Orixá que rege os ventos, rainha dos raios. É iansã quem domina os furacões e ciclones; orixá do fogo, do calor, guerreira e regente das paixões.
Orixá de temperamento firme, vibrante, principalmente porque está ligada às tempestades, aos raios, a tudo que é imediato. Nada fica para depois.
Iansã, para proteger seus filhos, faz o sol virar luar.
O senso de decisão, é a característica mais pronunciada de iansã. Nenhum outro orixá, concita-nos tão de perto, a tomar posições definidas em nossa própria vida.
Iansã é um orixá feminino muito cultuado no brasil, sendo figura das mais populares em nossa terra e também na áfrica, onde é predominantemente cultuada sob o nome de oyá. É um dos orixás que mais penetrou na umbanda, talvez por ser um dos que se relaciona, no liturgia mais tradicional africana, com os espíritos dos mortos, que têm participação ativa na umbanda.
Em síntese, iansã é a força dos ventos. Quando concentrada num objetivo, pode ser devastadora. É totalmente imprevisível, destruindo todos os obstáculos que estiverem á sua frente, quando se trata de lutar por aquilo que quer. Ao mesmo tempo, pode agradar quando brando, acariciando as plantas, fazendo o ar mais leve.
É orixá do prazer, da sinceridade e da busca extrovertida da paixão e da felicidade, o símbolo da mulher guerreira que gosta de lutar e tem tanto na guerra como sexo - ou seja, nas emoções fortes, arrebatadoras e totalizantes - a fonte para continuar vivendo.
Senhora da ciência e da decisão, alerta-nos para que possamos nos reformular interiormente, permite que sejamos capazes de justificar um correto viver e um permanente aperfeiçoamento, guiando-nos no caminho do amor, da verdade e da justiça.
Eparrêi oiá !!!
Cor a ser mentalizada: coral
O que ser mentalizado: uma tempestade.
Elemento: água e ar
Cântico: vibrantes, fortes. Seus cânticos espelham independência, poder e vontade decisiva.
Iansã, menina
Dos cabelos louros
Onde é sua morada,
É na mina do ouro
Guias: as guias de oxum são coral de cristal. Em nossa casa branca padronizamos a guia de cristal nº 8. São feitas em múltiplos de 7 de forma a contornar o plexo solar. Esta guia só pode ser usada pelos médiuns que se afinam de uma forma incomum com esta energia, após entendimento e conversa com os zeladores, e deve nascer após a quinta obrigação: (os dois orixás), que é dada pelos zeladores da casa e sob sua responsabilidade.
Características de seus filhos: os filhos de iansã preferem as batalhas grandes e dramáticas ao cotidiano repetitivo. Costumam ver guerra em tudo, sendo portanto competitivos, agressivos e dados a ataques de cólera. São as vezes instáveis, exagerados, dramáticos em questões que, para outras pessoas, não mereceriam tanta atenção. Fazem mesmo tempestade em copo d'água.
Dia em que se comemora iansã: 04 de dezembro (de acordo com o calendário oficial de umbanda).
Dia da semana: quarta-feira ou segunda-feira.
O que pedir a este orixá: coragem, força nas batalhas, nas guerras diárias e interiores.
Flores: de preferência que tenha a tonalidade coral, lírio, gerânio, flor de romã.
Frutas: groselha, romã, manga rosa, framboesa, caju, pêssego, jenipapo, pitanga.
Ervas: folha de fogo, bambu, cambuí, levante, umbaúba, sensitiva, casuarina, pinhão roxo, pinhão branco, espirradeira, espada de iansã, gerânio, dormideira, erva prata, cipó chumbinho, flamboião.
Bebidas: gengibre com água de chuva, rapadura com água de chuva, sumo de suas próprias ervas e frutos, champanhe.
Mineral: cobre e estanho
Saudação: "eparrêi oiá ! Eparrêi oiá !
Eparrêi = vento majestoso
Oiá = nome por que é conhecida iansã
"salve os majestosos ventos de oiá".
Oferendas: todas as vezes que os zeladores ou direção espiritual da casa perceberem a necessidade de um filho fazer uma oferenda para um orixá, lhe será dado o pedido e marcado o dia a ser feito.
Pontos
Olha a matamba é tata é mé
Olha a matamba é tata é má
O iansã olha a matamba é
Olha a matamba é tata é má
O vento vem soprando o nome dela
Dizendo que já vai relampeja
As flores no jardim ficam mais belas
Porque nossa rainha vai chegar
Oiá dançando como ninguém
E traz seu ialochim pra espaná
Com sua espada cor de fogo
Ela vem
Oiá eparrêi ela vem pra saravá
Ela é a mais bonita, eparrêi
É valente, é guerreira, eparrêi
Ela é uma moça bonita
Ela é dona do seu jacutá
Eparrêi, eparrêi, eparrêi
A mamãe de aruanda
Segura seus filhos
Na fé e na lei
Santa Bárbara, que sois mais forte que as torres das fortalezas e a violência dos furacões, fazei que os raios não me atinjam, os trovões não me assustem e o troar dos canhões não me abalem a coragem e a bravura.
Ficai sempre ao meu lado para que possa enfrentar de fronte erguidas e rosto sereno todas as tempestades e batalhas de minha vida, para que, vencedor de todas as lutas, com a consciência do dever cumprido, possa agradecer a vós, minha protetora, e render graças a Deus, criador do céu, da terra e da natureza: este Deus que tem poder de dominar o furor das tempestades e abrandar a crueldade das guerras.
Santa Bárbara, rogai por nós. Amém.









