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sábado, 16 de abril de 2011

A Chegada dos Boiadeiros

Ele chega todo feliz.
Uma felicidade que contagia à todos que estão no terreiro. Os que choravam, esboçam um sorriso na canto da boca, os que já estavam felizes, vêem sua felicidade transbordada.

De repente se ouve o sacuir do laço e um grito: ê Boi!

É ele, o boiadeiro acaba de chegar no terreiro, trazendo consigo a magia da felicidade para embalar os corações ali presentes.

Mas não se engane!

Por traz de toda aquela felicidade, ele traz consigo na mesma medida a seriedade rústica para comandar o seu trabalho.

São espíritos que já encarnaram na Terra e viveram como boiadeiros, vaqueiros, vaqueiras, roceiros, homem do campo, e em seu lombo como costumam dizer, carregam as alegrias e a experiência das tristezas vividas tão arduamente enquanto encarnados.

Muitos tiveram seus desencarnes de forma violenta e depois de longo estudo no plano espiritual, baixam nos terreiros como matutos, conhecedores da lida, dos espinheiros da vida e nos acenam com a alegria e esperança de novos dias.

Estão sempre atentos, e ao menor sinal de perigo, sacam logo sua “pexeira”.

Com Boiadeiro não se brinca!

Segue pequeno relato de um boiadeiro:
“Tenho cara de bonzinho e sou bonzinho. Mas se bulir com algum camarada, vai sentir minha pexeira no bucho.”

Por outro lado, são excelentes conselheiros, erveiros e sempre falam na cara. Não tem papas na língua.

Seus costumes variam. Os que tomam uma cachacinha e fumam seu paieiro normalmente trabalham na demanda. Outros fumam seu paieiro e tomam o preto (café) que normalmente servem à seus consulentes como remédio, portanto cura.

Salve os boiadeiros, que nos trazem não só a alegria de viver, mas a retidão que nos incutem, a responsabilidade, a esperança e a fé de que dias melhores virão.

Lembrem-se: Boiadeiros também são Caboclos...
Getruá! Salve os Caboclos Boiadeiros!!!

Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei

Por Trás de Uma Gira de Umbanda



Firma o ponto minha gente
Preto Velho vai chegar
Ele vem de Aruanda

Ele vem prá trabalhar...

Era dia de "gira de preto velho" naquele terreiro. Enquanto os consulentes chegavam ansiosos e esperançosos em levar de volta a "solução" daqueles problemas que atrapalhavam suas vidas, na frente do conga os médiuns vestidos de branco e de pés descalços concentravam, ligando-se aos seus protetores e guias.

O ambiente denotava simplicidade e era mobiliado apenas por algumas cadeiras para acomodar os consulentes, poucas banquetas para os médiuns que serveriam de "aparelhos" às entidades espirituais e o congá onde um vaso de flores, outro de ervas e os elementos ar, fogo, água e terra se faziam presentes. Acima, uma imagem de Jesus resplandecente de luz.

Iniciando-se a sessão através de pontos cantados e orações, após uma leitura espiritualista elucidativa, iniciavam-se as incorporações de maneira moderada. Do lado astral, as falanges de trabalhadores já haviam chegado muito tempo antes dos médiuns e ali já haviam preparado o ambiente fluidicamente. Uma varredura energética havia sido feito pelos elementais onde primeiramente atuaram as salamandras e após as sereias e ondinas, fazendo com que toda a matéria astralina densa que ali se encontrava, fosse transmutada permitindo a chegada dos espíritos trabalhadores.

Na porta do ambiente, junto à firmação de ponto riscado e da presença do elemento fogo, postava-se o guardião da Casa, Exu Gira Mundo, impondo respeito e segurança. Num raio de 360º ao redor da construção, uma guarnição dos caboclos na egrégora de Ogum formavam verdadeira muralha armada, impedindo a invasão de seres indesejáveis ao bom andamento do trabalho da noite. A construção toda estava no interior de grande pirâmide iluminada na cor violeta, com grande e grossa placa de aço imantado na parte inferior impedindo que o excesso de energia telúrica desequilibrasse a polaridade positiva que era captada pelos sete anéis giratórios que ladeavam a pirâmide, representando as Sete Linhas de Umbanda. Cada um desses anéis destacam-se na cor fluídica de seu Orixá e emitiam um harmonioso som diferenciado.

Cada um dos consulentes que adentrava ao ambiente passava agora primeiro pela defumação que queimava junto à porta, em cumbuca de barro, exalando o cheiro das ervas perfumadas sendo incineradas pelo carvão vegetal. Equipes de limpeza se movimentavam no lado espiritual, recolhendo as larvas astrais e outras espécies de energias deletérias que ali eram desagregadas dos corpos dos consulentes, as quais não eram totalmente absorvidas pelo carvão ou transmutadas pelo elemento fogo.

