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terça-feira, 5 de abril de 2011

O Boiadeiro e a Viola


Um rapaz pra ter gosto na vida,
É preciso ser bom boiadeiro
Tem que ser bem esperto na lida
E no braço ser muito certeiro
Pra fazer uma viagem comprida,
Ter no bolso bastante dinheiro
Ter uma comitiva completa,
Vinte burros e quatro cargueiros
Os peões tem que ser de confiança
Da culatra até na ponteira
É preciso ter muito cuidado
Se for cobiçado não ser prisioneiro...

Tem que usar o chapéu Panamá
A bombacha e a bota gaúcha
No pescoço um bom lenço de seda
Na guaiaca uma boa garrucha
Não fazer desaforo a ninguém
Pra evitar de comer qualquer coisa
No jardim onde a rosa perfuma
Ao li ver de alegria ela murcha
Namorar só com moças bonitas
Que não seja magra e nem gorduchas
É preciso pacar de oração
Prá evitar tentação e malfeitos de bruxas...

Tem que ser cantador de viola
Deixar fama por onde que passa
Na disputa de qualquer torneio
Ser campeão colecionando taças
Ter cuidado com os invejosos
Prá evitar que eles façam trapaças
Não cair em laço de amor
E nem ser fazedor de arruaça
Com os lábios sempre sorridentes
Prá evitar que a viola fracasse
É preciso ter Deus pela frente porque
A serpente sempre lhe faz graça...

Ter cuidados com certos sorrisos
Prá evitar da emboscada e traições
No lugar que você for cantar
Faça sempre a sua oração
Rezar o credo e a Salve Rainha
Bata o pé três vezes no chão
Leve o seu pensamento a Deus
E rezando pede a sua proteção
Conservai sempre a humildade
Ser honesto e ser bom cidadão
Porque nunca pode um boiadeiro
Deixar prisioneiro o seu coração
Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei

Espíritos da Natureza

"Vocês só podem alimentar a vossa vida interior tomando consciência de todas as existências que os circundam. Então, quando estiverem no meio da natureza, pensem em se dirigir aos espíritos que moram ali, como também aos Anjos dos quatro elementos.
Digam a eles: “Benditos sejam, Anjos da terra, da água, do ar e do fogo. Ó vocês, fiéis servidores de Deus, benditos sejam! Sejam benditos vocês também, filhos da natureza, espíritos que povoam as grutas, as florestas, as montanhas, os mares, os lagos, os rios, os ventos, as nuvens, o sol”.
Fazendo assim, muitas entidades chegarão de todos os lugares, e se apressarão em escutá-los, dizendo entre elas que, finalmente, existe alguém que reconhece a existência delas, e que as abençoa. Elas se regozijam, dançam, cantam, e vocês, em troca, receberão algo que os tornará mais vivos e mais fortes."

(Mikahel Aivanhov)
Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei

A Importância do Saudar



O Umbandista respeitoso e religioso deve sempre que entrar em um Centro, Saudar respeitosamente as Forças que sustentam aquele Centro e o próprio médium.
Deve-se no primeiro momento Saudar as Forças dos Srs. Guardiões e das Sras. Guardiãs assentadas na Tronqueira agradecendo a permissão de sua entrada naquela Casa Santa, agradecendo o recolhimento e encaminhamento
de espíritos negativos que é realizado no ato da “simples” saudação, agradecendo a guarda, a força e a proteção que ELES realizam. Em segundo momento Saudar o Congá e o Altar, local Sagrado de um Centro que deve ser respeitado e é onde se
realiza a grande troca de energia, pois todas as Irradiações Divinas
estão sendo projetadas sobre todos aqueles que reconhecem o Poder Divino.
O ato de “Bater Cabeça” não deve ser um “costume”, mas sim uma atitude de reverência diante dos Sagrados Orixás, é nessa hora que comungamos com Oxalá, Oxum, Oxóssi, Xangô, Ogum, Obaluayê e Iemanjá pedindo que mantenha nossos olhos fechados para o ciúme, para o egoísmo e para a inveja, que mantenha nossos ouvidos fechados para a intriga e para a curiosidade que alimenta a fofoca, que mantenha nossos corações
abertos para o amor, para a fé, para a compaixão e para a esperança, que mantenha nossa mente aberta para o discernimento, para a sabedoria e para a paciência, que mantenha nosso espírito purificado e iluminado para que assim possamos servir de “simples” instrumentos de Deus, da Lei e da Justiça. É o momento de agradecer, agradecer e agradecer por essa oportunidade única e excelsa que temos por estar diante do Poder
Divino.
Em terceiro lugar e não menos importante, o médium deve Saudar e tomar a Benção de seu Pai ou Mãe Espiritual. Quando isso ocorre, o “filho” está reconhecendo seu Pai Espiritual como o detentor dos conhecimentos da Lei de Umbanda e como seu orientador, que o conduzirá, sustentará e protegerá dentro da doutrina religiosa Umbandista.
“Tomar a Benção” é um procedimento de reconhecimento de Grau e de respeito à Hierarquia, pois o Pai Espiritual é a voz, é a força, é o representante e o intermediário dos Orixás aqui no plano material e ele é escolhido e preparado pelas próprias Forças Divinas, pois se assim não fosse, não conseguiria sustentar uma gira ou realizar um “simples” desenvolvimento.
Cada Centro tem a sua forma de saudar o Pai Espiritual, mas quando o médium toma entre suas mãos a mão de seu Pai Espiritual, a beija respeitosamente, leva-a até a sua testa e a beija
novamente, este ato representa o desejo de que aquelas mãos preparadas o conduza aos serviços de Deus ajudando-o a adquirir conhecimentos Sagrados.
Ao dizer: “Daí-me Pai, a sua benção” e o Pai Espiritual responder “Seja Oxalá quem lhe abençoe” ele está saudando acima de tudo a Trindade Divina e sendo abençoado por OLORUN ou ZAMBI, POR OXALÁ e pelo ESPÍRITO SANTO.  As mesmas
atitudes devem ser realizadas ao sair do Centro, pois o médium sai do Sagrado para o Profano.

