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A real intenção do blog Grupo Boiadeiro Rei não é de plágio, mas sim de espalhar Conhecimento e Espiritualizar...

 
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sábado, 13 de novembro de 2010

Identificar de um modo geral os Sinais da Mediunidade

 
Então vamos passar a identificar, de um modo geral, os sinais
exteriores, os fluídos atuantes e as tendências principais dos
Orixás, Guias e Protetores, através de suas "máquinas transmissoras"
pelas Vibrações ou Linhas, em número de SETE:
LINHA OU VIBRAÇÃO DE ORIXALÁ - Estas Entidades usam roupagem de
Caboclos. São as mais perfeitas nas manifestações. Não fumam, mesmo
no grau de Protetores, e não gostam de ser solicitadas sem um motivo
imperioso além das 21 horas. Suas vibrações fluídicas começam se
fixando pela cabeça, por cima, na altura da glândula pineal e vai até
aos ombros, com uma sensação de friagem pelo rosto, tórax, e certo
nervosismo que se comunica de leve ao Plexo Solar. A respiração faz-
se quase somente pela narina direita, entrecortada de suspiros
longos. O movimento que indica o controle na matéria vem com um
sacolejo quase que geral no corpo.
Falam calmo, compassado e se expressam sempre com elevação,
conservando a cabeça do aparelho(médium), ora baixa ora semi
levantada…
Seus pontos cantados são verdadeiras invocações de grande misticismo,
dificilmente escutados hoje em dia, pois é raro assumirem uma "chefia
de cabeça" e quase nunca uma função auxiliar efetiva (um dos Orixás
Chefes, senão o mais antigo, é o Caboclo Urubatão; o autor, em seu
eterno "peregrinar" em incontáveis "terreiros", teve momentos de
verdadeira "agonia mental" quando era obrigado a
cumprimentar "aparelhos" com "encosto" de Exu, dizendo-se, por
vaidade ou puro animismo, ser aquela entidade. Esta "agonia" era por
ver as tremendas falhas da "representação", vistas e sentidas por
seus próprios companheiros, que olhavam a "cena" divertidos e
irônicos).
Baixam raras vezes e só o fazem a miúdo, quando encontram a
mediunidade de um ou outro em excelente estado mental, e moral.
Seus sinais riscados são quase sempre curvos e formam desenhos de
grande beleza: dão a Flecha, Chave e Raiz.
As entidades apresentam-se invariavelmente calmas, quase não falam,
consultam pouco e não assumem "chefia de cabeça", porém são sempre
auxiliares.
LINHA OU VIBRAÇÃO DE YEMANJÁ - Fazem sentir seus fluídos de ligação
pela cabeça, braços e joelhos. Balançam o corpo do aparelho (médium)
suavemente, levantando os braços em sentido horizontal, flexionando e
tremulando as mãos, arfando um pouco o tórax, pela elevação
respiratória e balançando a cabeça, tomam o controle do médium. Não
dão gemidos lancinantes nem fazem corrupios com um copo de água
seguro pelas mãos no alto da cabeça como se estivessem em exibição
circense.
Gostam, isso sim, de trabalhar com água salgada ou de mar, fixando
vibrações, porém serenos sem encenações. Suas preces cantadas
ou "pontos" tem o ritmo triste, falam sempre no mar e em Orixás de
sua linha. Seus pontos riscados são de contornos longos e dão a
Flecha, a Chave e a Raiz.
LINHA OU VIBRAÇÃO DE YORI - Essas entidades, altamente evoluídas,
externam pela máquina física, maneiras e vozes infantis, mas de modo
sereno, às vezes apenas um pouco vivas. Nunca essas ridicularias,
onde certos "cavalos", usando e abusando do chamado Dom "consciente",
expelem seus subconscientes atulhados de supertições e vícios de
origens, com gritos e " representações fúteis."
Atiram seus fluídos sacudindo ligeiramente os braços e as pernas e
tomam rapidamente o aparelho pelo mental.
