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sábado, 16 de janeiro de 2016

Filme Salve a Malandragem inspirado no livro: Zé Pelintra: O Arquétipo do Malandro, escrito por Veridiana Madi



Link para compra impressa ou ebook:



Sinopse

Este livro tem como proposta fazer uma aproximação entre o personagem Zé Pelintra, Exu do panteão umbandista e o seu arquétipo. A partir de pesquisas bibliográficas foi feito um resgate da história do Malandro Divino, sua origem nordestina e sua chegada à capital federal, na época, o Rio de Janeiro. Conta como se deu sua incorporação na Umbanda como um Exu além de fazer uma análise sociológica da malandragem. Por fim, vê-se que Zé Pelintra é mais do que um amigo. e que sua vida acaba servindo de exemplo para milhares de pessoas de origem humilde do nosso país. Entretanto, sua vida foi marcada pelo arquétipo de malandragem e por essa razão é feita a proposta de que tenhamos essa figura tipicamente brasileira como símbolo nacional.

Salve Seu Zé!

Grupo Boiadeiro Rei

Email: contato@grupoboiadeirorei.com.br

********************

Este livro Zé Pelintra: O Arquétipo do Malandro, foi escolhido para o filme "Salve a Malandragem!", uma mistura de ficção e documentário que irá abordar a malandragem presente no samba, na umbanda e no esteriótipo do carioca, dirigido por Sergio Rossini e estrelado por Alexandre Rosa Moreno - que será o Seu Zé Pelintra.

Darei um depoimento ao Sergio Rossini, que irá aparecer no filme sobre seu Zé.

Link para o Promo do Filme que estreia em Abril/2016
Comprem o livro do seu Zé e o prestigiem, e acima de tudo deixem suas opiniões que para mim é muito importante.

Muito axé!

Veridiana Madi

Categorias: Teologia, Religião, Ciências da Religião 
Palavras-chave: afro-brasileiras, arquétipos, boiadeiro, grupo, malandras, malandros, pelintra, rei, religiões, zé

Características

Cover_front_perspective
Número de páginas: 110 

Edição: 1(2015) 

