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sexta-feira, 12 de abril de 2013

A Iniciação no Jeje Mahi

 

De um modo geral, a iniciação no Jeje é mais complicada do que a iniciação da Nação Ketu, a começar pelo tempo de reclusão dos neófitos que no passado durava até um ano. Hoje, devido ao ritmo de nossas vidas, este tempo caiu para seis meses. Três meses a vodunsi fica dentro do Hundeme (quarto de santo) e os outros três meses fora dele, mas ainda na roça. Durante seu período de iniciação a Vodunsi passará por várias etapas, entre as quais pode-se citar Sakpokàn ou Sarakpokàn, Vivauê, Kán, Duká, Zò, Sanjebé, Grá (ou Grã), etc. Dentre estes os de maior destaque o Sakpokàn e o Grá.

A iniciação no Jeje Mahi sempre contece com formação de “barcos” ou “ahamas”, pois pela tradição nunca se recolhe uma única pessoa e nem barcos com números pares de componentes, levando ao entendimento de que sempre que houver iniciação deve-se ter no mínimo três Vodunsis em processo, na roça. Em geral cada sacerdote ou sacerdotisa Jeje Mahi, durante seu comando, não recolhem muitos barcos; a quantidade controlável de filhos de santo é muito importante, pois há um ditado que diz “é melhor ter poucos filhos bons a muitos ruins”. Na Casa das Minas também não é diferente.
A iniciação da Vodunsi começa com a filha “bolando” (caindo) aos pés da arvore consagrada a seu Vodun (atinsá), e ali ela permanecerá desacordada durante sete dias e sete noites. Dizem que já houve casos de vodunsis consagradas a voduns aquáticos que ficaram esse período na água. A ordem das vodunsis no barco se dá pela ordem conforme elas vão ”bolando” nos atinsás, assim teremos:
  • A primeira será Dofona (o) ( Dòfònun)
  • A segunda será Dofonotinha (o) (Dòfònuntín)
  • A terceira será Fomo (Fòmò ou Yòmò)
  • A quarta será Fomotinha (o) (Fòmòtín)
  • A quinta será Gamo (Gàmò)
  • A sexta será Gamotinha (o) (Gàmòtín)
  • A sétima será Vimo (Vimun)
  • E ainda pode-se seguir vimotinho, dimu, dimutinho, etc.
Durante o tempo que a Vodunsi permanecer debaixo do atinsá de seu Vodun, será cuidada pelos Ogãs e Ekedjis. Neste período, a mãe de santo (ou pai) é proibida de ir ver a filha. Isso por que a(o) zeladora(o) pode sentir pena da Vodunsi e de certa forma pode querer ajudá-la, afim de aliviá-la de seu estado. Acabando os sete dias, a vodunsi ainda desfalecida será levada pelos ogans até o zelador, no Hundeme, para que este inicie a feitura. O momento em que a vodunsi acorda do desfalecimento é considerado como um renascimento, após passar pela morte ritual e acordar numa nova vida, agora como Vodunsi, um compromisso que deverá carregar consigo por toda sua vida. A partir daí a vodunsi passará por processos de limpezas, descarregos, banhos de ervas, ebós, e durante uma semana deverá descansar até o dia do Sakpokàn ou Sarakpokàn. O Sakpokàn é uma cerimônia que acontece sete dias após o inicio dos rituais de feitura, quartorze dias após o “bolar”, na qual a vodunsi dança manifestada com seu Vodun. A dança é desajeitada e desordenada. O Sakpokàn também representa a despedida da Vodunsi de seus familiares que forem assistir ao ritual, que só verão a vodunsi novamente meses depois, no “dia do nome”. No dia do Sakpokàn a Vodunsi será raspada e catulada. Das etapas de iniciação que a nova Vodunsi deve passar, a mais intrigante e misteriosa é o Grá.

O Grá

O Grá é uma divindade ou entidade violenta e agressiva que se manifesta na Vodunsi apenas na sua iniciação, durante três dias, e próximo ao “dia do nome”. O principal objetivo do Grá é matar o(a) zelador (a) que deverá permanecer escondido nos aposentos da casa durante os três dias em que o Grá estiver manifestado. O Grá é acompanhado pelos Ogans, Ekedis e algumas Vodunsis antigas que farão com que ele realize algumas penitências, fazendo-o cansar. Há um número certo de pessoas que poderão acompanhar o Grá que durante estes três dias ficará solto pelo pátio da roça comendo tudo que encontrar como folhas de árvores e frutos caídos, motivos estes que exigem que a roça seja grande e com bastante árvores. As pessoas que acompanham o Grá, assim como ele mesmo, carregam um porrete com o qual ele tenta agredir as pessoas e realiza sua penitência, que tem como objetivo levar todo mal e toda energia negativa da Vodunsi, e também o objetivo principal de cansar o Grá para que ele não cause tanto transtorno. Durante os dias de penitência, os acompanhantes entoam certas cantigas específicas. Após os três dias procurando o(a) zelador(a), o Grá tem o encontro tão esperado, que acontecerá no Agbasá (salão de dança). Ao som de paó e adahun, o Grá entra pela porta principal do Agbasá  e se deparara com o(a) zelador(a), que estará sentado(a) em uma cadeira esperando por ele, partindo pra cima do mesmo para matá-lo. Neste instante todo cuidado é pouco, pois o Grá pode ferir o(a) zelador(a). Quando o Grá adentra o Agbasá, os Ogans correm para tirar-lhe o porrete que ele luta para não entregar. É um momento de extase. Nesse instante os tambores tocam com mais força e o(a) zelador(a), então nervoso e sem poder sair da cadeira, entoa uma cantiga e a Vodunsi cai desfalecida no chão e logo em seguida é pega pelo Vodun. É um alivio total e o ritual do Grá chegou ao fim. A quem diga que o Grá é um Erê malvado, outros dizem que é o Exu do Vodun, outros ainda dizem que é o lado negativo do Vodun ou mesmo da própria Vodunsi, um lado animalesco e primitivo seu, que está no seu inconsciente, que manifestou-se em seu renascimento e que foi mandado embora para sempre. O Grá despeja pra fora toda raiva e o ódio da Vodunsi. Como se depois do Grá não houvesse mais ódio, raiva, rancor dentro da Vodunsi, somente o que é bom e benéfico. Significa que a Vodunsi nunca mais sentirá fome, nunca mais vai dormir no relento, nunca mais irá confrontar ou agredirá seu(a) zelador(a), fisicamente ou com palavras, pois o Grá levou isso com ele. O ritual do Grá envolve muitas simbologias e interpretações que pelas leis do Jeje não poderei citá-las aqui.

O Dia do Nome

O Dia do Nome é um dia muito especial, com cerimônia pública (Zandró) no Jeje Mahi. O Vodum manifestar-se-á em sua Vodunsi e vai dançar na sala. Antigamente, uma única pessoa era escolhida para tomar o nome particular (Hún ìn) do Vodun de todas no “barco”, sendo considerado(a) padrinho ou madrinha do “barco”. Hoje geralmente são escolhidos mais de uma pessoa para esta tarefa. Após este dia, a iniciante agora sim é uma Vodunsi.
As vodunsis sempre usam seus nomes religiosos, determinado por sua posição no barco e seu vodum, assim poderemos ter, por exemplo, Dofona Ongorensi (feita de Gbesén), Dofonotinha Sogbosi (feita de Sògbò), Fomo Togbosi (feita de Aziri Togbosi), Fomutinha Òsúnsi (feita de Osún), Gamo Lokosi (feita de Loko), e assim por diante. Se a Vodunsi atingir um grau sacerdotal apenas acrescentará a frente de seu nome, o cargo, desta forma: Mègitó Dofona Ongorensi, Doné Dofonotinha Sogbosi, Gaiaku Gamo Lokosi.

