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sábado, 13 de fevereiro de 2016

Quaresma na Umbanda


Boa tarde, meus amigos!
Recebi varias mensagens me perguntando sobre a quaresma na Umbanda se devemos trabalhar e o que deve ser feito?
Respondendo: 
Sim deve-se trabalhar durante a quaresma! 
Dentre os vários compromissos que os verdadeiros umbandistas devem ter para com a religião que abraçaram, estão os de esclarecerem, difundirem e enaltecerem os reais valores, bases e diretrizes de nossa Sagrada Umbanda.
Desta forma, observações, avaliações e conceitos devem alcançar e modificar determinadas condutas que, embora habituais, têm como base preceitos estranhos a nossa religião.
Porque devemos trabalhar, alguns devem estar perguntando? 
Porque é quando mais precisamos das entidades de luz para nos ajudar, porque neste período o portal entre os mundos está aberto e tudo de ruim está a solta, pertubando, cutucando, e tudo mais que vocês imaginem de ruim está a solta, para deixar o mundo pior, e aqueles que são fracos mais atormentados do que já são.
Os Umbandistas, consoante o que foi mencionado, devem ter consciência e convicção de que os terreiros são verdadeiros pronto-socorros espirituais e jamais poderão fechar suas portas a médiuns e assistentes. Ou será que a tristeza, a frustração, as demandas, as doenças, e outras situações negativas deixam de afligir as pessoas durante a quaresma ?
Nós umbandistas somos sabedores que o Meigo Nazareno não quer que soframos por Ele, mas sim que coloquemos em prática suas lições de amor, fé, caridade e fraternidade, virtudes que pregou quando encarnado, como alicerces seguros para a evolução da humanidade.
Reverenciemos o Cristo da Galiléia com trabalhos espirituais, que não podem parar, pois que o socorro é sempre urgente. A Umbanda é a manifestação do espírito para a caridade. E caridade é Jesus em ação.
Então agora vou explicar um pouco da quaresma na nossa religião, para todos entenderem!
A Umbanda e o Candomblé têm tudo a ver com o período colonial brasileiro, ou seja, com a época que, para a vergonha de todos nós, o poder branco europeu instituiu a escravidão dos negros para a salvação de suas almas. Dizia-se que escravizar era a forma de fazer com que os negros, e consequentemente suas crenças nos Orixás africanos, se tornassem bons cristãos para salvarem suas almas. Com esse pensamento hipócrita e depois de fracassarem nas tentativas escravizar os índios brasileiros, a Igreja Católica Apostólica Romana, atendendo às solicitações do Bispo espanhol Dom Bartolomeu de Las Casas, conseguiu do Papa a autorização para que se importassem da África os negros escravos, alegando que a igreja de Cristo não permitia que se fizesse escravo um homem livre, mas nada tinha a opor que se utilizasse (ou que se comprasse, como se fosse qualquer mercadoria) um homem que já era escravo. Desta forma, contrariando o verdadeiro ensinamento de Cristo, a igreja importou milhões de negros nos quatro séculos que durou a escravidão. Depois o Papa pediu perdão e ficou tudo por isso mesmo …
Ironias e hipocrisias à parte, as cortes europeias, com o apoio dos padres, durante mais de quatrocentos anos tentaram impor aos negros, mestiços e mesmo aos brancos desafortunados seus valores e sua religião mesmo que, invocando Nosso Senhor Jesus Cristo, mantivesse a riqueza da nobreza europeia à custa da dor, do sofrimento e do sangue destes infelizes africanos. Obrigados a se tornarem cristãos, os negros tinham que renegar suas crenças ao tomarem nomes cristãos e ao cumprirem todo o ritual cristão para não serem punidos pelos senhores brancos.
Quatrocentos anos de escravidão tornaram o Brasil um país de mestiços. Cinquenta por cento, ou mais, de sua população é de origem africana. Por isso é que, mesmo mantendo por todo esse tempo sua verdadeira crença nos Orixás, foi preciso esconder suas práticas religiosas nos rituais cristãos. Nosso Calendário Litúrgico é cristão, então, São Jorge passou a ser Ogum; Nossa Senhora virou Iemanjá, Oxum e assim por diante, sempre ocultando dos brancos suas verdadeiras crenças pois sabiam que, se um dia conseguissem se libertar, só seriam aceitos de volta em sua terra se mantivessem seu próprio idioma, suas crenças, seus hábitos e costumes. Como parte dessa cultura religiosa IMPOSTA ficou para nós o já elaborado Calendário Cristão e, como ponto alto desse mesmo calendário, está a prática medieval de se observarem os quarenta dias de resguardo da Quaresma que antecedem a Sexta-Feira Santa e a Páscoa.
A princípio a igreja se mantinha de luto por quarenta dias, começando na Quarta-Feira de Cinzas. Os altares e as capelas menores eram cobertos com panos roxos (Nana?). Toda atividade artística alegre cessava e os Terreiros que funcionavam escondidos, temendo represálias por serem descobertos, cessavam suas atividades. Considerando que as atividades com os chamados Guias de Luz e com os Orixás estão paradas valem-se disso os que trabalham nas sombras, os espíritos dos malignos que aproveitam-se de estarem desprevenidos os homens bons para promoverem o mau.
A tradição de se fechar os Templos de Umbanda quando não havia liberdade de crença, não tem razão de ser no mundo atual. Muito ao contrário, é nessa época que NÃO DEVEMOS PARAR, é nessa época em que a quimbanda maligna trabalha à vontade, que o Templo deve estar preparado para, com o auxílio das Entidades de Luz, denunciar qualquer trabalho negativo que tenha sido feito para atrapalhar seus Filhos de Fé ou frequentadores. Atualmente, interromper os trabalhos do Templo na Quaresma é descabido, é ingenuidade, é desconhecer que os inimigos trabalham nas trevas e que, se não temos o Preto- Velho, o Caboclo ou qualquer entidade que possa nos avisar do mau feito, estaremos desprotegidos, descobertos, ou seja, nas mãos dos inimigos. É preciso URGENTEMENTE esclarecer que a Quaresma não é Afro, é hebraico-europeia, e que já não é preciso se esconder de ninguém, pois nossa Constituição nos assegura o direito à liberdade de crença e os padres já não podem mais nos queimar nas fogueiras da inquisição.
Por isso, vamos abrir nossos Templos de Umbanda na Quaresma e cuidar com amor dos nossos Filhos de Fé.

