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quarta-feira, 25 de junho de 2014

Pai Serafim de Aruanda



O Mensageiro de Ifá.


Serafim nasceu em Senzala Carioca, no ano de 1673. Seus pais eram escravos convertidos ao catolicismo e por isso ele recebeu o nome de "Serafim" - o Mensageiro do Senhor. Ele foi uma criança travessa, mas obediente, que aprendeu desde cedo o catecismo. Mas, algo dentro dele se incendiava quando ouvia falar dos Orixás. E assim, sempre que podia, Serafim ia até a casa de Nega Nhonha, a benzedeira da Senzala. Ele lhe pedia que contasse as histórias dos Santos Africanos e de suas tribos.
Nega Nhonha percebeu que ali estava alguém para prosseguir com sua missão e começou a ensinar ao menino tudo o que sabia da tradição. Procurou a mãe de Serafim e lhe pediu permissão para educar o menino. Josefa, a mãe de Serafim, fez apenas uma ressalva: não queria que o menino sofresse perseguições. Então Nega Nhonha ensinava, mas pedia a Serafim que não comentasse com ninguém o que aprendia.
Quando Serafim completou 17 anos, o ano de 1700 iniciou... D. Josefa ficou doente e parecia ter pouco tempo de vida. Antes de morrer ela pediu ao filho: "Meu filho, quando você puder fuja dessa vida, vá para o Quilombo e pratique a arte de nossos ancestrais. Não esqueça do que aprendeu por aqui, mas também não esqueça nossas raízes". Serafim viu sua mãe morrer e ficou só no mundo. Nunca soube quem era seu pai, pois ele foi vendido logo após seu nascimento.
Serafim já ouvira falar dos Quilombos, mas era difícil fugir da Senzala. Aqueles que haviam tentado foram capturados e açoitados até a morte, para servir de exemplo aos demais. Mas, Serafim, começou a sentir crescer sua vontade de fugir, cada vez maior e incontrolável... Um dia programou sua fuga junto com outros negros. Eles partiriam para um Quilombo nas bandas das Minas Gerais, um local novo e ainda desconhecido.
O dia combinado chegou e ele muniu-se de coragem. Prepararam tudo com antecedência e durante a noite agiram conforme o plano. Muitos capatazes ficavam a espreita, mas eles haviam colocado uma espécie de sonífero na bebida deles e estavam aguardando o mesmo fazer efeito. Quando a bebida fez efeito, eles se reuniram e partiram.
Os escravos seguiam a pé, pelo meio das matas. Eles sabiam que quando o dia amanhecesse seriam perseguidos a cavalo pelos capatazes. Um dos foragidos conhecia as matas e o caminho para o Quilombo, pois já havia seguido com outro grupo certa vez, mas foi capturado - ele sobreviveu porque se entregou e não lutou, então suas chibatadas foram mais amenas.
Com três dias andando a pé, ainda faltava muito para chegar... Eles seguiam devagar e na espreita, mantendo a cautela para não serem descobertos. Naqueles tempos, eles poderiam ser presos por qualquer fazendeiro e entregues ao antigo patrão mediante recompensa. Portanto, eles não podiam ser vistos por nenhuma pessoa. Muitos de sua raça eram contratados dos patrões para entregar os fujões, então eles não podiam confiar em ninguém que não fosse do grupo.
O grupo conseguia avançar em torno de 50 Km por dia e, no final de uma semana, chegaram ao destino. Eles foram bem recebidos pelo chefe do Quilombo e descobriram as vantagens de viver em meio aos "calhambolas". Os Quilombos das Minas Gerais, diferente de outro Quilombos, possuíam algumas vantagens: eram próximos às feiras, podiam comercializar seus produtos e não eram perseguidos pelos Senhores do Mato. Minas Gerais estava crescendo muito e toda mão de obra era bem vinda. Assim, quem vivia nos Quilombos comercializava livremente com os mineradores e podia frequentar as feiras.
Foi nesse meio que Serafim encontrou sua história e reconstruiu sua vida. Começou trabalhando como minerador e trocando com os capitães seus achados, mas em breve sua vida mudaria novamente. Dois anos depois de estar no Quilombo, uma pessoa chegou gritando às pressas por alguém que soubesse curar mordida de cobra. Havia no Quilombo uma Mãe Preta que benzia, mas ela estava adoentada e não atendia mais... Serafim, muito timidamente, ergueu sua mão e disse: "-Eu sei." Os demais até duvidaram, pois ele ainda era jovem e não parecia um benzedor. Mas, na falta de recursos, qualquer um servia... O negro correu e pegou Serafim pela mão, levando-o até a vítima, que já estava semi-morta. Era uma bonita moça, grávida de uns sete meses.
