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quarta-feira, 8 de junho de 2011

Umbanda

Umbanda

Como toda religião, foi previamente estabelecida no plano espiritual para ser implantada na Terra entre os homens, unindo um pouco de cada uma já existente. Devendo levar aos homens o conhecimento, amor, caridade, e servindo-se de instrumento de coibição restringindo a violência, ampliando desta feita a fé e proporcionando uma evolução mais rápida no plano da espiritualidade. Tornando o homem à sua origem e religando-o à sua ancestralidade, voltando-o para os altos e para os caminhos divinos através de sua doutrina e dogma religioso.


Etimologicamente podemos afirmar que a Umbanda é uma religião espiritual, brasileira, do século XX, com ritual afro-ameríndio e oriental, vindo de diversos países e constituída de uma escola de evolução espiritual através da encarnação. A Umbanda se divide em sete linhas e sete cores de representação vibratórias.
Teve sua introdução mais intensa, proporcionando a divulgação necessária, com a manifestação mediúnica de Zélio de Moraes em 14 de novembro de 1908, em São Gonçalo das Neves, próximo a Niterói, Rio de Janeiro. Onde em uma mesa kardesista foi atendido pelo senhor José de Souza, médium vidente, então presidente da Federação Kardecista de Niterói. Naquele momento manifestou-se em Zélio o caboclo das Sete Encruzilhadas ao qual lhe foi perguntado o que desejava ali e quem era, dando como resposta que era apenas um caboclo brasileiro, e dizendo a seguir:


Se é preciso que eu tenha um nome digam que eu sou o Caboclo das Sete Encruzilhadas, pois não haverá caminho fechado para mim, Deus, em Sua infinita misericórdia estabeleceu na morte o grande nivelador universal. Ricos e pobres, poderosos ou humildes, todos se tornam iguais na morte, mas vocês, preconceituosos, não contentes em estabelecer diferenças entre os vivos, procuram levar estas mesmas diferenças até mesmo além da barreira da morte. Porque não podem nos visitar esses humildes trabalhadores do espaço, se apesar de não haverem sido pessoas importantes, também trazem importantes mensagens do além? Porque o não aos Caboclos e Pretos Velhos, acaso não foram eles também filhos do mesmo Deus?


E a seguir instruiu que tendo em vista determinação do superior plano astral instituiria-se a partir dali e de seu próprio médium uma nova religião e que no dia seguinte gostaria que na casa de Zélio houvesse uma mesa posta e toda e qualquer entidade que quisesse se manifestar independentemente dos títulos obtidos na Terra, ali poderiam falar, e que, todos seriam ouvidos e eles aprenderiam com aqueles espíritos que soubessem mais e ensinariam àqueles que soubessem menos e que a nenhum virariam as costas e que a todos aquela casa prestaria o bem e a caridade.
Desta forma muitos médiuns que por receberem manifestações mediúnicas de Caboclos e Pretos Velhos e que acabaram por serem expulsos de muitas casas dirigiram-se naquela data à casa de Zélio .

Foi assim que aquele menino de apenas dezessete anos, sem entender direito o que estava acontecendo, viu-se como líder diante de um grupo de pessoas que passaram a seguir as orientações daquele Mentor. Estava então definitivamente divulgada e instalada a Umbanda no Brasil e no mundo.
Texto extraido do Livro "O Guardião Tranca Rua"
de autoria de Nelson Pires Filho
Ed. Madras e protegido por normas de Direitos Autorais.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Ogum




Ogum (acima) e Oxóssi, outra interpretação de Ogum

outra interpretação de Ogum

Ogum (do iorubá Ògún) como personagem histórico, teria sido o filho mais velho de Odùduà, o fundador de Ifé. Era um temível guerreiro que lutou sem cessar contra os reinos vizinhos. Dessas expedições, trouxe sempre um rico espólio e numerosos escravos. Guerreou contra a cidade de Ará e a destruiu. Saqueou e devastou muitos outros estados e apossou-se da cidade de Irê, matou o rei, aí instalou seu próprio filho no trono e regressou glorioso, usando ele mesmo o título de Oníìré, (Rei de Irê).

Entretanto, Ogum nunca chegou a usar a coroa (adé), feita com pequenas contas de vidro e ornada por franjas de miçangas que dissimulava o rosto e é o emblema de realeza para os iorubás. Usava um simples diadema, chamado àkòró, e isso lhe valeu ser saudado, até hoje, sob os nome de Ògún Oníìré e Ògún Aláàkòró inclusive no Brasil e em Cuba. Ogum teria sido o mais enérgico dos filhos de Odùduà e foi regente do reino de Ifé quando Odùduà ficou temporariamente cego.








Ogum no Novo Mundo

Ogum no Brasil é sobretudo o orixá dos guerreiros e dos ferreiros. Perdeu a posição de protetor dos agricultores, pois os escravos, nos séculos anteriores, não possuíam interesse pessoal na abundância e na qualidade das colheitas e não procuravam sua proteção neste domínio. Isso explica, igualmente, pouco a pouco que os iorubas, escravos no Brasil, deram ao ÒriÅŸà Oko, cujo culto continuou popular na África. Como deus dos caçadores, Ogum foi substituído por Oxóssi, trazido à Bahia pólos africanos de Keto, fundadores dos primeiros candomblés desta cidade.

As pessoas consagradas a Ogum usam colares de contas de vidro azul-escuro e, algumas vezes, verde. Terça feira é o dia da semana que lhe é consagrado. Como na África, ele é representado por sete instrumentos de ferro, pendurados em uma haste do mesmo metal, e por franjas de folhas de dendezeiro desfiadas, chamadas màrìwò que, penduradas acima das portas e janelas de uma casa ou à entrada dos caminhos, representam proteção e barreiras contra as más influências. Seu nome é sempre mencionado por ocasião de sacrifícios dedicados aos diversos orixás no momento em que a cabeça do animal é decepada com uma faca – da qual ele é o senhor.

É também o primeiro a ser saudado depois que Exú é despachado. Quando Ogum se manifesta no corpo em transe de seus iniciados, dança com ar marcial, agitando sua espada e procurando um adversário para golpear. É, então, saudado com gritos de "Ogum ieee!" ("Olá, Ogum!"). É sempre Ogum quem desfila na frente, "abrindo caminho" para os outros orixás, quando eles entram no barracão nos dias de festa, manifestados e vestidos com suas roupas simbólicas.

