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segunda-feira, 7 de março de 2011

Mensagem do Caboclo Boiadeiro Zé do Laço


Mensagem do Caboclo Boiadeiro Zé do Laço
Caboclo Boiadeiro Zé do Laço
Mensagem recebida em 11/04/2008
por Mãe Vanessa Cabral
Dirigente do Templo Universalista Pena Branca
(Terreiro Filiado ao Centro Espiritualista Caboclo Pery)

PRA LEI DE CAUSA E EFEITO NÃO HÁ PERDÃO!

Com muita angústia e aparente simplicidade um filho de fé perguntou:
- Eu rodo, rodo e não me acho,
Seu Zé, o que é que eu faço?
Eita boi danado... Além de danado é teimoso!
Num sabe que tem que fazer estudadô pra ficar formoso?
Procura do lado de fora,
o que está do lado dentro.
Basta olhar o aqui e agora,
observar o teu próprio centro.
É por isso que quando nóis vai treinar cavalo,
nóis amarra ele, coitado...
Mas de coitado ele não tem nada,
se bobear, ele amarra a gente na própria laçada!
Nóis enterra um pau no chão
e pendura um chicote no cinturão
Uma ponta da corda fica presa no pau e a outra, fica presa no cavalo
Sabe pra quê? Nem que me corte a língua eu falo!
Despois nóis manda ele rodar
E nóis fica só a admirar...
Bota a cabeça pra fazer funcionadô e larga de fazer criticadô.
O que mais tem no mundo é dona pra ensinar suncês a ser doutô!
As dona vieram pra nos ensinar
e nóis tem é que ficar muito feliz com essa misericórdia de Pai Oxalá
Mas cuidado que as dona são esperta
Vê tudo e finge que não enxerga!
Sou cabra macho sim sinhô
Mas prefiro um conselho de uma dona do que de um doutô
Abaixo a cabeça e despois fico de pé
E foi só assim que aprendi o que realmente é ter fé!
Simplicidade de aparência, só serve pra ficar de boca cheia
E se quer mesmo ter ajudadô num adianta ficar de cara feia!
Zé ainda tá sendo bom,
tô inté falando num suave tom!
Me orgulho de ser mandado por ela,
Nêga Catarina, eita velha!
E se hoje sou o que sou,
É porquê muito ela me ensinou.
Me ensinou que prá fazer caridade
A simplicidade tem que andar junto com a humildade!
Sou um peão e não um doutô,
mas o que importa é que nóis tá aqui pra ser servidô,
ao invés de ficar perdendo tempo pra fazer julgadô!
No Reino de Pai Xangô o tempo é muito mais que ouro,
Então num perca tempo fazendo da vaidade um sumidouro.
A moeda que suncês recebe nóis padece
E tudo que suncês planta, Omulu recebe.
Devolve na mesma ou em maior proporção
E de acordo com o que os filhos tem no coração
Despois, num adiante lamentar
Zé tá aqui e sabe muito bem que o seu dever é ajudar!
E sabe melhor ainda que ajudar é muitas vezes dizer um não,
pois pra Lei de Causa e Efeito não há perdão!

Atotô meu Pai! Saravá o Senhor do Karma, Omulu!

Ora, Vigia e Semeia!

“Inté” para os vermes o sol brilha, porque que “suncê” não vê a luz que irradia?
Não adianta adiar o aprimoramento da moral,só depende de “suncê” “mermo” a própria evolução espiritual!
Andei uns tempos em outra banda, mas já estou de volta,ainda mais agora, com tanto cavalo nessa joça!
“Uai gente sô”, parece que resolveu procurar “esprito” ao invés de doutor,mas observe que tem peça da máquina que já quebrou...
Por isso, não adianta achar que tudo vai melhorar,se não, na corda bamba é que vai ficar!
Os problemas começam na alma,mas quando atingem o moinho tem que olhar com calma.
Pra “despois” num dizer que foi tudo culpa da obsessão e que não precisa do doutor pra ensinar a lição!
A teimosia só atrapalhae a relutância não agasalha!
Aí vai querer fechar o corpo com um nó e uma laçada,mas isso é “ritual” que só ao ego agrada!
O corpo vai continuar aberto,porque na verdade tá precisando é ficar quieto.
O sapo só bota a língua pra fora pra comere porque o “fio” insiste em soltar a língua pra escarnecer?
Fica preocupado com a moradae esquece que o mal consegue entrar pela palavra falada.
Aí vai dizer: “por onde a chuva entrou se no meu telhado não tem goteira”? E o peão vai responder: “foi a língua que abriu a porteira”!
Diz também que a própria família não entende nadae a essa altura já virou inté enxurrada!
Mas o peão não desiste e fala: “Burro manso às vezes é pior que touro bravo,qual é a flor de defunto, rosa ou cravo”?
Qualquer criança sabe responder,portanto, não fique aí fingindo não entender!
Olhe para o seu “zumbigo” e deixe de ser enxerido.
Quanto mais falar da própria vida,num vai consegui enxergar a saída.
Tá mais perto do que imagina,mas quanto mais lambe, mais profunda fica a ferida.
É por isso que quando o cavalo se machuca, “nóis” num deixa ele nem virar a nuca.
Que é pra língua ficar parada no mesmo lugar,dentro da boca, a língua não faz a ferida aumentar.
Então, não perca tempo pra falar da vida alheia,Ora, vigia e semeia!

