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sábado, 5 de fevereiro de 2011

Seu Zé Pelintra

Seu Zé Pelintra, assim como outros guias que trabalham no Catimbó, trabalha também na umbanda.

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Na medida em que o Catimbó entra na área urbana, território típico da Umbanda, ou mesmo a Umbanda vai para o interior estas duas práticas tem que se encontrar. É neste momento que certamente Zé Pelintra entra para o Catimbó.Isto certamente ocorre nos centros onde pessoas de Umbanda também trabalham com mestres e provavelmente já eram de Umbanda e absorvem o Catimbó em um movimento muito típico da Umbanda que absorve várias Religiões e Culturas.
No Catimbó ele é Mestre, e por ser uma entidade diferente das que são cultuadas na Umbanda, ele não trabalha numa linha específica, porém, sua participação mais ativa seria na gira de baianos e, em alguns casos, na linha da esquerda, como exú. Sua principal marca é ser um espírito "boêmio", "malandro" e brincalhão e, mesmo assim, trabalha com muita responsabilidade. Seu Zé cobra muito de seus médiuns, cobra por seriedade, entrega, disciplina, dentre outras virtudes.
Na direita ele vem na linha de baianos, fuma cigarro, bebe batida de coco ou simplesmente cachaça. É representado por uma tradicional vestimenta (calça branca, sapato branco, terno branco, gravata vermelha e chapéu branco com uma fita vermelha).
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CARACTERÍSTICAS MARCANTES
A primeira é ser muito brincalhão, gostar muito de dançar, de mulheres e de bebida. Mas é muito comum, também, encontrá-lo mais sério, parado em um canto, assim como sua imagem gosta de representá-lo olhando para o movimento ao seu redor. Contudo, quando ele vira para a esquerda, ele pode vir trajado de um terno preto, calças e sapatos também pretos, gravata vermelha e uma cartola,fumando charutos, bebendo conhaque e uísque, até – em alguns casos – usa uma capa preta. Mas seja do lado que for, você sempre verá um Zé Pilintra coms eu pito (cigarros ou cigarrilhas), um uma bebidinha nas mãos, sempre muito brincalhão e extrovertido.
REPRESENTAÇÃO E ORIGENS
Personagem bastante conhecido seja por freqüentadores das religiões onde atua como entidade,  por sua notável malandragem, Seu Zé tem sua imagem reconhecida como um ícone, um representante, o verdadeiro estereótipo do malandro, ou porque não dizer, da malandragem brasileira e mais especificamente, carioca. Trata-se de uma corrente que, de uma forma ou de outra, permeia o imaginário popular da cultura brasileira e, portanto, carrega suas egrégoras tanto como outras.
Um do seu maior destaque está justamente no fato do Seu Zé ter uma tremenda elegância e competência, mesmo sendo negro (levando em consideração que, para a época em que os negros e brancos viviam praticamente isolados, apesar da existência de uma numerosa população mestiça nas grandes cidades brasileiras, e que desse abismo social implicava também uma grande divisão financeira de classe social). É como se a figura do Seu Zé torna-se representativa da própria dignidade do negro, deixando para trás a idéia de um negro "arrasta-pé", maltrapilho ou simples trabalhador braçal.
Em sua origem, Seu Zé torna-se famoso primeiramente no Nordeste… Primeiro como freqüentador dos catimbós e, depois como entidade dessa religião. Vale destacar aqui que o Catimbó está inserido no quadro das religiões populares do Norte e Nordeste e traz consigo a relação com a pajelança indígena e os candomblés de caboclo muito difundidos na Bahia.
Conta-se que ainda jovem era um caboclo violento que brigava por qualquer coisa mesmo sem ter razão. Sua fama de "erveiro" vem também do Nordeste. Seria capaz de receitar chás medicinais para a cura de qualquer mal, benzer e quebrar feitiços dos seus consulentes. De acordo com Ligiéro (2004), Seu Zé migra para o Rio de janeiro onde se torna nas primeiras três décadas do século XX um famoso malandro na zona boêmia carioca, a região da Lapa, Estácio, Gamboa e zona portuária. Segundo relatos históricos Seu Zé era grande jogador, amante das prostitutas e inveterado boêmio.
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Contudo, há outra história que conta que Seu Zé teria nascido no povoado de Bodocó, sertão pernambucano próximo a cidadezinha que leva o nome de Exu, à qual segundo o próprio Zé Pilintra quando manifestado numa mesa de catimbó, foi batizada com este nome em sua homenagem, já que sua família era daquela região antes mesmo de se tornar cidade. Fugindo da terrível seca de meados do século passado que abatia todo o sertão, a família do então "José dos Santos" rumou para a Capital Recife em busca de uma vida melhor, mas o destino lhe pregou uma preça que culminou com a morte da mãe, antes mesmo que o menino Zé completasse 3 anos. Logo em seguida, morreria seu pai de tuberculose.
José então ficou orfão e teve que enfrentar o mundo juntamente com seus sete irmãos menores. Cresceu no meio da malandragem, dormindo no cais do porto e sendo menino de recados de prostitutas. Sua estatura alta e forte granjeou-lhe respeito no meio da malandragem. Conta-se que, certa vez, Zezinho, como também era conhecido, teve que enfrentar cinco policiais numa briga no cabará da Jovelina, no bairro de Casa Amarela. Um dos soldados recebeu um corte de peixeira no rosto que decepou-lhe o nariz e parte da boca. Doze tiros foram disparados contra Zezinho, mas nenhum deles o atingiu. Diziam que ele tinha o corpo fechado. Antes que chegassem reforços, Zezinho já tinha fugido ileso, indo se esconder na casa do coronel Laranjeira, um poderoso usineiro pernambucano, protetor do rapazote e família. Em decorrência deste episódio, Zezinho ganhou o apelido de Zé Pilintra Valentão, nome esse dado pelos próprios soldados da polícia pernambucana. Pilintra significa pilantra, malandro, janota etc. Assim, entre trancos e barrancos, Seu Zé consegue fazer fama na cidade de Recife e criar seus irmãos até a maior idade.
Quanto a sua morte, autores descordam sobre como esta teria acontecido. Afirma-se que ele poderia ter sido assassinado por uma mulher, um antigo desafeto, ou por outro malandro igualmente perigoso. Porém, o consenso entre todas essas hipóteses é de que fora atacado pelas costas, uma vez que pela frente, afirmam, o homem era imbatível.
Para Zé Pelintra a morte representou "um momento de transição e de continuidade", afirma Ligiéro, e passa a ser assim, incorporado à Umbanda e ao Catimbó. Todavia, a principal história que seu Zé Pelintra quer escrever, é a da caridade, tanto aquela que ele dedicou aos seus entes queridos e pares de sangue, como também àqueles em que deveu um auxílio e apoio mútuo quando em vida. É assim que seu Zé Pelintra, hoje ao lado do espírito dos seus irmãos e irmãs em vida, formaram uma bela Falange de malandros de luz, que vêm ajudar aqueles que necessitam.
FAMÍLIA PILINTRA
Além do Zé Pilintra, há espíritos mentores, como ele, também conhecidos como Antônio Pilintra, Maria Pilintra, João Pilintra, Joana Pilintra, Mané Pilintra e Rosa Pilintra. Mas ainda, há suas qualidades de Zé Pilintras viradas na esquerda, que ganham atributos específicos da vida do Seu Zé, como Seu Zé Malandrinho, Seu Malandro, Malandro das Almas, Zé da Brilhantina, Malandro da Madrugada, Zé Malandro, Zé Pretinho, Zé da Navalha, Zé do Morro, e por aí vai. Só vale ressaltar que os Malandros não são exus, embora venham na Linha de Esquerda. Ao contrário dos Exus que estão nas encruzilhadas, encontramos os malandros em bares, subidas de morros, festas e muito mais.
Aqui, gostaria de fazer uma especial contribuição sobre uma Guia, muuuuuito importante na minha vida mediúnica. A baiana que eu trabalho desde o meu primeiro dia de Filha de Santo, na Umbanda, Sra. JOANA PILINTRA! Trabalho com ela há 5 anos e desde então, aprendi muito com suas histórias. Em vida, foi mãe de 3 filhos. Trabalhou nas louvas de Milho enquanto o marido foi tentar a sorte no ciclo da borracha, nos seringais. Ela sempre se intitula devota de Nossa Senhora da Glória. Solitária mas muito bonachona, penso na Joana quando penso naquelas mulheres de avental, saia, blusa de campanha e lenço na cabeça. Mulher da Lida!! Mão calejada do trabalho da roça e de casa. Mas, a noite, depois do banho, era Senhora Vaidosa. Sempre em seus vestidos de tecidos muito simples mas rendeiros, Joana só se dedicava, ora aos filhos, ora a comunidade. `Rezedeira', como ela mesma diz, era daquelas que conhecia todo mundo, que era chamada pra ir na casa de todo mundo, mas particularmente na dela, ela não gostava de receber. Dona de uma generosidade sem fim, ao mesmo tempo que ela pode ser carinhosa e  cuidadosa, também já a vi dura e rígida. Como mãe que dá a palmatória certa nas horas que tem que dar. Sua fala é comprida… adora uma boa prosa. Mas quando dá pra falar curto e grosso… hummm. Segura! A língua fica maior do que a boca.
Acho que aprendi com ela e com a Família Pilintra esse lado, ri para resistir!!
Dançar, beber e brincar, sem abusar. Porque a vida não é feita só de excessos… é também senhora da moderação.  Com eles, percebi quanto dessa luta e dessa gana sou capaz de reinventar, todos os dias, para eu mesma suportar as peripécias que esse mundo dá. E, ao mesmo tempo, fazer da aflição do outro, um motivo de se motivar e prosseguir, como quem trilha sua própria tristeza e avança. Porque vê no outro e projeta na caridade e generosidade alheia a mesma dedicação e o mesmo esforço que tanto precisa ter e desenvolver na vida para dignar a si mesma.
TIRA TEIMA:
  • Comida: carne seca com farofa ou escondidinho de macaxera, que é o mesmo que mandioca. (Na esquerda, acrescentar pimenta vermelha)
  • Bebida: Cerveja branca bem gelada
  • Locais de vibração: Subida de Morros, Cemitérios, bares, zonas portuárias, áreas boêmias
  • Cor: Vermelho e Branco ou Preto e Branco, ou ainda somente o Preto

