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quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Nosso Lar o filme Espírita para todas Religiões






 Queridos Irmãos O Filme Nosso Lar, ESTA PRESENTE Como se Fosse Mensagem UMA, não puderam Todos Elenco Passar parágrafo NÓS O Que Mais in sentiram forte se tratando de Espiritualidade, sabre Sobre Nosso Futuro, e Muito bom, Mas Saiba Que Fazer ESSE UM serviços Futuro Futuro de Luz e Muito Melhor, Mensagem psicografada UMA Por Nosso querido Chico Xavier hum in Veio Momento Muito bom, POIs Fala-se Muito NA ganância Humana, crimes em, EAo in esquecimento Jovens e Idosos, Deficientes EAo, AO Pobre, Mais nao PODEMOS hum suportar Mundo SEM AO Nosso Senhor Nosso Lado, Fazer o Bem FAZ BEM, Saiba Que epidêmico Nossa desencarnação nao poderemos Contar somente com Boa Vontade Nossa, o peso da Nossa Existência Será, será CONTADO in Atos Que NÓS praticamos Aqui Neste Lugar, aproveite e reflita um Respeito, Ainda POIs um tempo de hum Fazer Mundo Melhor.

Grupo Boiadeiro Rei

Leiam mais a seguir:

Sinopse do filme:

Ao Abrir OS Olhos André Luiz (Renato Prieto) SABE Que nao estabele Mais vivo, de atuarem Ainda Fome e Sede SENTIR. Ao Seu Redor Elementos Vê apenas UMA Planície desértica e Escura, Gritos Por Marcada e sombra Seres nd Que Vivem. Epidêmico Passar Pelo purgatório SEM Sofrimento, André e levado par UMA Cidade de Nosso Lar. in Acesso dez Lá hum Elemento Novas Lições e conhecimentos, enquanto Aprende Como uma Dimensão Vida in e outra.



O Início do filme me deixou apreensiva Bastante, Por Seleção Ordenação nd André Luiz Parte do Umbral, FICAM OS sofredores Onde Espíritos. HÁ Nao Como Voce Nao SE SENTIR COM incomodada Como Cenas OU Pensar muitas Vezes nd forma em Como lida com uma SUA Vida.
E Aquele Tipo de Pensamento Que temos Que de: "ISSO Nunca acontecerá Comigo". Mas o Importante e Pensar e Agir nao semper Bem Parágrafo semper recebermos o Bem de Volta.
Como PRÓXIMAS em Elementos Que recebe o socorro da colônia Nosso Lar, ASSIM MESMO e atitudes continuam Que Como tinha nd si UMA Terra Por Falar, Cenas da arrogância UM POUCO.
Mas EAo NÓS poucos Todos aprendemos.
hum Aprendemos amar AO Próximo, aprendemos Que Perfeito e Serviços Impossível. Pequenos Gestos Mas JÁ Fazer Melhor desejar e Serviços.

O Brasil DEU UMA Grande Lição de Sabedoria com Este filme, o Fazer Chixo Xavier e de Bezerra de Menezes. E Mostra Que Não É UMA Religião Espírita Que impõe sim Palavras e UMA Vontade nao impera Que Bem Entre OS Corações.
UMa linda e História, Imagens TEM de São Maravilhosas e E Impossível Voce Nao se questionar Sobre Como atitudes dez Que Feito AO Longo dos Anos, nao podería Que também Parágrafo melhorar nao CAIR EAo mesmos Passos de André Luiz.
Recomendo de Olhos fechados e de Coração Aberto Totalmente!



