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domingo, 3 de março de 2013

Mediunidade para quem demonstra e assume a Esperança



Axé pessoal! Foram tantos acontecimentos nessas últimas semanas que nem sei sobre o que escrever. Poderia comentar sobre a renúncia do Papa, tragédia em Santa Maria, a força da natureza, carnaval, quaresma… enfim… são tantos assuntos e todos tão relevantes. Porém, entendi que o post anterior – “Valor da Mediunidade” – em que compartilhei saberes e experiências sobre mediunidade e missão espiritual foi importante para muitas pessoas. Assim, creio que o melhor é continuar explanando sobre esses temas que tanto refletem em nós e em nosso futuro.
E por falar em futuro, muitas pessoas não entendem o que realmente significa desenvolver a mediunidade. Alguns acham que é escravidão, outros veem como negócio, troca ou coação, outros ainda, como fatalidade, sina ou vantagem. Acham que não devem obrigações, deveres, respeito, estudo ou dedicação. Acham que simplesmente ‘são’ e que com o tempo e com a mesma simplicidade deixarão de ser. Ledo engano!!!
Mediunidade é um dom divino, é um fenômeno transcendente dado por Deus para que aceleremos nossa evolução espiritual e humana, é uma oportunidade de interagir com dois mundos (com o etéreo e com o material), ou seja, é a capacidade de sentir, perceber e compartilhar com o que está além da matéria e com o que é além do racional ou do cientifico.
A questão é que esse dom divino e essa capacidade de interação com forças sutis e celestiais nos causam certos desconfortos, desajustes e até desequilíbrios em virtude de nossa natural densidade, fato que nos “pede” mudanças de atitudes, educação sensorial, conhecimento do plano espiritual e principalmente, disciplina.
Essas ações e saberes – mudanças de atitudes, educação sensorial, conhecimento do plano espiritual e disciplina – aprendemos e adquirimos no desenvolvimento mediúnico.
Desenvolver a mediunidade é algo fundamental para qualquer médium, porém, é algo que não se consegue sozinho ou em casa, pois as firmezas, sustentações e segurança que um terreiro, centro, casa espírita são próprias e fundamentais para lidar com o universo etéreo. Entendam, o plano espiritual é composto por espíritos bons e elevados, mas também por espíritos doentes, negativos, perdidos… enfim, uma infinidade de possibilidades; portanto, se o ambiente não for propício ou se Forças Divinas não estiverem sustentando e guardando o médium, ele poderá se tornar um brinquedo, um fantoche, um refém nas mãos de espíritos trevosos e até seu colaborador.
Desenvolver a mediunidade significa que a pessoa já se entende e se aceita como médium, e isso quer dizer, que ela reconhece que esse dom influencia seus sentidos, sensações, energias e vibrações, ou seja, sua vida.  Assim, o melhor a fazer por si mesmo, é buscar o conhecimento e a educação necessária para não se sentir indefeso, insensível e incapaz diante de situações que envolvem o Além. E vale ressaltar que, sem boa conduta, doutrina e conhecimento, as influências normalmente são negativas, desajustadas e caóticas, ou, se tornam imperceptíveis quando positivas, portanto o médium não consegue captar e absorver as boas vibrações doadas pelas Entidades de Luz.
Reflitam comigo, desenvolver a mediunidade não é algo difícil, porém necessita de dedicação, vontade de melhorar e, principalmente, desejo de construir um futuro mais harmonioso e tranquilo para si e toda sua família. Significa saber distinguir as influências e consequentemente, saber recusar, no caso de negativa e saber receber, no caso de positiva. E, creio que muitos concordam, isso é tudo de bom!
Sei que algumas pessoas dirão que não é fácil dar esse passo, acontecem coisas estranhas, a família não apoia, o medo aflora, o tempo não colabora, as experiências negativas entorpecem novas tentativas, entre tantas outras situações que acabam por perturbar e paralisar. No entanto, com um pouco de conhecimento e discernimento, percebe-se que essas dificuldades são provocadas por espíritos negativos que não querem ver seus “colaboradores” melhorarem ou saírem de suas garras e teias.
Pior ainda, são os sintomas físicos e emocionais que a mediunidade em desarmonia causa e que ininterruptamente se potencializa deixando o médium em total desequilíbrio. Vejam alguns sintomas: Sensação de peso na cabeça, na nuca e ombros; Facilidade em captar energias negativas no local; Nervosismo acentuado (irritação por motivos banais); Insônia, inquietação íntima e desassossego; Calafrios e arrepios constantes no corpo todo ou partes do corpo; Cansaço geral, calor focado (como se estivesse encostando em algo quente); Falta de ânimo para o trabalho, pessimismo; Alternância de humor extremado: tristeza profunda ou excessiva alegria sem razão aparente; Desconfianças generalizadas; Sensações de presenças imateriais como sombras,vultos, vozes e toques.
Eu penso, entendo, creio e sinto que, mais do que uma escolha, desenvolver a mediunidade é uma questão de inteligência, bom senso e capacidade de demonstrar e assumir a esperança que se tem na vida e no futuro.
Isso quer dizer persistência, confiança e muita, muita fé.
Vamos lá pessoal, vamos nos encher de esperança pelo futuro.
Vamos confiar nas Entidades de Luz, em nossos terreiros, centros e casas da mesma forma que confiamos em Deus, da mesma forma que queremos que os outros confiem em nós.
Vamos persistir, tentar, fazer mais, fazer diferente.
Vamos melhorar, fazer o bem e sentir a verdadeira Paz de Espírito.
E para continuar inspirando e firmando o valor da mediunidade, segue mais um texto de J.Edson Orphanake retirado do livro “Umbanda – Perguntas e Respostas”. Espero que gostem e espero vê-los de branco, saravando, sorrindo e transformando a vida.
Axéééé a todos!!!
-

