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A real intenção do blog Grupo Boiadeiro Rei não é de plágio, mas sim de espalhar Conhecimento e Espiritualizar...

 
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sábado, 26 de março de 2011

ENVELHECER OU AMADURECER?


No primeiro dia na
Universidade nosso professor se apresentou e nos pediu que procurássemos conhecer alguém que não conhecíamos ainda.
Fiquei de pé e olhei ao meu redor,quando uma mão me tocou suavemente no ombro. Era uma velhinha enrugada cujo sorriso lhe iluminava todo seu ser.
- Oi gato, meu nome é Rose.Tenho oitenta e sete anos.Posso te dar um abraço?
Ri e lhe respondi com entusiasmo:
- Claro que pode! Ela me deu um abraço muito forte.
- Por que a senhora está na Universidade numa idade tão jovem,tão inocente? Perguntei-lhe. Rindo, respondeu:
- Estou aqui para encontrar um marido rico,casar-me, ter uns oito filhos, e logo me aposentar e viajar.
- Eu falo sério – disse-lhe. Queria saber o que a tinha motivado a afrontar esse desafio na sua idade.
E ela disse:
- Sempre sonhei em ter uma educação universitária e agora vou ter!
Depois da aula caminhamos ao edifício da associação de estudantes e compartilhamos uma batida de chocolate. Nós nos fizemos amigos em seguida.Todos os dias durante os três meses seguintes saímos juntos da classe e falamos sem parar.
Fascinava-me escutar esta “máquina do tempo”. Ela compartilhava sua sabedoria e experiência comigo. Durante esse ano Rose se fez muito popular na Universidade,fazia amizades aonde ia.
Gostava de vestir-se bem e se deleitava com a atenção que recebia dos outros estudantes. Desfrutava muito. Ao terminar o semestre convidamos Rose para falar no nosso banquete de futebol.
Não esquecerei nunca o que ela nos ensinou nessa oportunidade.
Logo que chamaram seu nome ela subiu ao palco e,quando começou a pronunciar o discurso que tinha preparado de antemão,caíram no chão os cartões onde tinha os apontamentos . Frustrada e um pouco envergonhada se inclinou sobre o microfone e disse simplesmente:
- Desculpem que eu esteja tão nervosa. Deixei de tomar cerveja pela quaresma e este whisky está me matando!Não vou poder voltar a colocar meu discurso em ordem, assim, se me permitem, simplesmente vou dizer-lhes o que sei.
Enquanto nós ríamos, ela aclarou a garganta e começou:
- Não deixamos de brincar só porque estamos velhos; ficamos velhos porque deixamos de brincar. Há só quatro segredos para manter-se jovem, ser feliz e triunfar.
Temos que rir e encontrar o bom humor todos os dias.
Temos que ter um ideal.
Quando perdemos de vista nosso ideal, começamos a morrer.
Há tantas pessoas caminhando por aí que estão mortas e nem sequer sabem!
Respirou profundamente e começou:
- Há uma grande diferença entre estar velho e amadurecer.
Se vocês tem dezenove anos e ficam na cama um ano inteiro sem fazer nada produtivo, se converterão em pessoas de vinte anos. Se eu tenho oitenta e sete anos e fico na cama por um ano sem fazer nada terei oitenta e oito anos. Todos podemos envelhecer.
Não requer talento nem habilidade para isso. O importante é amadurecermos encontrando sempre a oportunidade na mudança.
Não me arrependo de nada.
Os velhos geralmente não se arrependem do que fizeram, senão do que não fizeram. Os únicos que temem a morte são os que têm remorso. Terminou seu discurso cantando “A Rosa”.
Nos pediu que estudássemos a letra da canção e a colocássemos em prática em nossa vida diária. Rose terminou seus estudos. Uma semana depois da formatura, Rose morreu, tranqüilamente enquanto dormia.
Mais de dois mil estudantes universitários assistiram às honras fúnebres para render tributo à maravilhosa mulher que lhes ensinou com seu exemplo que nunca é demasiadamente tarde para chegar a ser tudo o que se pode ser.
Reflexão: Não esqueçam que
ENVELHECER É OBRIGATÓRIO; AMADURECER É OPCIONAL

Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei

Sou Oya


"SOU O VENTO NO BAMBUZAL,
O BÚFALO NO DESCAMPADO.
A LAGARTA NO CAULE DA ÁRVORE,
A BORBOLETA NO CÉU AZUL."
"SOU A DONA DOS RAIOS,
A SENHORA DO FURACÃO.
A GUERREIRA INDEPENDENTE,
A AMADA DO REI GUERREIRO,
A ESPOSA DO REI DA PAZ."
"SOU FILHA DA SENHORA DA TERRA,
QUERIDA DA DEUSA DO ODÒ."
"SOU AQUELA QUE VARRE A TERRA,
A QUE TRAZ O FOGO NA MÃO,
A QUE TEM O PODER NA MORTE,
A QUE TRAZ PARA A VIDA A SOLUÇÃO"
"FUI EU QUEM VARRI AS FOLHAS,
FUI EU QUEM VENTEI O ROSTO DO SOL,
FUI EU QUEM PAREI A ESPADA,
FUI EU QUEM GANHEI O PODER SOBRE OS MORTOS,
FUI EU QUEM ENTREI NA FLORESTA,
FUI EU QUEM SENTEI AO LADO DAS ANCIÃS,
SOU EU A DONA DO BARRO,
SENHORA DOS MISTÉRIOS,
DONA DO BARRACÃO"
"SOU EU QUEM TRAGO MEUS FILHOS,
NA BARRA DE MINHA SAIA,
SOU EU QUEM LEVO TODOS OS FILHOS,
NO FIM DE SUA JORNADA"
SOU OYA, QUEBRO O VENTO,
VARRO A TERRA,