Fonte:http://ocandomble.wordpress.com/2011/05/30/a-iniciacao-no-jeje-mahi/ 

terça-feira, 9 de abril de 2013

Assentamento de Orixá, Igba

Assentamento de Orixá, Igba orixá, assentamentos de todos orixás no candomblé. Assentamentos dos orixás mais importantes.



Igba orixa, ibá orixa ou simplesmente ibá é o nome dos assentamentos sagrados dos orixás na cultura nago vodun, onde são colocados apetrechos e fetiches inerente a cada um deles na feitura de santo. Ao lado de cada um dos igbas encontramos talhas, quartinhas e quartiões, que devem conter o líquido mais precioso da vida chamado pelo povo do santo de omin (água).
Cada igba orixa é uma representação material e pessoal, simbolizando a captação de energia oriundo da natureza, ligado aos orixás correspondentes e sempre emanando energias para seus adeptos e crentes.
Assentamentos (igba orixá) mais importantes num terreiro de candomblé 
 
Igba exu
Igba ogun
Igba oxosse
Igba ossaim
Igba obaluaye
Igba omolu
Igba xango
Igba oxumare
Igba iywa
Igba oxun
Igba yemanja
Igba oya
Igba oba
Igba nanã
Igba logunede
Igba oxaguian
Igba oxalufan
Igba Ori 
 
 
 
Igba exu ou assentamento de exu como é chamado comumente pelo povo de santo, são confeccionados de várias formas, muitos são vistos em panela de ferro, alguidá, panela de barro, muitas vezes modelado com tabatinga, em forma humana completa, ou apenas busto, com olhos e boca feito de búzios. Igba exu também pode ser representado por uma pedra, preferencialmente de laterita ou um montículo de terra, contendo vários elementos do reino animal, vegetal e mineral.
Uma mistura especial é feita pelo babalorixá ou iyalorixá, em conjuto com a Iyamorô, contendo azeite-de-dendê, mel, vinho, diversos tipos de bebida alcoolica e sal. As folhas sagradas de exu são maceradas com enxofre, mercúrio, carvão vegetal, inúmeros tipos de pimentas, não pode faltar (atarê, lelecun, begerecum, aridan e aberê).
Pelo menos sete tipos de metais são colocados: Ouro, prata, cobre, zinco, ferro, níquel e estanho, depois de ser banhado em água sagrada. Juntando-se tudo a terra de sete encruzilhadas e de alguns estabelecimentos comerciais e coloca no respectivo recipiente, ornando com os tridentes e lanças, moedas antigas e atuais, e muitos búzios. Deve conter no assentamento pelo menos uma quartinha com quatro búzios dentro, para fazer a consulta em momento oportuno.
 
Nota: Todos assentamentos (igba orixá), devem ser preparados e sacralizados em rituais próprios por Babalorixas ou Iyalorixas.
 


 Igba ogun ou assentamento de ogum como é chamado popularmente pelo povo de santo, são construídos de várias formas, seguindo o mesmo princípio. As vezes são vistos em panela de ferro, alguidá, panela de barro, ou recipientes de metal como cobre,alumínio e bronze, todavia sempre com artefatos do metal ferro,(martelo, foice, espada, torquês, pá, picareta, facão), no mínimo de sete ferramentas e no máximo de vinte e uma. Justificado a mitologia Yoruba como o orixá ferreiro, senhor dos metais, caminhos e da agricultura.
Na preparação de qualquer assentamento de orixá os rituais da sasanha, folha sagrada e água sagrada são imprescindíveis. Determinados assentamentos de ogum são preparados da mesma forma do Igba exu, embora o ato de sacralização seja diferente.
 

Nota: Todos assentamentos igba orixá , devem ser preparados e sacralizados em rituais próprios por Babalorixas ou Iyalorixas.

 
Igba oxosse ou assentamento de oxosse como é chamado popularmente pelo povo de santo, são construídos de duas formas, todavia as duas formas são semelhantes no que se refere a um artefato de ferro em forma de arco e flecha denominado de ofá e um otá de cor escura.

Diferença
 
O ofá é fixado numa haste do mesmo metal, com base arredondada para que o conjunto possa ficar em pé dentro de uma alguidá ou qualquer outro recipiente de barro. A grande diferença é que alguns assentamentos são confeccionados com uma mistura especial de argamassa, contendo vários elementos do reino animal, vegetal e mineral como folha sagrada, oguê, iruexin, rabo de tatu, chifre de veado e o ofá fixado nesta mistura sagrada.
 
Nota: Todos assentamentos "igba orixá", devem ser preparados e sacralizados em rituais próprios por Babalorixas ou Iyalorixas. Na preparação de qualquer assentamento de orixá os rituais da sasanha, folha sagrada e água sagrada são imprescindíveis. 


Igba ossaim, assentamento de osain ou agué, como é chamado popularmente pela cultura Jeje-Nago, são construídos com recipientes de barro como alguidá, quartinha, talha etc.

Confecção

Sobreposto em um alguidá um vasso de barro ou talha de duas ou três alças, são dispostos vários apetrechos, são encontrados vários tipos de búzios, moedas antigas de prata, cobre e níquel, vários tipos de sementes como aridan olho de boi, lelecun, bejerecum, aribé, obi, atarê orobô, miniatura de cachimbo em quantidade de quatorze (14) confirmando sua ligação com os odus iká e uma argamassa com variado tipo de folha sagrada, em especial sete plantas chamadas gervão,akoko, Irokò, Kunkundukunku, Ewê lará, peregun, Iji opé. Nesta mistura perfeita fixa um Oposayin "ferramenta de ossaim" (uma haste central com um pássaro na ponta construído de ferro, do meio dessa haste saem sete pontas, onde são colocados os cachimbos, em baixo o sagrado apetrecho mais importante de todos os orixas, o otá.
Geralmente uma talha ou um pote bem grande contendo no mínimo quatorze (14) tipos de folha sagrada e uma pequena cabaça cheia de fumo de corda, serve de suporte para este precioso igba orixa.
 
Nota: Todos assentamentos "igba orixá", devem ser preparados e sacralizados em rituais próprios por Babalorixas ou Iyalorixas. Na preparação de qualquer assentamento de orixá os rituais da sasanha, folha sagrada e água sagrada são imprescindíveis.


Igba obaluaye ou assentamento de obaluaye como é chamado popularmente pelo povo de santo, são construídos com dois recipientes de barros de formas arredondadas, na parte inferior um alguidá e na parte superior um cuscuzeiro, simbolizando o planeta terra, em alusão ao seu nome, Oba (rei), Olu (senhor), Aye (mundo ou Planeta terra), "Beniste Orum Aye".

Confecção

Dentro do alguidá são dispostos vários apetrechos, dependendo da qualidade deste misterioso e complexo orixá. São encontrados vários tipos de búzios, pérola de agua doce e salgada, moedas antigas de prata, vários tipos de sementes como aridan e olho de boi, miniatura de xaxará e uma argamassa com variado tipo de folha sagrada, em especial uma planta chamada gervão, onde é fixado uma pena de ekodidé e o sagrado apetrcho mais importate de todos os orixas, o otá.
A parte superior é um cuscuzeiro de barro com sete orificios, onde são depositadas cuidadosamente as sete lanças chamadas de Ichã, ornado com grande quantidade de búzio (religião) e marfim. Não necessáriamente das presas do elefante, sabendo-se que toda a parte compacta e branca que constitui a maior parte dos dentes dos mamíferos são marfins.
 
Nota: Todos assentamentos "igba orixá", devem ser preparados e sacralizados em rituais próprios por Babalorixas ou Iyalorixas. Na preparação de qualquer assentamento de orixá os rituais da sasanha, folha sagrada e água sagrada são imprescindíveis.


Igba xango ou assentamento de xango como é chamado popularmente pelo povo de santo, são construídos com recipientes de madeira denominado de gamela, podendo ser de formato arredondadas ou ovaladas. São utilizadas três tipos de árvores diferentes em sua construção, conhecida no Brasil como jenipapeiro, jaqueira e umbaúba.
 
