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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Irôko/Tempo



IRÔKO

Iroco, Iroko ou Roko, do iorubá Íròkò é um orixá cultuado no candomblé do Brasil pela nação Ketu e, como Loko, pela nação Jeje.
Corresponde ao inquice Tempo na nação Angola ou Congo.
É um Orixá jeje, que após a dominação dos Iorubanos foi assimilado pelas outras nações.
Irôko está ligado a Árvore da Criação.
Irôko é um Orixá muito antigo.
Irôko foi à primeira árvore plantada e pela qual todos os restantes Orixás desceram à Terra.
Irôko é a própria representação da dimensão Tempo. Irôko é o comandante de todas as árvores sagradas, o vanguardeiro, os demais Osa Iggi devem-lhe obediência porque só ele é Iggi Olórun, a árvore do Senhor do Céu.
De impulsos tempestuosos, apesar de suas cantigas serem alegres.
Todos os Orixás são Tempo e o Tempo está em todos os Orixás.
Não está ligado ao dendezeiro e sim à gameleira.
Irôko Orixá não tem morada, mora no tempo.
É um Orixá que pertence aos elementos terra, fogo e ar, o que o torna bastante complexo, é responsável pela ligação e separação entre terra e céu.
É um Orixá ligado a cura da mesma forma que Obaluaiê.
Mas tanto cura como cria doenças como a leucemia e hemofilia.
Ajuda as mulheres a engravidar, mas também faz a menstruação aparecer fora de época.
Toda a criação está nos seus desígnios.
É o Orixá Irôko, implacável e inexorável, que governa o tempo e o espaço, que acompanha, e cobra, o cumprimento do Karma de cada um de nós, determinando o início e o fim de tudo.
Irôko é o representante supremo do culto dos Iguis, o culto aos espíritos das árvores que se assimila ao de Egungum.
No Brasil é considerado o protetor de todas as árvores, sendo associado particularmente à gameleira branca.
Seu culto está intimamente associado ao de Ossaim, a divindade das folhas litúrgicas e medicinais.
É o Orixá da floresta, das árvores, do espaço aberto.
Governa o tempo em seus múltiplos aspectos.
O culto a Irôko é cercado de cuidados, mistérios e muitas histórias.
A árvore simboliza, o tronco ereto e viril, membro fecundante da terra e do céu, elo, cordão umbilical entre o Orun e o Aiê.
Na mais velha das árvores de Iroko, morava seu espírito. E o espírito de Irôko era capaz de muitas mágicas e magias.
Irôko assombrava todo mundo, assim se divertia quando não tinha o que fazer, brincava com as pedras que guardava nos ocos de seu tronco.
Fazia mágicas, para o bem e para o mal.
Todos temiam Irôko e seus poderes, quem o olhasse de frente enlouquecia até a morte.
No Brasil, Irôko habita principalmente a gameleira branca, cujo nome científico é ficus religiosa.
No entanto,para muitas casas Irôko não é considerado um orixá que possa ser "feito" na cabeça de um filho.

Tradicionalmente a árvore Irôko é a morada de espíritos infantis conhecidos ritualmente como "abikus" e tais espíritos são liderados por Oluwere.
Quando as crianças se vêem perseguidas por sonhos ou qualquer tipo de assombração, é normal que se faça oferendas a Oluwere aos pés de Irôko , para afastar o perigo de que os espíritos abikús levem embora seus companheiros espirituais encarnados.
Durante sete dias e sete noites o ritual é repetido, até que o perigo de mortes infantis seja afastado.
Irôko é o protetor das crianças indefesas, ele guarda para sí os espiritos dos Abikús, aqueles que quando chegam à Terra não se sentem bem e retornam a seu lugar de origem.
O culto a Irôko é um dos mais populares na terra yorubá e as relações com esta divindade quase sempre se baseiam na troca: um pedido feito, quando atendido, sempre deve ser pago pois não se deve correr o risco de desagradar Irôko , pois ele costuma perseguir aqueles que lhe devem.
Irôko está ligado à longevidade. É referido como Orixá do grande pano branco que envolve o mundo, numa alusão clara às nuvens do Céu.

