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A real intenção do blog Grupo Boiadeiro Rei não é de plágio, mas sim de espalhar Conhecimento e Espiritualizar...

 
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sábado, 19 de março de 2011

A História de Zé Boiadeiro (Um Boiadeiro de Lei )


Ganhou presentes por graças alcançadas, roupas, curiadores, adornos por graças que ele tinha ido buscar as pessoas juntos aos anjos de Luz . Fez tanta coisa boa, que em uma dessas sessões acabou realizando algo a uma pessoa (ela diz ter sido um milagre), que recebeu uma promessa que iria ganhar uma Casa de Caridade para que ele pudesse ser maior do que já era .
Da inauguração da casa até os dias de hoje, Zé Boiadeiro ou seu Zé como gosta de ser chamado, mesmo como Guia Chefe Espiritual continua mostrando a todos nós que humildade, respeito e igualdade são coisas que se conquistam somente através de muito trabalho .
Continua encantando a todos com suas atitudes e gestos. Se doa de tal forma que disse não ligar perder toda a sua LUZ para que seus filhos sejam felizes sempre , mas sabemos seu ZÉ que Estrelas como o senhor jamais deixam de brilhar, pois seu brilho vem encantado com a energia que emana de Olorum, nosso criador .
Sua Luz aumentou muito, seus compromissos com a terra também, mas sempre consegue arrumar tempo para um aperto de mão, um abraço, uma palavra de conforto e carinho. A estrutura a sua volta aumentou, mas para ele nada mudou, pois incansável como sempre continua a iluminar o caminho de todos nós.
Muitas pessoas vem ao seu socorro, pois acreditam e sabem que ele pertence a uma elite de entidades que trabalham em nome de DEUS e da Umbanda. Passam horas a esperar por uma consulta, tamanho é o número de pessoas que o solicitam, mas sempre com paciência, arruma um jeitinho de atender a todos.
Transmite em todos os trabalhos muita paz ao espírito e segurança em cada atitude relacionada aos filhos e a todos aqueles que o procuram . Nada do que eu diga aqui , pode representar o que este Ser Iluminado significa para cada um de nós , tamanho é a sua grandeza e objetividade em ajudar e somar.
Divide sempre as honras e os méritos com todas as outras entidades e ainda ensina : Nada seria sem a ajuda de todos os meus irmãos do astral - Divido as alegrias e as graças alcançadas com todas as entidades de luz que trabalham a nossa volta e não me esqueço ainda dos irmãos da esquerda que nos dão tranqüilidade e segurança para continuar nossa luta.
Zé Boiadeiro é um ser com qualidades infinitas, matuto, esperto e inteligente sabe acariciar e repreender cada um em qualquer ocasião. Sorri, quando vê a casa com muita luz e se entristece com sentimentos mesquinhos, canta, dança, aplaude, chora, fala, se eleva a Deus, enfim luta por dias melhores em nossa Casa e na vida pessoal de cada um. Não é famoso como muitas entidades que aí estão, mas não importa pois é grande na Luz e na simplicidade de ser como todas as outras.
Passaria horas escrevendo e falando desse magistral ser de Luz que me acompanha desde meu nascimento; mas não há nada que eu escreva que possa demonstrar o tanto de carinho e respeito que sentimos por esse Mestre. Com a felicidade de poder contar com todas as minhas entidades (presentes enviados por Deus), me senti na obrigação, quando da construção desta página, de falar de alguém que merece todas as honras e homenagens de todos nós. Deste que foi o grande responsável por me conduzir à Umbanda e assumir meu posto de Pai com muito orgulho e Humildade.
Por tudo que tem sido seu Zé e pela satisfação de ser o médium que você escolheu entre tantos, me elevo a luz e te agradeço do fundo do meu coração pelas lições e aprendizados.

Ditado através do Medium Felipe Ferreira
Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei

ÌMÓLÈ


ÌMÓLÈ é a origem da criação dos elementos, por isso este é o elemento mais importante e poderoso de todos ; ele é a origem, o fundamento de todas as coisas e de toda a criação. Em resumo, este elemento é a esfera primordial. Ìmólè é isento de tempo e espaço. Ele é a quinta força, a força que contém tudo o que foi criado e que mantém tudo em equilíbrio. É a origem e a pureza de todos os pensamentos e idéias. Mas do que a luz em si, chamada por outro nome: Ìmò ( a qual desta forma estaria mais ligada a forçã Osa), Ìmólè é a ação superior da rotação entre a luz e as trevas, é o equilíbrio e origem de tudo, daí sua transliteração mais apropiada de iluminação. Na medida em que Ìmóè é a origem dos elementos, o primeiro elemento que nasceu de Ìmolè foi ìnón ( o principio do fogo). Este elemento como todos os outros, não age só em nosso plano material, mas em tudo o que foi criado. As características básicas do princípio do fogo são o calor e a expansão; é por isso que no começo da criação tudo era fogo. Cada elemento, inclusive o fogo, possui duas polaridades, a ativa e a passiva (Ofú e Osa), a parte Ofú do fogo é construtiva, criadora e geradora, enquanto a Osa é desagregadora, destrutiva e exterminadora. Sempre devemos considerar essas duas características básicas de cada elemento. As religiões atribuem o bem ao lado Ofú (ativo) e o mal ao lado Osa(passivo), mas em princípio o bem e o mal não existem, eles são apenas conceitos da condição humana.


No universo não existem coisas boas ou más


No universo não existem coisas boas ou más, pois tudo foi criado segundo leis imutáveis. Assim é justamente através destas leis que se reflete o princípio divino, e apenas na posse do conhecimento destas leis é que podemos nos aproximar de Deus. O fogo emana à força do princípio elétrico em todo o universo. A força que representa este princípio elétrico nascido do fogo no universo, é chamada de Odù ÈJÌOGBÈ MÉJ`também conhecido no Brasil como Odù EJIÔNILÊ. Como força Ofú do fogo temos: A luz solar e como força Osa do fogo temos: a pólvora. Direção : LESTE. Folhas: urtiga, cansanção, cambára, erva-tostão e plantas afins. COR: vermelho.Metal:cobre Fase lunar: lua cheia. Parte no corpo humano aonde este elemento mais atua: cabeça. Cantiga ritual do fogo:"Inón inón mo jubá e e mo jubá, Inón inón mo jubá e àgò mo jubá" "Fogo,fogo,meu respeito e reverência fogo,fogo,meu respeito com pedido de licença e mais reverência". Em comparação com o princípio do fogo (ìnón), o princípio da água (omi), possui características totalmente opostas; suas características básicas são o frio e a retração.



