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quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Uma linda conversa com Seu Martin





Venho através desse blog, expor uma historia própria dita pela a entidade de um marinheiro para alguns e marujo para outros.

Numa visita inesperada, Seu Martin me colocou um pouco de sua historia quando em vida.
Em meados de 1800, nasce um lindo menino no qual é abandonado e deixado a beira das águas, esse menino salvo por um grupo de homens da pesca acaba sendo criado junto aos pescadores, tendo ao meio um pescador no qual sempre o tratou com mais carinho e o nomeou de Martin.
Quando Martin completou cinco anos de idade esse pescador no qual tinha um grande carinho, leva o menino para sua esposa criar. Naquela humilde casa de barro morava a esposa e filha desse pescador, porem jamais imaginaria que naquela casa teria tanta maldade, sim por longos anos Martin foi maltratado, torturado por aquela suposta madrasta, uma mulher muito ruim que não aceita a vinda daquele “estranho” para a sua humilde casa.
Como relatos do próprio, essa mulher quando Martin era pequeno torturava com beliscões até machucar e sangrar o menino e devido a esses maus tratos os momentos de alegria que Martin tinha era junto aos homens da pesca em seus barcos, ali ele se sentia feliz, porem a sua primeira paixão foi justamente a filha desse pescador que o criou e ela também se apaixonou completamente por Martin, porem aquele amor jamais seria aceito, contudo ela que sempre cuidava de Martin com amor e um verdadeiro carinho.
Passaram longos anos a “Madrasta” de Martin foi adoecendo e para surpresa de muitos, Martin foi quem a cuidou até seu ultimo dia de vida.
Após a morte de sua “Madrasta” ele passou a viver ainda mais nas águas, se tornando pescador, crescendo junto aqueles que um dia lhe deram o direito de ter uma família e passando a viver cada dia com mais intensidade.
Mesmo com seus erros nos quais ele veio pagar em terra nos dias de hoje, Martin quando em vida teve a sua historia cheia de altos e baixos.


sábado, 13 de dezembro de 2014

13 de dezembro - Dia dos Marinheiros


A LINHA DOS MARINHEIROS

A Linha dos Marinheiros da Umbanda engloba espíritos que trabalham no auxílio a encarnados e desencarnados, a partir do seu magnetismo aquático e de seus conhecimentos sobre a manipulação do Mistério das Águas.

Nela se apresentam espíritos que em últimas encarnações foram marinheiros de fato, navegadores, oficiais, pescadores, povos ribeirinhos, canoeiros, ex-piratas etc.

É o arquétipo do homem litorâneo, daquele que sobrevive do mar e dos rios.

A Linha dos Marinheiros tem a Regência direta dos Orixás Yemanjá e Omolu.

Yemanjá rege “a parte de cima” do mar e Omolu rege “a parte de baixo”.

Yemanjá rege o mar (“calunga grande”) e dá sustentação e amparo aos espíritos que nele viveram de forma positiva, extraindo de suas águas recursos para alimentar vidas.  

Omolu rege a terra (“calunga pequena”) e sustenta o eterno vai-e-vem das águas. Mas também atrai para os seus domínios os espíritos que se utilizaram do mar de forma negativa, alimentando apenas seus instintos inferiores.

Esta Linha de Trabalho é também chamada de “Povos da Água” e está relacionada a outras Mães das Águas: Oxum (águas doces), Nanã (lagos e lagoas), Yansã (água da chuva), Oyá-Tempo (água do sereno). Mas sua principal Regente é Yemanjá.

Os Marinheiros trabalham ainda sob influência das Forças Naturais que enfrentam no mar, tais como: as calmarias (Mistério de Oxalá); os raios (Mistério de Xangô); os tufões (Mistério de Yansã); os ciclones (Mistério de Oyá-Tempo); os bancos de areia (Mistério de Omolu); os recifes de corais (Mistério de Obá); os sargaços (Mistério de Oxóssi); as correntes marinhas (Mistério de Ogum).

