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quinta-feira, 10 de maio de 2012

PRETOS VELHOS



E assim são os Pretos-Velhos da Umbanda. Eles representam a força, a resignação, a sabedoria, o amor e a caridade. São um ponto de referência para todos aqueles que necessitam: curam, ensinam, educam pessoas e espíritos sem luz.
Eles representam a humildade, não têm raiva ou ódio pelas humilhações, atrocidades e torturas a que foram submetidos no passado.
Com seus cachimbos, fala pousada, tranqüilidade nos gestos, eles escutam e ajudam àqueles que necessitam, independentes de sua cor, idade, sexo e de religião.
Não se pode dizer que em sua totalidade que esses espíritos são diretamente os mesmos pretos-velhos da escravidão. Pois, no processo cíclico da reencarnação passaram por muitas vidas anteriores foram: negros escravos, filósofos, médicos, ricos, pobres, iluminados, e outros. Mas, para ajudar aqueles que necessitam escolheram ou foram escolhidos para voltar a terra em forma incorporada de preto-velho. Outros, nem pretos-velhos foram, mas escolheram como missão voltar nessa pseudo forma.
Este comentário pode deixar algumas pessoas, do culto e fora dele, meio confusas: "então o preto-velho não é preto-velho, ou é, ou o que acontece???".
O espírito que evoluiu tem a capacidade de se por como qualquer forma passada, pois ele é energia viva e conduzente de luz, a forma é apenas uma conseqüência do que eles tenham que fazer na terra. Esses espíritos podem se apresentar, por exemplo, em lugares como um médico e em outros como um preto-velho ou até mesmo um caboclo ou exu. Tudo isso vai de acordo com o seu trabalho, sua missão. Não é uma forma de enganar ou má fé com relação àqueles que acreditam, muito pelo contrário, quando se conversa sinceramente, eles mesmos nos dizem quem são, caso tenham autorização.
Por isso, se você for falar com um preto-velho, tenha humildade e saiba escutar, não queira milagres ou que ele resolva seus problemas, como em um passe de mágica, entenda que qualquer solução tem o princípio dentro de você mesmo, tenha fé, acredite em você, tenha amor a Deus e a você mesmo.
Para muitos os pretos-velhos são conselheiros mostrando a vida e seus caminhos; para outros, são pisicólogos, amigos, confidentes, mentores espirituais; para outros, são os exorcistas que lutam com suas mirongas, banhos de ervas, pontos de fogo, pontos riscados e outros, apoiados pelos exus de lei (exus de luz) desfazendo trabalhos e contra as forças negativas (o mal), espíritos obscessores e contra os exus pagãos (sem luz que trabalham na corrente negativa que levam os homens ao lado negativo e a destruição).

MENSAGEM
Os pretos-velhos levam a força de Deus (Zambi) a todos que queiram apender e encontrar uma fé. Sem ver a quem, sem julgar, ou colocando pecados. Mostrando que o amor a Deus, o respeito ao próximo e a si mesmo, o amor próprio, a força de vontade e o encarar o ciclo da reencarnação podem aliviar os sofrimentos do karma e elevar o espírito para a luz divina. Fazendo com que as pessoas entendam e encarem seus problemas e procurem suas soluções da melhor maneira possível dentro da lei do dharma e da causa e efeito.
Eles aliviam o fardo espiritual de cada pessoa fazendo com que ela se fortaleça espiritualmente. Se a pessoa se fortalece e cresce consegue carregar mais comodamente o peso de seus sofrimentos. Ao passo que se ela se entrega ao sofrimento e ao desespero enfraquece e sucumbe por terra pelo peso que carrega. Então cada um pode fazer com que seu sofrimento diminua ou aumente de acordo com encare seu distino e os acontecimentos de sua vida: "Cada um colherá aquilo que plantou. Se tu plantaste vento colherás tempestade. Mas, se tu entenderes que com luta o sofrimento podeis tornar-se alegria vereis que deveis tomar consciencia do que foste teu passado aprendendo com teus erros e visando o cescimento e a felicidade do futuro. Não sejais egoista, aquilo que te fores ensinado passai aos outros e aquilo que recebeste de graça, de graça tu darás. Porque só no amor, na caridade e na fé é que tu podeis encontrar o teu caminho interior, a luz e DEUS" (Pai Cipriano, incorporado no médium Etiene Sales, em setembro de 1997).


