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segunda-feira, 2 de maio de 2016
7 Regras Básicas para ir num Terreiro de Umbanda
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
Erros de alguns terreiros
- Dar guarida a fofoca e comentários malediscentes. Lembrem-se que o ciúme é um dos maiores venenos que a pessoa pode ter;
- Uso indevido de determinados elementos em determinados rituais e/ou uso de elementos estranhos ao ritual do culto;
- Exploração financeira contra filhos da casa e/ou freqüentadores. A Umbanda não cobra qualquer incentivo financeiro ou material sobre seus trabalhos. Na Umbanda não se pratica a Lei de Salva, ou seja, não se paga por qualquer tipo de trabalho espiritual que venha a ser realizado;
- Mau cumprimento dos preceitos pelos membros da casa;
- Conduta imprópria ou desrespeitosa de membros da casa;
- Atividades não relacionadas ao culto dentro do mesmo ambiente da casa;
- Omissão de socorro, pouco caso ou deboche daqueles que ali buscam auxilio;
- Ciúmes pelo tratamento dado pelo dirigente da casa a um ou outro filho;
- Tratamento a um filho da casa de forma exagerada ou excessiva em quaisquer circunstâncias pelo dirigente da casa;
- Atenção dispensada de forma exagerada ao dirigente da casa ou aos outros integrantes do grupo;
- Falta de preparo dos filhos nos ritos da casa;
- Elevar um filho da casa para médium de passe, sem ele estar devidamente preparado;
- Deixar desavenças de ordem particular interferirem nos trabalhos;
- Não dedicar pelo menos um trabalho ao mês, ao desenvolvimento dos filhos da casa;
- Não transmitir os ensinamentos adquiridos, não compartilhá-los com os demais;
- Agregar filhos apenas para fazer volume ou aumentar a contabilidade;
- Tratar de forma diferente os filhos ou freqüentadores da casa, pelo poder aquisitivo ou pela atenção por eles dispensada;
- Negar-se a auxiliar um filho da casa, quando o mesmo procura auxilio;
- Não respeitar a vida particular do dirigente da casa, levando a ele problemas fúteis, fora da casa;
- Confundir a liberdade dada;
- Confundir Umbanda com Nação Nagô, Gêge, Ketu, Batuque, Catimbó, Juremada, Candomblé, Umbanda traçada, Umbanda branca, Umbanda esotérica, etc, etc, etc... Erros absurdos podem advir deste tipo de confusão. Valha-se do conhecimento dos fundamentos da Umbanda para poder ensinar aos demais;
- Pensar que a entidade com a qual está trabalhando é sempre mais importante que as outras entidades que trabalham na casa;
- Animismo excessivo, o que é extremamente prejudicial ao médium e à casa;
- Aproveitar e interferir nas comunicações entre a entidade e o consulente, usando e aplicando seus próprios conceitos e exprimindo suas opiniões pessoais;
- Nunca tomar a frente da entidade com a qual está trabalhando. Nunca pense que está incorporado, mas sim, tenha certeza disso antes de começar a trabalhar.
- Demandar contra qualquer pessoa. Os filhos da casa devem ter consciência sobre a manipulação de energia. A Umbanda não utiliza sua magia para prejudicar quem quer que seja. A Lei Divina se encarrega para que todos tenham o que merecem;
- Usar sangue ou sacrifício animal em qualquer tipo de trabalho. A Umbanda não se utiliza destes elementos para seus trabalhos. Não é sacrificando um animal ou usando sangue que se alcança a graça divina, pois nós não temos o direito de tirar a vida de quem quer que seja.
- Mistificação. Abusar da credibilidade, enganar, iludir, burlar, lograr e ludibriar. MÍSTICO = misterioso ou espiritualmente alegórico ou figurado.
- Adornos - estes objetos são geralmente de metal e podem causar distúrbios, visto que o médium necessita ter seus plexos nervosos isentos de quaisquer percalços que possam coibi-los em algo. E, também porque, a regra do umbandista é a simplicidade, nada de exibições, de vaidade e aparência fúteis. Casa espiritual não é casa de modas.
- Roupas insinuantes. Deve-se ter consciência que ao adentrar o terreiro, você está adentrando uma casa santa, uma casa sagrada. Deve, então, livrar-se de pensamentos pecaminosos, contrários aos trabalhos espirituais. Roupas insinuantes são absolutamente negativas e dispensáveis aos trabalhos de qualquer casa espiritual. Não é mostrando o corpo ou a silhueta que o trabalho será bem desenvolvido, mas sim, completamente ao contrário.