Para lidar com essas energias, os Marinheiros precisam do conhecimento e da licença dos Orixás Regentes.
Portanto, ser um Marinheiro de Umbanda requer “preparo”!...

Nos Terreiros, a chegada dos Marinheiros traz uma alegria contagiante. Abraçam a todos, brincam com um jeito maroto, gingando pra lá e pra cá, PARECENDO embriagados.

Mas NÃO estão embriagados, como se poderia pensar. É o seu magnetismo aquático que os faz ficar “balançando”.

Cada elemento tem o seu magnetismo. E os espíritos que se manifestam naquela Irradiação têm magnetismo idêntico.

O que faz o mar ondular é o magnetismo característico de Mãe Yemanjá, Regente Divina dessas águas e da Linha dos Marinheiros. Logo, os Marinheiros têm esse magnetismo “ondulante”.

Ao incorporar em seu médium, o Marinheiro “bambeia”, ele se movimenta como quem se equilibra no tombadilho de um navio ou de um barco em alto mar. Desta forma, ele libera energias em formas onduladas, é através dos seus “balanços” que lembram os movimentos de uma pessoa embriagada. (Se ficarmos algum tempo no mar, vamos entender melhor isso: ao voltar para terra firme, sentiremos estar “balançando”, “bambeando”, ainda sob o efeito do movimento ondulante do mar.)

Os “balanços” dos Marinheiros liberam ondas de forte magnetismo aquático que desagregam acúmulos negativos de origem externa e interna, equilibram nosso emocional e mental e nos dão condições de gerar coisas positivas em nossas vidas. Vale lembrar que as águas simbolizam as nossas emoções e estão ligadas à origem da vida.

Nas Giras de desenvolvimento o magnetismo dos Marinheiros é um potente equilibrador emocional do médium, colaborando de forma essencial no processo.

A Linha atua preferencialmente na diluição de cargas trevosas e em trabalhos voltados para a cura emocional do consulente, muitas vezes com a ajuda de seres Elementais da Água que são atraídos com tal propósito. O contato com esses seres realiza uma potente limpeza em nosso campo magnético, uma verdadeira “explosão” de energia equilibradora.

Os Marinheiros são Magos dos Mistérios Aquáticos. Atuam de forma única dentro da Umbanda, na manipulação de energias que nos libertam de bloqueios íntimos e nos dão equilíbrio emocional. Pode parecer pouco, mas hoje a própria ciência analisa e admite os efeitos dos distúrbios emocionais como geradores de várias enfermidades. De modo que a cura emocional é o primeiro grande passo para outras conquistas.

Os Marujos lidam com os consulentes de forma simpática e extrovertida, “quebrando o gelo” e deixando o assistido muito à vontade, o que facilita a recepção dessas energias equilibradoras e curadoras.

Sua linguagem é bastante simbólica:

●“o mar”― expressão que usam significando a nossa vida. Quando falam que “o mar tá bravo”, é porque o médium ou o consulente está com dificuldades na vida por não saber lidar com as emoções;

●“barco”― maneira pela qual nos designam (é o próprio médium, é o consulente);

●“Capitão Maior/Capitão do Navio”― expressões para se referirem a Deus.

Além dos trabalhos de descarrego e quebra de magias negativas, dão consultas e passes. Costumam ir direto ao ponto, sem rodeios. Mas sabem como falar aos consulentes sem criar um clima desagradável ou de medo.

São amigos, trazem uma mensagem de esperança e força. Sempre nos alertam para agir com fé e confiança e desbravar o desconhecido, seja do nosso interior ou do mundo que nos rodeia.  

Algumas vezes, ao incorporar, os Marinheiros precisam tomar alguma bebida alcoólica para não prejudicar o físico do médium. Como se explica isso?

Acontece que o nosso organismo queima ou consome energia; e o álcool produzido pelos amidos que ingerimos sustenta essa queima.

No caso, sem ingerir a bebida, o magnetismo da Entidade absorverá muito do álcool do corpo do médium, prejudicando suas funções.