Aqui também se tratam de dois pólos (Ofú e Osa); o pólo Ofù (ativo) é contrutivo, doador de vida, nutriente e preservador, e o negativo (osa) é igual ao do fogo,desagregador,fermentador,decompositor e dissipador. Como o elemento água possui em si a característica básica da retração, ele deu origem ao fluído magnético(magnetismo) o qual é representado em sua forma mais plena através do Odù Òyèkú Mejí( também conhecido como Ejí-Ologbom) .Tanto o fogo como a água agem em todas as regiões. Segundo a lei da criação, o princípio do fogo não poderia existir se não contivesse um pólo oposto, ou seja o princípio da água. Por isso nos diz Ìfá; "Todo aquele que bater em Oyêku, sentirá a fúria de Èjiogbé". Esses dois elementos, fogo e água, são aqueles elementos básicos com os quais tudo foi criado. Por causa disso é que em todos os lugares sempre temos que contar com dois elementos principais como polaridades opostas (Òfú e Osa), além do fluído magnético e elétrico. Como força de Òfú da água temos: ORVALHO. Como força Osa da água temos :Líquidos que contenham paretes de materiais em decomposição. Folhas: saião, fortuna e plantas afins que contenham bastante água dentro de si. Cor: Azul. Metal: ferro. Animais: peixes. Fase lunar:Nova Parte do corpo humano onde este elemento mais atua: ventre. Cantiga ritual da água: "Omi imònlè másé mi omi tutu, omi onòn tutu Omi oko tutu , omi iyè tutu omi imonlè másé mi" "Espírito da água não me faça mal, a água refresca , a água refresca o caminho.A água refresca a lavoura, a água refresca a vida,Espírito da água, não me faça mal." Os textos acima são frutos de pesquisa no livro magia prática no culto a Yami osoòrongá e o mito das mulheres pássaros, de autoria de SR: LUÍS CARLOS O. SILVA.

Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei

 

NÃO SÃO UMBANDISTAS!

- Quem explora a Caridade em nome de Oxalá, comercializando com a religião;

- Os invejosos que caluniam para destruir o patrimônio moral e material alheio;
- Os que não cumprem suas obrigações morais e sociais;
- Aqueles que colocam as coisas do sexo em primeiro plano;
- Aqueles que odeiam ou se irritam, afastando-se da Lei do Amor;
- Quem não possui paciência ou tolerância para com os pequenos, aprendizes ou ignorantes;
- Os que alimentam preconceitos sociais ou racistas;
- Os fracos que perdem facilmente a fé, e se deixam abater pelo desânimo;
- Os orgulhosos que ignoram o valor da humildade;
- Os que não sabem perdoar, para também merecer o perdão;
- Os que não constroem ou não edificam para o progresso espiritual da humanidade;
- Os mistificadores,  que procurando enganar os outros, enganam a eles mesmos;
- Os que se envaidecem com sua mediunidade;
- Os decrescentes que só freqüentam sessões para satisfazer o instinto da exibição;
- Os que trabalham para o MAL, prejudicando seus semelhantes;
- Aqueles que não ajudam os necessitados e quando necessitam, querem ser ajudados pelos guias e protetores;
- Os que não procuram praticar a Caridade e o Evangelho de Oxalá;
- Quem deturpa a Doutrina, trabalhando em benefício próprio;
- Aqueles que não procuram elevar o conceito da Umbanda;
- Os que militam nos terreiros apenas por interesses materiais;
- Os que procedem mal e procuram a Umbanda para acobertar seus crimes e mazelas;
- Quem fala mal da vida alheia, dentro e fora dos terreiros;
- Os dirigentes de federações, Pais-de-Santo e Médiuns que NÃO dão exemplos de conduta e virtudes;
- Os Médiuns ciumentos que, incapazes de progredirem pelo esforço próprio, procuram derrubar os outros para ultrapassá-los;
- Enfim, quem não ama a seu próximo, como a si mesmo!

(Contribuíção de Maitía Azurza – Abaré-Ybytu – Núcleo de Estudos Espirituais Mata Verde Templo de Umbanda)

Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei

As Egrégoras – Um tipo de Campo Estrutural



No Núcleo Mata Verde estudamos um conceito chamado Campo Estrutural.(1)
Campo estrutural, definido de uma forma bem rápida e simples, é toda estrutura espiritual criada e mantida pelos espíritos na dimensão espiritual (Orum) e que podem ou não, interagir com a dimensão material (Aiyê). (2)
A energia mantenedora dos campos estruturais são as vibrações espirituais.(3)
Quando falamos de espíritos estamos nos referindo a todos, sejam encarnados ou não.
Naturalmente que estão incluídos os Caboclos, Pretos Velhos, Exus e toda hierarquia de guias e protetores espirituais, mestres, anjos e Orixás.(4)
Entre os vários Campos Estruturais existentes encontramos um chamado de Egrégora. As egrégoras são estruturas espirituais criadas e mantidas por um conjunto de espíritos.(5)
Egrégora é um Campo Estrutural específico, formado pelas vibrações espirituais oriundas de muitas origens.
No estudo que realizamos no Núcleo Mata Verde a egrégora é classificada como “Campo Estrutural Coletivo”. Para se aprofundar neste estudo sugerimos que inicialmente faça o curso EAD – Umbanda Os Sete Reinos Sagrados, disponível no site www.mataverde.org/ead
Estes campos estruturais chamados egrégoras são criados, mantidos, alterados e destruídos por nós, mas também devolvem energia e força a todos aqueles que participam da sua formação.
A energia espiritual devolvida pela egrégora sempre é bem maior do que a energia espiritual fornecida por nós e também é proporcional ao número de espíritos que a compõem. (6)
Vamos dar um exemplo.
O local que chamamos Terreiro de Umbanda onde são realizados os trabalhos espirituais não é somente uma casa, uma construção.
Além da estrutura material existe uma estrutura espiritual que é mantida por todos aqueles espíritos (Caboclos, Pretos Velhos, Crianças, Exus, etc…)e por todos os médiuns, cambonos e participantes do Terreiro. Esta estrutura espiritual é um tipo de campo estrutural.
Quando uma pessoa vai até um Núcleo de Umbanda e ao adentrar ao recinto se concentra em preces e respeita o lugar sagrado, ela está neste momento vibrando e alimentando o campo estrutural daquele Terreiro, ela está alimentando com vibrações espirituais a egrégora da casa.
Ao alimentar a egrégora ela passa a se envolver naquele campo espiritual e imediatamente passa a receber as vibrações espirituais que aquela egrégora (Campo Estrutural do Terreiro) devolve a ela, existe uma troca de energia espiritual.
Se houver afinidade, poderemos entrar em ressonância espiritual com as vibrações espirituais daquele lugar e então a energia transferida será bem maior.
O resultado desta transferência de energia será notado imediatamente em nossas vidas, podendo em alguns casos provocar verdadeiros milagres (curas, mudanças emocionais, psíquicas, sociais, etc..).(7)
Por isso que sempre afirmamos aos membros do Núcleo Mata Verde, que não adianta somente conhecer a umbanda através dos livros, é necessário ao umbandista freqüentar o Terreiro, sentir a força da egrégora da casa, o axé da casa etc…(8)
A energia espiritual recebida pelas pessoas é sempre da mesma natureza da energia da egrégora.(9)
Precisamos tomar muito cuidado com as egrégoras que ajudamos a manter, pois acabamos virando vítimas destes campos de força espiritual, e muitos deles ao invés de nos ajudarem poderão provocar perturbações incríveis em nossa vida, em nossa saúde e em nosso equilíbrio espiritual.
Estes campos estruturais chamados de egrégoras também auxiliam na proteção espiritual do Templo, pois todos aqueles seres que não tiverem afinidades com as vibrações da egrégora, serão repelidos violentamente do ambiente devido as diferenças vibratórias existentes, mesmo que insistam não conseguirão resistir as energias dissonantes.
Este efeito também se aplica as pessoas que freqüentam o Templo: Médiuns, Cambones, etc…
Dizem que conhecimento é poder. Agora que você sabe que as egrégoras agem como escudos protetores do Terreiro e que são fontes de força e poder espiritual, procure fortalecer cada vez mais o Campo Estrutural de seu Terreiro e desta forma receber mais força para sua vida.(10)