FÉ E CONFIANÇA

Que advertência ou conselho você daria aos médiuns, principalmente quando fraquejam ante o desenvolvimento ou desempenho da mediunidade?
Preliminarmente, vou lhe contar um caso: um navio cruzava o alto-mar, quando sobreveio forte temporal. O céu escureceu, as águas se agitavam violentamente, o vento forte soprava ameaçador e gigantescas ondas furiosas açoitavam a embarcação, balançando-a perigosamente. O capitão berrava, dando ininterruptas ordens. Marinheiros atordoados corriam de um lado a outro, atarefados, para o navio conseguir aguentar os solavancos. A tempestade descia terrível, castigando a cansada e sofrida tripulação. Um dos marujos desceu para a casa das máquinas e, ao passar pelo camarote do comandante, viu a filha do capitão, menina de oito anos, tranquila e alegre, a brincar com suas bonecas, apesar dos balanços da nave. O marinheiro advertiu-a: “Que é isso, menina, num perigo desses e você brincando…Você não tem medo?… Abrigue-se melhor em outro lugar mais seguro”. A criança, calma e despreocupada, mirou-o e respondeu: “Por que ter medo? Meu pai é comandante do navio!”
O homem admirou a coragem daquela boneca viva e mais calmo e confiante prosseguiu sua tarefa. Pouco depois, a tempestade amainou e o mar voltou à serenidade. Observe o exemplo de confiança dessa garota, que conhecia o valor e a experiência do pai, tanto que sabia que ele resistiria à fúria dos elementos e conduziria o barco a salvo.
Médiuns de Umbanda: Tende fé e confiança em vossos guias. Não vos amedronteis nem vos acovardeis ante o temporal que por ventura se abater sobre vós, há uma fase de desenvolvimento mediúnico ou inicio do aprendizado espiritual e mesmo no desempenho da divina missão mediúnica, nos quais parece que a onda de má sorte conspira contra a paz de vosso equilíbrio existencial. O Pai Supremo é o comandante e ninguém melhor que Ele saberá conduzir-vos ao porto seguro de vossos destinos.
É justamente nas tempestades que se conhece os bons marinheiros, não sobre ondas mansas. Tende fé e certeza, aguentando os “solavancos” da fase negativa, porque, apesar da noite negra e tempestuosa, o sol radiante desponta na manhã seguinte, oferecendo um novo dia de esperança.
Vede os exemplos dos grandes médiuns que souberam transpor os dolorosos obstáculos do caminho e chegaram ao destino mais fortes, mais experientes, mais sábios. Não abandoneis a embarcação segura, atirando-vos ao mar encapelado da dúvida, do abatimento, da deserção, que é mais perigoso. Antes, sede fortes de ânimo e de vontade, sem temer os vendavais cíclicos, eis que os pretos velhos atravessaram o agitado mar da escravidão e hoje cintilam quais estrelas brilhantes no divino e sublime oceano do Comandante Soberano e Eterno.
Fonte: Minha Umbanda
Escrito por Monica Caraccio

quarta-feira, 13 de julho de 2011

A IMPORTÂNCIA DE SAIR DA INÉRCIA


Axééé pessoal! Muitos médiuns se questionam e me perguntam sobre a ação de quiumbas incorporando em médiuns e se passando por Pretos Velhos, Caboclos, Exus, enfim, por Entidades de Luz.