Quando espíritos regidos por magnetismos densos (água, terra e fogo) incorporam, eles precisam ingerir alguma bebida alcoólica, para não consumir aquele álcool do corpo do médium. Caso contrário, irão paralisar o organismo do médium em algumas de suas funções.

O uso da bebida dá fluidez e volatilidade às vibrações desses espíritos, expande seus campos magnéticos e possibilita a estabilização e o equilíbrio nas incorporações.

Como os Marinheiros vivem na irradiação aquática do mar, quando incorporam, parece-lhes que é o solo que está se movendo. Daí, com funções inversas, o álcool lhes dá estabilidade e equilíbrio para ficarem parados e darem atendimento às pessoas.

O álcool tira o equilíbrio de uma pessoa. Mas, assim como o veneno de cobra é o único antídoto contra picadas de cobras, com os Marinheiros a ingestão de bebida alcoólica lhes dá estabilidade. Porém, esse consumo precisará ser controlado e restrito a uma dose mínima!

Dentro de um trabalho espiritual, o excesso de bebida nunca se justifica. O Guia é um espírito que se preparou e obteve a permissão da Lei Divina para vir nos ajudar; é um mago que sabe como manipular os elementos e usa o mínimo necessário, pois não precisa de “quantidade”. Quando há excesso, isso se dá pela ignorância (despreparo), ou então pela vaidade do médium.
(FONTE: “Arquétipos da Umbanda”, Rubens Saraceni, Madras Editora, 2007, páginas 113/115.)


Nomes simbólicos: Martim Pescador, Marinheiro das Sete Praias, João das Sete Ondas, Capitão dos Mares, João da Praia, Zé do Mar, Zé Pescador, João da Marina, Zé da Maré, Antonio das Águas, Zé da Jangada, Seu Antenor, Seu Jangadeiro, João Canoeiro, Zé dos Remos, João do Rio etc.

Dia da semana:  A 2ª feira, dia associado à Lua e ao Orixá Yemanjá. Também a 6ª feira, regida por Netuno, planeta relacionado a Yemanjá.

Campo de atuação: Quebra de bloqueios emocionais; equilíbrio das emoções; limpeza energética; quebra de magias negativas.

Ponto de força: A beira-mar; beira dos rios.

Saudação: Salve a Marujada!

Cor: Azul claro e branco.

Elementos de trabalho: Pedras, conchas, búzios, estrelas do mar, caramujos, velas, fitas e linhas, areia, arroz, cebola branca. 

Ervas: Alfazema, erva-cidreira, anis estrelado, rosa branca, camomila, manjericão, erva de Santa Maria, mentruz, hibisco (flor), manjerona, mulungu (casca e raiz), noz moscada, margarida, sensitiva, arroz, erva de bicho, buchinha do norte, casca de alho, casca de cebola.

Fumos/defumação: Charuto; cigarrilha; fumos diversos feitos de ervas enroladas na palha.

Incenso: Rosas brancas, alfazema, anis estrelado.

Pedras: As pedras azuis. Exemplos: Água-Marinha, Topázio Azul, Calcedônia, Quartzo Azul. Também as pedras pretas, quando o trabalho é para uma limpeza pesada. Exemplos: Vassoura da Bruxa, Turmalina Preta. (Fonte: Angélica Lisanty, “Os Cristais e os Orixás”, Madras Editora, 2008, página 84.)

Bebidas: Suco de pera e de melão; água de coco; leite com mel; cerveja clara; conhaque com mel; rum; pinga com mel; vinho branco.

Frutas: Melancia, melão, pêra, pêssego, laranjas, figo, maçãs, uvas verdes, carambola. Também as frutas de polpa branca em geral.

Flores: Cravo branco, palmas brancas, rosas brancas; as flores brancas em geral; hortênsia.

Oferenda ritual: Velas, pembas, fitas e linhas de cor branca e azul claro; cravos bran­cos; frutas variadas; bebidas: rum, aguardente ou cerveja branca.

