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quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Dia dos Mortos, das Almas, dos Eguns e de todos os Espíritos...


No dia 1° de Novembro comemoramos o Dia de Todos os Santos e no dia 02 celebramos o Dia de Todos os Mortos. Zélio de Morais determinou que Oxalá seria a primeira Linha da Umbanda: a Linha Branca, da pureza e da paz. E que que Obaluaiê e Omulu comandariam a última Linha e que sua cor seria Preta (que significa morte). Então, temos a representação da pureza da vida na cor branca de Oxalá e a representação das trevas da morte na cor preta de Omulu e Obaluaiê. Por isso, Omulu e Obaluaiê assumiram a Linha das Almas; pois, São Lázaro "retornou dos mortos" quando Jesus o chamou e São Roque sobreviveu às doenças pestilentas de sua época, graças a companhia de um fiel cão.

No dia 1° de Novembro celebramos aqueles que sacrificaram sua vida por uma causa ou um ideal, mas não foram "canonizados" - por isso o termo: "Todos os Santos"! O Dia dos Finados possui como diversas representações: lembrarmos dos entes queridos que partiram; orarmos uns pelos outros e termos a certeza que todos nascemos e depois morremos. A Umbanda compreende que: há vida após a morte; o trabalho espiritual entre encarnados e desencarnados é realizado para o bem comum e que todos os espíritos são iguais, perante Zambi (Deus). No Brasil, a maioria das pessoas visita os cemitérios ou túmulos dos familiares, levando flores, velas, ou outros enfeites, no Dia dos Finados. Nos Estados Unidos é comum as pessoas enfeitarem os locais onde a pessoa perdeu sua vida, para que ela seja lembrada para sempre! Nesse locais as pessoas deixam presentes diversos, velas coloridas e perfumadas, flores, objetos pessoais, entre outras recordações.


Em outros países do Mundo, também comemora-se o "Dia de Finados", de acordo com cada cultura; porém, nas Américas, devido aos Cultos Ameríndios e Afrodescendentes temos uma cultura bem abrangente e diferente para a morte. No México, por exemplo, as pessoas festejam seus mortos com fantasias, doces e música. Segundo a crença local, os falecidos voltam às suas casas nessa data, para visitar os parentes vivos.  Por isso, as famílias preparam altares repletos de adornos, objetos do ente querido e comidas do seu gosto. É uma das Festas Mexicanas mais animadas, onde as crianças aproveitam bem, pois, seus doces preferidos são as caveirinhas de açúcar. A tradição tornou-se tão cultural, que foi declarada Patrimônio da Humanidade pela Unesco!

As origens da celebração mexicana são anteriores à chegada dos espanhóis; pois, há relatos de que os Astecas, Maias, Purépechas, Náuatles e Totonacas já praticavam esse culto. Os rituais se realizavam nessas civilizações há mais de três mil anos. Na era pré-hispânica era comum a prática de conservar os crânios como troféus, e mostrá-los durante os rituais que celebravam a morte e o renascimento. O festival do "Dia dos Mortos" era comemorado no nono mês do calendário solar Asteca (por volta do início de agosto) e era celebrado durante um mês inteiro! As festividades eram presididas pela deusa Mictecacíhaultl, a "Dama da Morte" (ou do espanhol: Dama de la Muerte). Atualmente está relacionada  a imagem de La Catrina, esposa de Mictlantecuhtli (El Rey de Los Muertos).

Os símbolos do Dia dos Mortos acabaram tornando-se símbolos da cultura mexicana para outros países. A imagem de uma caveira encoberta por um manto e adornada por flores, já remete ao país automaticamente. Embora a festa continue sendo celebrada atualmente, com características mais modernas, ainda são encontrados rituais mais tradicionais em algumas regiões do país. Mesmo com a colonização e a aculturação espanhola, o ritual do Dia dos Mortos é um dos poucos que restaram no México pós-colonização.


LA MADRE DE LOS MUERTOS



Quem se diverte a valer nessas festas é o Senhor Tata Caveira e todos os seus auxiliares!!!


terça-feira, 19 de novembro de 2013

Como é Realizada uma Cerimônia Fúnebre na Umbanda Sagrada

 
 
Como todas as religiões a Umbanda também tem seu ritual "funebre". Ritual esse destinado a entregar o corpo carnal para a terra, e o envio do espírito para o plano espiritual, com total segurança e com o auxilio do nosso Pai Omulu e Pai Obaluaê.
Nesse processo de desencarne o espírito se encontra na irradiação de nosso Pai Omulu/Obaluaê, o corpo carnal já desativado funciona como uma "caixa", Pai Omulu/Obaluaê atuam no processo de desconectar o espírito do corpo e conduzi-lo em fim para a camada vibratória que nosso Pai Oxalá destinou aquele espírito.
Caso o corpo tenha alguma alteração ou modificação como "deficiência física", primeiro o corpo e o espírito entram na vibração da Mãe Iansa. Responsável pela reconstrução do corpo espiritual completado essa etapa, depois o corpo espiritual será entregue ao nosso Pai Omulu/Obaluaê.

Como Realizar o Ritual Funebre na Umbanda Sagrada
(texto extraído do livro "Doutrina e Teologia de Umbanda Sagrada - Rubens Saraceni, Editora Madras)

Primeira Parte
  1. Purificação do corpo com incenso.
  2. Purificação do corpo com água sagrada.
  3. Cruzamento do corpo com a pemba branca consagrada.
  4. Cruzamento do corpo com azeite d´Olivia consagrado.
  5. Borrifação do corpo com essências e óleos aromáticos.
Segunda Parte - Encomenda do Espírito

