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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Hoje Comemoramos o dia de OXUM - NOSSA SENHORA DE APARECIDA - 12/10


OXUM - NOSSA SENHORA DE APARECIDA
Sincretizada a Nossa Senhora Aparecida (para uns e Nossa Senhora da Glória para outros). A pequena imagem da santa foi retirada do rio Paraíba por pescadores da região em 1717.  No início, a imagem de Nossa Senhora foi levada para casa de um dos pescadores conhecido por Filipe Cardoso. Em 1737 foi construída uma pequena capela nas margens do rio e cultuada por moradores da região. Em 1745 foi construída uma pequena igreja e em 1888, construíram uma nova igreja, que ficou conhecida como basílica velha e em 1980, foi inaugurada a atual basílica.
N. S. AparecidaOxum é Orixá que domina as mulheres de modo geral. É conhecida como Orixá da fertilidade, do amor e também a protetora das gestantes como Iemanjá.
Oxum tem grande atuação sobre as mulheres solteiras. Embora isso não seja uma regra, é ela quem protege a juventude. Oxum domina as cachoeiras e chefia uma das falanges da linha de Iemanjá, conhecida como a falange das sereias. Oxum consolida nos filhos da Umbanda a força da mediunidade, fortificando-a nos banhos de cachoeira.
Oxum representa a beleza e a pureza. Ela é evocada nos templos de Umbanda para limpeza fluídica das pessoas e do ambiente dos nossos templos. Por representar a moral e o modelo de mãe, ela é respeitadíssima nos templos de Umbanda.
Oxum representa a fertilidade, é a ela quem recorrem as mulheres que desejam engravidar, sendo também como Iemanjá responsável pela gestação e pelos recém nascidos. A Oxum recorrem todos que se sentem angustiados, desprezados e estéreis.
A atuação de Oxum nos trabalhos de Umbanda indica alguém extremamente caridoso, capaz de sacrifícios no lugar do próximo. Nos processos de descarga das pessoas que procuram nossos templos em busca de ajuda, é Oxum quem normalmente é evocada para efetuar inicialmente a limpeza fluídica. Oxum ajudará qualquer pessoa, independente dos sentimentos que alimenta, ela descarregará as pessoas através das sereias, seres elementais das águas manipulados pelo plano espiritual enviadas ao nosso plano físico.
Orixá OxumNas obrigações a Oxum são usadas rosas brancas sem os espinhos, velas de cor azul escuro e água pura. Deturpadores e chefes de terreiro mal preparados costumam levar suas correntes até as cachoeiras e lá depositam enorme quantidade de lixo e matanças, que em nada ajudarão essas pessoas que estão maculando um santuário consagrado a Oxum e a Xangô. Alguns levam bebidas como o champanhe, licor de cereja e outras bebidas, deixando lá as garrafas e as velas derretendo nas pedras, deixando imundo o local.
Oxum é o exemplo de mãe que nunca desampara seus filhos. Tenha fé em Oxum, aumente sua devoção por ela, faça como os caboclos, os pretos velhos, crianças e protetores da Umbanda: respeite-a sempre.
Devido a sua característica de aliviar o sofrimento das pessoas que comparecem aos terreiros, conquistou o respeito e a confiança de todos os seguidores da Umbanda, sendo conhecida como uma das rainhas da Umbanda Sagrada.
Oxum é respeitadíssima nos templos de Umbanda.
  • Cor ..................... Azul escuro
  • Domínios .............. As cachoeiras
  • Atuação ............... Fertilidade e maternidade
  • Saudação ............. Ai, iê, iê, Mamãe Oxum
  • Elemento ............. Água
Comentário do Pai de Santo

Desde os primeiros cultos nas margens do rio até os dias atuais, os peregrinos e romeiros jamais deixaram de depositar aos pés da imagem suas súplicas, dores e sofrimentos. Sendo creditadas à santa diversos milagres.
Dessas manifestações que a ciência não explica, ouvi falar de uma. Após a inauguração da basílica velha em 1888, um romeiro tentou entrar na igreja montado em seu cavalo. Os degraus da escada que dão acesso à igreja, confeccionados em granito, fundiu-se gravando em baixo relevo as ferraduras das patas dianteiras do cavalo. O degrau foi retirado e enviado ao Vaticano.
Em 1929, Nossa Senhora Aparecida foi proclamada a Padroeira do Brasil.
Uma das coisas que sempre me irritam quando vou às cachoeiras é o lixo que por lá encontro. Todas as vezes que preciso realizar banhos na cachoeira, sempre mando na frente algumas pessoas para limparem a cachoeira. Em geral, os ignorantes levam para as cachoeiras um amontoado de objetos como espelhos, pentes, perfumes, cestas com ovos cozidos, alguidares com frutas, garrafas, etc., e os abandonam por lá.
A cachoeira é um local sagrado. Alguns deturpadores fazem matanças nas cachoeiras ou então deixam próximo à cachoeira animais com os pés amarrados para que morram a míngua. Todas às vezes que constatei essa brutalidade, imediatamente libertava os animais. Muitos ignorantes que eu encontrava no local, às vezes avisavam para não tocar nos animais e eu, irado, os desafiava, respondendo quem pode mais é Deus e desta forma, eu não tinha medo de nada e muito menos de ninguém.
Sempre que vamos às cachoeiras, levamos apenas as roupas do corpo e algumas vezes levamos flores e as jogamos na água no final dos trabalhos. As velas são desnecessárias nesse local, já que a maioria dos ignorantes não sabe afirmá-las e as acendem a esmo. Esses ignorantes deveriam compreender que mais vale a sua fé quando comparecem ao local, do que o lixo que lá depositam.
Quanto às frutas que deixam por lá, pelo menos servem para alguma coisa, diversas vezes vi macacos, pássaros ou esquilos comendo a oferenda que faziam a Oxum ou a Xangô, ao menos ajudaram a alimentar os animais.
Esses ignorantes deveriam compreender que o lixo atrai o rato, o rato atrai a cobra e a cobra pode nos trazer a morte.

Reflitam!

