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segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Para Refletir...



Nossa Umbanda precisa ser estudada e a consciência do médium precisa se transformar; para que as linhas espirituais do amor sejam maiores que a batida do pé de consciências estralando no chão.
É preciso sentir-se Umbanda unindo-se sem se dividir, sem querer de tempos em tempos se implodir; é necessário seguir sem se dividir; todas as estradas são caminhos desde que a conduta seja de exemplos. As lições do amor são muitas e são passadas pelas inúmeras entidades; mas para existir a tão falada caridade de luz é preciso existir muito mais do que no exemplo racional, e ideal que exclui e não respeita, afinal; a conduta na oficina de servir deveria ser a humildade de saber ler e ouvir sem agredir.

Salve Nossa Querida Umbanda!

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sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Reflexão



Boa noite, amigos!
Reflexão:
Passamos por varias situações e não damos conta dos verdadeiros ensinamentos que a natureza nos oferece,são respostas de perguntas ainda não elaboradas que o orixá nos da que temos que ter a paciência e a confiança necessária para finalizar com um belo sorriso.

Na maioria das vezes buscamos respostas com perguntas, mais as respostas mais úteis e valiosas vem daquelas que nunca foram perguntadas e sim merecidas, pessoal leiam esse itãn e depois deixo uma reflexão:

Exú o grande senhor que demarca principalmente os territórios utilizados por nós em seus caminhos, ganhou poder sobre a encruzilhada. Exú não tinha riqueza, não tinha fazenda, Exú não tinha rio, não tinha profissão, nem artes, nem missão. Exú vagava pelo mundo sem paradeiro, então um dia, Exú passou a ir à casa de Oxalá. Ia à casa de Oxalá todos os dias. Lá, Exú se distraía vendo o bom velhinho fabricando os seres humanos. Muitos e muitos também vinham visitar Oxalá, mas ali ficavam pouco, 4 dias, 8 dias e nada aprendiam. Traziam oferendas, ao velho Orixá, apreciavam sua obra e partiam. Exú ficou na casa de Oxalá 16 anos. Exú prestava muita atenção na modelagem e aprendeu como Oxalá fabricava as mãos, os pés, a boca, os olhos, os pênis dos homens, as mãos, os pés, a boca, os olhos, a vagina das mulheres. Exú não perguntava, Exú observava. Exú prestava atenção. Exú aprendeu tudo.
Um dia, Oxalá disse a Exú para ir portar-se na encruzilhada por onde passavam os que vinham a sua casa, para ficar ali e não deixar passar quem não trouxesse uma oferenda. Cada vez havia mais humanos para Oxalá fazer, e Oxalá não queria perder tempo recolhendo os presentes que todos lhe ofereciam. Oxalá nem tinha tempo para as visitas. Exú tinha aprendido tudo e agora podia ajudar Oxalá. Exú coletava os ebós para Oxalá, recebia as oferendas e as entregava. Exú fazia bem o seu trabalho e Oxalá então decidiu compensá-lo e assim quem viesse à casa de Oxalá, teria que pagar também alguma coisa a Exú. E Exú mantinha-se sempre apostos guardando a casa de Oxalá, armado de um ogó, um poderoso porrete, afastando os indesejáveis e punia quem tentasse burlar sua vigilância. Exú trabalhava demais e fez ali a sua casa, ali na encruzilhada, ganhou uma rendosa profissão, ganhou seu lugar, sua casa. Exú ficou rico e poderoso. Ninguém pôde mais passar sem pagar alguma coisa a Exú.

Muitas vezes nos sentimos despercebidos ou pensamos ser tratados com indiferença. E até mesmo somos tratados com certa indiferença! ai depois entendemos o verdadeiro sentido do acontecimento.

As vezes precisamos OBSERVAR.
Quando somos Abians observamos apenas com os olhos, existe a necessidade de aprendizagem, quando somos Yawos já observamos alem dos olhos, pois passamos a observar com o coração, com a alma, o Ori e principalmente com o espírito , gostaria de colocar também a visão de um Ebomy, porém ainda estou longe dessa posição e prefiro me limitar, e então entendemos que 7 serão as perguntas que nos farão sentir melhor e sim as respostas, e a forma como buscamos as respostas é que que nos torna seres especiais.
Mas independente de qualquer coisa, observe. Sinta seu orixá, ele sempre tem as respostas que você precisa...
Asé ôôô.
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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Aproveiteeeeemmmm…



Axé! Axé! Axééé pessoal… Naturalmente nesta época do ano fazemos muitas avaliações e muitos “desejos” são compartilhados; boas festas, bom ano, felicidades, feliz natal são pronunciados.
Os terreiros também entram em recesso e os conselhos, os pedidos e até as determinações dos Guias Espirituais tendem a ficar entoando dentro de nós como sinais para iluminar nossas condutas.
Agora, mais do que nunca, é hora de manifestarmos todo nosso lado bom, todo o aprendizado recebido dos Guias Espirituais, toda nossa compaixão e amorosidade.
Esse ano, de forma muito particular, tenho observado com um especial “olhar de poeta” o significado desse período – são compras, criatividade, movimento maior de gente nas ruas, lojas, mercados e shopping, escolhas (o que, quando, como e para quem), confraternizações, jantares, comidas, a importante e tradicional ceia, lembranças e esquecimentos, alegrias e tristezas, remorsos e saudades, reflexões, avaliações, fé, esperança, lágrimas… Enfim, uma enxurrada de sentimentos, ações e tentativas. Ah, a cidade e as pessoas também ficam mais bonitas.
Parece-me tudo tão mágico, tão encantador e tão transformador já que o saldo final é perceber que as pessoas sorriem mais, desejam mais, toleram mais e ainda se abraçam, se enxergam, reconhecem e agradecem mais. As pessoas ficam mais “doces”, penso eu.
Natal, ou melhor, ESPÍRITO DE NATAL. Que bom seria se vivenciássemos todos os dias essa essência!
Ano Novo, ou melhor, NOVO CICLO. Que bom seria se percebêssemos que todos os dias há sempre novas oportunidades, novos acontecimentos, um novo momento. Que bom seria se entendêssemos fervorosamente que a POSSIBILIDADE EXISTE. Que sempre há ESPERANÇA!
Enfim, não quero ficar fora desse “espirito” e dessa “esperança”, portanto, não posso deixar de olhar para trás e reconhecer a importância dos passos dados, das pessoas que conviveram comigo e com minha família e das decisões tomadas. Foram tantas emoções!!! (desculpem o plágio, mas o que seria do fim do ano sem Roberto Carlos… rsrrss)  mas, falando sério, (nossa, Roberto Carlos de novo… rsrsrs)… foram momentos em que a alegria, o interno e a conduta falaram muito mais alto. Uma explosão de BOAS SURPRESAS – reflexo de MUITO trabalho, maleabilidade, reconhecimento e crescimento. Ufa…
Não posso deixar de desejar mais e mais alegria, trabalho e boas surpresas. Mais saúde, paz e tranquilidade interna, independente da vida e relações externas.  Mais cuidado com as decisões e atenção nas palavras ditas e principalmente com as ‘não ditas’. Mais amorosidade, compaixão e vontade de fazer diferente e a diferença, afinal, é Ano Novo!!!
Não posso, ainda, deixar de pedir que sejamos mais generosos. Aliás, GENEROSIDADE será meu lema para esse ano. Junto determinarei que ela se eternize mais ainda em meu íntimo.
Que tal? Já que é período de promessas, de pensar no futuro, de desejar coisas para o próximo ano, que tal esse pedido, desejo ou decisão? Que tal vocês compartilharem comigo desse lema? Que tal manifestarmos um pouco da grande generosidade que os Guias Espirituais de nossa querida Umbanda demonstram para conosco e que, incansavelmente, tentam nos ensinar? Generosidade essa, que ultrapassa qualquer sentimento, medo, negativismo, desleixo ou contestação, não é mesmo?!!!
Tenho certeza que todos ganharão muito com isso, principalmente nós mesmos, afinal generosidade é um bumerangue altamente preciso, é o antídoto da avareza, o melhor investimento contra a pobreza emocional e material, e não é à toa que existe a célebre frase “generosidade gera generosidade” pronunciada pelo profeta Gentileza – José Datrino
E vejam que legal, a organização Life Vest Inside do EUA que tem como missão nos tornar mais conscientes das oportunidades que nos cercam, do nosso potencial para mudar o mundo através de nossas mudanças e o estimulo à bondade e à generosidade, divulga um vídeo especialmente inspirador demonstrando que atos SIMPLES, essencialmente gentis e generosos fazem muita diferença quando pensamos em um todo. E na tentativa de “provar” a minha afirmativa (todos ganharão muito com isso, principalmente nós mesmos), compartilho o vídeo com vocês. Aproveiteeeeemmmm, inspirem-se e compartilhem também! Vamos fazer o bem, vamos fazer o melhor, vamos fazer a nossa parte!!!
Essa é minha mensagem, desejo, lema e esperança para esse final e para o início que está por chegar.
Agradeço de coração todo carinho, respeito e as gostosas descobertas que esse ano proporcionou.
Agradeço a todos vocês que me acompanham no blog, que estiveram em nossa sala de aula, em nosso terreiro e em nossas vidas.
Agradeço aos caminhos e ao caminho percorrido, aos encontros vividos e às lágrimas exteriorizadas.
Agradeço a CORRENTE com todas suas conotações, significados, qualidades e sentidos: físico, científico, astral e natural… e espero que em 2013 façamos tudo muito melhor, maior e surpreendentemente mais encantador. Mesmo porque, estou cheia de planos, organizando mil coisas novas, preparando novos estudos, remodelando os contínuos, e ainda rogando aos Orixás um crescimento melhor e mais responsável para a Umbanda.
Que o Papai Noel desse ano possa vir do céu especialmente de vermelho e branco. Axééééé….
Escrito por Monica Caraccio
Fonte: Minha Umbanda

