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terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Exercícios para desenvolver a mediunidade



A mediunidade é um assunto amplamente abordado de diversas maneiras no mundo, por varias óticas e de muitos nomes. Aqui no Brasil o termo mediunidade ficou realmente conhecido graças à obra de Allan Kardec e à estruturação do espiritismo, pois esta doutrina tem em uma de suas vertentes principais a compreensão da mediunidade.

Temos que agradecer a todas as fontes de conhecimento que ofereceram suas incontáveis contribuições para que a sociedade como um todo pudesse compreender mais a mediunidade, seus mecanismos, seus desafios e suas virtudes. Contudo, para termos a capacidade de estudarmos o tema com precisão e objetividade, devemos entender que a melhor forma de compreendê-la é no dia a dia, independente das linhas religiosas ou das doutrinas espirituais. Você pode ter a sua linha espiritual de preferência, pode estudar e aplicar a sua mediunidade por meio desse caminho específico que você escolheu, todavia, se você quiser realmente ampliar os seus horizontes e entender o tema, precisará se utilizar da visão universalista.

A mediunidade é uma faculdade do espírito, pois é uma capacidade de perceber estímulos extrafísicos. É por isso que este sentido tem sido tão estudado ao longo dos anos, pois o seu bom desenvolvimento possibilita ao ser humano a capacidade de compreender cada vez mais a grandeza do Universo, a missão da sua alma, a força poderosa do amor e a profundidade da intenção dos pensamentos e sentimentos.

- Graças à mediunidade as mentiras são desmascaradas.
- Graças à mediunidade o ingênuo pode ser protegido.
- Graças à mediunidade o homem que se perdeu em sua missão na Terra pode lembrar-se do seu verdadeiro caminho.

A mediunidade é o caminho pelo qual a mensagem do Grande Espírito Criador chega aos seus filhos. A mediunidade é a porta aberta para que a alma humana experimente a totalidade de suas possibilidades. A mediunidade é a ferramenta que faz com que o homem preso ao mundo material (por conta de seu karma) mantenha-se com a sintonia da Fonte na qual foi gerado. Tudo isso que foi dito até agora provavelmente você já sabe, já entende e até já estudou.

Mas, o que realmente importa nesse processo é:

1- Como você aplica a mediunidade à sua vida?
2- Como você desenvolve a mediunidade em sua vida?
3- Com qual frequência você utiliza conscientemente sua mediunidade em sua vida?
4- Qual é a natureza das emoções e pensamentos que são empregadas juntamente com o exercício da sua mediunidade em sua vida?
5- Você está consciente de que sua mediunidade coloca você em conexão direta com as entidades extrafísicas das dimensões mais sutis que a sua, sejam elas de Luz ou das sombras?
6- Com qual frequência você utiliza a sua mediunidade a serviço do bem maior?
7- Como você faz para ter certeza de que não está se intoxicando com as percepções da sua mediunidade, ao invés de estar aprendendo e evoluindo?
8- Como você faz para garantir que a mensagem da sua mediunidade seja verdadeira, bondosa, caridosa? E como você faz para ter certeza de que está em sintonia com forças sutis bem intencionadas?
9- Como você se protege do seu próprio ego para servir utilizando à altura sua mediunidade?
10- Você sabe que a mediunidade não é boa ou ruim... Você sabe que bom ou ruim é o que você faz com a sua mediunidade?
11- Você já entendeu que sua mediunidade pode construir atalhos valiosos para sua vida, mas também pode ser uma arma de destruição em massa?
12- Você sabe que a mediunidade é um poder inerente ao espírito e que todos somos médiuns, em maior ou menor grau de desenvolvimento e habilidade?

POR QUE TANTAS PERGUNTAS SÃO NECESSÁRIAS?

Simplesmente porque a mediunidade, ao mesmo tempo em que pode ser uma ferramenta maravilhosa de construção na mão de pessoas de moral lapidada com princípios e valores elevados, pode ser uma arma muito destrutiva na mão de pessoas mesquinhas, egocêntricas e excessivamente materialistas.
A mediunidade é uma faculdade do espírito, portanto deve ser utilizada para melhoria do seu próprio espírito e dos demais. A mediunidade é o sentido do espírito, é a voz da alma, as asas da consciência. A mediunidade determina a capacidade que uma pessoa tem de conversar diretamente com a Fonte Maior, evitando assim intermediários.
Uma pessoa só aprenderá a se conhecer e conhecer seus potenciais quando ela souber desenvolver e ter domínio da sua mediunidade. A mediunidade abre portas para você conhecer a verdade que liberta, como dizia Jesus.

A MEDIUNIDADE É UM SENTIDO EXTRA

Entenda que o desenvolvimento da sua mediunidade é a habilitação de um sentido extra, que por consequência ampliará muito as suas possibilidades e potencialidades. Em qualquer situação da sua vida, você poderá reconhecer de forma mais apurada e mais rápida:
- O melhor caminho;
- A melhor hora;
- A melhor forma;
- A melhor ideia de como fazer algo;
- A saída para o que parecia impossível.
Com uma mediunidade bem desenvolvida, você poder ajudar profundamente a si próprio e aos demais.

