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terça-feira, 19 de agosto de 2014

AS ERVAS NA UMBANDA



“Sem folha não tem sonho
Sem folha não tem vida
Sem folha não tem nada

Quem é você e o que faz por aqui
Eu guardo a luz das estrelas
A alma de cada folha...” -
Salve as Folhas (Gerônimo / Ildásio Tavares)

Autor: Lara Lannes - Genuina Umbanda


Na liturgia e nos rituais de Umbanda, vemos o uso de ervas seja na forma de amacís, imantações, banhos de descarga, etc. Isso porque as ervas detém grande quantidade de energia vital, no elemento vegetal, que através de suas combinações podem produzir determinado efeito positivo ou negativo, como tudo que é energia no Universo.

As ervas possuem forte poder para atuarem em nossa aura, em nosso campo energético, fato este já conhecido pelos indígenas, e demais povos ancestrais que já as utilizavam para diversos fins.

Como já dito, através do uso de sua energia as ervas podem ser classificadas quanto aos seus efeitos, sejam positivos, negativos ou neutros. Diante desse conhecimento, a Umbanda utiliza-se desse elemento para desenvolver seus rituais, seus descarregos, curas ou fortalecimentos, tudo comandado pelas entidades espirituais que determinam o uso apropriado do elemento vegetal conforme o caso.

Uma das formas de utilização das ervas na Umbanda, são na forma de banho. Os banhos de descarrego são usados para eliminar vibrações negativas, limpando o perispírito de miasmas negativos, magia negativa ou mesmo da influência de obsessores. Os banhos de fixação, para adquirir vibrações positivas, vitalizando os chacras do médium de energia positiva para fortalecimento dos processos mediúnicos ou de ligação do espírito encarnado com seus guias e entidades atuantes.

O uso destes banhos são de grande importância e depende do conhecimento e uso de ervas e raízes, nas suas diferentes qualidades e afinidades, que devem entrar na composição dos mesmos, não se podendo facilitar quanto a isso.

Geralmente para banhos deve-se usar as ervas frescas, e este deve ser preparado dentro de um ritual, o qual consiste em:

1. Nunca ferver as folhas junto com a água.

2. As folhas devem ser maceradas ou quinadas e colocadas em vasilhas de louça, ágata ou potes de barro.

3. Em alguns casos, quando não houver necessidade de água quente, as ervas devem ser quinadas diretamente sobre a água.

4. É conveniente usar sempre água de boa qualidade, como pôr exemplo: água de mina, de poço ou água mineral.

Ocorre uma diferenciação, também, na forma em que se deve tomar o banho. No de descarrego, deve-se molhar do pescoço para baixo, jamais a cabeça; já no banho de fixação, este deve ser tomado de corpo inteiro. Não se deve enxugar o corpo totalmente após os banhos indicados na Umbanda, para que haja maior captação ou eliminação da energia propiciada pelas ervas usadas no banho.

Deve-se, após o banho, as ervas utilizadas serem jogadas, de preferência em lugares de água corrente, como rios ou mar.

Há banhos para todos os Orixás e Entidades e muitos banhos têm dia e hora certos para tomar.

As ervas são também usadas no ritual do amaci, Amaci é um banho de ervas que se faz no médium iniciante na Umbanda com as ervas específicas do Orixá de cabeça do médium, este banho é dado inclusive na cabeça do médium e tem a finalidade de limpar o campo astral e preparar o médium para entrar na corrente mediúnica, é uma preparação, uma espécie de primeira confirmação do médium na corrente mediúnica, é um vínculo energético do médium com o seu Orixá, com a casa e com o seu Babalorixá porque somente o Babá pode dar este banho e colocar a mão na cabeça do médium. A partir deste ponto o médium é um médium de Umbanda e está energeticamente vinculado ao seu Orixá.

Também visa propiciar ao médium maior contato com seus Orixás de Coroa, devendo o dirigente do templo colher as ervas de todos os Orixás, uma de cada pelo menos, e colocá-las quinadas dentro do preparo que será feito com as quatro águas (mar, cachoeira, chuva e fonte/mineral), com 3 (três) dias de antecedência do ritual do Amaci.

Além do amaci conforme descrito anteriormente, ao qual o médium se submete ao entrar para um templo de umbanda, anualmente é feito este ritual com a finalidade de preparar o médium para receber as energias vibrantes do terreiro, além de oferecer ao filho de fé a limpeza de seu campo áurico, bem como confirmar as entidades trabalhadoras da coroa daquele médium.

As Plantas dos Orixás se dividem em positivas, negativas ou neutras:

POSITIVAS: são ervas que, quando usadas, só positivam, não podendo ser intrinsecamente usadas para outro tipo de trabalho.
NEUTRAS: são todas as ervas que servem para, material ou espiritualmente, neutralizar o efeito de outras ervas, o efeito de doenças, assim como o efeito de vibrações negativas e/ou positivas.
NEGATIVAS: são ervas usadas explicitamente para negativar.

A erva é sempre positiva quando colhida nos dois primeiros dias da lunação respectiva; a dita erva torna-se neutra quando colhida nos 3o , 4o e 5o dias da lunação, e negativa quando colhida nos 6o e 7o dias da lunação. Diz-se Dia de Lunação, porque as ervas devem ser colhidas das 6hs às 18hs, portanto sob o efeito dos raios solares (apesar de regidas pelas fases da lua). Jamais deve-se colher uma erva antes das 6hs ou depois das 18hs, como também, nunca se deve plantar qualquer erva no mesmo período.

Abaixo estão relacionadas as ervas mais conhecidas e usadas na Umbanda para banhos e outras finalidades:

Xangô - Levante ou Elevante; Quebra-Pedra; Fortuna ; Erva Lírio; Pata de Vaca; Pára-Raio; Gervão Roxo; Manjericão Branco; Erva de Santa Maria; Malva Branca; Sucupira; Limoeiro; Café; Alecrim do Mato, entre outras.

