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domingo, 1 de abril de 2012

UMBANDA RESGATA HERANÇA, na esperança e na força


Axé a todos! Acredito que muitos sabem o quanto a Umbanda tem de África, é a crença do reviver, o valor da ancestralidade, o saber sobre o poder da natureza e, entre tantos outros itens, herdamos os Orixás para vivenciá-los como nossas divindades.

A África também influencia intensamente a cultura, a economia e a sociedade brasileira, e sobre esse tema, Alberto da Costa e Silva (historiador e membro da Academia Brasileira de Letras) em seu livro “A África explicada aos meus filhos” narra alguns exemplos como na área da construção com as casas populares do tipo sopapo, pau a pique ou bofetão que ainda hoje são feitas por um processo de construção africana e na alimentação com os inúmeros vegetais, frutas, grãos e comidas de procedência africana como: dendê, malagueta, quiabo, maxixe, jiló, inhame, várias espécies de bananas, diversos tipos de abóboras e de feijões, o cultivo do arroz e seu consumo como prato diário, o uso do leite de coco nas comidas e pratos que apresentamos como ‘tipicamente brasileiro’, mas que na verdade, são de origem africana como o vatapá, caruru, mugunzá, abará, acarajé, efó e muitos outros.

O autor ainda cita a influência dos africanos na criação de gado – os vaqueiros negros e mestiços ensinaram a arte de pastorar em enormes espaços abertos com a busca de novos pastos e a expansão dos limites; na indústria metalúrgica -na África o ferro era considerado um metal sagrado e o ferreiro era especialmente valorizado e gozava de prestígio especial. Já aqui no Brasil, esse africano trouxe as técnicas de produzir e trabalhar o ferro, propiciando as primeiras indústrias de preparo direto do metal; e ainda no rápido avanço da mineração de ouro – chegaram grandes ourives no Brasil e eles ensinaram como encontrar o metal e deixaram um maravilhoso estilo de jóias em ouro e prata de grande qualidade, um estilo africano que encantava as mulheres brasileiras.

Ah… Não posso deixar de falar da influência africana tão acentuada e contagiante na música, na arte e na dança aqui no Brasil, inclusive no vocabulário brasileiro com mais de 1500 termos registrados nos dicionários. São palavras que usamos habitualmente, mas que muitas vezes ou muitos de nós não nos damos conta que são procedentes de línguas bantas – originalmente ‘banto’ é o nome da linguística que funciona pela alternância de prefixo, depois se torna designação de povo; o povo banto está na costa ocidental (atuais Congo, República do Congo e Angola) e costa oriental (Moçambique). Vejam alguns exemplos dessas palavras: cochilar, cochichar, xingar, bagunça, cachaça, caçula, cafuné, camundongo, carimbo, fuxico, fuzarca, garapa, molambo, quitanda, quitute, sunga, capenga, dengoso, encabulado, zonzo, cachimbo, capanga, caxumba, dengo, fubá, gibi, macaco, senzala, mandinga, banguela, babaca, bunda, cafofo, cambada, muvuca etc.

Com essas afirmativas, me encanto ainda mais com a história do povo africano que, entre tantas dores, lutas, revoltas e injustiças, banharam todos nós, brasileiros, com suas crenças, culturas e Axés. Cada vez mais me maravilho com a Umbanda que em vários aspectos e momentos resgata a herança do povo africano, seja com os pretos-velhos – os sábios anciões africanos; com os orixás – a ancestralidade divinizada; com o bater cabeça – em respeito e reverência à terra que é a morada do Saber e dos panteões africanos (orixás), seja na esperança nata ou na certeza de sua força.

Mas, temos muito que aprender ainda, principalmente sobre o PODER DA FALA, ou melhor, DA ORALIDADE, meio que os africanos optaram como forma de aquisição e transmissão de conhecimentos, tornando-os assim, povos de “tradição oral”.

Hampâté Bâ (escritor malinês) afirma que “o valor do testemunho está sempre no homem que testemunha, na sua palavra, ou melhor, na solidez do laço existente entre o homem e sua palavra”.

Pois bem, ‘como será que está’, ‘o que está se construindo’ ou ‘para onde estão indo’ nossas palavras? Será que elas recebem o valor devido? Será que são ditas para testemunhar a verdade? Será que é sólida a relação homem e palavra? É… Os queridos Caboclos que se manifestam em nossa Umbanda estão sempre nos ensinando e dando belos exemplos dessa relação. Aliás, é tão forte a fala/palavra para nós que cultuamos os orixás que vale ressaltar: não acontece manifestação, incorporação ou transe de Orixá sem que haja a Palavra determinante, seja essa palavra vibrada pelo toque do atabaque, pelo som do adjá, pela louvação da corrente ou pelo canto do ogã acompanhado à fala determinante do Pai de Santo, a qual é imprescindível em todos os momentos religiosos.

