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sábado, 7 de maio de 2011

Yorimá - Preto-Velho





YORIMÁ
Potência Iluminada




YORIMÁ É A POTÊNCIA DA PALAVRA DA LEI. É A FORÇA DA SABEDORIA EM DOMÍNIO SOBRE A MAGIA.

Entre a cachoeira e mar existe uma energia que se vai avolumando e adquirindo mais força á medida que se aproxima do mar, para então fazer parte dele. É como a vida adulta da criatura humana que se armazenando conhecimentos a partir da infância, adquirindo experiência pela vivência, até passar para outra vida e deixar registrada a sua bagagem experimental. Quando muda de uma vida para outra, toda a bagagem ou experiência adquirida se transforma em sabedoria. A transformação da experiência é a energia da sabedoria. Esta energia é YORIMÁ, potência iluminada da lei que rege a vida.

Significado mágico
YO= vitalidade saindo da luz ou da energia, potência, princípio, ordem;
RI= rei ou potência maior manifestando-se, iluminação, iluminado e
MA= lei

YORIMÁ, é uma linha que, através do amor, da compreensão e da humildade, consola os aflitos, reanima os fracos e valoriza o sofrimento humano como fundamento da transformação que conduzirá à felicidade eterna. É a linha dos PRETOS VELHOS.


Suas LEGIÕES :

1. POVO DA COSTA (REI CAMBINDA)
2. POVO DO CONGO (REI CONGO)
3. POVO DE ANGOLA (PAI JOAQUIM)
4. POVO DA GUINÉ (PAI GUINÉ)
5. POVO DE MOÇAMBIQUE (PAI JERÔNIMO)
6. POVO DE LUANDA (PAI JOSÉ)
7. POVO DE BENGALA (PAI TOMÉ)



Ervas para Banho - alfazema, alecrim do campo, erva cidreira, arruda, folha e fruto de café, lágrimas de Nossa Senhora = rosário, qualquer tipo de flor branca.

Amaci - água de mina, alfazema, arruda, cipreste, alecrim, guiné, qualquer tipo de flor branca.

Cor das Guias e Velas - branca e preta, ou lilás.

Saudação - ADOREI AS ALMAS!

Planeta Regente - Saturno

Arcanjo - Arcanjo Cassiel

Sincretismo - São Bento

Data de Comemoração - 13 de Maio

Dia da Semana - Sábado

Cor Vibratória - preto e branco

Representa para o ser humano o quarto raio cósmico - harmonia no conflito

Chácra correspondente - Sacro (Cóccix) ou Básico

Pedra correspondente - Ametista

Local para oferendas ou encontro vibracional - conforme a vibração



Povo da Costa
Legião de espíritos dos negros africanos escravizados que trabalham com a renovação de forças. O sentido de trabalho desta legião é o de enxugar o pranto dos filhos e ajudá-los a caminhar pelo caminho da provação. A transformação se dá na resignação e na coragem para enfrentar a dor e o sofrimento originários de dívidas passadas. Eles cruzam com a vibração de Yemanjá e aceitam em suas obrigações velas roxas, café, rosários feito com contas de lágrimas de Nossa Senhora, pano azul, cigarros de palha, flores em geral, sendo tudo entregue na praia. Sua cor vibratória é o roxo com azul claro.





Povo do Congo
Legião de espíritos dos negros escravos que trabalham com a força recém-transformada, isto é, com a força pura e nova, no sentido de vencer a dor envolvendo a alegria interior. Eles vibram nas cores preta e branca e aceitam em suas oferendas, velas branca e preta, cigarro de palha, café, flores, de todas as espécies, uma vela cor de rosa, oferecida para as crianças com quem cruzam suas vibrações, sendo tudo entregue em praias e campos floridos.





Povo de Angola
Legião de espíritos dos negros escravos que trabalham no fundamento da manutenção da força cósmica e de sua aplicação mística. Sua missão é trazer luz e força para os filhos que ainda estão no cativeiro, como escravos dos vícios, dos erros ou da maldade humana, ajustando-os a sobreviver e vencer o sofrimento pelo de todo misticismo da força, quer através de descontração e sublimação dos valores positivos da criatura humana. Aceitam, em suas obrigações, vela branca e preta, cigarro de palha, jasmim, rosas brancas, café, pano branco com bordas pretas e ervas diversas tais como: manjericão, arruda, guiné, alecrim, alfazema, etc., tudo entregue na mata.
Muitas vezes esta legião assume unicamente a cor roxa, e neste caso isso representa a inclusão da cor vermelha entre o branco e preto, cuja mistura gera o roxo, tornando-o assim a representação do ponto místico da força suprema.




Povo da Guiné
Legião dos negros escravos que trabalham na cura de males físicos, através da magia e do conhecimento adquirido através de longos anos de estudos e vivência nas coisas sagradas.
Aceitam em suas obrigações, vela branca e preta, cigarro de palha, café, flores brancas, pano branco, rosário feito de contas de dendê ou lágrimas-de-nossa-senhora. Trabalham no cruzeiro do cemitério ou no mar.





Povo de Moçambique
Legião de espíritos dos negros escravos que trabalham do cativeiro para a liberdade, através da paciência em suportar o cerceamento do direito de liberdade do ser humano (regras sociais que oprimem, separam, e levam aos conflitos).
Aceitam em suas obrigações, velas roxas, pano roxo, café, cigarro de palha, flores brancas, pedras, em seu campo vibratório que são as pedras da mata ou oratórios construídos na mata.





Povo de Luanda
Legião de espíritos dos negros escravos que exigem os trabalhos dentro dos rituais, são combativos e ao mesmo tempo extremamente bondosos, conduzem o trabalho com sabedoria voltada para o combate contra as demandas ou concentrações de energia maléfica oriunda de rituais de baixa magia (ritual que combate ritual).Aceitam em suas obrigações velas nas cores vermelhas, brancas e pretas, ou roxas, alem de cigarro de palha, café, pano branco e flores brancas entregues no cruzeiro do cemitério. A grande força desta legião é a reza (ou engoroci) que normalmente são carregados de muita magia e muita sabedoria.





Povo de Bengala
Legião de negros escravos que trabalham com a missão de compreender o que representa para o ser humano a incerteza, a falta de resignação e o sofrimento, pois eles passaram por tudo isso, aqui na Terra. São muito compreensivos com respeito à natureza humana que embora acreditem na força divina, são levados ao erro e ao desespero pelo excesso de amargura. Desenvolvem então uma energia que transmite a paz e a compreensão. além de incentivar a caridade.
Aceitam em suas obrigações velas brancas e pretas, cigarro de palha, café, flores brancas e pano branco, tudo entregue em colinas floridas.Normalmente usam em seus trabalhos as seguintes ervas principais: arruda, guiné, benjoim, cipreste, alecrim do mato, etc.





Elizabeth Miriam N.Passos
Diretora Espiritual FSMYBZ


Um saravá amigo.

Octavio







Umbanda de Jesus



Sete Encruzilhadas, o Caboclo que anunciou o surgimento da Religião de Umbanda em 1908, declarou que Jesus seria o Mestre a ser seguido pelos umbandistas. Controvérsias à parte, já que alguns não aceitam suas palavras como base para uma vida espiritual sadia, Jesus é o modelo mais perfeito escolhido para ser o espelho dos médiuns e demais seguidores da Umbanda. Não há outro Médium vivido entre os homens que tenha subtraído toda a autoridade do Grande Mestre da Judéia em se tratando de vida mediúnica sadia e correta.

Jesus, o Médium, em nenhum momento fez alarde de sua missão na Terra. Sendo detentor de tanta autoridade, jamais exigiu que os homens se subjugassem a Ele. Jamais impôs sua condição de Ser Iluminado a fim de obter prestígio perante os grandes e diante dos pequenos. Suas palavras, cheias de autoridade, jamais foram autoritárias. Pelo contrário, tinham uma meiguice e uma simplicidade que encantavam os pequenos e incomodavam alguns que se achavam grandes.

