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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Agosto - Mês de Obaluaiê




Mais um mês se iniciou: Agosto mês de Obaluaiê, um dos mais temidos Orixás, comanda as doenças e, conseqüentemente, a saúde. Assim como sua mãe Nanã, tem profunda relação com a morte.
Tem o rosto e o corpo cobertos de palha da costa , em algumas lendas para esconder as marcas da varíola, em outras já curado não poderia ser olhado de frente por ser o próprio brilho do sol.
Orixá de transformação energética, de toda energia produzida de forma natural ou artificial, quer dizer, a energia natural é toda aquela emanada da natureza ou do nosso próprio pensamento e a artificial é a fabricada (oferendas). Ele transforma tudo e descarrega para terra.
Orixá da transição para a vida astral. Senhor dos segredos da vida e da morte. Mestre das Almas.
Se Exu é o grande manipulador das forças de magia, o Sr. Omulu é o Mestre.
Quando desencarnamos tem sempre um enviado de Omulu do nosso lado, por isso é que ele sempre diz que temos que resgatar a nossa dívida; temos que agir efetivamente para resgatarmos o nosso Karma.

Características dos seus filhos: Pessoas fechadas, que passam por grandes transformações na vida, normalmente ligadas a perdas. São protegidos contra qualquer tipo de magia. A mediunidade é aguçada desde muito jovem.
  
Uma de suas lendas...

Orixá da cura, continuidade e da existência !!!
Chegando de viagem à aldeia onde nascera, Obaluaiê viu que estava acontecendo uma festa com a presença de todos os orixás. Obaluaiê não podia entrar na festa, devido à sua medonha aparência. Então ficou espreitando pelas frestas do terreiro.
Ogum, ao perceber a angústia do Orixá, cobriu-o com uma roupa de palha, com um capuz que ocultava seu rosto doente, e convidou-o a entrar e aproveitar a alegria dos festejos. Apesar de envergonhado, Obaluaiê entrou, mas ninguém se aproximava dele.
Iansã tudo acompanhava com o rabo do olho. Ela compreendia a triste situação de Obaluaiê e dele se compadecia. Iansã esperou que ele estivesse bem no centro do barracão. O xirê (festa, dança, brincadeira) estava animado. Os orixás dançavam alegremente com suas equedes.
Iansã chegou então bem perto dele e soprou suas roupas de palha com seu vento. Nesse momento de encanto e ventania, as feridas de Obaluaiê pularam para o alto, transformadas numa chuva de pipocas, que se espalharam brancas pelo barracão. Obaluaiê, o deus das doenças, transformara-se num jovem belo e encantador.
Obaluaiê e Iansã Igbalé tornaram-se grandes amigos e reinaram juntos sobre o mundo dos espíritos dos mortos, partilhando o poder único de abrir e interromper as demandas dos mortos sobre os homens.

Obaluaiê x Omulu:

Obaluaê é um desdobramento de Omulu, vibrando em forma mais jovem. Não se trata de outro Orixá, mas sim de um desdobramento.
Ambos os nomes surgem quando nos referimos à esta figura, seja Omulu seja Obaluaiê. Para a maior parte dos devotos do Candomblé e da Umbanda, os nomes são praticamente intercambiáveis, referentes a um mesmo arquétipo e, correspondentemente, uma mesma divindade. Já para alguns babalorixás, porém, há de se manter certa distância entre os dois termos, uma vez que representam tipos diferentes do mesmo Orixá.
São também comuns as variações gráficas Obaluaê e Abaluaê.
Em termos mais estritos, Obaluaiê é a forma jovem do Orixá Xapanã, enquanto Omulu é sua forma velha. Como porém, Xapanã é um nome proibido tanto no Candomblé como na Umbanda, não devendo ser mencionado pois pode atrair a doença inesperadamente, a forma Obaluaiê é a que mais se vê. Esta distinção se aproxima da que existe entre as formas básicas de Oxalá: Oxalá (o Crucificado), Oxaguiã a forma jovem e Oxalufã a forma mais velha.

