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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Meu Orixá é melhor que o Seu!


“MEU ORIXÁ É MELHORQUE O SEU”. Quantas vezes nós já ouvimos esta afirmação de nossos irmãosUmbandista ou até mesmo daqueles que têm afinidade com a Umbanda? Mas, o quemais me assusta, como sempre, são os comentários feitos muitas vezes por nossosirmãos praticantes de nossa Religião. O meu susto não pára apenas na frase, ouseja, no conteúdo destas palavras, mas no tom de voz que é utilizado e apostura muitas vezes “arrogante” de alguns irmãos. Na minha visão, estamosprimeiramente desrespeitando os Orixás e na seqüência estamos nos achandosuperiores ao nosso próximo, coisa esta que é tipicamente nossa.

Vamos lembrar quetodos os Orixás estão vivos em nossa coroa e em nossas vidas, mas observe queestamos falando de Orixá, O Dono da Cabeça, seres supremos, logo não existemdivergências e tão pouco estrelismos ou melindres, como nós temos.

O assunto é tão sérioque já ouvi pessoas sendo filhos (as) de Omulú dizerem que sentem “vergonha” desua coroa, porque seu Pai é um Orixá “ancião” ou porque, para alguns, elecarrega o símbolo da morte. Com isso, aparecem os piores comentários: “Nossa!Então se sou filho de Omulú eu vou morrer? ”Sim, todos nós vamos um dia.“Nossa! Então eu sendo filho de Omulú eu posso matar qualquer um?” Não, a menosque goste de ficar em uma penitenciária respondendo um processo criminal.

Da mesma forma quetem àqueles que rejeitam temos também os médiuns, enchendo a boca para dizer:“Sou filho (a) de Oxum” ou “Sou filho (a) de Xangô”, etc.. Em alguns casos temo complemento: “Meu Orixá é melhor e mais forte que o seu”. Acredito que nosdois casos, tanto no desprezo / vergonha, bem como na “Idolatria”, são cenáriosde uma enorme falta de respeito com os nossos Pais e Mães Orixás.

Por que temos quesentir vergonha ou desprezar o Orixá que está em nossa coroa ou na coroa denossos irmãos? Por que muitos chegam a mentir com relação àqueles que regem suacoroa? Se todos os nossos Pais e Mães Orixás são Sagrados, por que rejeitamos oSagrado? Por que desprezamos o Sagrado que nos escolheram e estão nosprotegendo?

Não podemos fazercomparativos entre as forças dos nossos Orixás, dizendo que “o meu é melhor queo seu”, porque todos têm suas funções, ações, forças, estruturas, realizações,qualidades, etc.. O que seria da força de Ogum, para abrir os caminhos, se nãoexistisse a força de Omulú para paralisar ou finalizar os pensamentosnegativados demandados contra nós? O que seria da geração de Yemanjá, provendocondições melhores em nossas vidas, se Nanã não decantasse as nossas frustrações?

Com estesquestionamentos, como podemos afirmar que o “Meu Orixá é melhor que o seu”?Todos nossos Pais e Mães Orixás têm suas qualidades e se completam em umagrande força quando unidos, formam um TUDO e um TODO onde podemos, ainda,visualizar que existe um relacionamento e até mesmo uma “dependência” naatuação de um para o outro. É uma visão muito pequena achar que o Orixá querege a minha coroa e muito mais importante do que o que rege a coroa do meuirmão.

Em primeiro lugar,nós somos escolhidos por nossos Pais e Mães Orixás. Em segundo lugar, TODOS nóstemos uma missão para cumprir e os nossos Pais e Mães Orixás estão nosauxiliando nesta caminhada, tarefa, esta, que é bem difícil para Eles.Geralmente ficam nos mostrando os caminhos que devemos percorrer, bem como, oque devemos fazer, mas na maioria das vezes não escutamos, não percebemos e nãosentimos, pois estamos tão preocupados com nossos “pobres” pensamentos julgandoos Pais e Mães Orixás de nossos irmãos, achando que podemos ser maisimportantes ou melhores só por que não temos o mesmo Orixá na coroa, que nãoconseguimos perceber ou ouvir o que eles estão tentando nos mostrar ou dizer.

Então meu irmão, nãose sinta mais ou menos importante diante daquele que possui um Pai ou Mãe Orixádiferente do que possui em vossa coroa, sinta sempre o Orgulho de ter sidoescolhido por Ele e por Ela, deixe que as essências de vosso Pai e Mãe Orixáatuem em vossa vida. Não pratique a difamação dos Sagrados, não se esconda davossa essência, não vire as costas para àqueles que lhe escolheram como filho(a). Sejamos no mínimo, bons filhos (as), respeitando e cultuando as forçasdaqueles que nos sustentam.

Não diga: O MEU ORIXÁ É MELHOR QUE O SEU, mas
Diga assim: OS NOSSOS ORIXÁS SE COMPLETAM NA ESTRUTURA DE DEUS.

