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sábado, 22 de janeiro de 2011

QUANTOS FILHOS SUA CASA TEM?


Um dia um jornalista ao entrevistar uma Mãe de santo, perguntou:
Quantos filhos sua casa tem?
A senhora não lhe respondeu como ele esperava, disse que ele deveria  acompanhar as atividades do terreiro na próxima semana que ele teria a resposta.
E assim foi no sábado pouco antes de se iniciarem os trabalhos lá estava ele sentado na assistência observando tudo.
Viu que havia mais os menos 40 médiuns, quase todos estavam na corrente, prontos para a gira, e aproveitavam estes momentos que antecediam o inicio dos trabalhos para mostrarem uns aos outros suas roupas novas, ou pra colocar algum assunto em dia.
Mas notou também que um grupo de cinco médiuns estava em plena atividade arrumando as coisas para o inicio dos trabalhos.
O trabalho foi muito bonito e alegre, quando terminou viu que a grande maioria dos médiuns se apressa em se retirar, uns por que queriam chegar logo em casa, outros por terem algum compromisso.
Notou mais uma vez que aqueles mesmos cinco médiuns que antes do inicio arrumavam as coisas, agora eram os que começavam a limpar e organizar o terreiro depois dos trabalhos.
Na segunda feira haveria um momento de estudos no terreiro e ele foi convidado, ao chegar ao local, chovia muito e viu que menos da metade da corrente se fazia presente, novamente notou que aquele cinco estava  lá.
Na quinta-feira haveria um trabalho na linha do Oriente, e também passaria na TV um jogo da seleção, novamente bem menos da metade da corrente compareceu, mas aqueles cinco estavam entre eles.
No sábado novamente estava sentado na assistência e novamente repetiu- se o que havia acontecido na semana anterior, os cinco médiuns fazendo os últimos preparativos para o inicio dos trabalhos, e também começaram a limpeza assim que estes se encerraram, e foi no término dos trabalhos que foi chamado pela Mãe de Santo, que lhe perguntou:
Você conseguiu descobrir quantos filhos tem em nossa casa?
Contei 43 minha mãe – respondeu.
Não, filhos verdadeiros tenho cinco. São aqueles que estavam presentes em todas as atividades da casa.
E os outros?
Os outros são como se fossem "sobrinhos" de quem gosto muito e que também gostam da casa, mas só visitam a "tia" se não houver nenhum atrapalho ou programa "melhor", e mesmo vindo muitas vezes ficam contando os minutos para acabar os trabalhos.
O rapaz muito sério perguntou:
E por que a senhora não impõe regras para mudar isto?
Meu filho a Umbanda não pode ser imposta a ninguém, tem de ser praticado com entrega, o amor à religião não pode ser uma obrigação, ele deve nascer no coração de cada um, e o mais importante a Umbanda respeita o livre-arbítrio de todos os seres ...
E nós, somos "filhos" ou "sobrinhos" de Umbanda?
Somos Umbandistas em todos os momentos de nossa vida, ou somos Umbandistas somente uma vez por semana durante os trabalhos no terreiro.

Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Emmanuel e Chico Xavier o amor sem limites

Chico Xavier


Falar de Chico Xavier é muito fácil, o difícil é seguir seus conselhos ou mesmo seguir alguns de seus passos, ser um médium dedicado é importante, mas ter um coração do tamanho do "Chico" é muito difícil, pois acredite tem que se apegar mais ao espírito, tem que ser mais bondoso, tem que deixar de lado as coisas materiais, acreditar sem precisar ver, falar sobre o amor mesmo sem ser amado, doar sem pensar em receber, ser humilde, pois dos humildes surgiu Jesus.
Obrigado "Chico" por ter estado um dia ao seu lado. P.F.E.S.




Francisco Cândido Xavier, mais conhecido por Chico Xavier, considerado o médium do século e o maior psicógrafo de todos os tempos, nasceu em Pedro Leopoldo, pequena cidade do estado de Minas Gerais, Brasil, no dia 2 de Abril de 1910. 

Filho de um operário pobre e inculto, João Cândido Xavier, e de uma lavadeira chamada Maria João de Deus, falecida em 1915, quando o filhinho contava apenas com 5 anos de idade. Na altura tinha mais 8 irmãos, tendo todos sido distribuídos por vários familiares e pessoas amigas. Como órfão de mãe em tenra idade, sofreu muito em casa de pessoas de precária sensibilidade.

Aos nove anos seu pai, já casado novamente, empregou-o como aprendiz numa indústria de fiação e tecelagem. De manhã, até às 11 horas, freqüentava a escola primária pública, depois trabalhava na fábrica até às 2 horas da madrugada. Aprendeu mal a ler e a escrever. Quando concluiu o pequeno curso da escola pública empregou-se como caixeiro numa loja e mais tarde como ajudante de cozinha e café.

Em 1933 o Dr. Rômulo Joviano, administrado da Fazenda Modelo do Ministério da Agricultura, em Pedro Leopoldo, deu ao Jovem Xavier uma modesta função na Fazenda e lá se tornou um pequeno funcionário público em 1935, tendo trabalhado consecutivamente até finais dos anos cinqüenta, altura em que foi aposentado por invalidez (doença incurável nos olhos), com a categoria de escrevente datilógrafo . Não podemos deixar de registrar, sob pena de cometermos grave omissão, que durante as décadas que esteve ao serviço do Ministério da Agricultura, jamais -- não obstante a sua precária saúde e trabalho doutrinário, fora das horas de serviço -- deu uma única falta ou gozou qualquer tipo de licença, conforme documentos facultados pelo M. A. Em finais da mesma década de cinqüenta, vai residir em Uberaba - MG, por motivos de saúde e a conselho médico, onde permanece até hoje e apenas com a sua magra reforma (aposentadoria).

As suas faculdades mediúnicas são extraordinárias, Sua mediunidade (capacidade natural de ser intermediário entre o plano material e o plano espiritual) manifestou-se, quando tinha 4 anos de idade, pela clarividência e clariaudiência, pois via e ouvia os Espíritos e conversava com eles sem a mínima suspeita de que não fossem homens normais do nosso mundo. Já como jovem e depois como adulto, muitas vezes não diferencia de imediato os homens dos Espíritos. Aos 5 anos, já órfão de mãe, esta manifestou-se várias vezes junto dele encorajando-o e dizendo-lhe que não poderia ir para casa porque estava em tratamento, mas que enviaria um bom anjo que juntaria novamente a família. Esse bom anjo foi a D. Cidália, a segunda esposa de João Xavier, que para casar com o seu pai fez questão de reunir todos os filhos do primeiro casamento e lhe daria depois mais cinco irmãos.

Quando tinha 17 anos, fundou-se o grupo espírita Luiz Gonzaga , onde rapidamente desenvolveu a psicografia, isto é, a faculdade de escrever mensagens dos Espíritos. Época em que se desligaria da Igreja Católica onde deu os primeiros passos na espiritualidade, mas onde não encontrava explicação para os fenômenos que se passavam com ele, designadamente a perseguição de espíritos inferiores de que era alvo. O padre que o ouvia nas confissões foi um conselheiro, um verdadeiro pai e não o dissuadiu do caminho que iniciou no Espiritismo, mas abençoou-o e nunca deixou de ser seu amigo.

No centro espírita começou a psicografar poemas notáveis de famosos poetas mortos, num nível literário tão elevado que os próprios companheiros do grupo não conseguiam atingir integralmente o seu conteúdo. Muitos desses poetas eram totalmente desconhecidos do meio, nomeadamente alguns portugueses: António Nobre, Antero de Quental, Guerra Junqueira e João de Deus. A 9 de Julho de 1932, seria publicada a célebre PARNASO DE ALÉM-TÚMULO , a sua primeira obra psicografada que iria abalar os meios intelectuais do Brasil e tornar conhecida a pacata Pedro Leopoldo.

O estilo dos 56 poetas mortos, entre os quais vários portugueses, era precisamente idêntico ao estilo dos mesmos enquanto vivos, informavam os literatos das academias e universidades dos grandes centros culturais do Brasil, embora não soubessem explicar o fenômeno. Seria o início da sua imponente obra mediúnica que hoje já ultrapassa os 350 livros.

Bastava apenas um desses livros para constituir um roteiro seguro para o homem na Terra rumo à sua alforria, à sua felicidade. Seus ensinamentos revivem plenamente o Evangelho de Jesus e as lições do Consolador que Kardec -- o discípulo fiel de Jesus -- nos legou com tanto sacrifício e renúncia.

Mas de mil entidades espirituais nos deram informações através das suas abençoadas mãos, provando à saciedade a imortalidade do Espírito e a sua comunicabilidade com os homens. Mas falar de Chico Xavier é falar de EMMANUEL que indelevelmente estará ligado à sua missão. Esse venerando Espírito é o seu protetor espiritual e manifestou-se-lhe pela primeira vez de forma ostensiva em 1931, acompanhado-o desde então até hoje. A respeito desse Benfeitor espiritual nos diz o próprio médium:
Lembro-me de que num dos primeiros contactos comigo, ele me preveniu que pretendia trabalhar ao meu lado, por tempo longo, mas que eu deveria, acima de tudo, procurar os ensinamentos de Jesus e as lições de Allan Kardec e disse mais que, se um dia, ele, Emmanuel, algo me aconselhasse que não estivesse de acordo com as palavras de Jesus e Kardec, que eu devia permanecer com Jesus e Kardec, procurando esquece-lo.

Emmanuel propõe ainda ao jovem Xavier mais três condições para com ele trabalhar: 1ª condição, DISCIPLINA 2ª condição, DISCIPLINA, 3ª condição, DISCIPLINA.

Entre as muitas dezenas de obras mediúnicas de Emmanuel, destacamos os cinco documentos históricos, retirados dos arquivos do plano espiritual, que constituem autênticas obras primas de literatura, e que nos mostram o nascimento do cristianismo e a sua paulatina adulteração logo nos primeiros séculos da era. São os romances mediúnicos baseados em fatos verídicos: HÁ 2000 ANOS ... (a autobiografia de Emmanuel, a história do orgulhoso senador romano Publico Lentulus), 50 ANOS DEPOIS , AVE, CRISTO , RENÚNCIA e PAULO E ESTEVÃO (a história de um coração extraordinário, que se levantou das lutas humanas para seguir os passos do Mestre, num esforço incessante ). Esta última obra, de 553 paginas, por si só justificaria a missão mediúnica de Chico Xavier, segundo o erudito J. Herculano Pires.