Em sua trajetória mediúnica na Terra, Jesus aguardou o momento certo para agir em favor da caridade. Seu primeiro ato caritativo, no casamento de Caná, foi precedido de uma oração feita pela mãe que, aflita, intercedeu pelos noivos e seus pais. Jesus podia muito bem ter feito a transformação do vinho antes mesmo de Maria lhe pedir com tanta veemência, mas aguardou a hora certa. Não se precipitou, mas foi paciente para esperar que o tempo definisse o momento propício.

O médiuns de Umbanda, tanto os que estão iniciando quanto aqueles que já militam na fé, precisam ser menos apressados em ser úteis no trabalho espiritual da caridade. O tempo urge, mas não se precipita. Há médiuns que desejam ou querem tanto ser utilizados como aparelhos dos Caboclos e Pretos Velhos que não se preocupam com o próprio aprimoramento ou com o tempo certo para tal trabalho. Avançam apressadamente para os terreiros, colocando roupas brancas – ou coloridas, como queiram -, enchendo os pescoços de guias sem fundamentos e “incorporando” alguma Entidade.

Esquecem-se que incorporar qualquer Entidade não é o principal. Essa faculdade é apenas uma das muitas tarefas a desempenhar durante toda a vida. O início de tudo é a mudança que deve ocorrer dentro de cada um. Assim como foi a transformação que Jesus realizou em Caná, quando a água dos jarros ganhou cor, sabor e essência de vinho.

Apressadamente, muitos médiuns estão servindo fel aos que comparecem às bodas que são realizadas cotidianamente nos Terreiros de Umbanda. Em nome da “vontade” de trabalhar ou “receber” Caboclo – como se isso fosse um verdadeiro milagre – estão sendo depositários de uma bebida amargosa, fétida e intragável, quando incorporam sem o devido preparo espiritual e logo realizam consultas e receitam banhos, garrafadas e obrigações sem fim aos convidados da festa chamada Gira. Não atinam para o fato de que eles próprios são os jarros que devem conter a verdadeira bebida espiritual servirá para alegrar os corações necessitados que foram chamados a participar do evento. E, como se isso não bastasse, logo depois das primeiras incorporações, já que tomam para si o título de “mestre divino”.

Satisfeitos de sua capacidade mediúnica de incorporar e de falar em nome dos Pretos Velhos e dos Caboclos, logo sobem num pedestal ilusório e passam a encenar o quadro do Sermão da Montanha.

Olham do alto para os irmãos, tal como o humilde Jesus, e orgulhosos iniciam uma pantomima que supostamente pretende ensinar aos fracos e oprimidos da última hora. Baseados em sua pouca experiência e sem a devida mudança de pensamentos, hábitos e desejos, levantam-se de peito inflado e voz autoritária sobre os menos favorecidos como verdadeiros “mestres da Galiléia”.

Jesus, o exemplo apontado pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, não foi um médium dessa estirpe. Ao contrário, desde moço, encheu-se de sabedoria, discernimento, autoridade e virtude para depois transmitir as novas da salvação aos homens de sua época e os dos dias atuais. Não teve como base seus pensamentos e suas experiências, mas sim nas Palavras Sagradas dos Profetas.

Jesus não teve olhos para os reinos do mundo. Como médium poderia servir-se de sua condição para angariar respeito e poder diante dos magistrados, sacerdotes e senhores da Judéia, mas rejeitou os oferecimentos políticos, mundanos e passageiros, para continuar humildemente sua missão na Terra.

Jesus não se intitulou “mestre”, mas Filho. Não se arvorou como “doutor”, mas apresentou-se como Aprendiz diante do Templo. Não subiu num trono para ser rei, mas encurvou-se como “Servo” aos pés dos discípulos.

Assim deve ser a Umbanda praticada por aqueles que se acham estupendos por incorporarem uma Entidade de Luz. Esse deve ser o retrato daqueles que batem no peito e dizem que são “médiuns”.

A Umbanda que Jesus praticou foi simples, sem estardalhaços, sem holofotes, sem soberba, mas cheia de doçura como o vinho e de palavras vivas como as da Montanha.


Fonte: http://povodearuanda.wordpress.com

Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei

Crescendo Interiormente



Um dos fatos que demonstram e comprovam ao meu ver de que vivemos numa sociedade primitiva, é a forma com que nossa cultura ensina-nos a lidar com nossas emoções.

Crescemos e somos educados não como indivíduos dotados de um corpo emocional, não crescemos ouvindo falar a respeito de um universo interior, de uma vida interior, de paz interior, muito pelo contrário, todas as nossas emoções e alegrias são adestradas para voltarem-se sempre para o exterior.

Os adultos (onde lê-se adultos nesta postagem deve-se ler "crianças crescidas e imaturas"), ensinam as crianças desde pequenas a se alegrarem através de brinquedos, jogos, cores, texturas, doces, comidas, ou seja, sempre projetadas para o exterior.

Entretanto, na adolescência e vida adulta começamos a notar a existência de diversos fenômenos que ocorrem dentro de nós, em nossa psique, e na maioria das vezes o interior se faz presente nos momentos de sufoco em que ele grita e prova a sua existência, exigindo a nossa atenção, implorando que nos voltemos para dentro de nós mesmos.

E são justamente as pessoas mais sensíveis que irão se deparar com a existência de um amplo universo interior, carente de desenvolvimento, atenção, maturidade, simplesmente porque esta dimensão humana é na maioria das vezes ignorada por nossa cultura, que de tão superficial que é, associa completamente o bem estar do indivíduo as suas conquistas econômicas e não a sua paz e a sua realização interior.

Desta forma, grande parte dos indivíduos só começam a dar a devida atenção e se preocuparem com o seu universo interior, composto de suas emoções, de sua espiritualidade, somente após sofrer reveses devido a transtornos, dificuldades de adaptação a sociedade, intenso sofrimento, depressão, transtorno obsessivo compulsivo, transtorno bipolar, dificuldades em lidar com a sexualidade, solidão,  isolamento, neuroses, drogas, alcoolismo, etc.

A princípio, para muitas pessoas, voltar-se para dentro de si é uma necessidade urgente para alcançar a cura para os seus sofrimentos e paz para os seus conflitos, no entanto, muitas pessoas depois de darem início a jornada para dentro de si mesmo, não só são capazes de superar suas mazelas, mas também de descobrir uma fonte de alegria, leveza, desapego, paz e amor próprio e genuíno. Aquilo que a princípio era para curar a fonte do sofrimento, agora torna-se a fonte da verdadeira alegria.

O caminho da mudança, da reforma íntima, da cura dos relacionamentos, do autoconhecimento e da jornada interior é um caminho envolto de grandes desafios, de aventuras, de descobertas e de profunda alegria, há uma linha divisória na evolução e maturidade deste caminhar que separa a necessidade do sofrimento para o adquirir aprendizados, ou seja, há um instante em que aprender é por si mesmo algo tão maravilhoso, que não há mais necessidade de sofrimento e de quebrar a cabeça constantemente para se aprender com os erros, passamos a aprender com a alegria e com os acertos também!

Aprender a lidar com nossas emoções e voltar-se para dentro de si, são os princípios de uma evolução humana mais ampla, contribuindo assim para que os seres humanos saia da primitividade do desenvolvimento unilateral, primário e superficial e, contribui para a humanização da sociedade, é a partir desta evolução que nos tornaremos seres mais tolerantes, dotados de compaixão, voltados para a ajuda mútua e prontos para estender a mão para todos aqueles que necessitarem de ajuda a nossa volta.

