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terça-feira, 10 de novembro de 2015

Palavras de quem viveu....


Um conto curto, porém um conto de boiadeiro

Sou sim, Boiadeiro !

“Vivi, cresci e morri no campo.
O cheiro do campo, do frescor, a  sensação da liberdade, o simples,
onde me preocupo somente com o singular, onde ‘o tudo’ se resume a mim.”

Assim foi um bom boiadeiro, que conquistou por presença , sem nunca falhar por omissão. 
Tempos e tempos , assim são os anos , as vertentes, as demandas, as HISTÓRIAS.
Nunca saberemos o que vai acontecer amanhã. Não é preciso ter tamanha  certeza, o simples o que seria? A vida o que  seria?

A vida como é vista,  como sucesso, algo que se conquista, é certo? NÃO !!!
Sucesso é ter alguem, mesmo que por cinco minutos ao seu lado, e que te faça feliz.
Não existem problemas sem solução, existem as vezes, falta de problemas para grandes soluções.

Viva o simples, quando  complicar ... confie ...
Nada é tão complicado que não se possa superar.

Por: Leonardo Raposo, Fonte: http://www.girasdeumbanda.com.br/materia/182/palavras-de-quem-viveu.html


quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Em nossa ultima passagem....Jetruá Boiadeiros!


Em nossa última passagem pela Terra fomos filhos da terra, aqueles que dela viveram, dela extraímos a raiz de cada dia, o alimento da família e a esperança.  Montado no lombo de um cavalo ou boi pastávamos não os animais, mas ao som do berrante era possível berrar ao Pai Criador que olhasse por nós.
Eu fui peão, cuidei de muitas fazendas e deixei muitos fazendeiros ricos. Estranhamente não respingava no meu bolso a pataca que no deles enchia. Tampouco me queixava disso; afinal, não saberia viver com luxo. Gostava mesmo da rede amarrada no batente da simples varanda, ali eu podia descansar meus ossos.
Pra que se tenha mais entendimento, nós somos os verdadeiros sertanejos, aqueles que vivem na ferida do Brasil; é uma chaga que não se fecha e com o andar da carruagem periga que esta chaga tome o corpo todo desta terra varonil.  Não vou ficar a falar de minha pessoa e nem desta realidade brasileira: vou logo palestrar sobre nós como amigos trabalhadores do mundo invisível.
Parece que a linha dos Boiadeiros é nova, mas não, é não. Já manifestávamos em Terreiros, Tendas e Barracões de muitas variantes do culto afro. No Catimbó é mais notável nossa presença.  Quando começou o movimento Umbanda no Astral é que nos organizamos e aguardamos a oportunidade de aparição nos Terreiros deste culto. Assim foi ocorrendo de forma regional até que nos alastramos por todos os Terreiros de Umbanda. Mas engana-se aquele que hoje pensa que esta linha de trabalho é composta por homens e mulheres da terra.Nem todos; aqui tem uma mistura grande.  Também tem o machista que prega não existir mulher na linha Boiadeiros. Então o que faríamos com as amazonas? Ou tantas “Marias Bonitas” que guerrilharam por uma vida melhor?
Outro tanto de companheiros nesta linha são ex-Exus, ou seja, espíritos que atuaram no Grau Exu, lá nas esferas mais baixas, e que após receber a graça de se graduar na Luz, tem que passar por uma linha transitória. Eis a chave do nosso “mistério”: Boiadeiro, enquanto Grau, é um Grau de transição para espíritos que aguardam seu alocamento mais definitivo.  Neste período vamos trabalhando na Lei, colocando ordem na fronteira do meio fio entre luz e trevas. Já esta tênue linha existe dentro de cada um de nós; logo, a oportunidade de trabalhar a ordem na fronteira, nos nossos semelhantes encarnados e desencarnados é a forma que o Criador achou para que nós pudéssemos fortalecer a ordem dentro de nós mesmos.
Com nosso laço, visto pelos clarividentes, este serve para buscar os zombeteiros e perturbadores. Nossa corda é infinitamente “elástica” e de onde estivermos, se localizarmos um ponto negativo e um perturbador, dali lançamos o laço e no laço quebramos o mal.  Somos comumente chamados nos Terreiros para limpeza pesada, pois somos mesmo aqueles que retiram a carga pesada; quando batemos nosso pé e gritamos nosso boi, não sobra mal algum em nosso redor. Por fim, nosso arquétipo é o sertanejo, o brasileiro do sertão, quer seja o guerrilheiro lampião ou o tocador de gado. No entanto nem todos foram assim. Vou tocando meu gado por aqui e desejo que o Criador lhe ilumine!