- Casa de Caridade Rosa - Umbanda
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
A Umbanda merece…
Existem algumas atitudes que além de demonstrarem nosso respeito, falam mais que mil palavras não é mesmo?
Pois bem, acredito que quando os médiuns umbandistas entenderem essa colocação e começarem a agir prestando atenção no respeito e no exemplo que estão demonstrando e promovendo, a Umbanda será vista pela sociedade de forma muito mais elevada do que acontece hoje em dia.
É, acredito realmente que Posturas, Atitudes e Conhecimento são fundamentais para alcançarmos uma Umbanda mais aceita, mais respeitada e mais séria.
O fato é que essas posturas e atitudes estão vinculadas ao modo que os médiuns se comportam fora e dentro do terreiro, já o conhecimento está atrelado à capacidade de responder pela e sobre a Umbanda.
No entanto, percebo que muitos médiuns não têm postura, atitude e muito menos conhecimento condizente com a Umbanda e com todos seus fundamentos e tradição, posso citar como exemplo, a falta de conhecimento que muitos médiuns têm sobre o “simples” ato de ENTRAR NO TERREIRO.
Sei que parece bobo dar esse exemplo, afinal existem “coisas” tão mais importantes na Umbanda, mas realmente acredito que todos os médiuns umbandistas devem ser respeitosos, devem ter o conhecimento e estarem conscientes do que é um Terreiro, dos fundamentos que envolvem “entrar em um Terreiro”, das Forças assentadas e do trabalho realizado dentro daquele espaço mágico, portanto, é seu dever, sempre que atravessarem a fronteira do profano para o Sagrado, ou seja, sempre que entrarem em um Terreiro, fazerem as devidas saudações sabendo o que cada ato significa, mesmo porque, eles nunca saberão quando e por quem serão questionados sobre determinados movimentos e atitudes que normalmente se faz ao entrar em um terreiro.
Mesmo sabendo que cada terreiro tem sua forma específica de realizar suas saudações, quero pontuar algumas atitudes, que espero, faça a diferença neste ato que particularmente entendo ser de suma importância, uma atitude de respeito às Forças Divinas que sustentam aquele Terreiro e o próprio médium, além de exprimir uma postura condizente à Umbanda e seus Poderes Divinos.
Em primeiro lugar, o médium ao adentrar no terreiro deve Saudar as Forças dos Srs. Exus/Guardiões e das Sras. Pombagiras/Guardiãs assentadas na Tronqueira e para tanto, deve parar por alguns minutos de frente à tronqueira e com a cabeça baixa, agradecer a permissão de sua entrada naquela Casa Santa. Caso seja necessário, nesse momento também se pede para os espíritos negativos, que por ventura estão perturbando o equilíbrio do médium, sejam recolhidos e encaminhados pela Força da Esquerda com a permissão de Ogum, consequentemente o agradecimento e os momentos de permanência de frente à tronqueira serão maiores. Portanto deve-se sempre agradecer a guarda, a força e a proteção que ELES proporcionam em nossas vidas e ao terreiro.
Normalmente e dependendo do terreiro, durante esses momentos de agradecimento bate-se palmas três vezes e/ou toca-se no chão saudando o “embaixo” também três vezes pronunciando sua saudação que é “Laroye Exu. Exu é Mojubá!”. Segundo a ‘Enciclopédia brasileira da Diáspora Africana’ de Nei Lopes, Laroye significa: interjeição de saudação a Exu, um dos nomes de Exu e Mojubá significa: fórmula de saudação e reverência, dirigidas pelos fiéis aos orixás. Do ioruba ‘mo juba’, “eu (te) reconheço como superior”.
Em um segundo momento deve-se Saudar o Congá e o Altar, locais e pontos Sagrados que devem ser respeitados, afinal, é entre tantas coisas, onde se realizam as grandes trocas de energias, é onde todas as Irradiações Divinas estão concentradas e consequentemente são projetadas a todos, principalmente sobre aqueles que reconhecem e aceitam esse Poder Divino.
Para saudar o Congá deve-se fazer três vezes o sinal da cruz no chão antes mesmo de entrar nesse espaço. Fazendo esse sinal, abre-se um portal divino de amorosidade e fé seguindo o ensinamento de Jesus no momento de sua crucificação. Fazendo três vezes se afirma, reafirma e determina esse ato. Fazendo no chão “acordar” a força da terra e toda sua potência energética transmutadora, transformadora, curadora, sábia e ancestral.