Salve seu Zé Pilintra!
Saravá a Família Pilintra!!
Salve a corrente dos Malandros! !!

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Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Ahhh os Marinheiros…

O Céu está claro e a noite estrelada se descortina revelando a lua, cheia e brilhante. O mar reflete a doce forma ondulada do astro mãe que parece uma grande pérola na imensidão do Céu.
O marujo, do alto de seu mastro, olha a Lua e se embriaga com seus raios de prata e no convés, o capitão olha sobre seu leme e vê a Terra se aproximar.
Ao longe, o som dos atabaques repinicando faz ouvir a marujada que vem chegando. No Terreiro, a voz da preta-velha comanda: – ” Ah, mano”!
Mano meu, Mano meu / Aonde estás que não me responde
Mano meu, Mano meu / Aonde estás que não me responde
Ah, Mano meu / Nunca fiz mau a ninguém
Ah, Mano meu / Eu só sei fazer o bem
Aos poucos eles desembarcam de seus navios da calunga e chegam em Terra. Com suas gargalhadas, abraços e apertos de mão. São os marujos que vêm chegando para trabalhar nas ondas do mar.
Os Marinheiros são homens e mulheres que navegaram e se relacionaram com o mar. Que descobriram ilhas, continentes, novos mundos. Enfrentaram o ambiente de calmaria ou de mares tortuosos, em tempos de grande paz ou de penosas guerras. Os Marinheiros trabalham na linha de Iemanjá e Oxum (povo d’áqua) e trazem uma mensagem de esperança e muita força, nos dizendo que se pode lutar e desbravar o desconhecido, do nosso interior ou do mundo que nos rodeia se tivermos fé, confiança e trabalho unido, em grupo.  Seu trabalho é realizado em descarregos, consultas, passes, no desenvolvimento dos médiuns e em outros trabalhos que possam envolver demandas. Em muito, seu trabalho é parecido com o dos Exus, os quais, também podem trabalhar nessa linha. Dificilmente um leigo irá notar a diferença entre os marinheiros e os Exus na hora da gira, pois os Exus vêm com todos os trejeitos dos Marinheiros e com outros nomes, é quase imperceptível.Oh, Zé  / Quando vem lá da lagoa / Toma cuidado com o balanço da canoa
Oh, Zé  / Quando vem lá da lagoa / Toma cuidado com o balanço da canoa
Oh Zé  / Faça tudo o que quiser / Só não maltrate o coração dessa mulher.
Oh Zé  / Faça tudo o que quiser / Só não maltrate o coração dessa mulher.