Serafim afastou-se, foi até umas plantas, colheu umas ervas, macerou-as e pediu água quente. Fez um chá e reservou. Com um canivete, fez uma cruz no local da picada e apertou... Depois colocou o sumo das ervas aquecida e enfaixou com um pano. Deu o mesmo sumo para a moça beber e avisou: terei que fazer a criança nascer para que a mãe possa se recuperar melhor.
Naquele tempo, criança de sete meses não sobrevivia e o pai escolheu a vida da mãe. Serafim tinha outros planos e clamou aos seus Orixás pela vida do rebento. Fez suas orações e mandigas e começou a pressionar o ventre da moça. Em pouco tempo ouviu-se o choro de uma criança - era um menino. Serafim disse: tragam leite de cabra e chá de arruda. Deu o chá de arruda para a moça que vomitou muito... Lavou suas parte íntimas com o chá misturado ao sumo e envolveu-a em faixas. Pediu cobertor e disse: ela precisa descansar. O leite de cabra é para o bebê, ele não pode beber leite humano ou de vaca. Enfaixem bem o bebê e não o deixem tomar qualquer friagem ou sol, por sete dias. Somente depois disso, podem trocá-lo e levá-lo a outro lugar...
Depois de uma semana, mãe e filho estavam recuperados e a fama de Serafim correu Quilombos. Começaram a vir pessoas doentes de todas as regiões e até mulheres com problemas para parir procuravam por Serafim. Todos confiavam nele, pois ele era muito respeitoso e as mulheres não corriam qualquer risco. Assim, os anos passaram e Serafim tornou-se o "médico" dos Quilombos. Mas, brancos também o procuravam, quando a medicina dos homens não funcionava mais. Ele se tornou tão respeitado que até os Sinhozinhos o mandavam chamar se algum problema mais sério caísse sobre suas fazendas.
Dez anos depois, Serafim ainda era um homem solteiro. Mas, ele precisava da ajuda de alguém, pois seus serviços eram muito solicitados. Um dia chegou no Quilombo uma negra fugida de Pernambuco. Ela estava muito judiada e Serafim não conseguiu salvá-la. Ela tinha uma filha de quinze anos e disse pra ele: "-Por favor, tome minha filha como esposa, pois sei que você é sozinho. Eu vejo que você é um bom homem e precisa de alguém para ajudá-lo. Ela sabe fazer de tudo e poderá auxiliá-lo nos atendimentos." Serafim temia casar-se, pois havia visto o sofrimento das mulheres e isso o incomodava. Sua mãe havia sido violentada muitas vezes e ele guardava essa dor consigo. Muitos não sabiam, mas ele não havia dormido com nenhuma mulher. Quando a mãe da moça morreu ele levou-a para morar com ele e não a tocou...
Com o tempo, ela aprendeu tudo e o auxiliava nos atendimentos. Ninguém sabia que eles viviam como irmãos. Mas, uma noite, Margarida (esse era o nome da jovem) foi até leito de Serafim e disse: "-Você não me deseja?" Ele respondeu: "-Fiz uma promessa aos meus deuses para que eles me ajudassem nas curas e prometi não me deitar com ninguém." Margarida respondeu: "Façamos outra promessa... Todos os nossos filhos serão Deles e Eles terão servos fiéis, pois os educaremos para isso." Então, Serafim respondeu: "Preciso de três dias..."
Serafim, instruiu Margarida e se ausentou para as matas por três dias. Fez seus rituais e conversou com os Orixás. Então, uma pomba branca lhe pousou no ombro e arrulhou em seu ouvido. Era uma resposta de Ifá e Serafim sabia o que devia fazer.
Ele voltou ao Quilombo e disse a Margarida: "-Podemos nos casar. Nossos filhos serão como os Odus do Búzio." E eles tiveram dezesseis filhos e cada filho pertencia a um Orixá. Quando o último filho completou 16 anos, Serafim o preparou e avisou: "-Você ocupará meu lugar." Ele era filho de Ifá e chamava-se Orumimaia. Serafim, morreu aos 72 anos em seu leito, quando todos os Orixás lhe saudaram e disseram: "-Você fez bem. Você cumpriu sua missão!" Serafim fechou os olhos para a terra e abriu os olhos espirituais, passando a cumprir uma nova missão: a de Pai Velho.