Ogum - Espada de São Jorge; Peregum Folhas Amarelas e Verdes; São Gonçalinho; Aroeira; Vence-Demanda; Comigo-Ninguém-Pode; Romã; Jurubeba; Mangueira; Pinheiro; Goiabeira; Abacateiro; Canela, entre outras.

Obaluaiê (Omulu) - Hera; Canela de Velho; Assa-Peixe; Erva-de-Passarinho; Levante ou Alevante; Jurubeba; Manjericão Roxo; Camomila; Babosa; Mamona Branca; Aroeira; Jamelão; Carnaúba, entre outras.

Yemanjá - Manjericão; Colônia; Saião; Levante; Jasmim; Malva Rosa; Lágrimas de Nossa Senhora; Pata de Vaca; Parreira; Camomila ou Macela; Poeijo; Trevo; Violeta; Boldo; Alaga Marinha; Gerânio, entre outras.

Oxossi - Alecrim do Campo; Peregun Verde; Mangueira; Chapéu de Coro; Abre Caminho; Vence-Demandas; Jureminha; Erva Doce; Pitangueira; Romã; Sabugueiro; Malva Rosa; Levante; Capm Limão; Violeta, entre outras.

Nanã - Erva Quaresma; Manjericão; Agoniada; Mostarda; Agrião; Bertalha; Espinafre; Hortênsia; Cedinho; Erva-Cidreira; Camomila; Beringela; Erva-Mate; Avenca; Jaqueira; Cavalinha, entre outras.

Oxum - Jasmim; Erva -Cidreira; Colônia; Agoniada; Camomila; Lágrimas de Nossa Senhora; Erva Doce; Lírio Amarelo; Mamão; Boldo; Vitória-Régia;Gengibre;Melancia;Agrião; Melão; Coentro; Celidônia, entre outras.

Yansã - Pára-Raio; Dormideira; Erva Santa Bárbara; Cana do Brejo; Erva Prata; Gervão Roxo; Anil.; Violeta; Losna; Arruda; Orquídea; Mal-me-quer; Alfazema; Anil; Cipó Azogue; Alfazema de Caboclo, entre outras.

Ibeji - Amoreira; Anil; Alfazema; Abre-Caminhos; Parreira; Colônia; Erva-Cidreira; Pitangueira; Camomila; Erva Doce; Cajá; Morango; Capim Limão; Lírio; Benjoim; Tangerina; Fruta de Conde; Hortelão, entre outras.

Exú - Vassourinha; Fumo; Babosa; Tiririca; Bananeira; Pinhão Roxo; Vence-Demandas; Comigo-Ninguém-Pode; Jurubeba; Urtiga; Amendoeira; Bambu, entre outras.

Folhas Litúrgicas no Candomblé

Èsù

Odun-dun - Folha-da-costa
Teté - Bredo sem espinhos
Orim-rim - Alfavaquinha
Pepé - Malmequer bravo
Labre - Tiririca
Kanan-kanan - Folha de bobó
Kan-kan - Cansanção de porco
Inã - Cansanção branco de leite
Aberê - Picão-da-praia, carrapicho-de-agulha

Ogún

Mariwô Folha de palmeira de dendê 
Ìróko Folha-de-loko
Pepé Malmequer bravo
Teterégún Canela-de-macaco
Monam Parietária
Aferê Mutamba
Piperégún Nativo
Obô Rama de leite
Eregê Erva-tostão, graminha
Ibin Folha-de-bicho
Afoman Erva-de-passarinho
Omun Bredo
Orin-rin Alfavaquinha
Odun-dun Folha-da-costa (saião)
Teté Bredo sem espinhos
Já Capeba
Anó-peipa Cipó-chumbo

OSÓÒSÌ

Teté - Bredo sem espinhos
Orin-rin - Alfavaquinha
Odun-dun - Folha-da-costa
Jacomijé - Jarrinha 
Irekê-omin - Dandá do brejo
Piperégún - Nativo
Junçá - Espada de Ògún
Ìróko - Folha de loko
Mariwô - Folha de dendezêiro
Irum-perlêmin - Capim cabeludo
Akoko
Fitiba - Cana-fita
Monam - Parietária

Òsányín

Ganucô - Língua de galinha
Obô - Rama de leite
Aferé - Mutamba
Tolu-tolu  - Papinho-de-peru
Monam - Parietária
Jamin - Cajá
Bala - Taioba
Teterégún - Canela-de-macaco
Timim - Folha de neve branca, cana-do-brejo
Pepé - Malmequer bravo
Mariwô - Folha de dendezeiro
Awô-pupa - Cipó-chumbo
Junçá - Espada de Ògún
Piperégún - Nativo
Arê-agê - Tostão
Simim-simim - Vassourinha
Afoman - Erva-de-passarinho
Omim - Alfavaquinha
Teté - Bredo sem espinho
Odum-dum - Folha-da-Costa

ÒSÙMÀRÈ

Ìróko - Folha de Ìróko
Monan  - Parietária, brotozinho
Bala  - Taioba
Jamin  - Cajá
Aberê-ejó  - Pente de Òsúmarè
Aferê  - Mutamba
Obô  - Rama de leite
Exibatá - Golfo redondo do monam
Jacomijé - Jarrinha
Tinim - Folha da neve branca, cana-de-brejo
Peculé - Mariazinha
Tolu-tolu - Papinho-de-peru