Cozinha ritualística:

1-Moqueca mista: 5oo g de camarão, postas de peixe, sal, pimenta, 2 colheres (sopa) de suco de limão, 2 colheres (sopa) de dendê, 1 colher (sopa) de azeite de oliva, 2 cebolas raladas, 5 tomates sem pele picadinhos, 1 pimenta vermelha picada sem sementes, 1 pimentão amarelo picadinho,  cheiro-verde picado, meia xícara de leite de coco. Temperar o peixe e o camarão com sal e limão. Colocar o dendê numa panela, aquecer e refogar ligeiramente a cebola, o tomate, o pimentão e a pimenta, com o sal. Juntar o camarão e o peixe e levar ao fogo brando por uns 20 minutos. Adicionar o cheiro-verde e o leite de coco. Servir com arroz branco ou com acaçá.

2-Arroz branco com camarão. Refogar uma porção de camarão no azeite de oliva com cebola, alho, sal, tomate, pimentão amarelo picadinho e temperos frescos a gosto. Cozinhar o arroz e decorar com o camarão.

3-Abobrinhas recheadas com arroz- Cozinhar arroz branco com os temperos comuns. Quando começar a secar, abaixar bem o fogo, juntar um pouco de leite de coco, mexer e esperar terminar o cozimento. Em separado, lavar e cortar algumas abobrinhas, no sentido do comprimento, retirando parte da polpa (fazer um buraco para colocar o recheio). Polvilhar um pouco de sal nas abobrinhas e cozinhá-las em banho-maria, cuidando para que não amoleçam. Rechear as abobrinhas com o arroz e decorar com cheiro-verde e temperos a gosto. Regar com um fio de azeite de oliva. [A mesma receita pode ser feita com batatas grandes: tirar uma tampa; remover parte da polpa com uma colher, abrindo um buraco para o recheio. Cozinhar e depois rechear. Podem-se acrescentar camarões pequenos temperados com sal e limão e refogados em azeite, tanto no arroz quanto nas batatas.]

4-Peixe na cerveja- Lavar alguns filés de pescada (ou outro peixe de água salgada), depois espremer sobre eles um pouco de suco de limão e tornar a lavar. Salgar os filés e colocá-los de molho por cerca de 1 hora numa mistura de cerveja branca, batatinha em rodelas finas, alho, cebola e tomate bem picadinhos. Em seguida, levar para cozinhar em fogo bem baixo, com cuidado, para não quebrar os filés. Podemos intercalar: camadas da batata em rodelas finas; molho; peixe. [Observação: Esse peixe também pode ser assado. Ou pode ser empanado em farinha de trigo e frito e neste caso refogamos a batata, a cebola, o alho e o tomate num pouco de azeite de oliva e colocamos essa mistura sobre o peixe já frito.]

5-Frutas aquosas, tais como: melancia, melão, pêra, pêssego, laranjas, figo, maçãs. Também as frutas de polpa branca em geral. Colocar num prato de papelão forrado com ervas (erva-doce fresca, capim cidrão etc.) ou então num “barco” feito com a casca da melancia ou do melão. Decorar com pétalas de flores brancas.

Oração aos Marinheiros

Pelo mar vou levando o desequilíbrio e as negatividades do meu ser.

Pelo mar vou levando a incerteza de que caminho tomar.

Pelo mar vou levando os motivos de meu desespero e solidão.

Pelo mar vou levando a falta de um caminho para seguir.

Que os marujos me tragam a certeza de uma vida equilibrada, a vontade de continuar navegando e a promessa de um caminho iluminado.

Que Assim Seja!

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sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

DIA DOS MARINHEIROS

 
No dia 13 de Dezembro é comemorado no Brasil o DIA DOS MARINHEIROS. O Grupo Boiadeiro Rei presta não só uma homenagem a todos os Marinheiros do Brasil, mas também a todos os Marinheiros da Umbanda que vem para os terreiros ajudar a todos qu...e a eles procuram, com palavras de conforto, com sua força, energia e alegria contagiante. Salve os Marujos!!!!

"Se o vento que venta não venta
Se o mar que urra não urra

Se atrás de mim não vem gente
Oh minha mãe quem é que tanto me empurra".