        CESSO O RIO,


SOU A DONA DA ESPADA!!!!


EPARREI

Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei

Bori

 
Da fusão da palavra Bó, que em Ioruba significa oferenda, com Ori, que quer dizer cabeça, surge o termo Bori, que literalmente traduzido significa " Oferenda à Cabeça". Do ponto de vista da interpretação do ritual, pode-se afirmar que o Bori é uma iniciação à religião, na realidade, a grande iniciação, sem a qual nenhum noviço pode passar pelos rituais de raspagem, ou seja, pela iniciação ao sacerdócio. Sendo assim, quem deu Bori é (Iésè órìsà).

Cada pessoa, antes de nascer escolhe o seu Ori, o seu princípio individual, a sua cabeça. Ele revela que cada ser humano é único, tendo escolhido as suas próprias potencialidades. Odú é o caminho pelo qual se chega à plena realização de Orí, portanto não se pode cobiçar as conquistas dos outros. Cada um, como ensina Orunmilá – Ifá, deve ser grande no seu próprio caminho, pois, embora se escolha o Orí antes de nascer na Terra, os caminhos vão sendo traçados ao longo da vida.

Exú, por exemplo, mostra-nos a encruzilhada, ou seja, revela que temos vários caminhos a escolher. Ponderar e escolher a trajectória mais adequada é a tarefa que cabe a cada Orí, por isso, o equilíbrio e a clareza são fundamentais na hora da decisão e é por intermédio do Bori que tudo é adquirido.

Os mais antigos souberam que Ajalá é o Orixá funfun responsável pela criação de Orí. Desta forma, ensinaram-nos que Oxalá deve ser sempre evocado na cerimónia de Bori. Iemanjá é a mãe da individualidade, e por essa razão está directamente relacionada com Orí, sendo imprescindível a sua participação no ritual.

A própria cabeça é a síntese dos caminhos entrecruzados. A individualidade e a iniciação (que são únicas e acabam, muitas vezes, configurando-se como sinónimos) começam no Orí, que ao mesmo tempo aponta para as quatro direcções.

OJUORI – A TESTA

ICOCO ORI – A NUCA

OPA OTUM – O LADO DIREITO

OPA OSSI – O LADO ESQUERDO

Desta mesma forma, a Terra também é dividida em quatro pontos: norte, sul, este e oeste; o centro é a referencia, logo, todas as pessoas se devem colocar como o centro do mundo, tendo à sua volta os quatro pontos cardeais: os caminhos a escolher e a seguir. A cabeça é uma síntese do mundo, com todas as possibilidades e contradições.
Em África, Orí é considerado um Deus, aliás, o primeiro que deve ser cultuado, mas é também, juntamente com o sopro da vida (emi) e o organismo (ese), um conceito fundamental para compreender os rituais relacionados com a vida, como o Axexê (asesé). Nota-se a importância destes elementos, sobretudo o Orí, pelos Orikis com que são invocados.

O Bori prepara a cabeça para que o Orixá se possa manifestar plenamente. Entre as oferendas que são feitas ao Orí algumas merecem menção especial.

É o caso da galinha de Angola, chamada Etun ou Konkém no Candomblé; ela é o maior símbolo de individualização e representa a própria iniciação. A Etun é adoxu (adosú), ou seja, é feita nos mistérios do Orixá. Ela já nasce com Exú, por isso se relaciona com o começo e com o fim, com a vida e a morte, por isso está no Bori e no Axexê.

O peixe representa as potencialidades, pois a imensidão do oceano é a sua casa e a liberdade o seu próprio caminho. As comidas brancas, principalmente os grãos, evocam fertilidade e fartura. Flores, que aguardam a germinação, e frutas, os produtos da flor germinada, simbolizam a fartura e a riqueza.

O pombo branco é o maior símbolo do poder criador, portanto não pode faltar. A noz cola, isto é, o obi é sempre o primeiro alimento oferecido a Ori; é a boa semente que se planta e se espera que dê bons frutos.

Todos os elementos que constituem a oferenda à cabeça exprimem desejos comuns a todas as pessoas: paz, tranquilidade, saúde, prosperidade, riqueza, boa sorte, amor, longevidade, mas cabe ao Orí de cada um eleger as prioridades e, uma vez cultuado como deve ser, proporciona-as aos seus filhos.

Nunca se esqueça: Orixá começa com Orí.

