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terça-feira, 9 de abril de 2013

Assentamento de Orixá, Igba

Assentamento de Orixá, Igba orixá, assentamentos de todos orixás no candomblé. Assentamentos dos orixás mais importantes.



Igba orixa, ibá orixa ou simplesmente ibá é o nome dos assentamentos sagrados dos orixás na cultura nago vodun, onde são colocados apetrechos e fetiches inerente a cada um deles na feitura de santo. Ao lado de cada um dos igbas encontramos talhas, quartinhas e quartiões, que devem conter o líquido mais precioso da vida chamado pelo povo do santo de omin (água).
Cada igba orixa é uma representação material e pessoal, simbolizando a captação de energia oriundo da natureza, ligado aos orixás correspondentes e sempre emanando energias para seus adeptos e crentes.
Assentamentos (igba orixá) mais importantes num terreiro de candomblé 
 
Igba exu
Igba ogun
Igba oxosse
Igba ossaim
Igba obaluaye
Igba omolu
Igba xango
Igba oxumare
Igba iywa
Igba oxun
Igba yemanja
Igba oya
Igba oba
Igba nanã
Igba logunede
Igba oxaguian
Igba oxalufan
Igba Ori 
 
 
 
Igba exu ou assentamento de exu como é chamado comumente pelo povo de santo, são confeccionados de várias formas, muitos são vistos em panela de ferro, alguidá, panela de barro, muitas vezes modelado com tabatinga, em forma humana completa, ou apenas busto, com olhos e boca feito de búzios. Igba exu também pode ser representado por uma pedra, preferencialmente de laterita ou um montículo de terra, contendo vários elementos do reino animal, vegetal e mineral.
Uma mistura especial é feita pelo babalorixá ou iyalorixá, em conjuto com a Iyamorô, contendo azeite-de-dendê, mel, vinho, diversos tipos de bebida alcoolica e sal. As folhas sagradas de exu são maceradas com enxofre, mercúrio, carvão vegetal, inúmeros tipos de pimentas, não pode faltar (atarê, lelecun, begerecum, aridan e aberê).
Pelo menos sete tipos de metais são colocados: Ouro, prata, cobre, zinco, ferro, níquel e estanho, depois de ser banhado em água sagrada. Juntando-se tudo a terra de sete encruzilhadas e de alguns estabelecimentos comerciais e coloca no respectivo recipiente, ornando com os tridentes e lanças, moedas antigas e atuais, e muitos búzios. Deve conter no assentamento pelo menos uma quartinha com quatro búzios dentro, para fazer a consulta em momento oportuno.
 
Nota: Todos assentamentos (igba orixá), devem ser preparados e sacralizados em rituais próprios por Babalorixas ou Iyalorixas.
 


 Igba ogun ou assentamento de ogum como é chamado popularmente pelo povo de santo, são construídos de várias formas, seguindo o mesmo princípio. As vezes são vistos em panela de ferro, alguidá, panela de barro, ou recipientes de metal como cobre,alumínio e bronze, todavia sempre com artefatos do metal ferro,(martelo, foice, espada, torquês, pá, picareta, facão), no mínimo de sete ferramentas e no máximo de vinte e uma. Justificado a mitologia Yoruba como o orixá ferreiro, senhor dos metais, caminhos e da agricultura.
Na preparação de qualquer assentamento de orixá os rituais da sasanha, folha sagrada e água sagrada são imprescindíveis. Determinados assentamentos de ogum são preparados da mesma forma do Igba exu, embora o ato de sacralização seja diferente.
 

Nota: Todos assentamentos igba orixá , devem ser preparados e sacralizados em rituais próprios por Babalorixas ou Iyalorixas.

 
Igba oxosse ou assentamento de oxosse como é chamado popularmente pelo povo de santo, são construídos de duas formas, todavia as duas formas são semelhantes no que se refere a um artefato de ferro em forma de arco e flecha denominado de ofá e um otá de cor escura.

Diferença
 
O ofá é fixado numa haste do mesmo metal, com base arredondada para que o conjunto possa ficar em pé dentro de uma alguidá ou qualquer outro recipiente de barro. A grande diferença é que alguns assentamentos são confeccionados com uma mistura especial de argamassa, contendo vários elementos do reino animal, vegetal e mineral como folha sagrada, oguê, iruexin, rabo de tatu, chifre de veado e o ofá fixado nesta mistura sagrada.
 
Nota: Todos assentamentos "igba orixá", devem ser preparados e sacralizados em rituais próprios por Babalorixas ou Iyalorixas. Na preparação de qualquer assentamento de orixá os rituais da sasanha, folha sagrada e água sagrada são imprescindíveis. 


Igba ossaim, assentamento de osain ou agué, como é chamado popularmente pela cultura Jeje-Nago, são construídos com recipientes de barro como alguidá, quartinha, talha etc.

Confecção

Sobreposto em um alguidá um vasso de barro ou talha de duas ou três alças, são dispostos vários apetrechos, são encontrados vários tipos de búzios, moedas antigas de prata, cobre e níquel, vários tipos de sementes como aridan olho de boi, lelecun, bejerecum, aribé, obi, atarê orobô, miniatura de cachimbo em quantidade de quatorze (14) confirmando sua ligação com os odus iká e uma argamassa com variado tipo de folha sagrada, em especial sete plantas chamadas gervão,akoko, Irokò, Kunkundukunku, Ewê lará, peregun, Iji opé. Nesta mistura perfeita fixa um Oposayin "ferramenta de ossaim" (uma haste central com um pássaro na ponta construído de ferro, do meio dessa haste saem sete pontas, onde são colocados os cachimbos, em baixo o sagrado apetrecho mais importante de todos os orixas, o otá.
Geralmente uma talha ou um pote bem grande contendo no mínimo quatorze (14) tipos de folha sagrada e uma pequena cabaça cheia de fumo de corda, serve de suporte para este precioso igba orixa.
 
Nota: Todos assentamentos "igba orixá", devem ser preparados e sacralizados em rituais próprios por Babalorixas ou Iyalorixas. Na preparação de qualquer assentamento de orixá os rituais da sasanha, folha sagrada e água sagrada são imprescindíveis.


Igba obaluaye ou assentamento de obaluaye como é chamado popularmente pelo povo de santo, são construídos com dois recipientes de barros de formas arredondadas, na parte inferior um alguidá e na parte superior um cuscuzeiro, simbolizando o planeta terra, em alusão ao seu nome, Oba (rei), Olu (senhor), Aye (mundo ou Planeta terra), "Beniste Orum Aye".

