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terça-feira, 8 de novembro de 2011

DUPLAMENTE IMPERDÍVEL!!!


Axé pessoal! Hoje só tem notícia boa… Já está nas telas dos cinemas o filme – “O FILME DOS ESPÍRITOS” – inspirado em “O Livro dos Espíritos”, escrito por Allan Kardec em 1857 e que tocou inúmeras pessoas no decorrer destes anos.

A filmagem aconteceu principalmente em São Paulo, mas também percorreu Cajazeiras/PB, Atibaia, Araçoiaba da Serra e Ubatuba (SP) e ilustra o impacto dessa obra no mundo.

“O filme dos espíritos” conta a história de Bruno Alves (Reinaldo Rodrigues), um professor de psicologia que perde sua esposa para o câncer. Completamente abalado perde também seu emprego, momento em que o suicídio lhe parece a única saída. Nesse momento, ele entra em contato com O Livro dos Espíritos, obra principal da doutrina codificada por Allan Kardec. A partir daí ele faz uma jornada em busca de sua felicidade compreendendo os mistérios da alma. Em doses menores, temos as histórias de uma moça prestes a perder a mãe também para o câncer, de um garçom ex-presidiário e de dois homens que trabalham em uma funerária, com um deles tendo a habilidade de falar com os espíritos dos mortos. Nesta “viagem” veremos histórias de superações, de luta em prol da felicidade e enigmas existenciais humanos como: Quem é Deus? De onde viemos e para onde vamos? O mundo espiritual é uma realidade? Podemos nos comunicar com nossos entes queridos? sendo decifrados.

A ‘Mundo Maior Filmes’ é a produtora responsável, a direção é de André Marouço e Michel Dubret e o roteiro de André Marouço. O elenco principal é composto por Reinaldo Rodrigues, Nelson Xavier, Ana Rosa, Briza Menezes, Alethéa Miranda e Ênio Gonçalves, com as participações especiais de Etty Fraser, Sandra Corveloni, Luciana Gimenez.

O produtor Luiz Eduardo Girão ressalta que ‘O Filme dos Espíritos’ é produzido com um orçamento “pé no chão”, não tem efeitos especiais, é feito para o coração das pessoas e vai “matar” a curiosidade de muita gente sobre a doutrina espírita. Esse é o quarto filme, que a própria mídia chama de cinema transcendental, que toca o espírito e desperta fraternidade, solidariedade e uma realidade além da matéria. Para ele, essas obras não querem converter ou doutrinar as pessoas, apenas querem ampliar os conhecimentos e esclarecer as dúvidas. “O espiritismo abraça todas as religiões e tem como palavra chave a caridade”, afirma Girão.

O Filme dos Espíritos é também uma obra social, pois parte da renda irá ajudar a construir novos ambulatórios das Casas André Luiz. Essa entidade de assistência social criada em 1949, no bairro de Santana, São Paulo, já trabalha ativamente gerando qualidade de vida à pessoa com deficiência intelectual. Na cidade de Guarulhos criou dois importantes centros de atendimento: a Unidade de Longa Permanência, no bairro de Picanço, onde moram e são atendidas gratuitamente cerca de 600 pessoas e o Ambulatório de Deficiência Mental, no bairro de Vila Galvão, com atendimento ambulatorial para cerca de 1000 deficientes e seus familiares.

Não podemos deixar de assistir, prestigiar, divulgar e incentivar esse tipo de trabalho, mesmo porque, a questão aqui não é Umbanda ou Kardecismo, mas atitudes que valorizam a nossa crença espiritual e atitudes que estimulem produções culturais como essa que favorece diretamente a doutrina espírita e a realidade do espírito.
É um esforço coletivo para semear uma mentalidade de orgulho religioso, crença espiritual e a verdadeira Vida que acontece além da vida.

Assistam o trailer e combinem o cinema… Não podemos perder essa oportunidade!!!

E mais que essa oportunidade, é aproveitar também a estréia do filme “JARDIM DAS FOLHAS SAGRADAS“ que acontecerá em novembro, junto com as comemorações da “Consciência Negra”.

É um filme de arrepiar que narra a história de um bancário bem sucedido, negro e bissexual, casado com uma mulher branca e de crença evangélica. Ele vive na Salvador contemporânea e recebe a incumbência de montar um terreiro de candomblé no espaço urbano. Para isto, enfrentará a especulação imobiliária numa cidade de crescimento vertiginoso, o preconceito racial e a intolerância religiosa. Este homem, embora questione a tradição da própria religião, tem a missão de montar um ambiente sagrado e de respeito à natureza, superando as contradições e conflitos trazidos pela modernidade.

Um filme sobre espiritualidade, ecologia e conflitos do cotidiano urbano que oferece o debate sobre bissexualidade, intolerância religiosa e preconceitos étnicos, ao mesmo tempo em que expõe a intimidade do Candomblé e discute a degradação das áreas verdes nas cidades vitimadas pela especulação imobiliária.

O bancário Bonfim (Antônio Godi) experimentará o sabor do amor e do desprezo, da amizade e da traição, compartilhando o aprendizado da força e sabedoria ancestrais do Candomblé para a superação dos obstáculos.