Mas, quando se canta um ponto como o que está ai em cima, com certeza se sabe que um comprade está chegando na gira. A gira de marinheiro e bem alegre e descontraída. Eles são sorridentes e animados, não têm tempo ruim para esta falange. Com palavras macias e diretas eles vão bem fundo na alma dos consulentes e em seus problemas. A marujada coloca seus bonés e, enquanto trabalham, cantam, bebem e fumam. Bebem Whisky, Vodka, Vinho, Cachaça, e mais o que tiver de bom gosto. Fumam charuto, cigarro, cigarrilha e outros fumos diversos. Em seus trabalhos são sinceros e ligeiramente românticos, sentimentais e muito amigos.  A gira de marinheiro, em muito, parece uma grande festa, pela sua alegria e descontração, mas também, existe um grande compromisso e responsabilidade no trabalho que é feito.
E o Ogam canta:
Ôh Marinheiro, é hora / É hora de vir trabalhar
Ôh Marinheiro, é hora/ É hora de vir trabalhar
É Céu / É Mar
São os Marinheiros que vêm nas ondas do mar
É Céu / É Mar
São os Marinheiros que vêm nas ondas do mar


Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei

A Dedicação do Médium de Umbanda

Amigos,
A Umbanda tem em seu mais profundo cerne a prática da caridade pura, o amor incondicional, a paz e a humildade. Ela também se propõe a produzir, pela modificação vibracional ou fluídica (conhecida popularmente como “magia”), modificações que permitam a melhoria de vida do ser humano.
Através da caridade e dedicação espiritualo médium Umbandista vai adquirindo elevação e consciência do valor de seu domínio mediúnico como forma de comunicação com seres superiores, de outras esferas.
As incorporações, os passes e descarregos feitos na Umbanda formam o conjunto de afazeres espirituais do dia a dia do médium. Portanto, o médium é patrimônio maior desta maravilhosa religião que é a Umbanda. Acontece que a mediunidade é uma faculdade e como toda faculdade psíquica precisa ser aprimorada e disciplinada.
Na Umbanda, alguns critérios devem ser sempre observados:
Quando um médium entra em trabalho, ele estabelece uma espécie de ligação com a espiritualidade. Esta ligação gera um constante descarga fluídica no sistema nervoso do médium. Por este motivo é importante a disciplina da mediunidade. O médium precisa aprender a fazer e desfazer esta ligação para evitar o desgaste do sistema nervoso.
Médiuns faltosos, ausentes das sessões de desenvolvimento, doutrinas, sessões de descarrego e passes estão sujeitos a sofrer as conseqüências destes transtornos fluídicos como debilidade do sistema nervoso e patologias degenerativas.
Disciplina se torna palavra chave, bem como obediência e respeito. 
As facilidade do estabelecimento do contato mediúnico resulta do aprendizado moral e de um conjunto de pontos que alicerçam os degraus da evolução.

Conselhos para os Médiuns

1º – Conserve sua saúde psíquica, vigiando seu aspecto moral:
a) Não alimente vibrações negativas de ódio, rancor, inveja, ciúme, etc.; 
b) Não fale mal de ninguém, pois não é juiz, e via de regra, não se pode chegar às causas pelo aspecto grosseiro dos efeitos; 
c) Não julgue que o seu guia ou protetor é o mais forte, o mais sabido, mais, muito mais do que o de seu irmão, aparelho também; 
d) Não viva querendo impor seus dons mediúnicos, comentando, insistentemente, os feitos do seu guia ou protetor. Tudo isso pode ser bem problemático e não se esqueça de que você pode ser testado por outrem e toda a sua conversa vaidosa ruir fragorosamente.Dê paz ao seu protetor no astral, deixando de falar tanto no seu nome.Assim você está se fanatizando e aborrecendo a Entidade pois, fique sabendo, ele, o Protetor, se tiver mesmo “ordens e direito de trabalho” sobre você, tem ordens amplas e pode discipliná-lo, cassando-lhe as ligações mediúnicas; 
e) Quando for para a sua sessão, não vá aborrecido e quando lá chegar, não procure conversas fúteis. Recolha-se a seus pensamentos de fé, de paz e, sobretudo, de caridade pura, para com o próximo, entre em sintonia com o astral firmando as ligações com as entidades da sua coroa. 
2º – Não mantenha convivência com pessoas más, invejosas, maldizentes, etc.
Isso é importante para o equilíbrio de sua aura e dos seus próprios pensamentos.�
a) Faça todo o bem que puder, sem visar recompensa ou agradecimentos; 
b) Tenha ânimo forte, através de qualquer prova ou sofrimento, confie e espere; 
c) Faça recolhimentos diários, a fim de meditar sobre suas ações; 
d) Não conte seus “segredos” a ninguém, pois sua consciência é o templo onde deverá levá-los à análise; 
e) Não tema a ninguém, pois o medo é uma prova de que está em débito com sua consciência; 
f) Lembre-se de que todos nós erramos, pois o erro é humano e fator ligado à dor, ao sofrimento e conseqüentemente, às lições com suas experiências. Sem dor, lições, experiência, não há carma, não há humanização nem polimento íntimo, o importante é que não erre mais, ou melhor, que não caia nos mesmos erros. Passe uma esponja no passado, erga a cabeça e procure a senda da reabilitação: para isso, “mate” a sua vaidade e não se importe, de maneira alguma, com o que os outros disserem ou pensarem a seu respeito. Faça tudo para ser tolerante, compreensivo, humilde, pois assim só poderão dizer boas coisas de você. 
3º – Zele por sua saúde física com uma alimentação racional e equilibrada:
a) Não abuse de carnes vermelhas, fumo, álcool ou quaisquer excitantes; 
b) No dia da sessão, não coma carne, álcool ou qualquer excitante. 
c) De véspera e após a sessão, evite manter contato sexual; O ato sexual promove grande escape de energia através do chakra genésico e conseqüentemente uma grande baixa energética na aura. Vale lembrar também que a troca de fluidos corporais também traz em si uma imensa carga energética que pode não ser benéfica. 
d) Todo mês deve escolher um dia para ficar em contato com a natureza, especialmente uma mata, uma cachoeira, um jardim silencioso, etc. Ali deve ficar lendo ou meditando, pois assim ficará a sós com sua própria consciência, fazendo revisão de tudo que lhe pareça ter sido positivo ou não, em sua vida material, sentimental e espiritual. 

Fonte: centro africano reino de oxum pandá

Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei

Umbanda tem relação com religiões Afro?



Com muita paciência, vamos encontrar vasta literatura tratando da grande repressão que sofreram os cultos de matriz afro e a umbanda, bem como elementos consistentes para apoiar nossa posição em relação ao Culto Afro e a Umbanda.