CONFLITOS COM A MEDIUNIDADE

Existem vários tipos de mediunidade, que assim como as diferentes personalidades humanas, se encaixam perfeitamente de acordo com o temperamento e as necessidades de evolução de cada pessoa.
Quando alguém começa a despertar seus potenciais mediúnicos dos tipos menos comuns (de manifestações mais raras), pode a princípio sofrer com as necessidades de mudanças de comportamentos que o fenômeno exige; contudo, nada está fora do lugar e tudo faz parte do seu próprio plano de evolução na encarnação.
Em verdade, podemos concluir que a mediunidade, vez por outra, costuma dar trabalho ao médium, todavia, ao longo dos anos, ele próprio percebe que as dificuldades que teve foram unicamente causadas por sua visão estreita da vida e principalmente pela dificuldade de se dedicar a um caminho de reforma íntima e evolução do espírito, mesmo em um mundo profundamente seduzido pelas ilusões do materialismo.
Quando o médium entende os três processos e se resigna, naturalmente começa a experimentar o crescimento da plenitude e do amor em seu ser. A mediunidade nunca está errada, errada é percepção da vida que o médium sofredor tem sobre os fatos.

ANTES DE EXERCITAR A MEDIUNIDADE

Muitas pessoas já nascem com seus potenciais mediúnicos plenamente desenvolvidos, outras sequer percebem traços de sensibilidade. Via de regra, o nível de mediunidade em uma pessoa depende de alguns fatores mais específicos. São eles:
1- O seu desenvolvimento (treino) ao longo das suas existências, incluindo a atual.
2- O planejamento evolutivo acordado no período pré-reencarnatório, considerando que muitas vezes a mediunidade é ativada em maior grau para produzir específicas atividades ou em menor grau como ferramenta para coibir possíveis equívocos que o seu uso inadequado pode causar.
3- Também pode ser acionada justamente para que a pessoa tenha condições de acelerar a transmutação do seu carma. Neste caso a mediunidade atua como um colaborador para que a pessoa consiga realizar mais tarefas em menos tempo. Mas também pode ser oferecida como uma elemento de prova, já que as possibilidades de falhas podem aumentar com os desvios morais, configurando-se assim como um elemento de teste naquela encarnação específica.
Quanto mais se exercita a mediunidade, mais a pessoa poderá se utilizar dos benefícios e possibilidades dos sentidos extrafísicos, contudo, o alicerce do bom desenvolvimento mediúnico é o desenvolvimento do caráter.

Antes de começar a fazer exercícios específicos para desenvolver a sua mediunidade, faça exercícios específicos para desenvolver:

1- O amor, o perdão e a paciência.
2- A sua autoestima e o seu autoamor.
3- A compreensão da missão da sua alma.
4- O desapego, a fé e a confiança na vida e nos seus atos.
5- A compreensão das dimensões extrafísicas e do potencial latente dos seus pensamentos e emoções.
6- A compreensão de que você vive sob a lei da causa e efeito e de que semelhante atrai semelhante. Nada escapa a essa lei!
7- A compreensão de que sua vida precisa ter um propósito espiritual e que a futilidade e a vaidade intoxicam o seu ser profundamente.
8- A compreensão da importância da verdadeira caridade. Na doação ao seu próximo de tempo, carinho, dedicação, amor e ações de bem; você constrói os alicerces de uma vida sólida. Mas o altruísmo consciente é necessário, pois você não pode dar o que não tem.

Quando você definitivamente se dedicar a aprimorar esses aspectos citados anteriormente, naturalmente a mediunidade que está em você começará a:

1- Desenvolver-se, ampliar-se e potencializar-se;
2- Equilibrar-se e equalizar-se para ajudar a sua evolução e a de terceiros.

A MEDIUNIDADE É O FRUTO. A ÁRVORE É A SUA MORAL E A SUA INTENÇÃO EM SE DEDICAR AO BEM MAIOR.