Desejo a todos os amigos que me seguem aqui no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei, Boas Festas com muita paz, amor, carinho, prosperidade e que no ano de 2013 seja muito melhor que o ano de 2012.

Abraços a todos,

Diana Kivock

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Achando o culpado



Axééé… Creio que não é impressão só minha, mas o post de quinta-feira (dia 25 de outubro) “O “erro” é dos Homens e não da Umbanda” provocou muitas reflexões, avaliações e talvez, até certo desconforto, não é mesmo?
Para mim, esses “cutucões” são bons, pois ajudam em nossas melhoras como seres humanos e como médiuns, aliás, penso que, muitas vezes, oferecem respostas a muitas dúvidas, agonias e injustiças que pensamos sofrer, sentir ou ter.
Pois bem, sem querer mudar de assunto, estou trabalhando na editoração e diagramação de novembro do JUCA – Jornal de Umbanda Carismática, e revendo algumas edições anteriores encontrei, “sem querer”, um texto transcrito na edição número 40 de 2009 que se enquadra direitinho no tema publicado quinta-feira.  Ou melhor, complementa as afirmativas já mencionadas e ainda nos alerta para novas possibilidades.
Assim, se ainda existem dúvidas quanto ao Poder Realizador da Umbanda ou porque a Umbanda não resolve o “tal” problema ou a “tal” vida, vale a pena ler o texto abaixo de J. Edson Orphanake retirado do livro “UMBANDA – Perguntas & Respostas”.
Em última estancia, pode-se ainda colocar a culpa no Diabo, no Demônio, no Exu, no outro… Mas isso já Não é Umbanda.
Umbanda não faz milagres.
ELA PROPICIA MILAGRES quando estamos aptos a recebê-los.
Axééé a todos e boa leitura…

Existem casos que a Umbanda não consegue resolver, pois nem todos obtêm a cura. Qual a explicação para esses fracassos?


Retirado do livro “UMBANDA -  Perguntas & Respostas”
J. Edson Orphanake – Tríade Editorial

Não se trata de fracassos da Umbanda ou dos guias, mas de fatores alheios ou falhas dos próprios doentes. Conversando com o preto-velho, esclareceu-me algumas dúvidas. Em princípio por que, algumas vezes, previsões, remédios, oferendas, conselhos dos guias não são eficazes, não surtem os efeitos desejados. “Ora” disse-me, “a Umbanda não é limitada a certas classes de espíritos. Nos terreiros, se o médium quiser e for permitida, dar-se-á a incorporação de toda espécie de desencarnados, desde os imperfeitos até sábios Instrutores do Espaço, e muitos deles, de más intenções, se apresentam como pretos-velhos, caboclos, marinheiros e outros, a fim de serem aceitos, isto é, mistificam. Pois bem, não é pelo simples fato de serem espíritos fora da matéria que sabem tudo. Não. Eles sabem somente aquilo que aprenderam e mais nada”. Então, há mistificação na Umbanda? Sim e bastante. Contudo, a existência de perucas não quer dizer que todo mundo seja careca… O fato de haver muleta, não implica que todos sejam aleijados. Ademais, a cura de uma doença, por exemplo, pode não se dar por vários motivos, quando o guia é autêntico. Também a Umbanda não é panacéia para todos os males, principalmente as doenças de origem física, pois para isso existem médicos, embora muitas possam ser curadas. Voltando ao caso da mistificação, este fator negativo não é privilégio da Umbanda. Mistificação há em toda atividade humana e é inerente à humanidade, visto esta não ser perfeita. É um dos erros dos homens, não da Religião.
É verdade. Existem pessoas que, embora tratadas espiritualmente em centros kardecistas e umbandistas, não se curam, enquanto a maioria obtém êxito no tratamento e a consequente cura. Por que isso acontece, quando os mentores espirituais de Umbanda são autênticos? Bem, vários são os motivos para que tal ocorra:
 – As pessoas não são máquinas, nem iguais umas às outras, razão por que as curas em algumas não se efetivam.
2º – A pessoa tem no perispírito (corpo astral) bastante substância tóxica astral, adquirida em vidas anteriores, que é expelida em forma de doenças nesta existência.
3º - Falta de Fé (confiança), elemento que muito ajuda (embora não seja essencial) na cura, por ser fator de sugestão.
4º - Há indivíduos que gostam de suas doenças e as usam como argumento em suas conversas (fato curioso, mas verdadeiro). São os masoquistas (sentem prazer no próprio sofrimento).
5º - Existem aqueles que opõem resistência inconsciente, não acreditando que possam ficar curados espiritualmente.
6º - Há os que são doentes por força de seus próprios hábitos ou vícios, e não se curam por não abandonarem o hábito (fumar, beber em demasia, comer demais, odiar, brigar, enervar-se, abusar do sexo etc).
7º - Há pessoas boas condutoras de energia e capazes de armazená-la, enquanto outras são péssimas condutoras de fluidos vibratórios de cura, bloqueando o fluxo energético e, portanto, incapazes de conservá-la.
8º - Quando da aplicação de passes, às vezes reclama-se resultado imediato, quando o tratamento deveria ser mais longo.
9º - No início da enfermidade, a possibilidade de cura é maior do que quando já adiantada. Mesmo que o doente morra, a morte não significa que a cura não se efetuou. A eliminação ou alívio da dor e da angústia pode se considerado bom resultado e o doente ingressar na vida espiritual isento dos males que o atormentavam, reencarnando futuramente sem o carma doloroso da moléstia.
Escrito por Monica Caraccio
Fonte: Minha Umbanda

domingo, 12 de junho de 2011

Reflexões acerca da Mediunidade e sua real natureza

Reflexões acerca da Mediunidade e sua real natureza
Por Rodrigo Queiroz
Todo aquele que nasce num corpo sadio traz consigo cinco sentidos sensoriais que chamamos de básicos: audição, visão, tato, olfato e paladar. É natural ao ser humano muitas vezes não dar tanta atenção à complexidade desses sensores, talvez porque sejam comuns a todos e são estimulados e vivenciados desde que nascemos.