Vovô
Vim lhe pedir um favor, oh oh
Vovô
Vim lhe pedir um favor
Olhe por seus filhos,
Dê saude e amor
Olhe por seus filhos,
Dê saude e amor

Quando o galo canta
Raiou um dia
As Almas pedem uma Ave Maria
Quando o galo canta
Raiou um dia
As Almas pedem uma Ave Maria
Ave Maria cheia de graça
O Senhor está convosco
Bendita sois vós
Entre as mulheres
bendito e seus fruto
Do vosso ventre nasceu JESUS

Maria Conga
É quem vence demanda
Maria Conga
É quem vence demanda
Ô na sua terreira ela diz que tem mironga
Ô na sua terreira ela diz que tem mironga
Maria Congâ é lavadeira de sinha
Maria Congâ é lavadeira de sinha
Lava roupa de chita do terreiro de iaia
Lava roupa de chita do terreiro de iaia

Velho passou na ponte
A ponte tremeu
E debaixo da ponte
As Almas gemeu
Velho passou na ponte
A ponte tremeu
E debaixo da ponte
As Almas gemeu
Ô me valhei me as Almas
As Almas de São Cipriano
Ô me valhei me as Almas
As Almas de São Cipriano
Ô me valhei me as Almas
As Almas de São Cipriano
Ô me valhei me as Almas
As Almas de São Cipriano

Adeus, Adeus Vovó
A Vovó vai embora pra sua banda, adeus
Adeus, Adeus Vovó
A Vovó vai embora pra sua banda
Vai pedir a DEUS Vovó das Almas
Proteção pros seus filhos que choram lágrima
Vai pedir a DEUS Vovó das Almas
Proteção pros seus filhos que choram lágrima

O mar é lindo
Mas o céu também é
O mar é lindo
Mas o céu também é
Preto-Velho vai embora
Vai beira mar
Vai levando as mirongas
Lá pro fundo do mar
Preto-Velho vai embora
Vai beira mar
Vai levando as mirongas
Lá pro fundo do mar


domingo, 6 de maio de 2012

Nesse momento e em vida!