Já o ato de “Bater Cabeça” não deve ser ou se tornar um ‘costume’ ou uma ‘repetição’, mas uma atitude de reverência, entrega, devoção e adoração diante dos e pelos Sagrados Orixás. É nessa hora que comungamos com Oxalá, Oxum, Oxóssi, Xangô, Ogum, Obaluayê, Iemanjá e com todos os Guias Espirituais, é nessa hora que pedimos que nos ajudem a mantermos nossos olhos fechados para o ciúme, para o egoísmo e para a inveja, assim como nossos ouvidos fechados para a intriga e para a curiosidade que fortifica a fofoca.
É nessa hora que pedimos que nos ajudem a manter nossos corações abertos para o amor, para a fé, para a compaixão e para a esperança, e que nossa mente esteja sempre aberta para o discernimento, para a sabedoria e para a paciência. Que nos ajudem a manter nosso espírito purificado e iluminado para que assim possamos servir de “simples” instrumentos de Deus, da Lei e da Justiça Divina. É o momento de agradecer, agradecer e agradecer por essa oportunidade única e excelsa que temos por estar diante do Poder Divino, diante dos Orixás.
Além disso, é o momento de absorver as potências energéticas da Terra pedindo para ela transmutar todos nossos pensamentos e sentimentos negativos, além de nos envolver com a Sabedoria Sagrada de nossa ancestralidade que em tempos remotos foi levada a terra.
E por fim, e não menos importante, o médium deve Saudar, ou melhor, Tomar a Benção de seu Pai ou Mãe Espiritual.
Quando isso ocorre, o “filho” está reconhecendo seu Pai Espiritual como o detentor dos conhecimentos da Lei de Umbanda e como seu orientador, portanto é ele que o conduzirá, o sustentará e o protegerá dentro da doutrina religiosa umbandista e diante da própria vida.
“Tomar a Benção” é sim um procedimento de reconhecimento e de respeito à Hierarquia, mais do que isso, é um ato de entrega, respeito e confiança, portanto aquele que “dá a benção” tem que estar consciente de suas responsabilidades, assim como deve rever e reavaliar seus atos constantemente para que eles sejam e estejam idôneos à sua posição. “Tomar a Benção” ou “Dar a Benção” é coisa séria e tem fundamento, portanto é preciso ter Atitude, Respeito e Conhecimento.
Aproveitem um pouco daquele “olhar de poeta” e percebam: quando o médium toma entre suas mãos a mão de seu Pai Espiritual e a beija respeitosamente levando-a até a sua testa e beijando-a novamente, ele está saudando, determinando e reafirmando sua fé acima de tudo a Trindade Divina.
Percebam que são três atos, beijar a mão, colocar na testa e beijar novamente, o que significa o respeito à Trindade, além disso, ao beijar pela primeira vez o médium está afirmando que aquela mão tem “poder”, tem “conhecimento” e tem “autoridade”; ao colocar essa mão na testa o médium está afirmando que somente aquela mão tem a permissão de tocar em sua coroa – afirmativa que magneticamente e vibratoriamente dá proteção àquele médium pois dificulta a ação de espíritos negativos que continuamente tentam “dominar” o mental do mesmo – automaticamente o Pai silenciosamente “pede” para que todo seu Saber seja absorvido por aquele ‘filho’, afinal sem conhecimento não há evolução, e intimamente, ao tocar com as mãos na testa de seu filho, o Pai diz: “eu te dou o meu Saber meu filho, receba e evolua em espírito”; por fim, ao beijar novamente a mão do Pai espiritual, o médium está confirmando o desejo de que aquelas mãos preparadas o conduza no trabalho espiritual e no encontro aos Orixás, por isso que ao pedir a benção o Pai Espiritual responde “Seja Oxalá quem lhe abençoe meu filho”. Importante perceber que com essa afirmativa o Pai já está proporcionando o encontro do médium com os Orixás. Basta ter Fé, Atitude, Respeito e Conhecimento.
É, a Umbanda tem fundamento sim, e é nosso dever e nossa obrigação saber “preparar”.
É nosso dever e nossa obrigação saber se comportar, ensinar e respeitar. É nosso dever e nossa obrigação dar bons exemplos e responder por nossos atos e pela Umbanda, mesmo porque, na Umbanda NADA É SIMPLES, mas tudo é de uma simplicidade impar. Fiquemos atentos!!!