Fonte: Umbanda em Paz

sábado, 25 de maio de 2013

Mensagem de Pai Antonio de Aruanda

 

Quando a individualidade desaparece
A Luz de Oxalá inunda seu ser.
Você é a Luz, A Luz é você!

Quando o amor surge como uma flor,
Os lírios de Mamãe Oxum brotam em seu coração.
Você é a Flor, A Flor é Você!

Quando a ignorância é eliminada,
As Flechas do Caçador (Oxossi) te guiam.
O Caçador é você. A Caça também!

Quando a alma vence sua própria treva
O Raio de Xangô é vivo no espírito.
Você é o Rei, o Rei é Você!

Quando o tufão do discernimento surgir
Não mais a sombra da alma há de te possuir.
Você é a Guerreira (Iansã),
a Guerreira é você.

Quando as cabeças do vício forem cortadas
A Espada do guerreiro (Ogum) iluminará o caminho!
Você é a Senda, A Senda é Você

Quando a cruz viva do “Velho”(Obaluayê) te marcar
O peso do mundo em suas costas cairá.
Você é Caridade, A Caridade é você!

Quando a Anciã (Nanã) do destino, em ti existir
Não mais mistérios hão de te possuir.
Você é o Fim e também o Começo!

Quando a estrela brilhar, e o canto encantar
Nas praias de Aruanda a Mãe Divina (Iemanjá) você verá.
Você é a Umbanda, Umbanda é Você!

E então, no fim da jornada,
Onde os caminhos se entrecruzam,
E as Sete Encruzilhadas são contempladas,
O Amor que a Tudo gera lá estará!

Você é Olorum, Olorum é Você!

Assim cantava-se na velha Luanda...
Assim ainda se canta,
Na querida Aruanda...


Pai Antonio de Aruanda - Mensagem recebida por Fernando Sepe 

Mensagem do Guardião dos Sete Portais

 
Não dou a um devedor, mas não tiro de um credor,

Não peço o impossível, mas dou apenas o possível,

Não infrinjo a Lei, e pela Lei não sou incomodado,

Não castigo um inocente, mas não perdoo um culpado,

Não tomo de quem achar, mas não devolvo a quem perder,

Não liberto o condenado, mas não aprisiono um inocente,

Não deixo subir aos que fizeram por merecer a queda,

Não faço chorar o inocente, mas não deixo sorrir o culpado,

Não revelo o oculto, mas não oculto o que pode ser revelado,

Não traio a ninguém, mas também não deixo de castigar um traidor,

Não derrubo a quem não merece, nem elevo a quem não fizer por merecer,

Não dou tudo o que me pedem, mas tudo que dou foi porque me pediram,

Não ajudo a morrer quem quer viver, mas não deixo vivo quem quer se matar,

Não salvo a quem quer se perder, mas não ponho a perder quem quer se salvar,

Não ajudo alguém que não queira ser ajudado, mas não nego ajuda a quem merecer,

Não pego o poder do Senhor da Luz, mas não recuso o poder do Senhor das Trevas,

Não induzo alguém abandonar o caminho da Lei, mas não culpo quem dele se afastou,

Não sofro de remorso por castigar aquele que a Lei derrubou, assim como nada sinto ao premiar a quem merecer,

Gosto de ensinar a quem quer aprender, mas também gosto de castigar a quem aprende e faz mau uso do saber,

O maior rio não rejeita a menor gota de chuva, nem o maior exército ao seu mais fraco soldado,

Só respeito a Lei do Grande da Luz e das Trevas, e nada mais,

O maior rico é aquele que valoriza o menor dos seus bens,

Há o fogo para queimar, e há água para saciar a sede,

Há a terra para germinar, e há o ar para oxigenar,

Há tantas coisas e, no fim, são somente partes do um,

Eu sou a mão que castiga, e a outra que acaricia,

Eu sou a mão que derruba, e a outra que levanta,

No meu reino, eu mando e sei me comportar,

Sirvo a Luz, mas também sirvo as Trevas,

EU SOU O QUE SOU E ME ORGULHO DISSO, PORQUE SEI QUE SOU NECESSÁRIO A LEI.