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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Sim, devemos trabalhar durante a Quaresma!!



A Umbanda e o Candomblé têm tudo a ver com o período colonial brasileiro, ou seja, com a época que, para a vergonha de todos nós, o poder branco europeu instituiu a escravidão dos negros para a salvação de suas almas. Dizia-se que escravizar era a forma de fazer com que os negros, e consequentemente suas crenças nos Orixás africanos, se tornassem bons cristãos para salvarem suas almas. Com esse pensamento hipócrita e depois de fracassarem nas tentativas escravizar os índios brasileiros, a Igreja Católica Apostólica Romana, atendendo às solicitações do Bispo espanhol Dom Bartolomeu de Las Casas, conseguiu do Papa a autorização para que se importassem da África os negros escravos, alegando que a igreja de Cristo não permitia que se fizesse escravo um homem livre, mas nada tinha a opor que se utilizasse (ou que se comprasse, como se fosse qualquer mercadoria) um homem que já era escravo. Desta forma, contrariando o verdadeiro ensinamento de Cristo, a igreja importou milhões de negros nos quatro séculos que durou a escravidão. Depois o Papa pediu perdão e ficou tudo por isso mesmo …

Ironias e hipocrisias à parte, as cortes europeias, com o apoio dos padres, durante mais de quatrocentos anos tentaram impor aos negros, mestiços e mesmo aos brancos desafortunados seus valores e sua religião mesmo que, invocando Nosso Senhor Jesus Cristo, mantivesse a riqueza da nobreza europeia à custa da dor, do sofrimento e do sangue destes infelizes africanos. Obrigados a se tornarem cristãos, os negros tinham que renegar suas crenças ao tomarem nomes cristãos e ao cumprirem todo o ritual cristão para não serem punidos pelos senhores brancos.

Quatrocentos anos de escravidão tornaram o Brasil um país de mestiços. Cinquenta por cento, ou mais, de sua população é de origem africana. Por isso é que, mesmo mantendo por todo esse tempo sua verdadeira crença nos Orixás, foi preciso esconder suas práticas religiosas nos rituais cristãos. Nosso Calendário Litúrgico é cristão, então, São Jorge passou a ser Ogum; Nossa Senhora virou Iemanjá, Oxum e assim por diante, sempre ocultando dos brancos suas verdadeiras crenças pois sabiam que, se um dia conseguissem se libertar, só seriam aceitos de volta em sua terra se mantivessem seu próprio idioma, suas crenças, seus hábitos e costumes. Como parte dessa cultura religiosa IMPOSTA ficou para nós o já elaborado Calendário Cristão e, como ponto alto desse mesmo calendário, está a prática medieval de se observarem os quarenta dias de resguardo da Quaresma que antecedem a Sexta-Feira Santa e a Páscoa.

