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quinta-feira, 14 de abril de 2011

Em Defesa da Umbanda... Vamos Refletir!



Divaldo e o “Preto Velho”

Há na internet um áudio com a voz de Divaldo Pereira Franco.
Em que o mesmo se pronuncia a cerca de um espírito que venha a se identificar como “Preto Velho”.
Este é apenas nosso pretexto para uma reflexão que pretende ir além...
Sabemos que Divaldo é Espirita (“kardecista”) dos mais respeitados e também eu o respeito por seu trabalho dentro da Seara Espírita em que é um dos maiores divulgadores, escritores e palestrante.
O áudio em questão pode ser ouvido no site abaixo:





Abaixo está uma passagem deste áudio para uma “reflexão umbandista”:

- Um Espirito que se apresenta para o grupo como “Preto Velho”...pode ser levado a sério?

- Não pode... Este espírito pode ser muito bom, mas é muito ignorante...

[...] - Não meu irmão você foi (um preto velho) você agora não tem cor...



Compreendo que com estas palavras Divaldo fez sua “reflexão espírita-kardecista” apoiada em opinião pessoal e intransferível.

Muito provavelmente o irmão não se deu conta de que, quando um espírito afirma:

“Fui um negro, fui escravo, sofri...” está falando de sua vida passada.

Mas, quando afirma “Sou um ‘Preto Velho’” este espírito está inserido em um contexto determinado dentro da espiritualidade brasileira no geral e umbandista no especifico. Em que não importa o que ele foi e sim como quer se apresentar, logo está distante do apego por raça ou identidade.

Aquele que o recrimina dizendo você não é mais negro nem velho, este sim deve estar apegado, pois a afirmação do outro lhe incomoda ao ponto de desacreditá-lo antes mesmo de ouvir o que tem a dizer.

É triste e ao mesmo tempo é exatamente a mesma postura “espírita”, radical, ortodoxa e pobre de espírito que tiveram os senhores presentes na sessão do dia 15 de Novembro de 1908, quando em sua primeira manifestação o Caboclo das Sete Encruzilhadas afirmou:

“- Não basta fazer diferença na carne e querem levar estas diferenças para além tumulo?”

“-Venho para trazer uma religião em que todos serão aceitos, a quem sabe menos vamos ensinar e com quem sabe mais vamos aprender...”

A postura preconceituosa diante do “Preto velho” se repete até os dias de hoje, com uma linguagem diferente, com argumentos diferentes, com outra roupagem que não permita lhe chamar “discriminação”.

É certo que no “Espiritismo” não se adota a idéia de “formas plasmadas”, “falanges” e recursos de linguagem para criar um ambiente determinado.

Mas qual espírita ou espiritualista realmente estudioso que desconhece “Preto velho” e “Caboclo” como algo específico do contexto umbandista.

Se é do contexto umbandista como avaliar este valor fora de contexto?

Na década de 1970 Chico Xavier já havia respondido a esta mesma pergunta...

No programa “Pinga Fogo”:




“-O Sr. acha que os espíritos que se manifestam em um terreiro de Umbanda, dizendo-se Guias de cura, pretos velhos, índios, caboclos são espíritos da luz...?”

“- Nós respeitamos a religião de Umbanda como devemos respeitar todas as religiões...”

Creio que nos basta o respeito, pois quem deve explicar o “preto velho”, o “caboclo”, “exu”, “pomba gira” etc... somos nós umbandistas, nem os espíritas e muito menos os neo-pentecostais de plantão...

Alan Kardec em seu tempo também ouviu as palavras de um negro velho que havia sido escravo:




PRETO VELHO FALA COM KARDEC

Pouca gente sabe, mas numa das reuniões realizadas na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, Allan Kardec evocou um Espírito que, segundo as terminologias da cultura brasileira,
poderia ser classificado como um “preto velho”. Esse encontro, narrado pelo próprio Kardec nas páginas da sua histórica “Revista Espírita” (Revue Spirite), de junho de 1859, aconteceu na reunião do dia 25 de março daquele mesmo ano. Pai César – este o nome do Espírito comunicante – havia desencarnado em 8 de fevereiro também de 1859 com 138 anos de idade – segundo davam conta as notícias da época –, fato este que certamente chamou a atenção do Codificador, que logo se interessou em obter, da Espiritualidade, mais informações sobre o falecido, que havia encerrado a sua existência física perto de Covington, nos Estados Unidos.
Pai César havia nascido na África e tinha sido levado para a Louisiana quando tinha apenas 15 anos.
Antes de iniciar a sessão em que se faria presente Pai César, Allan Kardec indagou ao Espírito São Luís, que coordenava o trabalho, se haveria algum impedimento em evocar aquele companheiro recém-chegado ao Plano Espiritual. Ao que respondeu São Luís que não, prontificando-se, inclusive, a prestar auxílio no intercâmbio. E assim se fez. A comunicação, contudo, mal iniciada, já conclamou os participantes do grupo a muitas reflexões. Na sua mensagem, Pai César desabafou, expondo a todos as mágoas guardadas em seu coração, fruto
dos sofrimentos por que passara na Terra em função do preconceito que naqueles dias graçava em ainda maior escala do que hoje. E tamanhas eram as feridas que trazia no peito que chegou a dizer a Kardec que não gostaria de voltar à Terra novamente como negro, estaria assim, no seu
entendimento, fugindo da maldade, fruto da ignorância humana. Quando indagado também sobre sua idade, se tinha vivido mesmo 138 anos, Pai César disse não ter certeza, fato compreensível, como esclarece o Codificador, visto que os negros não possuíam naqueles tempos registro civil de
nascimento, sobretudo os oriundos da África, pelo que só poderiam ter uma noção aproximada da sua idade real.
A comunicação de Pai César certamente ajudou Kardec, em muito, a reforçar as suas teses contra o preconceito, o mesmo preconceito que o levou a fazer, dois anos depois, nas páginas da mesma “Revista Espírita”, em outubro de 1861, a declaração a seguir, na qual deixou patente
o papel que o Espiritismo teria no processo evolutivo da Humanidade, ajudando a pôr fim na escuridão que ainda subjuga mentes e corações: “O Espiritismo, restituindo ao espírito o seu verdadeiro papel na criação, constatando a superioridade da inteligência sobre a matéria, apaga naturalmente todas as distinções estabelecidas entre os homens segundo as vantagens corpóreas
e mundanas, sobre as quais só o orgulho fundou as castas e os estúpidos preconceitos de cor.”

fonte: SERVIÇO ESPÍRITA DE INFORMAÇÕES ed. nº 2090 (19/04/2008)

Nota Mestre Azul:

Não obstante, é claro verificar o preconceito que existia da sociedade européia de fato na época do fato narrado. Não me surpreende também, o epiritismo, doutrina derivada da sociedade européia vigente daqueles tempos, e codificada por Kardec, a priori, ter qualquer preconceito com relação a espíritos que diferissem dos moldes por eles preconizados pela era européia contemporânea. Ora, não deveria sequer se dar tamnha ênfase nessa comunicação deveras ordinária por Kardec, haja visto que a única diferença, tratava-se pela origem humilde e racial do espírito comunicante. Seria de mesmo modo, como se a Umbanda se maravilhasse quando um espírito de um nobre europeu fizesse comunicação em uma de suas sessões. Saravá!





Em entrevista com “Pai César” que havia sido negro e escravo, Kardec constata que o mesmo Guarda sentimentos de tristeza e que não gostaria de reencarnar como negro naquele contexto.

Esta é uma diferença crucial entre a identificação de determinada encarnação como escravo e suas reminiscências e o “preto velho” que representa aquele que venceu o sofrimento, não está apegado ao mesmo mas transcendeu e está acima das relações raciais. “Preto Velho” representa a sabedoria do velho, do ancião e o ser “negro” num pais historicamente racista denota que esta sabedoria não é propriedade de grupo algum muito menos de títulos formações, faculdade e diplomas. Esta sabedoria vem por meio da “Escola da Vida”

A única escola que realmente ensina, pois as demais orientam, só a vida ensina.

“Preto Velho” é um grau adquirido por espíritos que se tornaram Mestres nesta Escola.

Voltam para nos ensinar, e em sua forma de apresentação, em seu linguajar, já nos dão dicas preciosas e silenciosas sobre onde estão os valores desta Escola.

A forma em detrimento da forma, a identidade que revela anonimato, a velhice como sabedoria e o silencio como humildade...

Preto Velho chega a ser uma figura “mitológica” moderna quando avaliamos o valor dos mitos e arquétipos, a influencia dos mitos do herói (caboclo) e do sábio (preto velho) assim como do “trikster” (exu). São fundamentais para a compreensão “cognitiva” de nossa realidade, a linguagem simbólica, metafórica e arquetípica é um dos recursos mais fortes e poderosos para ensinar além das palavras e do “nível de conhecimento” de cada um.

A forma de apresentar-se evoca e invoca contextos de valores muito mais profundos que nossos discursos vazios sobre quem você foi em outra vida ou qual seja a nossa doutrina...

Forma Plasmada é “Doutrina de Impacto” ou seja um choque para o arrogante, soberbo e petulante, ter de pedir benção, ajuda e proteção ao “Preto Velho” ou ao “Caboclo”.

Para além da intelectualidade está o efeito doutrinário do contexto dentro de um universo mágico, O Universo Umbanda.

Voltando as palavras de Divaldo:

Devemos considerar que estas palavras são pura diversidade de opinião, erro ou engano doutrinário, de uma interpretação espirita com relação a um valor, símbolo, Umbandista?

Divaldo é ignorante (de nossos valores), preconceituoso ou

suas palavras devem ser válidas dentro do contexto espirita (“kardecista”)?

Até quando vamos ouvir pessoas tão respeitáveis, notórias, formadores de opinião, lideres, mestres, escritores... rotulando e interpretando nossos valores a revelia?