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quarta-feira, 23 de março de 2011

Alguns Boiadeiros





- Boiadeiro das Almas
- Boiadeiro da Hungria
- Boiadeiro de Imbaúba
- Boiadeirinho de Minas
- Boiadeiro da Campina
- Boiadeiro do Chapadão
- Boiadeiro da Chapada
- Boiadeiro das Sete Encruzilhadas
- Boiadeiro do Lajedo
- Boiadeiro do Sertão
- Boiadeiro do Rio Carreiro
- Boiadeiro do Rio
- Boiadeiro do Ingá
- Boiadeiro da Jurema
- Boiadeiro Juremá
- Boiadeiro Chapéu de Couro
- Boiadeiro Capitão
- Boiadeiro Vira Sol
- Boiadeiro Navizala
- Boiadeiro Juvêncio
- Boiadeiro Zezinho
- Boiadeiro Venâncio
- Boiadeiro Raimundão
- Boiadeiro Rei
- Boiadeiro Bugre
- Boiadeiro Menino
- Boiadeiro Menino da Jurema
- Boiadeiro Mané Baiano
- Boiadeiro Sete Luas
- Boiadeiro Sete Porteiras
- Boiadeiro Nhô da Porteira
- Boiadeiro Tobias
- Mineiro Boiadeiro
- João Boiadeiro
- Cinésio Boiadeiro
- Antônio Mineiro
- Chico Boiadeiro
- Zé Boiadeiro
- Zé Mineiro
- Zé do Laço
- Carreiro
- Coronel José Bento

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Parabéns aos que fizeram a diferença pela Umbanda!

Peço licença a todos que acompanham esse blog e meu trabalho dentro da Umbanda, mas hoje quero parabenizar de uma forma muito especial todos vocês que se dedicaram por alguns meses à Umbanda, à espiritualidade e à religiosidade de forma diferente. E como fizeram isso? Sentados em uma cadeira, ouvindo, anotando, pensando, refletindo, participando conscientemente como médiuns, enfrentado o cansaço, a preguiça, a preocupação e muitas vezes a dor, persistindo e insistindo em busca de respostas e de compreensão, desejando fazer diferente e  fazer a diferença pela Umbanda, ou seja, foram dezenas de umbandistas, médiuns, cambonos, pais e mães ESTUDANDO A UMBANDA nesse grupo de estudo religioso umbandista que tive a honra de ministrar.
Foram tantas ‘fichas caindo’, tantas expressões, tantos suspiros, tantos tumultos internos e externos, tantas palavras, tantos risos, choros, pensamentos, sensações … ufa, foi Divino!!!
Me sinto uma pessoa muito privilegiada por ter a oportunidade de participar da vida religiosa de tantas pessoas, me sinto uma pessoa abençoada por ter vivido um período tão especial com pessoas tão especiais e importantes para a espiritualidade superior e por ter proporcionado tantos encontros e tantas descobertas.
Agradeço, agradeço e agradeço muito ao meu Pai Ogum e ao querido Caboclo, Chefe desse Terreiro, por me permitirem, me acompanharem e me ensinarem como ser um ser humano e uma religiosa melhor.
Agradeço, agradeço e agradeço muito a todos os alunos por me permitirem, me acompanharem e me ensinarem como ser um ser humano e uma religiosa melhor
Agradeço, agradeço e agradeço muito a todos os meus filhos espirituais por me permitirem, me acompanharem e me ensinarem como ser um ser humano e uma religiosa melhor.
Agradeço, agradeço e agradeço muito a toda minha família carnal por me permitir, me acompanhar e me ensinar como ser um ser humano e uma religiosa melhor.
Espero ter correspondido às expectativas de todos e espero ter mostrado a vocês uma Umbanda Divina, Encantadora e Realizadora.
Parabéns, parabéns e parabéns a todos por mais essa conquista, por mais essa oportunidade, por mais esse aprendizado e, principalmente, por não fugirem às suas responsabilidades.

Lembrem-se sempre: Conhecimento liberta, no entanto, Exige!

O Estudo faz transpirar, no entanto, Transforma!

A Umbanda é realizadora, no entanto, precisamos REALIZAR por Ela!

Deixo aqui uma lembrança de nosso grupo e que ela nos sirva de inspiração em todos os dias de nossas vidas.

A Umbanda é alegria e emoção, é linda, simples e poderosa. A Umbanda é paz de espírito, é amor no coração e muito, MUITO TRABALHO…
Axé carinhoso a todos, meu respeito e minha reverência a vocês que fizeram diferente e a diferença pela Umbanda e por toda a espiritualidade Superior.
Amo muito tudo isso, assim como amo ter vocês perto de mim.
Muito Axé e uma excelente semana a todos!!
 
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Ewé! A Força que vem das Folhas!