A História de Obaluaiê / Omulu:

Filho de Oxalá e Nanã, nasceu com chagas, uma doença de pele que fedia e causava medo aos outros, sua mãe Nanã morria de medo da varíola, que já havia matado muita gente no mundo. Por esse motivo Nanã, o abandonou na beira do mar. Ao sair em seu passeio pelas areias que cercavam o seu reino, Iemanjá encontrou um cesto contendo uma criança. Reconhecendo-a como sendo filho de Nanã, pegou-a em seus braços e a criou como seu filho em seus seios lacrimosos. O tempo foi passando e a criança cresceu e tornou um grande guerreiro, feiticeiro e caçador. Se cobria com palha da costa, não para esconder as chagas com a qual nasceu, e sim porque seu corpo brilhava como a luz do sol. Um dia Iemanjá chamou Nanã e apresentou-a a seu filho Xapanã, dizendo: Xapanã, meu filho receba Nanã sua mãe de sangue. Nanã, este é Xapanã nosso filho. E assim Nanã foi perdoada por Omulu e este passou a conviver com suas duas mães.

 Características:

Cor: Preto e branco
Fio de Contas: Contas e Miçangas Pretas e Brancas leitosas.
Ervas: Canela de Velho, Erva de Bicho, Erva de Passarinho, Barba de Milho, Barba de Velho, Cinco Chagas, Fortuna, Hera. (cuféia -sete sangrias, erva-de-passarinho, canela de velho, quitoco, Zínia) 
Símbolo: Cruz
Pontos da Natureza: Cemitério, grutas, praia
Flores: Monsenhor branco
Essências: Cravo e Menta
Pedras: Obsidiana, Ônix, Olho-de-gato
Metal: Chumbo
Saúde: Todas as partes do corpo (É o Orixá da Saúde)
Planeta: Saturno
Dia da SemanaSegunda-feira
Elemento: Terra
Chakra: Básico
Saudação: Atôtô (Significa "Silêncio, Respeito")
Bebida: Água mineral (vinho tinto)
Animais: Galinha d'angola, caranguejo e peixes de couro, cachorro.
Comidas: Feijão preto, carne de porco, Deburú - pipoca, (Abadô - amendoim pilado e torrado; latipá - folha de mostarda; e, Ibêrem - bolo de milho envolvido na folha de bananeira).
Número3
Data Comemorativa16 de Agosto (17 de Dezembro)
Sincretismo: São roque (São Lázaro).
Incompatibilidades: Claridade, sapos

Historia de Zé Pelintra



 Zé Pilintra

Um mistério na umbanda,esse guia que é muito conhecido na Umbanda,Candomblé e outras.
Sua primeira aparição foi no Catimbó,antiga religião onde se fazia muito feitiço,uma religião muita pesada,com muitas cargas negativas,essa religião se usava muito vodum,aqueles bonecos que simbolizavam pessoas,onde se colocava alfinetes nela como se tivesse maltratando-a .Os guias que se manifestavam nessa religião eram chamados de mestres,Mestre Zé Pilintra ,por exemplo.
Na Umbanda ele se manifesta tanto na direita(guias como preto velho,baianos,etc..) e  esquerda(exus).
Na direita ele vem na linha de baianos e pretos velhos ,fuma cigarro de palha,bebe batida de coco,pinga coquinhos ou simplesmente cachaça,sempre com sua tradicional vestimenta.Calça Branca,sapato branco(ou branco e vermelho),seu terno branco,sua gravata vermelha, seu chapéu branco com uma fita vermelha ou chapéu de palha e finalmente sua bengala.
Gosta muito de ser agradado com presentes,festas,ter sua roupa completa,é muito vaidoso,os Zé Pilintra ,tem duas características marcante:
Uma é de ser muito brincalhão ,gosta muito de dançar,principalmente chachado,gosta muito da presença de mulheres,gosta de elogia-las ,etc...
Outra é ficar mais sério ,parado num canto assim como sua imagem,gosta de observar o movimento ao seu redor mas sem perder suas características.
Agora quando ele vira para o lado esquerdo, a situação muda um pouco ,em alguns terreiros ele pede uma outra roupa,um terno preto,calças  e sapatos também pretos ,gravata vermelha e uma cartola,fuma charutos ,bebe marafo,conhaque e uísque ,até muda um pouco sua voz.Em alguns terreiros ele usa até uma capa preta.
E outra característica dele é continuar com a mesma roupa da direita,com um sapato de cor diferente,fuma cigarros ou cigarilhas,bebe batidas e pinga de coquinho,e sempre muito brincalhão,extrovertido.Trabalha muito com bonecos,agulhas,cocos,pemba,ervas,frutas,frango,velas,etc..
Seu ponto de força é na porta do cemitério,pois ele trabalha muito com as almas,assim como é de característica na linha dos pretos velhos e exus.Sua imagem fica sempre na porta de entrada no terreiro,pois ele é quem toma conta das portas ,das entradas ,etc...
É muito conhecido por sua irreverência,suas guias pode ser de vários tipos,desde coquinhos com olho de cabra até vermelho e preto, vermelho e branco ou preto e branco.
Zé Pelintra é invocado quando seus seguidores precisam de ajuda com questões domésticas, de negócios ou financeiras e é reputado como um obreiro da caridade e da feitura de coisas boas.