A criança

Aos pais mais atentos, é possível perceber o processo de maturação destes sensores no indivíduo. A criança nasce com a visão muito turva, que vai "clareando" ou "amadurecendo" num prazo de até seis meses, após este período é que a criança realmente enxerga o mundo a sua volta. O tato é mais sensível pela boca, por isso é que a criança até seus dois anos terá o hábito de levar tudo à boca, pois é a partir da sensibilidade oral que a criança percebe, diferencia e processa texturas, formatos, consistências, bem como o paladar.

O adulto

Bem, para nós já adultos, andar e correr é algo "automático", não precisamos de esforços e cálculos, entretanto observe uma criança no início da aprendizagem, há medo, calcula-se bem um ou dois passos, é preciso ter algumas certezas, algo a se apegar para não cair, dar três ou quatro passos, por algum período é um desafio incrível e a sensação de satisfação e superação ao atingir o objetivo, que normalmente é sair do braço da mãe e andar quatro passos aos braços do pai, é impagável.

O assunto

Toda esta introdução é para que possamos refletir sobre a Mediunidade como mais um sentido sensorial com o qual todos nascem, reservando suas particularidades e especificidades, a Mediunidade está para todos e é um sensor como os acima citados, porém este "sexto sentido" vem à luz do indivíduo mais tardiamente, comumente na adolescência, sem regras; pode acontecer já na maturidade bem como em tenra infância.
Já superamos o período histórico em que a Mediunidade fora tratada como histeria, loucura ou possessão demoníaca.
Quando a Mediunidade se apresenta num meio familiar em que o ambiente é de espiritualistas, tudo será mais fácil, entretanto cabem algumas considerações em todas as circunstâncias.
Vemos a Mediunidade ser tratada ao longo dos tempos como um "dom supremo", coisa de gente "super dotada espiritualmente", fantástico, seres superiores e coisa do tipo, há também aqueles que tratam a Mediunidade como uma castigo, uma penitência, um karma, uma dívida…

A fantasia…

Respeito a credulidade alheia, mas desculpe… Mediunidade não é nenhuma das opções acima, tampouco se trata de coisa de mutantes, X-men, super herói, nada disso. Todavia, justamente por estas proposições acerca da Mediunidade é que quando ela desabrocha num ambiente sem estudo e condução coerente acaba por dar vazão a uma fértil criatividade ilusória perigosa para a vida social e espiritual do indivíduo. É assim que vemos "incorporações" do cavalo de Ogum relinchando no meio do terreiro, vemos o corcunda de notre dame na linha de exus, caboclo cego, preto velho paralítico e tantas outras aberrações comportamentais…

Mediunidade enfim…

Retomando a ideia da Mediunidade como um sentido sensorial como os demais básicos, a Mediunidade deve ser observada com seriedade e bom senso.
Desenvolver a Mediunidade é um processo natural, importante e necessário a todos. Entenda o sentido de desenvolver a Mediunidade como um processo de conhecimento, aceitação, exercício e maturação do sentido.

Ilustrando o conceito…

Sempre costumo comparar o seguinte: eu tenho minha audição em perfeito funcionamento, também tenho um paladar funcionando etc. Mas meu ouvido não é como o de um músico estudioso, treinado e disciplinado. Quando ouço uma música, simplesmente ouço o conjunto dos instrumentos que embalam minha audição, entretanto um músico percebe as notas musicais, os vários instrumentos e até pode indicar o que está ou não afinado ou no compasso ideal. Eu não sei tocar instrumento algum e, portanto, jamais, nesta condição, poderei escutar uma música e reproduzi-la em qualquer instrumento. Posso mudar isso, estudando música e instrumento, me dedicando, exercitando e praticando muito, daqui alguns anos poderei estar apto a isso, mas já que me coloquei como exemplo, neste caso me falta também talento (risos).
O que quero dizer é que audição todos temos, porém alguns exercitam mais este sentido, apuram a capacidade de ouvir e lidar com os sons.

Nem melhor, nem pior…

Por isso não existe Mediunidade melhor ou pior, superior ou inferior. Existe sim a Mediunidade no indivíduo, este pode ou não amadurecê-la, pode ou não entendê-la e pode ou não praticá-la conscientemente.
Tirar a Mediunidade do foco da sobrenaturalidade penso que seja o principal caminho para iniciar um relacionamento maduro com este sentido, que precisa de cuidados importantes. Faz parte do nosso organismo.

Exercite…

Se os músculos não forem exercitados, poderão atrofiar e gerar graves doenças e limitações ao corpo. Com a Mediunidade também, se não for exercitada no mínimo se mantém estacionada.
Há quem diga "Faz trinta anos que sou médium", no entanto faz vinte anos que não pratico!?!
Trinta anos de Mediunidade mal praticada não valem cinco anos de uma Mediunidade ativa, praticada com estudo e bom senso.
O tempo determina muita coisa na Mediunidade, como o músculo, você não define um músculo indo à academia uma vez por mês por meia hora. Se não houver disciplina, rotina e cuidados, esqueça braços, peitorais e abdômen definidos. De modo que a vivência disciplinada e o exercício rotineiro da Mediunidade permitem que a cada dia de prática mediúnica este sentido se fortaleça, amadureça, amplie e alinhe. É com o tempo também que o médium vai criando estabilidade vibratória, confiança e autonomia mediúnica.

Afinal de contas…

A Mediunidade é algo mais natural do que pensamos, são muitos os tipos de Mediunidade, você não terá a Mediunidade que quer, mas a que te pertence, então procure conhecê-la e faça dela o melhor uso possível.

Pense nisso:

Mediunidade não é angelical e nem maligna, o uso que você fará dela é que determinará sua utilidade!
Grande abraço!
(www.rodrigoqueiroz.blog.br)

quinta-feira, 19 de maio de 2011

A reflexão do dia...


Bom dia de paz a todos!

A reflexão do dia...

Se os profetas da calamidade e da negação anunciarem o fim do mundo,
traçando quadros de aflição e terror, crê em Deus primeiro,
recordando que ainda mesmo da cova pequenina, em que a semente
minúscula é sepultada, o Senhor faz nascer a graja do perfume e a
beleza da cor, a abastança da seiva e a alegria do pão.

Emmanuel e Chico Xavier


Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei

quarta-feira, 4 de maio de 2011

O que representa a Umbanda na vida das pessoas?

A Umbanda sempre me leva a grandes reflexões e a um turbilhão de sentimentos. Algumas indagações e sentidos sempre rondam meus pensamentos, assim como, acredito, o de muitas outras pessoas.