Fonte: http://www.nuss.com.br/os-orixas/oxum.html

Linha das Almas


foto de umbandomble em 17/09/08


A LINHA DAS ALMAS
O chefe da Linha das Almas é Dom Miguel, que, no sincretismo católico-umbandista corresponde ao arcanjo São Miguel.
A Linha da Almas, da Umbanda, é uma legião de todos os espíritos dos cultos africanos. Possui grande força porque trabalha em todas as linhas. Os EGUNS e os CACARUCAIS constituem os elementos dessa linha.
Nessa linha, não se usa o jogo de búzios mas, o espelho psíquico e a raiz de ervas, como a GUINÉ, o MILHOMEM, ETC.
Na Linha das Almas, não baixam orixás, mas espíritos desencarnados e espíritos da natureza, que não são orixás. Os seus apetrechos são: tigela branca, rosário, crucifixo e cachimbo(CAXIMBI).
Quando arriado, o espírito da Natureza bate e geme no peito. Não fala. Dá fortes gritos. Esses espíritos são chamados para SAKAANGA, isto é, para desfazer o mal e destruir malefícios enterrados. Praticam também, operações invisíveis.
Nessa linha, faz-se defumador forte, de guiné, pau d'alho e outras ervas. Tratam seus parceiros de KAMBA(homem) e MUKAMBA (mulher). Esses protetores sempre trabalham com a vela acesa na frente pois, os seus "CAVALOS" às vezes abrem os olhos. Os elementais, ou espíritos da natureza, quando manifestados na Terra, perdem sua visão. Trabalham com vinho (sangue de Cristo) ou erva quinada, servindo esta também de garrafada de remédio. Os elementais sempre se acompanham de 3 ou 4 almas.
O ponto riscado contém vela e copo. O punhal denomina-se "Ponteiro".
Existem, hoje, vários terreiros de OMOLOCÔ cruzados com a Linha das Almas. Quando o iniciado vai fazer obrigação na linha das almas é coroado. Usa vestes brancas.


             Tratado da Semana de Culto
Segunda-feira ..............................OMOLÚ
Terça-feira...................................NANÃ
Quarta-feira..................................IANSAN e XANGÔ
Quinta-feira..................................OXÓSSI E OGUN
Sexta-feira...................................OXALÁ
Sábado........................................YEMANJÁ e OXUN
Há muitas lendas sobre os orixás, emprestando-lhes paixões humanas. Mas os orixás são espíritos angélicos, que nunca encarnaram.
OXALÁ - Oxalá é o OBATALÁ, da trindade primitiva. Chamam-no OLISSASSA, em GÊGE. OXALÁ é denominação nagô. Em alguns o invocam ora como ORIXA-BABÁ (Santo Pai), ora como BABÁ-ÓKÉ (Grande Pai). Em Angola: CASSUMBECÁ. Alguns dizem: CASSUTE (chefe, cabeça menor).
OLORÚN - O Senhor Supremo, DEUS, em nagô. Em Angola: ZÂMBI; em CONGO: ZÂMBI-AMPONGO.
BESSÉN - Denominação gêge de OXÚN-MARÊ.
OSSÃE - Divindade da folha. Corresponde ao caipora (Tupi) - que só tem uma perna. OSSÃE nunca se manifesta.
IRÔCO - Divindade da árvore. Diz-se que Irôco aparece à noite, num bambuzeiro, aumentando e diminuindo de tamanho. Dá consultas, prevê o futuro e diz o que deve ser feito. Faz-se cerimônia no pé de Loco, que é a gameleira branca.
XANGÔ - Quando o ORIXÁ baixa no terreiro todos os presentes se curvam, estendem as mãos para o chão e exclamam: "CAÔ, CABECILHE" cuja tradução é a seguinte: "Olhamos e curvamos a cabeça".
IFÁ - É da Trindade Divina de Umbanda. Corresponde ao Espírito Santo. É representado por dois vasos contendo cada um 16 frutos de DENDÊ que apresentem somente 4 olhos ou sinais dos orifícios.
O Babalaô sacode os frutos nas mãos, de um lado para outro. Os frutos vão caindo, um a um. À medida que caem, o Babalaô vai traduzindo o que significam e no fim, resume a profecia do IFÁ. As mulheres não podem trabalhar com os IFÁS, mas somente com o jogo de búzios.
EXU - Denominação nagô do agente mágico Universal. Chama-se ALUVAIÁ em Angola. Em Kêtu: EMBARABÔ. Em Congo: BAMBONJIRA. Em Gêge: LEGBÁ. O sincretismo Gêge-Angola deu os seguinte pontos de EXU

1
EXU BARABO
Embarabo ê môjubá
Embarabo e môjubá
Já mandei levar ebó
2
EXU TIRIRI
Inâ Inã Môjubá
Exu Môjubá
IANSAN- Iansan é orixá de força espiritual para as tempestades e os caos sentimentais. É muito procurada. Uma pedra de IANSÃ que cura - a IAGONGO. Basta aplicá-la na região afetada do doente.