Confecção

Dentro do alguidá são dispostos vários apetrechos, dependendo da qualidade deste misterioso e complexo orixá. São encontrados vários tipos de búzios, pérola de agua doce e salgada, moedas antigas de prata, vários tipos de sementes como aridan e olho de boi, miniatura de xaxará e uma argamassa com variado tipo de folha sagrada, em especial uma planta chamada gervão, onde é fixado uma pena de ekodidé e o sagrado apetrcho mais importate de todos os orixas, o otá.
A parte superior é um cuscuzeiro de barro com sete orificios, onde são depositadas cuidadosamente as sete lanças chamadas de Ichã, ornado com grande quantidade de búzio (religião) e marfim. Não necessáriamente das presas do elefante, sabendo-se que toda a parte compacta e branca que constitui a maior parte dos dentes dos mamíferos são marfins.
 
Nota: Todos assentamentos "igba orixá", devem ser preparados e sacralizados em rituais próprios por Babalorixas ou Iyalorixas. Na preparação de qualquer assentamento de orixá os rituais da sasanha, folha sagrada e água sagrada são imprescindíveis.


Igba xango ou assentamento de xango como é chamado popularmente pelo povo de santo, são construídos com recipientes de madeira denominado de gamela, podendo ser de formato arredondadas ou ovaladas. São utilizadas três tipos de árvores diferentes em sua construção, conhecida no Brasil como jenipapeiro, jaqueira e umbaúba.
 
Confecção
 
Dentro da gamela principal tem dispostos vários apetrechos, podemos encontrar várias moedas de cobre, pulseiras e pequenos machados do mesmo metal, três tipos de sementes são indispensáveis, são elas aribés, orobôs e aridans em quantidade de 6 em acordo com o odu obara ou 12 ejilaxebora. Um apetrecho especial, bem peculiar a este grande orixá é o meteorito, podendo ser aerólito, astrólito, meteorólito, uranólito, pedra-de-raio. Todavia, muitas pedras (itá) consagrada ao orixá xango tem formato de machado, em particular uma pedras do período neolítico, utilizadas como utensílios pelos humanos na pré-história fazem parte do igba orixá, também chamada de Aráodu.
 
Nota: Todos assentamentos "igba orixá", devem ser preparados e sacralizados em rituais próprios por Babalorixas ou Iyalorixas. Na preparação de qualquer assentamento de orixá os rituais da sasanha, folha sagrada e água sagrada são imprescindíveis.


Igba oxumare, assentamento de oxumare, dan, dangbe, e becem como é chamado popularmente pela cultura Jeje-Nago, são construídos com recipientes de barro como alguidá, cuscuzeiro, quartinha, talha etc.
 
Confecção
 
Dentro de um alguidá ou cuscuzeiro "de pé", são dispostos vários apetrechos, dependendo da qualidade deste misterioso e complexo orixá. São encontrados vários tipos de búzios, pérola de agua doce e salgada, moedas antigas de prata, vários tipos de sementes como aridan olho de boi, orobô, miniatura de serpente em quantidade de quatorze (14) confirmando sua ligação com os odus iká e uma argamassa com variado tipo de folha sagrada, em especial duas plantas chamadas gervão e Kunkundukunku, onde é fixado um caduceu e o sagrado apetrecho mais importante de todos os orixas, o otá.
Geralmente uma talha ou um pote bem grande é ornada com grande quantidade de conchas e búzios, contendo o líquido mais precioso do universo denominado de Omim preferencialmente de chuva, serve de suporte para este precioso igba orixa.
 
Nota: Todos assentamentos "igba orixá", devem ser preparados e sacralizados em rituais próprios por Babalorixas ou Iyalorixas. Na preparação de qualquer assentamento de orixá os rituais da sasanha, folha sagrada e água sagrada são imprescindíveis.



Igba oxun ou assentamento de oxum como é chamado popularmente pelo povo de santo, são construídos com materiais de porcelana ou louça de cores variada, mas sempre com detalhes na cor amarela e dourada, simbolizando sua ligação e domínio com a gema do ovo. Geralmente no centro da terrina sai uma haste com um abebé ou um peixe dourado na ponta, construído de metal amarelo, chamado de ferramenta de oxum.
 
Confecção
 
Dentro de uma terrina de porcelana ou louça são dispostos vários apetrechos, são encontrados uma média de oito (8) ou dezeseis (16) búzios, cinco (5) pequenas bolas de ouro e cobre, obis, moedas de cobre e ouro, confirmando sua ligação com o odu Ôxê, e o sagrado apetrecho mais importante de todos os orixas, o otá, tudo isso conservado com manteiga de karité chamado de ori ou limo da costa, azeite doce em algus tipos de oxum azeite de dendê e mel de abelha.
A terrina é colocada no centro de uma bacia, também de porcelana, sobre dois (2) pratos que servirá de apoio e mais oito devidamente equilibrados simbolizando os pontos cardeais e pontos colaterais, ornados com búzios de praia, colares de ouro, colheres douradas e muitas jóias a depender da posse do iniciado. Tudo colocado cuidadosamente sobre uma talha de barro ou porcelana cheia de água, geralmente com muito perfume, chamada pelo povo de santo de água de cheiro .
Nota: Todos assentamentos "igba orixá", devem ser preparados e sacralizados em rituais próprios por Babalorixas ou Iyalorixas. Na preparação de qualquer assentamento de orixá os rituais da sasanha, folha sagrada e água sagrada são iIgba yemanja ou assentamento de yemanja como é chamado popularmente pelo povo de santo, são construídos com materiais de porcelana, louça ou cristal, geralmente na cor branca, mas podendo ser de cores variadas dependendo da qualidade.
 
Confecção

Dentro de uma terrina de porcelana, louça ou cristal são dispostos vários apetrechos, são encontrados uma média de nove (9) ou dezeseis (16): búzio, pérola de agua doce e salgada, obis, fava de yemanja aridan moedas de prata, confirmando sua ligação com o odu ossá, e o sagrado apetrecho mais importante de todos os orixas, o otá, tudo isso conservado com azeite doce, manteiga de karité chamado de ori ou limo da costa e mel de abelha.
A terrina é colocada no centro de uma bacia, também de porcelana, sobre dois (2) pratos que servirá de apoio e mais oito devidamente equilibrados simbolizando os pontos cardeais e pontos colaterais, ornados com conchas e vários cristais que termina em pirâmides de seis lados e conservados em água dentro do vaso do mesmo material.
 
Nota: Todos assentamentos "igba orixá", devem ser preparados e sacralizados em rituais próprios por Babalorixas ou Iyalorixas. Na preparação de qualquer assentamento de orixá os rituais da sasanha, folha sagrada e água sagrada são imprescindíveis.


Igba Oya ou assentamento de iansan como é chamado popularmente pelo povo de santo, são construídos com materiais de porcelana ou louça de cores variada, mas sempre com detalhes na cor vermelha ou marron, simbolizando sua ligação com o fogo. Geralmente no centro da terrina sai uma haste com uma espada na ponta, construído de metal acobriado, chamado de ferramenta de Oya.

