Seguidores

Translate - Tradutor

Volte sempre!


Fale Conosco 
 

Atenção. Importante!

Alguns Textos, Mensagens e Imagens foram retirados de variados sites, caso alguém reconheça algo como sua criação e não tenha sido dado os devidos créditos entre em contato.

A real intenção do blog Grupo Boiadeiro Rei não é de plágio, mas sim de espalhar Conhecimento e Espiritualizar...

 
TODO ACERVO DE MATERIAL DE ESTUDOS DO GRUPO DE ESTUDOS BOIADEIRO REI ESTA NO SERVIDOR ISSUU DEVIDO AO GRANDE NUMERO DE INFORMAÇÕES DA RELIGIÃO ACESSE - O LINK EBOOKS A BAIXO 
 
LlNK:
 

Pesquisar

Leia Também em nosso Site

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Congá - Uma usina de força






Ao chegarmos a um Templo de Umbanda, lugar sagrado onde a Espiritualidade para bem e fielmente cumprir o que lhe é designado pelo Pai Maior (Deus, Tupã, Zambi, Olorum), via de regra observamos na posição frontal posterior do salão de trabalhos mediúnico-espirituais um ou mais objetos litúrgicos (cruz de madeira, imagens, símbolos, velas etc.), dispostos de modo bem visível, e que despertam a atenção dos que ali se fazem presentes.


A este espaço especificamente destinado a recepcionar um conjunto de peças litúrgico-magísticas, afixadas sobre certas bases, na Umbanda denominamos de Congá (Jacutá, Altar).
Um número considerável de pessoas pertencentes a outros segmentos religiosos ou seitas, não conhecendo os fundamentos através dos quais a Umbanda se movimenta, o definem como sendo um local de idolatrias e fetiches desnecessários. Já uma parte da coletividade umbandista (médiuns, assistentes e simpatizantes), mais preocupada com a forma do que com a essência, também não têm noção do quão importante é o Congá para as atividades do Terreiro, notadamente em seus princípios ESOTÉRICOS e EXOTÉRICOS.


Não queremos dizer com tais termos citados que exista Umbanda Esotérica ou Umbanda Exotérica. Umbanda é Umbanda e só, sem os designativos que infelizmente estamos acostumados a ouvir. O que existe sim são Esoterismo e Exoterismo na Umbanda, e isto é notório para aqueles que observam com atenção os trabalhos de terreiro.
Feitas estas primeiras considerações, comecemos por esclarecer que, embora as duas palavras retrocitadas sejam pronunciadas da mesma forma (homofonia - mesma sonorização), ambas possuem significados opostos, diferentes.


Diz-se Esotérico (eso = intermo, velado, oculto) a todo o objeto, fato, ato, informação ou procedimento, cuja significação somente é acessível a uma plêiade de pessoas, que por outorga espiritual e/ou sacerdotal alcançaram tal conhecimento. Sua publicidade é vedada, pelo menos a priori.
Conceitua-se Exotérico (exo = externo, aberto) a todo o objeto, fato, ato, informação ou procedimento, cuja significação é de conhecimento geral, alcançando a todos, de forma ostensiva, pública, vale dizer, sem nenhuma restrição quanto a sua razão de ser.
No nível Esotérico o Congá funciona como ponto de referência ou lugar de intermediação ou fixação psíquica, para o qual são direcionadas ondas mentais na forma de preces, rogativas, agradecimentos, meditações etc.
É sabido que as Instituições Umbandistas recebem pessoas dos mais diferentes degraus evolucionais, umas dispensando instrumentos materiais para elevarem seus pensamentos ao plano invisível, e outras tantas, a maioria, necessitando de elos tangíveis de ligação para concentração, afloramento e direcionamento do teor mental das mesmas.
No que concerne a sugestibilidade, o Congá, por sua arrumação, beleza, luminosidade, vibração etc., estimula médiuns e assistentes a elevarem seu padrão vibratório e a serem envolvidas por feixes cristalinos de paz, amor, caridade e fraternidade, emanados pela Espiritualidade atuante.
Também é através do Congá que muitas pessoas que adentram pela primeira vez em Templo Umbandista conseguem identificar de pronto quais as forças que coordenam os trabalhos realizados. Para os não umbandistas, como é saudável e balsâmico visualizar uma imagem representativa de Jesus, posicionada em destaque, como que os convidando a participar desta grande obra de caridade que é a Umbanda.
Sim amigos leitores, a Umbanda é uma religião inteligentemente estruturada pela Espiritualidade Superior. Enquanto alguns segmentos religiosos vaidosamente insistem em ficar em seus pedestais, fazendo apologias e proselitismos em causa própria e se intitulando como sendo o consolador prometido ou a única igreja de Deus, sem se aperceberem dos diferentes níveis de consciências encarnadas, a Umbanda, assim como Jesus, acolhe a todos, sem distinção alguma, sem catequizar ou bitolar doutrinariamente ninguém. Religião é isto: é atender a todas as classes sociais, econômicas, religiosas e de consciência, atingindo-as, amparando-as e respeitando as diversas faixas espírito-evolutivas.


Passemos a falar do aspecto Exotérico do Congá. E o faremos de forma parcial, uma vez que não é nossa finalidade "pescar" para ninguém, mas tão somente estimular o estudo e uma maior habitualidade de raciocínio no que diz respeito a temas de fundamento dentro da Umbanda, a fim de termos médiuns mais bem preparados e aptos a dignificarem a nossa sagrada religião.
Imagine uma Usina de Força. Assim é o Templo Umbandista. Agora imagine esta usina com três ou mais núcleos de força, cada qual com uma função específica dentro daquele espaço de caridade.
Pois bem, o Congá é um destes núcleos de força, em atividade constante, agindo como centro atrator, condensador, escoador, expansor, transformador e alimentador dos mais diferentes tipos de níveis de energia magnética.
É atrator porque atrai para si todas as variedades de pensamentos que pairam sobre o terreiro, numa contínua atividade magnético-atratora de recepção de ondas ou feixes mentais, querem positivos ou negativos.
É condensador, na medida em que tais ondas ou feixes mentais vão se aglutinando ao seu redor, um complexo influxo de cargas negativas e positivas, produto da psicoesfera dos presentes.
É escoador, na proporção em que, funcionando como verdadeiro fio-terra (pára-raios) de miasmas e cargas magnético-negativas, as comprime e descarrega para a mãe terra, num potente efluxo eletromagnético.
É expansor porque, condensando as ondas ou feixes de pensamentos positivos emanados pelo corpo mediúnico e pela assistência, os potencializa e devolve para as pessoas presentes, num complexo e eficaz fluxo e refluxo de eletromagnetismo positivo.
É transformador porque, em alguns casos e sob certos limites, funciona como reciclador de lixo astral, condensando-os, depurando-os e os vertendo já filtrados ao ambiente de caridade.
É alimentador pelo fato de ser um dos pontos do terreiro a receberem continuamente uma variedade de fluidos astrais, que além de auxiliarem na sustentação da egrégora da Casa, serão o combustível principal para a atividade do Congá (Núcleo de força).


Não Irmãos Umbandistas!

O Congá não é um mero enfeite, tão pouco se constitui num aglomerado de símbolos e objetos afixados de forma aleatória, atendo a vaidade de uns e o devaneio de outros.
Congá dentro de Templos Umbandistas sérios tem fundamento, tem uma razão de ser, pois que pautados em bases sólidas, lógicas, racionais, litúrgico-magísticas, e sustentados pelo Plano Astral.



Salve o Congá!!!

Salve a Umbanda!!!



Um saravá amigo.
Octavio

www.maeyemanjaebaianozeferino.com.br
http://fraternidade_socorrista_mae_yemanja_e_baiano_zeferino@yahoogrupos.com.br

Mestre Oxalá e a mulher Samaritana



Jesus e a mulher Samaritana

"Disse-lhe a mulher: Senhor, não tens com que tirar a água, e o poço é fundo; de onde, pois, tens essa água viva? Acaso és maior que nosso pai Jacob, que nos deu este poço, e dele bebeu, seus filhos e seus rebanhos?
Respondeu-lhe Jesus: Quem bebe desta água tornará a ter sede; mas quem beber da água que eu lhe der, jamais terá sede; pois a água que eu lhe der tornar-se-á nele uma fonte a jorrar para a vida eterna.
Disse-lhe a mulher: Senhor, dá-me dessa água, para que eu não mais tenha sede, e não tenha de vir aqui tirá-la.
Disse-lhe Jesus: Vai, chama teu marido e vem cá.
Respondeu a mulher: Não tenho marido.
Replicou-lhe Jesus: Disseste bem; porque cinco tiveste, e o que agora tens não é teu marido; nisto disseste a verdade.
Disse-lhe a mulher: Senhor, vejo que és profeta. Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que é em Jerusalém o lugar onde se deve adorar.
Jesus lhe disse: Crê-me, mulher, que chegada é a hora em que nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai. Vós adorais o que não conheceis, nós adoramos o que conhecemos, porque a salvação vem dos judeus. Chega,porém, o momento, e é agora, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e verdade, pois tais são os adoradores que o Pai procura. Deus é espírito, e os que adoram devem adorá-los em espírito e verdade.
Disse-lhe a mulher: Eu sei que o Messias, que se chama Cristo, está para vir. Quando Ele vier, nos fará saber todas as coisas.
Disse-lhe Jesus: Sou eu, o que contigo fala".