XANGO

Teté - Bredo sem espinhos
Orin-rin - Alfavaquinha
Odum-dum - Folha da costa
Jacomijé - Jarrinha
Bamba - Folha de mibamba
Alapá - Folha de capitão
Pepê - Folha de loko
Oicô - Folha de caruru
Xerê-obá - Chocalho de xangô
Oxé-obá - Birreiro
Monan - Parietária
Aferé - Mutamba
Obô - Rama de Leite
Odidí - Bico-de-papagaio
Obaya - Beti-cheiroso - macho ou fêmea

OYÁ

Teté - Bredo sem espinho
Orim-rim - Alfavaquinha
Odum-dum - Folha-da-costa
Jacomijé - Jarrinha
Afomam - Erva-de-passarinho
Abauba - Folha de imbaúba 
Tepola - Pega pinto
Eregê - Erva-tostão
Já - Capeba
Obayá - Beti-cheiroso
Piperégún - Nativo
Ìróko - Folha de loko
Pepé - Malmequer
Teterégún - Canela-de-macaco
Junça - Espada de Ògún
Adimum-ade-run - Folha de fogo
Obe-cemi-oia - Espada de Oyámésèèsán rosa
Monan - Parietária
Bala - Taioba
Jamim - Cajá
Aferé - Mutamba
Gunoco - Língua-de-galinha
Obô - Rama de lei  

OXUM

Teté - Bredo sem espinhos
Orim-rim - Alfavaquinha
Odum-dum - Folha da costa
Efim - Malva branca
Omim - Beldroega
Já - Capeba
Ìróko - Folha de loko
Pepe - Malmequer branco
Teterégún - Canela de macaco
Monan - Parietária
Jamin - Cajá
Tolu-tolu - Papinho de peru
Aferé - Mutamba
Eim-dum-dum - Folha da fortuna
Obô - Rama de leite
Omin-ojú - Golfo branco
Ilerin - Folha de vintém

YEMANJÁ

Teté - Bredo sem espinhos
Orim-rim - Alfavaquinha
Odum-dum - Folha da costa
Efim - Malva branca
Omin-ojú - Golfo branco
Jacomijé - Jarrinha
Ibin - Folha de bicho
Já - Capeba
Obaya - Beti-cheiroso
Ìróko - Folha de loko
Tinin - Folha de neve branca, cana-do-brejo
Ereximominpala - Golfo de baronesa
Teterégún - Canela de macaco
Monam - Parietária
Jamim - Cajá
Obô - Rama de leite

OBALUAIÊ

Monam Parietária - brotozinho
Bala - Taioba
Jamim - Cajá
Aferé - Mutamba
Obó - Rama de leite
Exibatá - Ovo redondo de monãn
Jakomijé - Jarrinha
Afoxian - Erva de passarinho
Já - Capeba
Turin - Folha de neve branca
Pekulé - Mariazinha
Tolu-tolu - Papinho de peru

NANÃ

Teté - Bredo sem espinhos
Orim-rim - Alfavaquinha
Odum-dum - Folha da costa
Exibatá - Golfo redondo de manam 
Jacomijé - Jarrinha
Afoman - Erva de passarinho
Já - Capeba
Timim - Folha de neve branca, cana-do-brejo
Peculé - Parioba
Bala - Taioba
Jamim - Cajá
Aferé - Mutamba
Obô - Rama de leite

OXALÁ

Teté - Bredo sem espinhos
Orim-rim - Alfavaquinha
Odum-dum - Folha-da-costa
Ibim - Folha de bicho
Efim - Malva branca
Ilerim - Folha de vintém
Omim - Beldroega
Omim-ojú - Golfo branco
Jacomijé - Jarrinha
Tinin - Folha de neve branca, cana-do-brejo
Pachorô - Folha da costa branca
Monam - Parietária
Peculé - Parioba
Bala - Taioba
Jamim - Cajá
Ori-dum-dum - Folha da fortuna
Aferê - Mutamba 
Obô - Rama de leite 
Omim-ibá-ojú - Folha de leite




Pessoal para quem tiver interesse e queira saber mais temos um livro no nosso site do ISSUU que contém varios banhos e ervas com suas finalidades, segue links para quem interessar:

http://issuu.com/grupodeestudosfernandodeogum/docs/ervas-e-orixas-na-umbanda?e=9548164/8990403

http://issuu.com/grupodeestudosfernandodeogum/docs/ervas_dos_orix__s_fernando_de_ogum?e=9548164/8990423

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sábado, 10 de agosto de 2013

Doze ervas que promovem bons fluidos para sua casa

 
Não é preciso morar no campo para aproveitar as propriedades provenientes das ervas. Ótimas purificadoras de ambientes, elas funcionam como protetoras da casa, quando plantadas em floreiras ou compondo arranjos. Muitas delas são associadas a símbolos de riqueza, prosperidade, amor. Os diferentes aromas e formas estimulam sensação de bem-estar e, segundo a herborista Maly Caran, ajudam a atrair coisas boas para o dia-a-dia.

Alho – tradicional amuleto de proteção e boa sorte. Na Roma Antiga, era mastigado cru antes de os soldados irem para as batalhas, pois dava resistência e força para enfrentar o inimigo. É fácil cultivá-lo em casa, basta enterrar um dentinho num vaso: “O melhor é plantar na cozinha ou manter sempre uma réstia de alho pendurada perto do fogão. Isso mantém a família unida e protegida das más influências”, conta Maly.

Artemísia – erva da vitalidade e do entusiasmo. Ajuda a superar períodos de cansaço ou baixa de energia. O nome vem do grego Artemis, evocando a deusa da fertilidade e da feminilidade: “Quando tive meu terceiro filho, enfeitei a casa toda com essa erva, que protege o momento do parto e das colheitas. É ótima para espantar os maus fluidos, e um galhinho colocado no sapato guarda as pessoas durante longas viagens”, diz Maly.

