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sexta-feira, 27 de julho de 2012

Cavaleiro da Luz - Cavaleiro das Trevas



- Espanta-se com o número de soldados que comando, Cavaleiro da Luz?

- Meu Deus! Você tem o maior exército que já vi em minha existência como ser humano.

- Ainda não estão todos à sua vista. Milhares estão espalhados no meio em missão de execução da lei, e outro tanto espalhados nos sete círculos descendentes. De vez em quando, até os mais temíveis entes das trevas tremem de medo dos meus cavaleiros.

- Por quê?

- São mandados para executar ordens. Então são lançados no novo círculo descendente.

- E o que lhes acontece?

- O que aconteceria se você conseguisse superar o sétimo círculo ascendente?

- Sobre isso nada sei. Mas imagino que, ou seria absorvido pelo Senhor da Luz, ou enviado para regiões do Universo que nem imagino como sejam.

- Daí se deduz o quê?

- Que estes que vocês capturam e enviam ao novo círculo estão superando o próprio regente das trevas em malvadezas, não?

- Você usa um termo brando demais, Cavaleiro da Luz. Agora abra sua armadura, irmão.

- Para quê?

- Faça o que eu lhe peço, depois eu explico. Olhe no meu peito e entenderá tudo.

E o comandante abriu seu manto negro. No seu peito havia uma estrela de cinco pontas invertida. Era rubra. Parecia ser de ferro incandescente. Ele se ergueu sobre a montaria e levantou o alfanje. Dele saiu uma vibração horrível e raios que vinham dos céus se descarregavam ao seu contato. Todos embaixo o saudaram de forma infernal: brandiam suas armas em sinal de aclamação ao líder inconteste.

Eu abri minha armadura prateada e também me levantei sobre a montaria negra que usava. A estrela em meu peito brilhava intensamente. Desembainhei minha espada encantada e elevei-a acima de minha cabeça. Seus símbolos adquiriram vida e de cada um saiu um tipo de energia fantástica. Os elementos se agitaram no contato com ela. Lentamente, minha estrela projetava sua luz à distância. Olhei para o alto e vi que um raio de lua vinha do infinito e cobria minha cabeça.
No vale a nossos pés, o silêncio era total. Quando vi que já tinha mostrado o poder de minha espada, guardei-a novamente e, sentando-me na montaria, fechei minha armadura. Nós formávamos uma dupla indescritível. Ele com sua longa capa negra e eu com a minha, bem mais curta e vermelha, agitando-se ao vento.

- Levante sua mão direita, irmão da Luz – ordenou-me ele.
Eu levantei e acenei para eles lá embaixo. Um clamor maior que o anterior se fez ouvir.

- Por que isso, irmão nas trevas?

- Eu sempre disse a eles que possuía um irmão na Luz, e também que um dia lhes provaria isso. Se um dia estiver no meio ou embaixo e vir algum cavaleiro das trevas, não lute com ele. Use-o à vontade porque ele sabe, a partir de hoje, que você é como eu na Luz, e eu sou como você nas trevas.

- Por que isso?

- Não vou permitir que você caia nas trevas da ignorância por ignorância. Somos iguais na origem, mas diferentes no modo de servir ao nosso ancestral místico. Temos de ser assim, meu irmão, um na Luz e o outro nas Trevas.

- Por que tem de ser assim?

- Dois iguais não podem habitar no mesmo lado ao mesmo tempo. E como eu não vou deixar de servir ao nosso ancestral místico nas trevas da ignorância, procure servi-lo na luz do saber, senão um de nós dois sucumbirá ante o outro porque somos iguais na origem!

- Procurarei lembrar disso, meu irmão!

- Caso eu perceba que você está se esquecendo, darei um jeito para que se lembre.

- Como?

- De que forma você atua?

- No amor.

- Eu só atuo na dor. Quando você se esquecer de tudo o que lhe disse hoje, a dor o lembrará a que lado você pertence e ela o reconduzirá ao seu caminho original.

- Um dia eu conheci um guerreiro frio, hoje reencontro um sábio amadurecido pelo tempo. Quando você se libertar da lei da reencarnação também terá tempo para amadurecer, irmão na Luz.
Do Livro O Cavaleiro da Estrela Guia – Rubens Saraceni.

sábado, 25 de junho de 2011

Por que assentar o Exu Guardião?


Todos os que conhecem a Umbanda e os demais cultos afro brasileiros sabem que, antes de qualquer trabalho ser iniciado, é preciso ir até a tronqueira ou casa de Exu e firmá-lo, para que ele possa atuar por fora do espaço espiritual do templo (Tenda ou Ilê Axé), protegendo-o das investidas de hordas de espíritos “caídos” que estão atuando contra as pessoas que buscam auxílio espiritual e religioso que possa livrá-las dessas perseguições terríveis.