Filho de Pemba bebe água no rochedo,

Filho de Ogum corre campo e não tem medo.
Filho de Pemba bebe água no rochedo,
Filho de Ogum corre campo e não tem medo.
Vou pedir ao Criador, que derrame o Seu Amor,
Aos nossos Guias e ao nosso Babalaô
Aos nossos Guias e ao nosso Babalaô
Axé a todos! Depois dos festejos dedicados ao Orixá Ogum e de muitas emoções, entramos no mês de maio e eu fico com a esperança de aproveitarmos as boas vibrações e energias das Falanges dos Pretos Velhos para vivenciarmos um mês mais sereno, tranquilo e que pudéssemos exercitar com mais ênfase a humildade, a bondade e o respeito mútuo.
Maio, mês das Mães, das Noivas… dia 13, Dia da Abolição da Escravatura, Dia dos Pretos Velhos que se manifestam em nossa Umbanda e, Oxalá permita, mês de reflexão e de entendermos as dores da vida, do espírito e da alma. Dores minha, sua, nossa, deles… Não importa! São dores que causaram e causam marcas que somente a bondade humana é capaz de transformá-las.
No entanto, não há como falar, pensar, manifestar a “Bondade Humana” acusando, mentindo, apontando, sentindo-se superior, o dono da verdade ou “senhor” de todas as ideias, ações e soluções. Não há como vivenciar, transmitir, compartilhar a “Bondade Humana” com atitudes arrogantes, com o íntimo invejoso, vivendo do passado ou ainda, falando mal dos outros.
Esperança!
Ah, quanta esperança vemos no caminhar dos Vovôs e Vovós de nossa querida Umbanda, e quantas lágrimas… Quantas lágrimas escorrem pelos mesmos Vovôs e Vovós ao perceberem tanta maldade e vaidade, tanta inverdade e prepotência em seus filhos e entre seus filhos. Quanta megalomania em nome da Umbanda esquecendo-se da simplicidade, do pé no chão, do branco e do compromisso.
A verdadeira Bondade não surge nos momentos de interesse ou de troca, não se reconhece, ou melhor, não se caracteriza em palavras escritas ou frases ditas. Ela surge no dia a dia, na compreensão, na aceitação, na resignação, na verdade e na esperança para com o próximo.
Lamentar-se, atracar-se, mal dizer das diversidades da vida, das acusações, dos disque me disque ou das manias de brigas, perseguições e agressões, não. Não é assim que devemos proceder, principalmente se entendemos, conhecemos ou vivenciamos, mesmo que minimamente, a Umbanda e suas intensas ações e reações que propiciam em nossa vida.
Temos que compreender serenamente que “só se joga pedras em árvores que dá bons frutos” – afirmativa que aprendi com meu “pai”, com o tempo e com as experiências diárias.
Temos que rogar por Paz, mesmo sabendo que a paz depende principalmente de uma coisa chamada ‘boa vontade’.
Temos sim, que olhar para frente, refletir sobre os atos e confiar no tempo e nas ações dos Orixás, sejam eles Ogum, Oxóssi e Oxalá, Xangô, Iansã e Oxum ou ainda, Exu e Iemanjá.
Enfim, aproveitemos a oportunidade, a missão e a função que temos nesse momento e em vida e semeemos a Paz, Esperança e Bondade.
editorial JUCA – Jornal de Umbanda Carismática
edição 69/Maio 2012
-
imagem: Julius V.  
flickr.com/photos/jjamv/6424739527

Escrito por Monica Caraccio
Fonte: Minha Umbanda

Em Defesa do Estudo do Conhecimento da Religião de Umbanda - Alexandre Cumino


Olá amigos e irmãos, estou postando este texto para a sua apreciação.

O que motivou este texto foi uma onda de criticas que tenho visto sobre os cursos.
Antes gostaria de dizer que não há como criticar o que não se conhece, o mínimo que se espera para dar uma opinião sobre algo é conhecer o “objeto” ao qual se quer “abordar”.