Formato: Quadrado 200x200 

Tipo de papel: Offset 75g



segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Zé Pelintra



Ze Pelintra
Zé Pelintra é um espirito desencarnado há muitas décadas, que teve a missão do plano espiritual de trabalhar para a prática da caridade e para o progresso da humanidade. Seu Zé, desenvolve seus trabalhos espirituais dentro da ritualística umbandista e também no Catimbó Nordestino.
Zé Pelintra, surgiu na Umbanda, primeiramente nas giras de Exú, firmando seu ponto e seu reinado como Exú Zé Pelintra. Mais tarde, passou a integrar também a linha dos baianos, em homenagem as suas manifestações no Catimbó do Nordeste Brasileiro.
Características
ArmaTrabalha muito com bonecos, agulhas, cocos, pemba, ervas, frutas, frango, velas, etc..
BebidaA direita, bebe marafo, batidas e pinga de coquinho, pela esquerda, marafo, conhaque e uísque
FumaA direita, fuma cigarros ou cigarilhas, pela esquerda fuma charutos
Guiapodem ser de vários tipos, desde coquinhos com olho de cabra até vermelho e preto, vermelho e branco ou preto e branco.
IndumentáriaCalça branca, sapato branco (ou branco e vermelho), seu terno branco, sua gravata vermelha, seu chapéu branco com uma fita vermelha ou chapéu de palha e finalmente sua bengala.
LugarSeu ponto de força é na porta do cemitério, pois ele trabalha muito com as almas, assim como é de característica na linha dos Pretos-Velhos e Exús. Sua imagem fica sempre na porta de entrada no terreiro, pois ele é quem toma conta das portas, das entradas, etc..
Existem diferenças entre Umbanda e Catimbó.
A Umbanda é uma religião Brasileira, possui um pouco de Catolicismo, Espiritismo, Pajelança e culto aos Orixás. Tem manifestaçoes de pretos velhos, caboclos, baianos, marinheiros, boiadeiros e exús.
O catimbó é um culto regional do Nordeste, onde existem manifestações de espiritos que viveram principalmente naquela região do Brasil, e que são chamados de Mestres Catimbozeiros. Seu Zé Pelintra, assim como outros guias que trabalham no Catimbó, trabalham também na umbanda. Em alguns lugares, sobretudo São Paulo, manifesta-se como Baiano. No Rio de Janeiro é cultuado como Exu e por vezes Malandro.
No Catimbó ele é Mestre, e por ser uma entidade diferente das que são cultuadas na umbanda, ele não trabalha numa linha específica, porém, sua participação mais ativa seria na gira de baianos, exus e, em raros casos, pretos velhos. Seu Zé pode aparecer, portanto, em qualquer linha de gira, desde que seu trabalho seja realmente necessário.
Apesar de ser um espírito "boêmio", "malandro" e brincalhão, este ente de luz, trabalha com seriedade e mesmo com a fama que possui, de beberrão, não é bem assim que as coisas funcionam. Seu Zé, exige muito de seus médiuns, por seriedade, responsabilidade e outras virtudes e é o primeiro guia que se afasta do médium quando este não segue seus conselhos e não adota a boa moral e conduta pregada por ele, ou seja, um "cavalo de Seu Zé", deve ser honesto, trabalhar com firmeza para o bem, para a caridade, não pode ser adúltero, beberrão, pois ele não admite isso de seu médium.
História
José dos Anjos, nascido no interior de Pernambuco, era um negro forte e ágil, grande jogador e bebedor, mulherengo e brigão. Manejava uma faca como ninguém, e enfrentá-lo numa briga era o mesmo que assinar o atestado de óbito. Os policiais já sabiam do perigo que ele representava. Dificilmente encaravam-no sózinhos, sempre em grupo e mesmo assim não tinham a certeza de não saírem bastante prejudicados das pendengas em que se envolviam.
Não era mal de coração, muito pelo contrário, era bondoso, principalmente com as mulheres, as quais tratava como rainhas.
Sua vida era a noite. Sua alegria, as cartas, os dadinhos a bebida, a farra, as mulheres e por que não, as brigas. Jogava para ganhar, mas não gostava de enganar os incautos, estes sempre dispensava, mandava embora, mesmo que precisasse dar uns cascudos neles. Mas ao contrário, aos falsos espertos, os que se achavam mais capazes no manuseio das cartas e dos dados, a estes enganava o quanto podia e os considerava os verdadeiros otários. Incentivava-os ao jogo, perdendo de propósito quando as apostas ainda eram baixas e os limpando completamente ao final das partidas. Isso bebendo aguardente, cerveja, vermouth, e outros alcoólicos que aparecessem.
O encontro Zé Pilintra e Lampião
Um dia desses, passeando por Aruanda, escutei um conto muito interessante. Uma história sobre o encontro de Zé Pelintra com Lampião.
Dizem que tudo começou quando Zé Pelintra, malandro descolado na vida, tentou aproximar - se de Maria Bonita, pois a achava uma mulher muito atraente e forte, como ele gostava. Virgulino, ou melhor, Lampião, não gostou nada da história e veio tirar satisfação com o Zé:
- Então você é o tal do Zé Pelintra? Olha aqui cabra, devia te encher de bala, mas não adianta.Tamo tudo morto já! Mas escuta bem, se tu mexer com a Maria Bonita de novo, vou dá um jeito de te mandar pro inferno.
- Inferno? Hahahaha, eu entro e saiu de lá toda hora, num vai ser novidade nenhuma pra mim!_ respondeu o malandro _ Além do mais, eu nem sabia que a gracinha da "Maria" tinha um "esposo"! Então é por isso que ela vive a me esnobar!
- Gracinha? Olha aqui cabra safado, tu dobre a língua pra falar dela, se não tu vai conhecer quem é Lampião! _ disse Virgulino puxando a peixeira, já que não era e nunca seria, um homem de muita paciência.
- Que isso homem, tá me ameaçando? Você acha que aqui tem bobo?_ e Zé Pelintra estralou os dedos, surgindo toda uma falange de espíritos amigos do malandro, afinal ele conhecia a fama de Lampião e sabia que a parada era dura.
Mas Lampião que também tinha formado toda uma falange, ou bando, como ele gostava de chamar, assoviou como nos tempos de sertão e toda um "bando" de cangaceiros chegaram para participar da briga. A coisa parecia já não ter jeito, quando um espírito simples, com um chapéu na cabeça, uma camisa branca, cabelos enrolados, chegou dizendo:
- Oooooooxxxxxx! Mas o que que é isso aqui? Compadre Lampião põe essa peixeira na bainha! Oxente Zé, tu não mexeu com Maria Bonita de novo, foi? Mas eu num tinha te avisado, ooooxx, recolhe essa navalha, vamo conversar camaradas.
- Nada de conversa, esse cabra mexeu com a minha honra, agora vai ter! - Disse Lampião enfurecido!
- To te esperando olho de vidro! - respondeu Zé Pelintra.
- Pera aí! Pela amizade que vocês dois tem por mim, "Severino da Bahia", vamo baixar as armas e vamo conversar, agora!