Em alvíssimas vestes, os amados Pais e Mães, na sua roupagem fluídica de Pretos velhos, trazendo a alegria estampada em sua energia, tomavam conta de seus "aparelhos" médiuns, atuando no chácra básico dos mesmos, obrigando-os a dobrar as suas costas à semelhança de velhos arqueados, incentivando-os ao trabalho fraterno.

E assim, de consulente em consulente, de caso em caso, com a paciência e sabedoria que lhes é peculiar, entre uma baforada e outra de palheiro ou de alguma espanada com o galho de ervas na aura daqueles filhos, os bondosos espíritos cumpriam sua missão. Eram conselhos, corrigendas, desmanche de magia negra, de elementares artificiais negativos, limpeza e equilíbrio dos corpos sutis, retirada de aparelhos parasitas e às vezes, alguns puxões de orelha necessários, em forma de alerta. Tudo de acordo com o merecimento do consulente, pois cada um trazia consigo a mostragem de sua "ficha cármica" onde estavam impressos o que a Lei permitia ser mudado, bem como o que ainda era necessário que com eles permanecesse.

Vó Benta, espírito portador de grande sabedoria e humildade, apresentando-se naquele local com o corpo astral de negra velha de pequena estatura, com roupas simples e alvas, cuja saia comprida e larga era coberta por um avental onde um bolso era recheado de ervas e patuás, tinha uma maneira simplista e diplomática de fazer com que os filhos entendessem que eles próprios eram seus médicos curadores:

-Minha mãe, acho que estou sendo vítima de "trabalho feito" pela minha ex mulher...

Sorrindo e com linguagem peculiar, segurava com firmeza as mãos do moço passando-lhe com isso confiança e com a voz recheada de afeto respondia:

-Negra velha vai explicar para que o filho entenda: - quando sua casa está totalmente fechada, fica escura e nada pode entrar, às vezes nem a poeira. Não é isso? Quando o filho abre as janelas e portas, a luz do sol entra invadindo todos os cantos, mas podem entrar também as moscas, baratas, formigas e até os ladrões, não é? Para a sujeira e os bichos, o filho pode usar a vassoura, para os ladrões a lei, a segurança. E para a luz do sol? Ah, essa filho, fica ali iluminando até que o filho feche toda a casa outra vez. Assim também é a nossa casa interna; quando nos fechamos para a vida, para o trabalho, ficamos no escuro e ao nos abrirmos , deixamos a luz entrar mas ficamos sujeitos a todas as outras energias que pululam ao nosso redor. Mas como acontece na casa material, onde não houverem os atrativos da sujeira e do lixo, os insetos não se aproximam. Se estivermos equilibrados, sem raiva, mágoa, ciúmes, vícios e todos esses lixos que os filhos buscam na matéria, nada nem ninguém consegue afetar nossa energia, nossa vida. Só o sol permanece no coração de quem procura manter-se limpo.

Negra velha sabe que esse mundão está de cabeça para baixo. No lado material os filhos andam desarvorados pela dificuldade de sustento de suas famílias, quando não, em busca de supérfluos. Mas mesmo assim, é preciso lembrar aos filhos, que embora estejam na matéria e sujeitos à ela, a vida real está no espírito imortal. É preciso dar mais atenção, senão prioridade, à essência em detrimento do restante, para que possa haver o equilíbrio dos elementos inerentes à vida, na sua totalidade.

O mal que é enviado aos filhos, só vai instalar-se se encontrar no endereço vibratório, ambiente adequado. Sem contar que, o medo é porta aberta e atrativo para a entrada do desequilíbrio. O medo é sentimento muito usado pelas energias trevosas, uma vez que fragiliza o corpo emocional facilitando sua atuação mórbida. Por outro lado, negra velha pergunta para o filho: - se a desordem não houvesse se instalado, por acaso o filho estaria aqui, sentado no chão, em frente à preta velha, buscando humildemente ajuda espiritual? Nem sempre o que nos parece mal, é tão prejudicial assim. Pode ser o remédio adequado para o momento, ou talvez a estremecida necessária no corpo astral dos filhos, para que a ordem possa reinstalar-se.

As trevas, meu filho, estão vinte e quatro horas de plantão. E os filhos, acaso estão? Não adianta orar e não vigiar, pois o pensamento é energia e com ele nos adequamos ao campo energético que quisermos.

Antes da hora grande as falanges da egrégora dos Pretos Velhos, despediram-se de seus aparelhos, alguns precisando largar e desfazer a vestimenta astral usada para que pudessem chegar até os aparelhos mediúnicos e voltavam agora para as bandas de Aruanda, onde continuariam suas atividades no mundo astral. Pois como diz a Vó Benta, "se pensam que morrer é dormir e descansar, os filhos estão muito enganados... desse lado tem muito trabalho e como nem o Pai está imóvel, quem somos nós cuja ficha cármica demonstra um vasto débito, para nos aposentarmos?".