Podemos dizer que temos várias maneiras de identificar grupos e subgrupos dentro da umbanda, hoje se fala inclusive em escolas de umbanda, o que é uma realidade, como grupos que tem uma certa ideologia e linha de raciocínio sobre a umbanda.
Também podemos identificar dois grandes grupos dentro da Umbanda:
Um grupo que acredita no estudo umbandista e outro que não acredita no estudo.
Para muitos o estudo na forma de curso é novidade, já que hoje tivemos uma grande popularização do conhecimento umbandista em forma de curso.
Poucos sabem que há muitos anos já existem cursos voltados para a Umbanda e o precursor deste modelo é Pai Ronaldo Linares, que ao meu ver é um exemplo de Umbandista para todos nós, homem sério, integro, de moral ilibada, humilde, acessível, atencioso, estudioso e um dos que mais trabalhou em prol da Umbanda no Brasil e mais especificamente em nosso estado. Haja visto o Santuário Nacional da Umbanda (www.santuariodeumbanda.com.br) mantido por ele e por sua Federação FUGABC, também exemplos de trabalho pela Umbanda e para Umbanda.
Rubens Saraceni é filho de Pai Ronaldo e mantém o maior fluxo de Umbandistas em cursos regulares, seja de Desenvolvimento Mediúnico, Teologia e Sacerdócio ou Magia Divina. O numero de estudantes chama a atenção, mas se muitos o procuram é porque algo se encontra ou é passado através dele que agrade ou ajude de alguma forma as pessoas. Não é só isso, Rubens Saraceni preparou e prepara muitos e muitos (centenas) de ministrantes dos cursos acima citados, o que criou algo que eu chamo de popularização do conhecimento que antes era fechado e restrito para poucos, por vários motivos. Eu mesmo me preparei com o Rubens, assim como tantos outros, e com ele continuo me preparando já que temos a vida inteira para aprender, muitos dos meus alunos já ministram cursos também, a maioria dos que ministram cursos já tinham experiência anterior com a Umbanda e quando não até vem de famílias Umbandistas.
Posso dizer ainda que quando conheci o Rubens também estava procurando respostas enquanto umbandista praticante e na época já havia encontrado alguns “sacerdotes” que mais nos confundiam e confundem por pregar e escrever uma coisa e praticar outra e por tantas literaturas desencontradas. Também tive minhas decepções até encontrar este irmão, o Rubens, que nos esclareceu ainda em particular e na época em pequenos grupos. Foram os mentores dele, Pai Benedito de Aruanda, Pai Beira Mar e Pai Sete Espadas que o esclareceu que com o tempo este conhecimento que vinha sendo passado a um pequeno grupo deveria se expandir para beneficiar um numero maior de umbandistas. Assim foi colocado pelos guias que o assistem:
“esta é a vontade do astral”, em 1995, e ele não tinha nenhuma pretensão de ser ou se tornar um líder ou algo parecido dentro da Umbanda, posso falar tudo isso porque acompanhei todo o processo de perto, o tempo todo o Rubens foi guiado, passo a passo ele consultava o astral e o que posso dizer é que todos nós que estávamos mais perto deste irmão vibramos muito com esta oportunidade e nós todos, seus amigos também o incentivamos a ensinar, ensinar e ensinar... aquilo que tanto nos faz bem que é a Umbanda. Por isso tomo a liberdade de passar o texto abaixo, ainda faço uma observação que hoje também estudo com Pai Ronaldo Linares, por recomendação do próprio Rubens Saraceni, Pai Ronaldo aprendeu o que ensina com Pai Zélio de Moraes