Mensagem do Guardião dos Sete Portais - Retirado do livro O Guardião da Meia Noite


Salve os Nossos Guardiões que levam Luz as Trevas!

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Refletindo sobre alguns conceitos! Por Pai Antonio das Almas



O conceito de religião nos dias atuais foge de seu objetivo maior que é religar o ser ao Criador.

Temos hoje no cenário religioso uma disputa por "fiéis" onde vale de tudo para ganhar mais seguidores!

Você esta com o demônio no corpo vitimado por magia negra, feitiçaria etc... Coisa de "Pai e Mãe de encosto" Só o Senhor liberta e renova sua vida financeira nestes casos, deixando claro que as coisas "lá em cima" caminham na base da troca e do dinheiro

Você precisa de oração, venha participar de umas das nossas diversas correntes disso ou daquilo, foi Deus quem trouxe você aqui, mostrando que o "chefe" deve estar muito velho para atender delegando responsabilidade a algumas pessoas somente que se elegem HOMENS DE DEUS, TRATANDO-O COMO O MEU DEUS... Será?

Orixá tal, esta brigando pela coroa de fulano de tal, isso se resolve com "N" trabalhos e demais praticas que mais pregam a filosofia do medo e da incoerência com que tratam Orixás a um custo razoavelmente abusivo onde a "coroa" nunca mostra um "rei ou rainha", mas sempre alguém mal informado e o MEDIANEIRO um MANIPULADOR.

Ainda se você deseja assumir sua total incapacidade arranje um trabalhinho dos "pais e mães de postes" existe um bem na esquina da sua casa (colado a um poste).

Inúmeros são os exemplos que diariamente como os citados acima nos mostram ainda o conceito vago que algumas pessoas fazem sobre RELIGIÃO e DEUS.

O propósito de renovação apresentado por Jesus ia e vai muito além dos templos, catedrais ou terreiros, onde na maioria das vezes imperam o orgulho, a ganância e a vaidade humana.

É preciso saber que a religião é uma ponte, mas pontes também as vezes apresentam necessidade de reformas e renovação e sempre quando tocamos nesta ultima palavra encontramos outra chamada resistência.

Cada um deve saber o que realmente Deus deseja de nós seus filhos, vejam falamos aqui em Deus não as religiões que em sua maioria nos afastam Dele, "como isso ocorre?" você deve estar se perguntando!

Simples, hoje vivemos em um clima competitivo da fé, onde ao invés do perdão, é ensinada a filosofia das penas eternas no "limbo do inferno" onde o mesmo, existe dentro do ser e não fora dele, assim como o conceito de céu, basta lhe ensinarem qual dos dois você deve alimentar.

Quando não, atribuímos as Divindades sejam deste ou daquele credo religioso, a responsabilidade de mudarem nossas vidas e destinos, minha gente, cada um é responsável pelos seus atos e santos meus filhos não carrega ninguém nem seus atos e erros nas costas, o fundamento religioso não é para isso.

Ainda temos a regra de "demanda" onde tudo o que acontece na vida de determinado ser é fruto de seus inimigos que o demandaram com pensamentos, elementos etc... Se esquecendo da lei de causa e efeito tão pouco estudada e valorizada pelo próprio individuo que se julga demandado e completaríamos "cego" também.

Apostas com Deus, com Santos, com Orixás, vivemos um clima competitivo dentro do cenário religioso onde todos lutam para serem dentro de sua fé melhores que este ou aquele, será meus filhos que realmente é esta a proposta de Deus???

Será que é esta a função das religiões?

