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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

História da Umbanda e Manifesto da Terra Mãe


HISTÓRIA DA UMBANDA: UMA OBRA PRIMOROSA E DE RARA QUALIDADE

Por Hédio Silva Jr.



                 Lembro-me bem da primeira vez que ouvi Alexandre Cumino falar em público, num evento sobre liberdade religiosa ocorrido anos atrás. Meticuloso, didático, Alexandre fez uma leitura pausada e cuidadosa de trechos do “Manifesto da Terra Mãe”, uma carta enviada em 1855 pelo Cacique Seattle ao Presidente dos Estados Unidos, protestando contra a ocupação de terras tradicionais de seu povo.
                                                                             
            Mais de um século depois a Unesco tornou público esse importante documento histórico, cujas idéias centrais permanecem vivas e servem de inspiração para a maioria dos acordos internacionais sobre meio ambiente.
            Convidado a falar sobre meio ambiente, Alexandre Cumino resolveu resgatar a carta escrita em 1855. Certamente ele poderia ter utilizado trechos de leis, tratados internacionais, declarações da ONU sobre meio ambiente. Mas não. Alexandre resolveu ir na fonte, na raiz da luta ambientalista e por isso deu voz ao corajoso e desbravador Cacique Seattle.

            Quais as lições daquela palestra de Alexandre?

Muitas, dentre elas:
    1. a luta em defesa do meio ambiente não é algo novo, que começou nos anos 90, na verdade ela teve início séculos atrás;
    2. índios norte-americanos (como também os africanos) há séculos lutam pela preservação do meio ambiente;
    3. índios norte-americanos (como também os africanos) nunca foram passivos, dóceis, ao contrário, foram sujeitos de sua própria história e lutaram incansavelmente para defender sua identidade e seus direitos.

            Fiquei impressionado com a apresentação de Alexandre Cumino, um orador cortês, elegante e que lançou mão de um método inteligente e bastante educativo para abordar um assunto: mergulhar no passado e extrair dele os fundamentos, o significado e o sentido do presente.

            Qual não foi minha surpresa ao constatar que este mesmo método serviu de alicerce para a construção de cada um dos capítulos do primoroso trabalho lançado recentemente por Alexandre Cumino –  “História da Umbanda – Uma Religião Brasileira”.

            Não será exagero afirmar que o livro é repleto de méritos, de virtudes, de modo que neste curto espaço vou destacar apenas alguns deles – inclusive para que o leitor(a) possa ele mesmo se deliciar e aprender com o conjunto da obra alexandrina.

            Chama atenção, em primeiro lugar, o fato de que mesmo sendo um Sacerdote respeitado e reconhecido em todo o país, Alexandre não se propôs a escrever um livro sobre teologia, doutrina ou liturgia da Umbanda.

            Fatos históricos, textos produzidos por sacerdotes e sacerdotisas umbandistas desde o início do século passado, registros dos primeiros congressos, livros, reportagens, entrevistas, recortes de jornais, tudo isso compõe as relíquias (palavra usada pelo próprio) sobre as quais ele se debruçou durante anos para elaborar o livro. Isto sem falar do extraordinário trabalho iconográfico composto por fotos históricas, imagens, fac-símiles de jornais e revistas, gravuras, etc.

            Trata-se de um imenso e notável acervo de informações que não deixou de fora inclusive textos acadêmicos.
           
    A pesquisa, rica e profunda, lembra o trabalho dos mergulhadores que vasculham as profundezas dos oceanos em busca de tesouros perdidos em naufrágios.
            Trazidas à superfície, aparentemente as peças não teriam ligação entre si. Mas o talento, a inteligência e o trabalho paciente de Alexandre garantiram ao livro coerência, ordenação lógica e padrão editorial que não deixam nada a desejar a nenhuma obra assinada por pesquisadores acadêmicos.
           
    Isto porque Alexandre não se contentou em reunir textos históricos importantes. Mais do que isso, ele examinou com olhar crítico e aguçado cada um dos textos e documentos que compõem o livro.
           
    Um bom exemplo disso é a referência feita a Nina Rodrigues (1862-1906). Quantas vezes não ouvi lideranças do Candomblé e da Umbanda fazendo elogios a Nina Rodrigues, considerado o primeiro cientista brasileiro a escrever sobre as Religiões Afro-brasileiras. Não há dúvida de que o trabalho de Nina Rodrigues registrou informações importantíssimas sobre o Candomblé, mas é igualmente verdadeiro que sua obra é marcada por discriminação racial e religiosa. E este fato não passou despercebido aos olhos de Alexandre.
           
    Há mais: antes de citar os acadêmicos, Alexandre se preocupou em homenagear textos produzidos por Sacerdotes e Sacerdotisas que não possuíam títulos universitários mas tinham a sabedoria herdada dos ancestrais e o conhecimento adquirido na vivência cotidiana da religião.
           
   Uma religião não se constrói com acadêmicospor mais importante que seja a contribuição destes.

