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quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

UMBANDA - CONHECIMENTOS - CULTURA


Fundamentação Doutrinária:


Conceitos de Umbanda

A Umbanda é uma religião natural que segue minuciosos ensinamentos de várias vertentes da humanidade. Ela traz lições de amor e fraternidade sendo cósmica em seus conceitos e transcendental em seus fundamentos.
A essência, os conceitos básicos da Lei de Umbanda fundamentam-se no seguinte:

Existência de um Deus único.
Crença de entidades espirituais em evolução.
Crença em orixás e santos chefiando falanges que formam a hierarquia espiritual.
Crença em guias mensageiros.
Na existência da alma.
Na prática da mediunidade sob forma de desenvolvimento espiritual do médium.

Essas são as principais características fundamentais das Leis de Umbanda, uma religião que prega a Paz, a União e a Caridade.
A origem da palavra Umbanda perde-se no tempo. São várias as definições que já foram apresentadas a respeito deste nome tão sagrado.
Na verdade, quando o vocábulo Umbanda começou a ser introduzido pelos praticantes daquela nova religião, todos, de um modo geral, humildes o bastante para permitirem serem instrumentos daqueles que iriam fazer grandes revelações, não tiveram a preocupação de captar a verdadeira palavra mântrica que lhes estava sendo passada.
A origem do vocábulo está na raiz sânscrita AUM que, na definição de Helena Petrovna Blavatsky, em seu Glossário Teosófico, significa a sílaba sagrada; a unidade de três letras; daí a trindade em um. É uma sílaba composta pelas letras A, U e M (das quais as duas primeiras combinam-se para formar a vogal composta O).
É a sílaba mística, emblema da divindade, ou seja, a Trindade na Unidade (sendo que o A representa o nome de Vishnu; U, o nome de Shiva, e M, o de Brahmâ); é o mistério dos mistérios; o nome místico da divindade, a palavra mais sagrada de todas na Índia, a expressão laudatória ou glorificadora com que começam os Vedas e todos os livros sagrados ou místicos. Já a palavra Bandha, também de origem sânscrita, no mesmo glossário significa laço, ligadura, sujeição, escravidão. A vida nesta terra.
Assim, analisando as duas palavras, podemos definir a Umbanda como sendo o elo de ligação entre os planos divino e terreno. Infelizmente, na época da revelação da Umbanda em terras brasileiras, não houve a preocupação em se manter a integridade do vocábulo. A palavra mântrica Aumbandha foi sendo passada de boca a ouvido e chega até nós como Umbanda.
Pelo seu uso, o termo Umbanda, hoje já consagrado, ganhou força mântrica. Mas não devemos nos esquecer desta origem tão sagrada. A Umbanda, em síntese, é o elo de ligação entre a divindade e os seres humanos! É a manifestação do plano divino no plano físico. É o despertar de Deus no coração dos homens.
No entanto, a Umbanda não crê em entidades tutelares de forças naturais. Esta é a concepção do Candomblé. A Umbanda crê em forças ou qualidades divinas que ao penetrarem no campo áurico do planeta, sentem-se atraídas por determinados habitat’s da natureza. As entidades cultuadas pela Umbanda, denominadas de Caboclos, Crianças, Pretos-Velhos, Exus e Pomba-Giras, citando somente os mais cultuados, não são espíritos tutelares de forças naturais. São seres como nós, que já viveram e estiveram encarnados, exatamente como nós, diferenciando-se pelo seu elevado grau de espiritualização.
A Umbanda presta culto a todos os grandes Avatares como Jesus, Buddha e Krishna. Assim, não somente o Mestre Jesus é o Mestre Supremo da Umbanda. Pela sua característica sincrética, a Umbanda cultua todos estes grandes seres, devotando-Lhes posição especial. (postado em 13/09/03)

Organização:

Em 1939, foi fundada a federação União Espírita de Umbanda do Brasil, com o objetivo de congregar os templos umbandistas e se tornar o centro de referência da Umbanda.
Com o avanço da sociedade brasileira, a partir da segunda metade do século XX, diminuiu a diferença entre os cultos afros, indígenas e europeus, e a Umbanda passou a ser praticada também por pessoas de outras raças, tornando-se muito popular em todo o território nacional.
Na Umbanda o responsável pela coordenação dos "trabalhos" é o Dirigente Espiritual ou Diretor Espiritual. Esse não possuem todos os conhecimentos como Babalorixá ou Yalorixá, bem como não passa por todo o processo de preparação e aprontamento, visto que na Umbanda somente é permitido o uso de ervas e jamais sangue (com exceção dos Exús).
A Umbanda se divide em 07(sete) linhas que são assim classificadas:

1ª Linha de Oxalá ou Linha de Santo
- Nesta linha as falanges são de Santo Antônio, São Cosme e Damião, Santa Rita, Santa Catarina, Santo Expedito e São Francisco de Assis. Esta linha é responsável por desmanchar os trabalhos de magia.

2ª Linha de Yemanjá
- Tem falanges das sereias que tem por chefe Oxum. Ainda nessa linha temos a falange das ondinas chefiada por Nanã; falange das caboclas do mar; Indaiá da falange dos Rios; Yara dos marinheiros e Tarimã das Calugas-Caluguinha da Estrela-guia.

3ª Linha do Oriente
- Subdividida pelas falanges do Hindus, dos médicos, dos árabes, chineses, oriente, romanos e outra raças européias.

4ª Linha de Oxosse
- Dividida nas falanges de Urubatão, Arariboia, Caboclo das Sete Encruzilhadas, Caboclo Sete Flechas, Águia Branca e muitos outros índios chefes falangeiros que protegem contra magia, dão passes e ensinam o uso das plantas medicinais.

5ª Linha de Xangô
- Dividida nas seguintes falanges: falange de Yansã, do Caboclo do Sol, Caboclo da Lua, Caboclo da Pedra Branca, Caboclo do Vento e Caboclo Treme-Terra.