Confecção
 
Dentro da gamela principal tem dispostos vários apetrechos, podemos encontrar várias moedas de cobre, pulseiras e pequenos machados do mesmo metal, três tipos de sementes são indispensáveis, são elas aribés, orobôs e aridans em quantidade de 6 em acordo com o odu obara ou 12 ejilaxebora. Um apetrecho especial, bem peculiar a este grande orixá é o meteorito, podendo ser aerólito, astrólito, meteorólito, uranólito, pedra-de-raio. Todavia, muitas pedras (itá) consagrada ao orixá xango tem formato de machado, em particular uma pedras do período neolítico, utilizadas como utensílios pelos humanos na pré-história fazem parte do igba orixá, também chamada de Aráodu.
 
Nota: Todos assentamentos "igba orixá", devem ser preparados e sacralizados em rituais próprios por Babalorixas ou Iyalorixas. Na preparação de qualquer assentamento de orixá os rituais da sasanha, folha sagrada e água sagrada são imprescindíveis.


Igba oxumare, assentamento de oxumare, dan, dangbe, e becem como é chamado popularmente pela cultura Jeje-Nago, são construídos com recipientes de barro como alguidá, cuscuzeiro, quartinha, talha etc.
 
Confecção
 
Dentro de um alguidá ou cuscuzeiro "de pé", são dispostos vários apetrechos, dependendo da qualidade deste misterioso e complexo orixá. São encontrados vários tipos de búzios, pérola de agua doce e salgada, moedas antigas de prata, vários tipos de sementes como aridan olho de boi, orobô, miniatura de serpente em quantidade de quatorze (14) confirmando sua ligação com os odus iká e uma argamassa com variado tipo de folha sagrada, em especial duas plantas chamadas gervão e Kunkundukunku, onde é fixado um caduceu e o sagrado apetrecho mais importante de todos os orixas, o otá.
Geralmente uma talha ou um pote bem grande é ornada com grande quantidade de conchas e búzios, contendo o líquido mais precioso do universo denominado de Omim preferencialmente de chuva, serve de suporte para este precioso igba orixa.
 
Nota: Todos assentamentos "igba orixá", devem ser preparados e sacralizados em rituais próprios por Babalorixas ou Iyalorixas. Na preparação de qualquer assentamento de orixá os rituais da sasanha, folha sagrada e água sagrada são imprescindíveis.



Igba oxun ou assentamento de oxum como é chamado popularmente pelo povo de santo, são construídos com materiais de porcelana ou louça de cores variada, mas sempre com detalhes na cor amarela e dourada, simbolizando sua ligação e domínio com a gema do ovo. Geralmente no centro da terrina sai uma haste com um abebé ou um peixe dourado na ponta, construído de metal amarelo, chamado de ferramenta de oxum.
 
Confecção
 
Dentro de uma terrina de porcelana ou louça são dispostos vários apetrechos, são encontrados uma média de oito (8) ou dezeseis (16) búzios, cinco (5) pequenas bolas de ouro e cobre, obis, moedas de cobre e ouro, confirmando sua ligação com o odu Ôxê, e o sagrado apetrecho mais importante de todos os orixas, o otá, tudo isso conservado com manteiga de karité chamado de ori ou limo da costa, azeite doce em algus tipos de oxum azeite de dendê e mel de abelha.
A terrina é colocada no centro de uma bacia, também de porcelana, sobre dois (2) pratos que servirá de apoio e mais oito devidamente equilibrados simbolizando os pontos cardeais e pontos colaterais, ornados com búzios de praia, colares de ouro, colheres douradas e muitas jóias a depender da posse do iniciado. Tudo colocado cuidadosamente sobre uma talha de barro ou porcelana cheia de água, geralmente com muito perfume, chamada pelo povo de santo de água de cheiro .
Nota: Todos assentamentos "igba orixá", devem ser preparados e sacralizados em rituais próprios por Babalorixas ou Iyalorixas. Na preparação de qualquer assentamento de orixá os rituais da sasanha, folha sagrada e água sagrada são iIgba yemanja ou assentamento de yemanja como é chamado popularmente pelo povo de santo, são construídos com materiais de porcelana, louça ou cristal, geralmente na cor branca, mas podendo ser de cores variadas dependendo da qualidade.
 
Confecção

Dentro de uma terrina de porcelana, louça ou cristal são dispostos vários apetrechos, são encontrados uma média de nove (9) ou dezeseis (16): búzio, pérola de agua doce e salgada, obis, fava de yemanja aridan moedas de prata, confirmando sua ligação com o odu ossá, e o sagrado apetrecho mais importante de todos os orixas, o otá, tudo isso conservado com azeite doce, manteiga de karité chamado de ori ou limo da costa e mel de abelha.
A terrina é colocada no centro de uma bacia, também de porcelana, sobre dois (2) pratos que servirá de apoio e mais oito devidamente equilibrados simbolizando os pontos cardeais e pontos colaterais, ornados com conchas e vários cristais que termina em pirâmides de seis lados e conservados em água dentro do vaso do mesmo material.
 
Nota: Todos assentamentos "igba orixá", devem ser preparados e sacralizados em rituais próprios por Babalorixas ou Iyalorixas. Na preparação de qualquer assentamento de orixá os rituais da sasanha, folha sagrada e água sagrada são imprescindíveis.


Igba Oya ou assentamento de iansan como é chamado popularmente pelo povo de santo, são construídos com materiais de porcelana ou louça de cores variada, mas sempre com detalhes na cor vermelha ou marron, simbolizando sua ligação com o fogo. Geralmente no centro da terrina sai uma haste com uma espada na ponta, construído de metal acobriado, chamado de ferramenta de Oya.

Confecção

Dentro de uma terrina de porcelana ou louça são dispostos vários apetrechos, são encontrados uma média de nove (9) ou dezesseis (16) búzios, nove (9) ou sete (7) pequenas bolas de ouro e cobre, obis, moedas de cobre e ouro, confirmando sua ligação com o odu ossá e odi, e o sagrado apetrecho mais importante de todos os orixas, o otá, tudo isso conservado com azeite de dendê, mel de abelha e azeite doce.
A terrina é colocada no centro de uma bacia, também de porcelana, sobre um (1) prato que servirá de apoio e mais oito devidamente equilibrados simbolizando os pontos cardeais e pontos colaterais, ornados com dois (2) ogues, dois (2) erukeres e nove (9) idés de cobre ou de ouro a depender da posse do iniciado. Tudo colocado cuidadosamente sobre uma talha de barro ou porcelana cheia de água, geralmente de chuva ou de rio.
Peculiaridade no igba de oya igbale


Assentos de Oya ygbale no Candomblé.Dentro de uma terrina de porcelana ou louça exclusivamente na cor branca ou branca e prateada são dispostos vários apetrechos, são encontrados uma média de nove (9) a onze (11) búzios, nove (9) ou onze (11) pequenas bolas de ouro branco e prata, obis, moedas de prata e ouro branco, confirmando sua ligação com o odu ossá e owarin, e o sagrado apetrecho mais importante de todos os orixas, o otá, tudo isso conservado com mel de abelha, azeite doce e manteiga de karité chamado de ori ou limo da costa.
A terrina é colocada no centro de uma bacia, também de porcelana, sobre um (2) prato que servirá de apoio e mais oito devidamente equilibrados simbolizando os pontos cardeais e pontos colaterais, ornados com dois (2) ogues, dois (2) erukeres, onze (11) idés de prata ou de ouro branco, nove (9) ichãs e uma grande cabaça, que será utilizada nos rituais fúnebres denominado de axexe. Tudo colocado cuidadosamente sobre uma talha de barro ou porcelana cheia de areia ou terra, simbolizando sua ligação com mensan orum e os ancestrais (eguns).

