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A real intenção do blog Grupo Boiadeiro Rei não é de plágio, mas sim de espalhar Conhecimento e Espiritualizar...

 
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sábado, 6 de novembro de 2010

Não Correr das Borboletas

Muitas vezes, passamos um longo tempo de nossas vidas correndo desesperadamente atrás de um amor, de um emprego, de uma casa, de uma amizade... E não conseguimos!

Será que não conseguimos mesmo ou não percebemos os sinais que recebemos... de que ainda não estamos prontos!
Preste atenção nesta mensagem sobre borboletas... ela vai te ensinar muito.

.................................. ........................................ ........................................ ...............
"Não corra atrás das borboletas".

" Cuide do seu jardim e elas virão até si!
Devemos compreender que a vida segue seu fluxo e que ele é perfeito.

-Tudo acontece no seu devido tempo.
Nós é que nos tornamos ansiosos e estamos constantemente querendo empurrar o rio.
Calma!

-O rio vai sozinho, obedecendo o ritmo da natureza...
Se passarmos todo o tempo desejando as borboletas e reclamando porque elas não se aproximam da gente, mas vivem no jardim do nosso vizinho, elas realmente não virão.

-Mas, se dedicarmos a cuidar do nosso jardim, a transformar o nosso espaço, a nossa vida, num ambiente agradável, perfumado e bonito, será inevitável...
As borboletas virão até a nós...

Dê o que tem de melhor e a vida lhe retribuirá. "



Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei

Noções Basicas sobre Umbanda

O VOCÁBULO UMBANDA
Etimologicamente, o vocábulo Umbanda deriva da palavra AUMBANDHÃ que, em sânscrito, significa "Conjunto das Leis Divinas". Ela é conhecida desde tempos remotos mas, no presente texto, estaremos abordando apenas o seu ressurgimento centenário e as noções gerais dos seus fundamentos. Para maiores detalhes sobre os aspectos milenares - que remontam às primeiras raças que habitaram o planeta e que apontam as finalidades da restauração do AUMBANDHÃ -, sugerimos a leitura das obras indicadas ao final deste texto.
OS PRIMÓRDIOS
No final do século XIX, justamente numa época em que o Brasil foi marcado pela promulgação da Lei Áurea e pela Proclamação da República, a Corrente Astral de Umbanda - um agrupamento de Espíritos Superiores atuantes no Governo Astral do Planeta Terra, sob o comando de Jesus Cristo - lança o vocábulo Umbanda em várias localidades do nosso país. Em determinados cultos mediúnicos então praticados, começou a surgir a manifestação de entidades que se apresentavam como índios ou caboclos. Tais Entidades diziam que haveria "um movimento novo, que iria se espalhar por todo o Brasil, trazendo esperança, secando lágrimas, espargindo compreensão, amor, acendendo a Fé, centelha divina que de há muito se apagara em muitas infelizes criaturas" (Trindade, 1991).
Nos primórdios do Movimento Umbandista, mais precisamente em 1893, vale ressaltar a manifestação de uma Entidade que se denominou Caboclo Curuguçu - que significa "O Grito do Guardião". De acordo com Pai Tomé, essa Entidade era "um antigo mago negro que abandonou as práticas sombrias e voltou-se para a luz. Durante quinze longos anos, manifestou-se nos candomblés, batuques de terreiro, adjuntos da Jurema, culto de nações e uma infinidade de terreiros, ditos de nagô e gêgê ou do Congo e Angola, preparando com grande sacrifício a chegada do Caboclo das Sete Encruzilhadas que iria implantar o movimento de Umbanda" (Feraudy, 2004).
O CABOCLO DAS SETE ENCRUZILHADAS
No dia 15 de Novembro de 1908, após ter vivenciado fatos considerados sobrenaturais durante vários dias, um jovem chamado Zélio Fernandino de Moraes, de apenas 17 anos e membro de uma família tradicional do distrito de Neves, foi levado a uma sessão espírita na sede da Federação Espírita de Niterói (Trindade, 1991).
Assim que sentou-se à mesa, Zélio foi tomado por uma força estranha à sua vontade e disse: "Aqui está faltando uma flor!". Ele saiu da sala, retirou uma flor do jardim e colocou na mesa, causando estranheza entre os presentes. Neste momento, ocorreram diversas manifestações de Caboclos e Pretos-Velhos junto aos médiuns. O diretor da sessão considerou tal acontecimento um absurdo e determinou que as Entidades se retirassem.
Em seguida, o Espírito manifestado no jovem Zélio pronunciou as seguintes palavras: "Porque repeliam a presença dos citados Espíritos, se nem sequer se dignaram a ouvir suas mensagens. Seria por causa de suas origens sociais e da cor?". Ao pedirem que se identificasse, a Entidade disse que "se querem um nome, eu sou o Caboclo das Sete Encruzilhadas, pois para mim não existem caminhos fechados!".
Um vidente constatou que, apesar de se identificar como um Caboclo, a Entidade se apresentava com vestes sacerdotais. Em resposta, a Entidade explicou que "o que você vê em mim, são restos de uma existência anterior. Fui padre e o meu nome era Gabriel Malagrida. Acusado de bruxaria fui sacrificado na fogueira da Inquisição em Lisboa, no ano de 1761. Mas em minha última existência física, Deus concedeu-me o privilégio de nascer como caboclo brasileiro!". E disse ainda que "amanhã, na casa do meu aparelho em Neves, vou fundar um novo culto, chamado Umbanda, culto em que poderão trabalhar todos sem a menor discriminação!".
Assim, às 20h00 do dia 16 de Novembro de 1908, o Caboclo das Sete Encruzilhadas manifestou-se e foi fundada a primeira Casa de Umbanda, chamada "Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade". O Caboclo ditou as normas para a implantação do trabalho e atendeu a diversos consulentes - pois a Casa estava repleta de curiosos. Ao culto que se formava naquele momento, a Entidade deu o nome de Umbanda, que seria "a manifestação do Espírito para a Caridade!".
Portanto, temos no advento do Caboclo das Sete Encruzilhadas aquele que é considerado o marco inicial da Umbanda no Brasil.
CONCEITO E FUNDAMENTOS
Durante a Segunda Convenção promovida pelo Conselho Nacional Deliberativo da Umbanda (CONDU), realizada no período de 25 a 27 de Agosto de 1978, no Rio de Janeiro (RJ), a Umbanda foi formalmente definida como "manifestação divina, culto de caráter místico-religioso, projetado no plano astral do Brasil com o fundamento na Caridade. Uma vibração de Amor, trazida pelas Entidades Espirituais". Neste mesmo evento, os fundamentos da Umbanda foram estabelecidos como se segue:
A existência de Deus único;
A filosofia religiosa universal;
A existência dos Orixás, entidades evoluídas - Vibrações Cósmicas - e sua atuação nos campos vibratórios da Natureza;
A reencarnação;
A Lei de Causa e Efeito;
A existência de outras vidas, de outros Planos e de outras Linhas de Evolução;
A natureza trina do Homem – espírito, alma e corpo;
A Mediunidade;
A manifestação dos Guias Espirituais, ainda em evolução nos Planos intermediários, e que são os mensageiros dos Orixás;
A prática do Bem.
OS ORIXÁS E AS SETE LINHAS
A Umbanda possui sete princípios espirituais ou energias não-encarnantes chamadas Orixás - palavra que significa "Luz do Senhor" ou "Mensageiro do Senhor" -, cada qual presidindo uma linha. Desta forma, concluímos que a Umbanda possui sete linhas, estabelecidas como se segue:
Oxalá;
Ogum;
Oxóssi;
Xangô;
Yemanjá;
Yori;
Yorimá.
O TRIÂNGULO DAS FORMAS DE APRESENTAÇÃO
As Entidades atuantes na Umbanda apresentam-se através de três formas fluídicas: Caboclo, Criança e Preto-Velho.
Tais formas de apresentação possuem uma interessante mensagem. O Caboclo reflete a simplicidade e a fortaleza moral; a Criança reflete a pureza de coração e a alegria; e o Preto-velho reflete a humildade e a sabedoria. Neste contexto, temos ainda a seguinte distribuição dentro das sete linhas:
Caboclos, nas linhas Oxalá, Ogum, Oxossi, Xangô e Yemanjá;
Crianças, na linha Yori;
Pretos-Velhos, na linha Yorimá.
OS EXUS
O Exu, nas palavras de Pai Tomé, é "o grande agente mágico universal. É o fluido impessoal sem representação-forma, servindo de veículo para toda e qualquer magia" (Feraudy, 2004). Os sete Exus - Chefes de Legião - e suas respectivas correspondências com os Orixás são os seguintes: Exu Sete Encruzilhadas (Oxalá), Exu Tranca-Ruas (Ogum), Exu Marabô (Oxóssi), Exu Gira-Mundo (Xangô), Exu Pomba-Gira (Yemanjá), Exu Tiriri (Yori) e Exu Pinga-Fogo (Yorimá).
O Exu é uma faixa vibratória onde se agrupam Entidades de três graus:
Exus Coroados (ou Chefes de Legião, com os nomes citados);
Exus Batizados (ou Chefes de Falange, com nomes particulares);
Exus "Compadres" e "Comadres".
Os Exus são Entidades responsáveis que atuam na prática do Bem e da verdadeira Caridade, dedicando-se ao combate de trabalhos de magia negra. Com isso, devemos observar que Exu não é uma entidade obsessora ou obstinada no mal, como muitos acreditam. O fato de terem atribuído o nome Exu a entidades deste grau evolutivo é o que possivelmente deu origem à tal crença popular. Na vivência dos terreiros, essas Entidades ainda insistentes em práticas negativas são conhecidas como "quiumbas".
Especialmente, podemos destacar um ensinamento de Pai Tomé sobre o nome Pomba-Gira. Segundo este Espírito, "no culto público que os magos brancos da Atlântida efetuavam nas suas procissões, essa Agente Mágica era representada num estandarte amarelo claro, tendo ao centro uma pomba branca de asas abertas, representando a energia vital de kundalini. A pomba branca representava ainda a pureza e as asas abertas significando que ela voava, estavam em toda a parte (girando), a fim de ensinar os homens, principalmente os Iniciados, a transformar a energia sexual (libido) em energia mental" (Feraudy, 2004).
O SINCRETISMO
Segundo o Caboclo Sete Espadas, o sincretismo "é um fenômeno místico-religioso que visa tornar inteligível um culto que possa ser praticado por vários povos ou grupos étnicos, que até o momento tinham rituais e concepções diferentes" (RIVAS NETO, 1996).
Neste contexto, além de abranger a união de diferentes nações africanas, o sincretismo também trata das associações comumente conhecidas entre os Orixás da Umbanda e os Santos Católicos. Mesmo que se verifiquem algumas diferenças de um terreiro para outro ou de uma região do país para outra, de modo geral as correspondências são as seguintes:
Oxalá - Jesus Cristo;
Ogum - São Jorge;
Oxóssi - São Sebastião;
Xangô - São Jerônimo;
Yemanjá - Virgem Maria;
Yori - São Cosme e São Damião;
Yorimá - São Lázaro.
Naturalmente, os Orixás não são os Santos Católicos, nem os Santos Católicos são os Orixás. O motivo principal desta associação, de acordo com Ramatis, baseia-se no fato de que "os escravos africanos trouxeram para o Brasil, no século findo (XIX), os seus postulados religiosos, ritos, fetiches e cultos bárbaros. Aqui, eles fundiram sua crença primária com o culto católico, na terna devoção ao que também era da preferência do 'sinhô' e da 'sinhá'! Assim, os velhos Orixás, elementais e entidades africanas, fundiram-se numa confusão heterogênea e regional com os santos do hagiológio católico que mais se afinizavam às suas características sobrenaturais!" (MAES, 1996).
REFERÊNCIAS BÁSICAS
FERAUDY, Roger. Umbanda, essa desconhecida: Umbanda esotérica e cerimonial. Pelo Espírito Babajiananda (Pai Tomé). 4. ed. rev. e ampl. Limeira, SP: Conhecimento, 2004.
MAES, Hercílio. Magia de redenção. Pelo Espírito Ramatis. 8. ed. Limeira, SP: Conhecimento, 2000.
MAES, Hercílio. Missão do Espiritismo. Pelo Espírito Ramatis. 6. ed. Rio de Janeiro, RJ: Freitas Bastos, 1996.
PEIXOTO, Norberto. Jardim dos Orixás. Pelo Espírito Ramatis. Limeira, SP: Conhecimento, 2004.
PEIXOTO, Norberto. Samadhi. Pelo Espírito Ramatis. Limeira, SP: Conhecimento, 2002.
PEIXOTO, Norberto. Vozes de Aruanda. Pelo Espírito Ramatis. Limeira, SP: Conhecimento, 2005.
RIVAS NETO, Francisco. Lições básicas de Umbanda. 2. ed. rev. e ampl. São Paulo, SP: Ícone, 1994.
RIVAS NETO, Francisco. Umbanda: a proto-síntese cósmica. 3. ed. rev. e ampl. São Paulo, SP: Ícone, 1996.
SILVA, Woodrow Wilson da Matta e. Umbanda de todos nós. 9. ed. São Paulo, SP: Ícone, 1996.
TRINDADE, Diamantino Fernandes. Umbanda e sua história. São Paulo, SP: Ícone, 1991.
TRINDADE, Diamantino Fernandes. Umbanda: um ensaio de ecletismo. São Paulo, SP: Ícone, 1994.
Autor:       Centro Espírita São Geraldo

Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei



sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Amaci o Batismo na Umbanda


O Amaci  é um ritual de muitas religiões afros, vamos falar sobre o Amaci na umbanda, onde anualmente os médiuns iniciantes e os mais antigos da corrente devem passar por ele, porém para o iniciante o banho será um, e para o médium coroado será outro. Este ritual tem a finalidade de preparar o médium para receber as energias vibrantes do terreiro, além de oferecer ao filho de fé a limpeza de seu campo áurico, bem como confirmar as entidades trabalhadoras da coroa daquele médium.



Também visa propiciar ao médium maior contato com seus Orixás de Coroa, pois que para seu preparo será de praxe, que o dirigente do templo colha as ervas de todos os Orixás, uma de cada pelo menos, e coloque-as quinadas dentro do preparo que será feito com as quatro águas (mar, cachoeira, chuva e fonte/mineral), com 3 (três) dias de antecedência à Gira do Amaci.. Em algumas Casas, tem-se por costumeiro incluir bebidas alcoólicas, porém na maioria, trabalha-se apenas com as quatro águas, e as ervas quinadas.

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No ritual, cada médium em fila deve estar trajado de branco e cada um com seu respectivo pano de cabeça, para que após a lavagem da mesma, seja esta protegida pelo pano.

Após o banho ser jogado na cabeça do filho de fé, dois cambonos são os reponsáveis por colocar o pano de cabeça no médium, que em silêncio absoluto, repousará deitado em esteira por mais de 7(sete) minutos, afim de manter-se em harmonia com a energia transmitida. Essa é a regra, destinada para os médiuns iniciantes onde a entidade chefe é responsável por jogar a água no orí do médium, iniciante ou coroado.

No tocante aos médiuns coroados, o Amaci será preparado com as quatro águas, e as ervas de todos os Orixás quinadas, além das favas (sementes/frutos) dos Orixás da Coroa (Pai e Mãe) e do adjunto, perfazendo então a quantidade de três favas, sendo cada uma ralada pelo próprio filho coroado, que após estarem em pó, devem ser misturadas ao Amaci, que permacerá intacto até seu uso, tornando-se então, um banho exclusivo para aquele médium coroado.

Outros maiores cuidados se requerem do médium coroado, como por exemplo o seu resguardo íntimo e suas vibrações no momento de se ralarem as favas, devem ao ralar, aceder 3 (três) velas brancas, sendo uma para o Orixá Pai, outro para a Mãe o a outra para o Adjunto, e ao final da queima, as mesmas devem ser despachadas no mato/mata.

Jogado o preparado sobre a cabeça do médium coroado, o procedimento ser o mesmo, deve-se os cambonos amarrar o pano de cabeça, posteriomente deve-se deitar na esteira e por lá manter-se em concentração e meditação por mais de 7(sete) minutos. Outro ponto interessante e esclarecedor é que o Amaci pode ser jogado da cabeça aos pés.


Importante salientar que tanto para os médiuns iniciantes como para os coroados, será indispensável que a energia do Amaci permaneça no campo áurico por pelo menos 24hs, e não mais de 72hs, sendo portanto recomendado que não se molhe a cabeça nas primeiras 24hs. Terminada a Gira do Amaci, podem os médiuns retirar seus panos de cabeça, salvo aqueles médiuns de incorporação que ao receberem suas entidades, retirarão para um melhor trabalho.

Frisa-se que a Gira do Amaci tem outros fundamentos, que não me compete ao momento a divulgação, tais fundamentos referem-se aos pontos a serem cantados, ao ponto de firmeza que será riscado, ao defumador que nesta gira não será o habitual, além das firmezas outras que uma Casa de Umbanda deve ter nos dias de Amaci.

Um Lindo Ponto cantado no Amaci

Que momento tão bonito
La no rio de Jordão
São João batizou Cristo
e Cristo Batizou João
Fonte: Espada de Ogum
Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei


quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Você é Médium?