O adarrum é o ritmo característico de Ogum. É um ritmo "quente", rápido e contínuo e que lembra o galope frenético de um cavalo. É um ritmo executável pelos atabaques apenas, sem canto. Ogum dança vestido com suas roupas de azul profundo, de capacete e empunhando um facão, numa dança cheia de movimentos rápidos, "abrindo os caminhos" e "guerreando" com vigor. As comidas cerimoniais a ele oferecidas costumam ser simples, preferencialmente secas, sem molhos elaborados, feitas com o mínimo de ingredientes para estar prontas rapidamente, sem necessidade de empregados e panelas - comiida de soldado ou viajante. Seu prato por excelência é o inhame assado, acompanhado de feijão-fradinho rapidamente torrado diretamente no fogo.

O arquétipo de Ogum é o das pessoas violentas, briguentas e impulsivas, incapazes de perdoarem as ofensas de que foram vítimas. Das pessoas que perseguem energicamente seus objetivos e não se desencorajam facilmente. Daquelas que nos momentos difíceis triunfam onde qualquer outro teria abandonado o combate e perdido toda a esperança. Das que possuem humor mutável, passando de furiosos acessos de raiva ao mais tranquilo dos comportamentos. Finalmente, é o arquétipo das pessoas impetuosas e arrogantes, daquelas que se arriscam a melindrar os outros por uma certa falta de discrição quando lhes prestam serviços, mas que, devido à sinceridade e franqueza de suas intenções, tornam-se difíceis de serem odiadas.

Na Bahia, Ogum foi sincretizado com Santo Antônio de Pádua, por uma tradição peculiar à cidade de Salvador. Em 1595 uma imagem sua foi maltratada por protestantes. Estes foram capturados e viram dar à praia a imagem, que tinham jogado ao mar. Pela vitória contra os inimigos luteranos, o santo foi alistado no Forte da Barra, com direito a soldo. Em 1705, foi promovido a capitão e, na II Guerra Mundial, a major. No Rio de Janeiro e demais estados do Sudeste, Sul e Centro-Oeste do Brasil é sincretizado com São Jorge e, em Cuba, com São João Batista e São Pedro.


Mitos de Ogum

  • Depois de numerosos anos ausente de Irê, Ogum voltou para visitar seu filho. Infelizmente, as pessoas celebravam, no dia da sua chegada, uma cerimônia em que os participantes não podiam falar sob nenhum pretexto. Ogum tinha fome e sede; viu vários potes de vinho de palma, mais ignorava que estivessem vazios. Ninguém o havia saudado ou respondido às suas perguntas. Ele não era reconhecido no local por ter ficado ausente por muito tempo. Ogum, cuja paciência é pequena, enfureceu-se com o silêncio geral, por ele considerado ofensivo. Começou a quebrar com golpes de sabre os potes e, logo depois, sem poder se conter, passou a cortar as cabeças das pessoas mais próximas, até que seu filho apareceu, oferecendo-lhe as suas comidas prediletas, como cães e caramujos, feijão regado com azeite-de-dendê e potes de vinho de palma. Enquanto saciava sua fome e sua sede, os habitantes de Ire cantavam louvores onde não faltavam a menção a Ògúnjajá, que vem da frase Ògún jẹ aja ("Ogum come cachorro"), o que lhe valeu o nome de Ògúnjá. Satisfeito e acalmado Ogum lamentou seus atos de violência e declarou que já vivera bastante. Baixou a ponta de seu sabre em direção ao chão e desapareceu pela terra adentro com uma barulheira assustadora. Antes de desaparecer, entretanto, ele pronunciou algumas palavras. A essas palavras, ditas durante uma batalha, Ogum aparece imediatamente em socorro daquele que o invocou. Porém elas não podem ser usadas em outras circunstâncias, pois, se não encontra inimigos diante de si, é sobre o imprudente que Ogum se lançará.

  • Oiá (Iansã) era companheira de Ogum antes de se tornar a mulher de Xangô. Ela ajudava o deus dos ferreiros nos seus trabalhos; carregava docilmente seus instrumentos, da casa à oficina, e aí ele manejava o fole para ativar o fogo da forja. Um dia, Ogum ofereceu a Oiá uma vara de ferro, semelhante a uma de sua propriedade, e que tinha o dom de dividir em sete partes os homens e em nove as mulheres que por ela fossem tocados no decorrer de uma briga. Xangô gostava de vir sentar-se à forja a fim de apreciar Ogum bater o ferro e, freqüentemente, lançava olhares Oiá; esta, por seu lado, também o olhava furtivamente. Xangô era muito elegante, muito elegante mesmo, afirmava o contador da história. Seus cabelos eram trançados como os de uma mulher e usava brincos, colares e pulseiras. Sua imponência e seu poder impressionaram Oiá. Aconteceu, então, o que era de se esperar: um belo dia ela fugiu com ele. Ogum lançou-se a sua perseguição, encontrou os fugitivos e brandiu sua vara mágica. Oiá fez o mesmo e eles se tocaram ao mesmo tempo. E, assim Ogum foi dividido em sete partes e Oiá em nove, recebendo ele o nome de Ògún Mejé e ela o de Iansã, cuja origem vem de Iyámésàn – `a mãe (transformada em) nove'.

Ogum na Umbanda

São Jorge / Ogum na Umbanda

Na Umbanda, Ogum é um dos orixás mais importantes e responde por toda uma Linha de espíritos. Seus caboclos são invocados por aqueles que necessitam de ajuda mística em alguma disputa ou demanda judicial. É o guerreiro, general destemido e estrategista, desbravador e protetor dos desamparados, além de ser o ferreiro dos orixás, senhor das armas e dono das estradas. Irreverente e valente, traz na espada tudo o que busca. As cores de suas guias variam conforme a região e influências do candomblé ou do batuque.Na Bahia azul-marinho ou verde, no Rio Grande do Sul, são verde, vermelho, branco (e em alguns terreiros estas associadas ao preto sendo que no caso de Ogum Beira-mar, verde, vermelha, branca e azul claro). A grande parte dos umbandistas de vários estados brasileiros, inclusive dos citados acima, utiliza a cor vermelha para guias e velas dedicadas a este orixá. Sua bebida energética é a cerveja branca.

A preparação de um medium na Umbanda








Nesta abordagem ao tema vamos tratar das partes provavelmente mais importantes e ao mesmo tempo mais esquecidas em certas "umbandas" que infelizmente vemos por aí.

Mediunidade, todos sabemos que é um dom comum a todos os encarnados, embora seja maior em uns e menor em outros.