**
*
*

Destacamos, neste maravilhoso diálogo, o Médium de Deus, O Cristo. Conhecia tudo e a todos, antes, no agora e depois. Por isso Ele pôde declarar à Samaritana, os homens que ela já havia possuído, inclusive, que o atual não era seu marido. A lição era importante para a Samaritana, e vê-se que ela estava interessada, e seria um elemento de ligação para que o Mestre lançasse a sua rede para trazer ovelhas ao seu redil, quando lhe fala em Água que mata a sede para a vida eterna.
Dessa Água Jesus falaria mais vezes, e os seus discípulos também.
Quem tiver sede de saber, vá a Jesus e será saciado, pois Ele é a Fonte de água viva. Água que não seca, por que a Água do conhecimento, que o intelecto assimila para o aprendizado eterno.
Outra lição de grande profundidade, a propósito da adoração que o Mestre modifica, dando uma nova fórmula.- "Mas vem a hora, e já chegou, quando os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores- Deus é Espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em Espírito e em Verdade".
É a fórmula definitiva, em qualquer lugar, mesmo na rua, você pode adorar a Deus.
Outra fórmula será aquela em que o trabalho bem feito, com alegria, será uma prece constante ao Criador. Orar ao Pai, será, também, cumprir com sua Lei amar ao próximo como a si mesmo. Para se amar o Pai que não conhecemos, é mais importante amar o próximo que é nosso conhecido e a quem vimos.
São lições para a eternidade, necessárias ao nosso evoluir, ao nosso saber e sem elas não poderemos galgar a escada de Jacob. Sem elas não subiremos, não estaremos em sintonia da vertical, mas presos à horizontal.
O Cristo desceu à Terra para nos levar, subindo, à Espiritualidade, o Reino, da consciência, e da espiritualização das nossas almas.




Um Saravá Amigo
Octavio
www.maeyemanjaebaianozeferino.com.br

ACORDA UMBANDISTAS!!! - texto de Monica

Irmãos leitores, quero elucidar assuntos mais do que atuais dentro da nossa religião, pois ainda há milhares de pessoas que freqüentam um templo de Umbanda, como médium desenvolvido ou em desenvolvimento, e que ainda não preenchem várias lacunas de esclarecimentos (dúvidas e porquês), mas principalmente desmistificações, mitos e medos que comprometem a base espiritual evolutiva do médium.
Não sei o motivo de muitos dirigentes e chefes de terreiro ainda relutarem tanto em esclarecer e preencher estas lacunas de preceitos e de práticas litúrgicas, bem como os fundamentos da Umbanda Sagrada, pois dentro da nossa religião a liturgia é muito importante, já que o antes, durante e depois para um médium
praticante é a sua própria firmeza....

A Umbanda é realmente uma religião que atua e trabalha para os mistérios de Olorum, o nosso Criador. Mais isso não quer dizer que tudo tem que ser escondido, cercado de mistérios que acorrentam e fragilizam todo o corpo mediúnico, negando o direito ao médium de conhecimento.
O conhecimento gera consciência, racionalidade e principalmente evolução, afinal não foi pra isso que reencarnamos novamente?

Então, irmão leitor, reflita e analise bem se o templo de Umbanda que você trabalha lhe dá esta chance de evoluir.
Há muitos anos tenho me dedicado à Doutrina Umbandista, e levanto esta bandeira desde 2000. São quase seis anos de trabalho árduo ensinando e passando o meu pouco conhecimento para quem está realmente interessado em evoluir. Não preciso nem dizer que sou muito criticada, combatida e desprezada por muitos. Mas depois de seis anos de trabalho incansável, sei que vale muito a pena, pois é maravilhoso ver nos olhos dos meus filhos e alunos o brilho da chama do conhecimento ser despertada, pois sei que sem Doutrina, (regras, normas, posturas e condutas) teremos umbandistas frágeis, prontos para serem laçados e aprisionados na teia da ignorância, impedindo o templo de ser um recinto vivo e feliz.
Tenho ideais e sempre trabalharei para que a Umbanda possa atingir seu lugar, sendo amada e respeitada por todos.
Sei que alguns umbandistas que estão trabalhando meses ou anos, não admitem simplesmente não conhecer fundamentos como:

- Bater cabeça;
- Vestimenta branca;
- Banhos;
- Defumações;
- Cantos;
- Sincretismo;
- Vela do anjo da guarda;
- Saudações;
- Firmezas;
- Assentamento de forças;
- Linha da direita;
- Linha da esquerda;
- Oferenda ritual;
- Ponto de força;
- Amacis;
- Guias e colares;
- Atabaques;
- Fitas;
- Pembas;
- Ponto riscado;
- Nomes simbólicos;
- Quartinha;
- Resguardo energético;
- Flores;
- Frutas;
- Bebidas;
- Fumos e etc.

Poderia listar ainda muitos itens, pois as pessoas entram para a religião e copiam o que o outro faz. Por quê?

Talvez porque não saibam o verdadeiro fundamento ritual e litúrgico, e dizem que são “segredos”. Por favor umbandista, acorda!!!

E depois tem a velha vaidade, o famoso blá, blá, blá de sempre: “tenho não sei quantos anos de umbanda, não vou me sujeitar a freqüentar um curso de Doutrina, vou regredir afinal já sei tudo...”

As pessoas querem chegar ao topo de sua mediunidade, fazendo contagem por anos de umbanda. Quem disse que tem a ver quantidade com caminho percorrido, pois eu mesma posso percorrer um caminho bem curto em muito tempo.

Isto requer uma boa dose de humildade em simplesmente responder: “Olha, não sei o fundamento de bater cabeça, por exemplo, mas vou procurar saber”. Que vergonha há em não saber?

É vergonha aos olhos de seus Pais e Mães Orixás, que notam que seu filho (a) não é sincero e tenta enganar a si mesmo. Irmão está na hora de levantar sua cabeça e progredir, assumindo conscientemente seu maravilhoso dom. Busque que encontrarás.

Estarei sempre, não só escrevendo, mais vibrando luz e amor a todos.

Obrigada pela oportunidade de você ler esta matéria que foi escrita com muita verdade.
Um grande abraço!

Monica Berezutchi

O Primeiro passe


Sinto-me, entretanto, no dever de relatar, de forma mais concisa, o atual status de tal jornada.
Para quem não sabe, estou deixando de lado um pedaço de minha caminhada espiritualista para adentrar em uma trilha totalmente nova para mim, a fim de reaprender certos conceitos e colocar outros em prática.Para quem acredita que certos cargos no terreiro são dados por uma força superior, acabei de colocar a prova esse conceito também. Saí do meu posto de Ogã e passei a integrar a corrente de passes.
Não sei se foi uma escolha acertada de minha parte, mas os guias com quem trabalham aceitaram bem essa mudança. Quer dizer, eu pedi essa mudança a eles e eles, em sua benesse característica a todos os guias de luz, aceitaram a fim de me ajudarem a aprender mais.
Minha primeira experiência foi na terça-feira dia 18 de janeiro. Obviamente não vou comentar o teor dos passes, pois eles estão protegidos pelo segredo médium-assistente, uma coisa muito mais séria que o segredo do médico-passiente, e por isso só vou deixar aqui minhas impressões gerais.
Sempre tive uma forma diferenciada de sentir a energia dentro da seção de trabalho mediúnico. A energia transbordava por mim e eu a interpretava da melhor forma que conseguia, frente aos atabaques, para responder a ela ou transmiti-la aos meus irmãos médiuns da corrente. Com o tempo e o treinamento, fui aprendendo a isolar essa energia, não deixá-la interferir no meu trabalho ali, naquele lugar. Isso vinha de uma forma de entender o trabalho, da forma como o dirigente levava o trabalho.Essa energia contida ou esbanjada, no início, causava uma certa irritação, as vezes um mau-humor, as vezes uma euforia ou um sentimento muito bom, de trabalho cumprido, no final da gira. Dependia de vários fatores. Muitas coisas eram responsabilizadas por isso, mas basicamente isso se dava por conta das diferentes formas de energia pelas quais passávamos. Eu, como liderava os atabaques, acabava sentido esses efeitos de maneira mais intensa, mas nada fora do controle.
Mas agora saí desse universo e passei para um outro, muito mais leve, muito mais sutil, muito menos físico. O meu primeiro contato foi um deleite vibracional, pois nunca tinha sentido a energia de forma tão constante, tão sem picos como naquele dia. E um amor incondicional que vibrava por mim a todo momento. Isso foi o que mais me marcou, por incrível que pareça.
Sempre esperei algo diferente. Quer dizer, não que eu achasse que fosse voar ou que fosse ser invencível por aquele período, mas sempre esperei uma manifestação mais forte, daquelas que tira seu pé do chão o que, obviamente, não ocorreu. E no fundo, dou graças a Deus por isso. Pois se isso ocorresse, seria muito mais fácil evocar minha fé no trabalho, o que, no final das contas, não me daria mérito algum no que faço.
Engraçado dizer, mas no momento em que vi a primeira pessoa atravessando a trunqueira, já sabia que estava no lugar certo e que aquela pessoa seria a indicada por Deus para estar ali. Se fiquei inseguro? Pelo tempo que levou entre ela passar pela trunqueira e abraçar o guia. Algumas pessoas podem achar prepotência da minha parte, mas não é por aí o caminho: simplesmente me concentrei em fazer o meu trabalho com o máximo de amor possível, deixando as coisas que vi e ouvi de lado e deixando-me guiar pelo guia de luz que se dispôs a trabalhar naquele momento, fazendo uma dupla jornada de caridade, ajudando o assistente e me ajudando a aprender.
Lembro-me, em certo momento, de ter corrido os olhos pelo campo santo e observado meus irmãos novatos, e pensando o quanto somos abençoados por isso. Lembro-me de ter pensado, da maneira mais firme que já me ocorreu durante minha curta vida que, naquele momento, estava no único lugar que deveria estar.
No final, só uma coisa me ocorreu, um pensamento, meio egoísta até, mas que quero compartilhar aqui: coitados de meus irmãos que tem o sonho de ir para o atabaque… não fazem idéia do que é dar passe.

Texto de Nino Denani
Fonte: Artefolk

A Busca da Inconsciência


Acredito que hoje a incorporação com inconsciência ou semiconsciência é algo que se conquista com o tempo e, também, que todos têm a possibilidade de atingir este nível de mediunidade. Claro que a consciência, assim como a semiconsciência, são oportunidades únicas e divinas que temos para aprender o que é compaixão e para exercer a nossa real reforma íntima. No entanto a inconsciência parece ser o “sonho de consumo” para muitos médiuns e para eles nada melhor do que o tempo. Mas por que o tempo? Porque com o tempo aprendemos a entender o plano astral e a confiar na Espiritualidade e nos Guias Espirituais que nos sustentam mas, principalmente, aprendemos a amar. Entender o plano astral é fundamental e quando isso não acontece bloqueamos as informações do próprio astral. O fato é que se não conhecemos, por exemplo, as ações maléficas de um egum não as reconheceremos a nível energético ou espiritual e, com certeza, as ações do Guia, assim como a comunicação dele conosco, será muito difícil e duvidosa pois a insegurança e o medo serão alimentados pela nossa falta de conhecimento.

