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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Mãos dos Ogãs e Cambonas como devem agir estes servidores sagrados

Umbanda:O Reino da Paz



No ritual dos Templos Espíritas, existem  tarefas que são fundamentais para o bom andamento das funções do santo; Ogãs e Ekédis (dentro da Umbanda são as cambonas).

       São considerados pelo próprio santo como servos sagrados, tendo a função de observar os trabalhos enquanto o Zelador ou Zeladora encontra-se incorporado por uma das entidades chefes da casa.

      Abaixo falaremos um pouco dessas duas funções, cuja a importância é necessária e em algumas situações são eles que impedem problemas dentro da casa do santo.


O G Ã S


        São eles que tem como uma das principais funções o toque dos atabaques (Rum- o maior, Rumpi-o médio e Lé-o pequeno) para a chegada das entidades a casa de santo.

         São eles que são os detentores dos toques e cantigas específicas para cada situação característica, sendo a função do Ogã imprescindível por exemplo numa sessão de descarrego. Não possuem dentro do santo o Pai de Santo ou a Mãe de Santo. Dentro da casa são filhos diretos de alguma entidade chefe. O ritual do Ogã começa com a suspensão dentro da casa de santo, ritual cuja alguma entidade da Mãe ou Pai de Santo o sus pende, e o apresenta a todos como Ogã e futuro filho dentro do Axé.

          Esse ogã passa a ser respeitado dentro da casa de santo, por ter sido confirmado e fica prometida a futura obrigação para feitura. A obrigação do ogã passa a ser questão de alguns meses. Na obrigação o ogã não é feito pelo Pai ou pela Mãe de Santo e sim por  aquela entidade que o suspendeu a tempos atrás. Dentro do santo, os ogãs são a forma encontrada  pelo  próprio  santo  de  fazer  com que o pai ou mãe de santo possa pedir  abenção as suas próprias entidades, visto que o Ogã é filho de alguma entidade chefe.

          Dentro  do  axé  são  os  únicos  cuja  mãe  ou  pai  de  santo  tomam  abenção,  justamente para caracterizar o pedido de abenção a sua própria entidade.

          Tem voz ativa dentro da casa do axé, podendo em certas situações designar  obrigações e ordenar funções.

          Existem os ogãs Alabês (cuja função principal é cantar e tocar) e os ogãs Axoguns (cuja função seria além de um Alabê, aquele que tem a mão de Obé, ou seja, tem a mão de faca, podendo cortar para os Orixás da casa. Em algumas linhas existe também o Ogã com mão de Ofá (podendo colher somente ele, ervas sagradas).

           O ogã não é simplesmente um tocador de atabaques e um cantador de pontos, são homens cuja a função é também deter segredos e rituais cujo conhecimento só é revelado para o Zelador(a) e para o ogã.

E K É D I S (Cambonas ou Cambonos)

            Em geral a função é pertencente as mulheres, cuja função é de suma importância, sendo elas as ordenanças da casa do santo, escutam o recado e transmitem as ordens.

            Diferente dos ogãs, não são suspensas e são verdadeiramente filhas do Pai ou da Mãe de Santo. Em geral são as tradutoras da linguagem usada pelo santo. São quase sempre responsáveis por zelar pelos Axés dentro da casa. São detentoras, como os ogãs, de segredos necessários para a feitura e manutenção das energias (Axés) dentro da casa de santo.

             O respeito as Ekédis é uma característica bem marcante, sendo elas bem res peitadas e algumas vezes até autoritárias (as vezes é necessário pela função que ocupam).

             Os cambonos, quando necessário, tem a permissão do santo para atuarem como ogãs, podendo tocar e cantar.

              Em muitas casas de santo, são elas as cozinheiras do Axé; acabam sendo as responsáveis pela comida do santo e em algumas vezes atuando como mães criadeiras, permanecendo junto com os Iaôs ou Abiâs durante o processo de feitura ou Boris.

               Como os ogãs são exímias batedoras de ebós, sendo algumas vezes mais nece ssárias que os próprios Ogãs.

OGÃS E CAMBONAS, OS SERVOS SAGRADOS!!!

Práticas que devem ser observadas pelos Ogãs e Cambonas


  1. Colocar primeiro as vestes do templo.
  2. Lavar as mãos antes de tocar qualquer objeto sagrado, (agua corrente com alfazema)
  3. Cumprimentar as entidades e Orixás da casa.
  4. Reverenciar os objetos a serem tocados.
  5. Pedir permissão ao Orixá de cabeça.
  6. Revisar os objetos sagrados.
  7. Efetuar o toque que convier para afinação dos instrumentos.
  8. Efetuar o toque de saudação a todos Orixãs
  9. Ao fim dos trabalhos conferir os objetos sagrados
  10. Agradecer e reverenciar os tambores.

Nota: não permitir o uso dos objetos sagrados por outras pessoas, quando em ensinamento pedir autorização ao chefe da casa e principalmente aos Orixás.

Neste blog você poderá conhecer um pouco sobre os Tambores e o quanto são sagrados dentro dos Templos, por isso amigo somente pessoas autorizadas podem tocar estes instrumentos sagrados.

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“A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho.”


SIGNIFICADOS QUANTO AO FORMATO DA VELA



 
Cones ou Triangulares: equilíbrio, elevação.
Quadradas: estabilidade, matéria.
Estrela: espiritual, carma.
Pirâmide: realizações matérias.
Cilíndricas: servem para tudo.
Animais: para o seu animal protetor.
Lua: para acentuar sua energia intuitiva.
Gnomo: para seu elemental da terra.
Cone ou Triangulares: simbolizam o equilíbrio. Tem três planos: físico, emocional e espiritual.
Velas Cônicas: são voltadas para cima e significam o desejo de elevação do homem, sua comunicação com o cosmos.
Velas Quadradas: Simbolizam estabilidade na matéria. Seus lados iguais representam os quatro elementos: Terra, Água, Fogo, Ar.
Velas em Formato de Estrela de Cinco Pontas: É o símbolo do homem preso na matéria. Representa o carma.
Velas Redondas: Simbolizam mudança. E a energia mais pura do astral que só a mente superior alcança.