Obs.:

 1 – Campo estrutural é um conceito amplo e genérico. Sua manifestação é múltipla e está presente em várias manifestações da vida material e espiritual. Quando falamos em perispírito, colônias espirituais, zonas umbralinas, regiões trevosas, formas pensamento, egrégoras, etc… estamos falando em campos estruturais. Maiores informações podem ser obtidas no curso de doutrina umbandista “Umbanda Os Sete Reinos Sagrados”.
Sugerimos o curso a distância no site www.mataverde.org/ead
2- Existem campos estruturais que atuam somente na dimensão espiritual. As colônias espirituais é um exemplo de campo estrutural atuante somente na espiritualidade.
O perispírito é um campo estrutural atuante na dimensão material , é ele que faz o elo de ligação espírito-matéria.
3- O campo estrutural é de natureza espiritual, portanto é mantido pela energia mental e emocional, sendo os espíritos a fonte geradora destas energias. É um erro afirmar que são as ondas eletromagnéticas ou radiações de origem material as responsáveis pela manutenção destes campos. O conceito do campo estrutural é definido no livro “Umbanda Os Sete Reinos Sagrados” de autoria de Manoel Lopes.
4- Existem campos estruturais mantidos por todos os elementos da escala evolutiva da espiritualidade: Mônadas, elementais, elementares, almas-grupo, espíritos, anjos, Orixás.
5- Definição clássica de egrégora: “Egrégora provém do grego egrégoroi e designa a força gerada pelo somatório de energias físicas, emocionais e mentais de duas ou mais pessoas, quando se reúnem com qualquer finalidade, A egrégora acumula a energia de várias freqüências. Assim, quanto mais poderoso for o indivíduo, mais força estará emprestando a egrégora para que ela incorpore às dos demais”.
6-A energia espiritual devolvida pela egrégora é proporcional ao número de pessoas que participam da egrégora.
7-Temos vários relatos de freqüentadores do Núcleo Mata Verde, que somente pelo fato de entrarem no Terreiro se sentiram melhores, mais dispostos, alegres, calmos etc… Naturalmente que além da energia da egrégora, mesmo antes do início dos trabalhos, existe toda a intervenção dos guias e guardiões do Terreiro. Mas a energia da egrégora não pode ser descartada ela deve ser estudada, compreendida e utilizada de forma racional por todos os umbandistas.
8-Estamos nos referindo aos médiuns e filhos do Terreiro.
9-Uma egrégora formada por vibrações de amor, alegria, união, força devolverá aos seus participantes estas mesmas vibrações.
Já uma egrégora alimentada com ódio, inveja, disputa, tristeza, vaidade, orgulho irá devolver aos seus participantes este mesmo tipo de vibrações.
Com o passar do tempo aquelas pessoas mais “fracas” serão vítimas desta força oculta e quando perceberem o estrago causado já poderá ser tarde.
Infelizmente muitos Terreiros fecham as portas por este motivo.
10-Existem muitas formas de fortalecer, neutralizar ou mesmo destruir um campo estrutural. Uma destas formas é a magia dos Sete Reinos Sagrados, mas isso é assunto para outra oportunidade.