Matéria retirada do Jornal de Umbanda Carismática – JUCA Edição Nº 003 – Outubro 2006
Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei


Xangô Aganju em representação umbandista


Aganju é um orixá relacionado com Xangô, Oxum e Iansã.
Segundo a tradição de Oyó, Aganju é sobrinho de Xangô e filho de Dadá Ajacá, alafim deposto pelo irmão. Quando Xangô caiu, Dadá Ajacá voltou à Oyó e reassumiu como o quarto alafim de Oyó. Após sua morte, o trono foi herdado por Aganju, quinto alafim de Oyó e neto de Oraniã.
Nos mitos, Aganju é às vezes tratado como uma divindade primordial, associado à terra (em oposição à água) e às montanhas e vulcões.
No Brasil, Aganju, ou Xangô Aganju é considerado uma "qualidade" de Xangô enquanto dono das leis e das escritas e padroeiro dos intelectuais, em contraste com Xangô Agodô (o Xangô mais velho, ou o Xangô propriamente dito), que é principalmente o Orixá da justiça e do equilíbrio. É sincretizado com São José (festa em 19 de março) ou São Miguel Arcanjo.
"Xangô Aganju" também representa Xangô como orixá do ar e em sua relação com a mãe Iemanjá, que por ele teria sido violentada, dando origem aos Ibejis. Nesta concepção se misturam o conceito africano de Aganju como orixá da terra e o do seu filho Orungã, o ar, que teria violentado Iemanjá e dado origem a vários outros orixás.
Aganyú Solá, representação cubana
Na santería de Cuba, Aganyú ou Aganyú Solá é tido como pai de Xangô e identificado com São Cristóvão. Seus colares são marrons e suas roupas, vermelhas-escuras. Seus filhos são homens poderosos e violentos, que facilmente se enfurecem, mas são desarmados pela ternura. São amigáveis para com as crianças e vítimas de mulheres de aparência frágil,que sabem como tirar vantagens deles.

 Mitos de Aganju
  • Do consórcio de Obatalá, o céu, com sua esposa, a terra, nasceram dois filhos: Aganju, a terra firme, e Iemanjá, as águas. Da união com Aganju, Iemanjá deu à luz a Orungã, o ar, o espaço entre a terra e o céu.
  • Mas Orungã cresce e se apaixona pela linda e sensual Iemanjá. E da união dos dois, o ar e a água, cresce profundo amor. Mas aflita, Iemanjá um dia se desprende dos braços de Orungan e foge alucinada, desprezando a continuidade daquele amor proibido. Orungan então a persegue, mas, prestes a alcançá-la, Iemanjá se deita. O corpo então cresce e, dos seus seios fartos, nascem dois rios que adiante se reúnem, constituindo uma lagoa. Do seu ventre fértil que se rompe, nascem: Dadá Ajacá, orixá dos vegetais; Xangô, deus do trovão; Ogum, deus do ferro e da guerra; Olocum, deus do mar; Oloxá, deusa dos lagos; Oiá, deusa dos ventos e da tempestade; Oxum, deusa das águas doces do rio Oxum; Obá, deusa do rio Obá; Okô, orixá da agricultura; Okê, deus das montanhas e das pedras; Oxóssi, deus das matas e dos caçadores; Ajê Xaluga, deus da riqueza; Xapanã, orixá da varíola e da saúde; Orum, o sol; e Oxú, a lua.
 Referências
·         Mundo dos orixás [1]
·         The Orishas are Coming: Aganyu [2]
·         Wikipedia (em inglês): Aganju [3]


Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei

Por Que Usamos O Branco?


Dentre os princípios da Umbanda, um dos elementos de grande significância e fundamento, é o uso da vestimenta branca. Em 16 de novembro de 1908, data da anunciação da Umbanda no plano físico e também ocasião em que foi fundado o primeiro templo de Umbanda, Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade, o espírito Caboclo das Sete Encruzilhadas, entidade anunciadora da nova religião, ao fixar as bases e diretrizes do segmento religioso, expôs, dentre outras coisas, que todos os sacerdotes (médiuns) utilizariam roupas brancas. Mas, por quê?.

Teria sido uma orientação aleatória, ou o reflexo de um profundo conhecimento mítico, místico, científico e religioso da cor branca? No decorrer de toda a história da Humanidade, a cor branca aparece como um dos maiores símbolos de unidade e fraternidade já utilizados. Nas antigas ordens religiosas do continente asiático, encontramos a citada cor como representação de elevada sabedoria e alto grau de espiritualidade superior. As ordens iniciáticas utilizavam insígnias de cor branca; os brâmanes tinham como símbolo o Branco, que se exteriorizava em seus vestuário e estandartes. Os antigos druidas tinham na cor branca um de seus principais elos do material para o espiritual, do tangível para o intangível. Os Magos Brancos da antiga Índia eram assim chamados porque utilizavam a magia para fins positivos, e também porque suas vestes sacerdotais eram constituídas de túnicas e capuzes brancos. O próprio Cristo Jesus, ao tempo de sua missão terrena, utilizava túnicas de tecido branco nas peregrinações e pregações que fazia.

Nas guerras, quando os adversários, oprimidos pelo cansaço e perdas humanas, se despojavam de comportamentos irracionais e manifestavam sincera intenção de encerrarem a contenda, o que faziam?

Desfraldavam bandeiras brancas! O que falar então do vestuário dos profissionais das diversas áreas de saúde. Médicos, enfermeiros, dentistas etc., todos se utilizando de roupas brancas para suas atividades. Por quê?

Porque a roupa branca transmite a sensação de assepsia, calma, paz espiritual, serenidade e outros valores de elevada estirpe. Se não bastasse tudo o que foi dito até agora, vamos encontrar a razão científica do uso da cor branca na Umbanda através das pesquisas de Isaac Newton.

Este grande cientista do século XVII provou que a cor branca contém dentro de si todas as demais cores existentes.

Portanto, a cor branca tem sua razão de ser na Umbanda, pois temos que lembrar que a religião que abraçamos é capitaneada por Orixás, sendo que Oxalá, que tem a cor branca como representação, supervisiona os Orixás restantes. Assim como a cor branca contém dentro de si todas as demais cores, a Irradiação de Oxalá contém dentro de sua estrutura cósmico-astral todas as demais irradiações (Oxossi, Ogum, Xangô, etc.).

A implantação desta cor em nossa religião, não foi fruto de opção aleatória, mas sim pautada em seguro e inequívoco conhecimento de quem teve a missão de anunciar a Umbanda. Salve o Caboclo das Sete Encruzilhadas!!!!!

Vestuário Uniforme, Uma Necessidade
Uma das bases trazidas pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, por ocasião da anunciação da Umbanda no plano físico, evento histórico ocorrido em 15/16 de novembro de 1908, em Neves, Niterói – RJ, é a que diz respeito a igualdade.

Sabemos que na atual sociedade, com valores deturpados ou invertidos, é comum as pessoas avaliarem umas as outras, não pelo grau de espiritualidade, moral, caráter e boas ações, mas sim pelo que se apresenta a nível de posses.

Dentro deste contexto, é corriqueiro, embora extremamente falho, valorizar ou conceituar os habitantes deste planeta tendo como base a apresentação pessoal externa do indivíduo, ao invés de se atentar para qualificativos internos. Prioriza-se bens materiais em detrimento das virtudes.