6ª Linha de Ogum
- Dividida nas falanges de Ogum Beira-Mar, Ogum Iara, Ogum Megê, Ogum Naruê, Ogum Rompe-Mato, esta linha protege os filhos contra as brigas, lutas e demandas.

7ª Linha Africana
- Dividida nas falanges do Povo da Costa, Pai Francisco, Povo do Congo, Povo de Angola, Povo de Luanda, Povo de Cabinda e Povo de Guiné, eles prestam caridades e orientam os fiéis para a prática do bem.

Povo de Rua (Exú e Pomba-Gira):
Povo de rua, compadres e comadres são denominações usadas na Umbanda para classificar entidades que trabalham num plano astral evolutivo. Estas entidades em alguns casos equivaleriam aos Exus das casas de Candomblé, frizo, em alguns casos, pois na verdade estas entidades trabalham e se portam de forma especial em seções particulares para elas (veja a página Os Exús).

Cultos e rituais:

A Umbanda é uma das mais lindas expressões religiosas existentes. Religião que tem por base a prática da caridade e tem em uma de suas funções a elevação espiritual do médiun e das entidades que governam o próprio médiun.

A Umbanda é uma grande expressão religiosa nacional com maiores laços com o Rio de Janeiro. Irradiou-se para os Estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio Grande do Sul e demais estados do Brasil e até nos E.U.A existem casas de Umbanda.
É um culto popular aceito em todas as camadas sociais e de fácil acesso.
A Umbanda, embora tenha origens em diversas raças e nações, torna-se simples à medida que o médiun adentra em seus conhecimentos.
Dentre muitas entidades que baixam nos inúmeros terreiros de Umbanda existentes, cito como exemplo: Caboclos e Pretos-Velhos, que são considerados como tendo muita luz espiritual, força e sabedoria. Em verdade, o ritual de Umbanda é uma variação de outros cultos, baseada no espiritismo e como disse, tendo por base a caridade.

Exú: preto e vermelho
Ogum: vermelho e verde
Oxósse: verde ou verde com branco
Xangô: marrom
Oxum: amarelo claro ou ouro
Iemanjá: azul claro ou azul claro com branco
Iansã ou Oiá: marrom ou marrom com vermelho
Oxalá: branco


A Dedicação do Médiun de Umbanda:

A Umbanda apresenta como mensagem religiosa a prática da caridade pura, o amor fraternal, a paz e a humildade. Ela também se propõe a produzir, pela magia, modificações existenciais que permitam a melhoria de vida do ser humano.
Através do ato da caridade e dedicação espiritual é que o médiun de Umbanda vai adquirindo elevação e consciência do valor de seu dom mediúnico, que na verdade foi lhe dado por Zambi para que se aprimorasse aqui na terra.
As incorporações, os passes e descarregos feitos pelo médiun de Umbanda são todo o conjunto de afazeres espirituais que dia a dia fazem parte da vida do médiun. Portanto, o médiun é patrimônio maior desta maravilhosa religião que é a Umbanda.


As sete forças de um Médium
 1 - O AMOR - É O Supremo Incriador, o Poder Absoluto que gerou a natureza e todas as outras coisas É a força eterna, fonte do tudo e do nada. O amor é a base de tudo, envolve a estrutura de todos os fatos no desenvolvimento.

2 - A PIEDADE - É o sentimento de devoção e de dar auxílio, ajudar, compadecer do sentimento alheio. Bondade para com o próximo, que causa para o médium um bem-estar no ato. É a força doada pelo Criador do Céu e da Terra, exemplificada na criação do Universo astral, como segunda via de evolução para voltar ás origens.

3 - A HUMILDADE - É o sentimento de simplicidade nas expressões a si mesmo; submissão á força superior; conhecimento de sua razão e respeito á do outro. Pedir com devoção conhecendo o seu valor e o da fonte superior. Conhecer o seu lugar, o seu eu, a sua missão, para seguir o seu caminho com resignação.

4 - A FÉ - É o sentimento da crença, do crédito, do valor recebido, a confiança, a graça alcançada vinda de "cima", das forças superiores. É também, complemento da força da humildade.

5 - A FIRMEZA - Esta é a força adquirida pela sabedoria. O equilíbrio de forças adquirido através da pesquisa, do interesse, na busca dos conhecimentos das Leis Sagradas. Conhecendo estas Leis, terá forças para saber como agir e porque agir. É saber pagar o que deve, para receber o que merece.

6 - A SEGURANÇA - Forca adquirida pelo conhecimento da origem das coisas. Só se sente seguro em determinado lugar quem conhece profundamente este lugar. Quando estamos numa ponte, só nos sentimos seguros quando vemos as suas estrutura, suas bases, o material de que é feita, quem a fez e com que finalidade. Conhecendo a origem da ponte, então nos sentimos seguros. E nós, o que somos?, Como nos sentimos seguros de nós mesmos sem conhecer a nossa origem!

7 - A FORÇA - É o conhecimento dos rituais e da magia. A força do médium depende de seus conhecimentos da mística espiritual. Estes conhecimentos são adquiridos á medida que são merecidos e dados ou autorizados pelo Pai de Coroa (guia de frente), seja ele de uma banda ou de outra. Se o médium conhece as Leis Sagradas, ele sabe a que caminho leva uma banda ou outra, se está na banda de Luz (quem conhece a Luz, também conhece as trevas e por isso prefere a Luz), seu caminho será conduzido pela Luz. Se a força do médium é adquirida pelas trevas (quem vive nas trevas é porque não conhece a Luz), seu caminho será conduzido pelas trevas. O símbolo da força de um médium é o próprio ponto de força de seu Pai de Coroa.