Também é fundamental confiar nos Guias Espirituais e para isso é importante conhecê-los. É importante saber quais são suas afinidades com as ervas ou com as pedras, seus pontos de força, suas vestimentas, suas armas e seus símbolos astrais. Conhecer suas formas de trabalho como, por exemplo, se são curadores, demandadores ou doutrinadores, assim como saber se a nossa ligação com este Guia é cármica, missionária, temporária (com a finalidade de aprendizado para ambos) ou se Ele é nosso protetor. E por aí vai! São informações simples mas que fazem toda a diferença pois servem para que se criem laços “de baixo para cima”, afinal os laços de cima para baixo já existem, além de facilitar muito todo o trabalho espiritual e a própria incorporação.

A partir daí o medo e a insegurança começam a diminuir e, com certeza, as coisas ficam muito mais simples. Uma frase que sempre digo é que “não se pode amar aquilo que não se conhece” e a Umbanda, assim como os queridos Guias Espirituais, necessitam de nosso amor. Um amor de alma, que se manifesta na hora de alegria mas, principalmente, na hora da dor. Quando falamos em amar falamos em não julgar. Aí está a verdadeira manifestação do ser como “instrumento”, manifestação essa tão solicitada pelos Guias Espirituais e que muitas vezes somos testados pelo próprio plano astral. Um bom exemplo disso é quando ouvimos dos consulentes erros idênticos àqueles que convivemos ou combatemos em nosso dia a dia junto à nossa família, nossos amigos ou conosco mesmo. Nesse momento somente um verdadeiro instrumento de Deus. ou seja, um médium confiante na espiritualidade e com amor incondicional para realizar uma boa consulta junto com o Guia, sem julgar ou interferir.

Claro que podemos acelerar esse tempo e para isso temos duas necessidades: Primeiro a de estudar a doutrina Umbandista e segundo a de exercitar aquilo que conscientemente ouvimos dos Guias Espirituais de Luz. Necessidades essas que, na verdade, representam todo um processo de Fé, Amor, Compaixão e Caridade e que devem ser exercitadas por todos os Umbandistas incondicionalmente. Aos que galgam a inconsciência para terem Fé, para se esconderem atrás dela se isentando de suas responsabilidades ou para fazerem dela suas muletas de ego e vaidade, saibam que é muito mais honroso a realização de um bom trabalho no limite da consciência ou semiconsciência do que uma manifestação grandiosa mas inconsciente.

Axé a todos !
Escrito por Mãe Mônica Caraccio
Fonte: Minha Umbanda

Transporte e Descarrego. Tem diferença sim!



Em teoria todo mundo sabe o que é um descarrego, tem pessoas que até gostam dele e ficam felizes quando passam por um no terreiro. Mas quem sabe como ele funciona, como pode ser feito e quais as implicações para o médium? E diferenciar um descarrego de um transporte, quem sabe? Pois é sobre isso que falaremos hoje. Vamos lá?

Bom, transporte é quando um médium desenvolvido e capacitado, por determinação do astral, incorpora uma Entidade Espiritual de outro médium, talvez um consulente, que por ainda não ser desenvolvido é incapaz de incorporar este espírito. Podemos dizer que um transporte é feito, por exemplo, quando um Guia Espiritual precisa dar algum recado ao seu médium como a solicitação de uma oferenda; ou quando há a necessidade de um Guia se apresentar para aquele ainda imaturo médium fazendo-se assim mais presente na vida espiritual deste que cheio de duvidas dificulta seu desenvolvimento; ou ainda quando o Guia daquele médium ainda não desenvolvido precisa de ectoplasma, que é a energia vital presente só em seres encarnados, para se energizar ou curar seu corpo astral de ferimentos decorridos de ataques astrais negativos.

Já descarrego é quando a incorporação tem o intuito de limpeza espiritual ou descarga energética. Pode ocorrer de diferentes modos através da incorporação de Exus ou de espíritos negativos. No caso em que o descarrego é feito com a incorporação de um Exu, o médium pode incorporar seu próprio Exu de trabalho para fazer limpeza de energias negativas, para vitalizar o consulente ou para fazer negociações com outros Exus; o médium pode também incorporar o Exu do consulente, normalmente médium em desenvolvimento, para que ele possa fazer a defesa do seu médium, se fortalecer ou pedir uma oferenda para ter instrumentos e elementos de negociação; pode ainda acontecer do médium incorporar um Exu Cósmico ativado pela Lei que, por processo negativo do próprio mental do consulente, é atraído para cumprir sua função paralizadora, desvitalizando ou punindo aquele consulente diante da Lei e da Justiça Divina. Neste caso é a atuação da Lei, quando for permitido e só quando o consulente evoluir espiritualmente, que definirá quando essa atuação se encerra.

No caso em que o descarrego é feito com a incorporação de Espíritos negativos que acompanham o consulente pode acontecer do médium incorporar espíritos sofredores, espíritos doentes e com grande sofrimento, que nos trazem dor, angustia e desanimo; Eguns que são espíritos perdidos no tempo e que por afinidade, simbiose ou ação obsessiva nos negativam; ou Quiumbas, espíritos com maior poder mental negativo que por pagamento de “magias negras” ou por desejo de destruição de um médium ou de um centro atacam de forma poderosa e negativa.

Em todos esses casos o trabalho de descarrego só acontece por permissão da Lei e é a partir de um trabalho religioso, de médiuns preparados onde o único intuito é a caridade, que se tem a grande oportunidade de encaminhamento destes irmãos que necessitam de nossa ajuda para um redirecionamento evolutivo espiritual.

Mas como cuidado é sempre bem vindo, para que se realize um bom trabalho de transporte ou descarrego algumas regras devem ser cumpridas:

1º Todo transporte deverá ser realizado em um templo religioso, pois somente ali haverá uma tronqueira assentada. A tronqueira é um ponto religioso e é a partir deste ponto que Exus atuam religiosamente na vida das pessoas e onde fazem suas negociações.

2º A curiosidade é proibida pois esta é uma das maiores brechas que o próprio médium abre para os ataques do baixo astral. Quando, por envolvimento emocional, o médium quer saber mais do que lhe é permitido surge a curiosidade que é fatal pois o médium se afiniza com aquela vibração e se torna uma isca fácil para espíritos negativos.

3º Exageros como tombos e gritos são descontrole do médium e além de causar constrangimento para muitos o próprio médium poderá se machucar, sendo ele o único prejudicado.

4º Em qualquer dos casos toda oferenda solicitada deve sempre ser dirigida ao guia espiritual que está sustentando aquele trabalho. É ele quem dará consentimento e autorização para a realização da oferenda.

5º Cuidado com a mão, não há nenhuma necessidade do médium colocar a mão no consulente na hora do descarrego, podendo ele até se prejudicar por cargas energéticas. Quando o médium e o consulente forem de sexo oposto o cuidado deverá ser redobrado para evitar um grande constrangimento e com isso denegrir a imagem do centro espiritual e do trabalho da Umbanda.

Conseguiram entender as diferenças? Ficou claro ou sugiram duvidas? Pensem e comentem com suas opiniões, complementos ou questões.

Uma semana de muito axé e cheia de conquistas a todos!

Escrito por Mãe Mônica Caraccio
Fonte: Minha Umbanda

Quem tem medo da mediunidade?



Esse é um ponto que merece bastante atenção e um esclarecimento maior mas, na gigantesca maioria das vezes, observamos que esse medo é reflexo da falta de conhecimento sobre o que é a mediunidade e como tratá-la. O primeiro ponto a ser esclarecido é de que a mediunidade não é escravidão, mas uma grande oportunidade de evoluir espiritualmente, visto que, não somos matéria mas sim espíritos em experiências no Plano Material. Outro ponto importante a esclarecer é que aquelas frases que todo mundo escuta, como: “é um caminho sem volta” ou “nunca mais poderá sair dessa vida” até têm um certo sentido, mas estão sendo mal interpretadas. Pense comigo: ser médium não é uma escolha atual ou uma determinação externa, mas uma opção e essa opção foi sua em algum momento do passado, por isso, a mediunidade não surge de repente só porque você está frequentando um Terreiro ou um Centro. Você optou por ser um intermediário entre o plano espiritual e material, você foi, você é e você sempre será médium perante os Planos Espirituais Superior e Inferior, por isso, a mediunidade é sim o seu caminho e, querendo ou não, é sem volta pois não tem como apagar a sua Luz Interior, a Luz da mediunidade que você tanto desejou, pediu e se esforçou para conquistar.

Então, olhe para o Alto, olhe para si e agradeça por ser eternamente Luz, pois é a sua conquista, é o seu dom dado por Deus. Saiba que essa Luz ninguém lhe tira e ninguém apaga, portanto, assuma-a e deixe-a refletir com orgulho, alegria e toda a sua gratidão a Deus, afinal, é muito bom ser um instrumento Dele. Saliento que a mediunidade só é uma escravidão ou punição quando não há conhecimento sobre o quê, como, quando e de que forma ser médium. Quando não se sabe ‘abrir e fechar’ a mediunidade, quando não se tem todas as Forças Espirituais Superiores e Inferiores alinhadas, ordenadas e equilibradas, ou ainda, quando se perde o amparo e a proteção do Plano Superior Divino.