Muitas pessoas ficam preocupadas querendo saber como identificar esses espíritos de tão baixa vibração, mas de tão grande esperteza e conhecimento.

Muitos ficam apavorados com a possibilidade de frequentar um Terreiro onde há quiumbas incorporando nos médiuns, na Mãe/Pai Espiritual ou em algum consulente.

Enfim, falar de quiumba e imaginar que eles podem estar próximos, muito próximos, com certeza causa arrepio, medo, insegurança e muito desconforto.

Mas, o que fazer com essa possibilidade? O que fazer para não cair nas “mãos” desses espíritos tão maquiavélicos e destrutivos?

Penso que a melhor coisa é conhecer como eles agem, como manipulam as pessoas e as conversas. Aliás, essas manipulações muitas vezes são tão sutis, tão mascaradas de amor, preocupação, de ‘boa vontade’ que, se não tivermos capacidade de discernir e nosso senso moral extremamente bem estruturado somos levados por esses espíritos facilmente.

Com essa capacidade de discernir e de fazer valer a boa moral vem a necessidade de estudar e de confiar sempre desconfiando, ou seja, nada de fé cega, mesmo porque, a verdadeira Fé é aquela que se baseia no Saber, na coerência e no sentido lógico de “Fazer o Bem” SEMPRE.

E para ajudar nesse entendimento, transcrevo um texto muito bom sobre as ações de espíritos manipuladores, sobre a nossa real necessidade de discernir e de confiar desconfiando. O texto está no livro: “Mediunidade e Seus Problemas” de J.Edson Orphanake (2ª Ed. – Tríade Editorial), espero que gostem e que consigam perceber a importância de sair da inércia, a importância de Estudar, de buscar Conhecimento e de conquistar o Saber.

Confiar desconfiando…

Antes de sair a pastar, a cabra, fechando a porta, disse ao cabritinho:
- Cuidado, meu filho. O mundo anda cheio de perigos. Não abra a porta a ninguém antes de pedir a senha.
- E qual é a senha, mamãe?
- A senha é: “Para os quintos do inferno o lobo e toda a sua raça maldita”.
Decorou o cabritinho aquelas palavras e a cabra lá se foi, sossegada da vida.
Mas o lobo, que rondava por ali e ouvira a conversa, aproximou-se e bateu. E disfarçando a voz repetiu a senha.
O cabritinho correu a abrir, mas ao pôr a mão no ferrolho desconfiou.
E pediu:
- Mostre-me a pata branca, faça o favor…
Pata branca era coisa que o lobo não tinha e portanto não podia mostrar.
E,assim, de focinho comprido, desapontadíssimo, o lobo não teve remédio senão ir-se embora como veio, isto é, de papão vazio.
Desse modo salvou-se o cabritinho porque teve a boa ideia de confiar, desconfiando.
Monteiro Lobato

-

Transcrevemos a fábula acima, comparando-a a certas manifestações nas quais médiuns ingênuos e ignorantes da parte mediúnica, muitas vezes deixam-se incorporar por espíritos levianos e inferiores, que passam por guias-protetores. O médium, principalmente o inconsciente, desconhecendo o fato de poder ser enganado, dá passividade a um impostor disfarçado em caboclo, preto-velho, baiano, marinheiro, etc. e com ele trabalha durante vários anos sem dar-se conta do logro. E tal fato leva infalivelmente o médium, a tenda e a Umbanda ao descrédito e até a consequências desagradáveis em ocorrências policiais, frustrando frequentadores e desprestigiando-nos perante a sociedade. Na maioria dos casos, a dissimulação vem da época do desenvolvimento mal orientado e segue vida afora. Naturalmente, embora caiba responsabilidade ao dirigente do centro, pode o médium estudar seu próprio guia, sem ele se ofender ou melindrar-se, porque sabe que no astral existem lobos com pele de cordeiro, sempre prontos a semearem confusão no seio espiritualista.