Não podemos dividir nossa crença em duas ou mais potências, ou seja, a raiz africana está sim também na Umbanda, muitos pais e mães de Santo, adoram falar que a Umbanda é diferente, mas muitas vezes deixam escapar frase e trabalhos com significados afros 

O final do século XIX, marcado por grandes reviravoltas sociais quais sejam a abolição da escravatura e a instauração da República, pode ser considerado como ponto de partida para a grande repressão que os referidos cultos sofreram,embora mesmo durante a escravidão já existiam processos de controle para evitar fortalecimento dos grupos e conseqüentemente seus cultos. Um desses processos era a de não aceitar num mesmo lote, escravos originários da mesma região, deveriam ser mesclados, pois assim língua e costumes seriam diferentes, o que dificultava grandemente a comunicação. Outros optavam por mesclar escravos de tribos historicamente inimigas.

A partir daí na Bahia, Recife, Alagoas os cultos de matriz Afro começaram a organizar-se em sítios ou roças e a praticarem seus rituais, bem como no Rio de Janeiro a partir de 1908 começava a organizar-se o movimento umbandista, com o advento do caboclo das 7 Encruzilhadas, embora se tenha notícias de que no Rio Grande do Sul, mais precisamente em Rio Grande e Pelotas, entre o período que vai de 1833 a 1859 aproximadamente, já haviam casas que cultuassem o Batuque/RS (culto de nação no RS), pois alí em função das charqueadas, era grande o numero de negros escravos e alforriados. Com a falência das charqueadas a partir de 1850, o culto ganhou mais força ainda.

Outro dado importante foi o da chegada ao Brasil, em 1864, inicialmente em Rio Grande, de Custódio Joaquim de Almeida, príncipe negro africano, da Fortaleza de São João de Ajudá, antigo Reino do Daomé, em função da Grã-Bretanha Ter se tornado proprietária da Costa do Ouro, comprando as terras de Reis e Príncipes. O governo Britânico pagava a Custódio uma subvenção mensal, e em troca Custódio comprometeu-se a numca mais voltar a suas terras, sob pena de ser morto. De Rio Grande passou um ou dois anos em Bagé e após instalou-se em definitivo em Porto Alegre, na Rua Lopo Gonçalves, 498, onde ficou conhecido como "O Príncipe".

Por volta de 1937, com a criação do Estado Novo de Vargas, começou o que se pode chamar de quebra-quebra dentro das roças e sítios e nos terreiros de umbanda, uma perseguição implacável aos chefes e adeptos, que enquadravam-se como psiquiatricamente doentes. Cenas de extorsão em troca de proteção policial eram comuns. Nessa época as roças e os terreiros eram enquadrados na Secção Especial de Costumes, Diversões do Departamento de Tóxicos e Mistificações do Rio de Janeiro, secção essa que lidava com álcool, jogos, drogas e prostituição.Imagens eram quebradas, congas eram destruídos, objetos religiosos e pertences dos chefes da roça e/ou terreiro eram confiscados. As casas eram obrigadas a mudar o nome para o de santos católicos bem como suas festas deveriam coincidir com o calendário católico, e muitas tiveram que adotar a denominação de "Centro Espírita", pois causava melhor impressão.

Nessa época no Recife, dois policiais se destacaram pela maneira sórdida e cruel com que tratavam as casas de religião. Eram eles Danilo e Fogão, entravam arrombando portas, espancando quem lhes cortasse a frente, tudo em nome da "ação contra a macumba", como diziam.

Em 1937, tem-se notícia da criação da Federação Espírita de Umbanda no Brasil, com objetivo de oferecer proteção contra a repressão aos filiados, bem como em 1941, durante o 1o Congresso de Umbanda foi proposta a desafricanização da Umbanda, para tentar fugir da repressão, pois os cultos afros em função dos rituais eram os mais visados.

O ano de 1945 marca o fim desse período ditatorial, pode-se assim dizer e inicia-se então uma rápida expansão das roças e terreiros, cada um buscando seu espaço e fortalecimento perante seus adeptos .
Por todos esses dados, resumidamente apresentados, é que defendo que UMBANDA NÃO É CULTO AFRO, sendo cultos bem distintos, quer na história, quer na ritualistica. Cito também os seguintes argumentos :

O fato de na Umbanda baixarem pretos-velhos que foram escravos não serve para embassamento, pois "preto-velho" é uma "roupagem fluídica"de que se servem os espiritos (alguns realmente foram escravos) para benzer, para trazer palavras amigas e conforto, etc.

O fato de as terreiras de Umbanda usarem tambores (existem várias que não usam) também não justifica denominarem-se afro.

A Tríade da Umbanda e formada por : CABOCLOS, PRETOS-VELHOS e CRIANÇAS ( Cosme e Damião), que foi organizada em falagens e vibrações (Orixá que vibra e comanda aquela Falange), que são em número de 7.
O fato de muitos Babalorixás e Yalorixás terem "aprontes" pelo Culto Afro (seja Batuque, Candomblé,) e em suas casas tocarem só Umbanda, reservando somente para sí o lado Afro, não justifica denominar a Umbanda como Afro.

O Culto aos Orixás (seja Batuque,Candomblé) e suas características, estão diretamente relacionados aos "lados" ou seja Nagô, Keto, Jejê, Cabinda, etc, e suas diferenças devem-se ao fato de que cada "lado" trazer uma bagagem cultural distinta. De qual região Africana veio o ritual da Umbanda para o Brasil?
Outros dados incontestes são os históricos, conforme expostos neste texto


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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Guias e Grupamentos



Guias e Grupamentos:
Na Umbanda alguns praticantes, os chamados médiuns, recebem espíritos de luz, ou seja, entidades evoluídas que realizam trabalhos de cura e ajuda física ou espiritual.
Estas entidades incorporadas pelos médiuns são, salvo raras exceções, os chamados Guias. Na Umbanda, ao contrário do Candomblé, não se incorporam Orixás. São incorporados os ditos falangeiros, espíritos que seguem a orientação e vibração dos Orixás.
Os Guias têm diferentes grupamentos, formando falanges de entidades afins, de mesma característica e roupagens.
 
Assim temos os seguintes grupamentos na Umbanda:

•Principais:
o Pretos-velhos
o Caboclos
o Crianças
o Boiadeiros
o Marinheiros
o Exus/ Pombas-Giras


• Outras falanges trabalhadas em outras ramificações da Umbanda:
o Baianos
o Ciganos
o Orientais
o Mineiros/ Cangaceiros.