Nota: Todos assentamentos "igba orixá", devem ser preparados e sacralizados em rituais próprios por Babalorixas ou Iyalorixas. Na preparação de qualquer assentamento de orixá os rituais da sasanha, folha sagrada e água sagrada são imprescindíveis.
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Igba yemanja ou assentamento de yemanja como é chamado popularmente pelo povo de santo, são construídos com materiais de porcelana, louça ou cristal, geralmente na cor branca, mas podendo ser de cores variadas dependendo da qualidade.

Confecção

Dentro de uma terrina de porcelana, louça ou cristal são dispostos vários apetrechos, são encontrados uma média de nove (9) ou dezeseis (16): búzio, pérola de agua doce e salgada, obis, fava de yemanja aridan moedas de prata, confirmando sua ligação com o odu ossá, e o sagrado apetrecho mais importante de todos os orixas, o otá, tudo isso conservado com azeite doce, manteiga de karité chamado de ori ou limo da costa e mel de abelha.
A terrina é colocada no centro de uma bacia, também de porcelana, sobre dois (2) pratos que servirá de apoio e mais oito devidamente equilibrados simbolizando os pontos cardeais e pontos colaterais, ornados com conchas e vários cristais que termina em pirâmides de seis lados e conservados em água dentro do vaso do mesmo material.
 
Nota: Todos assentamentos "igba orixá", devem ser preparados e sacralizados em rituais próprios por Babalorixas ou Iyalorixas. Na preparação de qualquer assentamento de orixá os rituais da sasanha, folha sagrada e água sagrada são imprescindíveis.
 

Igba nanã ou assentamento de nanã como é chamado popularmente pelo povo de santo na cultura Nagô-Vodun, são construídos com dois recipientes diferentes, barros e porcelana.

Confecção

Dentro de terrina de porcelana ou de barro, são dispostos vários apetrechos, dependendo da qualidade deste misterioso e complexo orixá. São encontrados vários tipos de búzios, pérola de agua doce e salgada, pulseiras de marfim, (sabendo-se que nenhum objeto de metal pode compor este sagrado Igba orixa, pois é considerado ewo), búzio, vários tipos de sementes como aridan, orobô, obi e olho de boi, miniatura de ibiri e uma argamassa com variado tipo de folha sagrada, em especial uma planta chamada gervão, onde é fixado uma pena de ekodidé, juntamente com um montículo de efun e o sagrado apetrecho mais importante de todos os orixas, o otá.
A terrina é colocada no centro de uma bacia, também de porcelana, sobre cinco (5) pratos que servirá de apoio e mais oito devidamente equilibrados simbolizando os pontos cardeais e pontos colaterais, (confirmando sua ligação com o odu ejilobon, ornados com cascos de Igbin utilizados nos sacrifícios, conchas e objetos de marfim.
A parte superior é coberta com um cuscuzeiro de barro com sete orifícios, onde são depositadas cuidadosamente as sete colheres de pau, simbolizando o ibiri, ornado com grande quantidade de búzio e marfim. Não necessáriamente das presas do elefante, sabendo-se que toda a parte compacta e branca que constitui a maior parte dos dentes dos mamíferos são marfins.
 
Nota: Todos assentamentos "igba orixá", devem ser preparados e sacralizados em rituais próprios por Babalorixas ou Iyalorixas. Na preparação de qualquer assentamento de orixá os rituais da sasanha, folha sagrada e água sagrada são imprescindíveis.
 
Igba oxaguian ou assentamento de oxaguian como é chamado popularmente pelo povo de santo, são construídos com materiais de porcelana ou louça na cor branca, bem parecido com o Igba oxalufan, diferenciando-se por determinados apetrechos. Geralmente com um agadá "espada", escudo, mão de pilão e pombos, todos contruidos de prata, chumbo ou estanho preso na tampa que cobre uma terrina onde são guardados os objetos mais valiosos deste orixá.

Confecção

Dentro de uma terrina de porcelana ou louça branca são dispostos vários apetrechos, são encontrados uma média de oito (8) ou dezeseis (16): búzios, pequenas bolas de chumbo, obis, moedas de prata, confirmando sua ligação com os odus ejionile, e o sagrado apetrecho mais importante de todos os orixas, o otá, tudo isso conservado com manteiga de karité chamado de ori ou limo da costa, azeite doce e mel de abelha.
A terrina é colocada no centro de uma bacia, também de porcelana, sobre dois (2) pratos que servirá de apoio e mais oito devidamente equilibrados simbolizando os pontos cardeais e pontos colaterais, ornados com cascos de Igbin utilizados nos sacrifícios e objetos de marfim, colocada cuidadosamente sobre um Pilão.
Igba oxalufan, assentamento de oxalufan ou oxalá como é chamado popularmente pelo povo de santo, são construídos com materiais de porcelana ou louça na cor branca, geralmente com um opaxoro preso na tampa que cobre uma terrina onde são guardados os objetos mais valiosos.
Confecção
Dentro de uma terrina de porcelana ou louça branca são dispostos vários apetrechos, são encontrados uma média de dez (10) ou dezeseis (16): búzios, pequenas bolas de chumbo, obis, moedas de prata, confirmando sua ligação com os odus ôfun e êjibé, e o sagrado apetrecho mais importante de todos os orixas, o otá, tudo isso conservado com manteiga de karité chamado de ori ou limo da costa. A terrina é colocada no centro de uma bacia, também de porcelana, sobre dois (2) pratos que servirá de apoio e mais oito devidamente equilibrados simbolizando os pontos cardeais e pontos colaterais, ornados com cascos de Igbin utilizados nos sacrifícios e objetos de marfim.
 
Nota: Todos assentamentos "igba orixá", devem ser preparados e sacralizados em rituais próprios por Babalorixas ou Iyalorixas. Na preparação de qualquer assentamento de orixá os rituais da sasanha, folha sagrada e água sagrada são imprescindíveis.
 

 
Igba ori, ou ibá ori o é o nome do assentamento sagrado da cabeça de um individuo na cultura nago vodun, identificado no jogo do merindilogun pelos odu ossá.
Cada igba ori é uma representação material e imaterial de um individuo, captando constantemente energias oriundo da natureza para equilibrar a mente do seu adeptos e crentes. É considerado o primeiro orixá da existência (a essência real do ser). Deve ser assentado e louvado antes de qualquer outro Orixá depois de exu no ritual de Bori, pois só ori permite a compreensão e o transe.
O assentamentos de ori são sempre visto em recipientes de: Porcelana (Variedade de cerâmica dura, branca e translúcida), usado principalmente por iniciantes na feitura de santo. Vaso de cristal (Vidro muito límpido e puro), usado por Babalorixás, Iyalorixás e pessoas de cargo.
Dentro dos recipientes são colocados apetrechos e fetiches inerente a cada Ori (Yoruba), geralmente uma pedra de cristal de rocha com limpidez e transparência, e dezesseis búzios, tudo conservado em água de chuva ou mineral. Na preparação de qualquer assentamento de orixá os rituais da sasanha, folha sagrada e água sagrada são imprescindíveis.
 
Nota: Todos assentamentos (igba orixá), devem ser preparados e sacralizados em rituais próprios por Babalorixas ou Iyalorixas.

O BORI é o ritual que harmoniza o ORI, dando assim a possibilidade de

transformar um " ORI BURUKU" em "ORI RERE".

È através do Jogo de Búzios que o Babaloorisá recebe as instruções para

realizar este ato (BORI) ritualístico que possibilitará não só a mudança da

sorte como também a manutenção da mesma, para que não se a perca.

É o BORI que diminui a ansiedade, o medo, a dor e a tristeza trazendo a

esperança, alegria e a harmonia.

Desta forma, o BORI é uma das oferendas mais importantes que visa o bem

estar individual no Candomblé.

O Ritual de Bori é muito sério, complexo e profundo. Por isso, o sacerdote

deve ter grande conhecimento e respeito em relação à questão do Ori e da

evolução humana. Ori é o Orisá mais importante na vida de um homem, uma vez

que, sem ele, o homem simplesmente não existiria. Ori significa,

literalmente, cabeça e é, misticamente, o primeiro Orisá a ser cultuado. É

ele o portador do destino humano.