Se abordamos no inicio deste texto que religião tem o papel de religar, deixamos a sugestão para que cada líder religioso e seus seguidores, procurem ligar o perdão, o amor, o respeito e a fraternidade dentro de seus próprios ritos sejam eles quais forem. As mudanças devem partir de dentro para fora, não é?

Cada um deve se preocupar em não deturpar a palavra do Cristo, mas aceita-la e acima de tudo vivenciá-la para que "no grande momento" que tantos falam e muitos criam suas versões, estejamos realmente preparados e não iludidos!

Lembrem-se que todos somos um vaso divino, cabe a cada um refletir sobre o que realmente esta colocando dentro deste vaso e acima de tudo se isso lhe será útil de alguma forma.... Ou talvez ilusório...Ou ainda enganador....

"...lembra-te de onde caíste! Arrepende-te, e pratica as primeiras obras.

Se não te arrependeres, brevemente virei a ti, e removerei do seu lugar o teu candeeiro, se não te arrependeres..." Ap: 2 - 1/6

Pai Antonio das Almas
Ditado ao médium Géro Maita

terça-feira, 16 de abril de 2013

Vamos Sair da Ignorância em Nome dos Orixás



De tempos em tempos, aparece algum caso de crime relacionado com Magia Negativa, associado ao mal, chamado vulgarmente de Magia Negra.
De tempos em tempos, vemos associarem alguns destes crimes à Umbanda, ao Candomblé ou aos Cultos Afros em geral.
São crimes bárbaros, macabros mesmo, com mortes de crianças e estupros, motivados pelo que há de pior e mais baixo no ser humano.
Enquanto nós ficamos aqui dizendo que isto não tem nada a ver com Umbanda, Candomblé e Cultos Afros; os criminosos, presos, se identificam com estas nossas amadas religiões e ainda dizem fazer pactos com satã, demônio, quando não colocam os nomes sagrados de nossos guias e orixás no meio de seus crimes hediondos e passionais.
Sabemos que nossa religião é linda, que não faz pactos, que não existe demônios em nossos cultos.
Há anos, venho batendo na mesma tecla: Umbanda é Religião e só pode fazer única e exclusivamente o bem!
Enquanto isso, pessoas que nem tem idéia do que seja religião continuam abusando de nossos fundamentos e valores de forma negativa e invertida.
O conceito sobre religião está totalmente banalizado e distorcido, qualquer um cria uma nova religião e faz o que quer com ela, esta é a verdade.
Sempre lembro a primeira definição de Umbanda dada por seu fundador, o primeiro umbandista, Zélio de Moraes e sua entidade Caboclo das Sete Encruzilhadas: Umbanda é a manifestação do espírito para a prática da caridade!
Enquanto isso, no próprio seio da Umbanda, convivemos com praticantes que não tem a menor idéia de quem foi, ou o fez, o primeiro umbandista.
Pessoas que "dirigem" terreiros, que se denominam sacerdotes (pai de santo, mãe de santo, padrinho, madrinha…) e proíbem seus médiuns de estudar.
O medo e a ignorância são portas abertas para as trevas interiores e exteriores.
É aqui que o EGO, a vaidade e os vícios mais baixos do ser humano se instalam.
E todos os dias vemos anúncios de pessoas oferecendo "serviços" de magias negativas em nome de nossos sagrados valores, de nossa religião, de nossos guias e Orixás. Deitam e rolam com os nomes de Exu e Pombagira, usam e abusam.
As pessoas continuam procurando um atalho, um caminho mais fácil, para externar seu negativismo acumulado, não querem dor, não querem crescer, não querem assumir seus atos, não querem ser conscientes, querem apenas satisfazer os sentidos viciados no mundo das ilusões, das paixões que arrastam para atitudes emocionais animalizadas e instintivas.
Ainda se vê na figura do médium um poder de manipular vidas! Um poder de manipular o destino, um poder que pode ser comprado, negociado.

NÃO EXISTE OUTRA SAÍDA PARA A RELIGIÃO, É PRECISO MUDAR O SENSO COMUM, É PRECISO ALCANÇAR O INCONSCIENTE COLETIVO!
E A UNICA FORMA É COM EXEMPLO E NÃO APENAS COM PALAVRAS.