Por Manoel Lopes
fonte: www.mataverde.org

Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei

Histórico do contato - Povos Indigenas Araweté

Em meados da década de 60, os Araweté se deslocaram das cabeceiras do rio Bacajá, a sudeste, em direção ao Xingu, no Estado do Pará. Eles eram oficialmente desconhecidos até o começo da década de 1970. Seu 'contato' pela Funai data de 1976, quando buscaram as margens do Xingu fugindo do assédio dos Parakanã, outro grupo tupi-guarani.
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É possível garantir que eles moram há muitos anos, talvez alguns séculos, na região de florestas entre o médio curso dos rios Xingu e Tocantins. Embora fossem considerados, até o contato em 1976, como "índios isolados", o fato é que os Araweté conhecem o homem branco há muito tempo. Sua mitologia se refere aos brancos, e existe um espírito celeste chamado "Pajé dos Brancos"; eles utilizam há muito tempo machados e facões de ferro, que pegavam em roças abandonadas de moradores 'civilizados' da região; e sua tradição registra vários encontros, alguns amistosos, outros violentos, com grupos de kamarã na floresta.
A história dos Araweté tem sido, pelo menos desde o início do século XX, uma história de sucessivos conflitos com tribos inimigas e de deslocamentos constantes. Eles saíram do Alto Bacajá devido a ataques dos Kayapó e dos Parakanã. Por sua vez, ao chegarem ao Ipixuna e demais rios da região (Bom Jardim, Piranhaquara), afugentaram os Asuriní ali estabelecidos, que acabaram se mudando para o rio Ipiaçava, mais ao norte. Em 1970, com a construção da rodovia Transamazônica, que passava por Altamira (a cidade mais próxima), o governo brasileiro começou um trabalho de "atração e pacificação" dos grupos indígenas do médio Xingu. Os Araweté começaram a ser notados oficialmente em 1969. Em 1971 a Funai estabeleceu a "Frente de Atração do Ipixuna", que manteve contatos esporádicos com os Araweté até 1974, sempre sem conseguir visitar suas aldeias. Nesta época o grupo vivia dividido em dois blocos de aldeias, um mais ao sul, na bacia do Bom Jardim, outro ao norte, no Alto Ipixuna.
Em janeiro de 1976, ataques realizados pelos Parakanã levaram os Araweté de ambas as regiões a procurar as margens do Xingu, resolvidos a "amansar" (mo-kati ) os brancos (pois eles não acham que foram 'pacificados' pelos brancos, mas sim o contrário). A Funai veio encontrá-los lá em maio daquele mesmo ano, acampados precariamente junto às roças de alguns camponeses, famintos e já doentes devido ao contato com os brancos do "beiradão" (que é como as terras da margem do Xingu são chamadas pela população regional). Em julho, os sertanistas da Funai decidem levar aquela população doente e fraca em uma caminhada pela mata até um Posto que havia sido construído no Alto Ipixuna, próximo às antigas aldeias do grupo. Foi uma caminhada de mais ou menos 100 km, que durou 17 dias: pelo menos 66 pessoas morreram no percurso. Com os olhos fechados por uma conjuntivite infecciosa que haviam contraído no "beiradão", as pessoas não enxergavam o caminho, se perdiam na mata e morriam de fome; crianças pequenas, subitamente órfãs, eram sacrificadas pelos adultos desesperados; muita gente, fraca demais para caminhar, pedia para ser deixada para morrer em paz.
Não se sabe quantos começaram a caminhada, mas apenas 27 chegaram junto com os sertanistas que lideravam a marcha; o restante veio chegando aos poucos. Alguns índios se desviaram, no caminho, para as aldeias antigas, ali permanecendo algumas semanas; mas logo um novo ataque parakanã fez toda a população araweté que sobreviveu à caminhada e aos inimigos se juntar no Posto da Funai. Em março de 1977, o primeiro censo feito pela Funai contou 120 pessoas. Os Araweté me desfiaram os nomes de 77 pessoas que desapareceram no período entre sua chegada no Xingu, em janeiro de 1976, e sua chegada no Posto Velho, em julho daquele ano; três dessas morreram no último ataque parakanã: 73, portanto, foram vítimas do contato e da desastrosa caminhada - 36% da população total à época.
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Em 1978, os Araweté se mudaram, juntamente com o Posto da Funai, para um sítio mais próximo da foz do Ipixuna, onde residiram até 2001. Nos primeiros anos, viver com os brancos não era muito fácil. A interação entre índios e funcionários da Funai se fundava em uma série de mal-entendidos culturais, em expectativas estereotipadas e em demandas contraditórias. Era muito comum a emissão professoral de juízos sobre o 'caráter' típico dos Araweté: que eram preguiçosos, que passavam fome por descuido e imprevidência (e no entanto a população era visivelmente bem nutrida), que não eram solidários entre si, que só falavam e pensavam em sexo (o que era sublinhado, na verdade, por ser um dos únicos assuntos em que a vida dos índios interessava os brancos); e assim por diante. Havia toda uma série de procedimentos de 'infantilização' dos índios, pequenos ritos de degradação, como os exames médicos em público, censuras sobre a 'pouca higiene' de certas práticas tradicionais, o costume de se lhes pôr apelidos pejorativos. Só ouvi serem elogiados pelo temperamento cordato, alegre e (deveras!) paciente. Mas na verdade tudo isso não era apenas (às vezes, de forma alguma) uma questão de 'má vontade' ou de brutalidade desse ou daquele funcionário. Havia um sistema; esse era o modo de articulação entre índios e brancos.
Os Araweté dependiam então, como dependem mais ainda hoje, de uma série de bens e serviços oferecidos pelo Posto: combustível, sal, fósforos, panelas, roupas (para os homens), sabão, pilhas, lanternas, facas, machados, facões, ferramentas, tesouras, pentes, espelhos, açúcar, óleo de cozinha, espingardas, munição, remédios.
Em meados de 1988, os Araweté e o chefe do Posto (Benigno Marques, hoje diretor da Administração da Funai de Altamira) encontraram e apreenderam uma grande quantidade de mogno que havia sido derrubada em suas terras por duas companhias madeireiras. Após uma nebulosa negociação da Administração da Funai em Altamira com estas madeireiras, os Araweté e os Parakanã - isto é, o PI Ipixuna e o PI Apyterewa - acabaram recebendo, em janeiro de 1989, uma razoável quantidade de dinheiro à guisa de 'indenização' pela madeira roubada.
Embora a maior parte do dinheiro tenha sido confiscada pelo Governo Collor em março daquele ano, os três meses em que ele esteve disponível foram suficientes para uma mudança radical nas condições do sistema Posto/aldeia. Por um lado, várias melhorias importantes foram feitas no equipamento do Posto Indígena: nova enfermaria, motores para transporte e geração de energia, a aquisição de um barco com alta capacidade de carga, ferramentas etc. Por outro lado, os Araweté passaram a ter um acesso bastante amplo a uma quantidade de mercadorias que antes eram de obtenção difícil, demorada e limitada. Proliferaram as espingardas, panelas, machados, lanternas, pilhas, roupas, tabaco…
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A partir de meados de 1989, a situação começou a piorar, com o confisco da caderneta de poupança 'dos Araweté'. Nessa época, um médico italiano, Aldo Lo Curto, encantou-se pelo grupo e passou a investir na área alguns dos recursos que levanta em seu país de origem, por meio de palestras e exposições sobre os índios brasileiros. Isso permitiu a contratação de uma enfermeira e de uma professora, e a compra de alguns equipamentos para o posto. Mas a manutenção da pauta de consumo do grupo, elevada após a entrada do dinheiro da madeira, permaneceu um problema. Com a aguda recessão do período Collor, e especialmente com o desmonte da máquina administrativa federal, a Funai mergulhou em uma situação de insolvência. Com isso, os Araweté ficaram reduzidos à ajuda de Lo Curto e a arranjos de emergência entre a chefia do PI Ipixuna e a Funai de Altamira. Começaram a faltar alguns itens essenciais, como remédios, combustível e munição. Essa foi a situação que encontramos em 1991, quando visitei o Ipixuna, junto com a equipe do Cedi.