É hora de começarmos a construir novas referência de vida adulta em nossa sociedade, novos referênciais que possam estabelecer uma cultura de paz e convergência, onde os seres possam aprender que cuidar um dos outros é cuidar-se de si mesmo e de todos os seus, o mundo precisa ser curado se nós  precisaos nos curar e viver numa sociedade sadia e livre de tantos transtornos e de tanta violência.

E para isto estou aqui me dedicando a este blog, compartilhando alegrias, forças, experiência e esperanças para que possamos ajudar a curar o sofrimento coletivo que é sentido por tudo e por todos neste planeta, curando a mim mesmo eu ajudo a curar o mundo e compartilhando com todos a minha volta, desta dádiva, juntos nos tornamos uma força capaz de transformar o mundo, para isto (como diria Gandhi), que possamos ser a mudança que desejamos para o mundo, hoje e sempre!

Venha comigo, para esta longa jornada de grandes mudanças e transformações, este é um caminho de alegria, de bem-aventurança de realização! Não sou um mestre, sou apenas seu irmão, sou aquele que começou a despertar e que está aqui para ajudar a acordar aqueles que estão em busca do grande despertar, traga seus instrumentos, traga sua dança, é hora de deixar os lamentos para trás e é hora de celebrar!

Fonte: http://dedentrodamatrix.blogspot.com

Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei

Percebendo Nossas Verdadeiras Capacidades



Axé a todos! Acredito que muitas pessoas já leram o livro chamado “Você pode curar sua vida” de Louise L. Hay, ou pelo menos já ouviram falar o quanto esse livro é bom e as reais mudanças que proporciona em nossa vida.
No entanto, acredito que poucos conhecem o livro “O PODER DENTRO DE VOCÊ” da mesma autora, Louise L. Hay.
Esse livro em especial, é uma riqueza. Com uma escrita muito simples, ensina-nos a perceber nossas verdadeiras capacidades.
E é com essa intenção “Perceber Nossas Verdadeiras Capacidades” - que estarei transcrevendo semanalmente alguns trechos desse livro para que nos sirva de exemplo, lição e inspiração.
Espero que gostem e que pratiquem essa nova forma de viver, ser, estar e amar. Mesmo porque, esses ensinamentos não fogem da doutrina da Reforma Íntima tão necessária a qualquer médium.

A CULPA o faz se sentir inferior

O Poder Dentro de Você
de Louise L. Hay
Muitas vezes as pessoas lhe dão mensagens negativas, pois essa é a forma mais fácil de manipulá-lo. Se alguém está tentando conseguir alguma coisa procurando fazê-lo se sentir culpado, pergunte-se: “O que ele quer? Por que está agindo assim?” O simples fato de fazer essa indagação a você mesmo o impede de aceitar silenciosamente as pressões, como se estivesse dizendo: “Sim, sou culpado, devo fazer o que ele manda”.
Muitos pais manipulam os filhos utilizando-se da culpa apenas porque foram criados assim e não sabem agir de outra forma. Contam até mentiras às crianças só para elas terem menos vontade própria e serem mais fáceis de educar. Ao se tornar adulta, essa criança continua sendo manipulada por parentes ou amigos, pois não desenvolveu seu auto-respeito.
Muitas pessoas vivem sob uma nuvem de culpa, sentem-se eternamente erradas, incapazes de darem um passo certo e não param de se desculpar. São pessoas que não se perdoam por algo que fizeram no passado, que se menosprezam pelas coisas desagradáveis que acontecem em sua vida. Se você é desse tipo, aprenda a dizer não e a chamar a atenção daqueles que estão tentando usar seu sentimento de culpa para lhe pedir alguma bobagem. Veja bem, não estou dizendo que deva ser grosseiro ao não aceitar o jogo dos outros; treine para falar com toda a simplicidade: “Não, não posso fazer o que você quer”. Não se desculpe, ou estará dando ao manipulador a munição de que ele precisa para forçá-lo a abandonar sua decisão. Seja incisivo e explique por que acha que a ordem que lhe foi dada não é correta. Quando as pessoas perceberem que manipulá-lo é algo que não vai mais dar resultado, pararão de tentar. Lembre-se de que os outros só serão capazes de controlá-lo se você permitir. É até possível que você venha a sentir-se culpado nas primeiras vezes em que disser não, mas tenha em mente que negar em favor de si mesmo é algo que vai ficando cada vez mais fácil com a prática.
Uma aluna minha deu à luz um menino com uma doença cardíaca congênita. Ela sentia-se culpada porque acreditava que havia feito algo de errado durante a gravidez. Infelizmente, a culpa não conserta nada e só causa tristeza e aflição. Fiz essa mulher ver que ninguém era responsável pela enfermidade. Antes de encarnar neste mundo, a alma de seu filho escolhera essa experiência com o objetivo de extrair ensinamentos para ele mesmo e para sua mãe. Meu conselho foi que ela deveria amar muito o bebê, amar muito a si mesma e parar de se culpar por algo que estava fora de sua alçada, criando em torno dela e do filho um ambiente tranquilo e amoroso que possibilitaria uma futura cura.
Se você fez algo que lamenta, pare imediatamente de se culpar. Se se sente culpado por algo que fez no passado, perdoe-se. Se for possível remediar o erro, não hesite em tomar as medidas necessárias para saná-lo e evite repetir a ação. Sempre que a culpa surgir em sua mente, pergunte-se: “No que ainda acredito sobre mim mesmo?”, “A quem estou tentando agradar?” Em seguida, preste atenção às crenças da infância que vão emergindo.
Agora vamos a uma palavrinha sobre acidentes de automóvel. Em geral, as pessoas que sofrem acidentes abrigam dentro de si um sentimento de culpa em um nível muito profundo e têm uma grande necessidade de punição. Sentem que não têm o direito de se defender porque merecem castigo e, então, se tornam seu próprio juiz, júri e executor. Se você está constantemente se envolvendo em acidentes, analise-se e lembre-se de que chegou a hora de você se perdoar e assim se libertar da culpa.
Uma senhora idosa que assistiu a um de meus seminários procurou-me para contar que sentia uma culpa enorme em relação ao seu filho de meia-idade. Filho único, ele se sentia um homem totalmente retraído. A mãe culpava-se por ter sido muita rígida em sua educação, o que em sua opinião, o levara a essa condição. Expliquei a ela que fizera o melhor possível com o conhecimento e percepção que tinha na época e que o filho a escolhera como mãe antes de encarnar nesta vida. Portanto, em um nível espiritual, ele sempre soubera o que estava fazendo. Fiz com que visse também que, ao se culpar, estava desperdiçando energia com algo que não era capaz de mudar, e aconselhei-a a dizer cada vez que sentisse emergir o sentimento de culpa: “Não, não quero sentir isso. Estou disposta a aprender a me amar. Aceito meu filho exatamente como ele é”. A lição é sempre amar a si mesmo. Mesmo que não saibamos como nos amar, o simples fato de estarmos dispostos a isso já produz uma diferença. No caso dessa senhora, o que precisava era aprender a amar a si mesma, e não esforçar-se para curar o filho. Creio firmemente que cada um de nós veio a esta vida para se amar pelo que é. Uma mãe, por mais carinhosa que seja, não pode fazer isso pelo filho.
As religiões organizadas frequentemente são ótimas para fazer as pessoas se sentirem culpadas. Muitas delas chegam ao exagero a fim de manter seus fieis na linha desejada, especialmente quando eles são muito jovens. Contudo, um adulto há muito deixou de ser criança e não tem por que ser mantido em uma determinada linha. Ele é capaz de decidir em que deseja acreditar. Sem dúvida, quando toma uma atitude diferente da que foi imposta por sua religião, a criança que existe nele se sentirá culpada. Todavia, cabe ao adulto mostrar à criança que existe em qualquer pessoa que não há motivos justos para ela se sentir assim.
Quando você sufoca suas emoções cria um caos interior. Ame-se o suficiente para se permitir dar vazão às suas emoções. Deixe que seus sentimentos venham à tona. É possível que você venha a se surpreender chorando muito ou se enraivecendo, de uma maneira que lhe pareça exagerada. Além disso, é bem provável que você tenha de processar muita coisa velha acumulada em seu interior. Aconselho-o a fazer afirmações que o ajudarão a tornar esse processo mais fácil, mais suave e mais confortável, como:
Eu agora libero com facilidade todas as crenças negativas.
É agradável para mim mudar.
Meu caminho agora está se tornando suave.
Estou livre do passado.
Ao fazer essas afirmações, não julgue os sentimentos que forem emergindo, o que só servirá para empurrá-los ainda mais para o fundo. Se você está enfrentando um terrível dilema ou atravessando uma crise, repita constantemente as frases acima e afirme também que está em perfeita segurança e disposto a sentir suas emoções.
O extravasamento de seus sentimentos por intermédio das afirmações positivas trará mudanças benéficas a sua vida.