Conselhos para os Médiuns

1º - Conserve sua saúde psíquica, vigiando seu aspecto moral:

a) não alimente vibrações negativas de ódio, rancor, inveja, ciúme, etc.;

b) não fale mal de ninguém, pois não é juiz, e via de regra, não se pode chegar às causas pelo aspecto grosseiro dos efeitos;

c) não julgue que o seu guia ou protetor é o mais forte, o mais sabido, mais, muito mais do que o de seu irmão, aparelho também;

d) não viva querendo impor seus dons mediúnicos, comentando, insistentemente, os feitos do seu guia ou protetor. Tudo isso pode ser bem problemático e não se esqueça de que você pode ser testado por outrem e toda a sua conversa vaidosa ruir fragorosamente.Dê paz ao seu protetor, no astral, deixando de falar tanto no seu nome.Assim você está se fanatizando e aborrecendo a Entidade, pois, fique sabendo, ele, o Protetor, se tiver mesmo “ordens e direito de trabalho” sobre você, tem ordens amplas e pode discipliná-lo, cassando-lhe as ligações mediúnicas;

e) quando for para a sua sessão, não vá aborrecido e quando lá chegar, não procure conversas fúteis. Recolha-se a seus pensamentos de fé, de paz e, sobretudo, de caridade pura, para com o próximo.

2º - Não mantenha convivência com pessoas más, invejosas, maldizentes, etc. Isso é importante para o equilíbrio de sua aura, dos seus próprios pensamentos. Tolerar a ignorância não é partilhar dela. Assim:

a) faça todo o bem que puder, sem visar recompensa ou agradecimentos;

b) tenha ânimo forte, através de qualquer prova ou sofrimento, confie e espere;

c) faça recolhimentos diários, a fim de meditar sobre suas ações;

d) não conte seus “segredos” a ninguém, pois sua consciência é o templo onde deverá levá-los à análise;

e) não tema a ninguém, pois o medo é uma prova de que está em débito com sua consciência;

f) lembre-se de que todos nós erramos, pois o erro é humano e fator ligado à dor, ao sofrimento e conseqüentemente, às lições com suas experiências. Sem dor, lições, experiência, não há carma, não há humanização nem polimento íntimo, o importante é que não erre mais, ou melhor, que não caia nos mesmos erros. Passe uma esponja no passado, erga a cabeça e procure a senda da reabilitação: para isso, “mate” a sua vaidade e não se importe, de maneira alguma, com o que os outros disserem ou pensarem a seu respeito. Faça tudo para ser tolerante, compreensivo, humilde, pois assim só poderão dizer boas coisas de você.

3º - Zele por sua saúde física com uma alimentação racional e equilibrada:

a) não abuse de carnes vermelhas, fumo, álcool ou quaisquer excitantes;

b) no dia da sessão, não use carne, álcool ou qualquer excitante mais de uma vez;

c) de véspera e após a sessão, não tenha contato sexual;

d) mensalmente, na fase de lua crescente, use esse poderoso tônico neuropsíquico, sempre à noite: uma colher de sopa de sumo de agrião, batido com duas colheres de sopa de mel de abelha. Pode usá-lo antes de cada sessão em que for trabalhar;

e) todo mês deve escolher um dia para ficar em contato com a natureza, especialmente uma mata, uma cachoeira, um jardim silencioso, etc. Ali deve ficar lendo ou meditando, pois assim ficará a sós com sua própria consciência, fazendo revisão de tudo que lhe pareça ter sido positivo ou não, em sua vida material, sentimental e espiritual.
(postados em 14/09/03)
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Como se dividem os Exús:
- das Almas  (Cemitério)
-Belzebuth, Omulú, João Caveira, Caveira, Caveirinha, Marabô, Porteira, Tranca Ruas das Almas, Tiriri, Morcego, Capa Preta, Brasinha, etc. (nessa linha trabalha também Seu Zé Pilintra que não pode ser confundido como exú, pois é uma alma. Em breve faremos uma página somente sobre ele.)
-Rainha das Almas, Maria Padilha das Almas, Maria Mulambo, Sete Saias, Menina das Almas, Maria Quitéria, Rosa Caveira, etc.
 - dos Cruzeiro (Encruzilhadas) -Sete Cruzeiros ou Rei das Sete Encruzilhadas (chefe dos exús do Centro Africano Reino de Oxum Pandá - entidade que incorpora no Babalorixá do centro), Veludo, Destranca Ruas, Meia Noite, Dos Ventos, Mirim, etc.
-Rainha das Sete Encruzilhadas, Menina, Maria Padilha, Maria Mulambo, etc.
 - das Águas (Rio e Mar) -Calunguinha do Mar, Dos Rios, Maré, Marinheiro, etc.
-Da Praia, etc
  das Matas  -Pantera Negra, Das Matas, Sete Encruzilhadas das Matas, Tronqueira, etc.
- do Lodo -Do Lodo