Em 1943 começara a utilizar a mediunidade do abnegado médium uma nova entidade espiritual que assinará as suas mensagens com o nome André Luiz. Quem não conhece, mesmo aqui em Portugal, a quadra:

Não se irrite. SORRIA
Não critique. AUXILIE
Não grite. CONVERSE
Não acuse. AMPARE


André Luiz é o pseudônimo utilizado por um espírito que foi médico e cientista na sua última existência e que desencarnou numa clínica do Rio de Janeiro pelo início da década de trinta. É considerado o verdadeiro repórter de além-túmulo. Relata-nos numa séria de 11 livros a experiência do seu pensamento, as dificuldades iniciais, o reencontro com familiares e conhecidos que o precederam na partida para o plano espiritual a observação e as expedições de estudo junto de Espíritos de elevada evolução. Esses relatos começam com o já célebre, livro NOSSO LAR (nome duma cidade do plano espiritual), hoje traduzido em vários idiomas, entre eles o Japonês e o Esperanto e que já vai na 40ª edição em Português, com 800.000 exemplares editados até hoje. Obra que também iria causar e ainda causa uma certa polemica. Nessa série de reportagens a alma humana é profundamente escalpelizada, e onde se confirma na prática os ensinamentos que Jesus nos legou há dois milênios atrás e que Kardec relembra e amplia tão bem sob orientação do Espírito de Verdade. Um dia, no futuro, os médicos, os psicólogos, os sociólogos, etc., ficarão admirados pela sabedoria neles contida, que já no século XX se encontrava no Planeta, apontando diretrizes segura para a felicidade e paz entre os homens.

A obra monumental de Chico Xavier que se considera, segundo suas próprias palavras: um servidor humilde -- humilde no sentido da desvalia pessoal , jamais serviu para beneficiar materialmente a sua pessoa. Todos os direitos autorais foram cedidos graciosamente a instituições espíritas, nomeadamente à Federação Espírita Brasileira, e a instituições de solidariedade social. Quando as autoridades públicas lhe concedem títulos de cidadania (mais de cem já lhe foram concedidos) diz que o mérito não é para ela mas para os Espíritos e sobretudo para a Doutrina Espírita que revive os ensinamentos de Jesus na sua plenitude e que ele não passa de um poste obscuro para a colocação do aviso de que a Doutrina Espírita foi premiada com essas considerações públicas .

Há que registrar também que várias centenas de instituições de solidariedade social forma criadas e inspiradas no seu exemplo e obra: orfanatos, escolas para os pobres, lares de deficientes, sopas dos pobres, campanhas do quilo, ambulatórios médicos, alfabetização de adultos, bibliotecas, etc., etc.
Antes de encerrarmos estas notas gostaríamos de registrar ainda o seu ponto de vista em relação às outras doutrinas, filosofias e ideologias, aliás que são o do próprio Espiritismo, mas passemos-lhe novamente a palavra:
Nosso amigo espiritual, Emmanuel, nos aconselha a respeitar crenças, preconceitos, pontos de vista e normas de quaisquer criaturas que não pensem como nós, mas adverte-nos que temos deveres intransferíveis para com a Doutrina Espírita e que precisamos guardar-lhe a limpidez e a simplicidade com dedicação sem intransigências e zelo sem fanatismo .

Estes são alguns dos traços biográficos desse abnegado bem-feitor que renunciou a tudo para que o mundo seja um pouco melhor e que dá pelo nome simples de Chico Xavier.





Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei


Novo horóscopo é mentira admitem astrólogos

Astrólogos desmentem novo horóscopo e tratam caso como provocação

Astrônomo norte-americano afirmou que alinhamento das estrelas mudou e signos teriam sido afetados. Astrólogos discordam


Os piscianos podem parar de chorar de medo de virarem aquarianos. Podem, mas não vão: continuam as manteigas derretidas de sempre. Seu signo não mudou, como não mudou nenhum dos demais onze signos do zodíaco. Uma entrevista de um astrônomo a um pequeno jornal do interior dos EUA esta semana foi reproduzida na internet de forma rápida e prolífica, até que alguns dos principais veículos de comunicação do mundo estampassem a bomba – o horóscopo mudou, existe um novo signo e tudo que você achava sobre sua personalidade pode ser mentira.
Os signos continuam os mesmos de sempre

 A história, na verdade, é uma velha rixa entre astrônomos e astrólogos. O astrônomo norte-americano Parke Kunkle afirmou em entrevista ao jornal Minneapolis Star Tribune que, por causa da atração gravitacional que a Lua exerce sobre a Terra, o alinhamento das estrelas foi empurrado por cerca de um mês. Isso significaria que os períodos de cada signo não seriam mais os mesmos; ou seja, alguém que viveu sempre como Câncer poderia passar a ser Gêmeos. Além disso, ele propôs a criação de um 13º signo, o Serpentário.
“O complicado é quando os pesquisadores resolvem se apoiar nessa descoberta astronômica para dar palpite sobre uma área que eles desconhecem: a astrologia”. 
“É sempre a mesma coisa. A gente desmente centenas de vezes e eles (os astrônomos) vêm com provocação”, faz coro o presidente do Sindicato dos Astrólogos do Estado de São Paulo, Antonio Facciollo Neto.
O vice-presidente do Sindicato dos Astrólogos do Estado de São Paulo, Amauri Magagna, concorda. “Este ‘novo zodíaco’ que o astrônomo propõe não tem nada de novo”, diz. “Ele é chamado pelos astrólogos de ‘zodíaco sideral’ e se baseia nas constelações e na precessão dos equinócios. O zodíaco que usamos é o ‘zodíaco trópico’, e se baseia, astronomicamente falando, nos pontos em que a trajetória do Sol cruza a linha do equador ou, falando de outra forma, se baseia nas estações do ano, onde o início da Primavera no hemisfério norte (Outono no hemisfério sul) corresponde ao início de Áries”.
E as mudanças?
Isso não quer dizer que o céu seja imutável. Quer dizer que o zodíaco como o conhecemos segue outras regras. “No sentido do zodíaco trópico essas mudanças não influenciam. Enquanto houver as quatro estações do ano, vai ser igual. É como um transferidor em que você tem demarcadas 12 áreas de 30 graus, que são os signos”, afirma Antonio Facciollo Neto, presidente do Sindicato dos Astrólogos do Estado de São Paulo. “A noção que a astrologia tem de zodíaco não tem nada a ver com a que a astronomia tem. O zodíaco da astrologia tem a ver com o ciclo vital. Começamos sempre a contagem no começo da primavera do hemisfério norte”.
Mas se existem dois zodíacos, podemos escolher qual seguir? Não é bem assim. Antonio Facciollo Neto, presidente do Sindicato, afirma que usar um zodíaco baseado em estrelas não serve para horóscopos e mapas individuais, por exemplo, mas é útil quando se pensa em transformações maiores e mais longas, como mudanças históricas.
“O zodíaco sideral tem influência sobre a história da humanidade como um todo. Só que transformar em um zodíaco para orientar pessoas é um desastre, porque as constelações tem tamanhos diversos”, explica Antonio. “Ele é muito importante na pesquisa histórica, para assuntos coletivos, história da humanidade, grandes migrações”.
Para Antonio, é mesmo uma questão de velhas rixas. “A diferença é que a astronomia é quantitativa. Mas a astrologia é qualitativa, pesquisa a qualidade de cada influência. Essa briga é muito antiga”.

Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei

Salve a Bahia!



BAIANOS

SALVE O GRANDE CRUZEIRO DA BAHíA.. MEU PAI..!

Durante muitos anos a linha dos baianos foi renegada e os trabalhos feitos com ela eram vistos com restrições. Dizia-se que por não ser uma linha diretamente ligada às principais, era inexistente, formada por espíritos zombeteiros e mistificadores.
Aos poucos eles foram chegando e tomando conta do espaço que lhes foi dado pelo astral e que souberam aproveitar de forma exemplar.
Hoje se tornaram trabalhadores incansáveis e respeitados, tanto que é cada vez maior o número de baianos que está assumindo coroas em várias casas. A alegria que essa gira nos traz é contagiante. Os conselhos dados aos consulentes e médiuns demonstram uma firmeza de caráter e uma força digna de quem soube aproveitar as lições recebidas. Actualmente já temos o conhecimento de que fazem parte de uma sublinha e nessa designação podem vir utilizando qualquer faixa de trabalho energético, ou seja, podem receber vibrações de qualquer das sete principais.
Têm ainda um trânsito muito bom pelos caminhos de exu, podendo trabalhar na esquerda a qualquer momento em que se torne necessário.
Cientes dessa valiosa capacidade, nós dirigentes, sempre contamos com eles para um desmanche de demanda ou mesmo sérios trabalhos em que a magia negra esteja envolvida. Com eles conseguimos resultados surpreendentes.
Quando se fala na Baía, nossos pensamentos são imediatamente remetidos para uma terra de espiritualidade e magia. O povo baiano é sincrético e ecumênico ao extremo, nada mais natural que sejam escolhidos para essa homenagem de lei que é como se deve ver a questão. Vale ainda lembrar que nem todos os baianos que vêm à terra realmente o foram em suas vidas passadas, esses espiritos agruparam-se por afinidades fluídicas e dentre eles há múltiplas naturalidades.