Agora as velas apagam-se, os elementos voltam a integrar a natureza, os elementais após limparem o ambiente retornam aos seus devidos reinos, os elementares foram desagregados pela força e sabedoria dos pretos velhos e os médiuns voltam aos seus lares com a sensação de paz que só é sentida por aqueles que cumprem com seus deveres.


Preto velho já foi,
Já foi prá Aruanda,
A benção meu Pai
Saravá prá sua banda...

FONTE: Jornal Sagrado de Umbanda



Salve os Pretos Velhos, Adorei as Almas.

Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei



Preto-Velho ou Médico?

 


Contou-nos uma confreira, das mais atuantes em nossa casa de caridade espiritual e material:
Que em um certo Centro Espírita situado na cidade de São Paulo, Capital, havia uma noite de reuniões caritativas, que era dedicada a caridade física dos encarnados, isto é, somente para consultas com Entidades Médicas.
Nas cabinas próprias para consultas médicas a secretária fazia a arrumação final dando os últimos retoques para que tudo estivesse de acordo ao se iniciar os trabalhos; isto incluindo os médiuns cada qual em seu lugar, quando de repente um dos médiuns deu sinal e manifestou-se uma Entidade.
- A secretária correu para atender a Entidade recém chegada, e qual não foi sua surpresa ao deparar com uma Entidade de Preto-Velhos.

Usando sua amabilidade costumeira explicou à Entidade que ela não poderia dar consultas naquela noite, pois aquele dia da semana, era reservado às Entidades Médicas e não à Preto-Velhos.
- A Entidade, também, com aquela humildade que lhe era peculiar confirmou com a secretária:

Hoje eu não posso dar consulta só as Entidades Médicas?
Ao que confirmou a secretária pedindo desculpas e pedindo à Entidade que “subisse.

- A entidade se despediu, agradeceu e “subiu”.
- Passados alguns minutos, se manifestou e se apresentou uma nova Entidade Médica, no mesmo médium, que passou a atender os pacientes nas mais variadas modalidades da medicina.

- Terminado os trabalhos médicos, todos muito satisfeitos com os trabalhos da nova entidade médica, foram agradecê-la antes da “subida” e pedir o seu retorno.

- Quando a secretária dos trabalhos, foi se despedir da Entidade, esta dirigiu-se a ela dizendo:

Este é um dia reservado para trabalhos só das Entidades Médicas, não podendo Entidades como Preto-Velhos se manifestarem, não é assim?

- Ao que a secretária confirmou e aproveitou o ensejo para pedir à Entidade Médica, se conhecesse a Entidade que se manifestara antes, Preto-Velhos, pedir as mais sinceras desculpas de coração, pois aquele dia era só de consultas médicas e não preto-velhos; ao que a entidade aduziu:

Pode ficar tranqüila que aquela Entidade que esteve aqui no começo está sabendo e não está aborrecida com a irmã, pois aquela entidade que esteve aqui no início e não pode trabalhar como tal, era eu mesmo.

Adorei as Almas. Salve os Preto-Velhos!

Adorei as Almas. Salve os Preto-Velhos!
 

Carta de Pai João aos Meninos e Meninas Deste Planeta

 