ORIXÁS DE NAGÔ, DO GÊGE E DO CONGO.
"Orixás": na concepção nagô: os Orixás são imateriais, são forças que só podem se manifestar e expressar através de certos seres de sua escolha, os IAÔS, os "Filhos de Santo".
EXU
Chamado familiarmente "O Compadre". Mensageiro dos outros orixás, malévalo e fácilmente irritável. É simbolizado por um montículo de terra no qual estão fincados ferros, lanças e tridentes. Devido ao seu caráter e suas condições de mensageiro dos outros Orixás, para assegurar suas boas graças, recebe os sacrifícios antes que ninguém.
É erradamente sincretizado com o diabo, pois EXU, convenientemente tratado, trabalha para o bem. Suas contas são pretas e vermelhas. Seu dia, segunda-feira. Gosta de receber sacrifícios de bode e galos preferentemente pretos. Devido ao seu sincretismo com o diabo, raramente se manifesta abertamente numa filha de santo.
OGUN
Divindade de Ferro, dos ferreiros, dos guerreiros, dos agricultores e de todos os que trabalham ou utilizam o ferro. Manifesta-se geralmente como guerreiro. Simbolizado por ferramentas de 7, 14, 16 ou 21 peças. Sincretizado com Santo Antônio. Suas contas são azul-escuras. Seu dia é Terça-Feira. Gosta de Feijoada e Inhame assado com azeite. É irmão de EXU e OXOSSI. Dança com espada, fazendo mímicas guerreiras e de embate. Saúda-se gritando ogum-yê!
OXÓSSI
Divindade dos caçadores . É simbolizado por arco e flexa. Sincretizado com São Jorge. Suas contas são verdes. Seu dia é quinta-feira. Gosta de axexê, milho cozido com fatia de côco. Dança com arco e flecha numa mão e na outra ERUKE (espécie de espanador feito de rabo de boi). Sua dança é a mímica de uma caçada. Saúda-se gritando: OKE!
INLÊ
Há outra espécie de Oxossi, chamado de IBUALAMA ou INLÊ, casado com Oxun. Dança com um amparo de três pernas em cada mão e com eles se castiga.
LOGUNÊDÊ
Filho de INLÊ e de Oxun. Simbolizado por seixas do rio. Sincretizado com Santo Expedito. Suas contas são verde-amareladas, seu dia é quinta-feira.
Este orixá tem a particularidade de ser durante seis meses homem, comer cajue e ser caçador e, durante seis meses mulher, viver nas águas e comer peixe. Saúda-se gritando: LOGUN!
AGUÊ
Forma de Oxóssi de uma nação vizinha aos Nagôs e que se encontra nos candomblés Gêges. Este Oxóssi vive perpétuamente nas matas e por isso é o intermediário de OSSAIN, a divindade Nagô das folhas, que nunca se manifesta em iaôs. É filha de MANU e LISSA (OXALÁ).
OMOLU OU ABALUAIÊ
Divindade da bexiga e das doenças. Sincretizado com São Lázaro ou São Roque. Suas contas são vermelhas e pretas ou pretas e brancas. Seu dia é segunda-feira. Gosta de pipocas e de aberém, massa de milho branco assado em folhas de bananeiras. Dança no ritmo denominado OPONGÉ, o rosto e o corpo coberto de palhas e o XAXARA, lança e gancho na mão. Sua dança é a mímica dos sofrimentos, das doenças, convulsões, coceiras, tremores de febre e do andar de corcundas deformados. Saúda-se gritando: ATÔTÔ.
NÃNÃ
Mãe de Omolú. A mais velha das divindades das águas. Sincretizada Santa Ana. Suas contas são brancas, vermelhas e azuis. Seu dia, a terça-feira. Gosta de caruru sem azeite, porém bem temperado. Dança com dignidade, levando EBIRI na mão. Saúda-se gritando: SALUBA!
OXUMARÉ
É o arco íris. Simbolizado por cobras de ferro. Sincretizado com São Bartolomeu. Suas contas são verdes e amarelas. Seu dia, a terça-feira. Gosta de Suguru e de feijão com milho, cebola, azeite e camarão. Dança mostrando o céu e a terra, levando nas mãos as cobras de ferro. Saúda-se gritando: AO BOI-BOI!
XANGÔ
Divindade do trovão e do raio. Simbolizado pela "Pedra do Raio", machados de pedra e o OCHÊ (Machado duplo). Sincretizado com São Jerônimo. Suas contas são brancas e vermelhas. Seu dia, a quarta-feira. Gosta de analá (caruru). Sacrificam-se em sua homenagem carneiros, galos e gados. Dança com dignidade viril e guerreira, pois era Rei dos YORUBÁS. Saúda-se gritando KAVO KABIESILE.
Há outras qualidades de Xangô: AIRA, que veste de branco e não come azeite, por ter um pacto com OXALÁ, e OGODÔ, que dança com um oche em cada mão.
DADÁ
Irmão mais velho de XangÔ. Cultua-se com o ADÉ DE BANHANI ou CORÃO DE DADÁ.
YANSÃ OU OYÁ
Esposa de Xangô, divindade dos ventos, das tempestades e do rio NIGER. De temperamento forte, sensual e autoritário. É o único orixá capaz de enfrentar EGUNS ou espíritos de mortos. Sincretizada com Santa Bárbara. Suas contas são roxas. Seu dia, a quarta-feira. Gosta de acarajé e não suporta abóbora. Sacrificam-se, em sua homenagem, cobras. Dança agitando os braços como que enxotando almas com alfange e um ERUXIN de rabo de cavalo. Saúda-se gritando: EPA HEI!
OXUN
Segunda mulher de Xangô, Divindade do rio OXUN, faceira e vaidosa. Simbolizada por seixas do rio, pulseiras de metal e ABEBÉ. Sincretizada com Nossa Senhora das Candeias e Nossa Senhora Aparecida. Suas contas são amarelo ouro. Seu dia, o sábado. Gosta de mulucu, feito de cebola, feijão fradinho, sal e camarão e de adum, feito de fubá de milho com mel de abelhas e azeite de cheiro e peté, inhame com camarão e cebola. Dança com abebé na mão, fazendo mímicas de quem se banha no rio, penteia os cabelos, alisa as faces, põe colares e pulseiras, olha-se no espelho e sacode os braceletes que lhe enchem os braços. Saúda-se gritando: ORA YE YEÔ!
OBÁ
Terceira mulher de Xangô. Divindade do Rio OBÁ. Desce raramente e nesse caso briga com OXUN, porque, conforme a lenda, foi induzida malignamente por ela a cortar uma das suas próprias orelhas e a cozinhá-la com os alimentos de XANGÔ a fim de aumentar o seu amor, tendo, ao invés, grangeado o seu repúdio.
YEMANJÁ
Divindade do mar e da água doce. É mãe das outras orixás. Simbolizada por pedras marinhas e conchas. Sincretizada com Nossa Senhora da Conceição. Seu dia é o sábado. Suas contas são transparentes como o cristal. Gosta de ebó de milho branco com azeite, cebola e sal. Dança com abebé na mão com movimentos interpretativos das águas. Saúda-se gritando: ODOIÁ!
OXALÁ
Divindade da procriação. O Grande Orixá é simbolizado por pedacinhos de marfim dentro de um anel de chumbo. Sincretizado com Nosso Senhor do Bonfim. Seu dia é sexta-feira. Suas contas são brancas. Gosta de comida branca, acossá, ebó de milho sem azeite nem sal, que lhe são proibidos, ori (limo da costa) com água. Sacrificam-se-lhe animais brancos, catassol e conquém.
Em forma de OXALUFÁN dança curvado como um velho alquebrado, corcunda, apoiando-se num cajado de metal branco, cuja extremidade superior termina em forma de pássaro.
Em sua forma de OXAGUIAN é um guerreiro vestido de branco que leva espada e escudo e uma mão de pilão amarrada à cintura. Saúda-se gritando: EPA BABAEI! e EKÉ HÉ!



                            Postado pelo Grupo Boiadeiro Rei

Yemanjá




"Yemanjá, rainha do mar, é também conhecida por dona Janaína, Inaê, Princesa de Aiocá e Maria, no paralelismo com a religião católica. Aiocá é o reino das terras misteriosas da felicidade e da liberdade, imagem das terras natais da África, saudades dos dias livres na floresta."


Jorge Amado



É uma das rainhas das águas, sendo as duas salgadas: as águas provocadas pelo choro da mãe que sofre pela vida de seus filhos, que os vê se afastarem de seu abrigo, tomando rumos independentes; e o mar, sua morada, local onde costuma receber os presentes e oferendas dos devotos. Em Cuba, é conhecida por Yemayá e também possui as cores azul e branca, é uma rainha do mar negra, assume o nome cristão de La Virgen de la Regla e faz parte da Santeria como santa padroeira dos portos de Havana.