ANIMISMO

O termo "animismo" aparenta ter sido desenvolvido inicialmente pelo cientista alemão Georg Ernst Stahl, por volta de 1720, para se referir ao "conceito de que a vida animal é produzida por uma alma imaterial". Uma das redefinições mais famosas do termo foi feita pelo antropólogo inglês Sir Edward B. Tylor, em 1871, na obra Primitive Culture (A Cultura Primitiva). É um princípio vital e pessoal, chamado de ânima, o qual apresenta significados variados, como por exemplo energia, espírito ou alma.
Já na visão espírita, o termo animismo é usado para designar um tipo de fenômeno produzido pelo próprio espírito encarnado, sem que este seja um instrumento mediúnico da ação espiritual e sim o próprio causador do fato, da percepção, da mensagem ou do dito fenômeno.
Este termo é também base para muitas discussões, pois para você ser um bom médium, você precisa aprender a canalizar as percepções de fontes extrafísicas e retransmiti-las essencialmente sem contaminá-las com ideias próprias.
A questão é polêmica, mas é verdadeira e relevante; exatamente por isso, antes de desenvolver a mediunidade, o indivíduo deve desenvolver os aspectos citados anteriormente, porque só assim ele aprenderá a não desvirtuar com percepções pessoais o conteúdo das mensagens, canalizações ou manifestações.
Vamos entender que a maioria das percepções sensoriais do homem poderia ser considerada anímica, porque pertencem ao próprio indivíduo.
Por exemplo: a telepatia, por muitos considerada uma forma de mediunidade, nesse caso é um potencial anímico. Mas, e a telepatia utilizada como recurso para captar a mensagem de um espírito, sobre um determinado assunto, materializada pela psicofonia (transmissão mediúnica por meio da fala) ou pela psicografia (transmissão mediúnica por meio da escrita) pode ser considerada obra da mediunidade?
O que vemos neste caso é uma conjunção entre a mensagem oferecida pela entidade extrafísica, somada à predisposição especial chamada de mediunidade da pessoa. Essa interação pode ser considerada anímico-mediúnica.

Assim sendo, a maioria das manifestações da mediunidade obedece a este conceito, porque são parcerias entre os médiuns e os seus amparadores espirituais. Trata-se de um trabalho em conjunto.
Ter uma intuição sobre algo que ainda pode acontecer, é animismo, mas perceber essa intuição pelo aviso de uma força, é mediunismo. Sair em projeção astral fora do corpo físico no período do sono físico, é animismo, mas acordar e se lembrar das conversas que teve com outros espíritos, é mediunismo. Portanto, as ações que unem a mediunidade com a habilidade sensitiva de alguém é chamada de anímico-mediúnica, mas por força do hábito, já tem sido considerada apenas mediúnica.
A questão é mais simples do que parece, pois não importa muito se o fenômeno é anímico, anímico-mediúnico ou unicamente mediúnico (casos mais raros em que o médium cede totalmente o seu corpo e não produz qualquer tipo de reação ou interferência mental sobre a transmissão). A questão realmente importante é a comunhão entre o que se colhe como fruto de todos os processos, somado ao amor maior, à caridade, à alegria e à prática da regra de ouro.
Você reconhece os frutos pela árvore. Não confie em uma mensagem linda e bondosa, vinda de um médium egoísta, maledicente e vaidoso. Antes de confiar no fruto, que é a mensagem, confira a árvore, que é o médium. Nunca podemos separar uma coisa da outra. Este é o ponto!

domingo, 31 de julho de 2016

Livro: Mediunidade na Umbanda Sagrada - 3º Capitulo

MEDIUNIDADE DE EFEITOS FÍSICOS

Os médiuns de efeitos físicos são mais aptos a produzirem fenômenos materiais, fornecendo fluidos para os movimentos de corpos inertes, barulhos, materializações, etc.

Nesta Mediunidade, o MÉDIUM NÃO É O AGENTE, não é o produtor de fenômenos, mas unicamente um elemento que fornece parte dos fluidos, necessários à produção de fenômenos. Dizemos parte dos fluidos, porque há também a necessidade de outros fluidos, que o médium não possui, e que são retratados de outras fontes.

Esta forma de efeitos físicos é a Mediunidade em que fenômenos objetivos se revelam, envolvendo elementos materiais pesados, permitindo exame direto, do ponto de vista cientifico. Nestas manifestações, o médium pode permanecer em transe, ou completamente desperto, caso este em que ficará colocado na posição de espectador.

De tais FENÔMENOS FÍSICOS, os mais importantes são:

A – Levitação
B – Transporte
C – Tiptologia
D – Materialização
E – Voz Direta


LEVITAÇÃO

É o fato de as pessoas ou coisas serem erguidas no ar, sem o auxilio exterior, de caráter material, contrariando assim, aparentemente as leis da Gravidade.

Muitas hipóteses já foram aventadas para explicar o fenômeno, inclusive da “força psíquica possuída pelo médium”, mas o que realmente se dá, é que os Espíritos operantes envolvem a pessoas ou coisas a levitar, em fluidos pesados, isolando-os assim do ambiente físico, sobre o qual se exerce normalmente a lei do peso. Assim isoladas podem então, tais pessoas ou coisas ser facilmente manejadas em qualquer sentido.

TRANSPORTES

São médiuns que podem servir de auxiliares para os Espíritos trazerem objetos materiais. Estes transportes podem se dar em presença e à distância.

No primeiro caso, as pessoas ou coisas são levantadas e levadas de um lado para outro, no próprio local da sessão; no segundo, transportados de fora para dentro da sessão.

