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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
A História de Zé Boiadeiro

Umbandistas... Pensem Nisso!
ARAPORÃ - O SISTEMA DE IMPOSIÇÃO DE MÃOS DA UMBANDA
1. ARAPORÃ - O SISTEMA DE IMPOSIÇÃO DE MÃOS DA UMBANDA |
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Faltava algo que contrariava as orientações dadas por Jesus que dizia: “Imporão as mãos nos enfermos e os curarão”. Fazemos um trabalho de atendimento com orientações, descargas, passes mediúnicos, etc., mas, faltava algo que realizássemos materialmente sem o concurso da “incorporação”, pois incorporados praticamente éramos passivos na doação de fluidos regeneradores. Será que tínhamos que ficar somente incorporados para darmos uma benção fluídica para as pessoas? Será que somente com a presença de um Guia Espiritual teríamos as condições de doarmos fluidos benditos? E os servidores de um Templo que não incorporam; como poderiam auxiliar na doação energética ao próximo?
Tateou-se a prática do Passe Magnético ao modo kardecista em nosso meio, mas, não repercutia de modo satisfatório em nosso íntimo. Tentamos a prática da Cura Prânica, mas, também não repercutia de modo satisfatório em nossos corações. Mais uma vez, pela necessidade, tentamos a inclusão do Reiki e mais uma vez, não tocou nosso Espírito. O que fazer? O que esta faltando?
Foi quando, num belo dia do mês de setembro de 2004, quando estávamos a tatear o teclado do computador, sentimos uma presença espiritual muito forte, nos inspirando a escrever algo de positivo aos nossos irmãos; surgiu em nossa mente, em questão de segundos a formação de um método de imposição de mãos que viria a suprir nossas necessidades de auxílio ao próximo.
Era o querido e amado Pai Jacob que nos intuía e nos instruía a formação de um método de imposição de mãos, o Passe Magnético umbandista, onde o amor Divino se manifestaria.
As informações vieram numa enxurrada de sabedoria. Pai Jacob nos esclareceu mais ainda, sobre a atuação da Linha do Oriente na Umbanda.
Reparamos que, a Umbanda em seu início foi fundamentada e plantada em solo brasileiro pelo imenso esforço da Linha do Oriente. Muitos Guias Espirituais desta linha se manifestaram, mas logo se afastaram das comunicações através da mediunidade psicofônica, ficando na retaguarda, sustentando todo o desenrolar da religião recém formada. Em nosso Templo, através da mediunidade da Mãe Alice, tivemos a grata satisfação de estarmos sempre em contato com dois dos dirigentes astrais de nossa casa, o Maharajh e o amado Pai Jacob que trabalharam por 56 anos, incorporados, em trabalhos doutrinários e caritativos de cura.
Mas sempre perguntávamos: Porque não ocorrem mais as manifestações mediúnicas nos Templos Umbandistas da Linha do Oriente? Quais são as reais atividades desta linha de trabalho espiritual dentro da Umbanda? Ao que se destina?
Elevado em nosso pensamento e emocionado em nossa alma, em minutos recebemos a inspiração da formação do “Araporã – A Cura pelo Amor”, que viria trazer a benção da canalização energética e aplicação dos Fluidos Cósmicos Universais, dos Fluidos Magnéticos e dos Fluidos da Natureza, a fim de ser ensinado nos Templos Umbandistas e seus filhos pudessem se beneficiar de suas aplicações.
Logo após, para a nossa alegria, vieram a Senhora Kuan Shih Yin e o Senhor Mahababa, Venerandos da Confraria dos Magos Brancos do Oriente, que nos esclareceram que o Araporã seria a manifestação de trabalho desta Confraria na Umbanda; ou seja, a atuação da Linha do Oriente.
Grande alegria se apossou de nossos corações, pois agora sim, estava em nossas mãos uma técnica de Passe Magnético da Umbanda que, como Umbandista, tocava a nossa alma. Em um mês estava pronta toda a base teórica e prática do Araporã, o qual dispomos a todos os que tiverem boa vontade de servir a Deus a Jesus e aos Sagrados Orixás.
Eis aqui então meus amados irmãos, o Araporã – A Cura pelo Amor, um método de imposição de mãos a ser praticado na Umbanda; a presença divina da Confraria dos Magos Brancos do Oriente.
2. MENSAGEM DO VENERANDO MAHABABA |
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É com grande alegria no coração, que me dirijo a vós, como portador do amor sublime do Divino Criador, que pela Sua Misericórdia, permitiu se abrir mais um eficiente método, onde todos poderão ser instrumentos da Sua paz, do Seu amor e da Sua vontade. Mais uma vez, o Ser Divino nos presenteia com a Sua Bondade, enviando-nos o Araporã, onde a cura em todos os níveis se sucederá através do amor.
Uma vez que tenhamos pressentido o Ser Perfeito que esta sobre o mundo e em nós mesmos, decidiremos abandonar nossos defeitos e o inimigo que toma a forma do desejo por coisas materiais. Dominaremos nossas paixões.