                         
             Por Danilo Lopes Guedes

Egum




 Embora Egum signifique todos osespíritos que já desencarnaram, para nós, Umbandistas, Eguns são espíritos queainda não adquiriram um grau de consciência e às vezes nem mesmo sabem queestão desencarnados.
Ele pode se tornar um obsessorquando se liga a algum encarnado para, por exemplo, vivenciar seus víciosmateriais (álcool, droga, sexo, etc..) ou por não admitir se afastar de algumencarnado (esposa, filhos, amigos) ou ainda para se vingar de seus inimigos.
As pessoas obsediadas irão ser“vampirizadas” por eles, pois mesmo sem saber, quando um Egum entra no campovibratório de um encarnado, por osmose, ele irá sugar a energia vital  doencarnado, desvitalizando um e vitalizando o outro.
O obsediado ira sentir uma forteapatia, “oco” por dentro, não saber mais o que quer direito, angustia, frio,sono, fraqueza, dores pelo corpo, calafrios, indisposição, sentimentosinconstantes, medo...
A presença do Egum também poderáintensificar também nossos vícios e fraquezas nos desequilibrando como porexemplo: se aquele obsessor tiver o vício de beber e o encarnado beber, poderábeber além da conta, se os dois sentirem raiva, poderá ficar violento demais, eassim por diante.
Os Eguns ficam vagando em nossomeio e às vezes são aprisionados por "quiumbas" (seres que já sabemque são desencarnados e fogem do auxílio), servindo-lhes como escravos e muitasvezes usados para sugarem energia de seus desafetos, atuando através dos seteestados tidos como capitais (vaidade, inveja, ira, preguiça, avareza, gula,luxúria).
Muitos ex-viciados são Eguns,pois, como quando na carne, não conseguem se libertar de seus vícios (tabaco, bebidas alcoólicas, cocaína, heroína, LSD, cola de sapateiro, crack,etc..). Eles irão se aproximar de algum encarnado que tenha o mesmo vício parapoderem sugar estas energias viciantes e por esta estar sendo dividido com oEgum, o encarnado irá fazer um uso maior para poder satisfazer os dois.
Espiritos que também tiveramatitudes que causam dependência (sexo, riquezas materiais, jogos, fanatismoreligioso, atitudes depressivas, etc...) também são grandes candidatos para setornarem Eguns depois de desencarnados.
Quando em Egum toma consciênciade seu estado e condição ele passa a ser um “sofredor” pois começara a “clamar”por Deus e por ajuda ou passara a ser um “Quiumba” que foge dos seres de luzpara poder continuar em nosso meio.
Precisamos mudar a freqüência denosso campo vibratório para que este obsessor não consiga nos perturbar e sedesligue de nós.
É difícil, pois não somos seresperfeitos e temos muitos vícios, mas percebemos que nossas fraquezas é queestão atraindo este tipo de obsessor para a nossa vida e faremos o possívelpara mudar.
A Oração eleva nossa vibração econseqüentemente, eleva a do obsessor, possibilitando que entidades de luz seaproximem e o esclareça.
Banho de ervas também tem o mesmoefeito e protege nosso campo mediúnico não permitindo o acoplamento de energiascontrárias.  U m banho simples de se fazer é com: Comigo-ninguém-pode /Guiné / Arruda / Alecrim / Espada de São Jorge / Manjericão / Hortelã-pimenta.(joga-se do pescoço para baixo pedindo a libertação das energias negativas,tomar durante 7 dias).
Mas se não mudarmos nossas posturase atitudes, de nada adiantará.
Quando este obsessor for umperseguidor desta ou de vidas passadas, o processo é mais demorado pois asvezes somos merecedores daquela perseguição e não mudamos ainda nosso modo depensar e de sentir, possibilitando assim, a interferência dele.
Qualquer entidade da linha deUmbanda, seja ela, Preto-velho, Caboclo, Boiadeiro, Exu, Baiano, etc... iráidentificar a atuação de um Egum e afastar, as vezes a força, do convívio doencarnado. Ele será enviado a uma colônia de esclarecimento ou será entregue aum Exu, que através da Lei Maior, irá fazê-lo expurgar seus “pecados”.
A Entidade irá esclarecer oencarnado a forma que este Egum foi atraído para a sua vida e através deconselhos, mostrar quais atitudes e sentimentos devem ser modificados para queisto não se repita novamente. Geralmente indicará um banho para limpar seucampo mediúnico e talvez alguma oferenda para absorver alguma energia que ficouescassa.
Poucos são os casos em que aatuação destes Eguns vieram através de magia negra contra o encarnado, em suamaioria foi a lei da atração.

Ore, se Melhore!

Por Marcia Conti

A Mais Bela Oração


E estando o Mestre sozinho, no recôndito da preceeis que chega um de seus discípulos e suplica-lhe:

Senhor, ensina-nos a orar...
Na face do Mestre a mais bela expressão,
A Sua alma antevia o bálsamo que postergaria aos irmãospor todos os tempos, ao corresponder a tão singelo pedido.
E em um breve momento,
Viu-se nos gemidos dos enfermos,
no soluçar dos desiludidos.
No desequilíbrio dos desesperados,
no debater-se dos ensandecidos.
No desamparo dos fracos,
na aflição dos perseguidos.
Na soberba dos orgulhosos,
na escravidão dos oprimidos.
Na inconsolação dos injustiçados,
na incredulidade dos ímpios.
Viu-se também na pureza do sorriso da criança,
na afetuosidade dos amigos.
Na serenidade da brisa mansa,
na mansidão dos pacíficos.
E de teus lábios ouviu-se a mais bela oração:

Pai Nosso que estais no céu,
santificado seja o vosso nome,
vem a nós o vosso reino,
seja feita a vossa vontade
assim na terra como no céu.
O pão nosso de cada dia nos daí hoje,
perdoai-nos as nossas ofensas,
assim como nós perdoamos
a quem nos tem ofendido,
não nos deixei cair em tentação
mas livrai-nos do mal.

Assim Seja...

Pedi e vos dará
Buscai e achareis
Batei e abrir-se á.

Pedi e se vos dará; buscai e achareis; batei à porta e se vos abrirá; porquanto, quem pede recebe e quem procura acha e, àquele que bata à porta, abrir-se-á. Qual o homem, dentre vós, que dá uma pedra ao filho que lhe pede pão? - Ou, se pedir um peixe, dar-lhe-á uma serpente? -Ora, se, sendo maus como sois, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, não é lógico que, com mais forte razão, vosso Pai que está nos céus dê os bens verdadeiros aos que lhos pedirem? (S. MATEUS, cap. VII, vv. 7 a 11.)

Do ponto de vista terreno, a máxima: Buscai e achareis é análoga a esta outra: Ajuda-te a ti mesmo, que o céu te ajudará. É o princípio da lei do trabalho e, por conseguinte, da lei do progresso, porquanto o progresso é filho do trabalho, visto que este põe em ação as forças da inteligência.