O Baiano representa a força do fragilizado, o que sofreu e aprendeu na "escola da vida" e, portanto, pode ajudar as pessoas. O reconhecido caráter de bravura e irreverência do nordestino migrante parece ser responsável pelo fato de os baianos terem se tornado uma entidade de grande freqüência e importância nas giras paulistas e de todo o país, nos últimos anos. 
Os baianos da Umbanda são pouco presentes na literatura umbandista. Povo de fácil relacionamento, comumente aparece em giras de Caboclos e pretos velhos, sua fala é mais fácil de se entender que a fala dos caboclos.
Conhecem de tudo um pouco, inclusive a Quimbanda, por isso podem trabalhar tanto na direita desfazendo feitiços, quanto na esquerda.
Quando se referem aos Exus usam o termo "Meu Cumpadre", com quem tem grande afinidade e proximidade, costumam trazer recados do povo da rua, alguns costumam adentrar na Tronqueira para algum "trabalho". Enfrentam os invasores (kiumbas, obsessores) de frente, chamando para si toda a carga com falas do gênero "venha me enfrentar, vamos vê se tu pode comigo". Buscam sempre o encaminhamento e doutrinação, mas quando o Zombeteiro não aceita e insiste em perturbar algum médium ou consulente, então o Baiano se encarrega de "amarrá-lo" para que não mais perturbe ou até o dia que tenha se redimido e queira realmente ser ajudado. Costumam dizer que se estão alí "trabalhando" é porque não foram santos em seu tempo na terra, e também estão alí para passarem um pouco do que sabem e principalmente aprenderem com o povo da terra.
São amigos e gostam de conversar e contar causos, mas também sabem dar broncas quando vêem alguma coisa errada.
Nas giras eles se apresentam com forte traço regionalista, principalmente em seu modo de falar cantado, diferente, eles são "do tipo que não levam desaforo pra casa", possuem uma capacidade de ouvir e aconselhar, conversando bastante, falando baixo e mansamente, são carinhosos e passam segurança ao consulente que tem fé. 
Os Baianos na Umbanda são "doutrinados", se assim podemos dizer, apresentando um comportamento comedido, não xingam, nem provocam ninguém.
Os trabalhos com a corrente dos Baianos, trazem muita paz, passando perseverança, para vencermos as dificuldades de nossa jornada terrena.
A Entidade pode vir na linha de Baianos e não ser necessariamente da Bahia, da mesma forma que na linha das crianças nem todas as entidades são realmente crianças.
Os Baianos são das mais humanas entidades dentro do terreiro, por falar e sentir a maioria dos sentimentos dos seus consulentes. Talvez por sua forma fervorosa de se apresentar em seus trabalhados no terreiro, aparentem ser uma das entidades, mais fortes ou dotadas de grande energia (e na verdade são), mas na umbanda não existe o mais forte ou fraco são todos iguais, só a forma do trabalho é que muda.
Adoram trabalhar com outras entidades como Erês, Caboclos, Marinheiros, Exus, etc.
São grande admiradores da disciplina e organização dos trabalhos.
São consoladores por natureza e adoram dar a disciplina de forma brusca e direta diferente de qualquer entidade.
AUTOR:
                 Pai Pedro de Ogum
 

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Caboclo Guaracy de Oxossi



Salve o Caboclo Guaracy de Oxossi



" Que a luz divina esteja presente todos os dias após dias na vida de cada filhos e filhas do Pai Guaraci "



Como são espíritos da mata propriamente dita, todos recebem forte influência de Oxossi, no sentido apenas do conhecimento químico das ervas, independente do Orixá que trabalhe.
As entidades são nossos guias espirituais, são elas que orientam, aconselham, nos trazem uma palavra amiga, quando mais necessitamos. São nossos mentores, são espíritos que já viveram na terra a milhares de anos, e que por algum motivo especial voltam através da incorporação para uma evolução.

Quanto à descrição do Caboclo GUARACY é uma coisa muito particular, de médium para médium, é coisa que não se aprende, pois se fosse assim não seria a entidade manifestando-se, não adianta falar, pois cada médium sente a vibração de forma diferente.
Enfim, o importante é procurar trabalhar e deixar que as entidades atuem da forma que elas acharem conveniente porque com certeza elas nos conhecem melhor do que nós próprios pensamos que nos conhecemos...

PEDIDOS AO PAI GUARACI

Todos os Pedidos serão colocados nos pés do Pai Guaraci.
E assim com a benção de Oxalá e meu Pai Ogum e a Força deste Caboclo Maravilhoso seus pedidos serão atendidos.
Mutumbá Axé Meu Pai Guaraci

Obs.: NÃO Faça pedidos sem razões!!! Axé

MEU PAI GUARACI MUTUMBÁ AXÉ ATENDA AOS PEDIDOS DOS SEUS FILHOS E FILHAS

Pra quem admira, respeita e ama este caboclo de luz...

Caboclo Guaraci...em tupi significa Sol ou Pena da cor do Sol

Guaraci ------------------------ intermediário para Ogum

LENDA

SOL E LUA

Guaraci e Jaci se apaixonaram
Por dois papagaios encantados
História lendária de paixão
Que conquistou meu coração

Sol... Lua
Não podia a mesma oca habitar
O Sol ofusca o brilho do luar
Então acharam a solução

Resolveram então se separar
Essa é a história do Sol e da Lua
Lenda de encantos e magias
História, inspiração e poesia
Dos astro que flutuam noite e dia

Jaci, é quem de dia vai descansar
Para poder a noite enluarar

Okê Caboclo, Okê!

Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei

Hoje, 20 de Janeiro, Dia de nossos Queridos Caboclos e Oxossi

PRECE A OXOSSI

Oh caçador! Guerreiro de uma única flecha. Rei das Matas, Rei da Umbanda. Pai da Inspiração e da Esperança, daí-me as bênçãos da prosperidade e inspira-me os pensamentos do bem.Ajuda-me no sustento da minha fé; a fim que possa cumprir com minhas obrigações e meus deveres neste mundo.Indica-me com sua flecha sagrada os verdadeiros caminhos da prosperidade.
OKÊ, ARÔ!
BAMBI Ô CLIM
OXOSSI.
__________________________________________

Oração ao Pai Oxóssi

Meu pai Oxóssi!

Vós que recebestes de Oxalá o domínio das matas, de onde tiramos o oxigênio necessário á manutenção de nossas vidas durante a passagem terrena, inundai os nossos organismos coma vossas energia, para curar de nossos males!

Vós que sois o protetor dos caboclos, dai-lhes a vossa força, para que possam nos transmitir toda a pujança, a coragem necessária pra suportarmos as dificuldades a serem superadas!

Dai-nos paz de espírito, a sabedoria para que possamos compreender a perdoar aqueles que procuram nossos Centros, nosso guias, nossos protetores, apenas por simples curiosidade, sem trazerem dentro de si um mínimo da fé.

Dai-nos paciências para suportarmos aqueles que se julgam os únicos com problemas e desejam merecer das entidades todo o tempo e atenção possível, esquecendo-se de outros irmãos mais necessitados!

Dai-nos tranqüilidade para superarmos todas as ingratidões, todas as calúnias!

Dai-nos coragem para transmitir uma palavra de alento e conforto aqueles que sofrem de enfermidades para quais, na matéria, não há cura!

Dai-nos força para repelir aqueles que desejam vinganças e querem a todo custo magoar seus semelhantes!

Dai-nos, enfim, a vossa proteção e a certeza de que quando um caboclo, num gesto de humildade, baixar até nós, ali estará a vossa vibração!

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Sabão da Costa ou Sabão da África conheça sobre ele

Sabão da Costa ou Sabão da África


Este sabão e também o sabão de coco, são muito utilizados por sacerdotes africanos nos banhos antecedentes ao banhos de ervas, purificando assim o corpo mediúnico retirando as impurezas espirituais, muitos terreiros solicitam que o filho tome banho com estes produtos antes de efetuar qualquer trabalho espiritual.


Vamos conhecer agora um pouca da história do Sabão da Costa.

Por volta do início do século XVI (1501), navegadores ibéros, senhores dos 7 mares, passaram a designar toda a Costa Atlântica AFRICANA e seu interior imediato como COSTA e o que dali procedesse como DA COSTA. sabao-da-costa

Segundo relatos da época, de Cronistas e Viajantes portugueses, o SABÃO DA COSTA era importado pelo Brasil desde pouco depois de 1620.

Era o preferido dos escravos e libertos. Ele era oriundo de uma área entre GANA e CAMARÕES, e principalmente da NIGÉRIA, da República do BENIM e do TOGO.

Há praticamente 400 anos, garantem relatos de Cronistas e Viajantes da época, o Brasil importava um SABÃO DA COSTA da África que era usado por escravos e libertos.

Por que SABÃO DA COSTA ?
Porque é antigo. A palavra SABONETE é incorporada ao português somente na virada para o século 19 quando no Brasil “tudo” era “francês” e o “SAVONETE” dos franceses é aportuguesado. Antes disso era SABÃO mesmo. Mesmo os franceses continuam dizendo SAVON, os espanhóis dizem JABÓN (RABÓN) e os ingleses SOAP (SOLP) e portanto não deveria haver esse tipo de ‘distinção’.
O SABÃO DA COSTA mantém o nome SABÃO por uma questão de tradição.
O SABÃO DA COSTA é um sabão sólido, de cor parda-escura tendendo a preta, feito com ervas medicinais (nó de pinho, óleo de côco, benjoin, juá, etc) e além de ser usado prá descarrego promove uma profunda limpeza corporal sempre que usado normalmente durante o banho, combate a caspa, cravos, espinhas, manchas escuras, coceiras e fungos do couro cabeludo além de controlar o mau cheiro produzido pelo suor.

Oxé dudu era o nome dado pelos africanos ao sabão da costa.
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Mandingas o que fazer para se proteger

“Quem não pode com mandinga não carrega Patuá”

Mandinga só pega em pessoa frágil, pessoa que não está sintonizada com seus protetores.