Os Araweté perdidos

Em setembro de 1987, os Kayapó-Xikrin da aldeia Cateté, a centenas de quilômetros a sudeste do Ipixuna, do outro lado da Serra dos Carajás, atacaram um pequeno grupo de índios desconhecidos, matando um homem e um menino, capturando duas mulheres e outro menino pequeno. Um médico da Funai que visitava a aldeia do Cateté reconheceu a pele branca e os olhos castanho-claros dos Araweté, bem como os característicos brincos de pena usados pelas mulheres. Logo se soube que um homem mais velho havia permanecido na mata, tendo conseguido fugir do ataque. Avisados pelo rádio, os Araweté mandaram dois emissários (e o chefe do PI Ipixuna) para resgatar seus parentes perdidos, sem terem a menor idéia de quem poderiam ser. As negociações foram complicadas; os Xikrin exigiram vários bens em troca dos prisioneiros, mas no fim tudo se resolveu. Em seguida, os Araweté foram em busca do velho. Logo o encontraram; no começo ele resistiu a qualquer aproximação, atirando flechas contra o pequeno grupo de resgate. Finalmente, contudo, terminou por reconhecer a língua e se deixou aproximar. Ele e os cativos dos Xikrin foram levados para o Ipixuna para se juntar ao resto dos Araweté.
Na aldeia o mistério se esclareceu. Eles eram os sobreviventes do grupo de Iwarawï (o velho), que tinha se separado do resto da tribo há cerca de 30 anos atrás nas cabeceiras do Bacajá, quando Iwarawï ainda era um rapaz. Durante um ataque kayapó, ele fugiu para a mata com uma moça - filha da irmã de sua mãe - e com dois meninos pequenos, seus sobrinhos. Os Araweté acharam que eles haviam sido mortos ou capturados pelos Kayapó. Na verdade, eles haviam se perdido do resto da tribo, que fugira dos Kayapó na direção oposta, em direção às águas do Ipixuna. Iwarawï e sua irmã (no parentesco araweté, a filha da irmã da mãe é chamada de "irmã"), sozinhos, foram obrigados a casar; tiveram duas filhas, que se casaram com os dois meninos que haviam fugido também. Estas pessoas viveram completamente isoladas durante 30 anos, como uma miniatura da sociedade araweté. Era uma vida muito dura, sempre fugindo ao menor sinal de inimigos: sem tempo para esperar o algodão crescer, as mulheres substituíram sua roupa tradicional por saias de casca de árvore; precisando estar sempre mudando de acampamento, nem sempre podiam plantar e colher milho, dependendo de farinha de coco-babaçu para sua alimentação.
Em fevereiro de 1988, Iwarawï foi levado a Altamira para se tratar de uma grave pneumonia que havia contraído logo após o contato. As duas mulheres, suas filhas, casaram-se na aldeia: Mitãñã-kãñî-hi e seu filho foram viver com um viúvo; Pïdî-hi, respectivamente mulher e mãe do homem e do menino mortos pelos Xikrin, casou-se com um primo solteiro. Embora cercados por seus parentes próximos da aldeia, esses sobreviventes custaram a se acostumar à nova situação. Os outros Araweté os achavam estranhos: falavam com um sotaque estranho, haviam esquecido muitos dos usos e costumes tribais. Enquanto Iwarawï estava em Altamira, suas armas ficaram guardadas na aldeia, e eram mostradas a todos. Seu largo arco, todo furado de chumbo das espingardas kayapó - ele o usara como escudo durante o ataque - havia morto muitos inimigos, índios e kamarã, durante aqueles trinta anos. Suas flechas eram estranhas: tortas, sujas, com uma emplumação diferente da tradicional. Examinando estas armas, um ancião da aldeia declarou:
"é, Iwarawï estava quase se transformando em inimigo, estava esquecendo nosso modo de ser…"
As filhas e o neto de Iwarawï estão hoje completamente integrados à vida dos Araweté. Iwarawï morreu afogado nas águas do Xingu, em um estúpido acidente de barco, em agosto de 1988. Ele não teve tempo de voltar a viver com seus parentes perdidos.

Fonte e Indicação para estudos Site: http://pib.socioambiental.org/pt/povo/arawete

Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei

Quando alguém lhe diz: Você precisa desenvolver sua mediunidade!


Quantos já ouviram essa expressão?

É uma frase típica, muito utilizada nos centros espíritas/espiritualistas, que possui um significado amplo. No entanto o sentido que essa palavra produz nas pessoas que ouvem, muitas vezes é distorcido em relação ao seu verdadeiro significado.

Como sabemos, a mediunidade é um instrumento de evolução. Ela nos possibilita um crescimento mais rápido, na direção da realização de nossa missão. O que seria de nós sem as possibilidades mediúnicas que ganhamos de Deus?

Então, pense. Certo dia, lá em cima no plano astral, o Papai do Céu nos escalou. Isso mesmo, como um técnico de futebol, que chama seu jogador para entrar em campo. Ele veio e falou:

"Você vai descer, vai voltar para a escola (Planeta Terra). Precisa aprender, evoluir, resgatar muitas coisas, por isso precisa descer... Mas, você sabe que sua necessidade é grande, possui muitas coisas para curar, muitos erros de outrora para corrigir. Dessa forma, uma existência apenas não seria tempo suficiente para tanto. Por isso filho, vou te proporcionar a mediunidade, como um instrumento para ajudar você a fazer muito mais coisas em menos tempo. Sem essa faculdade, isso não seria possível, pois ela lhe ajudará a otimizar sua encarnação, ou seja, sua experiência no plano físico, que é tão necessário para a reforma íntima".

"Essa dádiva vai lhe permitir fazer grandes tarefas, o que será muito importante para que consigas aproveitar muito bem sua encarnação e seu propósito nessa descida. Entenda que ela é uma grande aliada na sua empreitada, é um presente para lhe ajudar. A mediunidade é como a betoneira para o pedreiro. Ajuda a virar a massa, mexer o cimento com muito mais facilidade. Sem ela, a obra demoraria muito mais tempo, geraria muito mais desgaste..."

E assim nascemos no plano físico, nos desenvolvemos e chegamos a maturidade (física apenas). E em meio a tantas ilusões e tanto distanciamentos em relação a nossa essência divina, acabamos considerando a mediunidade um "Fardo"! Esquecemo-nos do seu real objetivo... Isso é "cuspir para cima". Um equívoco sem igual! Desperdiçamos uma oportunidade incrível.

Centros espíritas/espiritualistas, através de seus orientadores, trabalhadores e monitores, alertam para as pessoas sobre a necessidade de trabalhar a mediunidade e desenvolver a espiritualidade. Normalmente, atuam de maneira amorosa, respeitando o livre-arbítrio de cada um. No entanto é normal, as pessoas fazerem mal uso dessa liberdade de escolha. Alienadas de sua finalidade aqui na Terra, acabam que por rejeitar a sugestão para desenvolver a sua mediunidade. A recebem como uma coisa ruim, algo incômodo, realmente um fardo.

Se essas casas de amparo e desenvolvimento espiritual pudessem interferir na escolha das pessoas, seus orientadores diriam assim: "Meu irmão, se liga, você recebe um presente de Deus, chamado mediunidade, não porque você é um ser iluminado ou puro, tampouco porque você possui dons extraterrestres. Simplesmente porque você está abarrotado de coisas (karmas) para curar.... Você tem a obrigação de mergulhar nesse entendimento, mas o azar é seu se você virar as costas para essa necessidade, e quiser desperdiçar mais essa oportunidade de evolução".

Então, amigo leitor, pense á respeito: Quando alguém lhe disser a fatídica frase: Você precisa desenvolver a sua mediunidade! Entenda de uma vez por todas, isso quer dizer que chegou a hora de você utilizar esse poderoso recurso, como um instrumento para dinamizar a sua tarefa de curar-se! Redimir-se de erros do passado e evoluir. Essa é a meta de todos! Com isso, se você fizer bom uso desse instrumento, quando o ciclo dessa vida se finalizar e o desencarne chegar, você voltará ao grande Pai, O Supremo Técnico de futebol, e ele terá o prazer em lhe dizer:

"Parabéns, que ótima partida você realizou, que grande jogo! Agora descanse um pouco e prepare-se para a próxima, temos um Campeonato inteiro pela frente!"

Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei

Quando falta a humildade... Mensagem do Caboclo Tucurui

Cegamos para nossos erros e só percebemos os erros dos outros;

Ensurdecemos para o grito de nossa consciência e ouvimos somente os elogios, mesmo que sejam falsos;


Fechamos nosso coração para o amor e nos afundamos na mágoa;

Nos enclausuramos no nosso mundinho e passamos a reinar nele, esquecidos que aqui estamos para compartilhar. E compartilhar significa caminhar com as mãos abertas, pois assim a vida nos concede doar com uma e receber com as duas.

Quando falta humildade, nos afastamos de nossa essência e não importam nossos atos, ditos de bondade e fraternidade, vez que eles se recheiam de empáfia e perdem seu valor. E quando estamos afastados do nosso EU é porque o EGO está direcionando nossa existência.

Quando nos falta humildade, não enchergamos a nossa realidade que é de seres rastejantes, que ainda precisam desenvolver as asas para somente depois, ensaiar o vôo evolutivo.

As estrelas brilham no céu. Na terra, tudo é efêmero e perecível!

Não basta viver. Não basta fazer.

Nossa obrigação é de bem viver e melhor realizar.

Sigamos o exemplo do Cristo ou então repensemos nossa existência, pois não basta ajoelhar e se denominar cristão, é preciso, como ELE, sermos dignos das bênçãos recebidas de nosso Pai.

Ditado por Tucuruí- Um caboclo de Oxóssi - Medium Mãe Leni.
Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei

POR QUE TIRAR OS SAPATOS NA HORA DE SE ENTRAR NO TERREIRO?

Nós, umbandistas, consideramos o terreiro e congá, um lugar imantado, Sagrado, onde foram fixadas certas forças ou vibrações positivas, que deve estar sempre limpo de fluidos negativos e onde conservamos os pontos riscados destas mesmas forças ou ordens superiores dos Orixás, mesmo porque certos preceitos são procedidos nele para movimentação e renovação permanente do Axé - força mantenedora da corrente mediúnica.
Tudo isto objetivando "facilitarmos" a descida vibratória dos Guias espirituais e haver o intercâmbio em uma egrégora elevada, propiciatória para a ligação fluídica com os médiuns.
Assim, é de obrigação de todos tirar o calçado, visto este objeto ser "anti-higiênico", pois se pisa com ele em tudo, às vezes em detritos e putrefações, ainda por estarmos em ligação com certas encruzilhadas de rua que passamos, sabendo-se que estes locais profanos são escoadouro natural das vibrações negativas ou ondas mentais coletivas eletromagnéticas,
densas e altamente materializadas, muitas vezes alimentadas pelos nefastos despachos que alimentam os planos inferiores do astral.

Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei

Religião Umbandista o Significado

Olá irmãos, falar sobre a Umbanda é muito bom, mas entenda que aqui vamos relatar um pouco da sua história e como são feitos seu cultos aos Orixás, nem todas as Casas de Umbanda são iguais, acredito que hoje existem muitas doutrinas, algumas mais ligadas as raízes e outras com muitas adaptações do candomblé, do Kardecismo, muitas também influenciadas pelos Santos Católicos, na trajetória de seus Orixás, entendemos queridos irmãos, que a Umbanda é sim o contato espiritual com Deus, então, as diversas vertentes nada importam pois o caminho é um só Umbanda é Amor.
A palavra Umbanda é um vocábulo sagrado da língua Abanheenga, que era falada pelos integrantes do tronco Tupy. Diferentemente do que alguns acreditam, este termo não foi trazido da África pelos escravos. Na verdade, encontram-se registros de sua utilização apenas depois de 1934, entre os cultos de origem afro-ameríndia. Antes disto, somente alguns radicais eram reconhecidos na Ásia e África, porém sem a conotação de um Sistema de Conhecimento baseado na apreensão sintética da Filosofia, da Ciência, da Arte e da Religião.
O termo Umbanda, considerado a "Palavra Perdida" de Agartha, foi revelado por Espíritos integrantes da Confraria dos Espíritos Ancestrais. Estes espíritos são Seres que há muito não encarnam por terem atingido um alto grau de evolução, mas dignam-se em baixar nos templos de Umbanda para trazer a Luz do Conhecimento, em nome de Oxalá - O Cristo Jesus. Utilizam-se da mediunidade de encarnados previamente comprometidos em servir de veículos para sua manifestação.
Os radicais que compõem o mote UMBANDA são, respectivamente: AUM - BAN - DAN. Sua tradução pode ser ncomprovada através do alfabeto Adâmico ou Vattânico revelado ao Ocidente pelo Marquês Alexandre Saint-Yves d'Alveydre, na sua obra "O ARQUEÔMETRO".
AUM significa "A DIVINDADE SUPREMA"
BAN significa "CONJUNTO OU SISTEMA"
DAN significa "REGRA OU LEI"
A UNIÃO destes princípios radicais, ou AUMBANDAN, significa "O CONJUNTO DAS LEIS DIVINAS"
Conceitos de Umbanda:A Umbanda é uma religião natural que segue minuciosos ensinamentos de várias vertentes da humanidade. Ela traz lições de amor e fraternidade sendo cósmica em seus conceitos e transcendental em seus fundamentos.
A essência, os conceitos básicos da Lei de Umbanda fundamentam-se no seguinte:
Existência de um Deus único
Crença de entidades espirituais em evolução
Crença em orixás e santos chefiando falanges que formam a hierarquia espiritual
Crença em guias mensageiros
Na existência da alma
Na prática da mediunidade sob forma de desenvolvimento espiritual do médiun
Essas são as principais características fundamentais das Leis de Umbanda, uma religião que prega a Paz, a União e a Caridade.
07(sete) Linhas de Umbanda:A Umbanda se divide em 07(sete) linhas que são assim classificadas:

1- Linha de Oxalá ou Linha de Santo

Nesta linha as falanges são de Santo Antônio, São Cosme e Damião, Santa Rita, Santa Catarina, Santo Expedito e São Francisco de Assis. Esta linha é responsável por desmanchar os trabalhos de magia.

2- Linha de Yemanjá

Tem falanges das sereias que tem por chefe Oxum. Ainda nessa linha temos a falange das ondinas chefiada por Nanã; falange das caboclas do mar; Indaiá da falange dos Rios; Yara dos marinheiros e Tarimã das Calugas-Caluguinha da Estrela-guia.

3- Linha do Oriente

Subdividida pelas falanges do Hindus, dos médicos, dos árabes, chineses, oriente, romanos e outra raças européias.