As árvores nas quais Irôko é cultuado normalmente são de grande porte; são enfeitadas com grandes laços de pano alvo oja fúnfún e ao pé dessas árvores são colocadas suas oferendas.
Em todas as reuniões dos Orixás, Irôko está sempre presente, silencioso num canto, anotando todas as decisões que implicam diretamente na sua ação eterna.
É um Orixá pouco conhecido dos seres vivos ou mortos, nascidos ou por nascer.
Esta associado as pernas e ao aparelho respiratório, seus filhos podem ser alérgicos ao pó doméstico, a cheiros fortes, a pêlos de animais.
Irôko é por excelência a morada dos ancestrais o que o torna semelhante a Idaco, residência de Oxaguiã e Iansã, local de celebração do culto dos Eguns.
Jamais uma dessas árvores pode ser derrubada sem trazer sérias conseqüências para a comunidade.
Irôko é invocado em questões difíceis, tais como desaparecimento de pessoas ou problemas de saúde, inclusive a mental.

A floresta é a morada de Irôko , um orixá do mato como Odé Oxossi e Ossaim, mas é também a morada dos ancestrais e Irôko é o guardião da ancestralidade.
É guardião das grandes árvores, de raízes firmes, de estrutura sólida, que resistem as variações do tempo, assistem ao passatempo das gerações primevas e aguardam a chegada do novo porvir.
Irôko se veste também de branco, isto mostra sua relação com o mundo dos ancestrais, muitas vezes até porque sua energia violenta deve ficar contida, equilibrada.
É um orixá alegre, valente, decidido, apaixonado, afetuoso, comilão, brigão e demonstra tudo isso na dança da avania



DANÇA DA AVANIA

Relata a trajetória de Irôko pelo Aiê, o que viu, o que ouviu, seus amores, as guerras de que participou e seu retorno em triunfo vitorioso para ficar em seu posto de honra, a árvore sagrada.
Avania também conhecida por arramunha, arraia.
Pertence a Irôko mas é dançada também, pela família de Nanã ,Omulu ,Obaluaiê, Euá, Oxumarê.

Conta a tradição que Irôko dançou o mencionado toque quando voltava da guerra, passando definitivamente para o lado dos Orixás.
Antes ele era arruaceiro, metido com tudo quanto é tipo de gente ruim.
Para marcar esta data Irôko dança com uma coreografia de aproximadamente 17 passos diferentes.



MITOLOGIA


Irôko representa a ancestralidade, os nossos antepassados, pais, avós, bisavós, etc.
Desrespeitar Irôko a grande e suntuosa árvore é o mesmo que desrespeitar os antepassados, o seu sangue, sua origem.

Conhecido e respeitado na Mesopotâmia e Babilônia como Enki, o Leão Alado, que acompanha todos os seres do nascimento a eternidade.
Cultuado no Egipto como Anúbis, o deus Chacal que determina a caminhada infinita dos seres desde o nascimento até atravessar o Vale da Morte.
Também venerado como Teotihacan entre os Incas e Viracocha entre os Maias como o Senhor do Início e do Fim.
Entre os gregos e romanos, era conhecido e respeitado como Cronus, o Senhor do Tempo e do Espaço, que abriga e conduz a ao caminho da Eternidade.
Guardião das florestas centenárias é o colectivo das árvores grandiosas, guardião da ancestralidade.
Diz-se que Irôko habita a gameleira branca, Ficus gomelleira ou Ficus doliaria, também chamada figueira-branca, guapoí, ibapoí, figueira-brava e gameleira-branca-de-purga.

Irôko na mitologia é considerado o responsável pela ligação entre céu e terra, em virtude de suas raízes .
É a árvore da eternidade, símbolo do próprio tempo.
As raízes de Irôko são tão mágicas que procuram nova vida quando um velho Irôko tomba, vai ao encontro de hospedeiros que propiciarão o nascimento de novos irocos, daí a existência de mitos que dizem que as árvores caminham.
Irôko não costuma baixar nas festas de santo.
É reverenciado por meio de oferendas à árvore que o representa.
Irôko é um Orixá pouco cultuado tanto no Brasil como em Portugal, e os seus filhos também são muito raros.
Os seus filhos, no entanto, são sempre muito protegidos pelo seu Orixá.