Toda vez que se fala em mediunidade, logo se atrela esse conceito a religiões como Espiritismo, Umbanda, Candomblé entre outras, que fazem seus rituais deixando que ocorram manifestações de ligação com o mundo espiritual.
Quando Kardec compilou o Livro dos Espíritos e o Livro dos Médiuns, deu-nos uma noção de como era e como manifestavam-se alguns tipos de mediunidade, como a incorporação, a clarividência, a psicografia etc.
Nos dias de hoje, isso foi ficando muito mais esclarecido mas, creio que alguns conceitos foram deixados de lado com uma visão limitada do que é ser médium.
Em nossos templos, terreiros, em atendimentos, é comum ver as pessoas dizerem: "ah, eu sou médium" e outras ainda: "não, não tenho mediunidade" ou "Eu não sou médium". Mas, a perceção que tive é que, uma vez que tudo faz parte de um Mistério Maior - que é Deus - e que interagimos com diversas formações divinas (formas instintivas ou inanimadas, como vegetais, animais, minerais etc) criadas por Ele e que formam o que chamamos de Natureza, somos todos médiuns.
Todos os seres humanos assim como tudo o que interage nesse contexto da Natureza é médium, pois nós interagimos com tudo ao nosso redor, sendo uma água, uma pedra, uma folha de árvore ou o próprio ar.
Logo, acredito que desenvolver a mediunidade está muito além de uma manifestação em qualquer ritual religioso e sim, é desenvolver a capacidade de interagir de uma forma harmônica e consciente com tudo o que nos cerca - seja o nosso irmão em Olorum (ser humano independente de sua religiosidade), a folha de uma árvore, a energia de uma pedra ou qualquer criação ou manifestação do Divino, pois tudo vem d´Ele e Ele é tudo, manifestando Sua generosidade para conosco e fazendo com que nós desenvolvamos nossas faculdades divinas.
Nós, Umbandistas, temos que nos conscientizar em reformular e agregar o conceito de "ser médium" para que possamos entender e passar aos nossos irmãos essa idéia, de forma que aja uma expansão de nossa visão com relação aos Orixás, aos Nossos guias, aos elementos que usamos, para que, conscientes de que tudo É Olorum, sejamos mais cuidadosos com o que nos cerca.
E isso não serve só para os Umbandistas: afinal, os recursos naturais estão ai, criados por Deus, e são utilizados por todos nós - de formas ritualísticas ou ainda para a própria sobrevivência da nossa espécie.
Baseados então, na raiz em latim da palavra MÉDIUM* (mediu**), concluímos que médium não é uma palavra ou um dom exclusivo de uma religião ou outra, mas sim, uma oportunidade de tudo e todos da Criação interagirem entre si para que ocorra uma evolução em todos os sentidos e para tudo.
Pense nisso! (e deixe seu comentário!)
* médium - Do michaelis.com.br:
mé.dium
sm (lat mediu) Espir Pessoa capaz de estabelecer relações entre o mundo visível e o mundo invisível.
** A raiz latina "mediu": Do tradutor
http://www.tranexp.com:2000/Translate/result.shtml
meio, metade, semi, meeiro
Franz Meier e Fabi Cardoso
Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei

Búzios e Odu a dualidade presente


A intenção não é ensinar as pessoas como jogar; e sim falar sobre a dualidade do búzio e do Odu, o que hoje ainda é ignorado por muitos sacerdotes.
 O ire(sorte aspecto positivo), e o ibi (aspecto negativo) de um mesmo odu deve ser extraído com muito cuidado por que só assim teremos a capacidade de interpretar a verdadeira mensagem contida no jogo.
Esse texto apresenta algumas características do ire  e do ibi constante em todos os odus. A idéia é chamar a atenção que um único odu não pode,como querem alguns, reunir todas as características positivas ou negativas existentes,como na atual  obara mania.

1-okanran    Esu,Sango
IRE- Novo caminho, oportunidade material, progresso.
 IBI- Medo, insegurança, impulsividade.
2-Eji oko    Ibeji,Iya mi
IRE-Nascimento, dualidade, inicio.
IBI-Morte,escuridão,desordem.
3-Ogunda   Ogun Osanyin
IRE-Profissão, construção,força.
IBI-Violencia,desastre,doença,brigas
4- irosun Ogun egun yemonja
IRE-Caminhos abertos, realização,ambição
IBI-Intranqüilidade ,inquietação,arrependimento.
5-Ose  Osun
IRE-Suavidade, ingenuidade , amor,riqueza,riqueza.
IBI- Ilusão, falta de foco, fofoca,curiosidade
6-Obara  Osala osoosi Sango
IRE-Sorte, paciência,habilidade,potencial.
IBI- Inveja, roubo, perda,inquietação.
7-Odi   Oloogun Ede,Osoosi, Esu
IRE-Liderança, persistência, sensibilidade
IBI- Polêmicas, problemas, brigas,traições
8- Eji Ogbe  Obatala,Ifa,yemonja,Obaluwaiye
IRE-Alegria, encanto,felicidade,grandeza,sucesso.,inicio.
IBI- Nervosismo, preguiça, altos e baixos.
9-Osa    Iya mi,Oya,Yemonja
IRE-Viagens, Espiritualidade, Família,mudança.
IBI- Falta de coragem, duvidas, depressão.
10-Ofun  Osala
IRE-Vitória, determinação, realização, paciência.
IBI- Lentidão, desânimo, fraqueza, fragilidade.
11-Owarin Oya Egungun
IRE-Pressa, poder ,  força,Otimismo,realização.
IBI- Perigo ,  acidente, ,violência.
12-Ejila (Iwori),Sango.
IRE-Emprego, dinheiro, negócios, política.
IBI- Avareza processos, loucura.
13- ika  Soponnan,iya mi,Nanã
IRE-Espiritualidade
IBI-  Perigos, doenças,feitiços,morte.
14-Oturupon  iya mi Obalwaiye
IRE- Espiritualidade,  vidência,intuição.
IBI- Doenças, fase negativa miséria.
15- Otura,(Ofun Okanran) Esu,Olookun
IRE- A capacidade de recomeçar rapidamente.
IBI- A falta de Iniciativa,desilusão,decepção.
16-Irete     Ifa,Soponnan,sociedade Ogboni.
IRE-Ligação  com a espiritualidade,o renascimento
IBI-O fracasso ,a morte

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Aruanda na Umbanda

Queridos irmãos vamos falar um pouco sobre Aruanda, ela representa uma enorme cidade de luz etérica que orbita a estratosfera da TERRA, similar a cidades nórdica de ASGARD. ASHAN é uma outra cidade similar a ARUANDA, que órbita da mesma forma a Terra a milhares de anos e representa da mesma forma, um ponto como se fosse um Portal de acesso para o nosso plano.
Onde diversos Guias de Luz e Irmãos da Espiritualidade desenvolvem suas atividades de ajuda a humanidade e a biosfera de uma forma geral. Estas cidades tem a função de dar sustentação aos irmãos que já estão dentro da luz, que ainda tem um grande serviço a prestar a humanidade.
ARUANDA representa o foco direto dos trabalhadores que interagem em todos os planos da Terra, desde o foco humano ate o reino mineral, através de seres que já encarnaram na Terra e tem uma missão de resgate para com a mesma. A atuação de Aruanda possui um ponto de comunicação, que é o foco de interface com os Orixás que estão ligados ao Pai Maior. Aruanda possui uma população media de 7 milhões de Irmãos Espirituais , que estão a serviço da libertação e ajuda a humanidade e aos seres que ainda estão presos no Umbral e nos planos intraterrenos.