Arruda – utilizada pelas benzedeiras para espantar o mau-olhado, essa erva de cheiro forte tem efeito protetor, simbolizando o arrependimento. É ótimo tê-la por perto: “Estimula a consciência dos próprios erros e ilumina as decisões mais acertadas”, conclui a herborista.

Malva – planta dos prazeres e da beleza. Suaviza os ânimos, ressalta as características femininas na mulher e desperta a sensibilidade nos homens. Facilmente cultivada em vasos, embeleza a casa e estimula a paixão: “Quando quiser conquistar alguém, coloque folhas de malva debaixo do lençol. No mínimo, o perfume será muito agradável”, sugere Caran.

Manjericão – erva associada à riqueza, à abundância e à boa sorte. Diz a lenda que ter em casa os sete tipos diferentes de manjericão traz dinheiro e prosperidade. “Plante as mudas ou sementes em lugar ensolarado e, quando começarem a crescer, o dinheiro estará chegando”, acredita Maly Caran. Os ramos também podem ser usados em arranjos e duram cerca de uma semana na água. Essa erva perfuma e embeleza os ambientes, com efeito estimulante e revitalizador.

Tomilho – uma plantinha cheirosa e de fácil cultivo. Fica bonita em vasos, mas as pequenas folhas secas também aromatizam os ambientes. O nome vem da palavra grega thymia, que significa perfume. Ótima para afugentar melancolia e estimular vigor e lucidez na hora de tomar decisões importantes.

Sálvia – o nome vem do latim, salvare, que evoca a cura. Era com a queima da sálvia que os curandeiros combatiam a peste e purificavam o ar dos ambientes infectados. “Em casa, um vaso de sálvia protege os moradores contra acidentes e doenças graves. A erva seca é usada na defumação. Nas duas formas promove a sensação imediata de força e bem-estar”, explica a herborista.

Hortelã – importante ter essa erva por perto quando a casa está em guerra, em tempos de turbulência e conflitos. Ajuda a dissolver a raiva e controla as atitudes precipitadas. “Essa planta tem efeito calmante e harmonizador. Tê-la em vasos ou arranjos, tomar chá ou banho com ela apazigua os ânimos”, acredita Caran.

Salsinha – famoso tempero, também é conhecido como a erva da juventude. Cultivar um vaso ou canteiro de salsinha traz entusiasmo, restaura a força e a saúde dos moradores. “Além de ser um anticanceroso intenso e de regular o ciclo menstrual, a erva, usada no banho de infusão, elimina as energias negativas do corpo e dá ânimo”, ensina Maly.

Louro – erva da fama e da glória. Na tradição greco-romana, imperadores, heróis e poetas usavam coroas de louro como sinal de que eram pessoas muito importantes. Ela tem propriedades purificadoras e relaxantes. “As folhas frescas ou secas mantêm-se sempre verdes. Colocadas no quarto, sobre a mesa ou no armário de roupas exalam perfume suave e atraem êxito”, garante a herborista.

Mirra – essa preciosa erva de origem oriental foi oferecida pelos Reis Magos ao menino Jesus recém-nascido. É uma planta de proteção e cultivá-la num vaso na entrada da casa traz bons fluidos a quem chega, protegendo os ambientes de qualquer negatividade. “Coloque as folhas em peneiras e, depois de secas, queime-as. É um incenso natural muito agradável”, ensina Maly.

Alecrim – erva da felicidade e do amor: “Quem está procurando um namorado deve guardar sempre um galhinho junto ao corpo”, aconselha Maly. O nome científico é Rosmarinus officinalis, que quer dizer orvalho do mar, simbolizando a inocência. Essa planta é forte e ao mesmo tempo delicada, gosta de sol e de vasos grandes. Em arranjos, os galhos combinados com rosas são a própria expressão do romantismo. As bruxas da Idade Média costumavam queimar alecrim para espantar maus espíritos, purificar a energia de pessoas e lugares. “Isso vale até hoje. É uma planta espiritual, evoca fidelidade e recordações felizes”, diz a herborista.

Escrito por Maly Caran - herborista


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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

AS ERVAS NA UMBANDA



 Salve as Folhas (Gerônimo / Ildásio Tavares)
“Sem folha não tem sonho
Sem folha não tem vida
Sem folha não tem nada

Quem é você e o que faz por aqui
Eu guardo a luz das estrelas
A alma de cada folha...” -


Na liturgia e nos rituais de Umbanda, vemos o uso de ervas seja na forma de amacís, imantações, banhos de descarga, etc. Isso porque as ervas detém grande quantidade de energia vital, no elemento vegetal, que através de suas combinações podem produzir determinado efeito positivo ou negativo, como tudo que é energia no Universo.

As ervas possuem forte poder para atuarem em nossa aura, em nosso campo energético, fato este já conhecido pelos indígenas, e demais povos ancestrais que já as utilizavam para diversos fins.

Como já dito, através do uso de sua energia as ervas podem ser classificadas quanto aos seus efeitos, sejam positivos, negativos ou neutros. Diante desse conhecimento, a Umbanda utiliza-se desse elemento para desenvolver seus rituais, seus descarregos, curas ou fortalecimentos, tudo comandado pelas entidades espirituais que determinam o uso apropriado do elemento vegetal conforme o caso.

Uma das formas de utilização das ervas na Umbanda, são na forma de banho. Os banhos de descarrego são usados para eliminar vibrações negativas, limpando o perispírito de miasmas negativos, magia negativa ou mesmo da influência de obsessores. Os banhos de fixação, para adquirir vibrações positivas, vitalizando os chacras do médium de energia positiva para fortalecimento dos processos mediúnicos ou de ligação do espírito encarnado com seus guias e entidades atuantes.

O uso destes banhos são de grande importância e depende do conhecimento e uso de ervas e raízes, nas suas diferentes qualidades e afinidades, que devem entrar na composição dos mesmos, não se podendo facilitar quanto a isso.