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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

ESPÍRITOS DA UMBANDA - MARINHEIROS





Iremos tratar neste texto de espíritos desbravadores, destemidos, alegres, brincalhões e corajosos. São eles nossos irmãos Marinheiros.




A Linha dos Marinheiros ou Marujos, como são chamados por alguns, é a ultima das linhas integrantes da chamada Linha Auxiliar ou Linha Intermediária a ser comentada. Por essa razão, esses espíritos podem atuar livremente dentro das linhas chamadas de direita e esquerda.


Essa Linha é formada por espíritos que, quando encarnados, tiveram sua vida vinculada ao trabalho no mar, nos navios, caravelas, embarcações. É formada também por espíritos que optaram por trabalhar nessa Linha quando ingressaram na seara Umbandista.

Desse modo, é comum os espíritos dessa Linha se apresentarem como marujos, capitães, almirantes e até mesmo piratas. São espíritos que dedicaram, exclusivamente, a vida nos oceanos, seja no transporte mercantil, seja nas expedições e até guerras. 

A manifestação desses espíritos se dá de forma alegre. São espíritos que não perdem a oportunidade para contar piadas, fazer brincadeiras, tomar um bom Whisky ou Rum, e fumar seus charutos e cachimbos.

Apesar do jeito alegre e descontraído, são espíritos de luz, que militam na seara Umbandista com o objetivo de defender seus filhos de toda a demanda e orientá-los nas questões financeiras e até amorosas.

O Marinheiro representa a coragem ante o desconhecido. Muitas vezes nós tememos enfrentar situações que não conhecemos, mares até então não navegados. Nessas horas, pedimos a proteção dos marinheiros para que nos guiem e nos orientem para que possamos encontrar um porto seguro para nossas vidas.

O fato dessas entidades serem alegres e descontraídas não significa que o médium não deva prestar o mesmo respeito e concentração dedicado a outras Linhas. O respeito deve ser o mesmo com todas as linhas, pois todas elas são formadas por espíritos de Luz que vêm da Aruanda em nosso auxílio.

O médium quando incorporado com espíritos dessa Linha, age como se estivesse em um navio em balanço ou até mesmo embriagado, andando de um lado para o outro. Trata-se da forma com que essas entidades encontraram para trabalhar com a energia do médium. Há relatos de médiuns em desenvolvimento que dizem que a vibração dessas entidades traz uma sensação de enjoo e tontura, como se tivessem ingeridos bebidas alcoólicas. 

Apesar dessa ligação com bebidas fortes, essas entidades realizam inúmeros trabalhos para auxiliar as pessoas em questões envolvendo o alcoolismo.

Os Marinheiros são grandes colaboradores da Aruanda. Amigos e companheiros fieis que sempre estão dispostos a auxiliar e livrar seus filhos de trabalhos escusos. 

Por serem ligados à chamada Linha d'água, trabalham com a energia de Iemanjá.

Suas oferendas levam velas azuis, brancas e vermelhas, peixe, moedas, garrafa de bebidas, e charutos. São entregues preferencialmente nas praias.

Não possuem uma saudação específica, sendo utilizado apenas a expressão "Saravá os Marinheiros, Saravá o Povo do Mar".

Um detalhe importante deve ser comentado:

***Apesar dessas entidades fazerem o uso de bebidas fortes, jamais deixarão o médium alcoolizado. Se após uma sessão o "médium" estiver "bêbado" é a prova cabal de que estava mistificando ou que algo não está certo em seu desenvolvimento. Esse assunto será tratado em um texto separado, devido sua importância, porém, oportuno comentar aqui, tendo em vista que essas entidades utilizam-se de bebidas quentes em seus trabalhos. Frise-se, mesmo a entidade utilizando de tais elementos em hipótese alguma o médium de verdade ficará tonto, bêbado ou coisa do tipo. Pois, quem está utilizando tais elementos é o espírito que os leva quando desincorpora. O fato de um "médium" ficar bêbado após as sessões, é a prova inequívoca de mistificação e incorporação falha.