Paz, Harmonia e Amor

Grupo Boiadeiro Rei
http://br.groups.yahoo.com/group/boiadeirorei
http://grupoboiadeirorei.blogspot.com/

A Historia sobre Oba



Obá




Orixá do rio Níger. Orixá, embora feminina, temida, forte, Energética, considerada Mais Forte Que muitos Orixás Masculinos, vencendo nd Luta, Oxalá, Xangô e Orumilá.
Irma de Obá e Iansã, FOI Esposa de Ogum e, Posteriormente, Terceira e Mulher Mais Velha de Xangô. Bastante conhecida Pelo Fato de ter seguido hum conselho de Oxum e decepado um Própria Orelha parágrafo preparar ensopado hum par o Marido nd Esperança de Isto É Que Iria faze-lo Mais ELA apaixonado por. Quando manifestada, esconde o Defeito com uma Mao. Símbolos São SEUS UMA espada e escudo hum.
Tudo relacionado um Obá e envolto in hum clima de Mistérios, e São poucos OS SEUS entendem Que atos Aqui no Brasil. CERTAS PESSOAS uma cultuam Como se Fosse Fêmea Xangô um.
Obá e Ewá São semelhantes, São primas. Obá EUA uma festa da fogueira de Xangô parágrafo Poder Levar SUAS Brasas parágrafo Seu Reino, Desta forma e considerada UMA das esposas de Xangô Mais uma fieis ele.
Obá Orixá e uma Ligado Água, Guerreira e feminina POUCO. SUAS Roupas São Vermelhas e Brancas, hum escudo Leva, Uma espada, Uma Coroa de Cobre. EUA hum pano NA Cabeça parágrafo esconder uma Orelha Cortada. Conta e lenda Que Obá, Xangô Por repudiada, semper vivia rondando o palácio voltar par.




Características

Cor
Vermelha (marrom rajado)
Fio de Contas
-
Ervas
Candeia, negamina, Folha de Amendoeira, Mangueira Ipoméia, manjericão, rosa branca
Símbolo
ofangi e hum (espada) Escudo de Cobre
Pontos da Natureza
Rios de Águas Revoltas.
Flores
-
Essências
-
Pedras
Marfim, esmeralda, coral, olho de leopardo
Metal
Cobre
Saúde
Audição Orelha, garganta.
Planeta
-
Dia da Semana
Quarta-feira
Elemento
Fogo
Chakra
-
Saudação
Obá xirê
Bebida
Champanhe
Animais
Galinha d'Angola
Comidas
Abará - massa de feijão fradinho enrolado in Folhas de bananeira, acarajé e quiabo picado.
Numero
-
Data Comemorativa
30 de Maio.
Sincretismo
Santa Joana d'Arc

Incompatibilidades

Sopa, Peixe de Água Doce



Atribuições
Defende uma Justiça, Procura Refazer o Equilíbrio.

Lendas De Obá

Obá - Orixá Guerreira e Revoltas Das Águas!

Obá vivia in Companhia de Oxum e Iansã, sem Reino de Oyó, Como UMA das esposas de Xangô, Dividindo um Preferência do empreendedorismo Rei reverenciado como Duas Iabás (Orixás Femininos).
Obá percebia o grande apreço Que Xangô tinha Por Oxum, Que mimosa e dengosa, atendia uma semper Todas As preferencias do Rei, servindo e agradando semper EAo SEUS Pedidos. Obá resolveu entao, perguntar parágrafo era Oxum qua O Grande Segredo Que ELA tinha, Que levasse um par preferencia do amor de Xangô, Iansã Vez Que, andava com o semper in batalhas, Rei e Conquistas de reinados e terras, guerreiro Gênio Pelo Seu e corajoso e Obá era desprezada e deixada semper Por Último nd Lista das esposas de Xangô. entao Oxum, matreira e esperta, Falou Que Seu in era Segredo de Como preparar o Amalá de Xangô principal comida do Rei, Que LHE Servia semper Que deseja-se carbonetos Momentos ao Lado do patrono da Justiça.
Obá, Como UMA Menina Ingenua, escutou e registrou de Todos os Ingredientes Que Oxum falava,  Sendo Que Por FIM Oxum, alem de Tudo Que Falou ISSO, tinha cortado e Colocado UMA de SUAS Orelhas nd Mistura fazer Amalá Xangô enfeitiçar par. Obá agradeceu uma Sinceridade de Oxum e hum Saiu Fazer par in Amalá louvor AO Rei, enquanto Oxum, ria da Ingenuidade de Que Obá, semper uma atenta Tudo, nao Percebeu Que Oxum mentira, ELA POIs encontrava-SE COM SUAS Duas Orelhas, e falará ISSO somente par debochar de Obá. Obá in Grande Sinal de Amor Pelo Seu Rei, preparou Amalá Grande hum, e cortou FIM Por UMA de SUAS Orelhas Colocando Mistura nd e oferecendo à Xangô Como Gesto de amor Seu sublime. Xangô AO receber uma comida, um Percebeu Orelha de Obá nd Mistura, e esbravejou e gritou. Oxum e Obá, apavoradas, fugiram e nsa se transformaram rios Que levam OS SEUS nomos. Nenhum local de Confluência dos Dois Cursos de Água, como Ondas tornam-se Muito agitadas Entre Disputa da in CONSEQÜÊNCIA como divindades Duas. E, quando comiam Hoje manifestadas in SEUS iaôs dançam simbolizando ELAS UMA Luta.