Fico impressionada com a quantidade de médiuns que se recusam a desenvolver a sua mediunidade por medo, e aí esclareço que só através de um bom desenvolvimento é que se adquire atributos como equilíbrio, ordenação e amparo. Observo que muitas pessoas têm medo de incorporar e acreditam que isso é algo do outro mundo, mas mal sabem que muitas vezes estão incorporando em suas próprias casas ou em qualquer local sem nenhum cuidado ou conhecimento. Isso acontece naquela hora da briga onde se perde o controle sobre os atos e sobre as palavras, acontece naquele momento em que se fala o que não se pensa ou quando se faz aquilo que não se quer, e aí vem a culpa, a sensação de “como pude fazer isso?” e o arrependimento. Vejam, nesses momentos pode ter havido uma irradiação, uma influência e até mesmo uma incorporação do baixo astral, de espíritos zombeteiros ou vingativos que se aproveitam do desequilíbrio e da negatividade do médium e fazem a festa. Acreditem: isso é muito comum de acontecer, só que ninguém tem medo, talvez por não saberem que uma incorporação pode acontecer de forma tão sutil, só dependendo da afinidade que o ser tem em relação ao espírito desencarnado. O pior é que isso pode acontecer a qualquer momento e em qualquer local, basta não ter domínio sobre a mediunidade e sobre si próprio.

Se todo esse medo da mediunidade acontece por falta de explicação ou conhecimento, então saiba que tudo é muito simples e se você se ajudar com um pouco de boa vontade e dedicação aos estudos umbandistas, tudo fica ainda melhor. Acredite, é muito melhor ter esse Dom equilibrado do que viver perturbado e sem prosperidade na vida, pois a espiritualidade traz sim a prosperidade, talvez não essa prosperidade financeira em que a maioria pensa, mas a prosperidade de alma, e essa não se compra em lugar algum, somente se conquista. E se mesmo assim você ainda acha que a mediunidade é uma escravidão, eu digo para você: “Prefiro ser escrava de Deus e dos queridos Guias Espirituais do que ser escrava da doença, da miséria, do chefe, do vício, do marido, do dinheiro, da mãe ou do que quer que seja.

Um ótimo final de semana a todos e muito Axé !!

Escrito por Mãe Mônica Caraccio
Fonte: Minha Umbanda

Abençoada mediunidade!!


Mediunidade é a faculdade que uma pessoa possui e que, se desenvolvida de maneira séria e correta, poderá servir de veículo de comunicação entre os dois planos: o espiritual e o material. A mediunidade é um DOM e, assim como o médium, deve ser lapidada e preparada para lidar com forças poderosíssimas e irradiações emanadas de Deus. Essa lapidação só se realiza de forma ordenada se houver a dedicação do médium com os estudos, com o desenvolvimento correto em dias próprios, com a mudança de maus hábitos, com o reconhecimento e a reparação de erros e vícios, com a reforma íntima, com a disciplina e o respeito … tudo isso entre uma porção de regras, deveres e muito trabalho.

Mas depois de saber de todas essas obrigações e necessidades, é possível dizer que é bom ser médium? CLARO QUE SIM!!! A mediunidade é uma oportunidade única e excelsa em nossa vida, é uma grande benção, pois é através dela que aceleramos nossa evolução espiritual. É fato que ao nos educarmos mediunicamente nossa sensibilidade aumenta e , depois de um tempo, nos tornamos capazes de identificar as presenças espirituais tanto positivas como negativas que adentram em nosso campo mediúnico, o que facilita nosso entendimento sobre “os fatos” da vida material. Educando-nos mediunicamente alcançamos a sintonização mental com nossos Mentores, Guias e os Orixás que nos auxiliam sempre de forma positiva, equilibrando e harmonizando nossa vida e nos sintonizando com o que é Divino.

Mediunidade não é provação, não é punição e não é escravidão. Mediunidade é alegria, é liberdade espiritual, é prosperidade … são bençãos, bençãos e bençãos em nossas vidas. APROVEITE ESTA ENCARNAÇÃO! ACEITE, CRESÇA E EVOLUA!

E você? O que acha de ser médium? Te traz felicidades ou pesares? Refletir sobre situações da vida e, principalmente, sobre as nossas escolhas nos faz fortes e convictos. Exercite!!!

Muito Axé e uma semana de bastante crescimento a todos.

escrito por Mãe Mônica Caraccio
Fonte: Minha Umbanda

Mediunidade ou Vaidade?



Podemos e devemos falar sobre mediunidade sem termos a danada da vaidade. Meus filhos muitas vezes me cobram estar mais elegante, mais esbelto, com uma aparência, digamos, mais dentro dos padrões atuais, mas não me vejo usando roupas caras, tênis de ultima moda, sapatos de pelica … e olha que lá nos meus anos dourados, ou seja, na época da brilhantina, não podia ficar de jeito nenhum fora de moda …rsrsrs…. Hoje, mais maduro, me sinto muito bem calçando minha sandália da humildade, como brinca meu filho, com roupas simples e muito pouco luxo. Não que eu não goste de ter uma vida tranquila, com minhas contas pagas e as vezes fazer um passeio diferente, muito menos que deixe de ser cuidadoso com minha aparência, minha higiene e meus modos, mas trabalho para me livrar do conceito e dos padrões de exigência do ser humano atual.

Vejo muitas vezes algumas pessoas virarem de ponta cabeça para serem o mais especiais possível, donos de seus luxos e, pior, da espiritualidade. Acham mesmo que são proprietários da sua espiritualidade, se bobear com escritura e tudo! “Se tenho meus guias são eles quem mandam”, “Minhas entidades são tudo perante o todo” e pior é que acham ser melhores que todos sendo individualistas e únicos, esquecendo do contexto de um terreiro e dos irmãos que estão ao redor.

Diz um conto muito interessante do vaidoso que pensa fazer uma boa ação e depois tira proveito para si:
Uma donzela encontrou um sapo na floresta que disse-lhe:
– Se me beijar deixarei de ser sapo e me transformarei num competente professor.
Ela com a convicção de que estaria fazendo o melhor para os dois, afinal um professor para lhe ensinar tudo não seria nada mal, levou o sapo para casa e passou a cuidar dele.
Algum tempo depois, o sapo perguntou-lhe:
– Você não vai me beijar para eu virar um professor?
– É claro que não! – respondeu ela. – Não preciso aprender mais nada com você pois já tenho o que eu queria . Posso ganhar muito mais dinheiro com um sapo falante do que com um professor!

Bem, isto caracteriza a desvalorização da caridade e valorização da vaidade, do poder e do dinheiro, mas o enfoque aqui é outro. Quanta gente agradece o pouco dinheiro que ganha e dignifica o trabalho que tem! Há pessoas que lutam dia e noite pela sobrevivência e nunca reclamam! A melhor explicação para isso está na espiritualidade que conquistaram. Dizemos que os homens são como pássaros: voam de dia e voltam ao ninho à noite. O problema é que o ‘dia’, às vezes, significa anos de escuridão para o ser humano. O importante, então, é disponibilizar tempo para a espiritualidade. Se estivermos envolvidos com bons propósitos a chama de amor nunca se apagará. Porém se estivermos mascarados de bondade e admiração mas por trás tivermos a vaidade de querer ser o melhor imaginando que ter conquistado um posto dentro de um terreiro significa que quem manda “sou eu e minhas entidades”, ledo engano, mais dia ou menos dia tudo vai por água abaixo.

Costumo dizer à minha companheira que quando estamos fracos é que somos mais fortes e unidos! Com certeza, me refiro ao amor de nossos Pretos Velhos que nos congrega como irmãos. Costumo afirmar que, infelizmente, a doença deste século é a vaidade. Quando tudo dá certo, dizemos: “Eu fiz!“, e desprezamos a graça dos Orixás e a ajuda de tantas entidades e aliados que, na fraqueza, são pilares para a nossa sobrevivência.

No século XIX, um grande pregador foi convidado a discursar para o rei e, quando ia começar a reflexão que havia preparado, simplesmente ‘deu branco’! Ele, então, pregou falando de sua fraqueza e de como era pequena a sua sabedoria. Assim, realizou uma das melhores oratórias de sua vida e encantou a todos. Pois é, sem vaidade, tudo flui melhor. Embora Aruanda não seja almejada somente por bons médiuns, é certo que lá chegará quem mais se aproximar de Olorum aqui na Terra. Por exemplo: quem acolhe o próximo com amor e caminha na fé, sem ser individualista está próximo de Deus. E Deus nos ama tanto que não nos poupa de sofrimentos para crescermos em espiritualidade. Nas situações adversas, se desejarmos, acumulamos muitos tesouros em Aruanda. Posso falar por mim que, com tantos dissabores familiares, sustos com a saúde daqueles que muito me são caros e tantos tropeços, aprendi grandes lições. E as recompensas têm sido maravilhosas!

Mas, isso é valorizar a espiritualidade ou cultivar a vaidade? Se eu não fizer minha reforma intima e me policiar cada vez mais é possível cair em tentação e inverter os valores. Pode até parecer estranha esta colocação: a vaidade e a mediunidade caminham muito próximas de nós a todo momento, porém, quanto mais crescermos em espiritualidade, mais nos afastamos da vaidade. Isso deveria ser o correto, mas será que é? É uma luta diária e constante!
Porém, senhores médiuns, não valorizem demais a sua super mediunidade esquecendo daqueles que lhes reergueram e de seus irmãos em Oxalá imaginando que são super heróis de seu próprio ego. Em algumas fases da vida, fui muito vaidoso e arrogante também, mas superei lembrando daqueles que me levaram à plenitude da espiritualidade. Hoje, a caminhada é mais fácil, amando aos sagrados Orixás sobre todas as coisas e testemunhando seu amor por mim, através de um trabalho religioso pacifico, discreto e silencioso.

Peço a benção dos mais velhos, aos quais devo muitas das minhas experiências; peço agô ao meu Pai Xangô pelos meus erros e peço, principalmente, guarnição ao Guerreiro que comanda Nosso Terreiro e é grande ancestre de minha companheira Mãe Mônica Caraccio.

Paz e Luz

Escrito por Pai Marco Caraccio
Fonte: Minha Umbanda

Se você é …



Hoje encontrei um texto curtinho mas bastante expressivo que escrevi já tem algum tempo, para a edição número 4 do JUCA que saiu em novembro de 2006. Como acredito que este seja um tema sempre atual e por tratar-se de uma ideia que vale a pena ser transmitida, resolvi colocar aqui, para vocês, este texto. Espero que ele traga avaliações e, mais do que isso, que traga fortalecimento de convicções.