Gostam quando no plano de Protetores, de sentar no chão e comer
coisas doces, mas sem desmandos.
Dão consultas profundas e são os únicos que adiantam algumas
provações que ainda temos que passar, se insistirmos nisso. Tornamos
a lembrar, isso, apenas se estiverem em aparelhos(médiuns) de
excelente grau mediúnico.
Suas preces cantadas falam muito em Papai e Mamãe do Céu e em mantos
sagrados. São melodias alegres, umas vezes, tristes , e não esses
ritmos estilizados que é comum ouvirmos.
Seus pontos riscados são curtos e bastante cruzados pela Flecha,
Chave e Raiz.
LINHA OU VIBRAÇÃO DE XANGÔ - Essas entidades usam a forma de
Caboclos, e se entrosam no Corpo Astral de maneira semibrusca,
refletindo-se em arrancos no físico; suas vibrações atingem logo o
consciente do aparelho (médium), forçando-o do tórax a cabeça, em
movimentos de meia rotação e pela insuflação de suas veias do
pescoço, com aceleração pronunciada do ritmo cardíaco, na respiração
ofegante, até normalizarem seu domínio físico.
Emitem não um urro histérico alucinado que traduzem como "KA-Ô",
acentuando as sílabas, e sim uma espécie de som silvado, da garganta
para os lábios, que parece externar o ruído de uma cachoeira ou de um
surdo trovejar…
Não gostam de falar muito. Seus pontos cantados são sérias
invocações, de imagens fortes e podem ser cantados em vozes baixas.
Seus pontos de pemba ou sinais riscados fixam o mistério da Flecha,
Chave e da Raiz.
LINHA OU VIBRAÇÃO DE OGUM - Têm a forma de Caboclos. Estas entidades
vibram também com força sobre o Corpo Astral, fixando seus fluídos
pelas costas e cabeças, precipitam a respiração e tomam o controle do
físico, quando o alteram para um porte desempenado.Geralmente dão uma
espécie de "brado" que, num bom aparelho, se entende bem as duas
sílabas da palavra OG-UM, como invocação à Vibração que o ordena.
Jamais esses brados podem ser confundidos com certos "uivos e
latidos" que se escutam em "alguns" lugares, em pessoas que se dizem
mediunizadas(encorporadas), com esgar e olhos injetados de vermelho,
que indicam bebida alcoólica ou auto sugestão.
Esses espíritos gostam de andar de um lado para outro e falam de
maneira forte, vibrante e em todas suas atitudes demonstram
vivacidade. Suas preces cantadas ou pontos traduzem invocações para a
luta da fé, demandas, etc.
Seus pontos riscados são semicurvos e revelam a força da Lei de Pemba
pela Flecha, Chave e Raiz.
LINHA OU VIBRAÇÃO DE OXOSSI - Têm a forma de Caboclos; os Orixás,
Guias e Protetores são suaves em suas apresentações ou incorporações.
Jogam seus fluídos pelas pernas, com tremores e ligeiras flexões das
mesmas(nesta altura daremos um alerta aos irmãos de todos os graus
que forem aparelhos em função de chefia:é de proporção assustadora
que se observa na maioria dos aparelhos que diz incorporar caboclos,
principalmente de Oxossi , um vício ou uma propensão oriunda do
subconsciente, fortemente influenciado por "conhecimentos externos",
em simularem um aleijão da perna, geralmente a esquerda, como se
todos os espíritos, na forma de caboclos, fossem ou tivessem sido
defeituosos da dita perna. Um Orixá de luz, um Guia evoluído, não
conserva em sua forma astral, essa mazela, que deixou através do
resgate purificador dos erros que geraram aquela encarnação, que
ficou apenas como experiência de uma fase escura de seu passado…
talvez que, um ou outro, no grau de Protetores, por necessidade de
seu próprio KARMA, conserve essa conseqüência, mas daí generalizar o
hábito, não passa de infantilidade, ou então, acham que devem
conservar uma perna flexionada, conforme a tem a imagem de S.
Sebastião, supondo que todos os caboclos são seus enviados e