Jetruá Boiadeiros!

Nota do Médium: Quem não sentiu o chão tremer e o corpo bambear ao presenciar a manifestação de um Boiadeiro no Terreiro, girando o braço como que a laçar um boi e gritando: – Êi boi! ? A oportunidade de convivência com a diversidade cultural brasileira que a Umbanda fornece é algo incrível que só vivenciando para poder compreender. Podemos viajar o Brasil todo em apenas uma Gira.  Obrigado aos valentes Boiadeiros do Além que nos amparam e nos guiam, como disse certa vez o Sr. José Anízio:
“Estamos a serviço do Criador para tocar seu gado divino, cada filho seu, seu rebanho, e cabe a nós laçar aqueles que se perderam ou afundaram em algum brejo da evolução e, uma vez laçado, vamos recolocar na trilha reta do caminhar. Mais um adeus e lá vamos nós a laçar o boi de meu Deus!”

Ditado por Sr. José Anízio


Quer conhecer mais as historias de Boiadeiros leiam nosso livro 


Aproveitem e votem no livro estamos concorrendo ao 6º Premio dos Clube dos Autores da Literatura Contemporanea.

É só clicar em cima da imagem que será direcionado para o livro.

Boiadeiros e suas Qualidades

Histórias, Características e Pontos Riscados



quinta-feira, 5 de março de 2015

Boiadeiro Lage Grande


Boiadeiros são entidades fortes em sua vibração. Gostam de dançar, e na dança, mostrar sua grandeza, E adoram cantar seus versos.

Boiadeiro Lage Grande

O nome Laje é uma denotação de pedra, então fatalmente é um caboclo boiadeiro que atua na regência de Xango.

O Laje Grande , é oriundo do candomblé da nação ketu, e migrado para a Umbanda, é um caboclo muito robusto, uma irradiação pesada e tem como maior especialidade o descarrego espiritual do ambiente, exímios "doutrinadores de eguns" assim como os exús, muitas vezes trabalham em conjunto para afastar eguns ou outros espíritos de baixo teor vibracional.
Boiadeiros são entidades fortes em sua vibração. Gostam de dançar, e na
dança, mostrar sua grandeza.
Podem ser divididos em três categorias: Boiadeiros dos Orisás do Candomblé,
que são os mensageiros; Os Boiadeiros boiadeiros; e também há os
mensageiros dos Boiadeiros dos Santos, que são o que nas cantigas chamamos
de "tocador de boi". Certamente Diriam assim: Em nossa última passagem pela Terra fomos filhos da terra, aqueles que dela viveram, dela extraímos a raiz de cada dia, o alimento da família e a esperança.
Montado no lombo de um cavalo ou boi pastávamos não os animais, mas ao som do berrante era possível berrar ao Pai Criador que olhasse por nós.
Eu fui peão, cuidei de muitas fazendas e deixei muitos fazendeiros ricos, estranhamente não respingava no meu bolso a pataca que no deles enchia. Tampouco me queixava disso, afinal, não saberia viver com luxo, gostava mesmo da rede amarrada no batente da simples varanda, ali eu podia descansar meus ossos.
Pra que se tenha mais entendimento, nós somos os verdadeiros sertanejos, aqueles que vivem na ferida do Brasil, é uma chaga que não se fecha e com o andar da carruagem periga que esta chaga tome o corpo todo desta terra varonil.
Não vou ficar a falar de minha pessoa e nem desta realidade brasileira, vou logo palestrar sobre nós como amigos trabalhadores do mundo invisível.
Parece que a linha dos boiadeiros é nova, mas não é não. Já manifestávamos em terreiros, tendas e barracões de muitas variantes do culto afro. No Catimbó é mais notável nossa presença.
Quando começou o movimento Umbanda no Astral é que nos organizamos e aguardamos a oportunidade de aparição dos terreiros deste culto. Assim foi ocorrendo de forma regional até que nos alastramos por todos terreiros de Umbanda.
Mas engana-se aquele que hoje pensa que esta linha de trabalho é composta por homens e mulheres da terra. Nem todos, aqui tem uma mistura grande.
Também tem o machista que prega não existir mulher na linha boiadeiros, então o que faríamos com as amazonas? Ou tantas "Marias Bonitas" que guerrilharam por uma vida melhor???
Outro tanto de companheiros nesta linha são Ex-Exus, ou seja, espíritos que atuaram no Grau Exu, lá nas esferas mais baixas e que após receber a graça de se graduar na luz tem que passar por uma linha transitória. Eis a chave do nosso "mistério". Boiadeiro enquanto Grau é um Grau de transição para espíritos que aguardam seu alocamento mais definitivo.
Neste período vamos trabalhando na Lei, colocando ordem na fronteira do meio fio entre luz e trevas, já esta tênue linha existe dentro de cada um de nós, logo a oportunidade de trabalhar a ordem na fronteira, nos nossos semelhantes encarnados e desencarnados é a forma que o Criador achou para que nós pudéssemos fortalecer a ordem dentro de nós mesmo.
Com nosso laço, visto pelos clarividentes, este serve para buscar os zombeteiros e perturbadores. Nossa corda é infinitamente "elástica" e de onde estivermos se localizarmos um ponto negativo e um perturbador, dali lançamos o laço e no laço quebramos o mal.
Somos comumente chamados nos terreiros para limpeza pesada, pois somos mesmo aquele que retira a carga pesada, quando batemos nosso pé e gritamos nosso boi, não sobra mal algum em nosso redor.
Por fim nosso arquétipo é o sertanejo, o brasileiro do sertão, quer seja o guerrilheiro lampião ou o tocador de gado. No entanto nem todos foram assim.Vou tocando meu gado por aqui e desejo que o Criador lhe ilumine.