  1. Apresentação do falecido - o próprio sacerdote ministrante ou uma pessoa que conheceu bem o falecido deve neste momento da cerimônia fúnebre dizer algumas palavras sobre ele aos presentes.
  2. Palavras acerca da missão do espírito que encarna - o sacerdote ministrante deve recitar alguns textos escolhido por ele ou recitar de si mesmo algumas palavras acerca da missão do espírito que encarna e do que ele leva para o mundo dos espíritos quando do seu retorno à morada Maior.
  3. Prece ao Divino Criador Olorum (Deus...  Jesus Cristo) - Olorum, Senhor nosso Deus e nosso Divino Criador, ei-nos reunimos à volta do corpo carnal do teu filho (citar nome completo) que cumpriu sua passagem pela terra com fé, amor, e confiança, e não esmoreceu em momento algum diante das provações a que se submeteu para que pudesse evoluir e aperfeiçoar ainda mais a sua consciência acerca da Tua Grandeza, Senhor Nosso Pai! - Acolha essa espírito que já retornou ao mundo Maior, onde está a morada dos que o servem com humildade, fé e caridade Senhor Nosso Pai!- Envolva-o na Tua Luz Divina e o ampare-o  no Teu Amor eterno, Senhor Nosso Pai! - Amém.
  4. Canto a Oxalá - o sacerdote ministrante ou a Curimba deve puxar o ponto cantado de Oxalá, e após ele terminar deve dirigir algumas palavras a este Orixá Maior na Umbanda solicitando-lhe que acolha o espírito do falecido, ampare-o e direcione-o para as esferas superiores do mundo espiritual.
  5. Hino da Umbanda - o sacerdote ministrante ou a curimba deve cantar o Hino da Umbanda em homenagem ao espírito do falecido que durante a sua passagem pela terra seguiu a religião umbandista.
  6. Canto ao Orixá Obaluaê -  o sacerdote ou ministrante ou curimba deve cantar o ponto do Orixá Obaluaê e após ele terminar deve dirigir algumas palavras a este Orixá que é o Senhor das Almas e do Campo Santo para que acolha o espírito do falecido e ampare-o durante o transe de passagem do plano material para o plano espiritual direcionando-o para o seu lugar nas esferas espirituais.
  7. Canto ao Orixá de Cabeça do falecido - o sacerdote ministrante deve proferir algumas palavras sobre o Orixá de cabeça do falecido pedindo-lhe que ampare o espírito do seu filho(a) durante seu retorno ao mundo dos espíritos.
  8. Despedidas dos Presentes - todos os presentes, começando pelos seus familiares devem dar a volta no caixão onde está depositado o corpo do falecido despedindo-se dele e desejando-lhe uma vida luminosa e virtuosa no mundo espiritual.
  9. Fechamento da arca funerária (caixão) - o caxão deve ser fechado pela pessoa responsável pela funerária encarregado do seu enterro.
  10. Transporte do corpo ao cemitério - se esta cerimônia foi realizada no centro aonde o falecido frequentava ou em sua casa o caixão deve ser carregado pelos seus familiares e amigos até o veículo que fará o transportará até o cemitério onde deve ser enterrado. Mas se a cerimônia for realizada na capela do cemitério onde será enterrado, então o seu transporte deverá ser feito desde a capela até o túmulo através do meio que for recomendado pelos responsáveis pelo cemitério onde ele será enterrado.
  11. Enterro do corpo - o caixão após ser depositado dentro da cova deve  receber uma fina camada de pemba ralada antes que seja coberto de terra.
  12. Cruzamento da cova onde foi enterrado - após o túmulo ser coberto de terra e as flores serem depositadas sobre ele, o sacerdote ministrante deve cerca-la com pemba ralada criando um circulo protetor a sua volta, e deve acender quatro velas brancas, uma cima da cabeça, uma abaixo dos pés, uma ao lado direito e outra do lado esquerdo formando uma cruz, e proferir estas palavras: - "Divino criador Olorum, amado Pai Obaluaê, amado Pai Omulu, senhores guardiões do Campo Santo, aqui eu selo e cruzo a cova  onde (fulano de tal) teve seu corpo enterrado impedindo assim que ela venha a ser profana e  impedindo que seu espírito venha a ser perturbado por quaisquer ações que possam ser  intentadas contra ela a partir de agora! - Amém.

sábado, 2 de novembro de 2013

Dia dos Mortos, das Almas, dos Eguns e de todos os Espíritos


No dia 1° de Novembro comemoramos o Dia de Todos os Santos e no dia 02 celebramos o Dia de Todos os Mortos. Zélio de Morais determinou que Oxalá seria a primeira Linha da Umbanda: a Linha Branca, da pureza e da paz. E que que Obaluaiê e Omulu comandariam a última Linha e que sua cor seria Preta (que significa morte). Então, temos a representação da pureza da vida na cor branca de Oxalá e a representação da morte na cor preta de Omulu e Obaluaiê. Por isso, Omulu e Obaluaiê assumiram a Linha das Almas; pois, São Lázaro "retornou dos mortos" quando Jesus o chamou e São Roque sobreviveu às doenças pestilentas de sua época, graças a companhia de um fiel cão.
No dia 1° de Novembro celebramos aqueles que sacrificaram sua vida por uma causa ou um ideal, mas não foram "canonizados" - por isso o termo: "Todos os Santos"! O Dia dos Finados possui como diversas representações: lembrarmos dos entes queridos que partiram; orarmos uns pelos outros e termos a certeza que todos nascemos e depois morremos. A Umbanda compreende que: há vida após a morte; o trabalho espiritual entre encarnados e desencarnados é realizado para o bem comum e que todos os espíritos são iguais, perante Zambi (Deus). No Brasil, a maioria das pessoas visita os cemitérios ou túmulos dos familiares, levando flores, velas, ou outros enfeites, no Dia dos Finados. Nos Estados Unidos é comum as pessoas enfeitarem os locais onde a pessoa perdeu sua vida, para que ela seja lembrada para sempre! Nesse locais as pessoas deixam presentes diversos, velas coloridas e perfumadas, flores, objetos pessoais, entre outras recordações.
Em outros países do Mundo, também comemora-se o "Dia de Finados", de acordo com cada cultura; porém, nas Américas, devido aos Cultos Ameríndios e Afrodescendentes temos uma cultura bem abrangente e diferente para a morte. No México, por exemplo, as pessoas festejam seus mortos com fantasias, doces e música. Segundo a crença local, os falecidos voltam às suas casas nessa data, para visitar os parentes vivos.  Por isso, as famílias preparam altares repletos de adornos, objetos do ente querido e comidas do seu gosto. É uma das Festas Mexicanas mais animadas, onde as crianças aproveitam bem, pois, seus doces preferidos são as caveirinhas de açúcar. A tradição tornou-se tão cultural, que foi declarada Patrimônio da Humanidade pela Unesco!
As origens da celebração mexicana são anteriores à chegada dos espanhóis; pois, há relatos de que os Astecas, Maias, Purépechas, Náuatles e Totonacas já praticavam esse culto. Os rituais se realizavam nessas civilizações há mais de três mil anos. Na era pré-hispânica era comum a prática de conservar os crânios como troféus, e mostrá-los durante os rituais que celebravam a morte e o renascimento. O festival do "Dia dos Mortos" era comemorado no nono mês do calendário solar Asteca (por volta do início de agosto) e era celebrado durante um mês inteiro! As festividades eram presididas pela deusa Mictecacíhaultl, a "Dama da Morte" (ou do espanhol: Dama de la Muerte). Atualmente está relacionada  a imagem de La Catrina, esposa de Mictlantecuhtli (El Rey de Los Muertos).
Os símbolos do Dia dos Mortos acabaram tornando-se símbolos da cultura mexicana para outros países. A imagem de uma caveira encoberta por um manto e adornada por flores, já remete ao país automaticamente. Embora a festa continue sendo celebrada atualmente, com características mais modernas, ainda são encontrados rituais mais tradicionais em algumas regiões do país. Mesmo com a colonização e a aculturação espanhola, o ritual do Dia dos Mortos é um dos poucos que restaram no México pós-colonização.
 
Fontes:http://colunistas.ig.com.br/toquesdealma/2008/11/02/dia-dos-mortos-no-mexico-dia-de-festa/http://blogs.band.com.br/kids/blog/dia-dos-mortos-uma-festa-no-mexico/

LA MADRE DE LOS MUERTOS:

 
Quem se diverte a valer nessas festas é o Senhor Tata Caveira e todos os seus auxiliares!!!
 
