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domingo, 8 de maio de 2011

Cambono




CAMBONO
Jefferson Ibiapino




O Início

Geralmente, nas maiorias dos casos, o cambono inicia a sua vida espiritual em um terreiro, visitando, indo tomar um passe, ou porque algum conhecido vai no terreiro e este começa a ir também.
Ele será assistido por alguma entidade e esta entidade o informará que tem mediunidade e que a sua missão nesta vida é a de trabalhar (desenvolver) a sua espiritualidade.
No começo, pânico total. É a coisa mais comum para as pessoas iniciantes na religião sentir pânico quando a mesma fica sabendo que tem o dom da mediunidade e que está nesta encarnação com a missão de trabalhar a espiritualidade e ajudar tantas pessoas que necessitam. É comum ao certo, que quando a pessoa vai em um terreiro de Umbanda a primeira vez vai sem saber o que ali acontecerá. A maioria já pensa nas matanças de animais e no sangue jorrando, já pensa nas imagens de exu tão comum com chifres e outros adereços, ou seja, só pensam em bobagens do folclore brasileiro. “Eu me lembro a primeira vez que minha irmã de sangue, atualmente uma exemplar mãe de santo e yabasse, me disse que ela estava frequentando um terreiro e o preto-velho havia dito a ela que era para eu ir no terreiro que ele queria conversar comigo, na hora eu estava dirigindo e estávamos parado em um semáforo e por coincidência tinha um senhor negro no portão de uma empresa trabalhando de segurança com seus novos cabelos brancos e eu perguntei a minha irmã se podia ser aquele “preto-velho” ou tinha que ser o outro mesmo, ela riu, eu também ri e continuamos.” Isso é para ilustrar que a dúvida, a falta de crença e a ingenuidade da nossa formação pode nos levar a quaisquer caminhos que sejam. O pior acontece quando se chega no terreiro pela primeira vez e não se entende e tenta-se adivinhar o que esta acontecendo naquele local.
Na maioria das vezes tem uma cortina que separa a assistência do congá e é aí que se começa a questionar o que se passa lá dentro. Ah, é agora que contam os meus problemas para a pessoa que irá me atender para ela poder me enganar depois? Ah eles fazem isso para poder trocar as informações que os outros “guias” já passaram?
Ou seja, novamente só bobagem. Não estou dizendo que acontece com um ou com outro. Isso acontece com todos.
Todos que estão pela primeira vez onde se transcende o real para o sagrado, o profano para o divino, a insegurança pela caridade, isso acontece com todos que pisam em um terreiro de Umbanda pela primeira vez, aconteceu comigo, aconteceu com meus familiares, meus amigos, meus desconhecidos, ou seja, até cair a ficha o do porque você esta aqui, passa muita coisa na sua cabeça. Será que a polícia vai chegar e irá todo mundo preso ? Não isso nunca irá acontecer nesta bendita terra chamada Brasil, nosso direito de expressar a nossa religião e nossa fé está declarada na Constituição Brasileira. Em nossa Carta Magna, no Titulo II, artigo 5º, parágrafo VI, diz: “É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias”, ou seja, a polícia está aqui para nos defender e não nos agredir.
O inicio na religião normalmente é um romper de barreiras.
Na maioria dos casos o neófito vem de outra religião e em sua vida social é muito complicado se declarar Umbandista. Quando a pessoa se declara Umbandista em seu ambiente familiar ou em seu ambiente profissional ela logo será tachada de macumbeira, de feiticeira, de pai ou mãe de santo e tudo isso da forma mais pejorativa que significa. Não saberá e nem estará atento ao verdadeiro significado da palavra ou da religião Umbandística. É natural então que o iniciado se sinta sozinho e perdido no meio de tanta informação nova e que parece ser de certa forma proibida. A nossa cultura e a nossa tradição tende a ser muito preconceituosa no que diz respeito ao tratamento com os espíritos, tudo isso parece ser muito oculto e proibido.
