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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Sobre Os Nossos Amigos Boiadeiros

São espíritos de vaqueiros, posseiros, capatazes, cangaceiros e
espíritos afins.
Sabem que a prática da caridade os levará a evolução, trabalham
incorporados na Umbanda, Quimbanda e Candomblé.
Fazem parte da linha de caboclos, mais na verdade são bem diferentes
em suas funções.
Formam uma linha mais recente de espíritos, pois já viveram mais com
a modernidade do que os caboclos, que foram povos primitivos. Esses
espíritos já conviveram em sua ultima encarnação com a invenção da
roda, do ferro, das armas de fogo e com a prática da magia na terra.
Saber que boiadeiros conheceram e utilizaram essas invenções nos
ajuda muito para diferenciarmos dos caboclos.
São rudes nas suas incorporações, com gestos velozes e pouco
harmoniosos.
Sua maior finalidade não é a consulta como os Preto-velhos, nem os
passes e muito menos as receitas de remédios como os caboclos, e sim
o "dispersar de energia" aderida a corpos, paredes e objetos.
É de extrema importância essa função pois enquanto os outros guias
podem se preocupar com o teor das consultas e dos passes, existe essa
linha "sempre" atenta a qualquer alteração de energia local (entrada
de espíritos).
Quando bradam alto e rápido, com tom de ordem, estão na verdade
ordenando a espíritos que entraram no local a se retirar,
assim "limpam" o ambiente para que a prática da caridade continue sem
alterações, já que a presença desses espíritos muitas vezes
interferem nas consultas de médiuns conscientes.
Esses espíritos atendem a boiadeiros pela demonstração de coragem que
os mesmos lhes passam e são levados por eles para locais próprios de
doutrina.
Outra grande função de um boiadeiro é manter a disciplina das pessoas
dentro de um terreiro, sejam elas médiuns da casa ou consulentes.
Costumam proteger demais seus médiuns nas situações perigosas. São
verdadeiros conselheiros e castigam quem prejudica um médium que ele
goste. "Gostar" para um boiadeiro, é ver no seu médium coragem,
lealdade e honestidade, aí sim é considerado por ele "filho". Pois
ser filho de boiadeiro não é só tê-lo na coroa.
Trabalham também para Orixás, mais mesmo assim, não mudam sua
finalidade de trabalho e são muito parecidos na sua forma de
incorporar e falar, ou seja, a energia emanada pelo Orixá para quem
trabalha é apenas um critério interno e obrigatório dentro do
próprio "Ori" - pois na verdade todos são braços de Omulú.
Exemplificando essa idéia: Um boiadeiro que trabalhe para Ogum é
praticamente igual a um que trabalhe para Oxossi, apenas cumprem
ordens de Orixás diferentes, não absorvendo no entanto as
características deles.
Dentro dessa linha a diversidade encontram-se na idade dos
boiadeiros. Existem boiadeiros mais velhos, outros mais novos, e
costumam dizer que pertencem a locais diferentes, como regiões por
exemplo: Nordeste, Sul, Centro-Oeste, etc…

Fonte: Arquivo do Grupo Boiadeiro Rei

Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei

Yemanjá

Yemanjá Asdgba ou Soba,Akurá,Ataramaba,Ataramogba ou Iyáku,Ayio,IyaI,Odo,Maleleo ou Maiyelewo,,Konla,oyo, Awoyó; Yemuo; Yá Ori ou Iemowo, Masemale ou Iamasse,Ogunté,Olossá ou Bosá,Sessu, Sesu, Yasessu ou Susure,Yinaé ou Malelé

Origem e História


No Brasil, é muito venerada, e seu culto tornou-se quase independente do CANDOMBLÉ. É representada como uma sereia de longos cabelos pretos. Rege a maternidade, é mãe dos peixes que representam fecundidade. Seu dia é sábado. Nas grandes "obrigações", são oferecidos cabra branca, pata ou galinha branca. Gosta muito de flores e é costume oferecer-lhe de quatro a sete rosas brancas abertas, que são jogadas ao mar para agradecimento. Sua cor é o branco com azul. Usa um ADÉ com franjas de miçangas que esconde o rosto. Leva na mão o BÉBÊ -- leque ritual de metal prateado de forma circular, com uma sereia recortada no centro.
YEMANJÁ, por presidir a formação da individualidade, que como sabemos está na cabeça, está presente em todos os rituais, especialmente o BORI.
È a rainha de todas as águas do mundo, seja dos rios, seja as do mar. Seu nome deriva da expressão YéYé Omó Ejá, que significa, mãe cujo filhos são peixes. Na África era cultuada pelos egbá, nação Iorubá da região de Ifé e Ibadan onde se encontra o rio Yemojá. Esse povo se tranferiu para a região de Abeokutá, levando consigo os objetos sagrados da deusa, e foram depositados no rio Ogum, o qual, diga-se de passagem, não tem nada a ver com o Orixá Ogum, apesar de no Brasil Yemojá ser cultuada nas águas salgadas, sua orígem é de um rio que corre para o mar. Inclusive, todas as suas saudações, orikís e cantigas remetem a essa orígem, Odó Iyà por exemplo, significa mãe do rio, já a saudação Erù Iyà faz alusão às espumas formadas do encontro das águas do rio com as águas do mar, sendo esse um dos locais de culto a Yemonjá.

Yemonjá é a mãe de todos os filhos, mãe de todo mundo; É ela quem sustenta a humanidade e, por isso, os órgão que a relacionam à maternidde, ou seja, sua vulva e seus seios chorosos, são sagrados.

Yemonjá que se estende na amplidão,
Aiyabá que vive na água funda,
Faz amata virar estrda,
Bebe cachaça na cabaça,
Permanece plena em presença do rei.

Yemonjá se vira quando vem a ventania,
Gira e rodopia em volta da vila.
Yemonjá descontente destrói pontes.
Come na casa, come no rio...