Esses 7 milhões de irmãos atuam em diferentes áreas da Terra e se manifestam dentro de muitas linhas para poderem se comunicar com a nossa civilização, a mais conhecida é através do processo mediúnico, onde entidades supostamente desencarnadas estão ajudando as pessoas dentro do espiritismo e espiritualismo, mas existem muitas outras que atuam sobre a humanidade. Aruanda é um local de paz e de trabalho em pró da espiritualidade, além de Aruanda há outras cidades que muito contribuem para com a espiritualidade. Alem disso são as universidades de despertar dos filhos que desencarnam e passam a atuar na Terra através da espiritualidade, para darem continuidade às tarefas de ajuda a humanidade, que estão comprometidos com as hierarquias de amor e de luz do Pai Maior.

Aruanda existe a mais de 4 milhões de anos, mas está sobre a Terra a 475 mil anos, buscando organizar o caos que foi instaurado pelas Falanges de Espíritos Trevosos, que tentaram e ainda tentam combalir os Espíritos de Luz, uma verdadeira Guerra Astral, quando esta guerra iniciou, muita destas cidades como Aruanda, foram totalmente destruídas, todo este poderio das forças negativas se deu por formas de pensamentos trevosos que estavam sendo geradas pelos processos reinantes na Terra naquela época e nos dias atuais.

Cada cidade de certa forma tem uma relação com setores específicos da Terra e com suas culturas, na verdade Aruanda, por exemplo, tem uma ligação muito importante com as antigas culturas do continente e com as cidades da Atlântida, que tinham a ligação com a espiritualidade da época. Assim os povos que passaram a cultuar o espiritualismo, como no Brasil e na África, passaram a ter contato com os irmãos dessa Cidade, que representa um portal de comunicação com o além, o mesmo ocorreu com outras culturas de acordo com suas bases religiosas.

Cada Irmão Espiritual que se manifesta com a humanidade, proveniente dessas Cidades, um total de aproximadamente 33 cidades, é na verdade um enviado da Luz, que dentro de seu plano emocional e intelectual, esta despertando para uma nova realidade e através da ajuda de resgate, que oferece a nós aqui na Terra, acaba também por despertar. Por esse motivo os seres que incorporam, normalmente não falam muito dessas cidades, pois estão proibidos por ser um tema, que a maior parte da humanidade Espírita e ou Espiritualista ainda não aceitaria, assim torna-se apenas uma colônia de desencarnados, mas na verdade na medida em que a entidade é mais iluminada, ela pode esclarecer mais detalhes sobre as mesmas, na medida em que seus discípulos na Terra estejam capacitados a lidarem com essas informações, que na maior parte são surpreendentes.

Todos aqueles que queiram ter acesso a essas Cidades, basta pedir a seus Guias ou Entidades com quem vocês têm contato, para que possam receber uma ajuda para acessar a Cidades. Uma das entidades que tem esse poder de selecionar as pessoas capacitadas a entrar nas cidades etéricas desse gênero é CABOCLO PENA BRANCA e as correlatas linhas de PENA, que estão no alto comando da cidade de Aruanda. As outras cidades podem ser acessadas da mesma forma através dos respectivos Espírtitos de Luz. Para autorizar ou não a um ser humano encarnado a ter acesso a essas cidades, o que vai limitar isso, é na verdade o grau de consciência dessa pessoa. Portanto a chave, mais uma vez, esta no coração de cada um de nós, o que nós somos realmente, pois o cartão de visitas é a nossa emanação de luz e de amor.

Enquanto a humanidade não aprender a amar de verdade e a sustentar esse amor em suas atitudes, ela não poderá se comunicar com o além, pois esse além existe dentro de um plano dimensional de harmonia, que esta muito longe do atual tumulto que a maior parte ainda sustenta. Enquanto a violência existir dentro de cada um de nós, como umas formas de manifestação, não estarão prontas para a comunicação com os verdadeiros Irmãos de Luz.

Outra Versão:

O termo Aruanda, é vibração energéticas de determinada falange espiritual do grupamento de espíritos que operam na Umbanda. Na verdade este nome teve origem em povos da África.

No entanto, a utilização deste nome pelos espíritos trabalhadores da Umbanda não quer dizer que, na verdade, exista uma “Aruanda espiritual”realmente, a não ser para aqueles espíritos que criam estes “locais” no mundo espiritual para si.

Eu darei como exemplo, Pai Benedito de Aruanda. No entanto, isto não quer dizer que ele vive na “Aruanda espiritual”.
Designar-me desta forma significa dizer que trabalho com a energia da falange espiritual que opera com o padrão vibratório de “Aruanda” e da falange umbandista conhecida como Pai Benedito, que possui características diferentes de, por exemplo, uma conhecida como Pai Joaquim.


Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei

As Folhas e os Orixás


Ataare
Queridos irmãos o aprendizado Yorubá inicia-se no conhecimento, e um dos princípios é sobre as folhas, precisamos relembrar sobre a colheita delas, devem ser dentro de uma fonte energética imantada pelo sacerdote, com conhecimentos de seus poderes, existem folhas diurnas e noturnas, folhas masculinas e femininas, dessa forma seu uso deve ser indicado por um sacerdote, pedir permissão ao Orixá Iroko, em sua retirada da mata ou mesmo quando as ervas são compradas é muito importante.

Da mesma forma como no oráculo de Ifá os (Odù) são organizados dentro de um sistema classificatório, no culto a Osanyin, os vegetais, também, estão inseridos nesse sistema, e devemos considerar o fato que o Orixá assim como as folhas e outros elementos da natureza nascem de uma obra de Olodumare que nós identificamos como odu,essa é a razão por que a mesma folha servem a mais de um Orixá.