Severino era um antigo babalorixá da Bahia, que conhecia os dois e tinha muita afeição por ambos. Os dois por consideração a ele, afinal a coisa que mais prezavam entre os homens era a amizade e lealdade, baixaram as armas. Então Severino disse:
- Olha aqui Zé, esse é o Virgulino Ferreira da Silva, o compadre Lampião, conhecido também como o "Rei do Cangaço". Ele foi o líder de um movimento, quando encarnado, chamado Banditismo ou Cangaço, correndo todo o sertão nordestino com sua revolta e luta por melhores condições de vida, distribuição de terras, fim da fome e do coronelismo, etc. Mas sabe como é, cometeu muitos abusos, acabou no fim desvirtuando e gerando muita violência.
- É, isso é verdade. Com certeza a minha luta era justa, mas os meios pelo qual lutei não foram, nem de longe, os melhores. Tem gente que diz que Lampião era justiceiro, bem.Posso dizer que num fui tão justo assim_ disse Lampião assumindo um triste semblante.
- Eu sei como é isso. Também fui um homem que lutou contra toda exploração e sofrimento que o pobre favelado sofria no Rio de Janeiro. Nasci no Sertão do Alagoas, mas os melhores e piores momentos da minha vida foram no Rio de Janeiro mesmo. Eu personificava a malandragem da época. Malandragem era um jeito esperto, "esguio", "ligeiro", de driblar os problemas da vida, a fome, a miséria, as tristezas, etc. Mas também cometi muitos excessos, fui por muitas vezes demais violento e, apesar de morrer e terem me transformado em herói, sei que não fui lá nem metade do que o povo diz_ dessa vez era Zé Pelintra quem perdia seu tradicional sorriso de canto de boca e dava vazão a sua angústia pessoal.
- Ooxx, tão vendo só, vocês tem muitas semelhanças, são heróis para o povo encarnado, mas, aqui, pesando os vossos atos, sabem que não foram tão bons assim. Todos têm senso de justiça e lealdade muito grande, mas acabaram por trilhar um caminho de dor e sangue que nunca levou e nunca levará a nada.
- É verdade, bem, acho que você não é tão ruim quanto eu pensava Zé. Todo mundo pode baixar as armas, de hoje em diante nós cangaceiros vamo respeitar Zé Pelintra, afinal, lutou e morreu pelos mesmos ideias e com a mesma angústia no coração que nós!
- O mesmo digo eu! Aonde Lampião precisar Zé Pelintra vai estar junto, pois eu posso ser malandro, mas não sou traíra e nem falso. Gostei de você, e quem é meu amigo eu acompanho até na morte.
- Oooooxxxxx! Hahahaha, mas até que enfim! Tamo começando a nos entender. Além do mais, é bom vocês dois estarem aqui, juntos com vossas falanges, porque eu queria conversar a respeito de uma coisa! Sabe o que é.
E Severino falou, falou e falou. Explicando que uma nova religião estava sendo fundada na Terra, por um tal de Caboclo das Sete Encruzilhadas, uma religião que ampararia todos os excluídos, os pobres, miseráveis e onde todo e qualquer espírito poderia se manifestar para a caridade. Explicou que o culto aos amados Pais e Mães Orixás que ele praticava quando estava encarnado iria se renovar, e eles estavam amparando e regendo todo o processo de formação da nova religião, a Umbanda.
- .é isso! Estamos precisando de pessoas com força de vontade, coragem, garra para trabalhar nas muitas linhas de Umbanda que serão formadas para prestar a caridade. E como eu fui convidado a participar, resolvi convidar vocês também! Que acham?
- Olha, eu já tenho uma experiência disso lá no culto a Jurema Sagrada, o Catimbó! Tô dentro, pode contar comigo! Eu, Zé Pelintra, vou estar presente nessa nova religião chamada Umbanda, afinal, se ela num tem preconceito em acolher um "negô" pobre, malandro e ignorante como eu, então nela e por ela eu vou trabalhar. E que os Orixás nos protejam!
- Bem, eu num sô homem de negar batalha não! Também vou tá junto de vocês, eu e todo o meu bando. Na força de "Padinho" Cícero e de todos os Orixás, que eu nem conheço quem são, mas já gosto deles assim mesmo.
E o que era pra transformar - se em uma batalha sangrenta acabou virando uma reunião de amigos. Nascia ali uma linha de Umbanda, apadrinhada pelo baiano "Severino da Bahia", pelo malandro mestre da Jurema "Zé Pelintra" e pelo temido cangaceiro "Lampião".
Junto deles vinham diversas falange. Com o malandro Zé Pelintra vinham os outros malandros lendários do Rio de Janeiro com seus nomes simbólicos: "Zé Navalha", "Sete Facadas", "Zé da Madrugada", "7 Navalhadas", "Zé da Lapa", "Nego da Lapa", entre muitos e muitos outros.
Junto com Lampião vinha a força do cangaço nordestino: Corisco, Maria Bonita, Jacinto, Raimundo, Cabeleira, Zé do Sertão, Sinhô Pereira, Xumbinho, Sabino, etc.
Severino trazia toda uma linha de mestres baianos e baianas: Zé do Coco, Zé da Lua, Simão do Bonfim, João do Coqueiro, Maria das Graças, Maria das Candeias, Maria Conga, vixi num acaba mais.
Em homenagem ao irmão Severino, o intermediador que evitou a guerra entre Zé Pelintra e Lampião, a linha foi batizada como "Linha dos Baianos", pois tanto Severino como seus principais amigos e colaboradores eram "Baianos".
E uma grande festa começou ao som do tambor, do pandeiro e da viola, pois nascia ali a linha mais alegre, mais divertida e "humana" da umbanda. Uma linha que iria acolher a qualquer um que quisesse lutar contra os abusos, contra a pobreza, a injustiça, as diferenças sociais, uma linha que teria na amizade e no companheirismo sua marca registrada. Uma linha de guerreiros, que um dia excederam - se na força, mas que hoje lutavam com as mesmas armas, agora guiados pela bandeira branca de Oxalá.
E, de repente, no meio da festa, raios, trovões e uma enorme tempestade começaram a cair. Era Iansã que abençoava todo aquele povo sofrido e batalhador, igualzinho ao povo brasileiro. A Deusa dos raios e dos ventos acolhia em seus braços todas aqueles espíritos, guerreiros como ela, que lutavam por mais igualdade e amor no nosso dia - dia.
E assim acaba a história que eu ouvi, diretamente de um preto-velho, um dia desses em Aruanda. Dizem que Zé Pelintra continua tendo uma queda por "Maria Bonita", mas deixou isso de lado devido ao respeito que tem pelo irmão Lampião. Falam, ainda, que no momento ele "namora" uma Pombagira, que conheceu quando começou a trabalhar dentro das linhas de umbanda. Por isso é que ele "baixa", às vezes, disfarçado de Exú.
"Oxente eu sou baiano, oxente baiano eu sou
Oxente eu sou baiano, baiano trabalhador
Venho junto de Corisco, Maria Bonita e Lampião
Trabalhar com Zé Pelintra
Pra ajudar os meus irmãos.!"
Pontos Cantados
Com seu chapéu de palha
E seu lenço no pescoço
Zé Pilintra veio a terra
E me deu boa noite moço