Na infância da Humanidade, o homem só aplica a inteligência à cata do alimento, dos meios de se preservar das intempéries e de se defender dos seus inimigos. Deus, porém, lhe deu, a mais do que outorgou ao animal, o desejo incessante do melhor, e é esse desejo que o impele à pesquisa dos meios de melhorar a sua posição, que o leva às descobertas, às invenções, ao aperfeiçoamento da Ciência, porquanto é a Ciência que lhe proporciona o que lhe falta. Pelas suas pesquisas, a inteligência se lhe engrandece, o moral se lhe depura. As necessidades do corpo sucedem as do espírito: depois do alimento material, precisa ele do alimento espiritual.

E assim que o homem passa da selvageria à civilização. Mas, bem pouca coisa é, imperceptível mesmo, em grande número deles, o progresso que cada um realiza individualmente no curso da vida. Como poderia então progredir a Humanidade, sem a preexistência e a reexistência da alma? Se as almas se fossem todos os dias, para não mais voltarem, a Humanidade se renovaria incessantemente com os elementos primitivos, tendo de fazer tudo, de aprender tudo. Não haveria, nesse caso, razão para que o homem se achasse hoje mais adiantado do que nas primeiras idades do mundo, uma vez que a cada nascimento todo o trabalho intelectual teria de recomeçar. Ao contrário, voltando com o progresso que já realizou e adquirindo de cada vez alguma coisa a mais, a alma passa gradualmente da barbárie à civilização material e desta à civilização moral. (Vede: cap. IV, nº 17.)

Se Deus houvesse isentado do trabalho do corpo o homem, seus membros se teriam atrofiado; se o houvesse isentado do trabalho da inteligência, seu espírito teria permanecido na infância, no estado de instinto animal. Por isso é que lhe fez do trabalho uma necessidade e lhe disse: Procura e acharás; trabalha e produzirás. Dessa maneira serás filho das tuas obras, terás delas o mérito e serás recompensado de acordo com o que hajas feito.

Em virtude desse princípio é que os Espíritos não acorrem a poupar o homem ao trabalho das pesquisas, trazendo-lhe, já feitas e prontas a ser utilizadas, descobertas e invenções, de modo a não ter ele mais do que tomar o que lhe ponham nas mãos, sem o incômodo, sequer, de abaixar-se para apanhar, nem mesmo o de pensar. Se assim fosse, o mais preguiçoso poderia enriquecer-se e o mais ignorante tornar-se sábio à custa de nada e ambos se atribuírem o mérito do que não fizeram. Não, os Espíritos não vêm isentar o homem da lei do trabalho: vêm unicamente mostrar-lhe a meta que lhe cumpre atingir e o caminho que a ela conduz, dizendo-lhe: Anda e chegarás. Toparás com pedras; olha e afasta-as tu mesmo. Nós te daremos a força necessária, se a quiseres empregar. (O Livro dos Médiuns, 2ª Parte, cap. XXVI, nº 291 e seguintes.)

Do ponto de vista moral, essas palavras de Jesus significam: Pedi a luz que vos clareie o caminho e ela vos será dada; pedi forças para resistirdes ao mal e as tereis; pedi a assistência dos bons Espíritos e eles virão acompanhar-vos e, como o anjo de Tobias, vos guiarão; pedi bons conselhos e eles não vos serão jamais recusados; batei à nossa porta e ela se vos abrirá; mas, pedi sinceramente, com fé, confiança e fervor; apresentai-vos com humildade e não com arrogância, sem o que sereis abandonados às vossas próprias forças e as quedas que derdes serão o castigo do vosso orgulho. Tal o sentido das palavras: buscai e achareis; batei e abrir-se-vos-á.

Conclusão:
Deus nos ajuda, na medida em que nos esforçamos na busca do que precisamos. Tudo concorrerá em nosso favor se trabalharmos com afinco, humildade, fé e confiança. Não há milagres: as grandes obras, conquistas e vitórias, são frutos, unicamente, do trabalho digno.

1 - O que Jesus nos ensinava, quando assim se referia?

Que devemos nos esforçar na busca do que necessitamos, uma vez que a ajuda de Deus ocorre para quem trabalha e se empenha na procura do desejado, usando da humildade, sinceridade, fé e confiança.

Tal é o sentido das palavras do Cristo: buscai e chareis; pedi e obterereis; batei e abrir-se-vos-á.

2 - Dessa forma, será mesmo necessário pedir a Deus o que necessitamos, uma vez que é pelo trabalho que se consegue as coisas?

Embora Deus saiba o que precisamos e nos auxilie sempre, a nossa ligação com Ele é necessária para que possamos agir com mais confiança e equilíbrio, garantindo-nos o sucesso do trabalho encetado.

O pedido a Deus é um ato de reverência e humildade, que se torna necessário em qualquer atividade nossa.

3 - E como é que o "céu" nos ajuda?

Deus nos ajuda ao permitir nosso progresso espiritual, que é a conseqüência natural na aplicação digna do nosso trabalho e, ainda, ao nos propiciar um bem estar interior, em face de havermos cumprido o nosso dever.

O homem que "ajuda a si mesmo" descobre mais rapidamente o alvo a atingir e, mais facilmente, o caminho que a ele conduz. Essa á uma forma de compensação do seu esforço.


Paz, Amor, Fé, Caridade... Saravá!

Em Busca da Umbanda Ecológica

    
     Recentemente conversei com um Gestor ambiental, especializado em Eco-turismo (profissional que faz capacitação de trilhas, analisando o impacto ambiental da presença humana nas reservas naturais) que me falou do problema das oferendas religiosas que são feitas nas matas:

        “ - Você caminha por trilhas maravilhosas, em meio a uma natureza exuberante e de repente se depara com restos de uma oferenda, garrafas, copos plásticos, alguidares e velas rolando pelas trilhas, materiais que além de quebrar o delicado equilíbrio da natureza poluem e causam incêndios; as pessoas chegam até a abrir clareiras, cortando espécimes nativas para arrumar espaço para o ritual..."