Sabemos também que através mediunidade (ou sensibilidade mediúnica) o ser encarnado consegue se comunicar com outros seres já libertos da matéria (situação em que a palavra é mais empregada) e até mesmo com seres ainda encarnados que estejam em outros locais. Essa mesma mediunidade também pode nos pôr em contato com o Reino Elemental e em alguns casos, como já se está estudando, com entidades que se apresentam como extraterrestres e intra-terrestres.

O tipo de mediunidade mais cultivada no meio espiritualista sempre foi o de incorporação em detrimento de um sem número de outras possibilidades que o ser humano tem em potencial como a de captar e emitir pensamentos, orientações espirituais, a clarividência, a clariaudiência e outras mais que envolveriam inclusive menos gastos energéticos no trato com o mundo não físico e poriam os adeptos em contato mais estreito com seus protetores, na medida em que não precisariam estar incorporados para sentirem e entenderem a aproximação destes.

Mas já que é assim, vamos nos basear na mediunidade de incorporação lembrando no entanto que, seja o tipo que for a mediunidade, para ser bem utilizada e o médium poder contar com a ajuda de Guias Verdadeiros, ele tem que ter na mente e nas ações os conceitos de HONESTIDADE e RESPEITO, pois sem isso, mais cedo ou mais tarde, acabará por se tornar presa fácil do Baixo-Astral. Isso posto, vamos adiante.

O que faz uma pessoa procurar o Espiritismo e, em nosso caso, a Umbanda? Antes de prosseguirmos vamos dar o real significado da palavra Espiritismo para que alguns apressadinhos não venham a dizer que Espiritismo é só o Kardecismo como eu já ouvi falar. Espiritismo (está até no dicionário) – Espírito + ismo – palavra formada pelo radical "espírito" (alma ou sopro imortal) mais o sufixo grego "ismo" (crença, escola ou sistema). Doutrina fundamentada na crença da existência de comunicações por intermédio da mediunidade entre vivos e mortos ou espíritos encarnados e desencarnados.

A Umbanda portanto, está enquadrada totalmente no conceito da palavra que não é, de forma alguma, privilégio Kardecista. Veja bem!

Se formos analisar os motivos que levam as pessoas a procurarem a Umbanda (e até mesmo outros grupos religiosos) veremos que estarão invariavelmente dentro de uma das seguintes situações:

1. Estão com problemas de saúde (ou têm alguém conhecido nessa situação) e, não procuraram ainda um médico seja por que motivo for ou já o fizeram até insistentemente sem lograrem êxito em suas tentativas;

2. Estão com dificuldades na vida amorosa, financeira ou familiar, provocadas por perturbações inexplicáveis;

3. São curiosos e querem ver de perto esses "milagres" que dizem acontecer no Espiritismo;

4. Estão passando por problemas que já detectaram como de fundo espiritual e precisam de orientação;

5. Sentiram-se atraídos sem que nem bem soubessem o motivo (caso bem mais raro).

Em qualquer caso acima citado, todos precisarão desde a primeira fase de seu entrosamento com o culto, de orientações claras que lhes possibilitem vislumbrar uma possível solução para seus problemas, e para isso, os responsáveis pelo Templo deverão estar cientes das responsabilidades que assumirão a partir do momento em que se predispuserem a serem seus orientadores.

Em se tratando de pessoas que por quaisquer desses motivos tenham realmente que receber treinamento para trabalharem sua mediunidade (o termo é esse mesmo – receber treinamento) há de se convir que a responsabilidade torna-se ainda maior porque, uma pessoa que se entrega em confiança para que um dirigente ou pai no santo venha a tratar de algo que pode mexer com seu EU mais profundo, o que pode inclusive (se mal orientado) levar a pessoa à loucura, tem que ser respeitada, aprender a respeitar, ser tratada com honestidade e aprender a ser honesta com seus protetores, seus semelhantes, seus Guias etc.

A primeira lição que o médium tem que aprender é a da lealdade e da honestidade. Conforme já disse em texto anterior, o médium que inicia seu caminho sem entender o que é ser honesto consigo mesmo e suas entidades já estará iniciando o caminho com os pés na lama e correndo o risco de afundar em bem pouco tempo.

Todo médium deve compreender que as entidades que lhe acompanham não são "gênios da lâmpada" e que o trabalho que vêm desenvolver está diretamente ligado à evolução espiritual deles e a do próprio médium. Deve compreender também que não é só porque estão "do outro lado" que devem ser compreendidos como deuses ou espíritos santos, pois muitos que lá estão, têm mais fácil acesso ao mundo material por estarem ainda muito apegados à matéria e possuírem um corpo astral muito denso. Só isso já indica que podem ser até mesmo muito menos evoluídos que o próprio médium.

O respeito a todas as entidades é fator importante, mas a obediência cega, seja à entidade que for, é imperdoável (a não ser em casos muito especiais e quando essa entidade já deu provas suficientes de que é capaz de orientar adequadamente seus discípulos).

Normalmente um dirigente preparado tem condição de identificar logo no começo o tipo de acompanhamento espiritual que o médium traz consigo e até mesmo de dizer quem é mais e/ou menos evoluído que o aparelho e desse modo, quais as entidades que podem realmente ser orientadoras e quais as que têm que ser orientadas antes de tentarem orientar seja quem for. Sob esse prisma, torna-se imprescindível que se fale (embora eu saiba de antemão que vou contra o que já está especificado como normal) na inconveniência de médiuns em início de desenvolvimento "darem cabeça" a Exú e Pomba-giras que como sabemos, são em vias de regra, entidades normalmente menos evoluídas e por isso mesmo não terem capacidade de agirem como Guias de ninguém.

Se um médium vem ao Terreiro em busca de orientações positivas para trabalhar sua mediunidade e sua evolução, tem que ter em mente que sua busca só se tornará realidade na medida em que buscar o acompanhamento de entidades que sejam mais evoluídas do que ele, e que nesse caso precisam ser buscadas mesmo, porque já habitam em planos mais sutis e não têm um acesso tão fácil à matéria como é o caso de Exús, Pomba-giras e outros ainda menos evoluídos.

Na verdade, um médium iniciante só deveria começar a "dar passagem" para Exús após ter obtido contatos realmente positivos com seus reais Protetores e Guias, aos quais caberia, por conseguinte, a orientação dos trabalhos que se fariam através de Exú quando se fizesse necessário.

Vamos abrir outro parêntese para deixar bem claro que a Umbanda (e eu particularmente) nada tem contra Exú e Pomba-gira pois o trabalho deles é muito positivo quando são orientados por espíritos superiores, mas que de forma alguma podem assumir a orientação de um filho de terreiro sob o risco de se tornarem uma dupla (ou trinca etc.) de cegos, evolutivamente falando.