Mar, dono do mundo,
Que sra qualquer pessoa.
Velha dona do mar.
Fêmea flauta, acorda em acordes na csa do rei,
Descansa qualquer um em qualquer terra.
Cá na terra, cala-à flor-dàgua, fala...
Yemonjá é o espelho do mundo, que reflete todas as diferenças, pois a ãe é sempre um espelho para o filho, um exemplo de conduta. Ela é a mãe que orienta, que mostra os caminhos, que educa, e sabe, sobre tudo, explorar as potencialidades que estão dentro de cada um, como fez com os guerreiros de Olofin, mostrando o quanto eram bons em seus ofícios, mas dizendo, ao mesmo tempo, que a guerra maior é a que travamos contra nós mesmos.

Yemonjá foi violentada por seu próprio filho, Orugan; Dessa relação incestuosa nasceram diversos Orixás e deus seios rasgados jorraram todos os rios do mundo. Yemonjá acabou se desmanchando em suas próprias lágrimase trasformando-se num rio que correu em direção ao oceano. Por tanto não é por acaso que as lágrimas e o mar tem o mesmo sabor.

Dissimulada, e aridlosa, Yemonjá faz uso da chantagem afetiva para manter os filhos sempre perto de sí.vÉ conciderada a mãe da maioría dos Orixás de Orígem Iorubá. É o tipo de mãe que quer os filhos sempre por perto, que tem uma palavra de carinho, um conselho, um alívio psicológico. Quando os perde é capaz de desequilibrar-se completamente.

Yemonjá é a mãe que não faz distinção dos seus filhos, sejam como forem, tenham ou não saído de seu ventre. Quando humildemente criou, com todo amor e carinho, aquele menino cheio de chagas, fez irromper um grande guerreiro. Yemonjá criou Omulu, o filho de senhor, o rei da terra, o próprio SOL.
Notas bibliográficas
Candomblé. A panela do segredo - Pai Cido de Osun Eyin - 2000

São 16 as qualidades, e por possuírem características tão próprias, há quem chegue a considerar que se trata de orixás individuais (independentes) das outras qualidades. Aqui, no entanto, e por não haver concenso quanto a esta questão, e muito estudo e pesquisa ser ainda necessário, vamos encarar como qualidades de um único orixá, tal como fazemos com todos os outros.
Yemanjá Asdgba ou Soba: É a mais velha, manca de uma perna devido a uma luta com Exu, rabugenta, e feiticeira, fala de costas, gosta de fiar seu cristal. Comanda as caçadas mais profundas do oceano, tem afinidade com Nanã. Veste branco.
Yemanjá Akurá: Vive nas espumas do mar, aparece vestida com lodo do mar e coberta de algas marinhas. Muito rica e pouco vaidosa. Adora carneiro. Come com Nanã.
Yemanjá Ataramaba: Nessa forma ela está no colo de seu pai Olokun.
Yemanjá Ataramogba ou Iyáku: Vive na espuma da ressaca da maré.
Yemanjá Ayio: Muito velha. Veste sete anáguas para se proteger. Vive no mar e descansa nas lagoas. Come com Oxum e Nanã.
Yemanjá Iya Masemale ou Iamasse: É a mãe de Xangô e quem cuidou de Oxumarê. Esposa de Oranian e muito festejada durante as festas consagradas a seu filho Xangô. As suas contas são branco leitosas, rajadas de vermelho e azul.
Yemanjá Iyemoyo, Awoyó; Yemuo; Yá Ori ou Iemowo: É uma das mais velha, possui ligação com Oxalá, o seu fundamento está no ori, representa a vida, pode curar doenças da cabeça. Veste branco e cristal.
Yemanjá Konla: O seu mito conta que ela afoga os pescadores.
Yemanjá Maleleo ou Maiyelewo: Esta Yemanjá vive no meio do oceano no lugar onde se encontram as sete correntes oceânicas.
Yemanjá Odo: Tem aproximação com Oxum, e vive na água doce sendo muito feminina e vaidosa.
Yemanjá Ogunté: Considerada a nova guerreira, dona da espada, esposa de Ogum ferreiro (Alagbedé) e mãe de Ogum Akorô e Oxóssi. O seu nome significa aquela que contém Ogum. Vive perto das praias, no encontro das águas com as pedras. Traz na cintura um facão e todas as ferramentas de Ogum. Veste branco; azul marinho, cristal, ou verde e branco.
Yemanjá Olossá ou Bosá: Come com Oxum e Nanã. Veste verde-clara e suas contas são branco cristal. É a Yemanjá mais velha da terra de Egbado.
Yemanjá Oyo: Benéfica, muito feminina, saudada na cerimónia do Padê, veste de branco, rosa e azul claro.
Yemanjá Saba: Fiadeira de algodão, foi esposa de Orunmilá.
Yemanjá Sessu, Sesu, Yasessu ou Susure: Ligada à gestação. Voluntariosa e respeitável, mensageira de Olokun, o deus do mar. Vive nas águas sujas do mar e é muito esquecida e lenta. Come com Obaluaiyê e Ogum. Além do próprio assentamento, tem que se assentar Oxum e Obaluaiyê. Veste branco, verde água e suas contas branco cristal.
Yemanjá Yinaé ou Malelé: Aquela que os filhos sempre serão peixes. Também conhecida como Marabô, mora nas águas mais profundas. É a sereia, ligada à reprodução dos peixes; vem sempre a beira do mar apanhar as suas oferendas; está ligada a Oxalá e Exú.


Fonte: Arquivo do Grupo Boiadeiro Rei

Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Faculdade de Umbanda

diplomaAcademia de misticismo

Aberta em São Paulo a primeira faculdade de teologia umbandista do país


diploma_md_wht.gif (6319 bytes)Terreiros, som de atabaques, despachos em encruzilhadas... Quando se fala da umbanda, essas são as idéias que vêm à mente da maioria das pessoas. Mas um grupo de praticantes e especialistas resolveu dar ao mais popular rito sincrético do país um caráter acadêmico. Eles criaram, em São Paulo, a Faculdade de Teologia Umbandista (FTU), primeira escola do gênero no país. No currículo, um conjunto de disciplinas bastante variado, que vai desde as básicas como português, sociologia e filolsofia, até outras bem específicas – e estranhas para quem não é iniciado –, como botânica umbandista, biologia espiritual e medicina umbandista. Há até uma cadeira chamada administração templária, que visa ensinar aos alunos como montar e dirigir um terreiro. Quem completar o curso, de quatro anos, vai sair com graduação de bacharel em teologia umbandista.
A criação da FTU foi autorizada pelo Ministério da Educação.