Se você é um médium que, ao terminar os trabalhos, sente uma alegria enorme não se importando se trabalhou incorporado ou se “apenas” ajudou na organização da casa.

Se você sente-se honrado por ter a oportunidade de sentir a presença dos maravilhosos Pretos Velhos que, com sua grande humildade e sabedoria, conseguem recolher as lágrimas mais profundas de nossos irmãos; ou dos Caboclos para quem emprestamos nossos singelos braços para que eles possam abraçar nossos irmãos e assim torná-los fortes e guerreiros; ou ainda por poder sentir o Senhor Ogum, “Rei das Demandas”, e segurar sua Espada da Lei em nossas mãos…

Se você esforça-se para fazer sua reforma íntima antes de exigí-la dos outros.

Se você acredita no merecimento (não em milagres), na Lei, na Justiça, no carma, na reencarnação e na natureza como sendo a nossa força e o nosso Axé.

Se você acredita ser responsável pelos trabalhos realizados pelos Guias Espirituais diante de sua condição de intermediário entre nós e o plano superior e se busca o conhecimento.

Se você entende a Umbanda como religião com fundamentos, liturgias e doutrinas próprias e trabalha pela evolução e conscientização da “Religião Umbanda” diante de toda a sociedade mostrando como a Umbanda é linda, simples e poderosa.

Então você realmente ama a Umbanda, afinal não se pode amar aquilo que não se conhece ou de que se envergonha. Mas se tudo isso e os fundamentos da Umbanda servem para trazer discórdia, desânimo, peso, dúvida, cansaço, obrigação… então, reavalie sua vida espiritual…

Vestir o branco é um orgulho

É ser filho de Oxalá, é ser puro de alma diante dos Orixás!

Axé ! E uma ótima semana a todos !!!

Escrito por Mãe Mônica Caraccio
Fonte: Minha Umbanda

Saída de um médium …




Sair de um terreiro requer responsabilidade, cuidado, conversa, sabedoria e respeito.

Quem já não viu, sentiu ou presenciou a vida virar de cabeça para baixo ao sair de um terreiro?

Dá uma sensação de caminhos fechados, de reviravolta, acontecendo tantas coisas estranhas que o primeiro e mais persistente pensamento é: “foi só sair do Terreiro que minha vida andou para trás”. Consequentemente vem o pensamento negativo sobre a Umbanda relacionando-a a dor, sofrimento e escravidão. Automaticamente o terreiro que frequentava se torna de baixo nível, os pais da casa se tornam pessoas do mal, demandadoras e vingativas, e todos os benefícios recebidos, todos os trabalhos espirituais, toda a ajuda, sustentação e ações realizadas por meses, anos ou décadas se tornam sem importância e irrelevantes.

Pois é, eu mesma já vivi essa situação e sei bem o que é esse momento na vida de um médium, no entanto, acredito que poucos sabem e, com certeza, pouquíssimos vivenciam o outro lado dessa história. Falo do lado da mãe ou pai espiritual que, por seus anos de caminhada, por sua preparação e ‘feitura’ específica, conhece um pouco mais sobre a ação do baixo astral e do Plano Astral Superior – fato este que, supostamente, favorece a maior habilidade do pai espiritual em ser o intermediário entre as Forças Divinas, assim como na sua maior capacidade no Saber e na sua maior competência no Agir – enquanto os médiuns, supostamente, ainda vêem somente o seu em volta, esquecendo ou não sabendo ver além, ver outras possibilidades ou outras situações, o que caracteriza o limitado campo de visão e de compreensão que muitos médiuns possuem quando o assunto é espiritualidade.

Portanto, como hoje estou do lado minoritário e com uma capacidade diferente de percepção, quero falar, de forma simples, um pouco do que acontece quando um médium sai de um Terreiro. Consciente de que minha visão ainda é muito limitada, de que é impossível falar em regras quando o assunto é “espiritualidade x homem” e de que ainda tenho muito que aprender, gostaria apenas – sem nenhuma pretensão de julgar ou caracterizar as atitudes ou as pessoas – estimular o “pensar do outro lado”. Quem sabe assim teremos médiuns mais tranquilos, mais cuidadosos, responsáveis e falando menos mal da Umbanda.

E para começar a pensar com clareza no que acontece quando um médium sai de um terreiro precisamos saber como ele saiu e como estava envolvido com esse templo religioso. Vejam alguns exemplos: temos os médiuns que saem em pé de guerra; os que saem pela impossibilidade de disponibilizarem mais tempo; os que saem por motivo de doença; os que saem por melhorarem no campo profissional dificultando a permanência no terreiro; os que saem por novos estudos, que acontecem nos mesmos horários das atividades do terreiro e tem ainda os que simplesmente somem, entre alguns outros motivos.

Aqueles que saem em ‘pé de guerra’ são os que mais sofrem ao sairem do terreiro e o mais comum é pensarem que o Terreiro que frenquentavam e, portanto, seu ex-pai de santo está demandando contra eles. A associação da ‘vida virar’ com o pai de santo que, (supostamente) está com raiva do médium que saiu por não aceitar as regras, por não aceitar a forma de conduzir e agir do pai de santo, é quase que unânime. No entanto, esquece-se da Lei da Afinidade, da Lei da Ação e Reação, do livre-arbítrio e da responsabilidade que o próprio médium tem, sendo mais fácil se colocar, muitas vezes, em posição de vítima esquecendo-se de suas ações, obrigações, merecimentos e falhas. Nesse momento perdem-se grandes oportunidades como a de fazer o bem seja lá a quem, do crescimento individual e em grupo que um terreiro proporciona, da simplicidade com que a vida e a Umbanda devem ser vividas. Esquece-se inclusive do Baixo Astral e de como ‘ele’ pensa longe, como ‘ele’ vê e se preocupa com o futuro, como ‘ele’ é forte e determinado em suas ações mesmo quando age de forma sutil, como muitas vezes faz.

Entendo que nesse caso a maior brecha é a falta de confiança entre médium e pai espiritual que acontece, entre tantas coisas, pela falta de comunicação entre eles. É o pai que não responde, não explica, não pergunta, não fala com seu filho espiritual; é o filho que não fala com seu pai de santo, que procura outros para compartilhar seus problemas, para lhe explicar o que pode estar acontecendo, para falar sobre suas sensações, sentimentos e necessidades, é a fofoca, a crítica, o julgamento, o egocentrismo, é a guerra do poder, do comando, do saber, e logo percebe-se índios querendo ser caciques e caciques esquecendo-se dos índios que compõem sua tribo. Nesses casos, médiuns e pais sofrem, terreiros enfraquecem e as dores aumentam significadamente.

Mesmo porque é comum, nesses casos, a saída acontecer em grupo e os médiuns unidos (talvez pela força do baixo astral) sentem-se fortes, livres, autodidatas, autossuficientes, até passar as primeiras semanas, depois percebem as dificuldades, a tristeza por se sentirem sozinhos, por não estarem trabalhando a mediunidade e começam, quase sempre com o mesmo grupo, a fazer reuniões para apenas estudarem. Com o tempo começa uma necessidade aqui, outra ali e quando se dão por conta estão incorporando, fazendo descarrego, atendimentos e tudo isso sem nenhum assentamento, sem nenhum comando, sem nenhuma obrigação religiosa cumprida e sem nenhuma firmeza de coroa. E salve a mistificação, salve o oba-oba, salve o baixo astral…

Aqui, do meu lado, fico pensando como alguém que não sabe obedecer, compreender, ajudar e aceitar pode querer mandar, pode querer que o compreendam, que o ajudem e que o aceitem? Fico pensando quem está demandando contra quem? Será mesmo que é demanda do pai de santo, da Umbanda … ou será o próprio médium manifestando de forma potencializada o que sempre foi?

Claro que esse tipo de saída, no qual o médium está sob uma ação negativa, não é uma regra, existem também casos em que o próprio pai de santo e, consequentemente, todo seu trabalho realizado dentro do terreiro está sob ação do baixo astral e não tem nada de religioso, dessa forma a saída do médium é por falta de afinidade mesmo, caracterizando o bom uso de seu livre arbítrio, e pela sua falta de interesse em conquistas fáceis e milagrosas. Nesses casos a ação do astral superior é mais forte dentro do íntimo do médium, afinal teve maior capacidade de não cair na emboscada em que, vale ressaltar, de alguma forma, mesmo que por um pequeno período, ele mesmo se meteu e se sentiu atraído.

Quanto àqueles que saem pela impossibilidade de disponibilizarem mais tempo, percebo que vivem grandes conflitos com seus desejos e necessidades e que, infelizmente, acabam sempre colocando os desejos acima das necessidades, ou seja, é aquele médium que vive em um sofrimento contínuo, e que ele mesmo produz, pela sua própria incapacidade de realizar aquilo que deseja e que precisa.

Muitas vezes o médium não percebe esse conflito e suas reações, assim como não percebe que perdeu o sentido do valor espiritual e ‘escolhe’ aquilo que provocará uma realização social, que muitas vezes é tão momentânea que no dia seguinte já se deseja outra coisa, e outra, e outra, e… São pessoas que têm dificuldade de lidar com o tempo e de identificar e compreender o sentido do “Valor” em suas vidas, pessoas que se perdem no tempo e vagam mundo afora em contínuo conflito em busca de mais tempo e de novos valores.

Já aqueles que saem por motivo de doença, por melhora no campo profissional dificultando a permanência no terreiro ou por novos estudos que acontecem nos mesmos horários das atividades do terreiro são aqueles que, na maioria das vezes, estão sendo atacados fortemente e sutilmente pelo baixo astral.

Sei que relacionar sucesso profissional ou oportunidade de estudo com baixo astral parece ilógico, no entanto vale a pena pensar com calma no que esse “sucesso” pode proporcionar e, nesse caso, é fato que o que será proporcionado é o afastamento do médium, portanto: “ponto para o baixo astral”.

Para se ter mais clareza do que estou falando aconselho a leitura do livro “Aconteceu na Casa Espírita” – pelo espírito Nora através do médium Emanuel Cristiano, editora Allan Kardec – que mostra claramente como esse ataque, entre tantos outros, acontece em um Centro, aliás, no meu entender, ler esse livro é fundamental para qualquer um que queira trabalhar como intermediário do Plano Astral consciente de obrigações e responsabilidades.