E é justamente por isto que a Umbanda adotou o vestuário uniforme, para que alguns assistentes ainda enraizados em equivocados conceitos não tenham como dar vazão a seus distorcidos juízos de valor.

Assim, quem adentra por um terreiro na esperança de cura ou melhora de seus problemas, jamais terá a possibilidade de identificar no corpo mediúnico, todos com trajes iguais, eventuais ou supostas diferenças intelectuais, culturais e sociais. Não terá a oportunidade de saber se por trás daquela roupa sacerdotal encontra-se um rico empresário, um camelô, ou uma empregada doméstica.

Porque há quem vincule a eficácia de um socorro espiritual tomando por parâmetro o próprio médium através do qual a entidade se manifesta. Se o medianeiro atuasse nas sessões de caridade com trajes civis (comuns), algumas pessoas, que pensam da forma citada, passariam a tentar analisar o grau de intelectualidade, de situação financeira, social etc., pela qualidade do vestuário apresentado pelos médiuns. Então, sacerdotes calçando sapatos de fino couro, camisas e calças de marcas famosas, seriam facilmente identificados e preferencialmente procurados. Outros tantos, humildes na sua apresentação, seriam colocados em segundo plano.

Na Umbanda, Sopro Divino que a todos oxigena, o personalismo ou destaque individual é algo que jamais deverá existir. Somos meros veículos de manifestação da espiritualidade superior, e por isto, devemos sempre nos mostrar coletivamente, sem identificações pessoais ou rótulos. Somos elos iguais de mesma força e importância neste campo de amor e caridade denominado Umbanda.

Os chegam aos Centros para darem passes, sem tomarem banho ou trocarem de roupa, estão ainda impregnados de cargas fluídico-magnéticas negativas, que, por conseguinte interferem no campo áurico e perispiritual dos médiuns, simplesmente acabam pela imposição ou dinamização das mãos passando ao assistente toda ou parte daquela energia inferior que carregam.

Na Umbanda, o uniforme do médium, ou está no vestiário do terreiro, e portanto dentro do cinturão de defesa do mesmo, ou está em casa sendo lavado ou passado, longe do contato direto com as forças deletérias.
As Vestes

As vestes na Umbanda são geralmente brancas, sempre muito limpas, já que este é um dos motivos pelo qual se troca de roupa para os trabalhos. Nunca se deve trabalhar com as roupas do corpo, ou já vir vestido de casa com as roupas brancas. O suor causa uma sensação de desconforto, o que traz uma má concentração e intranqüilidade do médium (sem contar, é claro, com a desagradável situação de uma pessoa que vai tomar passes ou consultar-se, e ficar sentindo o cheiro do suor do médium, que está sempre próximo nos trabalhos).

O branco é de caráter refletor, já que é a somatória de todas as cores e funciona, aliado a outras coisas, como uma espécie de escudo contra certos choques menores de energias negativas que são dirigidas ao médium. Serve, também, para identificar os médiuns dentro de uma casa de trabalhos muito grande. Alem disso, é uma cor relaxante, que induz o psiquismo à calma e à tranqüilidade.

A Roupa Branca (Roupa de Santo)  é a vestimenta para a qual devemos dispensar muito carinho e cuidado, idênticos ao que temos para com nossos Orixás e Guias. As roupas devem ser conservadas limpas, bem cuidadas, assim como as guias (fios de contas), não se admitindo que um médium, após seus trabalhos, deixe suas roupas e guias no Terreiro, esquecidas. Quando a roupa fica velha, estragada, jamais o médium deverá dar ou jogar fora. Ela deverá ser despachada, pois trata-se de um instrumento de trabalho do médium.

Na nossa casa, nas sessões de Umbanda os homens utilizam calça e jaleco, e as mulheres utilizam o balandrau. Nas demais sessões, as mulheres podem usar também jaleco e calça.

O Pano de Cabeça (Torço) – É feito a partir de um pano chamado ojá (a palavra significa “faixa de pano”), de tamanho variável. Existem vários formatos de torço, que podem ter significados diferentes. Por exemplo: o torço com duas pontas (orelhas) significa orixá feminino enquanto o torço com uma ponta só simboliza orixá masculino.

Serve tanto para proteger a coroa do médium conta as energias mais pesadas, como também representa um sinal de respeito dentro de um determinado ritual.

OJÁ
A Toalha Branca (Pano da Costa) – Trata-se de um pano branco em formato de toalha (retangular), podendo ser contornado ou não com renda, fino ou grosso, de tamanho aproximado de 0,50 x 0,80 m. Entre outras coisas, é utilizado para cobrir a cabeça dos médiuns quando estes incorporam Obaluaiê.

Outras Roupas – Em alguns casos, os guias podem solicitar alguma peça de roupa para que usem durante os trabalhos. Podem ser:

Pretos Velhos: toalhas, batas, saia, calça, etc.

Exus: Roupas, lenços, chapéus, jóias, capas, etc.

Caboclos: Cocares, faixas, penas, tiras de couro, etc.

Crianças: Bonés, roupas, laços, toalhas, etc.

Estas peças de roupa serão autorizadas pela dirigente ou pelos guia chefe da casa.

Os Pés Descalços
O solo, chão representa a morada dos ancestrais e quando estamos descalços tocando com os pés no chão estamos tento um contato com estes antepassados.

Nós costumamos tirar os calçados em respeito ao solo do terreiro, pois seria como se estivéssemos trazendo sujeira da rua para dentro de nossas casas.

É também uma forma de representar a humildade e simplicidade do Rito Umbandista.

Além disso, nós atuamos como a pára-raios naturais, e ao recebermos qualquer energia mais forte, automaticamente ela se dissipa no solo. É uma forma de garantir a segurança do médium para que não acumule e leve determinadas energias consigo.

Em alguns terreiros é permitido usar calçados (mas calçados que são usados APENAS dentro do terreiro).

Cabe ressaltar, que a origem desse costume, nos cultos de origem afro-brasileira, é outra; os “pés descalços” eram um símbolo da condição de escravo, de coisa; lembremos que o escravo não era considerado um cidadão, ele estava na mesma categoria do gado bovino, por exemplo.

Quando liberto a primeira medida do negro (quando fosse possível) era comprar sapatos, símbolo de sua liberdade, e de certa forma, inclusão na sociedade formal. O significado da “conquista” dos sapatos era tão profundo que, muitas vezes, eles eram colocados em lugar de destaque na casa (para que todos vissem).

Ao chegar ao terreiro, contudo, transformado magicamente em solo africano, os sapatos, símbolo para o negro de valores da sociedade branca, eram deixados do lado de fora.