Fico me lembrando das perguntas que fiz, das duvidas e dos medos a qual passei em minha iniciação. Tudo era muito estranho, sempre fui um convencido ateu, humanista por princípio, e de repente estava deparado com o sagrado da forma mais ampla possível. Era difícil entender o processo da incorporação ou até mesmo conversar com o ser incorporado. Era difícil distinguir médium de entidade, entidades de entidades, santos de Orixás, lembro uma vez que perguntei ao meu cunhado, hoje meu pai de santo, porque Oxossi havia morrido todo flechado amarrado em uma árvore (me referindo a estátua de São Sebastião santo católico sincretizado). E ele me explicou sobre o sincretismo religioso, que aquela imagem se referia a um santo católico o qual a religião afro-descendente adotou como ilustração para o seu Orixá Oxossi. Esta passagem é para ilustrar um pouco o inicio da vida como cambono ou cambone. A pessoa vai pedir ajuda, ou por curiosidade, chega em um terreiro de Umbanda. O guia incorporado, o que já é estranho, diz que ela tem mediunidade (o que é isso ? será que ele diz isso a todas as pessoas ? ), e esta é convidada a começar a desenvolver os seus guias, e após um tempo de desenvolvimento esta é chamada para entrar na gira, entrar no terreiro, vestir branco, servir o santo ou simplesmente virar um cambono. E aí? O que fazer?
O que é ser um cambono?
O começo na vida de um cambono deve ser levado como um marco em sua história na religião. O que vestir no primeiro dia? Como será dançar no ritual? Com quem irei ficar nos trabalhos? Como devo me proceder com os pais ou mães de santo? Como devo me proceder com os guias chefes da casa? São tantas as dúvidas que giram na cabeça de um cambono que as vezes o cambono se esquece qual é o verdadeiro papel dele na religião, o real porque dele estar ali. Tentarei explicar do inicio o como fazer, o porque fazer e quando se deve fazer. As experiências aqui descritas foram me ensinadas pelas entidades a quem servi e se referem as regras dos templos que eu trabalhei. Elas podem variar de casa para casa e não tem a intenção de ser a verdade em hipótese alguma e sim apenas uma referencia para o neófito no cumprimento de sua missão.
Como se inicia na religião como cambono ?
Provavelmente o neófito é atendido por uma entidade e esta entidade o chamou para a vida do sacerdócio de cambono.
Sim, ser cambono é um sacerdócio. A partir do momento que você se torna um cambono você esta se dispondo a ouvir os problemas dos outros, ajudar os necessitados e acima de tudo, guardar segredo dos problemas alheios.
Entre o atendimento prestado pela entidade até o chamado para o iniciado se tornar um cambono, pode decorrer dias, meses ou anos e pode neste tempo o mesmo ser chamado para já desenvolver as suas entidades ou não variando isso de terreiro para terreiro.
Em alguns casos a pessoa iniciada tem o privilégio de no primeiro dia que pisar em um terreiro ser chamada para trabalhar como cambono, isso é raro, mas acontece.
Lembrando que o cambono é geralmente o primeiro estágio que um médium passa dentro de um terreiro.
Ou em alguns casos o cambono pode ser parente do pai/mãe de santo e este é teoricamente obrigado a trabalhar como cambono no terreiro.
O cambono é o primeiro estagio que passa o neófito dentro de um terreiro de Umbanda com responsabilidades dentro da casa, com as entidades e os consulentes. A roupa que o cambono deve utilizar nos trabalhos varia de casa para casa, mas o básico é a roupa branca. Em alguns terreiros é necessário fazer uma roupa que a própria casa fornece ao novo cambono. Em outros terreiros a roupa deve ser branca e observando a cor do guia do trabalho. A melhor coisa a fazer é tentar se informar com a direção da casa qual a melhor roupa para utilizar nos trabalhos.
Um outro ponto que o cambono se preocupa é com quem ele irá ficar dentro da gira. Geralmente o cambono ajudará as próprias entidades que o trouxeram para dentro da corrente. Em alguns casos para o cambono será determinado auxiliar outras entidades que este então não conhecia, tudo depende dos guias chefes da casa, mas qualquer que seja a opção o cambono deve respeitar e aceitar a sua vida como um cambono.