Vejam o trailer e controlem a ansiedade, pois será IMPERDÍVEL!!!

sábado, 22 de outubro de 2011

BAHIA DE TODOS OS SANTOS

Cortejo saiu uma hora mais cedo por conta do jogo da seleção. Foto: Gildo Lima| Ag. A TARDE

Considero o 2 de julho a mais bonita festa da Bahia. Isso porque é difícil ver nas outras uma mistura tão bem acabada de política, religião e festa.
Afinal, onde existe uma parada cívica com capoeiristas, gente vestida de baiana e vaqueiros devidamente trajados misturados às representações oficiais da Polícia Militar e da Marinha?
Além disso, muita gente vai ali para fazer orações e agradecimentos aos caboclos do 2 de julho já sincretizados às entidades homônimas saudadas nos candomblés baianos. E como ignorar o surgimento desta festa?
No dia 2 de julho de 1823, o povão, no mais puro baianês, estava retado. Depois de tantas promessas o Brasil estava livre de Portugal, mas descendentes de índios, escravos e libertos, muitos dos quais tinham entrado na guerra ou perdido familiares nos combates, continuavam do mesmo jeito: pobres e sem liberdade nenhuma.
Aquela história de Exército Libertador não apagou as diferneças entre elite e povo. Tudo continuava como dantes no quartel de Abrantes para este último.
E talvez tenha sido aí que começou a tomar forma um outro famoso ditado baiano: "Vá chorar no pé do caboco". Ou seja: "se virem". O povo resolveu apelar para o caboclo, literalmente.
Um movimento popular fez o mesmo caminho que as tropas tinham feito um ano antes tendo à frente uma canhoneira portuguesa transformada em carroça que levava um velho descendente de índio. Era uma caricatura da entrada das tropas brasileiras vencedoras. Simbólico que à frente estivesse um representante do povo.
E ai de quem tentou alterar o que os donos da festa decidiram fazer. Conta-se, por exemplo, que no final do século XIX o comandante de armas que era uma espécie de prefeito da cidade decidiu que a estátua do caboclo, pois ela já havia sido feita, não iria sair mais. A decisão era por conta do símbolo de Portugal na estátua: uma serpente sendo morta pelo caboclo.
O cidadão era descendente de português e se sentiu ofendido. No lugar do caboclo ele queria uma imagem feminina para homenagear Catarina Paraguaçu.
Pois a associação dos veteranos da guerra mandou um recado: ou o caboclo saía ou eles iam pegar em armas e ia correr sangue. Seria uma guerra civil em defesa do caboclo. O comandante recuou, o caboclo foi para a rua e melhor ainda: ganhou uma companhia feminina, a cabocla.
Ou seja: no 2 de julho, como diz o professor Cid Teixeira, autoridade é que é penetra. Mesmo com todo o discurso de festa cívica a irreverência original está lá nesta característica de parada militar embolada a manifestações culturais diversas.
Lembro que um maestro de uma banda militar me contou que na primeira vez em que foi reger no desfile ficou sem entender nada. Carioca, ele imaginava que a festa da Independência da Bahia, a maior data cívica do Estado, era uma espécie de 7 de setembro.
Para a sua surpresa o que viu foi o povo gritando e aplaudindo o carro dos caboclos, correndo para tocá-los. Na confusão o seu quepe foi jogado para longe e ele teve que se virar para reger a banda como deu.
A surpresa do integrante da Marinha é a típica reação de quem é de fora quando vê o 2 de julho, o que só prova a sua característica de festa especial.
Que bom que o povo baiano consegue manter essa sua rebeldia. No 2 de julho o povo aplaude quem acha que deve, vaia quem acha que merece e não é à toa que políticos se esforçam para seguir atrás do cortejo rodeado de cabos eleitorais.
Aliás o 2 de julho é termômetro para quem se aventura na disputa das urnas para saber se está bem ou em baixa.
Mas a volta dos caboclos alguns dias depois é ainda mais irreverente. Não tem cerimônia oficial, mas muita festa.
Enfim, o 2 de julho é uma celebração de independência desse jeito povão de ser. E viva aos caboclos! Atrás deles só não vai quem não pode.
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Pai Valdemir comanda o Terreiro Santa Bárbara que no sábado faz festa para os caboclos. Foto: Fernando Vivas| AG. A TARDE



Pai Valdemir comanda o Terreiro Santa Bárbara que, no sábado, faz festa para os caboclos. Foto: Fernando Vivas| AG. A TARDE
As festas para o caboclo Sultão das Matas, no Terreiro Santa Bárbara, situado em Lauro de Freitas, são conhecidas pela fartura e alegria. Após o luto em memória da mãe-pequena da Casa, Mãe Dazinha, neste sábado, a partir das 21 horas, Sultão das Matas volta a ganhar sua festa. 
Segundo Pai Valdemir, que gosta de ver o terreiro cheio nos dias em que realiza seus cultos, vai ter um tapete de frutas em honra de todos os caboclos e um churrasco de dois bois.
A festa deve se prolongar até a metade da manhã de domingo. A celebração é aberta à participação pública e é uma boa oportunidade para quem nunca viu um culto em honra dos caboclos que, em Salvador, acontecem, na sua maioria, no mês de julho


                      POSTADO GRUPO BOIADEIRO REI

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

O efeito multiplicador – energia e magia na Umbanda


Recentemente em visita a um outro terreiro de Umbanda, observei o efeito multiplicador dos atos praticados pelos médiuns em uma casa. Cheguei cedo, trinta minutos antes do início da gira, fiquei sentado em contemplação e observação.