Eles estavam (magicamente) em África e não mais no Brasil.

No solo africano (dos terreiros) eles retornavam (magicamente) à sua condição de guerreiros, sacerdotes, príncipes, caçadores, etc.
Brincos, Pulseiras Etc.

Certamente tal tema deixará de “cabelos em pé” parte da coletividade feminina que atua como médium nos vários Templos de Umbanda.

É cientificamente comprovado que dentre as matérias tangíveis encontradas em nosso planeta, os metais (ouro, prata, bronze etc.) constituem-se em substâncias de grande poder magnético atrativo (capacidade de atrair, conduzir e/ou condensar em seu corpo energias dos mais diferentes níveis e tipos).

O importante é que, com esta informação em mente, é bem fácil deduzir-se o que pode ocorrer a um médium que se apresenta como um autêntico cabide de bijuterias ambulante.

É fato que nos trabalhos mediúnico-espirituais, estando incorporados ou não, quase sempre enfrentamos forças de baixo teor vibratório (kiumbas, Formas-Pensamento negativas etc.) que acompanham e turbam a vida de muitas pessoas. Estas, ao serem conduzidas ou procurarem o auxílio de um Templo Umbandista, para verem dissipadas as causas e os efeitos de tais assédios, apresentam seu campo áurico (Aura – Campo Energético) e perispiritual (Corpo Astral) completa ou parcialmente contaminados pelos fluidos hostis das forças supracitadas.

Não obstante os obsessores serem doutrinados e/ou detidos e encaminhados a prisões astrais, e as formas-pensamento serem desintegradas, durante todo o trabalho de assepsia espiritual, resíduos magnéticos destas individualidades tendem a agregar-se aos metais mais próximos, inundando-os com fluidos nocivos, neste caso, os metais que o intermediário utiliza.

Muitos podem estar se perguntando qual o papel das entidades espirituais nesta situação. Bem, elas fazem a parte que lhes compete, cruzando e defumando as guias dos médiuns, solicitando somente o uso de vestimenta branca (cor branca – função refletora/repulsora de eletromagnetismo nocivo), banhos de mar e cachoeira, banhos com ervas, defumações especiais no templo, e uma série de outras providências salutares ao seu “aparelho”.

No entanto, será que há preocupação em se fazer a assepsia de brincos, pulseiras, cordões e outras bijuterias, como colocá-las em um recipiente de barro com água e sal grosso? é claro que não!!!. O que acontece então? paulatinamente tais adereços vão sendo encharcados por cargas densamente negativas, que acabam por jorrar no próprio médium.

Na Umbanda possuímos recursos não só repressivos, mas também preventivos para lidarmos com certas circunstâncias. Não custa nada ao médium, principalmente do sexo feminino, antes de começar o labor caritativo, tirar e guardar os metais que ora utiliza, evitando com isto eventuais efeitos danosos a sua constituição espírito-física.

Fonte: Site Religião Espirita Umbanda

Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei

Uso e Abuso


O uso é bom senso da vida, é o metro da caridade.
Vida sem abuso, consciência tranqüila.
Uso é moderação em tudo.
Abuso é desequilíbrio.

O uso cria a reminiscência confortadora.
O abuso forja a lembrança infeliz.
Saber fazer significa saber usar.
Todos os objetos ou aparelhos, atitudes ou circunstâncias exigem uso adequado, sem o que surge o erro.
Doença – abuso da saúde.
Vício – abuso do hábito.
Supérfluo – abuso do necessário.
Egoísmo – abuso do direito.

Todos os aspectos menos bons da existência constituem abusos.
O uso é a lei que constrói.
O abuso é a exorbitância que desgasta.
Eis porque progredir é usar bem os empréstimos de Deus.

Psicografado pelo Espirito André Luiz

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A Dieta da Alma


Cada dia cresce mais e mais a preocupação e os cuidados com o corpo. Não faltam dietas, seja para emagrecer, engordar, manter o peso, controlar o colesterol, etc. Todas tem um caminho certo: cuidar do organismo através do controle da alimentação, para uma vida mais saudável.

Embora todo o esforço da dietoterapia e das academias seja louvável e necessário, não obstante, eu pergunto: Quem vai cuidar da alma ? Qual a dieta que elimina as “toxinas” de nosso interior e o excesso de “gordura” de nossas emoções?

Na lógica das dietas alimentares, se não cortarmos tudo que é prejudicial para o organismo, seja por excesso e/ou contaminação, não são possíveis saúde e bem estar.

Partindo dessa lógica, eu gostaria de prescrever uma dieta para a alma, à base de cortes radicais que somente serão possíveis através de uma grande força de vontade. Esta força de vontade deve emergir da própria alma e será produzida pela certeza de que é preciso ser feliz. Minha dieta está baseada na eliminação de cinco sentimentos que, enquanto estiverem em nós, produzem uma espécie de “lixo” interior: orgulho – inveja – amargura – vingança – ódio

Toda pessoa orgulhosa é doente e não se dá conta disso. O orgulho, via de regra, conduz ao isolamento social e se fundamenta numa grande ilusão: a de querer ser aquilo que não se é. Todo orgulhoso termina a vida frustrado e sozinho. Eliminando o orgulho, você libera outros sentimentos que tornarão sua vida bem melhor.

A inveja é sempre um atestado de incompetência, além de ser pobreza de espírito. É também a revelação de um péssimo caráter. O invejoso tem um sorriso falso, uma mente doente e geralmente contamina outras pessoas destruindo amizades e relacionamentos. É bom enxergarmos o sucesso dos outros e ajudá-los em suas conquistas, pois neste mundo de Deus há espaço para todos. O invejoso é um fraco.

Toda pessoa amargurada vive sempre com a alma sangrando por dentro, gotejando lágrimas de um eterno sofrer. A amargura, quando cria raízes no coração, produz o ressentimento, o desencantamento da vida, a tristeza contínua que logo é refletida através de um olhar distante e sem brilho, pelo sorriso vazio ou pelo coração fechado para o amor. Quantas pessoas há que não conseguem mais sorrir, perderam completamente a alegria de viver! Como é possível viver feliz com amargura no coração?

Na vida nada é melhor que um dia atrás do outro. Por isso mesmo evite ser uma pessoa de espírito vingativo, pois a vingança é a arma dos fracos, dos que não tem Deus no coração. A vida dá sempre muitas voltas, deixe que ela mesma se encarregará de esclarecer muitas coisas e, por mais difícil que seja, abençoe sempre os que lhe desejam o mal. Aprender a abençoar é também aprender a ser livre.

