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sábado, 25 de junho de 2011

Linha do Oriente


Ao contrário das outras linhas da Umbanda, formadas por espíritos ligados às raízes do povo brasileiro, a Linha do oriente reúne espíritos de todas as partes do mundo. Esses espíritos têem em comum um altíssimo grau de desenvolvimento e uma grande capacidade de trabalhar em todas as áreas de ocultismo e alta magia, bem como nas curas espirituais.

A Linda do oriente chefiada por São João batista (24 de julho) sincretizado com Xangô. Os espíritos que a compôe se dividem em sete legiões:

. Legião dos sábios hindús e judeus, chefiada por Zartu

. Legião dos espíritos médicos e cientistas,chefiados por José de Arimatéia.

. Legião dos árabes, marroquinos eciganos, chefiados por Jimbaruê

. Legião dos chineses, japoneses, mongóis e esquimós, chefiados por Ori do Oriente.

. Legião dos egípcios, incas e astecas, chefiados por Inhoarairi.

. Legião dos índios caraíbas, chefiadas por Itaraiaci.

. legião dos romanos, gauleses e outros povos europeus, chefiados por Marcus I.

Dentre a Linha do Oriente destaca-se o Povo Cigano que, nas últimas décadas do século XX, cresceu a ponto de tornar-se objeto de devoção e culto próprio. Suas formas de trabalho espiritual são um pouco diferentes das da Umbanda tradicional: o espírito Cigano frequentemente fica ao lado do fiel, inspirando-o, mas sem incorporar. O desenvolvimento do trabalho com espírito Cigano não exige uma iniciação formal dentro de uma estrutura religiosa, pois o próprio espírito guia o fiel em um trabalho individual; também não depende de culto coletivo, sendo muito comum a devoção pessoal. Por essas razões, é comum encontrarmos pessoas que trabalham com espíritos ciganos sem fazer parte de uma casa de Umbanda.

Os espíritos ciganos trabalham com oráculos, usualmente a cartomancia, e fazem magias de amor, prosperidade, harmonia e saúde. Eles usam todas as cores do arco-íris, mas não gostam da cor preta; apreciam jóias vistosas, fitas, lenços multicores e perfumes. Seus principais objetos e símbolos mágicos são punhais, cristais, flores, frutas, espigas de trigo, moedas e cartas de baralho. São festejados no dia de Santa Sara (24 de maio), padroeira de todos os ciganos do mundo.

Pesquisa:Eneida D. Gaspar

Reforma espiritual


Existe uma série de ações que devemos ter ao longo de nossa encarnação, a fim de processar nossa reforma individual e purificar nossos sentimentos. Porém, devemos ter em mente que isso deve ocorrer em nosso pensamento e coração, promovendo a mudança de hábitos e comportamentos e, conseqüentemente, de nossa relação com o meio. Não devemos mudar pela simples imposição do meio, sem senti-la, porque será uma mudança forçada que objetiva resultados e benefícios próprios. A reforma pessoal visa mudar o eu na relação com o meio, promovendo evolução e não ganhos pessoais

Para que isso aconteça, temos que desenvolver nosso conhecimento sobre aquilo que objetivamos mudar. Atuar como médium é seguir toda uma filosofia espírita, trabalhar com uma ciência bem delimitada e nos religarmos a Deus sob a ótica da reencarnação. Tudo isso possui teorias que elucidam e nos fazem compreender a realidade dos fatos. Allan Kardec é o grande precursor desse arcabouço prático-teórico que explica ao mundo a realidade espiritual.

Suas obras são a base sólida do Espiritismo no Planeta, mas não é apenas a esse autor que devemos declinar nosso interesse e motivação. Encontramos hoje em muitos autores espíritas e espiritualistas em geral, sejam eles encarnados ou desencarnados, fontes vivas de luz e de novos caminhos necessários ao crescimento dos povos. Entre eles poderíamos citar Francisco Cândido Xavier e colaboradores, Ramatís, José Lacerda de Azevedo, entre muitos outros. O conhecimento espírita é como um botão de rosa que vem se abrindo ao mundo, revelando a cada despertar novas verdades. Por isso, não podemos considerar que nossa ciência se restrinja às informações de Kardec, apesar de seu valor e importância indescritíveis. A humanidade e o pensamento vigente evoluem e necessitam de novas técnicas e saberes.

Da teoria à prática

Adquirindo novas informações, devemos processá-las e começar a transformá-las em ações efetivas de mudança em nosso dia-a-dia, principalmente no que concerne aos ensinamentos e ao amor cristão, pois esse é o ensinamento de todos os ensinamentos, hoje e sempre. E isso não deve acontecer apenas entre as paredes dos centros espíritas. O primeiro lugar de exercício desse processo é o nosso lar. Se junto de nossos pais, irmãos, maridos, esposas, filhos e seres ligados diretamente não semearmos o respeito, a fraternidade e a caridade, não será com nossos desafetos e irmãos mais distantes que teremos facilidade de consegui-lo.

A grande família cósmica e a grande regeneração planetária acontecerão a partir da transformação das partes que a compõem, e a família é esse micronúcleo que eclode e dissemina o senso comum na sociedade.

Harmonizando nosso lar e direcionando nossas intenções à família, devemos olhar também para nossa atividade profissional. Não existem profissões com maior ou menor dignidade e nem pessoas mais ou menos capazes. O que há em nossas vidas são reencontros que visam resgatar e nos lançar mais próximos da Luz. Nosso ambiente de trabalho é o local em que passamos a maior parte de nossa encarnação e onde mantemos os reencontros mais constantes e repetitivos. Não será nos queixando e lamentando que alcançaremos com êxito nosso intento. Todos nós estaremos ali reunidos pelo mesmo padrão vibratório e pelas mesmas identificações. Se percebemos diferente, levemos todos junto conosco. Trabalhar é a essência de nossa encarnação, é transformar.