Um espírito se encontra na classificação de Exú ou Pomba-gira porque ainda não alcançou méritos para poder trabalhar dentro de uma das caracterizações aceitas pela Umbanda e desse modo, pertencendo ainda ao Reino da Quimbanda como se sabe, (não há necessidade de explicar isso aqui) vem à Umbanda para trabalhar segundo a orientação de espíritos superiores e através disso alcançar sua própria evolução e até mesmo a possibilidade de vir a trabalhar futuramente como um (a) Caboclo (a), Preto (a)-Velho (a) e até mesmo uma criança.

Pense bem e sem achar que tudo o que se faz hoje é correto apenas porque é o que se faz ou porque lhe disseram que é normal, mas colocando um pouquinho de lógica nos seus pensamentos.

Ainda que mal comparando, se você tivesse dúvidas sobre uma determinada matéria na escola, a quem você procuraria para saná-las? A quem entendesse melhor do que você, ou a alguém que estivesse numa série abaixo da sua? O que um aluno da primeira série pode ensinar de positivo (na matéria em questão) para um aluno da terceira série se ele ainda nem chegou lá?

Exús são altamente positivos quando se trata de resolver trabalhos através de energias bastante densas? – Sim!

Exús são capazes de atuar sobre a matéria física muito mais facilmente que uma entidade de luz? – Sim!

Exús são capazes de curas espirituais? – Sim, sempre que estão trabalhando sob a orientação positiva!

Exús conseguem contato mediúnico mais facilmente que entidades mais evoluídas? – Sim!

Qualquer NÃO a perguntas como estas seria hipocrisia ou total desconhecimento sobre como as energias mais densas ou menos densas podem atuar sobre a matéria. Se no entanto as perguntas fossem como as que se seguem:

Exú pode assumir o comando da orientação mediúnica de um filho no santo?

Exú pode orientar um médium por caminhos de real evolução espiritual?

Exú pode determinar como deverão ser os trabalhos para a "coroação" de um médium de acordo com seu orixá?

Exú pode assumir a "coroa" de um médium como se fosse seu orixá?

Para todas estas perguntas a resposta certa é NÃO!

A despeito de todo o carinho que devemos ter para com essas entidades, é preciso que fique bem claro que Exú vem na Umbanda como auxiliar das verdadeiras entidades deste culto. Se hoje em dia vemos por aí, Fulano de Belzebu, Cicrano de Lalu e outros mais, pode ter certeza de que, ainda que queiram se dizer umbandistas jamais o foram ou serão. EXÚ SÓ ASSUME COMANDO QUANDO O TEMPLO É DE QUIMBANDA. Nem nos rituais Afro de raiz, Exú tem permissão para assumir a orientação de quem quer que seja, pois lá eles são considerados mensageiros dos Orixás.

Mas porque estou falando de Exú quando o assunto é preparação de médiuns? Muito simples e um tanto complicado como vamos ver.

Vamos considerar que um médium procura um terreiro para se orientar no que tange à sua mediunidade e, em lá chegando, percebe-se que sua sensibilidade já despontou e que urge que ele continue a freqüentar as giras de desenvolvimento (quando elas existem).

O que normalmente acontece a seguir é que esse médium passa a freqüentar o terreiro e nem sempre é devidamente orientado pelo(s) seu(s) dirigente(s), para que comece a estudar sobre as coisas que ali acontecem e que podem acontecer quando ele vai abrindo a guarda para "o que der e vier", bem assim como, em conseqüência de um desenvolvimento desorientado, começa a "dar a cabeça" para qualquer tipo de vibração que se aproximar (você pode até rir: eu já vi gente que se dizia mediunizado pelo "cavalo de ogum") sem saber exatamente o que fazer ou como fazer.

Há alguns outros que, estando em giras de desenvolvimento, "não recebem quase nada" mas quando se trata de uma gira de Exú.

Nos dois casos, o primeiro pela ignorância (no bom sentido) e o segundo pela afinidade (perigosa nessa etapa de desenvolvimento) o médium corre perigo de começar "com o pé esquerdo", a não ser que, no primeiro caso, tenha um acompanhamento espiritual bastante positivo que, desde o começo assuma o comando de seu "aparelho".

No segundo caso, aqueles que por afinidade se sentem melhor desde o início em giras de Exús e Pomba-giras pode significar que:

1. O médium sofre atuação direta de espíritos dessa categoria sem que para isso concorra sua vontade, o que impede que entidades de maior grau evolutivo se aproximem. O orientador deve, nestes casos, providenciar o afastamento dessa(s) entidade(s) para que os protetores reais possam se revelar.

2. O médium seja um admirador dos Exús e Pomba-giras o que o sintoniza bem com essas entidades e facilita-lhes a atuação com conseqüências idênticas ao caso anterior. O orientador deve fazer ver a esse filho que ele está dificultando uma possível ação dos seus VERDADEIROS GUIAS.

3. Durante as incorporações com Exús e/ou Pomba-giras o médium se sinta mais forte, mais seguro, o que o faz pensar serem eles os mais fortes e mais seguros. O que ele não sabe é que essa sensação acontece muito mais pelo tipo de energias bastante densas que essas entidades trazem consigo do que pelos seus possíveis "poderes".

4. Há ainda aqueles que, por sentirem o respeito e até o medo que essas entidades costumam induzir nos menos avisados, através da incorporação, dão vazão a alguns possíveis complexos que trazem guardados no recôndito de suas almas – com eles sentem-se poderosos, intocáveis. O orientador nesse caso, deve explicar a esses filhos que esse poder induzido é falso. Essa energia é da entidade incorporante e que o poder verdadeiro só chega para aqueles que alcançam o domínio da própria vontade, do próprio ser, conseguindo através disso, assumir as rédeas de sua própria vida.

Exús e Pomba-giras, como já disse, encontram, não raramente, uma facilidade maior de contato com os seres humanos e desse modo, quando pretendem assumir o comando, o que não é correto, agem como obsessores transmitindo ao médium a segurança e as facilidades materiais que ele espera de uma entidade "positiva" e com isso bloqueiam e fazem com que o próprio médium bloqueie, os canais de comunicação com as verdadeiras entidades guias. Daí a importância do médium estar em contato positivo com seus verdadeiros guias ANTES de começar a "dar cabeça para Exús e Pomba-giras".

Mas você poderia retrucar dizendo que isso tudo não é importante porque Exú consegue fazer trabalhos positivos, pode até curar, pode trazer segurança para o seu protegido e através disso tudo pode estar fazendo a caridade que acabará fazendo com que evolua, certo? Só que você estará cometendo o maior dos erros se pensar que Exú e Pomba-gira, a menos que trabalhem sob orientação superior e/ou já tenham conseguido evoluir a ponto de compreenderem que devem fazer isso tudo em função de uma Evolução que devem perseguir, vão estar trabalhando para você ou quem quer que seja de graça.