Ewé! A Força que vem das Folhas!
Por Bàbá Asògún Olúmo (Ulisses Manaia)
(Texto publicado na revista "Candomblés nº 1",  – da Editora Minuano – Fevereiro de 2011)
KÒ SÍ EWÉ, KÒ SÍ ÒRÌSÀ! Expressão no idioma Yorùbá que quer dizer: "Se não há folhas, não há Òrìsà!" Esta expressão dá ao leitor o entendimento da importância das folhas dentro dos rituais de origem africana, no entanto, queremos aqui ampliar este conceito, traduzindo por folhas os vegetais de um modo geral, incluindo além de suas folhas, seus frutos, sementes, e até mesmo seu caule; e traduzindo por Òrìsà, os diversos usos "mágicos" desses vegetais.
Na caminhada evolutiva do homem, que hoje a maioria dos estudiosos acredita ter começado no continente africano, ele se valeu da observação da natureza para o desenvolvimento de habilidades que até então ele não possuía e, naquele continente onde "tudo começou", sociedades ditas "animistas" ou "tradicionais" continuam até hoje vivendo em harmonia com a natureza, dela tirando ensinamentos para a sua vida social. Animistas porque acreditam que "toda manifestação viva pressupõe a presença de uma força vital, determinante do ideal de viver", e que utilizando práticas específicas esta "força" poderá ser utilizada em seu favor! E dentro deste conceito os vegetais representam um grande potencial de possibilidades.
"Se para a medicina ocidental o conhecimento do nome científico das plantas usadas e suas características farmacológicas é o principal, para os Yorùbá o conhecimento dos ofò, encantações pronunciadas no momento da preparação das receitas e transmitidas oralmente, é o que é essencial. Neles encontramos a definição da ação esperada de cada uma das plantas que entram na receita." (Ewé,Pierre Verger, 1995).
Bom, diante dessa referência concluímos que as plantas e seus derivados não são utilizados aleatoriamente, visam atender necessidades específicas, ou seja, qual o resultado esperado? Ou ainda: utilizar a folha certa no momento certo! Vimos também que a ação esperada dessas folhas está ligada ao que vai ser dito no momento de sua utilização, o ofò, que nada mais é do que a utilização da palavra enquanto transmissora de àse. Verger diz ainda que à primeira vista é difícil perceber nas diversas "receitas", que tem como ingredientes elementos vegetais, qual é a parte "mágica", ou seja, aquela que o efeito vai se dar pelo àse nela contido, e quais as virtudes testadas experimentalmente dessas plantas, ou seja, ele diz com isso que muitas dessas plantas já tiveram suas propriedades farmacológicas comprovadas.
Dentro desse contexto quero destacar o trecho de uma canção brasileira, interpretada pela célebre cantora baiana Maria Bethânia:
"Salve as folhas brasileiras! Salvem as folhas para mim! Se me der a folha certa, e eu cantar como aprendi, vou livrar a Terra inteira de tudo que é ruim! Eu sou o dono da terra, eu sou o caboclo daqui! Eu sou Tupinambá que vigia, eu sou o dono daqui!" (meu grifo).
O que me chamou atenção nessa composição, e que destaco para o leitor, é que ela ilustra o trecho acima de Verger, e mais ainda, a utilização das folhas está associada a um dos grupos indígenas brasileiros, sugerindo que esses nativos, primeiros habitantes do nosso País, também conheciam essa prática!
Ainda de Pierre Verger:
"Na língua Yorùbá, freqüentemente existe uma relação direta entre os nomes das plantas e suas qualidades, e seria importante saber se receberam tais nomes devido às suas virtudes ou se devido a seus
nomes, determinadas características foram a elas atribuídas."
(meu grifo).
Como ilustração, transcrevemos o trecho de uma preparação Yorùbá para obtenção de dinheiro:
PÈRÈGÚN NÍ Í PE IRÚNMOLÈ L'ÁT'ÒDE ÒRUN W'ÁYÉ!
Pèrègún que chama os espíritos do além para a terra!)
PÈRÈGÚN WÁ LO RÈÉ PE AJÉ TÈMI WÁ L'ÁT'ÒDE ÒRUN!
(Pèrègún, agora vá e chame minhas riquezas do além!)