“Cavem masmorras ao vicio, Levantem templos as virtudes”

Os Cursos de Umbanda são a única forma de popularizar o conhecimento.

Houve tempo em que nada se ensinava sobre a religião de Umbanda, muitos se justificavam dizendo que seus ensinamentos são um segredo (eró), o praticante (médium , “cavalo de umbanda”) permanecia aguardando o momento em que “O Segredo” poderia se abrir a ele. Ao questionar sobre os ensinamentos ou sobre algum fundamento era comum ouvir a frase: “Você ainda não está pronto ou ainda não é o momento de você saber sobre isso”.
O fato é que muitos foram preparados (ou “despreparados”) desta forma dentro da Umbanda, muitos ouviram estas frases a vida inteira e hoje apenas fazem repetir a mesma frase, acompanhada de um ar de mistério e olhar inquisidor, para os que estão sob a sua orientação (ou “desorientação”).
Conhecemos muitos médiuns que não sabem explicar a relação entre Santos Católicos e Orixás existente na Umbanda, seja ela de Sincretismo ou de Co-participação no culto a Deus, suas divindades e seus mensageiros. Outros fazem confusão entre o que é um Orixá como Oxalá e Deus, que pode ser chamado de Zambi, Tupã, Olorun ou Olodumarê. Confunde-se ainda os conceitos e dogmas católicos com os fundamentos de Umbanda. Muitos batem cabeça e não sabem porque estão fazendo isso, sacerdotes que não tem segurança ou não entendem mesmo o porque se realizar rituais de batizado, casamento e encomenda fúnebre. Confunde-se Umbanda, Candomblé e Espiritismo (Kardecismo). Encontram-se ainda perdidos sem saber como se classificam ou se devem se classificar como Umbanda Branca, Umbanda Mista, Umbanda Trançada, Umbanda Esotérica, Umbanda Iniciática, Umbanda Carismática, Umbanda de Raiz, Umbanda Omololô, Umbanda de Caboclo e Umbanda para todos os gostos.
O primeiro curso aberto para formação de Sacerdotes de Umbanda é o tradicional curso da Federação Umbandista do Grade ABC, ministrado por Pai Ronaldo Linares desde a década de 70 e que hoje está na 25ª Turma (25° Barco), nos conta pai Ronaldo que convivendo com Zélio de Moraes (Fundador da Umbanda) entendeu que esta era uma vontade dele também, preparar sacerdotes que possam representar a religião e ainda passar a eles todos um conhecimento uniforme e aberto. Este é um curso ministrado com uma aula mensal que costuma ser o primeiro sábado de cada mês.
Pai Jamil Rachid também mantém na União de Tendas de Umbanda e Candomblé os cursos de Batizado, Casamento e Funeral, aberto aos que venham a se interessar e ministrado também de final de semana, pois assim facilita aos que venham de longe para estudar e se preparar parta os rituais de Umbanda.
Muitos outros também ministram cursos de Umbanda baseados em seus conhecimentos como o irmão Waldir Persona da Frecab, a maioria das Federações mantém cursos para seus filiados.
Apesar da Umbanda ser uma religião aberta, muitos umbandistas sofreram influencias do ocultismo e esoterismo europeu, que zela pelo segredo, entraram assim na umbanda também em alguns seguimentos um estudo considerado fechado ou ainda o conceito de ocultar os ensinamentos. Muitos também ocultaram os conhecimentos por pressão da sociedade, pela repressão e preconceito que a Umbanda sofreu, muitos não apenas ocultaram sua identidade de umbandista como também toda e qualquer informação sobre ela.
Aos primeiros podemos dizer que segredo só é segredo quando apenas um o conhece, de outra forma é noticia, assim nos mostra os livros que foram publicados sobre umbanda ao longo dos tempos, inclusive de autores que beberam em fontes que não tinham interesse de publicá-las, mas logo aparece um espertinho, absorve “o segredo alheio” e publica, nem sempre citando a fonte de origem.
Ao segundo grupo precisamos lembrar que não há motivos para nos esconder ou esconder nossa religião, temos que assumir “O Orgulho de ser Umbandista”.
Os tradicionalistas acostumados com “O Segredo” ainda pensam que:
“São muitos os chamados e poucos os escolhidos”
Sendo assim quanto menos Umbandistas melhor, “sou um dos poucos”, quanto menos umbandistas esclarecidos melhor, “sou um dos raros a ter informação sobre a umbanda”...
Triste realidade, convivemos ainda hoje com um terceiro grupo que até ontem pregavam “o segredo”, hoje querem ensinar e não sabem para quem, mas de qualquer forma pregam que “todos são iguais, mas só nós temos a verdade”, criticam a tudo e a todos e se dizem universalistas.
Mas a grande maioria está sedenta de conhecimento, pois “o saber é luz e a ignorância é trevas”.
Por tudo isso devemos estudar Umbanda, estamos na era da informação, a nova geração não aceita mais respostas redundantes, a fuga ou o esconder-se atrás de frases, “caras e bocas”. Não sabemos o que é pior a soberbia ou a falsa modéstia, de qualquer forma a soberba atrai os soberbos e a falsa modéstia é algo que mais dia menos dia cai por terra.
“Estudar é preciso” e é urgente em nossa religião, tanto para popularizar o conhecimento quanto para termos Umbandistas melhor preparados para estes novos tempos, onde uma criança entra na internet e em alguns dias de pesquisa pode se mostrar mais informada que você ou eu em qualquer assunto, no entanto faltará a esta criança a experiência, a maturidade e ou O Bom Senso.
Portanto podemos e devemos preparar melhores médiuns, com cursos, sim senhor!
No entanto não temos como evitar que um médium que tenha estudado e até se dedicado faça alguma besteira, pois isto é do ser humano, mas ainda assim aquele que estuda tem menos chance de errar.
Outros ainda dizem que os cursos ou o conhecimento podem interferir durante os trabalhos mediúnicos, mas não pararam para pensar que quem se permite interferir com o conhecimento também se permitirá interferir com a ignorância, portanto o risco de interferir com novas informações é idêntico as interferências com velhas informações e distorcidas informações.
Nada justifica a ignorância com os fundamentos de sua religião, nada justifica o não estudar, nada justifica esta paralisia mental e até espiritual, pois espíritos evoluem e estudam ou alguém pensa que caboclo e preto velho nunca estudaram para fazerem o que fazem e receitarem o que receitam.