Geralmente para banhos deve-se usar as ervas frescas, e este deve ser preparado dentro de um ritual, o qual consiste em:

1. Nunca ferver as folhas junto com a água.

2. As folhas devem ser maceradas ou quinadas e colocadas em vasilhas de louça, ágata ou potes de barro.

3. Em alguns casos, quando não houver necessidade de água quente, as ervas devem ser quinadas diretamente sobre a água.

4. É conveniente usar sempre água de boa qualidade, como pôr exemplo: água de mina, de poço ou água mineral.

Ocorre uma diferenciação, também, na forma em que se deve tomar o banho. No de descarrego, deve-se molhar do pescoço para baixo, jamais a cabeça; já no banho de fixação, este deve ser tomado de corpo inteiro. Não se deve enxugar o corpo totalmente após os banhos indicados na Umbanda, para que haja maior captação ou eliminação da energia propiciada pelas ervas usadas no banho.

Deve-se, após o banho, as ervas utilizadas serem jogadas, de preferência em lugares de água corrente, como rios ou mar.

Há banhos para todos os Orixás e Entidades e muitos banhos têm dia e hora certos para tomar.

As ervas são também usadas no ritual do amaci, Amaci é um banho de ervas que se faz no médium iniciante na Umbanda com as ervas específicas do Orixá de cabeça do médium, este banho é dado inclusive na cabeça do médium e tem a finalidade de limpar o campo astral e preparar o médium para entrar na corrente mediúnica, é uma preparação, uma espécie de primeira confirmação do médium na corrente mediúnica, é um vínculo energético do médium com o seu Orixá, com a casa e com o seu Babalorixá porque somente o Babá pode dar este banho e colocar a mão na cabeça do médium. A partir deste ponto o médium é um médium de Umbanda e está energeticamente vinculado ao seu Orixá.

Também visa propiciar ao médium maior contato com seus Orixás de Coroa, devendo o dirigente do templo colher as ervas de todos os Orixás, uma de cada pelo menos, e colocá-las quinadas dentro do preparo que será feito com as quatro águas (mar, cachoeira, chuva e fonte/mineral), com 3 (três) dias de antecedência do ritual do Amaci.

Além do amaci conforme descrito anteriormente, ao qual o médium se submete ao entrar para um templo de umbanda, anualmente é feito este ritual com a finalidade de preparar o médium para receber as energias vibrantes do terreiro, além de oferecer ao filho de fé a limpeza de seu campo áurico, bem como confirmar as entidades trabalhadoras da coroa daquele médium.

As Plantas dos Orixás se dividem em positivas, negativas ou neutras:

POSITIVAS: são ervas que, quando usadas, só positivam, não podendo ser intrinsecamente usadas para outro tipo de trabalho.
NEUTRAS: são todas as ervas que servem para, material ou espiritualmente, neutralizar o efeito de outras ervas, o efeito de doenças, assim como o efeito de vibrações negativas e/ou positivas.
NEGATIVAS: são ervas usadas explicitamente para negativar.

A erva é sempre positiva quando colhida nos dois primeiros dias da lunação respectiva; a dita erva torna-se neutra quando colhida nos 3o , 4o e 5o dias da lunação, e negativa quando colhida nos 6o e 7o dias da lunação. Diz-se Dia de Lunação, porque as ervas devem ser colhidas das 6hs às 18hs, portanto sob o efeito dos raios solares (apesar de regidas pelas fases da lua). Jamais deve-se colher uma erva antes das 6hs ou depois das 18hs, como também, nunca se deve plantar qualquer erva no mesmo período.

Abaixo estão relacionadas as ervas mais conhecidas e usadas na Umbanda para banhos e outras finalidades:

Xangô - Levante ou Elevante; Quebra-Pedra; Fortuna ; Erva Lírio; Pata de Vaca; Pára-Raio; Gervão Roxo; Manjericão Branco; Erva de Santa Maria; Malva Branca; Sucupira; Limoeiro; Café; Alecrim do Mato, entre outras.

Ogum - Espada de São Jorge; Peregum Folhas Amarelas e Verdes; São Gonçalinho; Aroeira; Vence-Demanda; Comigo-Ninguém-Pode; Romã; Jurubeba; Mangueira; Pinheiro; Goiabeira; Abacateiro; Canela, entre outras.

Obaluaiê (Omulu) - Hera; Canela de Velho; Assa-Peixe; Erva-de-Passarinho; Levante ou Alevante; Jurubeba; Manjericão Roxo; Camomila; Babosa; Mamona Branca; Aroeira; Jamelão; Carnaúba, entre outras.

Yemanjá - Manjericão; Colônia; Saião; Levante; Jasmim; Malva Rosa; Lágrimas de Nossa Senhora; Pata de Vaca; Parreira; Camomila ou Macela; Poeijo; Trevo; Violeta; Boldo; Alaga Marinha; Gerânio, entre outras.

Oxossi - Alecrim do Campo; Peregun Verde; Mangueira; Chapéu de Coro; Abre Caminho; Vence-Demandas; Jureminha; Erva Doce; Pitangueira; Romã; Sabugueiro; Malva Rosa; Levante; Capm Limão; Violeta, entre outras.

Nanã - Erva Quaresma; Manjericão; Agoniada; Mostarda; Agrião; Bertalha; Espinafre; Hortênsia; Cedinho; Erva-Cidreira; Camomila; Beringela; Erva-Mate; Avenca; Jaqueira; Cavalinha, entre outras.

Oxum - Jasmim; Erva -Cidreira; Colônia; Agoniada; Camomila; Lágrimas de Nossa Senhora; Erva Doce; Lírio Amarelo; Mamão; Boldo; Vitória-Régia;Gengibre;Melancia;Agrião; Melão; Coentro; Celidônia, entre outras.