Não façamos somente o bem; sejamos bons. Renunciemos aos frutos de nossas obras, mas que cada uma de nossas ações seja como oferendas ao Ser Supremo.
Aquele que se rende a Deus alcança a perfeição.
Unidos espiritualmente, alcançaremos a sabedoria espiritual que está acima do culto das oferendas e sentiremos uma felicidade divina, porque aqueles que encontram em si mesmo sua felicidade, seu gozo e, ao mesmo tempo, também sua luz, são um com Deus. Por isso, o Araporã se transformará numa fonte inesgotável de amor, espargido sobre todos, onde se fará, sempre, à vontade e a presença Divina.
Então, conclamamos a todos, que se interiorizem, deixem de lado o orgulho, a vaidade e o personalismo, unam-se num só ideal que é servir a Deus de todas as formas e com toda a sua força.
Por isso, nós, da Confraria dos Magos Brancos do Oriente, estaremos à disposição de todos aqueles que por amor, desejam servir ao Ser Supremo e através do Araporã, estaremos doando os eflúvios Divinos emanados da Consciência Suprema, com todo o amor e todo o carinho.
Sejam bem vindos ao trabalho do Araporã, a cura pelo amor, a manifestação de Deus na vida de todos.
Mahababa
Venerando da Confraria dos Magos Brancos do Oriente
Maha: significa grande. Baba: Significa Pai. Portanto, Mahababa quer dizer: “Grande Pai”. Este grande Espírito declinou o nome como foi conhecido no mundo, preferindo ser chamado me Mahababa. Só podemos dizer que em vida, ele foi um grande luminar indiano, e continua seu trabalho espiritual e caritativo no Astral, dando grande aporte a Corrente Astral de Umbanda.
Pai Juruá
Sacerdote do Templo da Estrela Azul
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Defesa Psíquica com Arruda e Guiné
Uma outra visão…
Axé… Puxa, que gostoso receber o carinho de todos vocês, fiquei muito feliz com cada mensagem, comentário e claro, torcida. Estou na maior adrenalina com o TCC que irá para banca examinadora semana que vem junto com o fechamento do JUCA (o nosso Jornal Umbanda Carismática). Ufa… Só por Ogum, ou melhor, SÓ COM OGUM!!!
Falando em Ogum, lembrei que dias atrás, durante a aula de mediunidade que ministro aqui no terreiro falei sobre a importância da função de cada um dentro de uma gira, falei que todos são importantes, que cada ponto da Casa, como a cantina, a porta, tem um valor singular e que os trabalhos religiosos do qual participamos, independente da posição que exercemos, são momentos únicos, que além de recebermos tantas bênçãos, podemos refazer nossas vidas passadas, “pagar” nossas dívidas e propiciar o bem a qualquer pessoa, a qualquer espírito, independente de interesses ou necessidades.
Com essa linha de raciocínio propus uma reflexão sobre nossas vidas passadas e o reconhecimento de que somos espíritos ainda em evolução e portanto todos nós falhamos em alguns momentos e aspectos de nossas vidas, seja nas vidas anteriores ou nessa, afirmei então que, consequentemente temos nas giras de Umbanda, com todo seu imenso trabalho espiritual assistencial, uma possibilidade incomensurável para sanar nossas “dividas” passadas independente da função ou capacidade mediúnica. Ou seja, não somente o médium de incorporação está sendo favorecido pela espiritualidade superior, mas todos. Portanto, podemos pensar, por exemplo, que a função do porteiro no terreiro não é apenas de estar na porta, mas sim abrir as portas de uma casa santa, abrir as possibilidades para o espírito, abrir o Sagrado. É propiciar melhoras a desconhecidos, é propiciar a ação da espiritualidade, é propiciar a ‘abertura de vida’ a pessoas que talvez, em vidas passadas, tiveram sua vida fechada pelo próprio médium que agora tenta corrigir seus erros, da mesma forma podemos pensar na condição do médium que fica na cantina servindo lanches. Esse médium não apenas serve lanche, esse médium alimenta, serve, sorri, ações e situações que talvez retratem momentos de vidas passadas desse médium que, por algum motivo, propiciou a fome, a sede, a avareza, enfim…
Logo, só posso entender como Sagrado cada ponto de meu Terreiro, como belíssimas oportunidades cada momento que estou dentro do Terreiro, como grandioso cada posição e cada situação que vivencio dentro do Terreiro.
Faço essas afirmativas pois muitos médiuns, por muitas vezes, reclamam de suas posições dentro do terreiro, acham que o bom, que o importante é estar incorporado, e que de antes disso, ou até isso acontecer, o terreiro e o trabalho que realiza não tem muito valor. Aliás, têm pessoas, médiuns e consulentes, que pensam que o trabalho espiritual só acontece dentro do congá, com a gira aberta e no momento em que se está em frente da Entidade espiritual, o que é um grande engano!
Sei que essas atitudes e pensamentos acontecem por falta de orientação, portanto, vou transcrever um trecho do livro “RECANTO DE LUZ” inspirado pelo espírito Eusébio ao médium Luis Carlos Rapparini, que apresenta com clareza um pouco da grandiosa dimensão que a espiritualidade trabalha.