TIPTOLOGIA

São aqueles cuja presença favorece os barulhos e pancadas. Nesta classe de fenômenos, tomamos como tipo as MESAS FALANTES. Verifica-se que ocorrem casos de levitação parcial que facilitam as pancadas, batidas com os pés da mesa. O emprego dessas mesas, usadas até há pouco tempo, passou da época, sendo usados diversos tipos de aparelhos mecânicos, entre outros, os que consistem num mostrador contendo o alfabeto, ou quaisquer outros sinais convencionados, sobre o qual se move, apontando os sinais gráficos, um ponteiro ultrassensível, sobre o qual agem os Espíritos, comunicantes. Os “Raps”, pancadas sobre moveis, etc., obtidos pelos Espíritos mediante a condensação de fluidos pesados, que projetam sobre as superfícies visadas.

Os Espíritos produzem esses efeitos, seja para assinalar sua presença e desejo de se comunicarem com alguém, seja para demonstração de sessões de estudos, seja ainda para satisfazer intuitos malsãos, de perturbar os encarnados.

MATERIALIZAÇÃO

Para a produção deste fenômeno, o Espírito operante, tendo conseguido tirar do médium, dos assistentes e do ambiente que lhe é próprio o volume necessário do fluido pesado, combina-o com o fluido mais fino, oriundo do plano Espiritual, condensa-o ao ponto que basta para revestir com ele o Períspirito do Espírito que vai manifestar-se, tornando-se assim, visível aos olhos materiais.

Em graus mais avançados, o “fantasma” se mantém íntegro, durante tempo relativamente longo, tornando-se perfeitamente tangível, e oferecendo a analise direta do observador todos os fenômenos do materialismo fisiológico.

Neste caso, se incluem também os casos de materialização luminosa em que os fluidos empregados são mais próprios do mundo Espiritual.


VOZ DIRETA

Existem Espíritos que ao invés de falarem incorporados em um médium, ou usando os processos telepáticos já estudados, fazem-no diretamente, através de um aparelho vocal, improvisado, no plano visível. Modalidades deste fenômeno são os assovios, o canto, etc.

Para sua produção, é utilizada, em geral, pelos espíritos, a matéria plástica fluídica denominada Ectoplasma.

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segunda-feira, 6 de junho de 2016

Livro: Mediunidade na Umbanda Sagrada - 1º e 2º Capitulo

A MEDIUNIDADE

SUA DEFINIÇÃO E CLASSIFICAÇÃO – QUANTO À NATUREZA – QUANTO AO FENÔMENO

Definição: Entendemos por mediunidade, a faculdade inerente a determinadas pessoas, cuja organização psíquica assegura possibilidades de percepção hiperfísica, isto é, o intercâmbio entre o mundo material e o mundo espiritual.

         Toda pessoa que sente num grau qualquer, a influencia dos espíritos é, por isso mesmo, MÉDIUM, o que quer dizer, intermediário do plano espiritual. Em quase todas as pessoas se encontram alguns rudimentos de Mediunidade. Entretanto, esta qualificação se aplica, especialmente, a todos aqueles cuja faculdade mediúnica é claramente caracterizada, e se traduz por efeitos patentes e certa intensidade, o que depende de um organismo mais ou menos sensitivo.

Classificação da Mediunidade: Estabelecemos esta classificação, focalizando dois pontos:

1º. - Quanto à sua natureza

2º. – Quanto ao fenômeno

Quanto à sua Natureza: A mediunidade pode ser: Mediunidade natural e Mediunidade de prova.

Mediunidade Natural: Assim consideramos, quando ela se constitui em uma conquista definitiva do indivíduo, decorrente da sua evolução moral e espiritual.

         Na medida em que o ser evolui, dilata-se a percepção espiritual, desenvolvendo-se, automaticamente, suas faculdades psíquicas.

         Esta situação é ainda ideal, a ser atingida pelos Homens – no tempo – através de sucessivas reencarnações e burilamento espiritual.

A Intuição é a sua forma mais avançada e perfeita. Através dela, existe o conhecimento das coisas espirituais, e o intercâmbio direto com o Plano Espiritual, sem trabalho mediúnico obrigatório.

Mediunidade de Prova: É a mais generalizada. Consiste na outorga, ou seja, empréstimo de determinadas faculdades psíquicas, a fim de o individuo, por acréscimo da misericórdia Divina, ressarcir, num mais curto espaço de tempo, seus débitos do passado. Funciona como um voto de confiança dos Senhores do Carma, em relação ao espírito encarnado.

         Não é uma posse definitiva, mas precária, dependendo do nosso livre arbítrio ou demérito, em fase do compromisso assumido.

         É uma tarefa individualizada, que obriga a pratica mediúnica, como cooperação compulsória em resgate Cármino.

         Prestaremos atenção a estes fatores, porque a maior parte dos médiuns está engajada nesta situação.

         São varias as passagens do Evangelho que ressaltam a caridade, como meio de purificação.

