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quarta-feira, 13 de julho de 2011

A IMPORTÂNCIA DE SAIR DA INÉRCIA


Axééé pessoal! Muitos médiuns se questionam e me perguntam sobre a ação de quiumbas incorporando em médiuns e se passando por Pretos Velhos, Caboclos, Exus, enfim, por Entidades de Luz.

Muitas pessoas ficam preocupadas querendo saber como identificar esses espíritos de tão baixa vibração, mas de tão grande esperteza e conhecimento.

Muitos ficam apavorados com a possibilidade de frequentar um Terreiro onde há quiumbas incorporando nos médiuns, na Mãe/Pai Espiritual ou em algum consulente.

Enfim, falar de quiumba e imaginar que eles podem estar próximos, muito próximos, com certeza causa arrepio, medo, insegurança e muito desconforto.

Mas, o que fazer com essa possibilidade? O que fazer para não cair nas “mãos” desses espíritos tão maquiavélicos e destrutivos?

Penso que a melhor coisa é conhecer como eles agem, como manipulam as pessoas e as conversas. Aliás, essas manipulações muitas vezes são tão sutis, tão mascaradas de amor, preocupação, de ‘boa vontade’ que, se não tivermos capacidade de discernir e nosso senso moral extremamente bem estruturado somos levados por esses espíritos facilmente.

Com essa capacidade de discernir e de fazer valer a boa moral vem a necessidade de estudar e de confiar sempre desconfiando, ou seja, nada de fé cega, mesmo porque, a verdadeira Fé é aquela que se baseia no Saber, na coerência e no sentido lógico de “Fazer o Bem” SEMPRE.

E para ajudar nesse entendimento, transcrevo um texto muito bom sobre as ações de espíritos manipuladores, sobre a nossa real necessidade de discernir e de confiar desconfiando. O texto está no livro: “Mediunidade e Seus Problemas” de J.Edson Orphanake (2ª Ed. – Tríade Editorial), espero que gostem e que consigam perceber a importância de sair da inércia, a importância de Estudar, de buscar Conhecimento e de conquistar o Saber.

Confiar desconfiando…

Antes de sair a pastar, a cabra, fechando a porta, disse ao cabritinho:
- Cuidado, meu filho. O mundo anda cheio de perigos. Não abra a porta a ninguém antes de pedir a senha.
- E qual é a senha, mamãe?
- A senha é: “Para os quintos do inferno o lobo e toda a sua raça maldita”.
Decorou o cabritinho aquelas palavras e a cabra lá se foi, sossegada da vida.
Mas o lobo, que rondava por ali e ouvira a conversa, aproximou-se e bateu. E disfarçando a voz repetiu a senha.
O cabritinho correu a abrir, mas ao pôr a mão no ferrolho desconfiou.
E pediu:
- Mostre-me a pata branca, faça o favor…
Pata branca era coisa que o lobo não tinha e portanto não podia mostrar.
E,assim, de focinho comprido, desapontadíssimo, o lobo não teve remédio senão ir-se embora como veio, isto é, de papão vazio.
Desse modo salvou-se o cabritinho porque teve a boa ideia de confiar, desconfiando.
Monteiro Lobato

-

Transcrevemos a fábula acima, comparando-a a certas manifestações nas quais médiuns ingênuos e ignorantes da parte mediúnica, muitas vezes deixam-se incorporar por espíritos levianos e inferiores, que passam por guias-protetores. O médium, principalmente o inconsciente, desconhecendo o fato de poder ser enganado, dá passividade a um impostor disfarçado em caboclo, preto-velho, baiano, marinheiro, etc. e com ele trabalha durante vários anos sem dar-se conta do logro. E tal fato leva infalivelmente o médium, a tenda e a Umbanda ao descrédito e até a consequências desagradáveis em ocorrências policiais, frustrando frequentadores e desprestigiando-nos perante a sociedade. Na maioria dos casos, a dissimulação vem da época do desenvolvimento mal orientado e segue vida afora. Naturalmente, embora caiba responsabilidade ao dirigente do centro, pode o médium estudar seu próprio guia, sem ele se ofender ou melindrar-se, porque sabe que no astral existem lobos com pele de cordeiro, sempre prontos a semearem confusão no seio espiritualista.