Fonte: http://paiantoniodexango.ning.com/profiles/blogs/boiadeiros-1

segunda-feira, 2 de março de 2015

A Força de um Laço de Boiadeiro - Veridico/Umbanda

Este depoimento esta conforme digitado e pesquisado na net não foi corrigido erros de digitação, normalmente não gosto de escrever gritando no meu Blogger pois acho uma falta de educação escrever desta maneira, mas como esta sendo copiado de uma pagina amiga ficará desta maneira.

Boa Leitura!


''NA SEXTA FEIRA,NO DIA 06/03/09,DENTRO DA GIRA,CABOCLO BOIADEIRO,ME ATENDEU NO FINAL DOS TRABALHOS, ME CHAMOU DIZENDO ASSIM..''TA CUM MEDO DE QUE?VENHA AQUI,ÇÔ...ME APROXIMEI...CABEÇA BAIXA...DISSE ''SUA BENÇAO,''ELE RESPONDEU...''E LEVANTA ESTA CABEÇA QUANDO EU FALA COM OCÊ..PRA QUE ESTA CABEÇA BAIXA O TEMPO TODO?'' EU DISSE...''É RESPEITO DEMAIS PELOS BOIADEIROS,MEU PAI...''ELE DISSE..''AH,MINHA FIA,ESTE BOIADEIRO É QUE TEM QUE COLOCAR UM TAPETE VERMELHO PRA FIA PASSAR,QUANDO CHEGAR ATE O BOIADEIRO...ESTA FIA MUITO AMADA E QUERIDA,VIU FIA?..EU SORRI,E MEU CORAÇAO SE ENCHEU DAQUELE CARINHO,QUE É MUITO VERDADEIRO,IRRADIANTE...SEGUREI AS LAGRIMAS..DE EMOÇAO...PENSEI...COMO AMO TANTO TODOS BOIADEIROS,COM EMOÇAO ASSIM?....O AMOR E CARINHO DELES CHEGA A DAR VERTIGEM NA GENTE...E A FORÇA DELES TAMBÉM...DE FÉ,E LUZ...DEPOIS DISTO TUDO,ELE ME REZOU COM SUAS ERVAS,E,ME DEU UM VERDADEIRO,''PITO'' DE UMA HORA...SÓ OUVI E DISSE SIM SENHOR,SIM SENHOR...ME CORRIGINDO EM COMO TENHO AGIDO EM RELAÇÃO A MEUS FILHOS,SUPERPROTEGENDO DEMAIS...PARECIA UM PAI ,ME ACONSELHANDO...(´SÃO REALMENTE PAIS,NÃO É?)ENTÃO ELE CRUZOU MEU LAÇO DE BOIADEIRO,E REZOU,E ENVOLVEU-O COM SUAS ERVAS...E ME DISSE,...''A FIA VAI SABER A FORÇA DE UM LAÇO DE BOIADEIRO,FIA''...E QUANDO A DOR DOER MUITO,QUANDO A FIA ACHAR QUE NÃO VAI AGUENTAR,A FIA SEGURA NESTE LAÇO,ESTE BOAIDEIRO E O BOIADEIRO DA FIA VAI ESTAR LA COM OCÊ...E SE ACHAR QUE NUM VAI AGUENTAR MESMO ASSIM,A FIA VESTE DO LAÇO....E LEMBRA DA FORÇA DAQUELE PAI MAIOR,E DA FORÇA DOS GUIAS DESTA CASA,E DE NÓS,ESTE BOIADEIRO QUE VOS FALA,E DE SEU BOIADERIO QUE NÃO TE DEIXA,EM MOMENTO ALGUM ...TÁ AÍ DO LADO DA FIA..VIU FIA??''RESPONDI,...SIM SENHOR...PEDI A BENÇAO,DESPEDI-ME COM O CORAÇAO EMBEBIDO EM LAGRIMAS,DE EMOÇAO,E PENSAVA..O QUE SERÁ QUE IRÁ ACONTECER,O BOIADEIRO NAO IRIA ME FALAR ASSIM,A TOA...NO DIA SEGUINTE,PASSEI O DIA DO SABADO ANGUSTIADA,ME TRANQUEI NO MEU QUARTO,REZEI,LEMBREI DO BOIADEIRO...VESTI O LAÇO...ME DEITEI,VESTIDA DELE... ADORMECI,COMO UMA PEDRA...ACORDEI,DEPOIS DE QUASE SEIS HORAS COMO QUE DESAMAIADA,COM O FONE AO MEU LADO...TOCANDO...MEU IRMAO,...AVISAVA...QUE NOSSO PAI...SOFRERA UM GRAVE ATROPELAMENTO...E QUE ESTAVA EM COMA...QUE EU FOSSE CORRENDO PRA LA....''LEVANTEI-ME,VESTIDA DO LAÇO,E,SEGURANDO O TEMPO TODO NELE,FOI QUE VI MEU PAI DESERNCARNAR,...E OS BOIADEIROS ME SEGURARAM PELA MAO,COMO PROMETERAM,O TEMPO TODO,ME FORTALECENDO...E POR VEZES,DURANTE AQUELES MOMENTOS TRISTES,PUDE SENTIR-LHES, MEU LADO ESQUERDO,NÃO ME DEIXARAM CAIR NÃO...'' AOS CABOCLOS BOIADEIROS,TODO MEU AMOR,TODA MINHA GRATIDÃO....AO BOIADEIRO DOS SETE LAÇOS,QUE ME FALOU,E AO BOIADEIRO DE MEUS TRABALHOS,,PAI BOIADEIRO...SARAVA!!MUITO OBRIGADA!! SARAVÁ,MUITO OBRIGADA!! SARAVÁ A TODOS IRMAOS DESTA MARAVILHOSO GRUPO..SARAVA UMBANDA AMADA!'' 

RONITA 

Fonte: http://ronitaeliane.blogspot.com.br/2010/03/forca-do-laco-de-um-boiadeiroveridicoum.html

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Oração ao Boiadeiro


Clamor a Deus:

Amado Sr. Deus, de joelho venho pedir Vossa permissão para invocar um   dos Vossos mistérios divinos, que é a linha espiritual dos Boiadeiros, para que ele possa me auxiliar.

Peço-lhe amado Pai que envolva-me em Sua vibração viva e divina, isole este ambiente, recolha toda as energias negativas que se encontram neste recinto elevando meu pensamento e me rearmonizando e equilibrando para que eu possa entrar em sintonia vibratória com este mistério divino.

Amém.

Ao meu querido Boiadeiro

Em nome, Deus, dos Divinos Tronos, dos Sagrados Orixás, dos Regentes da Lei Maior e da Justiça Divina, do Sagrado Orixá da Lei o Sr. Ogum, eu invoco a linha dos Boiadeiros onde peço a presença do meu protetor Boiadeiro ao meu lado e peço-lhe que acolha esta prece e  me auxilie dentro do meu merecimento.

Peço-lhe Sr. Boiadeiro.

Que recolha todos os espíritos sofredores que estejam me acompanhando ou ligados a mim, cure e regenere seus espíritos despertando-os para o novo estado em que se encontram no mundo maior.