O Ritual de Bori independe de qualquer processo iniciático e independe do

culto aos outros Orisás.(variando assim de casa para casa,mas,sem fuigir da

finalidade em si) Seu objetivo é o de alimentar o Ori, seja qual for o sexo,

raça, profissão, idade, nível social da pessoa. Com este ritual busca-se o

equilíbrio através da ação do Ori, condutor do destino pessoal. Muitas vezes

se realiza um Ritual de Bori com o objetivo de afastar o mal do caminho da

pessoa, o que não significa que, retirada esta ameaça nenhum outro mal possa

ocorrer. Assim sendo, o Ritual de Bori não tem "prazo de validade", não tem

freqüência determinada (anual, semestral, mensal, etc.), devendo ser

repetido sempre que se mostre necessário.

O Odu manifestado através do" jogo" é que determina a necessidade de

realização do Bori e indica quais materiais devem ser usados. Há dois tipos

de Bori:

Aquele que é considerado pré-requisito para uma iniciação, ou seja,

primeiramente se alimenta o Ori, divindade pessoal, para a seguir alimentar

outros Orixás.

2) Aquele realizado a fim de buscar a solução de um problema que aflige a

pessoa através do alimento oferecido ao seu Ori, sem que haja necessidade de

iniciação.

O local mais apropriado para realização deste Ritual é a casa do sacerdote.

Este deve Ter bom senso quanto a necessidade de recolhimento. Se o Bori for

acompanhado de Eje, é recomendável o recolhimento como meio de repouso e

proteção, pois o Ori que está sendo venerado não deve receber energia do sol

nem do sereno. O recolhimento evita, ainda, que a "sombra daquele que passou

pelo Bori seja pisada."

O sacerdote deve saber que durante este Ritual a pessoa somente poderá

entrar em transe no momento que seu Orisá for louvado. Deve conhecer a

finalidade e o significado de cada material que usa. Omi e Obi, por exemplo,

são elementos indispensáveis no BORI. Omi, a água, representa paz,

abundância e fertilidade enquanto o Obi é usado para aplacar a fúria das

adversidades, alimentar e agradar as divindades.

O jogo DE Búzios determinará, através de Odu, que material deve ser usado no

Bori e este material poderá ser desde apenas um copo d’água e um Obi até uma

oferenda bem grande.

ORI RERE = ORI de sorte = Cabeça de sorte, cabeça iluminada

ORI BURUKU = ORI sem sorte = Cabeça sem sorte, confusa, insegura…

ORI INU = "Cabeça Interna"

É o ORI NU que gerencia a cabeça física do homem.

É o oriSá mais importante do ser humano, pois ele é ÚNICO, cada pessoa tem o

seu.

É Ele quem conhece e está ligado ao destino de cada indivíduo, conhece e

sabe das suas restrições, das suas fragilidades , das suas potencialidades.

É no ORI que se encontra a ferramenta para a solução dos nossos problemas…

Quando estamos em harmonia com ele, superamos os obstáculos mais facilmente

e assim, certamente conectados à positividade interna e à dinâmica perfeita

da natureza, encontramos a vitória e o sucesso na consecução dos nossos

objetivos pessoais….

Fonte: http://fernandoogum.blogspot.com.br/2013/04/assentamento-de-orixa-igba.html



segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Nação Jeje ou Fons



NAÇÃO JEJE
A palavra JEJE vem do yorubá adjeje que significa estrangeiro, forasteiro.

Portanto, não existe e nunca existiu nenhuma nação Jeje, em termos políticos.
O que é chamado de nação Jeje é o candomblé formado pelos povos fons vindoda região de Dahomé e pelos povos mahins.
Jeje era o nome dado de forma perjurativa pelos yorubás para as pessoas que habitavam o leste, porque os mahins eram uma tribo do lado leste e Saluvá ou Savalu eram povos do lado sul. O termo Saluvá ou Savalu, na verdade, vem de "Savê" que era o lugar onde se cultuava Nanã.
Nanã, uma das origens das quais seria Bariba, uma antiga dinastia originária de um filho de Oduduá, que é o fundador de Savê (tendo neste caso a ver com os povos fons).
O Abomei ficava no oeste, enquanto Axantis era a tribo do norte.
Todas essas tribos eram de povos Jeje.
Os povos Jejes se enumeravam em muitas tribos e idiomas, como:

AxantisGansAgonisPopósCrus, dentre outros.
 
Portanto, teríamos dezenas de idiomas para uma tribo só, ou seja, todas eram Jeje, o que foge evidentemente às leis da lingüística - muitas tribos falando diversos idiomas, dialetos e cultuando os mesmos Voduns.
As diferenças vinham, por exemplo, dos Minas - Gans ou Agonis,Popós que falavam a língua das Tobosses, que a meu ver, existe uma grande confusão com essa língua.
Os primeiros negros Jeje chegados ao Brasil entraram por São Luís do Maranhão
e de São Luís desceram para Salvador, Bahia e de lá para Cachoeira e São Félix.
Também ali, há uma grande concentração de povos Jeje. Além de São Luís (Maranhão), Salvador e Cachoeira e São Félix (Bahia), o Amazonas e bem mais tarde o Rio de Janeiro, foram lugares aonde encontram-se evidências desta cultura.
Os Voduns:Segue alguns nomes dos Deuses Voduns:
*Ayzan - Vodun da nata da terra
*Sogbô - Vodun do trovão da família de Heviosso
*Aguê - Vodun da folhagem
*Loko - Vodun do tempo

Os vodun-ses da família de Dan são chamados de Megitó, enquanto que da família de Kaviuno, do sexo masculino, são chamados de Doté; e do sexo feminino, de Doné.
Os cumprimentos ou pedidos de bençãos entre os iniciados da família de Dan seria
“Megitó Benoí?” Resposta: “Benoí”; e aos iniciados da família Kaviuno, ou seja, Doté e Doné seria “Doté Ao?” Resposta: "Aótin".

O termo usado "Okolofé", cuja resposta é "Olorun Kolofé" vem da fusão das Nações de Jeje e de Ketu.