Por esse motivo, em nossa Tenda, só se utiliza desses elementos quem foi coroado (formado).  O médium em desenvolvimento, em hipótese alguma deve fazer uso, tanto de bebidas, quanto de fumo. Vez que, se tratam de elementos fortes que se mal utilizados poderão atrapalhar no desenvolvimento mediúnico. 

Lamentamos o que ocorre em determinadas casas onde o "Pai/Mãe de Santo" de forma irresponsável, libera o uso do fumo e álcool durante o desenvolvimento, sob o pretexto de "aproximar" as entidades. Trata-se de conduta lastimável. As entidades não são dependentes do álcool e do fumo. Apenas utilizam-se desses elementos para o seu trabalho e não para se satisfazerem. Quando vedado pela casa, elas trabalham da mesma forma e com a mesma eficiência.

O que de fato aproxima as entidades de verdade, é o médium ser doutrinado, caridoso, responsável e humilde. Isso sim aproxima muito mais as entidades de luz para com ele trabalharem do que qualquer outro elemento material. 

Se o "médium" gosta de beber e fumar, o que não é aconselhado, que busque um bar ou fique em casa. Terreiro de Umbanda não é lugar para satisfazer seus vícios, mas ao revés, lugar para aprender a se livrar deles.***

Pois bem, voltando ao tema, os marinheiros também trabalham em falanges como as demais linhas de Umbanda. As mais comuns são:

 - Martin Pescador
-  Rei dos Mares
- 7 Mares
- 7 ondas
- Almirante
- Marujo
- Capitão dos Mares, etc.

PONTOS CANTADOS

Seguem abaixo, alguns dos Pontos Cantados nas sessões de trabalhos com essa Linha, os quais sempre falam da alegria, do mar, etc.

PONTO 1

Vem Marinheiro,
Dá licença de passar, de passar,
Seu navio entrou no porto,
Ele vem de alto mar! (2X)

Já cruzei a hora grande,
O mar revolto eu enfrentei,
Vou chamar pela pesqueira,
Para ver se ela vem,
Quando eu chegar em terra,
Vou falar com minha velha,

Meu navio foi no balanço é no
balanço que ele vai! (2x)

PONTO 2

Mas eu não sou daqui, marinheiro só,
Eu não tenho amor, marinheiro só,
Eu sou da Bahia, marinheiro só,
De São Salvador, marinheiro só,

Ô marinheiro, ô marinheiro, marinheiro só,
Quem te ensinou a navegar?  marinheiro só,
Foi o tombo do navio? marinheiro só,
Ou foi o balanço do mar? marinheiro só. (2X)

Lá vem, lá vem, marinheiro só,
Como vem faceiro, marinheiro só,
Todo de branco,  marinheiro só,
Com seu bonezinho,  marinheiro só. (2X)

Ô marinheiro, ô marinheiro, marinheiro só,
Quem te ensinou a navegar?  marinheiro só,
Foi o tombo do navio? marinheiro só,
Ou foi o balanço do mar? marinheiro só. (2X).

PONTO 3

O navio apitou no mar,
A costa balanceou. (2X)

Dá licença marinheiro,
Eu quero é falar, agô! (2X)

PONTO 4

Minha jangada vai sair pro mar,
Pra trabalhar, meu bem querer (2X)

Se Deus quiser quando eu voltar do Mar,
Um peixe bom, eu vou trazer, ei de trazer,
Meus companheiros também vão voltar!
E a Deus do céu vamos agradecer!


PONTO 5

Quem te ensinou a nadar?
Quem te ensinou a nadar?
Foi, Foi MarinheiroFoi o balanço do mar! (2x)

PONTO 6

Seu Martim Pescador que vive atoa,
É bebendo marafo e caindo na rua (2X)

Eu também sei nadar,
Eu também sei nadar no mar (2X)

Eu também sei, também sei, também sei nadar (2X)

Na barra apitou o navio (2X)
Perguntando se podia entrar!