Nesta preparação encontramos referência a uma folha, conhecida pela maioria de nós: o Pèrègún, cujo nome é a contração do verbo "PÈ", que significa chamar, com a palavra "EGÚN", que significa espírito, ancestral, etc. Percebe-se então que esta folha tem a finalidade de "chamar (invocar) espíritos", e que a própria pronúncia de seu nome já funciona como um ofò! No caso da receita acima, a sabedoria daqueles nossos ancestrais yorubanos que a elaboraram fez esse trocadilho: se Pèrègún pode chamar espíritos, pode chamar a riqueza! Certa vez ouvi de meu "bàbá" que o negro yorubano tem sobre nós a vantagem do uso corrente do idioma, enquanto nós aqui no Brasil ficamos presos a textos prontos, que nos foram transmitidos ao longo do tempo.
Para algumas pessoas, principalmente para aquelas que não estão ligadas aos cultos de matriz africana, pode parecer um tanto "primitivo" pensar dessa maneira, digo, esperar resultados a partir da utilização de certas plantas, de sementes, etc., enfim de elementos da natureza, aparentemente inanimados. No entanto, repetimos, existe por traz da utilização desses elementos uma questão cultural. Eles se utilizam desses elementos da natureza acreditando que eles expressam as suas necessidades perante o "Criador", o destino final de seus pedidos:
"…Uma composição mágica parece ser considerada como uma coleção de coisas materiais, às quais é dado um valor simbólico; juntas constituem uma mensagem…" (Ewé, Pierre Verger, 1995)
Entre os Yorùbá, os ofò são frases curtas nas quais muito freqüentemente o "verbo" que define a acão esperada, chamado de "verbo atuante", é uma das sílabas do nome da planta ou do ingrediente empregado. No entanto, o elo entre o nome da folha e a ação esperada, invocada através do ofò, não se limita apenas ao verbo, mas pode aparecer em uma frase curta ou longa, nesse caso estabelecendo uma relação simbólica entre algumas "características naturais" daquela planta a as "necessidades" do homem.
Vejamos alguns exemplos:
ÀT'ÒJÒ ÀTEÈRÙN KÌ Í RE TÈTÈ
(Tètè nunca está doente, nem na estação chuvosa nem na seca)
Este ofò faz referência a uma folha conhecida popularmente por Bredo ou Caruru de porco, e cujo nome Yorùbá é Tètè. É uma folha facilmente encontrada, tanto no meio urbano, nas margens de calçadas, como no meio rural, e confesso que antes de conhecer o seu valor ritual, passava-me despercebida, assim com muitas folhas que não conhecemos! Percebemos pela tradução que é uma planta resistente às variações da natureza, permanecendo sempre saudável, e não é este tipo de força que
queremos para nossa vida?
OJÚ ORÓ NI Ó N'LÉKÈ OMI, TÈMI Ó L'Á LÉ
(Ojú oró flutua na água, eu também ficarei por cima)
Ojú oró é conhecida popularmente por Erva de Santa Luzia, é uma planta aquática, encontrada em rios ou lagoas. Percebemos que nesse ofò evoca-se o poder dessa planta de conseguir manter-se sempre por cima da água!
Em território Yorùbá, na preparação dos trabalhos ligados à obtenção de todo tipo de sorte, ou para afastar algum mal, esses vegetais são pilados e misturados ao sabão africano Ose (oxé) Dudu, com o qual toma-se banho, ou então são torrados, até a obtenção de um pó, que poderá ser misturado à comida, a bebidas destiladas, ou até mesmo esfregado em incisões feitas no corpo, particularmente nos punhos.
Essas práticas quase não sobreviveram aqui no Brasil, por ocasião da reestruturação do culto aos Òrìsà, no entanto há uma prática viva entre nós: o Oro Asa Òsónyìn ou Sassanha, como é mais conhecido, um
ritual realizado nas casas de raízes Yorùbá, que significa basicamente: Ritual de proteção de Òsónyìn. Utilizamos o recurso dos "cânticos da folhas" para determinar que as oferendas sejam cobertas de realizações, uma vez que esses cânticos possuem "verbos atuantes" que facilitam a comunicação entre o povo e os Ancestrais Divinizados. No caso de uma Iniciação para Òrìsà ou "Feitura de Santo", este ritual é realizado para preparar a "esteira", onde ficará deitado o iniciado e o "banho" para lavar todos os seus objetos rituais, bem como para os seus banhos matinais diários.
Referências Bibliográficas:
- Monteiro, Marcelo dos Santos, 1960 – Curso Teórico e Prático de Folhas Sagradas – Oro Asa
Òsónyìn – Rio de Janeiro – 1999 – 59 p. (Biblioteca Nacional);
- Verger, Pierre Fatumbi – Ewé: o uso das plantas na sociedade ioruba – São Paulo: Companhia
das, Letras, 1995;
- CD "Dentro do mar tem rio", Maria Bethânia – Gravadora Biscoito Fino.