Envolva-me em sua vibração ordenadora re-equilibrando meu mental e tudo e todos a minha volta, para que eu comece racionalizar sobre tudo que esteja ocorrendo em minha vida.

Recolha todos os espíritos obsessores, desequilibrados, malignos e seres infernais que estejam atuando negativamente contra mim e meu familiares, enviando-os para os seus locais de merecimento como determina a Lei Maior.

Corte e anule todas as demandas e trabalhos de magia negra que estejam me prejudicando.

Afaste os inimigos encarnados e desencarnados, os conflitos, as guerras e todas as ações negativas que estão em meu caminho.

Peço-lhe que me ajude a solucionar estes problemas que estão me envolvendo e atrapalhando a minha vida.

Se essas ações provêm de ligações cármicas ou por afinidades devido à minha má conduta, peço-lhe que auxilie a mudar o meu modo de agir, de pensar e viver; para que de agora em diante eu tenha sempre uma boa conduta.

Peço-lhe que ajude a recolher minhas próprias boiadas que acabei deixando para trás no caminho da vida.

Abra os meus caminhos para que eu possa ter dias mais fartos, mais prósperos, mais iluminados e mais harmoniosos.

Auxilie-me a suprir todas as deficiências e tudo o que me falta nos Sete Sentidos de minha vida, para que eu possa me sentir pleno no Sentido:

DA FÉ;

DO AMOR;

DO CONHECIMENTO;

DA JUSTIÇA;

DA LEI;

DA EVOLUÇÃO;

DA GERAÇÃO;

Para que assim eu continue forte e não fraqueje diante os obstáculo que encontrarei em minha vivência neste plano material.

Peço-lhe que me coloque em equilíbrio com toda a criação divina.

Conto com vossa FORÇA, LUZ e PERSEVERANÇA.

Amém.

Jetruá Boiadeiro! Xetro Marrumbaxêtro!

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quarta-feira, 16 de julho de 2014

Guias de trabalho: Boiadeiro


Os espíritos que se manifestam na Umbanda na Linha dos Boiadeiros são aguerridos, valorosos, de poucas palavras, mas de muitas ações. Apresentam-se como espíritos que encarnaram, em algum momento, como tocadores de boiada, vaqueiros entre outros. Os seus pontos cantados sempre aludem a bois e boiadas, a campos e viagens, a ventanias e tempestades.
O Arquétipo da Linha de Boiadeiros é a figura mítica do peão sertanejo, do tocador de gado, dos homens que viveram na lida do campo e dos animais e que desenvolveram muita força e habilidade para lidar contra as intempéries e as adversidades. O laço e o chicote são seus instrumentos magísticos de trabalhos espirituais. Eventualmente usam colares de sementes ou de pedras. São combativos, inclusive no corte de magias negativas, porque conseguem promover “um choque” em nosso campo magnético e liberá-lo de acúmulos negativos.
É um Arquétipo forte, impositivo, vigoroso, valente e destemido. Representa a natureza desbravadora, romântica, simples e persistente do homem do sertão, também chamado de caboclo sertanejo. Muitos deles foram mestiços, trazendo à nossa lembrança a essência da miscigenação do povo brasileiro, com seus costumes, crendices, superstições e fé.
Nem todos foram, de fato, “boiadeiros”, mas todos eles têm em comum a capacidade de atuar num campo específico e que caracteriza a Linha, qual seja o de nos trazer uma energia vigorosa, muito útil na quebra de cargas e magias negativas e para desfazer “cristalizações” mentais negativas, pois os Boiadeiros atuam no campo da Lei Divina e na Linha do Tempo.
 
Regência: Ogum
Campos de atuação: Força Ordenadora e Direcionadora

Cores: Azul escuro e amarelo

terça-feira, 8 de julho de 2014

Entidades Tipicamentes Brasileiras



     

  Entidade tipicamente brasileira, pois nesta falange encontramos espíritos que tiveram experiências reencarnatórias no interior do nosso país. Desde o cangaceiro do sertão nordestino, passando pelo peão boiadeiro da região centro-sul, até o gaúcho dos Pampas.

       Trabalham nas desobsessões e no desmanchar de feitiços. Apresentam-se como o homem simples do interior, de olhar desconfiando e pouca prosa, mas quando solicitados são sempre atenciosos. Como toda entidade de luz nunca são grosseiros e apesar de não terem a diplomacia de um Caboclo ou de um Preto velho, surpreendem quem os escuta com a forma direta, seca e objetiva com que tratam os assuntos que lhes são confiados.