Leia mais em Mais Informações


Desde 1999, a teologia é uma carreira reconhecida pelo órgão como curso de nível superior, mas até agora, as instituições credenciadas a funcionar tinham currículo voltado apenas ao cristianismo, seja católico ou protestante. A FTU já está com inscrições abertas para seu vestibular, que selecionará a primeira turma de 50 alunos. As aulas começam em março e por enquanto serão ministradas apenas no período noturno.
A faculdade conta com um corpo docente composto por mais de 20 professores, alguns com mestrado ou doutorado em diversas áreas. O médico neurologista Roger Soares, 35 anos, mais conhecido como mestre Araobatan, faz parte da equipe. “Durante muito tempo, a umbanda foi vista como cultura da periferia. Queremos mostrar que ela, como religião, é um sistema de conhecimento integral e, portanto, pode se harmonizar com os preceitos científicos e ser transmitida academicamente”, sustenta o médico, que concordou em atender a reportagem de ECLÉSIA com alguma reserva – ele não se permitiu fotografar.

‘Preconceitos’ – Para o professor, que vai lecionar a disciplina sistemas religiosos, a criação da FTU é passo importante para “acabar com os preconceitos” contra a umbanda e seus praticantes: “Trata-se de um dos credos mais democráticos que existem. Está inserida em todas as camadas da sociedade.” A estrutura física da escola não deixa a desejar. Além das salas de aula, conta também com sala de leitura, anfiteatro, cantina, biblioteca com mais de cinco mil livros, estúdio de televisão com ilha de edição e área livre para convivência nos intervalos. O lado espiritual também não foi esquecido – são dois santuários no templo público, além do Santuário do Templo Iniciático. A maior parte dos recursos ainda vem de doações, mas o compromisso em prol da causa parece vir em primeiro lugar. Pelo menos no começo, os professores serão voluntários. Aos poucos, a idéia é de que boa parte dos gastos seja custeada pela mensalidade de R$ 350,00.
Diferente do que pensam muitos, a umbanda não é uma crença de origem africana. Ela surgiu no Rio de Janeiro, no final do século 19, a partir da libertação dos escravos. Sincrética, mistura elementos do candomblé e do catolicismo com religiosidade indígena, cultos afro-islâmicos, espiritismo e até filosofias orientais (ver quadro). A FTU, ligada à Ordem Iniciática do Cruzeiro do Sul, uma das várias em que se organiza a religião, afirma em seu site que há “enorme demanda” em conhecer as crenças umbandistas. Outra proposta do curso é formar e qualificar obreiros para os trabalhos religiosos.
De acordo com o professor Roger, o objetivo da instituição vai mais além. “Existe muita ignorância em relação à nossa religião”, afirma. “Queremos fazer crescer a umbanda e corrigir distorções”. Já estão nos planos da FTU a criação de cursos de menor duração e até de especialização. “Temos conseguido grande apoio da comunidade, algo essencial para alcançar as reformas estruturais que buscamos”, encerra Roger.

Uma fé sincrética

Tida por seus seguidores como uma “grande religião universal”, a umbanda tem no sincretismo seu traço característico. É um conjunto de crenças que incorporam elementos de várias tradições religiosas, aliando, por exemplo, textos sagrados como a Bíblia, preceitos do espiritismo, ritos de matriz indígena e superstições populares. A umbanda, surgida no fim do século 19, teve sua base em credos trazidos ao Brasil pelos escravos africanos, como o candomblé e a cabula. Discriminada durante muito tempo – seus praticantes eram até perseguidos pela polícia –, hoje a umbanda tem relativamente poucos seguidores confessos. O último Censo encontrou cerca de 400 mil pessoas que admitiram professar a umbanda como religião.
Os umbandistas acreditam que só é possível relacionar-se com o ser supremo através das coisas criadas, como a terra e o mar, ou por intermédio de entidades espirituais conhecidas como guias ou orixás. O contato com esse meio espiritual é feito por sacerdotes e médiuns – conhecidos popularmente como pais-de-santo e mães-de-santo –, encarregados de transmitir o conhecimento do sagrado e suas virtudes. Acredita-se que o fiel pode incorporar espíritos de entidades conhecidas como caboclos, pretos-velhos e pomba-giras.
Entre outras doutrinas, a umbanda crê na possibilidade de comunicação entre vivos e mortos e na reencarnação. Por meio de oferendas e práticas que visam elevar o indivíduo a uma pureza doutrinária – como a caridade –, os umbandistas ensinam que é possível melhorar a vida do homem, harmonizando-o com a natureza e religando-o com o criador. A plataforma mágica e as ligações com o ocultismo, bem como os fenômenos de suposta incorporação de espíritos, leva boa parte dos evangélicos a associar a umbanda com práticas malignas e a considerar suas divindades como demônios.


Marcos StefanoJornalista da revista Eclésia


Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei



Linhas de Exús e as Calungas

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Linhas de Atuação de Exú
Linha das Almas
São os que vivem onde tem almas, ou seja, na calunga, e existem várias Calungas. Calunga grande (Mar), Calunga (Cemitério), Calunga das Matas (Matas). Em cada área específica existem Exus responsáveis e cada Exu com seu exército ou falange.

Exu Pimenta pertence a linha das almas e vive na calunga das matas, onde socorre as almas que vagam levando-as à luz, se merecedora ou fica com ele, ou outros exus, onde a alma é reeducada sempre visando levá-la à luz.

Existe a Pomba-Gira Rainha dos 7 Cruzeiros da Calunga Grande, que vive mar, fazendo o mesmo papel do Exu Pimenta. Assim como o Exu 7 Cruzes, 7 Covas, 7 Catacumbas, que vivem no Cemitério e fazem o mesmo papel. Todos os Exus dessa linha trabalham com velas brancas, pretas e brancas, amarelas e pretas e guias da mesma cor.