O que representa a Umbanda na vida das pessoas? Será que a Umbanda representa Desejos, Necessidades, Trocas ou O querer a qualquer custo? Será que representa somente incorporar ou ‘meu Guia sabe tudo’? Será que representa a inconsciência mediúnica caracterizando o médium como uma marionete? Ou, pior, um ser sem possibilidade, força e equilíbrio mental e espiritual para controlar seus impulsos, vícios e vaidades, além de não sustentar a ação de uma Força Superior dominando suas ações?

E como será que a Umbanda está sendo praticada? Será que a Umbanda está sendo praticada somente no dia de gira? Aliás, abençoada a casa que hoje, depois de cem anos, abre seus trabalhos regularmente e semanalmente ensinando e doutrinando seus médiuns e consulentes, deixando de lado a preguiça e o estímulo aos milagres.

Será que, ainda hoje, a Lei de Salva é praticada na Umbanda? Será que ainda temos médiuns e pais-de-santo afirmando que um trabalho espiritual é um ‘ Trabalho’, portanto deve ser cobrado? Será que a política deve ser estimulada dentro da religião como sendo imprescindível para sermos respeitados e como a salvação de nossos direitos?

São tantos ‘serás’ que chego à conclusão de que falta muito para nos considerarmos verdadeiramente umbandistas, afinal a Umbanda vem sendo tão mal trabalhada, praticada e entendida que muito me entristece. Muitos já não sabem ‘o que é’ e ‘o que não é’ Umbanda, ninguém mais sabe ‘o que está certo’ e ‘o que está errado’ dentro da liturgia umbandista e da religião, não se tem mais uma ‘Linha’ a seguir, as ‘invenções’ e ‘criações’ não param de surgir e são, muitas vezes, totalmente desnecessárias, chegando à beira do ridículo.

É inacreditável, mas muitos ainda não sabem que a Umbanda é uma Religião e muito menos conhecem sobre sua doutrina, ritos, rituais e cultura, não sabem argumentar, explicar, defender a sua própria crença, não sabem diferenciar Umbanda de Candomblé ou Quimbanda e outros ainda a tratam como espiritismo ou Umbanda Branca como se houvesse Umbanda Preta, Vermelha, Azul…

E o modo de ver é que: ‘se incorporou, então é Umbanda’ ou ainda, ‘para soluções rápidas e milagrosas, vá à Umbanda’, consequentemente ela é tratada como fenômeno mediúnico apenas, como momento de êxtase ou pronto-socorro.

Estão esquecendo como surgiu a Nossa Religião e para que veio, estão esquecendo as palavras do querido Caboclo das Sete Encruzilhadas dizendo que a Umbanda seria uma religião sem preconceitos e que a humildade seria o prisma da Umbanda, que falará aos humildes, simbolizando a igualdade que deve existir entre todos os irmãos encarnados e desencarnados.

Estão esquecendo os avisos do Caboclo : “a vil moeda vai prejudicar a Umbanda; médiuns que irão se vender e que serão, mais tarde, expulsos, como Jesus expulsou os vendilhões do templo. O perigo do médium homem é a consulente mulher; da médium mulher é o consulente homem”.

E complementa: “É preciso haver muita moral para que a Umbanda progrida, seja forte e coesa. Sejam humildes, tenham amor no coração, amor de irmão para irmão, porque vossas mediunidades ficarão mais puras, servindo aos espíritos superiores que venham a baixar entre vós; é preciso que os aparelhos estejam sempre limpos, os instrumentos afinados com as virtudes que Jesus pregou aqui na Terra, para que tenhamos boas comunicações e proteção para aqueles que vêm em busca de socorro nas casas de Umbanda. Fechai os olhos para a casa do vizinho; fechai a boca para não murmurar contra quem quer que seja; não julgueis para não serdes julgados; acreditai em Deus e a paz entrará em vosso lar”.

Estão esquecendo que a Umbanda como Religião veio sustentada pelo Astral Superior para nos levar a um auto-conhecimento, a uma interiorização e evolução espiritual, conhecendo nossos desequilíbrios e modificando-os, ou seja, uma religião que exige a tão conhecida, porém tão pouco praticada REFORMA ÍNTIMA.

A Umbanda é uma religião tão Divina e significativa que é a única religião que necessita do HOMEM e de seu ÍNTIMO como sendo o centro de tudo, ou seja, se o médium for Bom, sua Umbanda será Boa e Bem praticada, porém se o médium for vaidoso, só pensar em dinheiro, ostentar o poder e a ignorância, a Umbanda refletirá esses aspectos e, infelizmente, é isso que vemos hoje dentro da Umbanda. Percebam que a vida particular de um padre, por exemplo, não reflete em sua religião ou no momento em que está realizando a missa, o mesmo acontece com outras religiões.

Portanto, vale a pena refletir: será que aquele médium que briga durante a semana inteira, reclama, xinga e fala mal de todos e tudo constantemente, bebe, se droga, ostenta o poder, trapaceia, tem a capacidade ou a afinidade de, no dia da gira, incorporar uma Entidade de padrão vibracional elevado? Claro que não! Portanto se quisermos ter uma Boa Umbanda temos que ser Bons médiuns, temos que praticar a religiosidade e a reforma íntima todos os dias da semana.

Percebam como a Umbanda é extremamente Poderosa e Divina! Ela é a única que envolve todas as outras religiões e doutrinas, ela é a única que aceita e alcança qualquer espírito, ela é a única que proporciona a verdadeira evolução do espírito, é a possibilidade de se resgatar as dívidas do passado, ela é a única que proporciona o “Fazer de novo Fazendo Diferente” e quando conseguimos isso rasgamos nossas promissórias do passado e o mais divino é que proporcionamos isso também aos Guias Espirituais, pois quando os intermediamos damos a oportunidade deles também resgatarem seus carmas e praticarem a sua evolução.

Umbanda é sentir o coração bater forte com o grito do Caboclo.

É deixar as lágrimas rolarem aos pés do Preto-velho.

É perceber o corpo arrepiando ao repique da curimba na chegada de Ogum.

Umbanda é emoção, é vida, é mudança de atitude e de valores.

Umbanda é Paz de espírito, é Liberdade, Superação e Convicção.

Umbanda é Fazer de novo fazendo Diferente.

Umbanda é caridade pura e simples.

Umbanda é coisa séria, para gente séria!

Muito Axé e um final de semana de reflexões a todos!