 Observação: Todos os exús acima descritos já incorporaram em médiuns de nosso centro no decorrer desses treze anos de prática aos cultos afros, precisamente Umbanda, de maneira que podemos falar com uma certa clareza sobre eles. Porém, não podemos negar que outros exús existam. Também é bom frisar que o simples fato de omitir, não intencionalmente, o nome de algum exú na lista acima, não significa que o mesmo não exista.
- QUEM SÃO OS EXÚS?
Ao contrário do que se pensa, os exús não são os diabos e espíritos malignos ou imundos que algumas religiões pregam, tampouco são espíritos endurecidos ou obsessores que um grande numero de espíritas crêem.
Os "diabos" ou demônios são seres mitológicos, já "desvendados" pela doutrina espírita, portanto, não existem.
Espíritos trevosos ou obsessores são espíritos que se encontram desajustados perante à Lei. Provocam os mais variados distúrbios morais e mentais nas pessoas, desde pequenas confusões, até as mais duras e tristes obsessões. São espíritos que se comprazem na pratica do mal, apenas por sentirem prazer ou por vinganças, calcadas no ódio doentio.
Aguardam, enfim, que a Lei os "recupere" da melhor maneira possível (voluntária ou involuntariamente).
São conhecidos, pelos umbandistas, kimbandistas, etc., como kiumbas ou quiumbas. Vivem no baixo astral, onde as vibrações energéticas são densas.
Este baixo astral é uma enorme "egrégora" formada pelos maus pensamentos e atitudes dos espíritos encarnados ou desencarnados. Sentimentos baixos, vãs paixões, ódios, rancores, raivas, vinganças, sensualidade desenfreada, vícios de toda estirpe, alimentam esta faixa vibracional e os kiumbas se comprazem nisso, já que sentem-se mais fortalecidos.
O baixo astral, mesmo num imenso caos, tem diversas organizações, fortemente esquematizadas e hierarquizadas. Planos bem elaborados, mentes prodigiosas, táticas de guerrilhas, precisões cirúrgicas, exércitos bem aparelhados e treinados, compõe o quadro destas organizações.
Muito delas, agem na plena certeza de cumprirem os desígnios da Lei Divina, onde confundem a Lei da Ação e Reação com o "olho por olho, dente por dente". Vingam-se pensando que fazem a coisa certa.
Algumas agem no mal, mesmo sabendo que estão contra a Lei, mas enquanto a vingança não se consumar, não haverá trégua para os seus "inimigos". Acham que não plantam o mal, nem que a Reação se voltará mais cedo ou mais tarde.
Cada mal praticado por um espírito, o leva a cada vez mais para "baixo". As quedas são freqüentes e provocam mais e mais revoltas.
Alguns espíritos caem tanto que perdem a consciência humana, transformando-se (ou plasmando) os seus corpos astrais (perispíritos) em verdadeiras feras, animais, bestas e assim são usados por outros espíritos como tais. Alguns transformam-se em lobos, cães, cobras, lagartos, aves, etc.
Outros espíritos chegam ao cúmulo da queda que perdem as características humanas, transformando os seus perispíritos em ovóides. Esta queda, provoca além da perda de energias, a perda da consciência.
Ficam também subjugados por outros espíritos.
Apesar de todo este quadro, pouco esperançoso, das trevas. Mesmo sabendo que no nosso orbe o mal prevalece sobre o bem, há  também o lado da Luz, da Lei, do Bem. E este lado é tão e mais organizado que as organizações das trevas.
Existem, também, diversas organizações, com variados trabalhos e ações, mas com um único objetivo de resgatar das trevas e do mal, os espíritos "caídos".
Vemos colônias espirituais, hospitais no astral, postos avançados da Luz nos Umbrais, caravanas de tarefeiros, correntes de cura, socorristas, etc., afeitos e afinizados aos trabalhos dos centros espíritas.
Vemos também, outros trabalhadores espirituais, ligados aos cultos afros.
Seja na Umbanda, Candomblé, Kimbanda, etc.
Especificamente, na Umbanda, vemos através das Sete Linhas, vários Orixás hierarquizados. Existem vários níveis na hierarquia dos Orixás. Começando pelos mais altos espíritos, que estão próximos do Criador, até os Orixás Menores ou Planetários (aqueles que são ligados e responsáveis por cada orbe, pela sua evolução).
Temos como exemplo de Orixá Menor, o próprio Mestre Jesus, que está na linha de Oxalá e é considerado Oxalá, mas como Orixá Menor.
Mesmo sendo Orixás Menores, este espíritos são de alta escol.
Abaixo destes Orixás, estão os chefes de legiões e suas hierarquias. Estes espíritos "chefes" usam as três roupagens básicas : Caboclos, Pretos-Velhos e Crianças.
Alguns caboclos, crianças ou pretos-velhos, às vezes, usam algumas destas roupagens para determinados trabalhos ou missões.
Como em nosso Universo (Astral) as manifestações se dividem em duas e manifestam-se como pares : positivo-negativo, ativo-passivo, masculino-feminino, etc.
A Umbanda que é paralela ativa, tem como par passivo a Kimbanda (não confundir com a kiumbanda, que é a manifestação das trevas).
A Kimbanda, que é a força paralela passiva da Umbanda, força equilibradora da Umbanda. A Kimbanda - São os Sete Planos Opostos da Lei, é o conjunto oposto da Lei. Quando falo em "oposto" à Lei, não quero dizer aquilo que está em desacordo à Lei, mas a maneira oposta de como a Lei é aplicada. Na Kimbanda que os Exús se manifestam, a Kimbanda, portanto é o "reino" dos Exús.

Os Exús são os "mensageiros" dos Orixás aqui na Terra. Através deles, os Orixás podem manifestarem-se nas trevas. Então, para cada chefe de falange, sub-chefe, etc., na Umbanda, temos uma entidade correspondente (ou par) na Kimbanda.

Os exús, são considerados como "policiais", que agem pela Lei, no sub-mundo do "crime" organizado. As "equipes" de Exús sempre estão nestas zonas infernais, mas, não vivem nela. Passam, a maior parte do tempo nela, mas, não fazem parte dela. Devido a esta característica, os Exús, são confundidos com os kiumbas. Videntes os vêem nestes lugares e erroneamente dizem que eles são de lá.