A Morada das Almas
Uma passagem pelo Reino de Omulu
Essa postagem é em homenagem ao Dia dos Finados, porque todos nós um dia estaremos na Morada Eterna. Nesse ponto, somos iguais, nem melhores, nem piores, todos nascemos, todos morremos. E para onde vamos depois? Novamente, em sonhos, eu tive o privilégio de visitar toda a organização espiritual que acolhe, encaminha e seleciona os espíritos do outro lado. Quando o espírito não possui débitos pesados e não é empurrado ao Umbral pelas Leis de Ação e Reação, ele viaja para um local de seleção e triagem, que mais parece uma estação de trem, com um monte gente entrando e saindo, sempre acompanhado de seu Orientador Espiritual, onde, então, é levado à sua Colônia de origem.
Existem vagões somente para crianças, achei isso muitíssimo interessante. Vagões para idosos. Vagões para casais que morreram juntos e vagões diversos. Enquanto você entra e senta, uma pessoa dá as explicações necessárias para a compreensão da viagem. Eles servem um caldo quente energizante, acho que para tirar os medos e fobias de cada um, por saber que está morto... E depois acomodam em sono letárgico aqueles mais apavorados. Durante a viagem é possível visualizar a Terra, as nuvens no céu e várias colônias. O "trem aéreo" vai passando de Colônia em Colônia e deixando os passageiros, que reencontram amigos e parentes nas estações. Depois, eles são encaminhados ao hospital para um repouso salutar ou para uma conversa com seus Mentores.
Nessa viagem, quem fica por último é o mais privilegiado, pois visita todas as Colônias anteriores e conhece um pouco mais do trabalho espiritual dos falangeiros. Que merecimento tenho eu para ter realizado essa viagem, ainda estando por aqui? Acho que apenas um: o de relatar a vocês o quão impressionante é o Plano Espiritual! Quando cheguei ao final da viagem, saí da plataforma da estação acompanhada pelo preto-velho que trabalha comigo (Pai José de Aruanda). Ele estava transfigurado, com vestes brancas reluzentes e um olhar carinhoso, me apontou para "subir" (levitar) com ele e nesse momento senti um frio na barriga, pois eu ia adentrar uma área desconhecida, nunca visitada: o Reino de Omulu. Pareceu-me atravessar uma nuvem espessa, meio cinza, como nuvem de chuva, mas quentinha e aconchegante. No momento em que atravessei ela, todo o meu medo sumiu e eu senti uma paz enorme e fui envolvida por uma luz muito grande...
Depois Ele me explicou que aquela nuvem limpa nossos corpos espirituais para não sentirmos o impacto da mudança de vibração de energia. No Reino de Omulu você só vê luz. Corpos envolvidos por muita luz, trabalhadores espirituais que já evoluíram e não incorporam mais. Eles apenas mandam luz para a Terra, para seus entes queridos e para a realização dos trabalhos mediúnicos. É isso o que Eles fazem o tempo todo: mandam Luz! Luz de Cura e de Amor... Uma luz pura, branquinha e gelatinosa igual clara de ovo, quentinha e envolvente. Pai Zé me explicou que essa é a função do Senhor Omulu: iluminar as almas para que elas não se percam do seu caminho. E essa luz era o próprio Omulu. Eu me senti dentro de Deus! Não sei definir a sensação porque me faltariam palavras, mas quando acordei, senti que eu tinha morrido e renascido, por um breve instante apenas.

 

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

A Morada das Almas...

Uma passagem pelo Reino de Omulu.

Escrevo essa postagem em homenagem ao Dia dos Finados, porque todos nós um dia estaremos na Morada Eterna. Nesse ponto, somos iguais, nem melhores, nem piores, todos nascemos, todos morremos. E para onde vamos depois? Novamente, em sonhos, eu tive o privilégio de visitar toda a organização espiritual que acolhe, encaminha e seleciona os espíritos do outro lado. Quando o espírito não possui débitos pesados e não é empurrado ao Umbral pelas Leis de Ação e Reação, ele viaja para um local de seleção e triagem, que mais parece uma estação de trem, com um monte gente entrando e saindo, sempre acompanhado de seu Orientador Espiritual, onde, então, é levado à sua Colônia de origem.
Existem vagões somente para crianças, achei isso muitíssimo interessante. Vagões para idosos. Vagões para casais que morreram juntos e vagões diversos. Enquanto você entra e senta, uma pessoa dá as explicações necessárias para a compreensão da viagem. Eles servem um caldo quente energizante, acho que para tirar os medos e fobias de cada um, por saber que está morto... E depois acomodam em sono letárgico aqueles mais apavorados. Durante a viagem é possível visualizar a Terra, as nuvens no céu e várias colônias. O "trem-aéreo" vai passando de Colônia em Colônia e deixando os passageiros, que reencontram amigos e parentes nas estações. Depois, eles são encaminhados ao hospital para um repouso salutar ou para uma conversa com seus Mentores.
Nessa viagem, quem fica por último é o mais privilegiado, pois visita todas as Colônias anteriores e conhece um pouco mais do trabalho espiritual dos falangeiros. Que merecimento tenho eu para ter realizado essa viagem, ainda estando por aqui? Acho que apenas um: o de relatar a vocês o quão impressionante é o Plano Espiritual! Quando cheguei ao final da viagem, saí da plataforma da estação acompanhada pelo preto-velho que trabalha comigo (Pai José de Aruanda). Ele estava transfigurado, com vestes brancas reluzentes e um olhar carinhoso, me apontou para "subir" (levitar) com ele e nesse momento senti um frio na barriga, pois eu ia adentrar uma área desconhecida, nunca visitada: o Reino de Omulu. Pareceu-me atravessar uma nuvem espessa, meio cinza, como nuvem de chuva, mas quentinha e aconchegante. No momento em que atravessei ela, todo o meu medo sumiu e eu senti uma paz enorme e fui envolvida por uma luz muito grande...
Depois Ele me explicou que aquela nuvem limpa nossos corpos espirituais para não sentirmos o impacto da mudança de vibração de energia. No Reino de Omulu você só vê luz. Corpos envolvidos por muita luz, trabalhadores espirituais que já evoluíram e não incorporam mais. Eles apenas mandam luz para a Terra, para seus entes queridos e para a realização dos trabalhos mediúnicos. É isso o que Eles fazem o tempo todo: mandam Luz! Luz de Cura e de Amor... Uma luz pura, branquinha e gelatinosa igual clara de ovo, quentinha e envolvente. Pai Zé me explicou que essa é a função do Senhor Omulu: iluminar as almas para que elas não se percam do seu caminho. E essa luz era o próprio Omulu. Eu me senti dentro de Deus! Não sei definir a sensação porque me faltariam palavras, mas quando acordei, senti que eu tinha morrido e renascido, por um breve instante apenas.


 

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Hoje 02/11/2012 - Comemora-se o Dia de Finados



Novembro, no dia 02, temos por  tradição o dia de finados. Para nós, umbandistas, esta data tem grande importância por tratar-se do dia em que louvamos a força e o poder do Divino Orixá Pai Omulu, o Senhor da Morte e das Transições no Universo Divino.