Na umbanda branca, cada linha de orixá tem sete legiões, que correspondem a determinado guia espiritual. aqui temos exemplos de alguns:

•Oxalá:
o Santa Catarina
o Santo Antônio
o Cosme e Damião
o Santa Rita
o Santo Expedito
o São Fransisco de Assis
o São Benedito


Iemanjá:
1. Ondinas - Naná
2. Caboclas do Mar - Indaía
3. Caboclas do Rio - Iara
4. Marinheiros - Tarimã
5. Calungas - Calunguinhas
6. Sereias - Oxum
7. Estrela Guia - Maria Madalena

Oxosse:
1. Urubatão
2. Araribóia
3. Caboclo das Sete Encruzilhadas
4. Peles Vermelhas - Águia Branca
5. Tamoios - Grajaúna
6. Cabocla Jurema
7. Guaranis - Araúna

• Xangô:
1. Inhançã
2. Caboclo do Sol e da Lua
3. Caboclo da Pedra Branca
4. Caboclo do Vento
5. Caboclo das Cachoeiras
6. Caboclo Treme-Terra
7. Pretos Guinguelê

•Ogum:
Praias - Ogum Beira-Mar
Matas - Ogum Rompe-Mata
Rios - Ogum Iara
Das almas - Ogum Megê
Encruzilhadas - Ogum Naruê
Malei - Ogum Malei
Povo de Canga - Ogum Nagô
Povo Africano (Pretos-Velhos)
Povo da Costa - Pai Cabinda
Povo de Congo - Rei Congo
Povo de Angola - Pai José
Povo de Benguela - Pai Benguela
Povo de Moçambique - Pai Jerônimo
Povo de Luanda - Pai Francisco
Povo de Guiné - Zum-Guiné


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Teoria, Prática e Fé


Irmãos,
Quando nós passamos a acreditar na espiritualidade, independentemente de seguirmos esta ou aquela doutrina, nos deparamos com coisas maravilhosas e, ao aceitar o desenvolvimento da nossa mediunidade, passamos a perceber muito mais claramente a nossa interação com os espíritos. Neste exato momento precisamos desenvolver nosso conhecimento e buscarmos o auxílio de médiuns mais experientes, para nos ajudar com algumas dúvidas. Lembremos que dedicação e comprometimento são essenciais em qualquer estudo, principalmente o mediúnico.
Ao falarmos em desenvolvimento mediúnico, estamos fazendo a relação como um todo: estudo teórico, aprendizado prático (através de passes e consultas com os guias) e, principalmente, fé. É de extrema importância destacar o estudo teórico, em todas as suas vertentes espirituais, para que possamos aprender a diferir “o joio do trigo”. Nem todas as publicações irão nos agradar, porém elas terão embasamento na verdade do autor. Lembremos que o estudo deve abranger toda a parte energética também.
Em relação à parte prática, é importante confiarmos na casa que freqüentamos e criarmos uma relação de respeito com os médiuns e guias. Por estes motivos devemos pensar bem e sentirmos a energia da casa, para tomarmos a decisão de desenvolvermos a nossa mediunidade neste local. Mas também podemos mudar de casa após o início, pois sempre podemos nos enganar. Temos que ter em mente que não estamos amarrados ao local de desenvolvimento até porque nem a espiritualidade nos obriga a isso. Lembremos que um bom local de trabalho irá nos ajudar a fazer de nós um bom trabalhador espiritual.
E em relação à fé? Bem irmãos, nada disso vale a pena sem fé. E não apenas aquela fé: eu acredito na existência da espiritualidade, mas sim a de acreditar que o trabalho da caridade é mais importante que o rótulo de espiritualista. A fé em Deus, qualquer seja a denominação para Ele na doutrina ou culto que você pratique, que é nosso maior exemplo de caridade e bondade. A fé em Jesus Cristo, o mais humilde dos espíritos que, em tamanho grau de evolução, aceitou voltar e fazer seu trabalho numa terra cheia de pecados. A fé nos guias de luz, ou simplesmente espíritos, que agem desta mesma forma, voltando a terra através de nós, seus “aparelhos”, para ajudar a todos, independentemente dos preconceitos sociais que existem hoje.
Irmãos, façamos dos guias um exemplo e pratiquemos a caridade onde, quando e da forma que ela se apresentar. Não somos nós escolhemos como trabalhar, apenas nos colocamos à disposição do trabalho.
Que Deus nos ilumine sempre!

Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei

Como fazer seu Talismã ou Patuá



Talismã ou Patuá: confeccione e atraia boas energias

A palavra talismã é de origem árabe, talismã significa “coisa mágica”. e Patuá é de origem africana, os dois praticamente tem o mesmo significado, Os talismãs e Patuás são usados com a finalidade de atrair proteção, boa sorte, amor, prosperidade, entre outros benefícios difundidos mundo afora, independentemente do povo e da cultura. Aprenda a confeccionar o talismã ou Patuá ideal para trazer...
Sorte e poder 
Costure à mão um saquinho de pano amarelo. Dentro dele, coloque pétalas secas de girassol e camomila, coloque 3 moedas pequenas. Amarre a boca do saquinho com uma fita de cetim dourada ou branca e passe-o pela fumaça de um incenso de sândalo. Mantenha o amuleto guardado em local onde só você mexa. Além de proporcionar sorte e poder, esse talismã promove a saúde física e ajuda a agir com sabedoria.
Prosperidade
Confeccione um saquinho de tecido e linha cor-de-rosa. Encha-o com pétalas de rosa cor-de-rosa, três cravos da índia e um fio de cabelo seu, coloque duas moedas douradas. Amarre com uma fita dourada e depois de passá-lo na fumaça de um incenso de rosas mantenha-o sempre junto a você. Esse talismã vai te ajudar a ter mais lucidez na hora de tomar decisões e garantir seu progresso, seja em relação a casa, ao trabalho, ao cargo ou modo de vida.
Autoconfiança 
Se você estiver enfrentando mudanças profundas na vida e ainda tem medo de reavaliar o passado, esse talismã pode ajudar muito. Coloque dentro de um saquinho quadrado de tecido azul-turqueza, costurado à mão, um olho de cabra. Você encontra facilmente essa semente em casas de artigos religiosos. Inclua algumas pétalas de margarida e sete gotas do seu perfume favorito. Amarre o saco com uma fita prateada e exponha-o a luz do sol e de uma lua cheia ou crescente. Leve-o com você para onde for. Você vai ver como ficará mais autoconfiante e trabalhará com mais afinco para ir além de seus limites e se tornar uma pessoa mais feliz e resolvida.
Amor 
Esse talismã além de proporcionar proteção, favorece todas as questões ligadas à vida amorosa e aos relacionamentos em geral. Pegue um tecido branco e costure à mão um saquinho. Se você for homem, coloque uma pedra de ágata e pétalas de um cravo branco. Se for mulher, troque as pétalas de cravo pelas de rosa branca. Passe o talismã pela fumaça de incenso de arruda e amarre-o com uma fita vermelha. Mantenha guardado no fundo da sua gaveta de roupas íntimas.
Vitalidade 
Providencie um pedaço de tecido e linha verde. Costure um saquinho manualmente, ponha dentro um chumaço de algodão e amarre com uma fita branca. Prepare uma forte infusão com hortelã, canela em casca e cravo-da-índia. Encharque bem o saquinho e deixe secar ao ar livre, apanhando vibrações do vento, do sol e da lua cheia. Guarde-o em um lugar discreto, onde só você tenha costume de mexer. Com grande capacidade para captar e emanar a energia do universo, o uso desse talismã é revitalizante e estimula a perfeita interação entre o corpo e a alma. Contribui para o crescimento pessoal e favorece novas conquistas e oportunidades.

Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei

Anjos,Guardiões ou Entidades qual a diferença?


Anjos, Guardiões ou Entidades, são todos os mesmos, pois somente existem um Deus para todos nós, então a forma que acreditamos ser um anjo é a mesma forma para todos, imagine desta forma, uma pessoa carnal que em sua existência viveu e morreu, agora encontrou sua luz eterna, pois é isso mesmo virou um espírito de luz, um anjo autorizado por Deus, esse anjo encontrou sua luz, então podemos chama-lo conforme nosso coração mandar, mas no entendimento espírita um anjo é uma pessoa de luz, uma pessoa autorizada a ajudar os seres vivos na busca das curas, dos problemas terrestres e principalmente na evolução daqueles que o procuram, ter um anjo em sua guarda é a mesma coisa que ter um Orixá ou Entidade em sua companhia, sabe como você pode ver seu anjo?, quando você acreditar no bem, quando sua fé estiver acima de todos seus problemas, quando você sentir uma felicidade em seu coração, quando a vida é mais importante que todas as coisas materiais, quando Deus tocar seu coração, seus olhos vão ver muitos anjos, guardiões e entidades a sua volta, mas nunca se esqueça que anjo não tem matéria, é uma energia que aparece, e somente poderá ser vista com o coração, com o sentimento de estar feliz, anjos aparecem toda hora, todo dia, em todo lugar, ele sempre se acomoda em seu intimo, dentro do seu coração, então quer falar com seu anjo?, faça uma oração, agradeça a tudo que é dado por Deus, agradeça a vida, a terra a familia, o amor, pois isso tudo foi dado por Deus, o resto foi feito pelos homens e não adianta agradecer ou pedir coisas materiais, pois elas não são duradoras, a vida é mais importante que tudo e viver feliz é estar com um anjo ao seu lado.

Acredito que o anjo aparece conforme nosso conhecimento. Talvez ele se manifeste na forma de um parente ou de uma entidade espiritual. Há quem acredite que os anjos são extraterrestres. O profeta Ezequiél, no primeiro capítulo de seu livro, conta que avistou uma estrutura semelhante à de uma grande roda multicor e que a denominou "OFanins Hanám". É curioso notar a semelhança com a palavra UFO, mas seria leviano afirmar que anjos são extraterrestres da forma de alienigenas são sim de todos planetas do nosso e dos outros também, pois o reino de Deus não é somente nosso planeta.
É importante ressaltar que os anjos sempre querem nos ajudar. Eles nunca têm a intenção de nos assustar. Podem aparecer para alguns com, Roupas brancas, Auréola e Asas, capas de Exú, Chapeu de Boiadeiro, Cachimbo na boca, Penacho de Índio, ou mesmo como um facho de luz em nosso interior. as vezes podem apresentar-se para outros de camiseta e jeans. Por que não? Na verdade, a forma como você visualiza seu anjo é semelhante à forma de sua alma, de seu eu interior. Sinceramente, a que mais agrada a muitos é a imagem de um anjo na forma de uma criança, esta imagem é a que foi utilizada em esculturas e pinturas, não importa a forma de seu anjo, nem mesmo como o chamamos, o que vale mesmo é ser merecedor da sua presença, a essência é o que somos ao lidarmos com uma energia tão pura.

Oração dos Anjos e Orixás




Manda  seus Orixás sobre nós e meu Pai Oxalá
São Anjos por ti governados meu Pai E abençoa a todos que esperam em vós.
Manda teus anjos pra nos ensinar
A te louvar e glorificar e principalmente te amar.

Envia também os espírito de sua Divina Luz 
Luz da paz e do amor fraterno meu Pai.
O meu coração tem sede de seu Amor Pai Oxalá.
Envia Senhor seus Orixás pra nos resgatar.
Pra nos proteger de todo o mal,
Para nos guiar, nos bons caminhos meu Pai.

Quando acordo olho o céu e canto, vejo seu reino Pai Oxalá.
De todas as manhãs Tu és o meu Senhor.
Levantai-nos ó meu Pai e estende Tuas mãos.
Tu és o refúgio na minha vida Pai Oxalá.

Confio em vós, meu Pai e em seu reino serei zelador.
Quando o perigo me rondar Pai OxaláLevanta-te e põe o Teu escudo entre nós.

Manda seus Orixás sobre nós
E abençoa a todos que esperam em vós.
Manda teus anjos pra nos ensinar

A te amar e glorificar.
A te glorificar e te amar.

Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei


quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Hoje é Dia de Nossa Senhora dos Navegantes - Iemanjá


Nossa Senhora dos Navegantes (Nossa Senhora das Candeias)
Consta que o início da devoção à Nossa Senhora dos Navegantes originou-se na Idade Média por ocasião das Cruzadas, quando os cristãos invocavam a proteção de Maria Santíssima. Sob o título de "Estrela do Mar", rogavam sua proteção os cruzados que faziam a travessia pelo Mar Mediterrâneo em direção à Palestina.
É a padroeira não só dos navegantes, mas também de todos os viajantes. Tal tradição foi mantida entre os marítimos e foi difundida pelos navegadores portugueses e espanhóis, disseminando-se entre os pescadores litorâneos principalmente nas terras colonizadas pela Espanha e Portugal. As conseqüências foram a multiplicação de capelas, igrejas e santuários nas regiões pesqueiras, particularmente no Sul do Brasil, onde a concentração de cidades que a veneram como padroeira é significativamente expressiva.
A estátua de Nossa Senhora dos Navegantes foi trazida pelos portugueses no século XVIII,em uma das viagens feitas de Portugal para o Brasil. O dia do ano dedicado a Nossa Senhora dos Navegantes é 2 de fevereiro.
A designação Nossa Senhora dos Navegantes, originou-se no século XV, com a navegação dos europeus, especialmente dos portugueses.
Aqueles que viajavam, pediam proteção à Nossa Senhora, para retornarem salvos à pátria.
O simbolismo da mulher corajosa e orientadora dos viajantes, fez com que Maria fosse vista como uma eterna vencedora dos inimigos das tempestades.
Costuma-se festejar o dia que lhe é dedicado, com uma grande procissão fluvial no Brasil.
Também conhecida pelos devotos como festa de Nossa Senhora das Candeias é comemorada desde o século IV, substituindo os ritos pré-cristãos da fertilidade.
Candeias são pequenos aparelhos de iluminação, suspensos por um prego, com recipientes de folha-de-flandres, barro, ou outro material, abastecidos com óleo, no qual se embebe uma torcida.
Segundo a lei mosaica, todo filho varão deve ser apresentado no Templo após quarenta dias do seu nascimento, onde a mãe é submetida a um ritual de purificação.Nossa Senhora se submeteu a essa lei, apresentando o menino Jesus no Templo Sagrado.
Esta festividade dos luzeiros foi denominada "Candeias", porque ainda hoje percorre-se o caminho que Maria fez até o Templo. Os fiéis seguem em procissão, levando nas mãos velas acessas.
Nossa Senhora das Candeias é a padroeira dos alfaiates e das costureiras.



Oração a Nossa Senhora dos Navegantes

Ó Nossa Senhora dos Navegantes,
Mãe de Deus,
Criador do céu, da terra, dos rios, dos lagos e dos mares.
Protegei-me em todas as minhas viagens,
Dos ventos, tempestades, borrascas,
Raios e ressacas para que não perturbem minha viagem,
E que nenhum incidente ou imprevisto cause alteração,
Ou atrase a minha viagem,
Nem me desvie da rota traçada.
Virgem Maria,
Senhora dos Navegantes,
Minha vida é uma travessia de um mar turbulento.
As tentações, os fracassos e as desilusões
São ondas impetuosas,
Que ameaçam afundar minha frágil embarcação
No abismo do desânimo e do desespero.
Nossa Senhora dos Navegantes,
Nas horas de perigo eu penso em vós.
O medo desaparece,
O ânimo, a disposição de lutar
E de vencer fortalecem-me.
Com a vossa proteção e a bênção de seu filho.
A embarcação da minha vida há de ancorar segura
E tranqüila no porto da eternidade.
Nossa Senhora dos Navegantes,
Rogai por nós,
Amém.



                                                  Iemanjá

Iemanjá (yemanjá), a Rainha do Mar, mãe de quase todos os orixás, é exaltada por negros e brancos. Iemanjá, possui vários nomes: sereia do mar, princesa do mar, rainha do mar, Inaé, Mucunã, Dandalunda, Janaína, Marabô, Princesa de Aiocá, Sereia, Maria, Dona Iemanjá; dependendo de cada região, mas sua origem vem da África. "A Iemanjá brasileira é resultado da miscigenação de elementos europeus, ameríndios e africanos".
"Afrodite brasileira", Iemanjá é a padroeira dos amores e muito solicitada em casos de desafetos, paixões conflituosas, desejos de vinganças, tudo pode ser conseguido caso ela consinta. Iemanjá exerce fascínio nos homens, sua beleza é o esteriótipo da beleza feminina: Longos cabelos negros, feições delicadas, corpo escultural e muito vaidosa.
Têm poderes sobre todos aqueles que entram em seu domínio, o mar. Venerada e respeitada por pescadores e todos aqueles que vivem no mar, pois a vida dessas pessoas estão em suas mãos, segunda a lenda é ela quem decide o destino das pessoas que adentram seu império: enseadas, golfos e baías. Dona de poderes, a tranquilidade do mar ou as tempestades estão sob o seu domínio.
No sincretismo religioso, Iemanjá tem identidade correspondente a outros santos, como na igreja católica é Nossa Senhora de Candeias, Nossa Senhora dos Navegantes, Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora da Piedade e a Virgem Maria.
Em cada lugar do Brasil Iemanjá é festejada, mas as datas diferem de um lugar para outro. No Rio de Janeiro seu culto é festejado no dia 31 de Dezembro, junto à passagem de ano, onde os devotos oferecem oferendas: Velas, espelhos, pentes, flores, sabonetes e perfumes... na esperança de que ela leve todas as tristezas, problemas e aflições para o fundo do mar e traga dias melhores. Na Bahia sua data é comemorada no dia de Nossa Senhora das Candeias, 2 de fevereiro. Venerada nos Candomblés da Bahia, recebe muitas homenagens e oferendas.
Iemanjá também é conhecida como deusa lunar, rege os ciclos da natureza que estão ligados a água e caracteriza a "Mudança", na qual toda mulher é submetida devido a influência dos ciclos da lua.
Mãe de quase todos os órixas, é a deusa da compaixão, do perdão e do amor incondicional.
Casada com Oxalá, Iemanjá é o arquétipo da maternidade. Outras vezes Iemanjá continua bela, mas pode apresentar-se como a Iara, metade mulher, metade peixe, as sereias dos candomblés do caboclo.
Nota: Em Cuba, Yemayá também possui as cores azul e branca, é uma rainha do mar negra, assume o nome cristão de La Virgen de la Regla e faz parte da Santeria como santa padroeira dos portos de Havana.