A princípio a igreja se mantinha de luto por quarenta dias, começando na Quarta-Feira de Cinzas. Os altares e as capelas menores eram cobertos com panos roxos (Nana?). Toda atividade artística alegre cessava e os Terreiros que funcionavam escondidos, temendo represálias por serem descobertos, cessavam suas atividades. Considerando que as atividades com os chamados Guias de Luz e com os Orixás estão paradas valem-se disso os que trabalham nas sombras, os espíritos dos malignos que aproveitam-se de estarem desprevenidos os homens bons para promoverem o mau.

A tradição de se fechar os Templos de Umbanda quando não havia liberdade de crença, não tem razão de ser no mundo atual. Muito ao contrário, é nessa época que NÃO DEVEMOS PARAR, é nessa época em que a quimbanda maligna trabalha à vontade, que o Templo deve estar preparado para, com o auxílio das Entidades de Luz, denunciar qualquer trabalho negativo que tenha sido feito para atrapalhar seus Filhos de Fé ou frequentadores. Atualmente, interromper os trabalhos do Templo na Quaresma é descabido, é ingenuidade, é desconhecer que os inimigos trabalham nas trevas e que, se não temos o Preto- Velho, o Caboclo ou qualquer entidade que possa nos avisar do mau feito, estaremos desprotegidos, descobertos, ou seja, nas mãos dos inimigos. É preciso URGENTEMENTE esclarecer que a Quaresma não é Afro, é hebraico-europeia, e que já não é preciso se esconder de ninguém, pois nossa Constituição nos assegura o direito à liberdade de crença e os padres já não podem mais nos queimar nas fogueiras da inquisição.

Por isso, vamos abrir nossos Templos de Umbanda na Quaresma e cuidar com amor dos nossos Filhos de Fé.

Babalaô Ronaldo Antônio Linares
Federação Umbandista do Grande ABC

Fonte: Jornal de Umbanda Carismática – JUCA – Número 18 publicado em Fevereiro de 20

Um ótimo final de semana a todos ! Muito Axé !


Você sabe o que é a Quaresma?



A palavra Quaresma vem do latim para quadragésima e é utilizada para designar o período de quarenta dias que antecede a festa ápice do cristianismo: a ressurreição de Jesus Cristo, comemorada no famoso Domingo de Páscoa, prática esta que data desde o século IV. Na quaresma, que começa na quarta-feira de cinzas e termina na quinta-feira da Semana Santa, os católicos realizam a preparação para a Páscoa. O período é reservado para a reflexão e a conversão espiritual, ou seja, o católico deve se aproximar de Deus visando o crescimento espiritual e é neste período, em especial, que os fiéis são convidados a fazerem uma comparação entre suas vidas e a mensagem cristã expressa nos Evangelhos. Esta comparação significa um recomeço, um renascimento para as questões espirituais e de crescimento pessoal. O cristão deve intensificar a prática dos princípios essenciais de sua fé com o objetivo de ser uma pessoa melhor e proporcionar o bem para os demais. Essencialmente, o período é um retiro espiritual voltado à reflexão, onde os cristãos se recolhem em oração e penitência a fim de preparar o espírito para a acolhida do Cristo Vivo, Ressuscitado no Domingo de Páscoa. Todas as religiões têm períodos voltados à reflexão, eles fazem parte da disciplina religiosa e cada doutrina  tem seu calendário específico para seguir.

A Quaresma dura na verdade 47 dias,  uma vez que no calendário litúrgico os domingos não são contados, perfazendo então 40 dias. A duração da Quaresma está baseada no simbolismo do número quarenta na Bíblia, o número quatro simboliza o universo material e os zeros que o seguem significam o tempo de nossa vida na Terra, com suas provações e dificuldades. Nesta, fala-se dos quarenta dias do dilúvio, dos quarenta anos de peregrinação do povo judeu pelo deserto, dos quarenta dias de Moisés e de Elias na montanha, dos quarenta dias que Jesus passou no deserto antes de começar sua vida pública, dos 400 anos que durou o exílio dos judeus no Egito…

Cerca de duzentos anos após o nascimento de Cristo, os cristãos começaram a preparar a festa da Páscoa com três dias de oração, meditação e jejum. Por volta do ano 350 d. C., a Igreja aumentou o tempo de preparação para quarenta dias e assim surgiu a Quaresma. A cor litúrgica deste tempo é o roxo, que significa luto e penitência, o que explica o fato das imagens católicas serem cobertas com um manto roxo nesse período. A Igreja católica propõe, por meio do Evangelho proclamado na quarta-feira de cinzas, três grandes linhas de ação: a oração, a penitência e a caridade. Não somente durante a Quaresma, mas em todos os dias de sua vida, o cristão deve buscar o Reino de Deus, ou seja, lutar para que exista a justiça, a paz e o amor em toda a humanidade.