obrigados a manter a mesma postura…)
Assim, como vínhamos dizendo, essas entidades fluem suavemente pela
cabeça até a posse total ou parcial.
Falam de maneira serena e seus passes são calmos, assim como seus
conselhos e trabalhos.
Suas preces cantadas traduzem beleza nas imagens e na música: são
invocações, geralmente tristes, as forças da Espiritualidade e da
Natureza.
Os pontos riscados são de sinais elegantes, pela Flecha, Chave e Raiz.
LINHA OU VIBRAÇÃO DE YORIMÁ - Essas entidades são verdadeiros magos,
senhores da experiência e do conhecimento em toda espécie de magia.
São os Orixás-Velhos da Lei de Umbanda - São donos dos mistérios
da "Pemba" nos sinais riscados, da natureza e da Alma Humana.
Têm a forma de pretos-velhos e se apresentando humildemente, falando
um pouco embrulhado, mas, sendo necessário, usam a linguagem correta
do aparelho(médium) ou do consulente.
Geralmente gostam de trabalhar e consultar sentados, fumando
cachimbo, sempre numa ação de fixação e eliminação, através de sua
fumaça.
Falam compassados e pensando bem no que dizem. Raríssimamente assumem
chefia de cabeça, mas invariavelmente são os auxiliares dos outros
Guias, ou seja, o "braço-direito".
Seus fluídos são fortes , porque fazem questão de "pegar bem" o
aparelho(médium). Começam suas vibrações fluídicas de chegada,
sacudindo com certa violência a cabeça.
Cansam muito o corpo físico, pela parte dos rins e membros
inferiores, com a posse do aparelho, conservando-o sempre curvado.
Seus fluídos de presença vem como uma espécie de choque nervoso sobre
a matéria e emitem um resmungado da garganta aos lábios, quando se
consideram firmes na incorporação.
Os pontos cantados são os mais tristes entre todos e revela um ritmo
compassado, dolente, melancólico; traduzem verdadeiras preces de
humildade.
Os pontos riscados obedecem a uma série de sinais entrelaçados, as
vezes reto, outros em ângulo. Temos encontrados neles, semelhantes a
certas letras dos alfabetos primitivos ou templários e dão logo os
três sinais riscados expressivos da Flecha, Chave e Raiz.
Outrossim: nas "formas" de pretos e pretas-velhas, existem os que se
apresentam, por afinidade, como um angola, um cambinda, um congo,etc,
e costumam até conservar em sua "forma astral", certa reprodução de
características que identificavam chefia, função,etc, entre os povos
da raça negra, muito comum entre os que são qualificados como
Protetores.
Estas afinidades também são semelhantes nos espíritos que têm a forma
de caboclos, comum aos que possuem ainda o evolutivo de protetores.
Quanto a "forma" ser nova ou velha, não altera a essência da coisa,
pois no fundo, é o mesmo.
Essas são, em síntese, a "milonga" das Três Formas em suas
apresentações na UMBANDA. Somente os SETE ORIXÁS principais de cada
linha são não incorporantes… porém, já o dissemos algumas vezes,
excepcionalmente, conferem suas vibrações diretas sobre UM ou no
máximo SETE aparelhos(médiuns), quando, dos espaços siderais, eles
observam a Lei sendo chafurdada e confundida na idolatria, como o
está sendo nos tempos presentes…
Certa maioria continua "reverenciando" estátuas a granel, de bruxos e
bruxas e de supostas representações de EXU com serpentes, ferrão,
cornos, capas pretas ou vermelhas do suposto DIABO da MITOLOGIA…
Tudo isso, em crescendo assustador e deprimente, pois que, já são
existentes em dezenas e dezenas de "terreiros", sendo cultuados
com "comes e bebes…"
E é então que essas vibrações diretas se fazem ouvir através das
vozes dos pequeninos que se tornam grandes, quando se trata de
recompor as VERDADES PERDIDAS que refletem a própria LEI do VERBO.