Mandinga = Povo de uma tribo na costa africana onde hoje é a Etiópia
Existe uma ligeira confusão de que a palavra Mandinga trata-se de feitiço, o porquê desta confusão, é em virtude da seguinte e celebre frase: “quem não pode com Mandinga Não carrega Patuá”. Patuá
Então vamos lá, no tempo da escravidão uma variedade de escravos de etnias diferentes foram trazidos ao nosso continente entre eles “Os mandingas”, quem eram negros do continente Africano no lado oriental da áfrica.
Este negros tinham como religião a mulçumana, que se baseia no alcorão, eram instruídos e sabiam ler e escrever na língua arábica e cumpriam a risca os mandamentos do alcorão: rezar virado pra Meca seis vezes ao dia, etc.… também eram submissos aos seus patrões, pois entediam que deveriam cumprir o destino a eles destinado por Alá… assim ganhavam a confiança dos feitores das fazendas e tinham mais liberdades que os outros escravos e eram sempre galgado ao posto de Capitão do mato, posto este que lhe davam o direito de caçar negros fujões.
Estes “Mandingas” carregam uma pequena bolsa de pano pendurado ao pescoço que davam o nome de “Patuá”, e dentro dessa pequena bolsa havia uma página do alcorão, para que o mesmo pudesse fazer a oração diária… os negros observam que quando fugia um “Mandinga” e era encontrado por um capitão do mato também “Mandinga” nada acontecia com o mesmo, então esses negros passaram a fazer um pequeno saco igual aos dos mandingas e carregarem ao pescoço e quando fugiam imaginavam eles que nada lhes aconteceria, mas ledo engano… um mandinga quando encontrava outro abria o saco retirava a folha do Alcorão e lia o texto, ai o bicho pegava… os outros negros não sabiam ler e colocavam dentro do patuá uma folha de papel qualquer, o Mandinga se revoltava e irado com o ocorrido não contava tempo matava o negro Fujão… daí advêm a celebre frase acima “quem não pode com mandinga não carrega patuá”


Faça sempre uma oração de proteção ao dormir, seus pensamentos serão imantados por toda noite e no dia seguinte peça proteção ao seu Santo ou Orixá protetor, utilize nas orações sempre um copo de água ao qual você imantará com sua oração, depois beba e sirva a quem você ama, pode também colocar em uma jarra ou filtro, assim será protegido Por seu anjo da guarda ou entidade de proteção espiritual.


Na proteção peça sempre em louvor a Oxalá, pois nada acontece sem sua permissão.

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Azeviche uma pedra curiosa

Azeviche


Muitas pessoas possuem esta pedra e não sabem sobre ela, por ser produzida a partir do carvão é uma condutora de energia muito forte, também consegue captar fluidos de energias negativas, como todas pedras devem ser lavadas periodicamente em agua corrente, eliminando as energias negativas carregadas.


Vamos conhecer sobre esta pedra. 
Azeviche: s.m. Carvão compacto usado como gema. O azeviche teve um uso muito difundido no império romano, que transportavam o produto da Inglaterra para Roma. Seu uso era muito associado ao luto e na confecção de objetos esotéricos, como a figa de azeviche, que servia, no pensar das romanas, para afastar as serpentes.figa-azeviche

De dureza 2 a 2,5 e textura muito fina e compacta, o azeviche apresenta um aspecto negro aveludado com polimento e se presta para trabalhos de escultura. Pode conter fósseis e pirita, originada da reação do enxôfre vegetal com o ferro. No século XIX o azeviche foi muito usado na joalheria de luto. Hoje seu uso é restrito a certos círculos esotéricos.

Tal como o âmbar, o azeviche quando atritado por um pano adquire eletricidade estática, podendo atrair pedaços de papel.

Por ser uma material de origem orgânica (Não é mineral) o azeviche pode se ressecar e ficar tomado por rachaduras.

Produtores: É produzido em muitas partes do mundo, onde ocorre jazidas de carvão. Em Whitby, North Yorkshire, Inglaterra, ocorre um azeviche que pode conter inclusão de amonitas, com os quais se pode preparar belas jóias.”
Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei

Dicionário da Umbanda e Candomblé


A
ABAÇÁ - Templo, tenda, terreiro de Umbanda.
ABACÊ (ABÁ) - Cozinheira que prepara as comidas de Santo, no culto Gegê. Cozinheira(o) que conhece e prepara as comidas dos Orixás. Cozinheira do culto.
ABADÁ - É o nome dado a uma túnica larga e de mangas compridas, usada nos terreiros pelos homens.
ABALÁ - Comida muito semelhante ao acarajé.