        Perguntou-me se tínhamos certeza de que os nossos Orixás ficavam felizes com este tipo de homenagem e concluiu:

          “- É mais fácil conscientizar crianças do que religiosos adultos!"

           Confesso que me senti constrangida e defendi a religião dizendo que não são apenas adeptos da Umbanda que fazem oferendas e que atualmente contamos com locais apropriados para este tipo de ritual com funcionários que fazem a manutenção do espaço e mantém a integridade da natureza. Porém senti nesse episódio que o assunto “oferendas” é um ponto delicado e polêmico da doutrina, que move a opinião pública contra a religião e impede que muitas pessoas se assumam como Umbandistas, temendo serem confundidos com “macumbeiros” que maculam espaços naturais e fazem rituais nas esquinas, deixando para trás um material que nunca é retirado.


       Lembrei-me de uma vez, no Poço das Antas, em Mongaguá, que tivemos que tomar muito cuidado com uma infinidade de cacos de vidro, que poderiam ter causado sérios acidentes, de garrafas quebradas que faziam parte de oferendas feitas no local; ou ainda, no final do ano, quando descendo a Serra do Mar pela Rodovia Anchieta, no cruzamento entre as duas pistas, de subida e de descida, vi centenas de garrafas, de velas e de alguidares, restos de oferendas de pessoas que por ali passaram em excursões para trabalhos à beira mar, uma visão deprimente de desordem e sujeira que em nada lembravam algo de sublime ou religioso; e um trabalho deixado numa encruzilhada próxima a minha casa: alguidar, farofa, velas queimadas e uma garrafa de pinga cheia de papeizinhos... Oferenda que ali ficou por semanas e só foi vencida pelo tempo, pois nem o lixeiro e nem o dono da calçada tiveram
coragem de mexer. Sempre que ia à padaria passava por ela e pensava como deve ser chato comprar uma casa na encruzilhada e receber grátis ebós arriados na calçada...

            Olhando por esse lado, a questão das oferendas torna-se um problema. Vivemos num País abençoado, com liberdade de expressão religiosa garantida pela Constituição, marcado pela convivência pacífica entre todas as ideologias, um exemplo para o mundo... Mas se temos direitos também temos deveres de não ultrapassar os limites da liberdade constitucional dos outros. A Umbanda prega a simplicidade e o retorno à Natureza, tem como fundamento o culto aos Orixás e a prática de Oferendas como forma de reverenciá-los. Não podemos transformar reverência em desrespeito. O planeta pede socorro!

            A doutrina deve conscientizar para a responsabilidade de defender e proteger a natureza e as leis do país. É chegada a hora de reavaliarmos as nossas práticas, não questionando o fundamento da oferenda mas o modo como ela é feita, talvez incluindo na obrigação de fazer, seja em pontos de força naturais ou urbanos, a obrigação de retirar os despojos do trabalho dando a eles um fim adequado; ou talvez criando ou freqüentando lugares próprios para os rituais com pessoal de manutenção e segurança onde poderemos calmamente reverenciar as Divindades. Dessa maneira estaremos respeitando o planeta, a natureza, os pontos de forças dos Orixás e os nossos concidadãos.

     A Umbanda é uma religião ainda discriminada e marginalizada porque as pessoas desconhecem e confundem as suas práticas e fundamentos, cabe a nós, os adeptos, passá-la a limpo, defendê-la em sua essência e dar o exemplo de cidadania e respeito. Talvez assim com uma Umbanda Ecológica e coerente, nos próximos censos, ela seja assumida como uma das religiões mais fortes do País.

           Por Rose Fernandes

Falando de Fé

   
    Na pequena assembléia de gestantes assistidas pela instituição, naquela tarde fria de inverno, uma se destacava.

     Apresentava a barriga enorme, denunciando que logo mais daria à luz. E, contudo, mostrava sinais de inquietação no rosto.

     Terminada a aula breve e fraterna, a atendente, que descobrira os traços de angústia naquela companheira, se aproximou, buscando saber das razões.

        Foi então que a gestante lhe falou que nos próximos dias deveria ter o seu bebê e que estava apavorada. Durante todo o período da gestação se preparara para ter um parto normal.

     Entretanto, há quinze dias, o médico lhe informara, depois de uma ecografia, que seu bebê estava sentado e que somente poderia nascer através de uma cesariana, marcando até a data.

         Ela estava com muito medo. Tinha um terrível medo de cirurgia e, depois, ela desejava o parto normal, para poder atender mais cedo e melhor seus outros filhos menores.

         A atendente a abraçou e conversou com ela longamente. Recordou-lhe as lições que já haviam tido, ali  mesmo, naquela instituição.

        Lições que falavam da fé e do poder da oração. Que ela tentasse a oração, que falasse com seu bebezinho, pedindo que ele mudasse a posição.

     Que falasse com Jesus, o Médico Divino, suplicando auxílio. A gestante olhou meio desconcertada e perguntou: Mas será mesmo que dará resultado?

         Vamos orar juntas, desde agora? Convidou a assistente.

      Naquele dia, quando se despediu para ir para casa, a gestante acariciou a barriga com carinho especial e sorriu, dizendo:

          Eu vou tentar.

        Uma semana depois, ela precisou ser levada às pressas para a maternidade. Na madrugada, a bolsa se rompeu e ela entrou em trabalho de parto, antes da hora assinalada pelo médico para a cesariana.

          Ela teve medo. E agora? O que iria acontecer?

     Chegando ao hospital, atendida de imediato, foi conduzida à sala de parto.

     Para surpresa do médico e alívio da mãezinha, o bebê já mostrava a cabecinha despontando, prestes a nascer.

    Entre risos e lágrimas de surpresa, gratidão e alívio, a gestante deu à luz a um belo garoto, por parto normal, sem dificuldades.