Odoyá Mãe Yemanjá, Senhora da calunga grande, rainha do mar. Sincretizada com Nossa Senhora da Glória, Nossa Senhora dos Navegantes, é a grande Mãe de toda vida na Terra. As cerimônias em sua homenagem são comumente feitas à beira-mar, as oferendas podem ser feitas na areia ou colocadas em um barquinho que é solto após passar (pular) por 7 ondas. Suas cores são o azul claro e branco, sua bebida é a sidra, espumante e champanhe. A mais tradicional Festa de Yemanjá acontece em Salvador, capital da Bahia, tem lugar na praia do Rio Vermelho todo dia 2 de Fevereiro. Na mesma data, Yemanjá também é cultuada em diversas outras praias brasileiras, onde lhe são ofertadas velas e flores, lançadas ao mar em pequenos barcos artesanais. Na verdade suas festividades e homenagens começam logo após o Natal e se estendem por todo mês de janeiro do ano seguinte em todo Brasil. Na praia de Copacabana as comemorações de Yemanjá marcam a passagem de ano e podem ser vistas também por toda orla marítima do Rio de Janeiro.
Qualidades :: Candomblé: Yemowô - que na África é mulher  de Oxalá, Iyamassê - é a mãe de Sàngó, Yewa - rio africano paralelo ao rio Ògún e que frequentemente é confundido em algumas lendas com Yemanjá, Olossa - lagoa africana na qual desaguam os rios Yewa e Ògún, Yemanjá Ogunté - que casa com Ògún Alagbedé, Yemanjá Asèssu - muito voluntariosa e respeitável, Yemanjá Saba ou Assabá - está sempre fiando algodão é a mais jovem.


                                                                 Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei 
http://br.groups.yahoo.com/group/boiadeirorei 
http://grupoboiadeirorei.blogspot.com/

Religião Umbanda


 
"A maior de todas as ignorâncias é rejeitar uma coisa sobre a qual você nada sabe." (H. Jackson Brownk)

Nenhum mistério resiste à fragilidade da luz.Conhecer a Umbanda é conhecer a simplicidade do Universo.
A Umbanda crê num Ser Supremo, o Deus único criador de todas as religiões monoteístas. Os Sete Orixas são emanações da Divindade, como todos os seres criados.

O propósito maior dos seres criados é a Evolução, o progresso rumo à Luz Divina. Isso se dá por meio das vidas sucessivas, a Lei da Reencarnação, o caminho do aperfeiçoamento.

Existe uma Lei de Justiça Universal que determina, a cada um, colher o fruto de suas ações, e que é conhecida como Lei de Ação e Reação.

A Umbanda se rege pela Lei da Fraternidade Universal: todos os seres são irmãos por terem a mesma origem, e a cada um devemos fazer o que gostaríamos que a nós fosse feito.

A Umbanda possui uma identidade própria e não se confunde com outras religiões ou cultos, embora a todos respeite fraternalmente, partilhando alguns princípios com muitos deles
A Umbanda está a serviço da Lei Divina, e só visa ao Bem. Qualquer ação que não respeite o livre-arbítrio das criaturas, que implique em malefício ou prejuízo de alguém, ou se utilize de magia negativa, não é Umbanda.

A Umbanda não realiza, em qualquer hipótese, o sacrifício ritualístico de animais, nem utiliza quaisquer elementos destes em ritos, oferendas ou trabalhos.

A Umbanda não preceitua a colocação de despachos ou oferendas em esquinas urbanas, e sua reverência às Forcas da Natureza implica em preservação e respeito a todos os ambientes naturais da Terra.

Todo o serviço da Umbanda é de caridade, jamais cobrando ou aceitando retribuição de qualquer espécie por atendimento, consultas ou trabalhos mediúnicos. Quem cobra por serviço espiritual não é umbandista.
"Tudo melhora por fora para quem cresce por dentro."
Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei

Oração a Ogum


                                    


ORAÇÃO PARA OGUM

Orixá, protetor, Deus das lutas por um ideal. Abençoai-me, dai-me forças, fé e esperança.
Senhor Ogum, deus das guerras e das demandas, livrai-me dos empecilhos e dos meus inimigos.
Abençoai-me neste instante e sempre para que as forças do mal não me atinjam. Ogum Iê, Cavaleiro Andante dos caminhos que percorremos. Patacori… Ogum Iê… Ogum meu Pai, vencedor de demandas… Ogum Saravá Ogum…
E que assim seja!

ORAÇÃO PARA OGUM

Ogum, meu Pai – Vencedor de demanda,
Poderoso guardião das Leis,
Chamá-lo de Pai é honra, esperança, é vida.
Vós sois meu aliado no combate às minhas inferioridades.
Mensageiro de Oxalá – Filho de OLORUN.
Senhor, Vós sois o domador dos sentimentos espúrios,
depurai com Vossa espada e lança,
Minha consciente e inconsciente baixeza de caráter.
Ogum, irmão, amigo e companheiro,
Continuai em Vossa ronda e na perseguição aos
defeitos que nos assaltam a cada instante.
Ogum, glorioso Orixá, reinai com Vossa falange
de milhões de guerreiros vermelhos e
mostrai por piedade o bom caminho
para o nosso coração, consciência e espírito.
Despedaçai, Ogum, os monstros que habitam nosso ser,
Expulsai-os da cidadela inferior.
Ogum, Senhor da noite e do dia
e de mãe de todas as horas boas e más,
livrai-nos da tentação e apontai o caminho
do nosso Eu.
Vencedor contigo, descasaremos
na paz e na Glória de OLORUN.
Ogumhiê Ogum
Glória a OLORUN!

ORAÇÃO A OGUM

"O fogo é vosso elemento natural e é com ele que transformais as nossas vidas e nosso íntimo. Renovai as nossas almas, forjai-as para que estejamos prontos para vivermos a verdadeira felicidade , purificai-nos e tirai de nós os ímpetos e os vícios , até que só a luz resplandeça.
Só assim nos tornaremos verdadeiros soldados da luz.
Protegei-nos com vosso escudo sagrado de todo ataque das trevas. E que vossa espada de fogo seja sempre a nossa espada para que as forças do mal não tenham poder sobre nós.
Imbuídos do vosso poder imenso , jamais cairemos , e todo mal que em nós estiver, será retirado. Fazei vir a nós vossas milícias sagradas para que as nossas súplicas sejam atendidas…"
(Oração inspirada pelo espírito de Vovó Cambinda 25/07/1998 – Templo de Umbanda Anjo)

ORAÇÃO A OGUM

Salve Ogum, guerreiro de Oxalá.
Orixá que abençoa seus filhos e os filhos de seus filhos.
Pai destemido, Senhor da espada de fogo que corta todas as demandas e conduza os que ama aos caminhos da prosperidade.
Que em meus caminhos, possa eu, filho seu merecer as vossas Bênçãos: a espada que me encoraja, o escudo que me defende e a bandeira que me protege.
Meu Pai Ogum
Não me deixe cair
Não deixe tombar.
PATACURI OGUM
OGUM NHÊ.