De  uma forma geral, na sua doutrina, a Umbanda se apega intensamente na Vida, ou  seja,em como devemos nos comportar enquanto encarnados para então, quando chegar  a hora do desencarne, podermos garantir um lugar bom nas esferas  espirituais.

Hoje, quero comentar sobre a visão da morte e a importância da  mesma, sendo que cultuamos uma Divindade regente desse sentido da vida.

Para a Umbanda a morte do corpo físico não é o fim da vida. Entende-se apenas como o fim de um ciclo, ou seja, da passagem encarnatória. Após o ato da morte física do ser encarnado, este será encaminhado para uma esfera espiritual condizente com seus atos e vibração emocional acumuladas durante a passagem no corpo físico. Aqui no plano físico, estamos numa esfera neutra ou mista, onde tudo se encontra, sem distinção. Já no plano astral, os seres vivem em realidades  dimensionais pertinentes às suas condições emocionais e vibracionais. Logo, se o ser vibrar ódio, um lugar com seres odiosos será sua morada. Se vibrar o amor, sua morada será um lugar agradável. Nós somos aquilo que criamos ao nosso  redor e a realidade que desenvolvemos é a que levamos além do pós  morte. Então, nada se acabará com o fim da vida física,quando o corpo perece  este é o fim de uma etapa e o início de outra. Morremos para o mundo físico e renascemos para o mundo espiritual. Assim, o contrário acontece quando reencarnamos: "morremos"para a vida no plano etérico e nascemos para o plano  físico. Nós umbandistas, devemos nos preocupar com o que criamos na nossa vida, pois já podemos desconfiar do resultado no desencarne. A Umbanda não crê em  ressureição, como não crê em um Salvador ou Messias resgatador de seu  rebanho,uma vez que ela prega a transcendência que cada ser deve alcançar.  Ninguém fará nada por ninguém, cada qual com seu quinhão. No entanto, a crença no  reencarne é a explicação do resgate dos débitos e aprendizado constante do  ser.

No dia de finados, é fundamental que o umbandista, ao realizar o culto ao  Divino Orixá Pai Omulu, vibre seus pensamentos nos antepassados, seus parentes  desencarnados, solicitando ao Pai Omulu que ilumine a todos ,pois se algum  antepassado estiver precisando de ajuda por estar perdido nas suas questões emocionais e ainda não ter alcançado a luz, pode ser oportuno de acontecer este  resgate, e, aquele que já esteja em situações privilegiadas, então se sentirá  gratificado pelas vibrações, além de ser o momento de demonstrar gratidão aos  antepassados que promoveram a sua passagem presente.


O culto ao Orixá Omulu é  o momento de exaltação da Divindade e o que mesmo representa, pois como  entendemos que ele é a Divindade do "fim", logo ele não está presente apenas na  tão temida morte física, gerando uma imagem temerosa em relação a esse Orixá.  Sua vibração se faz presente centenas de vezes durante nossa Vida, por exemplo, o fim de um relacionamento amoroso é o rompimento de cordões emocionais e o fim de  um ciclo de convivência entre duas pessoas. Neste momento de finalização lá está presente a vibração desse Orixá para encaminhar os envolvidos em seus caminhos  individuais, também posso citar a mudança de emprego, de moradia, fim de  amizade, etc... Sempre em situações, principalmente de rompimentos ou  encerramentos de ciclos, é esta a vibração divina que se faz presente na Vida dos  envolvidos. Mesmo ficando a cargo de cada um a colheita necessária após o  desencarne, a Umbanda tem na Cerimônia Fúnebre a preocupação de garantir que o  espírito desencarnado fique a cargo da Lei Divina e não tenha problemas maiores  com ataques de espíritos negativos. 

Este texto foi baseado em um seminário apresentado na Universidade do Sagrado  Coração de Bauru- SP

domingo, 5 de agosto de 2012

Oração a OBALUAÊ


Oração para ser feitas em caso de doença.

Saudação antes da prece

Tu-kúa Babalú Ayé, Agróniga 
Tu-kúa Baba mío, nibagu, 
nibago, ardo abisa 
Tu-kúa babá fidemi.
Prece à Obaluaê
Mestre das almas! 
Meu corpo está enfermo... 
Minha alma está abalada, 
Minha alma está imersa na amargura de um sofrimento 
Que me destrói lentamente.

Senhor Omolu! 
Eu evoco - Obaluaê! Deus das doenças! 
Orixá que surge, diante dos meus olhos 
Na figura agraciada de São Lázaro. 
Aquele que teve a bênção de voltar da morte 
No gesto do Divino Filho, Jesus, o Cristo Salvador.

Mestre dos mestres Obaluaê 
Teu filho está enfermo... 
Teu filho se curva, diante da tua aura luminosa. 
Com fé no milagre da cura, 
Que virá de tuas mãos santificadas pelo sofrimento...

Socorre-me... Obaluaê... 
Dai-me a esperança da tua ajuda. 
Para que me encoraje diante do martírio imenso que me alucina, 
Faças com que eu não sofra tanto

Meu Pai, Senhor Omolu! 
Tu és dono dos cemitérios, 
Tu que és sentinela do sono eterno, 
Daqueles que foram seduzidos ao teu reino. 
Tu que és guardião das almas que ainda não se libertaram da matéria, 
Ouve a minha súplica, atende ao apelo angustioso do teu filho 
Que se debate no maior dos sofrimentos.

Salve-me - São Lázaro abençoado! 
Aqui estou diante da tua imagem inspiradora, 
Erguendo a derradeira prece dos vencidos, 
Com arrependimento reconheço meus pecados, 
Com resignação aceito minha sina, 
com fe anelo pela cura. 
Salve minha alma desse tormento que me alucina. 
Tome meu corpo em teus braços e o liberta da dor. 
Se achares porém, que ainda não terminou meu aprendizado, 
Encoraja-me com exemplo da tua humildade e da tua resignação e me ensina a conviver com a dor. 
Até ter o merecimento da libertação 
Alivia meus sofrimentos, para que levante e volte a caminhar na Luz, nas Virtudes e no Belo. 
Eu te suplico, mestre! 
Eu me ajoelho diante do teu poder e te louvo com ardor.

Que Obaluaê seja invocado e louvado


A - TÔ - TÔ, Meu Pai.


São Lázaro amado


Obaluaê. Obaluaê. Obaluaê.


Agradecida(o)

Fale o nome completo da sua mãe , três vezes!

Fonte: Casa dos Orixas

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Hoje dia 02/11, dia de Finados, comemora-se o dia de Omulu e Obaluaê


Omolu / Obaluaê, o Orixá da transmutação, a força Divina da transformação

DIA: Segunda-feira
CORES: Preto, branco e vermelho.
SÍMBOLOS: Xaxará ou Íleo, lança de madeira, lagidibá.
ELEMENTOS: Terra e fogo do interior da Terra.
DOMÍNIOS: Doenças epidémicas, cura de doenças, saúde, vida e morte.
SAUDAÇÃO: Atotoó!!!

