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sexta-feira, 16 de março de 2012
Orixá Iansã
Iansã é a aplicadora da Lei na vida dos seres emocionados pelos vícios. Seus campo preferencial de atuação é o emocional dos seres: ela os esgota e os redireciona, abrindo-lhes novos campos por onde evoluirão de forma menos “emocional”.
Iansã, em seu primeiro elemento é ar e forma com Ogum um par energético onde ele rege o polo positivo e é passivo pois suas irradiações magnéticas são retas. lansã é negativa e ativa, e suas irradiações magnéticas são circulares ou espiraladas.
Observem que Iansã se irradia de formas diferentes: é cósmica (ativa) e é o Orixá que ocupa o polo negativo da linha elemental pura do ar, onde polariza com Ogum. Já em seu segundo elemento ela polariza com Xangô e atua como o polo ativo da linha da Justiça, que é uma das sete irradiações divinas.
Na linha da Justiça, Iansã é seu aspecto móvel e Xangô é seu aspecto assentado ou imutável, pois ela atua na transformação dos seres através de seus magnetismos negativos.
Iansã aplica a Lei nos campos da Justiça e é extremamente ativa. Uma de suas atribuições é colher os seres fora-da-Lei e, com um de seus magnetismos, alterar todo o seu emocional, mental e consciência, para, só então, redirecioná-lo numa outra linha de evolução, que o aquietará e facilitará sua caminhada pela linha reta da evolução.
As energias irradiadas por Iansã densificam o mental, diminuindo seu magnetismo e estimulam o emocional, acelerando suas vibrações.
Com isso, o ser se torna mais emotivo e mais facilmente é redirecionado. Mas quando não é possível reconduzi-lo à linha reta da evolução, então uma de suas sete intermediárias cósmicas, que atuam em seus aspectos negativos, paralisam o ser e o retém em um dos campos de esgotamento mental, emocional e energético, até que ele tenha sido esgotado de seu negativismo e tenha descarregado todo o seu emocional desvirtuado e viciado.
Sete atuam junto aos polos magnéticos irradiantes e auxiliam os orixás regentes dos polos positivos, onde entram como aplicadoras da Lei segundo os princípios da Justiça Divina, recorrendo aos aspectos positivos da Orixá Planetária Iansã.
São vinte e uma Orixás lansãs intermediárias aplicadoras da Lei nas Sete Linhas de Umbanda.
Como seus campos preferenciais de atuação são os religiosos, não é de se estranhar que nossa amada mãe Iansã intermediária para a linha da Fé nos campos do Tempo seja confundida com a própria Oiá, já que é ela quem envia ao tempo os eguns fora-da-Lei no campo da religiosidade.
Iansã do Tempo, não tenham dúvidas, tem um vasto campo de ação e colhe os espíritos desvirtuados nas coisas da Fé, enviando-os ao Tempo onde serão esgotados. Mas, não tenham dúvidas, antes ela tenta reequilibrá-los e redirecioná-los, só optando por enviá-los a um campo onde o magnetismo os esvazia quando vê que um esgotamento total em todos os sete sentidos é necessário. E isto o Tempo faz muito bem!
Já Iansã Bale, do Bale, ou das Almas, é outra intermediária de nossa mãe maior lansã que é muito solicitada e muito conhecida, porque atua preferencialmente sobre os espíritos que desvirtuam os princípios da Lei que dão sustentação à vida e, como vida é geração e Omulu atua no polo negativo da linha da Geração, então ela envia aos domínios de Tatá Omulu todos os espíritos que atentaram contra a vida de seus semelhantes ao desvirtuarem os princípios da Lei e da Justiça Divina.
Logo, seu campo escuro localiza-se nos domínios do Orixá Omulu, que rege sobre o lado de “baixo” do campo santo.
Mas também são muito conhecidas as Iansãs intermediárias Sete Pedreiras, dos Raios, do Mar, das Cachoeiras e dos Ventos (Iansã pura). As outras assumem os nomes dos elementos que lhes chegam através das irradiações inclinadas dos outros orixás, quando surgem as Iansãs irradiantes e multicoloridas. Temos:
• uma Iansã do Ar;
• uma Iansã Cristalina;
• uma lansã Mineral;
• uma Iansã Vegetal;
• uma lansã Ígnea;
• uma lansã Telúrica;
• uma lansã Aquática.
Bom, só por esta amostra dos múltiplos aspectos de nossa amada regente feminina do ar, já deu para se ter uma ideia do imenso campo de ação do mistério “Iansã”.
O fato é que ela aplica a Lei nos campos da Justiça Divina e transforma os seres desequilibrados com suas irradiações espiraladas, que o fazem girar até que tenham descarregado seus emocionais desvirtuados e consciências desordenadas!
Não vamos nos alongar mais, pois muito já foi dito e escrito sobre a “Senhora dos Ventos”.