Escrito por Mãe Mônica Caraccio
Fonte: Minha Umbanda

Ogum



Olá irmãos de jornada e fé.
Esclarecendo que a minha participação neste Fórum se dá unicamente em função de enaltecer a querida Religião de Umbanda, razão maior que me orienta, em gratidão a tudo que ela já me ofereceu e presenteou nesta encarnação.
Neste sentido, desejo sempre aprender com todos os irmãos (ãs) que tem algo proveitoso a passar, sempre com respeito, com honradez, com fraternidade, com humildade.
Ensinamentos estes que coloquem em primeiro plano a mensagem de Nosso Senhor Jesus Cristo, que é o respeito, o respeito com o Divino, o respeito com o Sagrado, respeito com os seus irmãos.
Irmãos estes encarnados e os desencarnados.
Igualmente, visando e almejando a missão maior (esta é a minha meta) de sempre divulgar os bons ensinamentos, as boas novas, as lições que recebemos em nossas Casas de Caridade, terreiros, templos, centros (tenham o nome que for) advindas do Plano Superior, através dos nossos queridos Guias Mensageiros ofereço a todos um breve texto em homenagem ao Santo Guerreiro.

A MARAVILHOSA HISTÓRIA DE SÃO JORGE
De acordo com registros históricos, por volta do final do século III, São Jorge nasceu na Capadócia, onde atualmente fica a Turquia, ainda criança perdeu seu pai que morreu em combate, sua mãe o levou para a Palestina, onde possuía muitos bens, educando-o de acordo com sua condição para a carreira militar. Da formação militar, que percorreu com dedicação e habilidade, qualidades que levaram o imperador Diocleciano a lhe conferir título de tribuno. Além de sua educação militar, recebeu de sua família a formação cristã, desde sua infância aprendeu a temer a Deus e a crer em Jesus como seu salvador pessoal.
Com a idade de vinte e três anos passou a residir na corte imperial em Roma, exercendo altas funções. Por essa época, o imperador Diocleciano tinha planos de matar todos os cristãos. No dia marcado para o senado confirmar o decreto imperial, Jorge levantou-se no meio da reunião declarando-se espantado com aquela decisão.
Defendeu com tanta ousadia a fé em Jesus Cristo como o "Senhor e Salvador dos homens", provocou a ira do imperador que tentou fazê-lo desistir torturando-o de vários modos. E, após cada tortura, era levado ao imperador, que exigia que São Jorge renegasse sua fé, o que não aconteceu.
Em cada retorno das torturas era uma pregação feita por Jorge que conquistou mais admiração e seguidores dos princípios cristãos. Finalmente, Diocleciano, não tendo êxito em seu plano macabro, mandou degolar o jovem e fiel servo de Jesus no dia 23 de abril de 303.
Verdadeiro guerreiro da fé, São Jorge venceu batalhas contra as forças do mal, por isso sua imagem mais conhecida é dele montado em um cavalo branco, vencendo um grande dragão. Com seu testemunho, este grande santo nos convida a seguirmos Jesus sem renunciar o bom combate.
Todavia, se de São Jorge só possuímos os atos de martírio e mais precisamente de sua paixão, não se pode esquecer que a igreja do Oriente o chama de Grande Mártir e todos os calendários Cristãos o incluem no elenco dos seus Santos. São Jorge, além de haver dado nome a cidades e povoados, foi proclamado padroeiro de cidades como: Gênova (Itália), de regiões inteiras Espanholas, de Portugal, da Lituânia e da Inglaterra.
Seguindo, pela evolução dos tempos, a bandeira de São Jorge chega a nossas terras brasileiras, trazida pelos brancos católicos, que ensinaram aos negros escravos e índios a sua história. O negro escravo, que não possuía a liberdade de cultuar seus orixás, associava as qualidades e virtudes dos santos com as suas crenças e fundamentos, portanto devido à bravura, o espírito de guerreiro, determinado em sua fé São Jorge tornou-se Ogum, e assim ficou firmado o sincretismo.
O tempo passou, e num momento do início do século XX, a manifestação do Caboclo das Sete Encruzilhadas, tornou oficial a Umbanda, religião brasileira, o branco, o negro e o índio, como acontece com nosso povo mestiço. A partir desse momento, a visão umbandista alcançou as fronteiras intelectuais, que estudam constantemente iluminadas pelo plano espiritual.
Fundamentalmente o princípio maior na Umbanda é a prática da caridade material, social e espiritual.
Na Umbanda são consagradas sete linhas que englobam todas as forças cósmicas através da lei das afinidades.
O sétimo raio cósmico de Deus é comandado pelo Arcanjo Camael, que ilumina a Linha de Ogum.
Linha de Ogum é a Força da Lei Maior.
Chefiada por São Jorge que se divide em sete legiões.
São elas:
Ogum Beira Mar (inclusive Ogum Sete Ondas) que faz ronda da beira da praia até o alto mar;
Ogum Rompe Mato participa das energias das matas;
Ogum Megê lida diretamente com a Linha das Almas;
Ogum Naruê trabalha com toda a sabedoria contra todos os trabalhos de magia negra;
Ogum Matinata defende os campos de Oxalá, seu domínio é o espaço sideral;
Ogum Yara é a falange que ronda os rios, lagos e cachoeiras, tem sincretismo com Santa Joana D'Arc;
Ogum Delê ou Dilei - esta falange efetua sua ronda sobre o mundo. É a própria lei que liberta-nos das batalhas de diversas encarnações que interferem em nossa evolução espiritual.

A Umbanda une todos os fundamentos em diversas linguagens, mas é a força que reúne seus filhos diante do altar louvando a beleza da fé, que era a afirmação de São Jorge diante de todos os combates contra o mal da intolerância. O bom combate é carregar a bandeira do amor respeitando todos os irmãos nos seus princípios de fé.
Finalmente, por todas essas razões, Osasco tem no seu calendário turístico o dia 23 de abril, para saudação ao Senhor Ogum. SARAVÁ A TODOS.
* Este texto é de autoria do Sr. José Octavio N. Passos assessorado pela Diretora Espiritual Elizabeth M. N. Passos, da "Fraternidade Socorrista Mãe Yemanjá e Baiano Zeferino”. *

AO GLORIOSO OGUM
Autoria: Elizabeth M.N. Passos
Deus, nosso Pai Celestial, nesse momento de grande emoção, agradecemos a bênção que recebemos de tua Luz, através de sua guarda celestial chefiada por São Jorge Guerreiro, nosso glorioso Ogum.
Por todos os cantos do universo, nas estrelas, nos mares, cachoeiras e matas, em todos os caminhos encontramos sua presença e proteção, nos fortalecendo nos momentos de luta, dando esperanças pela evolução da humanidade.
Teu nome será sempre o escudo que nos defende contra a escravidão da ignorância, do egoísmo, do preconceito, pois a sua espada flamejante nos liberta das correntes do mal e da injustiça, nos religando a Deus pela força da fé no Bom Combate.
Eterno defensor da humanidade, da Grande Lei que rege os destinos do mundo, renovamos nossa confiança em ti, e em todos os seus comandados, pois temos a certeza que o Grande Criador, nos mantêm amparados pelo amor de seus bons mensageiros.
Amado São Jorge, Glorioso Ogum, revele em todos os caminhos, o verdadeiro sentido das palavras de Jesus, o amor fraterno, a tolerância à fé que nos transforma em verdadeiros filhos de Deus.
Saravá São Jorge! Saravá Ogum!