U M B A N D A É L U Z !
Cartas do Véio João

Kaáyarê: Pai velho, o Sr. Disse que voltava e voltou!
Saravá para o Sr.! Sua benção!
Pai João: Jesus já te abençoou menino! Mas leva a benção deste nego matraqueiro que adora uma boa prosa, eh, eh, ! Espírito sério não brinca com coisa séria, e quando promete cumpre, pois há muita responsabilidade no trabalho assumido na Aruanda que é o de trazer mais esclarecimentos aos filhos de terreiro. Diferentemente dos kiumbas galhofeiros, que adoram passar trotes nos encarnados, se passando por esta ou aquela entidade, quando prometem e não cumprem suas promessas, rindo-se com verdadeiro sarcasmo das decepções e desilusões das criaturas desavisadas, que buscam a Umbanda como departamento de escambo, achando que tudo pode ser resolvido com vela, dinheiro e maráfa, em vez de buscarem o verdadeiro conhecimento. Quando ao conversarem com alguma entidade, liguem o desconfiômetro se a dita entidade prometer que vai resolver tudo com despacho sem apelar para a necessidade da reforma íntima e da reeducação moral, que é a porta principal de entrada para as transformações que se fazem imprescindíveis na vida dos filhos de terreiros e filhos encarnados.
Kaáyarê: É Pai Velho, fico triste de ver estas entidades galhofeiras iludir as criaturas quando elas buscam nossa amada Umbanda. Por quê os Guias e protetores permitem que isso aconteça? Isso só ajuda a enlamear o nome do Sagrado.
Pai João: Êta menino cascudo! Esse nego vai te dar carraspana nas orelhas! Leu, estudou, mas ainda não compreendeu? Eh, eh...há muitos sabichões por ai que inflamam suas cabeças de leituras que nada produzem para beneficiar a própria existência, e se perdem em conhecimentos filosóficos que “memorizam” mas não compreendem, causando mais confusão no entendimento alheio. Se arvoram em professores, facilitadores, mediadores,instrutores, quando a própria vida se mostra vazia, nublada, e confusa. Os Guias que trabalham com a egrégora da Umbanda são Entidades Portentosas, que já não possuem mais seus corpos astrais, há muito já deixaram para trás o cascão material, e por afinidade de sintonia aceitaram trabalhar dentro desta linha de evolução consciêncial. E como é enorme e grandiosa a tarefa destas Entidades sublimes, Eles necessitam de mediadores que são os “Protetores”, espíritos que estão em vias de perderem seus corpos astrais, estão se desligando das injunções da matéria, e que muitas vezes ainda reencarnam para cumprir missão, nunca para resgatar, são almas mais chegadas á Eles por vibração e que se situam no astral superior dentro do perímetro áurico dos Guias, recebendo Deles ordens e serviços, e suas atribuições são “mediar” entre a vontade dos Guias e as necessidades dos filhos de terreiros. Estas Entidades, os Protetores, estão estagiando junto á seus superiores para futuramente se tornarem Guias, pois tudo se renova na casa de Nosso Pai, não é mesmo? Eh, eh, eh...e sendo Eles portanto Entidades de alto nível não podem ser irresponsáveis, pois enquanto no mundo os homens se promovem e se projetam através da ganância, da ambição dos interesses rasteiros e da corrupção, neste lado da vida as almas são promovidas pela competência, sabedoria e amor ao próximo.
Eles jamais permitem que entidades mulambas, kiumbas e galhofeiras se introduzam no interior dos circulos místicos das correntes de Umbanda.
Quando isso acontece, é porque a dita casa não obedece os preceitos sagrados da doutrina que professa, e com certeza há muito os Guias e protetores se afastaram de seus antigos protegidos para lhes ensinar alguma lição. Daí, sem a aura luminosa destas Entidades, a porta está aberta para as trevas fazerem dela seu palco de elocubrações hilariantes, estimulando a vaidade, o egocentrismo, a sensualidade e a avareza nos filhos de correntes e nos chefes de terreiros que se deixaram a fundar no consumismo tolo das paixões e dos instintos animalizados.
Há “Umbanda” e “umbanda” menino! Uma casa séria, onde todos os filhos são conscientes da necessidade da reforma íntima, da reeducação moral, e que aliado a isso sentem verdadeiro prazer pelo estudo das obras sagradas e livros espiritualistas, de cunho universalista, e se esforçam no sentido de darem o melhor de si em favor da coletividade, sufocando seus desejos e superando seus vícios, jamais poderá ter no interior de seu círculo místico de corrente umbandística estas almas indesejadas.