Yansã - Pára-Raio; Dormideira; Erva Santa Bárbara; Cana do Brejo; Erva Prata; Gervão Roxo; Anil.; Violeta; Losna; Arruda; Orquídea; Mal-me-quer; Alfazema; Anil; Cipó Azogue; Alfazema de Caboclo, entre outras.

Ibeji - Amoreira; Anil; Alfazema; Abre-Caminhos; Parreira; Colônia; Erva-Cidreira; Pitangueira; Camomila; Erva Doce; Cajá; Morango; Capim Limão; Lírio; Benjoim; Tangerina; Fruta de Conde; Hortelão, entre outras.

Exú - Vassourinha; Fumo; Babosa; Tiririca; Bananeira; Pinhão Roxo; Vence-Demandas; Comigo-Ninguém-Pode; Jurubeba; Urtiga; Amendoeira; Bambu, entre outras.

Assim como as ervas são importantes para a liturgia e rituais da Umbanda, as frutas também o são, sendo escolhido o seu uso conforme o Orixá a quem se está oferecendo-as. Citamos com exemplo:

Oxalá – polpa de coco, pêssego branco, nozes, castanhas e amêndoas, melão branco espanhol (partilha com Oxum).
Ogum – marmelo, laranja, limão.
Xangô – morango, caqui, cacau, mamão, goiaba.
Exu – amora, manga, laranja azeda, caju, jaca, pomelo.
Iansã – maçã vermelha, tangerina, laranja-bahia, uva rosa, pitanga, cereja.
Oxóssi – butiá, nêspera (ameixa branca), coco, frutinhas de mato (abiu, bacaba, bacuri, murici, pequi, etc).
Oxum – pêssego amarelo, maçã verde, melão amarelo, damasco, nêspera, bergamota ponkan.
Obaluaiê/Omulu – maracujpá, uva preta, jabuticaba, figo preto, cereja preta.
Iemanjá – melancia, uvas brancas, uva Juliana, pêra.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Uso ritualístico de ervas na Umbanda





Sei que este assunto já foi abordado aqui no blog, mas não mencionei as ervas classificadas entre, quentes, mornas e frias, por isso volto a conversar com vocês, caros amigos leitores, sobre esse assunto tão presente em nossas vidas religiosas.
O uso ritualístico  de ervas na Umbanda é muito comum. Qual consulente nunca saiu de um terreiro sem um indicação de um banho de limpeza ou equilíbrio energético? 
O axé vegetal está presente em todo a ritualística da Umbanda são empregadas em defumações, banhos, chás, amacis, no ritual de bate folha e até mesmo durante as giras através da manipulação dos guias.
Qual preto velho nunca pediu um ramo de arruda ou um galho de guiné? E os caboclos de Ogum que pedem espadas de São Jorge ou Lanças de Ogum?
Nossos queridos pretos velhos e caboclos quando nos indicam um banho de ervas por exemplo sempre tomam o cuidado de balancear as ervas entre quentes e frias ou mornas ou indicam um banho equilibrador após um banho de limpeza mais intensa.
Vamos relembrar o que são ervas frias, mornas e quentes?

Os banhos energéticos são muito utilizados para ajudar na limpeza de nossa aura e para atrair bons fluidos em situações específicas. Protegem contra forças negativas, nos auxiliam na abertura de nossos caminhos financeiros, amorosos, na nossa saúde, enfim nos trazem apenas benefícios.
O preparo de um banho energético é um ato mágico, um ritual que deve ser feito com concentração e sempre bons pensamentos.
Ilumine seu anjo de guarda, ore pela finalidade a qual você vai preparar seu banho e mantenha sua mente livre de pensamentos negativos e prejudiciais ao seu objetivo.

Antes dos banhos energéticos, sempre tome seu banho higiênico normalmente.
Os banhos devem ser jogados sempre do pescoço para baixo (exceto o banho de rosas brancas), de cócoras e na direção da rua. A temperatura da infusão deve estar sempre mais para fria do que para quente. Procure enxugar-se o menos possível para que permaneçam os bons fluidos conseguidos através das ervas, plantas, flores e demais componentes do seu banho.
As sobras do banho devem ser jogadas em água corrente para que a limpeza seja completa.
Dicas de Banhos
Banho para atrair mulheres
Ferva 2 litros de água e quando levantar fervura colocar os seguintes ingredientes:
7 paus de canela
3 punhados de catuaba ( a planta)
21 cravos da índia
3 punhados de camomila ( a planta)
E o MAIS importante, 7 gotas do seu perfume pessoal (se você não tiver nenhum de sua predileção, procure em lojas especializadas um perfume que agrade seu paladar, ou seja, não tenha vergonha de provar o gosto do perfume. Caso tenha timidez para fazer isso, peça para uma das vendedoras ajudarem você a escolher uma fragrância que combine com seu jeito, estilo e personalidade.
Desligar o fogo, tampar a panela e deixar descansar por pelo menos 3 horas.
Jogue do pescoço para baixo sempre de cócoras e virado para  a direção da porta da rua. Procura não se enxugar muito, coloque mais um pouco do seu perfume e boa sorte.
Banho de Limpeza
3 galhos de guiné
3 galhos de alecrim
1 espada de São Jorge partida em três (retirando-se a ponta e a raiz)
3 folhas de louro
3 galhos de arruda
3 punhados de alfazema
3 punhados de levante
Ferver  água suficiente, jogar as ervas, desligar o fogo e abafar.
Outro banho de limpeza
Misture em porções iguais: sementes de girassol, espada de São Jorge, guiné, arruda, palmeira brava, cravos brancos e cravos vermelhos.
Ferver  água suficiente, jogar os ingredientes, desligar o fogo e abafar.
Banho para fortalecer a aura
7 rosas brancas comuns ou 7 rosas brancas de jardim também conhecidas com "rosinha de Santa Rita"
Ferver 2 litros de água, jogar as rosas, sem os cabos, desligar o fogo e abafar.
Banho de amor para mulheres atraírem homens
7 rosas vermelhas sem os cabos
7 gotas de mel
Ferver 1 litro de água, jogar as rosas, desligar o fogo e abafar. Este banho deve ser tomado quando estiver na temperatura mais fria possível.
Banho para prosperidade
7 folhas de pitanga
7 folhas de romã
7 folhas de café
7 folhas de melissa
7 folhas de eucalipto
7 folhas de manjericão
7 folhas de dinheiro em penca
Ferver  água suficiente, jogar as ervas, desligar o fogo e abafar.
Banho para atrair clientes e bons negócios
500 gr de alpiste
7 gotas de mel
Separar em duas porções de 250 gr.
À noite – Em 2 litros de água, cozinhe 250 gr de alpiste com 7 gotas de mel.
Pela manhã – Coe e apare a água num recipiente. Depois de seu banho de higiene matinal, jogue o banho do pescoço para baixo.
Quando estiver saindo de casa para o trabalho, vá jogando desde o portão de sua casa, até a porta do seu local de trabalho os 250 gr de alpiste que haviam sido previamente separados
Este banho traz muita clientela e bons negócios.
Banho para recuperar a saúde
250 gr de canjica
7 gotas de mel
Em 2 litros de água, cozinhe a canjica e o mel, até que a canjica fique bem molinha.
Coe e apare o líquido num recipiente e depois de bem frio, jogue do pescoço para baixo.