Conhece-se o caráter de uma entidade pelo seu modo de pensar, de proceder, de agir. Um espírito iluminado é simples, sério, honesto, compreensivo, prestativo e bondoso; enfim, dotado de virtudes e qualidades superiores; o espírito inferior, ao contrário, é aquele que apresenta imperfeições na personalidade: é hipócrita, falso, mentiroso, maldoso, sensual, orgulhoso, vaidoso, egoísta, ignorante; em suma, tem todos os defeitos possíveis ao ser humano. Logicamente, entre as duas classes há os intermediários: nem bons nem maus. Há os também levianos, zombeteiros, maliciosos, insensatos, brincalhões, como já explicamos antes.

Percebe-se-lhes o caráter através das comunicações: linguagem, cultura, coerência nas ações, sinceridade, benevolência. Os bons espíritos jamais se desmentem, não dão maus conselhos e exemplos, nem se orgulham, apresentando-se como autoridades, nobres, pessoas famosas, reis, guerreiros ou com outros títulos científicos, honoríficos e nobiliários. São modestos, tolerantes e, quando nos terreiros, jamais aconselham para o mal, não provocam discórdias, não se metem em intrigas, não falam mal de ninguém, não separam casais, não usam palavras de baixo calão ou expressões obscenas e pornográficas, não afastam rivais, não fazem gananciosos ganhar em jogos, não arranjam uniões ilícitas, não prometem o que não podem cumprir, não alardeiam falsa sabedoria, não se intrometem em fofocas, tratam a todos com a mesma cortesia e bondade; em resumo, são espíritos sérios, honestos e compreensivos, por isso superiores.

O espírito inferior e imperfeito gosta de se aparecer e, aproveitando a inexperiência e os defeitos do médium, incorpora-o e se apresenta como o caboclo “Tal” de grande força e poder ou o preto-velho “Pai Fulano”, curandeiro excepcional e, se soluciona dois ou três probleminhas de consulentes, cura três ou quatro doentinhos entre centenas, através de auto-sugestão, no resto faz tremendas estripulias: dissemina a discórdia, mete-se em cochichos, alimenta a vaidade do próprio médium, promete o que não pode cumprir, faz prognósticos errados, aconselha a separação de casais, aponta amantes para esposos desconfiados, ridiculariza outros médiuns, repara defeitos nos outros; enfim, estende uma rede de inconveniências e maldades, que passa despercebida dos frequentadores, muitos dos quais temerosos, bajuladores ou subservientes não percebem o fundo falso das manifestações.

Você que é médium e suspeita de algo parecido com o exposto, observe o comportamento de seu “guia” e verifique-lhe o grau de progresso espiritual. Naturalmente, o guia deve ser superior ao médium em moralidade e conhecimento. Se ele se zangar, melindrar-se ou ficar magoado, continue desconfiando…

Retirado do livro “Mediunidade e Seus Problemas” de J.Edson Orphanake
2ª Ed. – Tríade Editorial

Escrito por Mãe Mônica Caraccio

Fonte: Minha Umbanda

REZA REZANDO, REZADOR! Tua Fé é teu conviver!

Nossa oração de hoje, da semana, ou melhor, de todos os dias, é a Oração do Perdão.

De todos os dias por acreditar incondicionalmente que essa seja uma das orações e ações mais importantes para qualquer Ser humano, independente de crença, fé, situação ou posição. Mesmo porque, essa AÇÃO interfere em todos os sentidos da vida, interfere diretamente em todas as questões existenciais de um ser e permite todo e qualquer sentimento e sensação de felicidade.

E é fato que todos buscam a felicidade. Mas, de que é “feita” a Felicidade? Como é construída?

Acredito que conquistamos, criamos e sentimos a Felicidade quando estamos em paz com o presente, o passado e o futuro, quando acreditamos que tudo está em perfeita harmonia e que tudo está perfeitamente em ordem. Claro que é preciso entender que esse sentido de perfeição não quer dizer ‘perfeccionismo’, mas o sentimento de passividade, aceitação, tolerância, compreensão e Fé, ou seja, acreditar fervorosamente que nada, absolutamente NADA acontece sem a permissão da Lei Divina. Simples, afinal acreditar no Merecimento Divino é Ato e Sentimento de quem realmente tem Fé.