Seu Zé é a única entidade da Umbanda que é aceita em dois rituais diferentes e opostos: a "Linha das Almas" (caboclos e pretos-velhos) e o ritual do "Povo de Rua" (Exus e Pombas-Giras).
A Umbanda de Zé Pelintra é voltada para a prática da caridade – fora da caridade não há salvação -, tanto espiritual quanto material – ajuda entre irmãos – , propagando que o respeito ao ser humano, é a base fundamental para o progresso de qualquer sociedade. Zé Pelintra também prega a TOLERÂNCIA RELIGIOSA, sem a qual o homem viverá constantemente em guerras. Para Zé Pelintra, todas as religiões são boas, e o princípio delas é fazer o homem se tornar espiritualizado, se aproximando cada vez mais dos valores reais, que são Deus e as obras espirituais. Na humildade que lhe é peculiar, Zé Pelintra, afirma que todos são sempre aprendizes, mesmo que estejam em graus evolutórios superiores, pois quem sabe mais, deve ensinar a quem ainda não apreendeu e compreender aquele que não consegui saber. Zé Pelintra, espírito da Umbanda e mestre catimbozeiro, faz suas orações pelo povo do mundo, independente de suas religiões. Prega que cada um colhe aquilo que planta, e que o plantio é livre, mas a colheita é obrigatória. Zé Pelintra faz da Umbanda, o local de encontro para todos os necessitados, procurando solução para o problema das pessoas que lhe procuram.
Ajudando e auxiliando os demais espíritos. Zé Pelintra é o médico dos pobres e advogado dos injustiçados, é devoto de Santo Antonio, e protetor dos comerciantes, principalmente Bares, Lanchonetes, Restaurantes e Boates, e sempre recorre a Jesus, fonte inesgotável de amor e vida. Na gira em que Zé Pelintra participa são invocados os caboclos, pretos velhos, baianos, marinheiros e exus.
A gira de Zé Pelintra é muito alegre e com excelente vibração, e também disciplina é o que não falta. Sempre Zé pelintra procura trabalhar com seus camaradas, e às vezes, por ser muito festeiro, gosta de uma roda de amigos para conversar, e ensinar o que traz do astral. Zé Pelintra atende a todos sem distinção, seja pobre ou rico, branco ou negro, idoso ou jovem. Seu Zé Pelintra tem várias estórias da sua vida, desde a Lapa do Rio de Janeiro até o Nordeste.
Todavia, a principal história que seu Zé Pelintra quer escrever, é a da CARIDADE, e que ela seja praticada e que passemos os bons exemplos, de Pai para filho, de amigo para amigo, de parente para parente, a fim de que possa existir uma corrente inesgotável de Amor ao Próximo. Zé Pelintra prega o amparo aos idosos e às crianças desamparadas por esse mundo de Deus. Se você, ajudar com pelo menos um sorriso, a um desamparado, estarás, não importa sua religião ou credo, fazendo com que Deus também Sorria e que o Amor Fraterno triunfe sobre o egoísmo. ZÉ PELINTRA pede que os filhos de fé achem uma creche ou um asilo e ajudem no que puder as pessoas e crianças jogadas ao descaso. Não devemos esquecer que a Fé sem as obras boas é morta.
Zé Pelintra nasceu no nordeste, há controvérsias se o mesmo tivesse nascido no Recife ou em Pernambuco e veio para o Rio de Janeiro, onde se malandriou na Lapa e um certo dia foi assassinado a navalhadas em uma briga de bar.
Assim, Zé Pelintra formou uma bela Falange de malandros de luz, que vêm ajudar aqueles que necessitam, os malandros são entidades amigas e de muito respeito, sendo assim não aceitamos que pessoas que não respeitam as entidades e a umbanda, digam que estão incorporados com seu Zé ou qualquer outro malandro e que eles fumam maconha ou tóxicos; entidades usam cigarros e charutos, pois a fumaça funciona como defumador astral.
Podemos citar além de Seu Zé Pelintra, Seu Chico Pelintra, Cibamba, Zé da Virada, Seu Zé Malandrinho, Seu Malandro, Malandro das Almas, Zé da Brilhantina, João Malandro, Malandro da Madrugada, Zé Malandro, Zé Pretinho, Zé da Navalha, Zé do Morro, Maria Navalhada, etc.
Os malandros vêm na linha de exú, mas malandros não são exús!
Ao contrário dos exús que estão nas encruzilhadas, encontramos os malandros em bares, subidas de morros, festas e muito mais.
Salve seu Zé Pelintra!
Salve os Malandros!
Salve a Malandragem!
Sua comida: 7 pedaços de carne seca e carne seca com farofa
Sua Bebida: Cerveja branca bem gelada
Seu Habitat: Subida de Morros, Cemitérios
Sua cor: Vermelho e Branco ou Preto e Branco, ou ainda somente o Preto.