 * * *  * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *

    Nunca desacredites do amparo de Deus. Haja o que houver, permanece confiando.

       Se tudo estiver contra ti, se o insucesso te ameaçar com o desespero, ainda aí espera a Divina ajuda.

       A lei de Deus é de amor. E o amor tudo pode, tudo faz.

      Quando pensares que o socorro não te chegará em tempo, se continuares esperando, descobrirás, alegre, que ele te alcançou minutos antes do desastre.

      Ora, confia e não deixes de lutar. Deus vela por ti e guarda a tua vida.
 

     Redação do Momento Espírita, com base em fato narrado por voluntária do grupo de gestantes do Centro Espírita Ildefonso Correia (Curitiba/PR), em reunião de avaliação ocorrida em 15.06.2000 e com pensamentos finais colhidos no cap. CXIII, do livro Vida feliz, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.
Em 10.01.2012.

A Fé

  
   "Pensamentos podem ganhar forma e vida semi-inteligente"

     Agora que já sabemos que o universo trabalha para nós quando permitimos, vamos entender como isso funciona. Sabemos que devemos colocar em andamento nossa intenção, depois exercitarmos a concentração para darmos atenção ao nosso objetivo, que certamente deve estar claro em nossas mentes e, em seguida, devemos acionar nossa vontade para dar andamento à prática. Para isso, devemos conhecer alguns fatos irrevogáveis a respeito do mundo invisível.

      Um deles e o mais importante neste caso é a existência de algo que em ocultismo denominamos "formas-pensamento". Vamos tentar entender: um pensamento, quando emitido, provoca uma serie de vibrações nos corpos sutis, ou seja, em nosso corpo emocional e mental, que se propagam em ondas de pensamento.

      Toda vez que pensamos emitimos essas ondas que se unem rapidamente à essência elemental. A essência elemental é uma estranha, fina e sensível matéria que nos rodeia e que dá vida à matéria do plano astral e mental. Ela, por incrível que pareça, tem vida semi-inteligente. Quando emitimos um pensamento, na maioria das vezes carregado de sentimentos, a onda que se propaga se une a uma velocidade descomunal à essência elemental, dando forma e vida aos pensamentos. Daí o nome "forma pensamento".

   A "forma pensamento" possui cor, forma e vida semi-inteligente.     

  Quanto mais claro e definido for esse pensamento/sentimento, maior a força e eficiência do pensamento. A força do pensamento/sentimento, bem como sua repetição, determina sua duração e eficácia. Portanto, cada pensamento emitido produz dois efeitos: primeiro uma vibração radiante, depois uma forma colorida e flutuante. Todo pensamento, quando entra em contato com outro de vibração similar, se fortalece e produz outro pensamento do mesmo tipo. Sempre que nos propomos a colocar em prática a intenção, a atenção e a vontade em direção às nossas metas e objetivos devemos repetir diariamente e determinadamente os exercícios. Com isso, a força do pensamento fica cada vez maior, assim como sua vibração e vida.

    Para criarmos uma forma pensamento bastante eficaz devemos ter o pensamento forte e definido, com cores definidas e animado por um propósito definido.

      Se o pensamento for suficientemente forte, a distancia não faz diferença. Temos um enorme poder em nossas mãos, mas precisamos saber como usá-lo. O universo fará a sua parte, mas somente se você se propuser a fazer a sua.

       Temos que ter bem claro em nossas mentes e corações que as maldições e as bênçãos procuram seu lugar certo para alojar-se e certamente encontram.

        Portanto, se você pretende criar uma realidade de paz e harmonia, alem de realizações constantes em sua vida, tenha pensamentos elevados, de preferência de natureza amorosa e espiritual. E saiba que "formas pensamentos" enviadas a pessoas boas não as destroem, portanto, procure também pensar nos conceitos relativos a inveja, mal olhado e "trabalhos feitos", que só ganham força se a pessoas estiver na mesma vibração. Caso contrario, não têm força nenhuma.

       Pensamentos são coisas e coisas muito perigosas porque são poderosas. Pense nisso e procure fazer diariamente o exercício abaixo:
 
                                          

          
             *Mãos Etéricas: podemos criar Anjos de Luz*

        Coloque uma música suave e acenda um incenso.

      Sente-se em uma posição confortável, feche os olhos e relaxe.

      Procure afastar os pensamentos não dando atenção a eles.
 
        Apenas relaxe. 

       Esfregue suas mãos uma contra a outra e lentamente vá afastando uma da outra, criando uma esfera de luz entre elas. Essa luz pode ser branca, rosa, verde, azul, lilás, amarela ou dourada. Vá afastando lentamente as mãos até formar uma esfera de mais ou menos 20 cm de diâmetro.

      Crie essa esfera concentrando-se profundamente nessa criação.
 
      Não perca a concentração, mas se perder, assim que perceber volte à esfera de luz.

        Quando essa esfera estiver bem formada, e com o tempo você sentirá sua materialidade entre suas mãos, imprima seu propósito. Este pode ser a cura, a harmonia, a paz, a proteção, ou outra missão. Lembre-se que você está criando um anjo de luz, um soldado da luz, e este terá uma missão que sera impressa por você. Você está criando um ser vivo, um elemental, com um trabalho específico, impresso por você.

      Assim que sentir essa luz bem forte, solte as mãos e encaminhe a luz para onde você quiser. Pode ser um enfermo, uma casa, sua casa, o planeta, enfim... O que você quiser ou precisar. Lentamente volte sua consciência à vigília, e tenha muita responsabilidade. Lembre-se sempre da grande Lei.


         Por Eunice Ferrari

Chico Xavier fala sobre Mediunidade

     MEDIUNIDADE

   O que é desenvolver mediunidade no conceito de Emmanuel?

   Ele crê que desenvolvimento mediúnico deveria ser a nossa dedicação ao aperfeiçoamento pessoal para servirmos de intérpretes àqueles que habitam a vida espiritual e, ao mesmo tempo, começar muito cedo o trabalho na pauta da obediência e da fé de que todos carecemos perante as Leis de Deus.

