formas-pensamentos Elementares, produtos da mente humana e compostos de substância astro-mental. As de baixo teor constituem a pior forma de poluição psíquica do planeta. Pairam à vossa volta, densas e deletérias, como decorrência das emanações mentais de baixa condição moral de grande parte dos terrícolas. Essas formas, por similaridade magnética e vibratória, têm as características de um dos quatro elementos da natureza, porque originalmente todos os encarnados têm em sua constituição energética do complexo físico, etérico e astral correspondência vibracional com as energias da natureza que os abrigam em seu “habitat” no orbe; do ar, da terra, do fogo e da água. Quando da constituição da Forma-pensamento no Éter, o próprio magnetismo planetário encarrega-se de atraí-las, por um forte mecanismo de imantação, aos sítios vibracionais correspondentes ao elemento energético que preponderava no corpo somático quando das emissões mentais, e que se encontra na natureza materializada ou manifesta na dimensão física. Naturalmente ocorre a desintegração desses morbos psíquicos continuamente emanados pelas mentes doentias dos encarnados. Sendo assim, é por isso que vós tendes uma sensação de leveza após um período de refazimento junto à matas, cachoeiras, praias ou após uma caminhada num parque em dia ensolarado.

Essas Formas-pensamentos foram erroneamente confundidas pelos videntes alquimistas da Idade Média com os espíritos que estagiam nos quatro sítios vibratórios da natureza terrícola, descritos na antiga Cabala hebraica (salamandras, silfos, gnomos e ondinas), interpretação equivocada que persiste até os dias de hoje.
Os magos negros e feiticeiros movimentam para o mal a fim de causar doenças e desequilíbrios, por meio de rituais próprios, essas Formas-pensamentos Elementares eterizadas, que vagueiam no Plano Astral e que deveriam se desintegrar nos recantos vibracionais e energéticos da natureza _ ígneos, eólicos, telúricos e hídricos (dos elementos fogo, ar, terra e água). Agem pela manipulação mental, imantando-as na auras e centros de energias (chacras) daqueles que pretendem atingir. A invocação dessas Formas-pensamentos Elementares é perigosa no que se refere aos arcanos mágicos da natureza, podendo causar sérios danos aos incautos e maldosos de coração que assim procedem. Esses médiuns magistas, conhecidos pelos despachos que “tudo resolvem”, regiamente remunerados, vinculam-se a entidades desencarnadas de baixo escalão vibratório e moral, vampirizadoras, criando sérios comprometimentos cármicos de que, em muitos casos, somente muitas encarnações depois vão desvencilhar-se.

A terceira realidade é a dos Espíritos da Natureza, às vezes simplesmente denominados Elementais, o que tem dado margem a equívocos. Constituem um reino de entidades ainda não-humanas. São vinculados a determinados campos magnéticos e vibratórios, semelhantes em freqüência aos Elementais do fogo, do ar, da terra e da água. São as salamandras, silfos, gnomos ou duendes e ondinas. Esses Espíritos da Natureza estagiam nesses sítios vibracionais do Astral à “espera” de um corpo hominal. São servidores dos reinos da natureza. Encarnarão inicialmente em planetas mais atrasados, algo inóspitos, mas semelhantes às vibrações desses”Elementais“. Esses irmãos não possuem a natureza setenária dos homens, não tendo ainda os corpos mental inferior e superior despertos, não possuindo, por isso, livre-arbítrio, discernimento e consciência moral. São capazes de sensação e visão. Potencializam as formas de pensamento, emoções e sentimentos dos seres humanos, ampliando-os. Se as emissões de pensamentos do médium magista que os invoca forem de ódio, desastre e destruição, direcionando-os contra outro ser humano, multiplicar-se-ão sobremaneira as forças movimentadas para o mal, pois eles são eficientes manipuladores das energias da natureza. Refletem as ações dos homens a que se vinculam, pois, sendo amorais, são indefiníveis do ponto de vista do bem ou do mal, tendo uma conduta semelhante a um animal doméstico; um cão pode ser dócil ou feroz, condição que reflete, na maioria das vezes, o estado psicológico do homem que o criou.

Determinados sons, cores e invocações, aliados à força mental do pensamento do médium magista ou mago que tem a assistência dos bons espíritos, despertam a sensibilidade desses Espíritos da Natureza para o bem e para a cura, associados aos fluidos ectoplásmicos exsudados, repercutem no Plano Astral, que é de grande plasticidade em relação ao impulso mental, levando a uma materialização fluídica invisível a vós. Essas exteriorizações ritualísticas se fazem necessárias como ferramentas de apoio para a formação da egrégora requerida a essas manipulações. A música eleva ou diminui a freqüência cerebral e as descargas eletromagnéticas, aumentando ou diminuindo o número de sinapses nervosas. Os mantras, os cânticos sagrados, eram muito utilizados na Atlântida, na Índia e no Egito antigo, proporcionando, quando repetidamente utilizados, profunda inspiração devocional e facilitando a concentração. Na Umbanda, a formação da egrégora e a canalização das emoções do corpo mediúnico são realizadas por meio dos cânticos, apurando as vibrações, reequilibrando a mente com o corpo e facilitando a sintonia com os guias e protetores.