HIERARQUIA DOS EXÚS

Os Exús, estão também, divididos em hierarquias. Onde temos Exús muito ligados aos Orixás Menores até aqueles Exús ligados aos trabalhos mais próximos às trevas.
Os exús dividem-se hierarquicamente, em três planos ou três ciclos e em sete graus.
A divisão está formada "de cima para baixo" :

- TERCEIRO CICLO

Contém o Sétimo, Sexto e Quinto graus
Neste Ciclo, encontramos os Exús Coroados : são aqueles que tem grande evolução, já estão nas funções de mando. São os chefes das falanges. Recebem as ordens diretas dos chefes de legiões da Umbanda. Pouco são aqueles que se manifestam em algum médium. Apenas alguns médiuns, bem preparados, com enorme missão aqui na Terra, tem um Exú Coroado como o seu guardião pessoal.  São os guardiões chefes de terreiro. Não mais reencarnam, já esgotaram há tempos os seus karmas.
Sétimo Grau - Estão os Exús Chefe de Legião e para cada Linha da Umbanda, temos Um Exú no Sétimo Grau, portanto, temos Sete Exús Chefes de Legião
Sexto Grau - Estão os Exús Chefes de Falange. São Sete Exús Chefes de Falange subordinados a cada Exú Chefe de Legião, portanto, temos 49 Exús Chefes de Falange.
Quinto Grau - Estão os Exús Chefes de Sub-Falange. São Sete Exús Chefes de Sub-Falange subordinados a cada Exú Chefe de Falange, portanto, são 343 Exús Chefes de Sub-Falange.

-SEGUNDO CICLO

Contém o Quarto Grau

Exús Cruzados ou Batizados : são subordinados dos Exus Coroados. Já tem a noção do bem e do mal.  São os exus mais comuns que se manifestam nos terreiros. Também, tem funções de sub-chefes. Fazem parte da segurança de um terreiro. O campo de atuação destes exus está nas sombras (entre a Luz e as Trevas). Estão ainda nos ciclos de reencarnações.

Quarto Grau - Estão os Exús Chefes de Agrupamento. São Sete Exús Chefes de Agrupamento e estão subordinado a cada Exú Chefe de Sub-Falange, portanto, são 2401 Exús Chefes de Agrupamento.

- PRIMEIRO CICLO
Contém o Terceiro, Segundo e Primeiro Graus
Temos dois tipos de Exús neste ciclo :
Exús Espadados - São subordinados do Exús Cruzados. O seu campo de atuação encontra-se entre as sombras e as trevas.
Exús Pagãos - São subordinados aos exus de nível acima. São aqueles que não tem distinção exata entre o bem e o mal. São conhecidos, também como "rabos-de-encruza". Aceitam qualquer tipo de trabalho, desde que se pague bem. Não são confiáveis, por isso.
São comandados de maneira intensiva  pelos Exús de hierarquias superiores. Quando fazem algo errado, são castigados pelos seus chefes, e querem vingarem-se de quem os mandou fazer a coisa errada.
São ex-kiumbas, capturados e depois adaptados aos trabalhos dos Exus.
O campo de atuação dos Exus Pagãos, é as trevas. Conseguem se infiltrar facilmente nas organizações das trevas.
São muito usados pelos Exús dos níveis acima, devido esta facilidade de penetração nas trevas.

Terceiro Grau - Estão os Exús Chefes de Coluna. São Sete Exús Chefes de Coluna e estão subordinados a cada Exús Chefes de Agrupamento, portanto, são 16807 Exús Chefes de Coluna.

Segundo Grau - Estão os Exús Chefes de Sub-Coluna. São Sete Exús Chefes de Sub-Coluna e estão subordinados a cada Exú Chefe de Coluna, portanto, são 117649 Exús Chefes de Sub-Coluna.

Primeiro Grau - Estão os Exús Integrantes de Sub-Colunas e são milhares de espíritos nesta função. (aqui16/09/03)

ATUAÇÃO DOS EXÚS
Os Exús, em geral, sob a nossa ótica, não são bons nem ruins, são apenas executores da Lei.  Ogum, responsável pela execução da Lei, determina as execuções aos Exus.
A maneira dos Exus atuarem, às vezes nos chocam, pois achamos que eles devem ser  caridosos, benevolentes, etc. Mas, como podemos tratar mentes transviadas no mal ? Os exus usam as ferramentas que sabem usar : a força, o medo, as magias, as capturas, etc. Os métodos podem parecer, para nós, um pouco sem "amor", mas eles, sabem como agir quando necessitam que a Lei chegue nas trevas.
Eles ajudam aqueles que querem retornar à Luz, mas não auxiliam aqueles que querem "cair" nas trevas.
Quando a Lei deve ser executada, Eles a executam da melhor maneira possível doa a quem doer.
Há um ditado muito providencial que diz :
"Cuidado com o que se pede a um Exu, pois poderá ser atendido."
Ou seja, se um Exu se manifestar e pedirmos que ele faça o mal, ele poderá faze-lo, mas ou porque ele sabe que esse mal retornará a quem o pediu ou porque não tem noção do que está fazendo (um exu pagão).
Os exus, como executores da Lei e do Karma, esgotam os vícios humanos, de maneira intensiva. Às vezes, um veneno é combatido com o próprio veneno, da mesma maneira que a picada de uma cobra venenosa. Assim, muitos vícios e desvios, são combatidos com eles mesmos. Um exemplo, para ilustrar :
Uma pessoa quando está desequilibrada no campo da fé, precisa de um tratamento de choque. Normalmente ela, após muitas quedas, recorre a uma religião e torna-se fanática, ou seja, ela esgota o seu desequilíbrio, com outro desequilíbrio : a falta de fé com o fanatismo. Parece um paradoxo ? Sim, parece, mas é extremamente necessário.
Outro exemplo é o vicio às drogas, onde é preciso de algo maior para esgotar este vicio : ou a prisão, a morte, uma doença, etc.
A Lei é sempre justa, às vezes somente um tratamento de choque remove um espirito do mal caminho. E são os exus que aplicam o antídoto para os diversos venenos.
Os Exús, estão, ligados de maneira intensiva, com os assuntos terra-a-terra (dinheiro, disputas, sexo, etc.). Quando a Lei permite, Eles executam aos diversos pedidos materiais dos encarnados.
Os Exús tem sob o domínio todas as energias livres, contidas em : Sangue, cadáveres, esperma, etc.
Por isso, seus campos de atuação são : cemitérios, matadouros, prostíbulos, boates, necrotérios, etc.  Eles lá estão, porque frenam (bloqueiam) as investidas dos kiumbas e espíritos endurecidos que se comprazem nos vícios e na matéria.
O kiumbas, seres astutos, conseguem se manifestar como um exú, num terreiro muito preso às magias negras e assuntos que nada trazem elevação espiritual. Ao se manifestarem, pedem inúmeras oferendas, trabalhos, despachos, em troca destes favores fúteis. Normalmente eles pedem muito sangue, bebidas alcoólicas e fumo. Chegam a enganar tanto (ou fascinar) que fazem as mulheres que procuram estes "terreiros", pagarem as suas "contas" fazendo sexo com o médium "deles". Ou seja, eles vampirizam o casal, quando o ato sexual se efetua.
Mas, e os verdadeiros exús deixam ? É uma pergunta que comumente fazemos, quando estes disparates ocorrem.
Os exús, permitem isso, para darem lição nestes falsos chefes de terreiros ou médiuns. Como disse, os métodos dos exús, para fazer com que a Lei se cumpra, são variados.
Muitas vezes, também, a obsessão é tão grande e profunda que os exús, não podem separar de uma só vez obsedado e obsessor, pois isso causaria a ambos um prejuízo enorme.
Outras vezes, os exús, deixam que isso aconteça, para criar "armadilhas" contra os kiumbas, que uma vez instalados nos terreiros, são facilmente capturados e assim, após um interrogatório, podem revelar segredos de suas organizações, que logo em seguida, são desmanteladas. Alguns terreiros, depois disso, são também desmantelados pelas ações dos exús, causando doenças que afastam os médiuns, as pessoas, etc.