Muitos Voduns Jeje são originários de Ajudá. Porém, o culto desses voduns só cresceram no antigo Dahomé.
Muitos desses Voduns não se fundiram com os orixás nagos e desapareceram totalmente.
O culto da serpente Dãng-bi é um exemplo, pois ele nasceu em Ajudá, foi para o Dahomé, atravessou o Atlântico e foi até as Antilhas.
Quanto a classificação dos Voduns Jeje, por exemplo, no Jeje Mahin tem-se a classificação do povo da terra, ou os voduns Caviunos, que seriam os voduns Azanssu, Nanã e Becém.
Temos, também, o vodun chamado Ayzain que vem da nata da terra. Este é um vodun que nasce em cima da terra.
É o vodun protetor da Azan, onde Azan quer dizer "esteira", em Jeje. Achamos em outro dialeto Jeje, o dialeto Gans-Crus, também o termo Zenin ou Azeni ou Zani e ainda o Zoklé. Ainda sobre os voduns da terra encontramos Loko.
Ele apesar de estar ligado também aos astros e a família de Heviosso, também está na família Caviuno, porque Loko é árvore sagrada; é a gameleira branca, que é uma árvore muito importante na nação Jeje. Seus filhos são chamados de Lokoses.
Ague, Azaká é também um vodun Caviuno. A família Heviosso é encabeçada por Badë, Acorumbé, também filho de Sogbô, chamado de Runhó. Mawu-Lissá seria o orixá Oxalá dos yorubás. Sogbô também tem particularidade com o Orixá em Yorubá, Xangô, e ainda com o filho mais velho do Deus do trovão que seria Averekete, que é filho de Ague e irmão de Anaite. Anaite seria uma outra família que viria da família de Aziri, pois são as Aziris ou Tobosses que viriam a ser as Yabás dos Yorubás, achamos assim Aziritobosse.
,A palavra Ewe-Fon, por exemplo, a casa de candomblé da nação Jeje chama-se
Kwe = "casa". A casa matricial em Cachoeira e São Félix chama-se Kwe Ceja Undé.
Toda casa Jeje tem que ser situada afastada das ruas, dentro de florestas, onde exista espaço com árvores sagradas e rios. Depende das matas, das cachoeiras e depende de animais, porque o Jeje também tem a ver com os animais. Existem até cultos com os animais tais como, o leopardo, crocodilo, pantera, gavião e elefante que são identificados com os voduns. Então, este espaço sagrado, este grande sítio, esta grande fazenda onde fica o Kwe chama-se Runpame, que quer dizer "fazenda" na língua Ewe-Fon. Sendo assim, a casa chama-se Kwe e o local onde fica situado o candomblé, Runpame. No Maranhão predomina o culto às divindades como Azoanador e Tobosses e vários Voduns onde a "sacerdotisa" é chamada Noche e o cargo masculino, Toivoduno.
Histórico - no Brasil: "Kwe Ceja Undé", esta casa , é chamada em Cachoeira de "Roça de Baixo" foi fundada por escravos como Manoel Ventura, Tixerem, Zé do Brechó e Ludovina Pessoa.Ludovina Pessoa era esposa de Manoel Ventura, que no caso africano é o dono da terra. Eles eram donos do sítio e foram os fundadores da Kwe Ceja Undé. Essa Kwe ainda seria chamada de Pozerren, que vem de Kipó, "pantera".
A roça de cima que também é em Cachoeira é oriunda do Jeje Dahomé, ou seja, uma outra forma de Jeje. Estou falando do Mahin, que era comandada por Sinhá Romana que vinha a ser "Irmã de santo" de Ludovina Pessoa (esta última mais tarde assumiria o cargo de Gaiacú na Kwe de Boa Ventura). Mas, pela ordem temos Manoel Ventura, que seria o fundador, depois viria Sinhá Pararase, Sinhá Balle e atualmente Gamo Loko-se.
O Kwe Ceja Undé encontra-se em controvérsia, ou seja, Gamo Loko-se é escolhida por Sinhá Pararase para ser a verdadeira herdeira do trono e Gaiacú Agué-se, que seria Elisa Gonçalves de Souza, vem a ser a dona da terra atualmente.
Ela pertence a família Gonçalves, os donos da terra. Assim, temos os fundadores da Kwe Ceja Undé.
NoRio de Janeiro, saindo de Cachoeira , Tatá Fomutinho deu obrigação com Maria Angorense, conhecida como Kisinbi Kisinbi.Os Cargos: Os demais cargos são os mais importantes na hierarquia
  • Babalawo:Um Babalawo, ou Pai dos segredos (awô) é muito respeitado pela cultura yorubá.O Babalawo, como o nome diz, é o conhecedor de todos os mistérios e segredos no culto à Orunmilá, sendo portanto sacerdote de ifá. Somente o Babalawo pode manipular o Rosário de ifá que em yorubá recebe o nome de opele-ifá e em ewe, língua da cultura fon ou Jeje tem o nome de agú-magá. Ainda na cultura Jeje, ifá é chamado de Vodun-fá ou Deus do destino e o Babalawo é denominado de Bokunó.
  • Ogan: Os cargos de Ogan na nação Jeje são assim classificados: Pejigan que é o primeiro Ogan da casa Jeje. A palavra Pejigan quer dizer “Senhor que zela pelo altar sagrado”, porque Peji = "altar sagrado" e Gan = "senhor". O segundo é o Runtó que é o tocador do atabaque Run, porque na verdade os atabaques Run, Runpi e Lé são Jeje.
No Ketu, os atabaques são chamados de Ilú. Há também outros Ogans como Gaipé, Runsó, Gaitó, Arrow, Arrontodé, etc.
A Nação Jeje é muito particular em suas propriedades. É uma nação que vive de forma independente em seus cultos e tradições de raízes profundas em solo africano e trazida de forma fiel pelos negros ao Brasil.

  • AJOIÉ E EKEDI:A palavra “ajoié” é correspondente feminino de ogan pois, a palavra ekedi, ou ekejí, vem do dialeto ewe, falado pelos negros fons ou Jeje.Portanto, o correspondente yorubá de ekedi é ajoié, onde a palavra ajoié significa“mãe que o orixá escolheu e confirmou”.Assim como os demais oloyés,
    uma ajoié tem o direito a uma cadeira no barracão.
    Deve ser sempre chamada de “mãe”, por todos os componentes da casa de orixá, devendo-se trocar com ela pedidos de bençãos. Os comportamentos determinados para os ogans devem ser seguidos pelas ajoiés.Em dias de festa, uma ajoié deverá vestir-se com seus trajes rituais, seus fios de contas, um ojá na cabeça e trazendo no ombro sua inseparável toalha, sua principal ferramenta de trabalho no barracão e também símbolo do óyé, ou cargo que ocupa.
    A toalha de uma ajoié destina-se, entre outras coisas, a enxugar o rosto dos omo-orixás manifestados. Uma ajoié ainda é responsável pela arrumação e organização das roupas que vestirão os omo-orixás nos dias de festas, como também, pelos ojás que enfeitarão várias partes do barracão nestes dias.
    Mas, a tarefa de uma ajoié não se restringe apenas a cuidar dos orixás, roupas e outras coisas. Uma ajoié também é porta-voz do orixá em terra.
    É ela que em muitas das vezes transmite ao Babalorixá ou Yalorixá o recado deixado pelo próprio orixá da casa.
No Candomblé do Engenho Velho ou Casa Branca, as ajoiés são chamadas de ekedis. No Gantois, de "Iyárobá". Já na Nação de Angola, é chamada de "makota de angúzo".
Mas, como relatei anteriormente, "ekedi" é nome de origem Jeje mas, que se popularizou e é conhecido em todas as casas de Candomblé do Brasil, seja qual for a Nação.
  • ABIYAN:Dentro dos cultos afros-brasileiros existe uma categoria de pessoas que são classificadas de Abiyans.
    A palavra Abiyan quer dizer:
    Abi= "aquele que" e An= seria uma contração de "Onã", que quer dizer “caminho”.
    As duas palavras aglutinadas formaram o termo Abiyan, que quer dizer “aquele que começa”, “um novo caminho”. O Abiyan é uma pessoa que está começando um novo caminho, uma nova vida espiritual.

    O Abiyan também pode ter fios de contas lavados, obrigação de bori e, até em alguns casos, ter orixá assentado.

    O Abiyan é um pré-iniciado e não um simples frequentador, como muitas das vezes é classificado.Pode desempenhar várias atividades dentro de um terreiro, como por exemplo, varrer, ajudar na limpeza, ajudar nos cafés da manhã e almoços comunitários realizados em dias de festas de orixá, lavar louças, ajudar na decoração do barracão, enfim, o Abiyan pode desempenhar várias tarefas sem maior envolvimento religioso.
    O período de Abiyan é de muita importância pois, é nesse período que o recém-chegado no Candomblé passa a observar o comportamento e a conviver com os já iniciados.
    Existem pessoas que passaram por um longo período sendo Abiyan, antes de se iniciarem no Candomblé. Portanto, vale ressaltar a importância deste período, ou seja, Abiyan e dizer que o frequentador em yorubá, chama-se Lemó-mú.
Dialeto ewe
Algumas Palavras mais utilizadas

*esin = água
*atinçá = árvore
*agrusa = porco
*kpo = pote
*zó ou izó = fogo
*avun = cachorro
*nivu = bezerro
*bakuxé = parto de barro
*kuentó = kuentó
*yan = fio de contas
*vodun-se = filho do vodun ou iniciados da Nação Jeje
*yawo = filho do vodun ou iniciados da Nação Ketu
*muzenza = filho do vodun ou iniciados da Nação Angola
*tó = banho
*zandro = cerimônia Jeje
*sidagã = auxiliar da Dagã na Cerimônia a Legba
*zerrin = ritual fúnebre Jeje
*sarapocã = cerimônia feita 07(sete) dias antes da festa pública de apresentação do(a) iniciado(a) no Jeje
*sabaji = quarto sagrado onde fica os assentos dos Voduns
*runjebe = colar de contas usado após 07(sete) anos de iniciação
*runbono = primeiro filho iniciado na Casa Jeje
*rundeme = quarto onde fica os Voduns
*ronco = quarto sagrado de iniciação
*bejereçu = cerimônia de matança

Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei

Nação Ketu ou Yorubá



NAÇÃO KETU

O culto dos orixás remonta de muitos séculos, talvez sendo um dos mais antigos cultos religiosos de toda história da humanidade.
O objetivo principal deste culto é o equilíbrio entre o ser humano e a divindade aí chamada de orixá.
A religião de orixá tem por base ensinamentos que são passados de geração a geração de forma oral.
Basicamente este culto está assim organizado:


Olorun - Senhor Supremo ou Deus Todo Poderoso.
Olodumare – Senhor do Destino .
Orunmilá – Divindade da Sabedoria (Senhor do Oráculo de Ifá)
Orixá – Divindade de Comunicação entre Olodumare e os homens, também chamado de elegun, onde a palavra elegun quer dizer
"aquele que pode ser possuído pelo Orixá".
Egungun – Espíritos dos Ancestrais

Os mitos são muito importantes no culto dos orixás, pois é através deles que encontramos explicações plausíveis para determinados ritos.
O MITO DA CRIAÇÃO Yorubá: Olodumaré enviou Oxalá para que criasse o mundo. A ele foi confiado um saco de areia, uma galinha com 5 (cinco) dedos e um camaleão.
A areia deveria ser jogada no oceano e a galinha posta em cima para que ciscasse e fizesse aparecer a terra. Por último, colocaria o camaleão para saber se a terra estava firme.

Oxalá foi avisado para fazer uma oferenda à Exu antes de sair para cumprir sua missão. Por ser um orixá funfun, Oxalá se achava acima de todos e, sendo assim, negligenciou a oferenda à Exu. Descontente, Exu resolveu vingar-se de Oxalá, fazendo-o sentir muita sede. Não tendo outra alternativa, Oxalá furou com seu opasoro o tronco de uma palmeira. Dela escorreu um líquido refrescante que era o vinho de Palma. Com o vinho, ele saciou sua sede, embriagou-se e acabou dormindo.

Olodumaré, vendo que Oxalá não havia cumprido a sua tarefa, enviou Oduduwa para verificar o ocorrido. Ao retornar e avisar que Oxalá estava embriagado, Oduduwa cumpriu sua tarefa e os outros orixás vieram se reunir a ele, descendo dos céus, graças a uma corrente que ainda se podia ver no Bosque de Olose.

Apesar do erro cometido, uma nova chance foi dada à Oxalá: a honra de criar os homens. Entretanto, incorrigível, embriagou-se novamente e começou a fabricar anões, corcundas, albinos e toda espécie de monstros.Oduduwa interveio novamente. Acabou com os monstros gerados por Oxalá e criou homens sadios e vigorosos, que foram insuflados com a vida por Olodumaré.

Esta situação provocou uma guerra entre Oduduwa e Oxalá. O último, Oxalá, foi então derrotado e Oduduwa tornou-se o primeiro Oba Oni Ifé ou "O primeiro Rei de Ifé".
Cargos (postos) ocupados em um Ilê Axé
Olóyès , Ogãns  e   Àjòiès
Iyalorixá/Babalorixá:
Mãe ou Pai de Santo, é o posto mais elevado do ILê; tem a função de iniciar e completar o ato de iniciação dos olorixás. 
Iyaegbé/Babaegbé:
É a segunda pessoa do axé. Conselheira, responsável pela manutenção da Ordem, Tradição e Hierarquia. Posto paralelo ao da Iyalorixá ou Babalorixá.
Iyalaxé:
Mãe do axé, a que distribui o axé. É quem escolhe os Oloyes de acordo com as determinações superiores.
Iyakekere:
Mãe pequena do axé ou da comunidade. Sempre pronta a ajudar e ensinar a todos no Ilê.
Ojubonã:
É a mãe criadeira.
Iyamoro: 
Responsável pelo Ipadê de Exú. Junto com a Agimuda, Agba e Igèna.
Iyaefun/Babaefun:
Responsável pela pintura dos Iyawos.
Iyadagan:
Auxilia a Iyamoro e vice-versa. Também possui sub-postos Otun-Dagan  e Osi-dagan.
Iyabassé:
Responsável no preparo dos alimentos sagrados. Todos Olorixás podem auxilia-la, sendo ela a única responsável por qualquer falha eventual.
Iyarubá:
Carrega a esteira para o iniciando. E usa toalha de Orixá no ombro.
Aiyaba Ewe:
Responsável em determinados atos em obrigações de "cantar folhas". Geralmente filhas de Oxun.
Aiybá:
Bate o ejé em grandes obrigações. Tem sub-posto Otun e Osi.
Ològun:
Cargo masculino, despacha aos Ebós das grandes obrigações, a preferência é para os filhos de Ogun, depois Odé e Oluwaiyê.
Oloya:
Cargo feminino, despacha os Ebós das grandes obrigações, na falta de Ològun. São filhas de Oya.
Mayê:Mexe com as coisas mais secretas do Axé, ligadas a iniciação do Adoxú.
Agbeni Oyê:Posto paralelo a Mayê, divide a mesma causa.
Oyê:Se relaciona com a Yaefun/Babaefun; ou seja, coisas de AWO para iniciação.
Olopondá:Grande responsabilidade na inicição, no âmbito altamente secreto.
Iyalabaké:Responsável pela alimentação do iniciado, enquanto o mesmo se encontrar de obrigação.
Kólàbá:Responsável pelo Làbá, simbolo de Xângo.
Agimuda:Relação com o Ipadê de Exú. Aquela que carrega a espada. Titulo feminino usado no culto de Oya e Geledé.
Iyatojuomó:Responsável pelas crianças do Axé.
IyasíhàAiyabá é quem segura o estandarte de Oxalá.
Omolàra:Posto de confiança.
Sarapegbé:Mensageiro de coisas civis e de awo.
Akòwé Ilê Xangô: É a Secretária da casa de Xângo. Zelo, Orô e compras.
Babalossayn:Responsável pela colheita das folhas. Cargo de extrema importância.