       Fumam charuto ou cigarro de palha, alguns gostam de ter como apetrecho de trabalho um chicote ou uma corda, com o que controlam e expulsam com grande maestria os pesados fluidos das regiões umbralinas.

       São respeitados e temidos pelos espíritos maus, pois se for necessário usar a força, são os Boiadeiros que conduzirão os obsessores para longe.

       Em suas oferendas recebem: charuto, cigarro de palha, água, água com mel, caldo de cana, melado, rapadura, fumo de rolo, etc. São comandados por Iansã, ogun.


segunda-feira, 7 de julho de 2014

A missão de um boiadeiro na Umbanda



O boiadeiro e seu "cavalo".
 
 Nos trabalhos de Umbanda os guias espirituais costumam chamar seus médiuns de cavalos, justamente para explicar que o espírito não "entra" no corpo da pessoa, mas apenas encosta nela. Ou como dizem os boiadeiros: "monta nela"... O espírito comanda os movimentos dessa pessoa como se estivesse atrelado a ela e, por isso, o médium atua como um cavalo. Já o Exu chama o trabalhador de burro, brincando com o fato de o médium ser teimoso como um!
 A função da falange dos boiadeiros num grupo espiritual é a de organizar os eguns (almas penadas) e de limpar a aura dos participantes do passe. Eles também são muito bons em trabalhar com animais desencarnados, encaminhando-os para as Colônias Espirituais de refazimento. Como o boiadeiro é um espírito compenetrado, que trabalha na chuva e no sol, para cumprir sua meta; ao morrer é recrutado para prosseguir trabalhando, pois sua lealdade e dedicação são reconhecidas pelos Chefes de Falange.
Os boiadeiros normalmente servem às Linhas de Ogun e de Oxóssi ou de Ogun Rompe Mato (São Jorge, São Sebatião e Santo Expedito, respectivamente). Justamente pela semelhança com os centuriões romanos que foram santificados e que montavam seus cavalos para irem às batalhas. A saudação aos boiadeiros é: "Xetro Marrumbaxetro, Xetro ah!" ou "Minaketo Navizala!"
 O boiadeiro gosta de fumegar seu cigarro de palha ou seu charuto e de beber sua bebida, com os quais faz a limpeza no ambiente e nos médiuns da casa; mas sem se embebedar ou prejudicar o médium que o incorpora.
 Quem tem um boiadeiro nunca fica desamparado no dia a dia, pois este atua continuamente na proteção de seu assistido e de sua casa. Os boiadeiros podem ter sido em vida: vaqueiros, condutores de gado, peões ou capatazes, auxiliares de rodeio, entre outros; e entendem perfeitamente sobre a lida no campo, nas fazendas e nos currais. Por isso, auxiliam com habilidade aqueles que trabalham junto à natureza.


quarta-feira, 2 de julho de 2014

Caboclos de Couro



Nossos queridos Caboclos de Couro, os Boiadeiros são entidades ligadas a terra, ao trabalho no campo e a vida dura. Gostam de coisas simples e sem frescuras. Utilizam como instrumentos de trabalho laços, chapéus, chicotes de couro e cigarros de palha. Quando algum espírito desordeiro tenta causar problemas, não exita em usar seu chicote para disciplinar o encrenqueiro e coloca-lo no seu devido lugar. Também fazem parte dessa maravilhosa falange de trabalho os Boiadeiros Gauchos.



Quando chegam, giram o laço por cima da cabeça do cavalo e

 soltam seu brado “ÊÊÊÊ BOI!”



Quem já falou com um Boiadeiro sabe como é: eles são alegres, são receptivos, sabem ouvir e sempre dão sua orientação precisa, nem a mais, nem a menos. Não falte com a verdade; se preciso, eles são duros, incansáveis e não afrouxam o laço. O punho dos Boiadeiros é de aço: com uma volta na corda, levam até o mais teimoso dos gados adiante, no caminho correto. Se o gado não segue seu berrante, é quando ele fica atrás para tocá-los com o chicote. Ele está a nos conduzir para a frente, para a frente, para a frente.



terça-feira, 29 de abril de 2014

Elementos de um Boiadeiro

"Seu Boiadeiro, olha que linda boiada,
Mas ele é seu Boiadeiro minha gente!
Ele é nosso camarada!"
 