O Zé quando for na lagoa
Toma cuidado com o balanço da canoa
O Zé faça tudo o que quiser
Mas não machuque o coração dessa mulher



O Zé, Zé Pilintra enganador
Enganou a jovem com palavras de amor
Não foi eu, foi ela,
Foi ela quem me enganou
Eu passava ela dizia Zé Pilintra meu amor.



Seu Zé Pilintra não teve pai
Seu Zé Pilintra não teve mãe
Ele foi criado por Ogum Beira-Mar
Na fé de Zambi e de todos os Orixás



De terno branco
Seu punhal de aço puro
O seu ponto é seguro
Quando vem pra trabalhar
Segura o nêgo,
Que esse nêgo é Zé Pilintra
Na descida do morro ele vem trabalhar



Seu Zé Pilintra
Boêmio da madrugada
Na linha das almas
E também da encruzilhada



Tava em cima do muro
Fumando um bagulho
O moleque chegou
Vinha correndo e gritando
Sai daí Zé Pilintra
A polícia chegou
Deu pancadaria, deu confusão
Saí correndo,
Deixei meu bagulho no chão



Venha cá Seu Zé, venha me valer
Sem sua ajuda eu não posso viver
Ô Seu Zé, auê, o Seu Zé, auá
Ele vem aqui, não se esquece de voltar



Meu Senhor não maltrate esse nêgo
Esse nêgo caru me custou
Ele usa camisa listrada
Calça de veludo e anel de doutor
Esse nego é doutor, é sim senhor


Pontos Riscados
Ze Pelintra
Oferendas
Embora Zé Pilintra não seja um Exú, a liturgia do seu culto se aproxima muito deste, especialmente no Rio de Janeiro e em São Paulo. Por isso lhe são oferecidos padês de dendê, cachaça e charutos, maços de cigarros, farofa de linguiça num alguidar de barro com pequenos dados ou um baralho colocados por cima.
A oferenda mais comum no Catimbó é o cuscuz de peixe, bebida das folhas da jurema preta, milho, gengibre e rapadura, que, segundo dizem, têm qualidades afrodisíacas.
Segundo algumas culturas antigas, o quarto de lua também influencia a eficácia dos trabalhos e rituais. Portanto, deve-se observar os seguintes preceitos quando às oeferendas e despachos.
  • Quarto Minguante - Período próprio para o despachp das forças negativas e rituais de limpeza
  • Quarto Crescente - Fase indicada para o aumento das boas energias, tonificação do mental e espiritual.
  • Lua Cheia - Ideal para o incremento das energias positivas, crescimento e fortalecimento da segurança e aumento da prosperidade.
  • Lua Nova - O mais poderoso de todos os quartos de lua. É quando todas as potencialidades estão em um período neutro, podendo energizar tanto o lado benéfico como o maléfico das forças da natureza. Por ser um período de junção, este período é também o mais perigoso. Muito cuidado deve ser tomado nos trabalhos de magia neste período.
No catimbó, ainda existem outras oferendas típicas da cultura indígena, como a farofa de banana e uma bebida fermentada chamada cauim, feita de aguardente e ervas silvestres.

Fonte: http://br.groups.yahoo.com/group/boiadeirorei/

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Eu não quebro porque sou macio, viu…