         Recordemos – “a caridade apaga uma multidão de pecados...” – “Força da caridade, não há salvação...”.

         Inseridos neste contexto, todos os médiuns de prova, como tarefas definidas, lograrão o seu resgate espiritual, através da aceitação humilde de suas faculdades.

         Sabendo que muito será pedido, há quem muito foi dado, distribua em abundância, cada um de seus dons mediúnicos, em favor de seu irmão necessitado.

Quanto ao Fenômeno: classificamos a Mediunidade da seguinte forma:

1º. – Lucidez
2º. – Incorporação
3º. – Efeitos Físicos

Na LUCIDEZ se incluem:

A – telepatia
B – vidência
C – psicometria
D – audição
E – intuição

Na INCORPORAÇÃO que pode ser total ou parcial, se registram:

A – manifestações orais e escritas
B – sonambulismo
Nos EFEITOS FISICOS incluímos fenômenos de:
A – materialização

B – curas


DEFINIÇÃO DE VÁRIOS TIPOS DE MEDIUNIDADE

LUCIDEZ

         Por lucidez se entende a faculdade mediante a qual os médiuns podem ver ouvir e conhecer além dos sentidos comuns e dos limites vibratórios da luz e do som, naturais ao mundo físico.

         As percepções espirituais não dependem dos sentidos físicos, mas sim de um sentido interno – Intuição – de grande poder, mas pobremente desenvolvido ainda, no homem atual.

         É um fenômeno de difícil explicação, porque transcede toda a dimensão dos sentidos físicos. São vibrações da natureza diferente, não perceptíveis pelos físicos. Digamos assim, que está ligado a um conhecimento quadridimensional.

TELEPATIA

É a faculdade pela qual o médium consegue captar ideias e pensamentos, que tanto podem ser de um encarnado como desencarnado.

VIDÊNCIA

         É a chamada visão hiperfísica. São mediunidades encontradas nos indivíduos, que tem a visão nítida e segura de trabalhos físicos, e outros, em execução no Astral.

         O médium também pode ver quadros, símbolos, paisagens, entidades animais e humanos, normalmente invisíveis aos sentidos físicos. Estas imagens, a que nos acabamos de referir, são formadas como auxilio dos fluidos pesados, fornecidos pelos médiuns e assistentes.

         A mediunidade de vidência, para fins de estudo, pode ser discriminada em três formas:

         1º. – vidência ambiente ou local
         2º. – vidência no espaço
         3º. – vidência no tempo

PSICOMETRIA

         É a capacidade que determinados médiuns possuem, de descreverem situações, pertinentes a alguém desconhecido, desde que sejam colocados diante de um objeto relacionado com esse alguém.

         Exemplo:

                        Uma pessoa leva um objeto de seu uso pessoal a um médium desse tipo. Através do objeto, o médium particularizará situações inerentes à vida passada dessa pessoa, podendo até diagnosticar das necessidades espirituais e materiais do seu presente.

Isto porque os fatos relacionados com a vida dos objetos, indivíduos ou coletividades, gravam-se indelevelmente na luz astral, em registros etéricos, e se arquivam em lugares ou repartições apropriadas do Espaço, podendo ser consultados ou revelados a Espíritos interessados na rememoração do passado.

AUDIÇÃO, OU MEDIUNIDADE AUDITIVA

         Ocorre o mesmo que na Mediunidade anterior no que se refere às ondas sonoras – que são percebidas pelos médiuns, em grau vibratório, acima do compatível com o ouvido humano.

INTUIÇÃO

         É aquela voz, aquele sentimento interior que nos fala com tanta força que nos faz obedecer sem duvidas, sem vacilações.

         É o que regularmente se chama de “sexto sentido”. A intuição é uma luz clara, é a Verdade Cósmica que existe em nosso “EU”, em forma de potencial, e que nos coloca em ligação direta com DEUS.

         Enquanto a ciência é a razão, a intuição é a Fé.

         O ser humano funciona em três planos: físico, mental e espiritual. O plano espiritual corresponde à intuição, e só esta abraça a realidade maior da vida – DEUS.

            Entretanto a fim de que não caiamos jamais numa crença cega, sem a analise do conteúdo, ouçamos a lição de Aléxis Carrel, acerca da intuição, em seu livro – O Homem Desconhecido – “As descobertas da intuição devem ser sempre desenvolvidas pela lógica”. Tanto na vida corrente como na ciência, a intuição é como meio de adquirir conhecimentos de grande poder, mas perigosos.

         Por vezes, é difícil distingui-la da ilusão.

         Aqueles que só por ela se deixam guiar estão expostos ao erro. Mas aos grandes homens, ou aos simples de coração puro, pode ela conduzir aos mais elevados cumes da vida mental e espiritual”.

INCORPORAÇÃO

É a Mediunidade que mais comumente se observa. Ela nos faculta o entendimento direto com os Espíritos, a fim de recebermos seus conselhos e suas orientações. As Entidades enviam seus fluidos sobre a parte mental do médium, sobre o sistema nervoso e sobre os membros superiores e inferiores.