Escrito por Mãe Mônica Caraccio

Fonte: Minha Umbanda

terça-feira, 3 de maio de 2011

Ascenção e Queda de um Médium


Olá queridos!
Esse texto foi enviado pelo nosso querido Edson de Codoense . É muito oportuno e peço a todos que ao invés de procurar alguém que se encaixe na história, façam uma reflexão de suas próprias atitudes como médiuns.
“ASCENSÃO E QUEDA DE UM MÉDIUM
Dizem que os fatos na história estão sempre se repetindo. Também na Umbanda observamos fatos, como a história do “Pai X”, que segundo contam, em sua juventude era dotado de privilegiada inspiração cósmica. Apesar de pouca instrução, possuía grande imaginação; falava como filósofo, podendo até prever acontecimentos futuros. Tinha grande respeito às religiões e bastante inclinação para estudos místicos e religiosos.
Filiou-se, posteriormente, a algumas escolas e freqüentou várias religiões. Cursou algumas escolas de origem oriental, onde adquiriu algumas noções de misticismo. Ingressou no espiritismo e, por algum tempo, estudou com entusiasmo as instruções kardecistas. Mais tarde, ingressou na Umbanda, onde dizia ter se encontrado, pela ritualística, pela magia e encantamento. Revelou-se bom médium, realizando inclusive, curas com sucesso.
Mais tarde, com a graduação de Babalorixá, ou Sacerdote de Umbanda, abriu um Templo e teve seus próprios discípulos. Ensinou de início algo que admitia, não era dele. Tornou-se conhecido e, passou a gostar da notoriedade e popularidade. Posteriormente passou a declarar que os ensinamentos eram seus, assim como todas as coisas que estava fazendo e dizendo. Pensava com exclusivismo, considerava- se autônomo e único orientador espiritual capacitado, esquecendo-se das Leis, que exprimem o pensamento de Deus, dos Orixás. Violou a Lei do Amor Fraterno, invertendo a direção da verdadeira Lei da Espiritualidade na ilusão de crescer e subir. Muitos manuscritos de natureza altamente espiritual afirmam que não há pecado maior na matéria, do que a vaidade, filha dileta do egoísmo.
Com esta atitude, “Pai X” foi decaindo. Também na saúde, um exemplo típico de alguém que foi rejeitado pelo cósmico, em virtude da violação da Leis do Universo. Na ilusão de crescer e subir, ficou aprisionado em seu próprio desespero. Tornou-se uma vítima das suas obsessões e desencarnou após muitos anos de terrível sofrimento íntimo. A vaidade, a tentação de procurar poder e a ânsia pela popularidade em ver-se chamado de mestre supremo, o levou à queda espiritual, material e física.
                            “POIS QUEM SE FAZ DEUS, POR DEUS É PUNIDO”
Será que o que aconteceu com o Pai “X” vem acontecendo em nossos dias? É necessário que se encare a doutrina como algo muito sério, principalmente o médium deve se cons-cientizar de que é apenas um instrumento para servir as Leis do Universo e Espirituais.
                “NÓS VIVEMOS PARA SERVIR, NÃO PARA SERMOS SERVIDOS”
(João Luiz de A. Carneiro
CONUB: trabalhando pela dignificação da Umbanda e do umbandista)
Fonte: Artefolk
Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei

domingo, 24 de abril de 2011

Mediunidade Em Ambiente Doméstico


PERGUNTA: Observamos alguns irmãos umbandistas arrastarem móveis, a fim de obter espaço para improvisar congás em suas residências. Logo estão a dar consultas e todo tipo de atendimento em suas moradas. Qual vossa opinião sobre as atividades de caridade realizadas em ambiente doméstico?



RAMATÍS: Infelizmente, esta situação é corriqueira. É generalizado o desconhecimento dos fundamentos mínimos da consagração vibratória de um templo de umbanda. Os trabalhos realizados durante uma sessão de caridade (consulta, desobsessão, desintegração de formas de pensamento, morbos psíquicos e larvas astrais), aliado ao desmanche de magia negra e de outras ferramentas de ataques psíquicos espirituais, necessitam de campos de força adequados para proteção, como forma de dissolver todos os restos fluídicos que ficam pairando no local, no éter circunscrito à crosta terrestre. É como se uma casa de Umbanda fosse uma enorme usina de reciclagem de lixo astral. Atividades sem nenhuma fundamentação defensiva no campo da alta magia, não amparadas pela corrente mediúnica e os devidos condensadores energéticos, tendem a se tornar objetos de assédios das regiões trevosas.

Os trabalhos de caridade em vossas residências impregnam negativamente o ambiente doméstico. Há uma diferença enorme da benzedeira, que é toda amor e ora ardente no cantinho de sua choupana, com fé desinteressada, e os médiuns vaidosos que trabalham em casa com seus guias “poderosos”, que tudo fazem por meia dúzia DE MOEDAS. Os que persistem em sua arrogância, a ponto de prescindir de um agrupamento e de um templo ionizado positivamente para a descarga fluídica de uma sessão de caridade, acabam tornando-se instrumentos das sombras, muitas vezes à custa da desunião familiar, de doenças e ferrenhas obsessões.



Fonte: Livro Vozes de Aruanda - Ed. Conhecimento.



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           *Muitas vezes o médium se acha estar coberto de "boas intenções" ao começar a montar em sua residência um congá para atendimento. A princípio apenas para os familiares e conhecidos. Ou seja, inicialmente não tem intenção de cobrar pelo atendimento que fará. Entretanto, o que verdadeiramente o motivou não foi o amor, mas sim a arrogância e vaidade em não admitir-se sob o comando de outro encarnado e atuar fraternalmente entre irmãos. Desejoso de ser o "chefe do terreiro" sempre vê mais defeitos do que qualidades em qualquer terreiro que freqüente. Sempre visualiza o quão perfeito será o seu próprio terreiro.



            Com isso em mente abre o seu "congá" e começa a trabalhar, com o passar do tempo sem o devido preparo, sente falta do mesmo, mas não o admite e não busca auxílio em outra corrente e vai cada vez mais sendo enfraquecido. E não admite porque o que inicialmente o motivou a abrir o congá foi à empáfia, arrogância e a vaidade.



Sendo alvo constante do astral inferior (o que todo dirigente o é), vai fenecendo, até que as suas entidades (guias e protetores) não podem ou conseguem mais atuar ativamente sendo gradativamente substituídas por inteligências trevosas que se fazem passar por entidades de luz.



            A essa altura a sua antiga "residência" já é um terreiro sim, um centro, mas um centro de concentração de forças trevosas que atuarão forte e implacavelmente na manutenção deste lugar, tranformando o médium chefe e todos os seus seguidores em servidores de suas forças. O processo obsessivo está nesse estágio no seu ponto máximo que é a fascinação.



            Portanto, senhores médiuns cuidado! O nosso maior inimigo está dentro de nós mesmos e se chama vaidade! Ninguém é dono da verdade e terreiro algum é perfeito! Busquemos, pois nos unir em nossos momentos de dúvida e aflição para que possamos sempre também estarmos unidos nos momentos de glória e alegria!



             Pense Nisso...



Fonte: Espiritualizando na Umbanda


Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei



terça-feira, 19 de abril de 2011

Culpa, Arrependimento e Perdão‏

Em primeiro lugar, vem a culpa pelo ato praticado ou pela omissão, que também é agir, quando deliberadamente se decide por omitir-se. Depois o arrependimento, que significa remorso pelo que se fez, e propensão de não mais repetí-lo, depois vem a cura: o Perdão.

A Culpa, neste caso não é sinônimo de remorso. É o resultado de um julgamento já consumado, seja em um tribunal exterior, ou no tribunal interno. Sentir-se culpado por sí só não evidencia remorso e o não querer mais repetir aquele ato.

Muitas religiões fazem da culpa a base de suas teologias, tratando a todos e todas como culpados, pelo simples fato de terem nascidos, transferindo a responsabilidade de um ato mitológico inicial para todos e todas indiscriminadamente. Ou seja, é uma culpa universalizada e oroginal do ser.

É verdade que vivemos num planeta onde os atos individuais se refletem, seja positivamente, seja negativamente na vida de todos e todas e até em todo o equilíbrio planetário, mas isso não significa que devemos transferir a culpa de um ato para todos e todas universalmente, embora as consequencias possam sim atigir a cada um/uma.

Então, devemos ser cuidadosos quando um princípio religioso busca inculcar culpa contra Deus e consequentemente contra os nossos semelhantes, como regra básica de perdão.

A culpa pode ser destrutiva.

Se um ser sentir-se ou ser declarado culpado por algo e entender que o resultado de sua ação foi devastador, e não tiver vislumbramento do antídoto, pode a culpa pode ser destrutiva completamente.