    Que é mediunidade, no significado real de sua essência?

  Mediunidade, na essência, é afinidade, é sintonia, estabelecendo a possibilidade do intercâmbio espiritual entre as criaturas, que se identifiquem na mesma faixa de emoção e de pensamento.

    Como alcançar bom aprimoramento de potencial mediúnico?

    Reflitamos no assunto do ponto de vista da mediunidade em trabalho edificante. Que se aperfeiçoe o violino, e o artista encontrará nele as mais amplas facilidades de expressão. Sem cooperador habilitado, a tarefa surge deficiente. A mediunidade, em si, depende do médium.

    Diga-nos o que deve fazer, dentro de suas capacidades, um médium, para poder ser completo e útil ao Plano Espiritual?

   Devotamento ao Bem do próximo, sem a preocupação de vantagens pessoais - eis o primeiro requisito para que o medianeiro se torne sempre mais útil ao Plano Espiritual. Em seguida, quanto mais o médium se aprimore, através do estudo e do dever nobremente cumprido, mais valiosa se torna a execução de tarefas com os Instrutores da Vida Maior.

    Que é que pode ser mais prejudicial a um médium?

    O egoísmo que se fantasia de vaidade e orgulho, quando o medianeiro procura irrefletidamente antepor-se aos Mentores Espirituais que se valem dele. Ou o mesmo egoísmo, quando se veste de ociosidade ou de escrúpulo negativo, para fugir à prestação de serviço ao próximo.

   Qual a razão de algumas pessoas possuírem dons mediúnicos na Terra, desde o berço, e outras, após muito trabalho, é que conseguem conquistar alguns desses valores?

    Quando se trate de mediunidade em ação na cultura ou no progresso espiritual, a bagagem de recursos do medianeiro emerge das suas próprias aquisições de Espírito, efetuadas em existências pretéritas, outorgando-lhe a possibilidade de colaborar com mais eficiência ao lado de quantos pugnam, no Além, pelo aperfeiçoamento e a felicidade da comunidade humana.

  Como podemos entender o chamado "planejamento espiritual"?

    Mentalizemos o planejamento que antecede a formação de um núcleo populacional ou de uma família na Terra, com os recursos possíveis de previsão e teremos exatamente a idéia do que seja o "planejamento espiritual" para qualquer organização que proceda do Plano Espiritual para o Mundo Físico.

  Como encarar as diversas demonstrações mediúnicas existentes e praticadas fora da Doutrina Espírita?

    Os fenômenos medianímicos existiram em todos os tempos. E, em todos os distritos da atividade humana, continuam a existir. A Doutrina Espírita é o Cristianismo Redivivo, esclarecendo mediunidade e médiuns para que as ocorrências mediúnicas edifiquem elevação e proveito em auxílio da Humanidade.

    Os "anjos de guarda", que são?

   Os bons Espíritos, benevolentes e sábios, mormente aqueles que se nos fazem familiares, se erigem, no Mais Além, à condição de mensageiro de apoio ou guardiães abnegados daqueles companheiros que ainda se vinculam à vida física.

  Quais são os principais sintomas, tanto físicos quanto psicológicos, que a pessoa apresenta para que diagnostique-se mediunidade acentuada?

   Os sintomas podem ser variados, de acordo com o tipo de mediunidade. Irritabilidade, sonolência sem motivo, dores sem diagnóstico definido, mau humor e choro inexplicável podem indicar necessidade de esclarecimento e estudo.

  O que acontece para uma pessoa que se recusa a desenvolver sua mediunidade, já que esta mediunidade pode ajudar muitas outras? Haverá algum castigo ou cobrança?

    Energias que não doamos podem ser fator de desequilíbrio em nossas vidas. Nossa consciência, em geral, nos cobra uma atitude perante as tarefas que nos cabem. Praticando o Bem em qualquer parte, estaremos colocando nossa mediunidade a serviço de todos. André Luiz afirma: "Todo Bem que não se faz é um mal que se pratica".

    Como saber distinguir efeitos mediúnicos de doença física? Por exemplo: as dores de cabeça e de estômago.

   A segurança em distinguir efeitos da mediunidade de sintomas de doenças físicas, só pode ser alcançada com a educação da própria mediunidade. O ideal é que inicialmente se procure um médico para certificar-se que o mal não é físico e, uma vez confirmada a inexistência de doença, deve-se procurar a orientação espiritual.

  Dentro da psicofonia, se um médium dá passividade constantemente para irmãozinhos sofredores, tristes e chorosos, isso significa que o médium não está com a sintonia elevada?

    Todo médium deve estar em equilíbrio para trabalhar num grupo mediúnico. Quando dá manifestação a Espíritos sofredores, pode lhes proporcionar alívio e paz. Existem médiuns que têm energias específicas para socorrer Espíritos suicidas, muito sofredores; essa é a missão dos médiuns de desobsessão. Não é, portanto, um desequilíbrio.

  Muitos candidatos à mediunidade nos aparecem, confessando, no entanto, sua predileção pelo vício de fumar. Que fazer nestes casos?

   Ponderam os Mentores da Vida Maior que o vício da utilização do fumo cotidianamente é considerado dos menores vícios da personalidade humana. Não obstante, qualquer candidato à mediunidade cristã deverá esforçar-se diariamente por superar suas próprias inibições, consciente de que o quadro de serviços redentores a que se candidata exigir-lhe-á renúncias e abnegações incessantes em favor do próximo. Dentro deste particular é que os Amigos Espirituais nos dizem que, principalmente nas tarefas de auxílio desobsessivo e nas tarefas de alívio aos doentes, é totalmente desaconselhável o hábito de fumar. Assim, sendo, os médiuns psicofônicos, os passistas e os de efeitos físicos fazem muito bem quando abandonam o cigarro.