Os irmãos Exus de Lei, que trabalham sob as ordens de Ogum Megê, com seu verdadeiro exército de policiais do astral,estão vinte e quatro horas de prontidão na proteção das casas, não permitindo jamais que estes irmãozinhos infelizes tenham sucesso nas suas incursões pelos terreiros.
Os Exus Guardiães estendem um perímetro de muitos metros, circulando a casa e por esse circulo ninguém passa sem ter ordens dos Protetores,e não é um círculo qualquer não, menino; é um verdadeiro globo de cor vileta e dourado, semelhante a uma bolha de sabão, só que de matéria etérica, deixando a casa em seu centro protegida por cima, por baixo e ambos os lados...e a parte de baixo, que se estende por muitos metros em direção ao interior da terra é protegida pela falange do nosso Guardião Sr. Exu Caveira,Poderoso Mago Branco, que desprezou sua permanência nas regiões superiores para permanecer trabalhando nas regiões trevosas, auxiliando com seu profundo conhecimento magístico na intermediação das sombras para as trevas.
Vê, menino! Umbanda não é brincadeira, é coisa séria!
Abençoado o dirigente de terreiro que possui o conhecimento de tudo isso, que se passa invisível aos olhos comuns e á visão profana! Abençoada a corrente de filhos de fé que procuram conhecer estas verdades, e á respeitam!
Uma multidão de Entidades, de vários graus se mobilizam no astral, a fim de, com sua boa vontade, auxiliar os filhos de fé em seus trabalhos de caridade. Ali, Caboclos se postam em guarda, com suas feições sérias e responsáveis, observando tudo que ocorre á sua volta, e garantindo a segurança no interior do templo, mais além os Exus com suas lanças e espadas energéticas, penetram com seus olhos agudos o que acontece em toda parte sem deixar escapar nada, acolá índios vem e vão carregando macas, trazendo e levando espíritos enfermos para as colônias socorristas nas adjacências do orbe terráqueo, amparando e socorrendo irmãos desencarnados que choram e gemem; mais adiante vem os falangeiros de Ogum trazendo em seus braços fortes os marginais do astral, os obsessores,auxiliados pelos Exus espadados, para serem esclarecidos, orientados e posteriormente presos nas cadeias do astral; mais adiante Formosas Entidades que trabalham na linha de Xangô, de Yemanjá, de Oxum, de Oxoce,oferecem a cobertura necessária e imprescindível no interior do templo, para que ao médiuns possam trabalhar em harmonia com suas Entidades, sejam elas Pretos-velhos, Ibejis, Índios, Hindus, Franciscanos, Ciganos ou médicos do astral, garantindo o sucesso das intervenções medianímicas! Enquanto tudo isso ocorre, elevam-se as vozes no terreiro, com pontos cantados e estalar de dedos, a fumaça do charuto a evolar-se pelo espaço, as emanações fluídicas quintessenciadas pelos mentores em comunhão com as vibrações dos aparelhos mediúnicos, e os odores sempre vivos das ervas e incensos, dispersando e desintegrando as larvas, os parasitas e as energias deletéreas, enquanto do mais Alto, a Corrente das Santas Almas do Cruzeiro que trabalham na linha de Oxalá enviam tenuíssimos fios de luz, de amor e compaixão, abençoando todos os trabalhadores, encarnados e desencarnados sob as bênçãos de Urubatão da Guia! – É meu menino, se o mal é grande maior ainda é o amor de Nosso Pai Oxalá!, O mal ainda está arraigado no coração dos homens, mesmo depois de dois mil anos de pregação do “amai-vos uns aos outros”...e enquanto as almas reincidem no mal que lhes apraz, Nosso Senhor Jesus, Nosso Abençoado Oxalá insiste no chamado aos corações dos homens,e a Umbanda esta nesta luta gigantesca, acariciando o desejo de ver os muitos filhos, que foram chamados á colaborar nesta seara bendita, não desistam de seus votos feitos antes do reencarne, pois “não são os filhos que escolhem a Umbanda, é a Umbanda que escolhe os filhos;” são as afinidades milenares, as vibrações simpáticas alimentadas nos corações e que ainda persistem, apesar dos séculos, abraçando as almas que se amam e que vivenciaram numa experiência já distante os laços da amizade, que com Jesus não se perdem jamais!
Saravá, menino! Pai Velho vai embora, a sineta do céu bateu, ta tocando, Oxalá já diz que é hora! eh...eh...eh…não fica triste, veio volta, veio tem muito ainda pra prosear com suncê...eh...eh...eh...