         Na Umbanda, o médium denomina-se “cavalo”, quando oferece incorporação a caboclos, preto-velhos, iaras, boiadeiros, baianos e marinheiros. De “burro”, quando trabalha com “Exus”.

         No Kadercismo, o médium é chamado de “aparelho”.

         Cumpre assinalar que, dentro da Mediunidade de incorporação, há três graduações, a saber: inconsciente, semiconsciente, e consciente.

Incorporação Inconsciente: O médium é totalmente hipnotizado pela Entidade. Totalmente dominado por ela. Diz-se então Incorporação Total.

Incorporação Semiconsciente: A ação da Entidade é menos intensa. Tem menos graduação.

Incorporação Consciente: A ação da Entidade é mais moderada ainda, que na anterior. Logo, não há incorporação total, mas corresponde a uma das graduações do mesmo fenômeno mediúnico.

         O médium consciente pode, inclusive, receber melhores vibrações. A questão em si, é que há médiuns de todas as capacidades. O mais importante mesmo, é que os médiuns, seja qual for o grau de sua Mediunidade, transmitam as vibrações cósmicas benéficas a todos os necessitados.

         Esse trabalho de canalização de vibrações, feito através da abertura mediúnica – independente do grau de Mediunidade é de grande proveito para os Espíritos de Luz, que desempenham sua missão aqui na Terra. Representa grande evolução para Eles, na Espiritualidade.

         Dentro da incorporação, como referimos anteriormente, incluímos também: as manifestações orais e escritas e o sonambulismo.

         Nas manifestações, ORAIS e ESCRITAS, enfocamos também a PSICOGRAFIA, que é uma forma de incorporação parcial. O Espírito comunicante utiliza-se do braço e da mão do médium, colocados à sua disposição, permanecendo quase sempre o médium em estado consciente ou semiconsciente.

         A situação mais favorável, nesta Mediunidade, é quando a Entidade comunicante consegue a completa insensibilidade do braço do médium, que pode ser usado por longo tempo, sem sentir cansaço.

         É através desta Mediunidade que os Mentores Espirituais têm dado ao Mundo uma vasta literatura espírita.

         No SONAMBULISMO, diremos que o médium age sob a influencia de seu próprio espírito.

         É o seu espírito que durante o sono, ao se desprender da matéria, vê, ouve e percebe, fora dos limites físicos. O que ele diz são coisas tiradas de si mesmo, mas suas ideias são em geral, mais justas e mais claras, porque percebe as coisas em maior estado de liberdade espiritual. Vive até certo ponto, por antecipação, a vida dos espíritos.

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sábado, 29 de junho de 2013

Mediunidade em 10 Lições - Por Emmanuel

1- Rende culto ao dever.
Não há fé construtiva onde falta respeito ao cumprimento das próprias obrigações.

2 - Trabalha espontaneamente.
A mediunidade é um arado divino que o óxido da preguiça enferruja e destrói.

3 - Não te creias maior ou menor.
Como as árvores frutíferas, espalhadas no solo, cada talento mediúnico tem a sua utilidade e a sua expressão.

4 - Não esperes recompensas no mundo.
As dádivas do Senhor, como sejam o fulgor das estrelas e a carícia da fonte, o lume da prece e a bênção da coragem, não têm preço na Terra.

5 - Não centralizes a ação.
Todos os companheiros são chamados a cooperar, no conjunto das boas obras, a fim de que se elejam à posição de escolhidos para tarefas mais altas.

6 - Não te encarceres na dúvida.
Todo bem, muito antes de externar-se por intermédio desse ou daquele intérprete da verdade, procede, originariamente, de Deus.

7 - Estuda sempre.
A luz do conhecimento armar-te-á o espírito contra as armadilhas da ignorância.

8 - Não te irrites.
Cultiva a caridade e a brandura, a compreensão e a tolerância, porque os mensageiros do amor encontram dificuldade enorme para se exprimirem com segurança através de um coração conservado em vinagre.

9 - Desculpa incessantemente.
O ácido da crítica não te piora a realidade, a praga do elogio não te altera o modo justo de ser, e, ainda mesmo que te categorizem à conta de mistificador ou embusteiro, esquece a ofensa com que te espanquem o rosto, e, guardando o tesouro da consciência limpa, segue adiante, na certeza de que cada criatura percebe a vida do ponto de vista em que se coloca.

10 - Não temas perseguidores.
Lembra-te da humildade do Cristo e recorda que, ainda Ele, anjo em forma de homem, estava cercado de adversários gratuitos e de verdugos cruéis, quando escreveu na cruz, com suor e lágrimas, o divino poema da eterna ressurreição.