As oferendas aos caboclos boiadeiros podem ser :
  • Frutas
  • Rapaduras e amendoim torrado.
  • Abóbora cozida com farofa de torresmos.
  • Aipim cozido com carne seca desfiada por cima.
  • feijão branco com linguiça, bacon, toucinho.
  • Uma farofa de carne seca com alho, cebola, linguiça, feijão de corda.
  • Carne de boi com feijão tropeiro, feijão de corda ou feijão cavalo.
  • Feijão de corda refogado no dendê com cebola e alho.
  • Cozido de abóbora com linguiça, bacon, toucinho, maxixe, carne seca...
  • Pé-de-moleque, pedaços de cana e rapaduras.
  • Churrasco.

Alguns nomes mais conhecidos são:

Boiadeiro Navizala

Boiadeiro Rei 

Boiadeiro da Jurema
Boiadeiro Menino
Boiadeiro do Sertão
Boiadeiro da campina
Boiadeiro do lajedo
  
Boiadeiro da senzala
Boiadeiro sete laços
Boiadeiro Riachão
Boiadeiro João Mineiro
Boiadeiro laçador
Boiadeiro Zé Mineiro
Boiadeiro Chapéu de couro 
Boiadeiro Chapéu de palha
Boiadeiro do Ingá
Boiadeiro do rio
Boiadeiro da estrada
Boiadeiro das sete encruzilhadas
Boiadeira Jussara
Boiadeira Zeferina
Boiadeiro Capineiro
Boiadeiro Chapadão
Boiadeiro da serra
Boiadeiro Venâncio
Boiadeiro das almas

Elementos que podem ser usados para o assentamento ou imantação do seu caboclo boiadeiro:

Cabaça, alguidar, vaso de planta, panela de ferro ou panela de barro.
Ervas: tabaco, cana-de-açúcar e café.
Erva da jurema
Uma Ferradura usada
Otá
Estrela de cinco pontas (Símbolo da vitalidade, e da Umbanda)
Um imã de ferradura
Rabo de cavalo 
Chifres de boi 
Tira de couro (ou guia de couro)
Laço ou corda de cisal
Dois olhos de boi 
Sete metais (Ouro, prata, cobre, estanho chumbo, ferro, latão) 
O ponto riscado em ferro, madeira, ou riscado em pemba para soprar por cima do assentamento.
Moedas 
Fava divina
Vinho
Caldo de cana


Orobô (pacto com ancestrais)
Se for plantar o caboclo, utilizar Barro vermelho ou barro branco, deixando os elementos por três dias no banho das ervas imantando no tempo, colocar o barro terra, ervas picadas, colocar os elementos tampar com o barro temperado com caldo de cana quinado com as ervas e os pós, a ferradura pode ir enterrada ou em cima com a planta que pode ser um pé de jurema, a árvore do pilar de magia ou um cactos sem espinho. 

Fazer oferenda em cima do vaso de planta, nos pés da planta. Se ficar grande pode enfeitá-lo com ojás e fitas em dias de festas.

Se for esconder em algum lugar colocar tudo dentro do chifre de boi e tampar com a Argila branca temperada com caldo de cana, ervas e cêra de abelha derretida.

Caso não tenha assentamento dentro do seu ritual, encomende uma imagem com o fundo aberto, lave os elementos com o sumo de ervas preparado no caldo de cana, coloque tudo dentro da imagem e feche. Lave a imagem com o mesmo sumo. O otá não é bom ficar dentro da imagem preso. é bom estar numa plantinha, livre em contato direto com a vida e o tempo.

Na necessidade de sacrifício animal, bater com caldo de cana, vinho moscatel e erva da jurema.

Deixe sua intuição fluir, e monte sua firmeza para seu camarada Boiadeiro, Coloque berrantes, laços, Couraça, Moringas, cabaças, esporas...

Com certeza ele se fará presente, a cada dia mais.


Boiadeiro Sete Porteiras



Sua falange que é tão pouco divulgada, mas que tem uma grande força.

Que ao chegar no t erreiro sentimos primeiro os seus gados e o trotar dos seus cavalos avisando que ai vem os boiadeiros e seu chefe Sete Porteiras.

Boiadeiro esse que temos um grande orgulho e carinho por te-lo como o nosso mentor espirítual.

Aqueles que se apegam com seu Sete Porteiras em qualquer situação, por mais difícil que seja, sempre tem uma resposta ou solução.