Curiosidade: Você sabia que a data da quaresma e do carnaval é determinada pelo Vaticano? Sabemos que o carnaval e a quaresma caem todos os anos em datas diferentes, pois são regidas pela Páscoa que é também uma data móvel. No entanto, poucos sabem que o dia de Páscoa é estabelecido pela Igreja há séculos. No Brasil podemos conhecer essa data estabelecendo o primeiro domingo depois da primeira Lua Cheia de outono, que ocorre no dia ou depois de 21 março (a data do equinócio). Entretanto, a data da Lua Cheia não é a real, mas sim a definida nas Tabelas Eclesiásticas. É preciso localizar o primeiro domingo depois da primeira lua cheia da primavera de Roma (hemisfério norte) usando os critérios gregorianos. A igreja, para obter consistência na data da Páscoa, decidiu, no Conselho de Nicea em 325 d.C., definir a Páscoa através de uma Lua imaginária conhecida como a “lua eclesiástica”.

Sendo assim, levando em consideração esse estudo, chego à conclusão de que os Terreiros de Umbanda que fecham suas portas no período de quaresma por seguirem uma conduta católico-cristã estão, no mínimo, agindo de forma equivocada pois se nesse período deve-se  potencializar o sentido da oração, da penitência e da caridade, então a lógica é, mais do que nunca, ABRIR as portas dos Terreiros e colocar tudo isso em prática. Afinal, sabemos que não há momento de maior exteriorização e vivência da oração, da penitência (mesmo a Umbanda não tendo como prática a penitência) e da caridade do que dentro de um Terreiro exercendo nossa religiosidade, espiritualidade e caridade, sem falar no trabalho que nos propusemos a realizar.

E aqueles Terreiros que fecham apenas por seguirem uma tradição ou pela oportunidade de ‘descanso’, saibam que, mais do que nunca, é nesse período que as pessoas mais estão precisando da ajuda dos Guias Espirituais Superiores que são manifestados através dos médiuns umbandistas, afinal na festa de carnaval acontecem muitos casos de  uma verdadeira ativação do baixo astral  e muitas vezes  o próprio médium se permite atos profanos, desequilibrados e extremamente negativos neste período.

E você, o que pensa sobre isso? Os terreiros devem fechar ou continuar com seus trabalhos normais no período da Quaresma?

Fonte de pesquisa: CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
Escrito por Monica Caraccio

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Hoje damos inicio a Quaresma



Quaresma

A Quaresma é um período em que se relembra o período entra morte e a Ressurreição de Jesus Cristo ( Pai Oxalá).

Durante este período é Apropriado para penitência e meditação, através da prática do jejum, da esmola e da oração.
A Quaresma começa na Quarta-feira de Cinzas e termina na tarde da Quinta-feira Santa, antes da Celebração da Santa Ceia,quando foi instituida a Eucaristia e o Sacerdócio.
A quaresma é o tempo litúrgico de conversão,
É tempo para nos arrepender de nossos pecados e de mudar algo de nós para sermos melhores e poder viver mais próximos de Cristo.
A Quaresma dura 40 dias; começa na Quarta-feira de Cinzas e termina no Domingo de Ramos. Ao longo deste tempo, sobretudo na liturgia do domingo, fazemos um esforço para recuperar o ritmo e estilo de verdadeiros fiéis que devemos viver como filhos de Deus.
40 dias A duração da Quaresma está baseada no símbolo do número quarenta na Bíblia. Nesta, é falada dos quarenta dias do dilúvio, dos quarenta anos de peregrinação do povo judeu pelo deserto, dos quarenta dias de Moisés e de Elias na montanha, dos quarenta dias que Jesus passou no deserto antes de começar sua vida pública.
Na Bíblia, o número quatro simboliza o universo material, seguido de zeros significa o tempo de nossa vida na terra, seguido de provações e dificuldades.