Confecção

Dentro de uma terrina de porcelana ou louça são dispostos vários apetrechos, são encontrados uma média de nove (9) ou dezesseis (16) búzios, nove (9) ou sete (7) pequenas bolas de ouro e cobre, obis, moedas de cobre e ouro, confirmando sua ligação com o odu ossá e odi, e o sagrado apetrecho mais importante de todos os orixas, o otá, tudo isso conservado com azeite de dendê, mel de abelha e azeite doce.
A terrina é colocada no centro de uma bacia, também de porcelana, sobre um (1) prato que servirá de apoio e mais oito devidamente equilibrados simbolizando os pontos cardeais e pontos colaterais, ornados com dois (2) ogues, dois (2) erukeres e nove (9) idés de cobre ou de ouro a depender da posse do iniciado. Tudo colocado cuidadosamente sobre uma talha de barro ou porcelana cheia de água, geralmente de chuva ou de rio.
Peculiaridade no igba de oya igbale


Assentos de Oya ygbale no Candomblé.Dentro de uma terrina de porcelana ou louça exclusivamente na cor branca ou branca e prateada são dispostos vários apetrechos, são encontrados uma média de nove (9) a onze (11) búzios, nove (9) ou onze (11) pequenas bolas de ouro branco e prata, obis, moedas de prata e ouro branco, confirmando sua ligação com o odu ossá e owarin, e o sagrado apetrecho mais importante de todos os orixas, o otá, tudo isso conservado com mel de abelha, azeite doce e manteiga de karité chamado de ori ou limo da costa.
A terrina é colocada no centro de uma bacia, também de porcelana, sobre um (2) prato que servirá de apoio e mais oito devidamente equilibrados simbolizando os pontos cardeais e pontos colaterais, ornados com dois (2) ogues, dois (2) erukeres, onze (11) idés de prata ou de ouro branco, nove (9) ichãs e uma grande cabaça, que será utilizada nos rituais fúnebres denominado de axexe. Tudo colocado cuidadosamente sobre uma talha de barro ou porcelana cheia de areia ou terra, simbolizando sua ligação com mensan orum e os ancestrais (eguns).

Nota: Todos assentamentos "igba orixá", devem ser preparados e sacralizados em rituais próprios por Babalorixas ou Iyalorixas. Na preparação de qualquer assentamento de orixá os rituais da sasanha, folha sagrada e água sagrada são imprescindíveis.
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Igba yemanja ou assentamento de yemanja como é chamado popularmente pelo povo de santo, são construídos com materiais de porcelana, louça ou cristal, geralmente na cor branca, mas podendo ser de cores variadas dependendo da qualidade.

Confecção

Dentro de uma terrina de porcelana, louça ou cristal são dispostos vários apetrechos, são encontrados uma média de nove (9) ou dezeseis (16): búzio, pérola de agua doce e salgada, obis, fava de yemanja aridan moedas de prata, confirmando sua ligação com o odu ossá, e o sagrado apetrecho mais importante de todos os orixas, o otá, tudo isso conservado com azeite doce, manteiga de karité chamado de ori ou limo da costa e mel de abelha.
A terrina é colocada no centro de uma bacia, também de porcelana, sobre dois (2) pratos que servirá de apoio e mais oito devidamente equilibrados simbolizando os pontos cardeais e pontos colaterais, ornados com conchas e vários cristais que termina em pirâmides de seis lados e conservados em água dentro do vaso do mesmo material.
 
Nota: Todos assentamentos "igba orixá", devem ser preparados e sacralizados em rituais próprios por Babalorixas ou Iyalorixas. Na preparação de qualquer assentamento de orixá os rituais da sasanha, folha sagrada e água sagrada são imprescindíveis.
 

Igba nanã ou assentamento de nanã como é chamado popularmente pelo povo de santo na cultura Nagô-Vodun, são construídos com dois recipientes diferentes, barros e porcelana.

Confecção

Dentro de terrina de porcelana ou de barro, são dispostos vários apetrechos, dependendo da qualidade deste misterioso e complexo orixá. São encontrados vários tipos de búzios, pérola de agua doce e salgada, pulseiras de marfim, (sabendo-se que nenhum objeto de metal pode compor este sagrado Igba orixa, pois é considerado ewo), búzio, vários tipos de sementes como aridan, orobô, obi e olho de boi, miniatura de ibiri e uma argamassa com variado tipo de folha sagrada, em especial uma planta chamada gervão, onde é fixado uma pena de ekodidé, juntamente com um montículo de efun e o sagrado apetrecho mais importante de todos os orixas, o otá.
A terrina é colocada no centro de uma bacia, também de porcelana, sobre cinco (5) pratos que servirá de apoio e mais oito devidamente equilibrados simbolizando os pontos cardeais e pontos colaterais, (confirmando sua ligação com o odu ejilobon, ornados com cascos de Igbin utilizados nos sacrifícios, conchas e objetos de marfim.
A parte superior é coberta com um cuscuzeiro de barro com sete orifícios, onde são depositadas cuidadosamente as sete colheres de pau, simbolizando o ibiri, ornado com grande quantidade de búzio e marfim. Não necessáriamente das presas do elefante, sabendo-se que toda a parte compacta e branca que constitui a maior parte dos dentes dos mamíferos são marfins.
 
Nota: Todos assentamentos "igba orixá", devem ser preparados e sacralizados em rituais próprios por Babalorixas ou Iyalorixas. Na preparação de qualquer assentamento de orixá os rituais da sasanha, folha sagrada e água sagrada são imprescindíveis.
 
Igba oxaguian ou assentamento de oxaguian como é chamado popularmente pelo povo de santo, são construídos com materiais de porcelana ou louça na cor branca, bem parecido com o Igba oxalufan, diferenciando-se por determinados apetrechos. Geralmente com um agadá "espada", escudo, mão de pilão e pombos, todos contruidos de prata, chumbo ou estanho preso na tampa que cobre uma terrina onde são guardados os objetos mais valiosos deste orixá.

Confecção

Dentro de uma terrina de porcelana ou louça branca são dispostos vários apetrechos, são encontrados uma média de oito (8) ou dezeseis (16): búzios, pequenas bolas de chumbo, obis, moedas de prata, confirmando sua ligação com os odus ejionile, e o sagrado apetrecho mais importante de todos os orixas, o otá, tudo isso conservado com manteiga de karité chamado de ori ou limo da costa, azeite doce e mel de abelha.
A terrina é colocada no centro de uma bacia, também de porcelana, sobre dois (2) pratos que servirá de apoio e mais oito devidamente equilibrados simbolizando os pontos cardeais e pontos colaterais, ornados com cascos de Igbin utilizados nos sacrifícios e objetos de marfim, colocada cuidadosamente sobre um Pilão.
Igba oxalufan, assentamento de oxalufan ou oxalá como é chamado popularmente pelo povo de santo, são construídos com materiais de porcelana ou louça na cor branca, geralmente com um opaxoro preso na tampa que cobre uma terrina onde são guardados os objetos mais valiosos.
Confecção
Dentro de uma terrina de porcelana ou louça branca são dispostos vários apetrechos, são encontrados uma média de dez (10) ou dezeseis (16): búzios, pequenas bolas de chumbo, obis, moedas de prata, confirmando sua ligação com os odus ôfun e êjibé, e o sagrado apetrecho mais importante de todos os orixas, o otá, tudo isso conservado com manteiga de karité chamado de ori ou limo da costa. A terrina é colocada no centro de uma bacia, também de porcelana, sobre dois (2) pratos que servirá de apoio e mais oito devidamente equilibrados simbolizando os pontos cardeais e pontos colaterais, ornados com cascos de Igbin utilizados nos sacrifícios e objetos de marfim.
 