ABAÔ - Quer dizer um iniciando do sexo masculino, desenvolvendo-se mediunicamente no terreiro de Umbanda.
ABARÁ - Comida dos pretos africanos como seja bolo de feijão, que vem enrolando em folha de bananeira.
ABEDÊ - É o leque de Oxum, quando feito de latão.
ABÔ dos AXÉS - Água contendo ervas maceradas, não cozidas, e sangue de animas sacrificados no terreiro de Candomblé. (na Umbanda não se utiliza sangue nos rituais).
ABRIR A GIRA - Significa o início ou abertura dos trabalhos nos terreiros de Umbanda.
ABROQUE - É um manto usando somente pelas mulheres durante uma sessão.
ACAÇÁ - Comida originária da África, com aparência de bolo de angu de arroz.
ACARAJÉ - Comida de santo feita na base de feijão fradinho com pimenta malagueta e outros temperos. Comida de Iansã.
ACENDE CANDEIA - Planta muito utilizada para banhos conhecida também como Candeia-Mucerengue.
ACHOCHÔ - Nome dado à uma comida de Oxossi.
ADARRUM - É o toque feito seguidamente pelos atabaques quando da invocação dos protetores para incorporarem nos mediuns.
ADEJÁ (ADJÁ) - É uma campainha (sino) usada nas cerimônias de terreiro. Sino de alumínio ou cobre de três bocas.
AGÔ - Significa pedir licença ou permissão, em outros momentos em que este termo traduz perdão e proteção pelo que se está fazendo.
AGURÊ - Toque em ritmo muito lento para chamar Iansã.
AGODÔ (OGODÔ) - Uma qualidade de Xangô.
AGONJÚ (AGANJU) - Um dos doze nomes de Xangô conhecidos no Brasil.
AIA - Toalha branca para uso em terreiro.
AIOCÁ - Referente a Iemanjá e ao fundo do mar. Ver AIUKÁ.
AIUKÁ - Fundo do mar. Também se diz os domínios de Iemanjá (Rainha do Aiuká).
AJUCÁ - É a festa da Cabocla Jurema entre os capangueiros. Nessa festa há defumações no terreiro, bebidas e comidas, tudo com a finalidade de duplicar a proteção no terreiro e gerar mais fartura nas casas dos filhos de fé.
ALDEIA - Povoado de índios. Tratando-se de terreiros, esta palavra quer dizer a moradia dos espíritos de caboclos na Aruanda.
ALGUIDAR - Bacia de barro usada para entregas, ascender velas, deposito de banhos, entrega de comidas e defumação. Vasilha de barro onde se coloca comida votiva.
AMACI (AMASSI) - Batismo na Umbanda. Líquido preparado com o suco de diversas plantas, não cozidas, e que tem muita aplicação na firmeza de cabeça dos médiuns. O principal banho para a o ritual da "lavagem de cabeça". (ritual equivalente a raspagem de cabeça no Candomblé e ao batismo na Igreja Católica).
AMACI-NI-ORY - Líquido preparado de folhas sagradas, maceradas em água. É destinado a banhar a cabeça dos médiuns. Cerimonia da lavagem (feitura) de cabeça dos médiuns.
AMALÁ - Comida de Santo. Também se denomina a todo ritual que o umbandista ao manipular alimento deve dispensar atenção, amor e especial carinho, fazendo por completo a Homenagem ao Orixá. "Dar de comer ao Santo".
AMOLOCÔ - Comida de Oxum.
AMPARO - Chicote sagrado usado especialmente para afastar espíritos atrasados e maléficos.
ANGOMBA - É a designação para um segundo atabaque.
APARELHO - Médium. Designa a pessoa que serve de suporte para a “descida” da entidade do médium.
ARAUANÃ - Dança ritual africanista para quebrar demandas e trazer alegrias.
ARIAXÉ - Banho preparado com ervas e folhas. Esse banho consta mais de 21 diferentes espécies de vegetais. Preparado somente pelo próprio chefe de terreiro.
ARIMBÁ - Pote de barro para guardar o azeite-de-dendê.
ARIPÓ - Panela muito semelhante ao alguidar de barro.
ARUANDA - Céu, Paraíso, Nirvana ou Firmamento significam a mesma coisa, isto é, a moradia daquele que é Criador de todos os mundos e de todas as coisas. Plano Espiritual Elevado.
ARUÊ - Saudação a Exu (Aruê- Exu ou Laroiê Exu} - termo também usado para espíritos desencarnados.
ASSENTAMENTO DE ORIXÁ - E o lugar no pegi onde é colocada a representação de Orixá, ou do seu fetiche, ponto riscado, etc.
ASSENTO - Termo utilizado para um local preparado para um Orixá ou Exu. Santuário exclusivo.
AXÉ - Força invisível, mágica e sagrada. É a força mágica do terreiro representada pelo segredo composto de diversos objetos pertencentes as linhas e falanges. Força bendita e divina. Poder que emana dos Orixás.
AXEXÊ - Cerimônia fúnebre iorubana. Semelhança com a missa de 7º dia católica.
AXOGUM - Nome dado ao encarregado de sacrificar animas quando não é feito pelo Chefe do Terreiro. Muito comum nos cultos de candomblé nagô.
AZÊ - Capuz de palha. Ornamento da roupa de Omulú.
AZEITE-DE-DENDÊ - Óleo baiano extraído do dendezeiro, sendo muito utilizado na culinária dos Orixás.
B
BABÁ - Termo que entra em grande número de palavras, com diferentes significados. No sentido de pai, compõe o nome de diferentes sacerdotes como: Babalorixá - Babaojê - Babalaô - Babalossain... Chefe feminino nos templos de umbanda (Mãe de Santo);
BABALAÔ - Guardião que possui a chave do mistério. Pai-de-Santo. Chefe de terreiro. (baba = pai - laô = completo, tudo = "um pai para tudo"). Títulos de Orixá nos candomblés.
BABALORIXÁ - Chefe masculino de terreiro; Sacerdote de Candomblé; ou de Umbanda (a Umbanda também usa = Babalaô). Denominado popularmente “Pai-de-santo”. Pessoa que dirige todos os trabalhos no Terreiro (administrativo e sacerdotal). Orienta a vida espiritual dos médiuns, filhos de fé e assistência do Terreiro.
BABUGEM - Restos de comidas e bebidas que sobram no terreiro.
BACURO DE PEMBA - Filho de Santo.
BAIXAR - Termo que quer dizer incorporação das Entidades/Orixás nos médiuns. Esse termo designa que toda entidade que vem do Céu (Plano Astral Superior), ou seja, da Aruanda, baixe das alturas para a Terra.
BALANGANDÃ - Enfeites e ornamentos. Podem também ser amuletos.
BALÊ - Casa dos Espíritos mortos (desencarnados).
BAMBA - Temível, valente.
BANDA - Termo utilizado para designar a linha espiritual a qual pertence determinada Entidade. Lugar de origem de entidade.
BANHO DE DESCARREGO - Banho preparado com ervas sagradas, de acordo com o Orixá de cada indivíduo, para purificar o perispirito e afastar vibrações negativas. (Obs.: É tomado, após o banho de asseio, apenas do pescoço para baixo, só na parte da frente do corpo).
BARRACÃO - Termo usado pelos leigos para designar o local da prática ritual. Terreiro.
BASTÃO-DE-OGUM - Espécie vegetal de espada-de-São-Jorge.
BATER-CABEÇA - Reverenciar. Ritual que quer dizer cumprimentar respeitosamente e humildemente. Abaixar-se aos pés do Congá (altar) ou de uma Entidade tocando com a testa ou cabeça no chão. Representa respeito e humildade.
BATER PARA O SANTO - Tocar os atabaques com o ritmo peculiar a determinado Orixá.
BEJA - Cerveja branca.
BENTINHO - Escapulário que traz pendurado no pescoço e contém orações, rezas e figuras de santos. Patuá.
BETULÉ - Machado feito de pedra e bambu para Xangô.
BILONGO - Amuleto muito usado por caçadores para proteção
BOLAR NO SANTO - Início incompleto de transe que ocorre com os médiuns sem preparo ou iniciantes. Animismo.
BOMBO-GIRA - O mesmo que Pomba-Gira. Denominação de Pomba-Gira em Congo. Exu mulher.
BORÍ - Ato cerimonial no qual o filho de santo oferece sua cabeça ao Orixá. Cabeça.
BOTAR NA MESA - Atendimento ao consulente através de oráculo. Baixar cartas (Tarot).
BURRO - Termo usado pelos exus incorporados para designar o médium. Calunga Grande - Mar - Oceano.
C
CABAÇA - Vasilha feita do fruto maduro do cabaceiro depois de retirado o miolo. Utilizado também como moringa de bebida (água) e para fazer cuias de chimarrão.
CABAIA - Assim é denominado uma túnica de mangas largas utilizada por médiuns e/ou cambones.
CABEÇA-FEITA - Médium que já passou pelo ritual do Amaci. Denominação do médium desenvolvido, já cruzado no Terreiro, com seu Orixá de Pai-de-cabeça definido.
CAIR NO SANTO - Transe mediúnico de quem ainda não está preparado para incorporar.
CALUNGA PEQUENA - Cemitério
CALUNGA GRANDE - Oceano, mar.
CAMBONO (CAMBONE) - Auxiliar de Médiuns de Incorporação e o Servidor dos Orixás. O cambone é o médium que auxilia o consulente (leigo) a entender as Entidades. Auxiliar de culto.
CAMOLETE - Lenço branco de tamanho grande colocado na cabeça dos médiuns durante alguns rituais. Pano-de-cabeça.
CAMUCITÊ - Nome dado ao altar, Congá - Pegi.
CANJIRA - Lugar onde são realizadas danças religiosas. Curimba no meio do Terreiro.
CANZUÁ (CAZUÁ de QUIMBÉ) - Designações no Candomblé para o Terreiro - casa de culto - tenda espiritual - local.
CAPANGUEIRO - Termo usado no sentido de companheiro (Umbanda). Comprador de diamantes em pequenas porções. Denominação dada ao capanga, pequeno avental com o qual os diretores ou grandes iniciados do Toré participam do ritual de cura ou culto ameríndio, comum no Nordeste brasileiro.
CARICÓ - Templo, Terreiro.
CARREGADO - Pessoa que está com vibrações espirituais maléficas causadoras de sintomas como mal-estar, medo sem causa, etc.
CARURUTO - Charuto.
CATERETÊ - Designação de um ritual espírita do Estado do Maranhão
CATULÁ - Anular um trabalho de magia negra.
CAVALO - Médium dos Guias de Umbanda. Pessoa que serve de suporte para os orixás ou entidades.
CENTRO - terreiro, tenda de Umbanda, cazuá.
CHEFE DE CABEÇA - É um dos nomes como é designado o Guia-Chefe do médium de terreiro que tenha sido desenvolvido e cruzado no mesmo. Pai de cabeça.
COISA FEITA - Quer dizer trabalho feito para levar o mal a alguém, despacho maléfico, feitiço, bruxaria.
COITÉ (COETÊ) - Fruto do coitezeiro - seco ou partido com o meio pintado por dentro e por fora (cuia). Alguns usam coco, outros cabaça.
CONGÁ (Gongá ou Congar) - A palavra gongá é de origem banto, é utilizada no ritual de Umbanda para denominar o "altar sagrado" do Terreiro. Este altar é composto de imagens de santos católicos, caboclos, pretos-velhos e outras.
COMPADRE - Designação para Exu.
CORPO FECHADO - Nenhum espírito maléfico pode incorporar no médium, ou nenhum espírito pode trazer o mal a pessoa que tem o corpo fechado.
CORREDOR DE GIRAS - Freqüentador que passa por vários terreiros, sem ter firmado compromisso espiritual com nenhum deles.
CREDO-EM-CRUZ - Creio na cruz. Interjeição que traduz espanto, admiração ou repulsa.
CURIAR - Comer ou beber.
CURIAU - Comida de Santo, despacho.
CURIMAR - Cantar. Entoar pontos cantados.
CURIMBA - Dança do Orixá ou Entidade no meio do Terreiro. Conjunto de instrumentos musicais do terreiro. Os instrumentos que compõe a curimba: atabaques, tambor, agogôs, chocalhos, berimbau, violões, etc. Curimba é a orquestra de um terreiro.
CURIMBAR - Dançar cantando.
CURUMIM - Do tupi Kurumí - menino.
D
DAR FIRMEZA AO TERREIRO - Riscar ponto na porteira, sob o altar, defumar, cantar pontos, etc. São feitas antes de uma sessão, para afastar ou impedir a entrada de más influências espirituais.
DAR PASSAGEM - Ato do orixá ou guia deixar o médium para que outra entidade nele se incorpore.
DAR PASSES - Axé da entidade transmitido através do médium incorporado. Emitir vibrações que anulem as más influências e mazelas sofridas pelos consulentes através de feitiço, olho gordo, inveja, etc. Abrir os caminhos do consulente através do Axé do Orixá.
DECÁ - Bracelete ritual que o filho-de-santo recebe após sete anos de sua primeira saída da camarinha no Candomblé.
DEMANDA - Desentendimento.
DANDÁ - Vegetal, espécie de capim, que exsuda um odor, muito usado em trabalhos, como banho e defumações em ritual de Umbanda.
DANDALUNDA - Outro nome dado a Janaína, Iemanjá, ou Mãe Dandá.
DAR COMIDA AO SANTO - Entrega, agrado, oferecimento de alimentos aos Orixás com o objetivo de receber Axé em troca. (Ver Amalá).
DESCARGA - Ação para afastar do corpo de alguém, ou de um ambiente, vibrações negativas ou maléficas por meio de: banhos, passes, defumação, queima ou pólvora e etc.
DESCARREGAR - Livrar alguém de vibrações maléficas ou negativas.
DESCARREGO - O mesmo que descarregar. Despachar restos de vela, pontas de charuto e demais sobras do trabalho da entidade em local adequado.
DESCER (DESCIDA) - Ato de orixá ou entidade incorporar. Quando as Entidades Espirituais vão incorporar no médium.
DESENCARNAR - Ato do espírito da pessoa deixar o corpo – morrer.
DESENVOLVIMENTO - Treino do iniciado nos trabalhos espirituais visando seu aperfeiçoamento mediúnico e pessoal. Aprendizado dos iniciados para melhoria de sua capacidade mediúnica; com a finalidade de incorporação de entidades.
DESMACHE - Espécie de muleta usada em alguns terreiros como instrumento de Xangô
DESMANCHAR TRABALHOS - É tornar livre uma pessoa dos efeitos de trabalho de enfeitiçamento, como também beneficiar alguém que tenha sido vítima de magia negra.
DESPACHAR - Entregar ao Orixá o que é do Orixá. Despachar também é um termo usado para tudo que é sagrado, seja comida de santo, seja qualquer objeto sacro seja entregue num local adequado a cada Orixá.
DESPACHO - Trabalho entregue para anular um feitiço, desmanchar trabalhos de magia negra.
DIA DE OBRIGAÇÃO - É o dia de sessão quando os médiuns e os consulentes observam certos atos do ritual umbandista e cumprem tudo quanto lhes é determinado pelos Guias.
DILONGA - Prato que representa uma das ferramentas, ou melhor, um dos utensílios de Ogum.
DOBALÊ - É assim chamada a saudação dos médiuns que possuem guias femininos.
DOLOGUM (DILOGUM) - Guia com 16 fios.
E
EBAME (EBAMI) - Filha de Santo com mais de 7 anos.
EBI - Serpente que é representada por um ferro retorcido, fazendo parte da ferramenta de Xangô, colocada junto com o machado.
EBIANGÔ - Planta muito usada pelos negros em amuletos e que é tida como portadora de virtudes mágicas, como por exemplo, afastar espíritos maléficos.
EBIRI - Símbolo de Oxumaré.
EBÔ - Despacho. Presente para Exu. Oferta que se oferece em encruzilhadas ou em qualquer outro local.
EBÓ - Líquido com vários vegetais não fermentados, sendo preparado para diversos casos: Banhos, banhos para a cabeça, limpeza de ambiente, etc.. Cada ebó tem um preparo diferente para cada situação diferente. Antes de ser usado, é benzido por um Guia.
EBOMIM - Designação do médium feminino quando conta mais de 7 anos desenvolvimento.
EGUNGUN - Materialização de encarnados. Aparição. Evocação de Ancestrais e Espíritos Protetores.
EGUN - Nome genérico dos espíritos dos mortos (desencarnados).
EGUNS - Espíritos desencarnados. Almas.
EJILÉ - Pomba que é destinada ao sacrifício com a finalidade de ser empregada em algum trabalho.
EKEDI (EQUÉDE) - São as auxiliares femininas das Mães-Pequenas. Ekedis não incorporam, mas tem autoridade sobre as Entidades como uma Mãe Pequena.
ELEDÁ - Anjo da Guarda.
ELEGBÁ - Espírito Maléfico. Entidade que trabalha somente com Magia Negra.
ENCANTADO - Ser que não morreu, foi arrebatada.
ENCOSTO - Espírito de pessoas mortas. Que se junta a uma pessoa viva, conscientemente ou não, prejudicando-a com suas vibrações negativas.
ENCRUZA - É o cruzamento dos caminhos, vias férreas, ruas, etc. Habitat de Exu.
ENCRUZAR (CRUZAR) - Ritual umbandista no início de um período ou sessão, consistindo em fazer uma cruz com a pemba na nuca, na palma da mão, na testa do médium e na sola do pé. Isso fecharia o corpo do médium e protegeria, fortificaria sua mediunidade e ajuda também a estabelecer uma ligação mais firme com os Guias Espirituais. No encruzamento dos médiuns é entonado um canto próprio para a ocasião
ENDÁ - Diz-se a coroa imaterial que acompanha o médium em desenvolvimento após a iniciação. Sinônimo de aura. Também é como os antigos chamavam os Babalorixás de Umbanda quando visitavam um outro terreiro e os ogãs puxavam a cantiga: "Saravá o Endá, Saravá Oxalá a coroa do Babá"
ENFORCADO - Ver espírito obsessor. Quiumba.
ENGIRA - O mesmo que gira – trabalho – sessão.
ENGOMA - Conjunto de instrumentos musicais usados no Terreiro. Atabaques.
ENTIDADES - Seres espirituais na Umbanda.
ERÊ - Espírito infantil. Criança.
ERÓ - Segredos e ensinamentos revelados aos médiuns e iniciados no terreiro em seu desenvolvimento.
ERUEXIM - Rabo de cavalo, espécie de espanador usado por Iansã
ESPIRITISMO DE LINHA - Designação dada a Umbanda e as sessões no terreiro.
ESPIRITISMO DE MESA - Sessão espírita Kardecista. Designação dada a Umbanda nas sessões de cura por médicos incorporados.
ESPÍRITO DE LUZ - Espírito com alto grau de evolução, superior e puro.
ESPÍRITOS OBSESSORES - Espíritos com muito pouco ou mesmo nenhum desenvolvimento, são entidades que se apossam das pessoas, fazendo-as sentirem doentes e prejudicando-as em todos os sentidos.
EXÊS - Partes dos animais sacrificados para serem oferecidos aos Orixás.
F
FALANGE - O mesmo que legião, conjunto de seres espirituais que trabalham dentro de uma mesma corrente (linha). Subdivisão das linhas de umbanda, cada uma com suas funções definidas e dirigidas por um “chefe” – espírito superior. Falange em Umbanda significa a subdivisão de Linhas onde cada falange é composta de um número incalculável de espíritos orientados por um Guia chefe da mesma.
FALANGEIRO - Espírito pertencente a uma determinada Falange.
FAZER MESA - Abrir a sessão, abrir a gira.
FAZER OSSÊ - Cerimonia semanal, no Candomblé, que consiste no oferecimento de alimento e/ou bebida preferida dos Orixás.
FECHAR A GIRA - Encerrar uma sessão ou uma cerimônia em que tenha havido formação de corrente vibratória. Encerrar os trabalhos no terreiro.
FECHAR A TRONQUEIRA - Ato de defumar e cruzar o terreiro - os quatro cantos do terreiro - evitando que espíritos perturbadores ou zombeteiros atrapalhem o culto.
FEITO - É o médium masculino desenvolvido dentro do terreiro.
FEITO DE SANTO - Iniciação do desenvolvimento de um médium.
FEITA(O) NO SANTO - Médium que teve o cerimonial de firmeza de cabeça por haver completado seu desenvolvimento mediúnico.
FILHO(A) DE FÉ - Designação do médium iniciante ou não. Denominação para adeptos da Umbanda.
FILHO OU FILHA DE SANTO - Médium que se submeteu a doutrina e todo ritual.
FIRMA - Peça central da guia utilizada pelos iniciados pendurada no pescoço durante as sessões, é colocada no ponto no qual a guia de proteção é amarrada/fechada.
FIRMAR - Concentrar-se para a incorporação.
FIRMAR ANJO DA GUARDA - Fortalecer por meio de rituais especiais e oferendas de comida votivas e orixá patrono do médium.
FIRMAR PORTEIRA - Riscar a entrada do templo, um ponto especial para protegê-lo de más influências ou fazer defumação na entrada. É a segurança para os trabalhos da sessão que será realizada.
FIRMAR PONTO - Cantar coletivamente o ponto (cântico) determinado pela entidade que vai dirigir os trabalhos para conseguir uma concentração da corrente espiritual. O Ponto Firmado pode ser apenas cantado como também riscado ou a combinação de ambos. Significa também quando o Guia dá seu ponto cantado e/ou riscado, como prova de identidade.