ARQUÉTIPO

Os filhos de Irôko são tidos como eloqüentes, ciumentos, camaradas, inteligentes, competentes, teimosos, turrões e generosos.
Adoram comemorar seu aniversário. Gostam de diversão, dançar e cozinhar, comer e beber bem.
Os filhos de Irôko são excelentes cozinheiros, gostam de inventar receitas.
Apaixonam-se com facilidade e gostam de liderar.
Dotados de senso de justiça, são amigos queridos, mas também podem ser inimigos terríveis, no entanto, reconciliam-se facilmente.
Sensual, se apaixonam com facilidade, adoram se comunicar, liderar e não se importam de pagar a conta quando tem dinheiro.
Tem inteligência aguda e o pioneirismo de OGUM.
O charme e a transgressão de IANSÃ, a eloquência de XANGÔ, a teimosia de OXAGUIÃ, a persistência de ODÉ, a sabedoria de OXUMARÊ e a magia PRÓPRIA. Seus filhos não costumam ser esbeltos, são fortes e atarracados.
Trabalhadores, quando envelhecem, tornam-se idosos joviais e divertidos.
Quem tiver segredos, pense duas vezes antes de confia-los a estes seres porque a língua lhe coça com frequência.
Um defeito grande, é o fato de não conseguirem guardar segredos.




ANIMAIS > Ttartaruga e o papagaio.

BEBE >Otin.

CARACTERÍSTICAS > Generosidade e responsabilidade.

COME > Bode, carneiro, galos, conquéns, pombos, farofa-de-dendê, milho branco.Ajabó: quiabo picado, batido com as mãos e temperado com azeite doce e mel de abelha.

CORES > Branco, Verde (ou Cinza)castanho.

DIA DA SEMANA > Terça-feira.

DOENÇAS > Falência múltipla dos órgãos.

DOMÍNIOS > Ancestralidade.

ELEMENTO > Terra , fogo e ar,

NUMERO > 12 e 17.

FERRAMENTA > Usa o ókó e o ìko .

NÚMERO > 12 (odù Èjìlá Seborà).

RISCOS DE SAÚDE > Infecções sanguíneas, problemas circulatórios, respiratórios, de olhos e de boca, dores musculares, intestino e pertubação mental.

SAUDAÇÃO > Iroko Issó! Eró!Iroko Kissilé.

SÍMBOLO: Tronco.

SINCRETISMO >São Pedro Nolasco, protetor dos prisioneiros.

sábado, 17 de setembro de 2011

Será que o TEMPO é mesmo o grande vilão?

 
Axééé pessoal, nossa quanto tempo… Foi uma semana tão corrida, um final de semana tão intenso… Ufa, foi tudo muito bom.
E é nessa correria toda que quero compartilhar rapidamente minha reflexão sobre o Tempo, afinal, o tempo urge!
Não é de hoje que percebo que um dos grandes problemas dos seres humanos é se relacionar com o Tempo – tem gente que vive em intensa ansiedade por não ter as coisas acontecendo no tempo que ela quer; tem gente que vive em vasta angústia por perceber que o tempo não passa, consequentemente, as coisas não mudam do jeito que ela quer; tem gente ainda que vive em perfeita agonia porque o tempo passa muito rápido e ela não faz tudo que quer.
Pois é, na maioria das vezes o Tempo é o grande culpado de nossas dificuldades, de nossas faltas e de nossas não realizações. A saudade, a ansiedade, o stress, o esquecimento, o abandono, o mal feito, o erro, a dúvida, a falta, o exagero, o mal, o fim, a saída, a permanência, a escolha, a ação, assim como a falta de atitude são sempre justificados, são sempre de responsabilidade do TEMPO.
Aqui com meus botões, fico pensando como o tempo pode ser a justificativa para tantas atitudes se ele é tão claro, óbvio e verdadeiro desde sempre. Todos nós sabemos quantos dias têm no respectivo mês, todos nós sabemos quantos dias tem em uma semana, quantas horas tem um dia, quantos minutos tem em uma hora e assim por diante, portanto o Tempo é claro e cumpre com suas obrigações com perfeição, portanto o problema não é o Tempo e sim, NÓS.
Somos nós que nos atrapalhamos e tentamos mudar o ciclo do Tempo, somos nós que desejamos impor “nosso querer” para o Tempo como se fossemos os criadores do cosmos – percebam, se nos sentimos bem e confortáveis em determinado momento, reclamamos que o tempo passa rápido demais; se nos sentimos maus e desconfortáveis, reclamamos que o tempo não passa, logo, estamos sempre querendo mandar, mudar e dominar o Tempo.
Entendendo a clareza e a verdade do Tempo e nosso desejo incessante de dominar tudo, todos e o próprio tempo de tudo, acredito que precisamos rapidamente saber lidar com as prioridades, com as verdadeiras necessidades, com a nossa capacidade de fazer “o melhor”, com as oportunidades de crescimento e aprendizado que o tempo proporciona e principalmente com a humildade.
É, sem humildade para reconhecer, sem humildade para tentar fazer diferente, sem humildade para deixar o tempo passar da forma que deve e sem humildade para respeitar o tempo no seu devido Tempo, de nada adiantará essa nossa reflexão e essa oportunidade de aprendizado que nós, espíritos encarnados, recebemos nesse momento, nesse tempo e nessa realidade.
Transcrevo o texto “Tempos Velozes” do livro “Qual é a tua obra? Inquietações propositivas sobre gestão, liderança e ética” de Mario Sergio Cortella (filósofo, mestre e doutor em Educação pela PUC-SP, onde é professor do Departamento de Teologia e Ciências da Religião e da Pós-Graduação em Educação), que  tem um olhar muito direto e realista sobre as questões do Tempo na atualidade, em nossa vida material e em nossa necessidade de mudar para acompanhar as mudanças do Tempo. Espero que gostem…