Alguns médiuns já estavam na casa ajudando a arrumar o congá, recepcionando os visitantes e conversando entre si, mas sempre em voz baixa. Imediatamente as pessoas que chegavam ao terreiro abaixavam o tom de voz, iam sentando e conversavam com seus vizinhos de assistência em um volume muito baixo.

Logo depois iniciou-se um silêncio por parte dos médiuns, que estavam se concentrando, ou fazendo seus afazeres, mas em silêncio. Imediatamente a assistência diminuiu ainda mais o tom da conversa e mais, muitos ficaram em silêncio. O dirigente chega, e dá início aos trabalhos. A forma de condução era voltada para a introspecção e assim durante todo o trabalho a assistência observava a gira de forma muito silenciosa e com poucas conversas.

Mesmo quando os pontos eram entoados as pessoas o faziam de forma baixa, e assim quase ninguém da assistência ousava cantar. Depois de um certo tempo alguns médiuns sorriram para a assistência como se os convidassem a relaxarem, e muitos mudaram o ar de concentração para um ar mais relaxado, mais livre.

Quando alguns médiuns começaram a conversar, mesmo que de forma rápida, entre si, imediatamente a assistência também voltava a conversar. Quando as entidades chefes solicitavam a atenção e a força, todos os médiuns se voltavam para a entidade e exalavam sua fé, muitos dos presentes se comoviam, se emocionavam com esta reação.
Findado os trabalhos fui para a minha casa, e comecei a refletir sobre a gira, aprender com os trabalhos daquele terreiro, avaliar minhas práticas e meditar em como melhorar minha forma de conduzir as giras. Mas, entre um pensamento e outro me deparei com o efeito multiplicador da postura dos médiuns em um terreiro.

Assim passei a observar a nossa casa, como nos portamos e qual o efeito multiplicador de nossas atitudes. Em nossa casa por razões diversas estimulo as pessoas a conversarem a darem risada, a relaxarem a se sentiram em casa. Assim os médiuns quando chegam se abraçam e começam a conversar, imediatamente a assistência faz o mesmo, dão risadas conversam, e mesmo aqueles que estão indo pela primeira vez sentem este ar descontraído inicial e não se sentem constrangidos, pelo menos não aparentam isto.

Vou dar início aos trabalhos todos olham para o altar e então de mãos dadas iniciamos nossa gira cantando o hino da Umbanda. A assistência neste momento já se acomodou e as conversas quase que cessaram, todos se voltam para a gira em contemplação.

Quando conversamos sobre a Umbanda no início de cada trabalho, todos prestam atenção, todos querem absorver o conhecimento e assim a assistência também se concentra. Quando tocamos o atabaque e cantamos com devoção e dedicação, em nossa casa todos os médiuns cantam os pontos, concentramos nossas atenções para aquele Orixá, aquela parte do ritual percebo que muitos da assistência começam a cantar e outros ficam acompanhando o ritmo com as mãos, os pés ou a cabeça.
Abrimos para o passe, para a vibração, e todos se voltam para o altar e pedem em pensamento ajuda a todos os que ali estão, a assistência entra e sente este clima de oração e de ajuda. A seriedade e a dedicação contagiam os visitantes.

Mas da mesma forma que os aspectos positivos são contagiantes e multiplicadores, quando há displicência, conversas, desrespeito, muitos da assistência começam a perder o ar de contemplação alegre, e passam a desacreditar ou ao menos não sentir aquela união de força como sentiu anteriormente.
A postura do corpo mediúnico em uma casa é multiplicador dos estados emocionais da assistência, se todos nós percebêssemos este efeito tomaríamos muito mais cuidado com nossos atos e omissões durante, antes e depois da gira.

O corpo mediúnico unido e que segue o ritual de forma disciplinada, que acompanha o estilo de cada casa, já começa fazendo a magia da Umbanda antes mesmo da incorporação e da consulta. Seja em uma casa onde a introspecção e o silêncio são as formas, ou em uma casa em que a alegria e a disciplina em movimento são as regras, o importante é aderir ao tipo da casa de Umbanda, vestir a camisa, sentir a casa como sendo sua e se dedicar para que todos percebam como somos todos sacerdotes, discípulos em busca da fé e da caridade.

Saliento sempre que posso aos médiuns do nosso terreiro que a Umbanda é uma religião cujo ritual é exercido de forma coletiva, aqueles que compõem o corpo mediúnico são os sacerdotes, dirigidos e coordenados por um, mas todos são sacerdotes e como sacerdotes devemos ter a responsabilidade de multiplicar a paz, o amor e a fé. Quando permitimos que o desleixo a desatenção e o desrespeito se multipliquem, estamos indo contra o que pregamos.