Um consulente pode apenas frequentar um terreiro, sem ter a mínima idéia do que seja a Umbanda.
Um consulente, um simples frequentador, pode se denominar católico, ateu, à toa e o que quiser…
Este consulente pode, sim, ele pode ser totalmente ignorante…
UM MÉDIUM NÃO PODE SER IGNORANTE!!!
UM MÉDIUM E PRATICANTE DE UMBANDA É FORMADOR DE OPINIÃO, SEMPRE!!!
O MÉDIUM É O TEMPLO DA RELIGIÃO!!! NÃO PODE SER O TEMPLO DA IGNORÂNCIA!!!
Umbanda não é e não pode ser para pessoas ignorantes.
E aqui fica bem claro o sentido e significado da palavra ignorante: aquele que ignora algo.
Não se pode praticar Umbanda de forma ignorante, sem saber o que está sendo praticado.
Quando não estamos bem, e todos passamos por momentos e períodos de negatividade, é o conhecimento, a razão, que nos mantém dentro de limites e parâmetros seguros. O médium ignorante torna-se uma porta aberta para as trevas.
E vamos continuar vendo casos e mais casos em que a ignorância rouba, assalta, o nome da umbanda e de nossas entidades.
COMO VAMOS MUDAR ISSO???
Ignorância se vence com conhecimento e estudo…
Por Alexandre Cumino

quinta-feira, 28 de março de 2013

Acordem Para a Vida!


Na dificuldade de encarar a vida, é sempre fácil responsabilizar os outros;
Na dificuldade de se relacionar com os outros, é sempre fácil olhar os defeitos;
Na dificuldade de amar o próximo, é sempre fácil escolher a indiferença;
Na dificuldade de competência para ser feliz, é sempre fácil infelicitar os outros;
Na dificuldade de caráter é sempre fácil o nivelamento alheio;
Na dificuldade de atitude é sempre fácil condenar o carma;
Na dificuldade de buscar caminhos retos, é sempre fácil procurar atalhos;
Na dificuldade de obedecer a ordens, é sempre fácil se julgar injustiçado;
Na dificuldade de compreender liberdade, é sempre fácil buscar a libertinagem;
Na dificuldade de lágrimas sinceras, é sempre fácil o sorriso falso;
Na dificuldade de exercitar a mente, é sempre fácil obter respostas prontas;
Invariável reconhecer que para as nossas dificuldades, sempre temos desculpas variadas, mas, para as dificuldades dos companheiros que nos acompanham no dia a dia sempre temos condenações.

Por que será que exigimos tanto do outro quando não lhe suportamos as exigências?
Alguns poderão responder: é o instinto de conservação que fala mais alto, temos que nos defender!
Então nêgo velho pergunta: que diacho de conservação é essa que só guarda o que não é bom? Num existe mandinga pior do que carregar bagagem desnecessária e se suncês tão carregando egoísmo, vaidade, orgulho e prepotência. Tão é perdendo tempo!
Mas aí suncês vão dizer: Pai Firmino a natureza não dá saltos! E eu vou arresponder: concordo com suncês (vocês) meus fios! Ela num dá salto, mas, cumpre as funções estabelecidas por Zambi - Deus.
Ao invés de suncês - (vocês) querer ser o que não são, procurem ser o que podem ser meus fios, tenham humildade em tudo que façam e reconheçam que só aprendendo a vencer suas dificuldades é que suncês (vocês) sairão vitoriosos.
Acordem para a vida! Pois, guia nenhum vai fazer o que cabe a suncês fazerem.