Vivendo a Quaresma

Durante este tempo especial de purificação, antes de tudo, a vida de oração, condição indispensável para o encontro com Deus.
Na oração, inicia um diálogo íntimo com o Senhor, deixa que a graça divina penetre em seu coração.
Arrependendo-se de seus pecados
Lutar para se mudar intimamente.
Jejuar.
-Os Jejuns de quaresma entram a Abdicação da Carne na quarta Feira de Cinzas e Todas as Sexta Feiras de sua Duração.

Umbanda e a Quaresma

A Quaresma é Onde Nossos Orixás e Guias de primeira Linha ou
Primeiro Escalão Param Para Avaliação do Ano Espiritual em Termino, é Também onde Traçam o Plano Espiritual para o Ano a Começar.

Antigamente os Terreiros Fechavam no Período de Quaresma,
Fechavam na Gira de Cinzas onde Os Filhos eram Cruzados Pelos Pretos Velhos Com Cinzas Afim de proteção Conta Fluidos Negativos e Maus Espíritos Neste Período.
E Só Reabriria na Sexta Feira Santa , Onde se iniciava a Vigília ,
Traçava-se um Cruzeiro no Chão com Pemba e o Contornava com Velas Brancas , Assim Velando o Cruzeiro e Rezando diversos Terços Até O Estouro de Aleluia.
O Conga era Fechado Com Cortinas Roxas ou Brancas os Santos Cobertos e Tudo Só Era Retirado após o Estouro de Aleluia.
No sábado de Aleluia ao Meio dia Os Pretos Velhos Faziam a Incorporação em seus Médiuns , Estouravam a Aleluia , e Faziam o Levantamento do Cruzeiro Velado
Estava Cumprida a Penitencia de Quaresma e os médiuns já Preparados Para a Ceia de Páscoa.

Obs: Neste Período Fechava-se a Casa Para a Caridade.

Porém Hoje Não Mais Conheço Terreiros que Façam Tal Ritual Por Completo.

Hoje Dentro da Quaresma os Terreiros dão Continuidade
À Caridade, ato Que Particularmente acho muito Bom,
Porem Não se pode Atuar Com:Orixás , Falangeiros , Capangueiros,
Caboclos,Pretos Velhos e Eres.
Más Podemos atuar Com as 2ª Linhas ou Linhas de Segundo Escalão
Como: Boiadeiros , Baianos , Marinheiros e Exus ( este ultimo não Muito Recomendado) Assim dando Continuidade á Caridade,
Porem sem se Esquecer de nos Redimirmos de Nossos Pecados e Falhas.

Obs: Nos Dois Casos Citados Faz-se na noite da Quinta Feira Santa (Quinta Feira Maior) Uma Oferenda aos Exus a Fim de Proteção Para o novo Ano Espiritual.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Umbanda e Quaresma


   Dentre os vários compromissos que os verdadeiros Umbandistas devem ter para com a religião que abraçaram, estão os de esclarecerem, difundirem e enaltecerem os reais valores, bases e diretrizes de nossa Sagrada Umbanda. Desta forma, observações, avaliações e conceitos devem alcançar e modificar determinadas condutas que, embora habituais, têm como base preceitos estranhos a nossa religião.
    Neste contexto, reportemo-nos, sucintamente ao ato litúrgico católico nominado Quaresma. A Quaresma e o próprio nome revela, é um período de 40 dias que tem início após as festas ditas profanas (carnaval), culminando no domingo de páscoa. Tem como finalidade, segundo os católicos, preparar o indivíduo, mediante processos de conversão e penitência, para a expurgação de influências carnais e mundanas e a absorção de valores sagrados. Tal período litúrgico, afirmam alguns, se consolidou no final do século III, tendo sido citado no 1° Concílio (Assembléia) Ecumênico de Nicéia, no ano 325.
   Não obstante respeitarmos esta prática religiosa, própria dos católicos, devemos ter em mente que tal habitualidade pertence ao catolicismo, e não a Umbanda. E por quê então um número razoável de terreiros fecham suas portas, suspendendo as atividades espírito-caritativas durante este período?
        1° Influência dos tempos de Catolicismo:- muitas pessoas que hoje são dirigentes Umbandistas, no passado professavam a religião católica. Converteram-se à Umbanda, mas esqueceram-se de deixar na antiga religião preceitos próprios da mesma.
       2° Justificação para longas férias: - encontram no período católico da Quaresma o meio ideal de justificarem sua vontade particular de descanso, de deleites materiais, sem serem alvos de críticas por estarem suspendendo atividade de auxílio espiritual aos necessitados, uma vez que a maioria não sabe o que é quaresma.
      Os Umbandistas, consoante o que foi mencionado, devem ter consciência e convicção de que os terreiros são verdadeiros pronto-socorros espirituais e jamais poderão fechar suas portas a médiuns e assistentes. Ou será que a tristeza, a frustração, as demandas, as doenças, e outras situações negativas deixam de afligir as pessoas durante a quaresma?
      Sejamos sensatos. A Umbanda é religião cristã. É fato. Não significa, no entanto, que tenhamos de aplicar atos litúrgicos alienígenas à mesma.
       Se os católicos são de opinião que a melhor forma de expiar suas faltas é jejuar e fazer penitência, ficando na última semana dos 40 dias a chorar o sofrimento de Jesus, bom para eles.
       Nós umbandistas somos sabedores que o Meigo Nazareno não quer que soframos por Ele, mas sim que coloquemos em prática suas lições de amor, fé, caridade e fraternidade, virtudes que pregou quando encarnado, como alicerces seguros para a evolução da humanidade.
       Reverenciemos o Cristo da Galiléia com trabalhos espirituais, que não podem parar, pois que o socorro é sempre urgente. A Umbanda é a manifestação do espírito para a caridade. E caridade é Jesus em ação.
 Saravá Umbanda !!!
Fonte: http://br.groups.yahoo.com/group/boiadeirorei/message/3150