Linha das Encruzilhadas
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Destina-se a linha da rua, ou seja, o povo a rua responsável por todos os caminhos, o responsável por todas as encruzilhadas seria o Rei das Sete Encruzilhadas. Existem vários exus dessa linha Capa Preta da Encruzilhada, 7 Encruzilhadas, 7 Estradas, & Caminhos, Tranca Ruas, entre outros. Trabalham muito com velas vermelhas e pretas, ou pretas e usam guias da mesma cor.
Recebem suas oferendas em encruzilhadas ou matas.
“As encruzilhadas de cimento não são boas para fazer oferendas para exus, pois lá vivem muitos kiumbas, eguns, espíritos atrasados que usam os nomes dos exus para atrapalhar as pessoas”.
Linha das Matas
Onde vivem os exus que trabalham nas cachoeiras, pedreiras, em matas, rios, etc. Onde a muitos são caboclos quimbandeiros, trabalham muito com ervas, gostam de ensinar banhos, defumações, tudo que envolva ervas. Existem vários tipos de matas, matas serradas, matas fechadas, matas em beira de estrada, de mar, onde existem os determinados exus responsáveis. Os mais conhecidos são: Arranca-Toco, 7 Cachoeiras, Pimenta, das Matas, dos Rios, entre outros.
Trabalham muito com velas verdes, verdes e pretas ou pretas, usam guias da mesma cor e muitas ervas.
Outras Linhas
Existe a linha dos mirins, onde cada exu tem um mirim representante, trabalham com velas cor de rosa e preta, azul e preta, doces, balas, guaranás, mel, etc. o exu chefe seria Tiriri.
Existe também a linha dos exus do mar, são piratas, marinheiros e exus das almas, afinal o mar é a calunga grande. Trabalham com velas pretas ou azuis, com areia. Suas guias são da mesma cor e com conchas e búzios.
Outra linha é a dos ciganos que em sua maioria são da linha das almas. Trabalham com anéis, jóias, correntes, tudo que envolva dinheiro, usam velas de várias cores. As guias variam bastante entre correntes ou amarelo ou preto.
Pomba-Giras
Pertencem a todas as linhas entre elas temos: Pomba-Gira Cigana, 7 Saia das Matas, Pomba-Gira Menina, Dama da Noite, Rosa Caveira.
Companheiras (os)

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Cada Exú (ou pomba-gira) tem sua companhia preferida, atuando como seu braço direito, a qual, sempre acompanha seu companheiro. E esse comportamento é uma coisa singular e pessoal variando de Exu para Exu. Por exemplo: o Tranca Rua das Almas tem como companheira Pomba-Gira das Almas, mas talvez o Tranca Ruas que incorpora no José é da mesma falange (família) daquele que incorpora no João, porém não é o mesmo e com isso prefere uma companheira diferente.

Médium e Exu

Todo médium possui um ou mais de um Exú, que pode ser bem evoluído, em luz, força e sabedoria, mas para que esta entidade possa desenvolver bem seus trabalhos também depende dos conhecimentos do médium e do tratamento que o médium dispensa a entidade. Por isso sempre se aconselha ao médium que estude, procure manter suas obrigações em dia, cuide dos seus assentamentos, todo médium tem a responsabilidade de saber tratar com seus Exus.
“Calunga seria onde os corpos das pessoas são enterrados e as almas ficam vagando, como por exemplo o cemitério. O mar é a morada final de muitas pessoas que morrem afogadas, assim como as matas também guardam aqueles que lá se perderam e jamais voltaram...”.
Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei



Exú Mirim


Na religião de Umbanda existe uma linha muito pouco comentada e compreendida, sendo por isso mesmo muitas vezes deixada "de lado" dentro dos centros e terreiros. É a linha de Exu Mirim.

Tabu dentro da religião, muitos poucos trabalham com essas entidades tão controvertidas e misteriosas, chegando ao ponto de, em muitos lugares, duvidar - se muito da existência deles, mas cuidado ao analisar uma entidade, pois este Exú muitas vezes passa-se por Eres ou mesmo outras entidades, para poder trabalhar nos terreiros.

Na verdade, Exu Mirim é mais uma linha de esquerda dentro do ritual de Umbanda, trabalhando junto com Exu e Pombagira para a proteção e sustentação dos trabalhos da casa. Não aceitar Exu Mirim é proceder como em casas que não aceita - se Exu e Pombagira, mas que a partir do astral e sem que ninguém perceba, recebem a sua proteção. Afinal, "se sem Exu não se faz nada, sem Exu Mirim menos ainda".

Não nos chega dentro da cultura dos Orixás (nagô) um culto a uma divindade ou “Orixá Exu – Mirim”, assim como não nos chega a existência de um “Orixá Pombagira”. Apesar disso, sabemos da existência de um Trono responsável pela força e vigor na Criação (Exu/Mehor Yê), assim como existe uma divindade - trono responsável pelo estímulo em toda a Criação (Pombagira/Mahor Yê). Sendo assim, também existe uma divindade fechada e não revelada, que sustenta a força da linha de Exu – Mirim. Seria o “Orixá Exu – Mirim” responsável por criar meios ou situações para o desenvolvimento do intelecto e o amadurecimento das pessoas (fator complicador). Dessa forma, enquanto Exu vitaliza os sete sentidos da vida e Pombagira estimula – os, Exu – Mirim traz situações e “complicações” para que utilizando o vigor e estimulados possamos vencer essas situações e evoluirmos como espíritos humanos.

Dentro da Umbanda não acessamos nem cultuamos diretamente o Orixá – Mistério Exu, mas sim o ativamos através de sua linha de trabalho formada por espíritos humanos assentados a esquerda dos Orixás. Também assim fazemos com o mistério Exu – Mirim, pois o acessamos através da linha de trabalho Exu – Mirim, formada por "espíritos encantados" ligados a essa divindade regente.