4- Linha de Oxossy

Dividida nas falanges de Urubatão, Arariboia, Caboclo das 7 Encruzilhadas, Águia Branca e muitos outros índios chefes falangeiros que protegem contra magia, dão passes e ensinam o uso das plantas medicinais.

5- Linha de Xangô

Dividida nas seguintes falanges: falange de Yansã, do Caboclo do Sol, Caboclo da Lua, Caboclo da Pedra Branca, Caboclo do Vento e Caboclo Treme-Terra.

6- Linha de Ogun

Dividida nas falanges de Ogun Beira-Mar, Ogun Iara, Ogun Megê, Ogun Naruê, Ogun Rompe-Mato, esta linha protege os filhos contra as brigas, lutas e demandas.

7- Linha Africana

Dividida nas falanges do Povo da Costa, Pai Francisco, Povo do Congo, Povo de Angola, Povo de Luanda, Povo de Cabinda e Povo de Guiné, eles prestam caridades e orientam os fiéis para a prática do bem.
A Umbanda apresenta como mensagem religiosa a prática da caridade pura, o amor fraternal, a paz e a humildade. Ela também se propõe a produzir, pela magia, modificações existenciais que permitam a melhoria de vida do ser humano.
Através do ato da caridade e dedicação espiritual é que o médiun de Umbanda vai adquirindo elevação e consciência do valor de seu Dom mediúnico, que na verdade foi lhe dado por Zambi para que se aprimorasse aqui na terra.
As incorporações, os passes e descarregos feitos pelo médiun de Umbanda são todo o conjunto de afazeres espirituais que dia a dia fazem parte da vida do médiun. Portanto, o médiun é patrimônio maior desta maravilhosa religião de Umbanda.
Ponto Riscado na Umbanda:O ponto riscado possui grande significado e valor mágico no culto de Umbanda. É através do ponto riscado que os guias contam toda sua história, sua origem e passagem do mundo material e astral.
O ponto riscado é um emblema-símbolo. Os símbolos são sinais expressos de forma que dão a entender uma intenção ou trajetória humana. No caso do ponto riscado, os guias usam a pemba para poder riscar os seus pontos ou símbolos espirituais.
Uma das grandes provas de incorporação na Umbanda é o ponto riscado, pois acredita-se que se uma entidade não estiver realmente bem incorporada ela não saberá riscar o ponto que a identificará das demais.
Guias:Abaixo encontram-se relacionadas as cores das Guias (no Candomblé é chamado de Fio de Contas) de acordo com os Orixás:
Exu preto e vermelho
Ogun vermelho
Oxossy verde
Xangô marrom
Oxum claro azul
Yansã ou Oyá amarelo ouro
Omolu e Obaluayê preto e branco
Yemanjá cristal/azul e branco
Nanã roxo
Oxalá branco
A diferença entre “Tenda” e “Terreiro” :A partir de 1904, começaram a surgir no Rio de Janeiro várias casas de Umbanda denominadas de "tendas”. O termo tenda era utilizado para designar e distinguir a forma de culto adotado. Tenda era a casa de Umbanda que era estabelecida em um sobrado, ou seja, no alto, pois era comum naquela época realizar sessões nestes lugares. Como exemplo, Tenda do Caboclo-Mirim, Tenda do Caboclo da Lua, Tenda de Ogun Megê e assim sucessivamente.
Já o termo terreiro foi adotado para designar aquelas casas que eram estabelecidas no chão. Daí serem classificadas de “Terreiro de Umbanda”. O terreiro foi muito mais difundido do que as tendas devido ao próprio espaço oferecido para culto e foi com esse tipo de associação religiosa que a Umbanda conquistou boa posição no país.
Pretos-Velhos:Existe na Umbanda uma linda falange denominada de
“Falange dos Pretos-Velhos” ou “Linha das Almas”. Originários dos escravos no cativeiro, os pretos-velhos tem como característica principal a prática da caridade.
Como disse, os pretos-velhos viviam no cativeiro amontoados em senzalas, alimentavam-se de mingau de farinha, inhame, toucinho, banana, enfim comiam tudo que tivesse calorias baratas. Eram submetidos às condições desumanas e implacáveis de trabalho. Só os mais fortes sobreviviam.
Um preto-velho quando incorpora no médiun vem de forma envergada, sob o peso dos anos de existência em vida na terra, senta-se com a dificuldade das juntas enrijecidas e os músculos fatigados num pequeno banco de madeira, que lembra o antigo tosco que existia nas senzalas.
Os pretos-velhos ainda fumam cachimbo de barro ou de madeira rudimentar, falando com os visitantes e filhos-de-santo, usando um linguajar comum aos escravos que não falavam bem o português.
Destaco abaixo alguns nomes de pretos-velhos que baixam prestando inúmeras caridades:
Pai Joaquim da Angola
Pai Joaquim do Congo
Tia Maria
Vovó Benedita
Vovó Maria Conga
Vovó Maria Redonda
Vovó Cambinda
Vovó Luíza
Vovô Rei do Congo
Vovó Catarina D’Angola