Pois bem, como sentir que tudo está em harmonia e em ordem se nossa Fé é tantas vezes tão escassa? Se o passado incomoda tanto? Se a mágoa, aquela de anos ou de dias atrás, não importa, ainda pulsa em nós com tanto vigor como se o passado fosse presente, como se o passado perpetuasse no futuro? Como sentir que tudo está em harmonia e em ordem se a intolerância, base da violência, é tão latente dentro de nós?

Fácil? Não, não é nada fácil entender e praticar o Perdão em todas suas extensões, ou seja, como é difícil perdoar, se perdoar e pedir perdão.

Somos tão exigentes, somos tão duros, somos tão cheios de razão e verdade, como abaixar a cabeça e reconhecer a necessidade de perdão a partir de nós mesmos? Como olhar para o outro como Outro? Como olhar para as situações como momentos de aprendizado “apenas”? Como perdoar? Como se perdoar? Como pedir perdão???

Quando penso em perdão e tento descrever esse sentimento chego ao sentimento de CALMA e PAZ, portanto acredito que a primeira compreensão que devemos ter para perdoar, seja a nós mesmos ou ao próximo, está na constatação de que todos nós ainda somos imperfeitos, consequentemente, precisamos ser mais tolerantes, tanto conosco, como com o outro. Não há ninguém, aqui nesse nosso “mundo” material, que tenha atingido a perfeição, por isso, o erro faz parte das nossas vidas. Isso é um fato, não há como contestar!

Aliás, se Deus, na sua Suprema Bondade, compreende nossos erros, se um Guia de Luz, na sua benevolência incondicional, nos aceita, nos protege e ainda nos inspira diariamente diante de tantos maus dizeres e maus fazeres, porque nós não haveríamos de entender os erros alheios?

Penso que uma das dificuldades que as pessoas têm em perdoar o outro é perceber que ela também tem culpa, também tem responsabilidade, pela situação, pela dor causada, pelo erro acontecido. Afinal, ninguém age sozinho, ninguém recebe sem que tenha dado, ninguém é só vitima, ninguém é 100% bom e sem interesse. E aqui vale fundamentar essa afirmativa com a crença da reencarnação e com a Crença na Lei Divina. Vejam, se reencarnamos é porque temos “coisas” para resolver, portanto não devemos achar que somos inocentes diante de qualquer adversidade, assim como, não devemos nos sentir injustiçados, coitados e magoados diante de qualquer situação. Tudo é Lei de Ação e Reação, Lei da Afinidade, Lei da Atração. Tudo que é semeado é colhido. Tudo é Necessidade. Tudo é Merecimento.

..O perdão reconhece o mal e sabe conviver com ele.

O perdão é a experiência interior de recuperar a paz, a calma e o bem-estar.

O perdão é sinônimo de saúde.

O perdão é um “processo” que deve ser praticado. Se você continua falando ou pensando com rancor de alguém, o perdão ainda não aconteceu.

Perdoar é a arte de fazer as pazes quando algo não acontece como queríamos. Podemos dizer que é fazer as pazes com a palavra NÃO.

Poderia ficar aqui escrevendo, escrevendo e escrevendo sobre a importância do perdão em vários aspectos, no entanto, quero terminar por aqui com uma proposta: OLHE-SE no espelho de forma muito especial, OLHE-SE verdadeiramente no espelho e converse com suas dores, magoas e tristezas, converse claramente com você mesmo e compreenda intimamente que as pessoas erram, assim como você erra, que as pessoas não nos compreendem assim não as compreendemos e como muitas vezes também não nos compreendemos, que todos nós estamos tentando melhorar, estamos tentando viver melhor e mais felizes, às vezes conseguimos, às vezes não, tudo é uma questão de tolerância.

Enfim, converse abertamente e intensamente com você e “experimente” perdoar.

Quem aprende a perdoar jamais se esquece da felicidade que advém deste ato, desse sentir, dessa emoção.

-

Oração do Perdão

Perdoa Senhor de infinito amor e bondade, todo e qualquer tipo de prejuízo que eu tenha praticado ao longo de minha existência, contra quem quer que seja, ilumina os corações e as mentes dessas pessoas que sofreram por minha causa e faz com que também elas possam me perdoar.