Os Exus Mirins (entidades) apresentam - se como crianças travessas, brincalhonas, espertas e extrovertidas. Não são espíritos humanos, pois nunca encarnaram, são “encantados” vivenciando realidades da vida muito diferentes da nossa.

Apesar de serem bem “agitados”, sua manifestação deve estar sempre dentro do bom - senso, afinal dentro de uma casa de luz, uma verdadeira casa de Umbanda, eles sempre manifestam - se para a prática do bem sobre comando direto dos Exus e Pombagiras guardiões da casa.

Podemos dizer que os Exus e Pombagiras estão para os Exus - Mirins como os Pretos - velhos estão para as crianças da Linha de Cosme e Damião.

Trazem nomes simbólicos análogos aos dos "Exus - adultos", demonstrando seu campo de atuação, energias, forças e Orixás a quem respondem. Assim, temos Exus - Mirins ligados ao Campo Santo: Caveirinha, Covinha, Calunguinha, Porteirinha, ligados ao fogo: Pimentinha, Labareda, Faísca, Malagueta, ligados a água: Lodinho, Ondinha, Prainha, entre muitos e muitos outros, chegando ao ponto de termos Exus - Mirins atuando em cada uma das Sete Linhas de Umbanda.

Quando respeitados, bem direcionados e doutrinados pelos Exus e Pombagiras da casa, tornam – se ótimos trabalhadores, realizando trabalhos magníficos de limpeza astral, cura, quebras de demandas, etc. Utilizam – se de elementos magísticos comuns à linha de esquerda, como a pinga (normalmente misturado ao mel), o cigarro, cigarrilhas e charutos, a vela bicolor vermelha/preta, etc.

Uma força muito grande que Exu – Mirim traz, é a força de “desenrolar” a nossa vida (fator desenrolador), levando todas as nossas complicações pessoais e “enrolações” para bem longe. Também são ótimos para acharem e revelarem trabalhos ou forças "negativas" que estejam atuando contra nós, "desocultando -as" e acabando com essas atuações.

A Umbanda vai além da manifestação de espíritos desencarnados, atuando e interagindo com realidades da vida muitas vezes inacessíveis a espíritos humanos. Exu – Mirim muitas vezes tem acesso a campos e energias que os outros guias espirituais não têm.

Lembrem – se que a Umbanda é a manifestação de “espírito para a caridade” não importando a forma ou o jeito de sua manifestação.

Para aqueles que sentirem – se afim com a força e tiverem respeito, com certeza em Exu – Mirim verão uma linha de trabalho tão forte, interessante e querida como todas as outras.

Ponto Cantado para Exu - Mirim:

Pedra rolou em cima da samambaia

Em cima de Exu-Mirim balança mas não cai (BIS)

Exu-Mirim no morro tá batuqueiro

Batucava noite e dia derrubando feiticeiro (BIS)

Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei

Tata Caveira

Queridos irmãos, a alguns anos trabalho com esta entidade Exú Tata Caveira, sou um médium dedicado, e com muito orgulho de poder estar doando meus trabalhos mediúnicos em prol deste grande mestre chefe de falange, vou desmistificar um pouco os pensamentos sobre ele Exú Tata Caveira, este senhor viveu e morreu cultivando o bem em sua aldeia, foi surpreendido por uma sede de vingança muito grande, mas nunca abandonou seus súditos, amigos e parentes, sua vida terrena foi cercada de muito amor ao próximo, por este motivo também serve a todos com sua sabedoria, Exú das demandas e da retirada de doenças físicas e espirituais, trabalha de forma rude e austera, não tolera mudanças em seu círculo de trabalho e muito menos quando são feitas por entidades de sua falange, cobra do filho disciplina e como comandante de sua tribo não aceita desvios de condutas, foi-me dito uma vez por ele, que quem demanda demanda contra sí, senhor do carma constituído, comanda os cemitérios e pune a todos que cometeram infrações em vida, seu bastão tem o poder da cobrança dos desvios de conduta, carrega os espíritos em seus descansos profundos, liberando-os após o cumprimento da resignação perante o criador, nada se esconde de Tata Caveira, seus sentidos são ferozmente apurados quando tratando-se de invocações sem seu consentimento,  retarda os efeitos e conduz seus encantos ao iniciante, Tata Caveira pode afastar-se do convívio espiritual do médium, ou seja de seu recebimento, até mesmo de outros Exús ou Pomba Giras de sua falange, é um dos poucos Exús que cobram um comportamento exemplar, ainda mais como chefe de Falange o comprometimento é maior.


TATA CAVEIRA FAZ O BEM, MAS NÃO DESAFIE ESTE EXÚ.


A HISTÓRIA DO EXÚ TATA CAVEIRA

Antes de ser uma entidade, Tatá Caveira viveu na terra física, assim como todos nós. Acreditamos que nasceu em 670 D.C., e viveu até dezembro de 698, no Egito, ou de acordo com a própria entidade, "Na minha terra sagrada, na beira do Grande Rio".

Seu nome era Próculo, de origem Romana, dado em homenagem ao chefe da Guarda Romana naquela época.

Próculo vivia em uma aldeia, fazendo parte de uma família bastante humilde. Durante toda sua vida, batalhou para crescer e acumular riquezas, principalmente na forma de cabras, camelos e terras. Naquela época, para ter uma mulher era necessário comprá-la do pai ou responsável, e esta era a motivação que levou Próculo a batalhar tanto pelo crescimento financeiro.

Próculo viveu de fato uma grande paixão por uma moça que fora criada junto com ele desde pequeno, como uma amiga. Porém, sua cautela o fez acumular muita riqueza, pois não queria correr o risco de ver seu desejo de união recusado pelo pai da moça.

O destino pregou uma peça amarga em Próculo, pois seu irmão de sangue, sabendo da intenção que Próculo tinha com relação à moça, foi peça chave de uma traição muito grave. Justamente quando Próculo conseguiu adquirir mais da metade da aldeia onde viviam, estando assim seguro que ninguém poderia oferecer maior quantia pela moça, foi apunhalado pelas costas pelo seu próprio irmão, que comprou-a horas antes. De fato, a moça foi comprada na noite anterior à manhã que Próculo intencionava concretizar seu pedido.