Fique sabendo que, na essência, tanto Exú como Pomba-gira são entidades que sequer pensam em evolução. Normalmente estão ligados aos mesmos defeitos que nós humanos encarnados e, como nós, acreditam que o que é feito deve ser pago de alguma forma (lembre-se: eles não são mais evoluídos do que nós e têm os mesmos defeitos e às vezes até mais defeitos do que nós). Como será a cobrança e quando ela virá é um outro aspecto da questão. De início as cobranças dessas entidades podem vir sob forma de oferendas que não raramente vão aumentando em quantidade e qualidade. Se o devedor deixa de fazer seu pagamento a cobrança pode vir por perdas financeiras, litígios em família, doenças, etc.

A compreensão de um Exú não orientado limita-se ao: "pediu tem que pagar". Somente quando tem oportunidade de receber orientações positivas de entidades mais evoluídas (e isso é um dos trabalhos de caridade que o médium pode fazer desde que se mantenha sempre em contato com seus Verdadeiros Guias e faça de seu próprio comportamento um exemplo) ele consegue vislumbrar novas realidades até então não alcançadas por estar preso a um Campo Vibratório excessivamente denso. É o contato com essas entidades mais evoluídas que o fará compreender a necessidade do trabalho pela evolução e conseqüente libertação desse Campo Vibratório, e nesse caso, é o médium bem preparado que lhe facilita o acesso e a compreensão necessária.

No caso do nosso médium iniciante, antes de qualquer tipo de trabalho com Exús e Pomba-giras é imprescindível que ele:

1. Esteja em pleno contato com a(s) entidade(s) responsável(is) pelo seu desenvolvimento – normalmente um(a) Caboclo(a) ou Preto(a) Velho(a);

2. Tenha sido constatado pelo(a) dirigente que este médium consegue incorporações realmente positivas com essas entidades e que não use o pretexto da "incorporação" para sair dizendo ou fazendo o que não teria coragem de dizer ou fazer em estado normal (só isso aí já mostra o total despreparo que podemos observar até em muitos médiuns que se dizem "prontos");

3. Tenha em mente que o seu futuro trabalho, com Exús e Pomba-giras devem seguir orientações dadas previamente por seus protetores e guias (considerando-os positivamente ligados ao médium) e no início, sempre que lhe for determinado qualquer tipo de trabalho por essas entidades, este seja passado pelo crivo de uma entidade superior antes de sua realização.

Esse último item é tão importante quanto normalmente esquecido.

Torno a dizer: Se você está começando a trabalhar com Exú e Pombagira e não os conhece ainda profundamente, bem assim como suas reais intenções quando de você se aproximaram, CUIDE-SE! Já vi muito médium se "empolgar" com a suposta força de entidades deste tipo e que por "se sentirem poderosos" com elas, deixaram seus verdadeiros guias pela estrada da vida acabando por se enfiarem no baixo espiritismo com conseqüências terríveis para suas vidas a partir do momento em que começaram a ver e agir nessa vida pelo mesmo prisma em que seus Exús e Pomba-giras desorientados viam e agiam.

Se você é desses médiuns que ao lerem afirmações como essas acham logo que é bobagem ou que é medo, "perca" um pouco de tempo (na verdade ganhe) observando friamente as pessoas que vivem trabalhando mediunicamente sob a influência desses espíritos (e elementais também).

Veja se com o tempo as cobranças (oferendas etc) não vão chegando, chegando, chegando.

Veja se essas pessoas podem ser consideradas felizes ou são pessoas de paz e que por isso possam lhe transmitir essa paz!

Observe principalmente que, se têm um tempo em que gozam de supostas alegrias e possivelmente até riquezas, mais cedo ou mais tarde, se não obedecerem fielmente as ordens de seus "protetores exus", acabam por caírem na mais pura miséria e desespero.


Observe, irmão, observe!

Sincero e fraterno abraços


Matéria Extraída do Livro Umbanda Sem Medo



Texto de Claudio Zeus.

domingo, 5 de junho de 2011

Hierarquia Divina na Umbanda







Hierarquia Divina




Através das Antigas Tradições a humanidade recebeu revelações que se combinam conforme a convivência das diversas culturas. Somam-se e reúnem as várias formas de se integrar com o plano Divino. Conforme ensinamentos de nosso Mentor, percebemos as diferentes linguagens que possuem iguais significados, e que nossas almas viajantes do tempo, recebem ao longo de suas reencarnações diferentes ensinamentos que revelam a organização do sentimento humano com o Sagrado.
Em nossas almas se registram as etapas anteriores que serão somadas, cumprindo os planos de construção para a evolução da humanidade. A soma das diferentes culturas revela a complexidade e ordem que participa do movimento existente no Universo.
Portanto encontraremos sinais desta reunião na síntese religiosa que é a Umbanda.

Raios Cósmicos de Deus
Nosso Pai Supremo “Deus” é o criador de todo o Universo, ou seja, todo o espaço e a matéria nele contida (galáxias, estrelas, planetas, cometas, satélites, quasares e buracos negros). Em nosso sistema, o Solar, Sete Arcanjos Planetários são responsáveis pela Ordem Cósmica. Segundo a associação planetária, os Arcanjos estão nas esferas dos planetas e recebem a denominação de Raios Cósmicos de Deus. Segundo os antigos, os corpos celestes que se moviam eram planetas, e atualmente possuímos o entendimento de classificação diferenciada. O Sol é uma estrela, a Lua é um satélite do planeta Terra.
A classificação de planeta é utilizada para entendimento do local onde reinam as forças espirituais. Não significa que sejam estáticas pois tudo se move partindo de centro das emanações energéticas inerentes ao corpo celeste.

Arcanjos e os Planetas correspondentes: Miguel ao Sol; Saquiel com Júpiter; Rafael com Mercúrio; Cassiel com Saturno; Gabriel com a Lua: Haniel com Vênus e Camael com Marte.