Pedimos a Oxalá que aumente cada vez mais a força dessa falange e que ele nos permita podermos ter sempre conosco o nosso verdadeiro amigo, chefe e companheiro de todas as horas o Boiadeiro Sete Porteiras.

Salve as suas forças!

Xetrô marrumbáxetrô!

Getuá seu boiadeiro!


Firmeza da Linha dos Boiadeiros





Material necessário:

      7 velas azuis de Ogum (palito)
      1 vela branca (palito)
     7 argolas de aço soldadas (com diâmetro de cerca de 50 mm). As argolas não podem ser abertas!
     1 corda de sisal com 1 metro (o ideal é 1,20 metros). Não usar corda sintética.
     1 laço de couro (guia de boiadeiro)

Procedimentos para a Firmeza:

1.       Inicialmente deve-se amarrar as argolas na corda, deixando uma medida de cerca de 15 centímetros em cada extremidade. As argolas devem ficar espaçadas com uniformidade. Ser amarradas com cordonê, sisal, linha de nylon, tiras de couro, barbante...não usar arame, pois tira a mobilidade da argola na corda, deixando ela muito rígida.

2.       Feito isto, a corda deve ser colocada em circulo no chão com as pontas cruzadas, e as argolas voltadas para fora, onde serão colocadas as velas azuis, e no centro colocar a vela branca.
3.       Em seguida cantar para Ogum com os médiuns todos ajoelhados e com as mãos espalmadas para a vela central. Durante o canto os médiuns pedem a Ogum que imante e consagre aquela firmeza de forças do seu Boiadeiro pessoal.
4.       Logo após, cantar o ponto de chamada de Oya Logunã para que os médiuns incorporem-na e imante com seu axé a firmeza dos boiadeiros.


5.       Feito isso, a curimba canta o ponto de chamada dos boiadeiros, e eles vem para cruzar a corda com argolas.
6.       Depois que os boiadeiros cruzarem a corda com argolas e o laço dele, cantar novamente para Oya Logunã vir e sacramentar o cruzamento e a firmeza do boiadeiro.


7.       Após tudo isso, apagar as velas, colocando ponta com ponta, recolher tudo e guardar, para então fazer o fechamento da gira, não pode fazer isso depois do fechamento, porque se não as argolas juntamente com com a corda ficaram ativos no local.
8.       Deve-se montar a corda com argolas novamente em casa (ou no terreiro para quem é dirigente) e terminar de queimar as velas, repondo aquelas que acabaram inicialmente, desta forma terá uma copia da firmeza na contra parte espiritual que se tornara ativa sempre que solicitado.

INVOCAÇÃO ATIVADORA DA FIRMEZA DE BOIADEIROS:
      Eu peço licença ao divino criador Olorum, ao pai Ogum, a Mãe Oya Logunã, a corrente dos boiadeiros e ao boiadeiro (citar o nome do seu boiadeiro pessoal - guia -) que ativem esta firmeza para que nela sejam recolhidos todos os espíritos desequilibrados, todas as demandas, magias negativas feitas contra mim, minha casa (ou terreiro, se dirigente) e minhas forças, anulando-as completamente e livrando-nos de todas as sua influencias negativas, trazendo-nos de volta, paz, harmonia e equilíbrio. Amém.
Autor: Rubens Saraceni
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“A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho.”


SIGNIFICADOS QUANTO AO FORMATO DA VELA



 
Cones ou Triangulares: equilíbrio, elevação.
Quadradas: estabilidade, matéria.
Estrela: espiritual, carma.
Pirâmide: realizações matérias.
Cilíndricas: servem para tudo.
Animais: para o seu animal protetor.
Lua: para acentuar sua energia intuitiva.
Gnomo: para seu elemental da terra.
Cone ou Triangulares: simbolizam o equilíbrio. Tem três planos: físico, emocional e espiritual.
Velas Cônicas: são voltadas para cima e significam o desejo de elevação do homem, sua comunicação com o cosmos.
Velas Quadradas: Simbolizam estabilidade na matéria. Seus lados iguais representam os quatro elementos: Terra, Água, Fogo, Ar.
Velas em Formato de Estrela de Cinco Pontas: É o símbolo do homem preso na matéria. Representa o carma.
Velas Redondas: Simbolizam mudança. E a energia mais pura do astral que só a mente superior alcança.