Ao saber do ocorrido, Próculo ficou extremamente magoado com seu irmão, porém o respeitou pelo fato ser sangue do seu sangue. Seu irmão, apesar de mais velho, era muito invejoso e não possuía nem metade da riqueza que Próculo havia acumulado.


 


A aldeia de Próculo era rica e próspera, e isto trazia muita inveja a aldeias vizinhas. Certo dia, uma aldeia próxima, muito maior em habitantes, porém com menos riquezas, por ser afastada do Rio Nilo, começou a ter sua atenção voltada para a aldeia de Próculo.

Uma guerra teve início. A aldeia de Próculo foi invadida repentinamente, e pegou todos os habitantes de surpresa. Estando em inferioridade numérica, foram todos mortos, restando somente 49 pessoas.

Estes 49 sobreviventes, revoltados, se uniram e partiram para a vingança, invadindo a aldeia inimiga, onde estavam mulheres e crianças. Muitas pessoas inocentes foram mortas neste ato de raiva e ódio. No entanto, devido à inferioridade numérica, logo todos foram cercados e capturados.

Próculo, assim como seus companheiros, foi queimado vivo. No entanto, a dor maior que Próculo sentiu "não foi a do fogo, mas a do coração", pela traição que sofreu do próprio irmão, que agora queimava ao seu lado.

Esta foi a origem dos 49 exus da linha de Caveira, constituída por todos os homens e mulheres que naquele dia desencarnaram.

Entre os exus da linha de Caveira, existem: Tatá Caveira, João Caveira, Caveirinha, Rosa Caveira, Dr. Caveira (7 Caveiras), Quebra-Osso, entre muitos outros. Por motivo de respeito, não será indicado aqui qual exu da linha de Caveira foi o irmão de Tatá enquanto vivo.


 

Como entidade, o Chefe-de-falange Tatá Caveira é muito incompreendido, e tem poucos cavalos. São raros os médiuns que o incorporam, pois tem fama de bravo e rabugento. No entanto, diversos médiuns incorporam exus de sua falange.

Tatá é brincalhão, ao mesmo tempo sério e austero. Quando fala algo, o faz com firmeza e nunca na dúvida. Tem temperamento inconstante, se apresentando ora alegre, ora nervoso, ora calmo, ora apressado, por isso é dado por muitos como louco.

No entanto, Tatá Caveira é extremamente leal e amigo, sendo até um pouco ciumento. Fidelidade é uma de suas características mais marcantes, por isso mesmo Tatá não perdoa traição e valoriza muito a amizade verdadeira. Considera a pior das traições a traição de um amigo.

Em muitas literaturas é criticado, e são as poucas as pessoas que têm a oportunidade de conhecer a fundo Tatá Chefe-de-falange. O cavalo demora a adquirir confiança e intimidade com este exu, pois é posto a prova o tempo todo.

No entanto, uma vez amigo de Tatá Caveira, tem-se um amigo para o resto da vida. Nesta e em outras evoluções.
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terça-feira, 23 de novembro de 2010

Olhos espichados, ouvidos alertas!


Salve filhos do terreiro.

Essa “nega veia”, inxirida como ela só, tantas vezes desce no terreiro, senta no seu toco e fica faceira como criança que ganha um pirulito, olhando os filhos trabalhar na caridade.
Nos tempos de senzala, ainda criança que mal caminhava,  minha mãe de leite que havia me acolhido órfã, comentava: - “essa negrinha tem olho espichado e orelha de abano, pois vê e ouve até o que Deus duvida”.
E como pau torto que ainda sou, pois não é porque estou no lado onde ficam os mortos  que consegui curar minhas imperfeições, vou seguindo de olho espichado e ouvido atento, hoje tentando usar isso para os auxiliar e me melhorar.
E esses olhos e ouvidos que a terra não conseguiu comer...eh...eh...eh, observam como a matéria fragiliza o homem!
E por que será?  A maioria dos homens anda como uma carroça invertida - os burros dirigem e o carroceiro puxa.
Por certo, quem tem que nos dirigir sobre a face da terra, é o espírito onde reside toda sabedoria, toda luz e que por isso  se eternizou. Mas quando na matéria o homem permite  que o ego tome a direção e  sendo ele perene e arbitrário, condena-o a rastejar imantado ao magnetismo do planeta.
E aqui mesmo, dentro do terreiro, quantas vezes os observo contrariando a belezura da  roupa branca que vestem, tendo a alma escura pelos sentimentos e pensamentos que  deixam fluir, contaminando o ambiente sagrado.
Chegam trazendo o azedume que carregam e o  mínimo esbarrão, um pequeno deslize do irmão de corrente já serve para empunhar a machadinha de Xangô e decepar cabeças,  sem dó nem piedade. O que não percebem ainda, é que eles próprios  são tão cabeça dura, tão rígidos que mais parecem uma pedreira. Outros, cuja falta de humildade envolve seus corações empedernidos, entram com a lança de Ogum em riste fazendo suas próprias leis, alheios às normas e diretrizes da Casa que os acolhe e, embora devedores, se arvoram de cobradores. Outros ainda, ocultando sua fragilidade e medo,  empinam o nariz para se colocar de  fortes e guerreiros e assim “incorporam” Iansã  lançando raios e faíscas ao seu redor, impondo um falso respeito. E aqueles que vestem a camiseta de “vítima”?  Tudo dói, tudo machuca, todos estão contra eles e até um olhar confundido os derrete e aí derramam cachoeiras de lágrimas... sem contar o beiço caído,  maior que o de  preto velho...eh...eh...eh.
O que eles não sabem, é que as paredes tem ouvidos e que nós, os mortos que compomos o outro lado do terreiro, escutamos seus pensamentos. Mas contrariando as falsas concepções das religiões mais antigas, não estamos aqui para julgar os vivos,  nem os mortos...eh...eh...eh, ou  castigar os pecadores. Os compreendemos  como  o Pai nos compreende, pela infantilidade em que ainda vive a humanidade, tão carente de amor e  tão pobre de valores.
Por que já passamos tantas vezes pela matéria densa e por ainda  convivermos com os encarnados, temos a obrigação de repassar ensinamentos, mas não temos o direito de interferir nas leis, quando estas se fazem aplicar para que se dê  a corrigenda. E as vezes ver os filhos sofrendo, nos faz sofrer também.
A despeito de meu desejo,  esses olhos espichados não deixam de ver quando os filhos, surpreendidos pela dor, se vitimizam e abandonam a fé. E sem fé, desacreditam de tudo e de todos,  deixando brechas enormes para que as trevas tomem conta de seus corações. Junto com a fé, perdem a razão e se tornam escravos do ego.
Filhos do meu coração. Revejam suas atitudes em tempo de evitar mais dores. E o façam enquanto ainda usam o uniforme de carne, pois aqui é o lugar e o tempo de acertar os equívocos. Entendam que a dor maior é aquela do arrependimento, quando não há mais tempo de refazer o caminho.
O terreiro que os acolhe é escola; é hospital; é lar...e ás vezes sanatório. Mas acima de tudo é abençoada empresa onde vossas mãos podem trabalhar na caridade que vos liberta das correntes do passado. Para os que  batem o ponto, sempre vem o salário justo.
Não há nada que cegue mais os homens do que o orgulho e o egoísmo. Mas só cegamos quando fechamos os olhos para a dor dos que caminham conosco e nossa ferida só cicatriza quando decidimos curar as feridas dos outros.
Esse é o conselho de quem já sofreu muito, amarrada no tronco do orgulho e chicoteada pelo feitor do egoísmo e que por isso, não deseja ver os filhos na mesma condição.
Olhos espichados, ouvidos alertas! Nossa vida é um canteiro de flores já plantado. A nós cabe regar, adubar e arrancar as ervas daninhas. Só isso!
Saravá! A Bênção de N.S.Jesus Cristo!
Vovó Benta -  agosto de 2008.