As Filhas de Iansã*
As filhas de Iansã são emotivas e se não se impõem, revoltam-se e abandonam quem não submete-se a elas e logo estão estabelecendo novas ligações...onde se imporão;
As filhas de Iansã, no negativo, são apaixonadas, bravas, emotivas, de pavio curto, falantes, briguentas, intolerantes, não perdoam quem as magoa e são explosivas. Já no positivo, são envolventes, risonhas, alegres, amorosas, mas sem pieguice, possessivas com os seus, amigas e expeditas, ágeis no pensar e no falar, objetivas, lutadoras e líderes natas;
As filhas de Iansã apreciam festas, pessoas falantes e alegres, ambientes alegres e multicoloridos, viagens a passeio, homens envolventes, trabalhos agitados. Não apreciam homens introvertidos, reuniões monótonas, amizades egoístas, ambientes conservadores, trabalhos ou deveres monótonos, comidas pesadas, roupas sóbrias, a “prisão” da vida doméstica, a repetição das mesmas coisas no seu dia-a-dia;
Bem, vamos parar por aqui, senão continuaremos a listar características cada vez mais íntimas das filhas de Iansã.
Podemos acrescentar apenas que as filhas de Iansã são muito seletivas e só se apaixonam de fato se o homem for muito envolvente. Do contrário, assim como os atrai os dispensa com uma rapidez impressionante.
Saibam que:
- na Astrologia, as filhas de Iansã são regidas pelo Sol;
- na Numerologia, Iansã é o número 13;
- nos elementos, Iansã é o vendaval, que desaba e a ventania que faz tudo balançar;
- na irradiação da Lei, Iansã é a Lei atuando no sentido de redirecionar os seres que se desequilibraram;
- na fé, Iansã é a novidade que a renova na mente e no coração dos seres;
- na vida, Iansã é a busca de melhores condições de vida para os seres;
- na criação divina, Iansã é a busca de adaptação do ser ao meio onde vive.
Texto extraído do livro “Gênese Divina de Umbanda Sagrada”, de Rubens Saraceni.
*Cada filha de Iansã é única e certamente não atenderá a todas essas qualidades descritas aqui. Podendo ser muito variável. Saravá a Coroa Sagrada de Iansã!
Todos nós umbandistas…
Axééé pessoal! Todos nós umbandistas “batemos a cabeça” em frente ao altar logo que chegamos ao terreiro, não é mesmo? Pois bem, será que já paramos para pensar na grandeza e no Sagrado desse ato???
Nós, umbandistas, herdamos dos povos africanos a representação do solo como a morada dos antepassados. Para eles, os orixás são antepassados divinizados, ou seja, pessoas e anciões que imergiram na terra e se tornaram Orixás, portanto, para cultura africana o Sagrado está na terra e não no céu como prega a cultura européia. Além disso, sabemos que em determinado momento da vida escravocrata, os negros enterraram os otás e os elementos simbólicos de seus orixás para que não fossem descobertos pelos senhores das fazendas, os quais tentavam de todas as maneiras destruir e descaracterizar a cultura, a crença e as relações humanas desse povo. Com esse saber, fica fácil compreender que quando “batemos cabeça” estamos entrando em contato com esses ancestrais e antepassados, consequentemente, com todo o conhecimento e a sabedoria que esse passado guarda.
Não podemos deixar de lado também, o poder transformador do elemento terra, portanto, ao bater cabeça com os pensamentos firmados na ação e nas forças divinas, naturalmente conseguimos descarregar todos os pensamentos negativos e atuações negativas, que por ventura esteja envolvendo nosso mental. Melhor ainda acontece quando temos a oportunidade de deitar no chão ao bater cabeça, nessa ocasião, a descarga acontece também no sentido emocional e em todos os nossos chacras, afinal eles também entram em contato com a terra.
E vale ressaltar:
Quando batemos o lado direito, entregamos nossa coroa para as Entidades Espirituais da Direita, quando batemos o lado esquerdo, a entrega é para as Entidades Espirituais da Esquerda, já a testa representa entrega total, a entrega de nossa coroa a todas as forças assentadas e representadas no altar. É nesse momento que essas Entidades, de forma muito pontual, sutil e grandiosa, cruzam nossas costas firmando-nos e protegendo-nos que qualquer mal, dando toda a sustentação para os trabalhos espirituais.
Também sabemos que em muitos terreiros são usados outros elementos para que esse ritual aconteça com supremacia, a exemplo, posso falar da Toalha, que representa, entre tantas outras coisas, a proteção de Oxalá, o acolhimento e a pureza. Outras vezes o pai de santo risca um ponto para que o ritual aconteça com uma específica ação magística realizadora e religiosa. Há também aqueles que firmam a corrente com um canto representativo e emocionante, estimulando o lado emocional e vibracional da corrente. Nossa, me arrepio só em pensar!
Não tem como negar, a Umbanda é um encanto, está cheia de fundamentos, significados, tradição e axé. Aliás, Umbanda é AXÉÉÉ…
Boa gira para quem é da gira e bom final de semana a todos.
Escrito por Monica Caraccio
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Mensagem do Caboclo Boiadeiro Zé do Laço Caboclo Boiadeiro Zé do Laço Mensagem recebida em 11/04/2008 por Mãe Vanessa Cabral Dirigente do T...
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“A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho.”