Em primeiro lugar, neste ponto da discussão, vamos partir do pressuosto de que a Consciência Divina Suprema, que pode ser chamado de Deus ou Deusa, nunca poderia ser atingida e ofendida por ação de qualquer ser que possa existir. Ela está muito além de todo o relativismo, portanto, independente da nossa ação, por nefasta ou letal que seja, nunca alcançará o PERFEITO. Sempre ficará no mundo da relatividade terrena e dos valores e crenças que alimentamos. Portanto, não temos que sentir culpa perante Deus/Deusa.

Podemos e atingimos todos os dias aos nossos semelhantes e diferentes, ao seres e sistemas que fazem parte da estrutura de vida no planeta que existimos agora, com cada uma de nossas ações, sejam positivas ou negativas. Neste nível sim, Deus/Deusa, já relativizado nos seus filhos e filhas (de todas as espécies que habitam o planeta) é atingido pelas nossas ações, mas só neste nível, nunca na sua natureza suprema.

Em segundo lugar, é importante verificarmos que a culpa não é o mesmo que arrependimento. Sentir-se ou ser declarado culpado, não significa estar arrependido/arrependida e está internamente direcionado a não repetir o ato negativo.

Também não podemos esquecer que quando falamos em culpa não estamos excluindo de reconhecermos o outro/outra como culpado/culpada por atos e/ou ações que nos atingiram negativamente. Este nuance é importantíssimo para o caminho da problemática levantada pela culpa. Às vezes é mais fácil culpar alguém para nos eximirmos do arrependimento verdadeiro e do consequente perdão.

Por isso, a maioria das religiões, muitas vezes até deturpando a mensagem original de seus fundadores, elevam todos e todas ao banco dos réus e apresentam um salvador, que na maioria das vezes exclui todas as outras possibilidades de realização espiritual. E o salvador, nesta perspectiva religiosa, é sempre externo. Depende sempre da ação de outrem e tudo que se tem que fazer é se arrepender e aceitar que esse outro nos perdoe.

Então a culpa, que não existe como algo natural nem preexistente como herança de alguem que nos antecedeu, como já vimos, não é boa conselheira em si mesma, mas pode nos levar ao segundo patamar.

O Arrependimento - Do grego, μεταμέλεια - Metanóia (Meta=Mudança, Nóia=Mente)

Ah, este então e muito explorado pelas religiões em geral.

É necessário se sentir culpado e se arrepender, que neste contexto religioso dogmático significa aceitar as condições impostas pela perspectiva de Deus, ou divindade (manifestação particular de uma natureza divina), contida na mensagem específica daquela religião.

Neste ponto de vista religioso o arrependimento não é algo ainda pessoal, mas vai ser algo constante e que vai fazer a pessoa constantemente dependente daquela crença do perdão externo. É um constante arrepender-se. Não leva à libertação nem a cura.

- A cura?

- Sim. Conheces feridas maiores do que as promovidas pela culpa pessoal ou pela culpabilidade que atribuímos a outro/outra?

Olhemos para nossas almas.

Onde estão os nossos dilemas maiores?

- na culpa que sentimos por termos ferido (ou por achar que ferimos) alguém; na culpa que acusamos alguém por ter nos ferido; na pessoa amada que perdemos por "nossa culpa", pois "estragamos tudo" ou na culpabilidade que atribuímos à pessoa, que mesmo recebendo tudo que oferecemos não soube valorizar (veja que o sentimento é de que se eu me doei, a pessoa tinha que se doar tanto quanto - ela não pode sentir diferente ou nao sentir como eu- torna-se escravo(a) do meu sentimento - portanto, ela é culpada pelo meu sofrimento); na nossa mãe que mesmo doando o que era capaz, me fez o que sou hoje; no meu pai que não foi capaz de me amar como eu acho que deveria; no nosso filho que não conseguimos educar como deveria... a relação de culpas e culpabilidades nossas e de outros/outras é infinita. Veja se o que mais doi em você não é a culpa que atribuis a si mesmo/mesma ou a outrem? Mas nada pior do que a culpa pessoal internalizada por aquilo que não temos mais como voltar atrás.

Como curar esta dor, estas feridas?

- Com o Arrependimento (kitololo na lingua africana kimbundo)

Claro que o arrependimento pode ser facilmente confundido com culpa - vejamos: " É possível repousar sobre qualquer dor de qualquer desventura, menos sobre o arrependimento. No arrependimento não há descanso nem paz, e por isso é a maior ou a mais amarga de todas as desgraças" .Giacomo Leopardi


Neste caso o arrependimento é a culpa e a culpabilidade que sentimos, ou que atribuímos alguém em forma de acusação pura.


Na culpa seja pelos nossos atos ou pelo que atribuímos a outrem, não há descanso, pois tem o ranço da mágoa e da vitimização.


No arrependimento, de fato, que como diz a origem grega da palavra, é mudança de mente. Já estamos um passo à frente. Já entendemos que temos culpa, ou mesmo que outra pessoa tem culpa e já estamos sofrendo não pelo ato prarticado somente, pois este não volta atrás, mas pelas consequencias que produzimos ou que foram produzidas pelo ato de alguém que julgamos culpado.


E o arrependimento não neutraliza o ato praticado. A palavra dita, a pancada dada, a flecha lançada, não tem mais jeito, a não ser arcar com as consequencias. Podemos até dizer uma nova palavra, reconhecer que erramos, ou até retirar o alvo da frente da flecha (no direito se chama de arrependimento eficaz), mas já está feito.

Este é o desafio.

Mas o arrependimento sincero, aquele que deixa a mente predisposta a mudar a direção, o rumo, nos leva ao próximo passo: o perdão. A capacidade de perdoar (ou perdoar-se) é uma virtude. É algo a ser desenvolvido a partir do convencimento pessoal de que a culpa envenena e mata, e o perdão sincero, que nos leva a buscar força para não comertermos novos atos indevidos ou a nos desligarmos dos julgamentos que fizemos de nós mesmos/mesmas ou de alguém e seguirmos livres nossas viagens.

Tem um ditado antigo que diz que arrependimento tarde, serve de enfado.

Não é verdade. Neste caso o arrependimento ainda está confundido com a culpa.

Se de fato aconteceu o arrependimento, ele nunca é tarde. Ele pode até não ser capaz de neutralizar as ações da ação e da culpa, mas ele pode ser um bálsamo precioso em nossa existência terrestre e em nossa vida eterna, como seres eternos que somos.

Se a cura não é nem a culpa, que muitas vezes é o mais destacado, nem o arrependimento, que se confunde com culpa muitas vezes, ela é o perdão.

Claro que Deus como consciência suprema não tem nada a nos perdoar, já que esta nunca pode ser atingida pelo humano, mas o perdão deve vim do ser que foi alvo da nossa ação errada que se transformou em culpa e em arrependimento. E quem é este ser?

Também é Deus, em sua forma relativizada na existência do planeta, na pessoa do nosso semelhante e diferente; é o nosso pai; é a nossa mãe; nosso imrão e irmã; é nosso amigo (ou colega) de trabalho; nosso companheiro de religião; o rio que corre atrás de nossa casa e poluímos; a árvores que derrubamos sem necessidade; o animal que maltratamos ou matamos indiscriminadamente e sem justificativa plausível; e somos nós mesmos como pessoa. Não tem ninguém mais difícil de perdoar do que a nós mesmo. Somos muito exigentes conosco porque somos os acusadores mais ferrenhos, tanto dos outros como de nós mesmos.

Se cometemos ações que deliberadamente visavam, de alguma forma atingir a outros/outras em seus efeitos negativos, atingimos o Deus que vibra neles/nelas e acima de tudo, ferimos e deturpamos a natureza divina que somos nós mesmos.