Orixá Iroko

Ábèbè Òsún = Erva Capitão
Abéré = Picão Preto
Ábitólá = Cambará
Àfòmón = Erva de Passarinho
Àgbá = Romã
Àgbàdó = Milho
Àgbaó = Imbaúba
Agbéye = Melão D'Água
Àgbon = Coqueiro
Àgogo = Figueira do Inferno
Àjóbi, Àjóbi Oilé, Àjóbi Pupá = Aroeira Comum, Aroeira Vermelha
Àjóbi Funfun = Aroeira Branca
Akan = Cará Moela
Akòko = Acoco
Jokonije = Jarrinha
Alékèsì = São Gonçalinho
Àlùbósà = Cebola
Àlúkerésé = Dama da Noite
Àlùmóm = Boldo Paulista
Àmù = Sete Sangrias
Apáòká = Jaqueira
Àrìdan = Aridan
Àrùsò = Alfazema
Àsíkùtá e Efin = Malva Branca
Ata = Pimenta Malagueta
Ataare = Pimenta da Costa
Atopá Kun = Arruda
Àtòrìnà = Sabugueiro
Awùrépépé = Agrião do Para, Pimenta D'Água
Bàlá = Taioba
Balabá = Lirio do Brejo
Bánjókó = Bem me Quer
Bàrà = Melancia
Bejerekun = Pindaíba
Bujè = Jenipapeiro
Dandá = Junquinho
Dankó = Bambu
Efínfín = Alfavaca
Efínrín Kékéré = Manjericão
Ègé = Mandioca
Ègúsi = Melão
Èkèlegbara = Perpétua
Ekun = Sapê
Elégédé = Abóbora
Èpà = Amendoim
Eré Tuntún = Levante
Eró igbin = Erva de Bicho
Èsìsì = Urtiga
Etába ou Asá = Tabaco
Étipónlá = Erva Tostão
Ewé Bàbá = Boldo
Ewé Bíyemí = Quebra Pedra
Ewé Boyí = Bétis Cheiroso
Ewé Gbúre = Bredo
Ewé Idá Òrìsà = Espada de São Jorge
Ewé Inón = Folha Fogo
Ewé Isinisini =  Mastruz
Ewé Iyá = Pariparoba
Ewé Kúkúndùnkú = Batata Doce
Ewé Lárà Funfun = Mamona
Ewé Lorogún = Abre Caminho

Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Hoje vou rezar pela Africa


Pai Oxalá, Bendito seja seu nome e bendito é o pão nosso de cada dia, dai as crianças africanas um pedaço dele meu pai, sacia-lhes a fome do corpo, conduz seus passos em busca do amor, e apare em seus braços essas crianças.
Perdoai nossas ofensas, mesmo que pouco fazemos a essas anjos pequenos, mas ofendemos sim meu pai a nós mesmos quando nada fazemos para mudar o rumo dessas crianças

Não nos deixe cair em tentação meu pai, nossa mesa abundante poderia ser repartida, mas a viagem é longa e de novo cruzamos os braços.

Amém meu Pai Oxalá, mesmo que minha reza se perca nessa escritura Pai, meu coração jamais se perderá na caminhado do bem, na luta contra a dor e a miséria, que o senhor meu Pai, ouça cada pedido destas crianças e coloque sua mão em cada uma meu Pai.

Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Finados é difícil viver sem nossos entes queridos

Finados, dia de reflexão e celebrar nossa convivência com nossos antepassados que nos deixaram no plano físico, mas lembre-se que somente neste plano, pois no plano espiritual estaremos sempre em contato, aqueles que nos deixaram, deixaram lembranças, viveram entre nós, e acreditamos quando houve o desencarne estaríamos permanentemente afastados, mas para os espiritualista não é assim, o laço de união acelera-se muito quando a pessoa desencarna, do plano físico ao espiritual, deixa um vazio dentro de nós, mas quando sente-se a presença daquele que amamos muito em vida, percebemos sua presença sempre, em tudo que nos faz sorrir, pois eles trabalham para isso, para dar alegria a todos que amavam, quando choramos, nossas lágrimas são fluidos de tristeza que mandamos ao encontro deles, neste dia é dia de relembrar, chorar de saudade, mas não de tristeza, dia de pensar em nossas vidas, e como poderíamos agradar quem se foi, lá naquele lugar, tudo é cobrado, então faça hoje algo por você mesmo, pense nas pessoas que aqui ficaram, pense e aja em benefício dos menos afortunados, prepare-se para o dia que você também se for, não tenha medo, pois quando se pratica o bem, não existe sofrimento.

Existe um ponto de Umbanda muito bonito para este dia

Deste mundo para o outro temos a separação
Deste mundo para o outro temos a separação

Quem parte deixa saudades a todos os seus irmãos
Quem parte deixa saudades a todos os seus irmãos

Disse o mestre Messias que quem separou não morreu
Disse o mestre Messias que quem separou não morreu
Deste mundo para o outro temos a separação
Deste mundo para o outro temos a separação


La na vida do espaço vai buscar a tua luz
La na vida do espaço vai buscar a tua luz

Deste mundo para o outro para temos a separação
Deste mundo para o outro para temos a separação