A Própria Laçada

Por que fica dando pirueta?
Ainda não escutou o som da trombeta?
Vamos embora, anda!
Abra os olhos e tire essa canga!
Lamento quando os filhos da Terra num querem se ajudar,
Despois acham que vão resolver os problemas admirando o Gongá!
Ficam esperando nóis falar tudo
E muitos se fazem de cego, surdo e mudo!
Mas quando chegam lá fora, são os primeiros a se maltratar
E o que é pior, botam a culpa no outro, além de só saber julgar...
Filhos, não estamos aqui pra resolver os problemas
E sim para ajudar a entender como criam os próprios dilemas!
Ajudar, porque só suncês mermo é quem pode compreender
E os que buscam mais do que isso é porque tá na falta do que fazer...
Tá precisando arrumar um trabalho
ou se já tem, é porque tá muito mal acostumado...
Suncês até podem barganhar com o material,
mas nunca conseguirão barganhar com espiritual!
Até barganhando com o material sofrerão a Lei de Causa e Efeito
e se é esta linguagem que os filhos entendem, tudo na vida tem um preço!
Ah, querem pagar pra ver?
Despois num chora dizendo que num fez por merecer!
Num deixa pra resolver amanhã o que deve ser esclarecido hoje,
pois se o raio cair na sua cabeça vai dizer que foi Xangô quem trouxe!
E ainda vão dizer: “Eu num queria ter feito isto”...
E esse peão vai responder: “Agora agüenta o corisco!”
Vão querer argumentar, dizendo que fez porque estava com um encosto!
Peão vai gargalhar, dizendo que este tormento só pode ser uma piada de mal gosto!
Por isso, filhos meus
num brinquem com aquilo que suncês pensa que já conheceu...
Num arrumem um bode expiatório...
Se não, vão acabar chorando no próprio velório!
E o pior que esse velório pode ser eterno,
o esprito transcende a carne, mermo botando gravata e terno!
A alma vai arder no fogo do inferno...
Pensa que tá longe? Tá é muito perto!
Porque o inferno é a sua própria consciência...
Não finja que ela não existe porque isso também é maledicência!
Vou me embora, vou tocar boiada...
Adeus e não se envolvam na própria laçada!

BARGANHA

Eh boi!
Cavalo empacado é o cavalo que não anda,
depois que se atola, quer que boiadeiro faça barganha!

Você que é cavalo de Umbanda e ainda não aprendeu,
fica oferecendo marafo achando resolveu!

Água de fogo arde e queima,
funcionando igual a sua consciência!

Boiadeiro vai tocando a boiada mostrando o caminho,
Mas sempre tem um cavalo que teima em andar sozinho!

Confunde independência com liberdade,
Mas como o Mestre disse, a salvação é a caridade!
Xetuá, xeto marrumba xeto!


Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei

Consagrações e Obrigações Religiosas


O que é uma OBRIGAÇÃO?
É a confecção de um ponto de atração e ligação entre um ser encarnado e uma Força Superior (um Orixá).     Na Umbanda essas ditas Obrigações, são preparadas com elementos naturais, fazendo desta forma uma alquimia, tal que, determina a Freqüência do Orixá desejado. Qual é a melhor forma de determinar esta dita freqüência.
Pelo conhecimento detalhado de cada Orixá, a sua força, seu atributo, seu Oti (bebida), suas ervas, seu Amalá (comida), chegaremos à um determinado modo de fazer este Orixá vibrar.
As Obrigações se dividem em: Amací e banhos de limpeza para entrar na ritualistica
Batismo de aceitação - Quando passa a freqüentar o templo e inicia seu desenvolvimento.
Apresentação aos Orixás da Coroa – Revelação e apresentação conciente.
Iniciação Mediúnica – Quando o iniciado já apresenta a mediunidade.
Confirmação mediúnica – Torna-se um médium apto a participar dos trabalhos.
Coroação Mediúnica – adquiri condições de ser médium de firmeza e seguraça.
Consagração Mediúnica – Passa a ter condições de substituir o Dirigente.
As obrigações de iniciação e de  reforço são idênticas, já nas emergenciais e de socorro espiritual, mudam de aspecto. As obrigações de Iniciação e de reforço como o próprio termo está dizendo, é feita durante a preparação de um filho, só e exclusivamente realizada nestas ocasiões, e o intervalo entre uma e outra depende da dedicação e do grau de mediunidade e de aprendizado de cada um tenha.
Pelo menos uma vez ao ano os filhos devem fazer um reforço das obrigações de iniciação e limpeza mediunica. As emergência e socorro espiritual  só deverão ser usadas em casos realmente de emergência, do tipo, nos casos de assédios espirituais e possessões, dificuldade em se afirmar no desenvolvimento e quando de um afastamento prolongado da ritualidade mas, sempre com a aquiescência e anuência de uma Coroa Maior.
As Obrigações na Umbanda devem ser feitas, sem corte (sem sangue), sem raspar a coroa. Todas as obrigações sempre terão que ser feita em um recolhimento na camarina e o tempo de permanência depende de cada obrigação e do estagio que o médium estiver.
A apresentação e as oferendas aos orixás, devem ser feitas quando  possível em um ponto de força da natureza de um orixá. Alem das obrigações que consagram um médium e sua Coroa este recebera do Dirigente os Segredos de  fundamento e iniciação para que o Filho possa seguir firme em sua caminhada espiritual.
Em alguns Templos de Umbanda chega-se a fazer o corte dos cabelos ( alguns fios de cabelos).
1a OBRIGAÇÃO É A DO GUARDIÃO (EXU).
Após a de Exu, deverão ser feitas as obrigações dos demais Orixás (TODOS) exceto os do da Coroa (Pai e Mãe de cabeça) que ficarão por último e que serão efetuados na pré-camarinha para filhos que estão iniciando, na Camarinha aos que se destinam aos que estão realizando a sua coroação ou consagraçào e na pré e na Camarinha os que se tornaram Dirigentes espirituais (Babalorixá).
A condição de ter o filho feito obrigações para os diversos Orixás do Panteon durante a sua feitura não determina necessariamente que tenha guias (colares) deste ditos Orixás. Esse colares devem ser pedidos pelas Entidades trabalhadoras e responsáveis durante o tempo que o médium passa pelo desenvolvimento.
E muito complexo explicar toda uma ritualidade, mas acho ter lhe dado explicações acima que podem lhe dar uma idéia da ritualidade dentro da Umbanda, que podem mudar de nome e seguencia conforme o entendimento e aprendeizado absorvido por cada dirigente.
Mas uma coisa é  certa, na Umbanda não se raspa a coroa e não se efetua a ritualidade do sacrifício, por se tratar de uma religião naturalista e por se reverenciar diretamente as forças divinas, portanto não atenta contra a maior força divina que é a vida de um ser.
Em alguns Templos que tem em sua ritualidade certos abtos e praticas ritualísticas absorvidas de preceitos e conceitos afros, não podemos dizer que realizam errado, pois, tudo que é feito com credibilidade confiança e respeito será recebido pelos orixás.
A particulariedade de cada templos e Sacerdote deve ser respeitada, pois cada um pratica o que sabe e o que aprendeu.

Fonte: Templo Estrela Guia

Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei

 

Obrigações aos Orixás


A seqüência do desenvolvimento do médium, que se propõe trabalhar numa Casa de Caridade Umbandista, passa pelas obrigações aos Orixás.
Todo médium deve fazer a obrigação de Oxalá, que é o batismo.
É no batismo que o médium confirma perante o sacerdote a aceitação da religião e assume o compromisso de cumprir os conceitos e as regras da casa onde pretende trabalhar.
Recomenda-se que todo médium faça pelo menos duas outras obrigações, as de seus Orixás de cabeça e de juntó.
Todo médium que almeja o sacerdócio umbandista ou mesmo atingir uma melhor firmeza nos seus trabalhos deve fazer todas as obrigações.
Para obrigação o médium deve se preparar com desprendimento e dedicação especial que costumamos chamar de preceito (por sete dias):
• Purificação das energias: abstinência de carnes, álcool, cigarro e sexo.
• Esse desprendimento fortalece e valoriza o compromisso do médium, perante a responsabilidade de fazer bom uso do Axé que estará recebendo dos Orixás.
• Abster-se da incorporação para que não reste vibrações da entidade manifestante.
• Manter-se afastado de hospitais, velórios e da casa onde trabalha para não absorver vibrações estranhas a sua própria.
• Fazer o banho do Orixá antes de deitar.
• Para equilibrar as energias.
• Após o banho, fazer uma autodefumação com as ervas e resinas do Orixá.
• Preparar o ambiente para um sono iluminado
• Deitar na esteira.
• Usa-se normalmente a esteira de taboa, esse ritual é uma demonstração de humildade e sacrifício.
O médium deve ter o maior cuidado com material que será oferecido ao Orixá, tanto na preparação como na qualidade.
A obrigação será colocada numa toalha confeccionada nas cores do Orixá com seu ponto desenhado.
Exceções:
• Oxossi - usa-se uma folha de taióba.
• Iemanjá - usa-se um barquinho de isopor enfeitado.
• Oxum - usa-se o alguidar do batismo, que foi guardado pelo médium.
A obrigação é sempre oficiada pelo Babalaô, ajudado pelos Ogãs.
Antes de cada obrigação é dado o "Pao" para Exu para que não haja nenhuma interferência negativa.
Durante o ritual será jogado sobre a cabeça do médium o curiador do Orixá e em seguida receberá sua guia. Essas guias são consagradas pelo Babalaô e ficam iluminadas por sete dias.
É na primeira obrigação (Oxalá) que o Babalaô jogará os búzios para cada médium, determinando os Orixás que exercem maior influência sobre ele, o "Orixá de Frente" e o "Orixá de Juntó".
O médium que termina as obrigações aos Orixás e deseja seguir o sacerdócio umbandista, deve dar a obrigação a Exu, tornando-se Babalorixá. Para se tornar um Babalaô o médium deverá aprender jogar os búzios e dar a obrigação a Ifá.