Transcrevo abaixo um diálogo entre dois seres de baixa vibração retirado do livro em questão para que se observe como o baixo astral é capaz de proporcionar oportunidades, como influencia sutilmente os médiuns, como espera e incentiva as brechas e como sabe o que quer e onde quer chegar.

“- Gonçalves!

- Pois não, senhor!

- Qual o resumo do nosso trabalho? Como estão as tarefas dos outros camaradas?

- Vejamos as anotações, respondeu o secretário. Já atingimos: – a responsável pelo atendimento fraterno, comprometendo as tarefas nesta área; – um grupo de fluidoterapia, causando desconfiança e concorrência; – este agrupamento de socorro espiritual, que está em andamento, cujo objetivo é provocar escândalos e consequentemente a fofoca destruidora.

Outros camaradas sob as suas ordens já realizaram: – o afastamento de um entrevistador, coordenado por Márcia Boaventura, das tarefas das noites de segunda, terça e quarta-feira. Seguindo suas orientações, o envolvemos a fim de que julgasse fosse preciso melhorar a vida material. Fizemos com que se inscrevesse em seu terceiro curso universitário. O mundo ganhará mais um inútil acadêmico e perderá valoroso cooperador do bem.

- cinco expositores, dos mais variados cursos de Espiritismo espalhados pela Casa, tiveram promoção no emprego, sob nossa influência, tendo obrigatoriamente de abandonar as tarefas a fim de cumprirem os compromissos materiais.

- três dirigentes de grupos mediúnicos pediram licença, atendendo a caprichos familiares, fazendo longa viagem, também sob nossa atuação.

- os eruditos espíritas não foram esquecidos; com a vaidade sobre excitada, estamos sugerindo que reformulem todos os trabalhos na Casa, toda a área doutrinária. Isso sim é que vai gerar uma grande fofoca. Desejamos fazer com que entrem em confronto com a organizada diretoria de doutrina.

- estamos, ainda, fazendo com que modismos de toda ordem apareçam por aqui, trazidos pelas pessoas eufóricas;

- trezentos processos de obsessão simples foram implantados, junto àqueles que nos oferecem brechas, a pretexto de atrapalhar diversos trabalhos espíritas. Estes, num mecanismo em cadeia, exatamente como o senhor planejou, haverão de triplicar as irritações, abrindo nossos caminhos.

- verificamos as obras assistenciais e notamos estarem passando por várias dificuldades financeiras. Envolvemos alguns responsáveis, que entraram em nossa esfera de ação por conta do pessimismo, nervosismo exagerado, falta de fé, por terem esquecido do ideal espírita e prenderem-se simplesmente à questão de organização, agindo com frieza, distantes do amor. Com isso, podemos desestimulá-los intensamente e, agora, estão prestes a abandonar as funções.

- nas promoções beneficentes, igualmente tivemos boa infiltração, pois que os cooperadores, verificando estarem fora das reuniões mediúnicas, da seriedade dos estudos, entregaram-se às piadas, às brincadeiras, à maledicência, à competição, à inveja e ao ciúme. Isso tem afastado vários trabalhadores matriculados nestas obras.

- no pequeno coral, inspiramos-lhes músicas mais agitadas, fazendo com que se oponham à direção da Casa em querer divulgar o Espiritismo pela canção. Sugerimos-lhes outros ritmos a fim de atordoar-lhes e confundir-lhes o pensamento. O regente, praticamente um dos nossos, tendo levado “sua” ideia à direção doutrinária e esta, obviamente, solicitando a retomada do trabalho com músicas que elevem a criatura humana, conduzindo mensagens de transformação moral, tal como é o objetivo do Espiritismo, fez com que o condutor das vozes espíritas se irritasse, quase desistindo das tarefas.

- ainda temos o grupo de teatro que certamente nos atenderá às mesmas solicitações, melindrando-se certamente quando a pureza doutrinária lhes solicitar evitar, no Centro, a propagação de obras não espíritas.

- temos procurado, diante dos agrupamentos de estudos, estimular os contestadores natos, fazendo com que estejam especialmente alterados, conseguindo, com isso, atrapalhar vários participantes.

E muitas outras reuniões estão recebendo a visita de nossa falange.

Falta, ainda, atingirmos definitivamente o presidente e o diretor doutrinário da Instituição.

Seguindo suas ordens, continuou Gonçalves, colocamos cerca de dez espíritos adversários com cada um, esperando que ofereçam brechas de atuação, mas eles desfrutam de proteção espiritual admirável, por conta do esforço que empenham na conduta reta e pelo trabalho sério que executam.

Contudo, senhor, nosso labor permanece difícil! Pois não faltam aqueles que são verdadeiras rochas morais, os que têm atraído impressionante proteção espiritual pelas atitudes cristãs. Esse processo tem exigido muito dos nossos cooperadores, já tivemos de renovar nossas turmas por cinco vezes. Nossos trabalhadores sentem-se fracos ao entrarem em contato com certos ambientes amorosos, que obrigatoriamente têm de visitar, com objetivo de atormentar e desviar os encarnados da bondade. E sobre estes, nossa influência tem sido praticamente nula.

Não sei se nossa equipe conseguirá ir até o fim. Acredito estejamos andando devagar demais.

- Nada disso, meu caro, acrescentou o mandante, os pontos principais estão sendo atingidos, aguarde e verá o excelente resultado. Quanto aos responsáveis pela Instituição, haveremos de visitá-los pessoalmente em breve. Primeiro, vamos atormentá-los e preocupá-los, desestruturando as tarefas, depois, quando se tiverem irritados com o mau desempenho dos departamentos, os escândalos, as fofocas, os pegaremos em cheio.”

Tem ainda os que simplesmente somem e esses, na maioria das vezes, são aqueles que sofrem por suas próprias fraquezas, por suas sensações de solidão, pela falta de coragem e por se sentirem perdidos no tempo, na vida e nas suas próprias necessidades, são sempre levados com o vento, com o tempo e com a esperança de novas oportunidades.

Fabuloso, impressionante e assustador não é mesmo?

E vale a pena ainda entender que quando estamos trabalhando em um terreiro de Umbanda estamos lutando contra a ação do baixo astral, contra os seres das trevas, contra seres que além de pertencerem às nossas afinidades naturais, aos nossos carmas e aos nossos merecimentos, têm a intenção de destruir centros religiosos com o único propósito de não aumentar o sentido do “Bem”. São seres poderosíssimos com ações fulminantes e, na maioria das vezes, proporcionam o afastamento dos médiuns e o enfraquecimento da corrente com um simples estalar de dedos.

Importante ainda esclarecer que enquanto o médium pertence à corrente mediúnica do terreiro ele está sob a guarda do Guia Chefe do terreiro, sob proteção da força da esquerda assentada na tronqueira, sob firmeza dos Orixás e fortalecido pela própria corrente mediúnica que, quando bem firmada, torna-se uma verdadeira cúpula, resistente aos ataques do baixo astral.

No entanto, quando o médium sai do terreiro essas proteções se dissipam e ele agora tem que caminhar com suas próprias pernas. Dessa forma, aqueles espíritos inferiores que antes eram combatidos pelo médium em questão vêem-no agora sem proteção e agem de forma brutal e avassaladora na sua vida mediúnica, profissional e emocional, causando a famosa ‘virada de vida’.

Entendam que o médium perde aquela proteção, mas não a ação do baixo astral que agora não tem mais nada que o impeça. Portanto, sair de um terreiro requer responsabilidade, cuidado, conversa, sabedoria e respeito. É preciso saber sair em harmonia, pedindo a benção, a proteção, ensinamento sobre firmezas e sendo muito grato por todas as oportunidades, exercendo a humildade – qualidade imprescindível a qualquer médium umbandista.

Acredito que assim o médium sai em uma vibração melhor, permanecendo ainda com a proteção do Terreiro, da Umbanda e com todo amparo do astral superior. Portanto, não é uma ação que depende do pai de santo, como muitos pensam. Percebam e saibam que muitas vezes o pai de santo está de joelhos pedindo proteção a esse filho que agora está a caminhar sozinho enquanto o médium está ‘deduzindo demandas’.

Tenham certeza, o Astral Superior respeita o livre-arbítrio e nos dá sempre maravilhosas oportunidades de evolução. E só cabe a nós vivenciá-las com gratidão e amor no coração.

Muito Axé a todos!!

Escrito por Mãe Mônica Caraccio
Fonte: Minha Umbanda

quinta-feira, 28 de abril de 2011

A Umbanda como Religião – parte 3



A Umbanda como Religião – parte 3

Continuação...

Sentimos a Umbanda como se fora uma esteira de luz a iluminar os filhos de Deus nos caminhos das trevas. Vemos a Umbanda como se fora uma Casa de Saúde e restabelecer e a recompor os transeuntes abalados e afadigados. A percebemos como se fosse um Grande Hospital a curar as chagas morais e espirituais e as feridas dos doentes de todas as classes. Percebemos a Umbanda, naquele conselho de Jesus à mulher sofredora: VAI E NÃO PEQUES MAIS.
Embora sem doutrina própria, a Umbanda chama a si todas as doutrinas evolucionistas que proclamam o AMOR UNIVERSAL, A IMORTALIDADE DA ALMA, A VIDA FUTURA E A REENCARNAÇÃO; consagrando-se como uma verdadeira religião de caráter nacional.
Assim vemos a Umbanda despertando consciências e iluminando as veredas para a ascensão do homem, do espírito-imortal.
Não confundir Umbanda, pois, com o Candomblé de Caboclo e muito menos com o Candomblé Africano – são como água e azeite, de mistura impossível. Entretanto muitos filhos, adeptos e frequentadores no negativismo, têm chegado à Umbanda e, vislumbrados com sua Luz radiosa, não mais se perderam no caminho das trevas em que vegetavam até então.
A propósito, examinemos este conceito do Espírito Emmanuel (remeto a Chico Xavier), em livro edificante, "Pensamento e Vida": - "Com o auxílio dos múltiplos instrutores que nos guiam da cátedra e da tribuna, pelo livro e pela imprensa, retomamos no mundo a nossa realidade psíquica, determinada pela soma de nossas aquisições emocionais e culturais no passado, com a possibilidade de mais ampla educação da verdade para o devido ajustamento à Vida Superior".
Salve o Caboclo, à criança e ao Preto-Velho.
Salvem suas 07 linhas.
Salve a Umbanda, mãe acolhedora e generosa de todas as religiões deste planeta e, quiçá de outras galáxias.