Nota: Todos assentamentos "igba orixá", devem ser preparados e sacralizados em rituais próprios por Babalorixas ou Iyalorixas. Na preparação de qualquer assentamento de orixá os rituais da sasanha, folha sagrada e água sagrada são imprescindíveis.
 

 
Igba ori, ou ibá ori o é o nome do assentamento sagrado da cabeça de um individuo na cultura nago vodun, identificado no jogo do merindilogun pelos odu ossá.
Cada igba ori é uma representação material e imaterial de um individuo, captando constantemente energias oriundo da natureza para equilibrar a mente do seu adeptos e crentes. É considerado o primeiro orixá da existência (a essência real do ser). Deve ser assentado e louvado antes de qualquer outro Orixá depois de exu no ritual de Bori, pois só ori permite a compreensão e o transe.
O assentamentos de ori são sempre visto em recipientes de: Porcelana (Variedade de cerâmica dura, branca e translúcida), usado principalmente por iniciantes na feitura de santo. Vaso de cristal (Vidro muito límpido e puro), usado por Babalorixás, Iyalorixás e pessoas de cargo.
Dentro dos recipientes são colocados apetrechos e fetiches inerente a cada Ori (Yoruba), geralmente uma pedra de cristal de rocha com limpidez e transparência, e dezesseis búzios, tudo conservado em água de chuva ou mineral. Na preparação de qualquer assentamento de orixá os rituais da sasanha, folha sagrada e água sagrada são imprescindíveis.
 
Nota: Todos assentamentos (igba orixá), devem ser preparados e sacralizados em rituais próprios por Babalorixas ou Iyalorixas.

O BORI é o ritual que harmoniza o ORI, dando assim a possibilidade de

transformar um " ORI BURUKU" em "ORI RERE".

È através do Jogo de Búzios que o Babaloorisá recebe as instruções para

realizar este ato (BORI) ritualístico que possibilitará não só a mudança da

sorte como também a manutenção da mesma, para que não se a perca.

É o BORI que diminui a ansiedade, o medo, a dor e a tristeza trazendo a

esperança, alegria e a harmonia.

Desta forma, o BORI é uma das oferendas mais importantes que visa o bem

estar individual no Candomblé.

O Ritual de Bori é muito sério, complexo e profundo. Por isso, o sacerdote

deve ter grande conhecimento e respeito em relação à questão do Ori e da

evolução humana. Ori é o Orisá mais importante na vida de um homem, uma vez

que, sem ele, o homem simplesmente não existiria. Ori significa,

literalmente, cabeça e é, misticamente, o primeiro Orisá a ser cultuado. É

ele o portador do destino humano.

O Ritual de Bori independe de qualquer processo iniciático e independe do

culto aos outros Orisás.(variando assim de casa para casa,mas,sem fuigir da

finalidade em si) Seu objetivo é o de alimentar o Ori, seja qual for o sexo,

raça, profissão, idade, nível social da pessoa. Com este ritual busca-se o

equilíbrio através da ação do Ori, condutor do destino pessoal. Muitas vezes

se realiza um Ritual de Bori com o objetivo de afastar o mal do caminho da

pessoa, o que não significa que, retirada esta ameaça nenhum outro mal possa

ocorrer. Assim sendo, o Ritual de Bori não tem "prazo de validade", não tem

freqüência determinada (anual, semestral, mensal, etc.), devendo ser

repetido sempre que se mostre necessário.

O Odu manifestado através do" jogo" é que determina a necessidade de

realização do Bori e indica quais materiais devem ser usados. Há dois tipos

de Bori:

Aquele que é considerado pré-requisito para uma iniciação, ou seja,

primeiramente se alimenta o Ori, divindade pessoal, para a seguir alimentar

outros Orixás.

2) Aquele realizado a fim de buscar a solução de um problema que aflige a

pessoa através do alimento oferecido ao seu Ori, sem que haja necessidade de

iniciação.

O local mais apropriado para realização deste Ritual é a casa do sacerdote.

Este deve Ter bom senso quanto a necessidade de recolhimento. Se o Bori for

acompanhado de Eje, é recomendável o recolhimento como meio de repouso e

proteção, pois o Ori que está sendo venerado não deve receber energia do sol

nem do sereno. O recolhimento evita, ainda, que a "sombra daquele que passou

pelo Bori seja pisada."

O sacerdote deve saber que durante este Ritual a pessoa somente poderá

entrar em transe no momento que seu Orisá for louvado. Deve conhecer a

finalidade e o significado de cada material que usa. Omi e Obi, por exemplo,

são elementos indispensáveis no BORI. Omi, a água, representa paz,

abundância e fertilidade enquanto o Obi é usado para aplacar a fúria das

adversidades, alimentar e agradar as divindades.

O jogo DE Búzios determinará, através de Odu, que material deve ser usado no

Bori e este material poderá ser desde apenas um copo d’água e um Obi até uma

oferenda bem grande.

ORI RERE = ORI de sorte = Cabeça de sorte, cabeça iluminada

ORI BURUKU = ORI sem sorte = Cabeça sem sorte, confusa, insegura…

ORI INU = "Cabeça Interna"

É o ORI NU que gerencia a cabeça física do homem.

É o oriSá mais importante do ser humano, pois ele é ÚNICO, cada pessoa tem o

seu.

É Ele quem conhece e está ligado ao destino de cada indivíduo, conhece e

sabe das suas restrições, das suas fragilidades , das suas potencialidades.

É no ORI que se encontra a ferramenta para a solução dos nossos problemas…

Quando estamos em harmonia com ele, superamos os obstáculos mais facilmente

e assim, certamente conectados à positividade interna e à dinâmica perfeita

da natureza, encontramos a vitória e o sucesso na consecução dos nossos

objetivos pessoais….