Caboclo

No culto de Umbanda, Oxossy é o chefe da linha de caboclos. O caboclo é a imagem do indígena nativo de nossa terra e quando incorporado, presta caridade, dá passes, canta, dança e anda de um lado para outro em lembranças aos tempos de aldeia.
Conhecedores de muitas ervas, os caboclos têm um papel muito importante: os remédios de ervas e amacis, em que amacis são mistura de ervas que maceradas servem para o fortalecimento do filho-de-santo.
Já os remédios de ervas são plantas ou ervas que combinadas ou sozinhas servem para aliviar ou até mesmo curar doenças.
Nisso tudo os caboclos têm participação muito especial e são encarados e interpretados pelo povo como uma entidade que veio ajudar e aliviar as pessoas dos seus problemas.
Alguns nomes de caboclos:
Caboclo 7 Estrelas
Caboclo 7 Flexas
Caboclo Guará
Cabocla Jurema
Cabocla Jandirá
Caboclo Pena Branca
Dentre muitos caboclos que baixam em vários terreiros, o Caboclo Boiadeiro tem sempre uma participação especial nas seções de caboclo.
Boiadeiro é muito respeitado e aplaudido por trazer de volta ao nosso convívio toda a sua experiência adquirida em tempos de boiada, do sertão bravio, do homem responsável pela conduta da boiada do seu patrão.
De um modo geral, Boiadeiro usa um chapéu de couro com abas largas (para proteger-lhe do sol forte), calças arregaçadas e movimenta-se muito rápido. Um pequeno cântaro para carregar água, tão importante para a viagem. O chicote que usa para açoitar as rez feroz. A corda, usada para laçar o boi brabo, ou para pegar aquele que se afasta da boiada, ou ainda usada para derrubar o boi para abate. Boiadeiro, na verdade, traz toda uma soma de sabedoria acumulada dessas viagens e vivências do campo. Na verdade, estamos descrevendo uma maravilhosa entidade de muita luz e muita força.
Abaixo, encontra-se a Oração ao Caboclo:
Salve meu Pai Oxossy
Salve toda sua Macaia
Salve todo o Juremá
Saravá meu Caboclo Norikuá
Caboclo Valente
Que tem me amparado
Nesta jornada terrena
Obrigado, Caboclo!
Por me guiares pelo caminho do Bem.
Caboclo que pela graça de Oxalá
Brilha na seara de Umbanda
Okê-Caboclo! Podedete Acotera Didian
Saravá Seu Norikuá!
Oração à Cabocla Jurema
Juremá, Linda Cabocla de Pena
Rainha da Macaiá
Ouve o meu Clamor.
Jurema me livra dos perigos e das maldades
Ô Cabocla, tu que és Rainha da folha
Nunca me deixe em falta
Que o teu bodoque seja sempre certeiro
Contra os que tentarem me destruir.
Jurema caminha comigo, ô Cabocla
E me ajuda nesta jornada da Terra.
Jurema que a sua força, junto com vosso Pai Caboclo Tupinambá
Me acompanhe hoje e sempre
Em nome de Zambi,
Salve a Cabocla Jurema!
A Jurema - Sua Importância:O nome "Jurema" vem do tupi-guarani:
Ju significa "espinho" e Remá, "cheiro ruim".
A jurema é uma planta da família da leguminosas. Os frutos das plantas leguminosas são vagens. Existem várias espécies de jurema, como por exemplo: Jureminha, Jurema Branca, Jurema Preta, Jurema da Pedra e Jurema Mirim.
Esta planta tem muita importância no culto espiritual dos caboclos e nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, tanto que dá nome a um culto chamado de "Culto à Jurema".
Esse culto deve-se ao fato de que os nossos índios enterravam seus mortos junto a raiz da jurema. Daí passavam a cultuar esses mortos para que eles evoluíssem espiritualmente e habitassem o tronco da jurema ajudando a todos da tribo em suas necessidades.
No Nordeste, este culto recebeu outros nomes como:
Toré, Curicurí Praiá e Juremado.
Mas, o culto de caboclo não ficou restrito apenas ao índio brasileiro. Os negros de origem banto incorporaram os caboclos aos seus cultos e passaram a chamar este culto de "Candomblé de Caboclo" ou "Samba de Caboclo".
Nos Juremados, o mestre utiliza-se de um maracá, espécie de chocalho e de um cachimbo feito às vezes de pinhão-roxo para soprar fumaça para à esquerda ou para a direita.
A jurema é utilizada para tomar banho de descarga com suas folhas. Serve como defumador para cura de dor de dente, doenças sexualmente transmissíveis, insônia, nervos, dores de cabeça. Faz ainda: figas, patuás, rosários. Utiliza-se para fazer rezas com suas folhas contra mau-olhado e olho-grande. Serve ainda para fazer um dos maiores fundamentos do Culto à Jurema, que é uma bebida à base de infusão das folhas da jurema, com casca do tronco e da raiz misturado com mel de abelha, garapa de cana-de-açúcar e cachaça. Essa é a bebida preferida dos Encantados que baixam no Toré e no Culto à Jurema.

Origem 3

A palavra Umbanda significa “ Um ” = “ Deus ” e “ banda ” = “povo ”, que vem da velha África há 7 mil anos, quando esse povo era livre em suas tribos e eram felizes juntos com os animais e a natureza, onde cultuavam os seus Deuses e os seus Orixás .
Esse povo não tinha e não conhecia a maldade, mas com a chegada dos homens brancos que pela suas saudades e ganâncias de dominadores e religiosos, acabaram por conhecê-la.
Através dos séculos procuraram mentir e enganar os seus adeptos brancos de que os negros eram inferiores (por causa de sua cor); os fizeram de escravos em porões imundos de navios negreiros em que a maioria deles, não chegavam vivos.
Ao chegarem ao Brasil, receberam os piores castigos dos donos dos Engenhos e capatazes.
Nas Senzalas, recebiam os piores castigos por não falarem o idioma português e, não cultivavam a religião dos mesmos “ claro, a religião Católica ”; os alimentos eram os mesmos dos animais, isto é, quando haviam sobras, mas só que os negros tinham a Fé em “ OXALÁ ”, que como para os brancos era “Deus ”, que é Universal.
Claro que veio a libertação dos escravos como todos sonhavam, com a Princesa Isabel, mesmo assim, o calvário continuou até que em 1917, o médium chamado Zélio de Morais, que morava no bairro da Glória, no Rio de Janeiro, que recebeu o Espírito do Caboclo das 7 Encruzilhadas em um centro Kardecista, e foi expulso por não pertencer ao Núcleo, resolveu o mesmo, por Deferência Divina, fundar a “Umbanda” por ordem do mesmo Caboclo.
Mas os Espíritas, durante 3 décadas sofreram perseguições da Igreja Católica, mas o médium Zélio de Morais não se deixou abater pelas perseguições das religiões e continuou a sua luta.
Muitos Espíritos se uniram na “Umbanda” para continuarem sua jornada, mesmo sendo criticados como foi o próprio Cristo no passado, e tão mandado a proteger as igrejas nos dias de hoje, isto é, logicamente pelo seus proprietários que usam as diversas Mídias (rádio, jornal, televisão) com grandes faturamentos.
Porém, a nossa “Umbanda” ainda em nossos dias, continua pobre mas continua com Deus.
As religiões e seus donos terão que acertarem suas contas “além da Terra”, não com o “Criador”, mas com a sua “Consciência”, porque a lei cármica cobra e muito caro, o dinheiro que pegaram de seus adeptos, pois, ela será o carrasco de um futuro próximo.
Não importa a religião ou seita, mas amem-se uns aos outros, e o Pai irá reconhecê-los como seu filho.

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Postagens populares

“A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho.”


SIGNIFICADOS QUANTO AO FORMATO DA VELA



 
Cones ou Triangulares: equilíbrio, elevação.
Quadradas: estabilidade, matéria.
Estrela: espiritual, carma.
Pirâmide: realizações matérias.
Cilíndricas: servem para tudo.
Animais: para o seu animal protetor.
Lua: para acentuar sua energia intuitiva.
Gnomo: para seu elemental da terra.
Cone ou Triangulares: simbolizam o equilíbrio. Tem três planos: físico, emocional e espiritual.
Velas Cônicas: são voltadas para cima e significam o desejo de elevação do homem, sua comunicação com o cosmos.
Velas Quadradas: Simbolizam estabilidade na matéria. Seus lados iguais representam os quatro elementos: Terra, Água, Fogo, Ar.
Velas em Formato de Estrela de Cinco Pontas: É o símbolo do homem preso na matéria. Representa o carma.
Velas Redondas: Simbolizam mudança. E a energia mais pura do astral que só a mente superior alcança.