Oferendas
As oferendas aos Orixás e Entidades são efetuadas em três ocasiões especiais:
• No pedido ou agradecimento de uma graça alcançada.
• Na renovação do axé de consagração.
• Nas festas comemorativas.
As oferendas, diferente das obrigações, não tem um ritual padronizado e estabelecido:
• Pedido ou agradecimento – normalmente e orientado pela entidade consultada
• Renovação do axé de consagração – a critério do médium

• Festa comemorativa – a critério do chefe da casa

Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei


ALMAS E ANGOLA



O ritual Almas e Angola se constitui no mais completo ritual umbandista da atualidade com fortes raízes africanas da região de Angola e severos preceitos influenciados pela doutrina iorubana (Kêto e Nagô), também originária da África.
Na verdade, o objetivo final de toda e qualquer religião é o desenvolvimento das faculdades mediúnicas inerentes a todo ser humano e o Almas e Angola segue este rumo. O homem, desde seu surgimento na terra, necessita de uma auto afirmação para se entender e entender a vida como um todo. Encontrar explicações para a sua existência e seu dia a dia até o seu desencarne. Os mistérios são muitos e as religiões tentam explicar um a um, cada uma a seu modo com seus dogmas e preceitos.
O ritual Almas e Angola busca estas afirmações nas lendas dos orixás africanos mesclada com a historia dos santos católicos.
Através desta mitologia o médium, agora chamado de filho de santo, procura se conhecer e chegar as suas conclusões a respeito de tudo o que o envolve e o influencia e também como ele pode influenciar no seu destino.
A metodologia ritualística do Almas e Angola se resume em fazer renascer, firmar, desenvolver e aperfeiçoar o orixá que está dentro de nós (o nosso Anjo da Guarda). Isso se faz no decorrer do desenvolvimento das faculdades mediúnicas onde o filho de santo galga os sete passos em direção ao assentamento de seu orixá em seu ori (palavra nagô que significa cabeça, chacra coronário ou coroa).
:: Os sete graus de iniciação ritualísticas ::
Batismo ou confirmação de Batismo;
Bori (dar de comida à cabeça);
Pai ou Mãe Pequena;
Babalaorixá ou Ialorixá;
Reforço de 7 anos;
Reforço de 14 anos;
Reforço de 21 anos;

O RITUAL

O ritual Almas e Angola se constitui numa seita onde se cultua os Orixás (forças da natureza que influenciam o homem e seu ambiente). A forma do culto aos Orixás está ligada à mitologia africana, mais precisamente da região de Angola, embora a nomenclatura usada nesse ritual tem muita influência da região de Iorubá (Kêto e Nagô). A própria palavra Orixá é um exemplo disso.
Segundo a mitologia, Orixá é uma força energética da natureza que influencia e comanda os caminhos do homem e do seu meio ambiente. Cada indivíduo tem o seu Orixá que o protege, orienta e, às vezes castiga, porém, este na verdade, só se manifesta na prática de incorporação (toma o filho) em situações muito especiais como durante a camarinha (feitura do santo).
O Almas e Angola nesse aspecto se assemelha ao Candomblé, quando o filho de santo é recolhido no terreiro e fica determinado tempo para as práticas de feitura de seu Orixá que é culminada com a apresentação desse Orixá ao meio umbandista na Saída de Camarinha, uma festa tradicional e muito conceituada entre os praticantes dessa religião.
Almas são espíritos desencarnados, geralmente nossos ancestrais familiares ou não, que incorporam no filho de santo para as práticas características da Umbanda, isto é, os passes, consultas, rezas, mirongas, trabalhos, descarregos, etc. Sua apresentação são de pretos-velhos (antigos escravos) que simbolizam a humildade perante o sofrimento, os caboclos (índios nativos do Brasil) que representam a luta contra os obsessores e a cura pelas plantas e os exus (espíritos de qualquer natureza) que se caracterizam pela irrascividade, alegria, descontração mas que detém o poder da magia.
Assim uma definição do ritual Almas e Angola seria pelo menos desastrosa, pois muitos são os ramos que contribuíram para a sua formação e vários são os mistérios que envolvem essa prática. Só mesmo os praticantes tem condições de avaliar a profundeza de conceituação e o fundamento do ritual Almas e Angola.