A Luta de Obá e Ogum
Certa Vez Obá desafiou Ogum Combate hum par. O guerreiro, porém pingos pilados da Luta FOI UM Consultar babalaô, ensinou O Que Fazer UMA uma massa de Milho e quiabo. Ogum esfregou ESTA massas não Combate ao local Destinado. Caiu e Obá perdeu o Equilíbrio, escorregou no Chão. Ogum aproveitou-se e ganhou descompas A Luta.

Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei -

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

A Historia sobre Logunedé

 

Logum Edé


Logum Edé à filho de Oxossi e de Oxum. É mulher durante seis meses, vivendo na água, e nos outros seis meses é homem, vivendo no mato, propicia a caça e a pesca. Quando em seu aspecto feminino, veste-se com saia cor-de-rosa, usa uma coroa de metal dourado (não o Adé das rainhas), um arco e uma flecha. Com seu aspecto masculino usa capacete de metal dourado, capangas, arco e flecha ou espada. Só se veste com cores claras. Sempre acompanha na dança Oxum e Oxossi.
Um Orixá essencialmente Ijexá (da Nigéria). Caçador e pescador. Sendo filho de Oxossi e Oxum, assume características de ambos. É dito que ele vive metade do ano nas matas - domínio do pai, comendo caça; e a outra metade nas águas doces - domínio da mãe, comendo peixe.
No Brasil tem numerosos adeptos.Logun-Edé, é o ponto de encontro entre os rios e florestas, as barrancas, beiras de rios, e também o vapor fino sobre as lagoas, que se espalha nos dias quentes pelas florestas. Logum Edé representa o encontro de naturezas distintas sem que ambas percam suas características. É filho de Oxossi Inlé com Oxum Yeyeponda. Assim, tornou-se o amado, doce e respeitado príncipe das matas e dos rios, e tudo que alimenta os homens, como as plantas, peixes e outros animais, sendo considerado então o dono da riqueza e da beleza masculina.
É considerado o príncipe dos orixás. Tem a astúcia dos caçadores e a paciência dos pescadores como principais virtudes.
Dizem os mitos que sendo Oxossi e Oxum extremamente vaidosos, não puderam viver juntos, pois competiam pelo prestígio e admiração das pessoas e terminaram separando-se. Ficou combinado entre eles que Logun-Edé viveria seis meses nas águas dos rios com Oxum e seis meses nas matas, com seu pai Oxossi. Ambos ensinariam a Logum Edé a natureza dos seus domínios. Ele seria poderoso e rico, além de belo.
No entanto, o hábito da espreita aprendido com seu pai, fez com que, um dia, curioso a respeito da beleza do corpo de sua mãe, de que tanto se falava nos reinos das águas, Logun-Edé vestindo-se de mulher fosse espiá-la no banho. Como Oxum estivesse vivendo seu romance com Xangô, tio de Logum Edé, e Xangô tivesse exigido como condição do casamento que ela se livrasse de Logum Edé, Oxum aproveitou a oportunidade para punir Logum Edé com sua transformação num orixá meji (hermafrodita) e abandoná-lo na beira do rio. Iansã o encontra, e fascinada pela beleza da criança leva Logum Edé para casa onde, juntamente com Ogum, passa a criá-lo e educá-lo.
Com Ogum Logun-Edé aprendeu a arte da guerra e da forja e com Iansã o amor à liberdade. Diz o mito que Logum Edé tinha tudo, menos amor das mulheres, pois mesmo Iansã, quando roubada de Ogum por Xangô, abandona Logum Edé com seu tio, criando assim um profundo antagonismo entre Xangô e Logum Edé, já que por duas vezes Xangô lhe tira a mãe.
Logum Edé nunca se casou, devido a seu caráter infantil e hermafrodita e sua companhia predileta é Ewá, que também vive, como ele, solitária e no limite de dois mundos diferentes.
Possui o conhecimento dos elementos da natureza, onde reinam seus pais, como florestas, matas, rios, cachoeiras, etc. Seu próprio domínio está situado nas margens de rios, córregos e cursos d’água em geral, desde que tenham vegetação, ou seja, o encontro dos dois reinados.
Na verdade, esse orixá tem livre acesso aos dois reinados, adquirindo o conhecimento de ambos. Consegue adaptar-se, com facilidade, aos mais diversos ambientes, agindo e comportando-se de diferentes formas, dependendo da situação.
Ele herdou, também, muitas das características de seus pais, como a habilidade de caçar e conseguir fortuna, o encanto e a beleza, bem como um grande conhecimento de feitiçaria, como sua mãe. Além desses atributos, é, também, responsável pela fertilização das terras, através da irrigação, contribuindo, assim, com a agricultura.
Esse orixá possui muita riqueza e sabedoria, não admitindo a imperfeição em suas oferendas e rituais. Tem aparência doce e calma, mas, quando contrariado, torna-se muito enfurecido.
Uma outra característica de Logum Edé é a de importar-se com o sofrimento dos outros, distribuindo riquezas e caças para os que não têm.