Um saravá amigo.
Octavio
http://www.maeyemanjaebaianozeferino.com.br/

São Francisco e Semiromba

São Francisco e Semiromba

São Francisco é o comandante de uma das Sub Legiões dos Caboclos de Oxalá. Apesar de receber o nome de “Caboclo” não significa que somente indígenas componham estas Legiões. A Umbanda fortalece essa nomenclatura para exaltar a mistura racial que compõe o povo brasileiro. Embora muitos espíritos prefiram plasmar sua aparência como Caboclos para melhor se identificar com a linguagem umbandista, não se afasta a probabilidade de que sejam oriundos de outras culturas e raças. No Plano Astral não existem diferenças raciais ou sexuais como conhecemos em nosso planeta, todos se identificam com a energia da Luz Divina em diferentes polaridades.
As entidades que compõem esta Sub-Legião dos Caboclos de Oxalá se apresentam como Mestres de Sabedoria e Religiosidade. A Sabedoria que reúne o ser humano com a natureza criada por Deus, através do respeito pelos ciclos e diversidades. Exercem influências em dirigentes espirituais para disseminarem a humildade e dignidade perante o que é Sagrado, despertando nas almas a compaixão e a caridade.
São Francisco representa o exemplo da libertação dos valores materiais que corroem o sentido da vida. A simplicidade e despojamento de tudo que é fútil e escraviza.
A memória do ser humano seleciona o imediato e acaba esquecendo dos exemplos que a história nos fornece. Semiromba era aquele que se dedicava por inteiro ao caminho do amor incondicional e tolerante. Esse era o nome que os desvalidos desse país usavam para glorificar a pessoa que não vivia conforme as leis desse mundo, mas sim conforme as determinações do seu chamado espiritual. Nem todo frade ou padre era Semiromba, muitas vezes eram rezadeiros, videntes ou benzedeiras que auxiliavam todos os que necessitavam de sua ajuda espiritual ou material. Ajudavam com remédios de ervas, benzimentos e que quase sempre pediam ao beneficiado por seu auxílio se voltar para fé.
Quanta informação se perdeu pelo caminho. Minha singela contribuição pode até ser questionada, mas minha parte é feita ao trazer alguns pedaços daquilo muitos já se esqueceram em nome de interesses distantes da fé. A emoção que me causa ao falar dos abnegados que cumprem sua missão conforme mandam seus protetores é a mesma quando escrevo sobre São Francisco, o grande inspirador de todos os Semirombas da Umbanda. Assim eu aprendi e guardo em meu coração.

Mãe Bebel
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Um saravá amigo.
Octavio

Defumação e Sincretismo

Defumação e Sincretismo (Matérias extraidas do Jornal de Umbanda Carismática - JUCA - edição XVII - Ano II - Janeiro de 2008)
Ninguém sabe quando a humanidade começou a usar as plantas aromáticas. Há evidência do período Neolítico de que ervas aromáticas eram usadas em culinária e medicina, e que ervas e flores eram enterradas com os mortos. A fumaça ou fumigação foram provavelmente um dos usos mais an¬tigos das plantas, como parte de ofe¬ren¬das rituais aos deuses. Gradual¬men¬te, um conjunto de conhecimentos sobre as plantas foi acumulado e passado a centenas de gerações de xamãs.

Egípcios: Inicialmente, sacerdo¬tes e sacerdotisas eram as únicas pes¬soas que tinham acesso a estas pre¬ciosas substâncias. Quando o Egito se fez um país forte, seus governantes importaram de terras distantes in¬censo, sândalo, mirra e canela. Os faraós se orgulhavam em ofe¬recer às deusas e aos deuses enormes quantidades de madeiras aromáticas, gomas, resi¬nas e perfumes de plantas, queimando mi¬lha¬res de caixas desses materiais pre¬ciosos. Todas as manhãs as estátuas eram untadas pelos sacerdotes com óleos aromáticos. Queimava-se muito incenso nas cerimônias do templo, durante a coroação dos faraós e ri¬tuais religiosos. Queimavam-se também em enterros, para neutralizar odores e afugentar maus espíritos.

Sumérios e Babilônios: Os Sumérios ofereciam bagas de junípero como incenso à deusa Inanna. Mais tarde os babilônios continuaram um ritual queimando esse suave aroma nos altares de Ishtar. Acreditava-se que a direção que a fumaça levantava deter¬minaria o futuro, se a fumaça movia-se para a direita o êxito era a resposta, se movesse para a esquerda a res¬posta era o fracasso.

Hindus e Budistas: A Aromate¬rapia tem sido uma parte essencial do ritual religioso Hindu desde o tempo dos Vedas, cuja idade pode ser estimada em 5.000 a.C. O incenso favorece um estado meditativo, por isso ele também foi incorporado pelos budistas, que são naturalmente avessos a rituais ex¬ternos. É usado na iniciação de Lamas e Monges, e é oferecido aos bons espíritos nos cultos diários.

Gregos e Romanos
Estes povos acreditavam que as plantas aromáticas procediam dos deuses e deusas. Queimavam o incenso como obrigação e para proteção das casas. Em Roma usava-se nas ruas e em especial na adoração do Imperador. O povo chegou a consumir tantos materiais aromáticos que no ano de 565 foi decretada uma lei que proibia utilizar essências aromáticas pelas pessoas, com temor de não se ter suficiente incenso para queimar nos altares das divindades.

Nativos Americanos: Os nati¬vos americanos vivem em harmonia com a terra, reverenciam-na como geradora de vida. Desde muito eles conhecem as propriedades de cura das plantas de poder, usadas em ten¬das de suor, dança do tambor, etc. Quei¬mam-se sálvia branca, cedro, pinho e resinas para limpeza de objetos de poder e rituais de adoração. São usadas para a saúde e o bem-estar da tribo. Na América do sul resina aromática de copal é oferecida ainda hoje pelos descendentes Maias e Astecas para suas divindades ancestrais.

Judeus: De acordo com o Zohar (livro sagrado para os judeus caba¬listas), oferecer incenso é a parte mais preciosa do serviço do Templo para os olhos de Deus. A honra de conduzir este serviço é permitida somente uma única vez na vida. Diz-se que quem teve o privilégio de oferecer o incenso está recompensado pela sorte com riqueza e prosperidade para sempre, neste mundo e no seguinte.

Católicos: Como esquecer a história maravilhosa dos três Reis Ma¬gos, que presentearam com o Líbano e a Mirra o Mestre Jesus, quando ele nasceu? Essas resinas aromáticas são presentes mágicos, incensos de al¬ta importância e fragrância. Em várias igrejas católicas, misturas de incensos contendo resinas de Líbano e Mirra são queimadas durante os rituais.