Ser cambono é um estágio na sua vida espiritual. Quase todos os grandes médiuns primeiro aprenderam a ser cambonos para depois serem médiuns. Sempre ouvi que um bom cambono será um bom médium. Acho que isso resume a vida de cambono. Quanto melhor você for, mais você se dedicar, mais você estiver atento, mais você servir, mais preparado você se tornará um médium de passe, um médium de atendimento. Salvo em alguns casos que o neófito tem que passar por outros estágios para se tornar um médium de passe. A hora da dança, abertura da gira de algumas casas, também é um grande tormento na cabeça do novo cambono, mas tudo isso é detalhe que se aprende com a duplicação e com a repetição do movimento. É muito comum não entender o que esta acontecendo na gira, no padê, na defumação, nos pontos, no bate-cabeça e outros detalhes que o cambono executa, mas sem saber o porque disso ou daquilo. A melhor opção é relaxar e dar tempo ao tempo. Tentar identificar quem na corrente tem o conhecimento que necessita e ir atrás, buscar o conhecimento. Um bom começo é conhecer o Estatuto Social que rege o terreiro ao qual você irá ou já estará fazendo parte. Este estatuto trás as normas e as diretrizes que a casa segue sob as orientações dos guias chefes da casa. É muito importante conhecer tais normas e ficar por dentro da conduta certa que se deve ter em cada terreiro.
Uma coisa importante que o neófito tem que entender é que por mais que o terreiro seja uma casa filantrópica sem fins lucrativos o mesmo precisa de recursos financeiros para se manter. Aluguéis, despesas com manutenção, papelaria, documentos, contador e demais despesas tem que ser pagas como qualquer empresa que busca lucro mesmo o terreiro não buscando o lucro. As pessoas confundem lucro com subsistência. A entidade filantrópica a qual você fará ou já faz parte depende de dinheiro para continuar a funcionar e ajudar cada vez mais e normalmente o novo cambono deverá assumir a sua contribuição mensal com o terreiro a qual estiver fazendo parte.
Um outro ponto importante é o novo cambono tentar entender qual a hierarquia material e espiritual que o terreiro esta sujeito. Buscar conhecer os Pais e Mães de Santo (Babalorixá e Yalorixá), os Pais-pequenos e Mães-pequenas (Babaquequere e Yaquequere), os Ogãn do Terreiro, os dirigentes espirituais do terreiro, os dirigentes materiais do terreiro, a respeito das contribuições que o cambono deverá assumir, não só em espécie (dinheiro) mas também em material de limpeza, velas, defumadores, bebidas, comidas, a limpeza do terreiro (geralmente cada casa tem uma escala de limpeza a ser cumprida) e outros detalhes que o neófito geralmente não esta atento quando entra para uma gira de um terreiro. É importante saber que a comunidade do terreiro está lá para se ajudar em tudo o que diz respeito a manutenção do templo. Entender o seguinte: - Geralmente o terreiro é formado por um local que será dedicado ao culto, este terreiro é dirigido por um Pai ou Mãe de Santo o qual tem como missão ajudar as pessoas necessitadas, você como um cambono necessita de um espaço para estar recebendo os seus guias, desenvolver a sua espiritualidade e cumprir a sua missão.
Então entenda que o terreiro também será seu local sagrado de orações e devoções e por isso você deve zelar por ele e também colaborar com a manutenção da casa.








Um saravá amigo.


Octavio








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“A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho.”


SIGNIFICADOS QUANTO AO FORMATO DA VELA



 
Cones ou Triangulares: equilíbrio, elevação.
Quadradas: estabilidade, matéria.
Estrela: espiritual, carma.
Pirâmide: realizações matérias.
Cilíndricas: servem para tudo.
Animais: para o seu animal protetor.
Lua: para acentuar sua energia intuitiva.
Gnomo: para seu elemental da terra.
Cone ou Triangulares: simbolizam o equilíbrio. Tem três planos: físico, emocional e espiritual.
Velas Cônicas: são voltadas para cima e significam o desejo de elevação do homem, sua comunicação com o cosmos.
Velas Quadradas: Simbolizam estabilidade na matéria. Seus lados iguais representam os quatro elementos: Terra, Água, Fogo, Ar.
Velas em Formato de Estrela de Cinco Pontas: É o símbolo do homem preso na matéria. Representa o carma.
Velas Redondas: Simbolizam mudança. E a energia mais pura do astral que só a mente superior alcança.