"Ai daquele que provoca um escândalo, mas o escândalo é necessário."

A ROUPAGEM FLUÍDICA DOS EXÚS
A roupagem fluídica dos Exus, variam de acordo com o seu grau evolutivo, função, missão e localização. Normalmente, em campos de batalhas, eles usam o uniforme adequado. Seu aspecto tem sempre a função de amedrontar e  intimidar. Suas emanações vibratórias são pesadas, perturbadoras. Suas irradiações magnéticas causam sensações mórbidas e de pavor.
É claro que em determinados lugares, eles se apresentarão de maneira diversa. Em centros espíritas, podem aparecer com "guardas". Em caravanas espirituais, como lanceiros. Já foi verificado que alguns se apresentam de maneira fina : com ternos, chapéus, etc.
Eles tem grande capacidade de mudar a aparência, podem surgir como seres horrendos, animais grotescos, etc.

OFERENDAS PARA EXÚS

Devemos oferendar aos exús?
Os exús, como já foi dito, atuam intensamente no sub-mundo astral. Grandes batalhas são travadas entre o bem e o mal. Muita energia é despendida nestas investidas e os exús, por atuarem assim, acabam gastando enormemente as suas reservas energéticas.
Depois de vários "dias" trabalhando, eles se recolhem em seus "quartéis" e repõem parte destas energias e aproveitam e estudam, discutem novas táticas, etc.
Quando fazemos alguma oferenda para os Exús, eles "capturam" as energias dos elementos oferendados, ou a parte etérica e "recarregam as suas baterias".
Mas (podemos perguntar), se o exú é um espírito, porque ele precisa de oferendas materiais ?
Como eles estão ligados ao terra-a-terra e ao sub-mundo astral que é muito denso, os exús precisam retirar dos elementos materiais a energia que gastaram em seus trabalhos.

NÍVEIS VIBRACIONAIS
Além destes aspectos já abordados, vale à pena mencionar os diversos níveis vibracionais, onde os espíritos ligados à Terra, habitam.
Estes níveis são e foram criados de acordo com cada grau evolutivo. Os níveis estão mais relacionados com o mundo da consciência do que com o mundo físico, ou seja, são mais estados de consciência do que um lugar fisicamente localizado.
Como são níveis gerados por espíritos ligados de alguma forma com a evolução da Terra, estes níveis estão vinculados ao próprio planeta. Portanto, quando vemos descrições de camadas umbralinas localizadas em abismo sob a crosta terrestre, devemos entender que embora elas estejam localizadas com estes espaços físicos, elas estão no lado espiritual deste plano físico.
Temos então, Sete Camadas Concêntricas Superiores e Sete Camadas Concêntricas Inferiores.
A divisão está sempre formada "de cima para baixo" :

- CAMADAS CONCÊNTRICAS SUPERIORES
Sétima, Sexta e Quinta Camadas - Zonas Luminosas:
Seres iluminados, isentos das reencarnações. Cumprem missões no planeta. Estão se libertando deste planeta, muitos já estagiam em outros mundos superiores.
Quarta Camada - Zona de Transição:
Espíritos elevados, que colaboram com a evolução dos irmãos menores.

Terceira, Segunda e Primeira Camadas - Zonas Fracamente Iluminadas:
A maioria dos espíritos que desencarnam, estão nestas camadas. Estão em reparações e aprendizados para novas reencarnações.