Peço perdão por todos os erros cometidos por meus antepassados, que já se encontram no mundo espiritual, que todas as suas dívidas sejam anistiadas e que recebam a graça da Elevação Espiritual para um plano de luz e paz, onde possam continuar sua jornada de evolução e trabalhar de acordo com teu Plano Divino.

Que o amor de Jesus e Maria, presente em meu coração, me capacite a perdoar toda e qualquer ofensa praticada contra mim, para que eu seja liberado de toda e qualquer ofensa praticada contra mim, para que eu seja liberado de toda mágoa, de todo ódio ou rancor.

Eu perdôo a mim próprio pelas culpas que carreguei até hoje, pois acredito no perdão Divino e aceito a nova chance que estou tendo.

Que as Entidades da hierarquia à qual pertenço possam me proteger contra os perigos e vícios, a fim de que eu consiga praticar o amor ao próximo.

Liberta-me de todos os preconceitos e da escravidão às paixões.

Que eu possa contribuir para a construção de um mundo bem melhor de paz, de compaixão e solidariedade entre os homens e as religiões.

Assim eu determino.

Foto de Ratão Diniz - Favela de Manguinhos/RJ

Escrito por Mãe Mônica Caraccio

Fonte: Minha Umbanda

Xangô


SangoDeus do raio, do trovão, da justiça e do fogo. É um orixá temido e respeitado, é viril e violento, porém justiceiro. Costuma se dizer que xangô castiga os mentirosos, os ladrões e malfeitores. Seu símbolo principal é o machado de dois gumes e a balança ,símbolo da justiça. Tudo que se refere a estudos, a justiça, demandas judiciais, ao direito, contratos, pertencem a xangô. Ambicioso, chega ao poder destronando seu meio irmão ajaka. Passa, então, a reinar com autoritarismo e tirania, não admitindo que sua atitudes fossem contestadas, o que possivelmente levou-o a cometer injustiças em suas decisões. Usa o poder do fogo como seu símbolo de respeito.
Galante e sedutor , desperta a paixão da divindade oya, uma de suas três esposas - as outras são oxum e obá -

Arquétipos:
Eloqüentes, sociáveis e bons ouvintes. Mas gostam sempre de dar a última palavra, mostrando que também são autoritários. Contraditórios, são aristocráticos e libertinos; infiéis em seus relacionamentos, mas conseguem estabelecer amizades duradouras. Volúveis, esquecem rapidamente as paixões passadas. Estão sempre envolvidos em novas aventuras. E a paixão atual é sempre a maior, a única, a verdadeira...

Lendas: Xangô era rei de oyó, terra de seu pai; já sua mãe era da cidade de empê, no território de tapa. Por isso, ele não era considerado filho legitimo da cidade.
A cada comentário maldoso xangô cuspia fogo e soltava faiscas pelo nariz. Andava pelas ruas da cidade com seu oxé, um machado de duas pontas, que o tornava cada vez mais forte e astuto onde havia um roubo, o rei era chamado e, com seu olhar certeiro, encontrava o ladrão onde quer que estivesse.
Para continuar reinando xangô defendia com bravura sua cidade; chegou até a destronar o próprio irmão, dadá, de uma cidade vizinha para ampliar seu reino. Com o prestigio conquistado, xangô ergueu um palácio com cem colunas de bronze, no alto da cidade de kossô, para viver com suas três esposas: oyá ( yansã ) amiga e guerreira; oxum, coquete e faceira e obá, amorosa e prestativa.
Para prosseguir com suas conquistas, xangô pediu ao babalaô de oyó uma fórmula para aumentar seus poderes; este entregou-lhe uma caixinha de bronze, recomendando que só fosse aberta em caso de extrema necessidade de defesa. Curioso, xangô contou a yansã o ocorrido e ambos, não se contendo, abriram a caixa antes do tempo. Imediatamente começou a relampejar e trovejar; os raios destruíram o palácio e a cidade, matando toda a população. Não suportando tanta tristeza, xangô afundou terra adentro, retornando ao 
orun.



Escrito por Obanise XAndi.'

Orixás

O que é Orixá?


Escrito por Obanise Xandi.'.   