Axé a todos! Hoje quero, com muito carinho, falar um pouco das entidades espirituais que incorporam nos médiuns de nossa Umbanda como baianos.
Sim, quero saudar todo o Povo da Bahia e dizer que ainda não conheci forma mais espetacular de trabalhar como a deles. Talvez por ser a Bahia o território mais colorido do Brasil ou quem sabe por representarem a Umbanda no seu prisma mais puro contextualizado pelo seu poder universalista.
Os Caboclos que se manifestam na Umbanda homenageiam o guerreiro nativo e forte, conhecedor da Natureza e corajoso; os Pretos Velhos manifestam sabedoria, paciência, bondade e humildade dos anciãos que vieram da África; os Erês (Crianças na Umbanda) nos remetem a pureza e a importância de despertá-la em nosso íntimo; já os Baianos, riem, brincam, seduzem, provocam, olham e agem diretamente no âmago do “problema” mostrando que o que falta para nós, para solucionarmos as dificuldades da nossa vida, é encanto, paixão e alegria. É saber que com alguns requebrados tudo se ajeita, tudo se encaixa e melhora.
São bons conhecedores da Magia, assim, agem potencialmente nas magias negativas, pontualmente nos descarregos e sutilmente nas depressões, baixas estimas e amarguras sempre afirmando que“ainda vale a pena”. Aliás, já pararam para pensar na importância dessas palavras, na força dessa afirmativa e no poder de transformação que essa certeza provoca em nosso íntimo? Já perceberam quantas e quantas vezes as dezenas de Zés e Marias, com seus chapéus de couro, flores nos cabelos e em meio aos remelexos da vida, afirmam para nós que “ainda vale a pena”, que “ainda vale há tempo”, que “ainda é possível”?
Recordo agora de um pequeno trecho da música ‘Querido Diário’ de Chico Buarque de Holanda que diz: “Hoje o inimigo veio me espreitar; Armou tocaia lá na curva do rio; Trouxe um porrete a mó de me quebrar; Mas eu não quebro porque sou macio, viu”. Grandioso, não é mesmo?!!! Puro gingado, vicissitude e sabedoria. Puro Axé da Bahia!!!
Mas o Povo da Bahia, como carinhosamente gosto de chamar essa falange manifestadora de Oxalá, é mais ainda.
É mandinga, patuá, laço e fita.
É coco, palha, saia e graça.
É olhar profundo, suspiro forte e macumba certa.
Tudo misturado e verbalizado no “vixe”.
Tudo fundido e dito no “oche”.
Sem milonga pra falar e com muita mironga no olhar o Povo da Bahia não nos deixa penar. No entanto, penamos SIM, quando é para nos agraciar.
Não tem como reclamar.
Zé, Maria, Bastião, Lampião, Severino, Quitéria, Juvência, Jacinta, Mané,  Joaquim, João e qualquer outro de bom coração, o coco, a cachaça, o mel, a cor, o amor e a esperança estão aqui. Aqui no meu altar saudando teu AXÉ.
Cruzados ou não cruzados, na direita ou na esquerda, na umbanda ou na quimbanda, meu reconhecimento e agradecimento.  Sempre com licença, permissão e missão meu olhar está firmado no Seu, assim, é só piscar, sorrir ou firmar que eu estarei aí, no Seu Altar.
Altar de Nosso Senhor como Filha de São Salvador!
E para aqueles que ainda não sabem o que são os “baianos e baianas na Umbanda”, como Eles agem ou o que provocam em nós, leiam, assistam e sintam a música “Falsa Baiana” de Geraldo Pereira interpretada por Mariene de Castro e tirem suas próprias conclusões.
Tenho certeza que muitos ficaram com “água na boca”… ahhhh….
Salve, Salve todo o Povo da Bahia!
Salve seu Zé!
E SALVE todos os Zés, Marias, Bastiões, Lampiões, Severinos, Quitérias, Juvências, Jacintas, Manés, Joaquins, Joões, Anas, Robertas, Silvanas, Brunos, Edméas, Julios, Solanges, Carlos, Reginaldos, Reginas, Katias e Simones.
SALVE Renatas e Teresinhas. Eduardos, Guilhermes, Vaners e Vitors.
SALVE Gabrielas, Vinicius, Marcos, pais, filhos, amigos e inimigos.
SALVE o Sagrado e o Profano. Tudo junto, separado, construindo, contribuindo, desconstruindo, indo e agindo…
SALVE todos nós, todos juntos, todos que entram no samba reviram os olhinhos e afirmam: “Sou filho de São Salvador”

Falsa Baiana

Geraldo Pereira

Baiana que entra no samba e só fica parada
Não samba, não dança, não bole nem nada
Não sabe deixar a mocidade louca
Baiana é aquela que entra no samba de qualquer maneira
Que mexe, remexe, dá nó nas cadeiras
Deixando a moçada com água na boca
A falsa baiana quando entra no samba
Ninguém se incomoda, ninguém bate palma
Ninguém abre a roda, ninguém grita ôba
Salve a bahia, senhor
Mas a gente gosta quando uma baiana
Samba direitinho, de cima embaixo
Revira os olhinhos dizendo
Eu sou filha de São Salvador
Escrito por Monica Caraccio
Fonte: Minha Umbanda