É esse Deus interior e que vibra no nosso semelhante e diferente quem vai nos perdoar. E é exercendo o perdão que assumimos a natureza divina da qual fazemos parte.

E é claro que este perdão é de mão dupla.

Quando chegamos ao patamar de entedermos que precisamos mudar a nossa mente, pois o caminho percorrido até aqui só nos georu dor e sofrimentos, tanto a nós como a outrem, ja entendemos que o arrependimento sincero vem junto com o perdão que em primeiro lugar deve ser exercido por nós.

Perdoar a quem nos ofendeu é muito mais de que uma frase de efeito que possa constar em uma oração desta ou daquela religião. É nos reconhecermos como fluência de Deus que de tão perfeito nem se sente atingido por nós. Porque nos sentiríamos atingidos pelo outro/outra?

Saber que alguem sofre por ter nos atingido negativamente e de coração puro praticar a indulgência, mesmo sabendo que os efeitos daquele ato não se apagrão; perdoar; dizer para ele/ela que aquela ferida agora pode ser no máximo uma cicatriz mas que não doi mais, ou mesmo que doa não serás seu cobrador/cobradora e que ele/ela pode descansar o seu coração, é a chave para termos as nossas falhas e erros perdoados.

Por que às vezes somos tão compasivos conosco mesmo e outras tão ferrenhos com nossas faltas e às vezes com nossos irmãos e irmãs também somos tão cruéis e exigentes? Será que estamos longe de alcançar o que nos ensina Vovô Benedito: a dor que doi em mim doi no outro. Neste mesmo exemplo vemos que ele só está parafraseando outros mestres, guias, orientadores e salvadores da humanidade:

- " nos perdõe...assim como perdoamos a quem nos tem ofendido" - Jesus Cristo;

- " é pedoando que se é perdoado" - atribuída historicamente a Francisco de Assis;

- " ... E se puderdes perdoar, melhor será para vós. Se soubésseis!" Alcorão, II, 280;

- " Ensina-me que perdoar é um sinal de grandeza ..." Ghandhi em oração;

- " o perdão é o bálsamo da alma" - Vovô Benedito da Kalunga - Preto Velho da Umbanda

Vemos que a questão da culpa, do arrependimento e do perdão não está vinculada unicamente a uma religião. Claro que as religiões de salvação usam desta estrutura teológica para proselitizar fiéis e para vincular a culpa com a salvação oferecida. No caso do candomblé e da Umbanda (mesmo que a Umbanda seja cristianizada), não temos uma discussão teológica sobre isso, mas se compreende a culpa como uma doença degenaritiva, o arrependimento como o remédio e o pedão como a cura. Pois sentir culpa e não se arrepender é muito doloso e envenena. Se arrepender e não perdoar é como se, ao invés de tomarmos o remédio certo, tomássemos um placebo (imitação de medicamento), que não teria efeito algum podendo, inclusive agravar a doença.

Porém, mesmo não existindo esta discussão teológica e/ou filosófica nos deixa os praticantes de qualquer religião ou de religião nenhuma livres dos dilemas que alcança a todos/todas nem dos efeitos das nossas ações ou omissões. Não temos que nos preocupar com os postulados teológicos que uma religião esposa, pois estes variam de acordo com as interpretações, mas com as questões que aflingem a alma humana e a partir do conhecimento e da realização espiritual de cada um/uma, buscar as soluções.

Temos o dever, religiosos ou não, de buscar a cura para os males humanos. Mesmo que seja a partir de nós mesmo. Se um ser humano for curado a Humanidade toda já sente um alívio.

Então, se somos capazes de errar, por que não de compreender o nosso semelhante e diferente, que com certeza também errará, e assim o/a perdoar? Se ao errarmos temos justificativas, desculpas e queremos que os outros/outras nos compreendão e nos perdoem, por que não agirmos de modo semelhante, entendendo as razões e os motivos (mesmo que não justifique) que levou ao nosso algoz a agir desta ou daquela maneira e exercitarmos o perdão, nos livando da dor e da revolta que corroi a nossa alma ou que nos deixa em posição de vítimas que muitas vezes gostamos de estar? E o pior de todas as feridas, por que não perdoamos a nós mesmos? Mesmo que tenhamos que arcar com as consequencias (e isto é um fato), podemos cumprí-las já com o coração aliviado e nos compreendendo perdoado e sarados em nosso interior.

Amadas e Amados de Deus Pai e Mãe, que nesta semana cada um/uma de nós busque em sua alma onde estão os entraves, onde estão as feridas, onde está escondido aquela desculpa para não perdoarmos aquela pessoa que nos feriu há tanto tempo atrás e que ainda doi cada vez que lembramos; onde está o orgulho que não nos deixa pedir perdão pelas vezes que formos responsáveis pela dor alheia, mesmo que tenhamos muitas justificativas e desculpas;

Perdoai e serás perdoado.

Olhe bem.

Sinta.

Ore.

Descubra as razões de muitas dores e inseguranças.

Perdoe com o coração puro e sinta o perdão divino que brota do Deus que mora em você e que conhece todas as justificativas que tens, seja para não perdoar ou para não pedir perdão, mas que fala suavemente em seu ser que nada justifica o rancor, a malediscencia, o ódio... e que o caminho do perdão é suave.

Perdoar não significa exatamente esquecer e deixar as coisas equivocadas continuarem acontecendo sem uma intervenção sua, quando devida, e sem ensinar e orientar e dizer sim ou não.

Não é fazer vistas grossas para o erro que cometemos ou que cometem conosco, mas é deixar o alfoge da nossa alma limpa e leve para que possa ser cheio das maravilhas divinas e não das mágoas que colecionamos durante nossas existências terreste, mesmo que tenhamos no nosso mister, o papel de ensinar e corrigir alguém (que nos diga os bons pais e as boas mães!!!). Se nossa alma estiver cheia de culpa, de rancor, de ódio, não terá espaço para a presença divina consciente em nós. Mesmo que ternhamos que agir.

É acima de tudo não ter justificativa para culpar nem para se culpar nem para não pedir perdão, se preciso for.

Esvaziemos-nos das mágoas, do ódio, dos "se" que nos acompanham e servem de justificativa para muitas amarguras e para muitas acusações que fazemos... esvaziemos-nos do orgulho, da acusação, do peso, da capacidade de sermos reticentes ... que nesta semana possamos nos encher com o fruto da nova colheita da alma sob a perspectiva do perdão.

Mesmo que tenhas uma causa, e que esta seja justa, você não é juiz/juiza. Deus assim não te constituiu.

Que nossa semana seja de identificação da culpa, caso ela exista, de um arrependimento sincero e da libertação suave do perdão.

Então em todos os momentos de oração que vamos desenvolver nesta semana, vamos sempre declarar que perdoamos todos/todas pelas as dores que recebemos, sem os julgar e que os declaramos felizes e libertos dasuas acusações e que assim também pedimos perdão para quem nos ofendeu, mesmo que tenha sido numa situação justa, e assim, todos, ofensores e ofendidos se libertarão.

A falta do perdão a sí mesmo, ou a alguém ou a algo pode ser o entrave da nossa não realização pessoal. Nem mesmo a oração tem eficácia se ainda estamos presos a uma situação ou a alguém por vínculos que só o perdão real poderiam desatá-los. Entao antes de qualquer oração faça a oração do perdão. Busque no seu subconciente, pois lá também se esconde muita mágoa, muito ódio e muitas amarras que nos impedem de nos realizarmos espiritualmente e até mesmo nas áreas materiais da vida.