Características

Cor
Azul Celeste com Amarelo
Fio de Contas
Contas e Miçangas de Cristal Azul Celeste e Amarelo
Ervas
As mesmas de Oxum e Oxossi
Símbolo
Abebê e Ofá
Pontos da Natureza
Margens dos rios que ficam na mata.
Flores
As mesmas de Oxum e Oxossi
Essências
As mesmas de Oxum e Oxossi
Pedras
Turquesa, Topázio
Metal
Latão e Ouro
Saúde
problemas nos órgãos localizados na cabeça, problemas respiratórios
Planeta
-
Dia da Semana
quinta-feira e sábado
Elemento
Água e Terra
Chakra
-
Saudação
Lossi Lossi Logum Edé
Bebida
As mesmas de Oxum e Oxossi
Animais
cavalo marinho
Comidas
As mesmas de Oxum e Oxossi
Numero
-
Data Comemorativa
19 de Abril
Sincretismo
santo expedito

Incompatibilidades

Cor Vermelha ou Marrom, cabeça de bicho, abacaxi

Atribuições
Dá alegria, sorte e beleza; protege os que trabalham com águas.

 

Lendas De Logum Edé

Logum Edé é salvo das águas

Oxum proibiu Logum Edé de brincar nas águas fundas, pois os rios eram traiçoeiros para uma criança de sua idade. Mas Logum Edé era curioso e vaidoso como os pais. Logum Edé não obedecia à mãe. Um dia Logum Edé nadou rio adentro, para bem longe da margem. Obá, dona daquele rio, para vingar-se de Oxum, com quem mantinha antigas querelas, começou a afogar Logum Edé. Oxum ficou desesperada e pediu a Orumilá que lhe salvasse o filho, que a amparasse no seu desespero de mãe. Orumilá que sempre atendia à filha de Oxalá, retirou o príncipe das águas traiçoeiras e o trouxe de volta à terra. Então deu-lhe a missão de proteger os pescadores e a todos que vivessem das águas doces. Alguns dizem que Iansã foi quem retirou Logum Edé da água e terminou de criá-lo juntamente com Ogum.

Logum Edé - O Orixá da Magia e da Boa Sorte


Estava Oxossi o rei da caça a caminhar por um lindo bosque em companhia de sua amada esposa Oxum, dona da beleza da riqueza e portadora dos segredos da maternidade.
Quando de seu passeio, foi avistado por Oxum um lindo menino que estava a beira do caminho a chorar, encontrando-se perdido.  Oxum de pronto agrado, acolheu e amparou o garoto, onde surgiu nesse exato momento uma grande identificação, entre ele, Oxum e Oxossi. Durante muitos anos Oxum e Oxossi, cuidaram e protegeram-lhe, sendo que, Oxum procurou durante todo esse tempo a mãe do menino, porém sem sucesso, resolveu tê-lo como próprio filho. O tempo foi passando e Oxossi, vestiu o menino com roupas de caça e ornamentou-o com pele de animais, proveniente de suas caçadas. Ensinou a arte da caça, de como manejar e empunhar o arco e a flecha, ensinou os princípios da fraternidade para com as pessoas e o dom do plantio e da colheita, ensinou a ser audaz e a ter paciência, a arte e a leveza, a astúcia e a destreza, provenientes de um verdadeiro caçador. Oxum por sua fez, ensinou ao garoto o dom da beleza, o dom da elegância e da vaidade, ensinou a arte da feitiçaria, o poder da sedução, a viver e sobreviver sobre o mundo das águas doces, ensinou seus segredos e mistérios. Foi batizado por sua mãe e por seu pai de Logum Edé, o príncipe das matas e o caçador sobre as águas. Viveu durante anos sobre a proteção de pai e mãe, tornando-se um só, aprendendo a ser homem, justo e bondoso, herdando a riqueza de Oxum e a fartura de Oxossi, adquirindo princípios de um e de outro, tornando-se herdeiro até nos dias de hoje de tudo que seu pai Oxossi carrega e sua mãe Oxum leva. Esse é Logum Edé.