Por último, não permita jamais que o ódio se instale dentro de você. Ele é uma espécie de tumor maligno em nossa afetividade. Ele é irracional, prejudicial e desnecessário. O ódio é sempre a negação do amor e falta de amor revela a ausência de Deus. Quem odeia, não perdoa e quem não perdoa vive intranqüilo, sem paz e cheio de remorso. O ódio é o câncer da alma!

A vida é um dom de Deus. Viver bem é uma necessidade e também um desafio.

Cuide de seu corpo, elimine tudo que lhe faz mal, mas cuide também de sua vida interior eliminando as “toxinas” e as “gorduras” da alma. Elas adoecem as emoções, deformam a estética de nossa interioridade e produzem muitos males ao longo da vida.

Purifiquem-se!!

Autor Desconhecido
Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei

Os Pedidos dos Guias


Estive pensando muito nas nossas fraquezas. Coisas que vejo tanto dentro quanto fora do campo santo, das quais muitas vezes já me vi fazendo também.

Por vezes nossos guias nos pedem para acender uma vela, comprar uma bebida ou um cigarro específico, o que acho válido, pois essas ferramentas são usadas para ajudar nossos irmãos ou até a nós mesmos. E nunca é exigido marca nenhuma. Por exemplo, uma vez me foi pedido uma garrafa de whisky, quando questionei qual o guia preferia, ele só me respondeu: qualquer uma, desde que seja algum que você beba.

Por causa desses pedidos, eu vejo alguns irmãos questionando a necessidade disso, ou, muitas vezes, a credibilidade do guia. Tenho cansado de ouvir: “não espere por isso, se você esperar ninguém faz”. Concordo em partes. Claro que deve haver interesse pessoal de cada um, mas deixar de acreditar na palavra de um guia de luz, isso nunca vai acontecer. E a cada dia que passa eu tenho mais provas de que estou caminhando na estrada certa. Vejo o retorno que meus irmãos e o pessoal que nos procura tem. Nada demais, nenhum milagre. Claro que tudo precisou do empenho pessoal de cada um em seu referido caso, mas sempre amparado pelas palavras e pela energia do guia.

Eu fico particularmente muito satisfeito em saber que nossos irmãos estão sendo ajudados. Nunca me passou pela cabeça questionar as atitudes, as palavras ou os pedidos de cada guia. Apenas acredito que tudo deve ser feito de coração, sabendo que nosso caminho é decidido por nós mesmos (o livre arbítrio), mas sempre amparado pelos nossos guias. O amor incondicional de Deus e de nosso pai Oxalá é manifestado através deles também. Claro que temos que passar pelas nossas provações, ter nossas dificuldades, mas nunca nenhum problema é grande o suficiente para não ser resolvido.

Uma vez eu vi em um DVD de uma banda católica, um trecho em que um dos músicos faz o seguinte comentário: “De que adianta ter fé, se ainda assim temos o sofrimento? Adianta que quando a dor, o sofrimento, a tristeza passa por você, pela sua casa, pela sua família, ela bagunça tudo, leva muita coisa, mas deixa as pedras pra você reconstruir, deixa o teu Deus”.

Meus irmãos, essa é a resposta que eu dou para quem questiona os pedidos dos nossos guias: Fé!

Que pai Oxalá abençoe a todos!!!

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Tentando Explicar o Trabalho de Exu na Umbanda