Orixás
“Segundo a tradição, os deuses do candomblé têm origem nos ancestrais dos clãs africanos, divinizados há mais de 5000 anos. Acredita-se que tenham sido homens e mulheres capazes de manipular as forças da natureza, ou que trouxeram para o grupo os conhecimentos básicos para a sobrevivência, como a caça, o plantio, o uso de ervas na cura de doenças e a fabricação de ferramentas.
Os orixás estão longe de se parecer com os santos cristãos. Ao contrário, as divindades do candomblé têm características muito humanas: são vaidosos, temperamentais, briguentos, fortes, maternais ou ciumentos. Enfim, têm personalidade própria. Cada traço da personalidade é associado a um elemento da natureza e da sua cultura: o fogo, o ar, a água, a terra, as florestas e os instrumentos de ferro.”
O vocabulário umbandista está repleto de nomenclaturas de origem africana, e o estudo sobre a contribuição do negro para o Brasil é de fundamental importância.

fonte: Revista Super Interessante. Janeiro 1995

Arcanjos e Orixás

Conhecendo o elemento dos orixás, podemos encontrar a associação planetária. Conforme suas características e funções, saberemos a sua sintonia e vibração. Estudos nos revelam como se localizar com suas respectivas ervas, cores, simbologias e sons especiais. As recomendações de nosso Mentor são reafirmadas constantemente: os espíritos revelam suas mensagens conforme a vontade do Pai Eterno, cumprem sua parte na caminhada, cabe aos encarnados a conferência, buscar através do estudo a constatação da mensagem. A fé cega não nos conduz ao caminho iluminado, só faz a relação de dependência que escraviza as mentes e almas. Por isso é necessária a dedicação de ambas as partes, a espiritual e a material, cada uma em sua dimensão, trocando a relação escrava pela libertadora.
Cada um busca o caminho necessário para sua missão.

Hierarquia Divina

Nosso Pai Supremo “DEUS” criou Sete Arcanjos Planetários que comandam Sete Orixás.
Esta é fonte única e primeira, nesta esfera estão as energias no mais alto teor de Luz Energia e Consciência. O ponto de partida e chegada, o Alfa e Ômega. A potência geradora da energia e elementos que movimentam o Universo.

1º Raio Cósmico - Arcanjo Miguel que comanda Oxalá
2º Raio Cósmico - Arcanjo Saquiel que comanda Xangô
3º Raio Cósmico - Arcanjo Rafael que comanda Yori
4º Raio Cósmico - Arcanjo Cassiel que comanda Yorimá
5º Raio Cósmico - Arcanjo Gabriel que comanda Yemanjá
6º Raio Cósmico - Arcanjo Haniel que comanda Oxosse
7º Raio Cósmico - Arcanjo Camael que comanda Ogum

Sete Orixás comandam Sete Linhas que recém seus nomes: Oxalá; Xangô; Yori; Yorimá; Yemanjá; Oxosse e Ogum. Este é o sétimo grau, nenhum dos comandantes de Linha incorpora. Além de receber nomes africanos e do sincretismo com nomes dos santos católicos, trazem a interpretação da função ou virtude potencial da Linha em questão. Por exemplo: Oxalá com Nosso Senhor Jesus, identifica um grau elevado na espiritualidade. Descobre e executa sua missão espiritual, iluminada pelo Sol e protegida por Arcanjo Miguel.

Sete linhas = cada Linha chefia Sete Legiões. Legião é o Sexto Grau.

1ª Oxalá: Xangô Djacutá; Cosme; Povo de Bengala; Cabocla Janaína; Caboclo Urubatão; Ogum de Lei e Caboclos de Oxalá(que comandam a Linha de Oxalá).

2ª Xangô: Kaô; Alafim; Alufam; Agodô; Aganjú; Abomi e Djacutá (que comanda a Linha de Xangô).

3ª Yori: Tupanzinho; Doum; Alabá; Dansu; Sansu; Damião e Cosme (que comanda a Linha de Yori).

4ª Yorimá: Povo da Costa=Rei Cambinda; Povo do Congo=Rei Congo; Povo de Angola=Pai Joaquim; Povo da Guiné=Pai Guiné; Povo de Moçambique=Pai Jerônimo; Povo de Luanda=Pai José; Povo de Bengala= Pai Tomé (que chefia a Linha de Yorimá).

5ª Yemanjá: Sereia do Mar; Cabocla Yara; Cabocla Nana; Cabocla Yansã; Cabocla Oxum; Cabocla Yndaiá; Cabocla ou Sereia Janaína (que chefia a Linha de Yemanjá).

6ª Oxosse: Peles-Vermelhas; Araribóia; Jurema; Guaranis; Tamoios; Tupis; Urubatão(que chefia a Linha de Oxosse).

7ª Ogum: Beira-Mar; Rompe Mato; Megê; Naruê; Matinata; Yara; Dele ou De Lei ( que comanda a Linha de Ogum)
*não incorporam e raramente se apresentam no planeta Terra para videntes, ou clarividentes. Pessoas com o dom de ver os espíritos em sua forma fluídica. As imagens são transmitidas fora do planeta e recebidas por médiuns especiais.

Cada Legião chefia Sete Sub-Legiões = Divididos como a Legião e com a mesma nomenclatura. Raramente incorporam, somente em casos de ligações cármicas com o médium. É o Quinto Grau.

Cada Sub-Legião chefia Sete Falanges = Mantendo a mesma nomenclatura das Sub-Legiões, as falanges incorporam, comandam núcleos especiais para maior disseminação da doutrina espiritual. É o Quarto Grau.

Cada Falange chefia Sete Sub-Falanges = Sub-Falanges incorporam em médiuns, possuem a liberdade de se apresentar com o nome e ponto riscado do Comandante da Falange. Muitos podem compartilhar vibrações combinadas, de até três Linhas. Centenas de Caboclos podem trabalhar desta forma, sem revelar as vibrações que emanam. Somente alguns videntes conseguem identificar suas combinações de energias. Seus nomes nem podem ser catalogados, em virtude do desdobramento que possuem. Conforme a graduação e elevação espiritual ficam mais conhecidos e popularizados. Estão no Terceiro Grau.

Cada Sub-Falange chefia Sete Bandas = Trabalham sob as rigorosas ordens das Sub-Falanges. Bandas apresentam os espíritos que fazem a vigilâncias dos sítios vibratórios, retiram muitas das energias desequilibradas do planeta. Trabalham intensamente junto aos grandes centros populacionais, para despertar a espiritualidade dos seres encarnados. Nos terreiros trazem nomes simples, que nem sempre traduzem a importância de suas missões. Revelam raramente seus nomes cabalísticos, pois ainda estão num campo instável do caminho evolutivo espiritual. São os grandes comunicadores e facilitadores do trabalho de espíritos com elevadas graduações. Estão no Segundo Grau.