Kaáyarê: Abenção Pai velho, obrigado, muito obrigado, estou emocionado, meu coração é só gratidão...

Pai João: Oxalá já te abençoou, mas este nego te abençoa em nome Dele,e de nossa Umbanda, Sarava!

Salve as Falanges de Pai João. Adorei as Almas! Saravá aos Pretos Velhos.

Meu Bondoso Preto Velho


Aqui estou de joelhos, agradecido, contrito, aguardando sua benção.
Quantas vezes com a alma ferida, com o coração irado, com a mente entorpecida pela dor da injustiça eu clamava por vingança, e Tu, oculto lá no fundo do meu Eu, com bondade compassiva me sussurravas: "ESPERANÇA".
Quantas vezes desejei romper com a humanidade, enfrentar o mal com maldade, olho por olho, dente por dente, e Tu, escondido em minha mente, me dizias simplesmente:
"Sei que a maldade e a traição ferem o coração, mas, responder com ofensas, não lhe trará a solução. Pára, pensa, medita e ofereça-lhe o perdão. Eu também sofri bastante, eu também fui humilhado, eu também me revoltei, também fui injustiçado.
Das savanas africanas, moço, forte, livre, num instante transformado em escravo acorrentado, nenhuma oportunidade eu tive. Uma revolta crescente me envolvia intensamente, porque algo me dizia que eu nunca mais veria minha Aruanda de então, não ouviria a passarada, o bramir dos elefantes, o rugido do leão; minha raça de gigantes de que tanto orgulho tivera, jazia despedaçada, nua, fria, acorrentada num infecto porão.
Um ódio intenso o meu peito atormentava, porque Oyá não mandava uma grande tempestade? Que Xangô com seus raios partisse aquela nave amaldiçoada, que matasse aquela gente, que tão cruel se mostrara, que até minha pobre mãezinha, tão frágil, já tão velhinha, por maldade acorrentara. E Iemanjá, onde estava que nossa desgraça não via, nossa dor não sentia, o seu peito não sangrava? Seus ouvidos não ouviam a súplica que eu lhe fazia? Se Iemanjá ordenasse, o mar se abriria, as ondas nos envolveriam; ao meu povo ela daria a desejada esperança, e aos que nos escravizavam, a necessária vingança.
Porém, nada aconteceu, minha mãezinha não resistiu e morreu; seu corpo ao mar foi lançado, o meu povo amedrontado, no mercado foi vendido, uns pra cá, outros pra lá e, como gado, com ferro em brasa marcado. Onde é que estava Ogum? Que aquela gente não vencia? Onde estavam as suas armas, as suas lanças de guerra? Porém, nada acontecia, e a toda parte que olhava, somente uma coisa via: terra.
Terra que sempre exigia mais de nossos corpos suados, de nossos corpos cansados.
Era a senzala, era o tronco, o gato de sete rabos que nos arrancava o couro; era a lida, era a colheita que para nós era estafa, para o senhor era ouro. Quantas vezes, depois que o sol se escondia, lá no fundo da senzala, com os mais velhos, aprendia que no nosso destino no fim não seria sempre assim, quantas vezes me disseram que Zambi olhava por mim.
Bem me lembro uma manhã, que o rancor era grande, vi sair da casa grande a filha do meu patrão. Ingênua, desprotegida, meu pensamento voou: eis a hora da vingança, vou matar essa criança, vou vingar a minha gente, e se por isso morrer, sei que vou morrer contente.
E a pequena caminhava alegre, despreocupada, vinha em minha direção; como a fera aguarda a caça, eu esperava ansioso, minha hora era chegada. Eu trazia as mãos suadas, nesse momento odioso, meu coração disparava, vi o tronco, vi o chicote, vi meu povo sofrendo, apodrecendo, morrendo e nada mais vi então. Correndo como um possesso, agarrei-a por um braço e levantei-a do chão. Porém, para minha surpresa, mal ergui a menina uma serpente ferina, como se fora o próprio vento que fere o espaço, errando por minha causa; o seu bote foi tão fatal, tudo ocorreu tão de repente, tudo foi de forma tal, que ali parado eu ficara, olhando a serpente que sumia no matagal.
Depois, com a criança em meus braços, olhei meus punhos de aço que a deviam matar... olhei seus lindos olhinhos que insistiam em me fitar. Fez-me um gesto de carinho, eu estava emocionado, não sabia o que falar, não sabia o que pensar. Meus pensamentos estavam numa grande confusão, vi a corrente, o tronco, as minhas mãos que vingavam, vi o chicote, a serpente errando o bote... senti um aperto no coração, as minhas mãos calejadas pelo machado, pela enxada, minhas mãos não matariam, não haveria vingança, pois meu Deus não permitira que morresse essa criança.
Assim o tempo passou, de rapaz forte de antes, bem pouca coisa restou, até que um dia chegou e Benedito acabou...
Mas, do outro lado da morte eu encontrei nova vida, mais longa, muito mais forte, mais de amor e de perdão, os sofrimentos de outrora já não importam agora, por que nada foi em vão...
Fomos mártires nessa vida, desta Umbanda tão querida, religião do coração, da paz, do amor, do perdão".
Escrito por Pai Ronaldo Linares em 20 de Outubro de 1964; entregue em mãos, por ele, ao JUS (Jornal de Umbanda Sagrada) e publicado em Maio de 2005.
Muita Proteção e Luz a todos os Irmãos de Fé!
 

"Preto-Velho" na Cultura Brasileira e na Umbanda


Pai Antônio foi o primeiro preto-velho a se manifestar na Religião de Umbanda em seu médium Zélio Fernandino de Morais onde se estabeleceu a Tenda Nossa Senhora da Piedade. Assim, ele abriu esta "linha" para nossa religião, introduzindo o uso do cachimbo, guias e o culto aos Orixás.

O "Preto-velho" está ligado à cultura religiosa Afro Brasileira em geral e à Umbanda de forma específica, pois dentro da Religião Umbandista este termo identifica um dos elementos formadores de sua liturgia, representa uma "linha de trabalho", uma "falange de espíritos", todo um grupo de mentores espirituais que se apresentam como negros anciões, ex-escravos, conhecedores dos Orixás Africanos.

São trabalhadores da espiritualidade, com características próprias e coletivas, que valorizam o grupo em detrimento do ego pessoal, ou seja, são simplesmente pretos e pretas velhas com Pai João e Vó Maria, por exemplo.

Milhares de Pais João e de Avós Maria, o que mostra um trabalho despersonalizado do elemento individual valorizando o elemento coletivo identificado pelo termo genérico "pretovelho".

Muitos até dizem "nem tão preto e nem tão velho" ainda assim "preto velho fulano de tal". A falta de informação é a mãe do preconceito, e, no caso do "preto-velho", muitos que são leigos da cultura religiosa Umbandista ou de origem africana desconhecem valor do "preto-velho" dentro das mesmas.

Preto é Cor e Negro é Raça, logo o termo "preto-velho" torna-se característico e com sentido apenas dentro de um contexto, já que fora de tal contexto o termo de uso amplo e irrestrito seria "Negro Velho", "Negro Ancião" ou ainda "Negro de idade avançada" para identificar o homem da raça negra que encontra-se já na "terceira idade" (a melhor idade).