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terça-feira, 22 de março de 2011

Estamos a serviço do Criador...


“ Estamos a serviço do Criador
para tocar seu gado divino,
cada filho seu,
seu rebanho
e cabe a nós laçar
aqueles que se perderam
ou afundaram
em algum brejo da evolução
e uma vez laçado
vamos recolocar na trilha reta do caminhar.
Mais um adeus
e lá vamos nós a laçar o boi de meu Deus!”
Sr. José Anízio

Obrigado aos valentes Boiadeiros do Além que nos amparam e nos guiam.

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Boiadeiro Navizala


O Boiadeiro Navizala é um Boiadeiro de Nação presente demais nos Candomblés de Caboclo e na nação de Candomblé Angola.

Também trabalha na Umbanda sendo uma ramificação da falange dos Boiadeiros, que em verdade não são caboclos, são Boiadeiros.

Caboclo é índio e muitos Boiadeiros são da Linha das Almas e não a de Oxóssi. São rudes, contudo bastante eficientes.

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Onilé


Onilé é uma divindade feminina relacionada aos aspectos essenciais da natureza, e originalmente exercia seu patronato sobre tudo que se relaciona à apropriação da natureza pelo homem, o que inclui a agricultura, a caça e a pesca e a própria fertilidade. Com as transformações da sociedade iorubá numa sociedade patriarcal, que implicou a constituição de linhagens e clãs familiares fundados e chefiados por antepassados masculinos, as mulheres perderam o antigo poder que tiveram numa primeira etapa (um mito relata que, numa disputa entre Oiá e Ogum, os homens teriam arrebatado o poder que era antes de domínio das mulheres).
Os antepassados divinizados tomaram o lugar das divindades primordiais e houve uma divisão de trabalho entre os orixás. As divindades femininas antigas tiveram então o seu culto reorganizado em torno de entidades femininas genéricas, as Iyá-Mi-Osorongá, consideradas bruxas maléficas pelo facto de representarem sempre um perigo para o poderio masculino, e vários orixás tiveram dividido entre si as atribuições de zelar pela Terra, agora dividida em diferentes governos: o subsolo ficou para Omulu-Obaluaê e para Ogum, o solo para o orixá-Ocô e Ogum, a vegetação e a caça para os Odés e Ossaim e assim por diante. A fertilidade das mulheres foi o atributo que restou às divindades femininas, já que é a mulher que pare, que reproduz e dá continuidade à vida.
Constituíram-se elas então em orixás dos rios, representando a própria água, que fertiliza a terra e permite a vida: são as Iyabás Iemanjá, Oxum, Obá, Oiá, Euá e outras e também Nanã, que como antiga divindade da terra, representa a lama do fundo do rio, simbolizando a fertilização da terra pela água.
Onilé teve o seu culto preservado na África, mas perdendo muitas das antigas atribuições. Hoje ela representa a nossa ligação elemental com o planeta em que vivemos, a nossa origem. É a base de sustentação da vida, é o nosso mundo material. Embora sua importância seja crucial do ponto de vista da concepção religiosa de universo, os devotos a ela pouco recorrem, pois seu culto não trata de aspectos particulares do mundo e da vida quotidiana, preferindo cada um dirigir-se aos orixás que cuidam desses aspectos específicos.
No Brasil, como aconteceu com outros orixás, o seu culto quase desapareceu. Certamente um factor que contribuiu para o esquecimento de Onilé no Brasil é o facto de que este orixá não se manifesta através do transe ritual, não incorpora, não dança.
Outros orixás importantes na África e que também não se manifestam no corpo de iniciados foram igualmente menos considerados no Brasil que, por influência do kardecismo, atribui um valor muito especial ao transe. Foi o que aconteceu com Orunmilá, Odudua, Orixá-Ocô, Ajalá, além da Iá-Mi-Oxorongá. É interessante lembrar que o culto de Ossaim sofreu no Brasil grande mudança, passando o orixá das folhas a se manifestar no transe, o que o livrou certamente do esquecimento. O culto da árvore Iroco também se preservou entre nós, ainda que raramente, quando ganhou filhos e se manifestou em transe, sorte que não teve Apaocá.
Na Nigéria mantém-se viva a ideia de que Onilé é a base de toda a vida, tanto que, quando se faz um juramento, jura-se por Onilé. Nessas ocasiões, é ainda costume pôr na boca alguns grãos de terra, às vezes dissolvida na água que se bebe para selar a jura, para lembrar que tudo começa com Onilé, a Terra-Mãe, tanto na vida como na morte.
- Reginaldo Prandi -

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Os Orixás e a Natureza no Candomble