FIRMEZA - O mesmo que segurança, conjunto de objetos com força mística (axé); que enterrados no chão protegem um terreiro e constituem sua base espiritual.
FORÇA ESPIRITUAL - Poderes e conhecimento que um médium tem quando em transe e quando as entidades que o protege têm. Grande poder, são fortes e importante no mundo astral.
FUNDAMENTOS - Leis de Umbanda, suas crenças.
FUNDANGA - Pólvora.
G
GANGA - A palavra Ganga, na realidade "Nganga" palavra de origem Kimbundo significa mágico, feiticeiro ou vidente. Para os Angola-congolenses seria a denominação do chefe supremo, seria o mesmo que Tata ou o Grande Alufá. O nome Ganga denomina os chefes dos antigos terreiros cabindas.
GANZÁ - Instrumento musical.
GARRAFADA - Bebida preparada com a maceração de ervas em aguardente ou água.
GIRA - Sessão espírita com cânticos e danças para cultuar as entidades e Orixás. Corrente espiritual. Caminho.
CONGÁ (GONGÁ ou CONGAR) - Altar no qual os Santos católicos são sincretizados com os Orixás africanos. Altar principal de um Terreiro de Umbanda.
GUIA - Colar ritualístico especial para cada entidade, feito com miçangas de cristal e/ou de porcelana, da cor especial do Orixá ou Entidade Espiritual que representa e identifica.. GUIA Pode também significar o próprio Orixá, ou uma entidade espiritual, espírito superior. Alguns são os guias protetores do templo, outros do médium. Geralmente o guia do terreiro incorpora no dirigente espiritual do terreiro.
GUIA DE CABEÇA (GUIA DE FRENTE)- Orixá ou entidade principal do médium, seu protetor. Pai de cabeça.
H
HALO - Luminosidade que envolve um espírito de grande elevação. Aura. Auréola circular presente na cabeça de imagens de Santos e Anjos.
HOMEM DAS ENCRUZILHADAS (HOMEM DA RUA) - Exú.
HUMAITÁ - Do tupi-guarani: Hu = negro, ma = agora, itá = pedra – “a pedra agora é negra”. Relativo a Ogum, sua morada/reino.
HUMULUCU - Comida Africana feita de feijão fradinho, azeite-de-dendê e diversos temperos. Também conhecida como Omolocum.
I
IJEXÁ - Ritual africano. Os adeptos do Ijexá temem os mortos (eguns) e apressam-se em expulsá-los dos terreiros.
INCORPORAR - Entrar em transe, “receber” a entidade.
IORUBÁS (YORUBÁS) - Negros africanos que falam a linguagem Nagô.
IR PARA A RODA - Uma frase que traduz o desenvolvimento da mediunidade na corrente.
ITÁ DE XANGÔ - Pedra caída junto com o raio. Pedra de Xangô.
J
JABONAN - Assim chamada a auxiliar da Babá.
JACULATÓRIA - Oração curta. Reza resumida e fervorosa.
JACUTÁ - Denominação de altar. Casa do santo. No Candomblé é um título dado a Xangô que significa "lutar com as pedras". Esse nome também se refere ao 5º dia da semana Yorubá, no qual Xangô é cultuado.
JESUS - Oxalá.
JIBONAN - Designação do fiscal de trabalhos do terreiro.
JUNTÓ (AJUNTÓ) - Conjunto de forças dos Orixás.
JUREMA - Uma das caboclas de Oxossi, chefe de falange. Local onde todos os caboclos ficam espiritualmente. A Jurema é a cidade, o lugar, do mundo espiritual conhecido por Juremá.
JUREMÁ - Na Umbanda os Caboclos vem de Aruanda, no Catimbó eles vem do Juremá. O Juremá como no nosso mundo real, é composto de aldeias, cidades e estados ou reinados. Nestes estados e cidades moram os encantados, mestres e caboclos.
K
KANZUÁ (CANZOÁ ou CANZUÁ) - Vem do Kimbundo e significa literalmente cabana (cabaninha). No Brasil quer dizer Terreiro, salão, onde são realizadas as cerimônias, rituais afro-brasileiros, esta denominação é geralmente utilizada em terreiros bantos.
KAÔ - Saudação de Xangô. Salve! Viva!
KARDECISMO - Um dos pontos básicos em que se fundamentam todas as teorias espiritualistas. Decodificação do Espiritismo por Alan Kardec, de onde se origina o nome Kardecismo.
KARMA (CARMA) - Do sânscrito कर्म, transl. Karmam, e em pali, Kamma, "ação". É um termo milenar de uso religioso dentro das doutrinas budista, hinduísta e jainista, adotado posteriormente também pela Teosofia, pelo Espiritismo e por um subgrupo significativo do movimento New Age. A palavra expressa um conjunto de ações dos homens e suas consequências. É a conseqüência de vidas passadas, as quais dirigem a presente e organizam as futuras encarnações.
KAURIS - Búzios, utilizados no jogo do delogum. Outrora também serviram de dinheiro na Africa.
KIBANDA ou KIMBANDA - Ver Quimbanda.
KIUMBA (QUIUMBA) - Espírito maléfico e obsessor. Espírito atrasado e sem nenhuma luz. Zombeteiro. Encosto.
L
LAÇAR O COBRERO - É assim chamada a oração que se escreve com tinta em volta do "cobrero" para fins curativos.
LÁGRIMAS DE NOSSA SENHORA - Além do capim e da miçanga, assim também são conhecidas as contas de semente dessa planta para confecção de terços, guias e outros objetos. Bastante comuns nas guias de Pretos e Pretas velhos.
LANCATÉ DE VOVÔ - É o mesmo nome por que é conhecida a igreja Nosso Senhor do Bonfim, em Salvador - Bahia.
LAVAGEM DE CABEÇA - A lavagem de cabeça é feita derramando-se o Amaci (banho preparado especialmente para essa cerimônia) sobre a cabeça do médium, enquanto se entoa um ponto de caboclo. A confirmação do Guia de Cabeça verifica-se após a lavagem de cabeça, quando o Guia incorpora e risca seu ponto em frente ao Congá.
LEGIÃO - Exercício de seres espirituais, o mesmo que falange. Conjunto de seres espirituais de grande evolução, conjunto de espíritos elementares (exus) em evolução.
LEI DE UMBANDA - A crença da Umbanda e seus rituais.
LINHA - Faixa de vibração, dentro da corrente vibratória espiritual. Um Orixá também chamado protetor e que é chefe dos seres que vibram e atuam nessa faixa. Conjunto de falanges e que se subdivide uma faixa vibratória. Conjunto de representações (corporal, dança, cores, símbolos) e rituais (comidas, bebidas, dia da semana), etc.; de cada Orixá ou entidade. Conjunto de cerimônias rituais de determinado tipo. Ex. linha de Umbanda, linha branca, etc. União das falanges, sendo que cada um tem seu chefe.
LINHA BRANCA - Linha de Guias que não cruzam com a linha da esquerda.
LINHA CRUZADA - Ritual com influência de duas ou mais procedências. É quando se unem duas ou mais linhas com o fim de tornar mais forte um trabalho no terreiro. Normalmente esse cruzamento se dá com um guia da direita com um da esquerda.
LINHA DAS ALMAS - Corrente vibratória que congrega espíritos evoluídos.
LINHA DE CURA - Ritual que se ocupa mais com a cura física e espiritual do adepto.
LINHA DO ORIENTE - Congrega espíritos que viveram em povos do Oriente.
LÓ - Em Yorubá significa partir. Neste caso partir tem o sentido de desincorporar, ir para o além, se referindo mesmo a "cantar pra subir", o ato de o Orixá ou Entidade subirem.
M
MACAIA - Folhas sagradas. Local das matas onde se reúnem os terreiros.
MACAIO - Coisa ruim e sem nenhum valor.
MACUMBA - Termo antigo que se denominava aos cultos dos escravos nas senzalas. Candomblé, depois esse termo passou a ser vulgar e passou a nomear rituais de magia como o feitiço ou culto de feiticeiros. Antigo instrumento musical usado outrora nos terreiros afro-brasileiros. Nome (pejorativo) com que os leigos denominam “despacho” de rua e os rituais de Umbanda, Quimbanda e demais cultos afro-brasileiros.
MACUMBADO - enfeitiçado
MADRINHA - O mesmo que Mãe de Santo, Babá.
MÃE D´ÁGUA - Iemanjá.
MÃE de SANTO - Médium feminino chefe ou dirigente de terreiro, Madrinha, Babá.
MÃE PEQUENA - Médium feminina desenvolvida e que substitui a Mãe de Santo. Auxiliar das iniciadas (iaôs) durante o seu desenvolvimento mediúnico.
MALEME (MALEIME ou MALEMBE) - Pedido de socorro, de clemencia, de auxílio ou ajuda, de misericórdia. Podem vir em forma de canticos ou preces pedindo perdão. Pedido de perdão.
MANDINGA - Feitiço, encantamento, também praga rogada em voz alta.
MANIFESTAÇÃO - Quando o corpo do médium é tomado por um Guia. Conhecido também como transe mediúnico, incorporação.
MARACÁ - Do tupi mbaraká - chocalho usado em solenidades.
MARAFA (MARAFO) - Aguardente, cachaça. Bebida de Exú.
MATÉRIA - Corpo, parte material do homem, a mais afastada da pureza espiritual.
MAU OLHADO - Quebranto, feitiço. Doença ou mal estar causado por um olhar mau, invejado.
MÉDIUM - Pessoa que tem a Faculdade Especial de servir de intermediário entre o mundo físico e espiritual. Termo do Espiritismo, adotado pela Umbanda.
MESA BRANCA - Trabalhos no terreiro quando há incorporação apenas de médicos e enfermeiras.
MEISINHA - Despacho, mandinga, trabalho.
MIRONGA - Feitiço, segredo, feitiço feito pelos Espíritos Nagôs. Mistério.
MISTIFICAÇÃO - É o mais importante dos casos do falso espiritismo, pois constitui um recurso muito empregado por falsos médiuns, ou pessoas de má fé, com a vã finalidade de auferirem vantagens pecuniárias e aumentarem sua fama e sua vaidade.
MUCAMBA - O mesmo que cambone.
MUZAMBÊ - Forte, vigoroso.
N
NAGÔ - Nome dado aos escravos originários do Sudão, na África. Considera-se Nagô como a religião do antigo reino de Yorubá.
NIFÉ - Fé, crença na língua Yorubá.
NOMINA - Oração que é guardada num saquinho e pendurada no pescoço como amuleto para proteção. Patuá.
NURIMBA - Bondade, amor e caridade.
O
OBASSABÁ - O mesmo que abençoar, benzer.
OBASSALÉA - O mesmo que obassabá.
OBATALÁ - Céu. Abóbada celeste. Deus
OBÍ - Fruto de uma palmeira africana (Cola acuminata, Schott. & Endl. – STER-CULIACEAE) aclimatada no Brasil. Usada no Candomblé e na Umbanda, onde serve de oferenda para os Orixás e é usado nas práticas divinatórias, cortado em pedaços.
OBRIGAÇÕES - Festas em homenagem aos Guias ou Orixás. São também as determinações feitas aos médiuns ou consulentes pelos Guias com o objetivo de auxilio ou como parte de um ritual do desenvolvimento mediúnico.
OBSEDIAR - Perseguir. Ação pela qual os espíritos perturbados que prejudicam as pessoas levando a situações econômicas difíceis, loucura, etc.
OBSSESSOR - Espírito perturbador ou zombeteiro (quiumba) que prejudica as pessoas.
ODÉ - Oxossi. Oxossi mais velho.
ODÔ, IÁ - Saudação de Iemanjá
OFÃ - Médium responsável pela colheita e seleção das ervas nos rituais.
OGÃ - Auxiliar nas sessões do terreiro. Ogã pode ser um protetor de Terreiro ou como um Chefe das Curimbas. Ambos tem o mesmo grau hierárquico. Na Umbanda, os Ogãs são naturalmente e normalmente os tocadores de atabaques.
OIÁ - Outro nome conhecido por Iansã
OKÊ - Saudação aos Caboclos. Diz-se assim : Okê Caboclo! Okê Oxossi.
OLHO-DE-BOI - Semente de Tucumã, gozando de propriedades protetoras contra cargas negativas como feitiços, mau-olhado, inveja. Tem muitas utilidades no terreiro, desde patuás até guia (colar).
OLHO GRANDE - Mau Olhado, inveja, malefício, quebranto.
OLORUM - Deus Supremo. Entidade suprema, força maior, que está acima de todos os Orixás (Zambi).
OMOLOCÔ - Culto de origem angolense.
OPELÊ DE IFÁ - Rosário deito de pequenos búzios e que é utilizado para ler o futuro.
ORAÇÃO FORTE - Patuá que consiste em uma oração escrita em pequeno pedaço de papel, que a pessoa preserva em seu poder, quer guardado no bolso, ou dentro de um pano em forma de saquinho pendurado no pescoço a fim de proteger-se ou livrá-la de todos os males.
ORI - Cabeça.
ORIXÁ - Divindades africanas que representam as forças do Universo Infinito. Espírito puro. Santo.
ORIXÁ DE CABEÇA - Orixá principal do médium.
ORIXÁ DE FRENTE - O mesmo que orixá de cabeça.
OTÁ - pedra ritual, elemento e objeto sagrado e secreto do culto.
PADÊ - Despacho para Exú no início das sessões ou festas, constando alimentos, bebidas, velas, flores e outras oferendas, a fim de que os mesmos afastem as perturbações nas cerimonias.
PADRINHO - pai-de-santo, Chefe de Terreiro.
PAI-DE-SANTO - Zelador do Santo, Chefe de Gira, Chefe de Mesa, Chefe do Terreiro. Médium e conhecedor perfeito de todos os detalhes para o bom andamento de uma sessão.
PALINÓ - Cântico ou poema em louvor a Iemanjá
PÃO BENTO - Pão ázimo ou qualquer outro tipo de pão, ao qual se dota de forças mágicas. É utilizado em inúmeros trabalhos para diversas finalidades. Há trabalhos com pão e vela benta para se localizar num rio ou no mar o corpo de uma pessoa afogada, por exemplo.
PARAMENTO(s) - Roupas e objetos utilizados em cerimônias do ritual religioso.
PATUÁ - PA = erradicar doenças, antídoto, TU = propiciar, WA = viver, existir (viver, sem doenças). Amuleto que é colocado num saquitel (pedaço de pano costurado em forma de saquinho) e é pendurado no pescoço, ou se prende na roupa de uso.
PAXORÔ - Instrumento simbólico de Oxalá usado pelos pais-de-santo em trabalhos.
PEDRA-DE-RAIO - Meteorito, Fetiche de Xangô , itá.
PEJI - altar, congar.
PEMBA - Espécie de giz em forma cônico-arredondada, em diversas cores, como sejam : branco, vermelho, amarelo, rosa, roxo, azul, marrom, verde e preto, servindo para riscar pontos e outras determinações ordenadas pelos Guias, sendo que conforme a cor trabalhada com pemba, pode se identificar a Linha a que pertence a Entidade, ou a Linha que trabalhará naquele ponto. Pedra de giz usada para traçar desenhos mágico-religiosos e de caráter invocatório, frequentemente empregados nos ritos de Umbanda.
PERNA DE CALÇA - Significa homem na linguagem de Exu e Pretos-velhos.
PIPOCA - comida de Omulu/Obaluaê. Grão de milho arrebentado na areia quente para ser utilizado em descarrego. Descarrego de Pipoca.
PIRIGUAIA - Variedade de búzio.
PITO - Cachimbo ou cigarro de palha usado pelos Pretos-velhos.
PONTEIRO - Pequeno punhal utilizado em magias e diversos rituais.
PONTOS CANTADOS (MANTRAS DE UMBANDA) - Letra e melodia de cântico sagrado, diferente para cada entidade. É uma prece evocativa cantada que tem por finalidade atrair as entidades espirituais, homenageá-las. Quando chegam e despedi-las quando devem partir. Assim os pontos podem ser apenas de louvor ou cantados com finalidades rituais durante determinadas cerimônias. Os pontos cantados na Umbanda são preces e a invocação das falanges e Linhas, chamando-as ao convívio das reuniões e no auxilio dos que buscam caridade. Assim, como toda a religião tem seus canticos, a Umbanda usa seus pontos cantados, dos quais, não se deve abusar. Esses hinos representam e atraem forças das Falanges, para trabalhos de descarrego e desenvolvimento mediúnico. Pontos cantados não devem ser deturpados, ou modificados, para que sua força não se altere, uma vez alterado o efeito não será o mesmo, podendo até ser prejudicial.
PONTOS RISCADOS - Desenho formado por um conjunto de sinais cabalísticos, que riscado com pemba ajuda a chamar a entidade ao mundo terreno. Quando riscado pelo médium incorporado identifica a entidade. São identificação dos Guias. Cada Guia e cada Orixá tem seu ponto riscado. Os pontos são riscados com pemba. Mas o ponto não se resume apenas a identificação de um guia, linha, falange ou Orixá; ele pode fechar o corpo de um médium, pois a escrita sagrada se utiliza de magia para que qualquer espírito perturbado não se aproxime.
PORTEIRA - Entrada do Terreiro / Templo.
POVO DA ENCRUZA (POVO DE RUA) - Exús.
PRECEITO - Determinação. Prescrição feita para ser cumprida pelos fiéis.
PUXAR O PONTO - Iniciar um cântico. É geralmente feito por um Ogã.
Q
QUARÔ - Flor chamada Resedá possuidora de notáveis virtudes mágicas e grandemente empregada em banhos e defumações.
QUEBRANTO - Mau olhado, feitiço, coisa feita. Normalmente atinge mais crianças pagãs, mas pode atingir também crianças batizadas e adultos. O quebranto é cortado com benzimento.
QUEBRAR DEMANDA (QUEBRAR AS FORÇAS) - É anular, desmanchar o efeito de um trabalho para prejudicar ou perturbar uma pessoa.
QUEBRAR PRECEITO - Desrespeitar as regras e hábitos estabelecidos no ritual do desenvolvimento ou dos trabalhos.
QUIMBANDA - Linha de esquerda que com a Umbanda forma o equilíbrio. Linha espiritual na qual trabalham os Exus e Pomba-giras. clique e saiba mais.
QUIUMBA - Espírito atrasadíssimo, obsessor e pertubador. Zombeteiro. São ainda mistificadores, fazendo-se passar por espíritos mais elevados. Chamados também “rabos de encruza”.
QUIZILA (QUEZILA ou QUEZíLIA) - Tabu, implicância, interdição, indisposição em relação a algo ou alguém, conjunto de proibições. Aversão, antipatia, repugnância, alergia a alguma coisa.
R
RAÚRA - Cambone. Auxiliar nos trabalhos do Terreiro.
RECEBER O SANTO - Incorporar. Entrar em estado de transe com o Guia ou Orixá
REDENTOR - Jesus Cristo
REINOS - Uma das divisões dos mundos espirituais. Domínios dos Orixás. Alguns exemplos : Juremá, Pedreiras, Fundo do Mar, Humaitá, etc
RESPONSO - Oração em latim para determinado santo para se conseguir uma graça.
RISCAR PONTO - Fazer desenhos de sinais cabalísticos que representam determinadas entidades espirituais e que possuem poderes de chamamento das mesmas ou lhe servem de identificação.
ROÇA - Terreiro, centro.
RONKÓ - Quarto onde estão os assentamentos dos Orixás.
S
SACUDIMENTO - Ato de realizar limpeza, lavagem e varredura do terreiro e/ou seus filhos. Descarrego.
SAÍDA de YAÔ - Cerimônia de iniciação do filho-de-santo no Candomblé ou no culto Omolokô.
SAL (GROSSO) - Empregado sob diversas modalidades nos Terreiros, principalmente como elemento em banho fixador de determinada energia. Também empregado como elemento para descarrego do local quando colocado com um copo de água atrás da porta, absorvendo assim as energias que por ali passam. É erroneamente empregado como banho de descarrego, para tal deve-se utilizar apenas as ervas do Pai-de-cabeça do usuário deste.
SALUBÁ (SALUBÃ) - Saudação de Nanã
SAMBORE - Também vem do Cabula e do Omolokô, samba = pular com alegria, ou seja, momento de grande energia onde as sambas do Cabula e do Omolokô pulavam com alegria. "Sambore, pemba de angola" - quando risca o ponto, canta o ponto para a firmeza dos trabalhos.
SANTERIA - Nome da religião de origem caribenha irmã do Candomblé. Também conhecida por: Regla de Ocha, La Regla Lucumi ou simplesmente Lukumi.
SARABUMBA - Salve, o mesmo que Aruê.
SARAVÁ - Saudação umbandista que corresponde a Salve! Viva!
SEREIA DO MAR - Janaína, princesa d´água. Pode representar também como Yemanjá dentro de um contexto.
SINCRETISMO - Fusão de diferentes cultos ou doutrinas religiosas, com reinterpretarão de seus elementos. Fenômeno de identificação/coligação dos Orixás com os Santos Católicos.
T
TRONQUEIRA - Local destinado para ser feita a segurança primeira do terreiro, localiza-se de frente para a rua, do lado esquerdo de quem entra.
TUIA - O mesmo que Fundango, Pólvora.
TUMBA - É uma palavra congo-angolesa [Kimbundu] que significa parente ou pessoa íntima. Dic.: sepultura, campa, jazigo, sepulcro.
U