Agradeço a Deus e aos Orixás por termos uma corrente que entende sua função como corpo, como corrente em que cada elo é forte e ajuda o outro, e que mesmo diante de nossos erros, procuramos sempre melhorar e corrigir, com tranqüilidade e perseverança. Espero que esta observação que pode ser óbvia para muitos possa fortalecer a nossa casa, e fortalecer todos os terreiros de Umbanda, pois quando nos dedicamos e amamos nosso sacerdócio, e o exercemos com responsabilidade e atenção, seguindo aquilo que acreditamos e fazendo da forma que entendemos mais correta, isto se multiplica, contagia a todos e faz a magia da Umbanda acontecer.

Saravá a todas as correntes de Umbanda, saravá todos os terreiros, saravá todos os médiuns.

Autor: Pai Caetano de Oxossi
Todos os direitos reservados
se for republicar favor citar a fonte, garantir a autoria e não editar sem prévia autorização. Obrigado

POSTADO:GRUPO BOIADEIRO REI

sábado, 8 de outubro de 2011

Concentração e Incorporação



(Acredito que a concentração é o ponto chave para uma boa incorporação)

Uma das dificuldades dos integrantes das reuniões mediúnicas diz respeito à concentração.

        A capacidade de controlar, direcionar e manter o pensamento dentro das finalidades da reunião é, para a maioria, um esforço muito grande e que nem sempre dá bons resultados. Não raro os pensamentos se dispersam, fixam-se em fatos do dia-a-dia e acabam por tornar alguns sonolentos, enquanto outros estão distraídos e longe dos objetivos propostos para um trabalho sério. Alguns poucos, então, conseguem uma boa concentração e estes sustentarão os trabalhos programados, porém, como é óbvio, sem alcançar melhor produtividade devido aos bloqueios vibratórios existentes no ambiente.

      A nossa cultura ocidental não dá ênfase à necessidade do controle mental, pois é fundamentada em uma mentalidade racional, extremamente prática, extrovertida e imediatista valorizando a horizontalidade da vida terrestre, exatamente oposta ao Oriente, cuja mentalidade se estrutura de forma intuitiva, mística e introvertida e que realça a essência espiritual do ser humano, incentivando a busca da verticalidade.

Nos últimos tempos tem-se notado um sensível aumento no interesse por algumas práticas orientais, ressaltando-se a meditação, cujos benefícios estão sendo procurados pelos ocidentais, que despertaram para a necessidade de uma busca interior, ou seja, o autoconhecimento.

A concentração que é praticada nas reuniões mediúnicas, evidentemente, tem conotações próprias e não deve ser tomada aqui como as realizadas nas práticas orientais, embora os aspectos semelhantes nas suas bases, quais sejam a disciplina mental, o controle e equilíbrio dos pensamentos. Exatamente por terem estes mesmos fundamentos é que citaremos algumas definições de autores do Oriente, visto que a sabedoria oriental é multimilenar e pode beneficiar-nos sobremaneira através desses pontos comuns.

Concentração - Conceito: Concentrar, segundo o dicionário Aurélio, significa "fazer convergir para um centro ou para um mesmo ponto. Aplicar a atenção a algum assunto".

Um autor oriental, Mouni Sadhu, esclarece que o poder de concentração consiste na "habilidade para manter inabalavelmente sua percepção sobre um tema escolhido, pelo tempo que você decidir continuar com ele" (Do livro "Meditação").

É exatamente essa capacidade de concentrar nos objetivos da reunião mediúnica que irá favorecer a realização dos trabalhos.

Leon Denis, em sua magistral obra "No Invisível", alerta:

"Conforme o seu estado psíquico,os assistentes favorecem ou embaraçam a ação dos Espíritos"

Dificuldades de Concentração

Deixamos a palavra com Leon Denis, que assinala o motivo principal da dificuldade de concentrar:

"Na maior parte dos homens os
pensamentos flutuam sem cessar.
Sua mobilidade constante e sua
variedade infinita pequeno acesso
oferecem às influências superiores.
É preciso saber concentrar-se, pôr
o pensamento acorde com o
pensamento divino.(...)"
("O Problema do Ser, do Destino e da Dor", cap. XX)

A reunião mediúnica apresenta ainda outras conotações que são peculiares ao tipo de atividade que ali se desenvolve.

Assim, a dificuldade de concentrar-se nos objetivos elevados que o exercício da mediunidade requer é resultado da pouca prática que a maioria das pessoas têm de fixarem seus pensamentos em assuntos edificantes, em ideais e idéias nobres durante o seu dia-a-dia. Estão com a mente sempre ocupada pelos problemas e questões do cotidiano, por coisas supérfluas e interesses imediatistas, pelo noticiário e programa da TV, por literatura e músicas teor inferior, por conversações extremamente banais e irresponsáveis, e não conseguem esvaziá-la desses assuntos para dar campo às influências benéficas dos Espíritos Superiores, dos Mentores que assessoram os trabalhos.

Ensina Leon Denis:

"As preocupações de ordem material criam correntes
vibratórias horizontais, que põem obstáculo às radiações
etéreas e restringem nossas percepções. Ao contrário,
a meditação, a contemplação e o esforço constante
para o bem e o belo formam correntes ascensionais,
que estabelecem as relações com os planos superiores
e facilitam a penetração em nós deo eflúvios divinos ".