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Sr. Zé Pelintra e a Quaresma



Salve Seu Zé Pelintra!


Falar de Seu Zé Pelintra no tempo da quaresma cristã parece provocação. Incentivar ou manter o preconceito com esta entidade tão iluminada é não aceitar essa bênção de sua proteção.

Quantos já escreveram e dissertaram de forma tão brilhante, sobre as origens desse espírito guerreiro. Mas aquilo que vivencio, ou conhecendo as várias manifestações em diferentes locais, onde presenciei trabalhos carregados de fé.

Em casas de irmãos que trabalham com as diretrizes voltadas ao Catimbó, a manifestação de Mestre Zé Pelintra vem carregada de rituais voltados ao culto da Jurema, árvore sagrada. Nesses trabalhos, aparece como malandro vestindo terno branco e gravata, fumando seu charuto, bebendo sua marafa, mas fazendo suas orações que auxiliam todos aqueles que lhe pedem justiça, vitória contra as demandas.

Presenciei em outra ocasião, e em outro local a chegada de um velho que era amparado por cambones, ali chegou e se apresentou: "sou Seu Zé Pelintra das Almas, e não vim pra brincadeira!" Era um preto-velho com suas cantigas que mais eram orações que mostravam a sua forma de trabalho, e suas recomendações quase sempre são conselhos de mudanças de atitude para os que insistem na vida sem utilidade, fazendo o sofrimento por onde passavam.

Alguém pode afirmar que o culto de Seu Zé Pelintra é completamente o oposto e que tal entidade é um Exu que zomba da dor alheia, e que sua missão é trazer a discórdia por onde passar. E infelizmente, acaba sendo mais convincente, por causa do lucro que pode conseguir diante de uma humanidade tão ressentida e vingativa.

Para minha alegria conheci muitos lugares que valorizam o trabalho desse espírito iluminado, que com o passar dos anos se revelou mais justo, brilhante soldado de Ogum e fiel conselheiro para aqueles que quiserem se libertar da prisão dos vícios de toda a espécie.

A Luz deixada por Seu Zé Pelintra será reveladora, e assim muitos saberão da verdade libertadora dos preconceitos.

Em qualquer tempo, faça uma prece em louvor ao Seu Zé Pelintra.

Quem é Zé Pelintra?

Trata-se de um espírito famoso, alguém que viveu de forma anônima, sendo mais um José na multidão. Era mais um negro brasileiro, que vivia na simplicidade e se divertia cantando e encantando as pessoas. Era esperto demais que virou malandro e lenda no Rio de Janeiro. Para muitos aquele Zé se tornou um grande guerreiro, iluminado por Ogum, São Jorge vencedor de demandas. Tão sábio era em vida que se transformou numa das colunas da Umbanda.

Ouvi certa vez de um mensageiro que se apresentou como Seu Zé Pelintra, que surgiu após a incorporação dos Caboclos no terreiro. Aproximou-se de mim e disse: "Não tema menina, sou espírito do Bem. Venho com a ordem de Ogum, e cumprir sua vontade. Muitos irmãos se apresentam com nome de Zé Pelintra em diferentes degraus da escada. A escada que subimos pouco a pouco, trabalhando com as ferramentas que encontramos em cada degrau.