O que é Orixá

Orixás são elementos da natureza, cada orixá representa uma força da natureza.
Quando cultuamos nossos orixás, cultuamos também as forças elementares oriundas da água, da terra, do ar, do fogo, etc. Essas forças em equilíbrio produzem uma enorme energia (asé), que nos auxilia em nosso dia a dia, ajudando para que nosso destino se torne cada vez mais favorável.
Sendo assim, quando dizemos que adoramos deuses, nós nos referimos a estarmos adorando as forças da natureza, forças essas pertencentes a criação do grande pai. Pai esse conhecido por nós como "Ólorun"ou Olodumaré (Deus supremo).

No Brasil, erroneamente,  diz-se que Oxalá é o pai maior. Na verdade, Oxalá é um dos mais velhos, Orixá Fun Fun* (Nota: quando nos referirmos a Ifá/Iyami, a fim de não criar confusões, pedimos que visitem o nosso portal Matriz Afro para ter esclarecimentos mais abrangente e técnicos sobre a senhoridade e Cronologia) Orisála por ser sincretizado no Brasil com Jesus Cristo, é cultuado como  "Orisá maior",  no Brasil o mais respeitado e o mais velho entre os Orixás.

A grande maioria das nações africanas anterior a era cristã, conheciam a existência de Ólorun como grande criador, ser fundamental.
Acreditamos que nosso Deus "é o todo". E o todo é a natureza e seus integrantes, (animais, vegetais, homens, planetas, etc.)

Nota: Olorun está acima da vaidade pessoal e de religiões que buscam sempre monopolizar o seu poder.

Nosso Deus jamais pune seus filhos tão pouco condena-os a fogueira eterna, também nunca os entregou ao seu maior inimigo (Satanás) após cometer erros divinos chamado de pecados eternos, nosso deus não destrói países e não aniquila civilizações de filhos amados por ciúmes quando não adorado, amado ou seguido...
Como pai, jamais deixaria de perdoar meus filhos, tão pouco condenaria-os ao extermínio por erros que cometem ou possam cometer.
O verdadeiro pai perdoa, ensina, ama e protege seus filhos.
Portanto nosso deus é um pai mais perfeito que qualquer outro pai...

Como já havíamos comentado, nosso panteão nada mais é que a junção das energias de todo os elementos da natureza, cada elemento e força da natureza é por nós representado por um Orixá...

Aprendemos a sentir e manipular essas energias individualmente através de cada Orixá, os seguidores iniciados(iyawos) sobre a influência de um Orixá, específico,detém mais energia do seu influente que os filhos de outros Orixás.

Exemplo: Os filhos de Ossain possuem mais energia voltada para as curas e plantas do que os  filhos de Ogun que possuem por sua vez, detém mais energia voltado a armas, metais, ferramentas, etc.

Em resumo, quase todos os Orixás tiveram uma curta passagem pelo nosso mundo, sendo muitos ancestrais divinizados que após fatos heróicos ou divinos, e por possuerem energia extrema, maior que a capacidade humana poderia suportar, encantaram-se e/ou retornaram ao Orun (céu), deixando para nós, segredos e ensinamentos, encurtando a ligação do material ao espiritual. Ligação essa, que nós preservamos e usamos não só para nós, mas também para as pessoas que nos procuram, mesmo sem ter ligações diretas com a religião. Essas ligações são em sua grande maioria revelados por IFÁ, cujo veremos na parte relacionado a Odús.

Em nossa religião, é fundamental a integração com a natureza, pois quanto maior o contato com a natureza, maior será seu desenvolvimento, sua energia, seu asé e portanto, maior será o cordão (elo) de ligação com seu Orixá aproximando mais de olorum(Deus criador/construtor de todo o universo).
Orixá significa também o caminho que nos guia em determinados pontos de nossas vidas, caminhos revelados por Ifá onde se faz necessário o devido culto para que os que dele pertencem seguir e equilibrar sua energia durante o tempo que permanecerá no aiye (terra).
Entre todos Orixás, salientamos o de maior e incontestável importância que é ORI, seu Deus pessoal, sua identidade, sua conciência viva e presente, que antes de tudo deve ser muito bem cuidada, alimentada  e equilibrada para que se possa ter a consiência e o o equilíbrio mental para possuir ou ser conduzido na Energia pura de Orixá
(Orisá).
Finalizando: energia = natureza; natureza = Orixá; Orixá = caminho.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Sou Exu (Poema de Jorge Amado)