Fonte: Arquivo do Grupo Boiadeiro Rei
                                     
Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei

Semana da Umbanda na Mooca em São Paulo dia 15 de novembro de 2010

 

Será realizada em São Paulo de 15 a 21 de novembro a 1ª Semana da Umbanda da Cidade de São Paulo.

Serão diversas apresentações, entre elas show de corimbas,workshops, palestras, fóruns,além da apresentação da querida amiga Liz Hermann e o Congá Vivo produzido por nosso amado Pai Ronaldo Linares.

Venha conosco conhecer e viver um pouco mais da história da nossa Sagrada Umbanda.

Aguardo vocês lá!



Clube da Móoca
Rua Taquari, 635 – Metrô Bresser – Móoca
A partir das 15hs.


















































Paz Amor e Harmonia
Fonte: http://espadadeogum.blogspot.com/
Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei
http://grupoboiadeirorei.blogspot.com/

Natal na Umbanda

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Quisera, Senhor, neste Natal armar uma árvore dentro do meu coração e nela pendurar, em vez de presentes, os nomes de todos os meus amigos.
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Os amigos de longe e de perto.
Os antigos e os mais recentes.
Os que vejo todo dia e os que raramente encontro.
Os sempre lembrados e os que, às vezes, ficam esquecidos.
Os constantes e os intermitentes.
Os das horas difíceis e os das horas alegres.
Os que, sem querer, eu magoei ou, sem querer, me magoaram.
Aqueles a quem conheço profundamente e aqueles de quem não me são conhecidos a não ser as aparências.
Os que pouco me devem e aqueles a quem muito devo.
Meus amigos humildes e meus amigos importantes.
Os nomes de todos os que já passaram pela minha vida.
Uma árvore de raízes muito profundas, e de ramos muito extensos, e para que seus nomes, nunca sejam, arrancados do meu coração.
Para que novos nomes, vindos de todas as partes, venham juntar-se aos existentes.
De sombra muito agradável para que nossa amizade seja um momento de repouso nas lutas da vida.
“Que os momentos alegres de Natal ilumine todos os dias do ANO que se inicia”.
São os meus sinceros votos!!!!
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FELIZ NATAL!!!


Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei
http://grupoboiadeirorei.blogspot.com/

Oxossi e suas Linhas na Umbanda

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Queridos irmãos, quem comanda a Linha de Caboclos é Oxossi do ioruba Òsóòsì, que é um orixá da caça e da fartura. Seu habitat é a floresta, sendo simbolizado pela cor verde na umbanda Sendo assim, roupas, guias e contas costumam ser confeccionadas nessa cor, incluindo, entre as guias e contas, no caso de Oxossi e, também, seus caboclos, elementos que recordem a floresta, tais como penas e sementes. É um caçador tão habilidoso que costuma ser homenageado com o epíteto "o caçador de uma flecha só", pois atinge o seu alvo no primeiro e único disparo tamanho a precisão. Conta à lenda que um pássaro maligno ameaçava a aldeia e Oxossi era caçador, como outros. Ele só tinha uma flecha para matar o pássaro e não podia errar. Todos os outros já haviam errado o alvo. Ele não errou, e salvou a aldeia. Daí o epíteto "o caçador de uma flecha só". A curiosidade e a observação são características das pessoas consideradas filhas de Oxossi, orixá também da alegria, da expansão, que gosta de agir à noite, como os caçadores. São faladores, ágeis e de raciocínio muito rápido. Oxossi é o arquétipo daquele que busca ultrapassar seus limites, expandir seu campo de ação, enquanto a caça é uma metáfora para o conhecimento, a expansão maior da vida. Ao atingir o conhecimento, Oxossi acerta o seu alvo. Por este motivo, é um dos Orixás ligados ao campo do ensino, da cultura, da arte. Nas antigas tribos africanas, cabia ao caçador, que era quem penetrava o mundo "de fora", a mata, trazer tanto a caça quanto as folhas medicinais. Além, eram os caçadores que localizavam os locais para onde a tribo poderia futuramente mudar-se, ou fazer uma roça. Assim, o orixá da caça extensivamente é responsável pela transmissão de conhecimento, pelas descobertas. Por suas ligações com a floresta, pede-se a cura para determinadas doenças e, por seu perfil guerreiro, proteção espiritual e material. Portanto como vermos a seguir os caboclos da Umbanda apresenta todas as características de Oxossi.

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A palavra caboclo vem do tupi kareuóka, que significa da cor de cobre; acobreado. Espírito que se apresenta de forma forte, com voz vibrante e traz as forças da natureza e a sabedoria para o uso das ervas.
Podemos interpretar as entidades de Caboclo, como espíritos que se apresentam na forma de adultos, com uma postura forte, de voz vibrante, que trazem as forças da natureza, manipulando essas energias para trabalhar nas questões de saúde, vitalidade e no corte de correntes espirituais negativas. Seu linguajar pode se assemelhar ao dos indígenas brasileiros, pois tem caboclos que falam na língua tupi-guarani.