“_ Há, mas é o meu guia que tem que saber da coisas (de umbanda) eu não preciso saber de nada”
Esta é uma verdade parcial, pois mesmo que não se tenha nenhuma informação, mas uma boa incorporação os guias realizam um bom trabalho. Mesmo no mais “ignorante” um sábio pode se manifestar, desde que tenham afinidades de objetivo, que pode ser o objetivo de ajudar ao próximo. Neste caso temos a umbanda como um fenômeno que “eu não sei de nada”, mas para tê-la como religião precisamos estudar e muito.
Muitos se perguntam o que pensam os guias sobre tudo isso?
Em torno de 1995 mentores “de umbanda” e “da Umbanda” manifestaram ao médium Rubens Saraceni a necessidade de ir de encontro a estas necessidades, Rubens já vinha recebendo informações deles pela psicografia a muitos anos, juntando dezenas e dezenas de livros que vinham sendo publicados. Ele mesmo já tinha feito o curso de Sacerdócio na FUGABC com seu Pai Ronaldo Linares e agora recebia uma missão popularizar o conhecimento aberto e irrestrito a todos que quisessem estudar sobre a umbanda. Explicam os mentores que Umbanda não tem nada a esconder, precisamos multiplicar os ensinamentos e o conhecimento, nada seria segredo tudo seria revelado, explicado e fundamentado.
O que aconteceu é que surgiu então o curso de Teologia de Umbanda Sagrada o primeiro curso aberto desta forma e com esta proposta.
12 anos depois é um fato o quanto este curso vem ajudando aos Umbandistas.
Também foi por iniciativa do astral que o Rubens abriu o curso de Magia do Fogo, seguido de outras Magias (hoje já foram abertas 14 Magias), Sacerdócio Umbandista e Desenvolvimento Mediúnico.
Este é o nosso mundo, esta é a nossa realidade, quando queremos conhecer e nos preparar para algo, nos dedicamos, estudamos, lemos bons livros e procuramos cursos que nos instruam. Para nos instruir procuramos a quem melhor possa fazê-lo, algumas pessoas dedicam boa parte da suas vidas a ensinar o que sabem, a nós resta ir de encontro a estas pessoas.
Já diz um adágio popular que: “Quando o discípulo está pronto o mestre aparece” também podemos dizer que “Quando o Mestre está pronto muitos discípulos aparecem” como ensiná-los sem cair no risco de escolher uns poucos e dispensar ou outros? Afinal quem são os escolhidos? Eu digo: “Todos são chamados e escolhidos são os que se dedicam”. Pois os cursos estão abertos a todos que se dedicam, venham todos estudar, estudem de tudo que puderem, desde Doutrina Umbandista, Manipulação de Ervas, Magia, Teologia, Sacerdócio até o que conseguirem dentro e fora da Umbanda, usemos nosso bom senso, a ética e um bom filtro.
Que cada um de nós avalie o que é bom, mas que avalie estudando, pois como avaliar o que não se conhece?

Muitos de nós nos perguntamos o que fazer pela umbanda e para a umbanda além de nossos trabalhos no terreiro, o que fazer pela umbanda enquanto religião?
Eu digo que primeiro devemos fazer por nós, enquanto umbandistas, devemos estudar e nos esclarecer para sermos formadores de opinião sobre nossa religião. Depois devemos sim nos esforçar em esclarecer o que é Umbanda, multiplicar as informações sobre Umbanda.
Portanto Estudar Umbanda é um começo, um meio e um destino.
Cursos de Umbanda são essenciais, pois o estudo dentro do terreiro é fundamental para a evolução daquela casa, mas os estudos fora do terreiro são fundamentais a evolução e futuro da religião. Estudo aberto, que fale de fundamentos de forma simples e que explique o trabalho que já fazemos, não precisamos mudar nosso trabalho mediúnico espiritual, apenas entender melhor o que é a Religião de Umbanda, entender melhor o que estamos fazendo aqui, qual o nosso papel.
PS.: A grande reclamação dos umbandistas é que não tinha estudo, esclarecimento e nem abertura de diálogo sobre suas práticas e fundamentos.
Estudo nunca é demais...
“Estudem... Estudem... Estudem... UMBANDA!!!”
Alexandre Cumino

O que são as Encruzilhadas?