Escrito por Mãe Mônica Caraccio
Fonte: Minha Umbanda
sábado, 17 de setembro de 2011
Terreiro, o Hospital Espiritual dos Encarnados
sábado, 16 de abril de 2011
Se Eu Sair... O Terreiro Fecha!
sábado, 19 de março de 2011
POR QUE TIRAR OS SAPATOS NA HORA DE SE ENTRAR NO TERREIRO?
Tudo isto objetivando "facilitarmos" a descida vibratória dos Guias espirituais e haver o intercâmbio em uma egrégora elevada, propiciatória para a ligação fluídica com os médiuns.
Assim, é de obrigação de todos tirar o calçado, visto este objeto ser "anti-higiênico", pois se pisa com ele em tudo, às vezes em detritos e putrefações, ainda por estarmos em ligação com certas encruzilhadas de rua que passamos, sabendo-se que estes locais profanos são escoadouro natural das vibrações negativas ou ondas mentais coletivas eletromagnéticas,
densas e altamente materializadas, muitas vezes alimentadas pelos nefastos despachos que alimentam os planos inferiores do astral.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Não faça nada no terreiro sem autorização
A Umbanda é considerada uma crença tipicamente brasileira, apesar de suas origens africanas. Na verdade, ela é uma variante do Candomblé e pode-se dizer que não existe em nenhuma outra parte do mundo, o aprendizado constante faz parte dos terreiros responsáveis, o sagrado envolvimento dos dirigentes somente poderão elevar a doutrina tendo filhos conhecedores e dedicados.
O comando de um rito, deverá sempre estar sob o comando do Pai ou Mãe da casa, e quando não estiver presente, deverá ser autorizada pelos mesmos, neste caso deverá ser conduzido pelo maior grau mediúnico e coroado pela casa, ou seja sem a presença do chefe da casa assume os Pais pequenos, quando também na falta deste deverá ser efetuado os trabalhos sobre orientação dos médiuns mais antigos, nunca inicie um trabalho ou gira sem observar os preceitos da casa, nunca modifique algo que foi assentado ou mesmo não cruze qualquer tipo de energia que poderão modificar o curso dos assentamentos e firmesas existentes na casa, poderá trazer transtornos a todos ou mesmo derrubar as energias que duraram anos para serem efetuadas e alinhadas, locais sagrados somente podem ser manipulados por entidades, a incorporação deve ser feita pelos donos deles, saiba que quando a chegada posterior em um rito de alguém com grau superior aos presentes devem ser obrigados a reverenciar e dar-lhe o comando e assento que lhe cabe.
Saiba que somente desta forma os trabalhos poderão surtir o efeito desejado, pois em caso de descumprimento desta forma ou mesmo efetuar algo escondido do Pai ou Mãe da casa, poderá ser muito perigoso ou mesmo poderá surtir efeitos contrários ao princípio do terreiro.
Além do sincretismo clássico entre a herança religiosa africana e o Catolicismo, a Umbanda absorveu elementos do Espiritismo Kardecista, uma vez que há a comunicação dos encarnados com espíritos desencarnados. O sincretismo entre orixás e santos católicos é muito forte e é o mesmo atribuído no Candomblé. Por exemplo, Oxalá representa Jesus; Iemanjá representa a Mãe de Jesus (mais precisamente, Nossa Senhora da Conceição e Nossa Senhora dos Navegantes), e assim por diante.
Aqueles que incorporam as entidades são denominados de "médiuns ". Durante a incorporação, o médium permanece inconsciente ou semi inconsciente, e quem fala através dele é seu guia, ou seja, a entidade espiritual a ele associada. Para auxiliar os médiuns , existem os cambonos, que ocupam papel relevante na hierarquia do terreiro. Mas a posição mais elevada cabe à mãe ou ao pai-de-santo, que é a pessoa responsável pelos trabalhos espirituais, a exemplo do Candomblé.
Nos terreiros umbandistas, o ponto focal é o congá, altar profusamente enfeitado com flores, velas acesas e colares de contas coloridas, que simbolizam os diferentes santos e orixás. No congá, imagens de Jesus, Nossa Senhora e santos católicos dividem espaço com estatuetas de pretos-velhos, caboclos, ciganos, marinheiros e outras entidades espirituais, que deverão ser acendidas pelo maior grau da casa, ou por alguém autorizado por este
.
A hierarquia do terreiro:
>Babalorixás ou Pai ou Mãe de Santo (Babalaô, quando homem, e Ialorixá, quando mulher) - São os dirigentes.
>Pais e Mães-Pequenas (Baba Mindim) - Assistentes do dirigente. Em geral, ajudam no trabalho de desenvolvimento da mediunidade dos filhos de fé, na falta ou mesmo quando o dirigente autoriza assume as funções de Pai de Santo e dirigente espiritual, é a segunda pessoa na hierarquia do terreiro.