A importância da concentração mediúnica

"Nesse sentido, consideremos a concentração mental de modo diverso dos que a comparam a interruptor, de fácil manejo que, acionado, oferece passagem à energia comunicante, sem mais cuidados... A concentração, por isso mesmo, deve ser um estado habitual da mente em Cristo e não uma situação passageira junto ao Cristo".

Nossos pensamentos têm determinado teor vibratório, de acordo com os sentimentos que os tipificam.

É imprescindível compreendermos que o pensamento é energia viva "construindo paisagens ou formas e criando centros magnéticos ou ondas, com os quais emitimos a nossa atuação ou recebemos a atuação dos outros(Emmanuel - "Roteiro", cap.28).

Este é o processo natural de sintonia e que predomina no curso de nossa existência.

Nas tarefas mediúnicas esta sintonia apresenta peculiaridades próprias. É essencial que exista uma afinizaçào, uma sintonia entre os participantes para que se estabeleça uma sincronia de forças, a conhecida "corrente vibratória".

Pode-se inferir, desde agora, o quanto é importante a concentração individual, visto que a qualidade dos trabalhos de intercâmbio depende fundamentalmente da participação consciente e responsável de cada um.

Recordemos Leon Denis, quando leciona a respeito:

"São favoráveis as condições de experimentação quando o médium e os assistentes constituem um grupo harmônico, isto é, quando pensam e vibram em uníssono. No caso contrário, os pensamentos emitidos e as forças exteriorizadas se embaraçam e anulam reciprocamente..."(No Invisível)

Ele acrescenta ainda que o médium em meio a essas correntes contrárias fica bloqueado, sem condições de atuar mediunicamente ou bastante prejudicado na filtragem das mensagens.

Em "O livro dos Médiuns", o Codificador ressalta a necessidade da concentração ao referir-se à reunião como um ser coletivo, resultante das qualidades e propriedades de seus membros e esta tanto mais força terá quanto maior homogeneidade vibratória houver. Ele afirma que o poder de associação dos pensamentos de todos é que contribuirá para a comunicação dos Espíritos, "mas a fim de que todos esses pensamentos concorram para o mesmo fim, preciso é que vibrem em uníssono; que se confundam, por assim dizer em um só, o que não pode dar-se sem a concentração"(Item 331).

Portanto, cada participante precisa estar consciente de sua contribuição para que haja êxito nas atividades programadas pela Espiritualidade Maior.

João Cleófas (Espírito), m seu excelente livro "Intercâmbio Mediúnico", desenvolve o pensamento de Kardec e Denis, em linguagem moderna:

"A média que resulta das fixações mentais dos membros que constituem o esforço da sessão mediúnica oferece os recursos para as realizações programadas.

A concentração individual, portanto é de alta relevância, porque a mente que sintoniza com as idéias superiores vibra em freqüências elevadas"

Como Obter uma boa Concentração

A concentração não requer um esforço físico. Pessoas que tentam concentrar franzindo a testa, fechando os olhos com força ou denotando qualquer outro tipo de tensão muscular não alcançarão a finalidade a que se propõem.

Ao contrário do que imaginam, a concentração exige um relaxamento e passa por alguns estágios, quais sejam:

1. Relaxamento - O relaxamento do corpo físico serve para preparar e favorecer a calma, a tranqüilidade interior.

2. Abstração - Abstrair-se do mundo exterior, de tudo ao seu redor.

3. Interiorização - Fazer silêncio interior, abstraindo-se também dos conteúdos psicológicos(emoções, pensamentos, imagens, lembranças, etc).

4. Fixar a mente - A mente se fixa e a atenção volta-se exclusivamente para o objetivo da reunião.

5. Aquietar a mente - Neste ponto a mente se aquieta e, no caso dos médiuns, oferece espaço para a sintonia mental com o Espírito que irá transmitir a comunicação.
Afirma João de Cleófas:

"A concentração, é, pois, a fixação da mente numa idéia positiva, idealista, ou na repetição meditada da oração que edifica, e que, elevando o pensamento às fontes geradoras da vida, dá e recebe, em reciprocidade, descargas positivas de alto teor de energias santificadoras."(Intercâmbio Mediúnico)

Pensamentos Intrusos

Todos os que se iniciam nos exercícios de concentração ou de meditação percebem que é difícil controlar os pensamentos e que, com freqüência, vêem-se assaltados por pensamentos intrusos, inconvenientes e inoportunos.

Deixemos a lição a respeito com um dos mestres orientais:

"No início toda a sorte de maus pensamentos podem ocorrer, se levantarão na sua mente. Você se sobressaltará.

Ficará atormentado. Isto é um bom sinal. É sinal de progresso espiritual. Voe está evoluindo espiritualmente. Esses pensamentos, com a continuidade (dos exercícios), morrerão com o tempo". (Trechos do livro "Concentração e Meditação", de Swami Sivananda).

Ele também aconselha que a pessoa não lute contra a sua mente durante a concentração.

O mais acertado é aceitar com tranqüilidade e estabelecer o hábito de retorno, isto é, retornar aos objetivos propostos.

No livro de Mira y Lopes, "Curso Prático de Concentração Mental" o autor refere-se ao"hábito de retorno", para disciplinar a mente.