Pai Firmino do Congo

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

O Acaso - Mensagem do Exu das 7 Encruzilhadas das Almas



Certo dia, no fundo da sua vida, você sentiu uma necessidade qualquer de algo desconhecido, olhou ao redor e viu que estava tudo bagunçado, com as coisas fora do lugar, jogadas pelo chão, sobre suas prioridades, até então sufocadas.
Eis que o acaso resolveu um dia bater a sua porta e em meio a essa baderna, você abriu. Esse acaso se fez convite à mudança de vida. Você, cansado e sem ver o sol nascer a tempos, aceitou. Este convite te levou a mim, embora você não soubesse. Não sabia porque suas prioridades estavam transformadas em bolor e as coisas tolas da vida tomaram proporções maiores. Tanta proporção que virou "meio de vida" e objetivo insano a ser perseguido.
No data marcada do convite, você chega soberbo, orgulhoso e senhor de si, pois fora convidado como se fosse alguém de grande importância, o que realmente era, mas uma importância de valores invertidos na tosca visão do mundo. Para o convite do acaso, sua importância era outra.
E eu ali estava. Fora de foco e à parte aos seus gracejos. Sou pequeno, sem dimensão estelar, mas quis Alguém que fosse eu a lhe falar. Acabados os festejos, você bate em retirada... mas só seu peito sabe o quanto arfa, pois após todo o momento passado, lembra-se que se faz hora de voltar para a bagunça que havia deixado sua vida.
E agora?
Você resolve voltar àquele lugar, pois no dia do convite  você se sentira bem disposto. Você resolve voltar a este local. Quando você volta, foi a mim que você foi encaminhado. Quando me viu, olhou-me desconfiado de cima a baixo, com extra auto-confiança e superioridade que alguém, por algum motivo, ensinou que deveria ter. Mesmo respeitosamente, tendo em vista a boa educação recebida, você era um ainda convidado, pois fora assim que fora aparecer lá e eu, o apêndice de anfitrião.
Mas, por obra do acaso, resolvi falar algumas coisas e comecei a notar que quanto mais lhe falava, menos você conseguia articular sua verborragia. Parecia que eu lhe dizia coisas que você não acreditava que mais ninguém soubesse ou que poderiam até existir na sua vida, mas sendo apenas tratada de forma hipotética.
E no fim desse dia, após minhas palavras, você resoluto, concordou e me abraçou. Eu sorri e você se foi. Se foi, mas com um coração renovado, alegre e de novo rejuvenescido. Nunca, na sua sã consciência você poderia imaginar que eu pudesse falar tantas coisas... logo eu, um espírito que é vítima do preconceito hipocrático da sociedade, pois ela se vale de meus serviços quando precisa... um pequenino Exu.
No correr dos dias a sua vida deu uma bela harmonizada, situações complicadas e constrangedoras deixaram de existir como que por mágica. Mágica não, irmão! Magia.

Magia.
A Umbanda trabalha com a magia.
Mas não com a bruxaria.
E sim evidencia.
A manipulação da energia.
Com o que a Natureza oferta dia a dia.
Sempre com impressionante maestria.

Estamos ligados a uma religião liberta de dogmas e expansiva em espiritualidade, atratora em amor, geradora de vida e ordenadora de atitude. A Umbanda é religião que religa o homem com Deus através dos Sagrados Orixás que emanam suas portentosas energias, e nós, guias e trabalhadores desta seara, nos fortalecemos, vibramos e orgulhamos disso porque não somos pequenos como se pensa ou age, não somos resolução ou solução barata de última hora para agentes materiais.
Nós somos espíritos manifestados para a prática da caridade, conforme ensinou o Caboclo das 7 Encruzilhadas. E nós, Exus, não somos zombeteiros e a toas das ruas, nem as Pombas Giras são mulheres de vida fácil. Não, todos nós somos agentes da vida dura, porque trabalhamos na sua vida, mergulhados em boa vontade, dentro do seu carma, a fim de que sua vida melhore e seja expansiva em valores reais.