Outros Vocabulários da Língua Yorubá
- A -
  • Adó  =  comida feita com pipocas em grão e epô.
  • Abá  =  pessoa idosa, velho.
  • Abadá  =  blusão usado pelos homens africanos.
  • Abadó  =  milho de galinha.
  • Abará  =  nome de uma comida de origem africana.
  • Abébé   =  leque.
  • Abiodum  =  um dos Obá da direita de Xangô.
  • Adê  =  coroa.
  • Adetá  =  Oriki, nome sacerdotal.
  • Adun  =  comida de Oxun, milho pilado, azeite dendê e mel.
  • Afonjá  =  uma qualidade de Xangô.
  • Agboulá  =  nome de um Egun.
  • Agôgô  =  instrumento musical feito de ferro.
  • Ayabá  =  orixá feminino, senhora idosa.
  • Aiê  =  o mundo terrestre.
  • Airá  =  uma qualidade de Xangô.
  • Ajá  =  campainha, sino.
  • Ajimudá  =  título sacerdotal.
  • Akôrô  =  uma das invocações e dos nomes de Ogun.
  • Aku  =  obrigação funerária.
  • akukó  =  galo.
  • Alá  =  espécie de pano branco.
  • Alabá  =  nome de um sacerdote do culto aos ancestrais.
  • Alabê  =  tocadores de atabaque.
  • Alafiá  =  felicidade; tudo de bom.
  • Alafin  =  invocação de Xangô: nome do rei de Oió - Nigéria.
  • Alapini = nome sacerdotal do culto aos ancestrais.
  • Alasê  =  cozinheira.
  • Alé  =  noite.
  • Apaoká  =  uma jaqueira que tem esse nome no Axé Opô Afonjá.
  • Aramefá  =  conselho de Oxossi, composto de seis pessoas.
  • Aré  =  nome do primeiro Obá de Xangô.
  • Ararekolê  =  como vai?
  • Aressá  =  um dos Obá da esquerda de Xangô.
  • Ariaxé = banho na fonte no início das obrigações.
  • Arô  =  nome que se dá ao par de chifres de boi usado p/ chamar Oxossi.
  • Arôlu  =  nome de um dos Obá da direita de Xangô.
  • Assobá  =  sumo sacerdote do culto de Obaluaiyê.
  • Ati  =  e  (conjunção).
  • Atori  =  vara pequena usada no culto de Oxalá.
  • Auá  =  nós.
  • Anon  =  eles.
  • Axedá =  oriki, nome sacerdotal.
  • Axo  =  roupa.
  • Axogun  =  o encarregado dos sacrifícios.
  • A-ian-madê  =  como vão os meninos?
  • Adupé-lewô-olorun = graças a Deus por ter conservado minha vida e a minha saúde até hoje.
  • Alabaxé  =  o  que põe e dispões de tudo.
  • Alayê  =  possuidor da vida.
  • Axé = força espiritual e também a palavra amém.
  • Ayê  = céu.
  • Agô  =  licença.
  • Am-nó  =  o misericordioso.
  • Aba-laxé-di = cerimônia da feitura do santo.
  • Axexê  =  cerimônia fúnebre do sétimo dia.
  • Amadossi d'Orixá = cerimônia do dia do santo dar o nome.
  • Amacy no ori = cerimônia de lavar a cabeça com ervas sagradas.
  • Aiê  = terra, festa do ano novo.
  • Ataré = pimenta da costa.
  • Amalá = comida feita de quiabo com ebá - angú de farinha. 
  • Abará =  bolo feito com feijão e frito no epô.
  • Akará  = bolo feito com feijão fradinho, pimenta, camarão seco e frito no epô.
  • Akarajé =  o mesmo que o Akará.
  • Afurá = bolo feito com arroz.
  • Ambrozó = feito de farinha de milho.
  • Abân  =  coco.
  • Ajé  =  sangue.
  • Ajeun  =  comida.
  • Aguxó  =  espécie de legumes.
- B -
  • Babá  =  pai.
  • Babalaô  =  sacerdote, pai do ministério, aquele que faz consultas através do jogo.
  • Badá  =  título sacerdotal.
  • Baiani  =  orixá considerada mãe de Xangô.
  • Balé  =  chefe de comunidade.
  • Balué  =  Banheiro.
  • Bamboxê  =  sacerdote do culto de  Xangô.
  • Bé   =   pular, pedir.
  • Beji   =  orixá dos gêmeos.
  • Bi   =   nascer, perguntar.
  • Bibá  =  está aceito.
  • Bibé  =  está seco.
  • Biuá  =  nasceu para nós.
  • Biyi  =  nasceu aqui, agora.
  • Bó  =  adorar
  • Bô  =  cobrir.
  • Bobô  =  todos.
  • Bodê  =  estar fora.
  • Bóri  =  oferenda a cabeça.
  • Borogun  =  Oriki, aquele que adora Ogun, saudação da família.
- D -
  • Dagan  =  titulo sacerdotal.
  • Dagô  =  dê licença.
  • Dê   =   chegar.
  • Deiyi  =  chegou agora.
  • Dodô  =  banana da terra frita.
  • Durô  =  esperar.
- E -
  • Ebá  =  pirão de farinha de mandioca ou inhame.
  • Ebé  =  sociedade.
  • Ebô  =  comida feita de milho
    branco, especial para Oxalá.
  • Ebo  =  sacrifício ou oferenda.
  • Edun  =  nome próprio.
  • Egun  =  espírito ancestral.
  • Eie  =  pombo.
  • Ejé  =  sangue.
  • Ejilaeborá  =  nome que se dá às doze qualidades de Xangô.
  • Ejionilé  =  nome de um Odu, jogo do orixá ifá.
  • Ekó  =  comida feita com milho branco ou de galinha; acaça.
  • Eku  =  preá.
  • Elebó  =  aquele que faz o sacrifício.
  • Eledá  =  orixá, guia, criador da pessoa.
  • Elemaxó  =  título de um sacerdote no culto de Oxalá.
  • Elerin  =  um dos Obá da esquerda de Xangô.
  • Elessé  =  que está aos pés, seguidor.
  • Êpa  =  amendoim.
  • Éran  =  carne.
  • Êrê  =  as esculturas do orixá beji (dos gêmeos).
  • Eru  =  carrego.
  • Erúkéré  =  emblema feito com cabelo de animais, usado por Oxossi, Oyá, Egun e pessoas importantes do culto.
  • Etu  =  conquém.
  • Euá  =  nome de um orixá.
  • Exu  =  nome de um importante orixá erradamente associado ao diabo católico.
- F -
  • Fatumbi  =  título de um sacerdote de ifá.
  • Filá  = gorro.
  • Fun  =  dar.
  • Funké  =  nome sarcedotal.
- G -
  • Gan  =  outro nome do agogô.
- I -
  • Iangui  =  nome do rei dos Exu.
  • Ianlé  =  as partes da comida que são oferecidas ao orixá.
  • Iansan  =  orixá patrono dos ventos, do rio Niger e dos relâmpagos.
  • Ibá  =  cuia.
  • Ibi  =  aqui.
  • ibiri  = objeto de mão, usado pela orixá Nanã, feito em palha, couro e contas.
  • Ibó  =  lugar de adoração.
  • Ibô  =  mato.
  • Iemanjá  =  orixá patrono das águas correntes.
  • Ijexá  =  nome de uma região da Nigéria e de um toque para orixá Oxum, Oxála e Ogun.
  • Iká  =  modo de deitar-se das pessoas de orixá feminino, para saudação.
  • Iku  =  morte.
  • Ilê  =  casa.
  • Ilé  =  terra.
  • Inã  =  fogo.
  • Ipeté  =  inhame cozido, pisado, temperado com camarão seco, sal, azeite de dendê e cebola.
  • Irê  =  bondade.
  • Iuindejà  =  título sacerdotal.
  • Iuintonã  =  título sacerdotal.
  • Ixu  =  inhame.
  • Iyá  =  mãe.
  • Iyabasé  =  cozinheira.
  • Iyalaxé  = mãe do axé do terreiro.
  • Iyalodé  = um alto título, líder entre as mulheres.
  • Iyalorixá =  Zeladora do culto, mãe do orixá.
  • Iyamasê  =  orixá da casa de Xangô.
  • Iyamorô  =  título de uma sacerdotisa do templo de  Obaluaiyê.
  • Iyaô  =  nome  dos iniciados antes de sete anos de iniciação.


Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei
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“A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho.”


SIGNIFICADOS QUANTO AO FORMATO DA VELA



 
Cones ou Triangulares: equilíbrio, elevação.
Quadradas: estabilidade, matéria.
Estrela: espiritual, carma.
Pirâmide: realizações matérias.
Cilíndricas: servem para tudo.
Animais: para o seu animal protetor.
Lua: para acentuar sua energia intuitiva.
Gnomo: para seu elemental da terra.
Cone ou Triangulares: simbolizam o equilíbrio. Tem três planos: físico, emocional e espiritual.
Velas Cônicas: são voltadas para cima e significam o desejo de elevação do homem, sua comunicação com o cosmos.
Velas Quadradas: Simbolizam estabilidade na matéria. Seus lados iguais representam os quatro elementos: Terra, Água, Fogo, Ar.
Velas em Formato de Estrela de Cinco Pontas: É o símbolo do homem preso na matéria. Representa o carma.
Velas Redondas: Simbolizam mudança. E a energia mais pura do astral que só a mente superior alcança.