As oferendas de coisas materiais junto à natureza seguem o princípio de que essas ofertas sejam compostas das energias primárias dos quatro elementos, exatamente as que estão faltando aos médiuns. A idéia é restituir-se à natureza aquilo de que se está precisando para refazimento, para recomposição do equilíbrio do equipamento mediúnico, e assim mantendo respeitosamente a harmonia da natureza doadora (2). Claro está que a simples presença junto da natureza já seria suficiente para tonificar o homem no seu complexo etérico-astral. Na verdade, são um mecanismo de auxílio válido, que serve de apoio exterior para um intercâmbio “magístico” com os Elementais, tornando-o mais efetivo. Obviamente prepondera a força mental invocativa que se forma na egrégora coletiva, que tem a assistência amorosa dos bons espíritos, caboclos e pretos velhos. Mas nenhum espírito elevado, mentor caridoso, precisa de oferendas materiais. A melhor oferta sempre foram os bons sentimentos e o amor ao próximo.

São práticas espúrias, ignorantes e menores as oferendas junto à natureza? Ou será o puro mentalismo a solução para todos os males? Quantos de vós conseguireis ser todo o tempo “mental”? Não é pelo fato de o orbe terrícola estar mudando de pré-escola para o ensino primário que deveis ridicularizar o que não compreendeis em sua plenitude. Malgrado as opiniões contrárias, a magia sempre existiu e continuará existindo no Cosmo. Uma mera oração sonorizada caracteriza um instrumento ritualístico que vos leva a uma manipulação energética, qual médium magista junto aos recantos da natureza. Não esqueçais que as energias ígneas, eólicas, telúricas e hídricas estão em vós, e não desprezeis as práticas ligadas à natureza, de que sois muito necessitados para o perfeito fluxo energético entre todos os corpos mediadores do espírito, em especial o complexo físico, etérico e astral.

Rogamos ao Pai que estejais todos vós imbuídos de um único ideal, crístico, e que o conhecimento seja a mola propulsora do discernimento dos homens, fazendo com que cada individualidade em evolução encontre seu caminho, mas que tenhais interiorizado que no Cosmo infinito muitos são os trajetos que levam a um mesmo destino. Incompreensões, quando existem entre vós, não refletem o que verdadeiramente ocorre na Espiritualidade, e sim a vossa estreita percepção das realidades vibratórias que vos cercam, decorrência da limitação consciencial que o corpo físico impõe ao espírito em eterno aprendizado e aperfeiçoamento. No mais das vezes, obnubilam a sensatez sobre o que seja a pura caridade cristã, chegando vós ao ponto de distinguir um espírito do outro, baseando-se em valores terrenos excludentes, deterministas, preconceituosos e transitórios.

Da maneira que julgardes sereis julgados, é da Lei que rege os movimentos ascensionais do espírito eterno, e conforme medirdes igualmente vos medirão. A consciência da Nova Era impõe a convivência harmoniosa entre todos, o que inevitavelmente acontecerá neste milênio que está no seu início, e podereis constatar no futuro próximo, mesmo que em encarnação futura, eis que sois imortal assim como o Pai.
Muita paz,
Muita luz.
Ramatis.
( do livro SAMADHI - Editora do Conhecimento )
Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei
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“A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho.”


SIGNIFICADOS QUANTO AO FORMATO DA VELA



 
Cones ou Triangulares: equilíbrio, elevação.
Quadradas: estabilidade, matéria.
Estrela: espiritual, carma.
Pirâmide: realizações matérias.
Cilíndricas: servem para tudo.
Animais: para o seu animal protetor.
Lua: para acentuar sua energia intuitiva.
Gnomo: para seu elemental da terra.
Cone ou Triangulares: simbolizam o equilíbrio. Tem três planos: físico, emocional e espiritual.
Velas Cônicas: são voltadas para cima e significam o desejo de elevação do homem, sua comunicação com o cosmos.
Velas Quadradas: Simbolizam estabilidade na matéria. Seus lados iguais representam os quatro elementos: Terra, Água, Fogo, Ar.
Velas em Formato de Estrela de Cinco Pontas: É o símbolo do homem preso na matéria. Representa o carma.
Velas Redondas: Simbolizam mudança. E a energia mais pura do astral que só a mente superior alcança.