Nossa libertação dos vícios comportamentais é o próximo passo. Julgar, falar demais, criticar, mentir, omitir, ser indiferente e alheio, entre outros, são comportamentos danosos a nós e aos outros e devem ser exercitados, a fim de reduzi-los e até eliminá-los. Geralmente nossas atitudes são muito mais perigosas ao espírito do que os vícios químicos. Não que estes não sejam relevantes, muito pelo contrário, são de intensidade proporcional, entretanto, muitas vezes são mais valorizados do que os outros. Obviamente que a alimentação compulsiva, o fumo, as bebidas de álcool e qualquer outro tipo de substância psicoativa, lesam tanto nosso corpo físico quando os espirituais, mas devemos lembrar que vício é vício e existem infinitas formas de danos.

Sermos resignados sem passividade e apatia é outra forma de desenvolvimento individual. Aceitar nossa condição, lutando por um mundo e uma evolução pessoal maior e vendo o que nos acontece é o melhor para cada um e uma benção generosa de Deus.

Jesus, luz em nossas almas

Esse sem dúvida é um caminho de muita dificuldade para seres tão imperfeitos como nós. A melhor forma de conseguir um intento proveitoso é não esquecermos que, para ocorrer tudo isso, devemos estar sempre ao lado de Jesus e de nosso Pai, elevando nossos pensamentos, nossos corações e buscando nosso desdobramento espiritual para junto dos espíritos instrutores, que já estão em lugares um pouco mais elevados do que estamos hoje.

Artigo publicado na Revista Cristã de Espiritismo, edição 09.
Escrito por Clecio Carlos Gomes

Exu, Tú és detentor da sabedoria


“Abram os olhos e enfrentem hoje as trevas que vivem em vós, para amanhã não se perderes nelas. Levanta-te e enfrenta a ti mesmo, pois o bem e o mal vivem dentro de cada um, e é destacado aquele que é alimentado" - diz o Guardião.

Ao passar na encruzilhada em noite de lua cheia, no silêncio da escuridão ouvi uma gargalhada: era um homem vestido de negro, tinha um tridente na mão e usava uma capa encarnada.

Perguntei quem era, ele sorriu e falou: pra ti, meu nome é Exu, mas muitos me chamam de Fera.

Sou guardião dos caminhos, carrasco dos perdidos, vivo no mundo dos mortos, mas caminho no meio dos vivos. Conheço o bem e o mal, ajudo quem pede, se for de justiça. Puno a maldade, a vaidade e a cobiça.

LAROYÊ, EXU!

Exu: A mão esquerda do Criador


Exu na cada de Umbanda é a Lei de Deus manifestada.

Exu é a mão esquerda do Criador. O que isso significa?

É a própria Lei de Deus sendo imposta. Deus é o gerador, promotor de tudo que existe no Universo e nós temos a noção que Deus é pura bondade. Nós não podemos esquecer que toda essa bondade existe dentro de sua justiça, dentro de sua Lei. E quando Ele precisa aplicar sua Lei para que o caus não se instale nos indivíduos, nas familias, na humanidade, no universo, Ele vai ativar sua Lei.

Na nossa realidade, na Umbanda, no lado espiritual, quem transporta a Lei Divina, quem chega até nós para executar a Lei, aplicar a justiça, É EXU.

Por isso Exu é força, Exu é poder, Exu é proteção, Exu é justiça para o justo, Exu é lei para aquele que está ordenado.

O Exu pode ser o pior mensageiro, a figura do mal para aquele que é maldoso, para aquele que é cruel. Exu pode se aprensentar de uma forma cruel não para o outro, mas para o próprio individuo. Por que como justiça, Exu é neutro, apenas aplica aquilo que foi desencadeado do Criador até o individuo, por ordem do próprio individuo.

Todos aqueles que vão nos ditos terreiros de umbanda trás de todo tipo de trabalho negativo, esses já começam a desencadear uma cobrança da Lei Divina, porque este individuo está querendo promover o caus no universo, o caus na vida daquele que está sendo alvo - que já promove o que está em si mesmo o caus, o mal, as trevas - e ai, quem vai cobrar é Exu. Por isso que se tem a idéia que Exu faz, desfaz e cobra. E, se alguém desfizer um trabalho de Exu, o Exu volta com força dobrada para cobrar o individuo e esses individuos ficam escravos da ideia que toda hora tem que pagar pra Exu, e digo, que isso não são Exus, são os traficantes do astral, são as ganges, os marginais do astral, que nós denominamos de quiumbas, que se passam por Exu para poder iludir os maldosos.

Exu como a mão esquerda do Criador aplica as Leis Divina sobre todos nós.

Não se engane ao estar na frente de Exu, sua pele de cordeiro enganará Exu. Quando se está na frente de Exu, ele é o espelho que se reflete, o seu intimo, e quando exu diz as coisas para você e não gosta do que ele disse, exu manifesta o que você trás em si.

Exu não está preocupado em agradar nada e nem ninguém, porque ele é neutro no universo e ele só tem que fazer o que é certo.

Se você está compromissado em afastar o que não presta e o que é ruim em você e por conta disso trouxe companias ruim, o exu retira.

Por que assentar o Exu Guardião?


Todos os que conhecem a Umbanda e os demais cultos afro brasileiros sabem que, antes de qualquer trabalho ser iniciado, é preciso ir até a tronqueira ou casa de Exu e firmá-lo, para que ele possa atuar por fora do espaço espiritual do templo (Tenda ou Ilê Axé), protegendo-o das investidas de hordas de espíritos “caídos” que estão atuando contra as pessoas que buscam auxílio espiritual e religioso que possa livrá-las dessas perseguições terríveis.

Para que um trabalho transcorra em paz, harmonia e equilíbrio, e para que os guias espirituais possam atuar em benefício das pessoas e trabalhar os seus problemas, é preciso que tronqueira esteja firmada, porque assim, ativada, ela é um portal para o vazio relativo regido pelo senhor Exu guardião ligado ao Orixá de frente do médium dirigente do templo.