UMBANDA (AUMBANDAN) - Manifestação do Espírito para a caridade. Religião brasileira fundada pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas em 1908. Definição no dicionário Michaelis: "sf. (quimbundo umbanda) 1 Folc. Primeiramente designava o chefe das macumbas cariocas, mas passou a designar a própria cerimônia. É culto religioso e mágico e atualmente até sincretizado com o catolicismo romano e o espiritismo. 2 Magia branca praticada com finalidade construtiva, cura, orientação moral dos transviados etc. 3 Cerimônia religiosa. 4 O mesmo que quimbanda". 5 Outra definição interessante encontra-se na origem da palavra Umbanda no alfabeto Adâmico; no qual: Aum = "Divindade Suprema" + Ban = "conjunto ou sistema" + Dan = "regra ou lei", formando: "CONJUNTO DAS LEIS DIVINAS".
UMBANDISTA - Praticante, crente, seguidor da Umbanda.
UMBRAL - Estado ou local por onde passam a maioria dos humanos após a morte, lá os desencarnados experimentam sofrimentos "físicos" e morais, como a sensação da necrose do corpo e a vergonha de se ver incapaz de ocultar suas fraquezas e desejos mais íntimos dos olhares curiosos e/ou inquisidores de outros espíritos. Região interdimensional destinada ao esgotamento dos resíduos mentais no processo em que a alma abandona o corpo após sua morte. O Purgatório.
V