A fumaça aromática
Hoje se percebe um aumento do in¬teresse pelos incensos naturais de antigamente, e isso se deve ao fato que queremos que nossa casa seja um lugar mais aconchegante, convidativo e mais agradável.
A fumaça que sai do incenso é usada para santificar, purificar ou abençoar, e acredita-se que a fumaça é o mensageiro para o reino dos céus. Nossos ancestrais faziam uso de incensos em suas casas porque pensavam que podiam protegê-los das pragas e doenças. Essa teoria possui alguma verdade: incensos feitos de ervas, incluindo tomilho e capim limão, há muito são usados por suas proprie¬dades anti-sépticas e curativas. Estas e outras ervas eram queimadas em quartos de doentes, em hospitais, antes da descoberta dos antibióticos. Quando queimamos incensos naturais, molé¬culas de óleos essenciais são soltas no ar. Então elas acham seu próprio caminho, pelo sistema olfativo ou pelos poros da pele, e atuam no cérebro, onde se processa efeitos químicos que podem mudar seu ânimo, evocar boas memórias e lembranças. Essa fumaça aromática pode relaxar, estimular e aumentar nossa energia, nos levando para um momento de paz e tranqüi¬lidade.

Umbanda
A defumação é essencial para qualquer trabalho num terreiro de Umbanda, bem como nos ambientes domésticos. Este ritual é praticado com o objetivo de purificar o ambiente (terreiro/residência), bem como o corpo do médium e a assistência (pessoas que irão participar da gira), retirando as energias negativas e preparando o local para que a gira possa ocorrer em harmonia.
Para fazer uma defumação correta só precisa de carvão em brasa, dentro de um turíbulo (incensório pequeno, geralmente feito de barro). Jogue as ervas secas dentro (ou na parte de cima, dependendo do modelo de incensório) e vá defumando toda a casa. Se for para limpeza espiritual, defume sempre de dentro para fora, se for para atrair bons fluidos e dinheiro, defume de fora para dentro.

Um saravá amigo.
Octavio
www.maeyemanjaebaianozeferino.com.br

Sincretismo

Muitos irmãos umbandistas não conseguem retirar o sincretismo do ritual realizado em suas casas. Percebemos a luta incansável dos afro-brasileiros, lutando para valorizar suas origens longínquas. As raízes africanas que utilizaram do artifício associação ou sincretismo, dos santos católicos com seus Orixás, para que pudessem reverenciar suas forças ancestrais, sem repressão. Os séculos de reforço se acomodaram na transmissão oral, e de repente os brancos entraram nos terreiros. As imagens dos santos retiravam o sentimento de culpa, ou davam a tranqüilidade de serem cristãos. Os cristãos que tal quais os negros freqüentavam a igreja e os terreiros, com nenhuma restrição. A igreja era o grande símbolo de aceitação social, e até mesmo questão de sobrevivência. Quantos questionários de admissão para escolas e empresas, continham um quesito religião? Ninguém nem ousava colocar kardecista, o espiritismo da elite, todos eram católicos de batismo.
Ainda hoje muitos praticantes dos cultos afro-brasileiros cultivam esse mesmo preconceito. Os irmãos trabalhadores do candomblé que agridem verbalmente, ou moralmente, os praticantes umbandistas. Nesses tempos de liberdade de expressão, abusam-se dos ataques entre as diferentes concepções. Carregam bandeiras de pureza de culto e unificação dos rituais. Personalizar os altares para se diferenciar por categoria. Os debates devem ser voltados para se conhecer as diferenças, conviver com revelações de tantos cultos e manifestações que tanto eram escondidos.
Estamos num túnel de transição, sentimos o frio da distância da Luz Divina. Muito se esquece que a Umbanda não é patrimônio a ser repartido entre os herdeiros. A evolução da humanidade reside no principio maior da ligação fraterna, apesar de diferente.
Mesmo que seja difícil, a procura pela tolerância deveria ser constante. A Umbanda é brasileira, mas os espíritos que participam dos rituais, são de todos os cantos do mundo, e quem sabe de outros pontos do universo. Os santos, Orixás, anjos e devas, são nomes oriundos de diversas concepções, nem por isso são patrimônios ou propriedades de ninguém. Nomes não importam quando se pratica o que se aprende. Rótulos só precisam ser colocados nos venenos das discórdias.

Texto Mãe Bebel
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Um saravá amigo.

Octavio



quinta-feira, 5 de maio de 2011

Caboclo

Caboclo

_______Eternos Guerreiros

Sempre com a sua luta por sua terra e sua liberdade, desde 1.500, é não são respeitados, ainda baixa nos terreiros para poder ajudar o homem que se diz civilizados.


Homenagem aos índios do Alto do Xingu
______Definição: Caboclo

Nome masculino

1.Brasil indivíduo com um progenitor índio e outro branco;
2.figurado, pejorativo indivíduo desconfiado ou traiçoeiro

______Adjetivo

1.Relativo a caboclo;
2.Que tem cor de cobre


_______Do Tupi kari’boka, «procedente de branco»

______Kariboka, procedente do branco.

1.Mestiço de branco com índio, ou simplesmente descendente de índios.
2.Personificação e divinização de tribos indígenas segundo o modelo dos cultos populares de origem africana, paramentada, porém, com os trajes cerimoniais dos antigos tupis.
3.Espécie de vespa.

Caboco Tangerino

Caboclo é o mestiço de branco com índio; caboco, mameluco, cariboca, curiboca. Antiga designação do indígena Brasileiro.

___Tapuia, termo genérico de desprezo usado por determinados povos indígenas quando se referiam a indivíduos de outros grupos.No Brasil há o Dia do Caboclo, comemorado em 24 de junho.

_________Caboco

Caboco é o mestiço de branco com índio;Caboco, mameluco, cariboca, curiboca.Antiga designação do indígena brasileiro.

Câmara Cascudo, no Dicionário do Folclore Brasileiro, defende a forma caboco, sem o l, que

Luís da Câmara Cascudo in his graduation at th...
Image via Wikipedia

teria sido introduzido na palavra sem encontrar base nas diversas hipóteses etnológicas, como a que afirma derivar do tupi caa-boc, “o que vem da floresta”
ou de kari’boca, “filho do homem branco”.
Os caboclos formam o mais numeroso grupo populacional da região amazônica, e do nordeste como um todo.


_____Também pode ser sinônimo de:

Caboclo de cor acobreada e cabelos lisos; caburé.Caipira, roceiro, sertanejo. A figura de Jeca Tatu, criação de Monteiro Lobato, foi imortalizada na música popular, no palco e no cinema (por Amácio Mazzaropi), é o homem simples do sertão Brasileiro.

_______Entidade Cultuada no Espiritismo

Também é o nome dado às entidades lendárias indígenas, ou de manifestações de religiões como o caboclo que se incorpora nos ritos da Jure,a Sagrada Catimbó, posteriormente na Umbanda, Candomblé de Caboclo, no Catimbó, na Macumba, no Batuque no Alan Kardec.Os caboclos, na Jurema Sagrada Catimbó, são entidades que se apresentam como indígenas, e dado aos índios e ou Caboclos a grande força da religião afro-ameríndia, pois com a introdução do Homem Branco e Mestiço nas aldeias e posteriormente passando pelos atos da Pajelança, passarão as manifestações com os índios.E dentro da Correntes de índios ou Caboclos existe várias desdobramentos tais como hierarquia e clãs (tipos de povos indígenas), que apesar ser apresentarem todos como caboclos tem os seus próprios costumes.
  • Cacique
  • Pajé
  • Guerreiros
  • Caçadores
  • Pescadores

    Índios Yamonames Aldeia dos Waíukas ( Onde Rio Verde Viveu)
As entidades assim denominadas que se apresentam nos terreiros nas Giras de Jurema Sagrada são espíritos com um certo grau espiritual de evolução, Que falamos que são espíritos altos.Utilizam de cachimbos jogar o seu catimbo(fumaça) para provocar a descarga espiritual de seu médium e também do seu consulente.Alguns assoviam, outros bradam no ato da incorporação.Costumam ser bastante sérios nos seus conselhos.São considerados, portanto, grandes trabalhadores dos terreiros.Mas na Jurema Sagrada Catimbo os caboclo são totalmente sagradas e tratado com o maior respeito e reverencia pois são eles os percussores do culto afro-ameríndio.E Dando ao caboclo a responsabilidade de comandar toda a jurema sagrada, em resumo não existem caboco, mestres, mestra, ou qualquer entidade da Jurema Sagrada que tem mais força.Quando acosta nos seus discípulos cantam fala se muito pouco e quando quer dizer algo e rápido por são totalmente rudes e personalidade forte.