Há que se entender de uma vez por todas que Umbanda e Candomblé são religiões absolutamente distintas, que guardam muito mais diferenças do que semelhanças.
        É como querer comparar a religião Católica com a Evangélica. Existem semelhanças? Sim como, por exemplo, os nomes de alguns Orixás, mas a forma de entendimento do que seja Orixá e principalmente a forma de culto a esses Orixás é absolutamente diferente.
        Com Exu não poderia ser diferente. O Candomblé o entende como sendo Orixá ou ainda nas palavras de Pierre Verger:
         "Exu é a figura mais controvertida dos cultos afro-brasileiros e também a mais conhecida. Há, antes de mais nada, a discussão se Exu é um Orixá ou apenas uma Entidade diferente, que ficaria entre a classificação de Orixá e Ser Humano. Sem dúvida, ele trafega tanto pelo mundo material (ayé), onde habitam os seres humanos e todas as figuras vivas que conhecemos, como pela região do sobrenatural (orum), onde trafegam Orixás, Entidades afins e as Almas dos mortos (eguns)."
        Como a nossa discussão não diz respeito as interpretações do Candomblé, visto se tratar de outra religião, nos ateremos a Umbanda onde Exu não é Orixá. Não é Orixá porque Orixá é energia emanada de Zambi (Deus), representada na terra através das Forças da Natureza. Orixá é potencia de Luz.
           Na Umbanda a origem de Exu está em função da necessidade de existirem guardiões, encaminhadores e combatentes das forças trevosas. Trabalho básico da Umbanda. Por isso se diz que "Sem Exu não se faz nada". Isso não porque Exu não deixa, porque é vingador, traíra ou voluntarioso como querem fazer pensar algumas lendas sobre Exu, mas sim porque não há como combater forças trevosas sem defesa e proteção.
           Então pode vir a pergunta: "Então nossos guias (caboclos e pretos velhos) não nos protegem e defendem?" Claro que protegem e defendem, entretanto cabe a Exu o primeiro combate, o combate direto contra as energias que circulam no Astral Inferior. Esta é a especialidade de Exu, pois conhece profundamente os caminhos e trilhas desse ambiente energético. É a sua função primeira, assim como a dos Caboclos e Pretos Velhos é a de nos orientar e aconselhar.
           Tudo na Umbanda é organizado, coerente e lógico.
           Tendo isso em mente, um segundo mito a ser desfeito diz respeito a confiabilidade de Exu. Como disse anteriormente, Exu não é traíra! Qual a lógica de Orixá e entidades de luz o colocarem como guardião, defensor se ele fosse "subornável", se ele não fosse confiável?
            Seguindo o mesmo raciocínio outro mito que não tem base alguma é "Exu tanto faz o mal quanto faz o bem e depende de quem pede. Nós é que somos os maus na história". Não existe "defesa" pior para Exu do que esta, pois trata-se de outra incoerência! Se uma criança sabe diferenciar o bem do mal, como Exu, conhecedor de segredos de magia, manipulador de magia, defensor, combatente de forças trevosas possa ser tão imbecil a ponto de não diferenciar o bem e do mal e o que é pior trair a confiança de Caboclo e Pretos Velhos? E ainda por cima não ter nenhum tipo de aspiração evolutiva, ou seja, ficar sempre entregue a mercê de nossa vontade nunca aspirando evoluir?
            Aí vem outra pergunta: "Mas eu fui num terreiro e disseram que o trabalho contra mim foi feito por um Tranca Ruas". Resposta: o trabalho foi feito por um obsessor se passando por Tranca Ruas. Aliás, obsessor se passa por tudo, inclusive por enviado de Orixá, como Caboclo e Preto Velho.
            E por que isso acontece? Por causa de médiuns invigilantes. Médiuns pouco compromissados com o Astral Superior, médiuns e dirigentes ignorantes. Médiuns e dirigentes que buscam os terreiros de Umbanda para satisfazer as suas baixas aspirações, como válvulas de escape para fazerem "incorporados" o que não tem coragem de fazer de "cara limpa"! Médiuns de moral duvidosa que gritam, xingam, bebem, dançam de maneira grotesca para uma casa religiosa e imputam a Exu esses desvarios. Caso estejam realmente incorporados estão na realidade é sofrendo a incorporação de kiumbas (que são espíritos moralmente atrofiados ou que buscam apenas tumultuar o ambiente). Nunca um Exu ou Pomba Gira de verdade irá se prestar a um papel desses.
            Outro ponto que gera muita confusão diz respeito a incorporação de Exu, pois já ouvi a pergunta: "Se ele é guardião, quando está incorporado não está "guardando" nada." Novamente a lógica e a coerência devem falar mais alto do que a ignorância e a incredibilidade.
O Exu Guardião não é o que incorpora nos terreiros. Os que incorporam são Exus de Trabalho (como eu costumo chamar), de defesa pessoal do médium. Esses Exus também participam dos trabalhos junto aos Exus Guardiões e Amparadores no combate as forças do Astral Inferior, mas os Exus de Trabalho tem um outro tipo de compromisso que é com a Banda do médium e para com a Casa a qual o médium está. Por isso respeitam o templo religioso e não induzem o médium a embriagues, algazarra ou a comportamentos chulos e deselegantes.
            São espíritos de luz em busca de evolução. Que estão altamente compromissados com as esferas superiores, com os guias e protetores do médium e com toda a egrégora de luz da Casa na qual o médium está inserido. Trabalhando diretamente com esta egrégora eles auxiliam no combate e encaminhamento dos espíritos que são atraídos pela corrente de desobsessão do terreiro que fazem parte. A exemplo de Nossa Casa os Exus de Trabalho de cada médium participam diretamente dos trabalhos realizados pela Corrente de Desobsessão e Cura de Caboclo Pena Branca.
            Entretanto, cabe lembrar, que o estágio evolutivo de Exu de Trabalho está abaixo de Caboclo e Pretos Velhos. Isso não significa que não sejam evoluídos apenas encontram-se num estágio abaixo. Sua energia é mais densa. Conseqüentemente a sua vibração ou energia de incorporação está mais próxima (ou mais similar) a vibração de terra, exigindo do médium um nível de elevação diferenciado do que quando vai incorporar um Caboclo ou Preto Velho ou até mesmo outro enviado de Orixá. Ou seja, quando o médium se prepara para a incorporação, ele tem que se concentrar e elevar a sua própria vibração, enquanto a entidade incorporante baixa a sua. Quanto mais evoluída for a entidade incorporante, mais sutil é a sua energia e mais exigirá do médium concentração e elevação para a incorporação.
            Outro aspecto a ressaltar é que esse estágio evolutivo não impede Exu de trabalhar conjunta e harmoniosamente com entidades mais evoluídas, até porque além de trabalharem sob as suas ordens, ou seja, sob as ordens de enviados de Orixá, a questão "hierarquia" é muito bem resolvida no Astral Superior. Lá não existem "disputas" pelo "poder" ou se questiona quem "manda". Todos estão conscientes de seus papéis e do trabalho que precisa ser realizado, além de trabalharem com um mesmo objetivo, a Caridade!
            A palavra de ordem de Exu é "compromisso"! Por tudo isso ele não é e nem nunca foi traidor ou do "mal".

Sobre a Incorporação de Exu

             Exu e Pomba Gira quando incorporados em seus médiuns, podem se apresentar de duas maneiras básicas: alegres ou sérios. Mas mesmo na alegria não há desrespeito ou comportamentos inadequados a um templo religioso.
            E ainda vou mais longe, e o que vou dizer agora visa justamente desmistificar outro mito ligado a Exu. Quando o Exu é deselegante o médium também o é, só que disfarça quando não está "incorporado".
            Esse médium invigilante e portador de moral duvidosa ao receber a energia de incorporação de Exu (que começa a se dar através da aproximação do mesmo), por ser uma energia bastante similar a nossa e justamente por estar mais próxima a crosta terrestre, onde o combate com o Astral Inferior se dá, passa a dar vazão aos seus sentimentos menores, influenciando e interferindo diretamente na incorporação do Exu, que assiste a tudo desconsoladamente. Transferindo para Exu sentimentos e comportamentos que são seus.
            Isso não chega a ser mistificação, ou seja, fingimento, porque existe a energia de Exu ao lado ou perto do médium. A mistificação envolve o fingimento puro e simples, sem envolvimento de energia ou proximidade de entidade alguma. Mas trata-se de animismo.
            A incorporação de Exu e Pomba Gira envolve a manipulação energética de chacras inferiores, e o que acontece no caso descrito acima é que o médium deliberadamente utiliza mal essa energia. Digo deliberadamente, porque isso envolve intenção, moral e mal aproveitamento da energia de Exu.
            Com a continuidade da insistência do médium em se utilizar dessa energia para a manifestação de seus desejos e aspectos menores, em pouco tempo há a queda do médium... O Exu se arranca e fica o que? Kiumba que assume o nome do Exu e aumenta os desvarios... E o médium não percebe porque no fundo usa a influência do kiumba (aliás, um usa o outro) para brigar com a mulher, encher a cara de cachaça, falar palavrão, fazer pedidos de oferendas nas encruzilhadas da vida, matança de animais e outras aberrações.
            Cabe a direção da Casa coibir veementemente esses comportamentos no seu nascedouro, ou seja, no médium e assim que começam acontecer. Chamando-o a realidade, orientando e desestimulando atitudes desse tipo. Tentando recuperar o médium. Mas se for o caso não deve pestanejar em tomar medidas drásticas para a solução do problema.