Fonte: http://fernandoogum.blogspot.com.br/2013/04/assentamento-de-orixa-igba.html



domingo, 20 de maio de 2012

Assentamento para os Ciganos

“Eu vinha, caminhando a pé...
Só pra ver se encontrava, a minha cigana de fé...”
Kali Yê!
Que a luz suprema da Senhora Kali ilumine o coração de todos!
Muito se questiona sobre a origem de nosso povo. Ou mesmo do que se trata realmente esta linha.
Não temos um ponto de origem. Por isso jamais será possível alguém classificar com precisão comprovável nosso ponto de nascimento. Assim tem que ser.
Diria que Ciganos é mais que um povo propriamente dito, mas sim um costume, uma tradição que rompe a vida humana e grita alto na alma daquele que por algum momento se deparou com os mistérios livres da existência.
Liberdade é o que traduzimos. Quando não temos o interesse de divulgar nossa origem isso reforça a idéia de liberdade, ou seja, não estamos presos a um ponto que deveremos convergir.
Somos o pó da estrada, o vento que sopra a areia do deserto, o canto que vibra na alma de todos e o brilho do sol a iluminar o horizonte.
Em nossa manifestação tentamos projetar o sentido de ser livre. De ser e estar hoje, amanhã tudo flui diferente. No movimento da vida hoje somos diferente de amanhã. Nesta mobilidade a água traduz nossa essência.
Não escrevemos nada. Deixamos herdeiros de um sangue transitório. Quem é cigano? O que é ser cigano? Busco até hoje a resposta e na busca vou sendo um cigano.
Talvez cigano seja a tradução do espírito de busca do indivíduo humano. Buscar é a nossa sina, e o que busco? O que tu buscas?
Muitas são as tribos, clãs, famílias e grupos. Nomes e mais nomes e origens. É certo, que toda pesquisa e esforço da razão é válida, porém que os fragmentos que ora traduz algumas pistas e ora outras apresentem conflitos sirva no fim para reforçar a idéia de que não há origem para ações que ocorrem simultaneamente em vários pontos do planeta como uma extravasão do espírito humano.
Dizem que no século XI tem registros de nossos costumes, também no século XIII, outros datam antes de Cristo e nenhum confirmam absolutamente nada. Acontece que em tempos muito distantes o povo, a grande massa era oprimida, subjugada e sofria toda sorte de violência por parte daqueles que detinham “poder”. Então o surgimento de um protesto de liberdade silencioso, mas praticado foi um aflorar natural no peito do povo.
Sobre nossos “mistérios”, são o que são. Nossa “magia” a “encantaria” talvez seja tudo o reflexo de nossa felicidade. Por termos alcançado a tal liberdade.
Não somos de nenhum lugar, não pertencemos a nada e a ninguém. Somos “nômades”, mas por onde passamos, hei de voltarmos.
Desta forma, muitos espíritos atingiram um grau de evolução capaz de possibilitar a comunicação com os encarnados a fim de traduzir através de “nossos” costumes orientações aos indagadores. Logo, o arquétipo na linha de trabalho está mais baseada no movimento flamenco, do que qualquer outra coisa, mas todos aqueles espíritos que são livres e libertadores com história de vida parecida ou com a busca da mesma causa, detendo conhecimentos práticos do oráculo e encantos, será abrigado na linha dos ciganos.
Em nossa manifestação muito música, alegria, sorrisos e um verdadeiro culto á alegria.
Nossa aparição na Umbanda foi inevitável. Precisávamos trabalhar e somente a Umbanda se mostra como um movimento de manifestações espirituais sem dogma, sem cúpula, sem origem definida. Tem tudo haver conosco. Então não somos da Umbanda e nem a Umbanda é nossa, nos emprestamos mutuamente para o melhor de tudo que nos envolve.
Assim, vamos com nossa carruagem, caminhando em nossa estrada, erguemos nossa tenda onde nos for permitido e ali conviveremos em momentos de paz e alegria, quiçá de revelações. Batendo nosso pandeiro e tocando nossa viola, somos então o som do amor.
Fique com nossa força e conte com nossa companhia.
Kali Yê!
Quem comanda esta linha? Ninguém! Esqueceu que somos livres?
Nota do médium: quando começamos a ler este texto, a sensação que se dá é que teremos algum esclarecimento sobre a linha dos ciganos, agora lendo ao fim, a sensação real é de que nada mudou, ou seja, continua tudo confuso (risos). Sobretudo o que nos chega é que o povo cigano faz questão de manter este véu de mistério, assim conserva a sua magia natural. O que acho importante elucidar é que no trabalho prático desta linha está a força prosperadora. Eles atuam muito na questão financeira e profissional, orbitando um tanto nas questões amorosas.
Assentamento:
01 Tacho de cobre;
77 moedas douradas ou cobre de valor corrente;
07 Grãos de noz moscada;
01 taça de cobre;
01 vela 07 dias laranja;
21 folhas de louro;
Cigarrilha;
Rum e Vinho Tinto.
Coloque as moedas dentro do tacho. Ao redor da vela coloque as folhas de louro e a noz moscada. Na taça coloque o vinho e noutra o rum. Acenda a vela e dê três baforadas nos elementos chamando pelo povo cigano.
Toda semana acenda ao menos uma vela laranja. Na ocasião troque o líquido. Sempre que fizer esta firmeza semanal, pegue a cigarrilha e dê três baforadas, concentrado nos pedidos e orações.
Oração de assentamento:
“Divino Criador, Divinas Forças Naturais, Divinos Orixás, neste momento vos evoco e peço que imante este assentamento, consagre e o torne um portal por onde o Povo Cigano do astral possa se manifestar, servindo de minha proteção e chave de acesso aos ciganos de acordo com o meu merecimento. Peço que a força dos ciganos esteja presente e receba minhas vibrações.”
Ps.: Este é um assentamento universal para a linha de Ciganos, que pode ser consagrado a um Cigano (a) específico ou deixar aberta de forma universal.
Faça isto com fé e amor, terá ótimos resultados.
Kali Ciganos!


quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

O que são Assentamentos. Pelo Templo Tião D'angola e Boiadeiro Sete Porteiras.


Para muitos um ritual da religião, mas devemos entender que a Umbanda agregou o assentamento de entidades e orixás do culto africano e depois no Brasil chamado de Candomblé, de acordo com cada ensinamento passado, o fato é que os assentamentos tem uma relação de similaridade tanto na Umbanda quanto no Candomblé, suas diferenças maiores ficam no sacrifício animal, porém a vertentes de nossa religião adquiriram o conhecimento e colocam como aprendizado de seus filhos nas casas, é um número pequeno mas que merce nossa atenção.


O Assentamento de Orixá provém do culto africano e do Candomblém no Brasil, é a inciação do filho de santo à religião, antes desta etapa ele passou pelo Bori, que em nossa religião é também praticado por algumas vertentes, o assentamento significa a morte do homem comum para o nascimento do homem instrumento do Orixá, é a partir daí que ele entra a sintonia fina com o seu Orixá. Na Umbanda abro parenteses nesta questão para comentar o que diz Rubens Saraceni sobre Assentamento: "Assentamentos são locais onde são colocados alguns elementos com poderes magísticos, com a finalidade de criar um ponto de proteção, defesa, descarga e irradiação". Exatamente como nos rituais africanos o objetivo é criar um campo de contato entre o Orixá e o filho de santo. Podemos dizer que a Umbanda incorporou o ritual Jejé, por conta dos ritos Voduns, onde assenta-se entidades além dos orixás.