Saravá seu Zé Pilintra!!

Oração à Obaluaiê!!



É pessoal, mais um mês se encerrando, graças a Oxalá tudo correu bem na medida do possível.

Nosso protetor Obaluaiê nos guiou e protegeu assim como todos os outros Orixás, entidades e amigos espirituais. Temos que agradecer pelas graças alcançadas, pedir sabedoria e força para encararmos nossos problemas e preocupaçoes, e principalmente temos que permanecer firmes em nossa fé para continuarmos sempre em frente sob a luz de Zambi.

Achei interessante colocar essa oração aqui, uma prece nunca é demais, assim como elevar nossa alma e nossa fé aos céus pedindo que os Orixás derramem suas bençãos sobre nós, nos auxiliem nos caminhos tortuosos que a vida nos impõe.

ORAÇÃO A OBALUAIÊ
Salve o Senhor o Rei da Terra!
Médico da Umbanda, Senhor da Cura de todos os males do corpo e da alma.
Pai da riqueza e da bem-aventurança.
Em ti deposito minhas dores e amarguras, rogando-te as bênçãos de saúde, paz e prosperidade.
Faz-me digno de merecer todo dia e toda noite, vossas bênçãos de luz e misericórdia.
Oh, Mestre da Vida,
Vós é o limitador das enfermidades.
Suplicamos sua misericórdia aos males que nos afetam!
Que suas chagas abriguem nossas dores e sofrimentos.
Concede-nos corpos sadios e almas serenas.
Mestre da Cura, amenize nossos sofrimentos que escolhemos resgatar nessa encarnação!
 
ATOTÔ
 
ATOTÔ OBALUAIÊ!

Luz e paz em nosso caminhar...!

Um grande abraço,
Muita Luz e Axé a todos.