Vejamos alguns exemplos de Caboclos de Oxossi: Caboclo Sete Flechas, Caboclo Folha Seca, Caboclo Pena Vermelha, Cacique das Matas, Caboclo Cobra-coral, Cabocla Jurema, Cabocla Jacira, Caboclo Ventania, Caboclo Caçador, Caboclo Pena Branca, Caboclo Arranca Toco, Caboclo Supremo da Montanha, Caboclo Amoré, Caboclo Tupinambá, Caboclo Tupimirim, Caboclo Junco Verde, Caboclo Coqueiro Verde e outros. Na linha de Ogum temos: Caboclo de Lê, Caboclo Sete Matinata, Caboclo Sete Ondas, Caboclo Sete Espadas e mais uma plêiade de espíritos que vêm sob essa vibração. Entre os caboclos de Xangô temos muitos caboclos famo­sos, como Caboclo das Sete Pedreiras, Caboclo Vira-mundo, Caboclo Cachoeira, (que vem como Xangô ou Oxossi), Xangô Kaô, Caboclo Pedra Branca. Caboclo da Pedra Preta etc. Para citar alguns da linha de Oxalá, que dificilmente baixam, temos Caboclo Ubiratan, Caboclo Ubirajara, Caboclo Girassol, Caboclo Ipojucan, Caboclo Guaracy e Caboclo Tupi. Esses caboclos, normalmente, vêm fazendo cruzamento vibratório com outros orixás, especialmente com Oxossi.

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Os caboclos da Linha de Umbanda são verdadeiros médicos naturistas, pois tem um conhecimento enorme sobre as plantas medicinais, prova disso está no conhecimento de ervas que tem o nosso índio brasileiro tão menosprezado e com a invasão do branco perdendo suas origens e seu espaço. Todas as entidades de Umbanda são importantes. Ainda que alguns se orgulhem de serem médiuns de caboclos renomados e tidos como chefes de falange, o que vemos é que quando estão no terreiro, os Caboclos tratam uns aos outros como iguais, mostrando que o que importa é o trabalho espiritual e, como em uma aldeia, tudo é feito em conjunto e com as ordens dos planos superiores.
É também do linguajar de caboclo, que não cai uma folha da jurema (da mata), sem ordem de Oxalá, ou seja, que tudo na vida tem motivo e que nossas ações são registradas na lei de causa-e-efeito, ou lei do karma. Mas isso não significa ficar passivo, esperando o pior acontecer. Os Caboclos também ensinam a termos coragem e a sermos guerreiros na vida, lutando pelo que é justo e bom para todos. No que é possível, os caboclos nos ajudam a entrar na macaia (a mata que simboliza a vida), a cortar os cipós do caminho (vencer as dificuldades) e, se preciso caçar os bichos do mato (vencer as interferências espirituais negativas).
Os caboclos ensinam em seu linguajar simples que o tempo é uma ilusão, ou seja, um produto da mente e que não podemos alterar os fatos perdidos no tempo passado, mas podemos alterar as conseqüências dele em nossas mentes presentes.  Que não esperemos que seja um processo fácil. Os eventos ocorridos no tempo criam conseqüências apenas em nossas mentes e em nenhum outro local mais. Se eu desejo alterar o karma por algum motivo, não vou tentar fazer viagem no tempo, regressão ou tentar descobrir vidas passadas, mas tenho que trabalhar minha mente aqui e agora. As conseqüências do karma negativo em nossas mentes são negativas, e trabalhar isto não é fácil. Quanto mais karma se obteve, mais difícil fica trabalhá-lo. O arrependimento atua no karma da mente local e da mente mundial (inconsciente coletivo, alma do mundo ou karma coletivo). É uma teia kármica. A construção das leis cósmicas (como a lei do karma, que é a principal) é formada por um contexto universal em consonância com todas as consciências do universo. As energias geradas pelo arrependimento agem profundamente na consciência e em seus karmas negativos, atenuando-os e transformando-os. Agem também em todas as consciências do universo, numa ínfima fração de segundo, atenuando a dor destas por cada karma adquirido e arrependido. Neste ponto entra a Teoria do Caos, onde o bater de asas de uma borboleta pode alterar os rumos do universo. 