SUPERFÍCIE - Espíritos encarnados

- CAMADAS CONCÊNTRICAS INFERIORES

Sétima Camada - Zona Sub-Crostal Superior

Sexta, Quinta e Quarta Camadas - Zona das Sombras
Zona Purgatoriais ou de Regeneração
Quarta Camada - Zona de Transição
Entre as sombras e as trevas. Zona de seres revoltados e dementados.
Terceira, Segunda e Primeira Camadas - Zona das Trevas -
Zona Sub-Crostal Inferior
Os seres estão em estágio de insubmissos, renitentes e ostensivos às Leis Divinas. Não reconhecem Deus como o Ser mais superior.
‘A atuação dos Exús, está praticamente em todas as camadas inferiores, com exceção das Terceira, Segunda e Primeira Camadas, que eventualmente eles "descem" para missões especiais ou mandam os rabos-de-encruza, pois estão mais "ambientados" com as baixas e perniciosas vibrações. não que os Exus não podem "descer" até lá, mas porque é desnecessário criar uma guerra com os seres infernais, apenas porque se invadiu aquelas zonas.
A maioria dos livros espíritas, que tratam do assunto dos níveis vibracionais, não chega sequer a mencionar algo além das camadas intermediárias ou médio e alto umbral. Descrevem na maioria das vezes as camadas que ficam as sombras e não as trevas, pois os espíritos que fazem tais incursões não podem ou não devem “baixar” mais, pois somente cabe aos exus, espíritos especializados “descer” tanto. -----(hoje 16/09/03)

  AS POMBAS- GIRAS

O termo Pomba-Gira é corruptela do termo "Bombogira" que significa em Nagô, Exú.
A origem do termo Pomba-Gira, também é encontrado na história.
No passado, ocorreu uma luta entre a ordem dórica e a ordem iônica. A primeira guardava a tradição e seus puros conhecimentos. Já a iônica tinha-os totalmente deturpados. O símbolo desta ordem era uma pomba-vermelha, a pomba de Yona. Como estes contribuiram para a deturpação da tradição e foi uma ordem formada pela maioria por mulheres tinham que saldar suas dívidas. Atualmente elas vem pela Lei de Umbanda como Pomba-giras para ensinar, e fazer seu resgate do passado.
Se Exú já é mal interpretado, confundindo-o com o Diabo, quem dirá a Pomba-Gira? Dizem que Pomba-Gira é uma mulher da rua, uma prostituta. Que Pomba-Gira é mulher de Sete Exús ! As distorções e preconceitos são características dos seres humanos, quando eles não entendem corretamente algo, querendo trazer ou materializar conceitos abstratos, distorcendo-os.
Pomba-Gira é um Exú Feminino, não são prostitutas. Na verdade, dos Sete Exús Chefes de Legião - do Sétimo Grau, apenas um Exú é feminino, ou seja, ocorreu uma inversão destes conceitos, dizendo que a Pomba-Gira é mulher de Sete Exú.
Dentro da hierarquia do Exú Feminino (Pomba-Gira), estão divididas em níveis diversas outras pombas-gira, da mesma forma que as demais falanges. É claro que em alguns casos, podem ocorrer que uma delas, em alguma encarnação tivesse sido uma prostituta, mas, isso não significa que as pombas-gira tenham sido todas prostitutas e que assim agem.
A função das pombas-gira, está relacionada à sensualidade. Elas frenam os desvios sexuais dos seres humanos, direcionam as energias sexuais para a construção e evitam as destruições.
A sensualidade desenfreada é um dos "sete pecados capitais" que destroem o homem : a volúpia. Este vício é alimentado tanto pelos encarnados, quanto pelos desencarnados, criando um ciclo ininterrupto, caso as pombas-gira não atuassem neste campo emocional.
As pombas-gira são grande magas e conhecedoras das fraquezas humanas. São, como qualquer exú, executoras da Lei e do Karma.
Cabe à elas esgotar os vícios ligados ao sexo. Quando um espírito é extremamente viciado ao sexo, elas, às vezes, dão a ele "overdoses" de sexo, para esgotá-lo de uma vez por todas.
Elas, ao se manifestarem, carregam em si, grande energia sensual, não significa que elas sejam desequilibradas, mas sim que elas recorrem a este expediente para "descarregar" o ambiente deste tipo de energia negativa.
São espíritos alegres e gostam de conversar sobre a vida. São astutas, pois conhecem a maioria das más intenções. Estendem os assuntos ou alguma situação, só para que chegue ao âmago do assunto.