Um Exu guardião é assentado na tron­queira, e vários outros são “firmados” dentro dela, sendo que estes estão ligados a outros senhores Exus guardiões de reinos e de domínios regidos por outros Orixás.

Os outros não podem ser assentados, senão dois vazios relativos se abrem “ao redor” do espaço espiritual “interno” do templo, e a ação de um interfere na do outro.
Um só Exu guardião é assentado, e todos os outros são só “firmados” na tronqueira, pois, se dois forem assentados na mesma, a ação de um interferirá na ação do outro vazio relativo aberto no “lado de fora” do templo.

Assentar o Exu e a Pombagira guardiã no mesmo cômodo ou “casa de esquerda” é aceitável, porque o campo de ação dele se abre no “lado de fora” e o campo dela abre-se para dentro do “lado de dentro” do templo, criando apolarização com o campo do Exu guardião.

• O campo do Exu guardião é o vazio relativo que se abre no lado de fora do espaço espiritual interno do templo.
• O campo da Pombagira guardiã é o “abismo” que se abre para “dentro”, a partir do espaço espiritual interno do templo.
• Esses dois Orixás são indispensáveis para o equilíbrio de um trabalho espiritual, porque um atua por fora e o outro atua por dentro do templo.
• Um se abre para fora, repetindo o mistério das realidades, e o outro se abre para dentro, repetindo o mistério das dimensões.
• Exu retira do “espa­ço infinito” tudo e todos que estiverem gerando desequilíbrio ou causando desarmonia.
• Pombagira recolhe ao âmago do espaço in­finito tudo e todos que o estiverem desarmoni­zan­do.
São duas formas pare­cidas de atuação, mas Exu retira, e Pombagira inte­rioriza.

Comparando o espaço infinito com um vulcão, Exu seria o ato de erup­ção, quando ele descarrega a intensa pressão interna. Já a ação de Pombagira, seria a das rachaduras internas , que a pressão abre dentro da crosta, nas quais correm e acumulam-se toneladas de lava vulcânica, que se acomodam e, lenta­mente, se resfriam e se cristalizam, gerando enormes acúmulos de minérios e cristais de rochas.

Exu e Pombagira são indispensáveis aos trabalhos espirituais, porque junto com os consulentes vêm todas as suas cargas energéticas e vibratórias negativas; suas cargas espirituais e elementais que sobrecarregam o espaço espiritual interno, que deve ter essas duas “válvulas” de escape funcionando em perfeita sintonia e sincronizadas com todo o trabalho que está sendo realizado pelos guias espirituais.

Se essas “válvulas” estiverem fun­cionando bem, o trabalho realizado não sobrecarregará os guias espirituais que trabalharam pelas pessoas. Porém se não funcionarem corretamente, eles terão que recolher todas as sobrecargas e irem descarregando-as lentamente nos pontos de forças da natureza, mas à custa de muitos esforços.

Portanto, com isso entendido, espe­ra­mos que os umbandistas entendam o porquê de terem que firmar seu Exu e sua Pombagira antes de abrirem seus trabalhos espirituais.

Exu e Pombagira geram muitos fato­res e executam muitas funções na Criação e, em algumas dessas funções, formam linhas de trabalhos espirituais.

Eles também formam pares. Em algumas oca­siões são complemen­ta­res; em outras, são opos­tos; em outras, são com­plementares e opostos ao mesmo tempo.
Só pelas suas funções aqui já descritas, tornam-se indispensáveis à paz, à harmonia e ao equilíbrio dos trabalhos espirituais realizados pelos médiuns umbandistas, tanto os realizados dentro dos centros quanto os realizados fora dele.

Afinal, não são poucos os médiuns que, movidos pela bondade, vão até a residência de pessoas com graves problemas ou demandas para ajudá-las e, por não tomarem a precaução de firmar Exu e Pombagira antes de trabalhar para elas, ao invés de ajudá-las realmente, só pegam cargas que irão desequilibrá-los também.

Para se fazer um bom trabalho na residência de alguém, assim que chegar, deve-se ir até o quintal, riscar um ponto de Exu, colocar um copo com pinga, firmar as velas nos seus pólos mágicos e invocar o Orixá Exu e o seu Exu guardião, pedindo-lhes que descarreguem todas as sobrecargas e recolham todas as demandas feitas contra os moradores da casa e até contra ela.
O mesmo deve ser feito com Pomba­gira para que, só então, o médium comece a trabalhar espiritualmente, porque, aí sim, todas as cargas e demandas terão por onde ser descarregadas. E mesmo as entidades negativas que tiverem de ser transportadas para que recolham suas projeções negativas virão de forma ordenada e equilibrada, não causando nenhum problema durante o trabalho.

Quando se vai com alguém na natureza para descarregá-lo, tanto o médium deve firmar suas forças em sua casa como deve, pelo menos, firmar Exu ou Pombagira no campo vibratório escolhido, para não ter contratempo algum durante o trabalho de descarr ego na natureza.
São medidas indispensáveis para que um bom trabalho seja realizado e tudo transcorra em paz.
Esperamos ter conseguido transmitir os fundamentos necessários para que o ato de “firmar” a esquerda não seja mal interpretado, e sim visto como indis­pen­sável para que bons trabalhos sempre sejam realizados, tanto em benefício próprio quanto dos nossos semelhantes.

Como fazer uma firmeza em casa

A firmeza na tronqueira é feita sempre nas sexta-feira que é o dia de maior circulação de energia dentro da casa, o que não quer dizer que seja proibido aceder nos demais dias.