Também fico a imaginar se os pais e mães, vô e vó, estão contando histórias a seus filhos e netos. Fico a observar o quanto a televisão, o computador e a falta de tempo dominaram um momento e uma experiência tão marcante que é aquela infância cheia de imaginação, história e ensinamento. É, historinhas, lendas, mitos, conversas e brincadeiras ensinam, aproximam e ainda deixam marcas de carinho. Não há como negar!

E essas marcas não são exclusividades da infância ou das crianças, todos nós, em qualquer momento e situação, principalmente dentro das religiões afro-brasileiras, como a Umbanda por exemplo, podemos (e devemos) aprender com as histórias, os mitos e lendas de nossa ancestralidade.

Gosto muito dessa afirmativa de Reginaldo Prandi (Mestre em Sociologia pela USP, professor, escritor e pesquisador do CNPq – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), sobre o mito: “O mito é extremamente importante, pois, antes de mais nada, ele ensina quem são os orixás, quais os seus poderes mágicos, seus campos de atuação, de onde eles vieram, quais as suas preferências e tabus, como o devoto deve se relacionar com cada um deles. Além disso, os mitos explicam como o mundo e a própria humanidade foram criados e, mais que isso, explicam como o ser humano é constituído”. Acho também importante refletir sobre o que Joseph Campbell (pesquisador de mitologia e religião comparativa) afirma sobre mito: “Os mitos têm basicamente quatro funções. A primeira é a função mística (…) os mitos abrem o mundo para a dimensão do mistério, para a consciência do mistério que subjaz a todas as formas. (…) A segunda é a dimensão cosmológica, a dimensão da qual a ciência se ocupa – mostrando qual é a forma do universo, mas fazendo-o de uma tal maneira que o mistério, outra vez, se manifesta. (…) A terceira função é a sociológica – suporte e validação de determinada ordem social. (…) Mas existe uma quarta função do mito, aquela, segundo penso, com que todas as pessoas deviam tentar se relacionar – a função pedagógica, como viver uma vida humana sob qualquer circunstância. Os mitos podem ensinar-lhe isso”. Maravilhoso não é mesmo?

Maravilhoso saber que a “fala” foi a forma que nossos ancestrais ESCOLHERAM para se socializarem, para manterem suas tradições e crenças seguras e cada vez mais fortes e realizadoras, que USARAM para se desenvolverem tanto e para sobreviverem. Em contra partida, me entristece saber que muitos usam ‘da fala’ e ‘a fala’ para subsidiar os desejos mais escusos, para manifestar a dominação mais doentia ou para negar a origem, a necessidade e o dever.

Enfim, tento com esse texto, provocar, quem sabe, algumas reflexões do tipo: valorização da África, da ancestralidade, da Umbanda, dos negros e de nossa fala ou ainda a importância de estudar, conhecer, respeitar e bem se comunicar, seja através da fala ou de uma “simples” e contagiante e inesquecível história. Vale também pensar sobre a importância da verdade e do mito como conhecimento íntimo, social e religioso, e de nossa responsabilidade diante do Sagrado, do Profano, de Gente e do Saber.

Axééé a todos e espero que possamos fazer diferente e a diferença diante de qualquer situação menos satisfatória, como fizeram tantos negros escravos.

Escrito por Mônica Caraccio

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“A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho.”


SIGNIFICADOS QUANTO AO FORMATO DA VELA



 
Cones ou Triangulares: equilíbrio, elevação.
Quadradas: estabilidade, matéria.
Estrela: espiritual, carma.
Pirâmide: realizações matérias.
Cilíndricas: servem para tudo.
Animais: para o seu animal protetor.
Lua: para acentuar sua energia intuitiva.
Gnomo: para seu elemental da terra.
Cone ou Triangulares: simbolizam o equilíbrio. Tem três planos: físico, emocional e espiritual.
Velas Cônicas: são voltadas para cima e significam o desejo de elevação do homem, sua comunicação com o cosmos.
Velas Quadradas: Simbolizam estabilidade na matéria. Seus lados iguais representam os quatro elementos: Terra, Água, Fogo, Ar.
Velas em Formato de Estrela de Cinco Pontas: É o símbolo do homem preso na matéria. Representa o carma.
Velas Redondas: Simbolizam mudança. E a energia mais pura do astral que só a mente superior alcança.