Do livro "Espírito da Verdade" - Chico Xavier e Waldo Vieira

domingo, 3 de março de 2013

Mediunidade para quem demonstra e assume a Esperança



Axé pessoal! Foram tantos acontecimentos nessas últimas semanas que nem sei sobre o que escrever. Poderia comentar sobre a renúncia do Papa, tragédia em Santa Maria, a força da natureza, carnaval, quaresma… enfim… são tantos assuntos e todos tão relevantes. Porém, entendi que o post anterior – “Valor da Mediunidade” – em que compartilhei saberes e experiências sobre mediunidade e missão espiritual foi importante para muitas pessoas. Assim, creio que o melhor é continuar explanando sobre esses temas que tanto refletem em nós e em nosso futuro.
E por falar em futuro, muitas pessoas não entendem o que realmente significa desenvolver a mediunidade. Alguns acham que é escravidão, outros veem como negócio, troca ou coação, outros ainda, como fatalidade, sina ou vantagem. Acham que não devem obrigações, deveres, respeito, estudo ou dedicação. Acham que simplesmente ‘são’ e que com o tempo e com a mesma simplicidade deixarão de ser. Ledo engano!!!
Mediunidade é um dom divino, é um fenômeno transcendente dado por Deus para que aceleremos nossa evolução espiritual e humana, é uma oportunidade de interagir com dois mundos (com o etéreo e com o material), ou seja, é a capacidade de sentir, perceber e compartilhar com o que está além da matéria e com o que é além do racional ou do cientifico.
A questão é que esse dom divino e essa capacidade de interação com forças sutis e celestiais nos causam certos desconfortos, desajustes e até desequilíbrios em virtude de nossa natural densidade, fato que nos “pede” mudanças de atitudes, educação sensorial, conhecimento do plano espiritual e principalmente, disciplina.
Essas ações e saberes – mudanças de atitudes, educação sensorial, conhecimento do plano espiritual e disciplina – aprendemos e adquirimos no desenvolvimento mediúnico.
Desenvolver a mediunidade é algo fundamental para qualquer médium, porém, é algo que não se consegue sozinho ou em casa, pois as firmezas, sustentações e segurança que um terreiro, centro, casa espírita são próprias e fundamentais para lidar com o universo etéreo. Entendam, o plano espiritual é composto por espíritos bons e elevados, mas também por espíritos doentes, negativos, perdidos… enfim, uma infinidade de possibilidades; portanto, se o ambiente não for propício ou se Forças Divinas não estiverem sustentando e guardando o médium, ele poderá se tornar um brinquedo, um fantoche, um refém nas mãos de espíritos trevosos e até seu colaborador.
Desenvolver a mediunidade significa que a pessoa já se entende e se aceita como médium, e isso quer dizer, que ela reconhece que esse dom influencia seus sentidos, sensações, energias e vibrações, ou seja, sua vida.  Assim, o melhor a fazer por si mesmo, é buscar o conhecimento e a educação necessária para não se sentir indefeso, insensível e incapaz diante de situações que envolvem o Além. E vale ressaltar que, sem boa conduta, doutrina e conhecimento, as influências normalmente são negativas, desajustadas e caóticas, ou, se tornam imperceptíveis quando positivas, portanto o médium não consegue captar e absorver as boas vibrações doadas pelas Entidades de Luz.
Reflitam comigo, desenvolver a mediunidade não é algo difícil, porém necessita de dedicação, vontade de melhorar e, principalmente, desejo de construir um futuro mais harmonioso e tranquilo para si e toda sua família. Significa saber distinguir as influências e consequentemente, saber recusar, no caso de negativa e saber receber, no caso de positiva. E, creio que muitos concordam, isso é tudo de bom!
Sei que algumas pessoas dirão que não é fácil dar esse passo, acontecem coisas estranhas, a família não apoia, o medo aflora, o tempo não colabora, as experiências negativas entorpecem novas tentativas, entre tantas outras situações que acabam por perturbar e paralisar. No entanto, com um pouco de conhecimento e discernimento, percebe-se que essas dificuldades são provocadas por espíritos negativos que não querem ver seus “colaboradores” melhorarem ou saírem de suas garras e teias.
Pior ainda, são os sintomas físicos e emocionais que a mediunidade em desarmonia causa e que ininterruptamente se potencializa deixando o médium em total desequilíbrio. Vejam alguns sintomas: Sensação de peso na cabeça, na nuca e ombros; Facilidade em captar energias negativas no local; Nervosismo acentuado (irritação por motivos banais); Insônia, inquietação íntima e desassossego; Calafrios e arrepios constantes no corpo todo ou partes do corpo; Cansaço geral, calor focado (como se estivesse encostando em algo quente); Falta de ânimo para o trabalho, pessimismo; Alternância de humor extremado: tristeza profunda ou excessiva alegria sem razão aparente; Desconfianças generalizadas; Sensações de presenças imateriais como sombras,vultos, vozes e toques.
Eu penso, entendo, creio e sinto que, mais do que uma escolha, desenvolver a mediunidade é uma questão de inteligência, bom senso e capacidade de demonstrar e assumir a esperança que se tem na vida e no futuro.
Isso quer dizer persistência, confiança e muita, muita fé.
Vamos lá pessoal, vamos nos encher de esperança pelo futuro.
Vamos confiar nas Entidades de Luz, em nossos terreiros, centros e casas da mesma forma que confiamos em Deus, da mesma forma que queremos que os outros confiem em nós.
Vamos persistir, tentar, fazer mais, fazer diferente.
Vamos melhorar, fazer o bem e sentir a verdadeira Paz de Espírito.
E para continuar inspirando e firmando o valor da mediunidade, segue mais um texto de J.Edson Orphanake retirado do livro “Umbanda – Perguntas e Respostas”. Espero que gostem e espero vê-los de branco, saravando, sorrindo e transformando a vida.
Axéééé a todos!!!
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FÉ E CONFIANÇA