Cada Banda chefia Sete Povos = Da mesma forma que Banda executa sua tarefa tão complexa, os Povos são ramificações especiais. Ainda não se apresentam com pontos riscados próprios, na maioria das vezes trazem o nome da Banda para a qual responde. Seus trabalhos são intensos, carregados de muita seriedade mesmo que seja numa conversa descontraída. Sabedor de toda a conseqüência dos maus receptores, ou médiuns despreparados se revela como trabalhador incansável que desmistifica e desmascara o mal. Isto feito auxilia no trabalho de purificação de todos envolvidos na teia negativa. Estão no Primeiro Grau.

Para iniciar na jornada evolutiva, os espíritos passam por longos períodos a serviço de hierarquias mais elevadas, aceitam a avaliação constante que são submetidos. Os seres humanos possuem visões e interpretações diferentes nos assuntos da espiritualidade. Para os espíritos a graduação não possue a carga de libertação ou de privilégios, muito pelo contrário a responsabilidade é uma constante. Quanto mais elevada à graduação, maior a dedicação e vigilância.
Este texto é de minha responsabilidade, mas com recomendações do Mentor Seu Zeferino, que me acompanha nessa caminhada espiritual.



Elizabeth M.N. Passos (Bel)

Um saravá amigo.

Octavio














XANGÔ - O Senhor do Fogo Oculto








XANGÔ
O Senhor do Fogo Oculto


Oxalá Xangô Yori Yorimá Yemanjá Oxossi Ogum

Na natureza qualquer energia só pode ser transformada se houver motivo justo para isso. É necessário que uma força chamada justiça atue para que seja dado o arranque na força da transformação. É a força da justiça que coordena toda a lei cármica que afere o nosso estado espiritual, ou seja, ajusta o padrão energético que é revelado nas formas e emanações da luz espiritual. É ainda chamada de força dirigente da alma e movimento de vibração da energia oculta.

XANGÔ é o fogo latente na pedra, e ao mesmo tempo, a própria pedra em que se buscam os seus atributos que são: rigidez, implacabilidade e estabilidade. Isto equivale a dizer que:
- não cede nem à flexão e nem à pressão
- julga de forma severa
- e finalmente estabelece a ordem tranqüilizadora

Portanto esta vibração nos adverte que sua presença é necessária para que haja a verdadeira estabilidade e fortalecimento na alma, individual e universal.
Os símbolos que identificam esta falange são os machados de duplo corte, que significa a alma em busca de equilíbrio, e a balança que significa a justiça de OXALÁ. Esses símbolos carregam a força e o poder.

XANGÔ representa para o homem o SEGUNDO RAIO CÓSMICO - A SABEDORIA, que rege o chacra cardíaco.

O significado mágico do seu nome está na formação da palavra
XA = Senhor, Dirigente;
ANGÔ = AG + NO = Fogo Oculto
GÔ = Raio, Alma

Portanto, XANGÔ, equivale a SENHOR DO FOGO OCULTO, SENHOR OU DIRIGENTE DA CENTELHA DIVINA (a centelha que inicia o fogo).

É sobre esta linha de força espiritual que se agrupam todos os espíritos que coordenam a lei de causa e efeito, decorrente da lei cármica como alicerce do mundo, e se manifestam na forma de caboclos, mesmo com suas origens sejam orientais.



Suas LEGIÕES :

1. XANGÔ KAÔ
2. XANGÔ ALAFIM
3. XANGÔ ALUFAM
4. XANGÔ AGODÔ
5. XANGÔ AGANJU
6. XANGÔ ABOMI
7. XANGÔ DJACUTÁ



Ervas para banho - manjericão roxo, folhas e fruto de romã, cavalinha, levante, guiné, folhas e fruto da ameixeira, folhas de alecrim do campo, folhas de limão, folhas de mangueira, folhas da goiabeira, folhas de uva, folhas de beterraba, babosa, guiné, levante, lírio, violeta, folhas da ameixeira, etc.

Amaci - água de mina, levante, manjericão roxo, cravos brancos.

Cor das Guias e Velas - marrom e branco, guia de pedras roladas (mocam).

Saudação - CAÔ CABECILE!

Planeta Regente - Júpiter

Arcanjo - Arcanjo Saquiel

Data de Comemoração - Conforme Vibração

Dia da Semana - Quinta-feira

Representa para o ser humano o segundo raio cósmico -

Cor Vibratória - marrom / branco

Chácra correspondente - Cardíaco

Pedra correspondente - Topázio

Local para oferendas ou encontro vibracional - conforme a vibração

Ponto Cabalístico ou Ponto Riscado -



Sincretismo -

SÃO JERÔNIMO - XANGÔ KAÔ, é o principal e mais cultuado como dirigente desta linha. Saudação em 30/09
SÃO PAULO - XANGÔ ALAFIM saudação em 29/06
SÃO PEDRO - XANGÔ ALUFAM saudação em 29/06
SÃO JOÃO BATISTA - XANGÔ AGODÔ saudação em 24/06
SÃO JOAQUIM - XANGÔ AGANJU saudação em 26/07
SANTO AGOSTINHO - XANGÔ ABOMI saudação em 28/08
SÃO TIAGO - XANGÔ DJACUTÁsaudação em 25/07

Xangô Kaô = São Jerônimo em 30/09
Também conhecido como Xangô Velho. Vibra na cor marrom escuro, simbolizando a pedra antiga na qual foi assentada a justiça, evidenciando a sabedoria que só o tempo e a experiência coroam. Ele atua na pedreira sobre a qual está assentado o campo florido que recebe as obrigações de Oxalá. O material normalmente usado em suas obrigações consta de pano marrom com bordas brancas, vela marrom, charutos, cerveja preta, lírios ou rosas brancas.

Lista de Legiões



Xangô Alafim - Echê = São Paulo em 29/06
Esta legião trabalha nas pedras solitárias dos caminhos ou das matas que servem de assento a viajantes ou caçadores cansados, como os convidando à meditação que leva a sabedoria na busca de soluções para os impasses da vida. Suas vibrações auxiliam oradores, intelectuais, juristas e juízes, pois defendem integralmente a pureza moral. Aceitam obrigações nas pedras solitárias e suas cores vibratórias são o marrom e branco, o material utilizado e semelhante ao de Xangô Kaô.

Lista de Legiões


Xangô Alufam = São Pedro em 29/06
Esta legião trabalha nas pedras dos rios, dos mares, cachoeiras, lagos e fontes. Xangô Alufam é considerado o protetor dos pescadores e responsável pela diretriz dos desencarnados, pois possuem as chaves do céu. Vibra nas cores brancas e marrons, simbolizando a água e a pedra. Aceita obrigações em todas as pedras que estejam em contato com a água.