Logum Edé ganha domínio dado por Olorum

No início dos tempos, cada orixá dominava um elemento da natureza, não permitindo que nada, nem ninguém, o invadisse. Guardavam sua sabedoria como a um tesouro. É nesse contexto que vivia a mãe das água doces, Oxum, e o grande caçador Oxossi. Esses dois orixás constantemente discutiam sobre os limites de seus respectivos reinados, que eram muito próximos. Oxossi ficava extremamente irritado quando o volume das águas aumentavam e transbordavam de seus recipientes naturais, fazendo alagar toda a floresta.
Oxum argumentava, junto a ele, que sua água era necessária à irrigação e fertilização da terra, missão que recebera de Olorum. Oxossi não lhe dava ouvidos, dizendo que sua caça iria desaparecer com a inundação. Olorum resolveu intervir nessa guerra, separando bruscamente esses reinados, para tentar apaziguá-los. A floresta de Oxossi logo começou a sentir os efeitos da ausência das águas. A vegetação, que era exuberante, começou a secar, pois a terra não era mais fértil. Os animais não conseguiam encontrar comida e faltava água para beber. A mata estava morrendo e as caças tornavam-se cada vez mais raras. Oxossi não se desesperou, achando que poderia encontrar alimento em outro lugar. Oxum, por sua vez, sentia-se muito só, sem a companhia das plantas e dos animais da floresta, mas também não se abalava, pois ainda podia contar com a companhia de seus filhos peixes para confortá-la. 
Oxossi andou pelas matas e florestas da Terra, mas não conseguia encontrar caça em lugar algum. Em todos os lugares encontrava o mesmo cenário desolador. A floresta estava morrendo e ele não podia fazer nada. Desesperado, foi até Olorum pedir ajuda para salvar seu reinado, que estava definhando. O maior sábio de todos explicou-lhe que a falta d’água estava matando a floresta, mas não poderia ajudá-lo, pois o que fez foi necessário para acabar com a guerra. A única salvação era a reconciliação. Oxossi, então, colocou seu orgulho de lado e foi procurar Oxum, propondo a ela uma trégua. Como era de costume, ela não aceitou a proposta na primeira tentativa. Oxum queria que Oxossi se desculpasse, reconhecendo suas qualidades. Ele, então, compreendeu que seus reinos não poderiam sobreviver separados, unindo-se novamente, com a benção de Olorum.
Dessa união nasceu um novo orixá, um orixá príncipe, Logum Edé, que iria consolidar esse "casamento", bem como abrandar os ímpetos de seus pais. Logum Edé sempre ficou entre os dois, fixando-se nas margens das águas, onde havia uma vegetação abundante. Sua intervenção era importante para evitar as cheias, bem como a estiagem prolongada. Ele procurava manter o equilíbrio da natureza, agindo sempre da melhor maneira para estabelecer a paz e a fertilidade. Conta uma outra lenda que as terras e as águas estavam no mesmo nível, não havendo limites definidos. Logum Edé, que transitava livremente por esses dois domínios, sempre tropeçava quando passava de um reinado para o outro. Esses acidentes deixavam Logum Edé muito irritado. Um dia, após ter ficado seis meses vivendo na água, tentou fazer a transição para o reinado de seu pai, mas não conseguiu, pois a terra estava muito escorregadia. Voltou, então, para o fundo do rio, onde começou a cavar freneticamente, com a intenção de suavizar a passagem da água para a terra. Com essa escavação, machucou suas mãos, pés e cabeça, mas conseguiu fazer uma passagem, que tornou mais fácil sua transição. Logum Edé criou, assim, as margens dos rios e córregos, onde passou a dominar. Por esse motivo, suas oferendas são bem aceitas nesse local.

Logum Edé Rouba Segredos De Oxalá

 Logum Edé era um caçador solitário e infeliz, mas orgulhoso. Era um caçador pretensioso e ganancioso, e muitos os bajulavam pela sua formosura. Um dia Oxalá conheceu Logum Edé e o levou para viver em sua casa sob sua proteção. Deu a ele companhia, sabedoria e compreensão. Mas Logum Edé queria mais, queria muito mais...
E roubou alguns segredos de Oxalá. Segredos que Oxalá deixara à mostra, confiando na honestidade de Logum Edé. O caçador guardou seu furto num embornal a tiracolo, seu adô. Deu as costas a Oxalá e fugiu. Não tardou para Oxalá dar-se conta da traição do caçador que levara seus segredos. Oxalá fez todos os sacrifícios que cabia oferecer e muito calmamente sentenciou que toda a vez que Logum Edé usasse um dos seus segredos todos haveriam de dizer sobre o prodígio:
"Que maravilha o milagre de Oxalá!". Toda a vez que usasse seus segredos alguma arte não roubada ia faltar.
Oxalá imaginou o caçador sendo castigado e compreendeu que era pequena a pena imposta. O caçador era presumido e ganancioso, acostumado a angariar bajulação. Oxalá determinou que Logum Edé fosse homem num período e no outro depois fosse mulher. Nunca haveria assim de ser completo. Parte do tempo habitaria a floresta vivendo de caça, e noutro tempo, no rio, comendo peixe. Começar sempre de novo era sua sina. Mas a sentença era ainda nada para o tamanho do orgulho de Logum Edé. Para que o castigo durasse a eternidade, Oxalá fez de Logum Edé um orixá.


Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei –

Belezas de Oxum

Hoje é dia de Nossa Senhora da Conceição Aparecida
Sincretizada na Umbanda com Oxum

Belezas de Oxum
Por Fernando Sepe



No meio da oração ela surgiu ra­diante e esplendorosa. Suas roupas douradas lembravam-me o nascer do Astro Rei. Sim, a Mamãezinha do Amor passou por aqui e me convidou a dançar junto dela.
Em sua dança cadenciada, o ritmo e o axé do belo fluir dos rios. Em seu canto, a beleza que não se entende, mas se sente, aos pés de uma cachoeira. E então, meu coração expandiu-se na vibração dessa Mãe e a rosa da compaixão desabrochou.
Compaixão pelo mundo. Os ho­mens e mulheres não sabem, mas Oxum canta e dança o tempo todo, e é por isso que a vida é tão cheia de encantos. Ela é a senhora da beleza e da formosura, do carinho e do alen­to, da felicidade íntima. Ah, se a hu­ma­nidade visse, mesmo que uma úni­ca vez, as belezas de Oxum, tudo muda­ria. Pois as ondas de amor que bro­tam dessa Mãe, tudo pode mu­dar...
Menina doce, que anima os brilhos dos olhos das crianças. Chama dourada, que infla o amor entre os casais. Mãezinha boa, que chora as dores de seus filhos e por eles enche de rosas os caminhos...
Em seu corpo, vejo o bálsamo para as dores do mundo. Em seus olhos, a esperança do nascer de um novo dia. Em seu abebê, o símbolo de seu poder. Em suas jóias e brincos, toda beleza do Universo. Em seu coração, o amor que dissolve os mais pesados climas de ódio e vingança. Em sua boca, o canto da paz espiritual de Oxalá.
Aspecto amoroso da Mãe Divina, aspecto que concebe. Útero gestador do cosmos, eterna dança criadora. Encontro entre o macho-fêmea que procria.
Mãezinha Cinda, que flui nas águas doces do planeta. Mãezinha do ouro espiritual. Senhora dos tesouros imperecíveis do espírito. Menina do pingo d’água que refresca a alma. Belezas de Oxum...
Ah, tantas são suas qualidades e mistérios, que meus olhos não podem a tudo contemplar. Assim como a linha do horizonte, e a imensidão do firmamento, Tu És infinita em Si. Quantos mundos residem em Teu ventre, Mãe? Quantas vidas a testemunhar-se dos seus olhos? Quantas estrelas ainda brotarão de Teus belos lábios?
Cada palavra de Olorum faz surgir um Orixá. E foi em um canto misericordioso e bondoso que o Pai-Mãe da Criação manifestou-Te. Desse dia, pouco se sabe, mas o coração do poeta sente, que então o primeiro sorriso foi dado e as belas palavras de amor surgiram.
A poesia estava inventada e a música finalmente seria tocada. Juras de carinho eterno cobririam o mundo, e a singela voz de um colibri a todos encantaria.  Pois é Ela, Oxum, quem inspira a linguagem do coração. E apenas por Ela, tudo isso pode existir...
Aye yê, eram as palavras que os antigos yorubanos utilizavam para saudar-Te. Foram as pretas-velhas quem preservaram e trouxeram a tradição. Foram as Caboclas que levaram sua presença a todos os templos. Foram as Pomba-giras que nos ensinaram seus mistérios. E foi na linha das crianças, que a mais bela de suas flores desabrochou.
Ah, Mamãe do manto dourado. Cobre de bênçãos esse planeta. Nem todos ainda Te conhecem, mas Tu, ó bela Cinda, residi em todos. Nem todos Te amam, mas Tu, Ó Oxum, a todos ama. Nem todos Te prestam culto, mas Tu, Ó Apará, protege todos que tem coração puro. E é por isso que os animais te amam, e as flores e árvores prestam-lhe culto no silêncio. Nem todos podem escutar seu canto, ó Mãe, mas o planeta escuta e por ele continua a viver.
Cinda, Oxum, Menina ou Ma­mãe...  Nascida das juras de amor que Olorum fez à Criação. Por favor, nunca deixe de encantar e cobrir essa Terra de Orixá, com a sagrada benção de suas belezas...

Ayeyê, Mamãe...
Ayeyê, Oxum!