André Luiz, sintetizando o esforço que os integrantes dos grupos mediúnicos devem realizar, anota em seu livro "Os Mensageiros" a palavra de Aniceto, relativa ao nosso tema:

"Boa concentração exige vida reta. Para que os nossos  pensamentos se congreguem uns aos outros, fornecendo o potencial, de nobre união para o bem, é indispensável o trabalho preparatório de atividades mentais na meditação de ordem superior. A atitude íntima de relaxamento(este termo tem neste contexto o significado de descaso), ante as lições evangélicas recebidas, não pode conferir ao crente, ou ao cooperador, a concentração de forças espirituais no serviço de elevação tão-só porque estes se entreguem apenas por alguns minutos na semana, a pensamentos compulsórios de amor cristão.(...)."(Cap. 47)

A Doutrina Espírita é um convite permanente à transformação moral, levando a um processo natural de auto-descobrimento e propiciando condições para a realização desse encontro pessoal. Toda essa mudança, quando ocorre naquele que já interiorizou os princípios espíritas, denota um amadurecimento que favorece a uma nova compreensão da vida e a uma necessidade premente da busca da verticalidade. Quando existe essa conscientização o indivíduo torna-se cônscio de usas responsabilidades procurando, então, adquirir hábitos equilibrados, o que irá favorecer a sua concentração enquanto integrante de um grupo mediúnico.

Deixemos com Emmanuel a palavra final:

"Receberás, portanto, variados apelos, nascidos do campo mental de todas as inteligências encarnadas e desencarnadas que se afinam contigo, tentando influenciar-te através de ondas inúmeras em que se revela a gama infinita dos pensamentos da Humanidade, mas se buscas o Cristo, não ignoras em que altura lhe brilha a faixa." ("Seara dos Médiuns", Faixas pág. 125).

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

A Umbanda merece…

Existem algumas atitudes que além de demonstrarem nosso respeito, falam mais que mil palavras não é mesmo?

Pois bem, acredito que quando os médiuns umbandistas entenderem essa colocação e começarem a agir prestando atenção no respeito e no exemplo que estão demonstrando e promovendo, a Umbanda será vista pela sociedade de forma muito mais elevada do que acontece hoje em dia.

É, acredito realmente que Posturas, Atitudes e Conhecimento são fundamentais para alcançarmos uma Umbanda mais aceita, mais respeitada e mais séria.

O fato é que essas posturas e atitudes estão vinculadas ao modo que os médiuns se comportam fora e dentro do terreiro, já o conhecimento está atrelado à capacidade de responder pela e sobre a Umbanda.

No entanto, percebo que muitos médiuns não têm postura, atitude e muito menos conhecimento condizente com a Umbanda e com todos seus fundamentos e tradição, posso citar como exemplo, a falta de conhecimento que muitos médiuns têm sobre o “simples” ato de ENTRAR NO TERREIRO.

Sei que parece bobo dar esse exemplo, afinal existem “coisas” tão mais importantes na Umbanda, mas realmente acredito que todos os médiuns umbandistas devem ser respeitosos, devem ter o conhecimento e estarem conscientes do que é um Terreiro, dos fundamentos que envolvem “entrar em um Terreiro”, das Forças assentadas e do trabalho realizado dentro daquele espaço mágico, portanto, é seu dever, sempre que atravessarem a fronteira do profano para o Sagrado, ou seja, sempre que entrarem em um Terreiro, fazerem as devidas saudações sabendo o que cada ato significa, mesmo porque, eles nunca saberão quando e por quem serão questionados sobre determinados movimentos e atitudes que normalmente se faz ao entrar em um terreiro.

Mesmo sabendo que cada terreiro tem sua forma específica de realizar suas saudações, quero pontuar algumas atitudes, que espero, faça a diferença neste ato que particularmente entendo ser de suma importância, uma atitude de respeito às Forças Divinas que sustentam aquele Terreiro e o próprio médium, além de exprimir uma postura condizente à Umbanda e seus Poderes Divinos.

Em primeiro lugar, o médium ao adentrar no terreiro deve Saudar as Forças dos Srs. Exus/Guardiões e das Sras. Pombagiras/Guardiãs assentadas na Tronqueira e para tanto, deve parar por alguns minutos de frente à tronqueira e com a cabeça baixa, agradecer a permissão de sua entrada naquela Casa Santa. Caso seja necessário, nesse momento também se pede para os espíritos negativos, que por ventura estão perturbando o equilíbrio do médium, sejam recolhidos e encaminhados pela Força da Esquerda com a permissão de Ogum, consequentemente o agradecimento e os momentos de permanência de frente à tronqueira serão maiores. Portanto deve-se sempre agradecer a guarda, a força e a proteção que ELES proporcionam em nossas vidas e ao terreiro.

Normalmente e dependendo do terreiro, durante esses momentos de agradecimento bate-se palmas três vezes e/ou toca-se no chão saudando o “embaixo” também três vezes pronunciando sua saudação que é “Laroye Exu. Exu é Mojubá!”. Segundo a ‘Enciclopédia brasileira da Diáspora Africana’ de Nei Lopes, Laroye significa: interjeição de saudação a Exu, um dos nomes de Exu e Mojubá significa: fórmula de saudação e reverência, dirigidas pelos fiéis aos orixás. Do ioruba ‘mo juba’, “eu (te) reconheço como superior”.