Leia mais sobre Finados



De acordo com pesquisa apresentadas, a comemoração dos mortos, hoje
denominada Dia de Finados, teve origem na antiga gália, no território
europeu.
Era no dia primeiro de novembro que eles celebravam a festa dos espíritos.
Não nos cemitérios - os gauleses não honravam os cadáveres -, mas sim em
seus lares, onde os médiuns, os videntes falavam com as almas dos que haviam
partido.
Eles acreditavam que os bosques, os pântanos eram povoados por espíritos
errantes.
Foi no ano de 998 que o dia de finados começou a ser comemorado nos
mosteiros beneditinos, na França, e se tornou oficial no ano de 1915.
É comum, no dia de finados, a intensa visitação aos túmulos, podendo-se
observar cenas interessantes. Desde os que se juntam sobre os túmulos dos
seus amados, e ali passam o dia, para lhes fazer companhia, como se, em
verdade, eles ali estivessem encerrados, aos que lhes levam comidas e
bebidas, para que se alimentem, como se o espírito disso necessitasse. 
De maneira geral, cristãos, islâmicos e judeus acreditam que após a morte há
a ressurreição. Já os espíritas crêem na reencarnação: o espírito retorna à
vida material através de um novo corpo humano para continuar o processo de
evolução. Algumas doutrinas acreditam que as pessoas podem renascer no corpo
de algum animal ou vegetal. Em algumas religiões orientais, o conceito de
reencarnação ganha outro sentido: é a continuação de um processo de
purificação. Nas diversas religiões, o homem encara a morte como uma
passagem ou viagem de um mundo para outro. 
*Filosofia
*
A sobrevivência do espírito humano à morte do corpo físico e a crença na
vida e no julgamento após a morte já era encontrada na filosofia grega, em
especial em Pitágoras, Platão e Plotino. Já Sartre, filósofo francês,
defendia que o indivíduo tem uma única existência. Para ele, não há vida nem
antes do nascimento e nem depois da morte. 
*Doutrina niilista
*
Sendo a matéria a única fonte do ser, a morte é considerada o fim de tudo 
*Doutrina panteísta* 
O Espírito, ao encarnar, é extraído do todo universal. Individualiza-se em
cada ser durante a vida e volta, com a morte, à massa comum 
*Dogmatismo Religioso* 
A alma, independente da matéria, sobrevive e conserva a individualidade após
a morte. Os que morreram em `pecado' irão para o fogo eterno; os justos,
para o céu, gozar as delícias do paraíso. 
*Budismo* 
O Budismo prega o renascimento ou reencarnação. Após a morte, o espírito
volta em outros corpos, subindo ou descendo na escala dos seres vivos
(homens ou animais), de acordo com a sua própria conduta. O ciclo de mortes
e renascimentos permanece até que o espírito liberte-se do carma (ações que
deixam marcas e que estabelece uma lei de causas e efeitos). A depender do
seu carma, a pessoa pode renascer em seis mundos distintos: reinos
celestiais, reinos humanos, reinos animais, espíritos guerreiros, espíritos
insaciáveis e reinos infernais. Estes determinam a Roda de Samsara, ou seja,
o transmigrar incessante de um mundo a outro, ora feliz e angelical, ora
sofrendo terríveis torturas, brigando e reclamando. Em qualquer um destes
estágios as pessoas estão sujeitas a transformações. 
De acordo com o Livro Tibetano da Morte, existem 49 etapas, ou 49 dias, após
a morte. Os monges oram para que as pessoas atinjam a Terra Pura - lugar de
paz, tranqüilidade e sabedoria iluminada - ou renasçam em níveis superiores. 
Para libertar-se do carma e alcançar a iluminação ou o Nirvana, o ciclo
ignorância, sede de viver e o apego às coisas materiais deve ser abolido da
mente dos homens. Para isso, a doutrina budista ensina a evitar o mal,
praticar o bem e purificar o pensamento. O leigo deve praticar três
virtudes: fé, moral e benevolência. Para eles, todo ser humano é iluminado,
embora não tenha consciência disso. 
*Hinduísmo
A visão hindu de vida após a morte é centrada na idéia de reencarnação. 
Para os hinduístas, a alma se liga a este mundo por meio de pensamentos,
palavras e atitudes. Quando o corpo morre ocorre a transmigração. A alma
passa para o corpo de outra pessoa ou para um animal, a depender das nossas
ações, pois a toda ação corresponde uma reação - Lei do Carma. Enquanto não
atingimos a libertação final - chama de moksha -, passamos continuamente por
mortes e renascimentos. Este ciclo é denominado Roda de Samsara, da qual só
saímos após atingirmos a Iluminação. 
No hinduísmo, a alma pode habitar 14 níveis planetários distintos (chamadosa
Bhuvanas) dentro da existência material, de acordo com seu nível de
consciência. Quando se liberta, a alma retorna ao verdadeiro lar, um mundo
onde inexistem nascimentos e mortes. 
Os hindus possuem crenças distintas, mas todas são baseadas na idéia de que
a vida na Terra é parte de um ciclo eterno de nascimentos, mortes e
renascimentos. 
*Islamismo (Religião Muçulmana)* 
Para o islamismo, Alá (Deus) criou o mundo e trará de volta a vida todos os
mortos no último dia. As pessoas serão julgadas e uma nova vida começará
depois da avaliação divina. Esta vida seria então uma preparação para outra
existência, seja no céu ou no inferno. 
Quando a pessoa morre, começa o primeiro dia da eternidade. Ao morrer, a
alma fica aguardando o dia da ressurreição (juízo final) para ser julgado
pelo criador. O inferno está reservado para as almas `desobedientes', que
foram desviadas por Satanás. No Alcorão, livro sagrado, ele é descrito como
um lugar preto com fogo ardente, onde as pessoas são castigadas
permanentemente. Para o paraíso, vão as almas que obedeceram e seguiram a
mensagem de Alah e as tradições dos profetas (entre eles, os cinco
principais: Noé, Abrão, Moisés, Jesus filho de Maria e Mohammed). No
Alcorão, o paraíso é descrito como um lugar com rios de leite, córregos de
mel e outras belezas jamais vistas pelo homem. 
*Espiritismo* 
Defende a continuação da vida após a morte num novo plano espiritual ou pela
reencarnação em outro corpo. Aqueles que praticam o bem, evoluem mais
rapidamente. Os que praticam o mal, recebem novas oportunidades de melhoria
através das inúmeras encarnações. Crêem na eternidade da alma e na
existência de Deus, mas não como criador de pessoas boas ou más. Deus criou
os espíritos simples e ignorantes, sem discernimento do bem e do mal. Quem
constrói o céu e o inferno é o próprio homem. 
Pela teoria, todos os seres humanos são espíritos reencarnados na Terra para
evoluir. A morte seria apenas a passagem da alma do mundo físico para a sua
verdadeira vida no mundo espiritual. E mesmo no paraíso, acredita-se que o
espírito esteja em constante evolução para o seu aperfeiçoamento moral. 
As almas dos mortos ligam-se umas às outras, em famílias espirituais,
guiadas pela sintonia entre elas. Consequentemente, os lugares onde vivem
possuem níveis vibratórios diferentes, sendo uns mais infelizes e
sofredores, e outros mais felizes e plenos. 
Muitas escolas espiritualistas - não todas - defendem a idéia da