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Infelizmente, o ser humano não sabe interpretar de forma correta da linguagem dos Caboclos, muitos pela ignorância e pelo desconhecimento, e por não querem estudar, trabalhar e fazer uma auto-avaliação e reforma íntima. Chegam à frente dos Caboclos e querem ouvir aquilo que lhes satisfaz o ego e só sabem pedir, querem seus problemas materiais e até mesmo amorosos resolvidos. Os médiuns trabalhadores da Umbanda, médiuns esses responsáveis, bem o sabem o grande rebanho que são formado por esses nossos irmãos com pouco esclarecimento. É a forma mais comum e popular. É a das massas impensantes, ou massas de manobra espiritual. São vítimas da falta de lucidez espiritual. Exige muitas reencarnações compulsórias e períodos intermissivos, sendo direcionados como ovelhas de um grande rebanho alienado.   Caboclos é energia pura, não se faz necessário que falem muito, basta com que elevemos nosso pensamento a Deus em frente dessas entidades que são donos dos elementares da mata para que nossas necessidades sejam supridas, tanto na saúde como em nossos negócios como nossa vida vista de âmbito geral. Somente evolui aquele que é dotado da religiosidade sincera, pura, prática e efetiva, ou pela caridade (tarefa da consolação) pela qual os Caboclos vêm ensinar a esses irmãos carentes de evolução, doação, honestidade e preceitos morais em todos os âmbitos.
Os caboclos pedem oferendas apenas quando se faz necessário em caso de saúde para suprir e repor energias devido a vazamento da aura. Essas oferendas na realidade são feitas para nós próprios,porque entidades não tem necessidade de ingerir alimentos e são frações de segundos e o nosso organismo absorve essa energia que está faltando para o nosso equilíbrio psíquico e físico.

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As oferendas dos caboclos sãos as frutas, peixes, doces e normalmente envolvidas em folhas de bananeira e mamoneiro, pois as folhas de bananeiras e mamoneiros substituem aos alguidares. Muitos caboclos usam as folhas de cinamomo e suas cascas e com elas feridas são cicatrizadas com uma rapidez que deixa especialistas da área da ciência extremamente abismados. Outra planta, muito utilizada pelos Caboclos é a guanxuma, planta essa muito utilizada no passado para a confecção de vassouras, pois antigamente a maioria dos pátios ou terrenos não eram calçados. As folhas dessa planta em cataplasma é um antibiótico poderoso, seca qualquer tipo de ferida. As raízes dessa planta são utilizadas para infecções nos intestinos e diarréia. A imensidade de plantas curativas existentes que Deus colocou na natureza com sua sapiência dando-as a nós como presentes é imensa. Se o homem se atentasse mais a conhecer a natureza ao invés de destruí-la, muitas doenças consideradas incuráveis já estariam saneadas.  





Para quem vivência o terreiro de Umbanda, que há anos luta as batalhas espirituais e já viu os caboclos vencendo as demandas dos filhos-de-fé, afastando entidades negativas, tratando doenças que a medicina muitas vezes não resolve e dando lições de simplicidade, humildade, coragem e persistência, ouvir ou mesmo lembrar pontos cantados que são orações, traz uma sensação de alegria que enche o coração, renova o ânimo e nos dá a certeza de que estamos no caminho certo. Melhor do que qualquer leitura sobre caboclo é vê-lo incorporado atendendo quem precisa.
Existem variações no entendimento que os umbandistas têm sobre o
que  é o caboclo. As variações são próprias dos terreiros e grau de evolução e cultura de cada local, pois os terreiros de Umbanda são notavelmente plurais, mas há um único  consenso na Umbanda, no fato de que os Caboclos são espíritos de humanos que já viveram encarnados no plano físico e são, portanto, nossos ancestrais. É interessante notar que em alguns cultos, os caboclos são considerados "encantados" e se relacionam com os espíri tos da natureza, recebendo nomes de animais, plantas ou outros elementos naturais. Essa percepção se aproxima das lendas indígenas que narram um tempo em que os animais falavam e viviam em comunhão com os homens, podendo um se transformar no outro.
A Umbanda é uma religião nova que fez 100(cem) anos de existência no dia 15 de novembro de 2008. Nasceu no Brasil com os seus Caboclos, no dia 15 de novembro em 1908, com o Caboclo das Sete Encruzilhadas, porém traz clara em sua essência matizes de outras religiões, filosofias e crenças como: teosofia, cristianismo, cristianismo esotérico, ocultismo, misticismo, eubiose, xamanismo, conscienciologia, rosa-cruz africanismo e espiritismo Kardecista e outras... Por esse motivo, não devemos criticar religiões e sim estudá-las a fim de evoluirmos não só em conhecimento, mas principalmente espiritualmente. Além do que, as entidades usam de nosso potencial afim de também evoluírem. Nunca esqueçam que trabalhamos com entidades de alto desenvolvimento e luz, porém ainda com missão na Terra planeta de expiações.