Leni W.Saviscki
Erechim - RS
  


"Alguém que busca a verdade não pode se dar ao luxo de ser um egoista.
Se nós pudéssemos apagar os “Eus” e “Meus” da religião, da política, da economia etc...
nos tornaríamos imediatamente livres
e traríamos o céu para a terra. "
  Mahatma Gandhi

Mãe Luzia Nascimento
Sacerdotisa de Umbanda
Dirigente do Centro Espiritualista Luz de Aruanda - Fundado em 16 de agosto de 2007

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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Caboclo Boiadeiro Capitão do Mato

 


Esta história começa quando um certo caboclo nasceu, aproximadamente a 100 anos atrás, no sertão de Minas Gerais, nasceu em uma casa simples, construída por seu pai bravo e valente domador de cavalos, ao mesmo tempo que sua mãe dava-lhe a luz, duas vacas prenhas também liberavam seus bezerros, por esse motivo pouco seu pai ouviu sua mãe com dores gritar, mas uma senhora negra, parteira da região estava ali para apare-lhe, não demorou muito, sua mãe ja estava com este menino nos braços e com a fé em nossa senhora fez-lhe o sinal da cruz em sua testa, seu primeiro choro aconteceu misturado com os relinchar dos cavalos bravos a serem domados por seu pai, este quando retornava para casa em busca da esposa grávida notou o silencia no meio daquela noite de lua cheia, pegou o lampião a porta daquela pequena casa e adentrou sem fazer barulho quando pisava com suas botas nas madeiras despregadas do assoalho, parou frente a cortina vermelha que dividia os cômodos do pequeno quarto, uma mão negra cheia de pulseiras de contas e búzios, ainda com sangue daquele parto dividiu a tal cortina abrindo uma fresta, ao qual meu pai pode ver-me ao que lembrou-me deste fato mais tarde contando em prosa diante da fogueira enrolando seu cigarro de palha, continuou a prosa dizendo que sabia que era um menino, pois neste dia de lua cheia, nascera também dois novilhos machos, que por anos meu pai criou-os, quando comecei a andar, ganhei um par de botas, pequenas feitas pela minha mãe, meu laço era uma tira daquele que meu pai quebrara quando um novilho desgarrado fugira do rebanho.

Vivi neste mundo longe de tudo, aprendi a rezar muito cedo, agradecer todos os dias de minha vida, mas a parte de minha vida que mais marcou foi quando virei adulto, já tocava a boiada como ninguém, corria como um índio pelas matas, e ensinava as crianças tudo que aprendi, por esse motivo meu apelido apareceu muito rápido, Capitão do Mato, em certa viagem, conto aqui como tudo começou, passei minha vida errante por diversos vilarejos, a fome e a pobreza que via, não mais me assustava, mas um certo dia, vira um menino em meu caminho, pedira algo para dar de comer a sua familia, dei-lhe um pedaço de pão e um pouco de carne seca que levara em  meu bornal, toquei o berrante e o gado acompanhou a direção que meu cavalo que troteava, não muito longe daquele lugar, parei a boiada e deixei a beber a agua de um lago, sentei-me em uma pedra e acendi um cigarro de palha, não percebi mas ali estava uma cobra, quando virei-me, percebi que tinha sido picado na perna, cai ao chão e amarrei meu laço para estancar o sangue que escorria, pensei neste momento que seria meu fim, mas a sorte era grande, aquele menino que vira e que saciara a fome estava ali a minha frente, ajudou-me a montar e puxou as rédeas de meu cavalo até aquela pequena vila, ao qual fui medicado e passei alguns dias, a comida ali era muito pouca e ofereci uma novilha para o abate, não aceitaram, pois não podiam cobrar nada pela caridade oferecida, então em ervas e benzimentos meu ferimento cicratizou, quando estava pronto para partir, perguntei sobre aquele menino que me ajudara, percebi que ao falar pairou uma tristeza no ar, em voz rouca o velho ancião da vila falara-me, o menino morreu meu senhor, estava doente, algo que não conhecemos, mesmo assim, andava por ai pedindo comida para sustentar sua mãe e irmãos, fui de imediato ao local onde as pessoas são enterradas, percebi ali uma cova recente e pequena, era do garoto, fiz-lhe uma cruz e depositei ali meu laço mais forte, e disse em bom som, nada pude fazer por você garoto, mas eu prometo que por onde eu passar, em toda vila que encontrar em meu caminho deixarei uma novilha, em sua homenagem, quando ouvirem meu berrante saberão que a fome ira embora, levarei remédios e ervas também, e deixarei ao pé da casa das curandeiras, marcarei cada vila que passar com a caridade, palavra do seu Capitão, Boiadeiro sim senhor.