Para que um trabalho transcorra em paz, harmonia e equilíbrio, e para que os guias espirituais possam atuar em benefício das pessoas e trabalhar os seus problemas, é preciso que tronqueira esteja firmada, porque assim, ativada, ela é um portal para o vazio relativo regido pelo senhor Exu guardião ligado ao Orixá de frente do médium dirigente do templo.

Um Exu guardião é assentado na tron­queira, e vários outros são “firmados” dentro dela, sendo que estes estão ligados a outros senhores Exus guardiões de reinos e de domínios regidos por outros Orixás.

Os outros não podem ser assentados, senão dois vazios relativos se abrem “ao redor” do espaço espiritual “interno” do templo, e a ação de um interfere na do outro.
Um só Exu guardião é assentado, e todos os outros são só “firmados” na tronqueira, pois, se dois forem assentados na mesma, a ação de um interferirá na ação do outro vazio relativo aberto no “lado de fora” do templo.

Assentar o Exu e a Pombagira guardiã no mesmo cômodo ou “casa de esquerda” é aceitável, porque o campo de ação dele se abre no “lado de fora” e o campo dela abre-se para dentro do “lado de dentro” do templo, criando apolarização com o campo do Exu guardião.

• O campo do Exu guardião é o vazio relativo que se abre no lado de fora do espaço espiritual interno do templo.
• O campo da Pombagira guardiã é o “abismo” que se abre para “dentro”, a partir do espaço espiritual interno do templo.
• Esses dois Orixás são indispensáveis para o equilíbrio de um trabalho espiritual, porque um atua por fora e o outro atua por dentro do templo.
• Um se abre para fora, repetindo o mistério das realidades, e o outro se abre para dentro, repetindo o mistério das dimensões.
• Exu retira do “espa­ço infinito” tudo e todos que estiverem gerando desequilíbrio ou causando desarmonia.
• Pombagira recolhe ao âmago do espaço in­finito tudo e todos que o estiverem desarmoni­zan­do.
São duas formas pare­cidas de atuação, mas Exu retira, e Pombagira inte­rioriza.

Comparando o espaço infinito com um vulcão, Exu seria o ato de erup­ção, quando ele descarrega a intensa pressão interna. Já a ação de Pombagira, seria a das rachaduras internas , que a pressão abre dentro da crosta, nas quais correm e acumulam-se toneladas de lava vulcânica, que se acomodam e, lenta­mente, se resfriam e se cristalizam, gerando enormes acúmulos de minérios e cristais de rochas.

Exu e Pombagira são indispensáveis aos trabalhos espirituais, porque junto com os consulentes vêm todas as suas cargas energéticas e vibratórias negativas; suas cargas espirituais e elementais que sobrecarregam o espaço espiritual interno, que deve ter essas duas “válvulas” de escape funcionando em perfeita sintonia e sincronizadas com todo o trabalho que está sendo realizado pelos guias espirituais.

Se essas “válvulas” estiverem fun­cionando bem, o trabalho realizado não sobrecarregará os guias espirituais que trabalharam pelas pessoas. Porém se não funcionarem corretamente, eles terão que recolher todas as sobrecargas e irem descarregando-as lentamente nos pontos de forças da natureza, mas à custa de muitos esforços.

Portanto, com isso entendido, espe­ra­mos que os umbandistas entendam o porquê de terem que firmar seu Exu e sua Pombagira antes de abrirem seus trabalhos espirituais.

Exu e Pombagira geram muitos fato­res e executam muitas funções na Criação e, em algumas dessas funções, formam linhas de trabalhos espirituais.

Eles também formam pares. Em algumas oca­siões são complemen­ta­res; em outras, são opos­tos; em outras, são com­plementares e opostos ao mesmo tempo.
Só pelas suas funções aqui já descritas, tornam-se indispensáveis à paz, à harmonia e ao equilíbrio dos trabalhos espirituais realizados pelos médiuns umbandistas, tanto os realizados dentro dos centros quanto os realizados fora dele.

Afinal, não são poucos os médiuns que, movidos pela bondade, vão até a residência de pessoas com graves problemas ou demandas para ajudá-las e, por não tomarem a precaução de firmar Exu e Pombagira antes de trabalhar para elas, ao invés de ajudá-las realmente, só pegam cargas que irão desequilibrá-los também.

Para se fazer um bom trabalho na residência de alguém, assim que chegar, deve-se ir até o quintal, riscar um ponto de Exu, colocar um copo com pinga, firmar as velas nos seus pólos mágicos e invocar o Orixá Exu e o seu Exu guardião, pedindo-lhes que descarreguem todas as sobrecargas e recolham todas as demandas feitas contra os moradores da casa e até contra ela.
O mesmo deve ser feito com Pomba­gira para que, só então, o médium comece a trabalhar espiritualmente, porque, aí sim, todas as cargas e demandas terão por onde ser descarregadas. E mesmo as entidades negativas que tiverem de ser transportadas para que recolham suas projeções negativas virão de forma ordenada e equilibrada, não causando nenhum problema durante o trabalho.