Lista de Legiões



Xangô Agodô = São João Batista em 24/06
Legião dos caboclos que trabalham nas pedras e que estão dentro dos rios, nos seixos rolados, nas pedras iniciáticas e na pedra batismal. Aceita obrigações nas pedras dos rios, sendo utilizados os mesmos materiais que os anteriores, normalmente utilizando pano branco com bordas brancas bem largas.

Lista de Legiões



Xangô Aganjú = São Joaquim avô de Jesus em 26/07
Esta legião trabalha na pedra da cachoeira, simbolizando a harmonia entre o amor e a justiça. Ou entre as esposas Oxum e o marido Xangô, ou ainda a harmonia conjugal, que abençoa a família. Aceita obrigações na pedra da cachoeira, o material utilizado é semelhante aos anteriores acrescentando-se a presença da vela azul escuro para Oxum.

Lista de Legiões



Xangô Abomi = Santo Agostinho em 28/08
É a legião de caboclos que trabalham nas montanhas de pedra ou cadeias de montanhas interligadas, serras, etc. Sua força é muito solicitada nas horas de aflição, quando se perde algo, além de proteger o casamento. Quando se pede a proteção para o casamento, assenta-se uma vela azul claro oferecida a Yemanjá, além do material utilizado para as obrigações anteriores.

Lista de Legiões



Xangô Djacutá = São Tiago em 25/07
É a legião mais conhecida como a do Deus Trovão e Senhor dos Raios, Coriscos e Meterioritos. Djacutá também significa pedra. É o comandante dos caboclos que trabalham na pedra do raio, simbolizando a justiça que vem do alto, ou seja, a justiça cósmica que vem do Deus Criador. Sua força é muito solicitada nas horas de aflição causadas por injustiças provocadas por outras pessoas. Aceita obrigações é semelhante ao de Xangô Kaô, incluindo-se uma vela branca oferecida ao Orixá Tempo.

Lista de Legiões





Alguns assentamentos para Xangô podem conter quiabo batido com azeite de oliva, mamão com mel, dependendo da entidade que solicita e a direção de trabalho. Após alguns anos, dependendo da evolução de trabalho, o caboclo de Xangô pede camélia branca, para fortalecimento dos laços vibratórios.

Outro símbolo de Xangô é a estrela de seis pontas, associada com a sabedoria de Salomão.



Elizabeth Miriam N.Passos
Diretora Espiritual FSMYBZ

Um saravá amigo.





Octavio
















Convite ao perdão

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Convite ao perdão
Francisco Cândido Xavier foi um homem que viveu semeando a palavra do Cristo. Através das suas atitudes, pregou a paz e ensinou a caridade. Sua vida foi um exemplo de conduta cristã.
Médium, viveu por noventa e dois anos, foi desprezado por muitos e durante sua vida sofreu ofensas e insultos, tendo passado imune a tudo.
Em uma de suas muitas frases que ficaram registradas, ele disse:
Graças a Deus, não me lembro de ter revidado a menor ofensa que sofri, certamente objetivando, todas elas, o meu aprendizado. E não me recordo de que tenha, conscientemente, magoado a quem quer que fosse.
Esta frase nos faz refletir sobre a forma como agimos diante das ofensas que sofremos. No cotidiano, nos deparamos com situações que põem à prova a nossa conduta.
São os olhares de desprezo ou de inveja. As palavras que ferem, humilham, magoam. As indelicadezas e os gestos que perturbam e ofendem.
São também as atitudes contínuas de omissão, de abandono dos deveres, ou de opressão, que acontecem entre irmãos, casais, pais e filhos, que vão se somando e se transformando em imensas mágoas.
É comum vermos famílias desestruturadas pelo cultivo da raiva, do rancor e da indelicadeza. Enfim, vemos com frequência, relações se esvaindo pela ausência do perdão.
Seja qual for a gravidade do ato infeliz que nos atinja, enxerguemos o outro, que nos fere e magoa, como alguém que pode estar enfermo e precisando de ajuda.
E como escolhemos agir diante de quem nos ofende?
Quando procedemos da mesma forma que o outro, entrando na sua sintonia, revidando, seja com palavras ou com atitudes, estaremos deixando que o outro dite a nossa conduta.
Estaremos nos equiparando àquele que cometeu o gesto desequilibrado.
É certo que ficamos tristes quando alguém nos ofende, mas o que deveria mesmo nos entristecer, é quando somos nós os ofensores.
Trabalhar o perdão ao próximo, assim como o autoperdão, é um exercício diário que podemos nos propor. Todos nós somos capazes de perdoar.
Não nos esqueçamos de que, por diversas vezes, nós é que desejamos ser perdoados.
Temos que começar relevando e perdoando as leves ofensas, para que estejamos preparados, quando nos depararmos com situações mais delicadas que nos exijam essa virtude.
Perdoar também é doar. Ao perdoar estaremos doando entendimento, paciência, compreensão e o amor que purifica. O esquecimento das ofensas é próprio da alma elevada.
Mas o perdão não é o esquecimento do fato. Por vezes, torna-se difícil eliminar da memória uma atitude que tenha nos ferido.
Perdoar é cessar de ter raiva, é deixar de nutrir em nós o ressentimento pela pessoa que nos causou a dor ou o gesto infeliz que nos atingiu.
Perdoar acalma, liberta, traz paz e harmonia às nossas vidas.
O verdadeiro perdão é aquele que vem do coração e não dos lábios.
Façamo-nos hoje o convite para que deixemos que o perdão triunfe sobre a mágoa e o ressentimento.
Redação do Momento Espírita.
Em 03.06.2011.
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“A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho.”


SIGNIFICADOS QUANTO AO FORMATO DA VELA



 
Cones ou Triangulares: equilíbrio, elevação.
Quadradas: estabilidade, matéria.
Estrela: espiritual, carma.
Pirâmide: realizações matérias.
Cilíndricas: servem para tudo.
Animais: para o seu animal protetor.
Lua: para acentuar sua energia intuitiva.
Gnomo: para seu elemental da terra.
Cone ou Triangulares: simbolizam o equilíbrio. Tem três planos: físico, emocional e espiritual.
Velas Cônicas: são voltadas para cima e significam o desejo de elevação do homem, sua comunicação com o cosmos.
Velas Quadradas: Simbolizam estabilidade na matéria. Seus lados iguais representam os quatro elementos: Terra, Água, Fogo, Ar.
Velas em Formato de Estrela de Cinco Pontas: É o símbolo do homem preso na matéria. Representa o carma.
Velas Redondas: Simbolizam mudança. E a energia mais pura do astral que só a mente superior alcança.