Cada igba orixa ou assentamento é uma representação material e pessoal, simboliza a captação de energia oriundo da natureza e da força, ligado aos orixás correspondentes e sempre emanando energias para seus filhos.

Antes de qualquer coisa é preciso entender que na Umbanda este rito de iniciação é chamado de Coroação,  também devemos entender que incorporar os rituais não significa praticá-los exatamente como ao culto de Candomblé, até por que são conhecimentos distintos, mas temos que observar as similaridades, isso por que quando incorporado a nossa religião foi passado como aprendizado, e basicamente seguem os mesmos ritos e funções. Os Assentamentos coletivos em nosso entendimento tem função diferente para o do inicado em nossa religião o Assentamento coletivo é aquele onde os filhos, e as pessoas em geral vão fazer seus pedidos, é muito comum fazer em Assentamentos de Exu, ou mesmo do Orixá da Casa, ou da Entidade chefe da Casa, há uma distinção entre este tipo de assentamento e o individual do filho de santo.

Por isso entendemos que para cada tipo de Assentamento há uma funçaão e um destinamento, outra coisa é não somente ter o olhar magistíco e científico, devemos ter a sensibilidade e orientação dos orixás e entidades,  um bom preparo do Sacerdote, pois é atravéz de suas mãos e energias que tudo acontece, para o filho de santo coroado, bem como para a Casa ou Templo.

Sociológicamente a iniciação e o assentamento tem significados para nós e para os que não conhecem a religião e em uma pesquisa da Professora Miriam Rabelo do Departamento de Sociologia e do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Universidade Federal da Bahia - UFBA; Pesquisadora do Núcleo de Estudos em Ciências Sociais e Saúde (ECSAS/UFBA), Salvador, Brasil, a definição mais precisa que encontrei sobre o tema foi: 

"A preparação do corpo  posiciona o indivíduo em um espaço de experiência e sociabilidade. Neste sentido pode ser entendida como parte importante do processo pelo qual novos sentidos são integrados ao corpo, vindo a compor disposições e modos de orientação. O antropólogo australiano Michael Jackson desenvolve argumento semelhante ao examinar práticas de iniciação entre os Kuranko da Serra Leoa. Para o autor estes rituais constituem instâncias de desorganização do espaço cotidiano, em que formas alteradas de uso do corpo funcionam como gatilhos para a produção de novas imagens e confronto com distintas possibilidades de organização da vida social. Aqui está uma chave importante para entendermos as abordagens religiosas à aflição."

Mas devemos ter um outro entendimento sobre os Assentamentos, mais significativos e profundo para nós e para os que desejam conhecer nossa religião,  cultuar orixá e entidades devem ser uma vontade frequente, sem se tornar uma obrigação ou necessidade bitolada da vida, o filho iniciado ou coroado bem como os Sacerdotes devem entender também que nossa religião não é uma prisão, e ninguém é refém dela mesmo após ter passado por todo o processo dentro de uma casa.

Muitos Sacerdotes acham que os assentamentos dos filhos de santo devem ficar dentro dos terreiros, com isso criam uma escravização do filho pelo Orixá ou mesmo Entidade, não podemos mais admitir isso, cada filho de santo deve sim cuidar e zelar pelos seus assentamentos, ele pode sim sair de uma casa e cuidar das suas entidades e orixás por que é dever do Sacerdote orientar e ensinar, os filhos em nossa vida fora da religião são preparados por nós para estudar, ter um bom caráter e constituir sua família se assim for sua escolha, na Umbanda é a mesma coisa, os filhos irão se tornar pais e mães mas nunca deixaram de ser filhos.

É por isso que neste tema devemos afirmar que os comportamentos e energias que levamos para um Assentamento, deve ser sempre positivos, corretos, para que todas estas energias se revertam em benefícios para o filho de santo, o sacerdote e as pessoas que frequentam as casas e necessitam da ajuda das nossas entidades.

Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei

sábado, 4 de dezembro de 2010

Assentamento


Um assentamento começa a ser construído sem pressa pelo médium, peça a peça, até que ele tenha no mínimo sete elementos do Orixá, todos já consagrados, tanto no seu ponto de forças, quanto no seu centro de Umbanda.
Não é preciso esperar abrir o centro para começar a constituí-lo rapidamente. Um dos primeiros elementos é o Otá ou pedra do seu Orixá.
O Otá equivale a "pedra funda mental" das grandes construções civis ou de grandes templos erigidos no plano material pelas mais diversas religiões.
Cada Orixá tem a sua pedra (as) e é por ela que o médium deve come cara constituição dos fundamentos do assentamento do seu próprio Orixá.
Nos relatam os nossos mais velhos que, durante o período da escravidão, quando se realizava a cerimônia de iniciação dos noviços, estes iam mata adentro à procura do seu Otá ou pedra do seu Orixá, e voltavam só ao amanhecer, já com ela entre as mãos.