  Sou fã de Jorge Amado. Ninguém jamais escreveu sobre os orixás como ele. Impossível ler uma obra sua e não se sentir imediatamente atraído pelas incríveis descrições que ele fazia de cada um. De sua percepção apurada a energia do orixá saltava em letras. Neste poema ele novamente consegue passar toda a dubiedade e marotice de Exu. Definição perfeita de um orixá ainda desconhecido por muitos e carregado de preconceitos, mas vivo, pulsante e ativo. Salve Exu e Salve Jorge Amado! 
SOU EXU
Não sou preto, branco ou vermelho
Tenho as cores e formas que quiser.
Não sou diabo nem santo, sou exu!
mando e desmando,
traço e risco
faço e desfaço.
Estou e não vou
 tiro e não dou.
 Sou exu.
Passo e cruzo
Traço, misturo e arrasto o pé
Sou reboliço e alegria
Rodo, tiro e boto.

Orixá Exu


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Exu (orixá)

Èsù é um Orixá africano, também conhecido como: Exu, Esu, Eshu, Bara, Ibarabo, Legbá, Elegbara, Eleggua, Akésan, Igèlù, Yangí, Ònan, Lállú, Tiriri, Ijèlú. Algumas cidades onde se cultua o Exu são: Ondo, Ilesa, Ijebu, Abeokuta, Ekiti, Lagos.


História

Exu é o orixá da comunicação. É o guardião das aldeias, cidades, casas e do axé, das coisas que são feitas e do comportamento humano. A palavra Èsù em yorubá significa "esfera" e, na verdade, Exu é o orixá do movimento.

Ele é quem deve receber as oferendas em primeiro lugar a fim de assegurar que tudo corra bem e de garantir que sua função de mensageiro entre o Orun e o Aiye, mundo material e espiritual, seja plenamente realizada.

Na África na época das colonizações, o Exu foi sincretizado erroneamente com o diabo cristão pelos colonizadores, devido ao seu estilo irreverente, brincalhão e a forma como é representado no culto africano, um falo humano ereto, simbolizando a fertilidade.

Por ser provocador, indecente, astucioso e sensual é comumente confundido com a figura de Satanás, o que é um absurdo dentro da construção teológica yorubá, posto que não está em oposição a Deus, muito menos é considerado uma personificação do Mal.Mesmo porque nesta religião não existem diabos ou mesmo entidades encarregadas única e exclusivamente por coisas ruins como fazem as religiões cristãs, estas pregam que tudo o que acontece de errado é culpa de um único ser que foi expulso, pelo contrário na mitologia yoruba, bem como no candomblé cada uma das entidades (Orixás) tem sua porção positiva e negativa assim como o próprio ser humano.

De caráter irascível, ele se satisfaz em provocar disputas e calamidades àquelas pessoas que estão em falta com ele.

No entanto, como tudo no universo, possui de um modo geral dois lados, ou seja: positivo e negativo. Exu também funciona de forma positiva quando é bem tratado. Daí ser Exu considerado o mais humano dos orixás, pois o seu caráter lembra o do ser humano que é de um modo geral muito mutante em suas ações e atitudes.

Conta-se na Nigéria que Exu teria sido um dos companheiros de Oduduà quando da sua chegada a Ifé e chamava-se Èsù Obasin. Mais tarde, tornou-se um dos assistentes de Orunmilá e ainda Rei de Ketu, sob o nome de Èsù Alákétú.

A palavra elegbara significa "aquele que é possuidor do poder (agbará)" e está ligado à figura de Exu.

Um dos cargos de Exu na Nigéria, mais precisamente em Oyó, é o cargo denominado de Èsù Àkeró ou Àkesán, que significa "chefe de uma missão", pois este cargo tem como objetivo supervisionar as atividades do mercado do rei.

Exu praticamente não possui ewós ou quizilas. Aceita quase tudo que lhe oferecem.

Os yorubás cultuam Exu em um pedaço de pedra porosa chamada Yangi, ou fazem um montículo grotescamente modelado na forma humana com olhos, nariz e boca feita de búzios. Ou ainda representam Exu em uma estatueta enfeitada com fileiras de búzios tendo em suas mãos pequeninas cabaças onde ele, Exu, carrega diversos pós de elementais da terra utilizados de forma bem precisa, em seus trabalhos.