AS MANIFESTAÇÕES DOS EXÚS SOBRE OS MÉDIUNS
Através do dom do oráculo, ou mediunidade, os espíritos conseguem manter intercâmbio com os encarnados. O contato dá-se através das várias modalidades mediúnicas, seja ela a vidência, clarividência, clariaudiência, psicografia, psicofonia, etc.
No movimento umbandista, as entidades, normalmente manifestam-se ou pela incorporação ou pela radiação intuitiva.
A incorporação é a modalidade mediúnica mais utilizada, por várias razões, trazendo as comunicações da "boca" dos próprios espíritos, ou seja, eles estão no momento da manifestação, presentes e próximos aos encarnados. A incorporação traz como beneficio, a confiabilidade das comunicações, já que podemos "ver" o espírito manifestado, reconhecendo-o através de seus próprios movimentos, ações, voz, etc.
Assim, é possível manter estreito contato entre o espírito e o consulente.
Na incorporação, o espírito comunicante, não "entra" no corpo físico do médium, mas apenas toma as "rédeas" da situação, controlando o corpo físico com ou sem a intervenção do médium. O espírito, assim, apenas se aproxima do corpo físico, mas não o toma ou "entra" nele.
A incorporação divide-se pela intervenção ou não do médium em :
Incorporação Inconsciente e Incorporação Semi-consciente
Na Inconsciente, o espírito do médium se afasta e deixa que o espírito comunicante "assuma" o seu corpo. Assim, o espírito do médium, não interfere na comunicação, mesmo estando consciente no plano astral
Na semiconsciente, o espírito do médium se afasta um pouco do corpo, mas mantém ligação consciente com ele, enquanto que o espírito comunicante assume algumas funções motoras do corpo físico. A semi-inconsciência pode variar de intensidade, ou seja, o médium pode ter desde um grande grau de consciência até um grau de quase total inconsciência. O médium tem, enquanto dura a manifestação, alguns lampejos de consciência, vendo a manifestação como se estivesse distante ou alheio. A noção de tempo, também, é diferente, pois mesmo depois de algumas horas de incorporação, o médium tem a noção de que se passou apenas algum minuto.
Estas ligações mediúnicas, através da incorporação, são efetuadas pelos espíritos, através do corpo astral do médium. Os espíritos comunicantes usam, assim, os chacras do médium correspondentes à sua linha de atuação.
É claro que os demais chacras são utilizados, mas há sempre o chacras principal de ponto de contato e manipulação.
Quando a entidade "incorpora" ou nos momentos pré-incorporativos, um médium, pode sentir a diferença vibracional. Assim, um médium experimentado, consegue distinguir uma entidade da outra, pois as vibrações energéticas de cada entidade são diferentes umas das outras.
Um erê (criança) se manifesta utilizando o chacra laríngeo (localizado na garganta ou laringe), por isso que o corpo do médium fala com uma voz mais afinada, do tipo criança.
Os exús por sua vez, também, usam os chacras correspondentes, mas como estão muito ligados ao terra-a-terra, usam bastante o chacra básico ou genésico.
As pombas-giras, como são exús, usam muito o chacra genésico (glândulas sexuais) para se manifestarem. Por dominarem e controlarem as energias relacionadas ao sexo, elas "carregam" este tipo de vibração.
Por esta característica, um médium "sente" uma mudança significativa no seu padrão vibracional, pois uma pomba-gira está "atirando" suas vibrações afins. Por isso, pode-se causar um certo incomodo no médium, pois o seu centro genésico é estimulado no lado astral e suas glândulas sexuais são estimuladas no lado material e ele pode sentir a mesma sensação de excitação. Na verdade é apenas uma energia se manifestando e o médium deve saber diferenciar uma excitação normal de uma manifestação de um exú. Se o médium, cair na tentação e deixar-se levar, ele poderá se prejudicar, gastando a sua energia à toa.
Também, a pomba-gira, por encontrar no médium, energia sexual saturada, esgota-a nos momentos iniciais da incorporação.
Da mesma maneira, a pomba-gira, esgota a energia sexual de um consulente mais excitado. Elas, realmente se divertem com isso, mesmo estando trabalhando seriamente neste assunto.
Também, devemos relevar que muito médium põe para fora todo a sua libido nos momentos de incorporação de uma pomba-gira. Claro que as pombas-giras reconhecem isso na hora e podem até reajustar a sintonia do médium, dependendo do seu merecimento.
Outro fato muitíssimo importante é a manifestação de uma kiumba passando-se por uma pomba-gira. Deve-se tomar muito cuidado, pois certamente ela estará apenas vampirizando as emanações sensuais do médium, podendo prejudicá-lo seriamente.

Também, devido à classificação dos exus, pode ser que seja mesmo uma pomba-gira, mas uma rabo-de-encruza ou uma de nível bem próximo às trevas. Como elas não tem muito conhecimento do bem e do mal, podem também, prejudicar um médium.
Vale lembrar que às vezes, um consulente, pode ficar fascinado ou encantado com uma pomba-gira. Isso é perigoso para a pessoa, já que pode desequilibrar-se.
O que fazer então?
"Orai e vigiai" é o lema de todo médium. Devemos estar atentos não com os vícios alheios, mas com os nossos. Devemos direcionar as energias desequilibrantes e transformá-las em energias salutares, em ações benéficas.
Podemos, por imperfeição, ter os nossos vícios sexuais, mas através de um verdadeiro exu pomba-gira, podemos nos curar com a ajuda de nossos esforços.
Quando vemos então um médium, que manifesta uma pomba-gira, e acharmos que está excitado, devemos manter vigilantes para que nós não caiamos nas vibrações sensuais que nos prejudicarão. Na verdade o médium, como ser muito sensível, está apenas deixando que as vibrações se manifestem por ele. Um bom exemplo disso, quando um espírito sofredor se aproxima de um médium, este sente todas as dores, como se fossem as suas mesmo, mas na verdade é apenas um reflexo que o médium sente. A vibração é do espírito sofredor.

 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Apesar de todos estes aspectos, devemos conhecer cada vez mais o trabalho dos guardiões, pois eles estão do lado da Lei e não contra elas. Vamos encará-los de maneira racional e não como bicho-papões. Eles estão sempre dispostos ao esclarecimento. Através de uma conversa franca, honesta e respeitosa, podemos aprender muito com eles.
Estamos numa época que o sobrenatural, o maravilhoso e o milagroso já não existem. As informações devem ser espalhadas e discutidas. não sejamos ingênuos aceitando tudo como verdades absolutas, usemos a razão e o discernimento para separar o joio do trigo. não deixemos, também, que apenas os outros saiam a pesquisar. Empreendemos, também, a nossa viagem ao desconhecido e exploremos os aspectos que até agora manteve-se na obscuridade. (16/09/03)
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Escrito por juliopiovesan
Fonte: Recanto das Letras

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“A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho.”


SIGNIFICADOS QUANTO AO FORMATO DA VELA



 
Cones ou Triangulares: equilíbrio, elevação.
Quadradas: estabilidade, matéria.
Estrela: espiritual, carma.
Pirâmide: realizações matérias.
Cilíndricas: servem para tudo.
Animais: para o seu animal protetor.
Lua: para acentuar sua energia intuitiva.
Gnomo: para seu elemental da terra.
Cone ou Triangulares: simbolizam o equilíbrio. Tem três planos: físico, emocional e espiritual.
Velas Cônicas: são voltadas para cima e significam o desejo de elevação do homem, sua comunicação com o cosmos.
Velas Quadradas: Simbolizam estabilidade na matéria. Seus lados iguais representam os quatro elementos: Terra, Água, Fogo, Ar.
Velas em Formato de Estrela de Cinco Pontas: É o símbolo do homem preso na matéria. Representa o carma.
Velas Redondas: Simbolizam mudança. E a energia mais pura do astral que só a mente superior alcança.