Dali em diante, ela seria o mais poderoso elo de ligação com seu Orixá. Seria conservada com zelo e alimentada periodicamente para manter integralmente seu axé (poder).
Normalmente ela era condicionada em uma quartinha de barro, pois a louça era um artigo raro e caro, inacessível às classes menos favorecidas. Panelas, vasos, tigelas, canecos, e outros utensílios feitos de barro cozido, eram comuns e de uso cotidiano, não só pelos in­dígenas, uma vez que os colonizadores mais pobres também usavam utensílios de barro cozido. Eram os vasilhames e utensílios mais populares e mais baratos naquela época, certo?
Hoje, quando você tem os mesmos utensílios em louça, pode usá-los à vontade. Até porque as quartinhas de barro precisam passar por um envernizamento externo e por um revestimento oleoso in terno, para que a água ou outra bebida colocada dentro dela não seja absorvida pelo barro e, sob temperaturas elevadas evapore completamente.
Então, como atualmente você não precisa sair às escondidas e em altas horas da noite para encontrar na escuridão o seu Otá ou pedra do seu Orixá, recomendamos que a encontre num rio ou cachoeira pedregosa e ali, calmamente, escolha-o e assim, recolha-o levando-o para casa já envolto em um pedaço de pano com a cor do seu Orixá.
Mas lembre-se: Não é só chegar até o leito pedregoso do rio, catar uma pedra rolada, envolvê-la num pano e ir embora. Não mesmo!
Há todo um ritual que deve ser cumprido à risca se quiserem que seus Otás tenham axé ou poder de realização. Abaixo vamos descrevê-lo:
1- Encontrar um trecho de rio de águas limpas que seja pedregoso;
2-  Numa margem dele, oferenda nossa mãe Oxum e pedir-lhe licença para recolher dos seus domínios o Otá do seu Orixá.
3 - Depois, oferenda o seu Orixá na outra margem ou, se for na mesma, faça-a mais abaixo da oferenda que fez para a Senhora Oxum.
4 - Já com a oferenda feita, derrame no rio uma garrafa de champanhe ou outra bebida doce e 7 punhados de açúcar, oferecendo-os aos Seres das Águas, pedindo-lhes licença para entrar no rio e recolher seu Otá.
5 -  Isto feito, o médium deve entrar no leito do rio e procurar uma pedra rolada que o atraia mais que as outras e, quando encontrá-la, deve pedir licença à Mãe e aos Seres da água para pegá-la para si.
6 - Após pegá-la, de vê elevá-la com as duas mãos acima da cabeça e, como numa oração, dizer estas palavras: "Meu Pai (ou Mãe) Orixá tal, eis a pedra de axé, o meu Otá! Abençoe-o com tua luz, com teu manto divino e com teu axé, tornando-a, a partir de agora, minha pedra sagrada!"
7 - Após fazer essa primeira consagração a pessoa deve ir até onde está a oferenda da Mãe Oxum e apresentá-la segurando-a na palma das mãos unidas em concha, dizendo-lhe estas palavras: "Minha Mãe Oxum, apresento-lhe meu Otá. Abençoe-o, minha amada Mãe!"
8 - Após receber a benção da Mãe Oxum, a pessoa deve dirigir-se até onde está a oferenda do seu Orixá, colocá-la dentro dela e fazer esse pedido: "Meu Pai (minha Mãe) Orixá tal, peço-lhe que aqui, dentro da sua oferenda, consagres essa pedra de forças, esse meu Otá".
9 -  Após esse pedido, a pessoa deve aguardar uns 10 minutos para recolhê-la e envolvê-la no pedaço de pano na cor do Orixá. Mas antes, deve dizer estas palavras: "Meu Pai (minha Mãe), peço-lhe licença para recolher meu Otá com seu axé, e envolvê-lo nesse pedaço de pano que simboliza seu manto protetor para que eu possa levá-la para minha casa protegida e ocultada dos olhares alheios".
10 - Recolha-a e embrulhe-a com o pano. Então peça licença e vá para casa.
Chegando em casa, risque um símbolo do seu Orixá, coloque-o dentro dele; acenda uma vela de 7 dias e co loque-a dentro dele. Invoque seu Orixá, pedindo-lhe que alimente-a com sua luz viva, só recolhendo-a e guardando-a em um local adequado quando a vela for toda queimada.
Caso queira, poderá pegar uma tigela de louça colocar dentro dela um pouco de água e macerar um punhado de folhas do Orixá para, em seguida co locar dentro o seu Otá, iluminar com uma vela de sete dias e pedir-lhe que incorpore-lhe seu axé vegetal.
Após sete dias com o Otá imerso no caldo vegetal poderá lavá-lo em água corrente que o axé vegetal do Orixá terá sido incorporado a ele.
Só então, a pessoa poderá alimentá-lo com a bebida do Orixá. Para alimentá-lo poderá fazê-lo derramando-a na mesma tigela usada para as ervas. O procedimento é idêntico:
• Coloca-se a bebida; a seguir co loca-se o Otá; cobre-se a tigela com o pano na cor do orixá; ilumina-se com uma vela de 7 dias e faz-se uma oração para que o Orixá alimente-o com o axé da sua bebida.
• Após sete dias, retire o Otá, lave-o em água corrente e coloque-o dentro de uma quartinha de louça ou de barro cerâmico;
• Encha-a com água engarrafada adquirida no comércio pois não contêm cloro e coloque-a, já tampada, em seu altar, oratório ou em um local onde só você mexa.
 • Então, periodicamente, troque a água ou complete-a, que seu Otá passará a atuar em seu benefício, atuando como um ponto de força do seu Orixá.
• Quando vier a fazer o assenta mento dele, coloque nele a sua quartinha com seu Otá dentro dela, passando a alimentá-la com ela já assentada em definitivo. Aí está seu verdadeiro e genuíno "Otá"!
Temos ouvido relatos de que alguns dirigentes espirituais adquirem no comércio algumas pedras roladas ou pedregulhos, já manuseados por outras pessoas e, num ritual simples co­locam-nos dentro da quartinha dos se us filhos espirituais onde, daí em diante estes passarão a alimentá-la periodicamente como se tivessem de fato o axé dos Orixás deles.
Mas isto não é verdadeiro e sim, assemelha-se a uma simpatia, que tanto pode funcionar como não.
Um Otá genuíno só deve ter a mão do seu dono e só deve ter a vibração do seu Orixá. Qualquer outra vibração  incorporada ao Otá de uma pessoa influirá negativamente sobre ele e sobre o seu dono, assim como sobre o próprio Orixá.
Isto acontece quando quem participou da consagração do Otá fica de mal humor; com raiva; com ódio dele; com antipatia por ele, etc.
Um Otá é algo pessoal e não deve ser manipulado por mais ninguém além do seu dono e só deve conter suas vibrações e as do seu Orixá.
Além do mais, caso a quartinha com o Otá fique nas dependências do Templo que a pessoa freqüenta, várias coisas podem influir sobre ela e ele tais como:
- Caso o Templo esteja sendo de mandado os donos dos Otás também serão atingidos.
- Caso virem as forças assentadas ou firmadas no Templo, as dos donos dos Otás também serão viradas.
- Caso prendam as forças assentadas ou firmadas no Templo, as dos donos dos Otás também serão presas.
- Caso o dirigente fique com ódio de um médium seu, poderá atingí-lo através do seu Otá, e qual quer outros elementos pessoais colocados dentro da quartinha (pois há os que colocam um chumaço de cabelo, retirado do ori do seu filho de santo).