>Médium (aceitos) - São aqueles que trabalham na casa hierarquia conforme tempo de sacerdócio ou autorização do chefe da casa.
>Zeladores (jibonã e sidagã) - Auxiliam os dirigentes.
>Ogã e Sambas - Tocam os atabaques e observam a disciplina.Cambonos e coroados (feitos e / ou confirmados) - Prestam assistência aos cavalos, durante a gira.
>Filhos de fé (em observação) - Freqüentam os trabalhos para o desenvolvimento de seus dons mediúnicos, devem ser sempre observados e corrigidos pelos graus superiores, não podem de forma alguma exercer cargos ou manipular objetos sagrados sem autorização do Pai ou Mãe da casa.
As sete linhas da Umbanda:
A Umbanda se divide em sete linhas, ou bandas, sendo que cada uma delas é consagrada a um orixá. Cada uma dessas divindades, por sua vez, comanda sete falanges. Uma dessas falanges corresponde à vibração original do orixá (por exemplo: linha de Ogum). As outras seis falanges do orixá significam o cruzamento da energia original do orixá com as dos outros seis orixás (exemplo: a linha de Ogum Beira-Mar é o cruzamento da linha de Ogum com a de Iemanjá). Temos assim um total de 49 falanges.
Como o orixá nunca incorpora no ritual da Umbanda, a função das entidades pertencentes às falanges é justamente descer à Terra e executar o trabalho ordenado pelo orixá. Elas são portadoras da força da divindade.
Existe ainda uma outra subdivisão, que diz respeito à faixa etária das entidades. Desse modo, temos as crianças, os adultos e os velhos. Por exemplo: podemos ter uma criança de Xangô, um Caboclo de Oxossi e um Preto Velho de Oxalá.
Os orixás que comandam as falanges são Iansã, Iemanjá, Ogum, Oxalá, Oxossi, Oxum e Xangô.
A seguir, os orixás e as entidades que integram as falanges da Umbanda:
>Oxalá Cor: Branca; Domínios: Todos os campos da natureza.
>Oxossi - Cor: Vermelha; Domínio: As matas.
>Xangô - Cor: Marrom; Domínio: As pedras.
>Ogum - Cor: Verde; Domínio: As estradas.
>Iemanjá - Cores: Rosa e branco cristalino; Domínio: O mar e as águas em geral.
>Oxum - Cor: Azul; Domínio: As águas doces.
>Iansã - Cor: Amarela; Domínios: Ventos e Tempestades.
>Nanã - Cor: Lilás; Domínio: Lama.
>Obaluaiê - Cores: Preto e branco; Domínio: As cavernas.
>Oxumaré - Cor: Azul claro; Domínio: As chuvas leves.
>Tempo - Cor: Branco perolado; Domínio: As montanhas.
>Exu, Exu-mirim e Pomba-Gira - Cores: Preto e Vermelho; Domínio: Os descampados.
>Marinheiro - Cores: Azul e branco; Domínio: As emoções.
>Boiadeiro - Cores: Marrom e Vermelho; Domínio: A força bruta.
>Cigano - Cores: Todas do arco-íris; Domínio: A liberdade.
>Baiano - Cores: Variadas; Domínios: A esperança e a coragem.
>Caboclo - Cor: Verde; Domínio: A simplicidade.
>Preto Velho - Cor: Branco; Domínio: A sabedoria.
>Criança - Cores: Variadas; Domínio: A pureza.
Eementos básicos da Natureza, ou seja, Ar, Terra, Fogo e Água. É devido a essa particularidade que, muitas vezes, essas entidades solicitam cigarros, bebidas, alimentos. Cada item pedido corresponde a determinados elementos naturais. Veja os exemplos:
Água e bebidas não alcoólicas: Servem para a cura, pois simbolizam a força, o remédio e o poder gerador.
Bebidas alcoólicas: Pertencem ao elemento Fogo e permitem a troca de energias.
Cachimbo, charuto ou cigarro: Une o Fogo, a Água, a Terra e o Ar, sintetizando, assim, os elementos de todas as linhas.
Dessa forma, é preciso ter bastante conhecimento e, principalmente, discernimento, para lidar com essas forças, que dependem sempre do livre arbítrio de quem as manipula.
sábado, 25 de setembro de 2010
PONTOS VIBRACIONAIS DO TERREIRO
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“A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho.”