Que advertência ou conselho você daria aos médiuns, principalmente quando fraquejam ante o desenvolvimento ou desempenho da mediunidade?
Preliminarmente, vou lhe contar um caso: um navio cruzava o alto-mar, quando sobreveio forte temporal. O céu escureceu, as águas se agitavam violentamente, o vento forte soprava ameaçador e gigantescas ondas furiosas açoitavam a embarcação, balançando-a perigosamente. O capitão berrava, dando ininterruptas ordens. Marinheiros atordoados corriam de um lado a outro, atarefados, para o navio conseguir aguentar os solavancos. A tempestade descia terrível, castigando a cansada e sofrida tripulação. Um dos marujos desceu para a casa das máquinas e, ao passar pelo camarote do comandante, viu a filha do capitão, menina de oito anos, tranquila e alegre, a brincar com suas bonecas, apesar dos balanços da nave. O marinheiro advertiu-a: “Que é isso, menina, num perigo desses e você brincando…Você não tem medo?… Abrigue-se melhor em outro lugar mais seguro”. A criança, calma e despreocupada, mirou-o e respondeu: “Por que ter medo? Meu pai é comandante do navio!”
O homem admirou a coragem daquela boneca viva e mais calmo e confiante prosseguiu sua tarefa. Pouco depois, a tempestade amainou e o mar voltou à serenidade. Observe o exemplo de confiança dessa garota, que conhecia o valor e a experiência do pai, tanto que sabia que ele resistiria à fúria dos elementos e conduziria o barco a salvo.
Médiuns de Umbanda: Tende fé e confiança em vossos guias. Não vos amedronteis nem vos acovardeis ante o temporal que por ventura se abater sobre vós, há uma fase de desenvolvimento mediúnico ou inicio do aprendizado espiritual e mesmo no desempenho da divina missão mediúnica, nos quais parece que a onda de má sorte conspira contra a paz de vosso equilíbrio existencial. O Pai Supremo é o comandante e ninguém melhor que Ele saberá conduzir-vos ao porto seguro de vossos destinos.
É justamente nas tempestades que se conhece os bons marinheiros, não sobre ondas mansas. Tende fé e certeza, aguentando os “solavancos” da fase negativa, porque, apesar da noite negra e tempestuosa, o sol radiante desponta na manhã seguinte, oferecendo um novo dia de esperança.
Vede os exemplos dos grandes médiuns que souberam transpor os dolorosos obstáculos do caminho e chegaram ao destino mais fortes, mais experientes, mais sábios. Não abandoneis a embarcação segura, atirando-vos ao mar encapelado da dúvida, do abatimento, da deserção, que é mais perigoso. Antes, sede fortes de ânimo e de vontade, sem temer os vendavais cíclicos, eis que os pretos velhos atravessaram o agitado mar da escravidão e hoje cintilam quais estrelas brilhantes no divino e sublime oceano do Comandante Soberano e Eterno.
Fonte: Minha Umbanda
Escrito por Monica Caraccio
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“A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho.”


SIGNIFICADOS QUANTO AO FORMATO DA VELA



 
Cones ou Triangulares: equilíbrio, elevação.
Quadradas: estabilidade, matéria.
Estrela: espiritual, carma.
Pirâmide: realizações matérias.
Cilíndricas: servem para tudo.
Animais: para o seu animal protetor.
Lua: para acentuar sua energia intuitiva.
Gnomo: para seu elemental da terra.
Cone ou Triangulares: simbolizam o equilíbrio. Tem três planos: físico, emocional e espiritual.
Velas Cônicas: são voltadas para cima e significam o desejo de elevação do homem, sua comunicação com o cosmos.
Velas Quadradas: Simbolizam estabilidade na matéria. Seus lados iguais representam os quatro elementos: Terra, Água, Fogo, Ar.
Velas em Formato de Estrela de Cinco Pontas: É o símbolo do homem preso na matéria. Representa o carma.
Velas Redondas: Simbolizam mudança. E a energia mais pura do astral que só a mente superior alcança.