VIRAR NO SANTO - Entrar em transe. Incorporar.
VODUN (VOODOO, VODU ou VUDU) - Também conhecido por "Sèvis Gine" ou "Serviço Africano", é uma religião originada na África Ocidental que se tornou conhecida no Novo Mundo através dos escravos vindos da Africa. O Vodun da África Ocidental é a forma original da religião que se desdobrou no Vodou Haitiano, Voodoo da Louisiana e Candomblé Jejê no Brasil. Na Quimbanda é conhecida e trabalhada pelos Exús, principalmente os Caveiras.
X
XANGÔ (SHANGO ou SANGO, na origem Yorubá) - Orixá da justiça. é sincretizado com São Jerônimo, São Pedro, São João Batista, cujo poder se manifesta na pedreira. Seu símbolo é o machado de duas faces; significando que o machado tanto protege seus filhos das injustiças como os pune quando as cometem, bem como a estrela de 6 pontas cujo símbolo é em si o poder equilibrador do universo.
Y
YALAORIXÁ (IALORIXÁ) - Mãe de Santo.
YAÔ (IAÔ) - Médium feminino no primeiro grau de desenvolvimento do Terreiro.
YANSÃ (YANSAN, IANSÃ ou INHAÇÃ) - Santa Bárbará. Senhora dos ventos, raios e tempestades. No Candomblé, onde também é chamada de Oyá, é representada com um alfange e uma cauda de animal nas mãos, e com um chifre de búfalo na cintura.
YEMANJÁ (IEMANJÁ) - Orixá sincretizada com Maria mãe de Jesus. Senhora da calunga grande (mar). Mãe das Águas. Nossa Senhora dos Navegantes. Nsa. Sra da Glória.
Z

ZAMBI (NZAMBI) - O Deus supremo na Umbanda. O Criador nos candomblés de Nação Angola, equivalente à Olorun do Candomblé Ketu. Zambi é o princípio e o fim de tudo.

Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei
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Postagens populares

“A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho.”


SIGNIFICADOS QUANTO AO FORMATO DA VELA



 
Cones ou Triangulares: equilíbrio, elevação.
Quadradas: estabilidade, matéria.
Estrela: espiritual, carma.
Pirâmide: realizações matérias.
Cilíndricas: servem para tudo.
Animais: para o seu animal protetor.
Lua: para acentuar sua energia intuitiva.
Gnomo: para seu elemental da terra.
Cone ou Triangulares: simbolizam o equilíbrio. Tem três planos: físico, emocional e espiritual.
Velas Cônicas: são voltadas para cima e significam o desejo de elevação do homem, sua comunicação com o cosmos.
Velas Quadradas: Simbolizam estabilidade na matéria. Seus lados iguais representam os quatro elementos: Terra, Água, Fogo, Ar.
Velas em Formato de Estrela de Cinco Pontas: É o símbolo do homem preso na matéria. Representa o carma.
Velas Redondas: Simbolizam mudança. E a energia mais pura do astral que só a mente superior alcança.