A barra já está tomada seu marujo!
Nesta barra aqui quem manda é Oxalá! (2X)

PONTO 7

Ô nós, que viemos 
de outras terras de outro mar! (2x)

Temos pólvora, fogo e chumbo,
Nós queremos é guerrear! (2x)

PONTO 8

Navio negreiro no fundo do mar (2X)
Correntes pesadas na areia arrastar! (2x)
A Negra escrava se pôs  a cantar! (2x)
Saravá, Minha mãe Iemanjá! (2x)
Virou a caçamba de fundo pro mar! (2x)
E que nos salvou foi mãe Iemanjá! (2x)
Saravá, Minha mãe Iemanjá! (2X)

PONTO 9

Minha Jangada flutuando em alto mar,
É mamãe sereia que veio trabalhar! (2X)

Jangadeiro, jangadeiro,
Jangadeiro vem de lá!
Ele é o timoneiro de nossa Mãe Iemanjá! (2X)

PONTO 10

Ô Cirandeiro, ô cirandeiro ó,
Ô Cirandeiro, ô cirandeiro ó,

A pedra do teu anel,
brilha mais que ouro em pó! (2X)

PONTO 11

Seu marinheiro sua morada é no mar! (2X) 
Eu vou, eu vou remando, remando para o mar! (2X)

Seu marinheiro que balanço é esse? (2X)
É seu barquinho que vai para o mar!
Levando flores belas pra mãe Iemanjá! 



Fonte: TENDA DE UMBANDA FILHOS DA VOVÓ RITA

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

SARAVÁ AOS MARINHEIROS!!!