E, por favor, não me dê nada em troca. Sou um Exu e não um agiota. A graça de Deus me basta e por isso dou de graça o que de graça recebi.
Isso tudo eu quis dizer e você não quis escutar.
O motivo foi porque aqueles antigos anseios voltaram à tona e com proporção avassaladora e seus interesses, hoje, são maiores que as suas necessidades, que você não enxerga e nem sente. O essencial é invisível aos olhos, consta no belíssimo Pequeno Príncipe... só se vê bem com o coração!
Eu tentei te dizer isso, mas você não quis escutar.
Sua vida se tornou nova tormenta e quando pensa em me procurar, mais uma vez não ouve o que eu digo e desses interesses que a nada te levarão não quer escutar, achando que é este o caminho que deve trilhar. Afinal, quem sou eu? Apenas um agente das encruzilhadas que pode resolver problemas, essa é a sua concepção.
Quando falo em necessidade, seus ouvidos filtram interesse. E quando falo em mudança de vida, seus ouvidos traduzem "bens". Quando falo em libertação, seus ouvidos exclamam "aprisionamento à matéria" e quando falo em trabalho, eles questionam se é carma.
Daí, vendo que você busca o efeito enquanto tudo que te falei foi sobre a causa, o que mais posso fazer, sendo um Exu, senão dar-te uma injeção psíquica de palavras duras, mas com pano de fundo a mexer digna e positivamente em seu brio? Que posso fazer a não ser vitalizar seu senso de sobrevivência e desestruturá-lo quanto a sua superioridade, conquistada em castelos de areia, quando ainda em parcas eras se julgava nobre imortal?
Mas... será que meu tiro sairá pela culatra, pois se ainda traz essas parcas eras tão impregnadas, pode ser que não mais resolva escutar aquilo que já foi proveito e hoje encara como enfadonho e repetitivo. Sim, pois falo preto e você quer branco, sem ter o trabalho de se propor a clarear.
O que farei eu, um trabalhador que carrega um "fardo" que me sustenta, mas que mobiliza as vidas, se você definitivamente fugir de minha alçada? Sim, digo fuga, pois o acaso te levou até mim porque sua programação encarnatória tem um propósito e até agora você não a abraçou, achando que pelos caminhos funestos que escolheu a encontrará. E quando o "acaso" te levou até a minha frente, o mesmo pequenino espírito que você julgou e não sei ainda se mudou seus conceitos, mal sabia você quão grandiosa era a minha tarefa, pois grande é o trabalho que desempenho na minha pequenez, tão pressuposta pelos homens.
Mas, caso você fuja, não de mim, mas da verdade que ante a ela Pilatos se calou, nada mais poderei fazer a não ser empenhar-me mais em te salvar. E aí, a vida... sim, a boa e velha vida, onde nela trafega o seu carma, agirá de forma nua, fria e neutra. E, quem sabe, seja eu novamente solicitado "pelo acaso" para desempenhar esse papel. Sim, eu, o Exu. Simplesmente um Exu.
Simples porque é simples a forma de ver a vida, de como tenta incendiar a vida dos mornos e frívolos, para que estes sejam sal da terra, ou então apagá-los de vez para não ocupar um lugar indevido no cenário da vida. Simples porque nada tem de complexo, contudo trabalhoso, ser motivador de vidas e desmotivador das mesmas. Apenas agir, sem sentir, pois a Lei assim exige que se cumpra.


O Exu não cruza os braços... ele neutraliza seu tridente, embainha sua espada, guarda seu punhal, se recolhe em seu campo de força e deixa tudo... tudo entregue nas mãos da Lei.
E ali espera as ordenanças seguintes, para o cumprimento da mesma.
Espero dizer até breve, para não ter que lamentar sobre a fuga daqueles cujo o acaso divino lhes bateu a porta e lhes ofereceu ajuda para renascerem nesta mesma vida.


*Exu das Sete Encruzilhadas das Almas
(Mensagem recebida psicograficamente pelo médium Julio Cesar, Pai Pequeno do Templo Espiritualista do Cruzeiro da Luz)
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“A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho.”


SIGNIFICADOS QUANTO AO FORMATO DA VELA



 
Cones ou Triangulares: equilíbrio, elevação.
Quadradas: estabilidade, matéria.
Estrela: espiritual, carma.
Pirâmide: realizações matérias.
Cilíndricas: servem para tudo.
Animais: para o seu animal protetor.
Lua: para acentuar sua energia intuitiva.
Gnomo: para seu elemental da terra.
Cone ou Triangulares: simbolizam o equilíbrio. Tem três planos: físico, emocional e espiritual.
Velas Cônicas: são voltadas para cima e significam o desejo de elevação do homem, sua comunicação com o cosmos.
Velas Quadradas: Simbolizam estabilidade na matéria. Seus lados iguais representam os quatro elementos: Terra, Água, Fogo, Ar.
Velas em Formato de Estrela de Cinco Pontas: É o símbolo do homem preso na matéria. Representa o carma.
Velas Redondas: Simbolizam mudança. E a energia mais pura do astral que só a mente superior alcança.