Quando se vai com alguém na natureza para descarregá-lo, tanto o médium deve firmar suas forças em sua casa como deve, pelo menos, firmar Exu ou Pombagira no campo vibratório escolhido, para não ter contratempo algum durante o trabalho de descarr ego na natureza.
São medidas indispensáveis para que um bom trabalho seja realizado e tudo transcorra em paz.
Esperamos ter conseguido transmitir os fundamentos necessários para que o ato de “firmar” a esquerda não seja mal interpretado, e sim visto como indis­pen­sável para que bons trabalhos sempre sejam realizados, tanto em benefício próprio quanto dos nossos semelhantes.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Anjos,Guardiões ou Entidades qual a diferença?


Anjos, Guardiões ou Entidades, são todos os mesmos, pois somente existem um Deus para todos nós, então a forma que acreditamos ser um anjo é a mesma forma para todos, imagine desta forma, uma pessoa carnal que em sua existência viveu e morreu, agora encontrou sua luz eterna, pois é isso mesmo virou um espírito de luz, um anjo autorizado por Deus, esse anjo encontrou sua luz, então podemos chama-lo conforme nosso coração mandar, mas no entendimento espírita um anjo é uma pessoa de luz, uma pessoa autorizada a ajudar os seres vivos na busca das curas, dos problemas terrestres e principalmente na evolução daqueles que o procuram, ter um anjo em sua guarda é a mesma coisa que ter um Orixá ou Entidade em sua companhia, sabe como você pode ver seu anjo?, quando você acreditar no bem, quando sua fé estiver acima de todos seus problemas, quando você sentir uma felicidade em seu coração, quando a vida é mais importante que todas as coisas materiais, quando Deus tocar seu coração, seus olhos vão ver muitos anjos, guardiões e entidades a sua volta, mas nunca se esqueça que anjo não tem matéria, é uma energia que aparece, e somente poderá ser vista com o coração, com o sentimento de estar feliz, anjos aparecem toda hora, todo dia, em todo lugar, ele sempre se acomoda em seu intimo, dentro do seu coração, então quer falar com seu anjo?, faça uma oração, agradeça a tudo que é dado por Deus, agradeça a vida, a terra a familia, o amor, pois isso tudo foi dado por Deus, o resto foi feito pelos homens e não adianta agradecer ou pedir coisas materiais, pois elas não são duradoras, a vida é mais importante que tudo e viver feliz é estar com um anjo ao seu lado.

Acredito que o anjo aparece conforme nosso conhecimento. Talvez ele se manifeste na forma de um parente ou de uma entidade espiritual. Há quem acredite que os anjos são extraterrestres. O profeta Ezequiél, no primeiro capítulo de seu livro, conta que avistou uma estrutura semelhante à de uma grande roda multicor e que a denominou "OFanins Hanám". É curioso notar a semelhança com a palavra UFO, mas seria leviano afirmar que anjos são extraterrestres da forma de alienigenas são sim de todos planetas do nosso e dos outros também, pois o reino de Deus não é somente nosso planeta.
É importante ressaltar que os anjos sempre querem nos ajudar. Eles nunca têm a intenção de nos assustar. Podem aparecer para alguns com, Roupas brancas, Auréola e Asas, capas de Exú, Chapeu de Boiadeiro, Cachimbo na boca, Penacho de Índio, ou mesmo como um facho de luz em nosso interior. as vezes podem apresentar-se para outros de camiseta e jeans. Por que não? Na verdade, a forma como você visualiza seu anjo é semelhante à forma de sua alma, de seu eu interior. Sinceramente, a que mais agrada a muitos é a imagem de um anjo na forma de uma criança, esta imagem é a que foi utilizada em esculturas e pinturas, não importa a forma de seu anjo, nem mesmo como o chamamos, o que vale mesmo é ser merecedor da sua presença, a essência é o que somos ao lidarmos com uma energia tão pura.
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“A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho.”


SIGNIFICADOS QUANTO AO FORMATO DA VELA



 
Cones ou Triangulares: equilíbrio, elevação.
Quadradas: estabilidade, matéria.
Estrela: espiritual, carma.
Pirâmide: realizações matérias.
Cilíndricas: servem para tudo.
Animais: para o seu animal protetor.
Lua: para acentuar sua energia intuitiva.
Gnomo: para seu elemental da terra.
Cone ou Triangulares: simbolizam o equilíbrio. Tem três planos: físico, emocional e espiritual.
Velas Cônicas: são voltadas para cima e significam o desejo de elevação do homem, sua comunicação com o cosmos.
Velas Quadradas: Simbolizam estabilidade na matéria. Seus lados iguais representam os quatro elementos: Terra, Água, Fogo, Ar.
Velas em Formato de Estrela de Cinco Pontas: É o símbolo do homem preso na matéria. Representa o carma.
Velas Redondas: Simbolizam mudança. E a energia mais pura do astral que só a mente superior alcança.