Recomendamos às pessoas que forem prejudicadas dessa forma que comprem 7 quartinhas de louça; consigam 7 líquidos diferentes, tais como: mel, bebida do seu Orixá, água doce, água salgada, água com ervas ma cerradas, água com pemba branca rala da misturada e água de côco.
Com esses sete líquidos engarrafados separadamente, devem ir até uma cachoeira e nela fazer uma oferenda a Mãe Oxum.
Após fazer a oferenda devem pedir-lhe licença para colher 7 pedras no leito da cachoeira. Após colhê-las colocá-las dentro das 7 quartinhas e acrescentar um pouco de água da ca­choeira.
A seguir, colocar as quartinhas em círculo e derramar dentro de cada uma o líquido de uma garrafa. Acender 7 velas amarelas juntas no centro do círculo das quartinhas; acender 7 ver­melhas do lado de fora do círculo de quartinhas, uma para cada uma.
Na seqüência, fazer essa oração poderosa ajoelhado diante do círculo de quartinhas: "Minha amada e misericordiosa Mãe Oxum, clamo-lhe nesse momento em que sofro um ato de in­justiça, que a Senhora ative o seu Sagrado Mistério das Sete Quartinhas e, em nome do Divino Criador Olorum, de Oxalá, da Lei Maior e da Justiça Divina, que essa injustiça seja cortada, anulada e retardada, e que, quem a fez contra mim seja rigorosa mente punido por Olorum, por Oxalá pela Lei Maior e pela Justiça Divina, as sim como pelo Orixá, pelo Exu Guardião, e pela Pombagira Guardiã dela, que assim, punida rigorosamente, nunca mais use do seu conheci mento para prejudicar-me e a ninguém mais.
Peço-lhe também, que tudo o que essa pessoa fez e desejou contra mim, contra minhas forças espirituais e contra meu Orixá, que na Lei do Retorno seja voltado integralmente contra ela, punindo-a rigorosamente por ter me faltado com o respeito e com a fraternidade humana que deve reinar em nossa vida.
Peço-lhe também que essa pessoa seja punida com a retirada dos seus poderes e conhecimentos pessoais, assim como, que dela sejam afastados todos os seus filhos espirituais e seus amigos, para que não venham a ser vítimas da perfídia, da traição e do ódio dela por quem a desagrada.
Peço-lhe também que os Orixás e os Guias Espirituais de todos os filhos espirituais dessa pessoa maligna sejam alertados da perfídia dela e tomem as devidas providências para protegerem-se, e aos seus filhos, da traição e da falsidade dessa pessoa indigna perante os Sagrados Orixás, o Divino Criador, Olorum, a Lei Maior e a Justiça Divina, e todos os umbandistas.
Que a Lei Maior e a Justiça Divina comecem a atuar e só cessem suas atuações quando ela pedir-lhes per dão pela injustiça cometida. Ou, caso ela não o faça, então atuem pondo-a para fora da Umbanda para que nunca mais manche-a com sua perfídia, traição e falsidade.
Peço-lhe e peço a todos os poderes invocados aqui, que me protejam de todos os atos negativos que essa pessoa traiçoeira e perfídia venha a intentar contra mim, minhas forças, meu Orixá, minha vida e família, assim como vos peço que cada ato dela feito contra mim de agora em diante seja virado e seja revertido contra ela, punindo-a ainda mais.
  Amém"!
Essa oração é tão poderosa, que imediatamente a pessoa que cometeu o ato indigno de atingir um filho espiritual, as suas forças espirituais e ao seu Orixá, começa a ser punida de tal forma, que em pouco tempo, ou ela desfaz o mal feito e pede perdão ao atraiçoado ou sua vida terá uma reviravolta tão grande que acabará afundando em sua maldade.
É a justa punição para quem ousa atingir o orixá alheio.
Essa magia e essa oração forte não deve ser usada para futricas e intrigas pessoais pois nossa amada Mãe Oxum não está à nossa disposição para essas coisas e sim, ela nos concede a ativação do seu Sagrado Mistério das Sete Quartinhas para que atos indignos cometidos contra nossos Guias e Orixás sejam punidos rigorosamente.
Bem, após essa magia para a defesa de vítimas de trabalhos para atingí-las a partir do seu Otá, continue mos com os comentários sobre a "pedra fundamental" dos médiuns umbandistas.
Saibam que um Otá (ou pedra de força) também pode ser encontrado e recolhido em outros lugares além do leito dos rios. Pedras são encontradas na terra, no sopé das montanhas, em pedreiras, etc.
• Se a sua pedra de forças (aquela que o atraiu) for encontrada dentro de uma mata ou bosque, aí você deve pedir licença ao Orixá Oxóssi para recolhê-la e consagrá-la ao seu Orixá.
• Se ela foi encontrada na terra, em algum campo aberto, peça licença ao Orixá da terra, Omulú.
• Se ela for encontrada no sopé de uma montanha, ou mesmo nela, peça licença ao Orixá Xangô.
• Se ela for encontrada em uma pedreira, peça licença ao Orixá Yansã.
• Se ela for encontrada nas margens de um lago ou do estuário de um rio, peça licença ao Orixá Nanã Buruquê.
• Se ela for encontrada nas margens ou no fundo de uma lagoa, peça licença ao Orixá Obá.
• Se ela for encontrada a beira mar ou mesmo dentro das suas águas, peça licença ao Orixá Iemanjá.
• Se for "encontrada" no comércio de pedras, aí é problema seu, certo?
  Afinal, um Otá genuíno não é uma pedra semi-preciosa e sim, é um eixo rolado ou um pequeno geodo ainda na natureza e que não passou de mão em mão.
  Quando a "pedra ideal" é encontrada, como que por acaso, e o médium não estava ali com a finalidade de encontrar seu Otá, mas deseja recolhê-la e levá-la para sua casa porque "sente" que ela tem algum poder ou finalidade mágica, este deve ajoelhar-se perto dela e, dependendo do campo vibratório em que ela se encontra, ali deve fazer uma oração ao Orixá regente dele e pedir-lhe permissão para recolhê-la e levá-la para sua casa pois já se esta­beleceu uma afinidade entre ambos.
 Se você ainda não souber que tipo de afinidade se criou, recolha-a, e leve-a embora. Guarde-a e aguar de, porque pode ser que mais adiante um guia espiritual manifeste-se e lhe dê orientações sobre ela e como tratá-la dali em diante.
Agora, se em todo o lugar da natureza que você for, encontrar uma ou mais pedras que o atraiam intensa mente, aí já se trata de uma coisa pessoal e o melhor a fazer é tornar-se um colecionador de pedras ornamentais ou raras.


obs. Texto inédito do Escritor Rubens Saraceni publicado no mês de fevereiro pelo Jornal de Umbanda Sagrada.
Pertencente ao livro "Oferendas e Assentamentos na Umbanda"  ainda não publicado.

Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei
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“A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho.”


SIGNIFICADOS QUANTO AO FORMATO DA VELA



 
Cones ou Triangulares: equilíbrio, elevação.
Quadradas: estabilidade, matéria.
Estrela: espiritual, carma.
Pirâmide: realizações matérias.
Cilíndricas: servem para tudo.
Animais: para o seu animal protetor.
Lua: para acentuar sua energia intuitiva.
Gnomo: para seu elemental da terra.
Cone ou Triangulares: simbolizam o equilíbrio. Tem três planos: físico, emocional e espiritual.
Velas Cônicas: são voltadas para cima e significam o desejo de elevação do homem, sua comunicação com o cosmos.
Velas Quadradas: Simbolizam estabilidade na matéria. Seus lados iguais representam os quatro elementos: Terra, Água, Fogo, Ar.
Velas em Formato de Estrela de Cinco Pontas: É o símbolo do homem preso na matéria. Representa o carma.
Velas Redondas: Simbolizam mudança. E a energia mais pura do astral que só a mente superior alcança.