Toda a casa pode ter um tronqueira sem mesmo o dono dela seja mediun esse é um procedimento normal que todos podem invocar a qualquer hora ou dia , tomando sempre algumas precauções que mantem o ambiente livre de larvas astrais e quiumbas (espíritos sem luz)

Como se faz uma tronqueira, existem muitas formas bonitas de fazer, mas como somos e pregamos a humildade a mais comum são apenas alguns blocos e uma telha ou qualquer coisa que não seja inflamável para cobrir a casinha dos exus vamos falar assim não é necessário ponto de ferro ou ferramenta firmada e nem imagens essa foto é meramente ilustrativa e para que tenhamos uma idéia da simplicidade agora passaremos a forma de preparação após a estrutura esteja pronta.

Obs:.

A) a mesma deve ficar a esquerda de quem entra a casa do médium ou pessoa que a construiu em caso não seja possível ele será feita do lado que for mais apropriado a frente da casa pode ser tampada se assim o desejar.
B) Em caso de apartamento podemos firmar exclusivamente na quartinha sem a necessidade de fazer a casinha daí segue os passos correspondentes.

1º) a mesma deve esta totalmente limpa de qualquer resíduo;

2º) antes de iniciar as firmezas deve-se fazer um uma limpeza com folha de manga, mamona, pimenta ou espada da mesma forma que é feito o banho de uso mediúnico só que despejado na casa para que retire se ainda houver alguma energia retida;

3º) deve se após estar seca ser firmado o ponto de Exu dentro da casinha com Pemba Vermelha ou Branca não se deve utilizar de maneira nenhuma a Pemba Preta em cultos de Umbanda, caso você ainda não tenha o Ponto ou você não seja Médium você deve utilizar o ponto cabalístico abaixo que representa a Energia Originaria da linha dos Exus.

o garfo representa a Cruz de Cristo com os Braços voltados pra cima implorando o perdão de Zambi (Deus), a reta cruzando o garfo representa a ligação que ele tem direta com o Elemento Terra linha dos Mortos ou Desencarnados, essa linha curva cruzando o garfo representa a manifestação entre o Bem e o Mau dependendo da forma que você os invocou, representa também que mesmo sendo seu guardião o mesmo braço que te escora e te levanta pode te botar pra baixo ou te derrubar isso só depende de uma coisa a sua consciência.


4º) você em seguida acende uma vela vermelha em cima do ponto para Ogum pedindo que ele sendo também chefe da linha da esquerda sempre guarde os protetores daquela firmeza junto com a velas que você pretende acender caso não saiba ainda o que deve acender você pode fazer da seguinte maneira duas velas vermelhas e um preta sempre a de Ogum acima e as demais abaixo formando uma seqüência:

a) a primeira representa seu Exu Guardião seu escora;
b) a segunda representa sua Pomba Gira sua alto estima seu bem querer;
c) a terceira representa seu Exu Mirim o seu sentimento interior que as vezes está repreendido porem ele esta lá.

5º) a bebida deve ser colocada em uma quartinha de barro respeitando a seguinte ordem

a) quartinha com aba só pode ser usada para Pomba Gira;
b) quartinha sem aba é pra ser colocado a bebida do exu e exu mirim, porem você tambem pode colocar também a bebida da Pomba Gira.

6º) o charuto ou cigarro você pode colocar de pé quando der;

7º) você pode fazer caso queira a obrigação de esquerda mensal respeitando que após 24 horas a obrigação deve ser retirada do local e feito a limpeza novamente.

Obs.: Amigos, esse ponto cabalistico ele é riscado para firmar o guardião em casa, é necessário seguir certinho Ok

sexta-feira, 24 de junho de 2011

HOJE COMEMORA-SE O DIA DE SÃO JOÃO E XANGÔ


Breve biografia de São João

São João Batista nasceu no dia 24 de Junho.
Era filho de Zacarias e Isabel, e primo de Jesus Cristo.
Nasceu com a missão de preparar o caminho para a chegada do Messias.
Por esse motivo, a imagem de São João Batista é geralmente apresentada como um menino com um carneirinho no colo, pois foi ele, segundo a Bíblia, que anunciou a chegada do cordeiro de Deus, o Cristo Jesus.
Diz a história bíblica, que na antiga Judéia, as primas Isabel e Maria, mãe de Jesus, estavam grávidas.
Como moravam distantes, elas combinaram, que a primeira a ganhar bebê anunciaria a novidade acendendo uma fogueira em frente à própria casa.
Santa Isabel cumpriu a promessa quando do nascimento de seu filho, João Batista.
É considerado o último dos profetas, e o primeiro apóstolo.
Os evangelhos dizem que, ainda no ventre de sua mãe, João percebe a presença do Messias, "estremecendo de alegria" na presença de Maria, quando esta ia visitar a prima Isabel.
O evangelho de São Mateus fala das pregações e dos batismos que realizava às margens do rio Jordão, não distante de Jericó.
Foi João Batista quem batizou o próprio Cristo.
Crítico da hipocrisia e da imoralidade, João Batista condenou publicamente o fato do rei ser amante da própria cunhada, Herodíades.
Salomé, filha de Herodíades, dançou tão bonito diante de Herodes, que este lhe prometeu o presente que quisesse.
A mãe de Salomé aproveitou a oportunidade para se vingar: anunciou que o presente seria a cabeça de João Batista sobre uma badeja.
João Batista, juntamente com os profetas Elias e Eliseu, é considerado o protótipo do ideal ascético, e modelo de vida perfeita.
Podemos dizer até, que ele, João, seria o próprio Agnus Dei (o Cordeiro de Deus), portador e síntese da tradição judaica mais pura, que ardia entre os Essênios daquela época.
O valor simbólico e filosófico de João Batista, portanto, ultrapassa completamente o dogma católico:
João batizava os seus adeptos com água (ou seja, utilizando um símbolo material), mas afirmava, que o que viria depois dele "batizaria com fogo", isto é, o Espírito Santo.
João Batista é o único santo, além de Virgem Maria, de quem a liturgia celebra o nascimento para o Céu, celebrando o nascimento segundo a carne.
Na comunidade religiosa da igreja católica os missionários de São João batista, ou seja, seus membros (sacerdotes ou leigos) consagram a sua vida a Cristo, através dos votos de castidade, obediência e pobreza.
Numa atitude de acolhimento e de disponibilidade, alicerçados no Cristo da Eucaristia, os missionários de São João Batista devem tornar-se para os homens de hoje sinais do Reino e anunciar os caminhos do senhor, a exemplo do seu padroeiro.
Deste modo, o simbolismo de "Yohanan" (João em hebarico) ganha, com os séculos, uma poderosa força, que é cultivada por várias correntes gnósticas até chegar à idade média, na qual hospitalários e templários, desde a sua origem, invocam João Batista para seu patrono.
Assim, São João, o fogo e o solstício de verão, no hemisfério norte, estão indissoluvelmente ligados com uma ação, um trabalho essencialmente transformador, no qual o "Fogo Sagrado" agirá, quer como agente hermético-alquímico, quer como condição necessária para o trabalho, quer como inteligência criadora, criativa e genial, avessa a qualquer Avatar, porque não reconhece poder na Terra superior a Deus.
Anel de ligação entre a antiga e nova aliança (Moisés e Jesus, repectivamente), João foi acima de tudo o enviado de Deus, uma testemunha fiel da luz, aquele que anunciou Cristo e O apresentou ao mundo.