sábado, 18 de agosto de 2012

Multiplicando Recursos - Mensagem de Zè Pelintra


pag_20construcaoSeus recursos materiais andam escassos? Você anda na canseira de tanto correr atrás de pagar as contas? Não tá sobrando nada pra um respiro, uma folga, muito menos pra um lazer? Então, vamos conversar um pouco, tá bom?
Primeiro, que fique bem claro que não estou aqui pra julgar ninguém. Sou apenas um irmão e amigo, e quero oferecer ajuda, aplicando a experiência que a Vida me deu. Você é livre para aceitar, ou não. Quero dividir isso com você, mas respeito a sua liberdade de pensar diferente. Enfim, um dedo de prosa não vai fazer mal a ninguém... Então, vamos lá.
Você corre atrás do dinheiro? Fica aflito porque as contas a pagar são maiores do que as entradas de recursos? Quase posso escutar a resposta: “― É, Zé Pelintra, por aqui as coisas são assim, a gente tem que correr atrás...Que malandro é você, que não sabe disso?”...
Bom, meu amigo, pra começo de conversa, “malandro” não é vagabundo. Malandro é aquele que aprende a se adaptar, que aproveita tudo o que lhe acontece, pra transformar aquilo numa riqueza de conhecimento e aprendizagem.
Eu me lembro, sim, como são as coisas “por aí”, porque não sou nenhum caduco e nem hipócrita!... Já fiz muita besteira, mas trato de ficar atento pra não recair nas mesmas bobagens. E tudo aquilo que se aprende, é preciso passar adiante, pra que o povo todo vá melhorando também. Precisamos engrossar as águas da Prosperidade, fazer delas um rio imenso e largo, onde todos possam navegar e crescer!...
Eu me lembro dos tempos de encarnado, como me lembro! Da afobação, da mania de “ser Deus” e querer resolver tudo sozinho... Resultado: canseira, abatimento, desgosto, até alguma revolta... Êta tempo perdido, meu Paizinho Oxalá! Mas não é porque fiz burrada que você tem de fazer também, não me use como exemplo, até porque também fiz coisas boas... Depois de um tempo, fui aprendendo a não querer fazer tudo sozinho, a confiar nas Forças Divinas que moram dentro da gente e por fora também.
Então, tem um segredo que não é segredo, é uma Magia que vive dentro de todas as pessoas e que elas só precisam aprender a despertar pra serem mais felizes. Isso eu aprendi um pouco na carne e mais um pouco no chamado “astral”. Mas não me faço de rogado, e vou ensinar, que isso me dá muita alegria, só de imaginar os filhos melhorando na vida e ficando mais em paz...
Então, vou ensinar uns “truques de malandro”.
É o seguinte: comece por lembrar que você é um filho de Deus. Os filhos são herdeiros dos pais, não são? Então, você, eu e todas as pessoas, nós somos herdeiros de Deus e de toda a Riqueza que Ele representa.Você deixaria um filho seu passando necessidade, no caso de poder ajudar ele? Claro que não! E é claro que Deus não faz isso!
Deus provê, Deus dá, Deus ajuda a quem precisa de ajuda! Mas Ele só pode nos ajudar quando pedimos ajuda, quando a gente é humilde o bastante pra se colocar perante a Criação de um jeito amigo e amoroso. Você tem feito isso, ou acredita que precisa resolver tudo sozinho, senão a coisa vai pro brejo?
Não se zangue, por favor, mas pense um pouco sobre o jeito que você leva a sua vida. Você confia em Deus? Você acredita que veio Dele e vive Nele, como tudo o que existe, e que vai estar sempre Nele, na carne ou fora da carne, a todo o momento? É preciso ter essa confiança pra se viver bem. É preciso uma entrega de alma, antes de se fazer qualquer coisa!...
Não fique isolado, com o peito trancado, ruminando amargura e tristeza!...
Vamos fazer “um trabalhinho” pra desamarrar tudo isso e tirar você desse aperto...Vem comigo, estamos juntos nessa, e sempre que você precisar.
Então, se recolha num lugar calmo e pegue um pedaço de papel branco e sem linhas. Escreva ali tudo o que você precisa: as contas a pagar, quanto é, quando vence, e coisa e tal. Escreva tudo...
Respire algumas vezes, com calma, pensando na Riqueza de Deus que criou esse mundo que você conhece e também todos os mundos e realidades...
Respire outra vez, com calma, e sinta que você faz parte disso tudo, que você é parte dessa Riqueza, que você NÃO está sozinho e nem largado no mundo!... Respire de novo, com calma, e procure pela Paz Divina dentro de você, coloque ela aí no seu peito e no seu coração...
Então, pegue o papel nas mãos, fique de pé, e levante ele acima da sua cabeça, com um pensamento firme, dizendo em voz alta:
Neste instante, eu apresento ao meu Criador, que é Deus, e aos Sagrados Orixás as minhas necessidades mais urgentes.
Entrego tudo isso para a Inteligência Criadora, pedindo as bênçãos da Prosperidade de Deus, que também é minha Mãe.
Peço que despertem em mim a vontade firme, a capacidade e as energias Sagradas que me farão atrair os recursos que preciso para alcançar o que preciso.
Sei que meus talentos espirituais e materiais serão abençoados, despertados e multiplicados, para que eu realize o que preciso.
Sei que a Luz de Pai Oxalá vai iluminar meus caminhos, para esta realização.
Sei que a Espada de Pai Ogum vai abrir meus caminhos, para esta realização. Sei que o Poder de Atração de Mamãe Oxum vai atrair para a minha vida os recursos necessários para esta realização, despertando em mim o Amor que tudo cura e liberta.
Sei que o Divino Criador e todos os Orixás estão comigo, me guardando e amparando pelo alto, pelo embaixo, pela direita, pela esquerda, no centro e no em torno de todos os caminhos, para que eu alcance esta realização.
Eu confio, eu aceito, eu entrego e agradeço!
Sei que essa Riqueza me pertence por direito Divino porque sou um filho de Deus, e assim eu quero viver.
Amo e agradeço a Vida por estar aqui e viver essas experiências.
Eu respiro a Prosperidade de Deus.
Eu vivo na Prosperidade de Deus.
EU SOU a Prosperidade de Deus, aqui e agora, e para sempre!
Que assim seja, porque sempre foi, e assim será!
Então, respire de novo com calma, se acalme...
Pegue o papel e risque nele uma cruz de quatro braços iguais, usando um lápis comum (grafite) ou então uma pemba branca. Dobre o papel em cinco partes, já atraindo as Energias da mudança para melhor, na Força de Pai Ogum.
Se tiver um quintal ou um vaso com planta, enterre o papel ali― simbolizando que os seus recursos vão brotar, que a sua vida vai ganhar estabilidade, que nada vai lhe faltar jamais. Pense firme. Deixe o papel enterrado, não precisa mexer nele. Você já entregou seu pedido, e vai continuar fazendo apenas a sua parte. O que entregou, está entregue, não está mais em suas mãos, está nas Mãos de Deus que tudo pode! Confie!
Caso deseje, você pode firmar uma vela branca, em seguida à oração, colocando seu nome escrito num copo com água à direita da vela. Siga seu coração. Depois que a vela queimar, despeje o copo em água corrente e agradeça.
Caso não tenha o vaso com planta, pegue um copo com água filtrada― ou fervida e já esfriada―, ponha 7 punhados de açúcar, com a mão direita, saudando o Criador e os Orixás, e deposite o papel na água. Deixe esse copo por 7 dias num lugar que ninguém mexa; depois, vá trocando a água e o açúcar, a cada semana, até completar 21 dias. Na troca, repita a oração. Você pode renovar este ritual do copo quando sentir necessidade, até ganhar confiança. Mas creia, basta pedir uma vez, com humildade, respeito e confiança, que Deus vai lhe atender!
Faça com Fé. Não fique perguntando “Como vai ser? De onde virão os recursos?...”. Os recursos sempre existiram, a gente é que não sabia, não nos ensinaram que podíamos atrair a Riqueza de Deus pra nossa vida!... Mas agora você sabe, você crê, você confia, e você faz e consegue!
Acredite, tente, faça diferente!
A sua confiança em si mesmo e na Vida vai crescer. E tudo vai melhorar!...
Mexa esse corpo, acalme as idéias, peça ajuda! Continue fazendo o que pode, que Deus fará o que você ainda não sabe e não pode fazer sozinho, pois é desse jeito que a Vida funciona...
E toda vez que pegar no seu dinheiro, na sua comida, nas suas roupas, em tudo que você já tem, lembre-se: tudo é a Presença de Deus na vida da gente, tudo é bênção. Agradeça pelo que tem, para fabricar e atrair energias Sagradas de mais e mais Abundância e Prosperidade. É assim que funciona...
E nunca lamente pelas contas a pagar, mas agradeça por tudo que já recebeu, pelas coisas que utilizou e comprou e pelos benefícios que aquilo trouxe pra sua vida.
Faça a sua parte, como um filho da Luz de Deus, que a Luz vai lhe abençoar cada vez mais.
Que OLORUM e os Sagrados Orixás lhe deem muita Paz e Prosperidade!
Fique na Paz!
Zé Pelintra (09/03/2012.)