"Se é preciso que eu tenha um nome, que me chamem de Caboclo das 07 Encruzilhadas, pois para mim não haverá caminhos fechados".

Um saravá amigo.

Octavio

Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei

Eu me sinto feliz de ser obstinadamente MÉDIUM!



Axé a todos!

Muitas pessoas nessa época do ano estão pensando ou decidindo sua caminhada espiritual, pensando em desenvolver a mediunidade e em participar dos trabalhos espirituais de um Centro, ou seja, Vestir o Branco.

Esta fase é muito importante para qualquer um, normalmente fica-se morrendo de medo, preocupado com a responsabilidade, refletindo se vai dar conta, pensando o que e no que isso compromete, pensando no futuro, na ideia de que é um caminho sem volta, como muitas vezes ouvimos, e ao mesmo tempo cheio de ansiedade para fazer algo diferente, algo de bom, algo que faça a sua vida e a vida das pessoas mudarem…

Conclusão, é um turbilhão de pensamentos e sentimentos, um turbilhão de perguntas que quando não se obtêm respostas claras e lógicas paralisam qualquer ação e qualquer boa intenção.

Pensando nisso gostaria de aproveitar esse espaço para tentar facilitar essa fase tão fundamental e importante para qualquer médium.

Vejam só, todos aqueles que sentem a ação do Alto ou do Embaixo, seja em forma de bênçãos ou de carga negativa, é Médium. Ser médium significa que se está no meio, que intermedia dois planos, que entende, percebe, recebe e sente a ação do céu e do inferno (como diriam os católicos). Portanto todos que se comunicam com Deus, anjos, santos, orixás, mentores… São Médiuns.

Claro que uns têm esse dom muito mais aflorado e outros menos, alguns inclusive tem missão, outros tem obrigação e outros ainda tem função, aí não adianta fugir, não adianta fingir, não dá para dizer que não existe e que não quer.

Nesses casos a necessidade é tão grande que quanto mais o médium recusar mais dor, sofrimento e perdas ele sentirá e terá.

Afinal de contas foi ele que combinou com sua família espiritual!

Entendam, não é um castigo do Astral! Mas sim uma reação da própria ação do médium.

Os Guias Espirituais nesses casos tentam ajudar no que podem.

Falam, alertam, orientam, inspiram, no entanto, não surte efeito, não são ouvidos ou entendidos, a recusa é acentuada pois o campo de visão desses médiuns normalmente está totalmente focado nas necessidades materiais como trabalho, relação amorosa, saúde e em uma infinidade de outras situações e desejos que induzem à perda do real sentido da vida e o real sentido de estar aqui nesse plano. Infelizmente percebemos uma triste ação que inevitavelmente proporciona uma lamentável reação.

É fato, quanto mais recusar a vida em espírito, mas difícil ficará a vida na matéria! É a incontestável Lei da Ação e Reação agindo.

É fato, ninguém faz conosco o que não queremos ou o que não merecemos!

O pedido, o desejo, o acordo de ser médium foi e é NOSSO. Saibam que grandes acordos foram feitos no astral com os Guias Espirituais quando nos encontrávamos desencarnados, assim como grandes promessas são feitas diariamente aos Guias Espirituais pelos próprios médiuns aqui, enquanto encarnados e enquanto necessitam. No entanto, após tudo resolvido e com novas oportunidades as ideias mudam e as promessas são quebradas facilmente.

Saliento e afirmo com toda minha convicção que os Guias Espirituais respeitam o Livre Arbítrio e que não nos forçam a nada, nós é que muitas vezes somos volúveis demais e esquecemos muito rápido os compromissos, os chamados e as bênçãos recebidas. Quantas pessoas foram curadas pela espiritualidade e negam o compromisso da mediunidade, quantas pessoas tiveram suas vidas modificadas pela ação de um Exu e em pouco tempo viram as costas e ainda denigrem a imagem Exu na primeira oportunidade, quantas pessoas prometem, juram, afirmam o compromisso mediúnico em frente aos Guias e quando conseguem o que querem dizem que agora não é a hora, que agora não tem tempo, que não podem perder a oportunidade que receberam. Quantas pessoas prometem, prometem e prometem com tanta facilidade quanto esquecem.

Enfim, mediunidade é um Dom e não uma privação, castigo ou escolha, desenvolver a mediunidade só faz o bem, seja para o próprio médium, seja para o próximo. Aliás, tem uma frase muito inspiradora a todos aqueles que juram uma fé incondicional, mas não agem o Sentido da Fé: A FÉ, SE NÃO TIVER OBRAS, É MORTA EM SI MESMA. Tiago 2:17.

Desenvolver a mediunidade, Vestir o Branco, é entrar em equilíbrio com o próprio espírito, com a própria alma. É sair da agonia, da dor e do sofrimento e viver em Paz de Espírito. Não adianta, quem tem missão, função e obrigação tem que quebrar os tabus, os medos e fazer aquilo que TEM QUE FAZER.

Desenvolver a mediunidade, Vestir o Branco, só faz bem, só melhora e apura nossos sentidos, só engrandece nossa vida e favorece nosso estado de espírito.

Medo??? O medo quando não dominado só paralisa, endurece e estagna um movimento, consequentemente um crescimento. Medo? Medo de espíritos Bons, de energia pura, de fazer o bem? Não, não podemos deixar boas e importantes oportunidades passar. Não podemos alimentar esse tipo de sentimento tão denso e paralisante.

Preocupado com a responsabilidade? Se vai dar conta? Ora, olhe à sua volta, será que você já não deu conta de coisa muito pior, de coisa muito mais difícil que isso? Entenda, desenvolver a mediunidade cria em nós uma energia altamente positiva e Divina, portanto, não tem como não dar conta.

Pensando o que e no que isso compromete? Então saiba que isso só compromete Amor, Dedicação e Convicção. E tenho certeza que isso não é tão difícil assim.

Acha que esse é um caminho sem volta? Pois então compreenda que esse Não é um caminho sem volta, é um caminho de tanta Paz, de tanta Luz e de tanta Alegria que é VOCÊ que não vai mais querer sair desse caminho.

Sei que algumas pessoas passam por apuros no início desse desenvolver, mas nada que não seja de merecimento, que não seja para crescimento e para aperfeiçoamento. Sei que algumas pessoas já tiveram grandes desilusões, mas o que é isso perto da grandeza de sentir um Orixá em nosso corpo, sentir a doçura de um Preto-velho, a clareza de um Caboclo, a pureza e alegria de um Erê e a sabedoria de um Exu.

Enfim, sei que esse assunto é longo, mas termino esse texto afirmando com toda minha convicção, fé e amor que não existe nada melhor, nada mais satisfatório e nada mais grandioso que ser um instrumento de Espíritos tão elevados, tão benevolentes e sábios.

Portanto, a cada nova oportunidade reafirmo a importância e o privilégio que é
SER MÉDIUM.



“Eu me sinto feliz de ser obstinadamente médium…
Eu gosto de ser médium, gosto dessa palavra…
Quero morrer médium…
É tudo o que eu sempre quis ser…”
Chico Xavier

Escrito por Mãe Mônica Caraccio
Fonte: Minha Umbanda

quarta-feira, 27 de abril de 2011

A UMBANDA AINDA DESCONHECIDA



Quantos de nós Umbandistas já nos vimos sendo pegos pela indignação e revolta pelos que, fomentados certamente por espíritos da ignorância e intolerantes religiosos, vivem atacando nossa religião.

Acusam-nos de prejudicarmos pessoas, separarmos casais, fomentarmos uniões através de feitiços, de utilizarmos sangue, matar animais, que somos anti Cristo e por aí segue uma interminável lista de maldades, que dizem, praticamos ao nosso bel prazer, sob a influência “do maligno”, sendo em hipótese alguma, qualquer dos absurdos citados anteriormente façam parte de nossa Religião.

Nos acusam de fazermos e praticarmos essas maldades, porém, o pior é que esses mesmos algozes sequer sabem o que é a Umbanda, confundem-na com o Espiritismo ou com o Candomblé e até com baixas magias.

Não sabem eles que a Umbanda é a única religião que, com o passar do tempo, teve a capacidade, por influência do mundo espiritual, de agregar as melhores coisas de várias religiões, transformando as boas experiências de diversos segmentos religiosos numa única, porém com muitas diversidades.

Temos como pilastra, os ensinamentos de Jesus, a beleza e a força dos Orixás africanos, a reencarnação das religiões Orientais e do Hinduísmo, a luta e a experiência do Povo Indígena, temos os ensinamentos do Espiritismo, tudo isso pregado e ensinado insistentemente pelas Entidades Espirituais enviadas por Deus, para que com esses ensinamentos consigamos nossa evolução espiritual e consigamos a prática da Caridade.

Poucos de outras religiões talvez tenham a consciência que muitos Umbandistas entendem mais das religiões deles do que eles mesmos, estamos em processo acelerado de aprendizado religioso, não importando a vertente que ele seja oriundo.

Quantidade significativa de Umbandistas tem em suas cabeceiras, livros das mais diversificadas religiões, somos cientes que precisamos entender as mais diversas maneiras que os ensinamentos de Deus se manifestam.

Dificilmente um verdadeiro Umbandista, comprometido com a religião criticará a religião alheia pois ele entende perfeitamente que, mesmo em caminhos diferentes, todos tem a oportunidade de chegar até a evolução espiritual e a morada de Deus.

Aceitamos criticas dos não umbandistas desde que esses críticos, no mínimo, saibam a quem estão criticando pois ataques levianos e sem base doutrinária devem ser ignorados e entregues nas mãos de Deus.