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Não podemos esquecer nunca que os caboclos têm um conhecimento imenso e nós desconhecemos o grau de experimentação que os mesmos possuem. Apresentam-se como “índios”, mas no sentido de humildade, pois o índio é puro não destrói a natureza, não mata por matar e sim para sobreviver. Não depreda nada, ao contrário agradece aos seus deuses aquilo que Deus lhes dá. As sete linhas de Oxossi são chefiadas pelas seguintes entidades:Urubatão; Araribóia; Caboclo das Sete Encruzilhadas; Peles Vermelhas - Águia Branca;Tamoios – Grajaúna; Cabocla Jurema; Guaranis – Araúna.

Fonte: Arquivo do Grupo Boiadeiro Rei

Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei


sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Entendimento das Sete Linhas de Trabalho

 
Para um melhor entendimento passarei agora as sete linhas de trabalho
da Umbanda:
Linha de Oxalá: Esta linha é regida pôr Jesus Cristo e representa o
princípio da criação, a luz divina que coordena todas as outras. Os
guias principais desta linha são : Caboclo Urubatão de Guia, Caboclo
Ubirajara, Caboclo Aymoré, Caboclo Guaracy, Caboclo Guarany e Caboclo
Tupy. Estes guias são os chefes de falanges, mais existem os demais
guias que pertencem a esta linha e trabalham na caridade, são eles:
Caboclo Pena Branca, Caboclo Águia Branca, Caboclo Tupã, Caboclo
Rompe Nuvem, Caboclo Tamoio, Caboclo Gira Sol e outros. O astro que
rege esta linha é o Sol e tem como guardião o anjo Gabriel.
Linha de Yemanja: Esta linha é regida pôr Nossa Senhora da Glória
como principal mais tem também Nossa Senhora da Conceição, que é
sincretizada com Oxúm, representa a Divina Mãe, a energia feminina e
da natureza da água, a gestação e a fecundação. Os guias principais
desta linha são : Cabocla Yara, Cabocla indayá, Cabocla Estrela do
mar, Cabocla Nanã, Cabocla Sereia do Mar, Cabocla Oxúm, Cabocla
Iansã. Outros guias que trabalham nesta linha são: Cabocla Jandira,
Cabocla Iracema, Cabocla Jupira, Cabocla Jacira, Cabocla da Praia,
Cabocla Juçanã, Cabocla Sete Ondas, Cabocla Estrela Dalva e outras.
O astro que rege esta linha é a Lua e tem como guardião o anjo Rafael.
Linha de Xangô : Esta linha é regida pôr São Jerônimo como principal,
mais, São João Batista, São Pedro e São Paulo, também regem esta
linha como sincretismo de Xangô Kaô e Agodô ou Aganjú. Representa a
Justiça Divina, a lei Kármica, é o dirigente das almas, o senhor da
balança Universal que afere o nosso estado espiritual. Os guias
principais desta linha são : Xangô Kaô, Caboclo Sete Montanhas,
Caboclo Sete Pedreiras, Xangô da Pedra Preta, Xangô da Pedra Branca,
Caboclo Sete Cachoeiras e Xangô Agodô. Outros guias que trabalham
nesta linha são: Caboclo Cachoeira, Caboclo Junco Verde, Caboclo Gira
Mundo, Caboclo Cachoeirinha, Caboclo Sumaré, Caboclo Rompe Montanha,
Caboclo Ventania, Caboclo Rompe Serra e outros. O astro que rege esta
linha é Júpiter e tem como guardião o anjo Miguel.
Linha de Ogum: Esta linha é regida pôr São Jorge representa o fogo da
Salvação, a linha das demandas da fé, das aflições, das lutas e
batalhas. Os guias principais desta linha são : Ogum de Lei, Ogum
Yara, Ogum Megê, Ogum Rompe Mato, Ogum de malê, Ogum Beira Mar, Ogum
Matinada. Outras entidades conhecidas que trabalham nesta linha são:
Ogum Sete Espadas, Ogum Sete Lanças, Ogum Sete Escudos, Caboclo
Timbiri, Caboclo Tira Teima, Caboclo Humaitá, Caboclo Rompe Mato,
Caboclo Araguarí e outros.
O astro que rege esta linha é Marte e tem como guardião o anjo