          MITOLOGIA - LENDA (Arthur Ramos)

Com o casamento de Obatalá, o Céu, com Odudua, a Terra, que se iniciam as peripécias dos deuses africanos. Dessa união nasceram Aganju, a Terra, e Iemanjá (yeye ma ajá = mãe cujos filhos são peixes), a Água. Como em outras antigas mitologias, a terra e a água se unem. Iemanjá desposa o seu irmão Aganju e tem um filho, Orungã.
Orungã, o Édipo africano, representante de um motivo universal, apaixona-se por sua mãe, que procura fugir de seus ímpetos arrebatados. Mas Orungã não pode renunciar àquela paixão insopitável. Aproveita-se, certo dia, da ausência de Aganju, o pai, e decide-se a violentar Iemanjá. Essa foge e põe-se a correr, perseguida por Orungã. Ia esse quase alcançá-la quando Iemanjá cai no chão, de costas e morre. Imediatamente seu corpo começa a dilatar-se. Dos enormes seios brotaram duas correntes de água que se reúnem mais adiante até formar um grande lago. E do ventre desmesurado, que se rompe, nascem os seguintes deuses: Dadá, deus dos vegetais; Xango, deus do trovão; Ogum, deus do ferro e da guerra; Olokum, deus do mar; Oloxá, deusa dos lagos; Oiá, deusa do rio Niger; Oxum, deusa do rio Oxum; Obá, deusa do rio Obá; Orixá Okô, deusa da agricultura; Oxóssi, deus dos caçadores; Oké, deus dos montes; Ajê Xaluga, deus da riqueza; Xapanã (Shankpannã), deus da varíola; Orum, o Sol; Oxu, a Lua.
Os orixás que sobreviveram no Brasil foram: Obatalá (Oxalá), Iemanjá (por extensão, outras deusas-mães) e Xango (por extensão, os outros orixás fálicos).
Com Iemanjá, vieram mais dois orixás yorubanos, Oxum e Anamburucu (Nanamburucu). Em nosso país houve uma forte confluência mítica: com as Deusas-Mães, sereias do paganismo supérstite europeu, as Nossas Senhoras católicas, as iaras ameríndias.
A Lenda tem um simbolismo muito significativo, contando-nos que da reunião de Obatalá e Odudua (fundaram o Aiê, o "mundo em forma"), surgiu uma poderosa energia, ligada desde o princípio ao elemento líquido. Esse Poder ficou conhecido pelo nome de Iemanjá.
Durante os milhões de anos que se seguiram, antigas e novas divindades foram unindo-se à famosa Orixá das águas, como foi o caso de Omolu, que era filho de Nanã, mas foi criado por Iemanjá.
Antes disso, Iemanjá dedicava-se à criação de peixes e ornamentos aquáticos, vivendo em um rio que levava seu nome e banhava as terras da nação de Egbá.
Quando convocada pelos soberanos, Iemanjá foi até o rio Ogun e de lá partiu para o centro de Aiê para receber seu emblema de autoridade: o abebé (leque prateado em forma de peixe com o cabo a partir da cauda), uma insígnia real que lhe conferiu amplo poder de atuar sobre todos os rios, mares, e oceanos e também dos leitos onde as massas de águas se assentam e se acomodam.
Obatalá e Odudua, seus pais, estavam presentes no cerimonial e orgulhosos pela força e vigor da filha, ofereceram para a nova Majestade das Águas, uma jóia de significativo valor: a Lua, um corpo celeste de existência solitária que buscava companhia. Agradecida aos pais, Iemanjá nunca mais retirou de seu dedo mínimo o mágico e resplandecente adorno de quatro faces. A Lua, por sua vez, adorou a companhia real, mas continuou seu caminho, ora crescente, ora minguante..., mas sempre cheia de amor para ofertar.
A bondosa mãe Iemanjá, adorava dar presentes e ofereceu para Oiá o rio Níger com sua embocadura de nove vertentes; para Oxum, dona das minas de ouro, deu o rio Oxum; para Ogum o direito de fazer encantamentos em todas as praias, rios e lagos, apelidando-o de Ogum-Beira-mar, Ogum-Sete-ondas entre outros.
Muitos foram os lagos e rios presenteados pela mãe Iemanjá a seus filhos, mas quanto mais ofertava, mais recebia de volta. Aqui se subtrai o ensinamento de que "é dando que se recebe".
Fonte: Deusa Iemanjá
Meu respeito e admiração pela cultura e a crença.
Saudação à Iemanjá, a Rainha do Mar: Odô-fe-iaba! Odô-fe-iaba! Odô-fe-iaba!



Iemanjá

Significado: iya; mãe. Omo; filho. Eja, peixe
Dia da semana: Sábado
Cores: branco e azul (cristal translúcido)
Saudação: O doiá! (odo, rio)
Elemento: água
Domínio: mar, água salgada
Instrumento: abebê (espelho)
Iemanjá é proveniente de uma nação chamada Egbá, na Nigéria, onde existe um rio com o mesmo nome deste orixá.
Ela seria filha de Olokum (mar) e mãe da maioria dos Orixás. Sua cor é branca, associada ao orixá Oxalá e juntos teriam feito a criação do mundo.
Na África, Iemanjá é associada à fertilidade e fecundidade.
Nas danças míticas, seus iniciados imitam o movimento das ondas executando curiosos gestos, ora como se estivessem nadan¬do no mar, abrindo os braços, ora levando as mãos à testa e ele¬vando-as ao céu, indicando as variações das ondas do mar.
Iemanjá segura um leque de metal e um espelho. Tem diversos nomes (ou qualidades) referentes à diversidade e às diferentes profundidades dos trechos do rio "Yemoja".
Iemanjá representa a criação efetivada. O seu leque, chamado abebê, tem em seu centro um recorte, onde surge o desenho de uma sereia. Em outros modelos deste apetrecho, constam a lua e a estrela.
Complacente e pródiga, é responsável pela pescaria farta, além da vida com abundância de alimentos. Ela não lembra a volúpia das sereias das lendas européias ou a Iara dos mitos indígenas, mas é representada e cultuada com muito respeito, pois é a mãe da criação.

         Salve Iemanjá, Rainha do Mar...
 
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Postagens populares

“A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho.”


SIGNIFICADOS QUANTO AO FORMATO DA VELA



 
Cones ou Triangulares: equilíbrio, elevação.
Quadradas: estabilidade, matéria.
Estrela: espiritual, carma.
Pirâmide: realizações matérias.
Cilíndricas: servem para tudo.
Animais: para o seu animal protetor.
Lua: para acentuar sua energia intuitiva.
Gnomo: para seu elemental da terra.
Cone ou Triangulares: simbolizam o equilíbrio. Tem três planos: físico, emocional e espiritual.
Velas Cônicas: são voltadas para cima e significam o desejo de elevação do homem, sua comunicação com o cosmos.
Velas Quadradas: Simbolizam estabilidade na matéria. Seus lados iguais representam os quatro elementos: Terra, Água, Fogo, Ar.
Velas em Formato de Estrela de Cinco Pontas: É o símbolo do homem preso na matéria. Representa o carma.
Velas Redondas: Simbolizam mudança. E a energia mais pura do astral que só a mente superior alcança.