A tradição da fogueira nasceu antes do Cristo.
Queimar fogueiras, naquela época, significava, saudar a chegada do verão, e apenas no século VI, o catolicismo associou as comemorações pagãs ao aniversário de São João Batista.
Os portugueses no século XIII incluíram São Pedro, e Santo Antônio, e no Brasil, a data é celebrada desde 1583.

O Orixá Xangô

Xangô é a divindade que rege o fogo, o trovão, os raios, muito semelhante a Javé, Zeus, Odin e Tupã.
Pode, através da sua justiça, dispensar favores, movendo favoravelmente ventos, raios, trovões para nos defender e para ganharmos causas.
A sua Lei é como a rocha, dura, justa, cega...
Portanto, devemos pensar duas vezes antes de batermos a mão, a cabeça e clamarmos por justiça, pois se a nossa demanda for justa ele nos amparará e se não for aos rigores de sua lei seremos chamados e o seu raio de correção virá para cima de nós mesmos.
Então quando nos sentirmos injustiçados, devemos pedir que Xangô nos esclareça e se estivermos certos então que ele esclareça a outra parte e se esta não ouvir então não precisamos nem pedir, que a lei de ação e reação é automática e se cumprirá a justiça de Xangô em nossas vidas.
O santuário natural, sagrado, ponto de força e habitat, aonde costuma-se depositar oferendas é no alto de uma pedreira ou na cachoeira.
Na pedreira, com Iansã, Xangô nos traz o arrojo, a determinação, a fortaleza, a segurança, a firmeza e a sustentação.
Na cachoeira, junto com Oxum, nos purifica, nos energiza, nos dá vida, vigor, saúde e inteligência.
No esoterismo de Umbanda Xangô é o Senhor das Almas, cujo atributo é a sabedoria afim de exercer a Justiça Divina, aferindo em sua balança todas as almas.
Através da manipulação do elemento fogo, Xangô, mais do que fazer cumprir a lei kármica para todos os seres viventes, ilumina o caminho a ser seguido, bem como ajuda a libertar dos grilhões milenares dos enganos que escravizam a consciência.

Os sincretismos de Xangô na Umbanda.

No sincretismo associou-se o Xangô das Pedreiras a São Jerônimo, aquele que amansa o leão e que tem o poder da escrita e o livro onde escreve na pedra suas leis e seus julgamentos.
Protetor dos intelectuais, dos magistrados.
Já na cachoeira o sincretismo foi com São João Batista, por causa do batismo de Jesus, de lavar a cabeça na água doce para se purificar.
Com o poder do fogo de Xangô é queimado, destruído tudo o que é de ruim e ocorre a transmutação trazendo tudo o que é de bom, todo o bem possível, de acordo com o nosso merecimento.
Isso é o que pedimos nas fogueiras do mês de junho.
Alguns dizem que São Judas Tadeu, por ter um livro na mão também pode sincretizar-se com Xangô ou que tem uma linha espiritual que atua nas correntes de Xangô.
Assim, Tudo o que é ligado a trabalhos e pedidos de estudos, à cabeça, papéis, entregamos a linha de Xangô.
Xangô é o grande Rei, poderoso, autoritário, porém que tem compaixão e é justo.
Xangô tem autoridade é valente, mas tem um grande e bom coração.
O seu machado é o simbolo da imparcialidade.
É uma divindade da vida, representado pelo fogo ardente e por essa razão não tem afinidade com a morte e nem com os outros orixás que se ligam à morte.
Xangô, sincretizado com São João Batista, é também o patrono da linha do oriente, na qual se manifestam espíritos mestres em ciência ocultas, astrologia, quiromância, numerologia, cartomancia.
Por este motivo, a linha dos ciganos vêm trabalhar nesta irradiação.
Fonte: Tenda de Xango

Macumba para trazer seu amor de volta


Macumba para trazer seu Amor de volta... Preste bem atenção... porque serve para todos que procuram uma solução eficaz... serve pra ele e para ela!

Ingredientes: 
Pegue um pedaço do sofrimento que causou.

Algumas gotas de tristeza que deixou ficar.

Junte em um coração ferido pelo seu esquecimento.

Coloque tudo em uma pessoa que outrora você amou

Alias, leve também aquela rosa vermelha que esqueceu de entregar a ela

Ou talvez  os bombons que não comprou no aniversário dela.

Perfume-se com o odor dos ignorantes na arte do amor.