Neste clima de “retorno ao mundo natural”, de preocupação com a ecologia, um orixá quase inteiramente esquecido no Brasil vem sendo aos poucos recuperado. Trata-se de Onilé, a Dona da Terra, o orixá que representa nosso planeta como um todo, o mundo em que vivemos. O mito de Onilé pode ser encontrado em vários poemas do oráculo de Ifá, estando vivo ainda hoje, no Brasil, na memória de seguidores do candomblé iniciados há muitas décadas.
Assim a mitologia dos orixás nos conta como Onilé ganhou o governo do planeta Terra:
Onilé era a filha mais recatada e discreta de Olodumare. Vivia trancada em casa do pai e quase ninguém a via. Quase nem se sabia de sua existência.
Quando os orixás seus irmãos se reuniam no palácio do grande pai para as grandes audiências em que Olodumare comunicava suas decisões, Onilé fazia um buraco no chão e se escondia, pois sabia que as reuniões sempre terminavam em festa, com muita música e dança ao ritmo dos atabaques. Onilé não se sentia bem no meio dos outros.
Um dia o grande deus mandou os seus arautos avisarem: haveria uma grande reunião no palácio e os orixás deviam comparecer ricamente vestidos, pois ele iria distribuir entre os filhos as riquezas do mundo e depois haveria muita comida, música e dança.
Por todo os lugares os mensageiros gritaram esta ordem e todos se prepararam com esmero para o grande acontecimento.
Quando chegou por fim o grande dia, cada orixá dirigiu-se ao palácio na maior ostentação, cada um mais belamente vestido que o outro, pois este era o desejo de Olodumare.
Iemanjá chegou vestida com a espuma do mar, os braços ornados de pulseiras de algas marinhas, a cabeça cingida por um diadema de corais e pérolas, o pescoço emoldurado por uma cascata de madrepérola.
Oxóssi escolheu uma túnica de ramos macios, enfeitada de peles e plumas dos mais exóticos animais.
Ossaim vestiu-se com um manto de folhas perfumadas.
Ogum preferiu uma couraça de aço brilhante, enfeitada com tenras folhas de palmeira.
Oxum escolheu cobrir-se de ouro, trazendo nos cabelos as águas verdes dos rios.
As roupas de Oxumarê mostravam todas as cores, trazendo nas mãos os pingos frescos da chuva.
Iansã escolheu para vestir-se um sibilante vento e adornou os cabelos com raios que colheu da tempestade.
Xangô não fez por menos e cobriu-se com o trovão.
Oxalá trazia o corpo envolto em fibras alvíssimas de algodão e a testa ostentando uma nobre pena vermelha de papagaio.
E assim por diante. Não houve quem não usasse toda a criatividade para apresentar-se ao grande pai com a roupa mais bonita. Nunca se vira antes tanta ostentação, tanta beleza, tanto luxo. Cada orixá que chegava ao palácio de Olodumare provocava um clamor de admiração, que se ouvia por todas as terras existentes. Os orixás encantaram o mundo com as suas vestes. Menos Onilé.
Onilé não se preocupou em vestir-se bem. Onilé não se interessou por nada. Onilé não se mostrou para ninguém. Onilé recolheu-se a uma funda cova que cavou no chão.
Quando todos os orixás haviam chegado, Olodumare mandou que fossem acomodados confortavelmente, sentados em esteiras dispostas ao redor do trono.
Ele disse então à assembléia que todos eram bem-vindos. Que todos os filhos haviam cumprido seu desejo e que estavam tão bonitos que ele não saberia escolher entre eles qual seria o mais vistoso e belo. Tinha todas as riquezas do mundo para dar a eles, mas nem sabia como começar a distribuição.
Então disse Olodumare que os próprios filhos, ao escolherem o que achavam o melhor da natureza, para com aquela riqueza se apresentar perante o pai, eles mesmos já tinham feito a divisão do mundo.
Então Iemanjá ficava com o mar, Oxum com o ouro e os rios. A Oxóssi deu as matas e todos os seus bichos,
reservando as folhas para Ossaim. Deu a Iansã o raio e a Xangô o trovão. Fez Oxalá dono de tudo que é branco e puro, de tudo que é o princípio, deu-lhe a criação. Destinou a Oxumarê o arco-íris e a chuva. A Ogum deu o ferro e tudo o que se faz com ele, inclusive a guerra. E assim por diante.
Deu a cada orixá um pedaço do mundo, uma parte da natureza, um governo particular. Dividiu de acordo com o gosto de cada um. E disse que a partir de então cada um seria o dono e governador daquela parte da natureza.
Assim, sempre que um humano tivesse alguma necessidade relacionada com uma daquelas partes da natureza, deveria pagar uma prenda ao orixá que a possuísse. Pagaria em oferendas de comida, bebida ou outra coisa que fosse da predileção do orixá.
Os orixás, que tudo ouviram em silêncio, começaram a gritar e a dançar de alegria, fazendo um grande alarido na corte.
Olodumare pediu silêncio, ainda não havia terminado. Disse que faltava ainda a mais importante das atribuições. Que era preciso dar a um dos filhos o governo da Terra, o mundo no qual os humanos viviam e onde produziam as comidas, bebidas e tudo o mais que deveriam ofertar aos orixás.
Disse que dava a Terra a quem se vestia da própria Terra.
Quem seria? perguntavam-se todos?
“Onilé”, respondeu Olodumare.
“Onilé?” todos se espantaram.
Como, se ela nem sequer viera à grande reunião?
Nenhum dos presentes a vira até então. Nenhum sequer notara sua ausência.
“Pois Onilé está entre nós”, disse Olodumare e mandou que todos olhassem no fundo da cova, onde se abrigava, vestida de terra, a discreta e recatada filha.
Ali estava Onilé, em sua roupa de terra. Onilé, a que também foi chamada de Ilê, a casa, o planeta.
Olodumare disse que cada um que habitava a Terra pagasse tributo a Onilé, pois ela era a mãe de todos, o abrigo, a casa. A humanidade não sobreviveria sem Onilé. Afinal, onde ficava cada uma das riquezas que Olodumare partilhara com filhos orixás?
“Tudo está na Terra”, disse Olodumare. “O mar e os rios, o ferro e o ouro os animais e as plantas, tudo”, continuou. “Até mesmo o ar e o vento, a chuva e o arco-íris, tudo existe porque a Terra existe, assim como as coisas criadas para controlar os homens e os outros seres vivos que habitam o planeta, como a vida, a saúde, a doença e mesmo a morte”.
Pois então, que cada um pagasse tributo a Onilé, foi a sentença final de Olodumare.
Onilé, orixá da Terra, receberia mais presentes que os outros, pois deveria ter oferendas dos vivos e dos mortos, pois na Terra também repousam os corpos dos que já não vivem. Onilé, também chamada Aiê, a Terra, deveria ser propiciada sempre, para que o mundo dos humanos nunca fosse destruído.
Todos os presentes aplaudiram as palavras de Olodumare. Todos os orixás aclamaram Onilé. Todos os humanos propiciaram a mãe Terra.
E então Olodumare retirou-se do mundo para sempre e deixou o governo de tudo por conta de seus filhos orixás.
Cultuada discretamente em terreiros antigos da Bahia e em candomblés africanizados, a Mãe Terra desperta curiosidade e interesse entre os seguidores dos orixás, sobretudo entre aqueles que compõem os seguimentos mais intelectualizados da religião. Onilé é assentada num montículo de terra vermelha e acredita-se que guarda o planeta e tudo que há sobre ele, protegendo o mundo em que vivemos e possibilitando a própria vida. Na África, também é chamada Aiê e Ilê, recebendo em sacrifício galinhas, caracóis e tartarugas (Abimbola, 1977: 111). Onilé, isto é, a Terra, tem muitos inimigos que a exploram e podem destruí-la. Para muitos seguidores da religião dos orixás, interessados em recuperar a relação orixá-natureza, o culto de Onilé representaria, assim, a preocupação com a preservação da própria humanidade e de tudo que há em seu mundo.
- Reginaldo Prandi -

Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei

Como entender a morte?

As vezes ficamos pensando, nossa mente é uma coisa diferente
Mas qual diferença ela produz quando falamos em nosso mundo e como são as pessoas.

A mente é uma viagem, um livro que ainda não lemos
Viajar em nosso interior é muito bom, principalmente recordar e pensar nos amigos
Ver na páginas da nossa vida o quanto importante foi te-los ao nosso lado

Amigos que se foram, mas ainda não saíram de nossas vidas
Vida as vezes amarga, pois que bom seria te-los de volta?
Como poderia uma pessoa estar feliz sem ter amigos
Felicidade são momentos e estes momentos são eternos

Muitas vezes guardados em fotografias, e tristes quando
deixamos de falar algo naquele momento, mas o que fazer?
Agora veja de novo aquelas fotos, olhe os sorrisos

É... esta escrito ali o que você não disse naquele momento
Amigos se vão e sobram os momentos, momentos estes que
nunca se apagaram, pois um dia amigo vamos nos encontrar

Ser Umbandista é assim, explicar o que não tem explicação
ter uma palavra amiga até na hora da despedida, explicar para
onde foi aquela criatura que nos fez feliz, tentar consolar o que
não tem consolo, rezar entre lágrimas da perda inseparável

Tem que ser mais forte que a morte, tem que no dia seguinte
aceitar a vontade de Deus, e rezar novamente, tem que na fumaça
de incenso apontar uma luz, quem que ser mais forte que a força
da natureza, não para virar uma montanha mas para acreditar que podemos
conviver sem aquele amigo, tem que ser simples como as cantigas de criança

Na separação somos procurados Umbandistas e Espíritas, as vezes por pessoas
que nunca acreditaram em nossa religião, mas procuram respostas
Nesta hora somo um pouco entendidos na nossa devoção
Nossas palavras são as únicas que consolam a perda, que para nós não são perdas
mas somente houve a separação, pois ainda estamos ligados a aqueles que se foram.

Somente abaixar a cabeça para o Santo, e de novo acreditar no amor
Fazer de novo novas fotografias e coloca-las de novo no porta retrato
Aceitar novos amigos, não julgar as diferenças, e sentir de novo o vento tocar
que talvez este vento tenha um pouco da sua história e um dia ainda vão falar de você

Querido Amigo!


Existe um ponto de Umbanda muito bonito quando se fala de separação, pois não acreditamos na morte, e sim na saída do espírito para o conforto do Pai eterno.

Deste mundo para o outro temos a separação
Deste mundo para o outro temos a separação
Quem parte deixa saudades a todos os seus irmãos
Quem parte deixa saudades a todos os seus irmãos
Disse o mestre Messias que quem separou não morreu
Disse o mestre Messias que quem separou não morreu
Deste mundo para o outro temos a separação
Deste mundo para o outro temos a separação
La na vida do espaço vai buscar a tua luz
La na vida do espaço vai buscar a tua luz
Deste mundo para o outro para temos a separação
Deste mundo para o outro para temos a separação

Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei

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“A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho.”


SIGNIFICADOS QUANTO AO FORMATO DA VELA



 
Cones ou Triangulares: equilíbrio, elevação.
Quadradas: estabilidade, matéria.
Estrela: espiritual, carma.
Pirâmide: realizações matérias.
Cilíndricas: servem para tudo.
Animais: para o seu animal protetor.
Lua: para acentuar sua energia intuitiva.
Gnomo: para seu elemental da terra.
Cone ou Triangulares: simbolizam o equilíbrio. Tem três planos: físico, emocional e espiritual.
Velas Cônicas: são voltadas para cima e significam o desejo de elevação do homem, sua comunicação com o cosmos.
Velas Quadradas: Simbolizam estabilidade na matéria. Seus lados iguais representam os quatro elementos: Terra, Água, Fogo, Ar.
Velas em Formato de Estrela de Cinco Pontas: É o símbolo do homem preso na matéria. Representa o carma.
Velas Redondas: Simbolizam mudança. E a energia mais pura do astral que só a mente superior alcança.