Omolú é a Terra! Essa afirmação resume perfeitamente o perfil deste orixá, o mais temido entre todos os deuses africanos, o mais terrível orixá da varíola e de todas as doenças contagiosas, o poderoso "Rei Dono da Terra".
È preciso esclarecer, no em tanto, que Omolú está ligado ao interior da terra (ninù ilé) e isso denota uma íntima relação com o fogo, já que esse elemento, como comprovam os vulcões em erupção, domina as camadas mais profundas do planeta.
Toda a reflexão em torno de Omolú ocorreu colocando-o como um orixá ligado à terra, o que é correcto, mas não deixa de ser um erro desconsiderar a sua relação com o fogo do interior da terra, com as lavas vulcânicas, como os gases etc. o que pode ser mais devastador que o fogo? Só as epidemias, as febres, as convulsões lançadas por Omolú!
Orixá cercado de mistérios, Omolú é um deus de origem incerta, pois em muitas regiões da África eram cultuados deuses com características e domínios muito próximos aos seus. Omolú seria rei dos Tapas, originário da região de Empé. Em território Mahi, no antigo Daomé, chegou aterrorizando, mas o povo do local consultou um babalaô que lhes ensinou como acalmar o terrível orixá. Fizeram então oferendas de pipocas, que o acalmaram e o contentaram. Omolú construiu um palácio em território Mahi, onde passou a residir e a reinar como soberano, porém não deixou de ser saudado como Rei de Nupê em pais Empê (Kábíyèsí Olútápà Lempé).
As pipocas, ou melhor, deburu, são as oferendas predilectas do orixá Omolú; um deus poderoso, guerreiro, caçador, destruidor e implacável, mas que se torna tranquilo quando recebe sua oferenda preferida.
Em África são muitos os nomes de Omolú, que variam conforme a região. Entre os Tapas era conhecido Xapanã (Sànpònná); entre os Fon era chamado de Sapata-Ainon,que significa `Dono da Terra'; já os Iorubás o chamam Obaluaiê e Omolú.
Omolú nasceu com o corpo coberto de chagas e foi abandonado pela sua mãe, Nanã Buruku, na beira da praia. Nesse contratempo, um caranguejo provocou graves ferimentos na sua pele. Iemanjá encontrou aquela criança e criou-a com todo amor e carinho; com folhas de bananeira curou as suas feridas e pústulas e transformou-a num grande guerreiro e hábil caçador, que se cobria com palha-da-costa (ikó) não porque escondia as marcas de sua doença, como muitos pensam, mas porque se tornou um ser de brilho tão intenso quanto o próprio sol. Por essa passagem, o caranguejo e a banana-prata tornaram-se os maiores ewò de Obaluaiê.
O capuz de palha-da-costa-aze (aze) cobre o rosto de Obaluaiê para que os seres humanos não o olhem de frente (já que olhar directamente para o próprio sol pode prejudicar a visão). A história de Omolú explica a origem dessa roupa enigmática, que possui um significado profundo relacionado à vida e à morte.
O aze guarda mistérios terríveis para simples mortais, revela a existência de algo que deve ficar em segredo, revela a existência de interditos que inspiram cuidado medo, algo que só os iniciados no mistério podem saber. Desvendar o aze, a temível máscara de Omolú, seria o mesmo que desvendar os mistérios da morte, pois Omolú venceu a morte. Debaixo da palha-da-costa, Obaluaiê guarda os segredos da morte e do renascimento, que só podem ser compartilhados entre o iniciados.
A relação de Omolú com a morte dá-se pelo facto de ele ser a terra, que proporciona os mecanismos indispensáveis para a manutenção da vida. O homem nasce, cresce, desenvolve-se, torna-se forte diante do mundo, mas continua frágil diante de Omolú, que pode devorá-lo a qualquer momento, pois Omolú é a terra, que vai consumir o corpo do homem por ocasião da sua morte.
Obaluaiê andou por todos os cantos de África, muito antes, inclusive, de surgirem algumas civilizações. Do ponto de vista histórico, Omolú é a idade anterior à Idade dos Metais, peregrinou por todos os lugares do mundo, conheceu todas as dores do mundo, superou todas. Por isso Omolú se tornou médico, o médico dos pobres, pois, muito antes da ciência, salvava a vida dos necessitados; durante a escravidão, só não pôde superar a crueldade dos senhores, mas de doenças livrou muitos negros e até hoje muitos pobres só podem recorrer a Omolú que nunca lhes falta.

Características dos filhos de Obaluaiê/Omolú

Os filhos de Omolú são pessoas extremamente pessimistas e teimosas que adoram exibir os seus sofrimentos, daqueles que procuram o caminho mais longo e difícil para atingir algum fim.
Deprimidos e depressivos, são capazes de desanimar o mais optimista dos seres; acham que nada pode dar certo, que nada está bom. Às vezes, são doces, mas geralmente possuem manias de velho, como a rabugice.
Gostam da ordem, gostam que as coisas saiam da maneira que planearam. Não são do tipo que levam desaforo para casa e se se sentirem ofendidos respondem no acto, não importa a quem. Pensam que só eles sofrem, que ninguém os compreende. Não possuem grandes ambições.
Podem apresentar doenças de pele, marcas no rosto, dores e outros problemas nas pernas. São pessoas sem muito brilho, sem muita beleza. São perversos e adoram irritar as pessoas; são lentos, exigentes e reclamam de tudo.
São reprimidos, amargos e vingativos. É difícil relacionar-se com eles. Parece que os filhos de Omolú são pessoas que possuem muitos defeitos e poucas qualidades, mas eles têm várias, e uma qualidade pode compensar qualquer defeito: são extremamente prestáveis e trabalhadores. São amigos de verdade.
O lado positivo da maioria dos filhos de Omolú supera em muito esse lado autodestrutivo que todos têm uns mais, outros menos, mais tem sim.
São extremamente alegres, perseverantes, pacientes e amorosos, tiram a roupa do corpo para agradar uma pessoa, tratam o dinheiro pelo lado do prazer, da satisfação.
Extremamente fiéis a uma causa. A justiça para os filhos de Omolú não é a dos homens e sim a de Deus (Olorun), super limpos e vaidosos, ao contrário de muitos arquétipos, são na maioria muito bonitos, se não fisicamente, são espiritualmente e ainda tem grande afinidade pela atração que exercem nas pessoas. Tem uma capacidade mental atualizada ao seu tempo, raramente adoecem e quando acontece se recuperam mais rápido ainda.
As pessoas de Omolú têm a tendência da mudança propriamente dita, para qualquer coisa que desejarem, parecem dançar Opanijé o tempo todo, procurando por tudo. Trabalhadores incansáveis,  filhos de Omolú numa roça fazem de um tudo, apenas não os magoem nem os tratem com indiferença, ciumentos são capazes de exageros, se sentem incompreendidos e, muitas vezes não sabemos o que lhes causam repentinas depressões.
Filhos do Sol e da Terra de Orixá vivo, os filhos de Omolú são maravilhosamente despretensiosos. Um tanto radicais, podem mudar de opinião de uma hora para outra. Também, céticos em sua fé, intuitivos, andarilhos e aguçados.

Seu dia é a Segunda-feira.