TEMPOS VELOZES

Mario Sergio Cortella
Quando o jogo e a estratégia mudam rapidamente, não basta se contentar com o possível. É preciso fazer o seu melhor.
O mundo está mudando. Mas a novidade não é a mudança do mundo, porque o mundo sempre mudou. A novidade é a velocidade da mudança. Nunca em toda a história humana se mudou com tanta velocidade. Aliás, a velocidade é tamanha que mudou a nossa noção de tempo. Cada dia você levanta mais cedo e vai deitar-se mais tarde. Sempre com a sensação de que deveria estar mais tempo acordado. Parece que é preciso estar o tempo todo em estado de vigília.
Velocidade, mudança, alteração – tudo é fast.fast-food, drive-thru, lava-rápido. Você lavaria seu carro em um lava-lerdo? Por que não? Onde está aquele ditado que diz que “a pressa é inimiga da perfeição”? E aquele que diz “devagar se vai ao longe”?
A velocidade é tanta que mudou a ideia de geração. Há vinte anos, choque de gerações era entre pais e filhos. Aliás, considerava-se geração um tempo de 25 anos, porque supostamente por volta dessa idade a pessoa teria um descendente e aí viria uma outra geração. Hoje, choque de geração é imediato. Um jovem de 28 anos é considerado ultrapassado pela moça de 26 anos e ambos são vistos como ultrapassados pelo rapaz de 22. Eles não cortam o cabelo do mesmo jeito, não apreciam o mesmo gênero musical e não usam o mesmo tipo de roupa.
Quando criança, eu usava o termo “antigamente” para me referir a gregos e romanos. Já esses jovens falam “antigamente” em relação a fatos que não ultrapassam duas décadas, e nos inquirem:
- É verdade que antigamente não tinha controle remoto?
- É verdade.
-Então, antigamente era preciso levantar para mudar de canal?
-Sim.
Até a maneira de disputar uma partida de futebol mudou. Nos anos 1970, um jogador de futebol corria, por partida, seis quilômetros em média. Hoje, estatística refeita, um jogador percorre, em média, o equivalente a 13 quilômetros por jogo. Não mudou o tamanho do campo, nem a duração da partida e tampouco o número de jogadores. O que mudou? A velocidade do jogo, o ritmo e a estratégia.
Algo similar ocorre com o mundo das empresas. Mudou o jogo, mudou a estratégia. E tem gente que acha que dá para fazer do mesmo jeito que já fazia antes. Os cenários são turbulentos, as condições se alteram e as mudanças são muito velozes. A coisa mais perigosa num mundo que muda velozmente é achar que já se chegou aonde podia. Ou seja, sossegar. A pior coisa para construir futuro é achar que o passado já sustenta. Sabe qual é o maior pecado para quem quer criar futuro? Achar que já está pronto, achar que já sabe, achar que já ficou bom. Cuidado! O seu cliente, o seu consumidor tem que ficar satisfeito, mas você jamais pode ficar satisfeito.
Nós, brasileiros, temos um vício, que é muito perigoso, de nos contentar muitas vezes com o possível, em vez de procurarmos o melhor. Por exemplo, você chega ao mecânico: “O meu carro está com um problema, estou ouvindo barulho”. Ele fala: “Vou fazer o possível”. Voce fica desanimado, mas aceita.
Nessas horas, temos de aprender com os norte-americanos. Não devemos aprender tudo com eles, nem devemos rejeitar tudo o que vem deles. Mas quando se pede algo a um norte-americano, ele diz: I Will do my Best, ou “Vou fazer o meu melhor”. Não é uma diferença de idioma, é uma diferença de atitude. Há uma diferença estupenda entre possível e o melhor. Num mundo competitivo, para caminhar para a excelência é preciso fazer o melhor, em vez de contentar-se com o possível. Fazer o possível é o obvio. Agora, fazer o melhor é exatamente aquilo que cria a diferença. Se o mecânico responde: “Vou fazer o meu melhor”, você já se anima, confia.
Imagine você, submetido a uma cirurgia de extirpação do apêndice, e deitado, olhando para o médico a caminho do centro cirúrgico:
- Doutor, vai dar certo minha cirurgia?
- Vou fazer o possível.
Nessa hora você quase falece. Agora pense em como se sentiria se a resposta fosse ligeiramente diferente:
- Doutor, vai dar certo?
- Vou fazer o meu melhor.
Já imaginou? E essa busca pelo melhor exige humildade e exige que coloquemos em dúvida as práticas que nós já tínhamos.
Porque se as práticas que tínhamos e temos no dia a dia fossem suficientes, já estaríamos melhor.
Pois bem, se relacionarmos esse texto com nossa realidade religiosa, fica fácil compreender porque os trabalhos espirituais, os cuidados, as responsabilidades, as relações com saber mudaram e ainda mudam tanto em nossa Umbanda. “Antigamente” as coisas eram diferentes, os desejos eram diferentes, o homem se relacionava com o homem de forma diferente.
Não há como negar, a Umbanda é extremamente realizadora quanto às necessidades materiais de seus fiéis. Não é possível negar que Ela realmente ajuda a suprir as mais diversas necessidades de seus assistidos e médiuns, portanto, nesse mundo de velocidade e de intensas mudanças, a relação com a Umbanda que era mais serena, mudou e os terreiros agora estão super lotados com as mais diversas dores, com as mais estranhas necessidades, com os mais esdrúxulos desejos e com as mais delicadas realidades, e os médiuns, Pais e Mães Espirituais e as Entidades estão “tendo” que lidar com tudo isso diariamente.
Como diz Cortella em sua explanação, “não mudou o tamanho do campo, nem a duração da partida e tampouco o número de jogadores. O que mudou foi a velocidade do jogo, o ritmo e a estratégia”, portanto, não mudou a Umbanda, mudou a relação das pessoas com a Umbanda, consequentemente, o médium umbandista DEVE estudar mais, se dedicar mais, se cuidar mais e obviamente isso requer mais TEMPO, o que quer dizer que, o médium está tendo que reavaliar as prioridades e as verdadeiras necessidades para continuar cumprindo sua missão.
Não dá mais para fazer do mesmo jeito.
A coisa mais perigosa num mundo que muda velozmente é achar que já se chegou aonde podia.
Fazer o possível é o óbvio. Agora,  fazer o melhor é exatamente aquilo que cria a diferença.”, afirma Cortella e eu asseguro quando a questão é evolução espiritual.
Com esse pensamento, garanto que não há motivo para reclamarmos do Tempo ou de não ter Tempo, afinal, como já disse um preto velho muito querido “a espiritualidade tem pressa”.
Portanto, a questão é avaliarmos as prioridades, é ter aceitação, é ser humilde e sentir verdadeiramente a vontade de fazer diferente, entendendo continuamente que ainda não fazemos o suficiente, que teremos sim que melhorar, estudar, se dedicar e se cuidar cada vez mais.
A questão é avaliarmos se somos capazes de fazer o Possível ou o Melhor.
Mesmo porque, a Umbanda necessita e merece o Melhor e o Nosso Melhor!!!

Escrito por Mãe Mônica Caraccio
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“A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho.”


SIGNIFICADOS QUANTO AO FORMATO DA VELA



 
Cones ou Triangulares: equilíbrio, elevação.
Quadradas: estabilidade, matéria.
Estrela: espiritual, carma.
Pirâmide: realizações matérias.
Cilíndricas: servem para tudo.
Animais: para o seu animal protetor.
Lua: para acentuar sua energia intuitiva.
Gnomo: para seu elemental da terra.
Cone ou Triangulares: simbolizam o equilíbrio. Tem três planos: físico, emocional e espiritual.
Velas Cônicas: são voltadas para cima e significam o desejo de elevação do homem, sua comunicação com o cosmos.
Velas Quadradas: Simbolizam estabilidade na matéria. Seus lados iguais representam os quatro elementos: Terra, Água, Fogo, Ar.
Velas em Formato de Estrela de Cinco Pontas: É o símbolo do homem preso na matéria. Representa o carma.
Velas Redondas: Simbolizam mudança. E a energia mais pura do astral que só a mente superior alcança.