Alguns não umbandistas tentam menosprezar os Umbandistas mas não seguem os ensinamentos de sua própria religião, cujos exemplos de alguns versículos bíblicos abaixo deixam claramente demonstradas as vontades de Deus

1) I Coríntios 14:33 porque Deus não é de confusão, e sim de paz. Como em todas as igrejas dos santos.

2) Lucas 6:42 “Ou como podes dizer a teu irmão: Irmão, deixa-me tirar o argueiro que está no teu olho, não vendo tu mesmo a trave que está no teu? Hipócrita! tira primeiro a trave do teu olho; e então verás bem para tirar o argueiro que está no olho de teu irmão.”

3) “Malaquias 2:10 não temos nós todos o mesmo Pai? Não nos criou o mesmo Deus? Por que seremos desleais uns para com os outros, profanando a aliança de nossos pais? “

4) Mateus 7, 1: “Não julgueis os outros, para não serdes julgados, porque com o julgamento com que julgardes, sereis julgados, e com a medida que medirdes sereis medidos”.

5) Tiago 1:26 - Se alguém entre vós cuida ser religioso, e não refreia a sua língua, antes engana o seu coração, a religião desse é vã.

A Umbanda e os Umbandistas estão estudando, analisando, praticando, evoluindo e principalmente aprendendo, pois afinal, essa é a preparação espiritual orientada pelo mundo espiritual, para num futuro próximo, ela seja a religião convergente e agregadora dos mais diferentes ramos religiosos e um dos verdadeiros caminhos para o encontro de Deus, não excluindo ninguém que queira se aliar nessa caminhada.

Renato de Oxossi


Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei



Nós também salvamos vidas!



Axé pessoal! Falar sobre mediunidade é tão envolvente, é tão bom, que vale a pena continuarmos falando, pensando, refletindo, afirmando nossa missão, nossa função e nossa obrigação, assim como, incentivando tantos médiuns que ainda não ultrapassaram as barreiras do visível.

Barreira essa que limita a visão sobre o “Além”, que condena a um materialismo cruel, cheio de ilusões, perdas, dores, consumismo e traições, que mais dia ou menos dia tira tudo, perde-se tudo, principalmente a liberdade de pensar, decidir, querer e viver. Com certeza é uma barreira que aprisiona e que, infelizmente, está cada vez mais alta, dificultando cada vez mais o vôo de liberdade da Alma e do encontro do Espírito.

Engraçado pensar que tantas pessoas estão ‘matando’ e ‘morrendo’ pelas conquistas materiais e se esquecem ou não percebem, que nada, absolutamente NADA de material vai ser levado para o “outro lado”.

Para o lado do invisível só levamos nosso espírito e nossa alma, que também são invisíveis e, portanto, dificilmente percebidos, sentidos e ouvidos.

É, acho que não é engraçado não, é ASSUSTADOR, é TRISTE, é DOLORIDO demais.

Acredito que Sabedoria está relacionada com a capacidade de lidar com as possibilidades, com a capacidade de enxergar com lógica e enxergar Além.

Observando o trabalho dos bombeiros no resgate de vítimas dos deslizamentos de terra no estado do Rio de Janeiro, percebe-se o que é agir com Sabedoria.

Vejam só, talvez nós, envolvidos pela emoção e na tentativa de resgatar coisas e pessoas entraríamos em qualquer buraco impetuosamente, sem nos preocuparmos com o entorno e com as possibilidades, já um bombeiro olhará Além e prestará atenção nas possibilidades, prestará atenção na possibilidade de cair mais terra sobre a vítima, na possibilidade de fazer novas vítimas, observará se há segurança na corda que está sendo puxada, no chão que pisa e o que compromete seu pisar. Inclusive, prestará atenção no que poderá acontecer ao tirar um pedaço de barranco do lugar, pensará na possibilidade de um novo soterramento e na força que precisará ter.

Afinal, não poderá desistir no meio do caminho!

Afinal, muitas pessoas dependem dele!

Afinal, precisa agir de uma forma tão plena que todo o risco valerá à pena!

Afinal, sentirá uma Paz de Espírito tão grande pela certeza da missão cumprida, que não haverá dinheiro no mundo que compre esse sentimento!

Quem é bombeiro sabe o que estou falando. Quem é médium atuante, firme, corajoso, convicto, decidido, verdadeiro, bem preparado e determinado, sabe o que estou falando pois ele também salva vidas, ele também sabe que se desistir comprometerá todos em seu entorno, tanto encarnados como desencarnados. Ele sabe que Ser plenamente médium é Ser Plenamente Feliz em Espírito, ou seja, no sentido invisível.

E é somente esse sentido e sentimento que vamos levar para “outro lado”.

É tudo tão SIMPLES, tudo tão CLARO, tudo tão ÓBVIO que, tanto a pessoa mais racional, quanto a mais emocional , será Sábia se pensar ou sentir com lógica.

Aliás, sempre digo aos mais racionais, durões e desconfiados: Seja racional, desconfie o quanto quiser, mas seja e desconfie com lógica. Aos mais emocionais, emotivos e sensíveis também sempre peço: Seja emocional, chore o quanto quiser, mas seja e chore com lógica! Nada levaremos para o outro lado, somente nosso espírito e nossa alma. E isso é fato, isso é lógica!

E como sabemos que a Lógica está intimamente ligada com a Verdade, que é a grande expressão e reflexo de Sabedoria, que é um dos fatores essenciais de Oxóssi e que nos é ensinado pelos Queridos Caboclos de nossa Umbanda, que tal aproveitarmos a festa de Oxóssi que está chegando, junto com o início dos trabalhos assistências de muitos Terreiros para afirmar e reafirmar nossa posição, nossa capacidade de percepção e nossa capacidade de pensar com lógica e verdade?

Tenho certeza que veremos, sentiremos e perceberemos muitos Caboclos chorando de emoção, zelando por seu médium e agradecendo pela postura de seu ‘filho querido’.

Tudo isso para afirmar que Ser um médium atuante, firme, corajoso, convicto, decidido, verdadeiro, bem preparado e determinado é muito mais inteligente, valoroso e sábio do que viver em função da vida material, como já foi dito por Dalai Lama “Os homens perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde. E por pensarem ansiosamente no futuro esquecem-se do presente de forma que acabam por não viver nem no presente nem no futuro. E vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se nunca tivessem vivido”.

Tudo isso para dizer que na morte ninguém é chefe, empresário, rico ou dono. Na morte ninguém leva as conquistas materiais. Já nos alertou o querido Caboclo das Sete Encruzilhadas quando oficializou a religião Umbanda em 15 de novembro de 1908:“Deus, em sua infinita bondade, estabeleceu na morte, o grande nivelador universal. Rico ou pobre, poderoso ou humilde, todos se tornam iguais na morte (…)”

Tudo isso para alertar que não tem dinheiro no mundo que compre a alegria de participar de uma gira onde centenas de espíritos são salvos, tratados e orientados, assim como sentir a emoção, o choro ou ouvir o agradecer de um Espírito tão iluminado como são os Caboclos filhos de Oxóssi.

“Só existe uma Fé,
uma Verdade,
um Amor e
uma única Força que sustenta a todos”
Caboclo das Sete Encruzilhadas

Escrito por Mãe Mônica Caraccio
Fonte: Minha Umbanda

Alguns Fundamentos Umbandistas

 

Acreditamos em Deus eterno, imutável, único, onipotente, onisciente e onipresente;

Cremos na existência dos Orixás, Espíritos de plano superior, que comandam as 7 linhas de Umbanda;

Temos a reencarnação como ponto pacífico, logo, indiscutível;

Cremos na existência de seres fora da matéria e na sobrevivência de nossa própria alma após a morte do corpo físico;

Há possibilidade de comunicação com os espíritos desencarnados, através da faculdade mediúnica, cujo o intermediário é o médium;

Existe uma lei de causa e efeito, pela qual colhemos tudo o que plantamos;

O progresso de cada um ou as situações da vida são produtos de seu livre arbítrio ou escolha das provas com antecedência, antes da reencarnação;

Não há diferença entre o plano terrestre e o astral, apenas distinção de estados vibratórios;

Amai-vos uns ao outros é o lema principal da Umbanda, manifestado na prática da caridade, tanto na palavra como na ação;

Acreditamos na existência de outros mundos habitados, não constituindo a terra exceção do universo. Há mundos mais adiantados e orbes mais atrasados. A Terra é um plano de expiação, aprendizado e de correção moral;

Não há espíritos eternamente voltados para o mal, mas seres em estágio de aprendizado;

Todos temos guias espirituais, que nos acompanha, com a faculdade de se comunicarem conosco, através da mediunidade;

Jesus Cristo foi o espírito de categoria mais elevada que já encarnou entre nós;

Vivemos num campo vibratório peculiar, sendo cada um campo vibratório que o seu livre arbítrio comanda;
.
Somos todos iguais, porque filho do mesmo Deus de amor, justiça e sabedoria, fomos criados para cumprir seus sábios desígnios;

Adotamos a liberdade da prática religiosa;

Respeitamos todas a religiões, pois constituem os diversos caminhos de evolução espiritual que conduzem a Deus.

Autor Desconhecido

Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Postagens populares

“A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho.”


SIGNIFICADOS QUANTO AO FORMATO DA VELA



 
Cones ou Triangulares: equilíbrio, elevação.
Quadradas: estabilidade, matéria.
Estrela: espiritual, carma.
Pirâmide: realizações matérias.
Cilíndricas: servem para tudo.
Animais: para o seu animal protetor.
Lua: para acentuar sua energia intuitiva.
Gnomo: para seu elemental da terra.
Cone ou Triangulares: simbolizam o equilíbrio. Tem três planos: físico, emocional e espiritual.
Velas Cônicas: são voltadas para cima e significam o desejo de elevação do homem, sua comunicação com o cosmos.
Velas Quadradas: Simbolizam estabilidade na matéria. Seus lados iguais representam os quatro elementos: Terra, Água, Fogo, Ar.
Velas em Formato de Estrela de Cinco Pontas: É o símbolo do homem preso na matéria. Representa o carma.
Velas Redondas: Simbolizam mudança. E a energia mais pura do astral que só a mente superior alcança.