  • Ervas quentes
São ervas que tem em sua estrutura energética energias e vibrações capazes de eliminar, limpar, dissolver, anular, cortar e, ou quebrar energias, vibrações, larvas astrais, que podem ser fruto de atuações espirituais ou não. A atuação dessas ervas é semelhante a de um ácido, que possui um alto poder de limpeza, porém leva tanto as energias e vibrações que nos são nocivas como os fluidos que nos são vitais.
  • Ervas mornas
Esse tipo de ervas tem a propriedade de equilibrar e restaurar nosso corpo energético quando da utilização de ervas quentes. Esse tipo de ervas pode ser utilizado diariamente sem restrições.
  • Ervas frias
Ervas frias são as ervas de uso específico, sem função ritualística, necessariamente, em geral sua função em muitos dos casos é medicinal.

Vamos a alguns exemplos das classes de ervas citadas acima.

Como ervas quentes podemos citar: erva de bicho, guiné, peregum roxo, arruda, aroeira, jurema preta, pinhão roxo, bambú, quebra demanda, espada de São Jorge, fumo, casca de alho, casca de cebola, entre outras.

Como ervas mornas temos: sálvia, alfavaca, alfazema, cana do brejo, erva de Santa Maria, manjericão, verbena, alecrim, manjerona, hortelã, calêndula (flor), camomila (flor), cipó de caboclo, umbaúba, angico, entre outras.

São ervas frias: macela (flor), algodoeiro, anis estrelado, jasmim, louro, noz moscada, losna, angélica, sândalo, erva de Santa Luzia, mil folhas, pichuri, imburana (semente), entre outras.

Essas ervas podem e devem ser utilizadas em banhos e defumações lembrando que para utilizar ervas nas defumações elas devem estar totalmente secas. Para banhos, tanto faz secas ou frescas, qdo a água começar a borbulhar, na fervura, apagar o fogo, colocar as ervas e abafar.

Bem irmãos espero que tenham gostado deste artigo.