       
                O que são as Encruzilhadas?

Resposta: Muito se fala em encruzilhadas, mas pouco se entende. E isto nos faz lembrar o advento da Umbanda anunciada pelo Caboclo das 7 Encruzilhadas. Esse conhecimento se deturpou com os interesses escusos, onde o que é oculto tende a se desfigurar quando os propósitos não são para o bem do Universo. Podemos encontrar as Encruzilhadas nos opostos ilusórios necessários para a evolução dos filhos da Terra, como por exemplo, o “dia” e a “noite”. E onde ela está? Nem no “dia” e nem na “noite”. Estaria, então, na “tarde”? Também não, pois a “tarde” como os filhos compreendem não passa de outra ilusão. Ilusão porque é uma realidade relativa, onde conhecer profundamente a natureza faz com que enxerguemos que Deus é o Absoluto. O que nós, seres imperfeitos, insistentemente fazemos é decretar como única a verdade que só existe em nosso ego. O desapego é arma indeferível para que consigamos combater os equívocos da mente, reencontrando-nos assim, com o Eu Interior. Caminhemos rumo a evolução!

Podemos dizer que a Encruzilhada está no cruzamento vibratório de uma coisa com outra. Como é algo muito abstrato, usamos o exemplo das ruas terrenas. Mas isso não significa que as Encruzilhadas que nos referimos são as Encruzilhadas das ruas, não! E é justamente isso que causa muita confusão mental, onde despachos são colocados no intuito de interceder algo que não está fora, e sim no interior de cada ser. Filhos, já é chegada a hora de entender que não há outra forma de intercessão se não a caridade! Somente através da caridade se consegue compreender o que são as Encruzilhadas. E como qualquer outro conhecimento, é essencial a prática. Quando há a prática do conhecimento, emerge a sabedoria. É preciso vivenciar e assim também é na Umbanda! E esse é um dos motivos pelo qual a Umbanda ainda não foi codificada. Não foi criada para ser discutida, mas para ser sentida no âmago. E quando isso acontecer, não só com a Umbanda, mas também com todas as outras religiões, não haverá mais julgamentos, haverá mais tolerância e a caridade em uníssono salvará o planeta
Pergunta: Então é por isso que as Entidades se apresentam com “esses” nomes, como por exemplo, “Caboclo das 7 Encruzilhadas”?

Resposta: Os nomes que as Entidades se apresentam são simbólicos. Através da simbologia, os homens conseguem compreender as forças da natureza que emanam do Criador, como por exemplo, os próprios livros sagrados o são.  

Símbolos são figuras, marcas, sinais que representam ou substituem outra (s) coisa (s).Simbologia é o estudo acerca dos símbolos.Acaso há alguém, não só na Terra, mas também no Astral que não necessite dos símbolos? O próprio corpo físico não passa de um emaranhado de símbolos que a medicina terrena se esforça para desnovelar.Aqueles que condenam os símbolos ainda não perceberam que para compreendê-los profundamente é necessário estar fora do fardo da carne, pois este é fator limitante da consciência. É como querer enxergar uma célula sem o microscópio.