Os Baianos na Umbanda


Durante muitos anos a linha dos baianos foi renegada e os trabalhos feitos com ela eram vistos com restrições. Dizia-se que por não ser uma linha diretamente ligada às principais, era inexistente, formada por espíritos zombeteiros e mistificadores.
Aos poucos eles foram chegando e tomando conta do espaço que lhes foi dado pelo astral e que souberam aproveitar de forma exemplar. Hoje se tornaram trabalhadores incansáveis e respeitados, tanto que é cada vez maior o número de baianos que está assumindo coroas em várias casas.
A alegria que essa gira nos traz é contagiante. Os conselhos dados aos consulentes e médiuns demonstram uma firmeza de caráter e uma força digna de quem soube aproveitar as lições recebidas.
Atualmente já temos o conhecimento de que fazem parte de uma sublinha e nessa designação podem vir utilizando qualquer faixa de trabalho energético, ou seja, podem receber vibrações de qualquer das sete principais. Têm ainda um trânsito muito bom pelos caminhos de exu, podendo trabalhar na esquerda a qualquer momento em que se torne necessário.
Cientes dessa valiosa capacidade, nós dirigentes, sempre contamos com eles para um desmanche de demanda ou mesmo sérios trabalhos em que a magia negra esteja envolvida. Com eles conseguimos resultados surpreendentes. Os que não admitem essa linha como vertente umbandista defendem sua posição criticando o nome que esses espiritos escolheram para seu trabalho. Já ouvi coisas do tipo "Daqui a pouco teremos linhas de cariocas, sergipanos, etc." Esquecem eles que a Bahia foi escolhida por ser o celeiro dos orixás.
Quando se fala nesse estado, nossos pensamentos são imediatamente remetidos para uma terra de espiritualidade e magia. O povo baiano é sincrético e ecumênico ao extremo, nada mais natural que sejam escolhidos para essa homenagem de lei que é como se deve ver a questão. Vale ainda lembrar que nem todos os baianos que vêm à terra realmente o foram em suas vidas passadas, esses espiritos agruparam-se por afinidades fluídicas e dentre eles há múltiplas naturalidades.
É evidente que no inicio a Umbanda era formada por legiões de caboclos, preto-velhos e crianças, mas a evolução natural acontecida nestes anos todos fez com que novas formas de trabalho e apresentação fossem criadas. Se a terra passa por constantes mutações porque esperar que o astral seja imutável? O que menos interessa em nosso momento religioso são essas picuinhas criadas por quem na verdade, não defende a Umbanda, quer apenas criar pontos polêmicos desmerecendo aqueles que praticam a religião como se deve, dentro dos terreiros, onde abraçamos a todos os amigos espirituais da forma como se apresentam.
Autor: Luiz Carlos Pereira
Fonte: Comunidade na Internet

Salve tempestade, furacão e terremoto. Salve a Reza!

Axé pessoal! O texto de terça feira mexeu com muita gente, não é mesmo? É, mexeu comigo também quando vivenciei a reza. Mexeu no meu sentido de responsabilidade e no meu senso de valores, me fez descobrir uma força diferente e uma presença Superior infinitamente Divina que está sempre me proporcionando muito aprendizado.

Minha maior pretensão quando escrevi aquele texto era (e ainda é) que muitos desabrochassem para um outro sentido e para um outro perceber da vida espiritual. Claro que cada um tem sua história, tem sua necessidade, tem sua função, tem sua intenção e decepção, mas não podemos deixar de manifestar, exercer e assumir nossa “obrigação” mediúnica. Obrigação essa que foi determinada por nós mesmos, que nos sustenta e que alivia nossas dores, portanto, NÃO podemos deixar de persistir e, mesmo que sob tempestades, em meio a furacões e envoltos por fortes terremotos, nossa crença DEVE ser exercida com toda disciplina, coragem e determinação.

E se alguém achar difícil esse exercer é só entender que sob tempestades estaremos amparados por Iansã, aquela mulher/orixá guerreira e extremamente apaixonada por aquilo que acredita. Que chora, ri, grita, luta e ama, ama muito seus filhos.

Em meio a furações estaremos sendo envolvidos pelo Orixá da Guerra, Ogum, e por toda sua força, coragem, violência, rapidez, firmeza e certeza. Com certeza, nada fica igual depois que Ogum “passa” por nós.

E por fim, será envoltos por terremotos que vivenciaremos o AXÉ de Omulu, o Senhor da Terra. E será com Temor e Alívio, vivenciando a Doença e a Cura, entendendo o Fim e o Começo, atribuições e manifestações desse intenso Orixá, que explodirá uma força Quente e Intensa dentro de nós que fará com que nos movimentemos e que tenhamos a capacidade de construir e reconstruir, fazer e refazer, nascer e renascer tantas vezes quanto forem necessárias até que nos tornemos mais evoluídos e sapientes.

Portanto, que venham muuuuuitas tempestades, furações e terremotos. Que venham muitas oportunidades de fazer diferente e fazer a diferença. Que ENCONTREMOS muitos médiuns e muitos Pais Espirituais em nossa vida, só assim, diante de Encontros, Encruzilhadas e Dualidades teremos certeza que a Umbanda está viva, que ainda há esperança.