Religião se constrói com pessoas que crêem, que dia a dia levam a mensagem da religião, vivem para a religião e defendem a religião contra a discriminação e intolerância religiosa.

            Por isso, o título do livro bem poderia ser a história da formação, da constituição da Umbanda como religião; ou ainda a história das pessoas que fizeram da Umbanda uma religião.

            Exibindo uma sólida formação intelectual, Alexandre Cumino examina os sentidos da palavra Umbanda; discorre sobre as diferentes matrizes religiosas absorvidas pela Umbanda, resgata a luta contra a intolerância religiosa, descreve os debates sobre doutrina e sobre organização da Umbanda.

            Não bastasse apresentar um conteúdo rico e altamente informativo, o livro compõe-se de textos bem elaborados e ordenados em capítulos de forma a tornar a leitura agradável e prazerosa.

            Neste período de final de ano, em que todos nos recolhemos para um merecido descanso, vale a pena ler e presentear amigos e familiares com “História da Umbanda”.
           
    Mais do que leitura obrigatória, “História da Umbanda” é um livro de cabeceira, de consulta permanente não apenas para os adeptos e simpatizantes das Religiões Afro-brasileiras,  mas para todos aqueles que se propõe a compreender o Brasil e a aprender com o heroísmo e o exemplo de vida dos melhores filhos da nossa terra.

            “História da Umbanda” é sobretudo a história de pessoas dignas, íntegras, despojadas, gente famosa e também gente simples que não abriu mão de sua expressão de fé e que contribuiu, cada um a seu modo, para que a Umbanda alcançasse o estatuto de uma das mais importantes religiões brasileiras.
            Parabéns Alexandre Cumino. Parabéns à Umbanda.


Hédio Silva Jr., Advogado, Mestre e Doutor em Direito pela PUC-SP, é Diretor Executivo do CEERT – Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdade e Diretor da Faculdade de Direito da Universidade Zumbi dos Palmares – Unipalmares.

Obs.: “História da Umbanda” é uma publicação da Editora Madras – www.madras.com.br pode ser adquirido pelo site da editora, nas grandes livrarias ou pelos sites das grandes livrarias.



Manifesto da Terra Mãe

“Manifesto da Terra Mãe”, uma carta enviada em 1855 pelo Cacique Seattle ao Presidente dos Estados Unidos

Costuma-se colocar a cultura do Índio como algo atrasado, por não ter evoluído, tecnologicamente falando,  no mesmo ritmo do Europeu conquistador, mas o que vemos é um povo que, acima de tudo, tinha uma ética natural bem definida e profundo respeito pela natureza, através da qual reconhecia a presença Divina manifesta. No texto que segue temos um fato que nos serve de sólida referencia...   

No ano de 1854, o presidente dos Estados Unidos fez a uma tribo indígena a proposta de comprar boa parte de suas terras, oferecendo , em contra partida, a concessão de uma outra "reserva". A carta resposta  do Chefe Seatle, distribuída pela ONU tem sido considerada, através dos tempos, como um dos mais belos e profundos pronunciamentos já feitos em defesa da natureza.

Segue a resposta:

Como é que se pode comprar ou vender o céu, o calor  da terra?

Essa idéia nos parece estranha. Se não possuímos o frescor do ar e o brilho da água, como é possível comprá-los?

Cada pedaço desta terra é sagrado para meu povo. Cada ramo brilhante de um pinheiro, cada punhado de areia da praia, a penumbra na floresta densa, cada clareira e inseto a zumbir são sagrados na memória e experiência de meu povo. A seiva que percorre o corpo das árvores carrega com sigo as lembranças do homem vermelho. Os mortos do homem branco esquecem sua terra de origem quando vão caminhar entre as estrelas.. Nossos mortos jamais esquecem esta bela terra pois ela é a mãe do homem vermelho.

Somos parte da terra e ela faz parte de nós.

Portanto quando o grande chefe em Washington manda dizer que deseja comprar a nossa terra, pede muito de nós. Essa água brilhante que corre nos riachos e nos rios não é apenas água, mas o sangue de nossos antepassados. Se lhes vendermos a terra, vocês devem lembrar-se de que ela é sagrada, e devem ensinar a suas crianças que ela é sagrada e que cada reflexo nas águas límpidas dos lagos fala de acontecimentos e lembranças da vida de meu povo.

O murmúrio das águas é a voz de meus ancestrais.

Os rios são nossos irmãos, saciam nossa sede. Os rios carregam nossas canos e alimentam nossas crianças.

Se lhes vendermos nossa terra, vocês devem lembrar e ensinar a seus filhos que os rios são nossos irmãos, e seus também.

E, portanto, vocês devem dar aos rios a bondade que dedicariam a qualquer irmão.  Sabemos que o homem branco não compreende nossos costumes.  Uma porção de terra, para ele, tem o mesmo significado que qualquer outra, pois é um forasteiro que vem à noite e extrai da terra aquilo de que necessita. A terra não é sua irmã mas sua inimiga, e quando ele a conquista, prossegue seu caminho. Deixa para trás os túmulos e seus antepassados e não se incomoda.  Rapta da terra aquilo que seria de seus filhos e não se importa. A sepultura de seu pai e o direito de seus filhos são esquecidos.