TERREIROS DE ALMAS E ANGOLA

Qualquer terreiro de Umbanda que cultua o ritual Almas e Angola deverá ter certas particularidades físicas e ritualísticas. Logicamente a estrutura ritualística desses terreiros não pode ser revelada ao grande público por se tratar de um dogma religioso de grande fundamento e é proibido revela-los a leigos.
Entretanto para se identificar um terreiro de Almas e Angola basta observar sua estrutura física, seu ambiente, que basicamente assim se constitui:
À entrada existe um local de proteção espiritual chamado tranqueira onde se encontra firmado o povo de esquerda para dar segurança espiritual aos trabalhos. Também à entrada existem dois recintos, separados do corpo da construção, chamados o primeiro de Cangira ou Casa de Exú onde estão os fundamentos dessas entidades, a segunda chamada de Casa das Almas, local destinado aos Pretos Velhos e os fundamentos das almas.
O terreiro, propriamente dito é um salão de tamanho variável com separações bem definidas e entendidas por todos os conhecedores do ritual. Nele há o Congá ou Gungá com os santos católicos sincretizando os orixás africanos, de cada lado existem duas peças de tamanho suficiente para uma pessoa deitar, chamadas Camarinha, onde os filhos são recolhidos para o ritual de feitura de santo, o salão de gira onde ocorre a manifestação dos orixás, o local para os Ogãs e o local para os assistentes. Anexo há a Cozinha de Santo e a Sala dos Cambones e Sambas. Também há vestiários e sanitários. Em alguns terreiros há o Quarto de Santo onde são guardados os preceitos e fundamentos do ritual.
No congá ou altar a posição dos orixás varia muito pouco de um terreiro para o outro, porém três orixás têm seu lugar definido em todos eles. Oxalá ocupa o lugar de destaque, no alto e no centro do congá. Embaixo e à direita é o local de Bejada e à esquerda fica Obaluaê. Um quarto orixá, Nanã, quando esta não é orixá dona da casa, deve ser posicionado aos pés de Oxalá. Os orixás donos da casa de santo ficam à direita e à esquerda, um pouco abaixo de Oxalá. À direita deve ficar o orixá dono do ori do zelador da casa (Pai ou Mãe de Santo). Os outros orixás são posicionados entre os orixás acima conforme a hierarquia do dono do terreiro.
No salão de gira existem sinais cabalísticos do Almas e Angola representado por uma estrela de cinco pontas circulada por dois círculos de forças, um voltilhando as pontas trazendo as forças astrais de Oxalá para o mundo que é simbolizado por um circulo menor centralizado na estrela. Ao meio uma cruz simbolizando a fé de todos os filhos em Oxalá. A estrela de cinco pontas também simboliza o homem de braços e pernas abertos, prostrado com a cabeça no chão, aos pés de Oxalá, implorando misericórdia. As cores variam conforme o orixá mandante na casa.
Nos quatro cantos existem cruzes brancas simbolizando os quatro cantos do mundo ou do universo representando os orixás guardiões da casa de santo.

SESSÕES

No ritual Almas e Angola existem pelo menos quatro tipos de sessões (reuniões espirituais) também chamadas de gira. São elas: sessão de caridade com passes, rezas e consultas, sessão de desenvolvimento onde a assistência não é permitida, sessão ritualística ou de feitura de santo (camarinha) e sessão festiva devotada a um determinado Orixá.
Em todas elas existem características comuns que são a abertura e o desenvolvimento propriamente dito.
Na abertura, após a corrente mediúnica realizar o cruzamento do terreiro saudando os Orixás da casa há o ritual de bater cabeça para o Pai de Santo e saudar a hierarquia da casa, ou seja, os filhos de santo coroados, cambones e ogâs.
Após realiza-se a defumação do ambiente, dos médiuns e da assistência, ao som dos atabaques e de pontos cantados acompanhados de palmas rítmicas.
Terminada a defumação canta-se saudando as Almas com três pontos e mais três para saudar Exu. Em seguida, todos de joelhos e a assistência de pé, dá-se a abertura propriamente dita com palavras ditas pelo Pai de Santo, rezando o Pai Nosso e a Ave Maria (catolicismo!!!). Uma prática em todos os terreiros de Almas e Angola, nesse momento, é a saudação a São Miguel Arcanjo, santo católico sincretizado ora como Xangô Aganjú, ora como Obaluaê e alguns até como Ogum. A razão dessa saudação é que ao Arcanjo Miguel (santo católico) se atribui a responsabilidade de receber as almas desencarnadas (nossos ancestrais). É portanto, o Senhor das Almas.
Saúda-se, então os Anjos de Guarda, quando se pede firmeza para nossos Orixás e fluídos positivos para uma boa gira, cantando um ponto de louvação a todos os Anjos de Guarda.
Logo em seguida saúda-se com três pontos cantados a coroa de Babá (Babalaorixá, Ialorixá dona do terreiro e os filhos de santo coroados).
Em sessões festivas canta-se nessa hora o Hino da Umbanda. Daí para frente ocorre uma modificação da ritualística conforme o dia da semana. No Almas e Angola geralmente se pratica três sessões por semana (Umbanda!!!). Na segunda-feira ocorre a gira de preto-velho, na quarta-feira realiza-se sessão de desenvolvimento e na sexta-feira faz-se ou gira de caboclo, gira de exu ou de bejada. As sessões festivas são geralmente realizadas aos sábados, assim como as Saídas de Camarinha. Hoje já há terreiros que reduziram as giras para uma vez na semana alterando as práticas realizadas.
No CEUSCD as giras são realizadas todas as sextas-feiras alternando entre caboclo, exú e bejada. As giras de preto-velho são realizadas às segundas-feiras, quinzenalmente, alternadas com sessões de desenvolvimento.
Nas giras de preto-velho, independente do dia da semana são sempre cultuados os Orixás Obaluaê, Nanã e Xangô, quando ocorre a sua manifestação na cabeça dos seus filhos. Nas giras de caboclo, bejada e exú os Orixás chamados são Ogum, Oxum, Iemanjá e Iansã. A ordem de chegada de cada um depende dos Orixás responsáveis pelo terreiro. A gira de exu por ser geralmente longa, se admite somente saudar os Orixás da casa, necessitando porém a realização de obrigações para se obter uma perfeita harmonia do ambiente e conseqüente sucesso da gira.
Após a saudação e chegada dos Orixás, cuja missão é fluidificar positivamente o ambiente e os filhos de santo, dá-se um intervalo para descanso dos médiuns e para a troca de vestimenta característica da entidade que vai trabalhar. Então são chamados os pretos-velhos, caboclos, exus ou bejadas conforme o caso.
Os trabalhos são encerrados pelo Pai de Santo agradecendo as boas vibrações dos Orixás e a presença de todas as entidades. Os filhos de santo fazem novamente o cruzamento do terreiro e batem cabeça para o Pai de Santo como no início dos trabalhos.