Velas? não precisa não vai conseguir acender a chama naquele coração novamente.

Onde fazer a macumba:

Leve tudo isso dentro de você e entregue em um jardim bonito, Onde fica?

No lugar que você deixou de levá-la um dia.

Deixe tudo no chão que gostaria de sentar-se com ela.

Deixe ali e vire-se de costa, como você sempre virou a aquela que amou.

Não olhe para trás, não vai adiantar ser curioso, não encontrará ninguém te esperando.

Depois de tudo isso feito, no dia seguinte deverá fazer a seguinte reza:

Querida amada que me abandonou

Perdoe por não satisfazê-la em seus sentimentos

Não sou merecedor do seu amor

Prometo que vou deixá-la em paz

Quando amar de novo, vou fazer de tudo

Para ser amado e não ser odiado

Não trairei mais o meu amor

Não esquecerei as datas importantes

E o mais importante é não esquecer

Quem se importa por mim.

Queridos irmãos, não existem macumbas, eu escrevi este artigo para saciar os curiosos, e também aqueles que procuram outras pessoas ou alguém para resolver os problemas que causou, a palavra "MACUMBA", neste caso é uma forma de reflexão sobre o que refletimos ao nosso semelhante através de nossos atos praticados como as pessoas, e quanto sofrem por não dar valor as pessoas nas oportunidades certas.
Na próxima vez faça tudo diferente!

Uma frase de Chico Xavier cabe aqui, disse ele um dia...

Não se pode mudar o passado, mas você pode hoje fazer o começo de um novo futuro.

Paz Amor e Harmonia

Por Emidio de Ogum

A última festa de um Preto Velho



A última festa de um Preto Velho

Assobiaram, seu Joaquim, olhou pra trás, precisou mirar um pouco mais e viu seu Benedito acenando com a mão, já era noite na senzala e todos ainda não dormiram, tem festa hoje meu velho disse seu Joaquim ancião também mas um pouco mais novo que seu Benedito.
O Velho Benedito como muitos chamavam, parou e começou a massagear a barba branca como algodão, sabia que quando tinha festa tinha fartura nas comidas que a sinhá mandava pros escravos, talvez até um pouquinho de vinho servido nas canequinhas do café pra não levantar suspeitas, mas antes do seu Benedito aceitar o convite, vamos falar um pouquinho da sua história:

Benedito nasceu em uma cidade pobre, mas nunca falou de seus pais, nasceu e já começou a trabalhar, pois somente desta parte tenho a recordação, um dia salvou uma pessoa uma certa roda de engenho soltou-se e cairia em cima de outro homem, mas Benedito segurou-a com suas mãos e corpo, era mais que tudo isso poderia suportar, mas mesmo assim conseguiu segurar e salvar seu amigo, isto custou-lhe um problema grave na coluna e por muito tempo precisou do amparo de muletas, aposentou cedo, mas que aposentadoria preferia trabalhar pois a dor ainda se estendia em seu dorso e espinha, aos poucos tirou de baixo de suas axilas tal muletas e passou a andar livremente, mas ainda com algumas dores e puxando um pouco no seu caminhar, seu Benedito foi pessoa muito boa, tinha um sonho e era ganhar no jogo e com o dinheiro ajudar alguns amigos, assim, os números fizeram parte de seus pensamentos, seus bolsos ainda encontravam-se papeis rabiscados e amassados por jogos que não jogara por falta de dinheiro, mas seu Benedito caminhou bastante, e era o que mais gostava de fazer, pois todo dia levantava muito cedo tão cedo que o dia ainda não tinha nascido, andava sempre ao encontro de amigos e sorrindo passava e contava suas histórias, estas muitos reais pois contava sobre o passado de seus amigos, pelo tempo que conhecia cada um, e feliz sorria e voltava a caminhar, em seu bolso os números que naquela semana deveria jogar, parava sua caminhada sempre no mesmo lugar, almoçava bastante, pois sua aposentadoria não dava pra jantar, certo dia isso ocorrido a minha frente, parou-lhe uma pessoa e pediu-lhe um alimento, ele deu-lhe o que quis comer e saciado pagou com uma garrafada na cabeça que por muitos anos a dor traria-lhe a lembrança.
Não foi por isso e por nada que Benedito deixou de ser uma pessoa boa, compreendia a todos e sabia perdoar, Benedito não casou esperava um dia ter a sorte pra preparar um lar com alguém que lhe ama-se.

Agora voltamos a senzala, mas porque senzala?, Benedito era negro mas não vivera naquele tempo, mas se eu disse-se que Benedito já fora um Preto Velho, você acredita?, pois é eu conheci seu Benedito em sua última encarnação e agora é um pontinho pequenino de luz, vem as vezes e vai embora ainda triste, pois a sua festa nunca começou.

Exú é Mojubá - Afinal quem são os Exús?


Exú é Mojubá !!!

Vamos falar um pouco sobre um tema bastante solicitado pelos nossos leitores: Exu! Não é à toa que muitos pedem para publicarmos artigos sobre Exu, afinal é a representação do maior mistério, da maior fonte de controversas e da maior força da nossa Umbanda. Costumo dizer que Exu faz a guerra para trazer a paz; que Exu é aquele que tudo sabe, tudo vê, tudo ouve e que sem Exu não se pode fazer absolutamente nada, conversando com muitos amigos e amigas Pais Espirituais, todos dizem a mesma coisa em dia de Gira de Exú e Pomba Gira a casa esta cheia, porque eles trazem tanta fascinação?
Ainda é um mistério para muitos mas vou dizer o que me disse um Senhor "Tata Caveira, -  Os pés de quem chega não são comandados pelas matérias, são sim comandados pelo seu interior, uma sensação e vontade de ter que ir ao encontro dos Exús é dado ao cérebro daqueles que involuntariamente pedem por uma intersecção, assim sem perceberem estão diante de nós". 