Exu tem a capacidade de ser o mais sutil e astuto de todos os orixás. E quando as pessoas estão em falta com ele, simplesmente provoca mal entendidos e discussões entre elas e prepara-lhes inúmeras armadilhas. Diz um orìkì que: "Exu é capaz de carregar o óleo que comprou no mercado numa simples peneira sem que este óleo se derrame".

E assim é Exu, o orixá que faz: O erro virar acerto e o acerto virar erro.

Èsù Alákétú possui essa denominação quando Exu, através de uma artimanha, conseguiu ser o Rei da região, tornando-se um dos Reis de Ketu. Sendo que as comunidades dessa nação no Brasil, o reverenciam também com este nome.

Todos os assentamentos de Exu possuem elementos ligados às suas atividades. Atividades múltiplas que o fazem estar em todos os lugares: a terra, pó, a poeira vinda dos lugares onde ele atuará. Ali estão depositados como elemento de força diante dos pedidos.


    Fonte: Espaço Nandhala 

domingo, 10 de julho de 2011

Mentalização para o BEM

CONHECEREIS A VERDADE E A VERDADE VOS LIBERTARÁ


A verdade nos chega por etapas, isto é, em porções que nós possamos compreender e assimilar, sem temor!
Todos sabemos que a verdade é o oposto a mentira. Mas sabemos, também, que há muitas meias-verdades e muitas meias-mentiras engedradas pelo homem, composto de bem e de mal; meio honesto e meio-desonesto. O homem, é, também, um ser ardiloso, feito camaleão, quando está no sol ele é azulado, quando na sombra, é verde!
Assim, procedem ainda, em maioria, os homens deste século.
Mas, se queremos nos libertar das amarras de tudo que é inferior e que nos inferioriza, tomemos a decisão de procurar a VERDADE e viver com ela, sem mais tintas.
Mestre Oxalá nos deixou lições de filosofia, de ciência e de moral para vivermos em equilíbrio, para sermos felizes dentro do relativo entendimento de cada um e das luzes que vamos acendendo em nosso interior, não só através do estudo,que nos enriquece a razão, como o de agirmos dentro da bondade e da caridade. E´indispensável conhecer a verdade, procurando-a num trabalho intenso e constante, para colhermos todo o bem e todas as virtudes que estão latentes em nós e têm de ser desenvolvidas e postas em ação para alcançarmos a perfeição.
A verdade nos libertará da:
Mentira
Ignorância
Maldade
Vícios
Roubo
Vaidade
Ciúme
Cegueira
Paixões
Egoísmo
Mistificação
Erro
Suicídio
Intriga
Fanatismo
Guerras
Hipocrisia
Magia-negra
Corrupção

Se ainda somos escravos das inferioridades inumeradas, e que são a causa das nossas desventuras, das dores, dos sofrimentos, das doenças, tratemos, hoje mesmo, de por em movimento o trabalho de nossa recuperação através de um treino diário de mentalização para o o BEM; pela manhã, ao levantar, e à noite, ao deitar.



Um saravá amigo.
Octavio
www.maeyemanjaebaianozeferino.com.br
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“A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho.”


SIGNIFICADOS QUANTO AO FORMATO DA VELA



 
Cones ou Triangulares: equilíbrio, elevação.
Quadradas: estabilidade, matéria.
Estrela: espiritual, carma.
Pirâmide: realizações matérias.
Cilíndricas: servem para tudo.
Animais: para o seu animal protetor.
Lua: para acentuar sua energia intuitiva.
Gnomo: para seu elemental da terra.
Cone ou Triangulares: simbolizam o equilíbrio. Tem três planos: físico, emocional e espiritual.
Velas Cônicas: são voltadas para cima e significam o desejo de elevação do homem, sua comunicação com o cosmos.
Velas Quadradas: Simbolizam estabilidade na matéria. Seus lados iguais representam os quatro elementos: Terra, Água, Fogo, Ar.
Velas em Formato de Estrela de Cinco Pontas: É o símbolo do homem preso na matéria. Representa o carma.
Velas Redondas: Simbolizam mudança. E a energia mais pura do astral que só a mente superior alcança.