Pode-se ofertar a Omolu/Obaluaê: pipoca estourada (de preferência estourar a pipoca em panela de barro com areia do mar, sem usar sal ou óleo), amendoim torrado, flores brancas (margaridas), água mineral, farofa de mandioca com banana-da-terra (feita no fogo em panela de barro usando-se mel para adoçar).

Saravá meu pai Omolu

Saravá meu Pai Obaluaê

Atotô!

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Omulu/Obaluayê


 

PRECE PARA OMULU

Salve o Senhor o Rei da Terra!
Médico da Umbanda, Senhor da Cura de todos os males do corpo e da alma.
Pai da riqueza e da bem-aventurança.
Em ti deposito minhas dores e amarguras, rogando-te as bênçãos de saúde, paz e prosperidade.
Faz-me, Senhor do trabalho; um filho de bom ânimo e disposição, para triunfar na luta pela sobrevivência.
Faz-me digno de merecer todo dia e toda noite, vossas bênçãos de luz e misericórdia.
ATOTÔ
ATOTÔ OBALUAUÊ!

ORAÇÃO PARA OBALUAYÊ

Oh, Mestre da Vida,
Proteja seus filhos para que suas vidas sejam marcadas pela saúde.
Vós é o limitador das enfermidades.
Vós é médico dos corpos terrenos e almas eternas.
Suplicamos sua misericórdia aos males que nos afetam!
Que suas chagas abriguem nossas dores e sofrimentos.
Concede-nos corpos sadios e almas serenas.
Mestre da Cura, amenize nossos sofrimentos que escolhemos resgatar nessa encarnação!
Atotô meu Pai!

PRECE DE OBALUAIÊ

Mestre das almas!
Meu corpo está enfermo…
Minha alma está abalada,
Minha alma está imersa na amargura de um sofrimento
Que me destrói lentamente.
Senhor Omolu!
Eu evoco – Obaluaiê
Oh!
Deus das doenças
Orixá que surge, diante dos meus olhos
Na figura sofredora de Lázaro.
Aquele que teve a graça de um milagre
No gesto do Divino Filho de Jesus.
Oh!
Mestre dos mestres
Obaluaiê
Teu filho está enfermo…
Teu filho se curva, diante da tua aura luminosa.
Na magia do milagre,
Que virá de tuas mãos santificadas pelo sofrimento…
Socorre-me…
Obaluaiê…
Dai-me a esperança da tua ajuda.
Para que me encoraje diante do martírio imenso que me alucina,
Faças com que eu não sofra tanto – Meu Pai
Senhor Omolu!
Tu és dono dos cemitérios,
Tu que és sentinela do sono eterno,
Daqueles que foram seduzidos ao teu reino.
Tu que és guardião das almas. que ainda não se libertou da matéria,
Ouve a minha súplica, atende ao apelo angustioso do teu filho.
Que se debate no maior dos sofrimentos.
Salve-me – Irmão Lázaro.
Aqui estou diante da tua imagem sofredora,
Erguendo a derradeira prece dos vencidos,
Conformado com o destino que o Pai Supremo determinou.
Para que eu suplicasse minha alma no maior dos sofrimentos.
Salve minha alma desse tormento que me alucina.
Tome meu corpo em teus braços.
Eleva-me para teu reino.
Se achares porém, que ainda não terminou minha missão neste planeta,
Encoraja-me com exemplo da tua humildade e da tua resignação.
Alivia meus sofrimentos, para que levante deste leito e volte a caminhar.
Eu te suplico, mestre!
Eu me ajoelho diante do poder imenso,
De que és portador.
Invoco a vibração do Obaluaiê.
A – TÔ – TÔ, Meu Pai.
Obaluaiê,
Meu Senhor, ajude-me

Prece a Obaluaiê-Omulu

Dominador das epidemias. De todas as doenças e da peste. Omulu, Senhor da Terra. Obaluaiê, meu Pai Eterno. Dai-nos saúde para a nossa mente, dai-nos saúde para nosso corpo. Refoçai e revigorai nossos espíritos para que possamos enfrentar todos os males e infortúnios da matéria. Atotô meu Obaluaiê! Atotô meu Velho Pai! Atotô Rei da Terra! Atotô Babá!

autor: povo de aruanda

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Salve tempestade, furacão e terremoto. Salve a Reza!

Axé pessoal! O texto de terça feira mexeu com muita gente, não é mesmo? É, mexeu comigo também quando vivenciei a reza. Mexeu no meu sentido de responsabilidade e no meu senso de valores, me fez descobrir uma força diferente e uma presença Superior infinitamente Divina que está sempre me proporcionando muito aprendizado.

Minha maior pretensão quando escrevi aquele texto era (e ainda é) que muitos desabrochassem para um outro sentido e para um outro perceber da vida espiritual. Claro que cada um tem sua história, tem sua necessidade, tem sua função, tem sua intenção e decepção, mas não podemos deixar de manifestar, exercer e assumir nossa “obrigação” mediúnica. Obrigação essa que foi determinada por nós mesmos, que nos sustenta e que alivia nossas dores, portanto, NÃO podemos deixar de persistir e, mesmo que sob tempestades, em meio a furacões e envoltos por fortes terremotos, nossa crença DEVE ser exercida com toda disciplina, coragem e determinação.

E se alguém achar difícil esse exercer é só entender que sob tempestades estaremos amparados por Iansã, aquela mulher/orixá guerreira e extremamente apaixonada por aquilo que acredita. Que chora, ri, grita, luta e ama, ama muito seus filhos.

Em meio a furações estaremos sendo envolvidos pelo Orixá da Guerra, Ogum, e por toda sua força, coragem, violência, rapidez, firmeza e certeza. Com certeza, nada fica igual depois que Ogum “passa” por nós.

E por fim, será envoltos por terremotos que vivenciaremos o AXÉ de Omulu, o Senhor da Terra. E será com Temor e Alívio, vivenciando a Doença e a Cura, entendendo o Fim e o Começo, atribuições e manifestações desse intenso Orixá, que explodirá uma força Quente e Intensa dentro de nós que fará com que nos movimentemos e que tenhamos a capacidade de construir e reconstruir, fazer e refazer, nascer e renascer tantas vezes quanto forem necessárias até que nos tornemos mais evoluídos e sapientes.

Portanto, que venham muuuuuitas tempestades, furações e terremotos. Que venham muitas oportunidades de fazer diferente e fazer a diferença. Que ENCONTREMOS muitos médiuns e muitos Pais Espirituais em nossa vida, só assim, diante de Encontros, Encruzilhadas e Dualidades teremos certeza que a Umbanda está viva, que ainda há esperança.

E para encerrar essa emocionante semana e nosso ciclo de orações estou postando hoje uma oração muito parecida com a oração de São Francisco, mas que está totalmente direcionada à nossa crença umbandista. É a Oração do Umbandista.

Aliás, penso que é muito importante rezarmos de acordo com nossa respectiva crença. Entendo que é uma atitude totalmente harmonizada e um ato extremamente louvável proferir, pronunciar, verbalizar palavras de acordo com a religião que pregamos e comungamos. Particularmente, acredito que atitudes como essas autenticam nossa Fé, valorizam nossa Crença e engrandecem nossa Religião.