   Muitos candidatos à mediunidade nos dizem que sofrem assédio de entidades infelizes e acabam desistindo do serviço mediúnico, justificando-se pelos impedimentos emocionais que carregam. Que dizer de semelhante situação?

    Curiosa esta pergunta, porque também passamos por esta experiência. Um ano antes de transferimos nossa residência de Pedro Leopoldo para a cidade de Uberaba, por volta do ano de 1959, uma crise alucinante de labirintite nos atacou. O desconforto que a doença causava, com aquele barulho característico, dentro do próprio crânio, nos alterou o estado emocional. Quase não conseguíamos a necessária concentração para a tarefa psicografia nas reuniões públicas do Centro Espírita Luiz Gonzaga. Estávamos intranqüilos. Quando aquele tormento atingiu seu ápice, procuramos nosso médico oftalmologista, na época o Dr. Hilton Rocha, de Belo Horizonte. Dissemos a ele:
 
     Dr. Hilton Rocha, eu já não agüento mais esta labirintite que me atazana. Este barulho incessante me tonteia e já não posso atender às minhas obrigações de psicografia com a tranqüilidade desejável. De modo que o senhor tem a minha autorização, caso esta labirintite for causada pela minha enfermidade dos olhos, para remover os meus globos oculares. E o senhor pode arrancar os meus olhos, por que eu preciso continuar trabalhando...
 
     O Dr. Hilton Rocha nos tranqüilizou dizendo que, de forma alguma, a labirintite era devida às nossas enfermidades oculares. Recomendou-nos paciência e disse-nos que tudo iria passar. De fato, quando instalamos em definitivo aqui em Uberaba a crise de labirintite passou. Recentemente, no entanto, a questão voltou, mais ou menos há uns dois anos, com grande intensidade. Desta vez não só ouvimos o barulho característico da labirintite, como também registramos a voz nítida dos espíritos inimigos da Causa Espírita-Cristã, perturbando-nos a tranqüilidade interior. Esta presença de espíritos infelizes, desde então, tem sido uma constante. Ouvimos-lhe diariamente os ataques à Mensagem Cristã e à Doutrina Espírita; as sugestões desagradáveis; as induções ao desequilíbrio; os sarcasmos em relação aos episódios por nós vividos no decorrer desta existência; as alusões ferinas às ocorrências menos dignas de nossos círculos doutrinários; as calúnias em relação a fatos conhecidos por nós; e até maledicências dirigidas ao nosso círculo de amizades. Tudo isto de forma tal que nos sentimos tolhidos na liberdade de pensar. Nossos Amigos Espirituais classificam este tipo de atuação como sendo PENSAMENTOS SONORIZADOS dos obsessores em nós mesmos. Dr. Bezerra de Menezes nos recomendou muita calma em relação ao assunto, incentivando-nos, inclusive, a conversar com estes irmãos infelizes pelo pensamento, mostrando-lhes o ângulo de visão que nos é próprio e rogando-lhes paciência e compreensão para as nossas atividades mediúnicas. Mesmo assim, apesar de estarmos tentando dialogar com estes espíritos, somente em 80% dos casos eles desistem do sinistro propósito de nos retardar as tarefas. Assim, ainda 20% deles continuam renitentes em seu desiderato infeliz. Outro dia mesmo recorremos à viligância de nosso mentor Emmanuel, e ele nos pediu mais paciência. Segundo a afirmativa dele, isto ainda duraria por algum tempo e em breve tudo voltaria ao normal.

     Em algumas reuniões identificamos discussões estéreis em torno de opiniões particulares e pontos de vista exclusivistas de determinados médiuns, que os conduzem, muitas vezes, ao afastamento do serviço, carregando no coração mágoas e desapontamento com a direção das reuniões e dos Centros Espíritas. Como devemos agir diante dos que se afastam das tarefas?

     O quadro de nossas responsabilidades diante da Mensagem Cristã do "Amai-vos uns aos outros" é tão vasto, os serviços ainda incompletos e as tarefas por realizar em nome do amor ao próximo se desdobram com tanta intensidade que, sinceramente, cabe-nos a solução de aproveitar o tempo disponível às nossas limitadas possibilidades, trabalhando e servindo sem cessar em nome do Bem geral. Não podemos nos dar ao luxo de correr atrás daqueles que abandonam o serviço espiritual, a pretexto de lhes oferecer explicações e homenagens. Isto porque nossas obrigações aí estão, exigindo-nos tempo e dedicação, e não podemos perder tempo. Se fulano ou ciclano considerou por bem abandonar as próprias obrigações espirituais, por este ou aquele melindre, que podemos nós fazer? Entreguemos-lhe, pela oração, à Bênção Misericordiosa de Deus, o Pai Amoroso de todos nós, e, por nossa vez, perseveremos no trabalho do Bem até o fim.

     Qual o obstáculo mais difícil a vencer na mediunidade?

  Os obstáculos mais difíceis ao desenvolvimento da mediunidade estão sempre em nós mesmos. Quando deixamos o trabalho mediúnico para entregar-nos a tipos de atividades inconvenientes, estamos habitualmente cedendo às tentações que ainda trazemos em nós mesmos, constantes das tendências inferiores que ainda remanescem dentro de nós, em nos referindo à herança pessoal que trazemos de existências passadas.

  Existirá, na opinião dos Amigos Espirituais, alguma correlação entre disritmia cerebral e mediunidade?

   Estamos na certeza de que no futuro dirá, do ponto de vista científico, que sim. A chamada disritmia cerebral, na maioria dos casos, funciona como sendo um implemento de fixação da onda mental do espírito comunicante; muitas vezes, também, essa mesma disritmia é um elemento importante no problema obsessivo. Achamo-nos aqui perante questões que o futuro nos mostrará em sua amplitude, com as chaves necessárias para a solução do problema.

    Qual a receita que o Sr. apontaria contra o animismo?