Samuel. Nesta linha também trabalham os Exus de Umbanda.
Linha de Oxosse: Esta linha é regida pôr São Sebastião, representa o
Caçador das Almas, o mestre que ensina a doutrina e pratica a
catequese dos filhos que o procuram. Os guias principais desta linha
são : Caboclo Arranca Toco, Cabocla Jurema, Caboclo Araribóia,
Caboclo Guiné, Caboclo Arruda, Caboclo Pena Branca e Caboclo Cobra
Coral. Outras entidades que trabalham nesta linha são : Caboclo Pena
Azul, Caboclo Pena Verde, Caboclo Pena Dourada, Caboclo Tupinanbá,
Caboclo Tabajara, Caboclo Sete Flechas, Caboclo Tupiára, Caboclo
Tupiaçú, Caboclo Mata Virgem, Caboclo Rei da Mata, Caboclo Pery,
Caboclo Rompe Folha, Caboclo Paraguassu, Caboclo Arerê, Caboclo
Coqueiro, Caboclo Sete Palmeiras, Caboclo Juremá, Caboclo Folha Verde
e outros. O astro que corresponde a esta linha é Vênus e o guardião é
o anjo Ismael.
Linha de Yori: Esta linha é regida pôr São Cosme e São Damião, é a
linha da Ibejada que são as crianças, representa a alegria, a luz da
espiritualidade, a ingenuidade e lealdade infantil. Os guias
principais desta linha são: Tupanzinho, Ori, Yariri, Doum, Yari,
Damião e Cosme. Outros guias que trabalham neta linha são : Crispim,
Crispiniano, Mariazinha, Zequinha, Chiquinho, Luizinho, Joãozinho,
Paulinho, Luizinha, Ana Maria, Joaninha e outros. O astro que
corresponde a esta linha é Mercúrio, e o guardião é o anjo Yoriel.
Linha de Yorimá: Esta linha é regida por São Lázaro e São Roque
respectivamente sincretizados com Obaluaê e Omolú, é a linha dos
pretos velho ou linha das almas, representa a palavra da lei, a linha
das magias. É composta pêlos espíritos que tem a missão de combater o
mal e todas as suas manifestações. São os Senhores da Magia. Os guias
principais desta linha são : Pai Guiné, Pai Tomé, Pai Arruda, Pai
Congo de Aruanda, Maria Conga, Pai Benedito e Pai Joaquim. Outras
entidades que trabalham nesta linha são : Pai João, Pai Jacob, Vovó
Ana, Vovó Cambinda, Pai Cipriano, Pai Simplício, Tia Chica, Pai
Chico, Pai Miguel, Vovó Catarina, Pai Congo do Mar, Pai Mané, Pai
Antônio, Pai Congo, Pai Moçambique, Pai Zé, Pai Fabrício, Pai Jovino,
Pai Tomás, Vovó Luiza e outros. O astro que corresponde a esta linha
é Saturno e o guardião é o anjo Iramael.
Estas são as Sete Linhas de Umbanda e seus guias principais, existem
outros guias que não foram citados, mais não dá para falar todos os
nomes das entidades que trabalham nas giras da nossa querida Umbanda.

Fonte: Arquivo do Grupo Boiadeiro Rei

Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei

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“A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho.”


SIGNIFICADOS QUANTO AO FORMATO DA VELA



 
Cones ou Triangulares: equilíbrio, elevação.
Quadradas: estabilidade, matéria.
Estrela: espiritual, carma.
Pirâmide: realizações matérias.
Cilíndricas: servem para tudo.
Animais: para o seu animal protetor.
Lua: para acentuar sua energia intuitiva.
Gnomo: para seu elemental da terra.
Cone ou Triangulares: simbolizam o equilíbrio. Tem três planos: físico, emocional e espiritual.
Velas Cônicas: são voltadas para cima e significam o desejo de elevação do homem, sua comunicação com o cosmos.
Velas Quadradas: Simbolizam estabilidade na matéria. Seus lados iguais representam os quatro elementos: Terra, Água, Fogo, Ar.
Velas em Formato de Estrela de Cinco Pontas: É o símbolo do homem preso na matéria. Representa o carma.
Velas Redondas: Simbolizam mudança. E a energia mais pura do astral que só a mente superior alcança.