Trata sua mãe, a terra, e seu irmão, o céu, como coisas que podem ser compradas, saqueadas vendidas como carneiros, como enfeites coloridos. Seu apetite devorará a terra, deixando somente um deserto.  Eu não sei nossos costumes são diferentes dos seus. A visão de suas cidades fere os olhos do homem vermelho.

Talvez seja por que o homem vermelho é um selvagem e não compreenda.

Não há um lugar quieto nas cidades do homem branco. Nenhum lugar onde se possa ouvir o desabrochar de folhas na primavera ou o bater das asas de um inseto. Mas talvez seja por que eu sou um selvagem e não compreendo. O ruído parece somente insultar os ouvidos. E o que resta da vida se um homem não pode ouvir o choro solitário de uma ave ou o debate dos sapos ao redor de uma lagoa, à noite? Eu sou um homem vermelho e não compreendo. O índio prefere o suave murmúrio do vento encrespando a face do lago, e o próprio vento, limpo por uma chuva diurna ou perfumado pelos pinheiros.

O ar é precioso para o homem vermelho, pois todas as coisas compartilham o mesmo sopro - o animal, a árvore, o homem , todos compartilham o mesmo sopro.

Parece que o homem branco não sente o ar que respira.

Como um homem agonizante há vários dias, é insensível ao mau cheiro. Mas se vendermos as nossa terra ao homem branco, ele deve lembrar que o ar é precioso para nós , que o ar compartilha seu espírito com toda vida que mantém.  Portanto  vamos meditar sobre a sua oferta de comprar nossa terra.  Se decidirmos aceitar , imporei uma condição: o homem branco deve tratar os animais dessa terra como seus irmãos.

O que é o homem sem os animais? Se todos os animais se fossem, o homem morreria de uma grande solidão de espírito.

Pois o que ocorre com os animais, breve acontece com o homem. Há uma ligação em tudo.

Ensinem às suas crianças o que ensinamos às nossas: que a terra é nossa mãe.
Tudo que acontecer à terra acontecerá aos filhos dela.

Se os homens cospem no solo, estão cuspindo em si mesmos.

Isto sabemos: a terra não pertence ao homem ; o homem pertence a terra.

Isto sabemos: todas as coisas estão ligadas como o sangue que une uma família.

Há uma ligação em tudo.

O que acontecer com a terra recairá sobre os filhos da terra.
O homem não tramou o tecido da vida: ele é simplesmente um de seus fios.
Tudo que fizer ao tecido, fará si mesmo.

È possível que sejamos irmãos, apesar de tudo, veremos.
De uma coisa estamos certos - e o homem branco poderá vir a descobrir um dia:

nosso DEUS é o mesmo DEUS.

Ele é DEUS do homem, e sua compaixão é igual para o homem vermelho e para o homem branco.

A terra lhe é preciosa, e feri-la é desprezar seu criador.

Os brancos também passarão; talvez mais cedo do que todas as outras tribos. Contaminem suas camas e uma noite serão sufocados pelos próprios dejetos.  Mas quando de sua desaparição , vocês brilharão intensamente, iluminados pela força do DEUS que os trouxe a esta terra e, por alguma razão especial, lhes deu o domínio sobre a terra e sobre o homem vermelho.

Esse destino é um mistério para nós , pois não compreendemos que todos os búfalos sejam exterminados, os cavalos bravios sejam todos domados, os recantos secretos da floresta densa impregnados do cheiro de muitos homens, e a visão dos morros obstruídas por fios que falam.

Onde está o arvoredo?
Desapareceu.
Onde está a águia?
Desapareceu.
É o final da vida e começo da sobrevivência.
Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei


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“A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho.”


SIGNIFICADOS QUANTO AO FORMATO DA VELA



 
Cones ou Triangulares: equilíbrio, elevação.
Quadradas: estabilidade, matéria.
Estrela: espiritual, carma.
Pirâmide: realizações matérias.
Cilíndricas: servem para tudo.
Animais: para o seu animal protetor.
Lua: para acentuar sua energia intuitiva.
Gnomo: para seu elemental da terra.
Cone ou Triangulares: simbolizam o equilíbrio. Tem três planos: físico, emocional e espiritual.
Velas Cônicas: são voltadas para cima e significam o desejo de elevação do homem, sua comunicação com o cosmos.
Velas Quadradas: Simbolizam estabilidade na matéria. Seus lados iguais representam os quatro elementos: Terra, Água, Fogo, Ar.
Velas em Formato de Estrela de Cinco Pontas: É o símbolo do homem preso na matéria. Representa o carma.
Velas Redondas: Simbolizam mudança. E a energia mais pura do astral que só a mente superior alcança.