    Aprendi com o nosso abnegado Emmanuel que o médium é também um Espírito necessitado de socorro e de orientação. Desse modo, se o chamado animismo aparece em determinado grupo, devemos atender ao companheiro ou à companheira, envolvidos no assunto, com o mesmo carinho e atenção que dispensamos comumente ao Espírito desencarnado, quando no intercâmbio conosco.

   O desenvolvimento da mediunidade se processa mais na corrente mediúnica ou nas ações, palavras e pensamentos de todos os minutos do médium?

    O desenvolvimento da sublimação mediúnica permanece na corrente dos pensamentos, palavras e atos do medianeiro da vida espiritual, quando ajustado ao ministério de fraternidade e luz que a sua tarefa implica em si mesma.

   A tese da mediunidade inconsciente estará sendo estudada e observada com consciência pela totalidade dos médiuns que se apregoam portadores de tal mediunidade? Cabe-nos significar-lhes nossas dúvidas ou aguardar o Tempo?

    Na esfera do medíunismo, há realmente incógnitas que só o esforço paciente de nossos trabalhos conjugados no tempo conseguirá solucionar. Incentivemos o estudo e o auxílio, dentro da solidariedade cristã, e, gradativamente, diminuiremos as múltiplas arestas que ainda impedem a nossa sintonia na execução dos serviços a que fomos chamados, porquanto, o problema não deve ser examinado unilateralmente, reconhecendo-se que o serviço é de nossa responsabilidade coletiva nos círculos doutrinais.

   Sendo verdade que o "clima" mental do médium atrai Espíritos condizentes, bons ou maus, como agiremos diante dos médiuns que se dizem inconscientes e que dão comunicações alternadas e seguidas?

   O médium não deve perder de vista a disciplina de si próprio. A ordem é atestado de elevação.

   Dons mediúnicos pronunciados, como por exemplo, o da vidência espiritual, que tantas pessoas anseiam e se esforçam por possuir, sob certas circunstâncias de ordem material, não significariam uma desvantagem ou, pelo menos, um transcendente compromisso para essas pessoas?

  Dons mediúnicos não representam desvantagens, mas envolvem os compromissos e as responsabilidades que lhes são conseqüentes. Os candidatos ao trabalho mediúnico, junto das criaturas humanas, precisam refletir com segurança e discernimento antes de abraçá-lo, conscientes de que se encontram diante de um dos mais sérios compromissos espirituais da vida.

   Quando um médium pode saber se realmente tem um compromisso mediúnico e que compromisso lhe traz essa mediunidade?

   Através de sua predisposição. A mediunidade induz o indivíduo a uma posição consciente perante a vida desde que esta seja pautada em linhas de equilíbrio moral. Então, ele passa a receber intuições vigorosas que o impelem a atitudes positivas em relação ao próximo. Aparece de início, como lampejo de um ideal, como reminiscência de tarefas que ficaram interrompidas ou como uma verdadeira impulsão para realizar determinados compromissos em benefício da criatura humana. À medida que mergulha no mundo interior, desdobram-se as possibilidades e os Espíritos o conduzem a que execute a tarefa que, aos poucos, lhe vai sendo inspirada e conduzida. A mediunidade é uma faculdade para-normal, e todos podemos experimentar fenômenos que não são habituais, não comuns. Quando estes fenômenos especiais transcendem o habitual, refletem características de mediunidade, tais como: percepção de presença, visões e audições psíquicas, que seriam denominadas como alucinações psicológicas por psiquiatras desconhecedores da mediunidade...

  Que dizer dos processos empregados atualmente pela maioria dos Centros, no que diz respeito ao desenvolvimento mediúnico? Como desenvolver médiuns?

   Examinar as diretrizes das instituições não será trabalho compatível com as nossas responsabilidades singelas. Cada grupo doutrinário é a resultante dos propósitos e atividades dos seus componentes. Resumindo-se, porém, os programas do Espiritismo Evangélico, na sementeira do amor e da educação nos moldes que Jesus nos legou, acreditamos não encontrar outro código mais elevado para os serviços do nosso ideal, além do Evangelho sentido e vivido, nos diversos setores da experiência que nos é comum, código esse que deve presidir também não só o desenvolvimento dos médiuns, mas o processo espiritual de todos os doutrinadores e companheiros em geral.

    Fontes: 
Questão 1, do livro Kardec Prossegue - Editora UNIÂO. 
Questão 2, do livro Novo Mundo - Editora IDEAL. 
Questões 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12 e 13, do livro "Plantão de Respostas - Editora CEU.
Questões 14, 15 e 16, do Jornal "O Espírita Mineiro" - n 217.
Questões 17, 19, 20, 21, 22, 23, 24 e 25, do livro "Encontros no Tempo" - Editora IDE.
Questão 18, do livro "Chico Xavier, em Goiânia" - Editora GEEM.
Link da Página: http://www.grupoandreluiz.org.br/chico_ler_perguntas.php?id=5
(Publicado em 09/01/2007)
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“A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho.”


SIGNIFICADOS QUANTO AO FORMATO DA VELA



 
Cones ou Triangulares: equilíbrio, elevação.
Quadradas: estabilidade, matéria.
Estrela: espiritual, carma.
Pirâmide: realizações matérias.
Cilíndricas: servem para tudo.
Animais: para o seu animal protetor.
Lua: para acentuar sua energia intuitiva.
Gnomo: para seu elemental da terra.
Cone ou Triangulares: simbolizam o equilíbrio. Tem três planos: físico, emocional e espiritual.
Velas Cônicas: são voltadas para cima e significam o desejo de elevação do homem, sua comunicação com o cosmos.
Velas Quadradas: Simbolizam estabilidade na matéria. Seus lados iguais representam os quatro elementos: Terra, Água, Fogo, Ar.
Velas em Formato de Estrela de Cinco Pontas: É o símbolo do homem preso na matéria. Representa o carma.
Velas Redondas: Simbolizam mudança. E a energia mais pura do astral que só a mente superior alcança.