Por conta disso alguns sentem-se desconfortáveis em utilizar um termo que à primeira vista pode parecer desrespeitoso ao citar um amável senhor negro, já com suas madeixas brancas, cachimbo e sorriso fácil, por trás do olhar de homem sofrido, que na humildade da subjugação forçada e escrava encontrou a liberdade do espírito sobre a alma, através da sabedoria vinda da Mãe África, na figura de nossos Orixás, vindo ao encontro da imagem e resignação de nosso senhor Jesus Cristo.

Alguns preferem chamá-los apenas de "Pais Velhos" o que é bonito ao ressaltar a paternidade, mas ao mesmo tempo oculta a raça que no caso é motivo de orgulho. São eles que souberam passar por uma vida de escravidão com honra e nobreza de caráter, mais um motivo de orgulho em se auto-afirmar "nêgo véio" e ex-escravo; talvez assim se mantenham para que nunca nos esqueçamos que em qualquer situação temos ainda oportunidade de evoluir. Quanto mais adversa maior a oportunidade de dar o testemunho de nossa fé.

O "preto-velho" é um ícone da Umbanda, resumindo em si boa parte da filosofia umbandista. Assim, os espíritos desencarnados de ex-escravos se identificam e muitos outros que não foram escravos, nesta condição, assim se apresentam também em homenagem a eles, por tê-los como Mestres no astral.

No imaginário popular, por falta de informação ou por má fé de alguns formadores de opinião, a imagem do "preto-velho" pode estar associada por alguns a uma visão preconceituosa, há ainda os que se assustam " com estas coisas" pois não sabem que a Umbanda é uma religião e como tal tem a única proposta de nos religar a Deus, manifestando o espírito para a caridade e desenvolvendo o sentimento de amor ao próximo.

Não existe uma Umbanda "boa" e uma Umbanda "ruim", existe sim única e exclusivamente uma única Umbanda que faz o bem, caso contrário não é Umbanda e assim é com os "Preto-velhos", todos fazem o bem sem olhar a quem, caso contrário não é de fato um "preto-velho", pode ser alguém disfarçado de "velho-negro", o "preto velho" trabalha única e exclusivamente para a caridade espiritual.

São espíritos que se apresentam desta forma e que sabem que em essência não temos raça nem cor, a cada encarnação, temos uma experiência diferente. Os pretos velhos trazem consigo o "mistério ancião", pois não basta ter a forma de um velho, antes, precisam ser espíritos amadurecidos e reconhecidos como irmãos mais velhos na senda evolutiva.

Quanto menos valor se dá a forma, mais valor se dá à mensagem, e "preto-velho" fala devagar, bem baixinho; quando assim se pronuncia, todos se aquietam para ouví-lo, parecenos ouvir na língua Yorubá a palavra "Atotô", saudação a Obaluayê que quer dizer exatamente isso: "silêncio".

Nas culturas antigas o "velho" era sempre respeitado e ouvido como fonte viva do conhecimento ancestral. Hoje ainda vemos este costume nas culturas indígenas e ciganas.

Algumas tradições religiosas mantêm esta postura frente o sacerdote mais velho, trata-se de uma herança cultural religiosa tão antiga quanto nossa memória ou nossa história pode ir buscar, tão antigos também são alguns dos pretos velhos que se manifestam na Umbanda.

Muitos já estão fora do ciclo reencarnacionista, estão libertos do karma, já desvendaram o manto da ilusão da carne que nos cobre com paixões e apegos que inexoravelmente ficarão para trás no caminho evolutivo.

Por tudo isso e muito mais, no dia 13 de Maio, dia da libertação dos escravos eu os saúdo: "Salve os Pretos Velhos! Salve as Pretas Velhas! Adorei as Almas! Salve nosso Amado Pai Obaluayê, Atotô meu Pai! Salve nossa Amada Mãe Nanã Buroquê, Saluba Nanã!".

Usamos para eles velas brancas ou bicolores, metade preta e metade branca, tomam café e fumam cachimbo.

Texto extraído do JUS (Jornal da Umbanda Sagrada), maio/2006 e escrito por Alexandre Cumino.

Por que Caboclos e Pretos Velhos?

Uma das incógnitas que ainda perduram, na Umbanda, é a verdadeira natureza dos Caboclos e Pretos Velhos.

Várias opiniões formaram-se a respeito dessas entidades que, através de uma linguagem simples, emitem, por vezes, conceitos que revelam o pensamento erudito de um mestre.

No decorrer de vários anos de convivência com os nossos Velhos e Caboclos, observando-lhes os trabalhos, auscultando opiniões sobre os problemas da vida terrena, notamos que o grau de conhecimento, de evolução varia muito.