E para encerrar essa emocionante semana e nosso ciclo de orações estou postando hoje uma oração muito parecida com a oração de São Francisco, mas que está totalmente direcionada à nossa crença umbandista. É a Oração do Umbandista.

Aliás, penso que é muito importante rezarmos de acordo com nossa respectiva crença. Entendo que é uma atitude totalmente harmonizada e um ato extremamente louvável proferir, pronunciar, verbalizar palavras de acordo com a religião que pregamos e comungamos. Particularmente, acredito que atitudes como essas autenticam nossa Fé, valorizam nossa Crença e engrandecem nossa Religião.

Entendo inclusive que, mais do que autenticar, valorizar e engrandecer nossa religião, essas atitudes nos colocam muito mais próximos, nos põem na mesma vibração, nos inserem na mesma energia do Sagrado que acreditamos.

Chego a imaginar como fica o Astral, a energia e o magnetismo quando um médium ‘bate cabeça’ a determinado Orixá, recebe certo amaci, faz específica oferenda e depois, na hora de rezar, na hora de pronunciar, na hora de agradecer e garantir sua fé, fala em nome de anjos, de santos ou de outras forças que não estão e não atuam na mesma vibração que os Orixás e que a Umbanda, mas isso será tema de um outro post.

Vejam que linda essa oração e deixem que ela sirva de inspiração para que a Umbanda, a mediunidade, a missão espiritual possa ser assumida e vivenciada com mais amor, respeito e determinação.

-

Oração do Umbandista

Senhor, fazei de mim um instrumento da Vossa Comunicação.

Onde tantos mistificam, que eu leve a palavra da verdade!

Onde tantos procuram ser servidos, que eu leve a alegria de servir!

Onde tantos fecham os olhos para a prática do bem, que eu abra meu coração para acolher!

Onde tantos usam a Umbanda como comércio, que eu seja usado pela Umbanda para o Amor!

Onde tantos espalham a ignorância e o preconceito, que eu saiba agir pela Luz do Conhecimento e da Razão!

Onde a vida perdeu o sentido, que através da Umbanda eu leve o Sentido de viver!

Onde tantos me pedem um “despacho”, que eu saiba ensinar a benção do trabalho interno!

Onde haja doença, que eu leve a vibração de saúde do Sr. Oxossi.

Onde haja desespero que eu leve a concórdia e a placidez das Águas.

Onde houver desânimo, que eu leve a determinação e tenacidade do Sr. Ogum.

Onde houver injustiça, que eu leve o discernimento e a justiça do Sr. Xangô.

Onde tantos me pedem um milagre, que eu seja a humildade do Preto Velho!

Onde tantos estão sempre distantes, que eu possa fazer a Umbanda sempre presente!

Onde tantos sofrem da solidão que faz morrer, que eu seja a pureza de Ibejada, espalhando a alegria!

Onde tantos morrem na matéria que passa, que o Sr. Omulu me abençoe com a vibração da terra, geradora permanente de vida.

Onde tantos olham para a terra, que eu seja um espelho de Aruanda, a refletir sua Luz na terra!

Saravá Umbanda

Escrito por Mãe Mônica Caraccio

Fonte: Minha Umbanda

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“A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho.”


SIGNIFICADOS QUANTO AO FORMATO DA VELA



 
Cones ou Triangulares: equilíbrio, elevação.
Quadradas: estabilidade, matéria.
Estrela: espiritual, carma.
Pirâmide: realizações matérias.
Cilíndricas: servem para tudo.
Animais: para o seu animal protetor.
Lua: para acentuar sua energia intuitiva.
Gnomo: para seu elemental da terra.
Cone ou Triangulares: simbolizam o equilíbrio. Tem três planos: físico, emocional e espiritual.
Velas Cônicas: são voltadas para cima e significam o desejo de elevação do homem, sua comunicação com o cosmos.
Velas Quadradas: Simbolizam estabilidade na matéria. Seus lados iguais representam os quatro elementos: Terra, Água, Fogo, Ar.
Velas em Formato de Estrela de Cinco Pontas: É o símbolo do homem preso na matéria. Representa o carma.
Velas Redondas: Simbolizam mudança. E a energia mais pura do astral que só a mente superior alcança.