Por que não consigo engravidar e ter um filho que tanto quero? por que não consigo me realizar no amor? por que não consigo ter saúde? por que não consigo viver bem com minha família e suas diferenças? por que não consigo largar este vicio? por que não prospero? por que não tenho alegria e felicidade? por que...? por que?.....

Tudo isto pode está engastalhado no fato de não termos perdoado, inclusive a nós mesmos, profundamente.

O que não significa se arrepender, perdoar ou pedir perdão com objetivos externos. O arrependimento e perdão verdadeiros não estão ligados a conquistas exteriores. O Arrependimento e o perdão para que se "vá para o céu", ou para não receber punição, ou para não perder algumas conquistas anteriores, ou seja, arrependimento/perdão nestes casos ainda não é como deveria ser. Arrepender-se e pedir perdão e perdoar verdadeiramente tem o único objetivo da conquista interior e da libertação e cura da alma, como um suspiro divino de um ser divino. Os ganhos ou perdas serão consequencias.

Quem tiver condições e conseguir perdoar e pedir perdão a quem ainda esteja no caminho da jornada faça. Verás que ficarás bem mais leve e feliz.

Eu, particularmente, tinha uma mágoa que carregava desde a minha infância, mas não posso mais perdoar nem pedir perdão pessoalmente, pois a outra personagem já fez a grande viagem para o mundo da verdade, mas onde ela estiver, eu encaminho o perdão, o meu desejo de que esteja bem e a garantia de que nunca vou cobrar uma dívida que até hoje, ilusoriamente achei que eu era credor. E peço perdão, se, mesmo ainda criança, contibui para que a situação que gerou mágoa e dor tivesse acontecido. Conscientemente, como ser divino que sou, desfaço todos os laços e compromissos negativo que tenho com todos e todas que passaram em minha vida e existencias. Rasgo as promissoras da culpa que guardei no cofre do meu coração e declaro a todos e todas e a mim mesmo livre de qualquer cobrança, em nome do Deus/Deusa que mora em mim, vive como eu vivo e tem a minha face.

Esta semana revisarei toda a minha hostória e quebrarei todos este laços e serei bem mais alegre do que sou, e exaltarei o amor divino em meu coração tentando transferí-LO universalmente para todos os seres deste ou de outros planetas e planos que possam ser atingidos pela minha vibração de PERDÃO.

Veja uma oração recomendada pela Seicho-noi-iê, que pode servir de modelo, pois a oração é o suspiro da alma e cada um terá o seu rítimo, o seu jeito, o seu momento e palavras próprias. Mas serve como ajuda, além de mostrar que este tema não está restrito a um segmento religioso. É uma questão espiritual da humanidade:

" Oração do perdão


Buscando eliminar todos os bloqueios que atrapalham a minha evolução, dedicarei alguns minutos para perdoar.

A partir deste momento, eu perdôo todas as pessoas que de alguma forma me injuriaram, me prejudicaram ou me causaram dificuldades desnecessárias. Perdôo sinceramente quem me rejeitou, me odiou, me abandonou, me traiu, me ridicularizou, me humilhou, me amedrontou, me iludiu.
Perdôo especialmente quem me provocou até que eu perdesse a paciência e reagisse violentamente, para depois me fazer sentir vergonha, remorso e culpa inadequada.
Reconheço que também fui responsável pelas agressões que recebi, pois várias vezes confiei em indivíduos negativos, permiti que me fizessem de bobo e descarregassem sobre mim seu mau caráter.
Por longos anos suportei maus tratos, humilhações, perdendo tempo e energia, na tentativa inútil de conseguir um bom relacionamento com essas criaturas. Já estou livre da necessidade compulsiva de sofrer e livre da obrigação de conviver com indivíduos e ambientes tóxicos.
Iniciei agora uma nova etapa de minha vida, em companhia de gente amiga, sadia e competente. Queremos compartilhar sentimentos nobres, enquanto trabalhamos pelo progresso de todos nós.
Jamais voltarei a me queixar, falando sobre mágoas e pessoas negativas. Se por acaso pensar nelas, lembrarei que já estão perdoadas e descartadas de minha vida íntima definitivamente.
Agradeço pelas dificuldades que essas pessoas me causaram, por isso me ajudou a sair do nível comum ao nível espiritualizado em que estou agora. Quando me lembrar das pessoas que me fizeram sofrer, procurarei valorizar suas boas qualidades e pedirei ao Criador que as perdoe também, evitando que elas sejam castigadas pela lei de causa e efeito, nesta vida ou em futuras.
Dou razão a todas as pessoas que rejeitaram o meu amor e minhas boas intenções, pois reconheço que é um direito que assiste a cada um me repelir, não me corresponder e me afastar de suas vidas.
Agora, sinceramente, peço perdão a todas as pessoas a quem, de alguma forma, consciente ou inconscientemente, eu ofendi, injuriei, prejudiquei ou desagradei.
Analisando e fazendo julgamento de tudo que realizei ao longo de toda a minha vida, vejo que o valor de minhas boas ações é suficiente para pagar todas as minhas dívidas e resgatar todas as minhas culpas, deixando um saldo positivo a meu favor.
Sinto-me em paz com minha consciência e de cabeça erguida respiro profundamente, prendo o ar e me concentro para enviar uma corrente de energia destinada ao Eu Superior. Ao relaxar, minhas sensações revelam que este contato foi estabelecido.
Agora, dirijo uma mensagem de fé ao meu Eu Superior, pedindo orientação, proteção e ajuda, para a realização, em ritmo acelerado, de um projeto muito importante que estou mentalizando e para o qual já estou trabalhando com dedicação e amor.
Agradeço, de todo o coração, a todas as pessoas que me ajudaram e comprometo-me a retribuir trabalhando para o bem do próximo, atuando como agente catalisador do entusiasmo, da prosperidade e da autorrealização.
Tudo farei em harmonia com as leis da natureza e com a permissão do nosso Criador eterno, infinito, indescritível que eu, intuitivamente, sinto como o único poder real, atuante dentro e fora de mim.
Assim seja, assim é e assim será.
Assim Seja Amém!"
Aguardo a contribuição, sentimentos, sensações, relatos... se assim sentirem-se à vontade.

Próxima semana, se Deus nos der, teremos outro tema para meditarmos e trabalharmos em nossa vida pessoalmente e pontualmente.

Nguzu/Axé/A paz de Cristo/Shalon/Saravá/Anamastê/Salam alaikum

Escrita por Tata Ngunz'tala
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“A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho.”


SIGNIFICADOS QUANTO AO FORMATO DA VELA



 
Cones ou Triangulares: equilíbrio, elevação.
Quadradas: estabilidade, matéria.
Estrela: espiritual, carma.
Pirâmide: realizações matérias.
Cilíndricas: servem para tudo.
Animais: para o seu animal protetor.
Lua: para acentuar sua energia intuitiva.
Gnomo: para seu elemental da terra.
Cone ou Triangulares: simbolizam o equilíbrio. Tem três planos: físico, emocional e espiritual.
Velas Cônicas: são voltadas para cima e significam o desejo de elevação do homem, sua comunicação com o cosmos.
Velas Quadradas: Simbolizam estabilidade na matéria. Seus lados iguais representam os quatro elementos: Terra, Água, Fogo, Ar.
Velas em Formato de Estrela de Cinco Pontas: É o símbolo do homem preso na matéria. Representa o carma.
Velas Redondas: Simbolizam mudança. E a energia mais pura do astral que só a mente superior alcança.