Em um segundo momento deve-se Saudar o Congá e o Altar, locais e pontos Sagrados que devem ser respeitados, afinal, é entre tantas coisas, onde se realizam as grandes trocas de energias, é onde todas as Irradiações Divinas estão concentradas e consequentemente são projetadas a todos, principalmente sobre aqueles que reconhecem e aceitam esse Poder Divino.

Para saudar o Congá deve-se fazer três vezes o sinal da cruz no chão antes mesmo de entrar nesse espaço. Fazendo esse sinal, abre-se um portal divino de amorosidade e fé seguindo o ensinamento de Jesus no momento de sua crucificação. Fazendo três vezes se afirma, reafirma e determina esse ato. Fazendo no chão “acordar” a força da terra e toda sua potência energética transmutadora, transformadora, curadora, sábia e ancestral.

Já o ato de “Bater Cabeça” não deve ser ou se tornar um ‘costume’ ou uma ‘repetição’, mas uma atitude de reverência, entrega, devoção e adoração diante dos e pelos Sagrados Orixás. É nessa hora que comungamos com Oxalá, Oxum, Oxóssi, Xangô, Ogum, Obaluayê, Iemanjá e com todos os Guias Espirituais, é nessa hora que pedimos que nos ajudem a mantermos nossos olhos fechados para o ciúme, para o egoísmo e para a inveja, assim como nossos ouvidos fechados para a intriga e para a curiosidade que fortifica a fofoca.

É nessa hora que pedimos que nos ajudem a manter nossos corações abertos para o amor, para a fé, para a compaixão e para a esperança, e que nossa mente esteja sempre aberta para o discernimento, para a sabedoria e para a paciência. Que nos ajudem a manter nosso espírito purificado e iluminado para que assim possamos servir de “simples” instrumentos de Deus, da Lei e da Justiça Divina. É o momento de agradecer, agradecer e agradecer por essa oportunidade única e excelsa que temos por estar diante do Poder Divino, diante dos Orixás.

Além disso, é o momento de absorver as potências energéticas da Terra pedindo para ela transmutar todos nossos pensamentos e sentimentos negativos, além de nos envolver com a Sabedoria Sagrada de nossa ancestralidade que em tempos remotos foi levada a terra.

E por fim, e não menos importante, o médium deve Saudar, ou melhor, Tomar a Benção de seu Pai ou Mãe Espiritual.

Quando isso ocorre, o “filho” está reconhecendo seu Pai Espiritual como o detentor dos conhecimentos da Lei de Umbanda e como seu orientador, portanto é ele que o conduzirá, o sustentará e o protegerá dentro da doutrina religiosa umbandista e diante da própria vida.

“Tomar a Benção” é sim um procedimento de reconhecimento e de respeito à Hierarquia, mais do que isso, é um ato de entrega, respeito e confiança, portanto aquele que “dá a benção” tem que estar consciente de suas responsabilidades, assim como deve rever e reavaliar seus atos constantemente para que eles sejam e estejam idôneos à sua posição. “Tomar a Benção” ou “Dar a Benção” é coisa séria e tem fundamento, portanto é preciso ter Atitude, Respeito e Conhecimento.

Aproveitem um pouco daquele “olhar de poeta” e percebam: quando o médium toma entre suas mãos a mão de seu Pai Espiritual e a beija respeitosamente levando-a até a sua testa e beijando-a novamente, ele está saudando, determinando e reafirmando sua fé acima de tudo a Trindade Divina.

Percebam que são três atos, beijar a mão, colocar na testa e beijar novamente, o que significa o respeito à Trindade, além disso, ao beijar pela primeira vez o médium está afirmando que aquela mão tem “poder”, tem “conhecimento” e tem “autoridade”; ao colocar essa mão na testa o médium está afirmando que somente aquela mão tem a permissão de tocar em sua coroa – afirmativa que magneticamente e vibratoriamente dá proteção àquele médium pois dificulta a ação de espíritos negativos que continuamente tentam “dominar” o mental do mesmo – automaticamente o Pai silenciosamente “pede” para que todo seu Saber seja absorvido por aquele ‘filho’, afinal sem conhecimento não há evolução, e intimamente, ao tocar com as mãos na testa de seu filho, o Pai diz: “eu te dou o meu Saber meu filho, receba e evolua em espírito”; por fim, ao beijar novamente a mão do Pai espiritual, o médium está confirmando o desejo de que aquelas mãos preparadas o conduza no trabalho espiritual e no encontro aos Orixás, por isso que ao pedir a benção o Pai Espiritual responde “Seja Oxalá quem lhe abençoe meu filho”. Importante perceber que com essa afirmativa o Pai já está proporcionando o encontro do médium com os Orixás. Basta ter Fé, Atitude, Respeito e Conhecimento.

É, a Umbanda tem fundamento sim, e é nosso dever e nossa obrigação saber “preparar”.

É nosso dever e nossa obrigação saber se comportar, ensinar e respeitar. É nosso dever e nossa obrigação dar bons exemplos e responder por nossos atos e pela Umbanda, mesmo porque, na Umbanda NADA É SIMPLES, mas tudo é de uma simplicidade impar. Fiquemos atentos!!!