Um abraço fraterno.  
http://grupoboiadeirorei.com.br/

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Um pouco mais de informação



Axé turma! Semana passada postei um texto falando sobre Banho de Ervas e os dias da semana relacionando-os com os Orixás. Hoje, quero trazer um pouco mais de informação incluindo nos dias da semana o magnetismo da astrologia, dos deuses da antiga Grécia, das energias e mais algumas opções de ervas.
Espero que ajude na inspiração e no Saber sobre nossa Umbanda, nossos Orixás, nossa natureza e nosso íntimo. Aliás, espero que reafirme a importância de conhecer a Umbanda com seus ritos, rituais, fundamentos e energias, mesmo porque não existem coincidências quando pensamos na grandeza da Umbanda e em todas as bênçãos que ela propicia, não é mesmo?
Para começar, vale saber que historiadores afirmam que as divisões do tempo e a astrologia surgiram com os sacerdotes caldeus na Suméria por volta do IV milênio a.C.
Os sacerdotes caldeus eram os astrólogos que, em honra aos sete astros que julgavam gravitar em torno da Terra, inventaram os dias da semana (semana em latim septimanas = sete manhãs) – os astros eram, além do Sol e da Lua, aqueles que os olhos nus conseguiram distinguir: Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno (Urano, Netuno e Plutão eram desconhecidos por não serem visíveis).
Já os antigos romanos identificavam os dias da semana com Sol, Lua, Marte, Mercúrio, Júpiter, Vênus e Terra de forma mitológica, assim, levavam em consideração seus deuses, tradições e costumes.
  • DOMINGO – SOL, astro mais importante do sistema e a deidade mais importante do universo divino, foi o primeiro homenageado pelos caldeus. A palavra Domingo para os romanos se refere ao “Dominus”, um dia sagrado em que os romanos descansavam e veneravam seus deuses: ao Deus do Domínio, Deus do Sol, Deus do Brilho.
A energia do SOL é a da cura, que expande a consciência e reforça as características positivas da personalidade. Além disso, atrai boas energias para o futuro, realça a auto-estima, o equilíbrio, a segurança e estimula novas ideias.
As plantas solares são aromáticas, harmonizadoras, afastam maus espíritos e estimulam a energia da prosperidade, além de propiciar as qualidades mencionadas acima. Exemplos: Sálvia, Alecrim, Hortelã, Canela, Cevada, Louro, Laranja, Malva, Manjerona, Arnica, Maracujá, Lótus, Mirra, Chapéu de couro, Açafrão, Trigo.
…………
  • SEGUNDA-FEIRA – LUA, único satélite natural da Terra que os romanos chamavam o dia de “dies lunae”, dia da lua – dia sereno.
A energia da lua propicia novos começos, atribui poder e fertilidade. Estimula sentimento de família, da maternidade e de proteção. Também abre os canais da intuição e da espiritualidade.
As plantas lunares contêm uma expressiva quantidade de água e são frias. Suas folhas são frequentemente grandes e são usadas para equilíbrio das emoções. Exemplos: Alface, Aveia, Pepino, Repolho, Babosa, Bálsamo, Angélica, Lágrima de nossa senhora e as Folhas de forma geral.
…………
  • TERÇA-FEIRA – MARTE, o planeta vermelho, chamado de “Estrela de Fogo”. Dia em que os romanos dedicavam ao deus da guerra e ao fogo.
A sua energia estimula a capacidade de decidir, desbravar, penetrar, interferir e lutar. Força masculina que propicia realizações materiais e coragem.
As plantas sob a energia de Marte são ácidas, amargas, picantes, às vezes venenosas pelo excesso de calor, espinhosas, queimam ao toque ou ardem os olhos. Exemplos: Cebola, Alho, Artemísia, Hortelã, Manjericão, Cordão de frade, Gengibre, troncos e caules.
…………
  • QUARTA-FEIRA – MERCÚRIO, menor planeta do sistema solar e o mais próximo do sol.  Segundo a mitologia romana, Quarta era a mensageira dos deuses que traziam a chuva.
Energia que expressa a inteligência, a comunicação, as trocas e a maneira de se expressar. Estimula a espontaneidade, a criatividade, a autoestima e a capacidade de ‘crer’.
As plantas sob a energia de Mercúrio são normalmente de folhas pequenas e não produzem frutos. São ótimas para a comunicação e negócios que exigem raciocínio. Exemplos: Camomila, Cenoura, Alfazema, Guaco, Melissa, cascas e sementes.
…………
  • QUINTA-FEIRA – JÚPITER, o maior planeta do sistema solar é na mitologia grega o pai dos deuses que é a natureza. Os romanos chamaram o dia de ‘dies juevis’ e dedicavam às flores e às árvores.
Energia que representa o poder, autoridade, sabedoria e razão, ponto de expansão da alma que estimula o bom humor, clareza de visão e percepção do futuro.
As plantas aqui têm um sabor doce e sutil, as frutas de forma geral também são relacionadas a Júpiter. Exemplo: Tomate, Ameixa, Amora, Beterraba, Cereja, Açafrão, Folha de pessegueiro, Folha de bambu, Pata de vaca, Tansagem.
 …………
  • SEXTA-FEIRA – VÊNUS, o mais “brilhante” dos planetas que fica entre Mercúrio e a Terra, era o dia em que os soldados recebiam seus pagamentos em ouro, assim denominou-se ‘o dia de ouro’. Vênus era a deusa do amor dos romanos, equivalente a Afrodite dos gregos.
Energia que favorece harmonia, paz, alegria, amor, união em todos os setores da vida e ainda facilita expressão e comunicação.
Sob energia de Vênus as plantas têm sabor doce, agradável, produzem flores de perfume agradável e normalmente são afrodisíacas. Exemplo: Rosas, Amêndoas, Couve-flor, Coentro, Espinafre, Angélica, Beterraba, Ginseng, Umbaúba, Carqueja e as Flores em geral.
 …………
  • SÁBADO – SATURNO, o segundo maior planeta após Júpiter. É o dia da Terra, para os romanos era o dia da ceia “Sabbata”, dia em que os soldados romanos retornavam às suas terras, às suas cidades e faziam o grande jantar com seus familiares.
Energia que propicia as atividades espirituais e religiosas. Estimula a realização pessoal, abertura da mente e estabilidade com dignidade, honra e disciplina.
As plantas regidas por Saturno são pesadas, glutinosas, adstringentes e de sabor amargo. Os vegetais produzem frutos sem flores ou sem semente e crescem vagarosamente. Exemplos: Mandioca, Arruda, Garra do diabo, Crista de galo, Cipó chumbo, Cânfora e raízes. Dentro da magia, essas ervas ou alimentos são usadas para eliminar, tirar dificuldades e também para esclarecer algo que está oculto, bem como revelar segredos.

Escrito por Monica Caraccio
Fonte: Minha Umbanda
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“A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho.”


SIGNIFICADOS QUANTO AO FORMATO DA VELA



 
Cones ou Triangulares: equilíbrio, elevação.
Quadradas: estabilidade, matéria.
Estrela: espiritual, carma.
Pirâmide: realizações matérias.
Cilíndricas: servem para tudo.
Animais: para o seu animal protetor.
Lua: para acentuar sua energia intuitiva.
Gnomo: para seu elemental da terra.
Cone ou Triangulares: simbolizam o equilíbrio. Tem três planos: físico, emocional e espiritual.
Velas Cônicas: são voltadas para cima e significam o desejo de elevação do homem, sua comunicação com o cosmos.
Velas Quadradas: Simbolizam estabilidade na matéria. Seus lados iguais representam os quatro elementos: Terra, Água, Fogo, Ar.
Velas em Formato de Estrela de Cinco Pontas: É o símbolo do homem preso na matéria. Representa o carma.
Velas Redondas: Simbolizam mudança. E a energia mais pura do astral que só a mente superior alcança.