Escrito por Maria de Fatima
Fonte: Instituto Cultural Sete Porteiras do Brasil

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Saravá os malandros e malandras !!!

                              



Saravá os malandros e malandras !!!
 Os malandros têm como principal característica de identificação, a malandragem, o amor pela noite, pela música, pelo jogo, pela boemia e uma atração pelas mulheres.
Isso quer dizer que em vários lugares de culturas e características regionais completamente diferentes, sempre haverá um malandro. O malandro de Pernambuco, dança côco, xaxado, passa a noite inteira no forró; no Rio de Janeiro ele vive na Lapa, gosta de samba e passa suas noites na gafieira. Atitudes regionais bem diferentes, mas que marcam exatamente a figura do malandro.
No Rio de Janeiro aproximou-se do arquétipo do antigo malandro da Lapa, contado em histórias, músicas e peças de teatro. Alguns quando se manifestam se vestem a caráter. Terno e gravata brancos. Mas a maioria, gosta mesmo é de roupas leves, camisas de seda, e justificam o gosto lembrando que: "a seda, a navalha não corta". Navalha esta que levavam no bolso, e quando brigavam, jogavam capoeira (rabos-de-arraia, pernadas), às vezes arrancavam os sapatos e prendiam a navalha entre os dedos do pé, visando atingir o inimigo. Bebem de tudo, da Cachaça ao Whisky, fumam na maioria das vezes cigarros, mas utilizam também o charuto. São cordiais, alegres, dançam a maior parte do tempo quando se apresentam, usam chapéus ao estilo Panamá.
Podem se envolver com qualquer tipo de assunto e têm capacidade espiritual bastante elevada para resolvê-los, podem curar, desamarrar, desmanchar, como podem proteger e abrir caminhos. Têm sempre grandes amigos entre os que os vão visitar em suas sessões ou festas.
Existem também as manifestações femininas da malandragem, Maria Navalha é um bom exemplo. Manifesta-se como características semelhantes aos malandros, dança, samba, bebe e fuma da mesma maneira. Apesar do aspecto, demonstram sempre muita feminilidade, são vaidosas, gostam de presentes bonitos, de flores principalmente vermelhas e vestem-se sempre muito bem.
Ainda que tratado muitas vezes como Exu, os Malandros não são Exus. Essa idéia existe porque quando não são homenageados em festas ou sessões particulares, manifestam-se tranqüilamente nas sessões de Exu e parecem um deles. Os Malandros são espíritos em evolução, que após um determinado tempo podem (caso o desejem) se tornarem Exus. Mas, desde o início trabalham dentro da linha dos Exus.
Pode-se notar o apelo popular e a simplicidade das palavras e dos termos com os quais são compostos os pontos e cantigas dessas entidades. Assim é o malandro, simples, amigo, leal, verdadeiro. Se você pensa que pode enganá-lo, ele o desmascara sem a menor cerimônia na frente de todos. Apesar da figura do malandro, do jogador, do arruaceiro, detesta que façam mal ou enganem aos mais fracos. Salve a Malandragem!
Na Umbanda o malandro vem na linha dos Exus, com sua tradicional vestimenta: Calça Branca, sapato branco(ou branco e vermelho), seu terno branco, sua gravata vermelha, seu chapéu branco com uma fita vermelha ou chapéu de palha e finalmente sua bengala. tem duas características marcantes:
Uma é de ser muito brincalhão, gosta muito de dançar, gosta muito da presença de mulheres, gosta de elogiá-las ,etc…
Outra é ficar mais sério, parado num canto assim como sua imagem, gosta de observar o movimento ao seu redor mas sem perder suas características.
Às vezes muda um pouco, pede uma outra roupa, um terno preto, calças e sapatos também pretos, gravata vermelha e às vezes até cartola. Em alguns terreiros ele usa até uma capa preta.
E outra característica dele é continuar com a mesma roupa da direita, com um sapato de cor diferente, fuma cigarros, cigarilhas ou até charutos, bebe batidas, pinga de coquinho, marafo, conhaque e uísque, rabo-de-galo; é sempre muito brincalhão, extrovertido.
Seu ponto de força é na subida de morros, esquinas, encruzilhadas e até em cemitérios, pois ele trabalha muito com as almas, assim como é de característica na linha dos pretos velhos e exus. Sua imagem costuma ficar na porta de entrada dos terreiros, pois ele também toma conta das portas, das entradas, etc…
Malandros : saravá os malandros, salve mestre (a)
            Bebidas :  praticamente todas,desde a cachaça ao whisk
            Fumo:  cigarros, charutos
            Objetos de trabalho : facas, bengala entre outros…
            Objetos de vestimenta : terno, camisa de seda, roupas brancas ou listradas (vermelho e branco)
           Guias: suas guias podem ser de vários tipos, desde coquinhos com olho de Exu, até vermelho e preto, vermelho e branco ou preto e branco.
            Comprimento