Aliás, assim como fiz no dia de aula, recomendo a leitura desse livro que, de forma simples e objetiva, narra a história de um espírito aprendiz da doutrina kardecista, que cheio de ‘conceito próprio’, é designado estagiar num centro de Umbanda, uma tarefa difícil, mas que devido a paciência e bondade das Entidades Espirituais, esse espírito começa a enxergar a grandeza dos trabalhos que acontecem dentro de um Terreiro.
Dessa forma, lendo esse livro vocês terão belíssimas explicações de como acontece, como funciona, como agem os Guias da Umbanda e os Terreiros quando vistos do Alto.
Claro que para nós, aqui embaixo, essa leitura propiciará uma outra visão sobre as ações e nos remeterá a uma responsabilidade muito maior, afinal o Saber exige atitude, não é mesmo?
Portanto, EU RECOMENDO!
Recanto de LuzObra mediúnica inspirada pelo espírito Eusébioao médium Luis Carlos Rapparini-Faltavam dez minutos para as vinte horas, quando um estranho alarido chamou-nos a atenção. Granjearam entrada para inúmeras entidades de aspecto sofredor e fisionomias amarguradas. Parecia que tinham recolhido todos os mendigos, abandonados e desfavorecidos de toda a sorte daquelas redondezas. Eles deixavam-se conduzir sem qualquer percepção do cuidado e carinho de que eram cercados; eram incapazes de reconhecer o local em que estavam entrando; suas mentes estariam, certamente, fixadas nas reminiscências desagradáveis que aquele estado tão desgraçado havia provocado.
A atmosfera balsamizante, que eu tanto havia admirado momentos antes, não os afetou de nenhuma forma. Confusos, deprecantes, lamurientos, todos eles foram mantidos em local apropriado, limitados por largas faixas de barreiras magnéticas. Pouquíssimos, notando a existência dessas barreiras, exclamavam-se presos e rogavam por liberdade. As entidades tutelares que os acompanhavam, de semblante austero e lábios silenciosos, assumiram posição de vigilância, confundindo-nos quanto à sua intenção: se era evitar a saída de algum deles ou a entrada de outras entidades naquele local.
Até então os demais quatro espaços permaneceram vazios.
- É mínimo o número de visitantes encarnados, você não acha? Já está quase na hora de começar e vemos tão somente aquelas duas jovens senhoras – retruquei ao meu parceiro.
- Sim, Eusébio. Também noto alguma displicência no grupo de médiuns, pois daqui podemos ver aqueles outros quatro irmãos lá fora em jocosa conversação. Ah, se os “vivos” pudessem perceber a extensão dos trabalhos “neste lado”. Decerto ficariam envergonhados com tal procedimento se pudessem ver-nos. Como encarariam saber que as suas sessões, nem bem iniciadas, já contam com o esforço e a dedicação de mais de vinte entidades do nosso plano? Como agiriam sabendo que dezenas de sofredores e mais outros tantos aprendizes, como nós mesmos, hoje estão a observar-lhes as atitudes, exprobrando-lhes ou vangloriando-lhes os méritos? Pensam eles que o único trabalho levado a efeito é o da incorporação?
Os questionamentos de Cláudio têm razão de ser: a organização, a estrutura, os esforços e a dedicação de tantos espíritos esclarecidos demonstram que a Doutrina Espírita deve ser compreendida e praticada muito além do exercício de fenômenos e habilidades mediúnicos.
Nosso orientador, o assistente Jerônimo, repete-nos perseverantemente a importância de buscar e oferecer a renovação interior dos homens, para a construção de um mundo mais ditoso. Em última análise (e até sob certo ponto de vista uma análise egoísta) será nossa própria herança em reencarnações futuras.
Pontualmente às vinte horas, aquela que nos parecera ser a médium dirigente dos trabalhos rogou a atenção dos presentes – ao todo, quatorze médiuns, oito visitantes encarnados e mais de quarenta desencarnados – para a leitura de um texto do admirável Emmanuel, psicografado por Chico Xavier. Enfim, sentíamos a expectativa do início de um importante estudo, cujos objetivos, ainda incógnitos, pressentíamos que seriam inesquecíveis. E jamais poderemos olvidar nossa relutância em superar pequenos dois degraus.
-
Ééé… Como vimos os trabalhos não acontecem somente dentro do congá, com a gira aberta ou na frente do Guia; como vimos os consulentes de um Terreiro não são apenas os encarnados; como vimos uma gira não é algo simples. Só mesmo com muito respeito, orientação, determinação e boa conduta para se manter firme e forte na Umbanda.
Só mesmo com muito Axé e Disciplina.
Axé é força pulsante, energia vibrante e quente; Disciplina é atributo da ordem, da conduta e da retidão, portanto, Só por Ogum, ou melhor, SÓ COM OGUM!!!
Axéééé…
Escrito por Monica Caraccio
Fonte: Minha Umbanda
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“A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho.”