Sobre a capacidade de manipulação energética de Exu

             Voltando a questão energética de Exu, já falamos que ele é um grande manipulador de energias, transfigurando-se em formas diferenciadas de acordo com o ambiente em que está.
            A exemplo disso vemos Exu se apresentando aos obsessores que irão combater em configuração que desperte medo e/ou respeito. Ele não poderia se apresentar a um "inimigo" como se fosse uma linda Cinderela... Isso não assustaria ninguém, então ele assume sim formas rudes, entretanto ele o faz por estratégia e não por serem deformados, e muito menos eles tem chifres, rabos e pés de bode como são tão mal retratados nessas imagens que encontramos em casas de artigos religiosos.
            Como Exu manipula energias para assumir outra configuração "física"? Em primeiro lugar há que se dizer que a forma original de Exu é humana, nada tem de partes de animais, porque os espíritos que compõe a falange de Exu são espíritos como nós, muitos são contemporâneos inclusive.
            Então Exu tem dois braços, duas pernas, uma cabeça, dois olhos, enfim... Assim como nós. Foram homens e mulheres normais das mais variadas profissões.
            Bem, em primeiro lugar em função do trabalho que irá executar ou da "batalha" que irá travar Exu estuda o ambiente que irá entrar, em seguida vibrando numa faixa bem acima do meio que irá adentrar, estuda os seus "adversários", suas intenções, seus planos, seus graus de compreensão, seus medos, etc.
            Estabelece uma estratégia e assume a configuração que irá atingir o ponto fraco da maioria do grupo que irá combater. Lembrando que Exu não trabalha sozinho, isso é feito em agrupamentos sob a supervisão direta de um enviado de Orixá.
            Com isto vemos outra capacidade de Exu, vibrar em faixas diferentes de energia.
            E detalhe importantíssimo: tudo isso sem a necessidade de sacrifícios de animais e despachos em encruzilhadas, porque quem "recebe" tudo isso é kiumba! Lembrando ainda que isso dentro do Ritual de Umbanda!

Um Exemplo de Trabalho de Exu

OBS: Essa história foi contada pela Pomba Gira Maria Padilha da 7 Encruzilhadas que trabalha na Egrégora do CECP, visando explicar algumas dinâmicas de trabalho. Os personagens dessa história receberam nomes fictícios.
        Carlos se dirige a um Centro de Umbanda aconselhado por um amigo, pois a sua vida está bastante complicada. Sua mãe vive doente, já tendo ido a diversos médicos sem sucesso na cura. O seu pai foi demitido da empresa que trabalhava há mais de 25 anos e vive deprimido e chorando pelos cantos. Ele mesmo desempregado há três anos, vê o seu filho adoecer sem condições de comprar o medicamento. A sua esposa, única ainda empregada, apresenta sérios indícios de fadiga mental e física.
        Ao chegar no centro descobre que é dia de consulta com Preto Velho. O seu amigo Cláudio, vai explicando a rotina da casa e como ele deve agir e pedir na hora da consulta.
        Chega finalmente a sua vez de se consultar, o seu pensamento está coberto de dúvidas, achando que estava chegando ao fundo do poço ao se dirigir a um terreiro de macumba, falar com uma pessoa que nunca viu antes na vida e abrir o seu coração, suas dúvidas e temores. Num primeiro momento acha graça da posição do médium todo curvado e do jeito de falar, não consegue se aquietar, mas o Preto Velho vai aos pouquinhos ministrando alguns passes e por fim Carlos começa a se abrir.
        O Preto Velho a tudo ouve, manifestando de tempos em tempos palavras encorajadoras para o aflito Carlos.
        Carlos não entende o por que, mas enquanto ele fala, o Preto Velho vai estalando os dedos em volta dele, olha discretamente para o copo d'água ao lado da vela, joga para cima a fumaça de seu cachimbo, e assim vai firmando e passando as informações para os guardiões que pertencem a egrégora da Casa, que através dos Exus de trabalho partem com a velocidade do pensamento para a casa de Carlos.
        Em dado momento, o Preto Velho que está "preso" ao corpo carnal do médium e conseqüentemente com sua visão limitada, utiliza alguns elementos magísticos e ritualísticos para proporcionar alívio ao Carlos.
        Diz no final da consulta que irá trabalhar para ele e toda a sua família, dá algumas recomendações sobre como rezar e elevar o pensamento a Deus e se despedem.
        Carlos tem alguma sensação de alívio, sente-se mais leve e confiante, mas ao mesmo tempo não acredita que meia dúzia de estalar de dedos vão "resolver" o seu problema... Incrédulo, mas não tão fraco retorna a sua casa sem nem imaginar que a batalha está apenas começando.
        O Preto Velho ao ver Carlos se levantar e ir embora sabe que a essa altura toda a egrégora da Casa já está se preparando para a batalha, e, apesar de ainda estar preso ao corpo do médium pelo processo de incorporação, pôde perceber que será grande.
        Mas ainda há o que ser feito em terra... Precisa descarregar o seu aparelho e o terreiro. Terminado o saravá ele parte indo se unir com os outros membros da egrégora.
        Com o término dos trabalhos, os médiuns começam a ir embora e no Terreiro de Umbanda se faz silêncio. Mas um silêncio apenas aos ouvidos humanos, pois os sons ali emitidos estão numa freqüência diferente dos sons conhecidos nessa Terra.
        E os médiuns pensam: "A gira terminou."
        Não meus caros, a "gira" está apenas começando.
        A egrégora da Casa está reunida dentro do terreiro aguardando o retorno dos Exus de Trabalhos com as informações reais de cada consulta que foi realizada.
        Os Exus vão retornando, um a um.
        O Mentor da Casa assiste e faz intervenções quanto às deliberações do Alto, e os Chefes de Linha estabelecem o famoso "quem vai fazer o que". Tudo isso ocorre em ambiente absolutamente harmônico e organizado.
        Exus, Caboclos e Pretos Velhos trocam impressões a respeito dos problemas apresentados e deliberam.
        Mas, voltando ao nosso amigo Carlos. (Nesse momento vou dar nomes fictícios também as entidades envolvidas nesse trabalho. Digamos que o Preto Velho que atendeu Carlos chama-se Pai Benedito e o Exu de Trabalho chamado por ele foi Exu Marabô).
Quando Exu Marabô retorna com as informações a respeito do que encontrou na casa de Carlos, o diálogo que se dá é o seguinte:
Marabô: É, Pai Benedito, a situação lá está bem complicada.
Pai Benedito: Eu já suspeitava. O que você viu?
Marabô: A casa do moço Carlos foi totalmente absorvida por uma rede de energia que tem seres bem grotescos mantendo-a firme. Segui buscando a origem dessa rede e me deparei com uma construção logo acima da casa.
        Adentrando ao recinto vi uma inteligência poderosa por trás disso, mas sem nenhuma relação direta com nenhum dos envolvidos. Buscando entender a "trama" continuei procurando o porque daquilo e encontrei uma mulher bastante dementada, com um aparelho acoplado em sua nuca e pude "ler" seus pensamentos e "sentir" seus desejos que eram de vingança para com o pai carnal do moço Carlos. Vi também que eles ainda não sabem que o moço Carlos veio aqui no terreiro.
        Bem, em resumo: A inteligência envolveu essa pobre infeliz e prometendo-lhe "devolver" o pai do moço Carlos pra ela e suga suas energias que é retro-alimentada pelo sentimento de culpa que o pai do moço Carlos tem. Parece que foi uma aventura dele na juventude, só não me preocupei em saber se desta ou de outra vida, pois achei que os dados que tinha já eram suficientes para podermos trabalhar.
Pai Benedito: Sim, sim... Mais do que suficientes! Não estamos aqui para julgar ninguém. Isso cabe ao Pai.
        Bem, nesse caso teremos que destruir essa construção, mas precisamos primeiro recuperar a moça, e já que o pai de Carlos está involuntariamente retro-alimentando a construção, precisaremos de recursos para auxiliar os familiares também.
         Assim, Pai Benedito se dirige ao Caboclo Flecha Dourada, responsável pela corrente de desobsessão daquele terreiro e expõe a situação.
          Imediatamente o Caboclo determina que a Pomba Gira Figueira irá utilizar os seus elementos magísticos para que a equipe de resgate da Casa recupere a moça e quem mais tenha condições de tratamento e a "equipe de força" destrua a construção e todos os equipamentos dentro dela.
           Tarefas distribuídas, eles partem para a construção.
            Caboclos, Pretos Velhos e Exus guardam uma certa distância da construção e observam a Pomba Gira Figueira assumir uma configuração praticamente transparente.
            Ao chegar perto da construção percebe-se sair de sua boca uma espécie de fumaça enegrecida que começa a tomar conta do ambiente. Logo atrás dela, homens empurram uma espécie de carrinho, que lembram os carrinhos usados em minas de escavação de carvão.
            Conforme a Sra. Figueira vai entrando no ambiente tomado por essa fumaça negra, os seres que lá estão caem em profundo sono, sendo resgatados pelos homens e colocados dentro dos carrinhos. A ação dela é rápida. Ninguém percebe a sua presença.
            Quando todos são resgatados, a Sra. Figueira começa a manipular a energia dos instrumentos dentro da construção mudando sua forma, plasmando outras energias e transformando os instrumentos em bombas auto-destrutivas.
            Finalmente sai da construção e os Exus que compõe a "tropa de choque" ou "equipe de força" passam a detonar a bomba e a destruir a construção e a malha que envolve a construção material na Terra e a prender os seres grotescos que dão sustentação a malha no ponto da construção material.
            Caboclos e Pretos Velhos começam a tratar ali mesmo as inteligências retiradas da construção, colocando-os em macas e direcionando aos locais adequados aos tratamentos que irão receber, sob os olhos atentos dos Exus Guardiões, Amparadores e de Trabalho.
            Outros partem para a construção material e começam o trabalho individualizado entre os membros da família. Exus fazem o trabalho de limpeza e descarga, resgatando os "perdidos", para serem encaminhados para os trabalhos de desobsessão da Casa de Umbanda, abrindo espaço e dando condições vibratórias para o trabalho dos Caboclos e Pretos Velhos que é o de inspirar pensamentos de perdão ao pai de Carlos, de esperança no próprio Carlos, saúde e bons eflúvios na esposa e mãe de Carlos. Através de passes magnéticos Caboclos e Pretos Velhos transformam o campo vibratório da casa e cuidam de seus moradores.
         Enquanto tudo isso ocorre a casa dorme, e todos são tratados em espírito.
         Enquanto isso os médiuns daquele terreiro também dormem em suas casas, mas alguns estão doando ectoplasma, auxiliando nos trabalhos de transmutação energética. Uns participando ativamente e outros observando e aprendendo, através do processo de desdobramento, assistem a boa parte dos trabalhos.
         Após o trabalho realizado o Mentor da Casa sorri.