Fernando Sepe, dedicado à querida preta-velha do meu coração - “Dita de Aruanda” e a minha mãe de santo – Aleida Barros, por me ensinarem as belezas de Oxum e da Umbanda.




Obs: Oxum é a divindade do Amor dentro da Umbanda. Seu nome é o mesmo de um Rio Sagrado para os povos nagôs que corre na região do Ijexá. Na África, seu culto estava mais ligado aos rios. No Brasil e na Umbanda, seus fiéis gostam de cultuá-la na cachoeira. Por isso ela é chamada de a Mãe das Águas Doce.
É um Orixá associado aos minerais e ao ouro. O Arquétipo que sustenta sua imagem é a da menina doce, bela e singela. Está associada também a concepção de qualquer forma de vida.
Em outras culturas pode ser encontrada como a Afrodite dos Gregos, Vênus dos Romanos, Lakshmi e Ganga dos hindus, Ísis dos Egípcios, Freyja dos nórdicos, Iara na tradição indígena brasileira, Kwan Yin para os chineses.    
Pai Benedito de Aruanda através de seu médium, Rubens Saraceni, nos ensinou que Oxum é regente da segunda linha de Umbanda, junto de pai Oxumaré. Aspecto feminino da manifestação do amor de Olorum (Deus).
Seus falangeiros que se mani­festam nos terreiros são amorosos e bondosos. Rege infinitas linhas de caboclos e caboclas, pretos e pretas-velhas, exus e pomba-giras. Po­demos reconhecê-los por seus nomes simbólicos que vibram e encontram fundamento na egrégora/vibração/mistério de mamãe Oxum. Toda linha das crianças é também funda­mentada na vibração de Oxum e pai Oxumaré.
Suas cores são o rosa, o amarelo e o azul-claro. Sua pedra o quartzo rosa. Seu sincretismo cristão-católico acontece com Nossa Senhora da Conceição e/ou Nossa Senhora Aparecida.
“Cinda” é um epíteto de Oxum, identificando-a com sua qualidade de mãe das águas doces, é um nome que faz referência a sua fluidez. “Apará” é uma manifestação guer­reira e protetora de Oxum. Dentro da umbanda dizemos que Oxum Apará é uma Oxum que vibra na Linha da Lei, uma Oxum da Lei.  
Dia de 12 de outubro é o dia consagrado à Oxum, devido ao seu sincretismo com Nossa Senhora Aparecida.
Aqui fica uma singela homenagem do JUS a essa querida mãe.
E a todos irmãos que irão fazer suas oferendas na cachoeira, lembrem-se da responsabilidade ecológica que todos devemos ter em um ponto de força como esse.
E principalmente, lembre-se que antes da cachoeira natural, Oxum ESTÁ na cachoeira de luz que existe em nossos corações quando o amor e a com­paixão surgem. Pensem bem nisso! 

Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei – http://br.groups.yahoo.com/group/boiadeirorei


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“A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho.”


SIGNIFICADOS QUANTO AO FORMATO DA VELA



 
Cones ou Triangulares: equilíbrio, elevação.
Quadradas: estabilidade, matéria.
Estrela: espiritual, carma.
Pirâmide: realizações matérias.
Cilíndricas: servem para tudo.
Animais: para o seu animal protetor.
Lua: para acentuar sua energia intuitiva.
Gnomo: para seu elemental da terra.
Cone ou Triangulares: simbolizam o equilíbrio. Tem três planos: físico, emocional e espiritual.
Velas Cônicas: são voltadas para cima e significam o desejo de elevação do homem, sua comunicação com o cosmos.
Velas Quadradas: Simbolizam estabilidade na matéria. Seus lados iguais representam os quatro elementos: Terra, Água, Fogo, Ar.
Velas em Formato de Estrela de Cinco Pontas: É o símbolo do homem preso na matéria. Representa o carma.
Velas Redondas: Simbolizam mudança. E a energia mais pura do astral que só a mente superior alcança.