Entendo inclusive que, mais do que autenticar, valorizar e engrandecer nossa religião, essas atitudes nos colocam muito mais próximos, nos põem na mesma vibração, nos inserem na mesma energia do Sagrado que acreditamos.

Chego a imaginar como fica o Astral, a energia e o magnetismo quando um médium ‘bate cabeça’ a determinado Orixá, recebe certo amaci, faz específica oferenda e depois, na hora de rezar, na hora de pronunciar, na hora de agradecer e garantir sua fé, fala em nome de anjos, de santos ou de outras forças que não estão e não atuam na mesma vibração que os Orixás e que a Umbanda, mas isso será tema de um outro post.

Vejam que linda essa oração e deixem que ela sirva de inspiração para que a Umbanda, a mediunidade, a missão espiritual possa ser assumida e vivenciada com mais amor, respeito e determinação.

-

Oração do Umbandista

Senhor, fazei de mim um instrumento da Vossa Comunicação.

Onde tantos mistificam, que eu leve a palavra da verdade!

Onde tantos procuram ser servidos, que eu leve a alegria de servir!

Onde tantos fecham os olhos para a prática do bem, que eu abra meu coração para acolher!

Onde tantos usam a Umbanda como comércio, que eu seja usado pela Umbanda para o Amor!

Onde tantos espalham a ignorância e o preconceito, que eu saiba agir pela Luz do Conhecimento e da Razão!

Onde a vida perdeu o sentido, que através da Umbanda eu leve o Sentido de viver!

Onde tantos me pedem um “despacho”, que eu saiba ensinar a benção do trabalho interno!

Onde haja doença, que eu leve a vibração de saúde do Sr. Oxossi.

Onde haja desespero que eu leve a concórdia e a placidez das Águas.

Onde houver desânimo, que eu leve a determinação e tenacidade do Sr. Ogum.

Onde houver injustiça, que eu leve o discernimento e a justiça do Sr. Xangô.

Onde tantos me pedem um milagre, que eu seja a humildade do Preto Velho!

Onde tantos estão sempre distantes, que eu possa fazer a Umbanda sempre presente!

Onde tantos sofrem da solidão que faz morrer, que eu seja a pureza de Ibejada, espalhando a alegria!

Onde tantos morrem na matéria que passa, que o Sr. Omulu me abençoe com a vibração da terra, geradora permanente de vida.

Onde tantos olham para a terra, que eu seja um espelho de Aruanda, a refletir sua Luz na terra!

Saravá Umbanda

Escrito por Mãe Mônica Caraccio

Fonte: Minha Umbanda

domingo, 24 de julho de 2011

Omulu

Escrito por Obanise Xandi.'.   
OmuluOBALUAIYÉ/OMULU
Obaluaiyê quer dizer "rei e dono da terra" sua veste é palha e esconde o segredo da vida e da morte. Está relacionado a terra quente e seca, como o calor do fogo e do sol - calor que lembra a febre das doenças infecto-contagiosas. Domina completamente as doenças que rege. Ao mesmo tempo em que as causa, tem poder de cura sobre elas.
Arquétipos:
Nunca estão totalmente satisfeitos, sempre querem mais...
Mesmo quando acham que tudo está contra eles, persistem em seus propósitos.
 para os filhos de obaluaiyê importam os fins, não os meios. Aparentemente fortes, são na verdade frágeis e volúveis e, se sujeitam a rígidas disciplinas e regras morais.
 
Lenda
Nanã era considerada a deusa mais guerreira de daomé. Um dia, ela foi conquistar o reino de oxalá e se apaixonou por ele. Mas este não queria se envolver com outra orixá que não fosse sua amada esposa yemanjá. Por isso, explicou tudo a nanã, mas ela não se fez de rogada.
Sabendo que oxalá adorava vinho de palma, embriagou-o. Ele ficou tão bêbado que se deixou seduzir por nanã, que acabou ficando grávida. Mas por ter transgredido uma lei da natureza, deu a luz a um menino horrível, não suportando vê-lo, lanço-o no rio. A criatura foi mordida por caranguejos, ficando toda deformada. Por sua terrível aparência, passou a viver longe dos outros orixás.
De tempos em tempos os orixás se reuniam para uma festa. Todos dançavam, menos obaluaiyê, que ficava espreitando da porta, com vergonha de sua feiura. Ogum percebeu o que acontecia e, com pena, resolveu ajudá-lo, trançando uma roupa de mariwo - uma espécie de fibra de palmeira - que lhe cobriu todo o corpo. Com este traje ele voltou a festa e despertou a curiosidade de todos, que queriam saber quem era o orixá misterioso. Yansã, a mais curiosa de todas, aproximou-se, e neste momento, formou-se um turbilhão e o vento levantou a palha, revelando um rapaz muito bonito. Desde então os dois orixás vivem juntos, e os dois passaram a reinar sobre os mortos.
CONSIDERAÇÕES JEJE
Sakpatá
Para o povo Jeje, Sakpatá foi trazido para o Dahomey, por Agajá, no século XVIII, vindo da cidade de Dassa Zoumé, mais precisamente, da aldeia de Pingine Vedji.

Todos os Voduns, pertencentes ao panteão de Sakpatá, são da família Dambirá.

Nesse panteão temos vários Voduns. O mais velho que se tem notícia é Toy Akossu, no transe, ele se mantém deitado na azan (esteira). Dizem os mais velhos, que Toy Akossu é o patrono dos cientistas, ele dá à eles inspirações para a descoberta das fórmulas mágicas que curarão as doenças e as pestes. Ele é a própria "doença e cura", como também um excelente conselheiro.

Toy Azonce é um outro Vodum velho, porém mais novo que Toy Akossu. Seu assentamento fica em local bem isolado do Kwe, sendo proibido tocá-lo. Somenteuma pessoa designada por ele mesmo pode tratar desse assentamento. É Toy Azonce quem sempre faz todas as honras para seu irmão Toy Akossu, quando ele está em terra.

Toy Abrogevi é um Vodum velho, filho de Toy Akossu, que gosta de comer quiabo com dendê, paçoca de gergelim e fumar cachimbo de barro. Toy Abrogevi gosta muito de Badé e se tornou muito amigo dele. Foi com Badé que aprendeu a comer e a gostar de quiabo.

São tantos Voduns desse panteão que seria praticamente impossível descrever cada um aqui.

Esses Voduns são rigorosos no que tange a moral e os bons costumes. Nunca admitem falhas morais dentro dos kwes e, quem faz essa fiscalização para eles é Ewá, filha de Toy Azonce.

As cores de contas e roupas usadas por esses Voduns podem variar de acordo com o gosto de cada um. Todos usam roupas feitas de palha da costa sendo umas mais curtas e outras mais compridas. Sakpatá usa todas as cores e o estampado, sempre com a presença das cores escuras.

Símbolo fortemente ligado a Sakpatá, a palha da costa é a fibra da ráfia, obtida de palmas novas, extraídas de uma palmeira cujo nome científico é raphia vinifera. No Brasil, recebe o nome de Jupati. A palmeira é considerada a "esteira da Terra".