Escrito por Mãe Mônica Caraccio

Fonte: Minha Umbanda

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Guerreiros do Arco-Íris


Os Nativos de várias regiões do Planeta, em suas profecias, nos contaram que, quando a Terra estivesse agonizando e a Sabedoria Ancestral estivesse quase esquecida, Guerreiros de Paz de todas as raças (cores) se levantariam para restaurar o Jardim Planetário.
Segundo as Profecias, num passado remoto combinamos que nos lembraríamos uns aos outros da ligação de Tudo e de Todos e da necessária cooperação e igualdade, da inexistência de fronteiras e desigualdades, da possibilidade de viver em HARMONIA E PAZ sobre o corpo Sagrado de Nossa Mãe, a Terra.
Para isso criamos símbolos, palavras, cantos e sons, bem como olhares e toques que nos fariam lembrar dessa Irmandade que veio para resgatar o Planeta dos tempos de trevas.
E aqui estamos nós, nos encontrando, nos relembrando, nos conectando como as células da BORBOLETA que estavam espalhadas, diluídas e adormecidas no corpo da LAGARTA.
Quando a Lagarta começa a agonizar, as células da BORBOLETA (os Guerreiros da Luz) começam a comunicar-se telepaticamente e dirigem-se para o encontro. A união dessas células luminosas começa a formar o corpo da Borboleta, órgão a órgão, pedacinho por pedacinho… E em breve seremos um só Corpo Luminoso!
Acredito que estamos no momento telepático de comunicação luminosa. Somos as células de um Planeta Novo. É a Tribo do Arco-Íris se encontrando, relembrando… Nos reunimos em Rodas Sagradas, tocamos nossos Tambores, queimamos Ervas Sagradas, trilhamos Caminhos Mágicos, criamos transdisciplinaridade e transreligiosidade, respeitamos os Ecossistemas e todas as formas de vida, nos comunicamos virtualmente pelo sistema neural internet, nos vestimos de forma diferente, nossos olhos brilham de uma forma mágica, nossos corações pulsam em sintonia com os pulsares do TODO inseparável!
Enquanto muitas células da lagarta estão se destruindo, crescendo descontroladamente como um câncer planetário, nós estamos nos encontrando para formar o corpo alado da Grande Borboleta Gaia. Existe uma inquietação entre esses Guerreiros-células luminosas.
Muitos estão ouvindo o chamado, alguns já encontraram seu lugar de cooperação, outros estão ainda buscando... Infelizmente alguns estão adiando este momento, se anestesiando com drogas de todos os tipos, inclusive as encontradas nas farmácias… Mas mesmo assim esta Luz se espalha de forma mágica e progressiva, telepaticamente, muito mais do coração do que do cérebro tridimensional, é muito forte, irresistível mesmo!
Estamos sendo ativados para nos encontrarmos (a nossa própria Essência luminosa e nossos Irmãos-Guerreiros) e para realizarmos a transmutação Planetária, de Lagarta para Borboleta, cada Guerreiro em seu lugar, cumprindo seu Sagrado Papel!
Muitas “ferramentas” estão sendo dispensadas para a Humanidade nestes tempos… São os nossos aliados na Grande Transformação!
Contamos com o apoio e a cooperação de Seres Invisíveis, dos Sábios Ancestrais, dos Mestres Realizados de todos os tempos e de todas as Culturas neste grandioso empreendimento.
Estão hoje disponíveis muitos livros, filmes, redes filosóficas, espaços Sagrados “reais” e virtuais, que acionam a Sabedoria Sagrada Interior… Muitos “segredos” escondidos por éons estão sendo agora revelados… Que ouça quem tem ouvidos para ouvir, que veja quem tem olhos para ver!
Toda essa informação disponibilizada nas últimas décadas está aí para acionar nossa Sabedoria Interior, para fazer com que relembremos de nossos próprios Registros Ancestrais… Basta checar a ressonância em nosso próprio coração e então… Como um legítimo Guerreiro do Arco-Íris, percorrer esse caminho luminoso e único, simultaneamente integrado como o UNO.
É assim, com toda essa vibração luminosa, que sairemos do casulo escuro da morte para o Vôo Mágico, transcendente, da Borboleta Cósmica.


Mitakuye Oyasin – Por todas as nossas relações!
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“A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho.”


SIGNIFICADOS QUANTO AO FORMATO DA VELA



 
Cones ou Triangulares: equilíbrio, elevação.
Quadradas: estabilidade, matéria.
Estrela: espiritual, carma.
Pirâmide: realizações matérias.
Cilíndricas: servem para tudo.
Animais: para o seu animal protetor.
Lua: para acentuar sua energia intuitiva.
Gnomo: para seu elemental da terra.
Cone ou Triangulares: simbolizam o equilíbrio. Tem três planos: físico, emocional e espiritual.
Velas Cônicas: são voltadas para cima e significam o desejo de elevação do homem, sua comunicação com o cosmos.
Velas Quadradas: Simbolizam estabilidade na matéria. Seus lados iguais representam os quatro elementos: Terra, Água, Fogo, Ar.
Velas em Formato de Estrela de Cinco Pontas: É o símbolo do homem preso na matéria. Representa o carma.
Velas Redondas: Simbolizam mudança. E a energia mais pura do astral que só a mente superior alcança.