PRECE AO PODEROSO ORIXÁ OGUM

Pai, que minhas palavras e pensamentos cheguem até vós, em forma de prece, e que sejam ouvidas. Que esta prece corra mundo e universo, e chegue até os necessitados em forma de conforto para as suas dores. Que corra os quatro cantos da Terra e chegue aos ouvidos dos meus inimigos, em forma de brado de advertência de um filho de Ogum, que sou e nada temo, pois sei que a covardia não muda o destino. Ogum, padroeiro dos agricultores e lavradores, fazei com que minhas ações sejam sempre férteis como o trigo que cresce e alimenta a humanidade, nas suas ceias espirituais, para que todos saibam que sou teu filho. Ogum, senhor das estradas, fazei de mim um verdadeiro andarilho, que eu seja sempre um fiel caminheiro seguidor do teu exército, e que nas minhas caminhadas só haja vitórias. Que, mesmo quando aparentemente derrotado, eu seja um vitorioso, pois nós, os vossos filhos conhecemos a luta, como esta que travo agora, embora sabendo que é só o começo, mas tendo o Senhor como meu pai, minha vitória será certa. Ogum, meu grande pai e protetor, fazei com que o meu dia de amanhã seja tão bom como o de ontem e hoje, que minhas estradas sejam sempre abertas, que eu trabalhe para que no meu jardim só haja flores, que meus pensamentos sejam sempre bons e que aqueles que me procuram consigam sempre remédios para seus males. Ogum, vencedor de demandas, que todos aqueles que cruzarem a minha estrada, cruzem com o propósito de engrandecer cada vez mais a Ordem dos Cavaleiros de Ogum. Pai, daí luz aos meus inimigos, pois eles me perseguem porque vivem nas trevas, e na realidade só perseguem a luz que vós me destes. Senhor, livrai-me das pragas, das doenças, das pestes, dos olhos-grandes, da inveja, das mentiras e da vaidade que só leva a destruição. E que todos aqueles que ouvirem esta prece, e também aqueles que a tiverem em seu poder, estejam livres das maldades do mundo.
Ogum Iê
Saravá Ogum.
Fonte: Orações Umbandistas de todos os tempos/Compilação de Ernesto Santana:Ed Pallas, 2004

ORAÇÃO A OGUM

OGUM Rogai por Nós.
Nunca ficara sem resposta àquele que nele crer…Ogunhe meu Pai!
Eu andarei vestido e armado com as armas de OGUM para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam, e nem em pensamentos eles possam me fazer mal.
Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar, cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar.
Jesus Cristo, me proteja e me defenda com o poder de sua santa e divina graça, Virgem de Nazaré, me cubra com o seu manto sagrado e divino, protegendo-me em todas as minhas dores e aflições, e Deus, com sua divina misericórdia e grande poder, seja meu defensor contra as maldades e perseguições dos meu inimigos.
Glorioso OGUM, em nome de Deus, estenda-me o seu escudo e as suas poderosas armas, defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza, e que debaixo das patas de seu fiel ginete meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós. Assim seja com o poder de Deus, de Jesus e da falange do Divino Espírito Santo.
Que assim seja, amém

EU PEDI A OGUM

Eu pedi a Ogum, para retirar os meus vícios.
Ogum disse: Não!
Eles não são para eu tirar, mas para você desistir deles.
Eu pedi a Ogum , para fazer meu filho aleijado se tornar completo.
Ogum disse: Não!
Seu espírito é completo, seu corpo é apenas temporário
Eu pedi a Ogum para me dar paciência.
Ogum disse, Não!
Paciência é um subproduto das tribulações; Ela não é dada, é aprendida.
Eu pedi a Ogum para me dar felicidade.
Ogum disse: Não!
Eu dou bênçãos; Felicidade depende de você.
Eu pedi a Ogum para me livrar da dor.
Ogum disse: Não!
Sofrer te leva para longe do mundo e te traz para perto de mim.
Eu pedi a Ogum para fazer meu espírito crescer.
Ogum disse: Não!
Você deve crescer em si próprio! Mas eu te podarei para que dês frutos.
Eu pedi a Ogum todas as coisas que me fariam apreciar a vida.
Ogum disse: Não!
Eu te darei a vida, para que você aprecie todas as coisas.
Eu pedi a Ogum para me ajudar a AMAR os outros, como Ele me ama.
Ogum disse: . Ahhhh, finalmente você entendeu a idéia.. Muita Luz!
Autora: Grupo Boiadeiro Rei
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Mediunidade


 
Uma das maravilhas, uma das "coisas" que mais fascinam e ao mesmo tempo assustam as pessoas em um templo de Umbanda são as incorporações. É o fenômeno mediúnico, a cessão do corpo e da mente de um médium a outra inteligência, a outro espírito. 
 
Mas antes de falarmos propriamente da mediunidade nos terreiros, a mediunidade da Umbanda é preciso conceituar a mediunidade, ou tentar fazê-lo. Nome criado pelo codificador do espiritismo ao trabalhar com o termo meio, intermediário.
 Ou seja, o médium é o intermediário, aquele que percebe, que capta, que sente a presença das energias, dos espíritos desencarnados, ou melhor, de espíritos, de seres e de energias de outros planos astrais. 


Como se pode observar a mediunidade apesar de assim determinada por Kardec no final do século XIX é fenômeno muito mais antigo, sendo provavelmente tão antigo quanto a existência da vida em nosso planeta. Os profetas do antigo testamento, Jesus Cristo, Moisés, Buda, Confúcio, e tantos outros personagens de nossa história com certeza são exemplos de médiuns. 

Isto nos traz uma indagação: existe alguém que de uma forma ou de outra não tenha alguma interação, ou que não sofra nenhuma influência de outros planos, dos espíritos, para não ser considerado médium? 

Certamente que a resposta será negativa. De uma forma ou de outra sempre seremos influenciados, e sentiremos a presença de outras energias e espíritos, por isso que se fala que todos os seres humanos são médiuns. 

Mas, você poderá perguntar: "se todos somos médiuns, todos poderemos trabalhar com a nossa mediunidade? Receber espíritos? Nos comunicarmos com eles de forma direta e inteligível?" E é neste ponto que precisamos fazer uma diferença. 

Existirão aqueles em que suas mediunidades serão afloradas de uma tal forma que, seja por meio da incorporação, da visão, da escrita, da intuição, etc., ele ou ela poderão traduzir a vontade, as palavras, a força, as necessidades dos seres de outros planos astrais, e assim dos desencarnados (espíritos que já estiveram encarnados) de uma forma inteligível, e outros não conseguirão assim proceder. Assim digo que os médiuns que por uma das diversas formas de mediunidade possam expressar o pensamento de outros seres de outros planos são os médiuns de trabalho. 

Isto não quer dizer em hipótese nenhuma que esses médiuns de trabalho possuem um dom, uma dádiva. Pois a mediunidade não é um presente, uma benesse divina para alguns escolhidos. 

É sim uma faculdade que Deus por meio dos Orixás dá a alguns indivíduos para que por meio desta faculdade possam resgatar suas dívidas, ao mesmo tempo em que levam a vontade e a força dos Orixás, que permitem que espíritos menos evoluídos possam receber ajuda e energias divinas. Ou seja, ser médium não faz de ninguém um ser melhor, não é o mais especial, ou o mais abençoado, é um espírito igual a todos, e como todos, deve buscar um caminho para abdicar de suas vaidades, orgulhos e de seu egoísmo. É um ser que dentre inúmeras ferramentas que os Orixás nos dão, recebe a ferramenta chamada mediunidade. 