Caboclo Pedra Verde do Oriente
Mãe Vanessa Cabral
Templo Universalista Pena Branca

Aprenda como aplicar a Lei do Carma



É muito mais fácil atingir o sucesso quando temos consciência de algumas leis importantes para se chegar a ele. A compreensão da lei do carma é uma delas. O que é o carma afinal? Estou mesmo sujeito a ele, sem nenhuma escolha ou opção? Sim e não. Carma é, na verdade, o resultado do conjunto de ações, sentimentos e pensamentos que praticamos diariamente, hoje e em nosso passado. Toda forma de ação, seja ela física emocional ou mental, gera um quantum de energia que retorna para nós da mesma maneira. Desde crianças sabemos através de nossos estudos de física que "toda ação produz uma reação igual e em sentido contrário", ou seja, tudo o que sair de nós, retornará a nós. Os Upanishads diz: "O que for a profundeza do teu ser, assim será o teu desejo. O que for o teu desejo, assim será a tua vontade. O que for a tua vontade, assim serão os teus atos. O que forem teus atos, assim será o teu destino". Isso é o carma: o resultado de nossas escolhas, sejam elas conscientes ou não.

Quanto mais conscientes somos de nossos pensamentos, emoções e atitudes, mais controle sobre nossas vidas e nossos destinos teremos. Portanto, o carma define nosso destino.

As reações que temos todos os minutos de nossas vidas são escolhas nossas, por mais inconscientes que forem. Por isso insisto no caminho da auto consciência como caminho de vida. Essa é nossa única arma, nossa única ferramenta para nos apropriarmos de nosso poder pessoal. Quando estiver diante de uma escolha, preste bastante atenção a ela. Pergunte-se qual o teor de benefício que essa escolha trará a você e às pessoas que ama. Sinta em seu coração, em suas emoções o caminho que deve escolher. Mas não se engane. Numa disputa entre consciente e inconsciente, o segundo ganha facilmente. Sinta em seu corpo a resposta. Ele dirá a você.

Deepak Chopra diz: "nada do que se deve ao Universo fica sem pagamento". Portanto, o que fazer com o carma que já criamos? Infelizmente, toda energia que for lançada no Universo continuará seu percurso independente de nossa vontade. Quanto ao carma passado, ele terá que ser cumprido. Você pode escolher simplesmente se submeter a ele, mas pode entender que existem algumas maneiras mais inteligentes do que apenas cumpri-lo. Você pode tentar compreende-lo: entender as mensagens que o Universo está enviando a você através do sofrimento/aprendizado.

Certamente, quando você encontra um sentido para as dificuldades e impotência de algumas situações vividas, tudo fica mais leve e mais fácil de ser enfrentado. Investigue no mais profundo de seu coração os motivos pelos quais está passando por certas experiências e o que de fato deve aprender com elas.
Quando você entende o significado, você planta uma semente e começa a compreender a lei do dharma, do destino pessoal, de sua verdadeira tarefa nesta existência terrena. Não tenha nenhuma dúvida que desta maneira a vida se torna mais interessante mesmo em meio às vicissitudes impostas. Você aprende a se utilizar do próprio carma para criar um novo carma, mas desta vez um carma positivo. Existe ainda outra maneira de lidar melhor e até limpar um carma negativo: a meditação. Meditar limpa o carma da mesma forma que limpamos um chão sujo. A cada mergulho dentro de nós saímos mais limpos e transformados. Mais conscientes, inteiros, integrados e limpos.

Por Eunice Ferrari


Fonte: http://vidaeestilo. terra.com.
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“A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho.”


SIGNIFICADOS QUANTO AO FORMATO DA VELA



 
Cones ou Triangulares: equilíbrio, elevação.
Quadradas: estabilidade, matéria.
Estrela: espiritual, carma.
Pirâmide: realizações matérias.
Cilíndricas: servem para tudo.
Animais: para o seu animal protetor.
Lua: para acentuar sua energia intuitiva.
Gnomo: para seu elemental da terra.
Cone ou Triangulares: simbolizam o equilíbrio. Tem três planos: físico, emocional e espiritual.
Velas Cônicas: são voltadas para cima e significam o desejo de elevação do homem, sua comunicação com o cosmos.
Velas Quadradas: Simbolizam estabilidade na matéria. Seus lados iguais representam os quatro elementos: Terra, Água, Fogo, Ar.
Velas em Formato de Estrela de Cinco Pontas: É o símbolo do homem preso na matéria. Representa o carma.
Velas Redondas: Simbolizam mudança. E a energia mais pura do astral que só a mente superior alcança.