SARAVÁ AOS MARINHEIROS!!! - HEI! MARUJADA
Eles chegam do mar e desembarcam em terra, sua alegria é contagiante, abraçam a todos, brincando sempre, com aquele jeito meio "maroto", embriagado. São os Marinheiros, grupo de Espíritos que trabalham na Umbanda em prol da caridade.
Eles conheceram muito bem o mar e a navegação, pois participaram da descoberta de novos mundos através das viagens que empreenderam que duraram anos e anos.
As Entidade de Marinheiro trabalham na Linha de Iemanjá e também de Oxum, que compõem o chamado "Povo da Água". Seus conselhos e mensagens são sempre cheios de esperança e de fé. Costumam trabalhar em grupos. São fortes, pois enfrentarem guerras e mares agitados, mas também conheceram a calmaria e a bonança.
Dão consultas, passes e também fazem trabalhos fortes de descarrego que envolvam grandes demandas. Em algumas casas, também costumam trabalhar nas giras de desenvolvimento de Médiuns.
Quando dão consultas, essa Falange costuma ir direto ao ponto, sem rodeios, mas também sabem como falar aos consulentes sem criar um clima desagradável ou de medo. Assim, conseguem atingir fundo as almas dos aflitos que costumam procura-los em busca de auxilio e de esperança.
Carregam consigo um sentimento profundo de amizade. Nas consultas, gostam muito de ajudar àquelas pessoas que se apresentam com problemas amorosos. Seus conselhos são sempre fiéis e certeiros, têm uma grande responsabilidade e assumem o compromisso de um trabalho bem-feito.
Todas as pessoas tem uma idéia muitas vezes distorcida desta linha de trabalho. Os marinheiros são em sua grande maioria espíritos que militam a umbanda para dar sustento no campo da diluição de cargas trevosas, outros atuam como elementos de sustentação de trabalhos voltados a curas, atraindo os poderes elementais dos quais estes espíritos de alto grau espiritual, trazem consigo.
Na realidade estes abnegados servidores da lei são verdadeiros "magos que atuam nos mistérios aquáticos" e com uma forma de atuação única dentro dos domínios da umbanda. Como magos, trazem para nós, a possibilidade de nos libertar-mos de nossos entraves, com uma forma bem simpática lidam com os consulentes de forma extrovertida, deixando o assistido muito avontade com trejeitos peculiares desta linha maravilhosa da umbanda.
Muito diferente do que imaginamos, estes irmãos do astral não são e não estão embriagados, como muitos se mostram, na realidade sua forma de balanço é uma maneira de liberar suas ondas energéticas se utilizando do próprio médium.
Como isso ocorre?
Em torno do médium existe um campo de energia sustentado por seus centros de força e, além da energia gerada a partir da energia corpórea, existe um campo espiritual que se reflete em todo o ambiente. Os guias quando encorporados em seus médiuns, dançam, giram, balançam, gesticulam, etc… desta forma os guias liberam não só a energia que se desprende do médium, mas também libera de forma salutar o poder de seu mistério através de ondas magnéticas que são liberadas dentro do campo espiritual do médium e do templo. É desta forma que os marinheiros fazem, em formas onduladas, ou através de seu balanço, que mais parece de uma pessoa embriagada, é que este irmão na luz faz seu trabalho redentor dentro dos campos da Umbanda.
É importante que os médiuns e principalmente os assistidos, saibam de tal fato, para que estes não deturpem e não dêem um mal sentido aos trabalhos de Umbanda.
Os marinheiros são sustentados pelo poder de nossa Mãe Iemanjá e sua cor de actuação é a mesma desta mãe Divina, que é o azul claro. Podemos sempre que necessitarmos, activar o poder destes servidores da lei em nossa vida, acenda sua vela e faça uma prece, pedindo para eles abrirem seus caminhos e protege-los. É maravilhoso.
Todos devem estar sempre com os pensamentos voltados ao Pai Celestial, para que assim a fé interior esteja sempre renovada. Que todos tenham a consciência de que as mudanças só serão possíveis se partirem primeiramente de vosso íntimo e acreditar, lutar pelos vossos idéias. A busca do sucesso depende de vosso próprio esforço, dedicação e merecimento. Portanto, não pare no tempo, cruzando os braços a espera de milagres. Levantem-se, tenham fé, renovem suas esperanças, acreditem no poder do Pai Maior e corram atrás de seus objetivos.
Alimentem vosso espírito com muito amor, esperança e fé para assim projetar a verdadeira essência divina a todos os vossos semelhantes. Vossa mente tem um poder grandioso. Use-a para exercitar o bem, com o objetivo de unirmos nossas forças para estarmos cada vez mais ligados a Deus, receba de braços abertos à energia de todos os Orixás, dos vossos marinheiros que estão o tempo todo a vos ajudar quando solicitados.
Sejam positivos em qualquer situação.
Se você quer o melhor para sua vida, comece fazendo uma reflexão de seus próprios atos, pois muitas pessoas reclamam de determinados acontecimentos em suas vidas, mas esquecem de que tudo tem um porque. Portanto, reflitam sobre vossos pensamentos e atitudes para que não sofra conseqüências negativas.
A vida é um espelho. Vigie-a sempre. E lembre-se de que tudo pode quando trazemos "Deus" em nossos corações.


Autor: Pai Pedro de Ogum



                                                                  
postado pelo grupo boiadeiro rei
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“A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho.”


SIGNIFICADOS QUANTO AO FORMATO DA VELA



 
Cones ou Triangulares: equilíbrio, elevação.
Quadradas: estabilidade, matéria.
Estrela: espiritual, carma.
Pirâmide: realizações matérias.
Cilíndricas: servem para tudo.
Animais: para o seu animal protetor.
Lua: para acentuar sua energia intuitiva.
Gnomo: para seu elemental da terra.
Cone ou Triangulares: simbolizam o equilíbrio. Tem três planos: físico, emocional e espiritual.
Velas Cônicas: são voltadas para cima e significam o desejo de elevação do homem, sua comunicação com o cosmos.
Velas Quadradas: Simbolizam estabilidade na matéria. Seus lados iguais representam os quatro elementos: Terra, Água, Fogo, Ar.
Velas em Formato de Estrela de Cinco Pontas: É o símbolo do homem preso na matéria. Representa o carma.
Velas Redondas: Simbolizam mudança. E a energia mais pura do astral que só a mente superior alcança.