Poucos entendem que somos muitos espíritos carregando o mesmo apelido, por causa da simpatia que possuímos pela história e trajetória espiritual daquele primeiro Seu Zé. Nosso lema principal é sempre vencer as batalhas em nome da Luz Maior.

* No primeiro degrau avistamos o sinal dos tridentes cruzados, mostrando que nosso combate será nas encruzilhadas, ao lado dos Exus Guardiões, eternos vigilantes do equilíbrio. Participamos de muitos tipos de trabalho, seja no Catimbó ou Santeria.

Vestindo nosso terno branco, gravata vermelha nos impomos com nossa elegância e nosso conhecimento contra qualquer mal feito. Usamos de toda a astúcia para enfraquecer o abismo destruidor, por isso muitas vezes nos chamam de malandros que saem durante a noite.

Quando chegamos ao segundo degrau estamos ao lado dos espíritos de baianos e boiadeiros, trazendo alegria e esperança para todos. Através da cantoria, da dança, e da palavra esperançosa, ilumina as almas encarnadas com a certeza que merecem serem felizes. Recebemos o nome de Baiano Zé Pelintra, e a fama de grandes conquistadores das almas femininas.

* Nesse degrau do meio, estamos em bandas, ou povos, sem esquecer o que se passou no degrau anterior. Usamos da alegria e esperança, para a libertação daqueles que se entregaram nos laços destruidores de almas. Mostramos que a beleza da vida está em toda parte, e que levamos da vida a vida que a gente leva.

* E finalmente no terceiro degrau, juntamente com as Almas abençoadas dos Pretos-Velhos, deixamos confusos aqueles que acham que o espírito demora uma eternidade para evoluir. Esquecem-se da grande misericórdia divina, e do perdão que Deus concede aos arrependidos sinceros.

Com toda a sabedoria que adquirimos ao longo da trilha espiritual, percebemos que em muitos momentos nos reunimos num nível só. Somos os guerreiros das encruzilhadas, que com toda a alegria e disposição usaremos sabiamente o que aprendemos durante toda a jornada espiritual.


"Viu só menina quanta coisa ainda precisa aprender? Todos são livres para escolher a felicidade, e desprezar a dor.

Zé Pelintra é do nosso povo brasileiro, sofrido, espoliado, mas não desiste de ser feliz".

Como é sua Imagem?

A imagem do negro elegante, vestindo seu terno branco a gravata vermelha, lenço vermelho na lapela, e um chapéu panamá, muito usado nos anos quarenta. Essa é uma imagem popular do Seu Zé Pelintra, que qualquer pessoa identifica em qualquer lugar.

Seu culto em Minas Gerais se realiza no Catimbó. Cerimônias em locais retirados dos centros urbanos, no interior, em comunidades que possuem a tradição familiar, ou seja, o comando espiritual passa de pai para filho, ou para herdeiros escolhidos. O fundamento principal está baseado no segredo que envolve a bebida extraída da árvore da Jurema, um segredo que é guardado pelos homens. Nesses cultos se valorizam a força da reza, ou orações parecidas com as da Igreja católica e a incorporação dos Mestres espirituais ancestrais. Seu Zé Pelintra é para alguns, um desses Mestres. É recebido com respeito, porque um dos seus grandes trabalhos é o "fechamento de corpo". Consistia em rezas para a segurança nas viagens longas em estradas perigosas, ou proteção contra inimigos materiais ou espirituais. Segundo me informou uma pessoa que viveu dentro desse culto no Catimbó, o dia mais recomendado para se fazer o fechamento de corpo para um ano inteiro, era a sexta-feira santa. Nesse dia Mestre Zé Pelintra incorpora num médium paramentado de terno branco, gravata vermelha, tal e qual a representação de sua imagem mais popular. O médium que o incorpora geralmente se torna muito vaidoso, e tal qual o Mestre Zé Pelintra, é uma pessoa ao mesmo tempo amada e temida em muitos pontos do país.

Nos terreiros de Umbanda, raramente se avista a imagem de Seu Zé Pelintra num altar especial, dentro das salas de trabalho, e muito poucos se atrevem a chamá-lo em giras de baiano. Sua presença é vista com estranheza e desconfiança, por que alegam que esse malandro só possue lugar dentro da trunqueira, ou seja, junto aos Exus Guardiões. A trunqueira é localizada em geral, fora dos limites da sala principal de trabalho, do lado esquerdo de quem entra.