______Okê, Okê Caboclo

Aldeia dos Yamonames - Waíukas - No Meio da Mata Amazônica


Sarava o Príncipe das Águas Claras Pajé Rio Verde, um índio que foi um Pajé dos Yanomanis Grupo Waíukas no meio da Mata amazônica que os mais primitivos em todos os sentidos de hábitos e costumes.

Juremeiro Neto
62.8159.2112



Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei

quarta-feira, 4 de maio de 2011

ELA FAZ o que ninguém consegue fazer



Arreda homem que aí vem Mulher…
Arreda homem que aí vem Mulher…
Esse pequeno trecho do ponto que tão comumente cantamos em nossos terreiros é um dos mais significativos e expressivos quando penso em Pombagira.
Todos nós já ouvimos e lemos muitos textos sobre Exu e suas qualidades tão ativas e duais, no entanto, pouco falamos de Pombagira e pior, quase sempre quando ouvimos falar dessas Entidades de Luz a referência é com a prostituição, desejo, sexo, amarração, separação ou ainda, com a desgraça emocional e familiar.
Penso que seria muito interessante e importante para todos nós se, quando pensássemos em Pombagira, pensássemos no arquétipo Mulher, afinal, além dela ser pura expressão do feminino ela também atua e ativa a pura essência do feminino, seja nos homens ou nas mulheres.
Falando sobre o arquétipo Mulher, que é fundamental em todas as religiões historicamente firmadas, entende-se por arquétipos as tendências estruturais invisíveis dos símbolos e que criam imagens especificas. Já o sentido “Mulher” refere-se ao principio feminino que está ligado a sensibilidade, a criatividade, a lua, ao ciclo, a capacidade de viver o tempo com ritmo diferente, de receber, de acolher, de enfeitar, de proteger, de lutar pelo bem amado e a capacidade de se transformar em onça, leoa e materna. Esse princípio ainda estimula nos seres humanos o lado espiritual e a busca pelo encontro do sentido religioso, fato constatado quando percebemos a quantidade de mulheres nas instituições religiosas. Além disso, não podemos deixar de refletir sobre o contexto de liberdade, de comunidade e de força de expressão que os espaços religiosos permitem. Nesse sentido Nancy Cardoso Pereira em seu livro: Malditas, Gozosas e Devotas – Mulher e Religião (1996), afirma: “É no campo das expressões religiosas que as mulheres encontram espaços para a resistência e sobrevivência”.
Com essa linha de raciocínio conseguiremos afirmar o quanto as Pombagiras são importantes e fundamentais para nós e para a própria estrutura da Umbanda.
Elas mexem com nossas emoções, elas geram em nós todos esses princípios femininos e ainda quebram o paradigma patriarcal instituído em nossa sociedade por alguns povos e religiões milenares como o judaísmo e o catolicismo.
O medo, o desconforto, a maledicência sobre as Pombagiras deve-se pelo fato de elas atuarem nas partes ocultas e nas questões oprimidas da mulher, a exemplo, temos o desejo que ainda é um grande tabu para a maioria das pessoas, principalmente para os homens e para os mais tradicionalistas. Para muitos, “Ter Desejo” é proibido e o fato é que as Pombagiras moram na casa dos desejos, entenda desejo tudo aquilo que realmente desejamos.
Elas estão ligadas ao belo, ao que seduz e àquela que se apaixona, ao mesmo tempo remete ao que se deve ser evitado.
A própria figura da Pombagira assume toda a sensualidade subversiva e agressiva da sexualidade feminina, em contraste com a ideia do feminino passivo e submisso tão enfatizado por algumas tradições, fato refletido nas suas imagens, onde na maioria das vezes são representadas por mulheres seminuas enquanto as imagens das santas católicas estão sempre bem cobertas (vestidas) e com semblante amenizador.
É referência como propiciadora de abertura de caminhos, da renovação, da vida e da liberdade. E na sua condição de libertina, ou de quem é livre para ir e vir, fala o que pensa e o que quer, ela se comanda.
É estímulo, alegria, beleza, poder e movimento, o qual alimenta seu ‘cavalo’ e seus adoradores.
Manifestam-se tanto na lavadeira como na advogada – condições sociais para Elas não é importante; manifestam-se em mulheres fora dos padrões de beleza ditados pela sociedade e ainda assim exercem sobre os homens um estimulante fascínio e sobre as mulheres a auto-estima; manifestam-se nos Terreiros e rompem com quaisquer diferenças, pois são “apenas” Pombagiras.
A Pombagira está relacionada a tudo que é feminino, adora jóias, perfumes, batom, ouro, rosas, principalmente as vermelhas por ser a cor da paixão, do calor, do fogo. Gosta de cigarrilha e champanhe, pois traduz estímulo e alegria.
Como princípio feminino é considerada por muitos um “EXU FEMININO”, mesmo porque na África, local de origem dos Orixás, na tradição banto, o nome Exu é Bongbogirá, o que nos leva a deduzir que o termo pombagira é uma corruptela de Bongbogirá. E como princípio feminino atua de forma muito diferente do princípio masculino Exu.
Ela mexe com aquilo que Exu não consegue mexer.
Ela transforma aquilo que o vigor masculino de Exu não modifica.
Ela cria aquilo que o mando de Exu não consegue estabelecer.
Ela fala aquilo que Exu não consegue dizer.
Ela dá aquilo que todos querem, mas que ninguém é dono.
Ela faz sorrir de uma forma que homem nenhum entende.
Ela faz viver aquela mulher que toda mulher quer ser e que todo o homem quer ter.

Ela é POMBAGIRA e é melhor arredar o pé, homem,

pois aí VEM MULHER…



Escrito por Mãe Mônica Caraccio
Fonte: Minha Umbanda

A Evolução nas Palavras do Preto Velho


A Evolução nas Palavras do Preto Velho

AÇÃO e REAÇÃO

A Evolução nas Palavras do Preto Velho

Recebi este texto a alguns anos atrás, envio para compartilhar,

está como autor desconhecido, se alguém souber a autoria peço que me informe.

É uma reflexão interessante... sobre EVOLUÇÃO.


PRETO VELHO – Meu filho, você tem que evoluir, tudo evolui.

MÉDIUM – O que tenho que fazer, meu Pai? 



PRETO VELHO – Se desfaça de todos os bens materiais que você tem. Dê uma parte para os pobres e necessitados e a outra para sua mulher e filhos.

MÉDIUM – De tudo?



PRETO VELHO – Sim. E também de sua mulher e filhos. Vamos sair pelo mundo ajudando aqueles que necessitam. Andaremos de cidade em cidade, de lugar em lugar. Quando tiver fome, eu providenciarei comida; quando tiver sono, eu providenciarei lugar seco e seguro para descansar; quando tiver frio, eu providenciarei agasalho e roupas...

MÉDIUM - Não sei se posso. O senhor está pedindo muito de mim.



PRETO VELHO – Mas você não quer evoluir, chegar numa consciência maior?

MÉDIUM - Eu quero evoluir, mas tenho que perder tudo o que tenho. Largar minha família, meus amigos... Não sei se posso fazer isso para evoluir. Prefiro ficar como estou e buscar uma outra forma de evoluir. O senhor mesmo não disse que existem muitas formas de evoluir, porque só me deu esta escolha?