*******

        É claro que todos sabem que de agora em diante é de acordo com o merecimento de cada um, de cada membro dessa família, tudo dependerá do quanto cada um irá lutar para melhorar, mas agora sem as "amarras" ou interferência do Astral Inferior.
        A Umbanda através de uma ação conjunta dos componentes da egrégora de uma Casa de Umbanda pôde proporcionar alívio, conforto e libertação aos membros da família e auxílio aos irmãos perdidos nas trevas da ignorância, do ódio, do rancor, do remorso e da culpa.
        Mesmo que Carlos nunca mais volte ao terreiro para agradecer a melhora, ou que nunca desperte para a ajuda que recebeu, mesmo que o pai de Carlos nunca se perdoe, a Umbanda se fez presente em Caridade e Amor!
         Agora diga com sinceridade, após ler tudo isso você ainda acha que Exu é o Diabo?
        Você acha que importa ficarmos discutindo se Exu, a Umbanda e seus Orixás vieram da Atlântida, da África ou do quintal da sua casa?

         Se ainda lhe resta alguma dúvida eu afirmo a minha certeza: a Umbanda nasceu do Coração de Zambi em Sua Infinita Misericórdia por nós! Porque só a Umbanda tem quem nos defenda e proteja independentemente da nossa ignorância nos impedir de reconhecê-los como bons e amigos!

        Obrigada Exu pela proteção, defesa e principalmente por ter tanta paciência com a nossa ignorância!
        Salve os nossos amigos, defensores e compadres! Saravá Exu e Pomba Gira!
Laroyê Exu!
Mãe Luzia Nascimento
Sacerdotisa de Umbanda

Dirigente do Centro Espiritualista Luz de Aruanda - CELA

Aprendam que quem tem poder é Tupã, quem tem força é Entidade, que médium não faz caridade coisa nenhuma, médium é só um veículo, e como é só um instrumento simplesmente resgata carma... Pai Sete Flechas
Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei
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Postagens populares

“A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho.”


SIGNIFICADOS QUANTO AO FORMATO DA VELA



 
Cones ou Triangulares: equilíbrio, elevação.
Quadradas: estabilidade, matéria.
Estrela: espiritual, carma.
Pirâmide: realizações matérias.
Cilíndricas: servem para tudo.
Animais: para o seu animal protetor.
Lua: para acentuar sua energia intuitiva.
Gnomo: para seu elemental da terra.
Cone ou Triangulares: simbolizam o equilíbrio. Tem três planos: físico, emocional e espiritual.
Velas Cônicas: são voltadas para cima e significam o desejo de elevação do homem, sua comunicação com o cosmos.
Velas Quadradas: Simbolizam estabilidade na matéria. Seus lados iguais representam os quatro elementos: Terra, Água, Fogo, Ar.
Velas em Formato de Estrela de Cinco Pontas: É o símbolo do homem preso na matéria. Representa o carma.
Velas Redondas: Simbolizam mudança. E a energia mais pura do astral que só a mente superior alcança.