O tempo passa, e por mais que o trabalho desse espírito iluminado demonstre sua evolução, muitas pessoas ficam estacionadas em conceitos passados por pessoas que temem Seu Zé Pelintra. Um temor que envolve lendas passadas e incorporadas no senso comum. Aquele que teme por que aprendeu que Zé Pelintra é do mal, espírito sem luz que só faz tragédia acontecer para quem nele acredita.

Quantos médiuns que possuem missão com ele em suas falanges? Ou ficam confusos ou temerosos ou então se envaidecem pelo poder de intimidação que esse espírito traz em suas lendas.

Os que ficam confusos e temerosos tentam "cuidar dele" para que ele não atrapalhe sua vida. São induzidos a incorporar Seu Zé em giras carregadas de medo e destruição. Impedem que os brilhos de seus trabalhos sejam realizados, fazendo com que se reforce a idéia de que esse espírito seja mensageiro das trevas. Alguns conseguem se libertar dessa concepção e através de estudo e análise de outras correntes de pensamento, aquelas que observaram a evolução das manifestações de Zé Pelintra na Linha das Almas. Graças aos caminhos evolutivos as informações positivas e esclarecedoras chegam ao entendimento. Aí o médium sente a companhia espiritual como bênção, e assumirá a conduta de sempre buscar o seu melhor, estudando e evoluindo para continuar sua missão com dignidade.

O aprendizado constante é dever de todo médium, e a humildade é sua pedra fundamental. Seu Zé Pelintra é espírito iluminado e o médium que se atreve a vangloriar-se de sua proteção, sofrerá muito com as decepções que causará e receberá o seu retorno. Por ser um espírito famoso, pode causar ao seu médium o penoso caminho da provação e do abandono. Os médiuns são intermediários, é ser instrumento e aprendiz dessa experiência maravilhosa. Experiência de contacto com a Luz que ilumina os corações e espíritos de todos inclusive dos médiuns. A vaidade é devastadora, pois deixa o contacto com a Luz interrompido. O vaidoso em principio até trabalhou com a entidade, mas com o tempo e a persistência desse sentimento acontece o afastamento do espírito iluminado e cede a aproximação de obsessões que comandam e sustentam a farsa. Ser médium é ter responsabilidade, e não existe isenção quando o arbítrio decide pela vaidade.

Seu Zé Pelintra, tal e qual aos espíritos mais conhecidos, possue a responsabilidade de executar sua missão com determinações do Astral Superior.

Portanto a presença de Seu Zé Pelintra em várias partes do país pode mudar conforme a cultura local, mas a essência de sua missão fortalecida na alegria e esperança. Quer esteja na vibração das encruzilhadas, das matas com a Linha das Almas, seu trabalho valoroso deve ser bem interpretado. A liberdade desse espírito expõe a grandeza do caminho da evolução espiritual, que todos os grandes Mestres trilharam. Na simplicidade e na seriedade, os milagres atribuídos a esse espírito guerreiro vão continuar e cabe-nos refletir sobre nossas atitudes diante dele.

Que a partir desse novo tempo de evolução mais irmãos coloquem em seus altares materiais e em seus corações, a imagem brilhante daquele negro de terno branco e chapéu panamá. Que ele continue rezando por nós nesses dias tão violentos, fechando nossas mentes para o preconceito e isolamento.


Salve Seu Zé Pelintra!


Por Mãe Bebel – Fraternidade Socorrista Mãe Yemanjá e Baiano Zeferino


Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei




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“A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho.”


SIGNIFICADOS QUANTO AO FORMATO DA VELA



 
Cones ou Triangulares: equilíbrio, elevação.
Quadradas: estabilidade, matéria.
Estrela: espiritual, carma.
Pirâmide: realizações matérias.
Cilíndricas: servem para tudo.
Animais: para o seu animal protetor.
Lua: para acentuar sua energia intuitiva.
Gnomo: para seu elemental da terra.
Cone ou Triangulares: simbolizam o equilíbrio. Tem três planos: físico, emocional e espiritual.
Velas Cônicas: são voltadas para cima e significam o desejo de elevação do homem, sua comunicação com o cosmos.
Velas Quadradas: Simbolizam estabilidade na matéria. Seus lados iguais representam os quatro elementos: Terra, Água, Fogo, Ar.
Velas em Formato de Estrela de Cinco Pontas: É o símbolo do homem preso na matéria. Representa o carma.
Velas Redondas: Simbolizam mudança. E a energia mais pura do astral que só a mente superior alcança.