Mas, ao mesmo tempo em que não é um dom, com certeza é uma responsabilidade, pois deverá fazer bom uso de sua faculdade. Se a mediunidade é um instrumento, uma ferramenta cabe a nós, médiuns, utilizá-la com muita fé, amor e responsabilidade.
Seguindo nossa abordagem sobre este tema tão interessante, é preciso darmos ao menos uma pincelada sobre os tipos de mediunidade. 

A mediunidade poderá se manifestar de inúmeras formas, ou seja poderemos perceber e entender a atividade mediúnica das seguintes maneiras: 

a) A intuição, a mais primária e primordial manifestação da mediunidade. A intuição é quando captamos de uma outra inteligência de uma outra mente que não a nossa alguma informação ou aviso. É aquela voz que se forma no fundo de nossas mentes, uma idéia relâmpago, que do nada surge, mas que sabidamente parece que nos foi assoprada. Um exemplo da intuição se deu comigo: em uma ocasião eu e minha esposa, na época minha namorada, estávamos parados no sinal vermelho em uma ladeira. Um pouco antes do sinal abrir veio uma vontade de deixar o carro descer de ré a ladeira, e assim o fiz. Parei, e como se algo me dissesse demorei alguns segundos para arrancar o carro quando o sinal abriu. Mas foi o suficiente para evitar um grave acidente. Um veículo grande furou o sinal em alta velocidade. Se eu não tivesse deixado o carro descer, ou mesmo se arrancasse imediatamente ao ver o sinal verde, muitas coisas estariam diferentes hoje. Saber ouvir e interpretar estes pequenos avisos é um dos grandes desafios de todos nós. Quem não tem uma história parecida que antes de fazer alguma coisa não escutou um aviso e não deu bola e algo aconteceu? 

b) Outra forma da mediunidade é a própria percepção sensorial, a sensibilidade. Ou seja, é a capacidade de sentirmos a presença de outros espíritos, de sentirmos as energias, e que tipo de energias estão naquela localidade naquele momento. É aquela situação em que entramos em uma casa e apesar de tudo estar bonito, organizado, algo nos oprime, nos angustia, pesa em nossos ombros e cabeças. Ou então quando adentramos em local que apesar de estranho, e desajeitado sentimos uma paz, um conforto, uma força positiva nos inundando. Ou então quando vamos ao mar e sentimos sua força, adentramos nas matas, ou adentramos num açougue, numa festa mais radical. Quem percebe estas diferenças possui uma sensibilidade mediúnica.

c) A vidência. Vidência é a capacidade de enxergar, de visualizar os espíritos, seres ou objetos de outros planos. É aquela forma de mediunidade que muitos temem, se apavoram e pedem para não ter com medo de encontrarem em suas camas e quartos outros espíritos. A vidência é assim a capacidade de visualizar o outro plano. Digo visualizar porque a vidência poderá ser mental (formação das imagens, dos espíritos, etc. na mente, não precisando a pessoa estar de olhos abertos) ou então poderá ser expressa pelos olhos físicos, ou seja a pessoa vê, enxerga o outro planos como enxergamos este texto no computador ou no papel. 

d) A clarividência, é assim uma especificidade da vidência, que pode ser entendida como a capacidade de enxergar situações que acontecerão no futuro. 

e) A psicografia, ou a mediunidade da escrita é outra forma. São aqueles momentos em que os médiuns por meio de caneta, lápis e papel e hoje alguns por meio do próprio teclado do computador, conseguem dar vazão a idéias e pensamentos, conseguem descrever situações, orações e acontecimentos ditados por outros seres. 

f) A psicofonia, ou a mediunidade da fala. Ou seja, a mediunidade que se expressa por meio das cordas vocais. O médium descreverá, ou passará os pensamentos dos espíritos por meio de sua fala. 

g) A mediunidade de materialização ou de efeitos físicos, ou seja a capacidade de dar forma visível e palpável a objetos, energias e espíritos de outros planos, ou mesmo a capacidade de desmaterializar, ou seja de fazer com que determinado pedaço de matéria deixe de existir. É a mediunidade usada nas curas físicas, ou nas aparições coletivas. 

h) Ainda existirá a mediunidade das pinturas, composição de músicas, escrita direta, entre outras formas que não são tão usuais na Umbanda. 

i) E é claro a mediunidade de incorporação, que não é o mesmo que psicofonia, pois é a capacidade de se permitir que um espírito use seu corpo (movimentos) e sua fala de uma só vez. A mediunidade de incorporação é a mais usual e facilmente identificada em um terreiro de Umbanda.

Percebam que eu me dirijo a formas de mediunidade e não de médiuns. Não se pode dizer que existam médiuns videntes, médiuns de incorporação, e assim por diante. Médium é médium, poderá sim ter mais facilidade para praticar e exercer uma determinada mediunidade, mas em algumas situações ou em alguns momentos da vida poderá ver surgir outras formas de mediunidade. Pois como ser médium é ser um intermediário, a forma como isto se dará não é o mais importante, e poderá ser alterada durante uma jornada na Terra.
Depois de entendermos que a mediunidade se manifesta e pode ser perceptível de várias maneiras, e entendermos que os médiuns são intermediários, tradutores das mensagens de outros planos astrais, passamos a estudar os tipos de médiuns.
 
Os médiuns podem ser classificados em conscientes, inconscientes e semi-conscientes.
 
Os médiuns conscientes são aqueles que percebem de forma plena tudo enquanto estão em exercício da mediunidade. Assim vão se lembrar do que viram, ouviram, escreveram, etc.. Mesmo durante a incorporação estarão com o pleno domínio de suas faculdades materiais, podendo interferir a qualquer momento na manifestação mediúnica. De uma forma geral todos os médiuns de Umbanda começam suas incorporações de forma consciente. Alguns com o passar do tempo passam a ser semi-conscientes.
 
Os médiuns semi-conscientes são aqueles em que apesar de lembrarem de suas manifestações, perdem em muito a noção de tempo, não têm 100% do domínio de sua fala e corpo. Mas isto não quer dizer descontrole, apenas que os movimentos são feitos e as falas professadas e a escrita realizada de forma simultânea, como se assistissem seu movimentos.
 
Os médiuns inconscientes são aqueles que durante as atividades mediúnicas perdem completamente a consciência, como se dormissem um sono profundo. Não há qualquer vestígio de memória no período da manifestação. Este tipo de médium é muito raro e está fadado a extinção, pois o importante é que o médium durante seu trabalho possa também receber os ensinamentos. Além da garantia que se tem contra as mistificações.
 