A palha da costa, tendo sua origem na palmeira, ganha o simbolismo universal de ascensão, de regenerescência e da certeza da imortalidade da alma e da ressurreição dos mortos. Um símbolo da alma. Além de proteger a vulnerabilidade do iniciado, sua utilização também é reservada aos deuses ancestrais, numa reafirmação de sua ancestralidade, eternização e transcendência.

Os Sakpatás podem trazer nas mãos o xaxará, ou o bastão, a lança, o illewo ou ainda, uma pequena espada. A maioria deles gostam de manter o rosto coberto pela palha da costa, outros gostam de mostrar o rosto. Todos gostam muito de usar búzios e chaorôs (guizos).

O búzio, simboliza a origem da manifestação, o que é confirmado pela sua relação com as águas e seu desenvolvimento espiralóide a partir de um ponto central. Simboliza as grandes viagens, as grandes evoluções, interiores e exteriores.

É associado as divindades ctonianas, deuses do interior da terra. Por extensão, o búzio simboliza o mundo subterrâneo e suas divindades.

O chaorô(SAORÓ) (guizo), tem simbologia aproximada a do sino, sobretudo pela percepção do som. Simboliza o ouvido e aquilo que o ouvido percebe, o som, que é reflexo da vibração primordial. A repercussão do chaorô é o som sutil da revelação, a repercussão do Poder divino na existência. Muitas vezes têm por objetivo fazer perceber o som das leis a serem cumpridas.

Universalmente, tem um poder de exorcismo e de purificação, afasta as influências malignas ou, pelo menos, adverte da sua aproximação. Sem dúvida, simboliza o apelo divino ao estudo da lei, a obediência à palavra divina, sempre uma comunicação entre o céu e a terra, tendo também o poder de entrar em relação com o mundo subterrâneo.

O lakidibá, fio de conta de Sakpatá, é feito do chifre do búfalo. Tem o sentido de eminência, de elevação, símbolo de poder, um emblema divino. Ele evoca o prestígio da força vital, da criação periódica, da vida inesgotável, da fecundidade. Devemos lembrar que chifre, em hebraico "querem", quer dizer, ao mesmo tempo, chifre, poder e força.

O lakidibá não sugere apenas a potência, é a própria imagem do poder que Sakpatátem sobre a vida e a morte. Na conjunção do lakidibá e do deus Sakpatá, descobrimos um processo de anexação da potência, da exaltação, da força, das quatro direções do espaço, da ambivalência.

Encontramos o lakidibá em duas cores: preto e branco. Ele também contém a bondade, a calma, a força, a capacidade de trabalho e de sacrifício pacífica do chifre do búfalo, de onde origina-se. Rústico, pesado e selvagem, o búfalo é também considerado divindade da morte, um significado de ordem espiritual, um animal sagrado.

Na África, o búfalo (assim como o boi), é considerado um animal sagrado,
oferecido em sacrifício, ligado a todos os ritos de lavoura e fecundação da
terra.

O lakidibá é entregue ao adepto somente na obrigação de sete anos.Presença certa em tudo ligado a Sakpatá, o duburu (pipoca) representaria as doenças de pele eruptivas, cujo aspecto lembra os grãos se abrindo. Jogar o duburu assumi o valor e o aspecto de uma oferenda, destreza e resistência. O ato de jogar se mostra sempre , de modo consciente ou inconsciente, como uma das formas de diálogo do homem com o invisível. Tem por alvo firmar uma atmosfera sagrada e restabelecer a ordem habitual das coisas, é fundamentalmente um símbolo de luta, contra a morte, contra os elementos hostis, contra si mesmo.

Os narrunos para esses Voduns devem sempre ser feitos com o sol forte e cada um deles especifica o que querem comer. Isso quer dizer que, não existe uma única maneira de agradá-los. Eles não gostam de barulho de fogos de artifícios.Uma vez por ano, os Kwes fazem um banquete para as Divindades do Panteão de Sakpatá, onde devemos comer, dançar e cantar junto com os Voduns.

 Os demais Voduns do panteão da terra, sempre são convidados a compartilhar desse banquete. Os jejes acreditam que, com essa cerimônia oferecida a essas divindades, todas as doenças são despachadas do caminho do Kwe e de seus filhos.

Esse banquete é colocado dentro do peji ou do quarto onde mora Sakpatá e os demais Voduns de seu panteão. Toda a comunidade vêm saudar o Deus da varíola e seus descendentes, comer e dançar junto com eles e, ali mesmo, é servido o banquete para todos os presentes.

Após essa cerimônia, Sakpatá e os demais Voduns, vestem suas roupas de festa e vão para a Sala (barracão) comemorarem seu grande dia, junto com a comunidade que os aguardam. Quando entram na Sala, todos gritam louvores à eles, dançam  e cantam, louvando o Deus da varíola, que traz a cura de todas as doenças.

Suas danças e cânticos lembram sempre os doentes, as doenças e a cura das mesmas. Algumas falam das lutas que esses Voduns enfrentaram com a rejeição das comunidades com sua presença e outras falam das vitórias que tiveram sobre todas as comunidades que a eles vieram pedir ajuda.

Os Sakpatás trabalham muito e têm um importantíssimo papel nas feituras de Voduns. Do início ao fim de uma ahama (barco de yaô), eles atuam com rigidez e vigor, mantendo o bom andamento, principalmente dos bons costumes morais e, cobram "feio" caso alguém cometa alguma falha. Eles são, na verdade, as testemunhas de uma feitura. Após a feitura, se um filho negar alguma coisa que tenha sido feita, eles são os primeiros a cobrarem desse vodunci a mentira que ele está dizendo, assim como também cobram a quebra de segredos.

Todas as folhas refrescantes para ferimentos, pertencem a esses Voduns.Vale alertar que existem Orixás e Inkices também ligados a cura e doenças porém, não são os mesmos deuses que os Voduns da família Dambirá, da nação Jeje. Muitas confusões são feitas e, encontramos várias bibliografias relatando origens, especificações e costumes que nada têm a ver com o Vodum Sakpatá
Texto Adaptado por Lokeni Ifatolà
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Postagens populares

“A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho.”


SIGNIFICADOS QUANTO AO FORMATO DA VELA



 
Cones ou Triangulares: equilíbrio, elevação.
Quadradas: estabilidade, matéria.
Estrela: espiritual, carma.
Pirâmide: realizações matérias.
Cilíndricas: servem para tudo.
Animais: para o seu animal protetor.
Lua: para acentuar sua energia intuitiva.
Gnomo: para seu elemental da terra.
Cone ou Triangulares: simbolizam o equilíbrio. Tem três planos: físico, emocional e espiritual.
Velas Cônicas: são voltadas para cima e significam o desejo de elevação do homem, sua comunicação com o cosmos.
Velas Quadradas: Simbolizam estabilidade na matéria. Seus lados iguais representam os quatro elementos: Terra, Água, Fogo, Ar.
Velas em Formato de Estrela de Cinco Pontas: É o símbolo do homem preso na matéria. Representa o carma.
Velas Redondas: Simbolizam mudança. E a energia mais pura do astral que só a mente superior alcança.