CAMARINHA

Tradicionalmente no ritual Almas e Angola o termo camarinha se refere a dois recintos situados em ambos os lados do congá com medidas variáveis, via de regra com um metro de largura por dois metros de comprimento cada, destinado ao recolhimento do filho de santo quando de suas obrigações de feitura de santo.
O termo também é usado, por extensão, a todo o processo de feitura de santo que inicia-se num domingo de lua nova, quando o Pai de Santo leva seu iniciado à cachoeira para os trabalhos ritualísticos que antecedem as obrigações. De volta ao terreiro o iniciado é recolhido à camarinha passando por atividades ritualísticas, obrigações e preceitos realizados dia a dia numa ordem cronológica, rígida e fundamentada nos ensinamentos ditados pelos baluartes desse maravilhoso ritual, culminando com a chamada Saída de Camarinha, realizada sempre no sábado seguinte. É uma sessão festiva na qual o recém coroado é apresentado, com grande orgulho pelo Pai de Santo, à comunidade de Almas e Angola. Nesse dia vários terreiros são convidados para prestigiar o recém coroado e receber axé do Orixá dono da festa. A camarinha encerra-se uma semana após com os despachos das obrigações realizadas durante a semana.
A camarinha, como ritual, é o ponto máximo do Almas e Angola, pois é nessa época que o terreiro se reveste de grande axé, energia espiritual, pois é sinal de que um filho de santo estará alcançando mais um grau evolutivo dentro do ritual e será coroado ou como Pai (Mãe) Pequenos ou Ialorixá ou Babalaorixá. Os filhos de santo da casa fazem reuniões com o Pai de Santo preparando-se espiritual e materialmente para a semana. Há médiuns que, como o Pai de Santo permanecem dentro do terreiro vinte e quatro horas com o iniciado, participando ativamente desse sacrifício aos orixás. Forma-se um grande família, cada um com seus afazeres materiais ou espirituais.
A camarinha só pode ser assistida pelos filhos de santo, médiuns de outros terreiros de Almas e Angola e parentes próximos ao iniciado. Os rituais de preceitos e coroações só podem ser assistidos por médiuns designados pelo Pai de Santo. A assistência de leigos só é permitida na Saída de Camarinha.
Logicamente não somos permitidos, por força dos dogmas do ritual, pormenorizar uma camarinha, mas em termos gerais ela se procede da seguinte maneira:
Domingo – o iniciado é levado à cachoeira:
Segunda-feira – obrigações para o povo de exú e almas e recolhimento à camarinha do iniciado a coroa maior (Babalaorixá ou Ialorixá);
Terça-feira – realização dos preceitos do iniciado à coroa maior e recolhimento à camarinha ao iniciado a Pai (Mãe) Pequenos:
Quarta-feira – obrigação aos orixás, coroação dos iniciados recolhidos e recolhimento do iniciados a Oborí. Estes últimos são recolhidos no recinto do terreiro e não no recinto denominado camarinha;
Quinta-feira – realização dos preceitos dos iniciados a Oborí;
Sexta-feira – obrigação das comidas de santo e obori (dar de comida à cabeça) de todos os filhos recolhidos. Caso haja neófitos na corrente é nesse dia que são batizados;
Sábado – Saída de camarinha;
Domingo – Despacho das obrigações.