Mas, enfim, quem é Exu?

EXÚ – palavra em yorubá (Èsù) pode ser traduzida como esfera. O simbolismo do círculo é muito antigo e encontrado em várias culturas: ele representa o infinito, o que não tem começo nem fim e está em todos os lugares.

Exú é um Deus da mitologia yorubá e afro-brasileira. É a divindade mais controversa do panteão afro-brasileiro, talvez por ser o mais intrinsicamente humano de todos os Orixás. Ele é o Mensageiro dos Deuses, seu poder é o de receber e transportar os pedidos e oferendas dos seres humanos ao Orum, o mundo dos Deuses. É o Senhor dos caminhos, das encruzilhadas, das trocas comerciais e de todo tipo de comunicação. Por isso, ele é o movimento inicial e dinâmico que leva à propulsão, ao crescimento e à multiplicação.

Exu na Umbanda é Orixá, é Guardião e Guia, é força, energia e potência Divina que atua sob ação da Lei Maior, ativando e cessando nossos carmas. São espiritos iluminados que, de forma muito peculiar, conhecem nosso íntimo e nossa conduta muito mais que nós mesmos e através desse conhecer amplo é que ativam em nossa vida nossas maiores provações.

Não são duais na concepção da palavra, mas atuam vigorosamente em nossa dualidade proporcionando-nos apenas o que nos é de merecimento e, claro, que essa atuação é muitas vezes enxergada por nós como uma ação externa, como uma ação de Exu, e dificilmente como sendo nossa. Sendo assim, Exu não faz o mal, muito menos faz o que queremos ou o que pagamos, Exu não é nosso escravo ou nosso serviçal, Exu não nos deve nada, nós é que devemos a Ele.

Portanto, pedir algo a Exu, só se for proteção, proteção e proteção. Afinal, Ele já sabe o que merecemos.

DIA DA SEMANA – Segunda feira – é um dia propício para magias e rituais que invoquem paz, fertilidade, harmonia e meditação. A energia lunar do dia favorece novos começos e confere poder.

CONTAS – pretas (neutraliza/absorve) e vermelhas (ativa/irradia), reafirmando a energia da contradição de Exu.

PADÊ – palavra yorubá que significa ENCONTRO ou REUNIÃO, durante a qual Exu é chamado, saudado, cumprimentado e enviado ao além com a intenção de convocar outros deuses para a festa e, ao mesmo tempo, tem a função de afastá-lo para que não perturbe a boa ordem da cerimônia

OGÓ – bastão de Exu, é um bastão com cabaças que representa o falo. Espécie de cetro mágico com que ele se transporta aos lugares mais longínquos, tem o poder de atrair pelo seu poder magnético. Do ioruba ògo, “porrete usado para defesa pessoal”.

FALO – representa a fertilidade da vida, o poder sexual, reprodutivo e gerativo. Nas “religiões da natureza”, o sexo é um ato sagrado. E se ele é sagrado, seus frutos também são. A noção de pecado original seria uma aberração nesse sistema religioso; além disso, um dos ideais do estilo de vida iorubano era ter uma família numerosa e, portanto, o culto a Exú fazia-se essencial.

TRIDENTE – tradicionalmente divino nas culturas pagãs anteriores ao Cristianismo, por isso a cultura católica fez questão de pregar o inverso, para facilitar a conversão de seus fiéis com que esquecessem os mistérios a que tinham acesso direto. Agora o único acesso a qualquer mistério estaria na mão de um Sacerdote Católico. Podemos citar ainda os tridentes de Netuno, Posseidon e Shiva, entre outros. Tridentes mostram o valor divino concedido a eles; a trindade; o alto, o meio e o embaixo; Céu, Mar e Terra; Luz, sombra e trevas;

ENCRUZILHADA – cruzamento vibratório, representa a dualidade, a escolha, as possibilidades e o livre arbítrio.

A História de São João Batista

São João Batista, o anunciador de Cristo, nasceu na cidade de Judá a 2 a.C. até 27 d.C. Era filho de Isabel, esposa de Zacarias e prima de Maria, mãe de Jesus. Isabel haveria de dar à luz um menino, cujo nome significaria "Deus é propício". Assim foi avisado Zacarias pelo Anjo Gabriel que o visitou, anunciando a chegada do tão esperado herdeiro.


Anjo Gabriel aparece à Zacarias


Segundo a tradição, por milagre de Deus, Isabel e Zacarias; ambos de estirpe sacerdotal; geraram um filho, quando, pela idade, já nem pensavam mais que isto pudesse acontecer, uma vez que Isabel era estéril.

Maria visita sua prima Isabel


 Para a Igreja Católica, a vinda deste filho, que teve o nome deJoão, teve um significado maior: o de preparar a chegada de Cristo.


O nascimento do tão desejado filho: JOÃO


A educação de João foi muito influenciada pelas ações religiosas e pela vida no templo. Por falta de escola em Judá, coube a seus pais a responsabilidade de instruí-lo e de ensiná-lo a ler e a escrever.

Aos 14 anos, João iniciado na educação nazarita, fazendovotos que incluiam: abster-se de bebidas intoxicantes, o deixar o cabelo crescer, e o não tocar nos mortos.


Os votos do jovem JOÃO
Após a morte de seus pais, João ofereceu todos os seus bens de família à irmandade nazarita, iniciando a sua preparação para aquele que se tornou um “objectivo de vida” - pregar aos gentios e admoestar os judeus, anunciando a proximidade de um “Messias” que estabeleceria o “Reino do Céu”.

João como pastor e asceta

No ano 27, João apareceu como profeta e quando iniciou sua pregação muitos chegaram a acreditar que ele era o próprio Messias. Vestia-se como os sábios eremitas essênios da época, os quais usavam uma túnica grosseira feita de pele de camelo atada a um cinto de couro; representação da liberdade, da escolha do destino de cada um. Para que se salvassem do pecado, as pessoas recebiam, por intermédio desse profeta, a ablução nas águas do rio Jordão (ato comum entre os essênios), prática chamada de batismo, razão por que passou ele a ser conhecido como João Batista.