O que podemos fazer?

Para falar sobre os valores de certa religião devo conhecê-la e ouvir como seus adeptos explicam seus fundamentos.

Devo ler seus livros sagrados, acompanhar sua liturgia e me esforçar em ouvir e respeitar como o “outro” explica a sua religião.

Não explico os santos na igreja católica pelo sincretismo de Umbanda.

Não explico a Mitologia Nagô Yorubá por meio do conceito Umbandista.

Não explico o porque do copo de água no espiritismo por meio da Magia dos Elementos.

Não Explico os gênios bons e maus do Islã (sufismo) por meio da direita e esquerda da Umbanda.

Não explico o puja hindu por meio da gira de Umbanda.

Não explico a manifestação pentecostal por meio da incorporação de caboclo.

Não explico a magia da cabala hebraica por meio do ponto riscado...

“Eu” não posso explicar o “outro”.

Posso apenas ouvi-lo e procurar entender ou não.

Quem explica a Umbanda?

Não é o não-umbandista que explica a Umbanda,

São os umbandistas que devem explicá-la,

Ao não-umbandista cabe tentar entender, mas não tentar explicar o que não é seu.





Frente a atual “Diversidade” e liberdade de opiniões dentro o todo a que chamamos Umbanda, em minha opinião se faz necessário e urgente abordar Umbanda pela base comum, pela Unidade, em seus fundamentos universais.

Valores de Base que servem à Unidade Comum da Religião esta que lhe dá identidade.

Qual é a Unidade da Umbanda?

O que é a “Umbanda” para além das “Umbandas”?



Creio que a Unidade é:

“A Manifestação do Espirito para a Prática da Caridade”;

“Aprender com quem sabe mais e ensinar a quem sabe menos”;

“Amor e Caridade”

(Caboclo das Sete Encruzilhadas)



“A Escola da Vida”;

“Coisa Séria para gente Séria”

(Caboclo Mirim)



Religião Brasileira do Caboclo e do Preto Velho;

Religião Inclusiva que absorveu valores diversos;

Religião Mediúnica, Sincrética, Mágistica e Caritativa.



Anunciada e Praticada Historicamente

Por um jovem de 17 anos incorporado por Frei Gabriel de Malagrida...

Assumindo para si a identidade de Caboclo das Sete Encruzilhadas.

Assim como tantos outros assumiram as identidades de Caboclo, Preto velho...

Por opção e não por falta de opção, tenha sido ou não sua identidade carnal.

Se temos uma base, uma unidade, “já há muito estabelecida” para não dizer “codificada”, pois muitos crêem que esta palavra implica estar escrita e engessada.

Então porque tantos insistem em nos interpretar a partir de seus pontos de vista, limitados a suas culturas e/ou credos.

Porque simplesmente não nos perguntam e respeitam nossa resposta a cerca de nossos valores e liturgia?

Assim como respeitamos os valores alheios.

Mas... E sempre tem um “mas”; por outro lado:

Quantos de nós está pronto para responder, argumentar e formar opinião?

O que é preciso para uma mudança de paradigma na sociedade com relação aos nossos valores?

Como fazer a tomada de conhecimento ao senso comum de nossos fundamentos?

O que falta para o “Povo” compreender e respeitar nosso universo religioso?

Talvez a resposta não esteja fora e sim dentro...

Vamos fazer nossa parte... de dentro para fora...

Somos todos formadores de opinião, sem exceção...

Antes de reclamar tanto da ignorância alheia vamos buscar o conhecimento, fundamento e esclarecimento interno.

O respeito deve começar de dentro para fora, quem quer respeito deve se dar ao respeito...

Temos responsabilidade direta no que a sociedade ou parte dela pensa sobre nós e nossos valores...

Só depende de nós, nos prepararmos melhor para preparar... melhor.



“Umbanda Tem Fundamento, É Preciso Conhecer”



Por: Alexandre Cumino

Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei

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“A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho.”


SIGNIFICADOS QUANTO AO FORMATO DA VELA



 
Cones ou Triangulares: equilíbrio, elevação.
Quadradas: estabilidade, matéria.
Estrela: espiritual, carma.
Pirâmide: realizações matérias.
Cilíndricas: servem para tudo.
Animais: para o seu animal protetor.
Lua: para acentuar sua energia intuitiva.
Gnomo: para seu elemental da terra.
Cone ou Triangulares: simbolizam o equilíbrio. Tem três planos: físico, emocional e espiritual.
Velas Cônicas: são voltadas para cima e significam o desejo de elevação do homem, sua comunicação com o cosmos.
Velas Quadradas: Simbolizam estabilidade na matéria. Seus lados iguais representam os quatro elementos: Terra, Água, Fogo, Ar.
Velas em Formato de Estrela de Cinco Pontas: É o símbolo do homem preso na matéria. Representa o carma.
Velas Redondas: Simbolizam mudança. E a energia mais pura do astral que só a mente superior alcança.