sexta-feira, 20 de julho de 2012

A Verdadeira Fortuna


Era a segunda noite que a insônia indesejável me fazia companhia, e para passar as horas, ler um livro ou assistir a TV, são opções a considerar. Naquela quarta-feira chuvosa, minha escolha foi a telinha, e navegar pelos muitos canais disponíveis em busca de algo que valesse a pena ver. Em outro momento talvez eu seria mais tolerante, mas naquela noite de vigília imposta, eu estava muito irritado. Lá pelas tantas, percebi que o Sr. Zé Pilintra estava sentado no outro extremo do sofá, e como sempre calmo, de pernas cruzadas curtia uma cigarrilha pendurada no canto da boca.

– Saravá meu paizinho, disse eu com a voz rouca…

Depois dele sorrir e gesticular, eu prossegui:

– Veja que coisa absurda meu paizinho…

– Onze canais estão ocupados por religiosos! Mudei rapidamente de canal e apontei o dedo para a TV:

– Veja este cara paizinho! Está pedindo grana discaradamente!

– Será que ninguém vê isso acontecendo!!! Que absurdo! Como fica isso???

Ele levanta os olhos para o teto, faz vários círculos de fumaça e continuou:

O ouro é sem dúvida a maior provação a que se pode submeter o homem.

A convivência com o dinheiro causa imensa preocupação naqueles que estão voltando a terra, pois sabem eles o poder que tem o dinheiro de comprometer toda uma evolução.

Por mais preparados que estejam os irmãos encarnados, não resistem muitos, aos encantos do dinheiro, e percorrem toda existência na carne, escravos do ouro. Enfeitiçados, esquecem dos compromissos de outrora, e cegos pela ganância, sem pudor e sem receio de se expor, lançam mão de todo tipo de artimanhas para conseguir acumular fortuna. Não quero com este depoimento dizer que não devas progredir e adquirir posses, mas afirmo que deveria o dinheiro, ganho de forma honesta, ser apenas mais um instrumento para o exercício da caridade e para o seu crescimento como filho de Deus.

Chegará o dia em que estarás de frente ao juiz celestial. Nada além de suas vestes terás, e Ele terá nas mãos uma lista de todas as suas obras, a qual representará a verdadeira fortuna acumulada por você ao longo da vida. Para aqueles que tiveram uma existência ofuscada pelo brilho do ouro, a lista estará em branco e nada mais restará senão retornar e começar tudo de novo.

– Mas… paizinho… e aquelas pessoas que doam parte de seus ganhos, passam dificuldades, e muitas vezes são enganadas???

Ele se levanta, dá um tapinha nos meus ombros e diz:

– Maninho… a responsabilidade maior é de quem toma, e não de quem doa…

Em seguida Ele foi embora, e o sono finalmente se apresentou…

Axé meu Pai Zé Pilintra!


Por: Wilson de Omulu
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“A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho.”


SIGNIFICADOS QUANTO AO FORMATO DA VELA



 
Cones ou Triangulares: equilíbrio, elevação.
Quadradas: estabilidade, matéria.
Estrela: espiritual, carma.
Pirâmide: realizações matérias.
Cilíndricas: servem para tudo.
Animais: para o seu animal protetor.
Lua: para acentuar sua energia intuitiva.
Gnomo: para seu elemental da terra.
Cone ou Triangulares: simbolizam o equilíbrio. Tem três planos: físico, emocional e espiritual.
Velas Cônicas: são voltadas para cima e significam o desejo de elevação do homem, sua comunicação com o cosmos.
Velas Quadradas: Simbolizam estabilidade na matéria. Seus lados iguais representam os quatro elementos: Terra, Água, Fogo, Ar.
Velas em Formato de Estrela de Cinco Pontas: É o símbolo do homem preso na matéria. Representa o carma.
Velas Redondas: Simbolizam mudança. E a energia mais pura do astral que só a mente superior alcança.