Mensagem do Caboclo Boiadeiro seu Capitão do Mato

Médium Emidio de Ogum

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Exú da Meia Noite



Exu da Meia Noite,pertence à linha das almas ,é chefe de falange
Pertence a linha negativa de Xangô ,sendo serventia de Xangô Da Pedra Preta, bebe licor marafo,conhaque,uísque,fuma charutos,cigarrilhas ,trabalha muito com as moças bonitas(como é chamada as pomba-giras)
Uma de suas visões astrais é de um homem, com uma longa capa escura em volto de si.

Sua guia é preto e branco,mas muito trabalham com vermelho e preto também,trabalha com velas vermelhas,pretas,brancas ,principalmente com vermelhas
Sua historia é de que em sua ótima encarnação ele tinha sido um rico barão,viveu em Santos,aos 40 anos ,foi a Portugal procurar uma esposa,que tinha 14 anos,casou-se com ela,em sua primeira transa ,ela era virgem,só em sua transa ,ela não sangrou,sendo que ele pensou que ela não era virgem.
Armou uma cilada pra ela,dizendo que ela tinha o traído,ela fugiu com índios ,sendo que ele para procurar ela matou quase uma tribo inteira de índios, quando ele a encontrou,ela tinha tido um filho dele.
Voltou a ficar com ela,depois de um tempo o filho dele morreu.
Não demorando muito tempo tiveram outro filho,que teve o mesmo destino do outro filho ,faleceu depois de uns anos.
Ele com remorso,contou a historia para sua esposa do que ele tinha armado ,ela o largou.
Foi morrendo aos poucos em cima de uma cama ,não comia,não tinha força mais pra se levantar,morreu aos poucos.


Pontos:
1)Exu da meia noite
Exu da madrugada
Salve o povo de exu
Sem exu não fez nada

2)*Boa Noite Moço, Boa Noite Moça,
Sete Cruzes acabou de chegar;
Boa Noite Moço, Boa Noite Moça,
Meia Noite acabou de chegar.
Ele vem , da sua Calunga,
Tocando zabumba,
Ele vem trabalhar;
Ele vem, das Sete Catacumbas,
Fazendo macumba,
Só prá te ajudar.
Boa Noite Moço, Boa Noite Moça...


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Oração do Caboclo Sete Flechas

 








"Salve Deus Pai , criador de todo o universo! Salve São Sebastião, 
Rei da Mata e Guia de todos os Caboclos!
Salve, Pai Sete-Flechas e sua falange de obreiros! Pai Sete-Flechas, 
baixai sobre nós um raio de vossa Divina Luz, iluminando os nossos espíritos, 
para que possamos entrar em comunicação com vossa centelha divina 
de onde emanam as vossas sagradas Flechas, 
defendendo-nos e amparando-nos neste mundo.
Salve as Sete-Flechas que vos foram dadas espiritualmente
para defender e proteger de todas as dificuldades e angustias neste mundo.
Bendito seja o sagrado nome de São Sebastião, de Oxossi,
que vos botou sobre o vosso braço direito a Flecha da Saúde
para que derrame sobre nós os bálsamos curadores.
Bendito seja São Jorge e de Ogum,
que vos colocou sobre o braço esquerdo a Flecha da Defesa
a fim de que sejam defendidos de todas as maldades materiais e espirituais.
Bendito seja o sagrado nome de São Jerônimo e de Xangô
que vos cruzou uma Flecha em vosso peito
para nos defender das injustiças da humanidade.
Bendita seja a mãe e nome da Senhora da Conceição
que vos cruzou uma flecha em vossas costas,
para nos defender de todas as traições de nossos inimigos.
Bendito seja o nome do Senhor do Bonfim, nosso Pai Oxalá,
que vos botou uma Flecha sobre vossa perna direita,
para abrir os nossos caminhos, materiais e na senda da espiritualidade.
Bendito seja o divino nome de Nossa Senhora dos Navegantes
e de nossa mãe Iemanjá que vos botou uma Flecha
sobre vossa perna esquerda, para lavar os nossos caminhos,
iluminar nossos espíritos e nos defender de todas
as forças contrárias a vontade de Deus.
Bendito seja o sagrado nome de São João Batista,
e o nome de Xangô, que entregou em vossas sagradas mãos a
Flecha da FORÇA ASTRAL SUPERIOR,
para distribuir a humanidade a divina força da fé e da verdade.
Deus Pai foi quem ordenou , os santos as flechas entregou:
com as forças das Sete-Flechas me abençoou..."

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“A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho.”


SIGNIFICADOS QUANTO AO FORMATO DA VELA



 
Cones ou Triangulares: equilíbrio, elevação.
Quadradas: estabilidade, matéria.
Estrela: espiritual, carma.
Pirâmide: realizações matérias.
Cilíndricas: servem para tudo.
Animais: para o seu animal protetor.
Lua: para acentuar sua energia intuitiva.
Gnomo: para seu elemental da terra.
Cone ou Triangulares: simbolizam o equilíbrio. Tem três planos: físico, emocional e espiritual.
Velas Cônicas: são voltadas para cima e significam o desejo de elevação do homem, sua comunicação com o cosmos.
Velas Quadradas: Simbolizam estabilidade na matéria. Seus lados iguais representam os quatro elementos: Terra, Água, Fogo, Ar.
Velas em Formato de Estrela de Cinco Pontas: É o símbolo do homem preso na matéria. Representa o carma.
Velas Redondas: Simbolizam mudança. E a energia mais pura do astral que só a mente superior alcança.