Na psicografia e na pintura/escultura mediúnica poderá ainda existir outra forma de médiuns que são os médiuns mecânicos, que apesar de manterem sua consciência estarão escrevendo ou pintando sem sequer ter noção do que estão fazendo. É como se os braços ou pés se movimentem sem a vontade mental do médium



POSTADO: GRUPO BOIADEIRO REI

ANJO DA GUARDA

Todos temos um desses gênios tutelares que nos inspira nas horas difíceis e
nos dirige pelo bom caminho.

Daí a poética tradição cristã do Anjo da Guarda.

Não há concepção mais grata e consoladora.

Saber que temos um amigo fiel e sempre disposto a nos socorrer, de perto
como de longe, nos influenciando a grandes distâncias ou se conservando
junto de nós nas provações; saber que ele nos aconselha por intuição e nos
aquece com seu amor, eis uma fonte inapreciável de força moral.

O pensamento de que testemunhas benévolas e invisíveis vêem todos os nossos
atos, regozijando-se ou entristecendo-se, deve inspirar-nos mais sabedoria e
circunspeção.

É por essa proteção oculta que se fortificam os laços de solidariedade que
ligam o mundo celeste à Terra, o Espírito livre ao homem, Espírito
prisioneiro da carne.

É por essa assistência contínua que se criam, de um a outro lado, as
simpatias profundas, as amizades duradouras e desinteressadas.

O amor que anima o espírito elevado vai pouco a pouco se estendendo a todos
os seres sem cessar, revertendo tudo para Deus, pais das almas, foco de todas as potências efetivas.

   (Obra: Depois da Morte - Léon Denis)


* * * * * *

Oração
 
14. - Espíritos bem-amados, anjos guardiães que, com a permissão de Deus, pela sua infinita misericórdia, velais sobre os homens, sede nossos protetores nas provas da vida terrena. Dai-nos força, coragem e resignação; inspirai-nos tudo o que é bom, detende-nos no declive do mal; que a vossa bondosa influência nos penetre a alma; fazei sintamos que um amigo devotado está ao nosso lado, que vê os nossos sofrimentos e partilha das nossas alegrias.
E tu, meu bom anjo, não me abandones. Necessito de toda a tua proteção, para suportar com fé e amor as provas que praza a Deus enviar-me.

(O Evangelho Segundo o Espiritismo - Capítulo XXVIII)

  
* * * * * *

AVE MARIA

Ave Maria cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre Jesus.
Santa Maria, Mãe de Jesus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de
nossa morte. Amém.


* * * * * *

PAI NOSSO

Pai nosso que estais no Céu, santificado seja o Vosso Nome, venha a nós o
Vosso reino, seja feita a Vossa vontade, assim na terra como no Céu. O pão
nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como
nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação,
mas livrai-nos do mal. Amém.

JESUS


POSTADO: GRUPO BOIADEIRO REI

O efeito multiplicador – energia e magia na Umbanda


Recentemente em visita a um outro terreiro de Umbanda, observei o efeito multiplicador dos atos praticados pelos médiuns em uma casa. Cheguei cedo, trinta minutos antes do início da gira, fiquei sentado em contemplação e observação.

Alguns médiuns já estavam na casa ajudando a arrumar o congá, recepcionando os visitantes e conversando entre si, mas sempre em voz baixa. Imediatamente as pessoas que chegavam ao terreiro abaixavam o tom de voz, iam sentando e conversavam com seus vizinhos de assistência em um volume muito baixo.

Logo depois iniciou-se um silêncio por parte dos médiuns, que estavam se concentrando, ou fazendo seus afazeres, mas em silêncio. Imediatamente a assistência diminuiu ainda mais o tom da conversa e mais, muitos ficaram em silêncio. O dirigente chega, e dá início aos trabalhos. A forma de condução era voltada para a introspecção e assim durante todo o trabalho a assistência observava a gira de forma muito silenciosa e com poucas conversas.

Mesmo quando os pontos eram entoados as pessoas o faziam de forma baixa, e assim quase ninguém da assistência ousava cantar. Depois de um certo tempo alguns médiuns sorriram para a assistência como se os convidassem a relaxarem, e muitos mudaram o ar de concentração para um ar mais relaxado, mais livre.

Quando alguns médiuns começaram a conversar, mesmo que de forma rápida, entre si, imediatamente a assistência também voltava a conversar. Quando as entidades chefes solicitavam a atenção e a força, todos os médiuns se voltavam para a entidade e exalavam sua fé, muitos dos presentes se comoviam, se emocionavam com esta reação.
Findado os trabalhos fui para a minha casa, e comecei a refletir sobre a gira, aprender com os trabalhos daquele terreiro, avaliar minhas práticas e meditar em como melhorar minha forma de conduzir as giras. Mas, entre um pensamento e outro me deparei com o efeito multiplicador da postura dos médiuns em um terreiro.

Assim passei a observar a nossa casa, como nos portamos e qual o efeito multiplicador de nossas atitudes. Em nossa casa por razões diversas estimulo as pessoas a conversarem a darem risada, a relaxarem a se sentiram em casa. Assim os médiuns quando chegam se abraçam e começam a conversar, imediatamente a assistência faz o mesmo, dão risadas conversam, e mesmo aqueles que estão indo pela primeira vez sentem este ar descontraído inicial e não se sentem constrangidos, pelo menos não aparentam isto.

Vou dar início aos trabalhos todos olham para o altar e então de mãos dadas iniciamos nossa gira cantando o hino da Umbanda. A assistência neste momento já se acomodou e as conversas quase que cessaram, todos se voltam para a gira em contemplação.

Quando conversamos sobre a Umbanda no início de cada trabalho, todos prestam atenção, todos querem absorver o conhecimento e assim a assistência também se concentra. Quando tocamos o atabaque e cantamos com devoção e dedicação, em nossa casa todos os médiuns cantam os pontos, concentramos nossas atenções para aquele Orixá, aquela parte do ritual percebo que muitos da assistência começam a cantar e outros ficam acompanhando o ritmo com as mãos, os pés ou a cabeça.
Abrimos para o passe, para a vibração, e todos se voltam para o altar e pedem em pensamento ajuda a todos os que ali estão, a assistência entra e sente este clima de oração e de ajuda. A seriedade e a dedicação contagiam os visitantes.

Mas da mesma forma que os aspectos positivos são contagiantes e multiplicadores, quando há displicência, conversas, desrespeito, muitos da assistência começam a perder o ar de contemplação alegre, e passam a desacreditar ou ao menos não sentir aquela união de força como sentiu anteriormente.
A postura do corpo mediúnico em uma casa é multiplicador dos estados emocionais da assistência, se todos nós percebêssemos este efeito tomaríamos muito mais cuidado com nossos atos e omissões durante, antes e depois da gira.