sobrevivência da individualidade humana, chamada espírito, ao processo da
morte biológica, mantendo suas faculdades psicológicas intelectuais e
morais. 
*Igreja evangélica
Como no catolicismo, os evangélicos acreditam no julgamento, na condenação
(céu ou inferno) e na eternidade da alma. A diferença é que o morto faz uma
grande viagem e a ressurreição só acontecerá quando Jesus voltar à Terra, na
chamada `Ressurreição dos Justos', ou, então, aqueles que forem condenados
terão uma nova chance de ressurreição no `Julgamento Final'. Os que morrerem
sem Cristo como seu Deus também receberão um corpo especial para passar a
eternidade no lago de fogo e enxofre. 
*Igreja Adventista do Sétimo Dia* 
Na Igreja Adventista do Sétimo Dia, os mortos dormem profundamente até o
momento da ressurreição. Quem cumpriu seu papel na Terra recebe a graça da
vida eterna, do contrário desaparece. 
*Igreja Batista* 
Crêem na morte física (separação da alma do corpo físico) e na morte
espiritual (separação da pessoa de Deus). Os que, após a morte física,
acreditam ou passam a confiar em Jesus Cristo, vão para o Paraíso onde terão
uma vida de paz e felicidade. Com a morte espiritual, a alma vai para o
Inferno para uma vida de angústia, sofrimento, dor e tormentos. 
*Catolicismo* 
A vida depois da morte está inserida na crença de um Céu, de um Inferno e de
um Purgatório. Dependendo de seus atos, a alma se dirige para cada um desses
lugares. 
A alma é eterna e única. Não retorna em outros corpos e muito menos em
animais. Crê na imortalidade e na ressurreição e não na reencarnação da
alma. A Bíblia ensina que morreremos só uma vez. E ao morrer, o homem
católico é julgado pelos seus atos em vida. Se ele obtiver o perdão,
alcançará o céu, onde a pessoa viverá em comunhão e participação com todos
os outros seres humanos e, também, com Deus. Se for condenado, vai para o
inferno. Algumas almas ganham uma chance para serem purificadas e vão para o
purgatório, que não é um lugar, e sim uma experiência existencial da pessoa.
Quem for para o céu ressuscitará para viver eternamente. Depois do Juízo
Final, justos e pecadores serão separados para a eternidade. Deus julga os
atos de cada pessoa em vida de acordo com a palavra que revelou através de
Seu Filho, com os ideais de amor, fraternidade, justiça, paz, solidariedade
e verdade. 
*Judaísmo* 
O judaísmo crê na sobrevivência da alma, mas não oferece um retrato claro da
vida após a morte, e nem mesmo se existe de fato. 
O judaísmo é uma religião que permite múltiplas interpretações. Algumas
correntes acreditam na reencarnação, outras na ressurreição dos mortos.
Enquanto a reencarnação representa o retorno da alma para um novo corpo, a
ressurreição é definida como o retorno da alma ao corpo original. 
Para os judeus, a lei permite à pessoa que vai morrer pôr a sua casa em
ordem, abençoar a família, enviar mensagem aos que lhe parecem importantes e
fazer as pazes com Deus. A confissão in extremis é considerada importante
elemento na transição para o outro mundo. 
*Candomblé* 
Não existe uma concepção de céu ou inferno, nem de punição eterna. As almas
que estão na terra devem apenas cumprir o seu destino, caso contrário
vagarão entre céu e terra até se realizar plenamente como um ser consciente
e eterno. 
Os cultos afro-brasileiros acreditam que os mistérios da vida e da morte são
regidos por uma Lei Maior, uma força divina que dá o equilíbrio divino ou
eterno. O Candomblé vê o poder de Deus em todas as coisas e, principalmente,
na natureza. Morrer é passar para outra dimensão e permanecer junto com os
outros espíritos, orixás e guias. Trabalha com a força da natureza existente
entre terra (Aìyê) e o céu (Òrun). Nos cultos afros, o assunto de vida após
a morte não é bem definido. 
Na Terra, o objetivo do homem é realizar o seu destino de maneira completa e
satisfatória. Ao cumprir o seu destino na Terra, o ser humano está pronto
para a morte. Após a morte, o espírito será encaminhado ao Òrun, para uma
dimensão reservada aos seres ancestrais, ou seja, eternos. O ser humano pode
ser divinizado e cultuado. Caso o seu destino não seja cumprido, os
espíritos ficarão vagando entre os espaços do céu e da terra, onde podem
influenciar negativamente os mortais. Como não se realizaram plenamente,
estes espíritos estão sujeitos à reencarnação. Já as pessoas vivas que
sofrem as suas influências negativas, precisam passar por rituais de limpeza
espiritual para reencontrar o equilíbrio. 
*Umbanda* 
A Umbanda sofre influências de crenças cristãs, espíritas e de cultos afros
e orientais. Como não existe uma unidade ou um `livro sagrado', alguns
umbandistas admitem o céu e o inferno dos cristãos, enquanto outros falam
apenas em reencarnação e Carma. 
Na Umbanda, morte e nascimento são momentos sagrados, que marcam a passagem
de um estado a outro de manifestação espiritual, morremos para um lado e
nascemos para outro lado da vida, o que nos aguarda do outro lado depende de
nós mesmos. 
A Umbanda explica o universo através de sete linhas, regidas por Orixás. Ao
morrer, a pessoa será atraída por estes mundos espirituais. A matéria é
apenas um dos caminhos para a evolução do espírito. Sendo assim, a morte é
uma etapa do ciclo evolutivo, sendo a reencarnação a base da evolução. O
objetivo maior do nascimento e da morte é a harmonização e a evolução
consciente do espírito. Após morte, o ser humano leva consigo suas alegrias,
sua fé, suas crenças, suas mágoas e suas dores. E terá que lidar com elas,
sempre contanto com o auxílio dos espíritos mais evoluídos que o
recepcionarão no outro lado da vida e o ajudarão na sua adaptação no mundo
espiritual. 
Com a morte do corpo físico, os espíritos bons podem se tornar protetores,
enquanto os maus (espíritos de pouca evolução, devido às poucas encarnações)
podem virar perturbadores. Os mortos (desencarnados) podem ser contatados,
ajudados ou afastados.

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“A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho.”


SIGNIFICADOS QUANTO AO FORMATO DA VELA



 
Cones ou Triangulares: equilíbrio, elevação.
Quadradas: estabilidade, matéria.
Estrela: espiritual, carma.
Pirâmide: realizações matérias.
Cilíndricas: servem para tudo.
Animais: para o seu animal protetor.
Lua: para acentuar sua energia intuitiva.
Gnomo: para seu elemental da terra.
Cone ou Triangulares: simbolizam o equilíbrio. Tem três planos: físico, emocional e espiritual.
Velas Cônicas: são voltadas para cima e significam o desejo de elevação do homem, sua comunicação com o cosmos.
Velas Quadradas: Simbolizam estabilidade na matéria. Seus lados iguais representam os quatro elementos: Terra, Água, Fogo, Ar.
Velas em Formato de Estrela de Cinco Pontas: É o símbolo do homem preso na matéria. Representa o carma.
Velas Redondas: Simbolizam mudança. E a energia mais pura do astral que só a mente superior alcança.