QUARESMA E AMACY

A quaresma é um período em que os católicos se submetem a um recolhimento espiritual simbolizado por diversas proibições e sacrifícios para lembrar as tentações vividas por Jesus Cristo que culminaram com sua crucificação na Sexta-feira santa. Inicia no carnaval e termina no Sábado de Aleluia.
Também no Almas e Angola considera-se esta uma época sagrada. Nesse período orixás não dão incorporação nos médiuns. Somente os pretos-velhos e exús podem dar incorporação. Em alguns terreiros admite-se a incorporação de boiadeiros.
Como os orixás não incorporam o momento é de vigília constante, introspecção e uma ótima oportunidade para o médium refletir sobre tudo em sua vida material e espiritual. Os pretos-velhos nos ensinam o poder da humildade e os exús o poder da magia e a lei da ação e reação ou do choque de retorno.
Na Quinta-feira Santa realiza-se outro importante ritual dentro do Almas e Angola. Nesse dia os filhos de santo vão à cachoeira, antes do sol nascer, para colher ervas e água da fonte para preparação do amacy.
Também é o dia da lavagem dos santos, quando os santos católicos que representam os orixás são limpos e lavados com amacy. Após é a vez dos filhos de santo lavar sua cabeça, que é feita pelo Pai de Santo com o mesmo produto. As guias também são passadas no amacy neste dia.
A Sexta-feira Santa é dia de recolhimento total do médium. Neste dia, como em todas as sextas-feiras os filhos de santo iniciados não devem comer carne de animais de sangue quente.
No Sábado de Aleluia acontece a Festa dos Orixás, pois é nesse dia que eles retornam dando incorporação nos seus filhos.
O amacy é um conjunto de ervas ritualísticas e de fundamento religioso com as bebidas devotadas aos orixás mais água da cachoeira e pemba ralada. Cada orixá tem suas ervas sagradas.
O amacy possui grande importância na Umbanda, pois é usado para fortalecer a aura espiritual do médium, repondo as energias perdidas durante o ano de caridade e trabalhos ritualísticos.
É realizado, dentro do ritual Almas e Angola, sempre às Quintas-feiras Santa de cada ano, quando as ervas são colhidas antes do sol nascer e maceradas dentro do terreiro utilizando-se somente as mãos. Na segunda-feira seguinte o amacy é coado e envazado em garrafões de vidro. O restante das ervas, no CEUSCD, é utilizado para preparar um banho de descarga chamado anti-fluído, quando essas ervas são misturadas com álcool e sal grosso. Este banho de descarga só pode ser usado do pescoço para baixo. Ainda assim as sobras das ervas do ano anterior são secas e misturadas com as gomas de defumação (mirra, incensa, benjoim, breu) mais aniz estrelado, alfazema e alecrim secos o que dá uma ótima defumação.

OBRIGAÇÕES DO MAR E DA CACHOEIRA

Dois outros importantes rituais que todos os terreiros de Almas e Angola realizam são as obrigações de cachoeira e do mar.
A obrigação da cachoeira é realizada num sábado ou domingo próximo ao dia 08 de Dezembro, dia consagrado a Oxum, quando o Pai de Santo se dirige com seus filhos àquele local onde são realizados oferendas e obrigações a todos os orixás em agradecimento por tudo o que receberam durante o ano e para pedir forças espirituais para o ano que vai entrar.
Nesse dia também são batizados os médiuns novos e é feita a confirmação dos neófitos que foram batizados durante a camarinha daquele ano.
Alguns terreiros estão preferindo realizar estes rituais de cachoeira no mês de Janeiro, como o nosso, por força das circunstâncias. Ocorre que devido ao grande número de terreiros que atualmente existem na região, os locais próprios para esta prática ficam congestionados. Soma-se a isso a vontade dos orixás desta casa que preferem a Festa da Oxum dentro do terreiro e a Festa de Oxóce na mata.
A obrigação do mar consiste numa sessão de orixá e exú na beira do mar, igualmente com a finalidade de buscar forças energéticas e agradecer as dádivas alcançadas durante o ano. Pedidos são feitos à Iemanjá, Rainha do Mar e colocados num barquinho de tamanho variado todo enfeitado com flores, velas, perfumes e tudo o que os orixás das águas gostam. Este barco é solto nas águas ao som dos atabaques acompanhados de fogos de artifício, palmas e grande emoção dos médiuns e assistentes.
O dia para se realizar esta obrigação é 31 de dezembro, à meia-noite, porém muitos terreiros já estão adotando outra data para tal. É o dia consagrado à Iemanjá, dois de fevereiro. Ambos são ritualisticamente aceitos.