PRETO VELHO – Quando você disse que era necessário retirar as imagens do meu Congá que isso era necessário para que minha casa evoluísse, que eu evoluísse, não me deu escolha. Eu deixei. Quando você disse que era necessário retirar os atabaques, que isso era necessário para que minha casa evoluísse, que eu evoluísse, não me deu escolha. Eu deixei. Quando você disse que era necessário parar com as oferendas para os Orixás, que isso era necessário para que minha casa evoluísse, que eu evoluísse, não me deu escolha. Eu deixei. Quando você disse que não era preciso utilizar as guias, que isso era necessário para que minha casa evoluísse, que eu evoluísse, não me deu escolha. Eu deixei. Quando você disse que era necessário que os Guias de nossa casa parassem de beber e fumar, que isso era necessário para que minha casa evoluísse, que eu evoluísse, não me deu escolha. Eu deixei. Você procurou outras formas e outros meios na procura de uma consciência maior. Introduziu várias formas e meios diferentes dos que eu lhe ensinei, pois você começou a achá-los atrasados, primitivos. No entanto, eu pedi a você apenas uma coisa, e você diz que é incapaz. Você mudou tudo o que achou necessário, mas não soube mudar por dentro. Evolução não se faz mudando formas, fundamentos, ritos, meios... Evolução se faz de dentro para fora. Não importa o nosso modo de operar nossa magia, mas sim o que ela representa; sua essência e importância na vida dos que nos procuram; a doutrina e a responsabilidade de nossos rituais; nossos fundamentos; o respeito pelo que é nosso. Você mudou procurando o novo, mas apenas buscou novas formas de fazer velhas coisas. Coisas que você achava que eram primitivas e que não fariam você evoluir. Você hoje se baseia em outros para mostrar sua evolução e consciência: se eles mudam lá, você também muda aqui; se eles fazem lá, você faz aqui. Você fugiu das velhas formas, mas apenas buscou o moderno para fazer o velho. Você já está velho. Em breve irá partir e eu não mais o usarei como cavalo. Tenho, agora, nova missão com outro médium. Nele a tradição será mantida e o novo se fundira´ com o velho em busca da essência e não da forma.

MÉDIUM – O Senhor nunca me recriminou. Nunca disse que não.



PRETO VELHO - Se eu dissesse que não, você ficaria frustrado. Faria as coisas por fazer, sem o respeito ou os fundamentos necessários. Então eu deixei que você fizesse o que achava que era correto, pois você o faria com gosto. Na verdade, você nunca perguntou o que eu achava de tudo isso. Mas mesmo em desacordo, reconheço que você ajudou muitas pessoas.

MÉDIUM – Porque o Senhor só está me dizendo isto agora? Depois de tanto tempo trabalhando comigo...



PRETO VELHO – Você mudou tanto... Tanto que nem o reconheço mais... Só que agora você esta velho. Já está indo embora. Então vim para pedir uma última caminhada juntos, para que você encontrasse sua essência e tivesse a oportunidade de alcançar o que você buscou todos esses anos: evoluir, alcançar uma consciência com Deus.

MÉDIUM - Então todo esse tempo... Todas essas mudanças que fiz... Foram em vão?



PRETO VELHO - Não. Muitos que aqui estiveram e saíram para construir suas casas e nelas buscaram a essência daquilo que você ensinou, e que não mudaram por mudar, seguindo um caminho próprio, conseguiram encontrar uma consciência com Deus e uma evolução de dentro para fora. Você, mesmo sem saber, os ajudou.

MÉDIUM - Mas eu expulsei muitos médiuns por não quererem seguir com minha linha de trabalho.



PRETO VELHO – Eles souberam tirar o melhor de seus ensinamentos e dos meus. Eles abriram suas casas e hoje fazem Umbanda de várias formas.

MÉDIUM - Então...



PRETO VELHO - Sim. Aqueles que você dizia que ficaram no caminho; aqueles que não ficaram mudando constantemente, mas souberam degustar cada momento e perpetuar a tradição, os costumes, os fundamentos, os ritos... Eles mudaram a forma de ver o mundo e sua relação com ele. Buscaram a modernidade nas relações com os médiuns, no entendimento dos novos problemas, essa modernidade viciosa do ser humano. Utilizaram a modernidade e o novo para levar a doutrina, os ensinamentos, a palavra e o auxílio aos que necessitavam, mas souberam dar continuidade à nossa cultura e nossa forma, alcançando a essência naturalmente, gradativa. Mesmo o novo precisa de tradição para virar doutrina e buscar em sua própria forma e essência. Agora é hora de seguirmos juntos.

MÉDIUM - Mas eu não sei se posso largar tudo... Eu disse ao Senhor que não podia largar tudo o que construí, minha família, mulher, filhos, amigos...



PRETO VELHO – Olhe para baixo... O que você está vendo?

MÉDIUM – Minha família. Minha mulher, meus filhos, meus amigos... Estão à minha volta. E com lágrimas se despedem... Para onde vamos, meu Velho?



PRETO VELHO - Encontrar o seu cavalo e o Terreiro onde você irá trabalhar dando auxílio aos necessitados; conforto aos desesperados; curando os enfermos; agasalhando o frio das almas com palavras de calor e esperança; dando de beber a sede de muitas almas em busca de luz... Agora você é um de nós.

MÉDIUM - É engraçado, meu Velho. Eu busquei tanto o novo tentando alcançar a evolução que evoluí com a missão da tradição e de perpetuar o que não soube dar o devido valor. O Senhor ficará comigo? 



PRETO VELHO - Sim, e lhe darei meu nome e minha força. Te ensinarei tudo o que será necessário. O resto será entre você e seu médium. Ele é novo e muito parecido com você.

MÉDIUM – E como devo agir com ele? Também sofrerei como o Senhor sofreu comigo?



PRETO VELHO - Eu não sofri com você.

MÉDIUM - Mas o Senhor disse...



PRETO VELHO - Eu não disse que sofri. Estava preparando você para tudo isso. Às vezes só se dá o real valor a algo quando ele escorre de nossas mãos. Você vivenciou a tradição, os costumes e os novos meios, as novas formas. Adquiriu experiências diferentes. Segure minha mão... 

MÉDIUM - Estou mudando...



NO TERREIRO - “Bate tambor lá na Angola, bate tambor... Bate tambor lá na Angola, bate tambor... Os meus Pretos Velhos batem tambor... Nas minhas Almas batem tambor... Para todo povo, batem tambor... Lá na Angola, bate tambor... Bate tambor lá na Angola, bate tambor... Bate tambor lá na Angola, bate tambor...“.

PRETO VELHO - É aquele...

* O novo PRETO VELHO incorpora e um novo ciclo se inicia...

Por Alexandre Cumino

Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei
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“A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho.”


SIGNIFICADOS QUANTO AO FORMATO DA VELA



 
Cones ou Triangulares: equilíbrio, elevação.
Quadradas: estabilidade, matéria.
Estrela: espiritual, carma.
Pirâmide: realizações matérias.
Cilíndricas: servem para tudo.
Animais: para o seu animal protetor.
Lua: para acentuar sua energia intuitiva.
Gnomo: para seu elemental da terra.
Cone ou Triangulares: simbolizam o equilíbrio. Tem três planos: físico, emocional e espiritual.
Velas Cônicas: são voltadas para cima e significam o desejo de elevação do homem, sua comunicação com o cosmos.
Velas Quadradas: Simbolizam estabilidade na matéria. Seus lados iguais representam os quatro elementos: Terra, Água, Fogo, Ar.
Velas em Formato de Estrela de Cinco Pontas: É o símbolo do homem preso na matéria. Representa o carma.
Velas Redondas: Simbolizam mudança. E a energia mais pura do astral que só a mente superior alcança.