JOÃO pregando como profeta

João não introduziu o batismo no conceito judaico, este já era uma cerimônia praticada. A inovação de João terá sido a abertura da cerimônia à conversão dos gentios, causando assim muita polêmica. Mais tarde o batismo foi adotado pelo cristianismo.


Mas, João não só anunciou e preparou a vinda do Messias,também o batizou nas águas do rio Jordão, embora se achasse “ indigno até mesmo de desatar-lhe as sandálias”,por isso assombrou-se quando Jesus pediu que o batizasse.
JOÃO, assombrado, batiza JESUS

No momento em que Jesus saiu da águana cerimônia do batismo, abriu-se sobre Ele uma nuvem e o Espírito Santo se manifestou através de uma pomba, não como uma pomba real, mas uma visão, algo muito pessoal entre Deus e Jesus. Os relatos Bíblicos contam a história da voz que se ouviu, quando João batizou Jesus, dizendo “este é o Meu filho amado no qual ponho toda a minha complascência”. 

Manifestação do espírito Santo
no Batismo de JESUS.
JESUS definiu JOÃO assim: "Ele é mais do que um profeta. Jamais surgiu entre os nascidos de uma mulher alguém maior que João Batista". 

Foi depois do batismo que Jesus entendeu que começava então sua verdadeira missão. Passados de alguns meses, João foi preso na fortaleza de Maqueronte, mas, mesmo no cárcere, acompanhava os trabalhos de Jesus, fazendo perguntas por intermédio de mensageiros (Lucas 7, 19-29). João morreu degolado sob o governo do rei Herodes que, parecia temer sua liderança.


O profeta SÃO JOÃO Batista

João Batista é aclamado e reconhecido não só no catolicismo mas em muitas outras religiões como: noislamismo, no espiritismo, na umbanda sincretizado como Xângo; entre outras.


As Festas

Festas juninas, festa de São João ou festas dos santos populares são celebrações que acontecem em vários países historicamente relacionadas com a festa pagã do solstício de verão, que era celebrada no dia 25 de dezembro, segundo o calendário juliano (pré-gregoriano) e cristianizada na Idade Média como "festa de São João".

Festas juninas ou populares

Essas celebrações são particularmente importantes no Norte da Europa- Dinamarca, Estónia, Finlândia, Letônia, Lituânia, Noruega e Suécia; mas são encontrados também na Irlanda, na Galiza, partes do Reino Unido (especialmente na Cornualha), França, Itália, Malta, Portugal, Espanha, Ucrânia, outras partes da Europa, e em outros países como Canadá, Estados Unidos, Porto Rico, Brasil e Austrália.

Origem da fogueira

Fogueiras juninas

De origem europeia, as fogueiras juninas também fazem parte da antiga tradição pagã de celebrar o solstício de verão. Assim como a cristianização da árvore pagã "sempre verde" em árvore de natal, a fogueira do dia de "Midsummer" (25 de dezembro) tornou-se, pouco a pouco na Idade Média, um atributo da festa de São João Batista, o santo celebrado nesse mesmo dia. Ainda hoje, a fogueira de São João é o traço comum que une todas as festas de São João em grande parte do mundo!



A visitação de Maria a Isabel

Uma lenda católica cristianizando a fogueira pagã estival afirma que o antigo costume de acender fogueiras no começo do verão europeu tinha suas raízes em um acordo feito pelas primas Maria e Isabel. Para avisar Maria sobre o nascimento de São João Batista e assim ter seu auxílio após o parto, Isabel teria de acender uma fogueira sobre um monte.

A Quadrilha 

A quadrilha brasileira tem o seu nome de uma dança de salão francesa para quatro pares, a "quadrille", em voga na França entre o início do século XIX e a Primeir Guerra Mundial.

A "quadrille" veio para o Brasil seguindo o interesse da classe média e das elites portuguesas e brasileiras do século XIX. Ao longo dos séculos, a quadrilha se popularizou no Brasil e se fundiu com danças brasileiras pré-existentes e teve subsequentes evoluções.


As grandes festas juninas nordestinas

Ainda que inicialmente adotada pela elite urbana brasileira, esta é uma dança que teve o seu maior florescimento no Brasil rural (daí o vestuário campesino), e se tornou uma dança própria dos festejos juninos, principalmente no Nordeste.

Simpatias, sortes e adivinhas 

O relacionamento entre os devotos e os santos juninos, principalmente Santo Antônio e São João, é quase familiar. Esse caráter fica bastante evidente quando se entra em contato com as simpatias, sortes, adivinhas e acalantos feitos a esses santos, principalmente as vésperas de seus dias.
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Postagens populares

“A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho.”


SIGNIFICADOS QUANTO AO FORMATO DA VELA



 
Cones ou Triangulares: equilíbrio, elevação.
Quadradas: estabilidade, matéria.
Estrela: espiritual, carma.
Pirâmide: realizações matérias.
Cilíndricas: servem para tudo.
Animais: para o seu animal protetor.
Lua: para acentuar sua energia intuitiva.
Gnomo: para seu elemental da terra.
Cone ou Triangulares: simbolizam o equilíbrio. Tem três planos: físico, emocional e espiritual.
Velas Cônicas: são voltadas para cima e significam o desejo de elevação do homem, sua comunicação com o cosmos.
Velas Quadradas: Simbolizam estabilidade na matéria. Seus lados iguais representam os quatro elementos: Terra, Água, Fogo, Ar.
Velas em Formato de Estrela de Cinco Pontas: É o símbolo do homem preso na matéria. Representa o carma.
Velas Redondas: Simbolizam mudança. E a energia mais pura do astral que só a mente superior alcança.