ORIXÁS CULTUADOS

Oxalá
Ogum
Oxum
Xangô
Obaluaiê
Iemanjá
Iansã
Nanã
Oxossi
Ibeji
Exú

Fonte: http://www.saocosmeedamiao.com.br/links.htm

Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei

Obrigações

1. Quinzenas

As quinzenas são obrigações menores que duram normalmente dois ou três dias - a matança e o toque (Batuque) - é freqüentado por um número não muito grande de pessoas e geralmente estão associadas a alguma data comemorativa ou a obrigação de bori de filhos-de-santo do Ilê. Há o toque dos erís dos Orixás, as comidas-de-santo são ofertadas aos orixás e as tradicionais comidas servidas ao povo: canja, canjica branca e amarela, amalá. Por ser uma obrigação menor, exige um mínimo de aves a serem sacrificadas, cujo axorô e inhélas são ofertadas aos orixás. A carne das aves é consumida nos intervalos do toque do tambor, servida enfarofada ou na canja, comidas tradicionalmente ofertadas as pessoas que comparecem ao ebó. Há ainda as "quinzenas secas", quando não há sacrifício de animais. Os alimentos servidos ao povo são basicamente doces.Sendo as quinzenas obrigações menores, constituem em excelente oportunidade para a aprendizagem dos fundamentos do Batuque, dos Erís e da organização do Ebó.

2. Os Orixás Vão Para a Guerra

Realizada no período na semana santa, não ligada ao catolicismo, mas um período em que o mundo entra em luto pela crença católica. Por estar em luto a humanidade fica fragilizada e desprotegida, então se faz nos terreiros a obrigação de mandar os santos para guerra, Arriam-se novas oferendas, além de doces e flores em sinal de agradecimento e alegria pela volta dos Orixás, e pelo término do período de luto.

Geralmente acontece na quinta-feira santa á noite, os orixás que costumeiramente chegam, manifestam-se em seus filhos-de-cabeça, perto da porta da entrada do Ilê e com uma expressão mais pesada, com feições mais sérias, como se estivessem tristes. Recebem no Quarto-de-Santo um saquinho de tecido contendo grãos que simbolizam o axé e o alimento que serão necessários na guerra. Levam também todos os axés que estiverem arriados no Quarto-de-Santo, este permanecendo vazio até o sábado de aleluia em sinal de luto.

No sábado de aleluia, entorno dás 10:00 horas da manhã, abre-se o Quarto-de-Santo, o tamboreiro toca os Erís e os Orixás que foram para a guerra manisfestam-se novamente, simbolizando a chegada da guerra. São recepcionados com muita alegria, pois o período de guerra e de luto foi superado. Arriam-se novas oferendas, alem de doces e flores em sinal de agradecimento e alegria pela volta dos Orixás, e pelo término do período de luto.

3. A Entrega do Ano

Na concepção batuqueira, cada ano é regido por um orixá que é acompanhado por outros orixás. A determinação de qual orixá irá reger o ano é dada através do Jogo de Búzios. Esta limpeza é diferente das demais limpezas feitas durante o ano, pois é realizada com o axé de todos os orixás, mais 07 varas de marmelo. (que pertencem a Ogum, para cortar as demandas), a vassoura de Xapanã (de palha ou com 07 cores de tecido, para varrer as mazelas e feitiçarias) e com 01 ave do orixá que está entregando o ano. É feita à marcação dos que fizeram a limpeza e segurança amarrando-se ao pulso ou tornozelo um molho de linhas com as cores de todos os orixás, o que significa que o indivíduo está puro e seguro para enfrentar o ano que vai vir. Esta Limpeza é feita também nas pessoas comuns que freqüentam o Ilê.

Depois da Limpeza é feito o océ nos Orixás, limpeza das ferramentas, dos ocutás e de tudo o que pertencem aos Orixás. E finalmente é realizado o toque em homenagem aos Orixás que estão entregando o ano e aos orixás que irão reger o próximo. A água contida nas quartinhas dos Orixás são despachadas e trocadas por uma nova água, o que simboliza a renovação do axé. É uma obrigação com caráter festivo, porém não deixa de ter seu caráter religioso.

Fonte: Sociedade Ilê Oxum Docô
http://www.oxum.com.br/site/batuque5.asp

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“A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho.”


SIGNIFICADOS QUANTO AO FORMATO DA VELA



 
Cones ou Triangulares: equilíbrio, elevação.
Quadradas: estabilidade, matéria.
Estrela: espiritual, carma.
Pirâmide: realizações matérias.
Cilíndricas: servem para tudo.
Animais: para o seu animal protetor.
Lua: para acentuar sua energia intuitiva.
Gnomo: para seu elemental da terra.
Cone ou Triangulares: simbolizam o equilíbrio. Tem três planos: físico, emocional e espiritual.
Velas Cônicas: são voltadas para cima e significam o desejo de elevação do homem, sua comunicação com o cosmos.
Velas Quadradas: Simbolizam estabilidade na matéria. Seus lados iguais representam os quatro elementos: Terra, Água, Fogo, Ar.
Velas em Formato de Estrela de Cinco Pontas: É o símbolo do homem preso na matéria. Representa o carma.
Velas Redondas: Simbolizam mudança. E a energia mais pura do astral que só a mente superior alcança.