Encontramos Pretos Velhos aparentemente apegados aos bens materiais, fazendo questão do “tôco” e do “pito” que não cedem a ninguém, aborrecendo-se com facilidade, reagindo como simples criaturas humanas.

Outros, porém, revelam no procedimento e nas palavras, no acatamento à disciplina imposta necessariamente pela direção espiritual dos trabalhos, a luz espiritual adquirida.

Uns e outros referem-se às senzalas, à vida passada na escravidão ou nas aldeias.

Se o freqüentador assíduo dos terreiros não procurasse o guia apenas para lhe expor as dificuldades da vida terrena, buscando somente o conselho para a solução mais fácil dos seus problemas materiais, teria ocasião de receber ensinamentos preciosos sobre a vida futura, as reencarnações, a necessidade de vencer, com o próprio esforço, a passagem difícil que se lhe apresenta e que será mais um grau conquistado na escola da vida.

Dizia José Álvares Pessoa que a Umbanda é, talvez, a única religião que se preocupa com os problemas materiais do homem.

Não por ser um culto materializado. Pelo contrário: percebendo como o ser humano premido pelas dificuldades que o seu próprio Carma conduz, se afasta do criador, quando a enfermidade, a falta de recursos financeiros, a desarmonia no lar se tornam mais poderosos que a sua crença, os dirigentes espirituais do nosso planeta organizaram um movimento destinado a dar ao homem o conforto, o conselho, a ajuda através dos quais poderá ser, ainda uma vez, reconduzido aos caminhos da fé.

Criaram-se legiões de missionários e para que mais facilmente fossem aceitos e compreendidos pelas classes menos favorecidas, assumiram a feição ainda mais simples, apresentando-se como escravos ou nativos.

Mas terão sido realmente, todos eles, pretos ou índios?

Sabemos que a pobreza e a humanidade não afluem na escala espiritual; a história da nossa pátria evidencia a lealdade, o caráter do índio brasileiro, o valor de muitos escravos.

Sabemos, igualmente que não existem fronteiras, no Mundo Astral.

Logo, não é de crer que haja um plano exclusivo para caboclos e pretos escravos.

Preferimos, portanto, adotar o conceito de muitos espiritualistas, entre os quais o acima citado J. A. Pessoa:
os guias participam desse movimento de socorro ao homem encarnado, neste final do segundo milênio e se apresentam como Caboclos e Pretos Velhos, nem sempre tiveram a última passagem na terra como escravos ou índios; alguns, possivelmente, nunca o foram. Assumiram essa personalidade como distintivo da missão que viriam a desempenhar.

Uns contam como viveram, há 200 anos ou há pouco mais de meio século, nos engenhos ou nas aldeias indígenas. Outros abstêm-se de qualquer referência à sua passagem na vida terrena. Pacientemente, dão atenção às queixas, ao relato dos pequenos problemas de rotina da nossa vida, aconselhando, animando, esclarecendo, conforme a necessidade de quem lhes fala.

Ensinam a mensagem do Evangelho, o perdão, o amor ao próximo, mostram como é necessário dar para receber, perdoar para ser perdoado, corrigir as falhas, dominar os sentimentos de vingança, de inveja, para adquirir luz.

E através desse trabalho humilde, incompreendido, ainda, por muitos, vão prosseguindo na missão de reconduzir o homem ao caminho que o levará a Deus.

Sua origem, não importa.

Se o Caboclo viveu como um cacique de uma tribo ou como iniciado de uma seita oriental, não interessa no momento.

Se o Velho foi escravo ou jovem médico, ou se foi mestre na magia, também não faz diferença.

O que vale, agora, é apenas a missão a ser cumprida, em benefício da humanidade, para que o Brasil, futuro centro de difusão do Evangelho, esteja melhor preparado para o advento do III Milênio. (grifo nosso)

Lilia Ribeiro

Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei

 

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“A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho.”


SIGNIFICADOS QUANTO AO FORMATO DA VELA



 
Cones ou Triangulares: equilíbrio, elevação.
Quadradas: estabilidade, matéria.
Estrela: espiritual, carma.
Pirâmide: realizações matérias.
Cilíndricas: servem para tudo.
Animais: para o seu animal protetor.
Lua: para acentuar sua energia intuitiva.
Gnomo: para seu elemental da terra.
Cone ou Triangulares: simbolizam o equilíbrio. Tem três planos: físico, emocional e espiritual.
Velas Cônicas: são voltadas para cima e significam o desejo de elevação do homem, sua comunicação com o cosmos.
Velas Quadradas: Simbolizam estabilidade na matéria. Seus lados iguais representam os quatro elementos: Terra, Água, Fogo, Ar.
Velas em Formato de Estrela de Cinco Pontas: É o símbolo do homem preso na matéria. Representa o carma.
Velas Redondas: Simbolizam mudança. E a energia mais pura do astral que só a mente superior alcança.