O corpo mediúnico unido e que segue o ritual de forma disciplinada, que acompanha o estilo de cada casa, já começa fazendo a magia da Umbanda antes mesmo da incorporação e da consulta. Seja em uma casa onde a introspecção e o silêncio são as formas, ou em uma casa em que a alegria e a disciplina em movimento são as regras, o importante é aderir ao tipo da casa de Umbanda, vestir a camisa, sentir a casa como sendo sua e se dedicar para que todos percebam como somos todos sacerdotes, discípulos em busca da fé e da caridade.

Saliento sempre que posso aos médiuns do nosso terreiro que a Umbanda é uma religião cujo ritual é exercido de forma coletiva, aqueles que compõem o corpo mediúnico são os sacerdotes, dirigidos e coordenados por um, mas todos são sacerdotes e como sacerdotes devemos ter a responsabilidade de multiplicar a paz, o amor e a fé. Quando permitimos que o desleixo a desatenção e o desrespeito se multipliquem, estamos indo contra o que pregamos.

Agradeço a Deus e aos Orixás por termos uma corrente que entende sua função como corpo, como corrente em que cada elo é forte e ajuda o outro, e que mesmo diante de nossos erros, procuramos sempre melhorar e corrigir, com tranqüilidade e perseverança. Espero que esta observação que pode ser óbvia para muitos possa fortalecer a nossa casa, e fortalecer todos os terreiros de Umbanda, pois quando nos dedicamos e amamos nosso sacerdócio, e o exercemos com responsabilidade e atenção, seguindo aquilo que acreditamos e fazendo da forma que entendemos mais correta, isto se multiplica, contagia a todos e faz a magia da Umbanda acontecer.

Saravá a todas as correntes de Umbanda, saravá todos os terreiros, saravá todos os médiuns.

Autor: Pai Caetano de Oxossi
Todos os direitos reservados
se for republicar favor citar a fonte, garantir a autoria e não editar sem prévia autorização. Obrigado

POSTADO:GRUPO BOIADEIRO REI

Fundamentos, Sacramentos, Lavagem de cabeça e Iniciação


 
O que é?
O sacramento do Amaci seu significado e sua importância para a Umbanda.
                   Em nosso terreiro adotamos uma espécie de iniciação, ou um sacramento, quando os médiuns (filhos e filhas da Casa) já possuem algum tempo de trabalhos na casa, cerca de seis meses ou mais.

O Amaci é o primeiro sacramento da Umbanda para os umbandistas. È a iniciação dos filhos para entrarem no mundo dos trabalhos da Umbanda. Não é o mesmo que batismo, já que este tem como finalidade purificar o encarnado dos pecados anteriores, simbolicamente. O batismo é como uma limpeza para que se inicie uma jornada nova, é uma opção da pessoa ou de seus pais em viver conforme as leis divinas, aceitando e querendo que a pessoa batizada aprenda a enxergar e a interpretar a luz dos Orixás (de Deus), e pode ser recebido por qualquer pessoa.

O Amaci, por sua vez, é destinado apenas aos filhos que já trabalham na corrente mediúnica, e tem uma forte vontade e desejo de continuarem como trabalhadores da seara mediúnica umbandista. Ou seja, para os médiuns que já têm certa convicção de que o caminho para se iluminarem e levarem luz para os seres vivos é a Umbanda.

O ritual do Amaci começa com a escolha de padrinhos encarnados e desencarnados. O médium que irá fazer o Amaci deverá passar por uma preparação de 7 (sete) dias. Entre as obrigações desses dias está uma dieta controlada abolindo-se completamente as carnes, outras abstinências, banhos diários, entre outras coisas. No dia do Amaci, que acontece em gira própria ou em uma gira convencional, o ritual se dá, em suma, por meio de uma lavagem da cabeça, um banho no chacra coronário, trazendo a vibração do Orixá do médium para mais perto desse filho. (Perceba que os banhos de descarrego e imantação são realizados do pescoço para baixo. Apenas o Pai-de-Santo, ou uma de suas entidades poderão promover o banho de sua cabeça).

Junto com a lavagem que é uma imantação dos chacras, existem outros ritos que têm a finalidade de imantar e harmonizar os chacras bem como os corpos astrais e etérico para a prática mediúnica voltada para a Caridade.

Dessa forma pode-se dizer que o Amaci tem como finalidade:


a) apresentar o filho ou a filha para o seu Orixá como um de seus instrumentos para o exercício de Seu Amor e de Sua Luz;

b) imantar e entregar a coroa do médium para o seu Orixá Ancestral;

c) iniciar o médium como um membro ativo da Umbanda, com responsabilidades e compromissos com os Orixás (compromissos e responsabilidades são amar o próximo, dedicar parte de sua vida para exercer sua religião com amor e respeito e disciplina. Doar suas energias e tempo para o bem de teu próximo, doar seu corpo, mente e alma para promover a caridade - o amor essencial.)

d) manter esse médium assistido e cuidado, já que sua coroa vibrará na intensidade e na força da Casa, sendo alimentado seu chacra coronário constantemente, garantindo mais segurança e harmonia para esse filho ou filha, possibilitando um maior cuidado e zelo do Pai-de-Santo com seus filhos do ponto de vista espiritual;


Entendamos que o Amaci é mais uma benesse para o médium que qualquer outra coisa. É uma firmeza e garantia para os filhos e filhas.

O Amaci não é um compromisso de nunca mais sair da Umbanda, não é o fechamento da porta de saída, não é uma responsabilidade que não se possa posteriormente ser desistida. Ou seja, amanhã caso um filho ou filha desejarem sair da Umbanda, ou mesmo sair dessa casa poderão fazê-lo de forma tranqüila e natural. O Amaci pode ser levantado a qualquer momento a pedido do médium. Ele tem razão de existir enquanto o médium for praticante da Umbanda de forma ativa. Assim não é um compromisso para toda a vida, é um compromisso que respeita totalmente o livre-arbítrio.

O maior compromisso dos médiuns foi feito antes de seu reencarne, o Amaci é apenas uma primeira confirmação desse compromisso.
Pai Caetano de Oxossi

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“A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho.”


SIGNIFICADOS QUANTO AO FORMATO DA VELA



 
Cones ou Triangulares: equilíbrio, elevação.
Quadradas: estabilidade, matéria.
Estrela: espiritual, carma.
Pirâmide: realizações matérias.
Cilíndricas: servem para tudo.
Animais: para o seu animal protetor.
Lua: para acentuar sua energia intuitiva.
Gnomo: para seu elemental da terra.
Cone ou Triangulares: simbolizam o equilíbrio. Tem três planos: físico, emocional e espiritual.
Velas Cônicas: são voltadas para cima e significam o desejo de elevação do homem, sua comunicação com o cosmos.
Velas Quadradas: Simbolizam estabilidade na matéria. Seus lados iguais representam os quatro elementos: Terra, Água, Fogo, Ar.
Velas em Formato de Estrela de Cinco Pontas: É o símbolo do homem preso na matéria. Representa o carma.
Velas Redondas: Simbolizam mudança. E a energia mais pura do astral que só a mente superior alcança.