Conhece-se o caráter de uma entidade pelo seu modo de pensar, de proceder, de agir. Um espírito iluminado é simples, sério, honesto, compreensivo, prestativo e bondoso; enfim, dotado de virtudes e qualidades superiores; o espírito inferior, ao contrário, é aquele que apresenta imperfeições na personalidade: é hipócrita, falso, mentiroso, maldoso, sensual, orgulhoso, vaidoso, egoísta, ignorante; em suma, tem todos os defeitos possíveis ao ser humano. Logicamente, entre as duas classes há os intermediários: nem bons nem maus. Há os também levianos, zombeteiros, maliciosos, insensatos, brincalhões, como já explicamos antes.

Percebe-se-lhes o caráter através das comunicações: linguagem, cultura, coerência nas ações, sinceridade, benevolência. Os bons espíritos jamais se desmentem, não dão maus conselhos e exemplos, nem se orgulham, apresentando-se como autoridades, nobres, pessoas famosas, reis, guerreiros ou com outros títulos científicos, honoríficos e nobiliários. São modestos, tolerantes e, quando nos terreiros, jamais aconselham para o mal, não provocam discórdias, não se metem em intrigas, não falam mal de ninguém, não separam casais, não usam palavras de baixo calão ou expressões obscenas e pornográficas, não afastam rivais, não fazem gananciosos ganhar em jogos, não arranjam uniões ilícitas, não prometem o que não podem cumprir, não alardeiam falsa sabedoria, não se intrometem em fofocas, tratam a todos com a mesma cortesia e bondade; em resumo, são espíritos sérios, honestos e compreensivos, por isso superiores.

O espírito inferior e imperfeito gosta de se aparecer e, aproveitando a inexperiência e os defeitos do médium, incorpora-o e se apresenta como o caboclo “Tal” de grande força e poder ou o preto-velho “Pai Fulano”, curandeiro excepcional e, se soluciona dois ou três probleminhas de consulentes, cura três ou quatro doentinhos entre centenas, através de auto-sugestão, no resto faz tremendas estripulias: dissemina a discórdia, mete-se em cochichos, alimenta a vaidade do próprio médium, promete o que não pode cumprir, faz prognósticos errados, aconselha a separação de casais, aponta amantes para esposos desconfiados, ridiculariza outros médiuns, repara defeitos nos outros; enfim, estende uma rede de inconveniências e maldades, que passa despercebida dos frequentadores, muitos dos quais temerosos, bajuladores ou subservientes não percebem o fundo falso das manifestações.

Você que é médium e suspeita de algo parecido com o exposto, observe o comportamento de seu “guia” e verifique-lhe o grau de progresso espiritual. Naturalmente, o guia deve ser superior ao médium em moralidade e conhecimento. Se ele se zangar, melindrar-se ou ficar magoado, continue desconfiando…

Retirado do livro “Mediunidade e Seus Problemas” de J.Edson Orphanake
2ª Ed. – Tríade Editorial

Escrito por Mãe Mônica Caraccio

Fonte: Minha Umbanda

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“A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho.”


SIGNIFICADOS QUANTO AO FORMATO DA VELA



 
Cones ou Triangulares: equilíbrio, elevação.
Quadradas: estabilidade, matéria.
Estrela: espiritual, carma.
Pirâmide: realizações matérias.
Cilíndricas: servem para tudo.
Animais: para o seu animal protetor.
Lua: para acentuar sua energia intuitiva.
Gnomo: para seu elemental da terra.
Cone ou Triangulares: simbolizam o equilíbrio. Tem três planos: físico, emocional e espiritual.
Velas Cônicas: são voltadas para cima e significam o desejo de elevação do homem, sua comunicação com o cosmos.
Velas Quadradas: Simbolizam estabilidade na matéria. Seus lados iguais representam os quatro elementos: Terra, Água, Fogo, Ar.
Velas em Formato de Estrela de Cinco Pontas: É o símbolo do homem preso na matéria. Representa o carma.
Velas Redondas: Simbolizam mudança. E a energia mais pura do astral que só a mente superior alcança.